GUINÉ-BISSAU Inquérito aos Indicadores Múltiplos 2014

Publication date: 2016

Guiné-Bissau Inquérito aos Indicadores Múltiplos 2014 República da Guiné-Bissau Ministério da Economia e Finanças Secretaria de Estado do Plano Guiné-Bissau G uiné-Bissau – M onitorização da Situação da C riança e da M ulher | 2014 Inquérito aos Indicadores M últiplos Inquérito aos Indicadores Múltiplos 2014 Monitorização da Situação da Criança e da Mulher Fundo das Nações Unidas para a Infância Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Programa das Nações Unidas para a Populacão Plan Guiné-Bissau IPHD - Guinea-Bissau unicef MICS capa.indd 1 16/05/13 18:47 GUINÉ-BISSAU Inquérito aos Indicadores Múltiplos 2014 TÍTULO Guiné-Bissau – Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 EDIÇÃO Unicef DESIGN E PAGINAÇÃO Norprint.pt IMPRESSÃO E ACABAMENTO Norprint.pt GUINÉ-BISSAU Inquérito aos Indicadores Múltiplos 2014 MINISTÉRIO DA ECONOMIA, DO PLANO E INTEGRAÇÃO REGIONAL DIRECÇÃO-GERAL DO PLANO INSTITUTO NACIONAL DE ESTATÍSTICA UNICEF FUNDO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A INFÂNCIA MARÇO DE 2016 Outros Parceiros: PNUD FNUAP Plan Guiné-Bissau IPHD iv GUINÉ-BISSAU vInquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 O quinto Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) da Guiné-Bissau foi realizado em 2014 pelo Ministério da Economia e Finanças, através da Direcção Geral do Plano/Ins- tituto Nacional de Estatística (INE), no âmbito do Programa Global MICS. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) forneceu apoio técnico e financeiro para a rea- lização do inquérito. Contribuições financeiras e logisticas adicionais foram prestadas pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), PLAN Guiné-Bissau e Parceria Internacional para o Desenvolvimento Humano (IPHD). O Programa Global MICS foi desenvolvido pelo UNICEF nos anos 90 como um progra- ma internacional de inquérito aos agregados familiares para recolher dados internacio- nalmente comparáveis numa vasta gama de indicadores sobre a situação das crianças e das mulheres. O inquérito MICS mede indicadores chave que permitem aos países dispor de dados para utilização em políticas e programas e monitorizar os progressos a nível dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) e de outros compromissos internacionais. No caso específico da Guiné-Bissau, o presente MICS visa igualmente actualizar a base de dados sobre os indicadores para diferentes utilizadores, sobretudo, para a elabora- ção e o seguimento da implementação de políticas, planos e programas de desenvol- vimento nacional, incluindo o Plano Quadro de Ajuda ao Desenvolvimento das Nações Unidas (UNDAF) 2008-2012. A nível mundial, os instrumentos com que o inquérito pretende avaliar a situação das crianças e das mulheres (incluindo homens, MICS5) são baseados em modelos padrão elaborados pela Coordenação Geral do Projecto Global MICS, sedeada no UNICEF-No- va Iorque. Para mais informações complementares sobre este projecto, consulte o sítio web: http://mics.unicef.org Citação sugerida: Ministério da Economia e Finanças, Direcção Geral do Plano/Instituto Nacional de Es- tatística (INE). 2014. Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014, Relatório Final. Bissau, Guiné-Bissau: Ministério da Economia e Finanças e Direcção Geral do Plano/ Instituto Nacional de Estatística (INE). viiInquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 Implementação do inquérito Base de amostragem - Actualizada RGPH-2009 Novembro de 2013 Questionários Agregado Familiar Mulheres (15-49 anos) Homens (15-49 anos) Crianças <5 anos Formação do entrevistador Fevereiro-Março de 2014 Trabalho de Campo Março-Julho de 2014 Amostra do inquérito Agregados - Amostra - Ocupados - Entrevistados - Taxa de resposta (Percentagem) 6820 6685 6601 98,7 Crianças com menos de 5 anos - Elegíveis - Mães/educadoras entrevistadas - Taxa de resposta (Percentagem) 7688 7573 98,5 Mulheres - Elegíveis para entrevistas - Entrevistadas - Taxa de resposta (Percentagem) 10744 10234 95,3 Homens - Elegíveis para entrevistas - Entrevistados - Taxa de resposta (Percentagem) 4620 4232 91,6 População do inquérito Tamanho médio do agregado familiar 7,3 Percentagem da população a viver em: - Meio urbano - Meio rural Região: - Tombali - Quinara - Oio - Biombo - Bolama/Bijagós - Bafatá - Gabú - Cacheu - SAB 44,0 56,0 6,7 3,8 16,7 7,1 2,2 11,1 11,5 10,1 30,8 Percentagem da população com menos de: - 5 anos de idade - 18 anos de idade 15,8 49,6 Percentagem de mulheres de 15-49 anos com pelo menos um nado-vivo nos últimos 2 anos 29,7 Características do agregado familiar Bens do agregado familiar ou pessoais Percentagem de agregados com - Electricidade - Piso acabado - Tecto acabado - Parede acabada 17,2 42,3 75,8 10,5 Percentagem de agregados que têm - Um televisor - Um frigorífico - Terra agrícola - Animal doméstico/gado 24,2 10,4 65,5 65,9 Número médio de pessoas por quarto usado para dormir 2,5 Percentagem de agregados em que pelo me- nos um membro tem ou possui um - Telemóvel - Carro ou carrinha 91,0 5,9 Quadro Resumo da Implementação do Inquérito e da População Inquirida MICS5, Guiné-Bissau, 2014 viii GUINÉ-BISSAU Quadro Resumo das Conclusões1 e dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) MICS5, Guiné-Bissau, 2014 MORTALIDADE DAS CRIANÇAS Mortalidade na primeira infânciaa INDICADOR MICS INDICADOR DESCRIÇÃO VALOR 1.1 Taxa de mortalidade neonatal Probabilidade de falecer no primeiro mês de vida 36 1.2 ODM 4.2 Taxa de mortalidade infantil Probabilidade de falecer entre o nascimento e o primeiro aniversário 55 1.3 Taxa de mortalidade pós- neonatal Diferença entre taxas de mortalidade infantil e neonatal 20 1.4 Taxa de mortalidade juvenil Probabilidade de falecer entre o primeiro e o quinto aniversário 35 1.5 ODM 4.1 Taxa de mortalidade infanto-juvenil Probabilidade de falecer entre o nascimento e o quinto aniversário 89 a As taxas referem-se ao período de 5 anos que precedeu o inquérito. NUTRIÇÃO Estado nutricional INDICADOR MICS INDICADOR DESCRIÇÃO VALOR 2.1a 2.1b ODM 1.8 Prevalência de insuficiência ponderal (a) Moderada e grave (b) Grave Percentagem de crianças menores de 5 anos que estão abaixo de (a) Desvios padrão -2 (moderada e grave) (b) Desvios padrão -3 (grave) da mediana peso para idade do padrão da OMS 17,0 3,6 2.2a 2.2b Prevalência de atraso no crescimento (a) Moderada e grave (b) Grave Percentagem de crianças menores de 5 anos que estão abaixo de (a) Desvios padrão -2 (moderada e grave) (b) Desvios padrão -3 (grave) da mediana altura para idade do padrão da OMS 27,6 8,2 2.3a 2.3b Prevalência de emagrecimento (a) Moderada e grave (b) Grave Percentagem de crianças menores de 5 anos que estão abaixo de (a) Desvios padrão -2 (moderada e grave) (b) Desvios padrão -3 (grave) da mediana peso para altura do padrão da OMS 6,0 1,4 2.4 Prevalência de excesso de peso Percentagem de crianças menores de 5 anos que estão acima de desvios padrão 2 da mediana peso para altura do padrão da OMS 2,3 Aleitamento materno e alimentação na pequena infância 2.5 Crianças amamentadas Percentagem de mulheres com um nado-vivo nos últimos 2 anos que amamentaram o seu último filho nado-vivo em qualquer altura 98,0 2.6 Início precoce de aleitamento materno Percentagem de mulheres com um nado-vivo nos últimos 2 anos que amamentaram o seu último recém-nascido dentro de uma hora após o nascimento 33,7 2.7 Aleitamenteo materno exclusivo abaixo dos 6 meses Percentagem de crianças com menos de 6 meses que foram exclusivamente amamentadas. 52,5 2.8 Aleitamento materno predominante abaixo dos 6 meses Percentagem de crianças com menos de 6 meses que tomaram leite materno como fonte predominante de alimentação durante o dia anterior 85,3 2.9 Aleitamento materno continuado ao 1 ano Percentagem de crianças de 12-15 meses que tomaram leite materno durante o dia anterior 94,6 2.10 Aleitamento materno continuado ao 2 anos Percentagem de crianças de 20-23 meses que tomaram leite materno durante o dia anterior 50,9 1 Ver o Apêndice E para uma descrição detalhada dos indicadores MICS ixInquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 NUTRIÇÃO Estado nutricional 2.11 Duração média do aleitamento materno Idade em meses em que 50% das crianças de 0-35 meses de idade não receberam leite materno durante o dia anterior 21,6 2.12 Aleitamento materno apropriado para a idade Percentagem de crianças de 0-23 meses de idade amamentadas apropriadamente durante o dia anterior 66,3 2.13 Introdução de alimentos sólidos, semi-sólidos ou moles Percentagem de crianças de 6-8 meses que receberam alimentos sólidos, semi-sólidos ou moles durante o dia anterior 57,2 2.14 Frequência de alimentação láctea para crianças não amamentadas Percentagem de crianças não amamentadas de 6-23 meses de idade que tomaram pelo menos 2 refeições lácteas no dia anterior 30,0 2.15 Frequência mínima de refeição Percentagem de crianças de 6-23 meses que receberam alimentos sólidos, semi-sólidos ou moles (mais alimentação láctea para crianças não amamentadas) o número mínimo de vezes ou mais durante o dia anterior 56,7 2.16 Diversidade alimentar mínima Percentagem de crianças de 6-23 meses que receberam alimentos de 4 ou mais grupos alimentares durante o dia anterior 12,7 2.17ª 2.17b Dieta mínima aceitável (a) Percentagem de crianças amamentadas de 6-23 meses que tiveram pelo menos a diversidade alimentar mínima e a frequência mínima de refeição durante o dia anterior (b) Percentagem de crianças não amamentadas que tomaram pelo menos 2 refeições lácteas e que tiveram pelo menos a diversidade alimentar mínima sem incluir as refeições lácteas e a frequência mínima de refeição durante o dia anterior 8,3 5,8 2.18 Alimentação com biberão Percentagem de crianças de 0-23 meses que foram alimentadas com um biberão no dia anterior 13,3 Iodização do sal 2.19 Consumo de sal iodado Percentagem de agregados com sal contendo 15 partes por milhão ou mais de iodeto/iodato 8,4 Baixo peso à nascença 2.20 Crianças com baixo peso à nascença Percentagem de mais recentes nados-vivos nos últimos 2 anos com peso inferior a 2.500 gramas à nascença 21,3 2.21 Crianças pesadas à nascença Percentagem de mais recentes nados-vivos nos últimos 2 anos que foram pesados à nascença 44,7 SAÚDE DA CRIANÇA Vacinação INDICADOR MICS INDICADOR DESCRIÇÃO VALOR 3.1 Cobertura de vacinação contra tuberculose Percentagem de crianças de 12-23 meses que receberam a vacina BCG antes do seu primeiro aniversário 90,5 3.2 Cobertura de vacinação contra pólio-3 Percentagem de crianças de 12-23 meses que receberam a terceira dose de vacina OPV (OPV3) antes do seu primeiro aniversário 69,7 3.3 Cobertura de vacinação contra difteria, tosse convulsa, tétano, Hepatite B e haemophilus influenzae tipo B (Hib) (PENTA-3) Percentagem de crianças de 12-23 meses que tomaram a terceira dose de vacina PENTA, antes do seu primeiro aniversário 74,2 3.4 ODM 4.3 Cobertura de vacinação contra sarampo Percentagem de crianças de 12-23 meses que tomaram a vacina contra sarampo antes do seu primeiro aniversário 64,8 3.7 Cobertura de vacinação contra febre-amarela Percentagem de crianças de 12-23 meses que tomaram a vacina contra febre-amarela antes do seu primeiro aniversário 53,6 x GUINÉ-BISSAU SAÚDE DA CRIANÇA Vacinação INDICADOR MICS INDICADOR DESCRIÇÃO VALOR 3.8 Cobertura completa de vacinação Percentagem de crianças de 12-23 meses que tomaram todas as vacinas recomendadas no calendário antes do seu primeiro aniversário (sarampo antes do segundo aniversário) 37,4 Toxóide tetânico 3.9 Protecção do tétano neonatal Percentagem de mulheres de 15-49 anos com um nado-vivo nos últimos 2 anos que tomaram pelo menos duas doses de vacina contra o tétano no intervalo apropriado antes do nascimento do mais recente filho 71,4 Diarreia - Crianças com diarreia Percentagem de crianças menores de 5 anos com diarreia nas últimas 2 semanas 11,9 3.10 Procura de tratamento para diarreia Percentagem de crianças menores de 5 anos com diarreia nas últimas 2 semanas para as quais se procurou aconselhamento ou tratamento num estabelecimento ou profissional da saúde 46,8 3.11 Tratamento da diarreia com sais de reidratação oral (SRO) e zinco Percentagem de crianças menores de 5 anos com diarreia nas últimas 2 semanas que receberam SRO e zinco 16,5 3.12 Tratamento da diarreia com terapia de reidratação oral (TRO) e continuação de alimentação Percentagem de crianças menores de 5 anos com diarreia nas últimas 2 semanas que receberam TRO (pacote de SRO, líquido SRO pré-embalado, líquido caseiro recomendado ou mais líquidos) e continuação de alimentação durante o episódio de diarreia. 54,6 Sintomas de Infecção Respiratória Aguda (IRA) - Crianças com sintomas de IRA Percentagem de crianças menores de 5 anos com sintomas de IRA nas últimas 2 semanas 2,5 3.13 Procura de tratamento para crianças com sintomas de IRA Percentagem de crianças menores de 5 anos com sintomas de IRA nas últimas 2 semanas para as quais se procurou aconselhamento ou tratamento num estabelecimento ou profissional de saúde 34,3 3.14 Tratamento com antibiótico para crianças com sintomas de IRA Percentagem de crianças menores de 5 anos com sintomas de IRA nas últimas 2 semanas que tomaram antibióticos 14,5 Uso de combustível sólido 3.15 Uso de combustíveis sólidos para cozinhar Percentagem de membros do agregado em agregados que usam combustíveis sólidos como fonte principal de energia doméstica para cozinhar 98,0 Paludismo/Febre INDICADOR MICS INDICADOR DESCRIÇÃO VALOR - Crianças com febre Percentagem de crianças menores de 5 anos com febre nas últimas 2 semanas 15,5 3.16a 3.16b Disponibilidade no agregado de mosquiteiros impregnados com insecticida (MII) Percentagem de agregados com (a) pelo menos um MII (b) pelo menos um MIII para cada duas pessoas 90,1 43,9 3.18 ODM 6.7 Crianças com menos de 5 anos que dormiram sob um MII Percentagem de crianças com menos de 5 anos que dormiram sob um MII na noite anterior 80,6 3.19 População que dormiu sob um MII Percentagem de membros do agregado familiar que dormiram sob um MII na noite anterior 75,7 3.20 Procura de tratamento para febre Percentagem de crianças menores de 5 anos com febre nas últimas 2 semanas para as quais se procurou aconselhamento ou tratamento num estabelecimento ou profissional de saúde 51,2 3.21 Uso de diagnósticos de paludismo Percentagem de crianças menores de 5 anos com febre nas últimas 2 semanas às quais se tirou sangue de um dedo ou do calcanhar para análise do paludismo 23,3 3.22 ODM 6.8 Tratamento anti-palúdico de crianças menores de 5 anos Percentagem de crianças menores de 5 anos com febre nas últimas 2 semanas que receberam qualquer tratamento anti-palúdico 28,0 xiInquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 SAÚDE DA CRIANÇA Vacinação INDICADOR MICS INDICADOR DESCRIÇÃO VALOR 3.23 Terapia combinada baseada em Artemisinina (ACT) entre crianças que receberam tratamento anti-palúdico Percentagem de crianças menores de 5 anos com febre nas últimas 2 semanas que receberam ACT (ou outro tratamento de primeira linha segundo a política nacional) 47,0 3.24 Mulheres grávidas que dormiram sob um MII Percentagem de mulheres grávidas que dormiram sob um MII na noite anterior 79,3 3.25 Tratamento preventivo intermitente do paludismo durante a gravidez Percentagem de mulheres de 15-49 anos que receberam três ou mais doses de SP/Fansidar, das quais pelo menos uma foi recebida durante uma consulta pré-natal para evitar o paludismo durante a sua última gravidez, que teve como resultado um nado-vivo nos últimos 2 anos 18,6 ÁGUA E SANEAMENTO INDICADOR MICS INDICADOR DESCRIÇÃO VALOR 4.1 ODM 7.8 Uso de fontes melhoradas de água para beber Percentagem de membros do agregado a usar fontes melhoradas de água para beber 74,8 4.2 Tratamento de água Percentagem de membros do agregado em agregados a usar fontes não melhoradas de água potável que usam um método apropriado de tratamento 5,1 4.3 ODM 7.9 Uso de saneamento melhorado Percentagem de membros do agregado a usar estruturas sanitárias melhoradas que não são partilhadas 13,1 4.4 Eliminação segura das fezes de criança Percentagem de crianças de 0-2 anos cujas últimas fezes foram eliminadas com segurança 62,6 4.5 Local para lavar as mãos Percentagem de agregados com um local específico para lavar as mãos onde se encontram água e sabão ou outro produto de limpeza 10,6 4.6 Disponibilidade de sabão ou de outro produto de limpeza Percentagem de agregados com sabão ou outro produto de limpeza 35,6 SAÚDE REPRODUTIVA Contracepção e necessidade não satisfeita INDICADOR MICS INDICADOR DESCRIÇÃO VALOR - Índice Sintético de Fecundidade Índice Sintético de Fecundidade para mulheres de 15-49 anos para mulheres de 15-49 anos 4,9 5.1 ODM 5.4 Taxa de natalidade das adolescentes Taxa específica A de fecundidade para mulheres para mulheres de 15-19 anos 106 5.2 Gravidez precoce Percentagem de mulheres de 20-24 anos que tiveram pelo menos um nado-vivo antes dos 18 anos 28,3 5.3 ODM 5.3 Taxa de prevalência contraceptiva Percentagem de mulheres de 15-49 anos actualmente casadas ou em união que estão a usar (ou cujo parceiro está a usar) um método contraceptivo (moderno ou tradicional) 16,0 5.4 ODM 5.6 Necessidade não satisfeita Percentagem de mulheres de 15-49 anos, actualmente casadas ou em união que são férteis e querem espaçar os seus nascimentos ou limitar o número de crianças que têm e que não estão a fazer a contracepção presentemente 22,3 Saúde materna e do recém-nascido 5.5a 5.5b ODM 5.5 ODM 5.5 Cobertura de cuidados pré-natais Percentagem de mulheres de 15-49 anos com um nado-vivo nos últimos 2 anos que foram atendidas por pessoal de saúde qualificado durante a última gravidez que teve como resultado um nado-vivo: (a) pelo menos uma vez por pessoal da saúde qualificado (b) pelo menos quatro vezes por qualquer profissional de saúde qualificado 92,4 64,9 xii GUINÉ-BISSAU 5.6 Conteúdo dos cuidados pré-natais Percentagem de mulheres de 15-49 anos com um nado-vivo nos últimos 2 anos a quem mediram a tensão arterial e tiraram amostras de urina e sangue para analíse durante a última gravidez que teve como resultado um nado-vivo 75,8 5.7 ODM 5.2 Profissional qualificado no parto Percentagem de mulheres de 15-49 anos com um nado-vivo nos últimos 2 anos que foram atendidas por pessoal de saúde qualificado no mais recente nado-vivo 45,0 5.8 Partos hospitalares Percentagem de mulheres de 15-49 anos com um nado-vivo nos últimos 2 anos cujo nado-vivo mais recente nasceu num estabelecimento de saúde 44,0 5.9 Cesariana Percentagem de mulheres de 15-49 anos cujo nado-vivo mais recente nos últimos 2 anos nasceu por cesariana 3,9 Exames de saúde pós-natais 5.10 Estadia pós-parto em estabelecimento de saúde Percentagem de mulheres de 15-49 anos que ficaram num estabelecimento de saúde durante 12 horas ou mais após o parto do seu nado-vivo mais recente nos últimos dois anos 80,5 5.11 Exame de saúde pós-natal para o recém-nascido Percentagem de últimos nados-vivos nos últimos 2 anos que tiveram um exame de saúde enquanto se encontravam no estabelecimento de saúde ou em casa depois do parto ou uma consulta pós-natal dentro de 2 dias após o parto 54,5 5.12 Exame de saúde pós-natal para a mãe Percentagem de mulheres de 15-49 anos que tiveram um exame de saúde enquanto se encontravam no estabelecimento de saúde ou em casa depois do parto ou uma consulta pós-natal dentro de 2 dias após o parto do seu nado-vivo mais recente nos últimos 2 anos 47,8 Mortalidade materna 5.13 ODM 5.1 Taxa de mortalidade materna Óbitos durante a gravidez, o parto ou dentro de dois meses após o parto ou o fim da gravidez, por 100.000 nascimentos no período de 7 anos que precedeu o inquérito 900 DESENVOLVIMENTO INFANTIL INDICADOR MICS INDICADOR DESCRIÇÃO VALOR 6.1 Frequência escolar na primeira infância Percentagem de crianças de 36-59 meses que está a frequentar um programa de ensino pré-escolar 13,1 6.2 Apoio à aprendizagem Percentagem de crianças de 36-59 meses com as quais um adulto do agregado se envolveu em 4 ou mais actividades para promover a aprendizagem e a preparação para a escola nos últimos 3 dias 34,2 6.3 Apoio do pai à aprendizagem Percentagem de crianças de 36-59 meses cujo pai biológico se envolveu em 4 ou mais actividades para promover a aprendizagem e a preparação para a escola nos últimos 3 dias 0,3 6.4 Apoio da mãe à aprendizagem Percentagem de crianças de 36-59 meses cuja mãe biológica se envolveu em 4 ou mais actividades para promover a aprendizagem e a preparação para a escola nos últimos 3 dias 2,9 6.5 Disponibilidade de livros infantis Percentagem de crianças menores de 5 anos a viver um agregado que tem três ou mais livros infantis 0,5 6.6 Disponibilidade de brinquedos Percentagem de crianças menores de 5 anos que brinca com dois ou mais tipos de brinquedos 31,2 6.7 Cuidados inadequados Percentagem de crianças menores de 5 anos deixadas sozinhas ou aos cuidados de outra criança com menos de 10 anos durante mais de uma hora pelo menos uma vez na semana passada 30,6 6.8 Índice de desenvolvimento infantil na primeira infância Percentagem de crianças de 36-59 meses que está na boa via de desenvolvimento em pelo menos três das seguintes quatro áreas: leitura - cálculo, física, sócio-emocional e aprendizagem 61,0 ALFABETIZAÇÃO E INSTRUÇÃO INDICADOR MICS INDICADOR DESCRIÇÃO VALOR 7.1 ODM 2.3 Taxa de alfabetização entre os jovens Percentagem de jovens de 15-24 anos que sabe ler uma frase curta simples sobre a vida quotidiana ou que frequentou o ensino secundário ou superior (a) Mulheres (b) Homens 50,5 70,4 7.2 Preparação para a escola Percentagem de crianças no 1º ano do ensino primário que frequentou o ensino pré-escolar no ano lectivo anterior 28,8 xiiiInquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 7.3 Taxa líquida de admissão no ensino primário Percentagem de crianças em idade de entrar na escola primária que entram no 1º ano do ensino primário 31,1 7.4 ODM 2.1 Taxa líquida de frequência do ensino primário (ajustada) Percentagem de crianças com idade para o ensino primário que frequenta actualmente o ensino primário ou secundário 62,4 7.5 Taxa líquida de frequência do ensino secundário (ajustada) Percentagem de crianças com idade para o ensino secundário que frequenta actualmente o ensino secundário ou superior Sistema nacional (6 anos) ISCED 2+3 (5 anos) 20,4 16,8 7.6 ODM 2.2 Crianças que chegam ao último ano do ensino primário Percentagem de crianças que entram no 1º ano do ensino primário que eventualmente chegam ao último ano 73,4 7.7 Taxa de conclusão do ensino primário Percentagem de crianças a frequentar o último ano do ensino primário (excluindo as repetentes) dividido pelo número de crianças com idade de concluir o ensino primário (idade apropriada para o último ano do ensino primário) 75,7 7.8 Taxa de transição para o ensino secundário Percentagem de crianças a frequentar o último ano do ensino primário no ano lectivo anterior que estão no primeiro ano do ensino secundário no ano lectivo actual dividido pelo número de crianças a frequentar o último ano do ensino primário no ano lectivo anterior 72,8 7.9 ODM 3.1 Índice de paridade de género (ensino primário) Taxa líquida de frequência do ensino primário (ajustada) para meninas dividida pela taxa líquida de frequência do ensino primário (ajustada) para rapazes 1,00 7.10 ODM 3.1 Índice de paridade de género (ensino secundário) Taxa líquida de frequência do ensino secundário (ajustada) para meninas dividida pela taxa líquida de frequência do ensino secundário (ajustada) para rapazes Sistema nacional (6 anos) ISCED 2+3 (5 anos) 0,81 0,79 PROTECÇÃO DA CRIANÇA Registo de nascimento INDICADOR MICS INDICADOR DESCRIÇÃO VALOR 8.1 Registo de nascimento Percentagem de crianças com menos de 5 anos cujos nascimentos foram s registados 23,7 Trabalho infantil 8.2 Trabalho infantil Percentagem de crianças de 5-17 anos que estão envolvidas em trabalho infantil 51,1 Disciplina infantil 8.3 Disciplina violenta Percentagem de crianças de 1-14 anos que foram alvo de agressão psicológica ou castigo físico durante o último mês 82,4 Casamento precoce e poligamia 8.4 Casamento antes dos 15 anos Percentagem de pessoas de 15-49 anos que se casaram ou se uniram pela primeira vez antes dos 15 anos (a) Mulheres (b) Homens 7,1 0,6 8.5 Casamento antes dos 18 anos Percentagem de pessoas de 20-49 anos que se casaram ou se uniram pela primeira vez antes dos 18 anos (a) Mulheres (b) Homens 37,1 3,7 8.6 Jovens de 15-19 anos de idade actualmente casados ou em união Percentagem de jovens de 15-19 anos que estão casados ou em união (a) Mulheres (b) Homens 11,4 0,3 8.7 Poligamia Percentagem de pessoas de 15-49 anos que estão numa união poligâmica (a) Mulheres (b) Homens 44,0 25,8 8.8a 8.8b Diferença de idade entre os cônjuges Percentagem de mulheres jovens que estão casadas ou em união com um homem pelo menos 10 anos mais velho (a) entre mulheres de 15-19 anos, (b) entre mulheres de 20-24 anos 59,6 47,3 xiv GUINÉ-BISSAU Mutilação genital feminina/excisão 8.9 Aprovação de mutilação genital feminina/excisão (MGF/E) Percentagem de mulheres de 15-49 anos que declaram que se deve continuar com MGF/E 12,8 8.10 Prevalência de MGF/E entre mulheres Percentagem de mulheres de 15-49 anos que declaram que foram alvo de alguma forma de MGF/E 44,9 8.11 Prevalência de MGF/E entre meninas Percentagem de meninas de 0-14 anos que foram alvo de alguma forma de MGF/E, como declarado por mães de 15-49 anos 29.6 Atitudes em relação à violência doméstica 8.12 Atitudes em relação à violência doméstica Percentagem de pessoas de 15-49 anos que declaram que se justifica que um marido bata na mulher pelo menos numa das seguintes circunstâncias: (1) se ela sair sem lhe dizer, (2) se ela cuidar dos filhos, (3) se ela discutir com ele, (4) se ela recusar ter relações sexuais com ele, (5) se ela queimar a comida (a) Mulheres (b) Homens 41,8 28,7 Vivência das crianças com os pais 8.13 Vivência das crianças com os pais Percentagem de crianças de 0-17 anos que não estão a viver com nenhum dos pais biológicos 21,9 8.14 Prevalência de crianças com um ou ambos os progenitores falecidos Percentagem de crianças de 0-17 anos com um ou ambos os pais biológicos falecidos 11,6 8.15 Crianças com pelo menos um progenitor a viver no estrangeiro Percentagem de crianças de 0-17 anos com pelo menos um dos pais biológicos a viver no estrangeiro 4,5 VIH/SIDA E COMPORTAMENTO SEXUAL Conhecimentos sobre VIH/SIDA e atitudes INDICADOR MICS INDICADOR DESCRIÇÃO VALOR - Ouviram falar do SIDA Percentagem de pessoas de 15-49 anos que ouviram falar do SIDA (a) Mulheres (b) Homens 92,1 97,9 9.1 ODM 6.3 Conhecimentos sobre prevenção do VIH entre os jovens Percentagem de jovens de 15-24 anos que identificam correctamente formas de evitar a transmissão do VIH e que rejeitam as principais ideias erradas sobre a transmissão do VIH (a) Mulheres (b) Homens 22,5 21,7 9.2 Conhecimentos sobre transmissão vertical do VIH Percentagem de pessoas de 15-49 anos que identificam correctamente os três meios de transmissão vertical do VIH (a) Mulheres (b) Homens 64,8 62,6 9.3 Atitudes de aceitação de pessoas portadoras do VIH Percentagem de pessoas de 15-49 anos manifestando atitudes de aceitação em relação a todas as 4 perguntas relativamente a pessoas portadoras do VIH (a) Mulheres (b) Homens 5,6 12,1 Teste de VIH 9.4 Pessoas que sabem onde fazer o teste de VIH Percentagem de pessoas de 15-49 anos que declaram saber de um lugar para fazer o teste de VIH (a) Mulheres (b) Homens 55,2 56,6 9.5 Pessoas que fizeram o teste de VIH e sabem os resultados Percentagem de pessoas de 15-49 anos que fizeram o teste de VIH nos últimos 12 meses e que sabem os resultados (a) Mulheres (b) Homens 9,8 6,1 9.6 Jovens sexualmente activos que fizeram o teste de VIH e sabem os resultados Percentagem de jovens de 15-24 anos que tiveram relações sexuais nos últimos 12 meses, que fizeram o teste de VIH e sabem os resultados (a) Mulheres (b) Homens 9,4 6,1 xvInquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 9.7 Aconselhamento sobre o VIH nos cuidados pré- natais Percentagem de mulheres de 15-49 anos que tiveram um nado-vivo nos últimos 2 anos e receberam cuidados pré-natais durante a gravidez do seu filho mais recente, que declaram que receberam aconselhamento sobre o VIH durante os cuidados pré-natais 52,5 9.8 Teste de VIH durante cuidados pré-natais Percentagem de mulheres de 15-49 anos que tiveram um nado-vivo nos últimos 2 anos e receberam cuidados pré-natais durante a gravidez do seu filho mais recente, que declaram que lhes foi oferecido e aceitaram o teste de VIH durante os cuidados pré-natais e que receberam os resultados 35,6 Comportamento sexual 9.9 Jovens que nunca tiveram relações sexuais Percentagem de jovens de 15-24 anos que nunca se casaram e nunca tiveram relações sexuais (a) Mulheres (b) Homens 25,0 28,9 9.10 Relações sexuais antes dos 15 anos entre jovens Percentagem de jovens de 15-24 anos que tiveram relações sexuais antes dos 15 anos (a) Mulheres (b) Homens 18,2 14,8 9.11 Disparidade de idades entre parceiros sexuais Percentagem de mulheres de 15-24 anos que tiveram relações sexuais nos últimos 12 meses com um parceiro que era pelo menos 10 anos mais velho 21,2 9.12 Parceiros sexuais múltiplos Percentagem de pessoas de 15-49 anos que tiveram relações sexuais com mais de um parceiro sexual nos últimos 12 meses (a) Mulheres (b) Homens 10,7 33,2 9.13 Uso de preservativo na última relação sexual entre pessoas com parceiros sexuais múltiplos Percentagem de pessoas de 15-49 anos que declaram ter tido mais de um parceiro sexual nos últimos 12 meses que também declararam que usaram preservativo na última vez que tiveram relações sexuais (a) Mulheres (b) Homens 28,6 44,2 9.14 Relações sexuais com parceiros não regulares Percentagem de jovens de 15-24 anos sexualmente activos que tiveram relações sexuais com um parceiro não conjugal, não em coabitação nos últimos 12 meses (a) Mulheres (b) Homens 51,0 64,0 9.15 ODM 6.2 Uso de preservativo com parceiros não regulares Percentagem de jovens de 15-24 anos que declaram ter usado um preservativo durante a última relação sexual com um parceiro não conjugal, não em coabitação nos últimos 12 meses (a) Mulheres (b) Homens 52,8 69,0 Órfãos 9.16 ODM 6.4 Rácio de frequência escolar de órfãos em relação a frequência escolar de não órfãos Proporção que frequenta a escola entre crianças de 10-14 anos que perderam ambos os pais, dividida pela proporção de crianças de 10-14 anos que frequentam a escola cujos pais estão vivos e que estão a viver com um ou com ambos os progenitores. 1,08 Circuncisão masculina 9.17 Circuncisão masculina Percentagem de homens de 15-49 anos que declaram ter sido circuncidados 79,9 ACESSO À COMUNICAÇÃO SOCIAL E USO DE TIC Acesso à comunicação social INDICADOR MICS INDICADOR DESCRIÇÃO VALOR 10.1 Exposição à comunicação social Percentagem de pessoas de 15-49 anos que, pelo menos uma vez por semana, lêem um jornal, ouvem a rádio e vêem televisão (a) Mulheres (b) Homens 11,7 30,5 Uso de tecnologia da informação/comunicação 10.2 Uso de computadores Percentagem de jovens de 15-24 anos que usaram um computador durante os últimos 12 meses (a) Mulheres (b) Homens 10,3 17,2 xvi GUINÉ-BISSAU 10.3 Uso da internet Percentagem de jovens de 15-24 anos que usaram a internet durante os últimos 12 meses (a) Mulheres (b) Homens 9,4 16,8 Bem-estar subjectivo INDICADOR MICS INDICADOR DESCRIÇÃO VALOR 11.1 Satisfação com a vida Percentagem de jovens de 15-24 anos que estão muito ou um tanto ou quanto satisfeitos com a sua vida, em geral (a) Mulheres (b) Homens 95,7 86,9 11.2 Felicidade Percentagem de jovens de 15-24 anos que estão muito felizes ou um tanto ou quanto felizes (a) Mulheres (b) Homens 94,2 95,6 11.3 Percepção de uma vida melhor Percentagem de jovens de 15-24 anos cuja vida melhorou durante o último ano e que esperam que a sua vida melhore após um ano (a) Mulheres (b) Homens 50,9 50,7 CONSUMO DE TABACO E ÁLCOOL Consumo de tabaco INDICADOR MICS INDICADOR DESCRIÇÃO VALOR 12.1 Consumo de tabaco Percentagem de pessoas de 15-49 anos que fumaram cigarros ou usaram produtos do tabaco com ou sem combustão em qualquer altura durante o último mês (a) Mulheres (b) Homens 1,0 17,4 12.2 Fumar antes dos 15 anos de idade Percentagem de pessoas de 15-49 anos que fumaram um cigarro antes dos 15 anos (a) Mulheres (b) Homens 0,4 3,3 Consumo de álcool 12.3 Consumo de álcool Percentagem de pessoas de 15-49 anos que tomaram pelo menos uma bebida alcoólica em qualquer altura durante o último mês (a) Mulheres (b) Homens 12,9 21,8 12.4 Consumo de álcool antes dos 15 anos de idade Percentagem de pessoas de 15-49 anos que tomaram pelo menos uma bebida alcoólica antes dos 15 anos (a) Mulheres (b) Homens 2,5 6,7 xviiInquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 ÍNDICE Quadro Resumo da Implementação do Inquérito e da População Inquirida . vii Quadro Resumo das Conclusões e dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) . viii Índice . xvii Lista de Tabelas .xix Lista de Figuras . xxiii Lista de Abreviaturas.xxv Agradecimentos . 1 Resumo Analítico . 3 I. INTRODUÇÃO . 15 Contexto . 15 Objectivos do Inquérito .17 II. AMOSTRA E METODOLOGIA DO INQUÉRITO . 19 Concepção da Amostra . 19 Questionários . 19 Formação e Trabalhos de Campo . 21 Processamento de Dados . 21 III. COBERTRURA DA AMOSTRA E CARACTERÍSTICAS DE AGREGADOS E INQUIRIDOS . 23 Cobertura da Amostra. 23 Características dos Agregados Familiares . 25 Características de Inquiridos Mulheres e Homens de 15-49 Anos de Idade e Crianças Menores de 5 Anos . 30 Características do Alojamento, Posse de Bens e Indice de Bem-Estar Económico .37 IV. MORTALIDADE DAS CRIANÇAS . 45 V. NUTRIÇÃO .53 Pouco Peso à Nascença . 53 Estado Nutricional . 56 Aleitamento Materno e Alimentação Infantil e de Crianças Pequenas . 61 Iodização do Sal .75 VI. SAÚDE DA CRIANÇA .79 Vacinação .79 Protecção do Tétano Neonatal . 83 Tratamento de Doenças . 85 Diarreia . 86 Infeções Respiratórias Agudas .97 Uso de Combustível Sólido .101 Paludismo/Febre .104 VII. ÁGUA E SANEAMENTO.125 Uso de Fontes Melhoradas de Água .125 Uso de Instalações sanitárias melhoradas . 134 Lavagem das Mãos . 143 xviii GUINÉ-BISSAU VIII. SAÚDE REPRODUTIVA .149 Fecundidade .149 Contracepção .154 Necessidade Não Satisfeita .157 Cuidados Pré-Natais .160 Assistência no Parto . 166 Local do Parto . 169 Exames de Saúde Pós-Natais . 171 Taxas de Mortalidade Adulta .182 Mortalidade Materna . 183 IX. DESENVOLVIMENTO INFANTIL . 187 Cuidados e Educação na Primeira Infância .187 X. ALFABETIZAÇÃO E EDUCAÇÃO .199 Alfabetização entre Mulheres e Homens Jovens . 199 Preparação para a Escola . 201 Participação no Ensino Primário e no Secundário .202 XI. PROTECÇÃO DA CRIANÇA .215 Registo de Nascimento .215 Trabalho Infantil .218 Disciplina Infantil . 223 Casamento Precoce e Poligamia .227 Mutilação Genital Feminina/Excisão . 232 Atitudes em Relação à Violência Doméstica . 239 Vivência das Crianças . 242 XII. VIH/SIDA E COMPORTAMENTO SEXUAL . 247 Conhecimentos sobre a Transmissão do VIH e Ideias Erradas sobre o VIH .247 Atitudes de Aceitação de Pessoas Portadoras do VIH . 256 Conhecimento de um Local para Teste de VIH, Aconselhamento e Teste durante os Cuidados Pré-Natais . 259 Comportamento Sexual Relacionado com a Transmissão do VIH . 264 Indicadores de VIH para Mulheres e Homens Jovens .267 Órfãos .278 Circuncisão masculina .279 XIII. ACESSO À COMUNICAÇÃO SOCIAL E USO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/ COMUNICAÇÃO . 285 Acesso à Comunicação Social . 285 Uso de Tecnologia da Informação/ Comunicação . 289 XIV. BEM-ESTAR SUBJECTIVO . 293 XV. CONSUMO DE TABACO E ÁLCOOL . 305 Consumo de Tabaco . 305 Consumo de Álcool . 311 Apêndice . 315 Apêndice A: Concepção da Amostra .317 Apêndice B: Lista de Pessoal Envolvido no Inquérito . 325 Apêndice C: Estimativas de Erros de Amostragem . 329 Apêndice D: Tabelas de Qualidade dos Dados . 349 Anexo E: Indicadores MICS-5 da Guiné-Bissau: Numeradores e denominadores .373 Apêndice F: Questionários MICS . 383 xixInquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 LISTA DE TABELAS Tabela HH.1: Resultados das entrevistas a agregados familiares, mulheres, homens e crianças menores de 5 anos . 24 Tabela HH.2: Distribuição etária dosagregadosfamiliares por idade e sexo . 26 Tabela HH.3: Composição do agregado familiar . 28 Tabela HH.4: Características de base das mulheres . 30 Tabela HH.4M: Características de base dos homens . 33 Tabela HH.5: Características de base se crianças com menos de 5 anos . 35 Tabela HH.6: Características do alojamento . 38 Tabela HH.7: Bens do agregado familiar e bens pessoais . 41 Tabela HH.8: Índice de bem-estar económico . 43 Tabela CM.1: Taxas de mortalidade de crianças menores de cinco anos . 46 Tabela CM.2: Taxas de mortalidade na primeira infância por características socioeconómicas . 48 Tabela CM.3: Taxas de mortalidade na primeira infância por características demográficas . 49 Tabela NU.1: Crianças com pouco peso à nascença . 54 Tabela NU.2: Estado nutricional das crianças . 58 Tabela NU.3: Aleitamento inicial . 63 Tabela NU.4: Aleitamento materno . 66 Tabela NU.5: Duração do Aleitamento materno . 68 Tabela NU.6: Aleitamento apropriada para a idade .70 Tabela NU.7: Introdução de alimentos sólidos, semi-sólidos ou moles . 71 Tabela NU.8: Práticas alimentares de bebés e crianças pequenas (IYCF) .72 Tabela NU.9: Alimentação com biberão .74 Tabela NU.10: Consumo de sal iodado .76 Tabela CH.1: Vacinação nos primeiros anos de vida . 80 Tabela CH.2: Vacinação por características de base . 82 Tabela CH.3: Protecção do tétano neonatal . 84 Tabela CH.4: Episódios de doença declarados . 86 Tabela CH.5: Procura de tratamento durante a diarreia .87 Tabela CH.6: Práticas de alimentação durante a diarreia . 89 Tabela CH.7: Soluções de reidratação oral, líquidos caseiros recomendados e zinco . 91 Tabela CH.8: Terapia de reidratação oral com continuação de alimentação e outros tratamentos . 93 Tabela CH.9: Fonte de SRO e zinco . 95 Tabela CH.10: Procura de tratamento e tratamento com antibióticos de sintomas de infecção respiratória aguda (IRA) . 98 Tabela CH.11: Conhecimento dos sinais de perigo de pneumonia . 100 Tabela CH.12: Uso de combustível sólido . 102 Tabela CH.13: Uso de combustível sólido segundo o local para cozinhar . 103 Tabela CH.14: Disponibilidade no agregado de mosquiteiros impregnados com insecticida . 105 Tabela CH.15: Acesso a um mosquiteiro impregnado com insecticida (MII) – número de membros do agregado . 106 Tabela CH.16: Acesso a um mosquiteiro impregnado com insecticida (MII) por características de base .107 Tabela CH.17: Uso de MIIs . 108 Tabela CH.18: Crianças a dormir sob mosquiteiros . 110 Tabela CH.19: Uso de mosquiteiros pela população do agregado . 111 Tabela CH.20: Procura de tratamento durante a febre . 112 Tabela CH.21: Tratamento de crianças com febre . 114 Tabela CH.22: Diagnóstico e tratamento anti-palúdico de crianças . 115 Tabela CH.23: Origem de anti-palúdicos .117 Tabela CH.24: Mulheres grávidas a dormir sob mosquiteiros . 119 Tabela CH.25: Tratamento preventivo intermitente do paludismo . 122 xx GUINÉ-BISSAU Tabela WS.1: Uso de fontes melhoradas de água . 126 Tabela WS.2: Tratamento da água do agregado familiar . 129 Tabela WS.3: Tempo para chegar à fonte de água para beber . 132 Tabela WS.4: Pessoa que vai buscar água .133 Tabela WS.5: Tipos de instalações sanitárias. 135 Tabela WS.6: Utilização e partilha de instalações sanitárias .137 Tabela WS.7: Escalas de utilização de água potável e de instalações sanitárias . 140 Tabela WS.8: Eliminação das fezes da criança . 142 Tabela WS.9: Água e sabão em local para lavar as mãos. 144 Tabela WS.10: Disponibilidade de sabão ou de outro produto de limpeza . 146 Tabela RH.1: Taxa de fecundidade . 149 Tabela RH.2: Taxa de natalidade das adolescentes e índice sintético de fecundidade . 151 Tabela RH.3: Gravidez precoce . 152 Tabela RH.4: Tendências da gravidez precoce . 153 Tabela RH.5: Uso de contracepção . 155 Tabela RH.6: Necessidades de contracepção não satisfeitas . 159 Tabela RH.7: Cobertura de cuidados pré-natais . 161 Tabela RH.8: Número de consultas pré-natais e momento da primeira consulta . 163 Tabela RH.9: Conteúdo dos cuidados pré-natais . 165 Tabela RH.10: Assistência durante o parto e cesariana .167 Tabela RH.11: Local do parto .170 Tabela RH.12: Estadia pós-parto numa estrutura de saúde .172 Tabela RH.13: Consultas pós-natais para recém-nascidos .174 Tabela RH.14: Consultas pós-natais para recém-nascidos com uma semana .175 Tabela RH.15: Exames de saúde pós-natais para mães . 177 Tabela RH.16: Consultas pós-natais para mães dentro de uma semana após o nascimento .179 Tabela RH.17: Exames médicos pós-natais para mães e recém-nascidos . 181 Tabela RH.18: Taxas de mortalidade adulta . 182 Tabela RH.19: Probabilidades de mortalidade adulta . 183 Tabela RH.20: Mortalidade materna . 184 Tabela CD.1: Educação na primeira infância . 188 Tabela CD.2: Apoio à aprendizagem . 190 Tabela CD.3: Materiais de aprendizagem . 193 Tabela CD.4: Cuidados inadequados . 195 Tabela CD.5: Índice de desenvolvimento na primeira infância .197 Tabela ED.1: Alfabetização (mulheres jovens) . 200 Tabela ED.1M: Alfabetização (homens jovens) . 201 Tabela ED.2: Preparação para a escola . 202 Tabela ED.3: Entrada no ensino primário . 203 Tabela ED.4: Frequência do ensino primário e crianças fora da escola . 205 Tabela ED.5: Frequência do ensino secundário e crianças fora da escola . 206 Tabela ED.6: Crianças que chegam ao último ano do ensino primário . 208 Tabela ED.7: Conclusão do ensino primário e transição para o ensino secundário . 209 Tabela ED.8: Paridade de género na educação . 211 Tabela ED.9: Paridade de género de crianças fora da escola . 212 Tabela CP.1: Registo de nascimento . 216 Tabela CP.2: Envolvimento de crianças em actividades económicas. 220 Tabela CP.3: Envolvimento de crianças nas tarefas domésticas. 222 Tabela CP.4: Trabalho infantil. 223 xxiInquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 Tabela CP.5: Disciplina infantil . 225 Tabela CP.6: Atitudes em relação ao castigo físico .227 Tabela CP.7: Casamento precoce e poligamia (mulheres) . 229 Tabela CP.7M: Casamento precoce e poligamia (homens) . 230 Tabela CP.8: Tendências do casamento precoce (mulheres) . 231 Tabela CP.8M: Tendências do casamento precoce (homens) . 234 Tabela CP.9: Diferença de idade entre os cônjuges . 235 Tabela CP.10: Mutilação genital feminina/ excisão (MGF/E) entre mulheres . 236 Tabela CP.11: Mutilação genital feminina/ excisão (MGF/E) entre meninas .237 Tabela CP.12: Aprovação da mutilação genital feminina/ excisão (MGF/E) . 238 Tabela CP.13: Atitudes em relação à violência doméstica (mulheres) . 240 Tabela CP.13M: Atitudes em relação à violência doméstica (homens) . 241 Tabela CP.14: Vivência das crianças e orfandade .243 Tabela CP.15: Crianças cujos pais residem no estrangeiro . 245 Tabela HA.1: Conhecimentos sobre transmissão do VIH, ideias erradas sobre o VIH e conhecimento exaustivo sobre transmissão do VIH (mulheres) . 248 Tabela HA.1M: Conhecimentos sobre transmissão do VIH, ideias erradas sobre o VIH e conhecimento exaustivo sobre transmissão do VIH (homens) . 250 Tabela HA.2: Conhecimentos sobre a transmissão vertical do VIH (mulheres) . 254 Tabela HA.2M: Conhecimentos sobre a transmissão vertical do VIH (homens) . 255 Tabela HA.3: Atitudes de aceitação de pessoas portadoras do VIH (mulheres) .257 Tabela HA.3M: Atitudes de aceitação de pessoas portadoras do VIH (homens) . 258 Tabela HA.4: Conhecimento de um local para o teste de VIH (mulheres) . 260 Tabela HA.4M: Conhecimento de um local para o teste de VIH (homens) . 261 Tabela HA.5: Aconselhamento sobre VIH e teste durante cuidados pré-natais .263 Tabela HA.6: Relações sexuais com parceiros múltiplos (mulheres) . 265 Tabela HA.6M: Relações sexuais com parceiros múltiplos (homens) . 266 Tabela HA.7: Principais indicadores de VIH e SIDA (mulheres jovens) . 268 Tabela HA.7M: Principais indicadores de VIH e SIDA (homens jovens) .270 Tabela HA.8: Principais indicadores de comportamento sexual (mulheres jovens) .273 Tabela HA.8M: Principais indicadores de comportamento sexual (homens jovens) .275 Tabela HA.9: Frequência escolar de órfãos e não órfãos .279 Tabela HA.10: Circuncisão masculina . 280 Tabela HA.11: Quem fez a circuncisão e local . 282 Tabela MT.1: Exposição aos meios de comunicação social (mulheres) . 286 Tabela MT.1M: Exposição aos meios de comunicação social (homens) . 288 Tabela MT.2: Utilização de computadores e internet (mulheres) . 290 Tabela MT.2M: Utilização de computadores e internet (homens) . 291 Tabela SW.1: Domínios de satisfação pessoal (mulheres) . 294 Tabela SW.1M: Domínios de satisfação pessoal (homens) . 296 Tabela SW.2: Satisfação pessoal e felicidade gerais (mulheres) . 299 Tabela SW.2M: Satisfação pessoal e felicidade gerais (homens) . 300 Tabela SW.3: Percepção de uma vida melhor (mulheres) . 302 Tabela SW.3M: Percepção de uma vida melhor (homens) .303 Tabela TA.1: Consumo passado e actual de tabaco (mulheres) . 306 Tabela TA.1M: Consumo passado e actual de tabaco (homens) .307 Tabela TA.2: Idade em que fumou um cigarro pela primeira vez e frequência (mulheres) . 309 Tabela TA.2M: Idade em que fumou um cigarro pela primeira vez e frequência (homens) . 310 Tabela TA.3: Consumo de álcool (mulheres) . 312 Tabela TA.3M: Consumo de álcool (homens) .313 xxii GUINÉ-BISSAU APÊNDICES Tabela 1: Tamanho mínimo da amostra dos agregados por um domínio de estudo e por 5 indicadores de vacinação . 318 Tabela 2: Estrutura da base de amostragem e das amostras segundo o domínio de estudo . 319 Tabela 3: Distribuição das amostras dos aglomerados e dos agregados familiares segundo o estrato . 319 Tabela 4: Lista dos aglomerads que apresenatm uma probabilidade de inclusão superior a 1 . 321 Tabela SE.1: Indicadores seleccionados para cálculos de erros de amostragem .331 Tabela SE.2: Erros de amostragem: Amostra total .332 Tabela SE.3: Erros de amostragem: Urbano .333 Tabela SE.4: Erros de amostragem: Rural .334 Tabela SE.5: Erros de amostragem: Tombali . 335 Tabela SE.6: Erros de amostragem: Quinara .336 Tabela SE.7: Erros de amostragem: Oio .337 Tabela SE.8: Erros de amostragem: Biombo .338 Tabela SE.9: Erros de amostragem: Bolama/Bijagós .339 Tabela SE.10: Erros de amostragem: Bafatá . 340 Tabela SE.11: Erros de amostragem: Gabú . 341 Tabela SE.12: Erros de amostragem: Cacheu . 342 Tabela SE.13: Erros de amostragem: SAB .343 Tabela SE.14: Erros de amostragem: Norte . 344 Tabela SE.15: Erros de amostragem: Leste . 345 Tabela SE.16: Erros de amostragem: Sul . 346 Tabela SE.17: Erros de amostragem: SAB .347 Tabela DQ.1: Distribuição por faixa etária dos membros do agregado familiar . 351 Tabela DQ.2: Distribuição por faixa etária de mulheres elegíveis e entrevistadas . 353 Tabela DQ.3: Distribuição por faixa etária de homens elegíveis e entrevistados . 353 Tabela DQ.4: Dsitribuição por faixa etária de crianças no questionário do agregado e no de crianças com menos de cinco anos . 354 Tabela DQ.5: Informação sobre a data de nascimento: Membros do agregado familiar . 354 Tabela DQ.6: Informação sobre a data de nascimento e idade: Mulheres . 355 Tabela DQ.7: Informação sobre a data de nascimento e idade: Homens . 355 Tabela DQ.8: Informação sobre a data de nascimento e idade: Crianças com menos de 5 anos . 356 Tabela DQ.9: Informação sobre a data de nascimento: Crianças, adolescentes e jovens . 356 Tabela DQ.10: Informação sobre a data de nascimento: Primeiro e último nascimentos .357 Tabela DQ.11: Integralidade das informações . 358 Tabela DQ.12: Integralidade das informações para indicadores antropométricos: Insuficiência ponderal . 359 Tabela DQ.13: Integralidade das informações para indicadores antropométricos: Atraso no crescimento . 359 Tabela DQ.14: Integralidade das informações para indicadores antropométricos: Emagrecimento . 360 Tabela DQ.15: Amontoamento das medições antropométricas . 361 Tabela DQ:16: Observação de registos de nascimento . 361 Tabela DQ.17: Observação de cartões de vacinação . 362 Tabela DQ.18: Observação de cartões de saúde das mulheres .363 Tabela DQ.19: Observação de mosquiteiros . 364 Tabela DQ.20: Presença da mãe e da pessoa entrevistada para o questionário de crianças com menos de 5 anos . 365 Tabela DQ.21: Selecção de crianças de 1 a 17 anos para módulos de trabalho infantil e disciplina infantil. 365 Tabela DQ.22: Frequência escolar por idade . 366 Tabela DQ.23: Rácio entre sexos à nascença entre crianças nascidas vivas e sobreviventes .367 Tabela DQ.24: Nascimentos por períodos que precederam o inquérito. 368 Tabela DQ.25: Declaração da data do óbito em dias . 369 Tabela DQ.26: Reportar a data do óbito em meses .370 Tabela DQ.27: Integralidade das informações sobre irmãos .371 Tabela DQ.28: Número de irmãos e rácio entre sexos dos irmãos .371 xxiiiInquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 LISTA DE FIGURAS Figura HH. 1: Distribuição por idade e sexo da população do agregado .27 Figura CM. 1: Taxas de mortalidade de crianças menores de 5 anos. 46 Figura CM. 2: Taxas de mortalidade infanto-juvenil por meio de residência e região. 50 Figura CM. 3: Tendência nas taxas de mortalidade infanto-juvenil . 51 Figura NU. 1: Insuficiência ponderal, atraso no crescimento, emagrecimento e excesso de peso em crianças menores de 5 anos (Moderado e Grave) . 61 Figura NU. 2: Início do aleitamento materno . 65 Figura NU. 3: Padrões de alimentação infantil por idade.67 Figura NU. 4: Consumo de sal iodado .77 Figura CH. 1: Vacinação antes dos 12 meses de idade (sarampo antes dos 24 meses) . 81 Figura CH. 2: Crianças menores de 5 anos com diarreia que receberam SRO ou líquidos caseiros recomendados . 92 Figura CH. 3: Crianças menores de 5 anos com diarreia a receber terapia de reidratação oral (tro) e continuação de alimentação . 94 Figura CH. 4: Percentagem da população dos agregados familiares com acesso a um MII .107 Figura WS. 1: Distribuição percentual de membros do agregado por fonte melhorada de água .127 Figura WS. 2: Distribuição percentual de membros do agregado por utilização e partilha de instalações sanitárias . 138 Figura WS. 3: Uso de fontes melhoradas de água potável e de instalações sanitárias melhoradas por membros do agregado . 141 Figura RH. 1: Taxa de fecundidade por faixa etária por meio de residência . 150 Figura RH. 2: Diferenciais no uso de contraceptivos .157 Figura RH. 3: Pessoa qua assistiu o parto . 166 Figura ED 1: Indicadores da educação por sexo . 213 Figura CP. 1: Crianças menores de 5 anos cujos nascimentos são registados.217 Figura CP. 2: Métodos de disciplinar as crianças, crianças de 1-14 anos . 226 Figura CP. 3: Casamento precoce das mulheres . 232 Figura HA. 1: Mulheres e Homens com conhecimento exaustivo sobrea transmissão do VIH . 253 Figura HA. 2: Atitudes de aceitação de pessoas portadoras do VIH . 259 Figura HA. 3: Comportamento sexual que aumenta o risco de infecção com o VIH, entre jovens de 15-24 anos .278 Figura TA. 1: Consumo pasado e actual de tabaco . 308 xxiv GUINÉ-BISSAU APÊNDICE: Figura DQ. 1: Distribuição por faixa etária dos membros do agregado familiar . 350 Figura DQ. 2: Medições de peso e altura/comprimento por dígitos indicados para pontos decimais . 350 xxvInquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 LISTA DE ABREVIATURAS BCG Bacillis-Cereus-Guerin (Tuberculose) CSPro Sistema de Processamento de Censo e Inquérito CDC Convenção sobre os Direitos da Criança DDI Distúrbios por Deficiência de Iodo DENARP Documento de Estratégia Nacional de Redução da Pobreza DIU Dispositivo Intra-uterino DPT Difteria Tosse Convulsa e Tétano FNUAP Fundo das Nações Unidas para a População INE Instituto Nacional de Estatisticas IPG Índice de Paridade de Género IPHD International Partnership for Human Development LAM Método da Amenorreia Lactacional MS Ministério da Saúde MGF/E Mutilação genital feminina/ excisão MICS Inquérito aos Indicadores Múltiplos MICS-5 Quinta ronda global do programa de Inquéritos aos Indicadores Múltiplos MII Mosquiteiro Impregnado com Insecticida ODM Objectivos de Desenvolvimento do Milénio OMS Organização Mundial da Saúde ONUSIDA Programa das Nações Unidas para o VIH/SIDA PAV Programa Alargado de Vacinação PNUD Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento ppm Partes por Milhão SIDA Síndrome da Imunodeficiência Adquirida SPSS Pacote Estatístico para Ciências Sociais TLE Taxa Líquida de Escolarização TRO Tratamento de Reidratação Oral UNFPA Fundo das Nações Unidas para a População UNGASS Sessão Especial da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre o VIH/SIDA UNICEF Fundo das Nações Unidas para a Infância VIH Vírus da Imunodeficiência Humana WFFC Um Mundo Digno das Crianças xxvi GUINÉ-BISSAU 1Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 AGRADECIMENTOS O quinto inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) foi realizado em 2014 pelo Ministério da Eco- nomia e Finanças, através da Direcção Geral do Plano e o Instituto Nacional de Estatística (INE). Ele forneceu informações preciosas e indicadores pertinentes sobre a situação da criança e da mulher (in- cluindo homem) na Guiné-Bissau. Este documento constitui o relatório que resulta deste inquérito, respondendo também, em grande medida, às necessidades de seguimento dos progressos alcançados com vista à realização dos objec- tivos e metas visados nos acordos internacionais, como: a ‘‘Declaração do Milenio”, o “Plano de Acção de Um Mundo Digno das Crianças’’, os objectivos da Sessão Especial da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre VIH/SIDA, a Declaração Educação para Todos, os Objectivos de Desenvolvimento do Mi- lénio (ODM) e assim como o Documento de Estratégia Nacional de Redução da Pobreza (DENARP-II). O sucesso do MICS5, materializado neste relatório, foi possível graças à colaboração e aos esforços constantes do Governo da Guiné-Bissau, do UNICEF e Parceiros de Desenvolvimento que deram uma valiosa contribuição traduzida em apoios técnico, material e financeiro para a execução de todas as actividades programadas. A concepção e coordenação técnica foram asseguradas pela Equipa Técnica do MICS Global do UNI- CEF, em Nova Iorque e pelo Bureau Regional do UNICEF, em Dakar. Todas estas instituições dispo- nibilizaram uma generosa contribuição para o sucesso deste projecto. Esta contribuição de alto nível técnico ofereceu garantia científica à qualidade dos resultados do inquérito e a este relatório final. Por isso, essas duas equipas de coordenação são tributárias dos sinceros agradecimentos da equipa nacio- nal e do Governo da Guiné-Bissau. Os nossos agradecimentos vão também para o escritório nacional do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Plan Guiné- Bissau, o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) e a Parceria Internacional para o De- senvolvimento Humano (IPHD) que, nos momentos cruciais forneceram importantes contribuições financeiras e logísticas, sem as quais o sucesso do projecto poderia estar comprometido. Os sinceros agradecimentos vão igualmente às autoridades administrativas regionais e locais pela sua prontidão e assistência ao inquérito, às mulheres e aos homens que responderam ao inquérito, pela disponibilidade, perfeita colaboração e qualidade das informações fornecidas. Enfim, às crianças que suportaram a dura experiência das nossas diversas manipulações técnicas, du- rante as medidas antropométricas (peso e altura) no terreno, apresentamos a todas, as nossas sinceras desculpas e votos de um futuro risonho para a Guiné-Bissau e a sua população no seu todo. Também esperamos que a boa utilização dos resultados deste inquérito contribua para tornar as suas vidas mais radiantes. 3Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 RESUMO ANALÍTICO O MICS-5 tem como os objectivos específicos: a) Fornecer informações actualizadas para a avaliação da situação das crianças e mulheres (incluindo homens) da Guiné-Bissau; b) Disponibilizar dados neces- sários para a avaliação crucial dos progressos realizados em várias áreas e para a realização dos esfor- ços adicionais que exigem mais atenção; c) Fornecer dados necessários para monitorizar os progressos rumo aos objectivos fixados na Declaração do Milénio e outros objectivos acordados internacionalmen- te, como base para acção futura; d) Contribuir no melhoramento do sistema de recolha e de seguimen- to dos indicadores na Guiné-Bissau e para o reforço de capacidade técnica em matéria de concepção, implementação e análise desse sistema; e) Recolher dados desagregados para a identificação de dis- paridades, de modo a permitir a realização de políticas fundamentadas para a inclusão social dos mais vulneráveis; f) Contribuir na produção de dados de base para a Agenda Pós-2015 O MICS-5 é um inquérito por amostragem de cobertura nacional, baseado numa amostra de 6820 agregados familiares (AF), distribuídos equitativamente pelas 9 regiões/domínios de estudo a saber: Região de Tombali, Quinara, Gabú, Bafatá, Oio, Biombo, Cacheu e Bolama/Bijagós, com 720 AF cada, o Sector Autónomo de Bissau (SAB) com 1080 AF. A selecção dos AF foi feita de forma aleatória, para assegurar que todos os AF a nível dos sectores tivessem a mesma probabilidade de serem selecciona- dos. Dentro de cada AF, foram escolhidas todas as mulheres com a idade entre os 15 e 49 anos, para o preenchimento do questionário da mulher, e todas as crianças menores dos 5 anos da no agregado familiar Foram igualmente recolhidas as informações incluindo todas as crianças menores dos 5 anos que estão sem mães no AF seleccionado. Também foram inquiridos todos os homens do agregado com a idade entre os 15 a 49 anos. Os dados recolhidos no terreno entre 17 de Março e 16 de Julho vão permitir a actualização dos indi- cadores referentes à mortalidade infantil, nutrição, e saúde infantil, à água e o saneamento básico, à saúde reprodutiva, Desenvolvimento infantil, à alfabetização e instrução, protecção da criança, VIH/ SIDA e comportamento sexual, acesso a comunicação social e TIC e consumo de tabaco e álcool. OS PRINCIPAIS RESULTADOS DO INQUÉRITO Mortalidade infantil Os resultados do inquérito mostram que a taxa de Mortalidade neonatal no período mais recente é de 36 por 1000 nascidos vivos. Esta taxa é elevada do que da mortalidade do pós-neonatal, que é de 20 por 1000 nascidos vivos, no mesmo período. Isso mostra que um pouco mais de metade das mortes infantis na Guiné-Bissau ocorrerem durante o primeiro mês de vida. A taxa de mortalidade infantil atinge 55 por mil nascidos vivos e a taxa de mortalidade infanto-juvenil (menores de 5 anos) é de 89 por mil nascidos vivos: Os resultados da pesquisa indicam que a mortalidade infantil tem vindo a diminuir a um ritmo bastante rápido durante os últimos 20 anos. Em relação ao sexo, tanto a mortalidade infantil como a infanto-ju- venil é mais elevada entre as crianças do sexo masculino (60 e 96) contra (51 e 81) para o sexo feminino. 4 GUINÉ-BISSAU As taxas de mortalidade infantil e infanto-juvenil são mais baixas na Região de Biombo (21 e 42 por mil nados vivos) e os números para Região de Gabú (88 e 159 por mil nados vivos) são superiores aos da Região de Biombo. Há também diferenças na mortalidade em termos de nível de instrução, bem- -estar económico e etnia. Constata-se que as taxas de mortalidade diminuem com o aumento do nível de instrução da mãe e vice-versa. As taxas da mortalidade infantil e infanto-juveníl são mais elevadas nos grupos étnicos cuja língua mais falada pela mãe é mandinga, fula e Manjaco. Os dados mostram que a Região de Gabu e Bafatá são as que têm as taxas de mortalidade infanto-juveníl mais elevada em relação as outras Regiões, situando em 159 e 126 por 1000 nados vivos, respectivamente. As crianças residentes nas áreas rurais apresentam riscos mais elevados de mortalidade, comparando com as residentes nas áreas urbanas. Nas áreas rurais, tanto as taxas de mortalidade infantil assim como as da mortalidade infanto-juvenil são mais elevadas (56 e 97), comparativamente com as taxas de mor- talidade infantil e infanto-juvenil (54 e 75) observadas nas áreas urbanas. Nutrição: Praticamente uma em cada seis crianças com menos de cinco anos de idade na Guiné-Bissau apresen- ta insuficiência ponderal moderada e grave (17%) e 4% são classificadas como insuficiência ponderal grave. Mais de um quarto das crianças (28%) apresentam um atraso no crescimento moderado e grave ou são demasiado baixas para a idade e 8% com atraso de crescimento grave. Quanto ao emagreci- mento, 6% são moderadamente e grave e 1% são grave. 2% das crianças menores de 5 anos de idade apresentam um excesso de peso moderado ou demasiado para a sua altura. As crianças da Região de Bafatá (24%) e de Oio (20%) apresentam maior incidência de insuficiência ponderal moderada e grave. Em relação ao atraso no crescimento as mesmas regiões lideram, repre- sentando respectivamente (34% e 35%). Em relação ao sexo, não existe diferenças significativas nos indicadores O padrão etário mostra que com o aumento da idade de crianças de 0-35 meses, a insuficiência ponderal moderada e grave e atra- so de crescimento moderado e grave tendem a aumentar-se e a partir dos 35 meses, a tendência é do decrescimento. Aproximadamente 53% de crianças com menos de 6 meses de idade são exclusivamente amamen- tadas. Com 85% predominantemente amamentadas, é evidente que os líquidos baseados em água estão a substituir o leite materno em maior grau. Até aos 12-15 meses, 95% das crianças são ama- mentadas e até aos 20-23 meses 51% são amamentadas. Nota-se uma pequena diferença entre os sexos para estes indicadores. Em termos de meio de residência, a percentagem de crianças de 20-23 meses amamentadas (aleitamento continuo aos 2 anos) é mais alta no meio rural do que no meio urbano (62% contra 34%). Com relação aos quintis de bem-estar económico, esta percentagem é maior no seio dos agregados mais pobre (65%) do que nos mais ricos (24%). 5Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 Introdução da alimentação complementar é feita de forma inadequada, sendo apenas 40% das crian- ças menores de 2 anos que estão amamentadas de forma adequada. 57% das crianças de 6-8 meses recebeu alimentos sólidos semi-sólidos ou moles pelo menos uma vez no dia anterior. Em termos de sexo, 59% são do sexo masculino e 53% do sexo feminino. Por outro lado, 65% das crianças de 6-8 meses que receberam alimentos sólidos semi-sólidos ou moles pelo menos uma vez no dia anterior, residem no meio urbano e 52% no meio rural. Total de todas as crianças que receberam alimentos sólidos semi-sólidos ou moles pelo menos uma vez no dia anterior (57%). Os resultados sobre o consumo do sal iodado mostram que apenas 8% dos agregados familiares en- controu-se sal com 15 partes por milhão (15+ ppm) ou mais de iodo, 17% com menos iodo, que seja: >0 e <15 ppm e 70% dos agregados familiares consumiam sal não iodado, ou seja, sal com 0 ppm. Na Guiné-Bissau, o consumo do sal iodado diminuiu em 2% pontos percentuais em 2014 em relação a 2010, representando, respetivamente, 8% contra 10%, respectivamente. A taxa de suplemento de vitamina A aumentou muito. Segundo os dados recolhidos, 79% de crianças de 6-59 meses receberam suplemento de vitamina A nos 6 meses que antecederam ao inquérito, o que representa um incremento de quase 21 pontos em relação aos valores de 2006. Saúde infantil: Segundo o MICS-5, aproximadamente 91% de crianças de 12-23 meses tomou a vacina BCG antes dos 12 meses e a primeira dose de vacina PENTA foi dada a 92%. A percentagem diminui para 85% para a segunda dose de PENTA e 74% para a terceira dose. De igual modo, 93% das crianças tomou Pólio 1 antes dos 12 meses e isto diminui para 83% na segunda e 70% na terceira dose. A cobertura da vaci- nação contra sarampo antes de 12/24 meses é de 65%, inferior em relação às outras vacinas. A febre- -amarela foi dada antes dos 12 meses de idade a aproximadamente 54% das crianças de 12-23 meses. Como consequência, a percentagem de crianças que tomou todas as vacinas recomendadas antes do seu primeiro/segundo aniversário é muito baixa, apenas 37%. Os números da cobertura individual para crianças de 24-35 meses de idade são geralmente inferiores aos de 12-23 meses de idade sugerindo que a cobertura da imunização nos primeiros anos de vida tem estado em média a diminuir na Guiné- Bissau entre 2006 (50%) e 2015 (37%). No que concerne a protecção contra o tétano, 71% das mulheres estão protegidas contra o Tétano, sen- do 60% as que receberam pelo menos duas doses durante a última gravidez, 11% as que receberam pelo menos duas doses nos três anos anteriores, e somente 1% as que receberam pelo menos três doses nos cinco anos que precederam o inquérito. De acordo com os resultados obtidos durante o inquérito MICS-5, 12% de crianças com menos de cinco anos tiveram diarreia nas duas semanas anteriores ao inquérito, 3% com sintomas de IRA e 16% um episódio de febre. Há diferenças maiores entre o meio urbano e o rural, no caso de diarreia, a percen- tagem é de 14% contra 10%, de IRA 3% contra 2% e em relação a episódio de febre, 19% contra 14%, respectivamente. O mais alto período de prevalência é visto em crianças de 12-23 meses (19%) o que corresponde em grande parte ao período de desmame. 6 GUINÉ-BISSAU Aproximadamente 47% das crianças com diarreia receberam um ou mais tratamentos com líquidos caseiros recomendados (isto é, foram tratadas com SRO ou qualquer líquido caseiro recomendado), ao passo que 22% recebeu zinco em xarope. Além disso, 17% recebeu SRO e zinco. Sobre terapia de reidratação oral, constata-se que 55% das crianças recebeu TRO e, ao mesmo tempo, a alimentação continuou, como recomendado pela OMS. Em geral, quanto a procura do um estabelecimento ou profissional da saúde em caso de diarreia, 47% dos casos são predominantemente no sector público (47%, incluindo agente de saúde comunitário (1%) contra apenas 3% do sector privado. Outra fonte registou 4%. Os dados mostram ainda que 48% não procurou aconselhamento e nem tratamento. Verifica-se que há mais procura de um estabeleci- mento ou profissional de saúde pelas crianças com diarreia no meio urbano (52%) do que no meio rural (43%). Constatou-se que, 34% de crianças de 0-59 meses com sintomas de IRA foram levadas a um profis- sional qualificado e um número considerável (28%) não procurou aconselhamento e nem tratamento. Ao mesmo tempo, 15% de crianças com menos de 5 anos com sintomas de IRA tomaram antibióticos durante as duas semanas anteriores ao inquérito. A percentagem foi consideravelmente mais elevada nas zonas urbanas (18%) do que nas zonas rurais (11%). Em relação a preparação das refeições, constata-se que a quase totalidade (98%) dos agregados uti- lizam combustíveis sólidos e qualquer que seja a categoria socioeconómica. Entre os AF que utilizam um combustível sólido para cozinhar, apenas 12% cozinham num quarto a parte dentro da casa, 54% dentro da casa em algures, 15% num edifício separado, 19% fora da casa é 0% num outro lugar. Em termos de disponibilidades de qualquer mosquiteiro nos agregados familiares, cerca de nove fa- mílias em cada dez (96%) possui pelo menos um mosquiteiro. A disponibilidade no agregado de pelo menos um mosquiteiro impregnado com insecticida de longa duração (MII) representa 90% a nível nacional e 92% dos MII foi usado durante a noite anterior ao inquérito. 99% dormiu sob um mosquitei- ro na noite anterior ao inquérito. Os dados ainda mostram que a percentagem de crianças a viver num agregado com pelo menos um MII e que dormiram na noite anterior sob um MII é de 88%. a proporção de mulheres grávidas que dormiram sob um mosquiteiro durante a noite anterior. 86% das mulheres grávidas que dormiram sob qualquer mosquiteiro na noite anterior ao inquérito 79% que dormiu sob um mosquiteiro impregnado com inseticida. Esta percentagem aumenta para 87% se apenas conside- rarmos as que vivem num agregado com pelo menos um MII. Os dados mostram que, 13% de todas as crianças com febre nas últimas duas semanas antes do inqué- rito foram tratadas com tratamento combinado baseado em Artemisina (ACT) e 3% tomou outros anti palúdicos. A percentagem de crianças com febre que foram tratados com ACT no mesmo dia ou no dia seguinte é de 10%. As que foram tirados sangue de um dedo ou calcanhar para análise a 23% de crianças com febre nas duas semanas anteriores ao inquérito Os dados mostram que ao nível do país, 92% das mulheres que tiveram filhos nos últimos dois anos antes do inquérito fizeram pelo menos uma consulta pré-natal, 70% das mulheres grávidas tomaram SP/Fansidar pelo menos uma vez durante uma consulta pré-natal e 19% das que tomaram pelo menos três ou mais vezes SP/Fansidar. 7Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 Água e Saneamento Em relação as fontes de água, 75% da população está a usar uma fonte melhorada de água potável. Os dados ainda mostram que 5% de membros do agregado familiar no agregado que usam fontes de água não melhorada usam o método de tratamento adequado de água. O inquérito mostra que existem 60% dos agregados sem potável em casa. O que leva com que para a maioria desses agregados (88%), uma mulher adulta com 15+ anos é a pessoa que geralmente vai buscar água para beber, quando a fonte de água potável não fica em casa. Somente 5% dos homens adultos vão buscar água para beber, ao passo que para os restantes agregados, um rapaz ou uma menina de menos de 15 anos vai buscar água (1% e 6% respectivamente). E para mais de um terço de todos os agregados, são necessários mais de 30 minutos para chegar à fonte de água e trazer água. 9% dos que utilizam uma fonte melhorada de água levam 30 minutos ou mais para ir e voltar No que concerne a instalação sanitária, segundo os dados do MICS-5, 25% da população vivem em agregados com instalações sanitárias melhoradas para a evacuação de excrementos humanos, mas somente 13% da população utilizam instalações sanitárias melhoradas e não partilhadas, 7% com- partilham com 5 ou menos famílias a mesma instalação; 4% com mais de 5 famílias e 1% utilizam instalações públicas. Os agregados urbanos têm mais probabilidade de usarem uma instalação sani- tária melhorada não partilhada do que os agregados rurais (27% contra 2%). No total, somente 9% da população têm ambos acesso a fontes de água melhoradas e instalações sanitárias melhoradas não partilhadas. Apenas 11% dos agregados possuem um lugar específico para lavagem de mãos onde a água e sabão ou outro produto de limpeza estão presentes. Saúde Reprodutiva Atualmente, a taxa de fecundidade das adolescentes (15-19 anos) em Guiné-Bissau é de 106 por mil, e a percentagem de gravidez precoce (antes dos 18 anos) é de 28% entre as mulheres com 20-24 anos. Ao nível nacional, 16% das mulheres com 15-49 anos casadas ou em união de facto utilizam algum um método contraceptivo (14% utilizam um método moderno) e a percentagem de mulheres de 15-49 anos actualmente casadas ou em união com a necessidade de contracepção não satisfeita é igual 22%, das quais, por espaçamento 16% e por limitação 7%. No total, não registaram diferenças entre meio urbano e rural. Os dados da mesma tabela mostram ainda que 92% de mulheres que tiveram um nado vivo nos úl- timos dois anos antes do inquérito receberam cuidados pré-natais através de qualquer profissional qualificado, dos quais 19% por médicos e 74% por meio da enfermeira/parteira. Enquanto uma percen- tagem igual a 7% não receberam cuidados pré-natais. Os cuidados pré-natais prestados por profissio- nais qualificados são muito elevados em ambos os meios de residência com predominância do meio urbano, chegando atingir 97% de mulheres de 15-49 anos contra 90% no meio rural. 8 GUINÉ-BISSAU Independentemente do profissional de saúde, por características seleccionadas, quase nove em cada dez mães (88%) receberam cuidados pré-natais mais do que uma vez, e mais de metade das mães recebeu cuidados pré-natais pelo menos quatro vezes (65%) No que concerne ao parto, constata-se que 45% dos partos foram assistidos por um agente qualifica- do (parteira, enfermeira, médico) e 4% dos partos realizados nos últimos 2 anos foram por cesariana. No total, apenas 44% dos nascimentos na Guiné-Bissau, ocorrem numa estrutura de saúde, dos quais 43% ocorrem em estruturas do sector público e 2% em estruturas do sector privado. Cerca de cinco em cada dez nascimentos (55%) ocorrem em casa Quanto ao exame de saúde pós-natal para recém-nascidos, os resultados mostram que, 44% dos recém-nascidos faz um exame médico depois do nascimento enquanto se encontra na estrutura de saúde ou em casa. Relativamente às consultas PNC, apenas 3% e 2% ocorreram no primeiro ou no segundo dia depois do nascimento, respectivamente. Como consequência, um total de 55% de todos os recém-nascidos recebe um exame médico pós-natal. Para as mães, 43% são alvo de um exame médico depois do nascimento quer numa estrutura de saúde quer em casa. Relativamente a mortalidade nas idades entre 15-49 anos, os dados mostram que as taxas de morta- lidade globais para adultos de 15-49 anos são estimadas em 4 por 1000 pessoas no caso dos homens e 5 por 1000 pessoas no caso das mulheres. Em ambos os casos as taxas de mortalidade aumentam gradualmente com a idade. Quanto a mortalidade materna, os resultados mostram que a mortalidade materna na Guiné-Bissau para o período de 2007 a 2014 continua muito elevada e representa 900 por 100.000 mulheres Desenvolvimento na Pequena Infância De acordo com os dados referentes aos cuidados e educação na pequena infância, 13% de crianças de 36-59 meses está a frequentar um programa educativo organizado para a primeira infância. Os diferen- ciais urbano-rural e regionais são significativos – o número chega a 29% nas zonas urbanas, comparado com apenas 4% nas zonas rurais. Para um total de 34% das crianças de 36-59 meses, um membro adulto do agregado envolveu-se em quatro ou mais actividades que promovem a aprendizagem e a preparação para a escola durante os 3 dias que precederam o inquérito. O envolvimento dos pais nessas actividades é muito limitado e foi de apenas 0% e da mãe 3%. Os dados indicam ainda que 64% das crianças de 36-59 meses vive com o seu pai biológico contra 81% das crianças de 36-59 meses vive com a sua mãe biológica. Na Guiné-Bissau, apenas 1% das crianças de 0-59 meses vive em agregados em que pelo menos 3 livros infantis estão presentes para a criança (Tabela CD.3). A proporção de crianças com 10 ou mais livros é nula, ou seja 0%. Ao mesmo tempo, 31% das crianças de 0-59 meses tinha 2 ou mais tipos de brinque- dos para brincar em casa. Dados obtidos apontam que um total de 31% de crianças ficam em cuidados inadequados durante a semana anterior, ou porque ficaram sozinhas ou aos cuidados de outra criança. 9Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 A análise de quatro áreas do desenvolvimento infantil mostra que 89% das crianças tem um de- senvolvimento adequado a nível do desenvolvimento físico e 87% na área da aprendizagem, mas um desenvolvimento um pouco inferior (73%) na área sócio emocional e na área de leitura-cálculo (apenas 8%) apresenta a mais baixa pontuação de desenvolvimento adequado entre as crianças de 36-47 meses de idade Alfabetização e Educação Na Guiné-Bissau 51% das mulheres de 15-24 anos são alfabetizadas contra 70% dos homens. Para mulheres, esta taxa é maior no meio urbano (73%), contra 25% no meio rural. Comparativamente aos homens, a taxa é de 86% no meio urbano e 54% no meio rural. Em geral, 29% das crianças que estão a frequentar actualmente o primeiro ano do ensino primário frequentaram o pré-escolar no ano anterior. A proporção entre rapazes é ligeiramente inferior (28%) em relação às meninas (30%), Das crianças que têm idade de entrada no ensino primário (6 anos) na Guiné-Bissau, 31% está a frequentar o primeiro ano do ensino primário. A nível do país, a taxa líquida de frequência (TFL) no primário, ou seja a percentagem das crianças com idade de frequentar o ensino primário (7-12 anos) e que estão a frequentar realmente o ensino primário ou secundário é de 62%. Essa taxa líquida é quase igual para os rapazes (62%) e as raparigas (62%) mas é muito mais elevada no meio urbano onde aquela TLF é de 74% contra somente 54% no meio rural. Apenas menos um quarto (20%) das crianças está a frequentar o ensino secundário o que explica-se por parte, pelo forte atraso escolar dos alunos com 13-17 anos: Da parte restante, pouco mais de me- tade está a frequentar o ensino básico (58%), mas pouco menos de um quarto (22%) de crianças com idade para o ensino secundário está completamente fora da escola Em total, de todas as crianças que começam no primeiro ano, a maioria (73%) chegam ao 6º ano. Cons- tata-se uma pequena diferença entre a percentagem de rapazes e raparigas que entraram no primeiro ano do ensino primário e chegam ao último ano, representando 75% contra 72%, A taxa de conclusão do ensino primário é de 76% e 73% das crianças que estavam a frequentar o último ano do ensino primário no ano lectivo anterior está a frequentar o primeiro ano do ensino secundário no ano lectivo do inquérito. a paridade de género para o ensino primário é igual a 1, indicando que não há diferença na frequência do ensino primário meninas por rapazes, representando 62% e 62%, respectivamente. Contudo, o in- dicador cai para 0.81 no ensino secundário. 10 GUINÉ-BISSAU Proteção da Criança: De acordo com os dados do MICS-5, apenas 24% das crianças com idade entre 0-59 meses foram re- gistadas, 34% no meio urbano contra 17% no meio rural. Na Guiné-Bissau, mais de metade das crianças de 5-14 anos (51%) estão envolvidas no trabalho infantil. O trabalho infantil é mais frequente no meio rural (62% contra 37% no meio urbano), e é mais frequen- te entre as crianças de 5-11 anos, (56% contra 44% entre as crianças com 15-17 anos). A prática do tra- balho infantil é também ligeiramente mais frequente nas meninas (53%) do que nos meninos (50%). A frequência escolar das crianças com 5-14 anos envolvidas em trabalho infantil é de 50%, enquanto que 55% das crianças de 5-14 anos, fora do sistema do ensino, estão envolvidas no trabalho infantil. Sobre a disciplina das crianças, no total, 25% dos entrevistados acham que, para melhor educar uma criança, o castigo físico é necessário. Em relação ao casamento precoce, 12% das mulheres actualmente casadas ou em união conjugal tem uma idade compreendida entre 15-19 anos, contra menos de 1% entre os homens da mesma faixa etá- ria. 7% das mulheres entre 15-49 anos foram casadas ou começaram a viver em união conjugal antes dos 15 anos de idade, contra menos de 1% entre os homens do mesmo grupo de idades. Enquanto 37% das mulheres entre 20-49 anos foram casadas ou começaram a viver em união conjugal antes dos 18 anos, contra apenas 4% dos homens da mesma faixa etária. Entre as mulheres de 15-49 anos casadas ou em união conjugal, 44% estão a viver em regime polígamo, contra 26% dos homens da mesma faixa etária. Nas mulheres jovens entre 15-19 anos já casadas ou em união, 60% têm um marido/parceiro mais velho 10 anos ou mais. Essa taxa é de 47% entre as mulheres com 20-24 anos. A prevalência da excisão feminina no país é de 45% entre as mulheres dos 15 aos 49 anos. No meio rural, 50% das mulheres inquiridas são excisadas, contra 40% no meio urbano. A prevalência nas ra- parigas de 0-14 anos é de 50% a nível global. 13% das mulheres aprovam a continuidade da prática de excisão feminina, contra 81% que declaram estar de acordo com a abolição desta pratica. Em relação a Violência Domestica, 42% de Mulheres entrevistas declaram estar de acordo que para qualquer um dos motivos listados, se justifica que o homem pode bater na sua esposa, com maior se ela tiver a ousadia de discutir com ele (28%). Já em relação aos homens, somente 29% dos homens acham que para qualquer um dos motivos listados, o homem pode bater na esposa. O nosso inquérito mostra que 22% das crianças entre os 0-17 anos vivem num AF sem nenhum dos pais biológicos. De entre elas, 26% são do sexo feminino, contra 18 do sexo masculino. A maior percentagem das crianças que vivem sem nenhum dos pais, são as residentes no meio urbano 26% contra 19% do meio rural. VIH/SIDA, Comportamento sexual, crianças órfãs e vulneráveis A maioria das mulheres inquiridas com idade entre os 15-49 anos, (92%), já ouviu falar do VIH/SIDA, mas somente 26% têm um conhecimento aprofundado sobre as formas de transmissão do VIH/SIDA, 11Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 ou seja, rejeitam as 3 ideias erradas mais comuns e conhecem 2 formas de transmissão; 65% conhe- cem as 3 formas de transmissão de mãe para o filho. Essas percentagens são semelhantes entre as mulheres jovens, com idades entre 15-24 anos. Em relação ao teste do VIH/SIDA, nos últimos 12 meses, 10% das mulheres contra apenas 7% dos homens fizeram o teste do VIH/SIDA (8% entre as mulheres jovens entre 15-24 anos, contra 5% entre os homens da mesma faixa etária. Entre as Mulheres que fizeram o teste, 14% são residentes do meio urbano contra apenas 6% do meio rural, enquanto que entre os homens, 10% são do meio urbano e somente 35 do meio rural. Durante as consultas pré-natais 36% das mulheres foram testadas e rece- beram o resultado do teste, com maior percentagem entre as mulheres do meio urbano 59% contra 225 do meio rural. Relativamente ao comportamento sexual, 25% das mulheres jovens entre 15-24 anos declararam nun- ca ter tido relações sexuais, 18% tiveram relações sexuais antes dos 15 anos, e 10% tiveram relações sexuais com mais de um parceiro nos últimos 12 meses, 21% tiveram relações sexuais com um homem com 10 ou mais anos mais velho, 51% dessas relações são com parceiros não conjugais ou relações ocasionais. Das mulheres que tiveram relações sexuais com um parceiro não conjugal e não em coabi- tação, nos 12 últimos meses (53% usaram um preservativo na ultima relação sexual. Em relação aos homens, 29% declararam que nunca tiveram relação sexual ate a data do inquérito, 15% tiveram relações sexuais antes dos 15 anos, 27% já tiveram relações com mais de um parceiro nos últimos 12 meses. 64% dos jovens entrevistados declaram ter tido relações ocasionais (Parceiros não conjugais e não em coabitação) nos últimos 12 meses e 69% usaram um preservativo nessas relações ocasionais. Na Guiné-Bissau, 80% dos Homens são circuncisados, com maior enfase entre 5-9 anos (27%) e 10-14 anos (39%). A circuncisão masculina é uma prática corrente e que abrange todas as áreas de residência, tanto o meio urbano assim como o meio rural a percentagem dos circuncisados está acima dos 70%. A questão financeira tem uma influencia na circuncisão, uma vez que menos de 50% dos AF do quintil dos mais pobres, Acesso à Comunicação Social e Uso de Tecnologia da Informação/Comunicação: De acordo com as informações disponíveis, somente 15% das mulheres lê um jornal ou uma revista, 48% vê televisão, enquanto que a grande maioria 82% ouvem radio, pelos menos uma vez por semana. As mulheres com menos de 25 anos têm mais probabilidade de declarar exposição aos três meios de comunicação social, comparada com as mulheres com idades superior as 25 anos. Em relação aos ho- mens, 38% dos entrevistado com 15-49 anos, declararam ler um jornal, 60% vê televisão, e 95% ouve radio pelo menos uma vez por semana. Tanto as Mulheres assim como os homens, o meio de residência, as idades mais jovens, o nível de ins- trução e o quintil de bem-estar económico influencia muito na exposição aos meios de comunicação social. Os residentes nas zonas rurais, os mais velhos, os menos instruídos e os mais pobres são os menos expostos aos meios de comunicação social. 12 GUINÉ-BISSAU Já em relação ao uso de Tecnologia de Informação/Comunicação entre as mulheres de 15-24 anos, 12% já usou um computador, e 10% usou internet, enquanto que entre ao homens da mesma faixa etária, as percentagens são de 17% tanto para uso de computadores, assim como para internet. A utilização de um computador e da internet também está fortemente associada ao meio de residência, a Idade, ao nível de instrução e ao quintil de bem-estar económico. Bem-estar Subjetivo: Para análises deste capítulo foram selecionados três áreas específicas tais como: Satisfação com a es- cola, com o emprego e o rendimento. Os denominadores limitam-se aos que atualmente estão a fre- quentar a escola, os que têm um emprego e têm um rendimento. De uma forma genérica, na Guiné-Bissau, mais de 95% da população entrevistada tanto as Mulheres assim como os homens, sobretudo os jovens com idade compreendida entre 15-24 anos, estão satis- feitos com a vida em geral, com pequenas diferenças entre as regiões. Mas tanto o meio de residência, o nível de instrução, assim como os quintis de riqueza, não influenciam muito na perceção relativo a satisfação com a vida sobretudo em reação aos últimos 12 meses. Em relação a pontuação media de satisfação pessoal, constata-se que as mulheres estão mais satisfei- tas com a vida em comparação com os homens. Em reação as Regiões, as residentes nas Regiões de Oio e Biombo são mais satisfeitas, comparada com as residentes nas Regiões de Tombali e Gabu. (Ta- belas SW 2) Já em relação aos Homens, os mais satisfeitos são os residentes nas Regiões de Tombali e Gabu, e os menos satisfeitos com a vida, são os residentes na Região de Oio (SW 2M). Já em relação as espectativas futuras sobre a vida, no geral todas tem uma ótima perspetiva, assim como sonham com um futuro melhor, 72% para as Mulheres e 92% para os homens. Consumo de Tabaco: As informações recolhidas durante o inquérito mostra que na Guiné-Bissau, o consumo do tabaco é mais comum entre os homens do que entre as mulheres. 17% dos homens e apenas 1% de mulheres declararam já ter consumido um produto de tabaco. Ao passo que 3% das mulheres alguma vez con- sumiu qualquer outro produto de tabaco contra 26% de homens. O consumo de tabaco em qualquer altura no ultimo mês, entre as mulheres é mais comum no meio rural do que no meio urbano. A maior percentagem desse consumo pelas mulheres encontra-se nas Regiões de Bafatá e Gabu respetiva- mente (3% e 2%), ao passo que a maior proporção entre os homens encontra-se entre os residentes do maio rural 20%, contra 15% no meio urbano. Em relação a percentagem de mulheres residentes nos agregados com crianças menores de 5 anos, 1% consumiram em qualquer altura no último mês qualquer produto de tabaco contra 2% das que vivem 13Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 nos agregados sem nenhuma criança menor de 5 anos, ao passo que para os homens, esta percenta- gem representa 18% e 17%, respetivamente. O que mostra que, as crianças menores de 5 anos estão mais expostas ao fumo de qualquer outro produto de tabaco, pelos homens em comparação com as mulheres. Se entre as mulheres a maior parte das que consumiram em qualquer altura no último mês qualquer produto de tabaco está situada nas duas últimas faixas etárias (40-44 e 45-49 anos) com respetiva- mente 2% e 4%, para os homens, esta percentagem é mais alta nas faixas etárias intermedias (30-34 e 35-39 anos) com 30% e 34%, respetivamente. Consumo de Álcool: O consumo de álcool por mulheres e homens varia um tanto ou quanto por nível da educação e por quintis do bem-estar económico. Por exemplo, os mais instruídos consomem mais álcool do que os menos instruídos (19% das mulheres do nível secundário e mais contra 10% das sem nível, por sua vez, 29% dos homens do nível secundário e mais contra 11% dos sem nenhum nível). Enquanto que os quintis do bem-estar económico não obedecem os padrões da riqueza. Por exemplo, para as mulheres, a percentagem dos agregados mais pobres é mais elevada do que as restantes quintis com a exceção dos mais ricos. Para os homens, os mais pobres superam todas as outras categorias do bem-estar eco- nómico (Tabelas TA.3 e TA.3M). A maior proporção de consumo de álcool pelas mulheres encontra-se nas regiões de Bolama/Bijagós 26% e Biombo 25% e as de menor consumo são as Regiões de Gabu (2%) e Bafatá (4%). Entre os homens, as diferenças por regiões mostram que a maior proporção do consumo de álcool situa-se nas Regiões de Bolama/Bijagós (46) e Cacheu (37%) e as de menor consumo continuam as mesmas, ou seja, as Regiões de Gabu (3%) e Bafatá (7%). 15Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 I. INTRODUÇÃO CONTEXTO Este relatório baseia-se no quinto Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5), realizado em 2014 pelo Ministério da Economia e Finanças, através da Direcção Geral do Plano e do Instituto Nacional de Estatística. O inquérito fornece dados estatisticamente sólidos e internacionalmente comparáveis, essenciais para desenvolver políticas, planos e programas fundamentados e para monitorizar os pro- gressos a nível dos objectivos nacionais e dos compromissos mundiais. Entre estes compromissos mundiais há os que emanam da ‘‘Declaração do Milenio” do “Plano de Acção de Um Mundo Digno das Crianças’’, dos objectivos da Sessão Especial da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre VIH/SIDA, da Declaração Educação para Todos e dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), assim como do Documento de Estratégia Nacional de Redução da Pobreza (DENARP-II). 16 GUINÉ-BISSAU Um Compromisso de Passar à Acção: Responsabilidades Nacionais e Internacionais de Prestar Informações Os Governos que assinaram a Declaração do Milénio e o Plano de Acção de Um Mundo Digno das Crianças também se comprometeram a monitorizar os progressos rumo às metas e aos objectivos neles contidos. “Monitorizaremos regularmente a nível nacional e, conforme o caso, a nível regional e avaliaremos os progressos rumo aos objectivos e metas deste Plano de Acção a nível nacional, regional e mundial. Por- tanto, reforçaremos a nossa capacidade estatística nacional de recolher, analisar e desagregar dados, inclusive por sexo, idade e outros factores relevantes que possam conduzir a disparidades e apoiaremos uma vasta gama de investigações sobre a criança. Melhoraremos a cooperação internacional de modo a apoiar os esforços de capacitação estatística e de criar capacidade comunitária de monitorização, avalia- ção e planeamento”. (Um Mundo Digno das Crianças, parágrafo 60). “…Faremos avaliações periódicas a nível nacional e subnacional dos progressos a fim de ultrapassar mais eficazmente os obstáculos e acelerar as acções…” (Um Mundo Digno das Crianças, parágrafo 61). O Plano de Acção de Um Mundo Digno das Crianças (parágrafo 61) também apela ao envolvimento específico do UNICEF na preparação de relatórios intercalares periódicos: “… Na qualidade de agência principal para a infância, foi solicitado ao Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) que continuasse a preparar e divulgar, em estreita colaboração com Governos, fundos e programas relevantes e agências especializadas do Sistema das Nações Unidas e com todos os outros intervenientes relevantes, conforme o caso, informações sobre os progressos realizados na implementa- ção da Declaração e do Plano de Acção”. De igual modo, a Declaração do Milénio (parágrafo 31) pede informações periódicas sobre os pro- gressos: “…Solicitamos à Assembleia Geral que avalie regularmente os progressos realizados na implementação das disposições desta Declaração e pedimos ao Secretário-Geral que publique relatórios periódicos para consideração pela Assembleia Geral e como base para acções futuras”. Os resultados do MICS5 serão extremamente importantes para a elaboração do terceiro e último rela- tório nacional de avaliação dos ODM em 2015 e espera-se que também façam parte das informações de base para elaboração dos planos e programas nacionais de desenvolvimento assim como o Programa de Desenvolvimento Pós-2015 (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável). Espera-se que o MICS5 contribua para a fundamentação de várias outras iniciativas importantes, in- cluindo o Compromisso com a Sobrevivência Infantil: Uma Promessa Renovada, um movimento global para acabar com os óbitos infantis devido as causas evitáveis e o quadro de responsabilização proposto pela Comissão sobre Informação e Responsabilidade para a Estratégia Global para a Saúde de Mulhe- res e Crianças. 17Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 OBJECTIVOS DO INQUÉRITO O MICS5, realizado em 2014, tem como objectivos principais: • Fornecer informações actualizadas para a avaliação da situação das crianças e mulheres (incluindo homens) da Guiné.Bissau; • Disponibilizar dados necessários para a avaliação crucial dos progressos realizados em várias áreas e para a realização dos esforços adicionais que exigem mais atenção; • Fornecer dados necessários para monitorizar os progressos rumo aos objectivos fixados na Declaração do Milénio e outros objectivos acordados internacionalmente, como base para acção futura; • Contribuir no melhoramento do sistema de recolha e de seguimento dos indicadores na Guiné- Bissau e para o reforço de capacidade técnica em matéria de concepção, implementação e análise desse sistema; • Recolher dados desagregados para a identificação de disparidades, de modo a permitir a realização de políticas fundamentadas para a inclusão social dos mais vulneráveis; • Contribuir na produção de dados de base para a Agenda Pós-2015; • Validar dados de outras fontes e os resultados de intervenções focalizadas. 18 GUINÉ-BISSAU 19Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 II. AMOSTRA E METODOLOGIA DO INQUÉRITO CONCEPÇÃO DA AMOSTRA A amostra do Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) foi concebida para dar estimativas para um grande número de indicadores sobre a situação de crianças e mulheres (incluindo homens) a nível nacional para meios urbano e rural e para 9 regiões (Tombali, Quinara, Oio, Biombo, Bolama/Bijagós, Bafatá, Gabú, Cachéu e SAB). Os meios urbano e rural dentro de cada região foram identificados como principais estratos de amostragem e a amostra foi seleccionada em duas fases. Dentro de cada estrato, um número específico de Distritos de Recenseamento (DR) foi seleccionado sistematicamente com probabilidade proporcional ao tamanho. Depois de uma listagem de agregados familiares feita nos DR seleccionadas, uma amostra sistemática de 20 agregados familiares foi extraída de cada DR da amostra. Um DR seleccionado não foi visitado por falta de acesso devido à época chuvosa durante o período de actualização cartográfica. A amostra foi estratificada por região, meios urbano e rural e não é auto-ponderada. Para fins de reporte dos resultados a nível nacional foram utilizadas ponderações das amostras. Pode-se encontrar uma descrição mais detalhada da concepção da amostra no Apêndice A, “Concepção da Amostra”. QUESTIONÁRIOS Foram utilizados quatro questionários no inquérito: 1) Questionário Agregado Familiar, usado para re- colher informações demográficas básicas sobre todos os membros de jure do agregado (residentes habituais) e características do alojamento; 2) Questionário Individual Mulher, administrado em cada agregado familiar a todas as mulheres de 15-49 anos de idade; 3) Questionário Individual homem, ad- ministrado em cada segundo agregado a todos os homens de 15-49 anos de idade; e 4) Questionário para Crianças menores de 5 anos, administrado as mães (ou educadoras) para todas as crianças meno- res de 5 anos a viver no agregado. Os questionários incluíram os seguintes módulos: Questionário Agregado Familiar: • Lista dos Membros do Agregado Familiar • Nível de Instrução • Trabalho Infantil • Disciplina da Criança • Características do Agregado • Mosquiteiro Impregnado com Insecticida • Água e Saneamento • Lavagem das Mãos • Iodização do Sal 20 GUINÉ-BISSAU Questionário Individual Mulher foi administrado a mulheres de 15-49 anos de idade a viver no agre- gado familiar e incluiu os seguintes módulos: • Caracteristicas da Mulher • Acesso aos Mídias e Utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) • Fecundidade/Histórico de Nascimentos • Desejo do Último Nascimento • Saúde Materna e Neonatal • Exames de Saude e Pós-Natal • Sintomas de Doença • Contracepção • Necessidades não Satisfeitas • Mutilação Genital Feminina/Fanado ou Excisão • Atitudes em Relação à Violência Doméstica • Casamento/União • Comportamento Sexual • VIH/SIDA • Mortalidade Materna • Consumo do Tabaco e do Álcool • Satisfação da Vida O Questionário Individual Homem foi administrado a todos os homens de 15-49 anos a viver na sub- -amostra seleccionada de agregados familiares e incluiu os seguintes módulos: • Caracteristicas do Homem • Acesso aos Mídias e Utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) • Fecundidade • Atitudes sobre a Violência Doméstica • Casamento/União • Comportamento Sexual • VIH/SIDA • Circuncisão • Consumo do Tabaco e do Álcool • Satisfação da Vida O Questionário para Crianças Menores de Cinco Anos foi administrado a mães (ou educadoras) de crianças com menos de 5 anos a viver nos agregados. Normalmente, o questionário foi administrado a mães de crianças menores de 5 anos; nos casos em que a mãe não constava da lista do agregado fa- miliar, foi identificado o/a principal educador/a da criança e entrevistado/a. Questionário para Criança Menor de 5 anos1 de idade inclui os seguintes módulos: • Idade • Registo de Nascimento • Desenvolvimento da Pequena Infância • Aleitamento Materno e Alimentação • Vacinação • Tratamento de Doenças • Antropometria 1 Os termos “crianças menores de 5 anos” , “crianças de 0-4 anos” e “crianças de 0-59 meses” são usados indistintamente neste relatório. 21Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 Os quatro questionários baseiam-se no questionário modelo MICS52. A partir do modelo MICS5 da versão francesa, os questionários foram adaptados e traduzidos em português e foram pré-testados de 17 a 19 de Dezembro de 2013, em Bissau (SAB) e nos Sectores de Prabís e Quinhamél (Região de Biom- bo). Com base nos resultados do pré-teste, foram efectuadas alterações na redacção e na tradução dos questionários. Uma cópia dos questionários do quinto Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) é apresentada no Apêndice F. Além da administração dos questionários, as equipas de trabalho de campo fizeram testes ao conteúdo de iodo do sal usado para cozinhar nos agregados, observaram o local para lavar as mãos e mediram o peso e a altura de crianças menores de 5 anos. Os pormenores das conclusões destas observações e medições encontram-se nas respectivas secções do relatório. FORMAÇÃO E TRABALHOS DE CAMPO A formação para o trabalho de campo foi realizada durante 26 dias, entre 4 de Fevereiro e 1 de Março de 2014. A formação comporta sessões técnicas de entrevistas e conteúdos dos questionários e simula- ções de entrevistas entre os formandos. No fim do período de formação, os formandos realizaram tra- balhos práticos durante um dia nos agregados familiares selecionados nalguns DR não selecionados para o inquérito principal no SAB (Bairros de Ajuda 1ª fase, Belém e Cuntum). Os dados foram recolhidos por 8 equipas de 8 elementos. Cada equipa é constituída por 1 inquiridor, 3 inquiridoras, 1 editor, 1 antropometrista, 1 supervisor e 1 condutor. Os trabalhos de terreno começaram em 17 de Março e terminaram em 16 de Julho de 2014. PROCESSAMENTO DE DADOS Os dados foram introduzidos utilizando software CSPro (Versão 5.0). A Digitação foi feita em 10 com- putadores por 20 digitadores divididos em dois grupos (O grupo do primeiro turno trabalha de 8:30 as 14:30 e do segundo turno trabalha de 14:30 as 20:00) e 1 supervisor por turno. Para segurar a qualida- de de dados, todos os questionários foram duplamente digitados e foi feita verificações de coerência interna. Foram respeitados os procedimentos e usados programas padrão desenvolvidos no âmbito do Programa Global MICS e adaptados ao questionário do MICS5. O processamento de dados começou em simultâneo com a recolha de dados no terreno, em Abril de 2014 e foi concluído em Agosto do mesmo ano. Os dados foram analisados usando o software de Pacote Estatístico para Ciências Sociais (SPSS), Versão 18. Os planos modelo de sintaxe e tabulação foram concebidos pela Equipa Tecnica do MICS Global/UNICEF e adaptados e usados para este fim. 2 Os questionários modelo MICS5 podem ser encontrados em mics.unicef.org 22 GUINÉ-BISSAU 23Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 III. COBERTRURA DA AMOSTRA E CARACTERÍSTICAS DE AGREGADOS E INQUIRIDOS COBERTURA DA AMOSTRA Dos 6820 agregados familiares seleccionados para a amostra (Tabela HH.1), 6685 encontravam-se ocu- pados. Destes, 6601 foram entrevistados com sucesso, correspondendo uma taxa de resposta de 99%. Nos agregados familiares entrevistados, 10744 mulheres de 15-49 anos de idade foram identificadas. Destas, 10234 foram entrevistadas com sucesso, obtendo uma taxa de resposta de 95%. O inquérito também incluiu homens de 15-49 anos de idade na amostra, mas precisava apenas de uma sub-amostra. Todos os homens (15-49 anos) foram identificados em cada segundo agregado. Assim, 4620 homens elegíveis de 15-49 anos de idade foram listados nos questionários do agregado familiar. Os questionários foram preenchidos (completos) para 4232 homens elegíveis entrevistados com su- cesso, o que corresponde a uma taxa de resposta de 92%. Houve um número de 7688 crianças menores de cinco anos listadas nos questionários do agregado familiar. Destas crianças, 7573 questionários foram preenchidos completos, o que corresponde a uma taxa de resposta de 99%. As percentagens globais de respostas de 94% para o questionário das mulheres, 91% para o questio- nário dos homens e 97% para o questionário de crianças menores de 5 anos são calculadas para as entrevistas individuais de mulheres, homens e crianças (Tabela HH.1). As taxas de resposta dos agregados variam segundo o meio de residência na Tabela HH.1: Dos 6820 agregados familiares seleccionados, 2300 residem no meio urbano e 4520 no meio rural. Dentre estes foram entrevistados com sucesso 2170 agregados do meio urbano e 4431 do meio rural, correspon- dendo uma taxa de resposta de 97% e 100% respectivamente. Em relação aos outros questionários, verifica-se a mesma situação, ou seja, as taxas de resposta são mais altas no meio rural do que no meio urbano. Por exemplo, as taxas de resposta de mulheres de 15-49 anos de idade e de homens de 15-49 anos de idade residentes no meio rural são mais elevadas (96% e 93% respectivamente) do que os dos residentes no meio urbano (95% e 89% respectivamente). No que concerne às crianças menores de 5 anos, foram identificadas 7688 crianças elegíveis (as crianças filhos das mulheres entrevistadas e todas as crianças identificadas no agregado cuja mãe não vive no mesmo), das quais apenas 1992 vivem no meio urbano e a maioria, 5696 são residentes no meio rural. Entre as 7688 crianças elegíveis, foram recolhidas informações de 7573 repartidas da seguinte forma: 1963 do meio urbano e 5610 do meio rural. A taxa de resposta das crianças é de 99% a nível do país. 24 GUINÉ-BISSAU TA B E L A H H .1 :R E S U LT A D O S D A S E N T R E V IS TA S A A G R E G A D O S F A M IL IA R E S , M U L H E R E S , H O M E N S E C R IA N Ç A S M E N O R E S D E 5 A N O S N ú m er o d e ag re g ad o s fa m il ia re s, m u lh er es , h o m en s e cr ia n ça s co m m en o s d e 5 a n o s se g u n d o o s re su lt ad o s d e e n tr ev is ta s a ag re g ad o s, m u lh er es , h o m en s e cr ia n ça s co m m en o s d e 5 a n o s e ta xa s d e re sp o st as d e ag re g ad o s, m u lh er es h o m en s e cr ia n ça s co m m en o s d e 5 a n o s, M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   T o ta l M ei o d e re si d ên ci a R eg iã o P ro ví n ci a U rb an o R u ra l T o m b al i Q u in ar a O io B io m b o B o la m a/ B ij ag ó s B af at á G ab ú C ac h eu S A B N o rt e L es te S u l S A B A g re g ad o s F am il ia re s:                         N a am os tr a 6 8 2 0 2 30 0 4 5 2 0 72 0 72 0 72 0 72 0 72 0 72 0 70 0 72 0 10 8 0 2 16 0 14 2 0 2 16 0 10 8 0 E n co n tr ad os 6 6 8 5 2 2 4 0 4 4 4 5 71 3 70 1 71 8 70 6 71 2 70 3 70 0 6 8 5 10 4 7 2 10 9 14 0 3 2 12 6 10 4 7 E n tr ev is ta d os 6 6 0 1 2 17 0 4 4 31 70 7 6 9 2 71 5 70 2 70 5 70 0 6 9 9 6 8 1 10 0 0 2 0 9 8 13 9 9 2 10 4 10 0 0 Ta xa d e re sp os ta d os a g re g ad os 9 8 .7 9 6 .9 9 9 .7 9 9 .2 9 8 .7 9 9 .6 9 9 .4 9 9 .0 9 9 .6 9 9 .9 9 9 .4 9 5 .5 9 9 .5 9 9 .7 9 9 .0 9 5 .5 M u lh er es :                         E le g ív ei s 10 74 4 39 6 3 6 78 1 10 9 2 10 39 15 4 9 10 6 5 8 6 9 13 36 10 34 77 1 19 8 9 33 8 5 2 37 0 30 0 0 19 8 9 E n tr ev is ta d as 10 2 34 37 6 8 6 4 6 6 10 33 10 0 3 14 78 10 5 3 8 4 2 12 8 5 9 73 71 1 18 5 6 32 4 2 2 2 5 8 2 8 78 18 5 6 Ta xa d e re sp os ta d as m u lh er es * 9 5 .3 9 5 .1 9 5 .4 9 4 .6 9 6 .5 9 5 .4 9 8 .9 9 6 .9 9 6 .2 9 4 .1 9 2 .2 9 3. 3 9 5 .8 9 5 .3 9 5 .9 9 3. 3 Ta xa g lo b al d e re sp os ta d as m u lh er es 9 4 .1 9 2 .1 9 5 .1 9 3. 8 9 5 .3 9 5 .0 9 8 .3 9 5 .9 9 5 .8 9 4 .0 9 1. 7 8 9 .1 9 5 .3 9 5 .0 9 4 .9 8 9 .1 H o m en s:                         E le g ív ei s 4 6 2 0 17 0 0 2 9 2 0 4 75 4 9 0 6 4 3 4 4 1 4 16 5 10 4 10 36 1 8 74 14 4 5 9 2 0 13 8 1 8 74 E n tr ev is ta d os 4 2 32 15 11 2 72 1 4 2 7 4 6 8 6 0 5 4 31 38 8 4 6 6 36 5 32 7 75 5 13 6 3 8 31 12 8 3 75 5 Ta xa d e re sp os ta d os h om en s 9 1. 6 8 8 .9 9 3. 2 8 9 .9 9 5 .5 9 4 .1 9 7. 7 9 3. 3 9 1. 4 8 9 .0 9 0 .6 8 6 .4 9 4 .3 9 0 .3 9 2 .9 8 6 .4 Ta xa g lo b al d e re sp os ta d os h om en s 9 0 .5 8 6 .1 9 2 .9 8 9 .1 9 4 .3 9 3. 7 9 7. 2 9 2 .4 9 1. 0 8 8 .9 9 0 .1 8 2 .5 9 3. 8 9 0 .1 9 1. 9 8 2 .5 C ri an ça s m en o re s d e 5 a n o s:                         E le g ív ei s 76 8 8 19 9 2 5 6 9 6 8 9 5 8 18 14 0 1 78 7 5 4 2 10 16 8 4 3 5 6 1 8 2 5 2 74 9 18 5 9 2 2 5 5 8 2 5 M ãe s/ e d u ca d or as en tr ev is ta d as 75 73 19 6 3 5 6 10 8 6 9 8 0 8 13 9 0 78 7 5 34 10 0 7 8 2 8 5 4 3 8 0 7 2 72 0 18 35 2 2 11 8 0 7 Ta xa d e re sp os ta d as cr ia n ça s < 5 a n os 9 8 .5 9 8 .5 9 8 .5 9 7. 1 9 8 .8 9 9 .2 10 0 .0 9 8 .5 9 9 .1 9 8 .2 9 6 .8 9 7. 8 9 8 .9 9 8 .7 9 8 .0 9 7. 8 Ta xa g lo b al d e re sp os ta cr ia n ça s < 5 a n os 9 7. 3 9 5 .5 9 8 .2 9 6 .3 9 7. 5 9 8 .8 9 9 .4 9 7. 6 9 8 .7 9 8 .1 9 6 .2 9 3. 4 9 8 .4 9 8 .4 9 7. 0 9 3. 4 *A s ta xa s g lo b ai s d e re sp os ta s ão c al cu la d as p ar a m u lh er es , h om en s e cr ia n ça s m en or es d e 5 a n os m u lt ip lic an d o a ta xa d e re sp os ta d o ag re g ad o p el as ta xa s d e re sp os ta d e m u lh er es , h om en s e cr ia n ça s co m m en os d e 5 a n os , r es p ec ti va m en te . 25Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 Em relação à taxa de resposta dos Agregados familiares segundo as regiões de residência, as diferen- ças são ligeiras. As Regiões de Gabú, Bafata, Oio apresentam taxas de resposta de 100%, seguida das regiões de Biombo, Bolama/Bijagos, SAB e Cacheu com 99% cada. Já em relação à taxa de resposta das mulheres, as regiões de Biombo, Bolama/Bijagós e Bafatá, com 99%, 97% e 96% respectivamente, são as regiões onde foram observadas as maiores taxas de resposta, enquanto que as regiões de Cacheu e SAB apresentam taxas de 93%. E em relação à taxa de resposta dos homens, as regiões de Biombo, Quinara e Oio, com 98%, 96% e 94% respectivamente, são as regiões onde foram observadas as maiores taxas de resposta, enquanto que as regiões de Tombali e SAB, com 90% e 86%, são as regiões com menor taxa de resposta, sendo inferior a média nacional. No que diz respeito às taxas de resposta das crianças menores de 5 anos, as maiores taxas foram ob- servadas nas regiões de Biombo, Oio e Bafatá (100%, 99% e 99% respectivamente), e as menores taxas foram observadas nas regiões de Cacheu e SAB (97% e 98% respectivamente). CARACTERÍSTICAS DOS AGREGADOS FAMILIARES A distribuição ponderada por idade e sexo da população do inquérito é dada na Tabela HH.2. A distri- buição também é utilizada para produzir a pirâmide demográfica na Figura HH.1. Nos 6601 agregados familiares entrevistados com sucesso no inquérito, 47925 membros do agregado foram listados. Des- tes, 23408 são homens correspondendo a 49% e 24517 são mulheres, correspondendo a 51%. Por outro lado, com base nas informações descritas na tabela HH.2, o MICS5 estimou o tamanho médio dos agregados em 7,3 pessoas. 26 GUINÉ-BISSAU TABELA HH.2 : DISTRIBUÇÃO ETÁRIA DO AGREGADO FAMILIAR POR IDADE E SEXO Distribuição em percentagem e frequência de membros dos agregados familiares por faixa etária de cinco anos, faixa etária de dependên- cia e por crianças (0-17 anos) e adultos (18 anos ou mais), segundo o sexo, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Total Homens Mulheres Número Percentagem Número Percentagem Número Percentagem Total 47925 100.0 23408 100.0 24516 100.0 Idade             0-4 7571 15.8 3850 16.4 3721 15.2 5-9 7305 15.2 3728 15.9 3577 14.6 10-14 6066 12.7 3099 13.2 2966 12.1 15-19 5052 10.5 2548 10.9 2504 10.2 20-24 4396 9.2 2132 9.1 2265 9.2 25-29 3545 7.4 1602 6.8 1943 7.9 30-34 2979 6.2 1299 5.5 1681 6.9 35-39 2384 5.0 1115 4.8 1269 5.2 40-44 1826 3.8 836 3.6 991 4.0 45-49 1449 3.0 756 3.2 693 2.8 50-54 1807 3.8 768 3.3 1039 4.2 55-59 998 2.1 463 2.0 535 2.2 60-64 934 1.9 446 1.9 488 2.0 65-69 561 1.2 280 1.2 282 1.1 70-74 441 0.9 216 0.9 225 0.9 75-79 308 0.6 139 0.6 169 0.7 80-84 171 0.4 70 0.3 101 0.4 85+ 129 0.3 62 0.3 68 0.3 Em falta/NS 1 0.0 0 0.0 1 0.0 Faixa etária de dependência             0-14 20941 43.7 10677 45.6 10265 41.9 15-64 25371 52.9 11965 51.1 13406 54.7 65+ 1611 3.4 767 3.3 844 3.4 Em falta/NS 1 0.0 0 0.0 1 0.0 Crianças e Adultos             Crianças de 0-17 anos 23792 49.6 12136 51.8 11656 47.5 Adultos de 18 anos ou + 24131 50.4 11272 48.2 12859 52.5 Em falta/NS 1 0.0 0 0.0 1 0.0 A Figura HH.1 mostra uma pirâmide de idades com base bastante larga e um topo muitíssimo estreito, confirmando que a população da Guiné-Bissau é muito jovem. Quase a metade da população (50%) tem idade compreendida entre 0 e 17 anos. A população idosa com 65 e mais anos de idade representa apenas 3% e esta proporção é igual em relação ao sexo feminino e masculino. Comparativamente com os dados do III Recenseamento Geral da População e Habitação (III RGPH/2009), nota-se uma pequena diferência em termos percentual na distribuição por idade e sexo da população do inquérito. Olhando para a Tabela HH.2, facilmente se pode notar que as faixas etárias alargadas de 0-14, 15-64 e 65 e mais anos representam respectivamente 44%, 53% e 3% da população total entrevistada no Inquérito MICS5. As mesmas faixas etárias alargadas representavam respectiva- mente 43%, 54% e 4% da população total recenseada pelo III RGPH/2009. 27Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 É de salientar que, tal como os MICS anteriores, ainda persiste a irregularidade na pirâmide demográ- fica, pois, as mulheres da faixa etária de 50-54 anos de idade continuam a apresentar excesso na pirâ- mide (Figura HH.1) cujas razões todavia são desconhecidas. Tratando-se duma faixa etária transitória da idade reprodutiva à idade não reprodutiva (50 e mais anos), torna-se difícil avaliar a idade para uma mulher que não conhece a sua idade e nem dispõe de nenhum documento oficial de identificação. Pre- sumem-se que as possíveis razões podem estar relacionadas com a declaração de idade (pode haver sobrestimação ou subestimação de idade nesta faixa etária). Figura HH. 1: Distribuição por idade e sexo da população do agregado MICS-5, Guiné-Bissau, 2014 As tabelas HH.3, HH.4 e HH.5 fornecem informações básicas sobre agregados, mulheres inquiridas de 15-49 anos, homens inquiridos de 15-49 anos e crianças menores de 5 anos de idade. São apre- sentados tanto os números ponderados como os não ponderados. Essa informação é essencial para a interpretação das conclusões apresentadas neste relatório e fornece informação de base sobre a re- presentatividade da amostra do inquérito. As restantes tabelas são apresentadas apenas com números ponderados1. A Tabela HH.3 fornece informações básicas sobre agregados familiares, incluindo o sexo do chefe do agregado familiar, região, província, meio de residência, número de membros do agregados familiares, nível de instrução do chefe do agregados familiares, religião, língua e etnia2 do chefe do agregados familiares. Estas características de base são utilizadas em quase todas as tabelas. 1 Ver Apêndice A: Concepção da Amostra, para mais pormenores sobre as ponderações da amostra. 2 Isso foi determinado perguntando: Qual é a religião do chefe/responsável do agregado familiar? Qual é a língua mais falada neste agregado? 28 GUINÉ-BISSAU TABELA HH.3: COMPOSIÇÃO DO AGREGADO FAMILIAR Distribuição em percentagem e frequência dos agregados familiares por características selecionadas, MICS5, Guiné-Bissau, 2014     Percentagem ponderada Número de agregados Ponderado Não ponderado Total 100.0 6601 6601 Sexo do Chefe do Agregado       Masculino 77.3 5104 5173 Feminino 22.7 1497 1428 Região       Tombali 6.6 438 707 Quinara 3.7 242 692 Oio 12.4 819 715 Biombo 7.8 517 702 Bolama/Bijagós 2.8 186 705 Bafatá 9.4 619 700 Gabú 12.2 807 699 Cacheu 13.0 858 681 SAB 32.1 2116 1000 Província       Norte 33.2 2194 2098 Leste 21.6 1426 1399 Sul 13.1 866 2104 SAB 32.1 2116 1000 Meio de residência       Urbano 45.4 2994 2170 Rural 54.6 3607 4431 Número de membros do agregados       1 3.2 212 241 2 5.2 341 349 3 8.3 548 527 4 10.0 660 664 5 12.0 789 793 6 11.4 753 753 7 11.3 747 733 8 8.1 532 558 9 10+ 7.6 23.0 499 1519 487 1496 Nível de Instruçao do chefe do agregado       Nenhum 43.9 2901 3133 Primário 30.0 1980 2088 Secundário e mais 25.5 1685 1348 Indice de Bem-Estar Económico       O mais pobre 22.8 1507 2124 Segundo 18.7 1233 1389 Médio 17.5 1154 1260 Quarto 21.0 1385 1041 O mais rico 20.0 1323 787 Língua mais falada no agregado       Português 0.2 14 11 Crioulo 36.9 2434 2041 Fula 20.7 1366 1312 Balanta 16.6 1093 1253 Mandinga 8.7 574 520 Manjaco 4.8 318 273 Mancanha 0.6 38 32 Papel 4.4 293 405 Outra língua 7.1 471 754 29Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA HH.3 (CONTINUAÇÃO): COMPOSIÇÃO DO AGREGADO FAMILIAR Distribuição em percentagem e frequência dos agregados familiares por características selecionadas, MICS5, Guiné-Bissau, 2014     Percentagem ponderada Número de agregados Ponderado Não ponderado Religião do chefe do agregado       Católica 23.0 1521 1184 Evangélica 7.7 506 552 Muçulmana 43.3 2861 2781 Animista 20.7 1368 1677 Outra religião 0.7 49 71 Sem religião 4.5 296 336 Tamanho médio dos Agregados familiares 7.3 6601 6601 O número total ponderado e não ponderado de agregados é igual, pois as ponderações da amostra foram normalizadas. A tabela mostra também o tamanho médio ponderado do agregado estimado pelo inquérito. A Tabela HH.3 mostra que a maior parte dos agregados familiares, entrevistados, vivem no meio ru- ral (55%) contra 45% no meio urbano, o que corresponde às informações do 3º RGPH, realizado em 2009. A maioria dos agregados familiares é dirigida pelos homens: 77% dos chefes do AF são do sexo masculino e apenas 23% são do sexo feminino. Mais de três agregados em cada dez (32%) se encon- tram no SAB. A segunda região com maior número de agregados familiares é a Região de Cacheu (13%) seguida das regiões de Oio e Gabu com 12% cada. As regiões com menor número de agregados são Bolama/Bijagós (3%) e Quinara (4%). Em termos provínciais, a Norte regista o maior valor (33%), seguida do SAB na segunda posição com 32% e as Províncias Leste e Sul com 22% e 13% respectiva- mente. Analisando a língua mais falada nos agregados familiares, se pode constatar que as línguas mais faladas são Crioulo (37%), Fula (21%) e Balanta (17%). As restantes línguas, Mandinga, Manjaco, Papel, Mancanha e outras totalizam 25%. A maior parte dos chefes do agregados familiares (44%) não têm nenhum grau de instrução, 30% dos chefes do agregados familiares só têm o nível primário e 26% o nível secundário ou mais. Os agregados familiares com 10 ou mais membros representam 23% dos agregados entrevistados com sucesso. É de realçar que os agreagados familiares com um só membro representam apenas 3%. A religião muçulmana representa a mais alta percentagem dos agregados familiares entrevistados com sucesso (43%), a católica na segunda posição, abrangendo 23% e animista na terceira posição com 21%. As restantes, evangélica, outras e sem religião totalizam cerca de 13%. 30 GUINÉ-BISSAU CARACTERÍSTICAS DE INQUIRIDOS MULHERES E HOMENS DE 15-49 ANOS DE IDADE E CRIANÇAS MENORES DE 5 ANOS As tabelas HH.4, HH.4M e HH.5 fornecem informação sobre as características de base de mulheres e homens inquiridos de 15-49 anos e de crianças menores de 5 anos. Nas três tabelas, os números totais de observações ponderadas e não ponderadas são iguais, uma vez que as ponderações da amostra foram normalizadas (padronizadas). Além de fornecer informação útil sobre as características de base de mulheres, homens e crianças menores de cinco anos, as tabelas também pretendem mostrar os números de observações em cada categoria de base. Estas categorias são usadas em tabulações sub- sequentes deste relatório. TABELA HH.4: CARACTERÍSTICAS DE BASE DAS MULHERES Distribuição em percentagem e frequência de mulheres de 15-49 anos por características de base selecciona- das, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem ponderada Número de mulheres Ponderado Nao ponderado Total 100.0 10234 10234 Região       Tombali 6.0 615 1033 Quinara 3.2 328 1003 Oio 15.7 1608 1478 Biombo 7.0 712 1053 Bolama/Bijagós 2.0 204 842 Bafatá 10.4 1067 1285 Gabú 10.4 1069 973 Cacheu 8.6 883 711 SAB 36.6 3747 1856 Província       Norte 31.3 3204 3242 Leste 20.9 2137 2258 Sul 11.2 1146 2878 Meio de residência       Urbano 50.1 5132 3768 Rural 49.9 5102 6466 Idade       15-19 22.4 2291 2278 20-24 20.2 2071 2050 25-29 17.2 1758 1687 30-34 14.6 1497 1474 35-39 11.0 1130 1160 40-44 8.6 876 913 45-49 6.0 612 672 31Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA HH.4 (CONTINUAÇÃO) : CARACTERÍSTICAS DE BASE DAS MULHERES Distribuição em percentagem e frequência de mulheres de 15-49 anos por características de base selecciona- das, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem ponderada Número de mulheres Ponderado Nao ponderado Estado Civil       Actualmente casada /em união 54.9 5616 5902 Viúva 2.8 290 292 Divorciada 0.5 54 50 Separada 3.5 361 320 Nunca se casou/ viveu em união 38.2 3913 3670 Maternidade e nascimentos recentes       Nunca deu à luz 28.3 2892 2710 Já deu à luz 71.7 7342 7524 Deu à luz nos últimos 2 anos 29.7 3039 3196 Não deu à luz nos últimos 2 anos 42.0 4302 4328 Nível de instrução       Nenhum 41.0 4200 4520 Primário 31.0 3177 3499 Secundário e mais 27.9 2856 2215 Indice de Bem-Estar Económico       O mais pobre 17.6 1797 2558 Segundo 17.8 1827 2207 Médio 18.8 1923 2117 Quarto 21.6 2206 1811 O mais rico 24.2 2481 1541 Língua mais falada no agregado       Português 0.2 18 19 Crioulo 40.5 4147 3379 Fula 19.4 1990 2051 Balanta 14.9 1527 1747 Mandinga 11.1 1141 1065 Manjaco 3.4 346 312 Mancanha 0.6 60 50 Papel 3.7 374 556 Outra lingua 6.2 632 1055 Religião do chefe do agregado       Católica 23.7 2428 1827 Evangélica 7.7 792 829 Muçulmana 46.8 4793 4880 Animista 17.7 1811 2211 Outra religião 0.6 64 95 Sem religião 3.4 346 392 A Tabela HH.4 dá as características de base das mulheres inquiridas de 15-49 anos. A tabela inclui informação sobre a distribuição das mulheres segundo a região, província, meio da residência, ida- de, estado civil, se tem filhos, partos nos últimos dois anos, nível de instrução3, índice de bem-estar 3 Ao longo deste relatório, a não ser que indicado o contrário, “nível de instrução” refere-se ao mais alto nível de escolaridade atingido pelo inquirido quando é usado como variável sociodemográfica. 32 GUINÉ-BISSAU económico4, 5, religião do chefe do agregado, e a língua mais falada no agregado . Nesta tabela, nota-se que 50% das mulheres seleccionadas vivem no meio urbano e 50% vivem no meio rural. O SAB concentra a maior percentagem das mulheres de 15-49 anos de idade (37%) seguida de Oio com 16%, Bafatá e Gabú, ambas com 10% cada. As regiões de Bolama/Bijagós e Quinara são as de menor representatividade de mulheres em idade fértil, representantdo 2% e 3% respectivamente. Neste quadro, um número considerável de mulheres (22%) tem entre 15-19 anos, 20% têm entre 20- 24 anos e apenas 6% têm entre 45-49 anos. Em relação ao estado matrimonial, 55% das mulheres inquiridas afirmaram estar a viver no momento do inquérito em união de facto ou casada, enquanto que 38% das mulheres afirmaram que nunca na sua vida tinham sido casadas ou vivido em união de facto. Uma das possíveis explicações para um tão elevado número de mulheres que nunca foram casadas ou viveram em união de facto com um homem é a existência de uma população muito jovem com idade entre os 15-24 anos. De todas as mulheres de 15-49 anos inquiridas, 72% tinham tido pelo menos um filho e 28% nunca tinham tido filhos à data do inquérito, enquanto que em relação aos últimos 2 anos, 30% das mulheres inquiridas declararam que tiveram um filho nos últimos 2 anos que antecederam o inquérito, contra 42% que não tiveram filhos no mesmo período. A mesma tabela também destaca o baixo nível de instrução das mulheres: do total das mulheres inqui- ridas, 41% nunca frequentaram a escola ou não concluíram nenhuma classe do Ensino Primário, 31% só frequentaram e concluíram uma classe do nível primário e 28% das mulheres têm o nível secundário ou mais. Usando as respostas sobre os bens e as condições de habitação do questionário do Agregado Familiar, foi possível classificar todos os agregados inquiridos em 5 Quintis de Bem-Estar Económico: os mais pobres no primeiro quintil, até os mais ricos no quinto quintil. A tabela HH.4 mostra que as mulheres inquiridas estão repartidas equitativamente entre os 5 quintis. Assim, 24% das mulheres de 15-49 anos de idade pertencem aos agregados familiares dos mais ricos e 18% os mais pobres. 4 O índice de bem-estar económico é um indicador composto de riqueza. Para construir o índice de bem-estar económico, é feita a análise das compo- nentes principais usando informações sobre a posse de bens de consumo, características do alojamento, água e saneamento e outras características que estão relacionadas com o bem-estar económico do agregado para gerar ponderações (pontuações do factor) para cada item usado. Primeiro, as pontuações iniciais do factor são calculadas para a amostra total. Depois, pontuações do factor à parte são calculadas para os agregados em meios urbanos e rurais. Finalmente, as pontuações do factor urbano e rural são regredidas nas pontuações iniciais do factor para obter pontuações finais, combinadas, do factor para a amostra total. Faz-se isto para minimizar o viés urbano nos valores do índice de bem-estar económico. É então atribuído a cada agregado na amostra total uma pontuação de bem-estar económico com base nos bens possuídos por esse agregado e nas pontu- ações finais do factor obtidas como acima descrito. A população do agregado do inquérito é então classificada segundo a pontuação do bem-estar económico do agregado em que estão a viver e é dividida em 5 partes iguais (quintis) do mais baixo (o mais pobre) ao mais alto (o mais rico). No quinto inquérito aos indicadores múltiplos MICS5 da Guiné-Bissau, os seguintes bens e parametros foram usados nestes cálculos: o núme- ro de pessao por quarto para dormir, o material predominante no piso/chão do alojamento, na cobertura do alojamento, nas paredes externas, o principal tipo de combustível utilizado para cozinhar, a posse de electricidade, bens do gregado (rádio, televisor, telefone fixo, geleira/arca, com- putador de mesa, parabólica, mesa, DVD/ videogravadora, TV plasma, ventilador, ar condicionado), bens que possui um dos membros do agre- gado (relógio de mão, telefone móvel, laptop/notebook, bicicleta, motorizada, carroça puxada por um animal, carro ou carrinha, canoa a motor, cámara de filmagem), a propriedade do alojamento, a posse de conta bancária, posse de terra para agricultura, posse de animais, fonte de água potável, localização da fonte de água, tipo de instalação sanitária, a sua partilha, disponibilidade de aguá e de sabão no local para lavar as mãos. Presume-se que o índice de bem-estar económico capta a riqueza subjacente a longo prazo através de informações sobre os bens do agregado e pretende produzir uma classificação dos agregados por bem-estar económico, do mais pobre ao mais rico. O índice de bem-estar económico não fornece informações sobre a pobreza absoluta, rendimentos actuais ou níveis de despesas. As pontuações de riqueza calculadas são aplicáveis apenas ao conjunto de dados específico em que se baseiam. Podem ser encontradas mais informações sobre a construção do índice de bem-estar económico em Filmer, D. and Pritchett, L., 2001 “Estimating wealth effects without expenditure data – or tears: An application to educational enrolments in states of India”. Demography 38(1): 115-132. Rut- stein, S.O. and Johnson, K., 2004. The DHS Wealth Index. DHS Comparative Reports No. 6. Calverton, Maryland: ORC Macro and Rutstein, S.O., 2008. The DHS Wealth Index: Approaches for Rural and Urban Areas. DHS Working Papers No. 60. Calverton, Maryland: Macro International Inc. 5 Ao descrever os resultados do inquérito por quintis de bem-estar económico, é empregue terminologia apropriada quando se refere a cada membro do agregado, como por exemplo, “mulheres na população mais rica do agregado”, o que é usado indistintamente com “mulheres na população mais rica do inquérito” e semelhantes. 33Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA HH.4M : CARACTERÍSTICAS DE BASE DOS HOMENS Distribuição em percentagem e frequência de homens de 15-49 anos por características de base seleccionadas, MICS5 Guiné-Bissau, 2014   Percentagem ponderada Número de homens Ponderado Não ponderado Total 100 4232 4232 Região       Tombali 6.0 252 427 Quinara 3.5 148 468 Oio 15.1 638 605 Biombo 6.7 284 431 Bolama/Bijagós 2.2 92 388 Bafatá 9.1 384 466 Gabú 9.6 408 365 Cacheu 9.5 401 327 SAB 38.4 1626 755 Província Norte 31.2 1322 1363 Leste 18.7 792 831 Sul 11.6 492 1283 SAB 38.4 1626 755 Meio de residência       Urbano 51.1 2163 1511 Rural 48.9 2069 2721 Idade       15-19 26.2 1111 1146 20-24 20.2 855 857 25-29 14.5 612 592 30-34 12.6 532 519 35-39 10.3 437 433 40-44 8.3 352 370 45-49 7.9 333 315 Estado Civil       Actualmente casado /em união 34.4 1457 1479 Viúvo 0.6 23 28 Divorciado 0.2 7 7 Separado 3.6 152 130 Nunca se casou/ viveu em união 61.3 2593 2588 Paternidade       Pelo menos um filho vivo 45.0 1903 1898 Não tem filho vivo 54.7 2315 2326 Em falta/NS 0.3 14 8 Nível de instrução       Nenhum 17.0 720 782 Primário 35.9 1518 1775 Secundário e mais 47.1 1994 1675 Indice de Bem-Estar Económico       O mais pobre 17.1 724 1078 Segundo 17.9 756 944 Médio 18.7 792 905 Quarto 22.6 958 705 O mais rico 23.7 1001 600 34 GUINÉ-BISSAU TABELA HH.4M (CONTINUAÇÃO) : CARACTERÍSTICAS DE BASE DOS HOMENS Distribuição em percentagem e frequência de homens de 15-49 anos por características de base seleccionadas, MICS5 Guiné-Bissau, 2014   Percentagem ponderada Número de homens Ponderado Não ponderado Língua mais falada no agregado       Português 0.0 2 2 Crioulo 41.5 1758 1442 Fula 18.3 774 772 Balanta 15.2 642 778 Mandinga 10.2 433 405 Manjaco 3.4 144 118 Mancanha 0.4 16 18 Papel 3.3 139 214 Outra lingua 7.6 323 483 Religião do chefe do agregado       Católica 23.8 1006 728 Evangélica 8.9 378 397 Muçulmana 44.7 1893 1916 Animista 18.4 778 967 Outra religião 0.6 23 43 Sem religião 3.6 153 181 De igual modo, a Tabela HH.4M fornece as características de base dos homens de 15-49 anos de idade inquiridos. A tabela mostra informações sobre a distribuição dos homens segundo a região, província, meio de residência, idade, estado civil, se tem filhos, nível de instrução, índice de bem-estar económi- co, religião do chefe do agregado e a língua mais falada no agregado. Esta tabela mostra que a maioria (51%) dos homens seleccionados vive no meio urbano contra 49% no meio rural. Em termos regionais, o SAB também concentra a maior percentagem dos homens de 15-49 anos de idade (39%), a região de Oio continua na segunda posição com 15%. As regiões de Bolama/ Bijagós e Quinara são as de menor percentagem de residentes de homens de 15-49 anos de idade, com 2% e 4% respectivamente. Neste quadro, os homens com idade compreendida entre 15-19 anos repre- sentam (26%), os da faixa etária de 20-24 anos situam-se em 20% e apenas 8% têm entre 45-49 anos. Em relação ao estado civil, 34% dos homens inquiridos afirmaram estar a viver no momento do inqué- rito em união de facto ou casado, enquanto que a maioria (61%) dos homens afirmaram que nunca na sua vida tinham sido casados ou vivido em união de facto. Uma das possíveis explicações para um tão elevado número de homens que nunca foram casados ou viveram em união de facto com uma mulher é a existência de uma população muito jovem com idade entre os 15-24 anos (46%). De todos os homens de 15-49 anos inquiridos, 45% declararam que já tiveram pelo menos um filho e 55% nunca tiveram filhos à data do inquérito. A mesma tabela também mostra que 17% dos homens de 15-49 anos de idade, entrevistados com sucesso, nunca frequentaram a escola ou não concluíram nenhuma classe do Ensino Primário, 36% só frequentaram e concluíram uma classe do nível primário e um número considerável destes homens (47%) tem o nível secundário ou mais. 35Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 Usando as respostas sobre os bens e as condições de habitação do questionário do Agregado Familiar, foi possível classificar todos os agregados inquiridos em 5 Quintis de Bem-Estar Económico: dos mais pobres no primeiro quintil, até aos mais ricos no quinto quintil. Nesta optica, os homens inquiridos es- tão repartidos equitativamente entre os 5 quintis. Assim, 24% pertencem aos agregados dos mais ricos contra 17% dos mais pobres. As características de base de crianças menores de 5 anos são apresentadas na Tabela HH.5. Estas in- cluem a distribuição das crianças por várias características: sexo, região, província e meio de residência, idade em meses, quem respondeu ao questionário da Criança de menos de 5 anos, nível de instrução da mãe (ou da educadora), bem-estar económico e religião/língua/etnia. Esta tabela mostra que 51% das crianças menores de cinco anos seleccionadas são do sexo masculino e 49 do sexo feminino. Em relação ao meio de residência, constata-se que a maioria vive no meio rural (64%) e 36% no meio urbano. Observa-se que o SAB apresenta a maior percentagem das crianças menores de cinco anos de idade (24%) seguida de Oio com 21% e Bafatá e Gabú com 12% e 13% res- pectivamente. As regiões de Bolama/Bijagós e Quinara são as que apresentam a menor percentagem de crianças menores de cinco anos com 2% e 4% respectivamente. Por outro lado, 21% têm entre 12-23 meses de vida e 20% têm entre 24-35 meses, a mesma percenta- gem para as idades de 36-47 meses. Mais de metade (58% das crianças menores de 5 anos são filhos de mães ou educadoras sem nenhum nível de instrução, 27% de mães ou educadoras com o nível pri- mário e apenas 15% de mães ou educadoras com o nível secundário ou mais. Em relação à existência ou não de pobreza nos agregados onde estas crianças vivem, a Tabela HH.5 reporta que a maior parte das crianças inquiridas vive nos agregados mais pobres (23%) e apenas 14% das crianças menores de 5 anos vivem nos agregados mais ricos. TABELA HH.5 : CARACTERÍSTICAS DE BASE DAS CRIANÇAS MENORES DE 5 ANOS Distribuição em percentagem e frequência das crianças menores de 5 anos por características seleccionadas, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem ponderada Número de crianças Ponderado Não ponderado Total 100.0 7573 7573 Sexo       Masculino 50.8 3847 3832 Feminino 49.2 3726 3741 Região       Tombali 7.4 561 869 Quinara 3.8 287 808 Oio 21.3 1611 1390 Biombo 7.6 576 787 Bolama/Bijagós 1.9 145 534 Bafatá 11.9 904 1007 Gabú 12.9 979 828 Cacheu 9.5 721 543 SAB 23.6 1789 807 Província       Norte 38.4 2908 2720 Leste 24.9 1883 1835 Sul 13.1 993 2211 SAB 23.6 1789 807 36 GUINÉ-BISSAU TABELA HH.5 (CONTINUAÇÃO) : CARACTERÍSTICAS DE BASE DAS CRIANÇAS MENORES DE 5 ANOS Distribuição em percentagem e frequência das crianças menores de 5 anos por características seleccionadas, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem ponderada Número de crianças Ponderado Não ponderado Meio de residência       Urbano 36.2 2743 1963 Rural 63.8 4830 5610 Idade       0-5 meses 11.0 833 830 6-11 meses 8.9 672 677 12-23 meses 21.3 1612 1591 24-35 meses 19.8 1501 1505 36-47 meses 19.8 1501 1491 48-59 meses 19.2 1455 1479 Inquirido no questionário da Criança menor de 5 anos       A Mãe 90.1 6826 6779 Outro educador principal 9.9 747 794 Nível de instrução da mãe **       Nenhum 58.0 4390 4525 Primário 27.1 2054 2207 Secundário e mais 14.9 1129 841 Indice de Bem-Estar Económico       O mais pobre 23.3 1763 2304 Segundo 22.5 1704 1864 Médio 22.0 1668 1720 Quarto 18.3 1388 1076 O mais rico 13.9 1049 609 Língua mais falada no agregado       Português 0.1 5 5 Crioulo 27.9 2112 1782 Fula 24.5 1852 1777 Balanta 18.9 1430 1600 Mandinga 13.8 1045 897 Manjaco 3.3 247 221 Mancanha 0.4 13 11 Papel 4.5 338 471 Outra lingua 7.0 531 809 Religião do chefe do agregado       Católica 15.7 1193 943 Evangélica 7.0 528 587 Muçulmana 52.2 3951 3776 Animista 21.0 1592 1878 Outra religião (0.4) 31 59 Sem religião 3.7 279 330 ** Nesta tabela e ao longo do relatório, a educação da mãe refere-se ao nível de educação atingido pela mãe ou a/o educadora principal das crianças menores 5 anos que responderam ao questionário para menor de 5 anos no caso em que a mãe esteja morta ou vive num outro lugar. 37Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 CARACTERÍSTICAS DO ALOJAMENTO, POSSE DE BENS E INDICE DE BEM-ESTAR ECONÓMICO As Tabelas HH.6, HH.7 e HH.8 dão mais pormenores sobre características a nível do agregado. HH.6 apresenta as características do alojamento, desagregadas por meio de residência e região, província, distribuídas por alojamento com ou sem electricidade, os principais materiais do pavimento, telhado e paredes exteriores bem como o número de quartos usados para dormir. A Tabela HH.6 mostra que nos 6601 agregados entrevistados, apenas 17% do total declararam que vi- vem nos alojamentos com electricidade contra 83% sem electricidade. Em relação ao meio de residên- cia, somente 33% dos alojamentos tem electricidade, contra 70% sem electricidade no meio urbano e apenas 4% dos alojamentos com electricidade no meio rural contra 96% sem electricidade. Em termos regionais, para além do SAB, onde 40% dos agregados familiares vivem nos alojamentos com electri- cidade contra 60% sem electricidade, nas restantes regiões a percentagem dos AF com eletricidade é muito baixa (varia entre 4% em Bafatá e Cacheu a 10% em Gabú). A mesma situação prevalece nas províncias. No que concerne ao material de construção predominante no pavimento (piso/chão), a mesma tabela mostra que o material natural é o mais predominante no pavimento da maioria dos alojamentos dos agregados entrevistados (57%) e apenas 42% são de material acabado. Em relação ao meio de residên- cia, a proporção dos materiais de pavimento é de 23% de material natural contra 77% de material aca- bado no meio urbano e de 86% de material natural contra 14% de material acabado no meio rural. Com a excepção do SAB com 15% de material natural contra 84% de material acabado, o material natural é o mais predominante no pavimento em todas as regiões do país com mais de 70%. A situação é bastante melhor em relação ao material de construção predominante na cobertura dos alojamentos. No total, o material acabado é o mais predominante na cobertura da maioria dos alo- jamentos dos agregados entrevistados (76%) e 24% são de material natural. Em relação ao meio de residência, a proporção dos materiais de cobertura é de 97% de material acabado contra 4% de material natural no meio urbano e de 59% de material acabado contra 41% de material natural no meio rural. No SAB, esta proporção é de 99% de material acabado contra 1% de material natural, Também o material acabado é predominante na cobertura em todas as regiões das Províncias do Norte e do Leste do país, variando entre 63% em Gabú e 77% em Cacheu. Na Província Sul (Bolama/Bijagós, Quinara e Tombali) a percentagem do material natural continua alta, variando entre de 56% em Quinara e 65% em Bola- ma/Bijagõs. No que se refere ao material de construção utilizado nas paredes externas, a Tabela HH.6 mostra que em termo global, o material rudimentar é o mais utilizado na construção das paredes externas (75%) seguido do material natural com 15% e o material acabado com apenas 11%. Ao nível das regiões, com a excepção da Região de Biombo (47%), o material rudimentar é o mais predominante, variando entre 65% no SAB e 99% na Região de Quinara. No que diz respeito às divisões utilizadas para dormir, a maioria dos agregados familiares entrevistados (61%), utilizam 3 ou mais divisões para dormir, 24% utilizam 2 divisões para dormir e 15% utilizam 1 divisão para dormir. Em media, a nível nacional 2,5 pessoas dormem por divisão. Enquanto por região, este número varia entre 2,0 e 3,0 pessoas por divisão. 38 GUINÉ-BISSAU TA B E L A H H .6 : C A R A C T E R ÍS T IC A S D O A L O JA M E N T O D is tr ib u iç ão p er ce n tu al d o s ag re g ad o s p o r ca ra ct er ís ti ca s se le cc io n ad as d o s al o ja m en to s, s eg u n d o o m ei o d e re si d ên ci a, r eg iõ es e p ro ví n ci as , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14 To ta l  M ei o d e re si d ên ci a R eg iã o P ro ví n ci a U rb an o R u ra l To m b al i Q u in ar a O io B io m b o B o la m a/ B ija g ó s B af at á G ab ú C ac h eu S A B N o rt e Le st e S u l S A B E le ct ri ci d ad e                         S im 17 .2 33 .1 4 .0 10 .2 4 .8 5 .2 5 .2 5 .2 4 .4 10 .4 4 .4 4 0 .2 4 0 .2 4 .9 7. 8 7. 6 N ão 8 2 .8 6 6 .9 9 6 .0 8 9 .8 9 5 .2 9 4 .8 9 4 .8 9 4 .8 9 5 .6 8 9 .6 9 5 .6 5 9 .8 5 9 .8 9 5 .1 9 2 .2 9 2 .4 E m fa lt a/ N S 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 P av im en to                         C h ão n at u ra l 5 7. 3 2 2 .5 8 6 .1 8 3. 2 79 .8 8 4 .7 73 .6 78 .7 71 .3 76 .3 72 .3 15 .3 15 .3 77 .2 74 .1 8 1. 3 P av im en to r u d im en ta r 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 P av im en to a ca b ad o 4 2 .3 76 .7 13 .7 16 .8 19 .9 15 .1 2 6 .2 2 1. 2 2 8 .4 2 3. 7 2 7. 1 8 3. 7 8 3. 7 2 2 .4 2 5 .7 18 .6 O u tr os 0 .5 0 .7 0 .2 0 .0 0 .3 0 .2 0 .2 0 .1 0 .3 0 .0 .5 1. 0 1. 0 0 .3 0 .1 0 .1 E m fa lt a/ N S 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 T ec to                         Te ct o n at u ra l 2 4 .0 3. 5 4 1. 0 5 6 .2 5 5 .8 36 .1 2 6 .6 6 5 .2 2 2 .9 36 .8 2 1. 5 1. 1 1. 1 2 8 .2 30 .8 5 8 .0 Te ct o ru d im en ta r 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 Te ct o ac ab ad o 75 .8 9 6 .5 5 8 .6 4 3. 8 4 3. 9 6 3. 9 73 .4 34 .3 76 .2 6 3. 2 77 .6 9 8 .9 9 8 .9 71 .5 6 8 .9 4 1. 8 O u tr os 0 .2 0 .0 0 .4 0 .0 0 .3 0 .0 0 .0 0 .5 0 .9 0 .0 0 .9 0 .0 0 .0 0 .3 0 .4 0 .2 E m fa lt a/ N S 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 P ar ed es e xt er io re s                         P ar ed e n at u ra l 14 .6 10 .1 18 .3 0 .5 0 .7 1. 4 5 0 .7 3. 0 2 .1 2 6 .1 30 .2 9 .3 9 .3 2 4 .3 15 .7 1. 1 P ar ed e ru d im en ta r 74 .6 6 9 .4 78 .9 9 3. 0 9 8 .5 9 8 .1 4 6 .8 9 2 .4 8 7. 8 70 .2 6 7. 0 6 5 .1 6 5 .1 73 .8 77 .8 9 4 .4 P ar ed e ac ab ad o 10 .5 2 0 .1 2 .6 6 .5 0 .6 0 .6 2 .6 1. 9 10 .2 3. 5 2 .8 2 5 .0 2 5 .0 1. 9 6 .4 3. 9 O u tr os 0 .3 0 .4 0 .2 0 .0 0 .2 0 .0 0 .0 2 .7 0 .0 0 .1 0 .0 0 .6 0 .6 0 .0 0 .1 0 .6 Q u ar to s u ti li za d o s p ar a d o rm ir                         1 15 .3 2 1. 9 9 .8 5 .8 5 .2 1. 8 15 .5 15 .9 7. 6 16 .9 14 .9 2 5 .3 2 5 .3 10 .1 12 .9 7. 8 2 2 4 .1 2 8 .8 2 0 .1 15 .9 13 .7 8 .9 33 .2 33 .6 11 .7 2 2 .6 30 .4 31 .4 31 .4 2 3. 0 17 .9 19 .1 3 ou m ai s 6 0 .6 4 9 .2 70 .1 78 .3 8 1. 1 8 9 .3 5 1. 3 5 0 .5 8 0 .6 6 0 .5 5 4 .7 4 3. 2 4 3. 2 6 6 .8 6 9 .2 73 .1 E m fa lt a/ N S 0 .0 0 .1 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .1 0 .1 0 .0 0 .0 0 .0                           T o ta l 10 0 .0 10 0 .0 10 0 .0 10 0 .0 10 0 .0 10 0 .0 10 0 .0 10 0 .0 10 0 .0 10 0 .0 10 0 .0 10 0 .0 10 0 .0 10 0 .0 10 0 .0 10 0 .0 N ú m er o d e ag re g ad o s 6 6 0 1 2 9 9 4 36 0 6 4 38 2 4 2 8 19 5 17 18 6 6 19 8 0 7 8 5 8 2 11 6 2 19 4 14 2 6 8 6 6 2 11 6 N ú m er o m éd io d e p es so as p o r q u ar to u sa d o p ar a d o rm ir 2 .5 2 .8 2 .2 2 .0 2 .1 2 .3 2 .5 2 .2 2 .2 2 .5 2 .0 3. 0 2 .3 2 .4 2 .0 3. 0 39Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 Na Tabela HH.7 os agregados familiares são distribuídos segundo a posse de bens pelos agregados e por pelo menos um membro do agregado. Isto também abrange a posse do alojamento. Segundo esta tabela, dos 6601 agregados familiares entrevistados em todo o território nacional, 73% dos agregados possuem rádio em casa, sendo 78% no meio urbano e 68% no meio rural. Em relação às regiões, a proporção de agregados com rádio varia entre 59% na Região de Biombo e 77% no SAB. Relativamente à posse de outros bens, tais como televisor, geleira/arca, computador de mesa, mesa, DVD/Vídeogravador e ventilador, a proporção dos agregados que possuem esses bens em casa é bastante reduzida: 24% possuem televisor, 10% geleira/arca, 2% computador de mesa, 47% mesa, 18%, DVD/Videogravador e 12% ventilador em casa. Em relação ao meio de residência, nota-se uma grande diferença em termos de posse destes bens entre os agregados do meio urbano e os do meio rural. Por exemplo, 45% dos agregados no meio urbano possuem televisor contra apenas 7% no meio rural; 22% possuem geleira/arca no meio urbano contra 1% no meio rural, etc. Em relação às regiões, a proporção de agregados com posse destes bens é muito baixa com a excepção do SAB, onde se pode notar alguma melhoria. Com efeito, 51% dos agregados do SAB possuem televisor em casa, 27% geleira/arca, 74% mesa, 38%, DVD/Videogravador e 31% possuem ventilador em casa. No que concerne à percentagem dos agregados com posse de terra para agricultura e com posse de animais domésticos ou de pecuária, a Tabela HH.7 mostra que dos 6601 agregado familiar entre- vistados, em todo o território nacional, 66% dos agregados possuem terra para agricultura, sendo 36% no meio urbano e 90% no meio rural. Em relação às regiões, com a excepção do SAB (28%), a proporção de agregados com posse de terra para agricultura varia entre 66% na Região de Biombo e 93% na Região de Oio. Também, dos 6601 agregados familiares entrevistados, em todo o território nacional, 65,9% pos- suem animais domésticos ou da pecuária, sendo 40% no meio urbano e 88% no meio rural. Em relação às regiões, com a excepção do SAB (32%), a proporção de agregados com posse de animais, varia entre os 75% na Região de Cacheu e 90% na Região de Quinara. No que concerne a percentagem de agregados onde pelo menos um membro possui relógio, tele- móvel, laptop/Notebook, bicicleta, motorizada, carroça puxada por animal, carro ou camião, canoa a motor, câmara de filmagem e conta bancária, a mesma tabela apresenta os seguintes dados: Nos 6601 AF entrevistados, em todo o território nacional, 91% possui um telemóvel; 41% uma bicicleta; 38% um relógio; e 14% dos agregados onde pelo menos um membro possui uma conta bancária. As restantes percentagens de posse de bens variam entre 1% (Canoa a motor) e 10% (motorizada). Em relação ao meio de residência, nota-se uma grande disparidade em termos de percentagem de agregados onde pelo menos um membro possui um bem entre os agregados do meio urbano e os do meio rural. Por exemplo, 49% dos agregados onde pelo menos um membro possui um relógio no meio urbano contra 30% no meio rural; 97% possuem telemóvel no meio urbano contra 86% no meio rural, 25% possuem conta bancária no meio urbano contra apenas 4% no meio rural, etc. 40 GUINÉ-BISSAU Da análise por regiões, nota-se que a proporção da percentagem dos agregados onde pelo menos um membro possui um desses bens apresenta uma disparidade grande entre as regiões, com a excepção da posse de telemóvel, cuja percentagem mantem-se muito alta em todas as regiões, va- riando entre 75% na Região Bolama/Bijagós e 97% no SAB. A Tabela HH.7 apresenta ainda a situação de propriedade do alojamento, ou seja, a percentagem de agregados onde un membro é ou não proprietário do alojamento, ou se o alojamento é arrenda- do ou não. Das informações disponibilizadas, 76% dos agregados vivem em alojamento onde um membro é proprietário e 24% onde nenhum membro é proprietário. Destes últimos, 19% vivem em alojamento arrendado e 5% vivem em “Outro” (não é proprietário do alojamento e nem rendeiro). Quanto ao meio de residência, no meio urbano, mais de metade dos agregados familiares (55%) vive em alojamento onde um membro é proprietário e 45% onde nenhum membro é proprietário. No meio rural, mais de três quarto (93%) dos agregados vivem em alojamento onde um membro é proprietário e apenas 7% dos agregados onde nenhum membro é proprietário. Em termos regionais, nota-se que, com excepção do SAB (48%), mais de 80% de alojamentos em todas as regiões são ocupados por agregados onde pelo menos um membro é proprietário. 41Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A H H .7 : B E N S D O A G R E G A D O F A M IL IA R E B E N S P E S S O A IS P er ce n ta g em d e ag re g ad o s se g u n d o o p o ss e d e b en s d o ag re ag ad o fa m il ia r e d e in d iv íd u o s se le cc io n ad o s e d is tr ib u iç ão p er ce n tu al p o r p o ss e d o al o ja m en to , s eg u n d o o m ei o d e re si d ên ci a, a r eg iã o e a p ro ví n ci a, M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   To ta l M ei o d e re si d ên ci a R eg iã o P ro ví n ci a U rb an o R u ra l To m b al i Q u in ar a O io B io m b o B ol am a/ B ija g ós B af at á G ab ú C ac h eu S A B N o rt e Le st e S u l S A B P er ce n ta g em d e ag re g ad o s q u e p o ss u em :                         R ád io 72 .5 78 .2 6 7. 8 6 8 .4 72 .5 6 8 .3 5 8 .6 6 5 .8 76 .7 75 .2 71 .3 77 .2 6 7. 2 75 .9 6 9 .0 77 .2 T el ev is ão 2 4 .2 4 4 .5 7. 3 1 1. 8 9 .8 8 .2 11 .3 8 .1 13 .1 15 .4 11 .5 5 0 .8 10 .2 14 .4 10 .4 5 0 .8 T el ef on e fi xo 0 .5 1. 0 0 .0 0 .1 0 .3 0 .1 0 .1 0 .0 0 .3 0 .0 0 .0 1. 3 0 .1 0 .1 0 .1 1. 3 G el ei ra /A rc a 10 .4 2 2 .0 0 .8 2 .0 1. 2 2 .2 3. 5 1. 7 2 .7 3. 6 2 .0 2 7. 2 2 .4 3. 2 1. 7 2 7. 2 C om p u ta d or d e m es a 1. 9 3. 9 0 .2 0 .4 1. 1 0 .4 0 .9 0 .0 0 .4 0 .1 0 .1 5 .1 0 .4 0 .3 0 .5 5 .1 P ar ab ól ic a 7. 6 15 .0 1. 5 2 .8 2 .7 1. 5 1. 7 0 .6 2 .5 5 .7 2 .8 17 .7 2 .0 4 .4 2 .3 17 .7 M es a 4 7. 3 6 9 .7 2 8 .8 5 5 .6 38 .0 2 6 .2 2 8 .2 15 .9 34 .7 4 1. 0 34 .1 73 .7 2 9 .8 38 .3 4 2 .2 73 .7 D V D /V id eo g ra va d or 17 .6 32 .8 5 .0 10 .1 5 .4 5 .0 6 .3 3. 9 8 .4 13 .5 7. 4 37 .8 6 .2 11 .3 7. 4 37 .8 T V P la sm a 3. 4 7. 2 0 .2 0 .3 0 .1 0 .5 0 .9 0 .0 0 .7 1. 5 1. 1 8 .9 0 .9 1. 1 0 .2 8 .9 V en ti la to r 12 .2 2 5 .3 1. 4 1. 7 1. 4 2 .8 4 .4 2 .6 3. 9 5 .5 2 .7 30 .9 3. 1 4 .8 1. 8 30 .9 A R C on d ic in ad o 0 .8 1. 7 0 .0 0 .0 0 .0 0 .1 0 .2 0 .1 0 .0 0 .0 0 .0 2 .3 0 .1 0 .0 0 .0 2 .3 P er ce n ta g em d e ag re g ad o s co m :                         T er ra p ar a ag ri cu lt u ra 6 5 .5 36 .3 8 9 .8 8 7. 6 8 0 .7 9 3. 0 6 6 .0 71 .2 9 0 .6 8 4 .8 79 .2 2 7. 8 8 1. 2 8 7. 3 8 2 .2 2 7. 8 A n im ai s d a fa ze n d a/ P ec u ár ia 6 5 .9 39 .9 8 7. 5 8 0 .4 8 9 .8 8 8 .2 77 .3 79 .8 8 2 .3 8 4 .5 75 .4 31 .8 8 0 .7 8 3. 5 8 2 .9 31 .8 P er ce n ta g em d e ag re g ad o s em q u e p el o m en o s u n m em b ro p o ss u i:                         R el óg io 38 .4 4 9 .0 2 9 .7 34 .5 36 .0 2 9 .2 19 .6 34 .5 38 .9 33 .6 30 .2 5 3. 1 2 7. 3 35 .9 34 .9 5 3. 1 T el em óv el 9 1. 0 9 7. 0 8 6 .0 9 2 .6 9 3. 7 9 2 .1 8 5 .1 75 .0 8 7. 7 8 1. 9 9 0 .7 9 7. 4 8 9 .9 8 4 .4 8 9 .1 9 7. 4 La p to p /N ot eb oo k 6 .2 12 .5 1. 0 1. 5 1. 9 1. 7 2 .1 1. 9 1. 5 2 .1 2 .4 15 .4 2 .0 1. 9 1. 7 15 .4 B ic ic le ta 4 1. 4 2 7. 2 5 3. 2 4 9 .7 4 3. 6 6 0 .9 13 .1 17 .1 6 9 .7 70 .7 5 5 .9 15 .5 4 7. 7 70 .3 4 1. 0 15 .5 M ot or iz ad a 9 .5 9 .6 9 .4 13 .3 8 .0 10 .0 4 .3 5 .0 16 .1 17 .0 7. 7 6 .2 7. 7 16 .6 10 .1 6 .2 C ar ro ça p u xa d a p or a n im al 5 .6 1. 2 9 .3 0 .0 0 .1 10 .1 0 .2 0 .0 12 .9 2 2 .8 0 .9 0 .6 4 .2 18 .5 0 .0 0 .6 C ar ro o u c ar ri n h a 5 .9 11 .1 1. 6 1. 1 1. 5 1. 8 4 .1 0 .6 2 .8 2 .3 2 .9 13 .5 2 .8 2 .5 1. 1 13 .5 C an oa a m ot or 1. 3 0 .8 1. 8 4 .4 0 .4 0 .3 1. 4 5 .3 0 .6 0 .1 3. 7 0 .6 1. 9 0 .3 3. 5 0 .6 C am ar a d e fi lm ag em 3. 0 6 .0 0 .6 0 .5 0 .5 0 .2 0 .8 0 .3 2 .2 1. 1 1. 5 7. 3 0 .8 1. 6 0 .4 7. 3 C on ta b an cá ri a 13 .5 2 5 .1 3. 8 4 .3 3. 3 2 .0 7. 8 5 .1 4 .8 5 .9 9 .2 30 .3 6 .2 5 .4 4 .2 30 .3 P ro p ri ed ad e d o a lo ja m en to                         P er te n ce a u m m em b ro d o ag re g ad o 75 .9 5 5 .0 9 3. 3 9 3. 9 9 3. 1 9 5 .7 79 .0 8 6 .0 9 2 .3 9 2 .6 8 0 .6 4 8 .0 8 5 .9 9 2 .5 9 2 .0 4 8 .0 N ão é p ro p ri ét ar io 2 4 .1 4 5 .0 6 .7 6 .1 6 .9 4 .3 2 1. 0 14 .0 7. 7 7. 4 19 .4 5 2 .0 14 .1 7. 5 8 .0 5 2 .0 A rr en d ad o 18 .9 38 .3 2 .8 2 .9 4 .4 2 .3 10 .1 13 .7 4 .8 6 .2 9 .5 4 5 .7 6 .9 5 .6 5 .7 4 5 .7 O u tr o 5 .2 6 .7 3. 9 3 .2 2 .4 2 .0 10 .9 0 .3 2 .8 1. 2 9 .9 6 .4 7. 2 1. 9 2 .4 6 .4 E m fa lt a/ N S 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 T o ta l 10 0 .0 10 0 .0 10 0 .0 10 0 .0 10 0 .0 10 0 .0 10 0 .0 10 0 .0 10 0 .0 10 0 .0 10 0 .0 10 0 .0 10 0 .0 10 0 .0 10 0 .0 10 0 .0 N ú m er o d e ag re g ad o s 6 6 0 1 2 9 9 4 36 0 7 4 38 2 4 2 8 19 5 17 18 6 6 19 8 0 7 8 5 8 2 11 6 2 19 4 14 2 6 8 6 6 2 11 6 42 GUINÉ-BISSAU A Tabela HH.8 mostra como as populações dos agregados familiares em meios de residência ou regiões estão distribuídas segundo quintis de bem-estar económico. No MICS5, foram listados 47925 membros de agregados familaires. Destes, 21098 são residentes do meio urbano e 26826 são do meio rural. Analizando estes efectivos segundo o Índice de Bem- -Estar Económco (Quintis de Bem-Estar Económico), constata-se a seguinte distribuição percentual do número de membros dos agregados familaires entrevistados, segundo o meio de residência e regiões do país em 2014. No meio urbano, 2% dos membros dos agregados familaires são mais pobres, 5% são pobres (se- gundo), 14% são considerados médios, 35% são ricos (quarto) e 44% são mais ricos. Por sua vez, no meio rural, 34% são mais pobre, 32% Segundo (pobres), 25% são classificados como médios, 8% são ricos e apenas 1% são considerados os mais ricos. Como conclusão, nota-se uma relação inversa, ou seja, no meio urbano, a percentagem vai aumentando do quintil mais pobre para o quintil mais rico. Contrariamente ao meio urbano, no meio rural, existem mais pobres do que os mais rico. Em relação às regiões, nota-se que a Região Bolama/Bijagós apresenta a percentagem mais alta dos mais pobre (57%), seguida das regiões de Biombo (48%), Tombali (36%), Quinara (37%) e Oio (40%). O SAB apresenta a maior percentagem dos mais rico, com 56%. 43Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA HH.8: ÍNDICE DE BEM-ESTAR ECONÓMICO Distribuição percentual dos membros dos agregados por Índice de bem-estar económico, segundo o meio onde residem, regiões, e províncias, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Indice de Bem-Estar Económico Total Número de membros dos agregadosO mais pobre Segundo Médio Quarto O mais rico Total 20.0 20.0 20.0 20.0 20.0 100.0 47925 Meio de residência               Urbano 2.3 5.3 13.7 35.0 43.8 100.0 21098 Rural 34.0 31.5 25.0 8.2 1.3 100.0 26826 Região               Tombali 36.2 28.2 19.0 13.5 3.1 100.0 3233 Quinara 36.8 26.9 22.2 11.8 2.4 100.0 1842 Oio 39.5 27.8 22.8 7.7 2.3 100.0 7990 Biombo 48.2 19.9 17.1 10.2 4.6 100.0 3420 Bolama/Bijagós 56.7 18.7 13.7 8.6 2.3 100.0 1050 Bafatá 9.1 32.4 37.6 15.9 5.0 100.0 5318 Gabú 13.9 31.2 30.4 18.7 5.7 100.0 5504 Cacheu 22.1 30.5 25.9 15.5 5.9 100.0 4825 SAB 0.2 1.1 7.4 35.7 55.7 100.0 14742 Província Norte 36.2 26.9 22.5 10.5 3.8 100.0 16235 Leste 11.6 31.8 33.9 17.3 5.4 100.0 10822 Sul 39.9 26.2 19.0 12.2 2.7 100.0 6125 SAB 0.2 1.1 7.4 35.7 55.7 100.0 14742 44 GUINÉ-BISSAU 45Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 IV. MORTALIDADE DAS CRIANÇAS Um dos objectivos abrangentes dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) é a redução da mortalidade infantil e infanto-juvenil. Concretamente, os ODM apelam à redução da mortalidade infan- to-juvenil em dois terço, de 1990 a 2015. A monitorização dos progressos para atingir esta meta é um objectivo importante, mas difícil. As taxas de mortalidade apresentadas neste capítulo são calculadas a partir de informações recolhi- das nos históricos de nascimento dos Questionários das Mulheres. Perguntou-se a todas as mulheres entrevistadas se já deram à luz, e caso afirmativa, pediu-se que indicassem o número de filhos e filhas que vivem com elas, o número dos que vivem noutro lugar e o número dos que faleceram. Foi-lhes também solicitado que dessem o histórico detalhado dos nados-vivos por ordem cronológica ou a par- tir do primogénito. Perguntou-se às mulheres se os nascimentos foram únicos ou múltiplos, o sexo das crianças, a data de nascimento (mês e ano) e a situação de sobrevivência. Além disso, para as crianças ainda vivas, perguntou-se a idade actual das crianças, e, se não estivessem vivas, a idade na altura do óbito. As taxas de mortalidade infantil são expressas por faixas etárias convencionais e são definidas como se segue: • Mortalidade neonatal (NN): probabilidade de falecer no primeiro mês de vida • Mortalidade pós-neonatal (PNN): diferença entre a taxa de mortalidade infantil e a neonatal • Mortalidade infantil ( 1 q 0 ): probabilidade de falecer entre o nascimento e o primeiro aniversário • Mortalidade juvenil ( 4 q 1 ): probabilidade de falecer entre o primeiro e o quinto aniversário • Mortalidade infanto-juvenil ( 5 q 0 ): probabilidade de falecer entre o nascimento e o quinto aniversário. As taxas são expressas por 1.000 nados-vivos, excepto no caso da mortalidade juvenil, que é expressa por óbitos por 1.000 crianças sobrevivendo ao primeiro ano de idade, e a mortalidade pós-neonatal que é a diferença entre as taxas de mortalidade infantil e neonatal. 46 GUINÉ-BISSAU TABELA CM.1: TAXAS DE MORTALIDADE DE CRIANÇAS MENORES DE CINCO ANOS Taxas de mortalidade neonatal, pós-neonatal, infantil, juvenil e infanto-juvenil por períodos de cinco anos anteriores ao inquérito, MICS5, Guiné-Bissau, 2014 Anos que precederam o inquérito Taxa de Mortalidade Neonatal1 Taxa de Mortalidade Pós-Neonatal2, a Taxa de Mortalidade Infantil3 Taxa de Mortalidade Juvenil4 Taxa de Mortalidade Infanto-Juvenil5 0-4 36 20 55 35 89 5-9 46 25 72 47 115 10-14 43 39 82 7 153 1 Indicador MICS 1.1 - Taxa de mortalidade neonatal 2 Indicador MICS 1.3 - Taxa de mortalidade pós-neonatal 3 Indicador MICS 1.2 Indicador ODM 4.2 - Taxa de mortalidade infantil 4 Indicador MICS 1.4 - Taxa de mortalidade juvenil 5 Indicador MICS 1.5; Indicador ODM 4.1 - Taxa de mortalidade infanto-juvenil a As taxas de mortalidade pós-neonatal são calculadas como a diferença entre a taxa de mortalidade infantil e a taxa de mortalidade neonatal. A Tabela CM.1 e a Figura CM.1 apresentam as taxas de mortalidade neonatal, pós-neonatal, infantil, juvenil e infanto-juvenil para os três períodos mais recentes de cinco anos antes do inquérito. A mor- talidade neonatal no período mais recente de cinco anos é estimada em 36 por 1.000 nados-vivos, enquanto que a taxa de mortalidade pós-neonatal é estimada em 20 por 1.000 nados-vivos. Figura CM. 1: Taxas de mortalidade de crianças menores de 5 anos MICS5, Guiné-Bissau, 2014 47Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 A taxa de mortalidade infantil nos cinco anos que precederam o inquérito é de 55 por 1.000 nados- vivos e a mortalidade infanto-juvenil é de 89 óbitos por 1.000 nados-vivos para o mesmo período, indicando que 62% de óbitos infanto-juvenis são óbitos infantis. A tabela e a figura também mostram uma tendência decrescente da mortalidade infanto-juvenil a nível nacional, durante os últimos 15 anos. De facto, a mortalidade infanto-juvenil variou de 153 por 1.000 durante o período de 10-14 anos que precedeu o inquérito para 89 por 1.000 nados-vivos du- rante o período de 5 anos mais recente, ( aproximadamente entre 2000 a 2014). Foi observado um padrão semelhante em todos os outros indicadores relativos a mortalidade infantil. 48 GUINÉ-BISSAU TABELA CM.2: TAXAS DE MORTALIDADE NA PRIMEIRA INFÂNCIA POR CARACTERÍSTICAS SOCIOECONÓMICAS Taxas de mortalidade neonatal, pós-neonatal, infantil, juvenil e infanto-juvenil para o período de cinco anos que precedeu o inquérito, por características socioeconómicas, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Taxa de Mortalidade Neonatal1 Taxa de Mortalidade Pós-Neonatal2, a Taxa de Mortalidade Infantil3 Taxa de Mortalidade Juvenil4 Taxa de Mortalidade Infanto-Ju- venil5 Total 35.8 19.7 55.4 35.4 88.9 Região   Tombali 38.3 20.8 59.1 24.8 82.4 Quinara 19.9 22.7 42.6 35.7 76.8 Oio 30.4 13.2 43.6 21.0 63.7 Biombo 11.5 9.5 21.1 21.2 41.8 Bolama/Bijagós 36.4 15.4 51.8 24.4 75.0 Bafatá 45.7 26.6 72.3 57.4 125.6 Gabú 49.5 38.8 88.3 77.4 158.9 Cacheu 43.0 16.0 59.0 39.0 95.7 SAB 33.5 15.1 48.6 21.1 68.7 Província   Norte 30.2 13.2 43.4 25.7 68.0 Leste 47.7 33.1 80.8 68.1 143.4 Sul 32.9 20.5 53.4 27.9 79.8 SAB 33.5 15.1 48.6 21.1 68.7 Meio de residência   Urbano 38.1 15.9 54.1 21.9 74.8 Rural 34.4 21.8 56.2 43.1 96.9 Nível de instrução da mãe   Nenhum 40.8 20.6 61.5 41.2 100.1 Primário 29.9 20.4 50.3 34.3 82.8 Secundário ou mais 27.7 14.9 42.5 12.8 54.8 Índice de Bem-Estar económico   O mais pobre 22.8 19.5 42.2 35.1 75.8 Segundo 39.2 21.9 61.1 39.1 97.8 Médio 40.5 25.0 65.6 46.4 108.9 Quarto 41.4 12.2 53.6 27.0 79.2 O mais rico 36.3 17.9 54.3 23.6 76.6 1 Indicador MICS 1.1 - Taxa de mortalidade neonatal 2 Indicador MICS 1.3 - Taxa de mortalidade pós-neonatal 3 Indicador MICS 1.2 Indicador ODM 4.2 - Taxa de mortalidade infantil 4 Indicador MICS 1.4 - Taxa de mortalidade juvenil 5 Indicador MICS 1.5; Indicador ODM 4.1 - Taxa de mortalidade infanto-juvenil a As taxas de mortalidade pós-neonatal são calculadas como a diferença entre a taxa de mortalidade infantil e a taxa de mortalidade neonatal. 49Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA CM.3: TAXAS DE MORTALIDADE NA PRIMEIRA INFÂNCIA POR CARACTERÍSTICAS DEMOGRÁFICAS Taxas de mortalidade neonatal, pós-neonatal, infantil, juvenil e infanto-juvenil para o período de cinco anos que precedeu o inquérito, por características demográficas, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Taxa de Mortalidade Neonatal1 Taxa de Mortalidade Pós- -Neonatal2, a Taxa de Mortalidade Infantil3 Taxa de Mortalidade Juvenil4 Taxa de Mortalidade Infanto-Juvenil5 Total 35.8 19.7 55.4 35.4 88.9 Sexo da Criança Maculino 41.8 18.2 60.0 37.8 95.5 Feminino 29.4 21.2 50.6 33.0 81.9 Idade da mãe à nascença Menos de 20 32.6 19.3 51.9 37.1 87.1 20-34 31.7 17.4 49.1 31.1 78.7 35-49 58.1 30.7 88.8 54.7 138.6 Ordem de nascimento 1 33.2 15.3 48.5 36.4 83.1 2-3 30.5 15.9 46.4 27.8 72.9 4-6 31.8 21.0 52.9 33.9 85.0 7+ 73.0 39.5 112.4 67.4 172.3 Intervalo em relação ao nascimento anteriorb < 2 anos 75.7 33.3 109.0 71.2 172.4 2 anos 36.1 25.6 61.7 40.5 99.7 3 anos 27.8 14.9 42.7 25.7 67.3 4+ anos 27.8 14.5 42.3 15.0 56.7 1 Indicador MICS 1.1 - Taxa de mortalidade neonatal 2 Indicador MICS 1.3 - Taxa de mortalidade pós-neonatal 3 Indicador MICS 1.2 Indicador ODM 4.2 - Taxa de mortalidade infantil 4 Indicador MICS 1.4 - Taxa de mortalidade juvenil 5 Indicador MICS 1.5; Indicador ODM 4.1 - Taxa de mortalidade infanto-juvenil a As taxas de mortalidade pós-neonatal são calculadas como a diferença entre a taxa de mortalidade infantil e a taxa de mortalidade neonatal. b Nascimentos de ordem 1 excluídos. As Tabelas CM.2 e CM.3 dão estimativas da mortalidade infantil por características socioeconómicas e demográficas. Há alguma diferença entre as probabilidades de falecer entre rapazes e meninas (60 e 51 por mil nados vivos, respectivamente). As taxas de mortalidade infantil e infanto-juvenil são mais baixas na Região de Biombo (21 e 42 por mil nados vivos) e mais elevadas na Região de Gabú (88 e 159 por mil nados vivos). Há também diferenças na mortalidade em termos de nível de ins- trução, bem-estar económico. Constata-se que as taxas de mortalidade diminuem com o aumento do nível de instrução da mãe e vice-versa. Os dados da figura CM2 mostram que a Região de Gabu e Bafatá são as que têm as taxas de mortalidade infanto-juvenil mais elevada em relação as outras Regiões, situando em 159 e 126 por 1.000 nados vivos, respectivamente. A Tabela CM3 mostra que as taxas de mortalidade neonatal, infantil e juvenil são mais elevadas nos rapazes do que nas meninas. Segundo os resultados do MCS5, a idade da mãe na altura do par- to tem uma influência em todas as componentes da mortalidade nas crianças menores de 5 anos, 50 GUINÉ-BISSAU nomeadamento nos grupos de mães de idade de 35 anos ou mais, em que as taxas são muito mais elevadas e de mãe de idade inferior a 20 anos. As crianças de ordem de nascimento 2-3 correm menos riscos de falecimento do que as crianças de ordem 4-6 ou 7+. O espaçamento dos nascimen- to revela-se um determinate de todas as componentes da mortalidade infanto-juvenil, sendo os riscos de mortalidade elevados nas crianças de intervalo inferior a 2 anos em relação ao nascimento anterior não só no primeiro ano de vida, mas também na idade entre 1 e 4 anos. Por exemplo, a taxa de mortalidade infantil é de 109 por mil nas crianças nascidas com um intervalo inferior a 2 anos, enquanto que nas crianças cuja mãe teve um intervalo de pelo menos 4 anos, o risco de morte é de 42 por mil. De igual modo, a mortalidade infanto-juvenil apresenta uma taxa três vezes superior (172 por mil) nas crianças de intervalo inferior a 2 anos em comparação com as crianças cujo intervalo é igual ou superior a 4 anos (57 por mil). Figura CM. 2: Taxas de mortalidade infanto-juvenil por meio de residência e região MICS5, Guiné-Bissau, 2014 A Figura CM.3 compara as conclusões do quinto inquérito MICS sobre a mortalidade infanto-juvenil com os anteriores MICS. As conclusões do quinto inquérito MICS são obtidas na Tabela CM.1. As estimativas do MICS indicam um declínio na mortalidade durante os últimos 15 anos. Ao passo que a tendência indicada pelos resultados do inquérito está amplamente em acordo com a estimada do ano 2010 (MICS4, 2010). A tendência da mortalidade descrita nos MICS 2006 e MICS 2010 mostra que a mortalidade está a diminuir. Contudo, os resultados do MICS 2006 são consideravelmente superiores aos indicados por MICS 2010 e 2014. Mais indicações de qualificação destes declínios e diferenças aparentes, bem como as determinantes devem ser abordadas numa análise mais deta- lhada ou seja numa análise secundária. 51Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 Figura CM. 3: Tendência nas taxas de mortalidade infanto-juvenil MICS5, Guiné-Bissau, 2014 52 GUINÉ-BISSAU 53Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 V. NUTRIÇÃO POUCO PESO À NASCENÇA O peso à nascença é um bom indicador não só da saúde da mãe e do seu estado nutricional como também das probabilidades de sobrevivência, crescimento, saúde a longo prazo e desenvolvimento psicossocial do recém-nascido. O baixo peso à nascença (definido como peso à nascença menor do que 2.500 gramas) comporta uma série de riscos graves de saúde para as crianças. Os bebés que são subnutridos no útero enfrentam um risco muito maior de morrerem nos primeiros dias, meses e anos. Os que sobrevivem podem ter o sistema imunitário fragilizado e um maior risco de contrair doenças; provavelmente continuarão subnutridos, com força muscular reduzida ao longo da vida e terão uma maior incidência de diabetes e doenças cardíacas na vida adulta. As crianças que nascem com baixo peso também correm o risco de ter um Quociente de Inteligência (QI) mais baixo e deficiências cogniti- vas, afetando desempenho na escola e consequentemente oportunidades de emprego na vida adulta. Nos países em desenvolvimento, o baixo peso à nascença resulta sobretudo da má saúde e má alimen- tação da mãe. Três fatores têm maior impacto: a má situação nutricional da mãe antes da concepção, a pequena estatura (devido principalmente a subnutrição e infecções durante a infância) e a má ali- mentação durante a gravidez. O aumento inadequado de peso durante a gravidez é particularmente importante porque causa uma grande parte do atraso no crescimento do feto. Além disso, doenças como a diarreia e o paludismo, que são comuns em muitos países em desenvolvimento, podem com- prometer significativamente o crescimento do feto se a mãe for infetada durante a gravidez. Nos países desenvolvidos, o o tabagismo durante a gravidez é a principal causa de baixo peso à nascença. Tanto nos países desenvolvidos como nos em desenvolvimento, os adolescentes que dão à luz quando os seus próprios organismos ainda não acabaram de crescer, correm um alto risco de terem bebés com baixo peso à nascença. Um dos principais desafios na medição da incidência de baixo peso à nascença é que mais de metade das crianças dos países em desenvolvimento não é pesada à nascença. No passado, a maior parte das estimativas de baixo peso à nascença para os países em desenvolvimento baseava-se em dados compi- lados a partir de estruturas de saúde. Contudo, estas estimativas eram tendenciosas para a maioria dos países em desenvolvimento porque a maior parte dos recém-nascidos não nasce em estabelecimentos hospitalares e os que nascem representam apenas uma amostra selecionada de todos os nascimentos. Porque muitos bebés não são pesados à nascença e os que são podem ser uma amostra distorcida de todos os nascimentos, os pesos à nascença reportados geralmente não podem ser utilizados para esti- mar a prevalência de baixo peso à nascença entre as crianças. Portanto, a percentagem de nascimentos com um peso inferior a 2.500 gramas é calculada a partir de dois itens no questionário: a avaliação feita pela mãe do tamanho da criança à nascença (isto é, muito pequena, mais pequena do que a média, média, maior do que a média, muito grande) e a recordação da mãe do peso da criança ou o peso como registado no cartão de saúde se a criança tiver sido pesada à nascença.1 1 Para uma descrição detalhada da metodologia, ver Boerma, J. T., Weinstein, K. I., Rutstein, S.O., and Sommerfelt, A. E. , 96Dados sobre Peso à Nascença em Países em Desenvolvimento: Os Inquéritos Podem Ajudar? Boletim da Organização Mundial da Saúde, 74(2), 209-16. 54 GUINÉ-BISSAU TA B E L A N U .1 : C R IA N Ç A C O M P O U C O P E S O À N A S C E N Ç A P er ce n ta g em d e ú lt im as c ri an ça s n as ci d as v iv as n o s ú lt im o s d o is a n o s q u e se e st im a q u e ti n h am u m p es o in fe ri o r a 2 .5 0 0 g ra m as à n as ce n ça e p er ce n ta g em d e ú lt im o s n as ci d o s vi vo s p es ad o s à n as ce n ça , M IC S 5 , G u in é - B is sa u , 2 0 14   D is tr ib u çã o p er ce n tu al d e n as ci m en to s se g u n d o av al ia çã o d a m ãe d o ta m an h o d o fi lh o à n as ce n ça To ta l P er ce n ta g em d e n as ci d o s vi vo s: N ú m er o d o s u lt im o s n as ci d o s- vi vo s n o s u lt im o s 2 a n o s M u it o p eq u en o A b ai xo d a m éd ia Ta m an h o m éd io A ci m a d a m éd ia o u m u it o g ra n d e N S M en o s d e 2 .5 0 0 g ra m as 1 P es ad o ao n as ce r2 T o ta l 6 .9 12 .6 4 4 .9 32 .8 2 .8 10 0 .0 2 1. 3 4 4 .7 30 39 Id ad e d a m ãe n a al tu ra d o n as ci m en to                   M en os d e 2 0 a n os 7. 0 13 .6 4 9 .6 2 7. 2 2 .6 10 0 .0 2 2 .1 5 0 .2 5 0 3 2 0 -3 4 a n os 6 .8 12 .8 4 4 .0 33 .8 2 .6 10 0 .0 2 0 .9 4 5 .3 2 0 8 5 35 -4 9 a n os 7. 2 10 .6 4 3. 5 34 .6 4 .1 10 0 .0 2 1. 8 35 .4 4 5 1 O rd em d e n as ci m en to                   1 6 .6 10 .4 5 0 .5 30 .4 2 .0 10 0 .0 2 0 .0 6 1. 9 6 9 7 2 -3 6 .9 15 .1 4 2 .0 33 .5 2 .5 10 0 .0 2 1. 7 4 3. 8 10 77 4 -5 6 .5 12 .8 4 3. 7 33 .8 3 .2 10 0 .0 2 1. 2 38 .4 75 7 6 + 7. 7 10 .1 4 5 .0 33 .1 4 .0 10 0 .0 2 2 .1 32 .1 5 10 R eg iã o                   To m b al i 7. 5 8 .8 4 1. 0 4 2 .3 0 .5 10 0 .0 17 .6 35 .4 2 15 Q u in ar a 7. 0 8 .4 36 .3 4 7. 3 0 .9 10 0 .0 17 .1 4 8 .8 10 8 O io 11 .1 19 .8 36 .0 33 .0 0 .2 10 0 .0 2 3. 6 2 6 .2 6 6 5 B io m b o 3. 0 8 .7 2 9 .7 4 2 .7 15 .9 10 0 .0 2 7. 7 5 2 .1 2 2 5 B ol am a/ B ija g ós 4 .2 13 .7 5 9 .8 2 1. 9 0 .4 10 0 .0 19 .4 39 .4 5 7 B af at á 7. 7 12 .5 6 0 .4 19 .2 0 .2 10 0 .0 2 1. 0 2 0 .7 34 4 G ab ú 5 .4 11 .8 5 8 .7 19 .2 4 .9 10 0 .0 2 3. 5 19 .8 37 8 C ac h eu 1. 6 7. 2 39 .1 4 7. 8 4 .2 10 0 .0 16 .0 6 2 .3 2 9 4 S A B 6 .8 11 .6 4 6 .7 33 .0 1. 9 10 0 .0 2 0 .1 77 .7 75 4 55Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A N U .1 ( C O N T IN U A Ç Ã O ) : C R IA N Ç A C O M P O U C O P E S O À N A S C E N Ç A P er ce n ta g em d e ú lt im as c ri an ça s n as ci d as v iv as n o s ú lt im o s d o is a n o s q u e se e st im a q u e ti n h am u m p es o in fe ri o r a 2 .5 0 0 g ra m as à n as ce n ça e p er ce n ta g em d e ú lt im o s n as ci d o s vi vo s p es ad o s à n as ce n ça , M IC S 5 , G u in é - B is sa u , 2 0 14   D is tr ib u çã o p er ce n tu al d e n as ci m en to s se g u n d o av al ia çã o d a m ãe d o ta m an h o d o fi lh o à n as ce n ça To ta l P er ce n ta g em d e n as ci d o s vi vo s: N ú m er o d o s u lt im o s n as ci d o s- vi vo s n o s u lt im o s 2 a n o s M u it o p eq u en o A b ai xo d a m éd ia Ta m an h o m éd io A ci m a d a m éd ia o u m u it o g ra n d e N S M en o s d e 2 .5 0 0 g ra m as 1 P es ad o ao n as ce r2 P ro ví n ci a                   N or te 7. 2 14 .6 35 .6 38 .5 4 .2 10 0 .0 2 2 .5 4 0 .1 11 8 3 Le st e 6 .5 12 .1 5 9 .5 19 .2 2 .7 10 0 .0 2 2 .3 2 0 .2 72 2 S u l 6 .9 9 .4 4 2 .5 4 0 .7 0 .6 10 0 .0 17 .7 39 .8 38 0 S A B 6 .8 11 .6 4 6 .7 33 .0 1. 9 10 0 .0 2 0 .1 77 .7 75 4 M ei o d e re si d ên ci a                   U rb an o 6 .5 11 .1 4 6 .6 33 .8 2 .0 10 0 .0 19 .8 70 .1 11 19 R u ra l 7. 1 13 .5 4 3. 9 32 .3 3. 3 10 0 .0 2 2 .1 2 9 .8 19 2 1 N ív el d e in st ru çã o d a M ãe                   N en h u m 7. 6 14 .7 4 5 .2 2 9 .5 3. 1 10 0 .0 2 2 .9 2 8 .1 16 2 4 P ri m ár io 6 .6 11 .1 4 4 .4 34 .5 3 .4 10 0 .0 2 0 .9 5 2 .9 9 32 S ec u n d ár io e m ai s 5 .2 8 .6 4 4 .9 4 0 .7 .7 10 0 .0 16 .2 8 4 .5 4 8 3 In d ic e d e B em -E st ar E co n ó m ic o                   O m ai s p ob re 8 .5 12 .8 39 .8 35 .4 3. 6 10 0 .0 2 2 .7 2 7. 6 6 9 4 S eg u n d o 6 .0 13 .8 4 5 .9 30 .5 3. 9 10 0 .0 2 2 .2 31 .5 6 6 1 M éd io 7. 2 14 .6 4 6 .7 2 9 .1 2 .4 10 0 .0 2 2 .2 32 .9 6 8 3 Q u ar to 8 .0 12 .0 4 7. 6 30 .5 1. 9 10 0 .0 2 1. 4 6 5 .4 5 6 9 O m ai s ri co 3. 6 8 .2 4 5 .2 4 1. 4 1. 7 10 0 .0 15 .9 8 3. 5 4 32 1 I n d ic ad o r M IC S 2 .2 0 - C ri an ça s co m b ai xo p es o á n as ce n ça 2 In d ic ad o r M IC S 2 .2 1 - C ri an ça s p es ad as a o n as ce r (. ) V al or es b as ea d os e n tr e 2 5 -4 9 c as os n ão p on d er ad os * V al or es b as ea d os e m m en os d e 2 5 c as os n ão p on d er ad os 56 GUINÉ-BISSAU No geral, 45% porcento das crianças foram pesadas ao nascer e estima-se que aproximadamente 21% das crianças pesam menos de 2.500 gramas à nascença (Tabela NU.1). Houve uma variação significati- va entre as regiões. Por exemplo, houve mais crianças pesadas à nascença no SAB (78%), seguidas de Cacheu (62%) e Biombo (52%), enquanto que, em Gabú, apenas 20% de crianças foram pesadas. Este valor subiu em Bafatá para 21% e em Oio para 26%. Em relação ao baixo peso à nascença, a Região de Biombo lidera com 28% das crianças pesadas com menos de 2.500 gramas à nascença, seguida das regiões de Oio e Gabú (24%) cada. A prevalência de baixo peso à nascença não varia muito por meio urbano e rural. Do total das crianças pesadas à nascença, 70% pertencem ao meio urbano e 3% ao meio rural. Em re- lação ao nível de instrução da mãe, a percentagem de crianças com baixo peso diminui com o aumento do nível de instrução da mãe. Do total das crianças, 16% com baixo peso nasceram de mães com nível secundário e superior e 23% das crianças nasceram de mães sem nenhum nível de instrução. As crian- ças dos agregados mais ricos apresentam menos baixo peso ao nascer (15%) do que as outras. ESTADO NUTRICIONAL O estado nutricional das crianças é um reflexo da sua saúde em geral. Quando as crianças têm acesso a uma alimentação adequada, não ficam expostas a doenças repetidas e quando são bem cuidadas, atingem o seu potencial de crescimento e são consideradas bem nutridas. A subnutrição está associada a mais de metade de todos os óbitos infantis no mundo inteiro. As crian- ças subnutridas têm mais probabilidades de morrer de doenças infantis comuns e as que sobrevivem adoecem com frequência e o seu crescimento é deficiente. Três quartos das crianças que morrem de causas relacionadas com a subnutrição estavam apenas ligeira ou moderadamente subnutridas, dan- do um sinal evidente da sua vulnerabilidade. A meta dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio é reduzir para metade a proporção de pessoas que passam fome entre 1990 e 2015. Uma redução na prevalência da subnutrição também contribuirá para o alcança do objectivo de diminuir a mortalidade infantil. Numa população bem nutrida, há uma distribuição padrão de altura e peso por crianças com menos de 5 anos. A subnutrição numa população pode ser medida comparando as crianças com uma população de referência. A população de referência usada neste relatório baseia-se nos padrões de crescimento da OMS2. Cada um dos três indicadores do estado nutricional – peso para a idade, altura para a idade e peso para a altura – podem ser expressos em unidades de desvio padrão (pontos-z) da mediana da população de referência. Peso para a idade é uma medida tanto da subnutrição aguda como da crónica. As crianças cujo peso para a idade for mais do que dois desvios padrão abaixo da mediana da população de referência são consideradas com insuficiência ponderal moderada ou grave enquanto que aquelas cujo peso para a ida- de for mais do que três desvios padrão abaixo da mediana são consideradas que possuem insuficiência ponderal grave. 2 http://www.who.int/childgrowth/standards/technical_report 57Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 Altura para a idade é uma medida do crescimento linear. As crianças cuja altura para a idade for mais do que dois desvios padrão abaixo da mediana da população de referência são consideradas baixas para a idade e são classificadas como tendo atraso no crescimento moderado ou grave. Aquelas cuja altura para a idade for mais do que três desvios padrão abaixo da mediana são classificadas como com atraso grave no crescimento. O atraso no crescimento é o reflexo da subnutrição crónica como consequência de não ter recebido alimentação adequada durante um longo período e de doença frequente ou crónica. Peso para a altura pode ser usado para avaliar o emagrecimento e o excesso de peso. As crianças cujo peso para a altura é mais do que dois desvios padrão abaixo da mediana da população de referência são consideradas moderada ou gravemente magrecidas, enquanto que as que estão a mais do que três desvios padrão abaixo da mediana são classificadas como gravemente magrecidas. O emagrecimento é geralmente o resultado de uma deficiência nutricional recente. O indicador de emagrecimento pode mostrar alterações sazonais significativas associadas a mudanças na disponibilidade de alimentos ou a prevalência de doenças. As crianças cujo peso para a altura é mais do que dois desvios padrão acima da mediana da população de referência são classificadas como com excesso de peso moderado ou grave. No MICS, o peso e a altura de todas as crianças menores de 5 anos de idade são medidos usando equipamento antropométrico recomendado3 pelo UNICEF. As conclusões constantes desta secção ba- seiam-se nos resultados destas medições. A Tabela NU.2 mostra as percentagens de crianças classificadas em cada uma das categorias acima descritas, com base em medições antropométricas que foram feitas durante o trabalho de campo. Além disso, a tabela inclui valores-z médios para todos os três indicadores antropométricos. 3 Ver Instruções de Concursos de Fornecimento do MICS aqui : http://www.childinfo.org/mics5_planning.html 58 GUINÉ-BISSAU TA B E L A N U .2 : E S TA D O N U T R IC IO N A L D A S C R IA N Ç A S P er ce n ta g em d e cr ia n ça s m en o re s d e 5 a n o s p o r es ta d o n u tr ic io n al s eg u n d o 3 ín d ic es a n tr o p o m ét ri co s: P es o p ar a id ad e, a lt u ra p ar a id ad e, e p es o p ar a al tu ra , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   P es o p o r id ad e N ú m er o d e cr ia n ça s m en o re s d e 5 an o s A lt u ra p o r id ad e N ú m er o d e cr ia n ça s m en o re s d e 5 a n o s P es o p o r al tu ra N ú m er o d e cr ia n ça s m en o re s d e 5 a n o s In su fi ci ên ci a P o n d er al M éd ia S co re -Z (S D ) A tr as o n o cr es ci m en to M éd ia S co re - Z (S D ) E m ag re ci m en to E xc es so d e p es o M éd ia S co re - Z (S D ) P er ce n ta g em in fe ri o r a P er ce n ta g em in fe ri o r a P er ce n ta g em in fe ri o r a P er ce n ta g em ac im a d e - 2 S D 1 - 3 S D 2 - 2 S D 3 - 3 S D 4 - 2 S D 5 - 3 S D 6 + 2 S D 7 T o ta l 17 .0 3. 6 -1 .0 74 6 0 2 7. 6 8 .2 -1 .3 74 4 6 6 .0 1. 4 2 .3 -. 3 75 15 S ex o                           M as cu lin o 17 .9 3. 6 -1 .0 37 9 6 2 9 .1 8 .4 -1 .3 37 9 1 6 .3 1. 6 2 .7 -. 3 38 14 F em in in o 16 .1 3. 6 -1 .0 36 6 4 2 6 .1 8 .0 -1 .3 36 5 6 5 .6 1. 2 1. 9 -. 3 37 0 1 R eg iã o                           To m b al i 16 .0 3. 7 -1 .0 5 34 2 6 .0 7. 3 -1 .2 5 31 5 .6 1. 3 1. 9 -. 4 5 5 1 Q u in ar a 15 .7 3. 1 -1 .0 2 8 5 2 5 .3 6 .0 -1 .3 2 8 6 4 .6 1. 0 1. 6 -. 3 2 8 4 O io 2 0 .0 3. 1 -1 .2 16 0 0 35 .3 11 .7 -1 .6 15 9 9 6 .4 1. 4 2 .4 -. 4 16 0 6 B io m b o 11 .9 1. 8 -. 8 5 75 2 1. 7 4 .7 -1 .2 5 74 3. 5 0 .1 2 .6 -. 2 5 76 B ol am a/ B ija g ós 10 .4 1. 5 -. 7 14 4 14 .0 2 .5 -. 7 14 4 6 .2 9 .2 2 .1 -. 3 14 4 B af at á 2 3. 9 4 .9 -1 .3 8 8 5 34 .0 10 .0 -1 .5 8 8 2 7. 2 1. 6 2 .0 -. 6 8 9 7 G ab ú 19 .4 5 .5 -1 .1 9 5 3 30 .1 10 .9 -1 .4 9 5 1 7. 6 1. 6 1. 6 -. 5 9 76 C ac h eu 16 .1 4 .1 -1 .0 71 9 2 7. 6 7. 6 -1 .4 71 9 5 .1 1. 0 2 .1 -. 2 71 6 S A B 12 .7 3. 0 -. 7 17 6 5 2 0 .0 5 .2 -. 9 17 6 0 5 .5 1. 9 3. 1 -. 2 17 6 5 P ro ví n ci a                           N or te 17 .4 3. 1 -1 .1 2 8 9 4 30 .7 9 .3 -1 .5 2 8 9 2 5 .5 1. 1 2 .4 -. 3 2 8 9 8 Le st e 2 1. 5 5 .2 -1 .2 18 39 32 .0 10 .4 -1 .5 18 33 7. 4 1. 6 1. 8 -. 5 18 73 S u l 15 .1 3. 2 -. 9 9 6 2 2 4 .0 6 .2 -1 .2 9 6 1 5 .4 1. 0 1. 9 -. 4 9 79 S A B 12 .7 3. 0 -. 7 17 6 5 2 0 .0 5 .2 -. 9 17 6 0 5 .5 1. 9 3. 1 -. 2 17 6 5 M ei o d e re si d ên ci a                           U rb an o 13 .4 3. 0 -. 8 2 70 6 2 0 .6 5 .7 -1 .0 2 6 9 8 5 .9 1. 9 2 .7 -. 3 2 71 4 R u ra l 19 .1 4 .0 -1 .1 4 75 4 31 .6 9 .7 -1 .5 4 74 8 6 .0 1. 1 2 .1 -. 4 4 8 0 1 59Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A N U .2 ( C O N T IN U A Ç Ã O ) : E S TA D O N U T R IC IO N A L D A S C R IA N Ç A S P er ce n ta g em d e cr ia n ça s m en o re s d e 5 a n o s p o r es ta d o n u tr ic io n al s eg u n d o 3 ín d ic es a n tr o p o m ét ri co s: P es o p ar a id ad e, a lt u ra p ar a id ad e, e p es o p ar a al tu ra , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14 Id ad e (e m m ês )                           0 -5 11 .7 3. 8 -. 5 8 2 7 15 .1 4 .4 -. 7 8 2 1 7. 2 2 .4 8 .0 .1 8 19 6 -1 1 11 .0 1. 9 -. 5 6 6 9 13 .8 3. 3 -. 7 6 6 9 6 .3 2 .0 4 .0 -. 2 6 6 9 12 -1 7 18 .9 4 .2 -. 9 8 2 6 2 8 .6 7. 1 -1 .2 8 2 2 9 .6 2 .3 1. 7 -. 5 8 2 5 18 -2 3 16 .4 4 .1 -1 .0 78 3 31 .1 9 .6 -1 .5 78 1 5 .7 0 .6 1. 3 -. 4 78 3 2 4 -3 5 2 0 .6 4 .9 -1 .2 14 8 5 37 .9 12 .5 -1 .6 14 8 7 5 .6 1. 5 1. 1 -. 4 14 8 9 36 -4 7 17 .8 3. 6 -1 .1 14 5 9 31 .7 9 .6 -1 .5 14 5 8 3. 7 1. 0 1. 8 -. 3 14 9 0 4 8 -5 9 17 .7 2 .3 -1 .2 14 11 2 3. 8 6 .7 -1 .3 14 0 9 5 .9 0 .7 1. 1 -. 6 14 4 0 N iv el d e in st ru çã o d a M ãe                           N en h u m 19 .3 4 .3 -1 .1 4 3 16 30 .8 9 .8 -1 .4 4 3 12 6 .5 1. 5 2 .1 -. 4 4 36 3 P ri m ár io 16 .4 3. 1 -1 .0 2 0 2 9 2 6 .6 6 .7 -1 .3 2 0 2 1 5 .6 1. 5 2 .0 -. 4 2 0 39 S ec u n d ár io e m ai s 9 .5 1. 9 -. 6 11 15 17 .2 4 .7 -. 8 11 14 4 .6 0 .9 4 .0 -. 2 11 13 In d ic e d e B em -E st ar E co n ó m ic o                           O m ai s p ob re 18 .5 3. 8 -1 .1 17 4 0 30 .7 8 .9 -1 .5 17 35 6 .0 1. 0 2 .4 -. 3 17 5 3 S eg u n d o 18 .0 3. 5 -1 .1 16 79 31 .4 10 .3 -1 .5 16 79 5 .8 1. 1 2 .0 -. 4 16 9 5 M éd io 19 .1 4 .5 -1 .1 16 4 0 32 .8 9 .5 -1 .5 16 38 5 .8 1. 7 1. 8 -. 4 16 5 8 Q u ar to 17 .5 3. 9 -. 9 13 5 9 2 2 .7 6 .4 -1 .1 13 5 7 6 .9 2 .0 1. 6 -. 4 13 6 8 O m ai s ri co 9 .0 1. 6 -. 5 10 4 2 14 .6 4 .0 -. 8 10 37 5 .3 1. 4 4 .6 -. 2 10 4 0 1 I n d ic ad o r M IC S 2 .1 a e In d ic ad o r O D M 1 .8 - In su fi ci ên ci a p o n d er al ( m o d er ad a e g ra ve ) 2 In d ic ad o r M IC S 2 .1 b - In su fi ci ên ci a p o n d er al ( g ra ve ) 3 In d ic ad o r M IC S 2 .2 a - P re va lê n ci a d e at ra so n o c re sc im en to ( m o d er ad o e g ra ve ) 4 In d ic ad o r M IC S 2 .2 b - P re va lê n ci a d e at ra so n o c re sc im en to ( g ra ve ) 5 In d ic ad o r M IC S 2 .3 a - P re va lê n ci a d e em ag re ci m en to ( m o d er ad o e g ra ve ) 6 In d ic ad o r M IC S 2 .3 b - P re va lê n ci a d e em ag re ci m en to ( g ra ve ) 7 I n d ic ad o r M IC S 2 .4 - P re va lê n ci a d e ex ce ss o d e p es o (. ) V al or es b as ea d os e n tr e 2 5 -4 9 c as os n ão p on d er ad os * V al or es b as ea d os e m m en os d e 2 5 c as os n ão p on d er ad os 60 GUINÉ-BISSAU Foram excluídas da tabela NU.2 as crianças cuja data de nascimento completa (mês e ano) não foi ob- tida e crianças cujas medições estão fora dos limites plausíveis. As crianças são igualmente excluídas de um ou mais indicadores antropométricos quando o seu peso e altura não foram medidos. conforme o caso. Por exemplo, se uma criança foi pesada mas a sua altura não foi medida, a criança é incluída nos cálculos de insuficiência ponderal, mas não nos cálculos de atraso no crescimento e de emagreci- mento. As percentagens de crianças por idade e as razões para exclusão são indicadas nas Tabelas de quali- dade dos dados DQ.12. DQ.13. e DQ.14 no Apêndice D. As tabelas mostram que. devido a datas de nas- cimento incompletas. medições inverosímeis e/ou peso e/ou altura em falta. 2% porcento de crianças foram excluídas dos cálculos do indicador peso para a idade. 2% porcento do indicador altura para a idade e 1% do indicador peso para a altura. Aproximadamente uma em cada seis crianças com menos de cinco anos de idade na Guiné-Bissau apresenta insuficiência ponderal moderada e grave (17%) e 4% são classificadas como tendo insufi- ciência ponderal grave (Tabela NU.2). Mais de um quarto das crianças (28%) apresentam um atraso no crescimento moderado e grave ou seja são demasiado baixas para a idade e 8% possuem atraso de crescimento grave. Quanto ao emagrecimento, 6% estão moderadamente e gravemente magras e 1% estão gravemente emagrecidas. 2% das crianças menores de 5 anos de idade apresentam excesso de peso moderado ou demasiado para a sua altura. As crianças das Regiões de Bafatá (24%) e de Oio (20%) apresentam maior incidência de insuficiência ponderal moderada e grave. Em relação ao atraso no crescimento, as mesmas regiões lideram, repre- sentando respectivamente 34% e 35%. Em comparação com o emagrecimento moderado ou grave, a percentagem de crianças magras e com emagrecimento grave é maior na Região de Gabú (8% e 2%). As crianças cujas mães têm o ensino secundário ou um nível de escolaridade mais elevado têm menor probabilidade de ter insuficiência ponderal ou atraso no crescimento (10% e 17% respectivamente) em comparação com as crianças cujas mães não têm instrução (19% e 31% respectivamente). Em re- lação ao sexo, não existe diferencas significativas nos indicadores. O padrão etário mostra que com o aumento da idade de crianças de 0-35 meses, a insuficiência ponderal moderada e grave e o atraso de crescimento moderado e grave tendem a aumentar-se e a partir dos 35 meses, a tendência é do decres- cimento (Figura NU.1). Este padrão é esperado e está relacionado com a idade em que muitas crianças deixam de ser amamentadas e ficam expostas a contaminação por água, alimentos e ambiente. Segun- do a tabela NU.2, a prevalência de excesso de peso nas crianças de 0-5 meses e de 6-11 meses (8% e 4% respectivamente) é maior em comparação com as crianças de maior idade. 61Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 Figura NU. 1: Insuficiência ponderal, atraso no crescimento, emagrecimento e excesso de peso em crianças menores de 5 anos (moderado e grave) MICS5, Guiné-Bissau, 2014 ALEITAMENTO MATERNO E ALIMENTAÇÃO INFANTIL E DE CRIANÇAS PEQUENAS A alimentação adequada de bebés e crianças pequenas pode aumentar as suas probabilidades de so- brevivência, também pode promover um crescimento e um desenvolvimento óptimos, em especial no período crítico do nascimento aos 2 anos de idade. O aleitamento materno durante os primeiros anos de vida protege as crianças de infecções, fornece uma fonte ideal de nutrientes, promove a ligação afec- tiva mãe-filho e é económica e segura. Contudo, muitas crianças não beneficiam da aleitamento ma- terno precoce (na primeira hora de vida), outras não beneficiam de aleitamento materno exclusivo até aos seis meses e não beneficiam de aleitamento materno continuado até aos 24 meses. Muitas vezes, existem pressões sociais para o uso de substitutos do leite materno, como as fórmulas para lactentes, o que pode, se não preparado correctamente, contribuir para o atraso no crescimento, a insuficiênciade micro-nutrientes e pode não ser seguro se não houver boas condições higiénicas, incluindo água po- tável. Os estudos mostraram que além da amamentação continuada, alimentos sólidos, semi-sólidos e moles adequados, a partir dos 6 meses dão melhores resultados a nível da saúde e do crescimento, com potencial para reduzir o atraso no crescimento nos primeiros dois anos de vida.4 O UNICEF e a OMS recomendam que os bebés sejam amamentados dentro de uma hora após o nas- cimento, exclusivamente durante os primeiros seis meses de vida e continuem a ser amamentados até aos 2 anos de idade e não só5. A partir dos 6 meses, o aleitamento deve ser combinado com alimen- tos apropriados, seguros, sólidos, semi-sólidos ou moles6. Um resumo dos principais princípios orien- tadores7,8 para alimentar crianças de 6-23 meses é feito na tabela abaixo juntamente com medidas aproximadas para estas directivas recolhidas neste inquérito. Os princípios orientadores para os quais existem medidas e indicadores aproximados são: 4 Bhuta Z. et al. (2013). Intervenções fundamentadas para melhoria da nutrição materna e infantil: o que pode ser feito e a que custo? The Lancet 6 de Junho de 2013 5 OMS (2003) Implementar a Estratégia Global para a Alimentação de Bebés e Crianças Pequenas. Relatório da Reunião, Genebra 3-5 de Fevereiro de 2003. 6 OMS (2003) Estratégia Global para a Alimentação de Bebés e Crianças Pequenas. 7 OPAS (2003). Princípios orientadores para alimentação complementar da criança amamentada. 8 OMS (2005). Princípios orientadores para alimentar crianças não amamentadas de 6-24 meses de idade. 62 GUINÉ-BISSAU (i) Aleitamento materno continuado; (ii) Frequência apropriada das refeições (mas não densidade energética); e (iii) Conteúdo apropriado em nutrientes dos alimentos. A frequência da alimentação é usada como uma aproximação para o consumo de energia, exigindo que as crianças recebam um número mínimo de refeições/lanches (e alimentações lácteas para crianças não amamentadas) para a sua idade. Recorre-se à diversidade alimentar para verificar a adequação do conteúdo em nutrientes dos alimentos consumidos (sem incluir o ferro). Para a diversidade alimentar, foram criados sete grupos de alimentos para os quais se a criança consumir pelo menos quatro, consi- dera-se que tem uma alimentação de qualidade adequada. Na maioria das populações, o consumo de pelo menos quatro grupos de alimentos significa que a criança tem uma probabilidade elevada de con- sumir pelo menos um alimento de origem animal e pelo menos uma fruta ou legume, além de um ali- mento de base (grão, raiz ou tubérculo)9. Estas três dimensões da alimentação infantil são combinadas numa avaliação das crianças que recebem alimentação apropriada, usando o indicador de “dieta míni- ma aceitável”. Para ter tido uma dieta mínima aceitável no dia anterior, uma criança deve ter recebido: (i) número apropriado de refeições/lanches/refeições lácteas; (ii) alimentos de pelo menos 4 grupos de alimentos; e (iii) leite materno ou pelo menos duas refeições lácteas (para crianças não amamentadas). PRINCÍPIO ORIENTADOR (IDADE 6-23 MESES) MEDIDAS APROXIMADAS TABELA Continuar aleitamento materno frequente, a pedido durante e para além de dois anos Amamentada nas últimas 24 horas NU.4 Frequência e densidade energética apropriadas das refeições Crianças amamentadas Dependendo da idade, duas ou três refeições/ lanches dados nas últimas 24 horas Crianças não amamentadas Quatro refeições/ lanches e/ou alimentações lácteas nas últimas 24 horas. NU.6 Conteúdo apropriado em nutrientes do alimento Quatro grupos de alimentos10 consumidos nas últimas 24 horas NU.6 Quantidade de alimentos apropriada Não existe um indicador padrão na Consistência apropriada dos alimentos Não existe um indicador padrão na Uso de suplementos de vitaminas minerais ou produtos fortificados para a criança e a mãe Não existe um indicador padrão na Praticar boa higiene e tratar apropriadamente os alimentos Embora não seja possível desenvolver indicadores para captar totalmente a orientação do programa, um indicador padrão abrange parte do princípio: não alimentar com um biberão. NU.9 Praticar uma alimentação de acordo com as necessidade, aplicando os princípios de cuidados psicossociais Não existe um indicador padrão na 9 OMS (2008). Indicadores para avaliar práticas de alimentação de bebés e crianças pequenas Parte 1: Definições. 10 Os grupos alimentares usados para avaliação deste indicador são: 1) Grãos, raízes e tubérculos, 2) legumes e nozes, 3) produtos lácteos (leite, iogurte, queijo), 4) carnes (carne, peixe, aves e fígado/ miudezas), 5) ovos, 6) frutas e legumes ricos em vitamina A, e 7) outras frutas e legumes. 63Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA NU.3: ALEITAMENTO INICIAL Percentagem de últimos nados-vivos nos últimos dois anos que foram amamentados, amamentados dentro de uma hora após o nascimento e dentro de um dia após o nascimento e percentagem que recebeu um alimento pré-lacteo, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem que foi amamentada1 Percentagem que foi amamentada: Percentagem que recebeu um alimento pré-lacteo Número des últimos nascidos vivos nos últimos 2 anos Dentro de uma hora após o nascimento2 Dentro de um dia após o nasci- mento Total 98.0 33.7 79.8 19.2 3039 Região Tombali 95.9 39.9 76.2 24.5 215 Quinara 98.8 51.6 77.6 24.8 108 Oio 99.3 31.6 89.8 11.4 665 Biombo 99.7 24.2 77.0 19.4 225 Bolama/Bijagós 94.0 42.7 81.0 9.1 57 Bafatá 98.5 24.5 69.0 28.6 344 Gabú 98.4 35.9 79.5 36.5 378 Cacheu 97.8 39.8 76.9 6.2 294 SAB 96.7 33.9 79.1 16.5 754 Província Norte 99.0 32.2 84.2 11.6 1183 Leste 98.4 30.5 74.5 32.7 722 Sul 96.5 43.7 77.3 22.3 380 SAB 96.7 33.9 79.1 16.5 754 Meio de residência Urbano 97.3 35.1 80.2 16.5 1119 Rural 98.4 32.8 79.5 20.8 1921 Meses desde último nascimento 0-11 meses 97.8 33.0 78.5 19.0 1433 12-23 meses 98.1 34.2 80.9 19.3 1606 Assistência no parto Pessoal de saúde qualificado 98.4 37.8 81.4 13.5 1367 Parteira tradicional 97.9 25.7 92.4 10.3 294 Outra 98.0 30.9 75.8 26.9 1233 Ninguem/Em falta 93.6 33.9 72.5 25.0 146 Local do parto Em casa 97.9 30.2 78.7 23.8 1678 Estrutura de saúde 98.6 38.2 81.6 13.6 1337 Pública 98.7 37.7 81.4 13.4 1292 Privada (96.2) (50.6) (86.1) (20.4) 45 Outro/NS/Em falta (66.3) (25.5) (51.6) (8.4) 25 Nível de instrução da mãe Nenhum 97.8 33.1 79.4 22.2 1624 Primário 97.6 34.0 81.3 17.1 932 Secundário e mais 99.0 35.0 78.1 13.0 483 Indice de Bem-Estar Económico O mais pobre 98.4 33.6 77.7 21.8 694 Segundo 98.3 35.0 80.1 21.7 661 Médio 98.0 33.6 80.8 18.7 683 Quarto 97.4 32.3 81.6 16.7 569 O mais rico 97.6 33.6 78.4 15.2 432 1 Indicador MICS 2.5 - Crianças amamentadas 2 Indicador MICS 2.6 - Início do aleitamento materno (.) Valores baseados entre 25-49 casos não ponderados * Valores baseados em menos de 25 casos não ponderados 64 GUINÉ-BISSAU A Tabela NU.3 baseia-se nas declarações da mãe sobre o que seu último filho nascido nos últimos dois anos comeu nos primeiros dias de vida. Indica a proporção dos que foram amamentados, dos que foram amamentados dentro de uma hora e um dia do nascimento e dos que receberam um alimento pré-lácteo10. Embora seja uma etapa muito importante na gestão da lactação e no estabe- lecimento de uma relação física e emocional entre o bebé e a mãe, apenas 34% dos bebés foram amamentados pela primeira vez dentro de uma hora após o nascimento, embora 80% dos recém- nascidos na Guiné-Bissau comecem o o aleitamento materno dentro de um dia após o nascimento. Quase a totalidade (98%) de crianças nascidas nos últimos 2 anos anteriores ao inquérito foram al- guma vez amamentadas. No que respeita às crianças que foram amamentadas no período de menos de uma hora após o nascimento, a Região de Quinara apresenta a maior percentagem (52%) e as Re- giões de Biombo e Bafata com a menor percentagem (24%). No que concerne ao meio de residência, 35% das crianças do meio urbano foram amamentadas no período de menos de uma hora depois do nascimento, contra 33% das crianças do meio rural. A prevalência do aleitamento materno precoce está associada á qualidade da assistência e ao local do parto. Assim, os dados mostram que 38% de partos assistidos pelos pessoal qualificado e 38% feitos nos estabelecimentos de saúde pública, tiveram um aleitamento menos de uma hora depois do nascimento e são superiores a aquelas assistidas pelas parteira tradicionais e em casa (26% e 30%) respectivamente. Os níveis de instrução e de bem-estar económico da mãe não parecem afectar o início do aleita- mento materno precoce. As diferenças observadas de um aleitamento precoce são ligeiras. As pro- víncias do Sul e Norte apresentam respectivamente maiores frequências de crianças amamentadas em menos de uma hora depois do nascimento (44%) e menos de um dia (84%). Também o início do aleitamento materno dentro de uma hora após o parto é praticamente igual entre o meio urbano e o meio rural (80% ). Com relação ao início de aleitamento materno depois de um dia após o parto, a Figura NU.2 mostra que 35% das crianças nascidas nos últimos dois anos anteriores ao inquérito no meio urbano foram amamentadas depois de um dia após o parto. 10 Alimento pré-lácteo refere-se a qualquer líquido ou alimento, excepto leite materno, dado a um recém-nascido durante o período em que o fluxo de leite materno está a ser estabelecido (aqui calculado como os primeiro 3 dias de vida). 65Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 Figura NU. 2: Início do aleitamento materno MICS5, Guiné-Bissau, 2014 O conjunto de indicadores para a Alimentação de Bebés e Crianças Pequenas nas tabelas NU.4 a NU.8 baseiam-se na declaração da mãe sobre o consumo de alimentos e líquidos durante o dia ou a noite anteriores à entrevista. Os dados estão sujeitos a várias limitações, algumas relacionadas com a capacidade da inquirida de fazer uma declaração completa sobre o consumo de líquidos e alimentos por não se lembrar bem e também por não saber, quando a criança tiver sido alimentada por outras pessoas. Na Tabela NU.4. a situação relativa ao aleitamento materno é apresentada tanto para as crianças que foram Exclusivamente amamentadas como para às predominantemente amamentadas referindo-se a crianças com menos de 6 meses que são amamentadas, distinguidas porque o primeiro confere ape- nas informações em relação às vitaminas, suplementos minerais e medicamentos e o último confe- re informações também sobre o consumo de água e líquidos não lácteos. A tabela mostra também o aleitamento continuado de crianças de 12-15 e 20-23 meses de idade 66 GUINÉ-BISSAU TABELA NU.4: ALEITAMENTO MATERNO Percentagem de crianças vivas segundo o estatuto de aleitamento materno em faixas etárias seleccionadas, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Crianças de 0-5 meses Crianças de 12-15 meses Crianças de 20-23 meses Percentagem Exclusivamente amamentadas 1 Percentagem Predominante amamentadas 2 Número de crianças Percentagem Amamentadas (Aleitamento materno continuado ao 1 ano) 3 Número de crianças Percentagem Amamentadas (Aleitamento materno continuado aos 2 anos) 4 Número de crianças Total 52.5 85.3 833 94.6 600 50.9 502 Sexo             Masculino 51.3 84.0 437 93.6 300 51.6 252 Feminino 53.9 86.6 396 95.5 300 50.2 249 Região             Tombali 44.3 79.1 62 96.1 47 (73.0) 29 Quinara 47.7 85.9 27 94.2 19 60.5 18 Oio 62.7 92.0 226 96.5 138 57.7 104 Biombo 57.4 92.3 56 98.5 39 62.2 37 Bolama/ Bijagós 75.4 94.6 14 (97.2) 10 (63.0) 12 Bafatá 37.9 89.4 88 96.4 82 51.5 50 Gabú 33.4 92.0 113 100.0 74 73.4 64 Cacheu 76.9 91.7 71 (88.0) 46 (34.2) 59 SAB 49.6 66.6 175 89.4 144 31.0 129 Província             Norte 64.7 92.0 353 95.1 223 51.7 201 Leste 35.4 90.8 201 98.1 155 63.8 113 Sul 49.4 83.0 104 95.8 76 67.2 58 SAB 49.6 66.6 175 89.4 144 31.0 129 Meio de residência             Urbano 50.9 73.1 264 91.0 216 33.7 196 Rural 53.3 90.9 569 96.6 383 61.9 306 Nivel de instrução da Mãe             Nenhum 47.0 85.9 477 96.3 336 59.6 266 Primário 61.1 89.7 243 95.3 165 52.7 141 Secundário e mais 57.5 72.8 112 87.7 99 23.3 94 Índice de Bem-Estar Económico             O mais pobre 56.0 88.1 202 99.2 112 61.9 117 Segundo 45.4 91.2 199 96.1 145 62.9 111 Médio 60.3 92.0 196 94.9 147 49.2 108 Quarto 50.5 81.1 108 93.5 131 44.2 93 O mais rico 48.1 64.9 129 (84.2) 64 (26.0) 73 1 Indicador MICS 2.7 - Aleitamento materno exclusivo abaixo dos 6 meses 2 Indicador MICS 2.8 - Aleitamento materno predominante abaixo dos 6 meses 3 Indicador MICS 2.9 - Aleitamento materno continuado ao 1 ano 4 Indicador MICS 2.10 - Aleitamento materno continuado aos 2 anos (.) Valores baseados entre 25-49 casos não ponderados * Valores baseados em menos de 25 casos não ponderados 67Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 Aproximadamente 53% das crianças com menos de 6 meses de idade são exclusivamente amamen- tadas. Com 85% de crianças predominantemente amamentadas, é evidente que os líquidos basea- dos em água estão a substituir o leite materno em maior grau. Até aos 12-15 meses, 95% das crianças são amamentadas e até aos 20-23 meses 51% são amamentadas. Nota-se uma pequena diferença entre os sexos para estes indicadores. Em termos de meio de residência, a percentagem de crianças de 20-23 meses amamentadas (aleitamento continuo aos 2 anos) é mais alta no meio rural do que no meio urbano (62% contra 34%). Em relação aos quintis de bem-estar económico, esta percenta- gem é maior no seio dos agregados mais pobre (62%) do que nos mais ricos (26%). A Figura NU.3 mostra um padrão detalhado de aleitamento materno por idade da criança em meses. Mesmo na mais tenra idade, a maioria das crianças está a receber líquidos ou alimentos em vez de leite materno, sendo a água um dos líquidos de mais consumidos, mesmo tão cedo como aos 0-1 meses de idade. Aos 4-5 meses, a percentagem de crianças exclusivamente amamentadas é inferior a 30%. Apenas cerca de 40% das crianças estão a receber leite materno aos 2 anos de idade. Figura NU. 3: Padrões de alimentação infantil por idade MICS5, Guiné-Bissau, 2014 Exclusivamente   amamentada     Amamentada  e   alimentos   complementares     Desmamada  (não   amamentada)   0%   10%   20%   30%   40%   50%   60%   70%   80%   90%   100%   0-­‐1   2-­‐3   4-­‐5   6-­‐7   8-­‐9   10-­‐11   12-­‐13   14-­‐15   16-­‐17   18-­‐19   20-­‐21   22-­‐23   Idade  em  meses   Exclusivamente  amamentada     Amamentada  e  água  apenas     Amamentada  e  líquidos  não  lácteos     Amamentada  e  outro  leite/  fórmula     Amamentada  e  alimentos  complementares     Desmamada  (não  amamentada)   A Tabela NU.5 mostra a duração mediana de aleitamento materno por certas características de base. Entre as crianças com menos de 3 anos a duração média é de 21.6 meses para qualquer aleitamen- to, 2.7 meses para aleitamento materno exclusivo e 6.4 para aleitamento materno predominante. A recomendação da OMS é que o aleitamento deve ir até aos 24 meses ou mais. Observa-se que a duração mediana do aleitamento é mais prolongada em 2.7 meses na zona rural (22.5 meses contra 19.8 meses no meio urbano) e diminui com o nível de educação da mãe e com o nível de riqueza. A província Leste apresenta maior duração mediana em termos de aleitamento (23.3 meses) e o SAB a menor duração (19.6 meses). Nesta óptica, a Região de Gabú apresenta a maior duração mediana de aleitamento (25.1 meses). 68 GUINÉ-BISSAU TABELA NU.5: DURAÇÃO DO ALEITAMENTO MATERNO Duração mediana de qualquer aleitamento, do aleitamento materno exclusivo e do aleitamento materno predominante entre crianças de 0-35 meses, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Duração mediana (em meses) de: Número de crianças de 0-35 meses Qualquer aleitamento 1 Aleitamento materno exclusivo Aleitamento materno predominante Mediana 21.6 2.7 6.4 4618 Sexo         Masculino 21.6 2.6 6.1 2383 Feminino 21.5 2.8 6.8 2234 Região         Tombali 22.8 2.1 5.8 350 Quinara 22.2 2.3 6.1 170 Oio 22.0 3.5 7.0 977 Biombo 22.6 3.0 6.3 346 Bolama/Bijagós 22.5 4.8 7.6 88 Bafata 21.8 1.8 6.2 556 Gabú 25.1 1.5 7.8 601 Cacheu 20.0 4.7 6.6 447 SAB 19.6 2.5 4.4 1080 Província         Norte 21.7 3.6 6.8 1770 Leste 23.3 1.6 7.1 1158 Sul 22.6 2.5 6.3 609 SAB 19.6 2.5 4.4 1080 Meio de residência         Urbano 19.8 2.6 4.9 1641 Rural 22.5 2.8 7.0 2976 Nivel de instrução da Mãe         Nenhum 22.3 2.3 6.8 2576 Primário 21.7 3.5 6.3 1347 Secundário 19.8 3.1 4.9 695 Indice de Bem-Estar Económico         O mais pobre 22.4 3.0 6.8 1074 Segundo 22.4 2.3 7.1 1068 Médio 21.6 3.5 6.9 1021 Quarto 20.9 2.6 5.7 838 O mais rico 19.2 2.4 4.3 617 Média 22.0 3.3 6.8 4618 1 Indicador MICS 2.11 - Duração do aleitamento (.) Valores baseados entre 25-49 casos não ponderados * Valores baseados em menos de 25 casos não ponderados 69Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 A adequação à idade do aleitamento de crianças com menos de 24 meses é dada na Tabela NU.6. São usados vários critérios de alimentação dependendo da idade da criança. Para as crianças de 0-5 meses, o aleitamento materno exclusivo é considerado como alimentação apropriada para a ida- de ao passo que as crianças de 6-23 meses são consideradas bem alimentadas se receberem leite materno e alimentos sólidos, semi-sólidos ou moles. No total, 53% das crianças de 0-5 meses são amamentadas de forma exclusiva. Como consequência dos padrões de alimentação 71% das crian- ças de 6-23 meses estão a ser amamentadas adequadamente e a adequação da amamentação entre crianças de 0-23 meses para é de 66%. A província que apresenta a maior percentagem de crianças de 0-23 meses adequadamente ama- mentadas é a Provincia Sul com 73%. No SAB, observamos a menor percentagem (60%). Bolama/ Bijagós é a Região que apresenta a maior percentagem (75%) de crianças de 0-23 meses amamen- tadas de forma adequada. O nível de instrução da mãe e o nível de bem-estar económico parecem influenciar muito pouco a capacidade de amamentar de forma adequada as crianças. A percentagem de crianças de mães com o nível primário de escolaridade (70%) alimentadas adequadamente é superior a percentagem cuja mãe tem o nível secundário e mais (61%). A percentagem das crianças das mães sem qualquer nível de instrução que amamentaram adequadamente os seus filhos, situa-se em 66%. A Tabela NU.6 mostra ainda que 70% das mães do quintil mais pobre conseguiram alimentar adequadamente as suas crianças, enquanto que os mais ricos representam apenas 55%. 70 GUINÉ-BISSAU TABELA NU.6: ALEITAMENTO APROPRIADO PARA A IDADE Percentagem de crianças de 0-23 meses que foram amamentadas apropriadamente durante o dia anterior, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Crianças de 0-5 meses Crianças de 6-23 meses Crianças de 0-23 meses Aleitamento materno exclusivo 1 Número de crianças Perentagem amamentada actualmente e a receber alimentos sólidos, semi-sólidos ou moles Número de crianças Percentagem amanentada apropriadamente 2 Número de crianças Total 52.5 833 71.3 2284 66.3 3117 Sexo Masculino 51.3 437 71.7 1188 66.2 1625 Feminino 53.9 396 70.8 1096 66.3 1491 Região Tombali 44.3 62 83.6 160 72.5 222 Quinara (47.7) 27 79.2 86 71.6 113 Oio 62.7 226 77.9 451 72.8 677 Biombo 57.4 56 78.1 188 73.4 244 Bolama/Bijagós * 14 (74.5) 47 74.7 61 Bafatá 37.9 88 75.0 265 65.7 353 Gabú 33.4 113 74.6 284 62.9 397 Cacheu 76.9 71 53.7 227 59.3 298 SAB 49.6 175 62.6 575 59.5 750 Província Norte 64.7 353 71.6 867 69.6 1219 Leste 35.4 201 74.8 549 64.2 751 Sul 49.4 104 80.8 293 72.6 397 SAB 49.6 175 62.6 575 59.5 750 Meio de residência Urbano 50.9 264 64.6 871 61.4 1135 Rural 53.3 569 75.4 1413 69.0 1982 Nivel de instrução da Mãe Nenhum 47.0 477 72.9 1197 65.5 1674 Primário 61.1 243 73.2 717 70.1 960 Secundário e mais 57.5 112 62.3 370 61.2 482 Indice de Bem-Estar Económico Mais pobre 56.0 202 75.8 525 70.3 726 Segundo 45.4 199 75.2 485 66.6 683 Médio 60.3 196 71.7 493 68.5 689 Quarto 50.5 108 70.5 467 66.7 574 Mais rico 48.1 129 58.1 315 55.2 444 1 Indicador MICS 2.7 - Aleitamento materno exclusivo abaixo dos 6 meses 2 Indicador MICS 2.12 - Aleitamento materno apropriado para a idade (.) Valores baseados entre 25-49 casos não ponderados * Valores baseados em menos de 25 casos não ponderados 71Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 Em geral, 57% das crianças de 6-8 meses recebeu alimentos sólidos semi-sólidos ou moles pelo me- nos uma vez no dia anterior. Em termos de sexo, 59% são do sexo masculino e 53% do sexo feminino (Tabela NU.7). Por outro lado, 65% das crianças de 6-8 meses que receberam alimentos sólidos, semi- sólidos ou moles pelo menos uma vez no dia anterior, residem no meio urbano e 52% no meio rural. As crianças presentemente não amamentadas e cujos valores se baseiam em menos de 25 casos não ponderados não foram tidas em conta nesta análise. Não há diferença significativa entre o total das crianças presentemente amamentadas e o total de todas as crianças que receberam alimentos sólidos, semi-sólidos ou moles pelo menos uma vez no dia anterior (cerca de 57%). TABELA NU.7: INTRODUÇÃO DE ALIMENTOS SÓLIDOS, SEMI- SÓLIDOS OU MOLES Percentagem de crianças de 6-8 meses que receberam alimentos sólidos, semi- sólidos ou moles durante o dia anterior, MICS5, Guiné- Bissau, 2014   Actualmente a amamentar Actualmente não a amamentar Todos Percentagem a receber alimentos sólidos semi- -sólidos ou moles Número de crianças de 6-8 meses Percentagem a receber alimentos sólidos semi- -sólidos ou moles Número de crianças de 6-8 meses Percentagem a receber alimentos sólidos semi-sólidos ou moles1 Número de crianças de 6-8 meses Total 56.6 356 * 4 57.2 360 Sexo         Masculino 59.4 198 * 1 59.5 198 Feminino 53.2 158 * 4 54.3 162 Meio de residência         Urbano 65.0 137 * 3 65.8 140 Rural 51.5 219 * 1 51.7 221 1 Indicador MICS 2.13 - Introdução de alimentos sólidos, semi-sólidos ou moles * Valores baseados em menos de 25 casos não ponderados Um pouco mais de metade das crianças de 6-23 meses (57%) receberam o número mínimo de vezes (frequência mínima de refeições recomendada) alimentos sólidos, semi-sólidos ou moles (Tabela NU.8). Uma proporção ligeiramente superior de meninas (58%) recebeu a frequência mínima de re- feições em comparação com os rapazes (56%). A proporção de crianças que receberam a diversidade alimentar mínima ou alimentos de pelo menos 4 grupos alimentares foi muito menor do que a da frequência mínima de refeições (13% contra 57%). indicando a necessidade de procurar melhorar a qualidade da dieta e do consumo de nutrientes neste grupo vulnerável. Entre as crianças de idade mais avançada (12-23 meses), 28% beneciaram mais de diversidade alimentar mínima em compara- ção com crianças mais novas (6-8 meses, 3%). A avaliação geral usando o indicador de dieta mínima aceitável revelou que apenas 2% de crianças de 6-8 meses estava a beneficiar de uma dieta mínima aceitável. Entre as crianças jà não amamentadas, 23% receberam refeições com diversidade alimentar mínima ou seja 4 dos 7 grupos, 55% receberam uma frequência mínima de refeição e apenas 6% uma dieta aceitável. Cerca de 57% das crianças de 6-23 meses que ainda amamentam, têm uma frequência mínima de refeição, enquanto são apenas 11% e 8% que apresentam diversidade alimentar mínima e dieta mínima aceitável. A província do Sul se destaque em termos de prática alimentar adequada nas crianças. 72 GUINÉ-BISSAU TA B E L A N U .8 : P R Á T IC A S A L IM E N TA R E S D E B E B É S E C R IA N Ç A S P E Q U E N A S P er ce n ta g em d e cr ia n ça s d e 6 -2 3 m es es q u e re ce b er am a li m en to s lí q u id o s e só li d o s, s em i- só li d o s o u m o le s ap ro p ri ad o s, o n ú m er o m ín im o d e ve ze s o u m ai s d u ra n te o d ia a n te ri o r, p o r es ta d o d e al ei ta m en to m at er n o , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   A ct u al m en te a a m am en ta r A ct u al m en te n ão a a m am en ta r To d as P er ce n ta g em d e cr ia n ça s q u e re ce b er am : N ú m er o d e cr ia n ça s d e 6 -2 3 m es es P er ce n ta g em d e cr ia n ça s q u e re ce b er am : N ú m er o d e cr ia n ça s d e 6 -2 3 m es es P er ce n ta g em d e cr ia n ça s q u e re ce b er am : N ú m er o d e cr ia n ça s d e 6 -2 3 m es es D iv er si d ad e al im en ta r m ín im a a F re q u ên ci a m ín im a d e re fe iç õ es b D ie ta m ín im a ac ei tá ve l 1 , c D iv er si d ad e al im en ta r m ín im a a F re q u ên ci a m ín im a d e re fe iç õ es b D ie ta m ín im a ac ei tá ve l 2 , c P el o m en o s 2 re fe iç õ es co m le it e 3 D iv er si d ad e al im en ta r m ín im a 4 . a F re q u ên ci a m ín im a d e re fe iç õ es 5 , b D ie ta m ín im a ac ei tá ve l c T o ta l 10 .5 5 7. 1 8 .3 19 0 1 2 2 .5 5 5 .0 5 .8 30 .0 34 5 12 .7 5 6 .7 7. 9 2 2 8 4 S ex o                           M as cu lin o 9 .9 5 6 .7 8 .1 9 9 9 2 6 .0 5 0 .1 8 .8 2 6 .4 16 7 12 .9 5 5 .8 8 .2 11 8 8 F em in in o 11 .3 5 7. 5 8 .4 9 0 2 19 .2 5 9 .6 3. 0 33 .5 17 8 12 .5 5 7. 8 7. 5 10 9 6 Id ad e em m es es                           6 -8 m es es 2 .6 4 9 .0 2 .0 35 6 * * * * 3 2 .6 4 9 .1 2 .0 36 0 9 -1 1 m es es 6 .9 4 5 .9 5 .2 30 4 * * * * 5 7. 3 4 5 .7 5 .1 31 1 12 -1 7 m es es 13 .2 6 0 .0 10 .6 77 6 (1 3. 7) (5 8 .2 ) (1 .1 ) (4 2 .8 ) 4 8 13 .2 5 9 .9 10 .0 8 2 9 18 -2 3 m es es 14 .6 6 5 .6 11 .1 4 6 5 2 3. 9 5 4 .7 6 .8 2 7. 6 2 8 8 19 .0 6 1. 4 9 .5 78 3 R eg iã o                           To m b al i 32 .2 6 9 .1 2 8 .2 14 4 * * * * 15 34 .1 6 8 .6 2 6 .7 16 0 Q u in ar a 12 .9 8 4 .0 12 .2 74 (2 0 .8 ) (8 1. 3) (3 .6 ) (1 1. 7) 12 14 .3 8 3. 6 11 .0 8 6 O io 6 .5 6 3. 0 4 .8 39 2 14 .0 5 4 .4 0 .0 (9 .7 ) 5 6 7. 4 6 1. 9 4 .2 4 5 1 B io m b o 5 .0 6 3. 4 4 .6 17 1 (1 2 .0 ) (7 7. 3) (0 .0 ) (1 1. 4 ) 16 5 .6 6 4 .6 4 .2 18 8 B ol am a/ B ija g ós 31 .2 6 4 .5 2 9 .1 4 1 (4 4 .2 ) (6 6 .1 ) (2 2 .5 ) (3 5 .7 ) 6 (3 3. 4 ) (6 4 .7 ) (2 8 .3 ) 4 7 B af at á 13 .8 71 .4 13 .1 2 35 (5 9 .0 ) (8 6 .9 ) (1 2 .6 ) (3 9 .9 ) 2 9 19 .1 73 .1 13 .0 2 6 5 G ab ú 3. 6 5 6 .6 2 .9 2 6 1 * * * * 2 4 3. 7 5 7. 1 3. 0 2 8 4 C ac h eu 7. 5 38 .7 5 .1 16 5 (1 2 .8 ) (2 5 .7 ) (0 .0 ) 7. 0 5 8 9 .5 35 .4 3. 7 2 2 7 S A B 10 .4 38 .9 5 .3 4 19 2 2 .9 5 3. 0 9 .0 5 1. 9 12 9 14 .1 4 2 .2 6 .2 5 75 P ro ví n ci a                           N or te 6 .4 5 7. 6 4 .8 72 8 13 .2 4 4 .5 0 .0 8 .7 13 0 7. 5 5 5 .6 4 .1 8 6 7 Le st e 8 .4 6 3. 6 7. 7 4 9 6 34 .6 76 .1 9 .1 31 .6 5 3 11 .1 6 4 .8 7. 8 5 4 9 S u l 2 6 .5 72 .6 2 3. 7 2 5 9 38 .4 70 .5 11 .1 2 5 .8 32 2 8 .2 72 .4 2 2 .3 2 9 3 S A B 10 .4 38 .9 5 .3 4 19 2 2 .9 5 3. 0 9 .0 5 1. 9 12 9 14 .1 4 2 .2 6 .2 5 75 M ei o d e re si d ên ci a                           U rb an o 11 .6 4 9 .3 8 .2 6 5 3 2 4 .6 5 5 .9 8 .4 4 2 .6 18 9 14 .9 5 0 .8 8 .2 8 71 R u ra l 10 .0 6 1. 1 8 .3 12 4 8 19 .9 5 3. 8 2 .7 14 .8 15 6 11 .3 6 0 .3 7. 7 14 13 73Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A N U .8 ( C O N T IN U A Ç Ã O ) : P R Á T IC A S A L IM E N TA R E S D E B E B É S E C R IA N Ç A S P E Q U E N A S ( IY C F ) P er ce n ta g em d e cr ia n ça s d e 6 -2 3 m es es q u e re ce b er am a li m en to s lí q u id o s e só li d o s, s em i- só li d o s o u m o le s ap ro p ri ad o s, o n ú m er o m ín im o d e ve ze s o u m ai s d u ra n te o d ia a n te ri o r, p o r es ta d o d e al ei ta m en to m at er n o , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   A ct u al m en te a a m am en ta r A ct u al m en te n ão a a m am en ta r To d as P er ce n ta g em d e cr ia n ça s q u e re ce b er am : N ú m er o d e cr ia n ça s d e 6 -2 3 m es es P er ce n ta g em d e cr ia n ça s q u e re ce b er am : N ú m er o d e cr ia n ça s d e 6 -2 3 m es es P er ce n ta g em d e cr ia n ça s q u e re ce b er am : N ú m er o d e cr ia n ça s d e 6 -2 3 m es es D iv er si d ad e al im en ta r m ín im a a F re q u ên ci a m ín im a d e re fe iç õ es b D ie ta m ín im a ac ei tá ve l 1 , c D iv er si d ad e al im en ta r m ín im a a F re q u ên ci a m ín im a d e re fe iç õ es b D ie ta m ín im a ac ei tá ve l 2 , c P el o m en o s 2 re fe iç õ es co m le it e 3 D iv er si d ad e al im en ta r m ín im a 4 . a F re q u ên ci a m ín im a d e re fe iç õ es 5 , b D ie ta m ín im a ac ei tá ve l c N iv el d e in st ru çã o d a M ãe                           N en h u m 8 .6 5 8 .0 6 .8 10 2 8 18 .8 5 4 .5 3. 7 2 1. 3 15 6 10 .3 5 7. 5 6 .4 11 9 7 P ri m ár io 11 .8 5 4 .7 9 .4 6 0 6 2 3. 3 4 9 .8 7. 4 2 5 .8 10 5 13 .4 5 4 .0 9 .1 71 7 S ec u n d ár io e m ai s 15 .2 5 9 .0 11 .4 2 6 7 2 8 .3 6 2 .2 7. 7 5 1. 6 8 4 19 .1 5 9 .8 10 .5 37 0 In d ic e d e B em -E st ar E co n ó m ic o                           O m ai s p ob re 11 .0 6 3. 5 9 .5 4 6 1 14 .8 5 3. 8 2 .8 7. 9 5 9 11 .0 6 3. 5 9 .5 4 6 1 S eg u n d o 11 .3 5 6 .9 7. 9 4 2 3 19 .9 5 1. 0 1. 8 16 .2 5 7 11 .3 5 6 .9 7. 9 4 2 3 M éd io 8 .9 5 8 .7 7. 9 4 17 19 .3 5 3. 1 2 .3 14 .0 72 8 .9 5 8 .7 7. 9 4 17 Q u ar to 9 .9 5 1. 5 7. 7 38 2 2 2 .2 4 3. 3 6 .7 30 .1 8 1 9 .9 5 1. 5 7. 7 38 2 O m ai s ri co 12 .3 5 0 .4 8 .1 2 19 33 .7 73 .1 13 .5 72 .8 76 12 .3 5 0 .4 8 .1 2 19 1 I n d ic ad o r M IC S 2 .1 7a - D ie ta m ín im a ac ei tá ve l (a m am en ta d as ) 2 In d ic ad o r M IC S 2 .1 7b - D ie ta m ín im a ac ei tá ve l (n ão a m am en ta d as ) 3 In d ic ad o r M IC S 2 .1 4 - F re q u ên ci a d e re fe iç õ es c o n l ei te n ão m at er n o p ar a cr ia n ça s n ão a m am en ta d as 4 In d ic ad o r M IC S 2 .1 6 - D iv er si d ad e al im en ta r m ín im a 5 In d ic ad o r M IC S 2 .1 5 - F re q u ên ci a m ín im a d e re fe iç õ es a A d iv er si d ad e al im en ta r m ín im a é d ef in id a co m o co m er a lim en to s p el o m en os d e 4 d os 7 g ru p os a lim en ta re s: 1 ) G rã os . r aí ze s e tu b ér cu lo s, 2 ) l eg u m es e n oz es , 3 ) p ro d u to s lá ct eo s (l ei te , i og u rt e, q u ei jo ), 4 ) C ar n es (c ar n e, p ei xe , a ve s e fí g ad o/ Ó rg ão s) , 5 ) o vo s, 6 ) f ru ta s e le g u m es r ic os e m v it am in a A e 7 ) o u tr as fr u ta s e le g u m es . b F re q u ên ci a m ín im a d a re fe iç ão e n tr e cr ia n ça s ac tu al m en te a a m am en ta r é d ef in id a co m o cr ia n ça s q u e ta m b ém r ec eb er am a lim en to s só lid os . s em i- só lid os o u m ol es 2 o u m ai s ve ze s p or d ia p ar a cr ia n ça s d e 6 -8 m es es e 3 v ez es p or d ia p ar a cr ia n ça s d e 9 -2 3 m es es . P ar a cr ia n ça s q u e n ão e st ão a s er a m am en ta d as d e 6 -2 3 m es es é d ef in id a co m o co m er a lim en to s só lid os , s em i- só lid os o u m ol es o u a lim en to s lá ct eo s p el o m en os 4 v ez es . c A d ie ta m ín im a ac ei tá ve l p ar a cr ia n ça s am am en ta d as d e 6 -2 3 m es es é d ef in id a co m o re ce b er a d iv er si d ad e al im en ta r m ín im a e a fr eq u ên ci a m ín im a d a re fe iç ão , e n q u an to q u e p ar a as c ri an ça s n ão a m am en ta d as re q u er d u as r ef ei çõ es c om le it e e q u e a d iv er si d ad e al im en ta r m ín im a se ja c on se g u id a se m c on ta r co m a s re fe iç õe s lá ct ea s. (. ) V al or es b as ea d os e n tr e 2 5 -4 9 c as os n ão p on d er ad os * V al or es b as ea d os e m m en os d e 2 5 c as os n ão p on d er ad os 74 GUINÉ-BISSAU A prática contínua de alimentar a criança com o biberão é uma preocupação por causa da possível con- taminação devido ao uso de água não potável e a falta de higiene na preparação dos alimentos. A Tabe- la NU.9 mostra que a prevalência da utilização do biberão na Guiné-Bissau por crianças de 0-23 meses é de 13%, sendo maior no meio urbano (20%) do que no meio rural (9%). O SAB (23%) e Oio (23%) são as regiões de maior prevalência da utilização do biberão. A menor percentagem de crianças que re- ceberam alimentos através do biberão é observada nas regiões de Gabú (3%) e Bolama/Bijagós (5%). Entre as crianças menores de 6 meses, a prevalência de alimentação através de um biberão é de 10%. A utilização do biberão é mais alta nos agregados em que a mãe possui um nível de instrução mais elevado e um maior nível socioeconómico. Por exemplo, a percentagem da utilização do biberão nas crianças de 0-23 meses, cujas mães possuem nível secundário e mais, é de 25%. Também é observada a maior prevalência da alimentação de crianças de 0-23 meses através do biberão nos agregados fami- liares de nível médio, quarto e mais ricos (12%, 15% e 25% respectivamente). TABELA NU.9: ALIMENTAÇÃO COM BIBERÃO Percentagem de crianças de 0-23 meses que foram alimentadas com um biberão durante o dia anterior, MICS5, Guiné-Bissau, 2014 Percentagem de crianças de 0-23 meses alimentadas com um biberão 1 Número de crianças de 0-23 meses Total 13.3 3117 Sexo Masculino 13.4 1625 Feminino 13.1 1491 Idade 0-5 meses 10.4 833 6-11 meses 13.3 672 12-23 meses 14.7 1612 Região Tombali 7.0 222 Quinara 7.1 113 Oio 22.7 677 Biombo 5.2 244 Bolama/Bijagós 4.6 61 Bafatá 5.1 353 Gabú 3.2 397 Cacheu 6.2 298 SAB 22.8 750 Província Norte 15.2 1219 Leste 4.1 751 Sul 6.7 397 SAB 22.8 750 Meio de residência Urbano 20.0 1135 Rural 9.4 1982 Nível de instrução da Mãe Nenhum 11.4 1674 Primário 10.6 960 Secundário e mais 24.9 482 Indice de Bem-Estar Económico O mais pobre 9.2 726 Segundo 10.4 683 Médio 11.0 689 Quarto 13.9 574 O mais rico 26.9 444 1 Indicador MICS 2.18 - Alimentação através do biberão (.) Valores baseados entre 25-49 casos não ponderados * Valores baseados em menos de 25 casos não ponderados 75Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 IODIZAÇÃO DO SAL As Doenças por Deficiência de Iodo (IDD) são a causa principal de atraso mental evitável e de de- senvolvimento motor deficiente em crianças pequenas. Na sua forma mais extrema, a deficiência em iodo causa o cretinismo. Também aumenta os riscos de nados-mortos e de aborto na mulheres grávidas. A deficiência em iodo é mais comum e visivelmente associada ao bócio. Sobretudo as IDD afectam negativamente o crescimento mental e o desenvolvimento, contribuindo para um mau de- sempenho escolar, capacidade intelectual reduzida e desempenho deficiente no trabalho. O indica- dor é a percentagem de agregados familiares que consome sal devidamente iodado (>15 partes por milhão). Na Guiné-Bissau, a meta internacional era alcançar a erradicação sustentável da deficiência em iodo. A melhor forma de prevenir as DDI é o consumo adequado de sal iodado respeitando os prazos de validade. as condições adequadas de armazenamento e de conservação; e a sensibilização para as consequências da deficiência de iodo e a importância da utilização do sal iodado. De forma a assegurar a meta de eliminação dos distúrbios causados por deficiência de iodo na popu- lação Guineense, desde 2004 foi aprovada uma Legislação Nacional que torna mandatário a ioda- ção do sal, seja ele produzido localmente ou importado. 76 GUINÉ-BISSAU TABELA NU.10: CONSUMO DE SAL IODADO Distribuição percentual de agregados familiares por consumo de sal iodado, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de agregados cujo sal foi testado Número de agregados Percentagem de agregados com : Total Número de agregados cujo sal foi testado ou sem salSem sal Resultado do teste de sal Não iodado 0 PPM >0 e <15 PPM 15+ PPM 1 Total 94.6 6601 4.7 69.6 17.3 8.4 100.0 6550 Região   Tombali 96.8 438 2.9 78.7 14.0 4.4 100.0 437 Quinara 94.2 242 5.4 65.6 27.0 2.0 100.0 240 Oio 98.6 819 1.0 92.3 3.9 2.9 100.0 815 Biombo 93.6 517 6.1 78.9 14.1 0.9 100.0 515 Bolama/Bijagós 83.4 186 14.9 53.9 28.2 3.0 100.0 182 Bafatá 94.9 619 4.8 31.3 37.7 26.2 100.0 617 Gabú 95.4 807 4.5 29.5 34.8 31.2 100.0 806 Cacheu 96.7 858 2.8 79.3 14.8 3.1 100.0 853 SAB 92.6 2116 5.9 81.4 10.2 2.4 100.0 2084 Província Norte 96.7 2194 2.9 84.0 10.6 2.5 100.0 2183 Leste 95.2 1426 4.6 30.3 36.1 29.0 100.0 1423 Sul 93.2 866 6.1 69.8 20.6 3.5 100.0 860 SAB 92.6 2116 5.9 81.4 10.2 2.4 100.0 2084 Meio de residência   Urbano 93.1 2994 5.8 75.3 13.2 5.7 100.0 2958 Rural 95.8 3607 3.8 65.0 20.7 10.6 100.0 3592 Indice de Bem-Estar Económico   O mais pobre 95.6 1494 4.1 71.4 16.9 7.5 100.0 1490 Segundo 95.3 1257 4.1 61.9 22.1 11.9 100.0 1249 Médio 95.5 1171 3.9 63.1 20.3 12.8 100.0 1163 Quarto 92.4 1361 6.8 71.8 14.7 6.7 100.0 1350 O mais rico 94.2 1318 4.3 78.7 13.3 3.8 100.0 1297 1 Indicador MICS 2.19 - Consumo de sal iodado Em 95% dos agregados familiares inquiridos. foi analisado o conteúdo em iodo no sal usado para cozinhar, utilizando kits para testar a presença ou o conteúdo de iodeto de potássio ou iodato de po- tássio ou ambos. A Tabela NU.10 mostra que 5% dos agregados familiares, não tinham sal disponí- vel. Estes agregados estão incluídos no denominador do indicador. Esta tabela apresenta a percen- tagem dos agregados com os seguintes resultados de teste de sal: Em 8% dos agregados familiares encontrou-se sal com 15 partes por milhão (15+ ppm) ou mais de iodo, 17% com menos iodo, ou seja >0 e <15 ppm e 70% dos agregados familiares consumiam sal não iodado ou seja sal com 0 ppm. 77Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 O consumo de sal iodado (15+ ppm) é mais elevado no meio rural (11%) do que no meio urbano (6%). A Província Leste apresenta a maior percentagem de consumo de sal iodado (29%) sendo as Regiões de Bafatá e Gabú a registarem as taxas mais altas (26% e 31% respectivamente). As demais Regiões não chegam a 5% de agregados familiares que consumem sal iodedo 15+ ppm. De notar que a percentagem de consumo de sal iodado nos agregados familiares mais pobres é mais elevada do que a dos agregados mais ricos: Os agregados do quintil médio apresentam um maior consumo do sal iodado (13%) seguidos dos agregados do segundo quintil (12%) . Figura NU. 4: Consumo de sal iodado MICS5, Guiné-Bissau, 2014 78 GUINÉ-BISSAU 79Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 VI. SAÚDE DA CRIANÇA VACINAÇÃO O Objectivo de Desenvolvimento do Milénio (ODM) 4 é reduzir a mortalidade infantil em dois terços de 1990 a 2015. A imunização desempenha um papel fundamental neste objectivo. Além disso, o Plano de Acção Global de Vacinas (GVAP) foi aprovado pelos 194 Estados Membros da Organização Mundial da Saúde em Maio de 2012 para realizar a visão da Década de Vacinas através do acesso universal à imunização. A imunização tem salvado as vidas de milhões de crianças em quatro décadas, desde o lançamento do Programa Alargado de Vacinação (PAV) em 1974. Em todo o mundo ainda há milhões de crianças não abrangidas pela vacinação de rotina e como consequência, doenças que podem ser evitadas pela vacinação causam mais de 2 milhões de óbitos todos os anos. Segundo as directivas do UNICEF e da OMS, uma criança deve tomar uma vacina BCG para se proteger da tuberculose, três doses de DPT contendo a vacina para proteger de difteria, tosse convulsa e tétano, três doses da vacina contra a poliomielite e uma primeira dose da vacina contra o sarampo antes do seu primeiro aniversário (N.B., devido à epidemiologia da doença num país, a primeira dose da vacina contra o sarampo pode ser recomendada aos 12 meses ou mais tarde). O plano de vacinação seguido pelo Programa Nacional de Vacinação da Guiné-Bissau prevê todas as va- cinas supracitadas bem como uma dose à nascença da vacina de hepatite B, três doses da vacina contra a hepatite B, três doses da vacina contra Haemophilusinfluenzae tipo b (Hib), três doses de vacina pneumo- cócica conjugada, duas ou três doses de vacinas contra o rotavírus (dependendo da vacina utilizada) e uma dose de vacina contra a febre amarela. Todas as vacinas devem ser tomadas durante o primeiro ano de vida excepto sarampo aos 12 meses. Tendo em conta este plano de vacinação, as estimativas para cober- tura total da imunização do MICS-5 da Guiné-Bissau baseiam-se em crianças de 12-23 e de 24-35 meses. As informações sobre a cobertura da vacinação foram recolhidas para todas as crianças com menos de 3 anos. Foi pedido a todas as mães ou educadoras que mostrassem o cartão de vacinação. Se o cartão de vacinação para uma criança estivesse disponível os entrevistadores copiavam as informações do cartão para o questionário MICS. Se não houvesse cartão de vacinação para a criança, o entrevistador pedia à mãe que se lembrasse se a criança tinha tomado cada uma das vacinas e para Pólio, Pentavalente (para evitar de contrair o tétano, a tosse convulsa, a difteria, a hepatite B e a haemophilus influenza de tipo B), quantas doses tinha tomado. As estimativas finais da cobertura da vacinação baseiam-se em informações obtidas através do cartão de vacinação e da informação dada pela mãe/educadora sobre as vacinas que a criança tomou. Relativamente à Tabela CH.1 abaixo e à Tabela DQ.17 no Apêndice D, vê-se que 8% das crianças de 12- 23 meses de idade e 9% das de 24-35 meses nunca tiveram um cartão de vacinação e que os cartões foram realmente vistos pelo entrevistador em 83% e 75% dos casos respectivamente para estas duas faixas etárias. Tendo em consideração que 1% das crianças de 12-23 meses e 2% das de 24-35 meses tinham tido um cartão de vacinação anteriormente mas não tinham na altura do inquérito, isto permite estimar uma taxa de retenção do cartão de 99% e 97% para estas duas faixas etárias respectivamente. 80 GUINÉ-BISSAU A percentagem de crianças de 12-23 meses e de 24-35 meses que tomou cada uma das vacinas espe- cíficas por fonte de informação (cartão de vacinação e declaração da mãe) é mostrada na Tabela CH.1 e na Figura CH.1. Os denominadores para a tabela são constituídos por crianças de 12-23 meses e 24-35 meses para que só as crianças com idade para estarem totalmente vacinadas sejam contadas. Nas primeiras três colunas em cada painel da tabela o numerador, inclui todas as crianças que foram vacinadas em qualquer altura antes do inquérito segundo o cartão de vacinação ou a declaração da mãe. Na última coluna em cada painel, apenas são incluídas as crianças que foram vacinadas antes do seu primeiro aniversário, como recomendado. Para crianças sem cartões/ registos de vacinação, a proporção de vacinas dadas antes do primeiro aniversário é considerada a mesma que para as crianças com cartões/registos de vacinação. Aproximadamente 91% de crianças de 12-23 meses tomou a vacina BCG antes dos 12 meses e a primeira dose de vacina PENTA foi dada a 92%. A percentagem diminui para 85% para a segunda dose de PENTA e 74% para a terceira dose. De igual modo, 93% das crianças tomou Pólio 1 antes dos 12 meses e isto diminui para 83% na segunda e 70% na terceira dose. A cobertura da vacinação contra sarampo antes de 12/24 meses é de 65%, inferior em relação às outras vacinas. A febre-amarela foi dada antes dos 12 meses de idade a aproximadamente 54% das crianças de 12-23 meses. Como consequência, a percenta- gem de crianças que tomou todas as vacinas recomendadas antes do seu primeiro/segundo aniversário é muito baixa, apenas 37%. Os números da cobertura individual para crianças de 24-35 meses de idade são geralmente inferiores aos de 12-23 meses de idade sugerindo que a cobertura da imunização nos primeiros anos de vida tem estado em média a diminuir na Guiné-Bissau entre 2006 (50%) e 2015 (37%). TABELA CH.1: VACINAÇÃO NOS PRIMEIROS ANOS DE VIDA Percentagem de crianças de 12-23 meses e de 24-35 meses vacinadas contra doenças infantis evitáveis em qualquer altura antes do inquérito e do seu primeiro aniversário, MICS5, Guiné - Bissau, 2014 Crianças de 12-23 meses: Vacinada até aos 12 meses de idade a Crianças de 24-35 meses: Vacinada até aos 12 meses de idadea Vacinada em qualquer altura antes do inquérito segundo: Vacinada em qualquer altura antes do inquérito segundo: Cartão de vacinação Informação da mãe Qualquer  Cartão de vacinação Informação da mãe   Qualquer Antigénio BCG1 80.0 13.5 93.5 90.5 71.5 20.1 91.6 86.6 Pólio Á nascença 70.8 12.9 83.7 73.4 61.6 19.5 81.1 67.2 1 82.3 12.0 94.3 92.7 73.5 17.7 91.2 87.3 2 79.0 7.2 86.2 82.8 72.3 12.3 84.5 78.3 3 2 76.0 1.4 77.4 69.7 68.9 2.6 71.5 63.3 PENTA 1 81.9 11.9 93.8 91.9 73.7 17.9 91.6 87.4 2 78.8 10.2 89.0 85.0 72.1 16.6 88.7 81.5 3 3 75.9 7.0 82.9 74.2 69.1 12.6 81.7 72 Sarampo 7 69.4 11.9 81.3 64.8 64.6 18 82.6 59 Febre amarela 6 63.3 11.5 74.9 53.6 62.5 17.6 80 55.2 Totalmente vacinada 8 b 63.9 0.3 64.2 37.4 60.1 0.8 60.9 30.1 Sem vacinas 0.0 3.3 3.3 3.9 0.0 5.3 5.3 6.0 Número de crianças 1612 1612 1612 1612 1501 1501 1501 1501 1 Indicador MICS 3.1 - Cobertura da vacinação contra a tuberculose 2 Indicador MICS 3.2 - Cobertura da vacinação contra a pólio 3 Indicador MICS 3.3 - Cobertura da vacinação contra difteria, tosse convulsa e tétano (DPT), Hepatite B e Haemophilus influenzae type B (Hib) 6 Indicador MICS 3.7 - Cobertura da vacinação contra a febre amarela 7 Indicador MICS 3.4; indicador ODM 4.3 - Cobertura da vacinação contra o sarampo 8 Indicador MICS 3.8 - Cobertura completa da vacinação na: não se aplica a Indicadores MICS 3.1. 3.2. 3.3. 3.5. 3.6. e 3.7 referem-se a resultados desta coluna no painel da esquerda; os indicadores MICS 3.4 e 3.8 referem- -se a esta coluna no painel da direita b Inclui: BCG. Pólio3. PENTA3. e Sarampo (MCV1) segundo calendário de vacinação em Guiné-Bissau 81Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 Figura CH. 1:Vacinação antes dos 12 meses de idade (sarampo antes dos 24 meses) MICS5, Guiné-Bissau, 2014 A Tabela CH.2 apresenta as estimativas da cobertura de vacinação para crianças de 12-23 meses por ca- racterísticas de base. Os números indicam as crianças a serem vacinadas em qualquer altura até à data do inquérito e baseiam-se em informações dos cartões de vacinação ou nas declarações das mães/ educadoras. Os cartões de vacinação foram vistos pelo entrevistador para apenas 83% das crianças de 12-23 meses. De acordo com esta tabela, não há diferença significativa entre as crianças do sexo femi- nino em relação aos do sexo masculino. As meninas que receberam a totalidade das vacinas contra a pólio e a Penta (78% receberam a Pólio 3 e 83% a Penta 3) são em percentagem quase idêntica em relação aos rapazes (77% e 83%). Também, entre as crianças que não receberam nenhuma vacina, a maioria é do sexo feminino (4%), contra 3% do sexo masculino. Da mesma forma, registou-se uma diferença entre crianças rurais e urbanas relativamente à cobertura vacinal para as 3 doses de Penta (88% no meio urbano e 80% no rural) e Poliomielite (80% no meio urbano e 76% no rural). Como resultado, dois terços (66%) das crianças urbanas foram totalmente va- cinadas contra 63% das crianças rurais. No que concerne às vacinas contra a Febre-amarela e Sarampo, verifica-se que a percentagem das crianças vacinadas contra a Febre-amarela é de 75% tanto para o sexo masculino como feminino e contra o Sarampo, 81% para ambos os sexos. Registou-se uma ligeira diferença entre crianças rurais e urbanas relativamente à cobertura vacinal contra Febre-marela e Sarampo (76% e 83% no meio urbano e 74% e 80% no rural). As taxas de cobertura são mais baixas na província Leste, resultando numa proporção totalmente vaci- nada de 56% e de crianças que nunca tinham recebido nenhuma vacina de 6%. 82 GUINÉ-BISSAU TA B E L A C H .2 : V A C IN A Ç Õ E S P O R C A R A C T E R ÍS T IC A S D E B A S E P er ce n ta g em d e cr ia n ça s d e 12 -2 3 m es es a ct u al m en te v ac in ad as c o n tr a d o en ça s in fa n ti s ev it áv ei s, M IC S -5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14 .     P er ce n ta g em d e cr ia n ça s d e 12 -2 3 m es es q u e to m ar am : P er ce n ta g em q u e ap re se n to u ca rt ão d e va ci n aç ão N ú m er o d e cr ia n ça s d e 12 -2 3 m es es B C G P ól io P E N TA S ar am p o To ta la N en h u m a Á n as ce n ça 1 2 3 1 2 3 T o ta l 9 3. 5 8 3. 7 9 4 .3 8 6 .2 77 .4 9 3. 8 8 9 .0 8 2 .9 74 .9 8 1. 3 6 4 .2 3. 3 8 3. 0 16 12 S ex o                             M as cu lin o 9 3. 5 8 3. 7 9 4 .4 8 6 .4 77 .0 9 3. 5 8 9 .2 8 3. 0 74 .8 8 1. 4 6 4 .0 3. 0 8 2 .7 8 2 4 F em in in o 9 3. 5 8 3. 8 9 4 .2 8 6 .0 77 .8 9 4 .1 8 8 .9 8 2 .9 75 .0 8 1. 1 6 4 .4 3. 6 8 3. 4 78 8 R eg iã o                             To m b al i 9 1. 9 8 0 .4 9 2 .1 8 4 .5 74 .9 9 0 .5 8 8 .2 77 .2 75 .4 79 .2 70 .0 5 .5 8 4 .1 11 4 Q u in ar a 9 7. 8 8 3. 6 9 6 .6 8 8 .5 8 1. 0 9 5 .5 9 2 .0 8 2 .7 8 3. 3 8 6 .8 72 .8 0 .6 9 1. 5 6 1 O io 8 7. 2 74 .2 9 0 .6 8 3. 9 74 .0 9 0 .9 8 5 .3 8 0 .5 71 .6 77 .5 5 8 .6 4 .8 8 2 .0 34 7 B io m b o 9 2 .0 8 9 .6 9 7. 7 9 0 .4 8 2 .3 9 7. 7 9 2 .4 8 7. 0 8 0 .4 8 8 .8 6 8 .0 2 .3 8 5 .6 11 6 B ol am a/ B ija g ós 9 0 .2 8 3. 4 9 5 .4 8 3. 3 73 .4 9 4 .2 8 7. 4 75 .7 76 .4 79 .2 5 8 .7 1. 5 8 2 .6 34 B af at á 9 4 .9 6 9 .1 9 4 .3 8 3. 2 72 .5 9 4 .3 9 0 .9 77 .7 6 8 .2 8 0 .2 5 1. 7 3. 1 76 .0 17 8 G ab ú 9 0 .0 78 .2 8 7. 3 74 .4 6 7. 6 8 7. 7 8 0 .8 72 .8 6 9 .8 73 .9 5 9 .4 9 .3 70 .8 19 5 C ac h eu 9 9 .1 9 6 .6 9 9 .1 9 8 .4 9 3. 0 9 8 .2 9 7. 5 9 8 .2 9 1. 2 9 3. 2 8 5 .9 0 .9 9 3. 9 16 2 S A B 9 8 .1 9 5 .1 9 8 .0 8 9 .5 8 0 .0 9 6 .7 9 0 .9 8 7. 1 73 .4 8 1. 5 6 4 .6 0 .4 8 6 .2 4 0 5 P ro ví n ci a N or te 9 1. 2 8 2 .9 9 4 .1 8 8 .9 8 0 .5 9 4 .0 8 9 .8 8 6 .3 78 .3 8 3. 7 6 7. 4 3. 3 8 5 .7 6 2 5 Le st e 9 2 .4 73 .9 9 0 .7 78 .6 6 9 .9 9 0 .9 8 5 .7 75 .1 6 9 .0 76 .9 5 5 .7 6 .3 73 .3 37 3 S u l 9 3. 3 8 1. 8 9 4 .0 8 5 .5 76 .4 9 2 .6 8 9 .2 78 .6 77 .9 8 1. 4 6 9 .0 3. 4 8 6 .0 2 0 9 S A B 9 8 .1 9 5 .1 9 8 .0 8 9 .5 8 0 .0 9 6 .7 9 0 .9 8 7. 1 73 .4 8 1. 5 6 4 .6 0 .4 8 6 .2 4 0 5 M ei o d e re si d ên ci a                             U rb an o 9 7. 4 9 4 .0 9 7. 3 8 9 .2 79 .9 9 6 .4 9 1. 8 8 7. 5 76 .0 8 2 .8 6 6 .0 0 .9 8 4 .1 6 13 R u ra l 9 1. 1 77 .4 9 2 .4 8 4 .3 75 .9 9 2 .2 8 7. 3 8 0 .1 74 .2 8 0 .3 6 3. 1 4 .7 8 2 .3 9 9 9 N ív el d e In st ru çã o d a M ãe                             N en h u m 9 0 .7 78 .2 9 1. 7 8 2 .6 73 .3 9 1. 2 8 6 .2 78 .0 71 .7 77 .1 5 9 .9 4 .8 8 0 .1 8 5 6 P ri m ár io 9 5 .5 8 7. 8 9 6 .6 8 7. 5 8 0 .3 9 6 .4 9 1. 2 8 5 .7 76 .6 8 3. 7 6 6 .2 2 .1 8 5 .7 4 8 5 S ec u n d ár io e m ai s 9 8 .7 9 3. 9 9 8 .3 9 5 .1 8 5 .1 9 7. 2 9 4 .2 9 3. 5 8 1. 8 9 0 .2 74 .0 0 .6 8 7. 5 2 71 In d ic e d e B em -E st ar E co n ó m ic o                             O m ai s p ob re 8 9 .4 76 .9 9 0 .8 8 0 .5 6 8 .7 8 9 .9 8 3. 3 74 .6 6 7. 4 75 .6 5 5 .5 5 .6 78 .6 36 7 S eg u n d o 9 3. 4 8 0 .9 9 2 .3 8 4 .5 79 .9 9 3. 1 8 8 .7 8 2 .1 76 .6 8 1. 9 6 8 .0 4 .8 8 4 .1 35 7 M éd io 9 2 .4 8 1. 1 9 5 .8 9 0 .6 8 2 .6 9 5 .4 9 2 .2 8 6 .5 79 .4 8 4 .2 6 9 .1 2 .8 8 7. 0 35 5 Q u ar to 9 6 .0 8 8 .4 9 7. 4 8 5 .6 74 .0 9 6 .1 8 9 .6 8 4 .3 74 .7 8 0 .6 6 1. 4 1. 1 79 .6 31 6 O m ai s ri co 9 8 .6 9 7. 5 9 6 .1 9 2 .3 8 4 .4 9 5 .6 9 3. 2 9 0 .5 77 .5 8 6 .0 6 8 .6 1. 0 8 7. 3 2 17 a In cl u i: B C G , P ól io 3 , P E N TA 3 , e S ar am p o (M C V 1) c on fo rm e ca le n d ár io d e va ci n aç ão e m G u in é- B is sa u (. ) V al or es b as ea d os e n tr e 2 5 -4 9 c as os n ão p on d er ad os ; * V al or es b as ea d os e m m en os d e 2 5 c as os n ão p on d er ad os 83Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 A Tabela CH.2 também permite proceder a outras comparações, tais como o nível de instrução das mães e os Indice de Bem-Estar Económico. Em relação ao nível de instrução das mães, quanto mais elevado for o nível de instrução da mãe, maior é a taxa de cobertura vacinal dos seus filhos, assim como a percentagem das crianças com cartão de vacinação. Também observamos que as taxas de cobertura vacinal assim como as percentagens de crianças com cartão de vacinação são maiores quando a família é considerada de nível de bem-estar mais elevado, comparativamente às famílias que fazem parte dos outros quintis. PROTECÇÃO DO TÉTANO NEONATAL Um dos ODMs é reduzir em três quartos o rácio de mortalidade materna com uma estratégia para eliminar o tétano materno. Depois dos apelos da 42ª e da 44ª Assembleia Mundial da Saúde para a eliminação do tétano neonatal. a comunidade mundial continua a trabalhar no sentido de reduzir a incidência do tétano neonatal para menos de 1 caso de tétano neonatal por 1.000 nados-vivos em cada país até 2015. A estratégia de prevenção do tétano materno e neonatal consiste em garantir que todas as mulheres grávidas recebam pelo menos duas doses da vacina de toxóide tetânico. Se uma mulher não recebeu pelo menos duas doses de toxóide tetânico durante uma dada gravidez, ela (e o seu recém-nascido) também são considerados protegidos contra o tétano se a mulher: • Tomou pelo menos duas doses da vacina de toxóide tetânico, sendo a última nos últimos 3 anos; • Tomou pelo menos 3 doses, sendo a última nos últimos 5 anos; • Tomou pelo menos 5 doses, sendo a última nos últimos 10 anos; • Tomou 5 ou mais doses em qualquer altura da sua vida. Para avaliar a situação da cobertura da vacina contra o tétano, perguntou-se às mulheres que tiveram um nado-vivo nos dois anos anteriores ao inquérito, se tinham tomado injecções de toxóide tetânico durante a gravidez do parto mais recente e, na afirmativa, quantas. As mulheres que não tomaram duas ou mais vacinas de toxóide tetânico durante esta gravidez recente foram questionadas acerca das va- cinas de toxóide tetânico que possam ter tomado anteriormente. Os entrevistadores também pediram às mulheres que mostrassem os seus cartões de vacinação em que estão registadas as datas da vacina contra o tétano e usaram as informações dos cartões sempre que disponíveis. 84 GUINÉ-BISSAU TABELA CH.3: PROTECÇÃO DO TÉTANO NEONATAL Percentagem de mulheres de 15-49 anos com um nascido-vivo nos últimos dois anos protegidas do tétano neonatal, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de mulheres que receberam pelo menos 2 doses durante a gravidez Percentagem de mulheres que não receberam duas ou mais doses durante a última gravidez, mas que receberam: Protegida do tétano 1 Número de mulheres com um nascido-vivo nos últimos 2 anos 2 doses, a última nos últimos 3 anos 3 doses, a última nos últimos 5 anos 4 doses, a última nos últimos 10 anos 5 ou mais doses ao longo da vida Total 59.6 10.6 .8 .3 .1 71.4 3039 Região               Tombali 63.8 13.5 2.9 .7 0.0 80.9 215 Quinara 58.5 14.7 .9 0.0 0.0 74.1 108 Oio 59.9 4.5 .3 .2 .2 65.1 665 Biombo 59.0 17.6 .3 .7 0.0 77.6 225 Bolama/Bijagós 62.5 12.4 .9 0.0 0.0 75.8 57 Bafatá 53.5 18.0 1.6 .5 0.0 73.6 344 Gabú 47.4 3.3 0.0 0.0 0.0 50.7 378 Cacheu 59.3 12.7 .4 .3 0.0 72.8 294 SAB 67.4 11.7 1.0 .3 .2 80.7 754 Província Norte 59.6 9.0 .4 .3 .1 69.4 1183 Leste 50.3 10.3 .8 .2 0.0 61.6 722 Sul 62.1 13.7 2.0 .4 0.0 78.2 380 SAB 67.4 11.7 1.0 .3 .2 80.7 754 Meio de residência               Urbano 65.3 11.4 .9 .4 .2 78.1 1119 Rural 56.3 10.1 .8 .2 .1 67.5 1921 Nível de Instrução               Nenhum 55.0 9.5 1.0 .3 .1 65.8 1624 Primário 62.4 11.3 .3 .4 .2 74.6 932 Secundário e mais 69.9 13.1 1.2 0.0 0.0 84.2 483 Indice de Bem-Estar Económico               O mais pobre 60.1 9.2 .5 .3 0.0 70.1 694 Segundo 52.8 10.0 .6 0.0 .2 63.7 661 Médio 55.8 10.3 1.3 .3 0.0 67.7 683 Quarto 64.5 10.8 1.5 .2 0.0 77.0 569 O mais rico 69.0 14.0 0.0 .7 .4 84.1 432 1 Indicador MICS 3.9 - Protecção do tétano neonatal (.) Valores baseados entre 25-49 casos não ponderados ; * Valores baseados em menos de 25 casos não ponderados A Tabela CH.3 mostra o estado de protecção contra o tétano de mulheres que tiveram um nado-vivo nos últimos 2 anos: 71% das mulheres estão protegidas contra o Tétano, sendo 60% as que receberam pelo menos duas doses durante a última gravidez, 11% as que receberam pelo menos duas doses nos três anos anteriores, e somente 1% as que receberam pelo menos três doses nos cinco anos que pre- cederam o inquérito. As mulheres instruídas são as mais protegidas contra o Tétano neonatal, 84% das mulheres de nível secundário e mais estão protegidas, comparadas com 75% das mulheres de nível primário e 66% das que não têm nenhum nível de instrução. Da mesma maneira, as mulheres de famílias mais ricas estão muito mais protegidas (84%) do que das famílias do quintil mais pobre (70%). 85Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 Esta tabela mostra também a disparidade entre as mulheres do meio urbano e as mulheres do meio rural, assim como entre as províncias. TRATAMENTO DE DOENÇAS Uma estratégia importante para acelerar os progressos rumo ao ODM 4 é atacar as doenças que são a principal causa da morte de crianças menores de 5 anos. A diarreia e a pneumonia são duas dessas doenças. O Plano de Acão Global para Prevenção e Controlo da Pneumonia e Diarreia (GAPPD) preten- de acabar com a morte evitável por pneumonia e diarreia através da redução da mortalidade causada pela pneumonia a 3 óbitos por 1.000 nados-vivos e da mortalidade causada pela diarreia a 1 óbito por 1.000 nados-vivos até 2025. O paludismo é também uma importante causa da morte de crianças me- nores de 5 anos, matando cerca de 1.200 crianças todos os dias, em especial na África Subsariana. O Plano de Acão Global contra o Paludismo (GMAP) pretende reduzir os óbitos causados pelo paludismo a quase zero até 2015. A Tabela CH.4 apresenta a percentagem de crianças com menos de 5 anos de idade que se declarou terem tido um episódio de diarreia, sintomas de Infecção Respiratória Aguda (IRA) ou febre durante as 2 semanas que antecederam o inquérito. Estes resultados não são medidos de verdadeira prevalência e não devem ser utilizados como tal, mas sim o período de prevalência dessas doenças num espaço de tempo de duas semanas. A definição de um caso de diarreia ou febre, neste inquérito, foi a declaração da mãe ou educadora de que a criança apresentou tais sintomas no período especificado; não se procurou nenhuma outra prova para além da opinião da mãe ou educadora. Considerou-se que uma criança teve um episódio de IRA se a mãe ou educadora declararam que a criança teve no período especificado, uma doença com tosse com respiração rápida ou difícil e cujos sintomas foram considerados como devidos a um problema no peito ou um problema no peito e o nariz entupido. Embora esta abordagem seja razoável no contexto do in- quérito MICS, estas definições basicamente simples do caso não devem ser esquecidas ao interpretar os resultados, bem como o potencial para distorções nas informações e declarações. Além disso, diarreia, febre e IRA são não só sazonais mas também caracterizadas pela propagação muitas vezes rápida de surtos localizados de uma zona para outra em alturas diferentes. O momento do inquérito e a localização das equipas pode assim afetar consideravelmente os resultados, que portanto, devem ser interpretados com cuidado. Por estas razões, embora seja indicado um período de prevalência superior a duas sema- nas, estes dados não devem ser usados para avaliar as características epidemiológicas destas doenças mas sim para obter denominadores para os indicadores relacionados com o uso de serviços de saúde e tratamento. Em geral, foi declarado que 12% de crianças com menos de cinco anos teve diarreia nas duas semanas anteriores ao inquérito, 3% com sintomas de IRA e 16% um episódio de febre (Tabela CH.4). Há diferen- ças maiores entre o meio urbano e o rural. No caso de diarreia, a percentagem é de 14% contra 10%, de IRA 3% contra 2% e em relação a episódio de febre, 19% contra 14%, respetivamente. 86 GUINÉ-BISSAU TABELA CH.4: EPISÓDIOS DE DOENÇA DECLARADOS Percentagem de crianças de 0-59 meses para as quais a mãe/educadora declarou um episódio de diarreia, sintomas de infecção respiratória aguda (IRA) e/ou febre nas últimas duas semanas, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de crianças que nas últimas duas semanas tiveram: Número de crianças de 0-59 mesesUm episódio de diarreia Sintomas de IRA Um episódio de febre Total 11.9 2.5 15.5 7573 Sexo         Masculino 12.8 2.1 16.1 3847 Feminino 10.9 2.8 15.0 3726 Região         Tombali 10.5 1.9 14.8 561 Quinara 12.8 2.0 18.3 287 Oio 7.1 2.4 13.3 1611 Biombo 16.0 2.5 19.3 576 Bolama/Bijagós 10.7 2.0 16.2 145 Bafatá 14.5 2.8 21.5 904 Gabú 8.5 .7 7.3 979 Cacheu 9.0 1.1 8.5 721 SAB 16.8 4.3 20.4 1789 Província Norte 9.3 2.1 13.3 2908 Leste 11.4 1.7 14.1 1883 Sul 11.2 1.9 16.0 993 SAB 16.8 4.3 20.4 1789 Meio de Residência         Urbano 14.4 3.4 18.8 2743 Rural 10.4 1.9 13.7 4830 Idade         0-11 meses 14.6 1.9 15.8 1505 12-23 meses 18.8 3.4 18.1 1612 24-35 meses 12.6 2.9 16.0 1501 36-47 meses 8.6 2.6 15.5 1501 48-59 meses 3.9 1.6 12.0 1455 Nível de instrução da Mãe         Nenhum 10.6 2.3 14.2 4390 Primário 13.1 2.4 15.7 2054 Secundário e mais 14.5 3.5 20.5 1129 Indice de Bem-Estar Económico         O mais pobre 10.4 1.7 13.3 1763 Segundo 10.0 1.6 13.1 1704 Médio 11.2 2.0 15.0 1668 Quarto 16.2 4.5 19.5 1388 O mais rico 12.6 3.3 18.8 1049 (.) Valores baseados entre 25-49 casos não ponderados ; * Valores baseados em menos de 25 casos não ponderados DIARREIA A diarreia é uma das principais causas da morte entre crianças com menos de 5 anos em todo o mundo. A maioria dos óbitos relacionados com a diarreia deve-se à desidratação por perda de grandes quanti- dades de água e electrólitos do organismo em fezes líquidas. O tratamento da diarreia – quer através de sais de reidratação oral (SRO) ou de um líquido caseiro recomendado (RHF) – pode evitar estes óbitos. Além disso, o fornecimento de suplementos de zinco tem demonstrado reduzir a duração e a gravidade da doença bem como o risco de futuros episódios nos próximos dois ou três meses. Prevenir a desidratação e a subnutrição aumentando o consumo de líquidos e continuando a alimentar a criança são também estratégias importantes para tratar a diarreia. 87Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 No MICS perguntou-se às mães ou educadoras se os seus filhos com menos de 5 anos de idade ti- veram um episódio de diarreia nas duas semanas anteriores ao inquérito. Nos casos em que as mães declararam que a criança teve diarreia, foi feita uma série de perguntas sobre o tratamento da doença, incluindo o que foi dado à criança para comer durante o episódio e se era mais ou menos do que o que davam habitualmente à criança. A prevalência da diarreia no período de duas semanas anterior ao inquérito em crianças com menos de 5 anos é de 12% (Tabela CH.4) e vai de 7% na Região de Oio a 17% no SAB. A mais alta prevalência no período é observada em crianças de 12-23 meses (19%) o que corresponde em grande parte ao período de desmame. TABELA CH.5: PROCURA DE TRATAMENTO DURANTE A DIARREIA Percentagem de crianças de 0-59 meses com diarreia nas últimas duas semanas para as quais se procurou aconselhamento ou tratamento, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de crianças com diarreia para as quais: Número de crianças de 0-59 meses com diarreia nas últimas duas semanas Se procurou aconselhamento ou tratamento em: Não se procurou aconselhamento nem tratamento Estabelecimento ou profissionais da saúde Outra fonte Um estabelecimento ou profissional da saúde 1 bPúblico Privado Agente de Saúde comunitário a Total 45.5 3.4 1.1 4.3 46.8 48.4 898 Sexo Masculino 50.4 3.4 1.9 4.5 51.2 44.1 492 Feminino 39.6 3.5 0.1 4.2 41.6 53.6 405 Região Tombali 51.2 0.0 0.0 5.5 51.2 47.8 59 Quinara 47.1 0.0 1.0 4.7 47.1 49.3 37 Oio 37.3 1.0 0.0 7.1 37.3 55.6 115 Biombo 41.3 3.0 0.0 3.8 44.2 55.8 92 Bolama/Bijagós 46.2 3.3 1.4 3.2 47.8 52.2 15 Bafatá 54.1 1.4 0.0 6.3 54.1 39.0 131 Gabú 37.3 1.3 0.0 0.0 38.6 61.4 83 Cacheu 36.5 1.0 0.0 3.4 36.5 59.1 65 SAB 49.1 7.6 3.0 3.8 51.7 41.4 300 Província Norte 38.4 1.7 0.0 5.1 39.4 56.5 272 Leste 47.6 1.3 0.0 3.8 48.1 47.7 214 Sul 49.1 0.5 0.5 4.9 49.3 48.9 111 SAB 49.1 7.6 3.0 3.8 51.7 41.4 300 Meio de residência Urbano 50.1 6.6 2.4 3.2 52.4 41.7 394 Rural 41.9 0.9 0.0 5.2 42.5 53.7 503 Idade 0-11 meses 51.3 6.8 4.2 4.3 52.6 40.1 220 12-23 meses 47.0 2.1 0.1 4.6 47.9 47.5 302 24-35 meses 40.2 3.9 0.0 4.6 43.5 53.0 189 36-47 meses 42.1 1.6 0.0 4.0 42.1 54.2 130 48-59 meses 40.6 0.0 0.0 2.8 40.6 56.6 57 Nível de instrução da Mãe Nenhum 40.5 4.6 1.9 4.6 41.2 52.0 465 Primário 47.7 0.4 0.1 5.1 48.1 48.5 269 Secundário e mais 55.9 5.1 0.1 2.3 60.9 38.0 164 88 GUINÉ-BISSAU TABELA CH.5 (CONTINUAÇÃO): PROCURA DE TRATAMENTO DURANTE A DIARREIA Percentagem de crianças de 0-59 meses com diarreia nas últimas duas semanas para as quais se procurou aconselhamento ou tratamento, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de crianças com diarreia para as quais: Número de crianças de 0-59 meses com diarreia nas últimas duas semanas Se procurou aconselhamento ou tratamento em: Não se procurou aconselhamento nem tratamento Estabelecimento ou profissionais da saúde Outra fonte Um estabelecimento ou profissional da saúde 1 bPúblico Privado Agente de Saúde comunitário a Indice de Bem-Estar Económico O mais pobre 38.2 0.4 0.0 4.8 38.6 59.3 183 Segundo 46.4 7.2 0.1 6.6 47.2 41.5 170 Médio 39.2 0.0 0.2 4.9 39.2 56.4 186 Quarto 49.0 5.7 0.0 2.4 52.1 44.6 225 O mais rico 57.3 3.7 6.8 3.4 59.7 37.2 132 1 Indicador MICS 3.10 - Procura de tratamento para diarreia a Agente de saúde comunitário inclui estabelecimentos de saúde públicos (Profissional da saúde comunitário e Clínica móvel/ de proximidade) como privados (Clínica móvel) b Inclui todos os estabelecimentos e profissionais da saúde. públicos e privados. mas exclui farmácias privadas (.) Valores baseados entre 25-49 casos não ponderados ; * Valores baseados em menos de 25 casos não ponderados A tabela CH.5 mostra a percentagem de crianças com diarreia nas duas semanas que precederam o inquérito para as quais se procurou aconselhamento ou tratamento e aonde. Em geral, foi procurado um estabelecimento ou profissional da saúde em 47% dos casos, predominantemente no sector pú- blico (47%), incluindo agente de saúde comunitário (1%) contra apenas 3% do sector privado. Outra fonte registou 4%. Esta tabela mostra ainda que 48% não procurou aconselhamento e nem tratamento. Verifica-se que há mais procura de um estabelecimento ou profissional de saúde pelas crianças com diarreia no meio urbano (52%) do que no meio rural (43%). Também se verifica que quanto maior for o nível de instrução da mãe/educadora, maior é a procura. Por exemplo, a percentagem de crianças com diarreia nas duas semanas que precederam o inquérito para as quais se procurou um estabelecimento ou profissional da saúde é de 41% para as crianças das mães sem nível de instrução, passando 48% do nível primário e atingindo 61% do nível secundário e mais. No que concerne as regiões, a procura mais elevada se encontra na Região de Bafatá com 54% e a mais baixa é observada na Região de Cacheu com 37%. A procura de tratamento e aconselhamento é mais elevada na Província de SAB (52%) e mais baixa na Província Norte (39%). Em termos de idade de crianças, esta percentagem é maior nas idades menores de 0-11 meses de idade (53%) e menor nas idades de 48-59 meses (41%). Por outro lado, as crianças nos agregados familiares mais ricos apresen- tam alta percentagem (59%) em relação às dos agregados mais pobres (39%). 89Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A C H .6 : P R Á T IC A S D E A L IM E N TA Ç Ã O D U R A N T E A D IA R R E IA D is tr ib u iç ão p er ce n tu al d e cr ia n ça s d e 0 -5 9 m es es c o m d ia rr ei a n as ú lt im as 2 s em an as p o r q u an ti d ad e d e lí q u id o e al im en to s d ad o s d u ra n te a d ia rr ei a, M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   P rá ti ca s d e co n su m o d e lí q u id o s d u ra n te a d ia rr ei a: P rá ti ca s d e co n su m o d e al im en to s d u ra n te a d ia rr ei a: N ú m er o d e cr ia n ça d e 0 -5 9 m es es c o m d ia rr ei a n as ú lt im as d u as se m an as A c ri an ça b eb eu To ta l A c ri an ça c o m eu : To ta l M u it o m en o s U m p o u co m en o s M ai s o u m en o s a m es m a q u an ti d ad e M ai s N ad a E m fa lt a/ N S M u it o m en o s U m p o u co m en o s M ai s o u m en o s a m es m a q u an ti d ad e M ai s N ad a E m f al ta / N S To ta l 17 .4 15 .7 2 1. 5 4 3. 2 1. 9 0 .2 10 0 15 .2 39 .2 2 5 .6 14 .9 5 .0 0 .2 10 0 .0 8 9 8 S ex o                 M as cu lin o 16 .5 15 .0 2 0 .8 4 6 .0 1. 5 0 .2 10 0 12 .5 37 .5 2 6 .0 18 .5 5 .4 0 .2 10 0 .0 4 9 2 F em in in o 18 .6 16 .6 2 2 .4 39 .9 2 .4 0 .2 10 0 18 .4 4 1. 3 2 5 .2 10 .5 4 .4 0 .2 10 0 .0 4 0 5 R eg iã o                 To m b al i 7. 0 13 .0 12 .3 6 3. 4 4 .3 0 .0 10 0 11 .3 5 9 .0 14 .3 12 .4 3. 1 0 .0 10 0 .0 5 9 Q u in ar a 19 .5 2 0 .9 2 8 .3 31 .3 0 .0 0 .0 10 0 11 .1 5 2 .8 2 5 .2 3. 6 7. 3 0 .0 10 0 .0 37 O io 5 8 .6 2 1. 6 13 .4 6 .4 0 .0 0 .0 10 0 5 2 .7 2 6 .8 13 .6 6 .9 0 .0 0 .0 10 0 .0 11 5 B io m b o 4 .3 11 .7 37 .7 4 5 .5 0 .8 0 .0 10 0 6 .4 4 8 .2 39 .5 5 .0 0 .8 0 .0 10 0 .0 9 2 B ol am a/ B ija g ós 3. 5 34 .5 17 .4 4 0 .3 4 .3 0 .0 10 0 .0 10 .7 5 6 .7 12 .5 14 .1 6 .1 0 .0 10 0 .0 15 B af at á 5 .5 13 .9 2 1. 9 5 6 .6 0 .8 1. 3 10 0 9 .6 38 .8 2 8 .4 8 .1 13 .8 1. 3 10 0 .0 13 1 G ab ú 7. 9 9 .5 36 .9 4 5 .7 0 .0 0 .0 10 0 5 .5 17 .5 36 .8 38 .0 2 .2 0 .0 10 0 .0 8 3 C ac h eu 18 .0 17 .2 15 .4 39 .9 9 .5 0 .0 10 0 6 .8 2 3. 9 4 2 .8 13 .9 12 .5 0 .0 10 0 .0 6 5 S A B 16 .0 15 .8 17 .7 4 8 .4 2 .1 0 .0 10 0 11 .9 4 4 .2 2 0 .8 19 .6 3. 5 0 .0 10 0 .0 30 0 P ro ví n ci a N or te 30 .5 17 .2 2 2 .1 2 7. 6 2 .6 0 .0 10 0 2 6 .1 33 .4 2 9 .4 7. 9 3. 3 0 .0 10 0 .0 2 72 Le st e 6 .4 12 .2 2 7. 7 5 2 .4 0 .5 0 .8 10 0 8 .0 30 .6 31 .7 19 .7 9 .3 0 .8 10 0 .0 2 14 S u l 10 .7 18 .6 18 .3 4 9 .6 2 .9 0 .0 10 0 11 .1 5 6 .6 17 .6 9 .7 4 .9 0 .0 10 0 .0 11 1 S A B 16 .0 15 .8 17 .7 4 8 .4 2 .1 0 .0 10 0 11 .9 4 4 .2 2 0 .8 19 .6 3. 5 0 .0 10 0 .0 30 0 M ei o d e re si d ên ci a                 U rb an o 17 .2 15 .1 19 .5 4 6 .4 1. 6 0 .2 10 0 12 .6 4 0 .1 2 4 .4 18 .8 3. 9 0 .2 10 0 .0 39 4 R u ra l 17 .6 16 .2 2 3. 1 4 0 .7 2 .2 0 .2 10 0 17 .1 38 .5 2 6 .6 11 .8 5 .8 0 .2 10 0 .0 5 0 3 90 GUINÉ-BISSAU TA B E L A C H .6 ( C O N T IN U A Ç Ã O ) : P R Á T IC A S D E A L IM E N TA Ç Ã O D U R A N T E A D IA R R E IA D is tr ib u iç ão p er ce n tu al d e cr ia n ça s d e 0 -5 9 m es es c o m d ia rr ei a n as ú lt im as 2 s em an as p o r q u an ti d ad e d e lí q u id o e al im en to s d ad o s d u ra n te a d ia rr ei a, M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   P rá ti ca s d e co n su m o d e lí q u id o s d u ra n te a d ia rr ei a: P rá ti ca s d e co n su m o d e al im en to s d u ra n te a d ia rr ei a: N ú m er o d e cr ia n ça d e 0 -5 9 m es es c o m d ia rr ei a n as ú lt im as d u as se m an as A c ri an ça b eb eu To ta l A c ri an ça c o m eu : To ta l M u it o m en o s U m p o u co m en o s M ai s o u m en o s a m es m a q u an ti d ad e M ai s N ad a E m fa lt a/ N S M u it o m en o s U m p o u co m en o s M ai s o u m en o s a m es m a q u an ti d ad e M ai s N ad a E m f al ta / N S Id ad e                 0 -1 1 m es es 2 4 .4 15 .7 2 0 .7 35 .1 4 .1 0 .0 10 0 16 .0 30 .2 2 7. 7 12 .9 13 .3 0 .0 10 0 .0 2 2 0 12 -2 3 m es es 17 .6 18 .2 19 .7 4 3. 3 1. 2 0 .0 10 0 17 .9 4 2 .9 2 3. 8 11 .7 3. 6 0 .0 10 0 .0 30 2 2 4 -3 5 m es es 8 .6 10 .3 2 1. 7 5 6 .7 1. 8 0 .9 10 0 9 .5 4 3. 1 2 9 .0 15 .2 2 .3 0 .9 10 0 .0 18 9 36 -4 7 m es es 16 .6 16 .8 2 8 .1 37 .3 1. 1 0 .0 10 0 15 .4 35 .6 2 3. 5 2 5 .3 0 .2 0 .0 10 0 .0 13 0 4 8 -5 9 m es es 2 1. 1 17 .7 18 .5 4 2 .7 0 .0 0 .0 10 0 15 .5 4 9 .3 2 0 .8 14 .4 0 .0 0 .0 10 0 .0 5 7 N ív el d e In st ru çã o d a M ãe                 N en h u m 17 .4 16 .3 2 7. 7 37 .2 1. 1 0 .4 10 0 14 .7 38 .2 2 9 .1 12 .9 4 .7 0 .4 10 0 .0 4 6 5 P ri m ár io 19 .4 15 .3 15 .9 4 7. 0 2 .4 0 .0 10 0 17 .0 36 .2 2 3. 1 18 .1 5 .7 0 .0 10 0 .0 2 6 9 S ec u n d ár io e m ai s 14 .3 14 .7 13 .2 5 4 .3 3. 5 0 .0 10 0 13 .5 4 7. 0 19 .8 15 .2 4 .5 0 .0 10 0 .0 16 4 In d ic e d e B em -E st ar E co n ó m ic o                 O m ai s p ob re 18 .7 16 .3 2 5 .0 37 .3 2 .7 0 .0 10 0 .0 18 .0 4 0 .3 2 7. 3 9 .6 4 .8 0 .0 10 0 .0 18 3 S eg u n d o 19 .9 13 .2 2 4 .4 4 0 .6 1. 3 0 .5 10 0 .0 17 .1 36 .0 30 .0 9 .9 6 .4 0 .5 10 0 .0 17 0 M éd io 15 .3 17 .8 2 2 .4 4 2 .8 1. 3 0 .4 10 0 .0 16 .8 2 9 .5 2 8 .0 19 .7 5 .6 0 .4 10 0 .0 18 6 Q u ar to 16 .8 15 .3 17 .9 4 8 .0 2 .0 0 .0 10 0 .0 12 .1 4 9 .3 2 0 .0 14 .9 3. 7 0 .0 10 0 .0 2 2 5 O m ai s ri co 16 .6 15 .7 17 .9 4 7. 4 2 .4 0 .0 10 0 .0 11 .6 38 .2 2 3. 8 2 1. 6 4 .7 0 .0 10 0 .0 13 2 (. ) V al or es b as ea d os e n tr e 2 5 -4 9 c as os n ão p on d er ad os ; * V al or es b as ea d os e m m en os d e 2 5 c as os n ão p on d er ad o 91Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 A Tabela CH.6 fornece as estatísticas sobre as práticas relativas a beber e comer durante a diarreia. As- sim, 43 % de crianças com menos de 5 anos que tiveram diarreia bebeu líquidos mais do que o costume ao passo que 22% bebeu mais ou menos a mesma quantidade. Cerca de 16% bebeu um pouco menos e 17% bebeu muito menos do que habitual. A mesma tabela mostra também as estatísticas sobre as práticas relativas ao consumo de alimentos du- rante a diarreia. Apenas 15% de crianças com menos de 5 anos com diarreia comeu mais do que o costu- me ao passo que 26% comeu mais ou menos a mesma quantidade, 39% comeu um pouco menos e 15% comeu muito menos. Menos de metade das crianças de ambos os sexos com diarreia bebeu mais líquido do que o habitual (46% do sexo masculino e 40% do sexo feminino), enquanto que 38% do sexo mascu- lino e 41% do sexo feminino, comeu um pouco menos do que o habitual. A Província Norte distinga-se em proporção elevada de crianças que beberam e comeram muito menos (31% e 26% respectivamente). TABELA CH.7: SOLUÇÕES DE REIDRATAÇÃO ORAL, LÍQUIDOS CASEIROS RECOMENDADOS E ZINCO Percentagem de crianças de 0-59 meses com diarreia nas últimas duas semanas e tratamento com sais de reidratação oral (SRO), líquidos caseiros recomendados e zinco, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de crianças com diarreia que receberam: Número de crianças de 0-59 meses com diarreia nas últimas duas semanas Sais de reidratação oral (SRO) Líquidos caseiros recomendados SRO ou qualquer líquido caseiro recomendado Zinco SRO e zinco1 Líquido de um pacote Qualquer líquido caseiro recomendado Comprimido Xarope Qualquer zinco Total 35.1 24.1 47.1 14.9 21.6 27.8 16.5 898 Sexo Masculino 38.5 27.4 52.4 18.3 24.3 32.4 19.1 492 Feminino 31.0 20.0 40.6 10.8 18.3 22.3 13.4 405 Região Tombali 41.4 17.2 52.8 22.7 27.5 33.0 25.4 59 Quinara 41.0 8.1 45.0 13.8 12.5 20.4 14.4 37 Oio 27.2 17.4 33.8 17.3 24.6 29.8 21.4 115 Biombo 36.9 17.1 42.9 4.6 17.5 19.8 17.5 92 Bolama/Bijagós 33.5 18.5 48.5 3.1 10.2 13.3 8.9 15 Bafatá 41.0 38.1 56.5 12.9 5.2 14.8 13.4 131 Gabú 13.6 13.8 26.4 12.5 18.1 21.0 4.5 83 Cacheu 14.4 15.2 27.3 16.9 40.8 40.8 9.0 65 SAB 43.6 31.1 58.3 17.5 26.2 35.0 19.6 300 Provincia Norte 27.4 16.7 35.3 12.9 26.1 29.1 17.1 272 Leste 30.4 28.7 44.8 12.7 10.2 17.2 10.0 214 Sul 40.1 14.3 49.6 17.0 20.1 26.1 19.5 111 SAB 43.6 31.1 58.3 17.5 26.2 35.0 19.6 300 Meio de residência Urbano 41.9 26.6 54.2 18.3 27.0 34.6 18.9 394 Rural 29.8 22.1 41.5 12.3 17.4 22.5 14.7 503 Idade 0-11 meses 36.2 25.4 49.3 9.0 28.9 30.5 13.1 220 12-23 meses 37.3 21.0 46.3 18.0 24.7 29.9 19.7 302 24-35 34.0 23.9 43.7 15.2 14.1 24.5 14.4 189 36-47 meses 29.8 31.8 50.0 20.3 14.8 26.8 16.7 130 48-59 meses 35.1 18.8 46.9 8.0 17.7 19.7 19.7 57 Nível de Instrução da Mãe Nenhum 30.1 24.2 43.1 14.2 18.9 25.6 13.6 465 Primário 36.5 22.3 47.4 16.4 20.9 26.0 18.7 269 Secundário e mais 46.9 26.9 57.8 14.5 30.5 37.0 21.4 164 92 GUINÉ-BISSAU TABELA CH.7 (CONTINUAÇÃO): SOLUÇÕES DE REIDRATAÇÃO ORAL, LÍQUIDOS CASEIROS RECOMENDADOS E ZINCO Percentagem de crianças de 0-59 meses com diarreia nas últimas duas semanas e tratamento com sais de reidratação oral (SRO), líquidos caseiros recomendados e zinco, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de crianças com diarreia que receberam: Número de crianças de 0-59 meses com diarreia nas últimas duas semanas Sais de reidratação oral (SRO) Líquidos caseiros recomendados SRO ou qualquer líquido caseiro recomendado Zinco SRO e zinco1 Líquido de um pacote Qualquer líquido caseiro recomendado Comprimido Xarope Qualquer zinco Indice de Bem- -Estar Económico O mais pobre 25.5 24.5 39.0 10.3 16.8 19.0 11.1 183 Segundo 40.4 18.3 47.7 17.3 20.6 28.0 18.0 170 Médio 31.6 23.4 46.1 12.0 14.2 20.4 15.5 186 Quarto 44.9 26.1 55.3 24.1 28.0 39.1 23.4 225 O mais rico 30.1 28.6 44.8 6.8 29.1 31.0 11.9 132 1 Indicador MICS 3.11 - Tratamento da diarreia com sais de reidratação oral (SRO) e zinco (.) Valores baseados entre 25-49 casos não ponderados ; * Valores baseados em menos de 25 casos não ponderados A Tabela CH.7 mostra a percentagem de crianças que receberam SRO, vários tipos de líquidos caseiros recomendados e zinco durante o episódio de diarreia. Uma vez que pode ter sido dado às crianças mais do que um tipo de líquido, as percentagens não somam necessariamente 100. Um pouco mais de um terço (35%) recebe líquidos de pacotes de SRO ou líquidos SRO pré empacotados e 24% receberam líquidos caseiros recomendados (composição de água, sal e açúcar). Além disso, 28% recebeu zinco de uma forma ou de outra. Os filhos de mães com o ensino secundário e mais têm mais probabilidades de receber SRO ou líquidos recomendados do que as outras crianças. Aproximadamente 47% das crianças com diarreia receberam um ou mais tratamentos com líquidos caseiros recomendados (isto é, foram tratadas com SRO ou qualquer líquido caseiro recomendado), ao passo que 22% recebeu zinco em xarope. Além disso,17% recebeu SRO e zinco. Também se verifica que as crianças do meio urbano, têm mais probabilidades de receber SRO ou líqui- dos recomendados do que as outras crianças. As disparidades entre crianças menores de 5 anos com diarreia que receberam SRO ou líquidos casei- ros recomendados, segundo a região e meio de residência e segundo o nível de instrução da mãe, são apresentadas na Figura CH.2. Figura CH. 2:Crianças menores de 5 anos com diarreia que receberam SRO ou líquidos caseiros recomendados MICS-5, Guiné-Bissau, 2014 93Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A C H .8 : T E R A P IA D E R E ID R A TA Ç Ã O O R A L C O M C O N T IN U A Ç Ã O D E A L IM E N TA Ç Ã O E O U T R O S T R A TA M E N T O S P er ce n ta g em d e cr ia n ça s d e 0 -5 9 m es es c o m d ia rr ei a n as ú lt im as d u as s em an as a q u em fo i f ei ta te ra p ia r ei d ra ta çã o o ra l c o m c o n ti n u aç ão d e al im en ta çã o e p er ce n ta g em q u e re ce b eu o u tr o s tr at am en to s, M IC S 5 , G u in é - B is sa u , 2 0 14   C ri an ça s co m d ia rr ei a q u e re ce b er am : Z in co S R O o u m ai s lí q u id o s T R O (S R O o u líq u id o s ca se ir o s re co m en d ad o s o u m ai s líq u id o s) T R O c o m co n ti n u aç ão d e al im en ta çã o 1 O u tr o t ra ta m en to : C o m p ri m id o o u xa ro p : A n ti b ió ti co C o m p ri m id o o u xa ro p e: A n ti - m ot íl ic o C o m p ri m id o o u xa ro p e: O u tr o C o m p ri m id o o u xa ro p e: N ão s ab e In je cç ão : A n ti b ió ti co In je cç ão : N ão an ti b ió ti co In je cç ão : N ão s ab e In je cc çã o: In tr av en o so R em éd io ca se ir o. p la n ta s m ed ic in ai s O u tr o N ão re ce b eu n en h u m tr at am en to o u re m éd io N ú m er o cr ia n ça s 0 -5 9 m es es co m d ia rr ei a ú lt im as d u as se m an as T o ta l 2 7. 8 6 0 .8 6 6 .9 5 4 .6 15 .3 1. 7 6 .8 3. 1 2 .4 0 .7 0 .2 0 .0 8 .5 7. 9 2 3. 0 8 9 8 S ex o                               M as cu lin o 32 .4 6 5 .5 71 .9 5 9 .7 14 .7 2 .0 9 .6 3. 2 2 .3 0 .4 0 .4 0 .0 8 .0 9 .1 18 .3 4 9 2 F em in in o 2 2 .3 5 5 .1 6 0 .9 4 8 .4 15 .9 1. 4 3. 3 3. 1 2 .5 0 .9 0 .0 0 .0 9 .1 6 .4 2 8 .7 4 0 5 R eg iã o                                 To m b al i 3 3 .0 8 2 .7 8 6 .3 75 .1 8 .4 0 .0 2 .5 0 .0 1. 3 0 .0 0 .0 0 .0 3. 9 17 .9 11 .3 5 9 Q u in ar a 2 0 .4 5 4 .9 5 6 .9 4 6 .1 9 .4 0 .0 3. 7 0 .0 3. 6 1. 0 0 .0 0 .0 2 .8 2 0 .9 2 3. 7 37 O io 2 9 .8 3 3. 6 3 9 .3 15 .5 17 .3 3. 6 8 .4 3. 1 7. 4 1. 3 0 .0 0 .0 7. 9 2 .8 4 4 .8 11 5 B io m b o 19 .8 6 3. 1 6 5 .9 6 0 .9 11 .3 0 .8 4 .7 0 .7 .8 0 .8 0 .0 0 .0 3. 2 1. 3 2 6 .7 9 2 B ol am a/ B ija g ós 13 .3 6 1. 6 70 .0 6 2 .6 8 .5 0 .0 4 .1 1. 4 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 4 .3 2 0 .9 2 1. 7 15 B af at á 14 .8 6 8 .4 76 .8 5 8 .3 2 6 .9 1. 3 2 .7 4 .5 2 .7 0 .0 1. 3 0 .0 13 .9 11 .3 10 .6 13 1 G ab ú 2 1. 0 5 0 .2 5 6 .0 4 9 .6 8 .7 0 .0 5 .6 2 .6 1. 2 0 .0 0 .0 0 .0 8 .7 5 .1 35 .4 8 3 C ac h eu 4 0 .8 4 5 .2 5 6 .3 4 7. 9 3. 5 0 .0 15 .6 4 .4 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 4 .0 10 .1 2 5 .0 6 5 S A B 3 5 .0 6 9 .9 76 .1 6 5 .5 17 .4 2 .9 8 .3 4 .3 1. 9 1. 1 0 .0 0 .0 10 .7 6 .5 17 .4 30 0 P ro ví n ci a N or te 2 9 .1 4 6 .4 5 2 .4 38 .6 12 .0 1. 8 8 .9 2 .6 3. 4 0 .8 0 .0 0 .0 5 .4 4 .1 33 .9 2 72 Le st e 17 .2 6 1. 3 6 8 .7 5 4 .9 19 .9 0 .8 3. 8 3. 8 2 .1 0 .0 0 .8 0 .0 11 .9 8 .9 2 0 .2 2 14 S u l 2 6 .1 70 .6 74 .3 6 3 .8 8 .8 0 .0 3. 1 0 .2 1. 9 0 .3 0 .0 0 .0 3. 6 19 .3 16 .8 11 1 S A B 3 5 .0 6 9 .9 76 .1 6 5 .5 17 .4 2 .9 8 .3 4 .3 1. 9 1. 1 0 .0 0 .0 10 .7 6 .5 17 .4 30 0 M ei o d e re si d ên ci a                                 U rb an o 3 4 .6 6 6 .8 72 .1 6 0 .5 18 .6 2 .2 8 .2 3. 8 3. 0 0 .9 0 .0 0 .0 8 .4 7. 1 18 .8 39 4 R u ra l 2 2 .5 5 6 .1 6 2 .9 5 0 .0 12 .6 1. 3 5 .7 2 .6 2 .0 0 .5 0 .3 0 .0 8 .5 8 .5 2 6 .3 5 0 3 Id ad e                                 0 -1 1 m es es 3 0 .5 5 5 .2 6 5 .3 4 7. 2 19 .8 0 .8 8 .9 3. 3 2 .5 0 .3 0 .0 0 .0 7. 6 9 .5 2 3. 4 2 2 0 12 -2 3 m es es 2 9 .9 6 4 .4 6 8 .6 5 5 .1 13 .0 1. 5 4 .4 3. 2 2 .1 1. 2 0 .0 0 .0 7. 4 6 .2 2 1. 1 30 2 2 4 -3 5 m es es 2 4 .5 6 4 .7 70 .0 6 2 .9 13 .5 3. 3 8 .6 4 .5 1. 9 0 .0 0 .9 0 .0 5 .6 11 .5 2 0 .7 18 9 36 -4 7 m es es 2 6 .8 5 4 .7 6 1. 6 5 1. 6 16 .7 2 .2 5 .6 1. 0 2 .7 1. 1 0 .0 0 .0 11 .4 5 .9 2 7. 9 13 0 4 8 -5 9 m es es 19 .7 6 4 .2 6 6 .3 6 0 .1 12 .5 0 .0 7. 6 2 .5 4 .5 0 .0 0 .0 .0 2 0 .7 3. 0 2 8 .6 5 7 N ív el d e In st ru çã o d a M ãe                                 N en h u m 2 5 .6 5 2 .5 6 1. 2 4 9 .7 14 .7 0 .6 6 .7 2 .4 2 .2 0 .3 0 .4 0 .0 8 .6 11 .2 2 6 .1 4 6 5 P ri m ár io 2 6 .0 6 5 .1 6 9 .5 5 5 .8 14 .8 3. 4 4 .1 4 .1 2 .9 1. 4 0 .0 0 .0 8 .9 5 .0 2 3. 3 2 6 9 S ec u n d ár io e m ai s 37 .0 77 .4 79 .0 6 6 .5 17 .7 2 .1 11 .3 3. 6 2 .2 0 .5 0 .0 0 .0 7. 6 3. 4 13 .8 16 4 In d ic e d e B em -E st ar E co n ó m ic o                                 O m ai s p ob re 19 .0 5 1. 2 5 9 .7 4 8 .3 12 .9 1. 1 2 .8 0 j.7 1. 2 0 .0 0 .0 0 .0 6 .5 6 .9 30 .6 18 3 S eg u n d o 2 8 .0 6 2 .6 6 7. 3 5 0 .4 11 .7 1. 6 6 .5 3. 4 4 .0 0 .4 0 .0 0 .0 10 .1 11 .9 2 0 .0 17 0 M éd io 2 0 .4 5 8 .6 6 6 .9 5 6 .0 12 .2 1. 0 7. 5 3. 1 2 .6 1. 0 0 .5 0 .0 8 .4 11 .6 2 2 .4 18 6 Q u ar to 3 9 .1 6 8 .0 6 9 .6 5 9 .2 15 .9 3. 0 8 .6 4 .7 1. 9 1. 5 0 .4 0 .0 11 .1 6 .3 19 .8 2 2 5 O m ai s ri co 3 1. 0 6 2 .8 71 .9 5 8 .9 2 6 .4 1. 5 8 .3 3. 6 2 .5 0 .0 0 .0 0 .0 4 .6 1. 7 2 2 .7 13 2 1 In d ic ad o r M IC S 3 .1 2 - T ra ta m en to d a d ia rr ei a co m t er ap ia d e re id ra ta çã o o ra l (T R O ) e co n ti n u aç ão d a al im en ta çã o (. ) V al or es b as ea d os e n tr e 2 5 -4 9 c as os n ão p on d er ad os * V al or es b as ea d os e m m en os d e 2 5 c as os n ão p on d er ad os 94 GUINÉ-BISSAU A Tabela CH.8 fornece a proporção de crianças de 0-59 meses com diarreia nas últimas duas semanas que receberam terapia de reidratação oral com alimentação continuada e a percentagem de crianças com diarreia que receberam outros tratamentos. Em geral, 61% das crianças com diarreia recebeu SRO ou mais líquidos, 67% recebeu TRO (SRO ou líquidos caseiros recomendados ou mais líquidos). Com- binando a informação na Tabela CH.6 com a da Tabela CH.7 sobre terapia de reidratação oral, consta- ta-se que 55% das crianças recebeu TRO e, ao mesmo tempo, a alimentação continuou, como reco- mendado. Há diferenças significativas no tratamento caseiro da diarreia por características de base. Os números para TRO e alimentação continuada vão de 16% na Região de Oio a 75% na Região de Tombali. Também verifica-se disparidades em termos de sexo. As crianças do sexo masculino têm mais probabilidades de receber terapia de reidratação oral com alimentação continuada do que as crianças do sexo feminino (60% contra 48%). A Tabela CH.8 também mostra a percentagem de crianças que tiveram diarreia nas duas semanas que precederam o inquérito e a quem foram ministradas várias formas de tratamento. Constata-se que 15% receberam tratamento com comprimido ou xarope antibiótico e 9% com remédio caseiro, plantas me- dicinais, etc. Ainda, entre as crianças com diarreia 23% não receberam nenhum tratamento. A Figura CH.3 mostra a percentagem de crianças menores de 5 anos com diarreia a receber terapia de reidratação oral (TRO) e continuação de alimentação. Nesta figura também se pode concluir que as crianças menores de 5 anos com diarreia a receber terapia de reidratação oral (TRO) e continuação de alimentação é mais elevada no seio das crianças cujas mães possuem o nível secundário e mais (67%) do que as outras sem nenhum nível de instrução (50%). Figura CH. 3:Crianças menores de 5 anos com diarreia a receber terapia de reidratação oral (TRO) e continuação de alimentação. MICS5, Guiné- Bissau, 2014 95Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A C H .9 : F O N T E D E S R O E Z IN C O P er ce n ta g em d e cr ia n ça s d e 0 -5 9 m es es c o m d ia rr ei a n as ú lt im as d u as s em an as q u e re ce b eu S R O e p er ce n ta g em q u e re ce b eu z in co , p o r fo n te d e S R O e z in co , M IC S 5 , G u in é - B is sa u , 2 0 14   P er ce n ta g em d e cr ia n ça s q u e re ce b er am tr at am en to p ar a d ia rr ei a: N ú m er o d e cr ia n ça s d e 0 -5 9 m es es c om d ia rr ei a n as ú lt im as d u as se m an as P er ce n ta g em d e cr ia n ça s p ar a as q u ai s a fo n te d e S R O f o i: N ú m er o d e cr ia n ça s d e 0 -5 9 m es es q u e re ce b er am S R O c om o tr at am en to p ar a d ia rr ei a n as ú lt im as d u as s em an as P er ce n ta g em d e cr ia n ça s p ar a as q u ai s a fo n te d e z in co f o i: N ú m er o d e cr ia n ça s d e 0 -5 9 m es es q u e re ce b er am zi n co c om o tr at am en to p ar a d ia rr ei a n as ú lt im as d u as s em an as S R O Z in co E st ab el ec im en to s ou p ro fi ss io n ai s d a sa ú d e O u tr a fo n te U m es ta b el ec im en to ou p ro fi ss io n al d a sa ú d e b E st ab el ec im en to s ou p ro fi ss io n ai s d a sa ú d e O u tr a fo n te U m es ta b el ec im en to ou p ro fi ss io n al d a sa ú d e b P ú b lic o P ri va d o A g en te sa n it ár io co m u n it ár io a a P ú b lic o P ri va d o A g en te s an it ár io co m u n it ár io a T o ta l 35 .1 2 7. 8 8 9 8 8 5 .2 10 .3 0 .7 4 .5 9 5 .5 31 5 75 .5 2 3. 0 0 .3 1. 5 9 8 .5 2 5 0 S ex o                               M as cu lin o 38 .5 32 .4 4 9 2 8 4 .0 12 .1 0 .9 3. 8 9 6 .2 19 0 75 .9 2 2 .8 0 .2 1. 3 9 8 .7 15 9 F em in in o 31 .0 2 2 .3 4 0 5 8 7. 0 7. 5 0 .3 5 .5 9 4 .5 12 6 74 .8 2 3. 4 0 .4 1. 8 9 8 .2 9 0 R eg iã o                               To m b al i 4 1. 4 3 3. 0 5 9 (9 5 .4 ) (2 .6 ) (0 .0 ) (2 .0 ) (9 8 .0 ) 2 4 * * * * * 19 Q u in ar a 4 1. 0 2 0 .4 3 7 (8 3. 5 ) (2 .2 ) (4 .9 ) (1 4 .3 ) (8 5 .7 ) 15 * * * * * 8 O io 2 7. 2 2 9 .8 11 5 (9 3. 1) (. 0 ) (0 .0 ) (6 .9 ) (9 3. 1) 31 (9 0 .0 ) (3 .7 ) (0 .0 ) (6 .3 ) (9 3. 7) 34 B io m b o 3 6 .9 19 .8 9 2 (9 3. 6 ) (4 .4 ) (0 .0 ) (2 .0 ) (9 8 .0 ) 34 * * * * * 18 B ol am a/ B ija g ós 33 .5 13 .3 15 * * * * * 5 * * * * * 2 B af at á 4 1. 0 14 .8 13 1 9 4 .8 1. 8 0 .0 3. 4 9 6 .6 5 4 * * * * * 19 G ab ú 13 .6 2 1. 0 8 3 * * * * * 11 * * * * * 17 C ac h eu 14 .4 4 0 .8 6 5 * * * * * 9 * * * * * 2 7 S A B 4 3 .6 35 .0 3 0 0 73 .3 2 1. 4 0 .0 5 .3 9 4 .7 13 1 6 1. 8 (3 8 .2 ) (0 .0 ) (0 .0 ) (1 0 0 .0 ) 10 5 P ro ví n ci a N or te 2 7. 4 2 9 .1 2 72 9 3. 3 2 .9 0 .0 3. 8 9 6 .2 74 8 1. 2 16 .1 0 .0 2 .7 9 7. 3 79 Le st e 30 .4 17 .2 2 14 9 5 .7 1. 5 1. 6 2 .8 9 7. 2 6 5 (8 8 .3 ) (1 1. 7) (0 .0 ) (0 .0 ) (1 0 0 .0 ) 37 S u l 4 0 .1 2 6 .1 11 1 (9 1. 3 ) (2 .7 ) (2 .2 ) (5 .9 ) (9 4 .1 ) 4 5 (9 3. 5 ) (1 .2 ) (2 .5 ) (5 .3 (9 4 .7 ) 2 9 S A B 4 3 .6 35 .0 3 0 0 73 .3 2 1. 4 0 .0 5 .3 9 4 .7 13 1 6 1. 8 38 .2 0 .0 0 .0 10 0 .0 10 5 M ei o d e re si d ên ci a                               U rb an o 4 1. 9 3 4 .6 39 4 76 .3 18 .2 0 .6 5 .5 9 4 .5 16 5 6 3. 7 35 .0 0 .5 1. 3 9 8 .7 13 7 R u ra l 2 9 .8 2 2 .5 5 0 3 9 5 .0 1. 6 0 .7 3. 4 9 6 .6 15 0 8 9 .8 8 .5 0 .0 1. 7 9 8 .3 11 3 96 GUINÉ-BISSAU TA B E L A C H .9 ( C O N T IN U A Ç Ã O ) : F O N T E D E S R O E Z IN C O P er ce n ta g em d e cr ia n ça s d e 0 -5 9 m es es c o m d ia rr ei a n as ú lt im as d u as s em an as q u e re ce b eu S R O e p er ce n ta g em q u e re ce b eu z in co , p o r fo n te d e S R O e z in co , M IC S 5 , G u in é - B is sa u , 2 0 14   P er ce n ta g em d e cr ia n ça s q u e re ce b er am tr at am en to p ar a d ia rr ei a: N ú m er o d e cr ia n ça s d e 0 -5 9 m es es c om d ia rr ei a n as ú lt im as d u as se m an as P er ce n ta g em d e cr ia n ça s p ar a as q u ai s a fo n te d e S R O f o i: N ú m er o d e cr ia n ça s d e 0 -5 9 m es es q u e re ce b er am S R O c om o tr at am en to p ar a d ia rr ei a n as ú lt im as d u as s em an as P er ce n ta g em d e cr ia n ça s p ar a as q u ai s a fo n te d e z in co f o i: N ú m er o d e cr ia n ça s d e 0 -5 9 m es es q u e re ce b er am zi n co c om o tr at am en to p ar a d ia rr ei a n as ú lt im as d u as s em an as S R O Z in co E st ab el ec im en to s ou p ro fi ss io n ai s d a sa ú d e O u tr a fo n te U m es ta b el ec im en to ou p ro fi ss io n al d a sa ú d e b E st ab el ec im en to s ou p ro fi ss io n ai s d a sa ú d e O u tr a fo n te U m es ta b el ec im en to ou p ro fi ss io n al d a sa ú d e b P ú b lic o P ri va d o A g en te sa n it ár io co m u n it ár io a a P ú b lic o P ri va d o A g en te s an it ár io co m u n it ár io a Id ad e                               0 -1 1 m es es 36 .2 3 0 .5 2 2 0 75 .1 18 .8 0 .5 6 .1 9 3. 9 8 0 8 5 .8 13 .6 0 .0 0 .5 9 9 .5 6 7 12 -2 3 m es es 3 7. 3 2 9 .9 30 2 8 7. 4 9 .4 0 .0 3. 2 9 6 .8 11 3 6 5 .1 32 .4 0 .0 2 .6 9 7. 4 9 0 2 4 -3 5 m es es 34 .0 2 4 .5 18 9 8 2 .9 10 .6 1. 0 6 .5 9 3. 5 6 4 (7 2 .5 ) (2 5 .3 ) (. 8 ) (2 .2 ) (9 7. 8 ) 4 6 36 -4 7 m es es 2 9 .8 2 6 .8 13 0 (9 6 .7 ) (. 0 ) (2 .7 ) (3 .3 ) (9 6 .7 ) 39 (9 6 .2 ) (3 .8 ) (1 .1 ) (0 .0 ) (1 0 0 .0 ) 35 4 8 -5 9 m es es 3 5 .1 19 .7 5 7 * * * * * 2 0 * * * * * 11 N ív el d e In st ru çã o d a M ãe                               N en h u m 30 .1 2 5 .6 4 6 5 8 8 .0 9 .3 1. 0 2 .7 9 7. 3 14 0 8 2 .8 16 .9 0 .3 0 .3 9 9 .7 11 9 P ri m ár io 3 6 .5 2 6 .0 2 6 9 8 7. 4 8 .0 0 .4 4 .5 9 5 .5 9 8 8 2 .1 15 .6 0 .5 2 .3 9 7. 7 70 S ec u n d ár io e m ai s 4 6 .9 3 7. 0 16 4 77 .3 15 .0 0 .3 7. 8 9 2 .2 77 5 3. 7 4 3. 5 0 .0 2 .9 9 7. 1 6 1 In d ic e d e B em -E st ar E co n ó m ic o                               O m ai s p ob re 2 5 .5 19 .0 18 3 9 2 .6 1. 4 0 .0 6 .0 9 4 .0 4 7 9 2 .7 3. 3 0 .0 4 .0 9 6 .0 35 S eg u n d o 4 0 .4 2 8 .0 17 0 8 0 .7 16 .4 0 .0 2 .9 9 7. 1 6 9 8 3. 3 13 .9 0 .0 2 .8 9 7. 2 4 8 M éd io 31 .6 2 0 .4 18 6 9 6 .4 0 .0 3. 0 3. 6 9 6 .4 5 9 (9 5 .5 ) (1 .9 ) (1 .9 ) (2 .6 ) (9 7. 4 ) 38 Q u ar to 4 4 .9 39 .1 2 2 5 8 1. 4 13 .1 0 .3 5 .5 9 4 .5 10 1 5 3. 0 4 7. 0 0 .0 0 .0 10 0 .0 8 8 O m ai s ri co 30 .1 31 .0 13 2 77 .6 18 .2 0 .0 4 .3 9 5 .7 4 0 * * * 0 .0 * 4 1 a A g en te s an it ár io c om u n it ár io in cl u i e st ab el ec im en to s d e sa ú d e p ú b lic os (P ro fi ss io n al d a sa ú d e co m u n it ár io e C lín ic a m óv el / d e p ro xi m id ad e) c om o p ri va d os (C lín ic a m óv el ) b In cl u i t od os o s es ta b el ec im en to s e p ro fi ss io n ai s d e sa ú d e p ú b lic os e p ri va d os (. ) V al or es b as ea d os e n tr e 2 5 -4 9 c as os n ão p on d er ad os ; * V al or es b as ea d os e m m en os d e 2 5 c as os n ão p on d er ad os 97Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 A Tabela CH.9 dá informações sobre a fonte de SRO e zinco para crianças que beneficiaram destes tratamentos. A principal fonte de SRO é o sector público (85%); o mesmo se aplica ao zinco (76%) seguido do sector privado (10% para SRO e 23% para zinco). O tratamento de diarreia é geralmente feita num estabelecimento ou profissional de saúde (96% com SRO e 99% com Zinco). A procura de tratamento é superior no meio urbano tanto para o SRO como o Zinco. INFEÇÕES RESPIRATÓRIAS AGUDAS Os sintomas de IRA são recolhidos durante o quinto Inquérito MICS para encontrar casos de pneumo- nia, a principal causa da morte em crianças com menos de cinco anos. Uma vez diagnosticada, a pneu- monia é tratada eficazmente com antibióticos. Os estudos mostraram uma limitação na abordagem do inquérito referente à medição da pneumonia, porque muitos dos casos suspeitos, identificados através do inquérito, não são na verdade pneumonia1. Embora esta limitação não afete o nível e os padrões de procura de tratamento para suspeitas de pneumonia, limita a validade do nível de tratamento de pneu- monia com antibióticos, como reportado através dos inquéritos ao agregado. O indicador de tratamento descrito neste relatório deve por isso ser considerado com prudência, sem esquecer que o nível exato é ligeiramente mais elevado. 1 Campbell H, el Arifeen S, Hazir T, O’Kelly J, Bryce J, et al. (2013) Medindo a Cobertura em MNCH: Desafios na Monitorização da Proporção de Crianças Pequenas com Pneumonia Que Receberam Tratamento com Antibiótico. PLoSMed 10(5): e1001421. doi:10.1371/journal.pmed.1001421 98 GUINÉ-BISSAU TABELA CH.10: PROCURA DE TRATAMENTO E TRATAMENTO COM ANTIBIÓTICOS DE SINTOMAS DE INFECÇÃO RESPIRATÓRIA AGUDA (IRA) Percentagem de crianças de 0-59 meses com sintomas de IRA nas últimas duas semanas para as quais se procurou aconselhamento ou tratamento segundo fonte de aconselhamento ou tratamento, e percentagem de crianças com sintomas que receberam antibióticos, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de crianças com sintomas de IRA: Não se procurou aconselhamento nem tratamento Percentagem de crianças com sintomas de IRA nas últimas duas semanas que receberam antibióticos 2 Número de crianças de 0-59 meses com sintomas de IRA nas últimas duas semanas Se procurou aconselhamento ou tratamento em: Outra fonte Um estabelecimento ou profissional da saúde 1. b Estabelecimentos ou profissionais da saúde Público Privado Agente sanitário comunitário a Total 32.6 2.2 0.0 1.1 34.3 27.5 14.5 189 Sexo                 Masculino 36.1 3.5 0.0 0.9 38.3 19.4 19.1 83 Feminino 29.9 1.3 0.0 1.2 31.2 33.9 10.9 106 Região                 Tombali * * * * * * * 10 Quinara * * * * * * * 6 Oio (21.5) (.0) (0.0) (0.0) (21.5) (38.9) (2.9) 39 Biombo * * * * * * * 15 Bolama/Bijagós * * * * * * * 3 Bafatá (34.7) (4.2) (0.0) (3.6) (34.7) (32.7) (24.8) 25 Gabú * * * * * * * 7 Cacheu * * * * * * * 8 SAB 25.5 4.1 0.0 0.0 29.7 27.6 17.2 77 Província Norte 36.1 0.0 0.0 0.0 36.1 26.8 8.8 61 Leste (37.8) (3.3) (0.0) (2.8) (37.8) (36.5) (19.5) 32 Sul * * * * * * * 19 SAB 25.5 4.1 0.0 0.0 29.7 27.6 17.2 77 Meio de residência                 Urbano 29.6 0.0 0.0 0.4 33.0 25.5 18.0 95 Rural 35.6 0.0 0.0 1.8 35.6 29.6 11.0 94 Idade                 0-11 meses (44.7) (3.7) (0.0) (0.0) (44.7) (16.5) (24.6) 28 12-23 meses 45.9 0.0 0.0 0.0 45.9 16.7 15.7 55 24-35 meses (32.0) (3.1) (0.0) (0.8) (35.2) (33.3) (19.4) 44 36-47 meses (15.6) (.0) (0.0) (3.2) (15.6) (44.4) (2.6) 39 48-59 meses 15.8 * * * * * * 23 Nível de Instrução da Mãe                 Nenhum 27.8 1.1 0.0 1.3 27.8 32.4 9.7 99 Primário 45.1 0.0 0.0 1.5 45.1 27.2 18.4 50 Secundário e mais (28.7) (8.1) (.0) (.0) (36.8) (15.9) (21.5) 39 99Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA CH.10 (CONTINUAÇÃO): PROCURA DE TRATAMENTO E TRATAMENTO COM ANTIBIÓTICOS DE SINTOMAS DE INFECÇÃO RESPIRATÓRIA AGUDA (IRA) Percentagem de crianças de 0-59 meses com sintomas de IRA nas últimas duas semanas para as quais se procurou aconselhamento ou tratamento segundo fonte de aconselhamento ou tratamento, e percentagem de crianças com sintomas que receberam antibióticos, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de crianças com sintomas de IRA: Não se procurou aconselhamento nem tratamento Percentagem de crianças com sintomas de IRA nas últimas duas semanas que receberam antibióticos 2 Número de crianças de 0-59 meses com sintomas de IRA nas últimas duas semanas Se procurou aconselhamento ou tratamento em: Outra fonte Um estabelecimento ou profissional da saúde 1. b Estabelecimentos ou profissionais da saúde Público Privado Agente sanitário comunitário a Indice de Bem-Estar Económico                 O mais pobre (39.9) (0.0) (0.0) (1.3) (39.9) (33.9) (10.4) 30 Segundo (32.0) (0.0) (0.0) (1.3) (32.0) (26.1) (7.1) 28 Médio (40.9) (0.0) (0.0) (3.8) (40.9) (23.0) (7.6) 33 Quarto 33.2 1.7 0.0 0.0 33.2 25.8 25.6 62 O mais rico (17.9) (9.1) (0.0) (0.0) (26.9) (30.4) (10.7) 35 1 Indicador MICS 3.13 - Procura de tratamento para crianças com sintomas de infecção respiratória aguda (IRA) 2 Indicador MICS 3.14 - Tratamento com antibiótico para crianças com sintomas de IRA a Agente sanitário comunitário inclui estabelecimentos de saúde públicos (Profissional da saúde comunitário e Clínica móvel/ de proximidade) como privados (Clínica móvel) b Inclui todos os estabelecimentos e profissionais de saúde públicos e privados, mas exclui farmácias privadas c Inclui todos os estabelecimentos e profissionais de saúde públicos e privados (.) Valores baseados entre 25-49 casos não ponderados * Valores baseados em menos de 25 casos não ponderados A Tabela CH.10 apresenta a percentagem de crianças com sintomas de IRA nas duas semanas que precederam o inquérito para as quais se procurou tratamento, por fonte de tratamento e por percen- tagem que tomou antibióticos. 34% de crianças de 0-59 meses com sintomas de IRA foram levadas a um profissional qualificado e um número considerável (28%) não procurou aconselhamento e nem tratamento. A mesma Tabela apresenta também o uso de antibióticos para o tratamento de crianças com menos de 5 anos com sintomas de IRA por sexo, idade, região, meio e fatores socioeconómicos. Na Guiné-Bissau, 15% de crianças com menos de 5 anos com sintomas de IRA tomaram antibióticos durante as duas se- manas anteriores ao inquérito. A percentagem foi consideravelmente mais elevada nas zonas urbanas (18%) do que nas zonas rurais (11%). Na maioria das regiões, foram observados valores insignificantes de casos não ponderados, razão pela qual não se fez nenhuma comparação regional, por índice de bem-estar económico e nível de instrução das mães. Dado o pequeno número de crianças de 0-59 meses com sintomas de IRA que receberam antibióticos, os resultados por instituições em que elas procuraram antibióticos não foram publicados. 100 GUINÉ-BISSAU TA B E L A C H .1 1: C O N H E C IM E N T O D O S D O IS S IN A IS D E P E R IG O D E P N E U M O N IA P er ce n ta g em d e m u lh er es d e 15 -4 9 a n o s q u e sã o m ãe s o u r es p o n sá ve is d e cr ia n ça s m en o re s d e 5 a n o s se g u n d o si n to m as q u e p o d er ia m f az er c o m q u e le va ss em im ed ia ta m en te u m a cr ia n ça m en o r d e 5 a n o s a u m es ta b el ec im en to d e sa ú d e e p er ce n ta g em d e m ãe s q u e re co n h ec em r es p ir aç ão r áp id a o u d if íc il c o m o si n ai s p ar a p ro cu ra r tr at am en to im ed ia ta m en te , M IC S 5 , G u in é - B is sa u , 2 0 14   P er ce n ta g em d e m ãe s/ ed u ca d o ra s d e cr ia n ça s d e 0 -5 9 m es es q u e p en sa m q u e u m a cr ia n ça d ev e se r le va d a im ed ia ta m en te a u m e st ab el ec im en to s e a cr ia n ça : M ãe s/ ed u ca d o ra s q u e re co n h ec em p el o m en o s u m d e d o is si n ai s d e p er ig o d e p n eu m o n ia (r es p ir aç ão rá p id a e/ o u d if íc il ) N ú m er o d e m u lh er es d e 15 -4 9 an o s q u e sã o m ãe s/ re sp o n sá ve is d e cr ia n ça s m en o re s d e 5 a n o s N ão c o n se g u e b eb er n em m am ar F ic a m ai s d o en te F ic a co m fe b re R es p ir a m u it o rá p id o Te m d if ic u ld ad e em r es p ir ar Te m s an g u e n as fe ze s B eb e p o u co Te m o u tr o s si n to m as T o ta l 2 3. 5 2 0 .1 8 8 .1 16 .2 18 .7 7. 3 8 .7 2 4 .7 30 .3 5 0 13 R eg iã o     To m b al i 7. 2 39 .9 6 9 .9 31 .0 2 3. 5 8 .6 3. 1 35 .6 4 8 .5 35 3 Q u in ar a 2 4 .5 16 .2 8 5 .2 2 9 .1 14 .1 3. 7 4 .6 2 8 .7 38 .0 17 8 O io 2 7. 6 9 .8 9 4 .1 19 .8 19 .5 7. 3 6 .6 4 .6 38 .5 10 11 B io m b o 3. 5 2 2 .9 8 4 .5 8 .4 2 0 .2 3. 2 1. 8 5 4 .1 2 6 .3 36 7 B ol am a/ B ija g ós 32 .0 30 .5 8 6 .3 10 .1 15 .8 2 .9 4 .5 38 .5 2 3. 4 9 9 B af at á 13 .3 19 .4 9 2 .5 11 .0 19 .8 7. 1 3. 9 5 0 .9 2 2 .5 5 9 0 G ab ú 10 .4 2 .9 9 4 .8 2 .2 0 .9 0 .0 0 .2 7. 8 3. 1 6 37 C ac h eu 4 1. 4 33 .7 8 8 .8 5 .7 13 .5 2 .2 2 0 .2 2 5 .6 19 .0 4 8 2 S A B 34 .1 2 5 .5 8 4 .3 2 3. 3 2 7. 4 14 .5 16 .8 2 3. 6 4 0 .6 12 9 4 P ro ví n ci a N or te 2 6 .4 18 .6 9 0 .8 13 .9 18 .1 5 .2 9 .2 19 .8 31 .0 18 6 1 Le st e 11 .8 10 .9 9 3. 7 6 .4 10 .0 3. 4 2 .0 2 8 .5 12 .4 12 2 8 S u l 16 .0 31 .7 76 .8 2 7. 2 19 .7 6 .3 3. 7 34 .1 4 1. 6 6 31 S A B 34 .0 2 5 .5 8 4 .3 2 3. 3 2 7. 4 14 .5 16 .8 2 3. 6 4 0 .6 12 9 4 M ei o d e re si d ên ci a     U rb an o 2 9 .1 2 2 .6 8 6 .2 19 .5 2 2 .7 11 .1 13 .2 2 4 .8 34 .7 19 15 R u ra l 2 0 .0 18 .6 8 9 .2 14 .1 16 .3 5 .0 5 .9 2 4 .7 2 7. 6 30 9 8 N ív el d e In st ru çã o d a m ãe     N en h u m 2 1. 8 16 .7 8 9 .0 13 .9 16 .5 5 .5 6 .3 2 1. 6 2 7. 3 2 74 3 P ri m ár io 2 3. 0 2 1. 9 8 7. 5 16 .3 18 .8 7. 2 9 .3 31 .0 30 .5 14 15 S ec u n d ár io e m ai s 2 9 .8 2 8 .5 8 6 .2 2 3. 3 2 5 .7 13 .4 15 .1 2 4 .7 39 .3 8 5 5 In d ic e d e B em -E st ar E co n ó m ic o     O m ai s p ob re 18 .2 2 0 .6 8 7. 0 16 .2 14 .7 5 .3 5 .6 2 3. 4 2 8 .8 11 4 0 S eg u n d o 2 3. 2 18 .9 8 9 .0 14 .7 17 .5 4 .7 6 .5 2 2 .2 2 8 .7 10 6 8 M éd io 2 0 .9 15 .3 9 1. 8 11 .1 16 .6 5 .3 7. 4 2 7. 4 2 5 .1 10 8 9 Q u ar to 2 4 .8 18 .9 8 7. 7 16 .7 2 0 .7 7. 8 10 .3 2 7. 6 30 .5 9 6 5 O m ai s ri co 34 .1 30 .0 8 3. 5 2 4 .9 2 7. 0 16 .3 16 .3 2 2 .9 4 1. 8 75 1 (. ) V al or es b as ea d os e n tr e 2 5 -4 9 c as os n ão p on d er ad os ; * V al or es b as ea d os e m m en os d e 2 5 c as os n ão p on d er ad os 101Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 O conhecimento da mãe dos sinais de perigo é um determinante importante do comportamento rela- tivo à procura de tratamento. No MICS, pediu-se às mães ou educadoras que indicassem os sintomas que as levariam a levar uma criança menor de cinco anos imediatamente a um estabelecimento hos- pitalar. As questões relacionadas com o conhecimento de sinais de pneumonia são apresentadas na Tabela CH.11. Em geral, 30% das mulheres conhece pelo menos um de dois sinais de perigo de pneumonia - res- piração rápida e/ou difícil. O sintoma geralmente mais identificado para levar uma criança a um esta- belecimento de saúde é “Fica com Febre” (88%). Cerca de 24% das mães identificou “Não consegue beber nem mamar”, 16% identificou a respiração rápida, 19% a respiração difícil como sintomas para levar os filhos imediatamente a um profissional da saúde. Nota-se mais conhecimento dos dois sinais de perigo de pneumonia entre as mães e educadoras do meio urbano. Também o nível de instrução e situação socioeconómica das mães e educadoras de 15-49 anos de idades das crianças menores de 5 anos têm contribuído na melhoria de conhecimento sobre sinais de perigo de pneumonia. USO DE COMBUSTÍVEL SÓLIDO Mais de 3 mil milhões de pessoas em todo o mundo usam combustíveis sólidos para as suas neces- sidades energéticas básicas, incluíndo para cozinhar e aquecimento. Os combustíveis sólidos abran- gem combustíveis de biomassa, como lenha, carvão vegetal, colheitas ou outro desperdício agrícola, estrume, arbustos e palha, e carvão. Cozinhar e aquecer com combustíveis sólidos causa níveis ele- vados de fumo dentro de casa que contém uma mistura complexa de poluentes prejudiciais para a saúde. O problema principal com o uso de combustíveis sólidos é a sua combustão incompleta que produz elementos tóxicos como monóxido de carbono, hidrocarbonetos aromáticos policíclicos e dió- xido de enxofre (SO 2 ), entre outros. O uso de combustíveis sólidos aumenta o risco de apanhar uma infeção respiratória aguda, pneumonia, doença pulmonar obstrutiva crónica, cancro, possivelmente tuberculose, asma ou cataratas e pode contribuir para o baixo peso à nascença de bebés de mulheres grávidas expostas ao fumo. O indicador principal para monitorizar o uso de combustíveis sólidos é a proporção da população a usar combustíveis sólidos como fonte principal de energia doméstica para cozinhar, mostrado na Tabela CH.12. Em geral, 98% de todos os agregados na Guiné-Bissau usam combustíveis sólidos para cozinhar, con- sistindo sobretudo em lenha (65%, Tabela CH.13). O uso de combustíveis sólidos é muito elevado, tanto no meio urbano (96%), como no meio rural (100%). As diferenças com respeito ao bem-estar económico do agregado e ao nível de instrução do chefe do agregado também são importantes em re- lação uso de lenha e carvão. As conclusões mostram que o uso de combustíveis sólidos para cozinhar vai de 94% no SAB a 100% na região de Oio. 102 GUINÉ-BISSAU TA B E L A C H .1 2 : U S O D E C O M B U S T ÍV E L S Ó L ID O D is tr ib u iç ão p er ce n tu al d e m em b ro s d o ag re g ad o fa m il ia r se g u n d o o ti p o d e co m b u st ív el p ar a co zi n h ar p ri n ci p al m en te u ti li za d o p el o ag re g ad o e p er ce n ta g em d e m em b ro s d o ag re g ad o a vi ve r em a g re g ad o s q u e u sa m co m b u st ív ei s só li d o s p ar a co zi n h ar , M IC S 5 , G u in é - B is sa u , 2 0 14   P er ce n ta g em d e m em b ro s d o ag re g ad o fa m ili ar q u e u sa m p ri n ci p al m en te : C om b u st ív ei s só lid os p ar a co zi n h ar 1 N ú m er o d e m em b ro s d o ag re g ad o E le ct ri ci d ad e G ás e m b ot ija C om b u st ív el s ól id o: N ão s e co zi n h a n o ag re g ad o O u tr o To ta l C ar vã o ve g et al Le n h a P al h a/ R am o T o ta l 0 .0 0 .6 32 .7 6 5 .2 0 .1 0 .4 1. 0 10 0 .0 9 8 .0 4 79 2 5 R eg iã o                     To m b al i 0 .0 0 .0 2 .3 9 7. 4 0 .0 0 .2 0 .0 10 0 .0 9 9 .7 32 33 Q u in ar a 0 .0 0 .0 6 .5 9 3. 1 0 .0 0 .4 0 .0 10 0 .0 9 9 .6 18 4 2 O io 0 .0 0 .0 4 .3 9 5 .7 0 .1 0 .0 0 .0 10 0 .0 10 0 .0 79 9 0 B io m b o 0 .0 0 .1 14 .0 8 4 .6 1. 0 0 .2 0 .1 10 0 .0 9 9 .6 34 2 0 B ol am a/ B ija g ós 0 .0 0 .1 5 .8 9 2 .3 1. 0 0 .7 0 .1 10 0 .0 9 9 .1 10 5 0 B af at á 0 .0 0 .1 10 .1 8 9 .2 0 .0 0 .5 0 .2 10 0 .0 9 9 .3 5 31 8 G ab ú 0 .0 0 .1 10 .9 8 8 .8 0 .0 0 .1 0 .1 10 0 .0 9 9 .7 5 5 0 4 C ac h eu 0 .0 0 .0 12 .2 8 7. 4 0 .0 0 .4 0 .0 10 0 .0 9 9 .6 4 8 2 5 S A B 0 .2 1. 8 8 7. 2 6 .9 0 .0 0 .8 3. 1 10 0 .0 9 4 .2 14 74 2 P ro ví n ci a N or te 0 .0 0 .0 8 .7 9 0 .9 0 .3 0 .2 0 .0 10 0 .0 9 9 .8 16 2 35 Le st e 0 .0 0 .1 10 .5 8 9 .0 0 .0 0 .3 0 .2 10 0 .0 9 9 .5 10 8 2 2 S u l 0 .0 0 .0 4 .2 9 5 .2 0 .2 0 .4 0 .0 10 0 .0 9 9 .6 6 12 5 S A B 0 .2 1. 8 8 7. 2 6 .9 0 .0 0 .8 3. 1 10 0 .0 9 4 .2 14 74 2 M ei o d e re si d ên ci a                     U rb an o 0 .1 1. 3 70 .4 2 5 .3 0 .0 0 .6 2 .2 10 0 .0 9 5 .7 2 10 9 8 R u ra l 0 .0 0 .0 3. 0 9 6 .6 0 .2 0 .2 0 .0 10 0 .0 9 9 .7 2 6 8 2 6 N ív el d e In st ru çã o d o c h ef e d o a g re g ad o fa m il ia r                     N en h u m 0 .0 0 .0 16 .9 8 1. 8 0 .1 0 .2 1. 0 10 0 .0 9 8 .8 2 16 9 7 P ri m ár io 0 .1 0 .0 30 .1 6 8 .1 0 .2 0 .4 1. 0 10 0 .0 9 8 .4 14 6 33 S ec u n d ár io e m ai s 0 .1 2 .4 6 5 .5 30 .3 0 .0 0 .7 1. 0 10 0 .0 9 5 .8 11 35 0 E m fa lt a/ N S 0 .0 0 .0 6 2 .3 36 .3 0 .0 0 .0 1. 4 10 0 .0 9 8 .6 2 4 5 In d ic e d e B em -E st ar E co n ó m ic o                     O m ai s p ob re 0 .0 0 .0 0 .4 9 9 .0 0 .2 0 .2 0 .1 10 0 .0 9 9 .7 9 5 8 7 S eg u n d o 0 .0 0 .0 1. 5 9 7. 3 0 .3 0 .2 0 .7 10 0 .0 9 9 .1 9 5 8 2 M éd io 0 .0 0 .0 11 .6 8 6 .2 0 .0 0 .3 1. 8 10 0 .0 9 7. 9 9 5 8 5 Q u ar to 0 .0 0 .3 6 1. 8 35 .0 0 .0 0 .8 2 .2 10 0 .0 9 6 .8 9 5 8 7 O m ai s ri co 0 .2 2 .7 8 8 .1 8 .4 0 .0 0 .4 0 .2 10 0 .0 9 6 .4 9 5 8 2 1 I n d ic ad o r M IC S 3 .1 5 - U so d e co m b u st ív ei s só li d o s p ar a co zi n h ar 103Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA CH.13: USO DE COMBUSTÍVEL SÓLIDO SEGUNDO LOCAL PARA COZINHAR Distribuição percentual de membros do agregado familiar em agregados que usam combustíveis sólidos por local para cozinhar, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Local para cozinhar: Número de membros do agregado em agregados que usam combustíveis sólidos para cozinhar Dentro de casa: Num edifício separado No exterior Noutro lugar Total Numa divisão à parte usada como cozinha Algures em casa Total 11.7 53.5 15.4 19.2 0.1 100 46950 Região             Tombali 13.8 51.4 12.2 22.4 0.1 100 3224 Quinara 3.6 54.6 35.4 6.4 0.0 100 1835 Oio 1.1 55.5 23.4 19.9 0.2 100 7990 Biombo 26.5 52.3 0.5 20.6 0.1 100 3407 Bolama/Bijagós 2.7 68.6 14.0 14.7 0.0 100 1041 Bafatá 1.8 34.8 42.7 20.5 0.2 100 5279 Gabú 8.2 61.3 18.9 11.6 0.0 100 5486 Cacheu 7.4 42.5 1.9 48.1 0.0 100 4806 SAB 22.2 59.8 5.4 12.4 0.1 100 13881 Província             Norte 8.3 51.0 12.2 28.4 0.1 100 16203 Leste 5.1 48.3 30.6 15.9 0.1 100 10766 Sul 8.8 55.3 19.5 16.3 0.1 100 6101 SAB 22.2 59.8 5.4 12.4 0.1 100 13881 Meio de residência             Urbano 17.6 58.4 9.8 14.1 0.2 100 20192 Rural 7.3 49.9 19.6 23.1 0.1 100 26758 Nível de instrução do chefe do agregado             Nenhum 7.2 53.0 18.6 21.2 0.1 100 21433 Primário 10.4 54.9 15.0 19.6 0.1 100 14402 Secundário e mais 22.3 52.9 9.7 14.9 0.2 100 10873 Em falta/NS 19.3 48.9 10.2 21.6 0.0 100 241 Indice de Bem-Estar Económico             O mais pobre 6.1 64.3 11.9 17.6 0.0 100.0 9556 Segundo 6.8 46.0 20.9 26.3 0.0 100.0 9492 Médio 6.5 46.2 24.2 22.8 0.2 100.0 9385 Quarto 8.8 61.1 12.4 17.4 0.3 100.0 9277 O mais rico 30.8 50.0 7.3 11.9 0.0 100.0 9240 A utilização de combustível sólido para cozinhar segundo o local é retratada na Tabela CH.13. A pre- sença e extensão de poluição interior dependem das práticas de cozinha, locais usados para cozinhar bem como dos tipos de combustível usado. Segundo o MICS5, 12% dos agregados cozinha num quar- to à parte dentro da casa usado como cozinha. Há diferenças significativas entre os mais ricos e mais pobres, chegando os mais ricos atingir 31% dos que cozinham dentro da casa num local separado para cozinhar contra 6% dos mais pobres. Cerca de 54% dos agregados cozinha em algures dentro da casa. Essa percentagem de agregados que cozinham dentro da habitação em algures é maior nos meios ur- banos (58%) do que nos meios rurais (50%). 104 GUINÉ-BISSAU PALUDISMO/FEBRE O paludismo é uma causa importante da morte de crianças menores de 5 anos em todo o mundo. Me- didas preventivas e tratamento com um anti-palúdico eficaz podem reduzir dramaticamente as taxas de mortalidade do paludismo entre as crianças. Nos meios em que o paludismo é comum, a OMS recomenda a pulverização residual interior (PRI), o uso de mosquiteiros impregnados com insecticida (MII) e o tratamento imediato de casos com medica- mentos anti-palúdicos recomendados. Em 2010, a Organização Mundial da Saúde fez uma recomendação do uso universal de testes diagnós- ticos para confirmar a infeção com paludismo e aplicar o tratamento apropriado baseado nos resulta- dos. Segundo as diretivas, o tratamento com base apenas em suspeita clínica só deve ser considerado quando não é possível fazer um diagnóstico. Esta recomendação baseou-se em estudos que mostra- ram uma redução substancial na proporção de febre associada ao paludismo para um nível baixo2. Esta recomendação implica que o indicador da proporção de crianças com febre que receberam tratamento anti-palúdico já não é um indicador aceitável do nível de tratamento do paludismo na população de crianças menores de cinco anos. Contudo, como continua a ser um indicador dos ODM e para fins de comparação bem como para avaliação de padrões através de características sociodemográficas, o indi- cador continua a ser um indicador padrão MICS. As crianças com sintomas graves de paludismo, como febre e convulsões, devem ser levadas a um estabelecimento de saúde. Além disso, as crianças a recuperar do paludismo devem tomar líquidos e alimentos extra e as crianças mais pequenas devem continuar com a amamentação. Os mosquiteiros impregnados com insecticida ou MII, se usados de forma apropriada são muito efica- zes na protecção contra mosquitos e outros insectos. O uso de MII é uma das principais intervenções na saúde implementadas para reduzir a transmissão do paludismo na Guiné-Bissau. O questionário contém perguntas sobre a disponibilidade e o uso de mosquiteiros, tanto a nível do agregado como de crianças menores de cinco anos e mulheres grávidas. 2 D’Acremont V, Lengeler C, Genton B. Redução na proporção de febres associadas a Plasmodium falciparum parasitaemia em África; uma análise sistemática. Malaria Journal. 2010; 9(240). 105Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA CH.14: DISPONIBILIDADE NO AGREGADO DE MOSQUITEIROS IMPREGNADOS COM INSECTICIDA DE LONGA DURAÇÃO Percentagem de agregados com pelo menos um mosquiteiro, um mosquiteiro impregnado com insecticida de longa duração (MII), e um mosquiteiro impregnado com insecticida (MII) por duas pessoas, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de agregados com pelo menos um mosquiteiro: Percentagem de agregados com pelo menos um mosquiteiro para cada duas pessoas que dormiram no alojamento na última noite Número de agregados Qualquer mosquiteiro Mosquiteiro impregnado com insecticida de longa duração (MILD) Mosquiteiro impregnado com insecticida (MII) 1 Qualquer mosquiteiro Mosquiteiro impregnado com insecticida de longa duração (MILD) Mosquiteiro impregnado com insecticida (MII) 2 Total 95.5 90.1 89.7 49.2 43.9 43.6 6601 Região               Tombali 95.9 94.7 94.7 61.2 58.8 58.8 438 Quinara 98.4 78.1 77.8 62.1 49.2 49.2 242 Oio 99.1 87.8 87.3 43.7 34.6 34.2 819 Biombo 94.8 93.2 93.2 47.2 46.0 46.0 517 Bolama/Bijagós 97.3 93.5 93.3 60.2 54.6 54.3 186 Bafatá 95.8 83.6 82.5 45.2 30.6 29.6 619 Gabú 89.5 87.6 86.9 46.3 44.6 44.2 807 Cacheu 96.8 94.7 94.6 65.0 62.0 61.9 858 SAB 95.5 91.2 91.1 42.8 38.5 38.4 2116 Província               Norte 97.2 91.8 91.5 52.9 48.0 47.8 2194 Leste 92.2 85.9 85.0 45.8 38.5 37.9 1426 Sul 96.9 89.8 89.7 61.2 55.2 55.2 866 SAB 95.5 91.2 91.1 42.8 38.5 38.4 2116 Meio de residência               Urbano 95.7 88.9 88.6 46.5 40.2 39.9 2994 Rural 95.4 91.0 90.7 51.5 46.9 46.7 3607 Nível de Instrução do chefe do agregado familiar               Nenhum 94.5 88.9 88.6 47.6 42.2 41.9 2901 Primário 97.7 92.5 92.1 52.0 46.3 45.9 1980 Secundário e mais 95.0 89.3 89.1 48.6 44.1 44.0 1685 Em falta/NS (90.6) (83.1) (83.1) (50.8) (34.3) (34.3) 36 Indice de Bem-Estar Económico               O mais pobre 95.1 91.3 91.1 54.8 51.3 51.2 1494 Segundo 95.6 89.5 89.0 51.4 45.2 44.9 1257 Médio 95.9 90.4 89.7 45.0 38.6 38.0 1171 Quarto 97.3 90.1 89.8 46.0 38.9 38.8 1361 O mais rico 93.8 88.9 88.9 47.8 43.9 43.7 1318 1 Indicador MICS 3.16a - Disponibilidade no agregado de mosquiteiros impregnados com insecticida (MII) no seio do agregado- pelo menos um MII 2 Indicador MICS 3.16b - Disponibilidade no agregado de mosquiteiros impregnados com insecticida (MII) no seio do agregado- pelo menos um MII por 2 pessoas a a Os numeradores baseiam-se no número habitual de membros do agregado (de jure) e não têm em conta se os membros do agregado ficaram no agregado na noite anterior. O MICS não recolhe informações sobre as visitas ao agregado. (.) Valores baseados entre 25-49 casos não ponderados * Valores baseados em menos de 25 casos não ponderados Em termos de disponibilidades de qualquer mosquiteiro nos agregados familiares, um pouco mais de nove famílias em cada dez (96%) possui pelo menos um mosquiteiro: 96% nos centros urbanos e 95% nas zonas rurais. Constata-se que, todas as Regiões apresentam a percentagem muito elevada da posse de pelo menos um mosquiteiro no agregado. Apenas a Região de Gabú encontra-se em baixo da média nacional no que diz respeito a possessão de pelo menos um mosquiteiro (90%). A disponi- 106 GUINÉ-BISSAU bilidade no agregado de pelo menos um mosquiteiro impregnado com insecticida de longa duração (MII) representa 90% a nível nacional, sem diferenças significativas entre meios de residências urbano e rural, o nível de instrução do chefe do agregado e o índice de bem-estar económico. Em relação às Regiões, observa-se que a Região de Quinara apresenta a menor percentagem (78%) em comparação com a média nacional e a Região de Cacheu com 95%. Quanto aos agregados com pelo menos um mosquiteiro para duas pessoas que dormiram no aloja- mento na noite anterior ao inquérito, os resultados mostram que 44% são mosquiteiros impregnados com insecticidas (MII), 44% são de longa duração (MII) e 49% representam qualquer mosquiteiro. Es- ses indicadores diferem significativamente entre Províncias: Leste e SAB apresentam as percentagens mais baixas. TABELA CH.15 : ACESSO A MOSQUITEIRO IMPREGNADO COM INSECTICIDA (MII) - NÚMERO DE MEMBROS DO AGREGADO Distribuição percentual da população do agregado com acesso a um MII no agregado, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Número de MII possuídos por agregado: Percentagem com acesso a um MIIa Número de membros do agregado bTotal 0 1 2 3 4 5 6 7 8 ou mais Total Número de membros do agregado 10.8 11.4 20.2 29.7 9.5 7.5 7.3 1.1 2.5 100.0 20.3 47925 1 22.0 70.5 5.4 2.1 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 100.0 76.0 212 2 18.9 37.8 36.7 6.3 0.0 0.3 0.0 0.0 0.0 100.0 37.5 683 3 12.0 26.2 44.0 17.1 0.2 0.4 0.2 0.0 0.0 100.0 60.2 1643 4 11.4 13.4 44.3 28.3 1.5 0.6 0.5 0.0 0.0 100.0 29.2 2642 5 9.3 8.7 30.6 44.4 5.4 1.1 0.4 0.0 0.0 100.0 46.7 3947 6 10.5 6.6 20.8 48.6 7.8 4.1 1.2 0.1 0.1 100.0 12.2 4517 7 8.7 5.5 15.6 46.5 16.6 4.2 2.6 0.1 0.1 100.0 22.2 5230 8 ou mais 9.3 2.6 6.0 23.4 15.5 16.3 17.7 2.8 6.3 100.0 13.7 29050 a Percentagem da população do agregado que pode dormir sob um MII. se cada MII no agregado foi usado no máximo por duas pessoas b O denominador é o número habitual de membros do agregado (de jure) e não tem em conta se os membros do agregado ficaram no agregado na noite anterior. O MICS não recolhe informações sobre as visitas ao agregado. As Tabelas CH.15 e CH.16 dão mais informações sobre o acesso ao MII. Em geral, estima-se que 20% das pessoas tem acesso ao MII, ou seja, podem dormir sob um MII se cada MII no agregado for usa- do para duas pessoas. O acesso varia de 14% na Região de Bafatá para 34% na Região de Cachéu e é menor no meio urbano (19%) do que no rural (21%) e em relação aos índice de bem-estar económico do agregado, nota-se que esta percentagem é mais elevada entre os residentes do quintil mais pobre (24%) e mais baixa no quarto quintil (17%). 107Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA CH.16: ACESSO A UM MOSQUITEIRO IMPREGNADO COM INSECTICIDA (MII) POR CARACTERÍSTICAS DE BASE Percentagem de população do agregado com acesso a um MII no agregado, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem com acesso a um MII a Número de membros do agregado b Total 20.3 47925 Região     Tombali 28.2 3233 Quinara 29.4 1842 Oio 14.6 7990 Biombo 20.8 3420 Bolama/Bijagós 27.1 1050 Bafatá 13.6 5318 Gabú 23.3 5504 Cacheu 33.7 4825 SAB 16.8 14742 Província     Norte 21.6 16235 Leste 18.5 10822 Sul 28.4 6125 SAB 16.8 14742 Meio de residência     Urbano 19.0 21098 Rural 21.3 26826 Indice de Bem-Estar Económico     O mais pobre 24.4 9587 Segundo 20.0 9582 Médio 18.1 9585 Quarto 16.7 9587 O mais rico 22.3 9582 a Percentagem de população do agregado que podia dormir sob um MII se cada MII no agregado fosse usado por duas pessoas b O denominador é o número habitual de membros do agregado (de jure) e não tem em conta se os membros do agregado ficaram no agregado na noite anterior. O MICS não recolhe informações sobre as visitas ao agregado Figura CH. 4:Percentagem da população dos agregados familiares com acesso a um MII, MICS5, Guiné- Bissau, 2014 Nota: “Acesso” é definido como população de um agregado que podia dormir sob um MII se cada MII no agregado fosse usado por duas pessoas no máximo . 108 GUINÉ-BISSAU No geral, 92% dos MII foi usado durante a noite anterior ao inquérito (Tabela CH.17), variando de 82% na Região de Gabú a 98% em Oio. A percentagem do MII usado na noite anterior ao inquérito é superior no meio urbano (95%) do que no meio rural (90%). TABELA CH.17: USO DE MOSQUITEIROS IMPREGNADOS COM INSECTICIDA (MIIS) Percentagem de mosquiteiros impregnados com insecticida (MIIs) que foram usados por qualquer pessoa na noite passada, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de MIIs usados na noite passada Número de MIIs Total 92.2 18995 Região     Tombali 94.6 1462 Quinara 95.1 716 Oio 98.4 2982 Biombo 86.9 1410 Bolama/Bijagós 96.2 470 Bafatá 85.3 1738 Gabú 81.5 2151 Cacheu 85.9 2382 SAB 97.6 5684 Província     Norte 91.6 6774 Leste 83.2 3889 Sul 95.0 2648 SAB 97.6 5684 Meio de residência     Urbano 95.4 8091 Rural 89.8 10904 Indice de Bem-Estar Económico     O mais pobre 91.4 4148 Segundo 89.3 3744 Médio 90.2 3619 Quarto 92.7 3684 O mais rico 97.2 3800 109Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 Quanto às crianças com menos de cinco anos que constituem um grupo vulnerável importante (Tabela CH.18), 99% dormiu sob um mosquiteiro na noite anterior ao inquérito. Os dados ainda mostram que a percentagem de crianças a viver num agregado com pelo menos um MII e que dormiram na noite anterior sob um MII é de 88%. Não houve disparidade de género no uso de MII entre crianças menores de cinco anos. Também não se constata grande diferença entre as crianças do meio urbano e rural que dormiram sob um mosquiteiro na noite anterior ao inquérito, mesmo para aquelas que dormiram na noite anterior sob um MII. A mes- ma constatação se refere aos grupos de idades de crianças e assim como o nível de instrução da mãe e o bem-estar económico do agregado da criança. 110 GUINÉ-BISSAU TABELA CH.18: CRIANÇAS A DORMIR SOB MOSQUITEIROS Percentagem de crianças de 0-59 meses que dormiram sob um mosquiteiro na noite passada, por tipo de mosquiteiro, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de crianças de 0-59 meses que passaram a última noite nos agregados entrevistados Número de criança de 0-59 meses Percentagem de crianças de 0-59 meses que na noite passada dormiram sob: Número de crianças de 0-59 meses que passaram a última noite nos agregados entrevistados Percentagem de crianças que dormiram sob um MII na noite passada em agregados com pelo menos um MII Número de crianças de 0-59 meses a viver num agregado com pelo menos um MII Qualquer mosquiteiro Um mosquiteiro impregnado de insecticida (MII) 1 Um mosquiteiro impregnado de insecticida de longa duração (MIILD) Total 98.9 7573 87.7 80.6 80.4 7487 87.7 6885 Sexo                 Masculino 98.9 3847 87.7 80.7 80.5 3804 87.9 3493 Feminino 98.8 3726 87.7 80.5 80.2 3682 87.4 3392 Região                 Tombali 98.0 561 91.2 89.1 89.1 549 93.3 524 Quinara 97.4 287 90.9 70.1 69.5 280 89.4 220 Oio 99.7 1611 92.5 83.0 82.7 1606 91.0 1465 Biombo 98.2 576 85.5 84.2 84.2 566 88.1 541 Bolama/ Bijagós 99.0 145 92.7 86.1 85.9 143 90.4 137 Bafatá 98.0 904 80.1 63.6 62.8 886 73.1 770 Gabú 100.0 979 71.5 68.7 68.1 979 78.9 851 Cacheu 99.8 721 91.2 88.8 88.8 719 91.4 699 SAB 98.3 1789 93.4 87.7 87.7 1759 91.9 1678 Província                 Norte 99.4 2908 90.8 84.7 84.5 2891 90.5 2705 Leste 99.0 1883 75.6 66.3 65.6 1865 76.2 1622 Sul 98.0 993 91.3 83.2 83.0 973 91.9 880 SAB 98.3 1789 93.4 87.7 87.7 1759 91.9 1678 Meio de residência                 Urbano 98.4 2743 91.9 82.7 82.4 2699 90.3 2473 Rural 99.1 4830 85.3 79.4 79.2 4788 86.2 4412 Idade                 0-11 meses 99.1 1505 88.2 80.9 80.6 1491 86.9 1387 12-23 meses 98.6 1612 88.7 82.6 82.2 1589 89.3 1470 24-35 meses 98.7 1501 87.4 80.9 80.7 1482 87.5 1370 36-47 meses 99.1 1501 87.8 79.2 79.1 1488 87.6 1346 48-59 meses 98.8 1455 86.2 79.2 79.0 1437 86.8 1312 Nível de Instrução da Mãe                 Nenhum 99.1 4390 86.0 79.7 79.4 4350 86.8 3994 Primário 98.7 2054 88.6 80.2 79.7 2026 87.3 1861 Secundário e mais 98.4 1129 92.7 85.2 85.1 1111 91.9 1030 Indice de Bem-Estar Económico                 O mais pobre 99.0 1763 89.8 84.8 84.7 1745 91.0 1626 Segundo 99.0 1704 82.6 75.4 75.1 1688 83.6 1521 Médio 99.2 1668 84.3 77.0 76.6 1655 84.4 1512 Quarto 98.4 1388 92.2 83.2 82.8 1367 89.5 1271 O mais rico 98.4 1049 91.9 84.4 84.4 1032 91.2 956 1 Indicador MICS 3.18; Indicador ODM 6.7 - Crianças com menos de 5 anos a dormir sob mosquiteiros impregnados com insecticida (MIIs) * Valores baseados em menos de 25 casos não ponderados 111Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 Segunda a Tabela CH.19 que mostra informações completas sobre o uso de mosquiteiros por membros do agregado de qualquer idade, 76% dormiu sob um MII na noite anterior ao inquérito. Esta percenta- gem aumenta para 83% considerando apenas os membros do agregado que vivem num agregado com pelo menos um MII. Mais mulheres (79%) dormiram na noite anterior sob MII em relação aos homens (72%). Este indicador varia de 56% na Região de Bafatá para 81% no SAB. A percentagem dos mem- bros com chefe de agregado mais instruído que dormiram na noite anterior ao inquérito sob um MII é mais elevada (79%) em relação aos de nenhum nível de instrução (73%). TABELA CH.19: USO DE MOSQUITEIROS PELA POPULAÇÃO DO AGREGADO Percentagem de membros do agregado que dormiram sob um mosquiteiro na noite anterior, por tipo de mosquiteiro, MICS5, Guiné- Bissau, 2014   Percentagem de membros do agregado que na noite anterior dormiram sob: Número de mem- bros do agregado que passaram a noite anterior nos agregados entrevis- tados Percenta- gem que na noite anterior dormiu sob um MII Número de membros do agregado em agregados com pelo me- nos um MII Qualquer mosquiteiro Um mosquitei- ro impregnado de insecticida (MII) 1 Um mosquiteiro impregnado de in- secticida de longa duração (MIILD ) Total 82.8 75.7 75.5 46040 82.7 42152 Sexo             Masculino 79.3 72.4 72.2 22322 79.3 20381 Feminino 86.2 78.9 78.7 23718 85.9 21771 Região             Tombali 88.2 85.9 85.9 3079 89.9 2941 Quinara 86.3 66.7 66.4 1754 84.8 1379 Oio 91.3 79.5 79.0 7805 89.1 6966 Biombo 78.4 77.4 77.4 3333 81.9 3148 Bolama/Bijagós 89.5 83.4 83.2 1037 88.4 978 Bafatá 71.6 55.5 54.7 5093 64.0 4414 Gabú 67.5 65.1 64.8 5414 74.2 4746 Cacheu 85.5 82.8 82.8 4612 86.1 4439 SAB 86.2 80.8 80.8 13912 85.6 13141 Província             Norte 86.9 80.0 79.8 15750 86.6 14553 Leste 69.5 60.4 59.9 10507 69.3 9160 Sul 87.9 79.7 79.6 5870 88.3 5299 SAB 86.2 80.8 80.8 13912 85.6 13141 Meio de residência             Urbano 85.6 77.1 77.0 20029 84.7 18246 Rural 80.7 74.7 74.4 26011 81.3 23906 Idade             0-4 87.6 80.5 80.3 7429 87.5 6832 5-14 83.0 76.5 76.3 13112 83.4 12028 15-34 79.1 72.5 72.3 15219 79.0 13977 35-49 84.9 76.8 76.6 5314 84.5 4833 50+ 84.4 75.4 75.0 4964 83.5 4481 Em falta/NS * * * 1 *. 0 Nível de Instrução do chefe do agregado familiar             Nenhum 79.9 72.6 72.5 21011 80.4 18979 Primário 85.1 78.1 77.7 14050 83.5 13142 Secundário e mais 85.5 79.0 78.8 10750 86.3 9834 Em falta/NS 85.4 69.6 69.6 228 81.0 196 Indice de Bem-Estar Económico             O mais pobre 85.4 80.5 80.4 9291 86.8 8621 Segundo 79.2 71.5 71.3 9285 80.0 8305 Médio 79.1 71.4 71.0 9273 78.3 8452 Quarto 86.9 78.3 77.9 9060 84.4 8405 O mais rico 83.7 77.1 77.0 9132 84.1 8369 1 Indicador MICS 3.19 - População que dormiu sob um MII 112 GUINÉ-BISSAU Por outro lado, 76% dormiram na noite anterior sob mosquiteiro impregnado com inseticida de longa duração (MII), com maior predominância as mulheres (79%) contra 72% dos homens. Não há padrões característicos quanto ao nível do ensino do chefe do agregado e bem-estar económico dos agregados. TABELA CH.20: PROCURA DE TRA CTAMENTO DURANTE A FEBRE Percentagem de crianças de 0-59 meses com febre nas últimas duas semanas para as quais se procurou aconselhamento ou tratamento, segundo fonte de aconselhamento ou tratamento, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de crianças para as quais: Número de crianças com febre nas últimas duas semanas Se procurou aconselhamento ou tratamento em: Não se procu- rou aconse- lhamento nem tratamento Estabelecimentos e profissionais da saúde Outra fonte Um estabe- lecimento ou profissional da saúde: 1, bPúblico Privado Agentes sanitários co- munitários a Total 47.6 4.0 0.9 3.1 51.2 45.9 1177 Sexo               Masculino 50.8 4.5 0.4 3.2 54.4 42.5 618 Feminino 44.1 3.5 1.5 3.0 47.7 49.6 559 Região               Tombali 39.3 0.6 0.7 0.8 39.9 59.3 83 Quinara 44.7 0.6 0.7 8.9 45.3 46.5 53 Oio 46.5 0.0 0.0 3.3 46.5 50.2 214 Biombo 48.8 3.0 0.0 0.6 51.8 47.5 111 Bolama/Bijagós * * * * * * 23 Bafatá 46.1 3.3 0.5 9.3 49.5 42.6 194 Gabú 35.6 0.0 0.0 0.0 35.6 64.4 72 Cacheu 49.4 11.2 0.0 0.0 60.5 39.5 61 SAB 53.0 8.0 2.5 1.5 59.9 38.6 366 Província               Norte 47.6 2.6 0.0 2.0 50.3 47.7 387 Leste 43.3 2.4 0.4 6.8 45.8 48.5 266 Sul 42.2 0.8 0.6 3.5 42.9 53.8 159 SAB 53.0 8.0 2.5 1.5 59.9 38.6 366 Meio de residência               Urbano 55.0 7.5 1.8 1.4 61.8 36.9 515 Rural 41.8 1.3 0.2 4.4 43.0 52.8 662 Idade               0-11meses 49.2 5.5 0.9 4.3 54.3 41.3 238 12-23 meses 57.6 3.4 1.3 1.9 61.3 37.1 291 24-35 meses 40.7 1.6 1.4 2.9 42.2 55.3 240 36-47 meses 46.5 4.3 0.8 3.8 50.3 46.3 233 -59 meses 39.7 5.9 0.0 2.9 44.0 53.2 175 Indice de Bem- -Estar Económico               O mais pobre 39.2 1.8 0.0 1.7 40.6 57.7 235 Segundo 41.7 0.0 0.7 8.2 42.5 50.3 224 Médio 45.4 2.5 0.1 3.1 47.5 49.4 251 Quarto 51.1 8.8 1.4 1.8 59.8 38.7 271 O mais rico 62.3 6.6 2.8 0.9 66.9 32.2 197 1 Indicador MICS 3.20 - Procura de tratamento para febre a Agente de saúde comunitário inclui estabelecimentos de saúde públicos (Profissional da saúde comunitário e Clínica móvel/ de proximidade) como privados (Clínica móvel) b Inclui todos os estabelecimentos e profissionais de saúde públicos e privados bem como lojas (.) Valores baseados entre 25-49 casos não ponderados * Valores baseados em menos de 25 casos não ponderados 113Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 A Tabela CH.20 fornece informações sobre o comportamento relativo à procura de cuidados durante um episódio de febre nas últimas duas semanas. Como mostrado nesta Tabela, procurou-se aconse- lhamento num estabelecimento de saúde ou num profissional qualificado para 51% de crianças com febre; estes serviços foram prestados sobretudo pelo sector público (48%) com maior destaque para o meio urbano (55%). Contudo, não se procurou aconselhamento nem tratamento em 46% dos casos. A procura do aconselhamento ou tratamento está ligada ao bem-estar económico do agregado, tendo a percentagem dos mais ricos a atingir 67% contra 41% dos mais pobres. Com relação à febre, pediu-se às mães que declarassem todos os medicamentos dados a uma criança para tratar a febre, incluindo tanto os medicamentos dados em casa como os dados ou receitados num estabelecimento de saúde. O tratamento combinado baseado em Artemisinina (ACT) é o anti-palúdico de primeira linha recomendado pela Organização Mundial da Saúde e usado na Guiné-Bissau. Além disso, a confirmação do paludismo é feita em todos os casos de febre através de um teste diagnóstico 114 GUINÉ-BISSAU rápido. TA B E L A C H .2 1: T R A TA M E N T O D E C R IA N Ç A S C O M F E B R E P er ce n ta g em d e cr ia n ça s d e 0 -5 9 m es es q u e ti ve ra m fe b re n as ú lt im as d u as s em an as , p o r ti p o d e m ed ic am en to d ad o p ar a a d o en ça , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   C ri an ça s co m f eb re n as ú lt im as d u as s em an as a s q u ai s fo i d ad o : N ú m er o d e cr ia n ça s co m fe b re n as ú lt im as d u as s em an as A n ti -p al ú d ic o s O u tr o s m ed ic am en to s: O u tr o E m fa lt a/ N S S P / F an si d ar C h lo ro q u in a A m od ia q u in a Q u in in o Te ra p ia c om b in ad a b as ea d a em A rt e- m is in in a (A C T ) O u tr os a n ti - -p al ú d ic os C om p ri m id o ou xa ro p e an ti b ió - ti co In je cç ão d e an ti b ió ti co P ar ac et am ol / P an ad ol /A ce ta - m in of en o A sp ir in a Ib up ro fe no T o ta l 3. 7 8 .1 7. 4 0 .5 13 .2 3. 4 2 6 .4 2 .1 4 4 .7 1. 3 1. 1 8 .8 1. 2 11 77 S ex o                             M as cu lin o 4 .4 8 .3 10 .0 0 .8 15 .8 3. 9 2 8 .6 1. 8 4 5 .4 1. 6 1. 1 7. 9 1. 4 6 18 F em in in o 2 .8 7. 8 4 .5 0 .1 10 .3 2 .9 2 3. 8 2 .3 4 3. 9 1. 0 1. 0 9 .9 1. 1 5 5 9 R eg iã o                             To m b al i 0 .0 6 .6 2 .8 2 .2 9 .4 1. 4 16 .3 0 .0 37 .6 2 .8 0 .0 11 .7 2 .8 8 3 Q u in ar a 6 .2 3. 2 0 .0 0 .5 19 .7 0 .7 2 9 .7 1. 2 4 1. 0 0 .0 4 .5 13 .6 0 .0 5 3 O io 8 .3 13 .2 19 .2 0 .0 2 1. 2 1. 0 2 2 .3 3. 6 4 4 .0 0 .0 0 .5 2 .0 0 .0 2 14 B io m b o 0 .0 4 .4 0 .7 0 .0 12 .2 0 .0 30 .5 0 .7 4 8 .6 0 .0 0 .7 4 .3 1. 0 11 1 B ol am a/ B ija g ós * * * * * * * * * * * * * 2 3 B af at á 0 .0 4 .8 0 .0 0 .0 11 .9 0 .0 2 6 .0 2 .7 4 1. 6 0 .5 0 .4 19 .2 4 .2 19 4 G ab ú 0 .0 6 .3 3. 0 0 .0 6 .3 0 .0 6 .2 0 .0 2 5 .4 1. 5 0 .0 5 .4 0 .0 72 C ac h eu (0 .0 ) (1 6 .0 ) (1 0 .3 ) (0 .0 ) (0 .0 ) (2 .6 ) (4 8 .3 ) (0 .0 ) () 4 3. 5 (5 .4 ) (0 .0 ) (2 .6 ) (0 .0 ) 6 1 S A B 5 .9 8 .1 9 .2 0 .9 13 .6 9 .4 31 .2 2 .7 5 2 .4 2 .2 2 .0 8 .5 0 .5 36 6 P ro ví n ci a N or te 4 .6 11 .1 12 .5 0 .0 15 .3 0 .9 2 8 .8 2 .2 4 5 .2 0 .9 0 .5 2 .8 0 .3 38 7 Le st e 0 .0 5 .2 0 .8 0 .0 10 .4 0 .0 2 0 .6 2 .0 37 .2 0 .7 0 .3 15 .5 3. 1 2 6 6 S u l 2 .2 5 .3 1. 6 1. 4 11 .6 1. 3 18 .9 0 .4 38 .2 1. 4 1. 7 13 .3 2 .0 15 9 S A B 5 .9 8 .1 9 .2 0 .9 13 .6 9 .4 31 .2 2 .7 5 2 .4 2 .2 2 .0 8 .5 0 .5 36 6 M ei o d e re si d ên ci a                             U rb an o 4 .9 8 .3 10 .3 0 .7 15 .2 7. 0 32 .8 2 .9 5 2 .7 2 .1 1. 7 9 .7 0 .7 5 15 R u ra l 2 .7 7. 9 5 .1 0 .3 11 .6 0 .6 2 1. 4 1. 4 38 .4 0 .7 0 .5 8 .2 1. 6 6 6 2 Id ad e                             0 -1 1 m es es 1. 5 5 .4 10 .5 0 .1 7. 9 3. 9 32 .1 1. 3 37 .3 0 .4 0 .9 11 .4 0 .4 2 38 12 -2 3 m es es 4 .2 14 .4 6 .6 0 .8 15 .1 4 .3 2 8 .1 1. 9 5 2 .6 2 .1 0 .0 7. 1 1. 1 2 9 1 2 4 -3 5 m es es 2 .5 7. 9 6 .3 0 .2 14 .7 3. 3 18 .6 2 .1 39 .3 0 .8 1. 2 8 .9 2 .2 2 4 0 36 -4 7 m es es 4 .3 3. 9 8 .8 0 .3 13 .4 3. 7 2 6 .7 2 .7 4 7. 4 2 .0 2 .0 7. 5 2 .2 2 33 4 8 -5 9 m es es 6 .3 7. 1 3. 8 1. 0 14 .6 1. 0 2 5 .8 2 .5 4 5 .4 1. 1 1. 6 10 .0 0 .0 17 5 In d ic e d e B em -E st ar E co n ó m ic o                             O m ai s p ob re 0 .2 8 .5 3. 7 0 .5 6 .8 0 .8 17 .6 0 .4 37 .4 0 .7 1. 5 7. 4 0 .4 2 35 S eg u n d o 3. 2 7. 1 4 .2 0 .0 14 .2 0 .4 2 2 .0 0 .9 36 .0 0 .4 0 .2 11 .2 2 .2 2 2 4 M éd io 4 .7 5 .3 7. 7 0 .4 16 .9 3. 3 2 7. 2 2 .0 4 5 .7 0 .0 0 .1 7. 5 2 .2 2 5 1 Q u ar to 5 .6 11 .8 6 .8 0 .7 13 .9 4 .8 31 .0 5 .1 5 2 .3 3. 8 1. 7 9 .3 1. 2 2 71 O m ai s ri co 4 .4 7. 1 15 .8 0 .8 13 .9 8 .1 34 .3 1. 1 5 1. 4 1. 3 1. 9 9 .0 0 .0 19 7 (. ) V al or es b as ea d os e n tr e 2 5 -4 9 c as os n ão p on d er ad os ; * V al or es b as ea d os e m m en os d e 2 5 c as os n ão p on d er ad os 115Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 Assim, os dados da Tabela CH.21 mostram que 13% de todas as crianças com febre nas últimas duas semanas foram tratadas com tratamento combinado baseado em Artemisinina (ACT) e 3% tomou outros anti-palúdicos. As crianças que foram tratadas com tratamento combinado baseado na ACT varia de 6% na Região de Gabú para 21% na Região de Oio e o indicador é mais elevado no meio urbano em relação ao rural, com 15% e 12%, respetivamente. TA B E L A C H .2 2 : D IA G N Ó S T IC O S E T R A TA M E N T O A N T I- P A L Ú D IC O D E C R IA N Ç A S P e rc e n ta g e m d e cr ia n ça s d e 0 -5 9 m es es q u e ti ve ra m f e b re n as ú lt im as d u as s e m an as q u e fi ze ra m o t es te d e p al u d is m o n o d e d o o u n o c al ca n h ar n as d u as ú lt im as s e m an as , a q u e m f o i d ad o u m T ra ta m e n to C o m b in ad o d e A rt e m is in in a (A C T ) e q u al q u e r m e d ic am e n to a n ti -p al ú d ic o e p e rc e n ta g e m q u e re ce b e u A C T e n tr e as q u e to m ar am m e d ic am e n to s an ti -p al ú d ic o s, M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   P er ce n ta g em d e cr ia n ça s q u e: N ú m er o d e cr ia n ça s d e 0 -5 9 m es es c om fe b re n as ú lt im as d u as s em an as Tr at am en to c om Te ra p ia c om b in ad a b as ea d a em A rt e- m is in in a (A C T ) e m cr ia n ça s q u e re ce - b er am tr at am en to an ti -p al ú d ic os 3 N ú m er o d e cr ia n ça s d e 0 -5 9 m es es c om fe b re n as ú lt im as d u as s em an as a q u em d er am a n ti - -p al ú d ic os F oi ti ra d o sa n - g u e d e u m d ed o ou c al ca n h ar p ar a an ál is e 1 R ec eb er am : Tr at am en to c om - b in ad o b as ea d o em A rt em is in in a (A C T ) A C T n o m es m o d ia ou n o d ia se g u in te M ed ic am en to s an ti -p al ú d ic os 2 M ed ic am en to s an ti -p al ú d ic os n o m es m o d ia o u n o d ia s eg u in te T o ta l 2 3. 3 13 .2 10 .0 2 8 .0 2 0 .5 11 77 4 7. 0 33 0 S ex o                 M as cu lin o 2 5 .3 15 .8 12 .2 33 .0 2 4 .3 6 18 4 7. 9 2 0 4 F em in in o 2 1. 2 10 .3 7. 5 2 2 .6 16 .3 5 5 9 4 5 .4 12 6 R eg iã o                 To m b al i 17 .7 9 .4 6 .2 2 1. 1 16 .3 8 3 * 17 Q u in ar a 17 .7 19 .7 12 .5 2 5 .4 16 .9 5 3 * 13 O io 2 0 .9 2 1. 2 11 .2 4 0 .3 19 .0 2 14 5 2 .6 8 6 B io m b o 2 8 .0 12 .2 10 .4 16 .7 13 .8 11 1 * 19 B ol am a/ B ija g ós 2 3. 6 1. 6 0 .0 11 .4 3. 1 2 3 * 3 B af at á 17 .9 11 .9 11 .4 16 .2 15 .3 19 4 (7 3. 2 ) 32 G ab ú 2 0 .3 6 .3 4 .9 15 .6 12 .4 72 * 11 C ac h eu 2 5 .3 0 .0 0 .0 2 1. 2 13 .8 6 1 * 13 S A B 2 8 .6 13 .6 12 .1 37 .2 31 .6 36 6 36 .7 13 6 P ro ví n ci a                 N or te 2 3. 7 15 .3 9 .2 30 .5 16 .7 38 7 5 0 .1 11 8 Le st e 18 .6 10 .4 9 .7 16 .0 14 .5 2 6 6 (6 4 .7 ) 4 3 S u l 18 .6 11 .6 7. 3 2 1. 1 14 .6 15 9 (5 5 .3 ) 33 S A B 2 8 .6 13 .6 12 .1 37 .2 31 .6 36 6 36 .7 13 6 116 GUINÉ-BISSAU TA B E L A C H .2 2 ( C O N T IN U A Ç Ã O ) : D IA G N Ó S T IC O S E T R A TA M E N T O A N T I- P A L Ú D IC O D E C R IA N Ç A S P e rc e n ta g e m d e cr ia n ça s d e 0 -5 9 m es es q u e ti ve ra m f e b re n as ú lt im as d u as s e m an as q u e fi ze ra m o t es te d e p al u d is m o n o d e d o o u n o c al ca n h ar n as d u as ú lt im as s e m an as , a q u e m f o i d ad o u m T ra ta m e n to C o m b in ad o d e A rt e m is in in a (A C T ) e q u al q u e r m e d ic am e n to a n ti -p al ú d ic o e p e rc e n ta g e m q u e re ce b e u A C T e n tr e as q u e to m ar am m e d ic am e n to s an ti -p al ú d ic o s, M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14 P er ce n ta g em d e cr ia n ça s q u e N ú m er o d e cr ia n ça s d e 0 -5 9 m es es c om fe b re n as ú lt im as d u as s em an as Tr at am en to c om Te ra p ia c om b in ad a b as ea d a em A rt e- m is in in a (A C T ) e m cr ia n ça s q u e re ce - b er am tr at am en to an ti -p al ú d ic os 3 N ú m er o d e cr ia n ça s d e 0 -5 9 m es es c om fe b re n as ú lt im as d u as s em an as a q u em d er am a n ti - -p al ú d ic os R ec eb er am : F oi ti ra d o sa n - g u e d e u m d ed o ou c al ca n h ar p ar a an ál is e 1 Tr at am en to c om - b in ad o b as ea d o em A rt em is in in a (A C T ) A C T n o m es m o d ia ou n o d ia se g u in te M ed ic am en to s an ti -p al ú d ic os 2 M ed ic am en to s an ti -p al ú d ic os n o m es m o d ia o u n o d ia s eg u in te M ei o d e re si d ên ci a                 U rb an o 2 9 .5 15 .2 12 .5 35 .8 2 9 .3 5 15 4 2 .5 18 4 R u ra l 18 .6 11 .6 8 .0 2 2 .0 13 .7 6 6 2 5 2 .6 14 6 Id ad e                 0 -1 1 m es es 2 3. 4 7. 9 7. 3 2 3. 6 18 .4 2 38 33 .5 5 6 12 -2 3 m es es 2 5 .6 15 .1 11 .8 34 .7 2 4 .9 2 9 1 4 3. 6 10 1 2 4 -3 5 m es es 2 0 .1 14 .7 10 .0 2 7. 5 18 .7 2 4 0 5 3. 6 6 6 36 -4 7 m es es 2 1. 9 13 .4 10 .7 2 6 .6 2 0 .2 2 33 5 0 .6 6 2 4 8 -5 9 m es es 2 5 .9 14 .6 9 .6 2 5 .6 19 .1 17 5 (5 6 .9 ) 4 5 N ív el d e In st ru çã o d a M ãe                 N en h u m 19 .3 11 .9 8 .4 2 3. 9 16 .0 6 2 2 4 9 .6 14 9 P ri m ár io 2 5 .4 15 .4 12 .3 2 7. 8 2 1. 1 32 3 5 5 .5 9 0 S ec u n d ár io e m ai s 31 .4 13 .6 11 .1 39 .5 32 .0 2 32 34 .3 9 2 In d ic e d e B em -E st ar E co n ó m ic o                 O m ai s p ob re 14 .8 6 .8 5 .1 17 .8 11 .7 2 35 (3 8 .5 ) 4 2 S eg u n d o 17 .9 14 .2 10 .7 2 1. 7 14 .1 2 2 4 (6 5 .2 ) 4 9 M éd io 2 2 .4 16 .9 10 .6 2 7. 4 17 .4 2 5 1 6 1. 9 6 9 Q u ar to 2 9 .2 13 .9 11 .5 34 .6 2 7. 6 2 71 4 0 .0 9 4 O m ai s ri co 32 .9 13 .9 12 .0 39 .3 32 .7 19 7 35 .3 77 1 I n d ic ad o r M IC S 3 .2 1 - U ti li za çã o d o s d ia g n ó st ic o s d e p al u d is m o 2 I n d ic ad o r M IC S 3 .2 2 ; I n d ic ad o r O D M 6 .8 - T ra ta m en to a n ti -p al ú d ic o d e cr ia n ça s m en o re s d e 5 a n o s 3 In d ic ad o r M IC S 3 .2 3 - T ra ta m en to c o m T er ap ia C o m b in ad a b as ea d a em A rt em is in in a (A C T ) em c ri an ça s q u e re ce b er am t ra ta m en to a n ti -p al ú d ic o (. ) V al or es b as ea d os e n tr e 2 5 -4 9 c as os n ão p on d er ad os ; * V al or es b as ea d os e m m en os d e 2 5 c as os n ão p on d er ad os 117Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A C H .2 3 : O R IG E M D E A N T I- P A L Ú D IC O S P er ce n ta g em d e cr ia n ça s d e 0 -5 9 m es es c o m fe b re n as ú lt im as d u as s em an as q u e re ce b er am a n ti -p al ú d ic o s p o r o ri g em d e an ti -p al ú d ic o s, M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   P er ce n ta g em d e cr ia n ça s q u e re ce b er am an ti -p al ú d ic os N ú m er o d e cr ia n ça s d e 0 -5 9 m es es c om fe b re n os ú lt im os d u as se m an as P er ce n ta g em d e cr ia n ça s p ar a as q u ai s a o ri g em d e an ti -p al ú d ic o s fo i: N ú m er o d e cr ia n ça s d e 0 -5 9 m es es q u e re ce b er am a n ti - p al ú d ic os c om o tr at am en to p ar a fe b re n as ú lt im as d u as s em an as E st ab el ec im en to s e p ro fi ss io n ai s d a sa ú d e O u tr a or ig em E st ab el ec im en to s e p ro fi ss io n ai s d a sa ú d e b P ú b lic o P ri va d o A g en te s sa n it ár io s co m u n it ár io s a T o ta l 2 8 .0 11 77 6 6 .1 2 3. 7 1. 0 10 .2 9 0 .0 33 0 S ex o                 M as cu lin o 33 .0 6 18 6 7. 5 2 2 .6 0 .1 9 .9 9 0 .1 2 0 4 F em in in o 2 2 .6 5 5 9 6 3. 9 2 5 .5 2 .4 10 .5 9 0 .0 12 6 R eg iã o                 To m b al i 2 1. 1 8 3 * * * * * 17 Q u in ar a 2 5 .4 5 3 * * * * * 13 O io 4 0 .3 2 14 78 .3 7. 3 1. 3 14 .4 8 5 .6 8 6 B io m b o 16 .7 11 1 * * * * * 19 B ol am a/ B ija g ós * 2 3 * * * * * 3 B af at á 16 .2 19 4 (8 2 .0 ) (1 8 .0 ) (0 .0 ) (0 .0 ) (1 0 0 .0 ) 32 G ab ú 15 .6 72 * * * * * 11 C ac h eu 2 1. 2 6 1 * * * * * 13 S A B 37 .2 36 6 5 0 .9 35 .8 1. 4 13 .3 8 6 .7 13 6 P ro ví n ci a                 N or te 30 .5 38 7 75 .4 14 .0 0 .9 10 .6 8 9 .4 11 8 Le st e 16 .0 2 6 6 (7 9 .2 ) (2 0 .8 ) (0 .0 ) (0 .0 ) (1 0 0 .0 ) 4 3 S u l 2 1. 1 15 9 (7 8 .6 ) (1 2 .4 ) (0 .8 ) (8 .9 ) (9 3. 0 ) 33 S A B 37 .2 36 6 5 0 .9 35 .8 1. 4 13 .3 8 6 .7 13 6 M ei o d e re si d ên ci a                 U rb an o 35 .8 5 15 5 6 .4 33 .1 1. 0 10 .5 8 9 .5 18 4 R u ra l 2 2 .0 6 6 2 78 .4 11 .9 0 .9 9 .7 9 0 .8 14 6 Id ad e                 0 -1 1 m es es 2 3. 6 2 38 (6 6 .3 ) (2 4 .5 ) (0 .5 ) (9 .3 ) (9 0 .7 ) 5 6 12 -2 3 m es es 34 .7 2 9 1 6 3. 6 2 1. 8 1. 1 14 .7 8 6 .0 10 1 2 4 -3 5 m es es 2 7. 5 2 4 0 6 4 .4 2 6 .8 0 .0 8 .8 9 1. 2 6 6 36 -4 7 m es es 2 6 .6 2 33 72 .1 15 .5 3. 0 12 .5 8 7. 5 6 2 4 8 -5 9 m es es 2 5 .6 17 5 (6 6 .0 ) (3 4 .0 ) (0 .0 ) (0 .0 ) (1 0 0 .0 ) 4 5 In d ic e d e B em -E st ar E co n ó m ic o                 O m ai s p ob re 17 .8 2 35 (7 2 .7 ) (1 2 .0 ) (3 .3 ) (1 5 .2 ) (8 4 .8 ) 4 2 S eg u n d o 2 1. 7 2 2 4 (7 6 .2 ) (1 3. 3) (0 .0 ) (1 0 .4 ) (9 0 .9 ) 4 9 M éd io 2 7. 4 2 5 1 79 .2 13 .8 0 .0 7. 0 9 3. 0 6 9 Q u ar to 34 .6 2 71 5 4 .1 30 .6 0 .0 15 .3 8 4 .7 9 4 O m ai s ri co 39 .3 19 7 5 9 .1 37 .1 2 .4 3. 8 9 6 .2 77 a A g en te s an it ár io c om u n it ár io in cl u i t an to e st ab el ec im en to s d e sa ú d e p ú b lic os (P ro fi ss io n al d a sa ú d e co m u n it ár io e C lín ic a m óv el / d e p ro xi m id ad e) c om o p ri va d os (C lín ic a m óv el ) b In cl u i t od os o s es ta b el ec im en to s e p ro fi ss io n ai s d e sa ú d e p ú b lic os e p ri va d os b em c om o lo ja (. ) V al or es b as ea d os e n tr e 2 5 -4 9 c as os n ão p on d er ad os ; * V al or es b as ea d os e m m en os d e 2 5 c as os n ão p on d er ad os 118 GUINÉ-BISSAU Em geral, foi tirado sangue de um dedo ou calcanhar para análise a 23% de crianças com febre nas duas semanas anteriores ao inquérito (Tabela CH22). Esta percentagem aumenta com o aumento do nível de instrução da mãe e conforme o bem-estar económico e com maior destaque, como é óbvio, no meio urbano (30%) em relação ao meio rural (19%). A proporção de crianças tratadas com ACT no mesmo dia em que a febre começou ou no dia seguinte varia de 0% na Região de Cachéu e Bolama/Bijagós a 13% na Região de Quinara. As crianças urbanas têm mais probabilidades do que as rurais de serem tratadas com ACT (13% contra 8%). Os resultados entre rapazes e meninas são numa relação de 12% contra 8%, respetivamente. No total, 13% de crianças com febre que receberam tratamento combinado com ACT. A Tabela CH.23 apresenta a fonte de anti-palúdicos para crianças com menos de cinco anos que foram tratadas com anti-palúdicos. O tratamento foi obtido num estabelecimento ou profissional da saúde em 90% dos casos tratados com anti-palúdicos, sendo que a maioria recorreu ao sector público (66%). Não há diferenças significativas entre os meios de residência (urbano e rural) e por sexo da criança. 119Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A C H .2 4 : M U L H E R E S G R Á V ID A S A D O R M IR S O B M O S Q U IT E IR O S P er ce n ta g em d e m u lh er es g rá vi d as d e 15 -4 9 a n o s q u e d o rm ir am s o b u m m o sq u it ei ro n a n o it e an te ri o r, p o r ti p o d e m o sq u it ei ro , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   P er ce n ta g em d e m u lh er es g rá vi d as q u e p as sa ra m a n oi te a n te ri or n os a g re g ad os en tr ev is ta d os N ú m er o d e m u lh er es g rá vi d as d e 15 -4 9 a n os P er ce n ta g em d e m u lh er es g rá vi d as d e 15 -4 9 a n o s q u e n a n o it e an te ri o r d o rm ir am s o b : N ú m er o d e m u lh er es g rá vi d as q u e p as sa ra m a n oi te a n te ri or n os a g re g ad os en tr ev is ta d os P er ce n ta g em d e m u lh er es g rá vi d as q u e d or m ir am s ob u m M II n a n oi te a n te ri or em a g re g ad os c om p el o m en os u m M II N ú m er o d e m u lh er es g rá vi d as d e 15 -4 9 a n os a vi ve r em a g re g ad os co m p el o m en os u m M II Q u al q u er m os q u it ei ro U m m os q u it ei ro im p re g n ad o co m in se ct ic id a (M II ) 1 U m m os q u it ei ro im p re g n ad o co m in se ct ic id a d e lo n g a d u ra çã o (M IL D ) T o ta l 9 8 .4 77 5 8 5 .5 79 .3 79 .3 76 3 8 7. 4 6 9 3 R eg iã o                 To m b al i 9 5 .6 6 4 9 4 .3 9 2 .3 9 2 .3 6 1 9 6 .6 5 8 Q u in ar a (1 0 0 .0 ) 33 (9 0 .6 ) (6 6 .1 ) (6 5 .1 ) 33 (8 7. 4 ) 2 5 O io 9 9 .4 15 5 9 0 .0 79 .3 79 .3 15 4 8 7. 4 14 0 B io m b o 9 9 .1 5 7 8 2 .1 79 .8 79 .8 5 7 8 8 .1 5 1 B ol am a/ B ija g ós 9 8 .0 12 (9 2 .2 ) (8 1. 7) (8 1. 7) 12 (8 7. 8 ) 11 B af at á 9 6 .5 9 4 8 1. 1 6 8 .4 6 8 .4 9 1 76 .2 8 2 G ab ú 9 8 .8 10 6 6 1. 8 5 9 .4 5 9 .4 10 5 72 .4 8 6 C ac h eu 10 0 .0 8 7 9 5 .0 9 1. 6 9 1. 6 8 7 9 4 .8 8 4 S A B 9 8 .0 16 7 9 0 .3 8 9 .2 8 9 .2 16 4 9 3. 8 15 5 P ro ví n ci a                 N or te 9 9 .5 2 9 9 8 9 .9 8 3. 0 8 3. 0 2 9 8 8 9 .8 2 75 Le st e 9 7. 7 2 0 0 70 .8 6 3. 6 6 3. 6 19 5 74 .2 16 7 S u l 9 7. 2 10 9 9 2 .9 8 2 .9 8 2 .6 10 6 9 3. 1 9 4 S A B 9 8 .0 16 7 9 0 .3 8 9 .2 8 9 .2 16 4 9 3. 8 15 5 M ei o d e re si d ên ci a                 U rb an o 9 8 .7 2 5 5 9 0 .0 8 3. 8 8 3. 8 2 5 2 9 1. 9 2 30 R u ra l 9 8 .3 5 2 0 8 3. 4 77 .2 77 .1 5 11 8 5 .2 4 6 3 120 GUINÉ-BISSAU TA B E L A C H .2 4 ( C O N T IN U A Ç Ã O ) : M U L H E R E S G R Á V ID A S A D O R M IR S O B M O S Q U IT E IR O S P er ce n ta g em d e m u lh er es g rá vi d as d e 15 -4 9 a n o s q u e d o rm ir am s o b u m m o sq u it ei ro n a n o it e an te ri o r, p o r ti p o d e m o sq u it ei ro , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   P er ce n ta g em d e m u lh er es g rá vi d as q u e p as sa ra m a n oi te a n te ri or n os a g re g ad os en tr ev is ta d os N ú m er o d e m u lh er es g rá vi d as d e 15 -4 9 a n os P er ce n ta g em d e m u lh er es g rá vi d as d e 15 -4 9 a n o s q u e n a n o it e an te ri o r d o rm ir am s o b : N ú m er o d e m u lh er es g rá vi d as q u e p as sa ra m a n oi te a n te ri or n os a g re g ad os en tr ev is ta d os P er ce n ta g em d e m u lh er es g rá vi d as q u e d or m ir am s ob u m M II n a n oi te a n te ri or em a g re g ad os c om p el o m en os u m M II N ú m er o d e m u lh er es g rá vi d as d e 15 -4 9 a n os a vi ve r em a g re g ad os co m p el o m en os u m M II Q u al q u er m os q u it ei ro U m m os q u it ei ro im p re g n ad o co m in se ct ic id a (M II ) 1 U m m os q u it ei ro im p re g n ad o co m in se ct ic id a d e lo n g a d u ra çã o (M IL D ) Id ad e                 15 -1 9 9 7. 9 10 1 8 5 .7 77 .8 77 .8 9 8 8 5 .8 8 9 2 0 -2 4 9 8 .5 19 8 8 3. 2 76 .1 76 .1 19 5 8 2 .6 18 0 2 5 -2 9 9 6 .9 16 0 8 6 .6 79 .4 79 .2 15 5 8 9 .4 13 7 30 -3 4 9 9 .2 18 1 8 6 .8 8 1. 8 8 1. 8 18 0 9 0 .3 16 3 35 -3 9 9 9 .7 9 1 8 8 .0 8 2 .5 8 2 .5 9 1 8 9 .5 8 4 4 0 -4 4 (1 0 0 .0 ) 38 (8 3. 8 ) (8 1. 7) (8 1. 7) 38 (9 2 .6 ) 34 4 5 -4 9 * 6 * * * 5 * 5 N ív el d e In st ru çã o                 N en h u m 9 9 .2 4 15 8 3. 2 77 .1 77 .1 4 12 8 5 .7 37 0 P ri m ár io 9 6 .3 2 4 2 8 6 .6 79 .2 79 .1 2 33 8 6 .7 2 13 S ec u n d ár io e m ai s 10 0 .0 11 8 9 1. 5 8 7. 5 8 7. 5 11 8 9 4 .5 10 9 n d ic e d e B em -E st ar E co n ó m ic o                 O m ai s p ob re 9 7. 9 19 5 8 6 .6 8 2 .1 8 2 .1 19 1 8 9 .0 17 6 S eg u n d o 9 9 .3 17 9 78 .7 72 .0 71 .8 17 7 8 2 .5 15 5 M éd io 9 8 .9 16 8 8 4 .0 76 .5 76 .5 16 6 8 4 .7 15 0 Q u ar to 9 6 .4 14 3 9 3. 1 8 6 .7 8 6 .7 13 8 9 1. 2 13 1 O m ai s ri co 10 0 .0 9 1 8 7. 8 8 2 .0 8 2 .0 9 1 9 2 .0 8 1 1 I n d ic ad o r M IC S 3 .2 4 - M u lh er es g rá vi d as a d o rm ir s o b m o sq u it ei ro s im p re g n ad o s co m in se ct ic id a (M II ) (. ) V al or es b as ea d os e n tr e 2 5 -4 9 c as os n ão p on d er ad os * V al or es b as ea d os e m m en os d e 2 5 c as os n ão p on d er ad os 121Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 As mulheres grávidas a viver em locais onde o paludismo é muito prevalecente são muito vulneráveis ao paludismo. Uma vez infetadas, as mulheres grávidas correm o risco de anemia, parto prematuro e de ter um nado-morto. Os seus bebés enfrentam um maior risco de pouco peso à nascença. o que traz con- sigo um risco acrescido de morrer na infância3. Por esta razão, são tomadas medidas para proteger as mulheres grávidas através da distribuição de mosquiteiros impregnados com inseticida e de tratamen- to durante os exames pré-natais com medicamentos que evitam o paludismo (tratamento preventivo intermitente ou TPI). A OMS recomenda que em zonas de transmissão moderada e alta do paludismo, todas as mulheres grávidas façam o tratamento preventivo intermitente com sulfadoxina-Pyrimethami- na (SP) em todas as consultas de cuidados pré-natais marcadas. No MICS-5, perguntou-se às mulheres sobre os medicamentos que receberam para evitar o paludismo na última gravidez durante os 2 anos que precederam o inquérito. Considera-se que as mulheres receberam tratamento preventivo intermi- tente se receberam pelo menos 3 doses de SP/Fansidar durante a gravidez, das quais pelo menos uma foi tomada durante os cuidados pré-natais. A Tabela CH.24 apresenta a proporção de mulheres grávidas que dormiram sob um mosquiteiro du- rante a noite anterior. Cerca de 86% das mulheres grávidas que dormiram sob qualquer mosquiteiro na noite anterior ao inquérito, 79% dormiram sob um mosquiteiro impregnado com inseticida. Esta per- centagem aumenta para 87% se apenas considerarmos as que vivem num agregado com pelo menos um MII. O nível de instrução manifesta a sua predominância na percentagem das grávidas que dormi- ram sob um mosquiteiro impregnado com inseticida (MII) na noite anterior ao inquérito em agregados com pelo menos um MII. A Província do Leste apresenta percentagem mais baixa de mulheres grávidas a dormir sob um MII (64%). 3 Shulman CE, Dorman EK. Importância e prevenção do paludismo na gravidez. Trans R Soc Trop Med Hyg. 2003; 97(1), 30–55 122 GUINÉ-BISSAU TA B E L A C H .2 5 : T R A TA M E N T O P R E V E N T IV O I N T E R M IT E N T E D O P A L U D IS M O P er ce n ta g em d e m u lh er es d e 15 -4 9 a n o s q u e ti ve ra m u m n as ci d o -v iv o d u ra n te o s d o is a n o s an te ri o re s ao in q u ér it o e q u e re ce b er am tr at am en to p re ve n ti vo in te rm it en te d o p al u d is m o (T P I) d u ra n te a g ra vi d ez e m q u al q u er co n su lt a d e cu id ad o s p ré -n at ai s, M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   P er ce n ta g em d e m u lh er es q u e re ce b er am cu id ad os p ré -n at ai s N ú m er o d e m u lh er es c om u m n ad o -v iv o n os ú lt im os d oi s an os P er ce n ta g em d e m u lh er es g rá vi d as : N ú m er o d e m u lh er es co m u m n as ci d o -v iv o n os ú lt im os d oi s an os q u e re ce b er am cu id ad os p ré -n at ai s Q u e to m ou q u al q u er m ed ic am en to p ar a ev it ar o p al u d is m o em q u al q u er co n su lt a p ré -n at al d u ra n te a g ra vi d ez Q u e to m o u S P /F an si d ar p el o m en o s u m a ve z d u ra n te u m a co n su lt a p ré -n at al e t o m o u a o t o d o : P el o m en os u m a ve z D u as o u m ai s ve ze s Tr és o u m ai s ve ze s1 Q u at ro o u m ai s ve ze s T o ta l 9 2 .4 30 39 77 .4 70 .2 4 9 .0 18 .6 6 .4 2 8 0 8 R eg iã o                 To m b al i 9 2 .8 2 15 5 1. 1 39 .6 2 8 .7 7. 9 1. 4 19 9 Q u in ar a 9 2 .3 10 8 76 .5 72 .2 5 2 .4 10 .9 1. 0 10 0 O io 8 6 .4 6 6 5 8 0 .3 79 .7 5 4 .1 2 1. 2 6 .0 5 74 B io m b o 9 4 .4 2 2 5 78 .8 70 .2 5 9 .6 4 0 .7 2 3. 7 2 12 B ol am a/ B ija g ós 9 0 .7 5 7 74 .7 5 7. 2 39 .0 2 .0 0 .0 5 2 B af at á 9 4 .1 34 4 8 5 .6 8 4 .3 5 6 .2 2 7. 4 7. 6 32 4 G ab ú 8 7. 2 37 8 77 .5 71 .1 37 .1 6 .9 0 .0 33 0 C ac h eu 9 6 .2 2 9 4 6 2 .7 6 2 .2 5 1. 4 16 .7 7. 6 2 8 2 S A B 9 7. 5 75 4 8 4 .3 6 8 .2 4 8 .8 17 .3 6 .0 73 5 P ro ví n ci a                 N or te 9 0 .3 11 8 3 75 .3 73 .2 5 4 .5 2 3. 9 9 .9 10 6 9 Le st e 9 0 .5 72 2 8 1. 5 77 .6 4 6 .5 17 .1 3. 8 6 5 4 S u l 9 2 .4 38 0 6 1. 8 5 1. 5 37 .0 7. 9 1. 1 35 1 S A B 9 7. 5 75 4 8 4 .3 6 8 .2 4 8 .8 17 .3 6 .0 73 5 M ei o d e re si d ên ci a                 U rb an o 9 7. 0 11 19 8 2 .8 70 .9 5 0 .4 18 .2 6 .6 10 8 6 R u ra l 8 9 .7 19 2 1 74 .1 6 9 .8 4 8 .1 18 .8 6 .3 17 2 2 N ív el d e In st ru çã o                 N en h u m 8 9 .1 16 2 4 76 .0 70 .2 4 7. 2 17 .8 4 .8 14 4 6 P ri m ár io 9 5 .6 9 32 78 .6 70 .5 5 0 .6 19 .0 7. 4 8 9 1 S ec u n d ár io e m ai s 9 7. 4 4 8 3 79 .7 6 9 .8 5 1. 3 2 0 .0 9 .2 4 71 In d ic e d e B em -E st ar E co n ó m ic o                 O m ai s p ob re 8 9 .6 6 9 4 74 .4 70 .4 5 3. 4 19 .8 8 .9 6 2 2 S eg u n d o 8 8 .6 6 6 1 72 .3 6 7. 2 4 2 .1 15 .7 3. 7 5 8 6 M éd io 9 2 .1 6 8 3 78 .1 72 .2 4 9 .2 19 .1 5 .9 6 2 9 Q u ar to 9 6 .6 5 6 9 8 0 .0 6 9 .9 5 2 .4 2 3. 4 6 .3 5 5 0 O m ai s ri co 9 7. 8 4 32 8 4 .6 71 .4 4 7. 1 13 .7 6 .9 4 2 3 1 I n d ic ad o r M IC S 3 .2 5 - T ra ta m en to p re ve n ti vo in te rm it en te d o p al u d is m o (. ) V al or es b as ea d os e n tr e 2 5 -4 9 c as os n ão p on d er ad os ; * V al or es b as ea d os e m m en os d e 2 5 c as os n ão p on d er ad os 123Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 O tratamento preventivo intermitente do paludismo para mulheres que deram à luz nos dois anos que precederam o inquérito é apresentado na Tabela CH.25. Os dados da tabela mostram que 70% das mulheres grávidas tomaram SP/Fansidar pelo menos uma vez durante uma consulta pré-natal, 49% duas vezes e 19% pelo menos três ou mais vezes. Estes indicadores não diferem por meio de residência e não obedecem padrões claros relativamente ao nível do ensino das grávidas e nem no ponto de vista do bem-estar económico do agregado. 124 GUINÉ-BISSAU 125Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 VII. ÁGUA E SANEAMENTO A água potável é uma necessidade básica para a boa saúde. A água imprópria para consumo pode ser um transmissor importante de doenças como a cólera, a febre tifóide, a equistossomíase e outras de origem hídrica. A água potável também pode estar poluída com produtos químicos e contaminantes fí- sicos com efeitos prejudiciais para a saúde humana. Além da sua associação a doenças, o acesso a água potável pode ser particularmente importante para mulheres e crianças, em especial nas zonas rurais, porque têm a responsabilidade de transportar a água muitas vezes por longas distâncias. O ODM 7, C é reduzir para metade, de 1990 a 2015, a proporção de pessoas sem acesso sustentável a água potável e a saneamento básico. Para mais detalhes sobre água e saneamento e acesso a alguns documentos de referência, visite o we- bsite www.mics.unicef.org da UNICEF1 ou o website do Programa Conjunto de Monitorização da OMS/ UNICEF para Abastecimento de Água e Saneamento2. USO DE FONTES MELHORADAS DE ÁGUA A distribuição da população por fonte principal de abastecimento de água potável é mostrada na Tabe- la WS.1. A população a usar fontes melhoradas de água potável é a que usa um dos seguintes tipos de abastecimento: água canalizada (no interior da habitação, no recinto, pátio ou terreno, no vizinho, fon- tenário público/ cano vertical), poço/ furo, poço protegido, fonte protegida e recolha de água da chuva. A água engarrafada é considerada uma fonte de água melhorada só se o agregado estiver a utilizar uma fonte melhorada de água para lavar as mãos e cozinhar. 1 http://www.mics.unicef.org 2 http://www.wssinfo.org 126 GUINÉ-BISSAU TA B E L A W S .1 : U S O D E F O N T E S M E L H O R A D A S D E Á G U A D is tr ib u iç ão p er ce n tu al d a p o p u la çã o d o ag re g ad o se g u n d o a p ri n ci p al fo n te d e ág u a p ar a b eb er e p er ce n ta g em d a p o p u la çã o d o ag re g ad o a u ti li za r fo n te s m el h o ra d as d e ág u a p o tá ve l, M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14       F on te p ri n ci p al d e ág u a p ar a b eb er To ta l P er ce n ta g em d os q u e u sa m fo n te s m el h o - ra d as d e ág u a p ot áv el 1 N ú m er o d e m em b ro s d e ag re g a- d o fa m ili ar F o n te s m el h o ra d as F on te s n ão m el h or ad as Á g u a ca n al iz ad a P oç o / F u ro P oç o p ro te g id o F on te p ro te g id a A g u a d a ch u va A g u a en g ar ra fa d a a A g u a em p ac ot ad a a D en tr o d e ca sa N o p át io / te rr en o N o vi zi n h o To rn ei ra p ú b lic a / C h af ar iz P oç o n ão p ro te g id o F on te n ão p ro te g id a Á g u a su p er fi ci al A g u a en g ar ra fa d a a O u tr o T o ta l 4 .2 5 .2 16 .6 11 .9 15 .1 2 1. 1 0 .6 0 .0 0 .0 0 .1 2 4 .2 0 .7 0 .3 0 .0 0 .0 10 0 .0 74 .8 4 79 2 5 R eg iã o                                     To m b al i 0 .0 0 .6 0 .8 2 5 .1 18 .4 2 7. 8 0 .6 0 .4 0 .0 0 .0 2 4 .6 1. 4 0 .1 0 .0 0 .1 10 0 .0 73 .8 32 33 Q u in ar a 0 .2 0 .0 .3 1. 3 5 6 .7 17 .6 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 2 1. 6 0 .5 1. 6 0 .0 0 .0 10 0 .0 76 .2 18 4 2 O io 0 .0 1. 1 5 .4 2 .6 15 .0 17 .1 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 5 8 .8 0 .0 0 .0 0 .0 0 .1 10 0 .0 4 1. 1 79 9 0 B io m b o 0 .2 0 .9 1. 7 2 .6 11 .8 19 .4 2 .1 0 .0 0 .0 0 .1 6 0 .5 0 .7 0 .0 0 .0 0 .0 10 0 .0 38 .8 34 2 0 B ol am a/ B ija g ós 0 .0 0 .2 0 .3 11 .8 8 .1 4 4 .8 0 .4 0 .0 0 .0 0 .0 2 6 .3 8 .1 0 .0 0 .0 0 .1 10 0 .0 6 5 .5 10 5 0 B af at á 0 .0 0 .4 0 .7 3. 8 5 2 .3 18 .6 0 .2 0 .0 0 .0 0 .0 2 0 .2 3. 0 0 .8 0 .0 0 .0 10 0 .0 76 .0 5 31 8 G ab ú 6 .8 3. 4 10 .5 31 .8 13 .3 16 .5 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 16 .4 0 .2 1. 0 0 .0 0 .0 10 0 .0 8 2 .3 5 5 0 4 C ac h eu 0 .4 12 .0 12 .0 2 8 .8 6 .7 17 .5 2 .9 0 .0 0 .0 0 .0 19 .2 0 .3 0 .2 0 .0 0 .0 10 0 .0 8 0 .3 4 8 2 5 S A B 11 .0 10 .5 4 2 .1 7. 5 0 .5 2 4 .8 0 .2 0 .0 0 .1 0 .2 3. 0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .1 10 0 .0 9 6 .9 14 74 2 P ro ví n ci a                                     N or te 0 .2 4 .3 6 .6 10 .4 11 .8 17 .7 1. 3 0 .0 0 .0 0 .0 4 7. 4 0 .2 0 .1 0 .0 0 .0 10 0 .0 5 2 .3 16 2 35 Le st e 3. 5 1. 9 5 .7 18 .0 32 .5 17 .6 0 .1 0 .0 0 .0 0 .0 18 .3 1. 6 0 .9 0 .0 0 .0 10 0 .0 79 .2 10 8 2 2 S u l 0 .1 0 .4 0 .6 15 .7 2 8 .2 2 7. 7 0 .4 0 .2 0 .0 0 .0 2 4 .0 2 .3 0 .6 0 .0 0 .1 10 0 .0 73 .1 6 12 5 S A B 11 .0 10 .5 4 2 .1 7. 5 0 .5 2 4 .8 0 .2 0 .0 0 .1 0 .2 3. 0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .1 10 0 .0 9 6 .9 14 74 2 M ei o d e re si d ên ci a                                     U rb an o 8 .4 8 .2 32 .0 10 .1 6 .6 2 5 .5 0 .7 0 .0 0 .1 0 .1 8 .1 0 .0 0 .0 0 .0 0 .1 10 0 .0 9 1. 7 2 10 9 8 R u ra l 0 .9 2 .8 4 .4 13 .3 2 1. 8 17 .7 0 .5 0 .1 0 .0 0 .0 36 .8 1. 3 0 .5 0 .0 0 .0 10 0 .0 6 1. 4 2 6 8 2 6 N ív el d e In st ru çã o d o c h ef e d o ag re g ad o f am il ia r                                     N en h u m 1. 6 3. 8 10 .9 13 .3 2 0 .2 2 0 .2 0 .5 0 .0 0 .0 0 .0 2 8 .2 0 .9 0 .3 0 .0 0 .1 10 0 .0 70 .5 2 16 9 7 P ri m ár io 2 .8 5 .5 14 .1 11 .6 13 .7 2 3. 1 0 .8 0 .1 0 .0 0 .0 2 7. 0 0 .8 0 .4 0 .0 0 .1 10 0 .0 71 .7 14 6 33 S ec u n d ár io e m ai s 11 .0 7. 3 30 .5 9 .5 7. 4 2 0 .1 0 .5 0 .0 0 .1 0 .2 12 .8 0 .3 0 .1 0 .0 0 .0 10 0 .0 8 6 .8 11 35 0 E m fa lt a/ N S 7. 8 1. 9 18 .1 16 .2 5 .7 2 7. 8 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 2 2 .5 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 10 0 .0 77 .5 2 4 5 In d ic e d e B em -E st ar E co n ó m ic o                                     O m ai s p ob re 0 .0 0 .7 1. 4 8 .1 11 .4 2 1. 2 0 .5 0 .1 0 .0 0 .0 5 4 .3 1. 8 0 .4 0 .0 0 .1 10 0 .0 4 3. 4 9 5 8 7 S eg u n d o 0 .6 1. 8 3. 9 15 .2 2 2 .1 18 .9 0 .4 0 .0 0 .0 0 .0 35 .4 1. 0 0 .8 0 .0 0 .0 10 0 .0 6 2 .8 9 5 8 2 M éd io 1. 6 4 .0 9 .8 13 .9 2 6 .7 2 5 .1 0 .8 0 .0 0 .0 0 .0 17 .1 0 .7 0 .2 0 .0 0 .0 10 0 .0 8 1. 9 9 5 8 5 Q u ar to 1. 9 4 .9 30 .4 14 .4 12 .3 2 4 .7 0 .9 0 .0 0 .0 0 .0 10 .2 0 .1 0 .1 0 .0 0 .0 10 0 .0 8 9 .6 9 5 8 7 O m ai s ri co 17 .0 14 .5 37 .3 7. 9 3. 0 15 .7 0 .3 0 .0 0 .2 0 .2 3. 8 0 .0 0 .0 0 .0 0 .1 10 0 .0 9 6 .0 9 5 8 2 a O s ag re g ad os q u e u sa m á g u a en g ar ra fa d a co m o p ri n ci p al fo n te d e ág u a p ot áv el s ão c la ss if ic ad os c om o u ti liz ad or es d e ág u a p ot áv el m el h or ad a ou n ão m el h or ad a se g u n d o a fo n te d e ág u a u ti liz ad a p ar a ou tr os fi n s co m o co zi n h ar e la va r as m ão s 127Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 Em geral, 75% da população está a usar uma fonte melhorada de água potável, 92% no meio urbano e 61% no meio rural. A situação na Região de Biombo e Oio é consideravelmente pior que noutras Regiões; apenas 39% e 41% da população nesta região tem acesso a uma fonte melhorada de água, respectivamente. A maior percentagem da população que usa fonte de água potável concentra-se no SAB, com 97%. Com relação a água canalizada, a Tabela WS.1, mostra que apenas 4% da população usa água cana- lizada do interior da casa; 5% no quintal; 17% no quintal do vizinho e 12% no fontenário público. Em termos regionais somente SAB e Gabú apresentam alguns valores embora baixo sobre o uso de água canalizada no interior de habitação (11% e 7% respetivamente). A água do rio/ribeiro (fonte não melhorada) continua a ser usada nas Regiões de Quinara, Tombali, e Gabú, Bafatá com (2%, 1%, 1%, e 1% respectivamente). Nas Regiões de Biombo e Oio, a segunda fonte mais importante de água é o poço não protegido (fonte não melhorada), representando respectiva- mente, 61% e 59% da população. Figura WS. 1:Distribuição percentual de membros do agregado por fonte melhorada de água MICS5, Guiné-Bissau, 2014 128 GUINÉ-BISSAU O uso do tratamento da água pelo agregado é apresentado na Tabela WS.2. Perguntou-se aos agre- gados quais as formas como tratam a água em casa para a tornar mais segura para beber. Ferver a água, acrescentar lixívia ou cloro, usar um filtro de água e usar desinfecção solar são considerados tratamentos adequados da água potável. A tabela mostra o tratamento da água por todos os membros do agregado e a percentagem de membros do agregado a viver nos agregados que usam fontes não melhoradas de água, mas usam métodos apropriados de tratamento da água. Os resultados mostram que em geral, 5% de membros do agregado familiar no agregado que usam fontes de água não melhoradas e recorrem a um método de tratamento adequado de água. Consta- ta-se ainda que entre os métodos de tratamento de água, o mais frequente e/ou comum é de filtrar a água com pano (71%) e apenas 12% adicionam lixívia ou pastilha de cloro. Os membros de agregados familiares nos agregados que nada fazem para tratar água representam 23%. A maior percentagem da utilização do método adequado do tratamento de água em casa é verificada no meio urbano com 13% contra 4% no meio rural. A Região de Bolama/Bijagós e o SAB são representadas, respetivamente, por 24% e 23% dos membros do agregado familiar nos agregados que usam fontes não melhoradas de água, mas usam métodos apropriados de tratamento da água. Constata-se que o uso de um ou outro método adequado de tratamento de água em casa está rela- cionado com o nível de instrução do chefe do agregado e bem-estar económico. Com o aumento do nível de instrução do chefe do agregado ou nível do bem-estar económico aumenta a percentagem da utilização do método adequado de tratamento de água em casa. Assim, vimos que 28% dos membros dos agregados familiares mais ricos utilizam um método apropriado de tratamento de água de fonte não melhorada, assim como 8% dos membros dos agregados cujo chefe possui um nível de instrução do ensino secundário e mais. 129Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A W S .2 : T R A TA M E N T O D A Á G U A D O A G R E G A D O F A M IL IA R P er ce n ta g em d a p o p u la çã o d o s ag re g ad o s fa m il ia re s p o r m ét o d o d e tr at am en to d a ág u a p ar a b eb er u sa d o n o ag re g ad o , e p ar a o s m em b ro s d o s ag re g ad o s q u e vi ve m e m a g re g ad o s em q u e é u sa d a u m a fo n te d e ág u a n ão m el h o ra d a, a p er ce n ta g em q u e u sa u m m ét o d o d e tr at am en to a p ro p ri ad o , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14     M ét od o d e tr at am en to d a ág u a u sa d a em c as a N ú m er o d e m em b ro s d e ag re g ad o fa m ili ar P er ce n ta g em d e m em b ro s em a g re g ad os q u e u sa m fo n te s d e ág u a n ão m el h or ad as p ar a b eb er , e q u e u sa m u m m ét od o ap ro p ri ad o d e tr at am en to d e ág u a 1 N ú m er o d e m em b ro s d e ag re g ad o q u e u ti liz am fo n te s n ão m el h or ad as d e ág u a p ar a b eb er N en h u m F er ve r P ôr li xí vi a / cl or o F ilt ra r at ra vé s d e u m p an o U sa fi lt ro d e ág u a D es in fe çã o so la r D ei xa r re p ou - sa r O u tr o N S T o ta l 2 2 .6 0 .6 11 .6 71 .3 0 .4 0 .0 2 .1 0 .2 0 .0 4 79 2 5 5 .1 12 10 1 R eg iã o                         To m b al i 11 .4 0 .0 3. 9 8 7. 1 0 .1 0 .0 3. 3 0 .1 0 .0 32 33 2 .2 8 4 7 Q u in ar a 35 .0 0 .1 1. 9 6 3. 4 0 .8 0 .0 0 .1 0 .3 0 .0 18 4 2 2 .2 4 39 O io 13 .6 1. 1 5 .2 8 3. 6 0 .1 0 .0 10 .3 0 .1 0 .0 79 9 0 3. 6 4 70 5 B io m b o 35 .2 0 .2 5 .9 6 1. 5 0 .2 0 .0 0 .5 0 .1 0 .3 34 2 0 3. 5 2 0 9 3 B ol am a/ B ija g ós 10 .4 0 .0 32 .7 73 .6 0 .1 0 .0 2 .7 0 .5 0 .0 10 5 0 2 3. 6 36 2 B af at á 18 .9 0 .5 6 .0 79 .5 0 .0 0 .0 1. 1 0 .1 0 .0 5 31 8 2 .4 12 76 G ab ú 4 4 .1 0 .5 6 .2 5 2 .1 0 .0 0 .0 0 .0 0 .1 0 .0 5 5 0 4 5 .6 9 72 C ac h eu 13 .2 0 .1 8 .3 79 .4 0 .0 0 .1 7. 8 0 .0 0 .0 4 8 2 5 7. 6 9 5 0 S A B 2 2 .8 0 .9 2 3. 0 6 5 .9 1. 0 0 .0 1. 9 0 .5 0 .0 14 74 2 2 2 .8 4 5 6 P ro ví n ci a                         N or te 18 .0 0 .6 6 .3 77 .7 0 .1 0 .0 3. 1 0 .1 0 .1 16 2 35 4 .1 77 4 8 Le st e 31 .7 0 .5 6 .1 6 5 .6 0 .0 0 .0 0 .5 0 .1 0 .0 10 8 2 2 3. 8 2 2 4 8 S u l 18 .3 0 .0 8 .3 77 .6 0 .3 0 .0 2 .2 0 .2 0 .0 6 12 5 6 .9 16 4 8 S A B 2 2 .8 0 .9 2 3. 0 6 5 .9 1. 0 0 .0 1. 9 0 .5 0 .0 14 74 2 2 2 .8 4 5 6 M ei o d e re si d ên ci a                         U rb an o 2 2 .1 0 .9 2 0 .1 6 8 .4 0 .7 0 .0 1. 8 0 .4 0 .0 2 10 9 8 12 .8 17 5 3 R u ra l 2 3. 1 0 .4 4 .9 73 .6 0 .1 0 .0 2 .3 0 .1 0 .0 2 6 8 2 6 3. 8 10 34 7 130 GUINÉ-BISSAU TA B E L A W S .2 ( C O N T IN U A Ç Ã O ): T R A TA M E N T O D A Á G U A D O A G R E G A D O F A M IL IA R P er ce n ta g em d a p o p u la çã o d o s ag re g ad o s fa m il ia re s p o r m ét o d o d e tr at am en to d a ág u a p ar a b eb er u sa d o n o ag re g ad o , e p ar a o s m em b ro s d o s ag re g ad o s q u e vi ve m e m a g re g ad o s em q u e é u sa d a u m a fo n te d e ág u a n ão m el h o ra d a, a p er ce n ta g em q u e u sa u m m ét o d o d e tr at am en to a p ro p ri ad o , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14 P ri n ci p al F o n te d e ág u a p ar a b eb er                         M el h or ad a 2 6 .5 0 .7 13 .9 6 6 .3 0 .5 0 .0 1. 9 0 .3 0 .0 35 8 2 4 n a  n a  N ão m el h or ad a 11 .2 0 .3 4 .8 8 6 .1 0 .0 0 .0 2 .6 0 .0 0 .1 12 10 1 5 .1 12 10 1 N ív el d e In st ru çã o d o ch ef e d o a g re g ad o fa m il ia r                         N en h u m 2 4 .2 0 .4 8 .0 71 .5 0 .1 0 .0 1. 9 0 .2 0 .0 2 16 9 7 4 .4 6 4 0 5 P ri m ár io 2 0 .2 0 .3 10 .0 74 .7 0 .3 0 .0 2 .1 0 .3 0 .0 14 6 33 5 .1 4 14 2 S ec u n d ár io e m ai s 2 2 .8 1. 3 2 0 .2 6 6 .7 0 .9 0 .0 2 .2 0 .3 0 .1 11 35 0 8 .3 14 9 8 E m fa lt a/ N S 17 .5 0 .0 32 .1 6 7. 2 0 .0 0 .0 1. 9 0 .0 0 .0 2 4 5 1. 8 5 5 In d ic e d e B em -E st ar E co n ó m ic o                         O m ai s p ob re 2 0 .0 0 .2 3. 4 77 .0 0 .1 0 .0 3. 4 0 .1 0 .0 9 5 8 7 1. 9 5 4 2 8 S eg u n d o 2 1. 4 0 .4 5 .3 75 .8 0 .1 0 .0 1. 8 0 .2 0 .1 9 5 8 2 5 .4 35 6 1 M éd io 2 4 .3 0 .4 8 .2 72 .0 0 .0 0 .0 1. 7 0 .2 0 .0 9 5 8 5 5 .2 17 31 Q u ar to 2 4 .3 0 .9 14 .7 6 8 .8 0 .4 0 .0 1. 8 0 .3 0 .0 9 5 8 7 12 .5 9 9 7 O m ai s ri co 2 3. 0 1. 1 2 6 .5 6 3. 0 1. 2 0 .0 1. 6 0 .5 0 .0 9 5 8 2 2 8 .4 38 3 1 I n d ic ad o r M IC S 4 .2 - T ra ta m en to d a ág u a n a: n ão a p lic áv el (. ) V al or es b as ea d os e n tr e 2 5 -4 9 c as os n ão p on d er ad os * V al or es b as ea d os e m m en os d e 2 5 c as os n ão p on d er ad os 131Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 A quantidade de tempo necessário para obter água é apresentada na Tabela WS.3 e a pessoa que ge- ralmente vai buscar água na Tabela WS.4. Por outro lado, também note que para a Tabela WS.3, os membros do agregado a usar água em casa também constam nesta tabela e para outros os resultados referem-se a uma ida e volta de casa à fonte de água. Não foram recolhidas informações sobre o núme- ro de idas e vindas num dia. A Tabela WS.3 mostra que para 34% dos agregados, a fonte de água potável encontra-se em casa. A disponibilidade de água em casa é associada a um maior uso, uma melhor higiene da família e me- lhores resultados na saúde. Para ir buscar água e voltar em 30 minutos ou mais, observou-se que os agregados transportam cada vez menos água e podem chegar a um compromisso quanto às necessi- dades mínimas básicas de água potável no agregado. Para mais de um terço de todos os agregados, são necessários mais de 30 minutos para chegar à fonte de água e trazer água. 9% dos agregados que utilizam uma fonte melhorada de água levam 30 minutos ou mais para ir e voltar. Em relação ao tempo (30 minutos e mais) para chegar ao local de água de fonte melhorada para beber, nota-se uma peque- na diferença entre os residentes do meio urbano e rural (8% contra 9%). Por outro lado, é nas Região de Quinara e Bafatá onde são observadas as mais elevadas taxas dos agregados que levam 30 e mais minutos para ir buscar água de fonte melhorada, respetivamente 19% e 13%. Os dados mostram também que os agregados mais pobres são mais afectados do ponto de vista do acesso à água de fonte melhorada nas suas casas, onde apenas representam 5%, enquanto que três quarto dos mais ricos (78%) têm água da fonte melhorada nas suas casas. A população do SAB tem melhor acesso a uma fonte de água melhorada em casa (74%) ou a menos de 30 minuto do domicílio (16%). 132 GUINÉ-BISSAU TA B E L A W S .3 : T E M P O P A R A C H E G A R À F O N T E D E Á G U A P A R A B E B E R D is tr ib u iç ão p e rc e n tu al d a p o p u la çã o d o a g re g ad o s e g u n d o o t e m p o p ar a ch e g ar à f o n te d e ág u a p ar a b e b e r, o b te r a ág u a e re g re ss ar , p ar a u ti li za d o re s d e fo n te s d e ág u a m e lh o ra d as e n ão m e lh o ra d as , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   Te m p o p ar a ch eg ar a o lo ca l d e ág u a p ar a b eb er To ta l N ú m er o d e m em b ro s d os ag re g ad os U ti liz ad or es d e fo n te s m el h or ad as d e ág u a p ot áv el U su ár io s d e fo n te s n ão m el h or ad as d e ág u a p ot áv el Á g u a em c as a M en os d e 30 m in u to s 30 m in u to s ou m ai s E m fa lt a/ N S Á g u a em c as a M en os d e 30 m in u to s 30 m in u to s ou m ai s E m fa lt a/ N S T o ta l 33 .9 30 .8 8 .8 1. 3 5 .9 13 .4 5 .3 0 .7 10 0 4 79 2 5 R eg iã o                     To m b al i 11 .6 5 0 .9 11 .2 0 .2 2 .9 16 .2 7. 1 0 .0 10 0 32 33 Q u in ar a 4 .5 5 3. 1 18 .6 0 .0 1. 9 14 .0 7. 9 0 .0 10 0 18 4 2 O io 10 .1 2 1. 5 9 .5 0 .0 13 .3 32 .7 12 .8 0 .1 10 0 79 9 0 B io m b o 5 .6 2 6 .4 5 .2 1. 6 13 .2 31 .3 10 .7 6 .0 10 0 34 2 0 B ol am a/ B ija g ós 3. 6 4 9 .9 10 .2 1. 8 2 .4 2 4 .9 5 .8 1. 3 10 0 10 5 0 B af at á 14 .7 4 1. 7 13 .4 6 .2 6 .1 9 .7 7. 0 1. 2 10 0 5 31 8 G ab ú 2 7. 9 5 0 .9 3. 4 0 .2 6 .0 8 .5 3. 2 0 .0 10 0 5 5 0 4 C ac h eu 32 .0 34 .3 12 .1 1. 8 6 .0 10 .9 2 .1 0 .6 10 0 4 8 2 5 S A B 73 .8 15 .8 6 .6 0 .8 1. 6 1. 2 0 .3 0 .0 10 0 14 74 2 P ro ví n ci a N or te 15 .7 2 6 .3 9 .4 0 .9 11 .1 2 6 .0 9 .2 1. 5 10 0 16 2 35 Le st e 2 1. 4 4 6 .4 8 .3 3. 2 6 .0 9 .1 5 .1 0 .6 10 0 10 8 2 2 S u l 8 .1 5 1. 4 13 .3 0 .4 2 .5 17 .0 7. 1 0 .2 10 0 6 12 5 S A B 73 .8 15 .8 6 .6 0 .8 1. 6 1. 2 0 .3 0 .0 10 0 14 74 2 M ei o d e re si d ên ci a                     U rb an o 5 9 .4 2 2 .6 8 .3 1. 3 3. 3 3. 9 0 .8 0 .2 10 0 2 10 9 8 R u ra l 13 .8 37 .2 9 .1 1. 3 8 .0 2 0 .8 8 .7 1. 0 10 0 2 6 8 2 6 N ív el d e In st ru çã o d o ch ef e d o a g re g ad o fa m il ia r                     N en h u m 2 4 .6 35 .1 9 .1 1. 7 6 .5 16 .3 5 .9 0 .9 10 0 2 16 9 7 P ri m ár io 2 9 .3 32 .3 9 .1 1. 0 7. 1 14 .3 6 .3 0 .7 10 0 14 6 33 S ec u n d ár io e m ai s 5 7. 3 2 0 .9 7. 7 0 .9 3. 6 6 .8 2 .6 0 .2 10 0 11 35 0 E m fa lt a/ N S 4 0 .7 2 5 .4 9 .8 1. 5 1. 9 10 .6 8 .9 1. 2 10 0 2 4 5 In d ic e d e B em -E st ar E co n ó m ic o                     O m ai s p ob re 4 .6 30 .0 8 .2 0 .5 8 .3 33 .4 12 .9 2 .0 10 0 .0 9 5 8 7 S eg u n d o 12 .8 39 .4 9 .0 1. 7 7. 9 2 0 .0 8 .5 0 .7 10 0 .0 9 5 8 2 M éd io 2 5 .6 4 2 .8 11 .6 1. 9 5 .6 8 .7 3. 3 0 .5 10 0 .0 9 5 8 5 Q u ar to 4 7. 9 2 9 .9 10 .3 1. 5 5 .2 3. 9 1. 1 0 .2 10 0 .0 9 5 8 7 O m ai s ri co 78 .3 12 .0 4 .8 0 .9 2 .7 0 .9 0 .4 0 .0 10 0 .0 9 5 8 2 133Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 A Tabela WS.4 mostra que para a maioria dos agregados (88%), uma mulher adulta de 15+ anos é a pessoa que geralmente vai buscar água para beber, quando a fonte de água potável não fica em casa. Somente 5,0% dos homens adultos vão buscar água para beber, ao passo que para os restantes agrega- dos, um rapaz ou uma menina de menos de 15 anos vai buscar água (1% e 6% respetivamente). No total, existem 60% dos agregados sem água potável em casa. Essa situação é mais acentuada entre os residentes no meio rural (78%). Os resultados mostram ainda que, entre os agregados onde o chefe não tem nenhum nível de instrução, 68% não têm água potável nas suas instalação/casa e essa propor- ção diminui com o aumento do nível da instrução do chefe do agregado familiar. A mesma situação se pode observar quanto aos quintis do bem-estar económico. TABELA WS.4: PESSOA QUE VAI BUSCAR ÁGUA Percentagem de agregados sem a fonte de água para beber em casa, e distribuição percentual de agregados sem a fonte de água para beber em casa segundo a pessoa que geralmente vai buscar a água para beber usada no agregado, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de agregados sem a fonte de água para beber em casa Número de agregados Pessoa que geralmente vai buscar água potável Número de agregados sem água para beber em casa Mulher adulta Homem adulto Menina com idade< 15 anos Rapaz com idade< 15 anos NS Total Total 59.7 6601 87.5 5.0 6.3 1.2 0.1 100.0 3942 Região                   Tombali 87.0 438 83.0 7.5 8.6 0.9 0.0 100.0 381 Quinara 92.4 242 84.1 5.0 10.2 0.7 0.0 100.0 223 Oio 78.2 819 96.2 2.0 1.0 0.8 0.0 100.0 640 Biombo 83.0 517 91.2 3.6 4.0 1.2 0.0 100.0 429 Bolama/ Bijagós 95.0 186 86.2 10.0 2.5 1.1 0.1 100.0 177 Bafatá 79.2 619 89.6 2.9 6.5 1.0 0.0 100.0 490 Gabú 63.9 807 89.6 1.6 7.6 0.8 0.4 100.0 515 Cacheu 63.4 858 85.7 7.9 5.8 0.6 0.0 100.0 544 SAB 25.6 2116 77.0 8.5 11.5 3.1 0.0 100.0 542 Província                   Norte 73.5 2194 91.3 4.4 3.4 0.8 0.0 100.0 1613 Leste 70.6 1426 89.6 2.2 7.1 0.9 0.2 100.0 1006 Sul 90.3 866 84.1 7.3 7.7 0.9 0.0 100.0 781 SAB 25.6 2116 77.0 8.5 11.5 3.1 0.0 100.0 542 Meio de residência                   Urbano 37.9 2994 81.6 7.6 8.4 2.2 0.1 100.0 1134 Rural 77.9 3607 89.8 3.9 5.5 0.7 0.1 100.0 2808 Nível de Instrução do chefe do agregado familiar                   Nenhum 68.4 2901 89.5 3.5 5.6 1.3 0.1 100.0 1985 Primário 64.9 1980 87.6 4.9 6.4 1.0 0.1 100.0 1284 Secundário e mais 38.9 1685 81.1 9.3 8.2 1.3 0.0 100.0 656 Em falta/NS (49.0) 36 * * * * * * 18 Indice de Bem-Estar Económico                   O mais pobre 86.9 1494 89.4 4.5 4.8 1.2 0.0 100.0 1298 Segundo 77.6 1257 89.0 3.2 6.7 1.0 0.1 100.0 975 Médio 68.9 1171 89.1 4.0 5.2 1.5 0.1 100.0 806 Quarto 44.4 1361 84.4 7.1 7.3 1.2 0.0 100.0 605 O mais rico 19.6 1318 73.8 12.2 13.4 0.7 0.0 100.0 258 (.) Valores baseados entre 25-49 casos não ponderados * Valores baseados em menos de 25 casos não ponderados 134 GUINÉ-BISSAU USO DE INSTALAÇÕES SANITÁRIAS MELHORADAS O tratamento inadequado de dejectos humanos e a higiene pessoal estão associados a uma série de doenças, incluindo doenças diarreicas e pólio e são um factor determinante de atraso no crescimento. O saneamento melhorado pode reduzir as doenças diarreicas em mais de um terço3 e pode diminuir significativamente os impactos adversos na saúde de outras doenças responsáveis por morte e doenças em milhões de crianças nos países em desenvolvimento. Uma instalação sanitária melhorada é definida como a que separa higienicamente os dejectos humanos do contacto humano. As instalações sanitárias melhoradas para eliminação de excrementos incluem autoclismo ou descarga num sistema de esgotos, fossa séptica ou latrinas, latrina de fossa melhorada ventilada, latrina com laje e uso de um vaso sanitário de compostagem. Os dados sobre o uso de insta- lações sanitárias melhoradas na Guiné-Bissau encontram-se na Tabela WS.5. Um quarto da população de país está a viver em agregados que usam instalações sanitárias melhora- das (Tabela WS.5). Esta percentagem é de 51% no meio urbano e de 5% porcento no meio rural. Os residentes em todas as Regiões do país, excepto o SAB têm menos probabilidades de utilizar insta- lações melhoradas. A tabela indica que a utilização de instalações sanitárias melhoradas está muito relacionada com o bem-estar económico e é grandemente diferente entre os níveis de instrução do chefe do agregado familiar. No meio rural, a população está a usar sobretudo latrinas tradicionais/retrete (65%) ou simplesmente não tem instalações (30%). Em contrapartida, as instalações mais comuns nos meios urbanos são casa de banho com ligação a um sistema de esgotos ou a uma fossa séptica. Mais de metade da população (57%) usa retretes ou latrinas tradicionais, que não são considerados como instalações sanitárias apropriadas. Ainda, menos de um quinto da população (18%) não utiliza nenhuma instalação sanitária e fazem as suas necessidades na natureza, ou seja, ao ar livre. A percenta- gem das pessoas que fazem necessidades ao ar livre é mais elevada no meio rural (30%). Esta situação é mais predominante nas Regiões de Bolama/Bijagós, Biombo, e Oio, representando respetivamente 44%, 43% e 39%. Sem surpresa são os membros dos agregados mais ricos, os que têm mais acesso às instalações sa- nitárias melhoradas (80%), entre os quais 56% usam casa de banho ligado a fossa séptica; 19% usa latrinas melhoradas com tampa ligada a fossa; 3% usa casa de banho ligada a canal de drenagem e 2% usa casa de banho ligado ao esgoto. Os mais pobres- continuam sem acesso as instalações sanitárias apropriadas. Por exemplo, 32% usam instalações sanitárias não melhoradas e uma boa parte (67%) faz as suas necessidades ao ar livre/mato. 3 CHERG 2010. Sandy Cairncross, Caroline Hunt, Sophie Boisson, Kristof Bostoen, Val Curtis, Isaac CH Fung, and Wolf-Peter Schmidt : Água, san- eamento e higiene para a prevenção de diarreia. Int. J. Epidemiology. 2010 39: i193-i205. 135Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A W S .5 : T IP O S D E I N S TA L A Ç Õ E S S A N IT Á R IA S D is tr ib u iç ão p er ce n tu al d a p o p u la çã o d o s ag re g ad o s se g u n d o o ti p o d e in st al aç õ es s an it ár ia s u sa d as p el o ag re g ad o , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   T ip o d e in st al aç õ es s an it ár ia u sa d a p el o a g re g ad o To ta l N ú m er o d e m em b ro s d e ag re g ad o fa m ili ar In st al aç õ es s an it ár ia s m el h o ra d as In st al aç õ es s an it ár ia s n ão m el h o ra d as D ef ec aç ão a o ar liv re (s em in st a- la çã o, a rb u st o, ca m p o)   A u to cl is m o/ M an u al : La tr in as m el h o - ra d as c om ta m p a lig ad a a fo ss a La tr in as tr ad ic io n ai s/ re tr et e O u tr o E sg ot o F os sa s ép ti ca C an al d e d re n ag em T o ta l 1. 1 13 .0 0 .7 10 .1 5 7. 0 0 .4 17 .7 10 0 .0 4 79 2 5 R eg iã o                   To m b al i 0 .1 1. 9 0 .2 2 .4 71 .2 0 .2 2 3. 9 10 0 .0 32 33 Q u in ar a 0 .2 1. 0 0 .2 7. 6 76 .6 1. 1 13 .3 10 0 .0 18 4 2 O io 0 .2 1. 6 0 .4 0 .7 5 9 .2 0 .9 36 .9 10 0 .0 79 9 0 B io m b o 0 .0 7. 2 0 .0 11 .0 39 .4 0 .1 4 2 .3 10 0 .0 34 2 0 B ol am a/ B ija g ós 0 .0 3. 2 0 .0 0 .3 5 2 .8 0 .3 4 3. 5 10 0 .0 10 5 0 B af at á 0 .1 2 .4 0 .0 3. 2 8 5 .5 1. 1 7. 6 10 0 .0 5 31 8 G ab ú 0 .1 2 .5 0 .4 2 .7 78 .3 0 .0 15 .8 10 0 .0 5 5 0 4 C ac h eu 3. 7 1. 8 0 .0 3. 7 6 6 .0 0 .0 2 4 .8 10 0 .0 4 8 2 5 S A B 2 .2 36 .7 1. 8 2 4 .9 33 .4 0 .1 0 .9 10 0 .0 14 74 2 P ro ví n ci a                   N or te 1. 2 2 .9 0 .2 3. 8 5 7. 1 0 .5 34 .4 10 0 .0 16 2 35 Le st e 0 .1 2 .5 0 .2 3. 0 8 1. 9 0 .6 11 .8 10 0 .0 10 8 2 2 S u l 0 .1 1. 9 0 .2 3. 6 6 9 .7 0 .5 2 4 .1 10 0 .0 6 12 5 S A B 2 .2 36 .7 1. 8 2 4 .9 33 .4 0 .1 0 .9 10 0 .0 14 74 2 M ei o d e re si d ên ci a                   U rb an o 1. 6 2 8 .0 1. 4 19 .6 4 7. 2 0 .3 1. 7 10 0 .0 2 10 9 8 R u ra l 0 .7 1. 3 0 .1 2 .5 6 4 .7 0 .4 30 .2 10 0 .0 2 6 8 2 6 N ív el d e In st ru çã o d o c h ef e d o a g re g ad o fa m il ia r                   N en h u m 0 .6 5 .2 0 .2 6 .1 6 5 .8 0 .6 2 1. 6 10 0 .0 2 16 9 7 P ri m ár io 1. 0 8 .1 0 .3 11 .5 5 8 .4 0 .2 2 0 .5 10 0 .0 14 6 33 S ec u n d ár io e m ai s 2 .3 34 .2 2 .2 15 .9 38 .5 0 .3 6 .6 10 0 .0 11 35 0 E m fa lt a/ N S 0 .0 2 7. 5 0 .0 1. 7 5 6 .3 0 .0 14 .5 10 0 .0 2 4 5 In d ic e d e B em -E st ar E co n ó m ic o                   O m ai s p ob re 0 .1 0 .0 0 .0 0 .9 31 .9 0 .6 6 6 .6 10 0 .0 9 5 8 7 S eg u n d o 0 .8 0 .2 0 .2 2 .0 8 1. 1 0 .5 15 .2 10 0 .0 9 5 8 2 M éd io 0 .8 0 .9 0 .1 6 .7 8 6 .4 0 .6 4 .5 10 0 .0 9 5 8 5 Q u ar to 1. 8 8 .4 0 .2 2 2 .1 6 5 .4 0 .2 1. 9 10 0 .0 9 5 8 7 O m ai s ri co 2 .1 5 5 .7 2 .9 18 .6 2 0 .3 0 .0 0 .2 10 0 .0 9 5 8 2 136 GUINÉ-BISSAU Os ODM e o Programa Conjunto de Monitorização da OMS/UNICEF (JMP) para Abastecimento de Água e Saneamento classificam como não melhoradas, as instalações sanitárias de outra forma aceitáveis, que são públicas ou partilhadas por dois ou mais agregados. Portanto, “uso de saneamento melhora- do” é empregado não só no contexto deste relatório mas também como um indicador dos ODM para se referir a instalações sanitárias melhoradas, que não são públicas nem partilhadas. Os dados sobre a utilização de saneamento melhorado são apresentados nas Tabelas WS.6 e WS.7. Como mostra a Tabela WS.6, 25% da população está a usar um conjunto de instalações sanitárias me- lhoradas, das quais, 13% são utilizadores de instalações sanitárias melhoradas não partilhadas, 7% compartilham com 5 ou menos famílias a mesma instalação; 4% com mais de 5 famílias e 1% utilizam instalações públicas. Os membros dos agregados urbanos têm mais probabilidade de usarem uma instalação sanitária melhorada não partilhada do que os agregados rurais (27% contra 2%). 137Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A W S .6 : U T IL IZ A Ç Ã O E P A R T IL H A D E I N S TA L A Ç Õ E S S A N IT Á R IA S D is tr ib u iç ão p er ce n tu al d a p o p u la çã o d o ag re g ad o p o r u ti li za çã o d e in st al aç õ es s an it ár ia s p ri va d as e p ú b li ca s, u ti li za çã o d e es tr u tu ra s co m u n s p o r u ti li za d o re s d e in st al aç õ es s an it ár ia s m el h o ra d as e n ão m el h o ra d as , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   U ti li za d o re s d e in st al aç õ es s an it ár ia s m el h o ra d as U ti li za d o re s d e se rv iç o s d e sa n ea m en to p re cá ri o s D ef ec aç ão a o ar li vr e (s em in st al aç ão , a r- b us to , c am p o) To ta l N ú m er o d e m em b ro s d e ag re g ad o N ão p ar ti lh ad aa 1 In st al aç ão P ú b lic a P ar ti lh ad as p o r : E m fa lt a/ N S N ão p ar ti lh ad a P ar ti lh ad as p o r: E m fa lt a/ N S 5 a g re g ad os o u m en os M ai s d e 5 ag re g ad os In st al aç ão P ú b lic a 5 a g re g ad os ou m en os M ai s d e 5 ag re g ad os T o ta l 13 .1 1. 3 6 .7 3. 8 0 .1 31 .3 1. 7 18 .9 5 .4 0 .1 17 .7 10 0 .0 4 79 2 5 R eg iã o                           To m b al i 3. 2 0 .2 0 .5 0 .8 0 .0 5 0 .3 3. 3 6 .5 11 .2 0 .2 2 3. 9 10 0 .0 32 33 Q u in ar a 6 .4 0 .0 1. 9 0 .7 0 .0 5 5 .2 0 .2 17 .2 5 .1 0 .0 13 .3 10 0 .0 18 4 2 O io 2 .6 0 .0 0 .2 0 .2 0 .0 38 .8 0 .4 19 .9 1. 0 0 .0 36 .9 10 0 .0 79 9 0 B io m b o 6 .9 5 .4 5 .1 0 .8 0 .0 12 .5 4 .0 18 .9 4 .1 0 .1 4 2 .3 10 0 .0 34 2 0 B ol am a/ B ija g ós 3. 2 0 .0 0 .0 0 .2 0 .0 2 8 .2 0 .6 19 .0 4 .7 0 .7 4 3. 5 10 0 .0 10 5 0 B af at á 3. 8 0 .1 1. 8 0 .0 0 .0 5 1. 2 3. 1 30 .7 1. 5 0 .2 7. 6 10 0 .0 5 31 8 G ab ú 3. 9 0 .0 1. 9 0 .0 0 .0 4 6 .9 0 .2 31 .1 0 .2 0 .0 15 .8 10 0 .0 5 5 0 4 C ac h eu 5 .2 0 .5 2 .0 1. 5 0 .0 38 .5 1. 0 14 .3 12 .2 0 .0 2 4 .8 10 0 .0 4 8 2 5 S A B 33 .4 2 .7 18 .1 11 .2 0 .2 9 .3 2 .2 14 .1 8 .0 0 .0 0 .9 10 0 .0 14 74 2 P ro ví n ci a N or te 4 .3 1. 3 1. 7 0 .7 0 .0 33 .2 1. 4 18 .0 5 .0 0 .0 34 .4 10 0 .0 16 2 35 Le st e 3. 9 0 .1 1. 9 0 .0 0 .0 4 9 .0 1. 6 30 .9 0 .8 0 .1 11 .8 10 0 .0 10 8 2 2 S u l 4 .2 0 .1 0 .8 0 .7 0 .0 4 8 .0 1. 9 11 .8 8 .2 0 .2 2 4 .1 10 0 .0 6 12 5 S A B 33 .4 2 .7 18 .1 11 .2 0 .2 9 .3 2 .2 14 .1 8 .0 0 .0 0 .9 10 0 .0 14 74 2 M ei o d e re si d ên ci a                           U rb an o 2 6 .8 2 .0 13 .6 8 .1 0 .1 19 .1 2 .0 19 .3 7. 1 0 .0 1. 7 10 0 .0 2 10 9 8 R u ra l 2 .4 0 .7 1. 3 0 .3 0 .0 4 0 .9 1. 5 18 .6 4 .0 0 .1 30 .2 10 0 .0 2 6 8 2 6 N ív el d e In st ru çã o d o c h ef e d o ag re g ad o f am il ia r                           N en h u m 5 .9 0 .5 3. 5 2 .1 0 .0 39 .6 1. 3 2 0 .7 4 .7 0 .1 2 1. 6 10 0 .0 2 16 9 7 P ri m ár io 8 .3 1. 8 6 .6 4 .3 0 .0 30 .3 2 .6 19 .9 5 .7 0 .0 2 0 .5 10 0 .0 14 6 33 S ec u n d ár io e m ai s 32 .9 2 .2 13 .1 6 .2 0 .2 17 .1 1. 4 14 .0 6 .2 0 .1 6 .6 10 0 .0 11 35 0 E m fa lt a/ N S 2 7. 5 0 .0 1. 7 0 .0 0 .0 2 1. 3 0 .0 2 5 .2 9 .9 0 .0 14 .5 10 0 .0 2 4 5 In d ic e d e B em - E st ar E co n ó m ic o                           O m ai s p ob re 0 .2 0 .3 0 .2 0 .2 0 .0 18 .5 1. 6 9 .4 2 .9 0 .1 6 6 .6 10 0 .0 9 5 8 7 S eg u n d o 1. 0 0 .9 0 .6 0 .6 0 .0 5 3. 4 2 .1 2 0 .7 5 .3 0 .1 15 .2 10 0 .0 9 5 8 2 M éd io 2 .8 0 .9 2 .4 2 .4 0 .0 4 9 .0 2 .1 2 9 .9 6 .0 0 .0 4 .5 10 0 .0 9 5 8 5 Q u ar to 7. 9 2 .4 12 .9 9 .2 0 .2 2 5 .1 2 .6 2 7. 6 10 .1 0 .1 1. 9 10 0 .0 9 5 8 7 O m ai s ri co 5 3. 7 2 .0 17 .3 6 .3 0 .1 10 .6 0 .2 6 .9 2 .6 0 .0 0 .2 10 0 .0 9 5 8 2 1 I n d ic ad o r M IC S 4 .3 ; I n d ic ad o r O D M 7 .9 - U so d e in st al aç õ es s an it ár ia s m el h o ra d as 138 GUINÉ-BISSAU Figura WS. 2:Distribuição percentual de membros do agregado por utilização e partilha de instalações sanitárias, MICS5, Guiné-Bissau, 2014 No seu relatório de 20084, o JMP desenvolveu uma nova forma de apresentar os números relativos ao acesso, desagregando e aperfeiçoando os dados sobre água potável e saneamento e reflectindo-os no formato “escada”. Esta escada permite uma análise desagregada de tendências numa escada com três degraus para água potável e quatro degraus para saneamento. Para o saneamento, isto dá uma compreensão da proporção da população sem nenhuma instalação sanitária – que faz a defecação ao ar livre - da que conta com tecnologias definidas pelo JMP como “não melhoradas”, da que partilha instalações sanitárias com uma tecnologia que podia ser aceitável, e da que usa instalações sanitárias “melhoradas”. Ter acesso tanto a uma fonte melhorada de água potável como a instalações sanitárias melhoradas traz os maiores benefícios de saúde pública a um agregado. A Tabela WS.7 apresenta as percentagens da população do agregado por “escadas” de água potável e saneamento. A tabela também mostra a percentagem de membros do agregado usando tanto fontes melhoradas de água potável5 como meios sanitários melhorados de eliminação de excrementos. No que concerne ao grau de utilização de água e de instalação sanitária, o quadro abaixo mostra que 74% dos membros dos AF utilizam fontes melhoradas de água para beber, dos quais, apenas 9% têm água canalizada dentro da habitação, no terreno ou quintal e 65% que utilizam outras fontes melhora- das. Importa salientar que, apenas 17% dos agregados nos centros urbanos contra 4% nas zonas rurais utilizam fontes melhoradas de água canalizada dentro da habitação, no terreno ou quintal. O quadro também mostra que a percentagem das pessoas vivendo nos agregados que utilizam fontes não melhoradas de água para beber é muito mais elevada no meio rural (39%) que no meio urbano (8%). 4 OMS/UNICED JMP (2008), relatório de avaliação dos ODM 5 Os que indicam água engarrafada como principal fonte de água potável estão distribuídos segundo a fonte de água usada para outros fins como cozinhar e lavar as mãos. 139Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 Concernente à instalação sanitária, o quadro apresenta dois grandes grupos: 1) instalações sanitárias melhoradas e 2) instalações sanitárias não melhoradas. Para as instalações sanitárias melhoradas, somente 13% da população beneficia destas instalações, sendo 27% dos residentes do meio urbano e somente 2% dos residentes do meio rural. Em relação às instalações sanitárias não melhoradas, compostas de 3 variáveis (não melhorada não compartilhada, não melhorada compartilhada e defecção ao ar livre (não tem casa de banho/mato), o quadro mostra que 57% da população inquirida utilizam instalações sanitárias não melhoradas não compartilhadas (no meio de residência, as proporções estão numa relação de 48% no meio urbano e 65% no meio ru- ral). Constata-se que 12% da população utilizam instalações sanitárias compartilhadas não melhoradas (no meio urbano a percentagem é de 24% contra 2% no meio rural). No total, são somente 13% da população com acesso a uma fonte de água potável e dispõe de instala- ções sanitárias melhoradas, percentagem muito mais elevada no meio urbano (26% contra 2% no meio rural) e apresentando um crescimento com o nível de instrução do chefe do agregado e do índice de Bem-estar económico do agregado familiar. Expecto na Província do SAB (33%), o indicador de acesso não chega a 5% nas demais Províncias. 140 GUINÉ-BISSAU TA B E L A W S .7 : E S C A L A S D E U T IL IZ A Ç Ã O D E Á G U A P O TÁ V E L E D E I N S TA L A Ç Õ E S S A N IT Á R IA S P er ce n ta g em d a p o p u la çã o d o ag re g ad o p o r es ca la d e u ti li za çã o d e ág u a p o tá ve l e d e in st al aç õ es s an it ár ia s, M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   P er ce n ta g em d a p o p u la çã o d o s ag re g ad o s q u e u sa : N ú m er o d e m em b ro s d os ag re g ad os fa m ili ar es F on te m el h or ad a d e ág u a p ar a b eb er 1 a F on te n ão m el h or ad a d e ág u a To ta l In st al aç õe s sa n it ár ia s m el h or ad as 2 In st al aç õ es s an it ár ia s n ão m el h o ra d as To ta l F on te d e ág u a m el h or ad a e in st al aç ão s an it ár ia m el h or ad a C an al iz ad a em c as a, te rr en o ou q u in ta l O u tr a m el h or ad a In st al aç õe s sa n it ár ia s n ão m el h or ad as p ar ti lh ad as In st al aç õe s sa n it ár ia s n ão m el h or ad as n ão p ar ti lh ad as D ef ec aç ão ao a r liv re T o ta l 9 .4 6 5 .3 2 5 .2 10 0 13 .1 11 .8 5 7. 4 17 .7 10 0 .0 12 .4 4 79 2 5 R eg iã o                       To m b al i 0 .6 73 .2 2 6 .2 10 0 3. 2 1. 5 71 .4 2 3. 9 10 0 .0 3. 1 32 33 Q u in ar a 0 .2 76 .0 2 3. 8 10 0 6 .4 2 .6 77 .7 13 .3 10 0 .0 5 .3 18 4 2 O io 1. 1 4 0 .0 5 8 .9 10 0 2 .6 0 .3 6 0 .2 36 .9 10 0 .0 1. 3 79 9 0 B io m b o 1. 1 37 .7 6 1. 2 10 0 6 .9 11 .3 39 .5 4 2 .3 10 0 .0 3. 4 34 2 0 B ol am a/ B ija g ós 0 .2 6 5 .3 34 .5 10 0 3. 2 0 .2 5 3. 1 4 3. 5 10 0 .0 3. 2 10 5 0 B af at á 0 .4 75 .6 2 4 .0 10 0 3. 8 1. 9 8 6 .6 7. 6 10 0 .0 3. 8 5 31 8 G ab ú 10 .2 72 .1 17 .7 10 0 3. 9 1. 9 78 .3 15 .8 10 0 .0 3. 8 5 5 0 4 C ac h eu 12 .4 6 7. 9 19 .7 10 0 5 .2 4 .0 6 6 .0 2 4 .8 10 0 .0 4 .7 4 8 2 5 S A B 2 1. 6 75 .3 3. 1 10 0 33 .4 32 .2 33 .5 0 .9 10 0 .0 32 .8 14 74 2 P ro ví n ci a                       N or te 4 .5 4 7. 8 4 7. 7 10 0 4 .3 3. 7 5 7. 6 34 .4 10 0 .0 2 .8 16 2 35 Le st e 5 .4 73 .9 2 0 .8 10 0 3. 9 1. 9 8 2 .4 11 .8 10 0 .0 3. 8 10 8 2 2 S u l 0 .4 72 .7 2 6 .9 10 0 4 .2 1. 6 70 .2 2 4 .1 10 0 .0 3. 8 6 12 5 S A B 2 1. 6 75 .3 3. 1 10 0 33 .4 32 .2 33 .5 0 .9 10 0 .0 32 .8 14 74 2 M ei o d e re si d ên ci a                       U rb an o 16 .7 75 .0 8 .3 10 0 2 6 .8 2 3. 9 4 7. 6 1. 7 10 0 .0 2 5 .9 2 10 9 8 R u ra l 3. 7 5 7. 7 38 .6 10 0 2 .4 2 .3 6 5 .1 30 .2 10 0 .0 1. 7 2 6 8 2 6 N ív el d e In st ru çã o d o ch ef e d o a g re g ad o                       N en h u m 5 .4 6 5 .1 2 9 .5 10 0 5 .9 6 .2 6 6 .4 2 1. 6 10 0 .0 5 .2 2 16 9 7 P ri m ár io 8 .3 6 3. 4 2 8 .3 10 0 8 .3 12 .6 5 8 .5 2 0 .5 10 0 .0 7. 5 14 6 33 S ec u n d ár io e m ai s 18 .5 6 8 .3 13 .2 10 0 32 .9 2 1. 7 38 .8 6 .6 10 0 .0 31 .9 11 35 0 E m fa lt a/ N S 9 .7 6 7. 8 2 2 .5 10 0 2 7. 5 1. 7 5 6 .3 14 .5 10 0 .0 2 7. 5 2 4 5 In d ic e d e B em -E st ar E co n ó m ic o                       O m ai s p ob re 0 .7 4 2 .7 5 6 .6 10 0 0 .2 0 .8 32 .5 6 6 .6 10 0 .0 0 .1 9 5 8 7 S eg u n d o 2 .4 6 0 .4 37 .2 10 0 1. 0 2 .2 8 1. 6 15 .2 10 0 .0 0 .3 9 5 8 2 M éd io 5 .6 76 .3 18 .1 10 0 2 .8 5 .7 8 6 .9 4 .5 10 0 .0 2 .5 9 5 8 5 Q u ar to 6 .8 8 2 .8 10 .4 10 0 7. 9 2 4 .7 6 5 .6 1. 9 10 0 .0 7. 2 9 5 8 7 O m ai s ri co 31 .6 6 4 .4 4 .0 10 0 5 3. 7 2 5 .7 2 0 .3 0 .2 10 0 .0 5 1. 7 9 5 8 2 1 I n d ic ad o r M IC S 4 .1 ; I n d ic ad o r O D M 7 .8 - U so d e fo n te s d e ág u a m el h o ra d as 2 In d ic ad o r M IC S 4 .3 ; I n d ic ad o r O D M 7 .9 - U so d e in st al aç õ es s an it ár ia s m el h o ra d as a O s q u e in d ic ar am á g u a en g ar ra fa d a co m o fo n te p ri n ci p al d e ág u a p ar a b eb er e st ão d is tr ib u íd os s eg u n d o a fo n te d e ág u a u ti liz ad a p ar a ou tr os fi n s co m o co zi n h ar e la va r as m ão s. 141Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 Figura WS. 3: Uso de fontes melhoradas de água potável e de instalações sanitárias melhoradas por membros do agregado, MICS5, Guiné-Bissau, 2014 Índice de bem-estar económico A eliminação segura das fezes das crianças é a eliminação das fezes pela criança usando uma sanita ou porque as fezes são despejadas numa sanita ou latrina. A colocação de fraldas descartáveis no lixo, uma prática muito comum em todo o mundo, tem sido classificada como meio inadequado de elimina- ção das fezes da criança devido à preocupação com o mau tratamento dado aos resíduos sólidos. Esta classificação está a ser revista actualmente. A eliminação das fezes de crianças e 0-2 anos é apresen- tada na Tabela WS.8. Os resultados abaixo mostram que para 63% de crianças de 0-2 anos as fezes são eliminadas com segurança, das quais 59% das fezes são deitadas na casa de banho ou latrinas e 3% das crianças utilizaram a casa de banho ou latrina. Ao mesmo tempo, em 14% de crianças as fezes são deitadas ao ar livre. Em termos gerais, a eliminação das fezes de crianças de 0-2 anos, o despejo/ jogado das mesmas na casa de banho é mais frequente (59%), chegando atingir 75% no meio urbano contra 51% no meio rural. A eliminação segura de fezes das crianças de 0-2 anos está relacionada com o nível de instrução da mãe e bem-estar económico do agregado familiar. A percentagem de crianças cujas fezes são elimi- nadas com segurança aumenta com o nível de instrução da mãe e do índice de bem-estar económico. Por exemplo, as mães com nível secundário e mais representam 73% contra 54% das sem nível e as do quintil mais ricos com 76% de crianças cujas fezes são deitadas na casa de banho ou latrina 142 GUINÉ-BISSAU TABELA WS.8: ELIMINAÇÃO DAS FEZES DA CRIANÇA Distribuição percentual de crianças de 0-2 anos segundo o local de eliminação das fezes da criança e a percentagem de crianças de 0-2 anos cujas fezes foram eliminadas com segurança da última vez que a criança evacuou, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Lugar de eliminação das fezes da criança Total Percentagem de crianças cujas últimas fezes foram eliminadas com segurança 1 Número de crianças de idade 0-2 anos Criança utili- zou retrete/ latrinas Colocadas em retrete ou latrina Jogado/ lavado na vala Atiradas ao lixo Enterra- das Deixado ao ar livre Outro NS Total 3.2 59.4 8.1 12.7 1.5 13.5 0.3 1.1 100.0 62.6 4644 Tipo de instalação sanitária usada pelos membros do agregado                       Melhorada 8.4 70.7 7.9 6.5 0.0 3.7 0.8 2.0 100.0 79.1 832 Não melhorada 2.6 69.5 8.4 7.7 0.9 9.7 0.2 1.0 100.0 72.1 2859 Defecação ao ar livre 0.6 19.3 7.4 33.2 4.6 33.7 0.4 0.8 100.0 19.9 953 Região                       Tombali 0.0 54.8 23.1 8.9 2.4 9.3 0.0 1.5 100.0 54.8 352 Quinara 1.2 66.1 1.1 6.1 1.7 20.6 2.1 1.3 100.0 67.3 174 Oio 0.7 47.6 17.1 19.9 4.5 9.0 0.1 1.0 100.0 48.3 979 Biombo 2.2 28.1 5.8 21.6 1.0 40.3 0.2 0.7 100.0 30.3 350 Bolama/Bijagós 1.1 31.9 1.2 20.2 4.8 35.7 3.4 1.8 100.0 33.0 88 Bafatá 0.8 58.2 2.5 25.9 0.1 11.3 0.2 0.9 100.0 59.1 557 Gabú 6.1 65.3 1.5 10.9 0.2 15.0 0.0 1.0 100.0 71.5 604 Cacheu 0.8 68.8 1.2 2.9 0.6 25.6 0.0 0.2 100.0 69.5 450 SAB 8.0 76.1 7.1 3.6 0.0 2.9 0.6 1.7 100.0 84.1 1090 Província                       Norte 1.0 49.1 10.9 15.9 2.8 19.3 0.1 0.7 100.0 50.2 1779 Leste 3.6 61.9 2.0 18.1 0.2 13.2 0.1 1.0 100.0 65.5 1161 Sul 0.5 54.7 13.7 9.7 2.6 16.3 1.1 1.5 100.0 55.2 614 SAB 8.0 76.1 7.1 3.6 0.0 2.9 0.6 1.7 100.0 84.1 1090 Meio de residência                       Urbano 6.7 75.2 7.5 4.1 0.3 4.2 0.5 1.6 100.0 81.9 1657 Rural 1.3 50.6 8.5 17.6 2.1 18.7 0.3 0.9 100.0 51.9 2988 Nível de Instrução da Mãe Nenhum 2.3 53.9 8.8 15.8 1.8 16.0 0.1 1.2 100.0 56.2 2590 Primário 3.5 62.8 6.9 10.9 1.5 13.0 0.6 0.9 100.0 66.3 1353 Secundário e mais 6.0 73.3 8.3 4.9 0.2 5.4 0.7 1.1 100.0 79.3 701 Indice de Bem-Estar Económico                       O mais pobre 0.6 29.4 8.8 28.1 3.6 28.1 0.5 1.0 100.0 30.0 1081 Segundo 1.5 57.2 9.6 12.6 1.4 15.9 0.2 1.6 100.0 58.7 1074 Médio 3.1 68.8 7.6 8.2 1.1 9.9 0.1 1.1 100.0 72.0 1023 Quarto 5.5 77.2 5.5 6.5 0.2 3.5 0.6 0.9 100.0 82.7 841 O mais rico 7.8 75.7 9.0 2.3 0.2 3.8 0.4 0.9 100.0 83.5 625 1 Indicador MICS 4.4 - Eliminação segura de fezes das crianças * Valores baseados em menos de 25 casos não ponderados (.) Valores baseados entre 25-49 casos não ponderados 143Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 LAVAGEM DAS MÃOS Lavar as mãos com água e sabão é a intervenção sanitária mais eficaz para reduzir a incidência de diar- reia e de pneumonia em crianças com menos de cinco anos6. É mais eficaz quando se usa água e sabão depois de utilizar uma sanita ou limpar uma criança, antes de comer ou tratar de alimentos e antes de alimentar uma criança. Monitorizar uma lavagem de mãos correcta neste período crítico é um desafio. Uma alternativa segura a observações ou a auto-declarações consiste em avaliar a probabilidade de se lavar as mãos correctamente, verificando se um agregado tem um local específico onde as pessoas lavam frequentemente as mãos e se há água e sabão (ou outro produto de limpeza local) num local específico para lavar as mãos7. Os resultados deste inquérito mostram que, entre agregados entrevistados, em 74% não foi observado nenhum local específico para lavagem das mãos em casa, quintal ou terreno e em apenas 20% foi ob- servado um local para lavar as mãos. Quanto ao local específico para lavar as mãos, os dados mostram que 79% dos agregados não têm nenhum lugar específico para lavagem das mãos na casa, no quintal ou no terreno e em 10% dos agre- gados foi observado um local específico para lavar as mãos, onde a água e sabão estão presentes. Em termos gerais, apenas 11% dos agregados possuem um lugar específico para lavagem de mãos onde a água e sabão ou outro produto de limpeza estão presentes. 6 Cairncross, S. Valdmanis V. 2006. Abastecimento de água, saneamento e promoção da higiene. Capítulo 41. In ‘Prioridades do Controlo de Doenças em Países em Desenvolvimento’. Segunda Edição. Edt. Jameson et al 2006. Banco Mundial. Washington DC: Institutos Nacionais de Saúde. 7 P, Halder A, Granger S, Hall P, Jones T, Hitchcock D, Nygren B, Islam M, Molyneaux J, Luby S, editors. Uso de um novo método para detectar a reac- tividade a observação estruturada para avaliar o comportamento relativo a lavagem de mãos. Sociedade Americana de Medicina Tropical e Higiene; 2008; Nova Orleães, LA. 144 GUINÉ-BISSAU TA B E L A W S .9 : Á G U A E S A B Ã O E M L O C A L P A R A L A V A R A S M Ã O S P er ce n ta g em d e ag re g ad o s em q u e se v iu u m lo ca l p ar a la va r as m ão s, p er ce n ta g em s em u m lo ca l e sp ec íf ic o p ar a la va r as m ão s, e d is tr ib u iç ão p er ce n tu al d e ag re g ad o s p o r d is p o n ib il id ad e d e ág u a e sa b ão n o lo ca l e sp ec í- fi co p ar a la va r as m ão s, M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   P er ce n ta g em d e ag re g ad o s: L o ca l p ar a la va r as m ão s o b se rv ad o S em lo ca l es p ec íf ic o p ar a la va r as m ão s em c as a, n o p át io o u te rr en o To ta l P er ce nt ag em d e ag re ga d os c om u m lo ca l e sp ec ífi co p ar a la va r a s em q ue e st ão p re se nt es ág ua e s ab ão o u ou tr o p ro d ut o d e lim p ez a s 1 N úm er o d e ag re ga - d os e m q ue fo i v is to o lo ca l p ar a la va r a s m ão s ou s em lo ca l es p ec ífi co p ar a la va r a s m ão s em ca sa , n o p át io o u te rr en o N ú m er o d e ag re g ad os A á g u a es tá d is p o n ív el e : Á g u a n ão e st á d is p on ív el e : E m q u e fo i vi st o o lo ca l p ar a la va r as m ão s S em lo ca l es p ec íf ic o p ar a la va r as m ão s em ca sa , n o p át io ou te rr en o S ab ão p re se n te N ão h á sa b ão S ab ão p re se n te N ão h á sa b ão C in za , l am a ou a re ia p re se n te N en h u m ou tr o p ro - d u to d e lim p ez a p re se n te C in za , l am a ou ar ei a p re se n te N en h u m ou tr o p ro d u to d e lim p ez a p re se n te T o ta l 19 .7 74 .3 6 6 0 1 10 .4 0 .2 2 .4 1. 7 0 .0 6 .2 79 .1 10 0 .0 10 .6 6 2 0 7 R eg iã o                           To m b al i 16 .6 6 5 .1 4 38 6 .4 0 .7 3. 9 3. 2 0 .0 6 .0 79 .7 10 0 .0 7. 1 35 8 Q u in ar a 1. 2 9 2 .4 2 4 2 0 .7 0 .2 0 .0 0 .1 0 .0 0 .3 9 8 .7 10 0 .0 0 .9 2 2 6 O io 0 .0 10 0 .0 8 19 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 10 0 .0 10 0 .0 0 .0 8 19 B io m b o 30 .1 6 9 .9 5 17 1. 1 0 .0 0 .4 0 .0 0 .0 2 8 .6 6 9 .9 10 0 .0 1. 1 5 17 B ol am a/ B ija g ós 4 .3 9 5 .7 18 6 2 .3 0 .4 0 .4 0 .2 0 .3 0 .6 9 5 .7 10 0 .0 2 .7 18 6 B af at á 3. 9 9 6 .1 6 19 0 .8 0 .0 1. 1 0 .7 0 .0 1. 3 9 6 .1 10 0 .0 0 .8 6 19 G ab ú 3. 8 71 .1 8 0 7 3. 1 0 .4 0 .9 0 .2 0 .0 0 .4 9 4 .9 10 0 .0 3. 6 6 0 4 C ac h eu 5 8 .6 4 1. 3 8 5 8 39 .5 0 .7 9 .8 3. 8 0 .0 4 .9 4 1. 4 10 0 .0 4 0 .2 8 5 7 S A B 2 3. 8 71 .7 2 11 6 12 .2 0 .0 1. 9 2 .8 0 .0 8 .1 75 .1 10 0 .0 12 .2 2 0 2 1 P ro ví n ci a                           N or te 30 .0 70 .0 2 19 4 15 .7 0 .3 3. 9 1. 5 0 .0 8 .7 70 .0 10 0 .0 16 .0 2 19 3 Le st e 3. 8 8 2 .0 14 2 6 1. 9 0 .2 1. 0 0 .4 0 .0 0 .9 9 5 .6 10 0 .0 2 .1 12 2 3 S u l 9 .6 79 .3 8 6 6 3. 8 0 .5 1. 9 1. 6 0 .1 3. 0 8 9 .2 10 0 .0 4 .2 77 0 S A B 2 3. 8 71 .7 2 11 6 12 .2 0 .0 1. 9 2 .8 0 .0 8 .1 75 .1 10 0 .0 12 .2 2 0 2 1 M ei o d e re si d ên ci a                           U rb an o 2 2 .2 72 .3 2 9 9 4 12 .2 0 .0 2 .0 2 .7 0 .0 6 .6 76 .5 10 0 .0 12 .2 2 8 2 9 R u ra l 17 .7 76 .0 36 0 7 8 .9 0 .3 2 .8 0 .9 0 .0 5 .9 8 1. 2 10 0 .0 9 .2 33 78 N ív el d e In st ru çã o d o ch ef e d o a g re g ad o fa m il ia r                           N en h u m 15 .4 77 .1 2 9 0 1 8 .2 0 .2 2 .1 0 .9 0 .0 5 .1 8 3. 4 10 0 .0 8 .5 2 6 8 3 P ri m ár io 19 .9 75 .1 19 8 0 9 .9 0 .3 2 .5 1. 8 0 .0 6 .5 79 .0 10 0 .0 10 .2 18 8 1 S ec u n d ár io e m ai s 2 7. 3 6 8 .2 16 8 5 14 .7 0 .1 2 .9 2 .9 0 .0 7. 9 71 .4 10 0 .0 14 .8 16 0 8 E m fa lt a/ N S (0 .0 ) (1 0 0 .0 ) 36 (0 .0 ) (0 .0 ) (0 .0 ) (0 .0 ) (0 .0 ) (0 .0 ) (1 0 0 .0 ) (1 0 0 .0 ) (0 .0 ) 36 In d ic e d e B em -E st ar E co n ó m ic o                           O m ai s p ob re 14 .1 8 1. 5 14 9 4 4 .6 0 .1 2 .0 0 .6 0 .0 7. 4 8 5 .3 10 0 .0 4 .7 14 2 8 S eg u n d o 16 .3 76 .4 12 5 7 9 .4 0 .5 2 .4 0 .8 0 .0 4 .6 8 2 .4 10 0 .0 9 .9 11 6 6 M éd io 17 .7 75 .1 11 71 10 .3 0 .4 3. 1 0 .9 0 .0 4 .4 8 0 .9 10 0 .0 10 .7 10 8 6 Q u ar to 2 2 .5 71 .7 13 6 1 9 .0 0 .0 3. 5 2 .4 0 .0 9 .0 76 .1 10 0 .0 9 .0 12 8 2 O m ai s ri co 2 8 .1 6 6 .3 13 18 19 .4 0 .0 1. 3 3. 8 0 .0 5 .3 70 .2 10 0 .0 19 .4 12 4 5 1 I n d ic ad o r M IC S 4 .5 - L o ca l p ar a la va r as m ão s * V al o re s b as ea d o s em m en o s d e 2 5 c as o s n ão p o n d er ad o s ; ( ) V al o re s b as ea d o s en tr e 2 5 -4 9 c as o s n ão p o n d er ad o 145Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 Na Tabela WS.10, foi observado que, mais de um terço dos agregados (36%) tinha sabão em qualquer lugar do alojamento para a lavagem de mãos, ao passo que outros 52% não foi observado o local e nem sabão ou outro produto de limpeza para a lavagem de mão no agregado e nos restantes 22% de agre- gados não foi observado o local, mas o entrevistador viu ou mostraram-lhe o sabão ou outro produto de limpeza. Constata-se que a disponibilidade de sabão e outros produtos de limpeza nos agregados familiares está relacionada com o nível de instrução do chefe do agregado e do quintil do bem-estar económico. Isto é, a percentagem dos agregados com disponibilidade de sabão e outros produtos de limpeza no agregado aumenta com o aumento do nível de instrução do chefe (os chefes dos agregados que não têm nenhum nível de instrução representam 30% contra 48% dos agregados cujo o chefe dispõe do nível secundário ou mais e assim como os mais ricos têm a maior disponibilidade (55%) dos referidos produtos do que os mais pobres (18%). 146 GUINÉ-BISSAU TA B E L A W S .1 0 : D IS P O N IB IL ID A D E D E S A B Ã O O U D E O U T R O P R O D U T O D E L IM P E Z A D is tr ib u iç ão p er ce n tu al d e ag re g ad o s p o r d is p o n ib il id ad e d e sa b ão o u d e o u tr o p ro d u to d e li m p ez a n a h ab it aç ão , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14 L o ca l p ar a la va r as m ão s o b se rv ad o L o ca l p ar a la va r as m ão s n ão o b se rv ad o To ta l P er ce n ta g em d e ag re g ad os co m s ab ão o u ou tr o p ro d u to d e lim p ez a n a h ab it aç ão 1 N ú m er o d e ag re g ad os S ab ão o u o u tr o p ro d u to d e lim p ez a ob se rv ad os S ab ão o u o u tr o p ro d u to d e li m p ez a n ão o b se rv ad o n o lo ca l p ar a la va r as m ão s M os tr ad o sa b ão o u o u tr o p ro d u to d e lim p ez a N em s ab ão n em ou tr o p ro d u to d e lim p ez a n o ag re g ad o N ão P od e/ n ão q u er m os tr ar sa b ão n em o u tr o p ro d u to d e lim p ez a M os tr ad o sa b ão ou o u tr o p ro d u to d e lim p ez a N em s ab ão n em ou tr o p ro d u to d e lim p ez a n o ag re g ad o N ão P od e/ n ão q u er m os tr ar s ab ão n em ou tr o p ro d u to d e lim p ez a T o ta l 11 .6 1. 9 5 .5 0 .8 2 2 .2 5 2 .1 6 .0 10 0 .0 35 .6 6 6 0 1 R eg iã o                     To m b al i 8 .5 4 .2 2 .2 1. 7 33 .5 4 1. 4 8 .6 10 0 .0 4 6 .1 4 38 Q u in ar a 0 .9 0 .0 0 .3 0 .0 1. 2 9 6 .4 1. 2 10 0 .0 2 .1 2 4 2 O io 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 10 0 .0 0 .0 10 0 .0 0 .0 8 19 B io m b o 1. 1 0 .3 2 8 .7 0 .0 6 .9 6 1. 2 1. 8 10 0 .0 8 .3 5 17 B ol am a/ B ija g ós 3. 2 0 .3 0 .7 0 .1 30 .4 5 4 .0 11 .4 10 0 .0 33 .8 18 6 B af at á 1. 5 1. 8 0 .4 0 .2 31 .5 6 0 .2 4 .4 10 0 .0 34 .8 6 19 G ab ú 2 .8 0 .0 1. 0 0 .0 30 .7 6 1. 2 4 .3 10 0 .0 33 .5 8 0 7 C ac h eu 4 3. 9 0 .9 13 .6 0 .2 2 0 .4 18 .4 2 .7 10 0 .0 6 5 .2 8 5 8 S A B 14 .3 3. 9 3. 5 2 .1 2 8 .7 36 .2 11 .3 10 0 .0 4 7. 0 2 11 6 P ro ví n ci a                     N or te 17 .4 0 .4 12 .1 0 .1 9 .6 5 8 .9 1. 5 10 0 .0 2 7. 4 2 19 4 Le st e 2 .2 0 .8 0 .7 0 .1 31 .0 6 0 .8 4 .3 10 0 .0 34 .1 14 2 6 S u l 5 .2 2 .2 1. 3 0 .9 2 3. 8 5 9 .4 7. 1 10 0 .0 31 .2 8 6 6 S A B 14 .3 3. 9 3. 5 2 .1 2 8 .7 36 .2 11 .3 10 0 .0 4 7. 0 2 11 6 M ei o d e re si d ên ci a                     U rb an o 14 .0 3. 0 3. 5 1. 6 2 8 .3 4 0 .9 8 .6 10 0 .0 4 5 .4 2 9 9 4 R u ra l 9 .5 0 .9 7. 1 0 .2 17 .2 6 1. 4 3. 8 10 0 .0 2 7. 5 36 0 7 147Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A W S .1 0 ( C O N T IN U A Ç Ã O ): D IS P O N IB IL ID A D E D E S A B Ã O O U D E O U T R O P R O D U T O D E L IM P E Z A D is tr ib u iç ão p er ce n tu al d e ag re g ad o s p o r d is p o n ib il id ad e d e sa b ão o u d e o u tr o p ro d u to d e li m p ez a n a h ab it aç ão , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14 L o ca l p ar a la va r as m ão s o b se rv ad o L o ca l p ar a la va r as m ão s n ão o b se rv ad o To ta l P er ce n ta g em d e ag re g ad os co m s ab ão o u ou tr o p ro d u to d e lim p ez a n a h ab it aç ão 1 N ú m er o d e ag re g ad os S ab ão o u o u tr o p ro d u to d e lim p ez a ob se rv ad os S ab ão o u o u tr o p ro d u to d e li m p ez a n ão o b se rv ad o n o lo ca l p ar a la va r as m ão s M os tr ad o sa b ão o u o u tr o p ro d u to d e lim p ez a N em s ab ão n em ou tr o p ro d u to d e lim p ez a n o ag re g ad o N ão P od e/ n ão q u er m os tr ar sa b ão n em o u tr o p ro d u to d e lim p ez a M os tr ad o sa b ão ou o u tr o p ro d u to d e lim p ez a N em s ab ão n em ou tr o p ro d u to d e lim p ez a n o ag re g ad o N ão P od e/ n ão q u er m os tr ar s ab ão n em ou tr o p ro d u to d e lim p ez a N ív el d e In st ru çã o d o ch ef e d o a g re g ad o fa m il ia r                     N en h u m 8 .7 0 .9 5 .5 0 .3 2 0 .4 5 9 .5 4 .7 10 0 .0 30 .0 2 9 0 1 P ri m ár io 11 .4 1. 8 5 .7 1. 0 2 0 .4 5 2 .9 6 .7 10 0 .0 33 .6 19 8 0 S ec u n d ár io e m ai s 16 .9 3. 6 5 .3 1. 4 2 7. 1 38 .4 7. 3 10 0 .0 4 7. 6 16 8 5 E m fa lt a/ N S (0 .0 ) (0 .0 ) (0 .0 ) (0 .0 ) (4 0 .4 ) (5 4 .5 ) (5 .1 ) (1 0 0 .0 ) (4 0 .4 ) 36 In d ic e d e B em -E st ar E co n ó m ic o               O m ai s p ob re 5 .2 0 .5 8 .3 0 .1 12 .5 6 9 .8 3. 7 10 0 .0 18 .2 14 9 4 S eg u n d o 9 .9 1. 1 5 .2 0 .1 19 .3 6 0 .4 4 .0 10 0 .0 30 .4 12 5 7 M éd io 10 .8 1. 4 5 .0 0 .5 2 3. 1 5 2 .2 7. 1 10 0 .0 35 .3 11 71 Q u ar to 10 .7 3. 3 6 .0 2 .5 2 7. 5 4 2 .6 7. 4 10 0 .0 4 1. 5 13 6 1 O m ai s ri co 2 1. 9 2 .9 2 .4 0 .9 2 9 .9 34 .0 8 .0 10 0 .0 5 4 .7 13 18 1 I n d ic ad o r M IC S 4 .6 - D is p o n ib il id ad e d e sa b ão o u d e o u tr o p ro d u to d e li m p ez a (. ) V al or es b as ea d os e n tr e 2 5 -4 9 c as os n ão p on d er ad os * V al or es b as ea d os e m m en os d e 2 5 c as os n ão p on d er ad os 149Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 VIII. SAÚDE REPRODUTIVA FECUNDIDADE As medidas da fecundidade atual são apresentadas na Tabela RH.1 para o período de três anos que precedeu o inquérito. Foi escolhido um período de três anos para calcular estas taxas a fim de fornecer a informação mais atual permitindo, ao mesmo tempo, que as taxas sejam calculadas para um número suficiente de casos de modo a não comprometer a exatidão estatística das estimativas. As taxas especí- ficas de fecundidade por faixa etária (ASFR), expressas como o número de nascimentos por 1.000 mu- lheres numa faixa etária específica, mostram o padrão etário da fecundidade. Os numeradores para as taxas específicas de fecundidade são calculados identificando os nados-vivos no período de três anos que precedeu o inquérito, classificados segundo a idade da mãe (em grupos de cinco anos) na altura do nascimento da criança. Os denominadores das taxas representam o número de mulheres-anos vividos pelas inquiridas em cada faixa etária de cinco anos durante o período especificado. O índice sintético de fecundidade (ISF) é uma medida sintética que simboliza o número de nados-vivos que uma mulher teria se estivesse sujeita às taxas de fecundidade atuais por faixa etária ao longo da sua vida reprodutiva (15-49 anos). A taxa de fecundidade geral (TFG) é o número de nados-vivos durante o período especi- ficado por 1.000 mulheres de 15-49 anos. A taxa bruta de natalidade (TBN) é o número de nados-vivos por 1.000 pessoas durante o período especificado. TABELA RH.1: TAXA DE FECUNDIDADE Taxa de natalidade das adolescentes, taxas de fecundidade por idade e totais, taxa de fecundidade geral e taxa bruta de natalidade para o período de três anos que precedeu o inquérito, por meio de residência, MICS5, Guiné- Bissau, 2014 Idade Meio de residência Total Urbano Rural   15-19 1 69 151 106 20-24 130 263 192 25-29 177 268 221 30-34 150 234 194 35-39 98 184 147 40-44 47 106 81 45-49 9 65 42 ISF a 3.4 6.4 4.9 TFG b 112.3 200.4 156.3 TBN c 30.0 41.6 36.6 1 Indicador MICS 5.1; Indicador ODM 5.4 - Taxa de natalidade dos adolescentes a ISF: Indice sintético de fecundidade expresso por 1 mulher de 15-49 anos b TFG: Taxa de fecundidade geral expressa por 1.000 mulheres de 15-49 anos c TBN: Taxa bruta de natalidade expressa por 1.000 pessoas 150 GUINÉ-BISSAU A Tabela RH.1 mostra a fecundidade atual na Guiné-Bissau, a nível nacional e por meio de residência. O ISF (TFR) para três anos que precederam o MICS da Guiné-Bissau é de 4.9 nascimentos por mulher. Este índice é consideravelmente maior no meio rural (6.4 nascimentos por mulher) do que no meio urbano (3.4 nascimentos por mulher). Como mostram as taxas específicas de fecundidade, o padrão de maior fecundidade rural é predominante em todas as faixas etárias. Figura RH. 1:Taxa de fecundidade por faixa etária por meio de residência MICS5, Guiné- Bissau, 2014 A diferença na fecundidade urbana-rural é mais pronunciada para mulheres na faixa etária de 20-24 anos: 130 nascimentos por 1.000 mulheres no meio urbano em comparação com 263 nascimentos por 1.000 mulheres no meio rural. O padrão geral de fecundidade por faixa etária, como refletido nas taxas específicas de fecundidade, indica que a maternidade começa cedo. A fecundidade começa na adoles- cência, embora baixa e vai aumentando para atingir um pico de 192 nascimentos por 1.000 mulheres de 20-24 anos e continuando a subir moderadamente até a idade de 25-29 anos, para depois diminuir nas idades maiores. A Tabela RH.2 mostra as taxas de natalidade das adolescentes e as taxas de fecundidade total. A taxa de natalidade entre adolescentes (taxa de fecundidade por faixa etária para mulheres de 15-19 anos) é definida como o número de partos de uma mulher de 15-19 anos durante o período de três anos que precedeu o inquérito, dividido pelo número médio de mulheres de 15-19 anos (número de mulheres- -anos vividos entre os 15 e 19 anos inclusive) durante o mesmo período, expresso por 1.000 mulheres. 151Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABLELA RH.2: TAXA DE FECUNDIDADE DAS ADOLESCENTES E ÍNDICE SINTÉTICO DE FECUNDIDADE Taxa de fecundidade das adolescentes e índice Sintético de Fecundidade para o período de um três anos anterior ao inquérito, MICS5, Guiné- Bissau, 2014   Taxa de fecundidade das adolescentes 1 (Taxa de fecundidade de mulheres com idade espe- cífica de 15-19) Índice Sintético de Fecundidade a Total 106 4.9 Região Tombali 117 6.0 Quinara 122 5.7 Oio 164 6.5 Biombo 107 5.4 Bolama/Bijagós 87 4.7 Bafatá 142 5.7 Gabú 145 6.3 Cacheu 129 5.8 SAB 57 3.0 Provincia Norte 143 6.0 Leste 143 6.0 Sul 113 5.7 SAB 57 3.0 Nível de Instrução da Mãe Nenhum 204 6.4 Primário 111 5.0 Secundário 51 2.5 Indice de Bem-Estar Economico O mais pobre 149 6.4 Segundo 149 6.5 Médio 150 5.8 Quarto 93 4.0 O mais rico 37 2.7 1 Indicador MICS 5.1; Indicador ODM 5.4 - Taxa de fecundidade das adolescentes Ainda os dados da Tabela RH.2 mostram que com o aumento do nível de instrução da mãe e nível do bem-estar económico, diminui a taxa de fecundidade das adolescentes e vis-versa. A atividade sexual e a maternidade precoces na vida trazem riscos significativos para as jovens em todo o mundo. Entre as províncias existe uma grande diferença da fecundidade das adolescentes, sendo que SAB apresenta um ISF de metade em relação às outras. A Tabela RH.3 apresenta alguns indicadores de gravidez precoce para mulheres de 15-19 anos e de 20-24 anos ao passo que a Tabela RH.4 apresenta as tendências de gravidez precoce. Como mostrado na Tabela RH.3, 20% das mulheres de 15-19 anos já teve um parto, 3% está grávida do primeiro filho, 23% começou a reprodução e 2% teve um nado-vivo antes dos 15 anos de idade. Ao mesmo tempo, constata-se que 28% de mulheres de 20-24 anos tiveram um nado vivo antes de 18 anos. Verifica-se que este indicador é elevado em todas as Regiões do país com maior destaque a Região de Oio (40%) e Gabú (45%). Nota-se uma correlação entre a taxa de fecundidade de adolescentes com o nível da Instrução da mãe e bem-estar económico do agregado onde vive. Isto é quanto mais elevado for o nível da Instrução da mãe e bem-estar económico menor é a percentagem de mulheres adolescentes que tiveram nados vi- vos antes de 15 anos e ou antes de 18 anos. A mesma relação se verifica entre mulheres de 20-24 anos. Como é óbvio, no meio urbano estas percentagens são inferiores em relação ao meio rural 152 GUINÉ-BISSAU TABELA RH.3: GRAVIDEZ PRECOCE Percentagem de mulheres de 15-19 anos que tiveram um nascido-vivo, estão grávidas do primeiro filho, que começaram a sua vida reprodutiva, e que tiveram um nascido-vivo antes dos 15 anos e percentagem de mulheres de 20-24 anos que tiveram um nascido-vivo antes dos 18 anos, MICS5. Guiné- Bissau, 2014   Percentagem de mulheres de 15-19 anos que: Número mulheres de 15-19 anos Percentagem de mulheres de 20-24 que tiveram um nascido-vivo antes dos 18 anos 1 Número de mulheres de 20-24 anos Tiveram um nascido-vivo Estão grávidas do primeiro filho Que começaram uma vida reprodutiva Tiveram um nascido-vivo antes dos 15 anos Total 20.0 3.4 23.4 2.2 2291 28.3 2071 Região               Tombali 18.6 2.5 21.1 1.2 133 29.6 121 Quinara 20.1 7.2 27.4 2.1 71 28.6 70 Oio 31.5 5.8 37.4 3.7 351 40.1 349 Biombo 16.9 6.0 22.9 .4 170 24.6 132 Bolama/Bijagós (19.4) (1.2) (20.5) (3.4) 47 (31.6) 36 Bafatá 25.4 3.3 28.7 2.9 240 32.2 204 Gabú 24.6 4.2 28.9 2.0 175 44.7 214 Cacheu 25.6 3.3 28.8 2.4 213 32.0 142 SAB 12.7 1.7 14.5 1.8 892 17.5 805 Província               Norte 26.4 5.1 31.5 2.6 733 35.0 622 Leste 25.1 3.7 28.8 2.5 415 38.6 417 Sul 19.2 3.6 22.8 1.9 251 29.6 226 SAB 12.7 1.7 14.5 1.8 892 17.5 805 Meio de residência               Urbano 14.0 2.5 16.5 1.7 1243 20.8 1114 Rural 27.2 4.4 31.7 2.8 1048 37.2 957 Nível de Instrução da Mãe               Nenhum 46.4 6.1 52.5 8.2 334 48.8 563 Primário 19.5 3.9 23.4 1.6 1227 30.5 660 Secundário e mais 8.9 1.2 10.2 0.4 730 13.0 848 Indice de Bem-Estar Económico               O mais pobre 26.8 5.8 32.6 1.6 351 37.2 312 Segundo 25.6 3.5 29.1 2.5 370 37.7 367 Médio 28.1 4.2 32.3 3.3 419 34.4 402 Quarto 20.5 4.0 24.5 3.0 544 25.7 420 O mais rico 6.8 0.8 7.6 0.8 607 15.2 571 1 Indicador MICS 5.2 - Gravidez precoce 153Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A R H .4 : T E N D Ê N C IA S D A G R A V ID E Z P R E C O C E P er ce n ta g em d e m u lh er es q u e ti ve ra m u m n as ci d o -v iv o , c o m 1 5 e 1 8 a n o s, p o r m ei o d e re si d ên ci a e fa ix a et ár ia , M IC S 5 , G u in é - B is sa u , 2 0 14   U rb an o R u ra l To d as P er ce n ta g em d e m u lh er es q u e ti ve ra m u m n as ci d o -v iv o an te s d os 1 5 a n os N ú m er o d e m u lh er es d e 15 -4 9 an os P er ce n ta g em d e m u lh er es q u e ti ve ra m u m n as ci d o -v iv o an te s d os 1 8 a n os N ú m er o d e m u lh er es d e 2 0 -4 9 a n os P er ce n ta g em d e m u lh er es q u e ti ve ra m u m n as ci d o -v iv o an te s d os 1 5 an os N ú m er o d e m u lh er es d e 15 -4 9 a n os P er ce n ta g em d e m u lh er es q u e ti ve ra m u m n as ci d o -v iv o an te s d e 18 a n os N ú m er o d e m u lh er es d e 2 0 -4 9 a n os P er ce n ta g em d e m u lh er es q u e ti ve ra m u m n as ci d o -v iv o an te s d os 1 5 an os N ú m er o d e m u lh er es d e 15 -4 9 an os P er ce n ta g em d e m u lh er es q u e ti ve ra m u m n as ci d o -v iv o an te s d os 1 8 an os N ú m er o d e m u lh er es d e 2 0 -4 9 an os T o ta l 4 .8 5 13 2 2 7. 9 38 8 9 6 .0 5 10 2 33 .3 4 0 5 5 5 .4 10 2 34 30 .7 79 4 3 Id ad e                         15 -1 9 1. 7 12 4 3 n a n a 2 .8 10 4 8 n a  n a 2 .2 2 2 9 1 n a  n a 2 0 -2 4 4 .6 11 14 2 0 .8 11 14 7. 9 9 5 7 37 .2 9 5 7 6 .1 2 0 71 2 8 .3 2 0 71 2 5 -2 9 5 .4 9 16 2 6 .6 9 16 6 .2 8 4 1 34 .0 8 4 1 5 .8 17 5 8 30 .2 17 5 8 30 -3 4 5 .8 72 5 31 .7 72 5 8 .0 77 2 33 .9 77 2 6 .9 14 9 7 32 .8 14 9 7 35 -3 9 5 .5 5 0 9 33 .3 5 0 9 6 .2 6 2 0 31 .1 6 2 0 5 .9 11 30 32 .1 11 30 4 0 -4 4 9 .1 35 8 34 .7 35 8 5 .6 5 18 30 .5 5 18 7. 0 8 76 32 .2 8 76 4 5 -4 9 8 .0 2 6 7 32 .4 2 6 7 6 .2 34 5 2 7. 9 34 5 6 .9 6 12 2 9 .9 6 12 .0 n a: n ão s e ap lic a 154 GUINÉ-BISSAU A Tabela RH.4 sugere que a gravidez precoce tenha diminuído gradualmente nos últimos 10 anos, em particular no meio urbano. Segundo dados da mesma tabela, a percentagem das mulheres que tiveram um nado vivo antes de 15 e de 18 anos a nível nacional representam 5% e 31%, respectivamente. No meio urbano, as que declararam ter nados vivos antes 15 anos é igual a 5% contra 6% no meio rural. E as mulheres que tiveram um nado vivo antes de 18 anos no meio urbano representam 28% contra 33% no meio rural. CONTRACEPÇÃO Um planeamento familiar apropriado é importante para a saúde de mulheres e crianças: 1) evita gravi- dez demasiado precoce ou demasiado tardia; 2) alarga o intervalo entre os nascimentos; e 3) limita o número total de filhos. O acesso por todos os casais a informações e serviços para evitar uma gravidez demasiado cedo, com um curto intervalo, demasiado tardia ou demasiada gravidez, é essencial. O uso atual de qualquer contraceção foi declarado por 16% de mulheres presentemente casadas ou em união1 (Tabela RH.5). O método mais popular é o DIU (dispositivo intra-uterino) que é usado por 4% de mulheres casadas ou em união na Guiné-Bissau e o segundo é a implante cuja prevalência representa 3% nas mulheres casadas ou em união. Outros métodos, tais como método de amenorreia da lactação (LAM), pílula e preservativo representam 2% cada. A prevalência contracetiva vai de 4% na Região de Oio a 30% no Biombo. Cerca de 26% das mulheres casadas ou em união no meio urbanos e 10% no meio rural usam um método contracetivo. É muito pouco provável que as adolescentes usem a contraceção do que as mulheres mais velhas. Apenas cerca de 8% das mulheres de 15-19 anos casadas ou em união usa atualmente um método de contraceção em comparação com 22% das mulheres de 35-39 anos. O nível de instrução das mulheres está muito associado à prevalência contracetiva. A percentagem de mulheres casadas ou em união a usar qualquer método de contraceção aumenta de 10% entre as sem instrução para 19% entre as que têm o ensino primário e subindo para 36% entre as que têm o ensino secundário e mais. Além das diferenças na prevalência geral, o padrão de utilização por métodos espe- cíficos também varia com o nível de instrução. O contracetivo mais comum para as mulheres casadas ou em união, com ou sem ensino primário, é a implante (7%) ao passo que para as que têm o ensino secundário e mais, os métodos mais utilizados são o DIU (8%) e o preservativo masculino (7%). O uso de método contracetivo aumenta com o número de filhos vivos. Varia de 11% entre as mulheres que não têm filhos para 16% entre as mulheres com 4 filhos ou mais 1 Todas as referências a “mulheres casadas” neste capítulo abrangem também mulheres em união conjugal. 155Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A R H .5 : U S O D E C O N T R A C E P Ç Ã O P er ce n ta g em d e m u lh er es d e 15 -4 9 a n o s ac tu al m en te c as ad as o u e m u n iã o q u e es tã o a u sa r (o u c u jo p ar ce ir o es tá a u sa r) u m m ét o d o co n tr ac ep ti vo , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   P er ce nt ag em d e m ul he re s ac tu al m en te c as ad as o u em u ni ão q ue e st ão a u sa r ( ou c uj os p ar ce iro s es tã o a us ar ): Q ua lq ue r m ét od o m od er no Q ua lq ue r m ét od o tr ad ic io na l Q ua lq ue r m ét od o 1 N úm er o de m ul he re s de 15 -4 9 a no s ac tu al m en te ca sa da s ou e m un iã o N en hu m m ét od o E st er ili za çã o fe m in in a E st er ili za çã o m as cu lin a D IU In je ct áv ei s Im pl an te s P ílu la P re se rv at i- vo m as cu - lin o P re se r- va tiv o fe m in in o D ia fr ag m a/ E sp er m ic i- da s/ ge l M ét od o de am en or re ia d a la ct aç ão (L A M ) A bs tin ên - ci a pe ri ó - di ca C oi to in - te rr om - pi do O ut ro N D / N S T o ta l 8 4 .0 0 .2 0 .0 3. 5 1. 4 3. 3 1. 5 1. 5 .2 0 .5 2 .4 1. 2 0 .0 0 .4 0 .0 14 .4 1. 6 16 .0 5 6 16 R eg iã o                                       To m b al i 8 5 .2 0 .3 0 .0 1. 3 1. 0 2 .2 .5 0 .1 0 .0 1. 4 7. 4 0 .0 0 .0 0 .4 0 .0 14 .3 0 .4 14 .8 4 17 Q u in ar a 8 5 .4 0 .6 0 .0 4 .0 2 .3 2 .3 1. 1 0 .7 0 .0 0 .0 0 .0 3. 0 0 .0 0 .6 0 .0 11 .0 3. 6 14 .6 2 0 1 O io 9 6 .3 0 .1 0 .0 0 .7 .7 1. 0 0 .6 0 .0 0 .0 0 .0 .2 .2 0 .0 0 .1 0 .0 3. 4 0 .3 3. 7 10 36 B io m b o 70 .3 0 .2 0 .0 7. 0 2 .1 2 .6 0 .3 3. 3 0 .0 0 .0 10 .9 2 .8 0 .0 0 .5 0 .0 2 6 .5 3. 2 2 9 .7 38 1 B ol am a/ B ija g ós 78 .3 0 .2 0 .0 7. 8 2 .9 6 .1 2 .4 0 .9 0 .0 0 .0 0 .2 0 .5 0 .0 0 .8 0 .0 2 0 .4 1. 2 2 1. 7 10 3 B af at á 8 7. 7 0 .5 0 .0 2 .6 2 .2 4 .0 0 .8 0 .0 0 .0 0 .0 0 .8 0 .6 0 .0 0 .9 0 .0 10 .8 1. 5 12 .3 71 3 G ab ú 9 4 .2 0 .1 0 .0 1. 5 1. 1 0 .4 1. 4 .8 0 .0 0 .0 0 .1 0 .0 0 .0 0 .5 0 .0 5 .3 0 .5 5 .8 78 6 C ac h eu 8 4 .9 0 .0 0 .0 4 .3 1. 1 3. 2 0 .5 0 .7 0 .0 0 .0 4 .8 0 .5 0 .0 0 .0 0 .0 14 .7 0 .5 15 .1 5 0 4 S A B 71 .4 0 .2 0 .0 5 .9 1. 6 6 .4 3. 3 4 .0 0 .7 1. 3 2 .0 2 .7 0 .0 0 .5 0 .0 2 5 .4 3. 1 2 8 .6 14 76 P ro ví n ci a                                       N or te 8 8 .1 0 .1 0 .0 2 .9 1. 1 1. 9 0 .6 0 .8 0 .0 0 .0 3. 5 0 .8 0 .0 0 .1 0 .0 10 .9 0 .9 11 .9 19 2 0 Le st e 9 1. 1 0 .3 0 .0 2 .0 1. 6 2 .1 1. 1 .4 0 .0 0 .0 0 .5 0 .3 0 .0 0 .7 0 .0 7. 9 1. 0 8 .9 14 9 9 S u l 8 4 .3 0 .4 0 .0 3. 0 1. 6 2 .8 1. 0 0 .4 0 .0 0 .8 4 .3 0 .9 0 .0 0 .5 0 .0 14 .3 1. 4 15 .7 72 1 S A B 71 .4 0 .2 0 .0 5 .9 1. 6 6 .4 3. 3 4 .0 0 .7 1. 3 2 .0 2 .7 0 .0 0 .5 0 .0 2 5 .4 3. 1 2 8 .6 14 76 M ei o d e re si d ên ci a                                       U rb an o 74 .4 0 .2 0 .0 5 .8 2 .1 5 .6 3. 0 3. 0 0 .5 1. 0 1. 9 2 .0 0 .0 0 .5 0 .0 2 3. 1 2 .5 2 5 .6 2 11 5 R u ra l 8 9 .9 0 .2 0 .0 2 .0 1. 0 1. 9 .5 .5 0 .0 0 .2 2 .7 0 .7 0 .0 0 .4 0 .0 9 .1 1. 0 10 .1 35 0 1 Id ad e                                       15 -1 9 9 2 .3 0 .0 0 .0 0 .4 0 .0 1. 8 0 .0 1. 9 0 .0 0 .0 3. 0 0 .6 0 .0 0 .0 0 .0 7. 1 0 .6 7. 7 2 6 1 2 0 -2 4 8 8 .5 0 .1 0 .0 1. 1 0 .1 3. 0 0 .5 1. 7 0 .0 0 .2 3. 4 1. 2 0 .0 0 .2 0 .0 10 .0 1. 5 11 .5 8 72 2 5 -2 9 8 4 .1 0 .0 0 .0 2 .7 0 .7 4 .4 1. 6 1. 6 0 .0 0 .1 3. 1 1. 0 0 .0 0 .7 0 .0 14 .2 1. 7 15 .9 11 5 0 30 -3 4 8 2 .2 0 .2 0 .0 4 .6 1. 4 3. 1 1. 7 1. 4 0 .4 0 .9 2 .7 1. 2 0 .0 0 .2 0 .0 16 .4 1. 4 17 .8 11 6 2 35 -3 9 77 .9 0 .2 0 .0 5 .2 2 .5 4 .7 2 .5 2 .4 0 .0 1. 0 1. 6 1. 5 0 .0 0 .4 0 .0 2 0 .2 1. 9 2 2 .1 9 6 0 4 0 -4 4 8 2 .6 0 .5 0 .0 5 .1 2 .8 2 .3 2 .0 0 .5 0 .5 0 .1 1. 8 0 .9 0 .0 0 .8 0 .0 15 .6 1. 8 17 .4 72 8 4 5 -4 9 9 0 .0 0 .7 0 .0 2 .4 1. 9 0 .8 0 .5 0 .4 0 .4 0 .4 0 .7 1. 3 0 .0 0 .4 0 .0 8 .2 1. 8 10 .0 4 8 2 156 GUINÉ-BISSAU TA B E L A R H .5 ( C O N T IN U A Ç Ã O ) : U S O D E C O N T R A C E P Ç Ã O P er ce n ta g em d e m u lh er es d e 15 -4 9 a n o s ac tu al m en te c as ad as o u e m u n iã o q u e es tã o a u sa r (o u c u jo p ar ce ir o es tá a u sa r) u m m ét o d o co n tr ac ep ti vo , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   P er ce nt ag em d e m ul he re s ac tu al m en te c as ad as o u em u ni ão q ue e st ão a u sa r ( ou c uj os p ar ce iro s es tã o a us ar ): Q ua lq ue r m ét od o m od er no Q ua lq ue r m ét od o tr ad ic io na l Q ua lq ue r m ét od o 1 N úm er o de m ul he re s de 15 -4 9 a no s ac tu al m en te ca sa da s ou e m un iã o N en hu m m ét od o E st er ili za çã o fe m in in a E st er ili za çã o m as cu lin a D IU In je ct áv ei s Im pl an te s P ílu la P re se rv at i- vo m as cu - lin o P re se r- va tiv o fe m in in o D ia fr ag m a/ E sp er m ic i- da s/ ge l M ét od o de am en or re ia d a la ct aç ão (L A M ) A bs tin ên - ci a pe ri ó - di ca C oi to in - te rr om - pi do O ut ro N D / N S N ú m er o d e fi lh o s vi vo s                                       0 9 5 .8 0 .0 0 .0 .6 0 .0 1. 4 0 .9 0 .7 0 .0 0 .0 0 .0 0 .6 0 .0 0 .0 0 .0 3. 6 0 .6 4 .2 30 2 1 8 7. 3 0 .2 0 .0 1. 2 0 .2 2 .8 0 .8 3. 0 0 .2 0 .2 2 .3 1. 2 0 .0 0 .4 0 .0 11 .1 1. 6 12 .7 77 7 2 8 2 .7 0 .3 0 .0 4 .6 0 .7 3. 1 1. 4 1. 5 0 .5 0 .5 2 .6 1. 7 0 .0 0 .4 0 .0 15 .2 2 .1 17 .3 10 2 6 3 8 2 .9 0 .1 0 .0 3. 8 1. 3 3. 6 2 .4 1. 1 0 .0 0 .8 2 .8 0 .9 0 .0 0 .4 0 .0 15 .9 1. 2 17 .1 10 13 4 + 8 2 .6 0 .2 0 .0 3. 9 2 .3 3. 5 1. 4 1. 3 0 .1 0 .4 2 .5 1. 1 0 .0 0 .5 0 .0 15 .7 1. 6 17 .4 2 4 9 8 N ív el d e In st ru çã o                                       N en h u m 8 9 .6 0 .3 0 .0 2 .3 1. 0 2 .1 0 .8 0 .3 0 .0 0 .2 2 .5 0 .6 0 .0 0 .3 0 .0 9 .5 0 .9 10 .4 34 33 P ri m ár io 8 1. 4 0 .0 0 .0 3. 9 1. 8 4 .8 1. 8 1. 2 0 .3 0 .7 2 .6 0 .9 0 .0 0 .6 0 .0 17 .1 1. 4 18 .6 14 18 S ec u n d ár io e m ai s 6 3. 9 0 .2 0 .0 7. 7 2 .5 5 .8 3. 9 7. 2 0 .9 1. 2 1. 6 4 .4 0 .0 0 .6 0 .0 31 .1 5 .0 36 .1 76 5 E m fa lt a/ N S 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0         In d ic e d e B em -E st ar E co n ó m ic o                                       O m ai s p ob re 9 0 .8 0 .2 0 .0 1. 7 0 .7 2 .0 0 .3 0 .2 0 .0 0 .1 3. 0 0 .8 0 .0 0 .1 0 .0 8 .3 0 .8 9 .2 12 16 S eg u n d o 8 9 .3 0 .3 0 .0 1. 5 1. 0 2 .7 0 .7 0 .5 0 .0 0 .1 2 .9 0 .7 0 .0 0 .5 0 .0 9 .6 1. 1 10 .7 11 9 7 M éd io 8 8 .5 0 .2 0 .0 2 .5 1. 9 1. 9 0 .6 1. 0 0 .0 0 .3 2 .1 0 .3 0 .0 0 .7 0 .0 10 .5 1. 0 11 .5 12 11 Q u ar to 78 .0 0 .3 0 .0 5 .3 1. 8 6 .5 2 .6 2 .1 0 .2 0 .3 1. 8 1. 0 0 .0 0 .2 0 .0 2 0 .8 1. 2 2 2 .0 10 2 2 O m ai s ri co 6 9 .9 0 .0 0 .0 7. 3 1. 9 3. 9 3. 9 4 .1 0 .9 1. 6 2 .2 3. 5 0 .0 0 .7 0 .0 2 5 .9 4 .2 30 .1 9 70 1 I n d ic ad o r M IC S 5 .3 ; I n d ic ad o r O D M 5 .3 - T ax a d e p re va lê n ci a co n tr ac ep ti va 157Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 Figura RH. 2:Diferenciais no uso de contraceptivos MICS5, Guiné-Bissau, 2014 NECESSIDADE NÃO SATISFEITA A necessidade de contraceção não satisfeita refere-se a mulheres férteis que estão casadas ou em união e não estão a utilizar qualquer método contracetivo, mas que querem adiar o próximo nascimento (es- paçamento) ou que desejam parar de engravidar (limitação). A necessidade não satisfeita é identificada no MICS através de um conjunto de perguntas que deduzem comportamentos e preferências atuais relativos ao uso de contracetivo, à fecundidade e à preferência referente à fecundidade. A Tabela RH.6 mostra os níveis de necessidade satisfeita para contraceção, necessidade não satisfeita e a procura de contraceção satisfeita. A necessidade não satisfeita de espaçamento é definida como a percentagem de mulheres casadas ou em união que não estão a usar um método contracetivo E • Não estão grávidas nem amenorreicas pós-parto2 e são férteis3 e dizem que querem esperar dois ou mais anos pelo próximo nascimento OU • Não estão grávidas nem amenorreicas pós-parto e são férteis e não têm a certeza se querem outro filho OU • Estão grávidas e dizem que a gravidez não é oportuna: teriam preferido esperar ou • Estão amenorreicas pós-parto e dizem que o nascimento não foi oportuno: teriam preferido esperar. 2 Uma mulher está amenorreica pós-parto se teve um nascimento nos últimos dois anos e não está grávida actualmente e o seu período menstrual não voltou desde o nascimento do último filho. 3 Uma mulher é considerada infecunda se não estiver grávida nem amenorreica pós-parto e (1a) não teve menstruação nos últimos seis meses ou (1b) nunca teve menstruação ou (1c) a sua última menstruação ocorreu antes do seu último nasci- mento, ou (1d) está na menopausa/ fez uma histerectomia OU (2) Declara que fez uma histerectomia ou que nunca teve menstruação, ou que está na menopausa, ou que tem estado a tentar engravidar há 2 anos ou mais sem resultado, na resposta a perguntas porque é que ela pensa que não está fisicamente capaz de engravidar na altura do inquérito OU (3) Declara que não pode engravidar quando inquirida sobre o desejo de um futuro filho OU (4) Não teve um nascimento nos últimos 5 anos, não está a usar um contraceptivo e está actualmente casada e esteve sempre casada durante os últimos 5 anos que precederam o inquérito. 158 GUINÉ-BISSAU A necessidade não satisfeita de limitar é definida como a percentagem de mulheres que estão casadas ou em união e não estão a usar um método contracetivo E • Não estão grávidas nem amenorreicas pós-parto e são férteis e dizem que não querem ter mais filhos OU • Estão grávidas e dizem que não querem ter um filho OU • Estão amenorreicas pós-parto e dizem que não queriam o nascimento. A necessidade total não satisfeita de contraceção é a soma da necessidade não satisfeita de espaça- mento e da necessidade não satisfeita de limitação. Como se pode constatar na Tabela RH6, a percentagem de mulheres de 15-49 anos atualmente casa- das ou em união com a necessidade de contraceção não satisfeita é igual 22%, das quais, por espaça- mento 16% e por limitação 7%. No total, não registaram diferenças entre meio urbano e rural. Este indicador também é conhecido como necessidade não satisfeita de planeamento familiar e é um dos indicadores utilizados para acompanhar os progressos a nível do Objetivo de Desenvolvimento do Milénio Nº 5 que consiste em melhorar a saúde materna. A necessidade satisfeita de limitação abrange mulheres casadas ou em união que estão a usar (ou cujo parceiro está a usar) um método contracetivo4, e que não querem mais filhos, estão a usar a esterili- zação masculina ou feminina, ou se declaram infecundas. A necessidade satisfeita de espaçamento abrange mulheres que estão a usar (ou cujo parceiro está a usar) um método contracetivo e que querem ter outro filho ou estão indecisas quanto a ter outro filho. O total da necessidade satisfeita de espaça- mento e limitação soma-se ao total de necessidade satisfeita de contraceção. 4 Neste capítulo, sempre que se faz referência ao uso de um contraceptivo por uma mulher, isto pode referir-se ao uso de um método contraceptivo pelo seu parceiro (como o preservativo masculino). 159Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA RH.6: NECESSIDADES DE CONTRACEPÇÃO NÃO SATISFEITAS Percentagem de mulheres de 15-49 anos actualmente casadas ou em união com necessidades não satisfeitas de planeamento familiar e percentagem de procura de contracepção satisfeita, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Necessidade de contracepão satisfeita Necessidade de contracepção não satisfeita Número de mu- lheres actual- mente casadas ou em união Percentagem de procura de contracepção satisfeita Número de mulheres actualmente casadas ou em união com necessidade de contracepção Por espa- çamento Por limi- tação Total Por espa- çamento Por limi- tação Total 1 Total 9.4 6.6 16.0 15.6 6.7 22.3 5616 41.7 2150 Região                 Tombali 9.1 5.7 14.8 13.4 4.8 18.2 417 44.8 137 Quinara 9.9 4.7 14.6 15.8 9.2 25.1 201 36.9 80 Oio 2.1 1.6 3.7 14.5 3.2 17.7 1036 17.3 222 Biombo 18.5 11.2 29.7 13.7 4.8 18.4 381 61.7 183 Bolama/Bijagós 14.7 7.0 21.7 23.1 7.9 31.1 103 41.1 55 Bafatá 7.5 4.8 12.3 17.0 7.0 24.0 713 33.9 259 Gabú 2.7 3.1 5.8 20.0 10.5 30.5 786 15.9 285 Cacheu 11.3 3.8 15.1 17.2 4.8 22.0 504 40.7 187 SAB 15.5 13.1 28.6 13.5 8.2 21.6 1476 56.9 741 Província Norte 7.8 4.1 11.9 15.1 3.9 19.0 1920 38.5 592 Leste 5.0 3.9 8.9 18.6 8.8 27.4 1499 24.5 544 Sul 10.1 5.6 15.7 15.5 6.5 22.0 721 41.7 272 SAB 15.5 13.1 28.6 13.5 8.2 21.6 1476 56.9 741 Meio de residência                 Urbano 14.3 11.3 25.6 14.4 8.2 22.5 2115 53.2 1018 Rural 6.4 3.8 10.1 16.4 5.8 22.2 3501 31.3 1131 Idade             15-19 7.3 0.4 7.7 27.3 0.9 28.3 261 21.4 94 20-24 10.1 1.4 11.5 22.2 0.8 23.0 872 33.4 301 25-29 12.6 3.3 15.9 22.0 3.5 25.6 1150 38.3 476 30-34 12.2 5.6 17.8 17.3 5.2 22.6 1162 44.1 470 35-39 10.2 11.8 22.1 8.7 11.6 20.2 960 52.2 406 40-44 3.8 13.6 17.4 8.3 14.6 22.9 728 43.2 293 45-49 1.2 8.7 10.0 3.0 9.7 12.8 482 43.8 110 Nível de Instrução                 Nenhum 6.0 4.4 10.4 14.3 7.4 21.6 3433 32.5 1100 Primário 10.8 7.8 18.6 18.5 5.6 24.2 1418 43.4 606 Secundário e mais 21.7 14.3 36.1 16.5 5.4 21.9 765 62.2 443 Indice de Bem-Estar Económico                 O mais pobre 5.7 3.5 9.2 16.0 5.1 21.1 1,216 30.2 369 Segundo 6.7 4.0 10.7 17.1 7.2 24.3 1,197 30.6 419 Médio 7.3 4.2 11.5 16.3 8.0 24.3 1,211 32.2 434 Quarto 12.2 9.8 22.0 15.0 6.8 21.8 1,022 50.3 447 O mais rico 16.8 13.3 30.1 13.3 6.2 19.4 970 60.8 481 1 Indicador MICS 5.4; Indicador ODM 5.6 - Necessidade não satisfeita A percentagem de necessidade de contracepção satisfeita nas mulheres de 15-49 anos corresponde a 16%, das quais 9% por espaçamento e 7% por limitação. Neste contexto, a percentagem de necessidade de contraceção satisfeita no meio urbano é mais destacada, representando 26% contra 10% do meio rural. Usando informações sobre contraceção e necessidade não satisfeita, a percentagem de procura de contraceção satisfeita também é calculada a partir dos dados MICS. A percentagem de procura satis- feita é definida como a proporção de mulheres presentemente casadas ou em união que estão a usar a contraceção atualmente, em relação à procura total de contraceção. A procura total de contraceção abrange mulheres que têm agora uma necessidade não satisfeita (de espaçamento ou limitação), mais as que estão a usar atualmente um método contracetivo. 160 GUINÉ-BISSAU A percentagem das mulheres em procura de contraceção satisfeita é 42% de mulheres atualmente casadas ou em união com a necessidade de contraceção. Aqui verifica-se diferença significativa entre o meio urbano e rural. No meio urbano, a percentagem das mulheres em procura de contraceção satis- feita é mais elevada (53%) contra 31% do meio rural. A Tabela RH.6 mostra ainda que a necessidade total satisfeita é inferior à necessidade total não sa- tisfeita para o planeamento familiar. A necessidade satisfeita também é menor entre mulheres rurais (10%) e mulheres sem instrução (10%) em comparação com as do meio urbano (26%) e de instrução secundário ou mais (36%). A necessidade não satisfeita é também associada ao índice de bem-estar económico. CUIDADOS PRÉ-NATAIS O período pré-natal apresenta oportunidades consideráveis para abranger as mulheres grávidas com várias intervenções, que podem ser vitais para a sua saúde e bem-estar e o dos seus filhos. Uma melhor compreensão do crescimento e desenvolvimento do feto e da sua relação com a saúde materna teve como resultado uma maior atenção ao potencial dos cuidados pré-natais como uma intervenção para melhorar a saúde materna e do recém-nascido. Por exemplo, os cuidados pré-natais podem servir para informar as mulheres e famílias sobre riscos e sintomas na gravidez e sobre os riscos do parto e, por- tanto, pode proporcionar uma via para assegurar que as mulheres grávidas, na prática, deem à luz com a ajuda de um profissional da saúde capacitado. As consultas pré-natais também oferecem uma oportunidade de fornecer informações sobre o interva- lo entre o nascimento, que é reconhecido como um fator importante na melhoria da sobrevivência do bebé. A imunização contra o tétano durante a gravidez pode salvar a vida tanto da mãe como do bebé. A prevenção e o tratamento do paludismo entre as mulheres grávidas, o tratamento da anemia durante a gravidez e o tratamento de doenças sexualmente transmissíveis (DST) podem melhorar significa- tivamente os resultados fetais e melhorar a saúde materna. Resultados adversos como baixo peso à nascença podem ser reduzidos através de uma combinação de intervenções para melhorar o estado nutricional das mulheres e evitar infeções (por ex: paludismo e DST) durante a gravidez. Mais recente- mente, o potencial dos cuidados pré-natais como ponto de entrada para a prevenção e o tratamento do VIH, em particular para a prevenção da transmissão vertical do VIH, levou a um interesse renovado pelo acesso e pela utilização dos serviços pré-natais. A OMS recomenda um mínimo de quatro consultas pré-natais com base numa avaliação da eficácia dos diferentes modelos de cuidados pré-natais, que incluem: • Medir a tensão arterial • Análise de urina para bacteriúria e proteinúria • Análise de sangue para detetar sífilis e anemia grave • Medição de peso/ altura (facultativo). Os indicadores de cuidados pré-natais (pelo menos uma consulta com um profissional capacitado e 4 ou mais com qualquer profissional) são utilizados para acompanhar os progressos rumo ao Objetivo de Desenvolvimento do Milénio Nº 5 de melhorar a saúde materna. 161Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA RH.7 : COBERTURA DE CUIDADOS PRÉ-NATAIS Distribuição percentual de mulheres de 15-49 anos com um nado-vivo nos últimos dois anos por pessoal que prestou cuidados pré-natais durante a gravidez para o último nascimento, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Pessoal que prestou cuidados pré-natais a Total Qualquer profissional qualificado 1 Número de mulheres com um nado-vivo nos últimos dois anos Médico Enfer- meira/ Parteira Parteira tradicional Agente sanitário comuni- tário Outro Sem cuidados pré-natais Total 18.8 73.6 0.1 0.1 0.4 7.1 100.0 92.4 3039 Região Tombali 4.2 88.7 0.0 0.0 0.3 6.9 100.0 92.8 215 Quinara 10.5 81.8 0.3 0.0 0.3 7.1 100.0 92.3 108 Oio 1.9 84.4 0.1 0.0 1.0 12.5 100.0 86.4 665 Biombo 60.0 34.3 0.0 0.0 0.3 5.4 100.0 94.4 225 Bolama/Bijagós 4.2 86.6 0.4 0.0 0.0 8.9 100.0 90.7 57 Bafatá 8.5 85.6 0.2 0,0 0,0 5,7 100,0 94.1 344 Gabú 14,8 72,5 0.0 0,0 0,0 12,8 100,0 87.2 378 Cacheu 11.2 85,0 0.0 0,0 0,0 3,8 100,0 96.2 294 SAB 37.6 59,9 0.0 0,2 0,5 1,8 100,0 97.5 754                     Província Norte 15.3 75.0 0.1 0,0 0,6 9,0 100,0 90.3 1183 Leste 11.8 78.7 0.1 0,0 0,0 9,4 100,0 90.5 722 Sul 6.0 86.4 0.1 0,0 0,3 7,2 100,0 92.4 380 SAB 37.6 59.9 0.0 0,2 0,5 1,8 100,0 97.5 754 Meio de residência Urbano 28.8 68.2 0.0 0,2 0,5 2,3 100.0 97.0 1119 Rural 13.0 76.7 0.1 0.0 0.4 9.8 100.0 89.7 1921 Idade da mãe no nascimento < 20 17.0 76.6 0.0 0.0 0.0 6.4 100.0 93.6 503 20-34 20.2 72.8 0.1 0.1 0.5 6.3 100.0 93.0 2085 35-49 14.5 74.0 0.0 0.0 0.3 11.3 100.0 88.4 449 Em falta/NS * * * * * * * * 2 Nível de instrução da Mãe Nenhum 12.4 76.7 0.1 0.0 0.3 10.5 100.0 89.1 1624 Primário 22.0 73.6 0.1 0.0 0.4 4.0 100.0 95.6 932 Secundário e mais 34.2 63.2 0.0 0.4 0.8 1.5 100.0 97.4 483 Indice de Bem- Estar Económico O mais pobre 13.1 76.5 0.0 0.0 0.2 10.2 100.0 89.6 694 Segundo 11.8 76.8 0.1 0.0 0.6 10.8 100.0 88.6 661 Médio 13.5 78.5 0.3 0.0 0.5 7.2 100.0 92.1 683 Quarto 25.3 71.3 0.0 0.3 0.4 2.7 100.0 96.6 569 O mais rico 38.5 59.2 0.0 0.0 0.3 1.9 100.0 97.8 432 1 Indicador MICS 5.5a; Indicador ODM 5.5 - Cobertura de cuidados pré-natais a Apenas os profissionais mais qualificados são considerados nos casos em que há mais do que um agente. * Valores baseados em menos de 25 casos não ponderados O tipo de pessoal que prestou cuidados pré-natais às mulheres de 15-49 anos, que deram à luz nos dois anos que precederam o inquérito, é apresentado na Tabela RH.7. Os resultados mostram que uma percentagem relativamente pequena de mulheres não recebeu cuidados pré-natais. Na Guiné-Bissau, a maioria dos cuidados pré-natais é prestada por médicos e uma minoria de mulheres recebe cuidados de uma parteira tradicional. 162 GUINÉ-BISSAU Os dados da mesma tabela mostram ainda que 92% de mulheres que tiveram um nado-vivo nos úl- timos dois anos antes do inquérito receberam cuidados pré-natais através de qualquer profissional qualificado, dos quais 19% por médicos e 74% por meio da enfermeira/parteira. Enquanto uma percen- tagem igual a 7% não receberam cuidados pré-natais. Os cuidados pré-natais prestados por profissio- nais qualificados são muito elevados em ambos os meios de residência com predominância do meio urbano, chegando atingir 97% de mulheres de 15-49 anos contra 90% no meio rural. Prestação de cuidados pré-natais por qualquer profissional qualificado (médico e enfermeira/parteira) está relacionada com o nível de instrução da mãe e bem-estar económico. Isto é, quanto mais elevado for o nível de instrução da mulher e mais ricos o agregado familiar, maior é a percentagem de cuidados prestados por qualquer profissional qualificado (97% e 98% respetivamente). O UNICEF e a OMS recomendam um mínimo de quatro consultas pré-natais durante a gravidez. É de importância crucial que as mulheres grávidas comecem as consultas pré-natais o mais cedo possível durante a gravidez a fim de prevenir e detetar condições na gravidez que podiam afetar tanto a mulher como o bebé. Os cuidados pré-natais devem continuar ao longo da gravidez. A Tabela RH.8 mostra o número de consultas pré-natais durante a última gravidez que ocorreu nos dois anos que precederam o inquérito, independentemente do profissional de saúde, por características selecionadas. Quase nove em cada dez mães (88%) receberam cuidados pré-natais mais do que uma vez, e mais de 2/3 das mães recebeu cuidados pré-natais pelo menos quatro vezes (65%). As mães dos agregados mais pobres e as que têm o nível do ensino primário ou não têm instrução, têm menos probabilidades de receberem 4 consultas ou mais, de cuidados do pré-natal. Por exemplo, 58% das mulheres a viver nos agregados mais pobres declararam que tiveram quatro ou mais consultas pré-na- tais em comparação com 84% entre as que vivem em agregados mais ricos. A Tabela RH.8 também dá informações sobre o momento da primeira consulta pré-natal. Em geral, 37% das mulheres com um nado-vivo nos últimos dois anos teve a primeira consulta pré-natal durante o primeiro trimestre da sua última gravidez. O mês mediano de gravidez na primeira consulta pre-natal na Guiné-Bissau é o quinto mês. Os resultados do mesmo quadro destacam que 42% de mulheres do meio urbano tiveram a primeira consulta pré-natal durante o primeiro trimestre da sua última gravidez contra 35% do meio rural. Tal como acima observado sobre o número de consultas pré-natais nas mulheres que tiveram um nado vivo nos últimos dois anos precedentes ao inquérito, as mães com condições menos favorecidas (nível do ensino mais baixo ou sem nível do ensino e mais pobres) apresentam a percentagem mais baixa por número de meses de gravidez na altura da primeira consulta pré-natal no primeiro trimestre 163Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A R H .8 : N Ú M E R O D E C O N S U LT A S P R É -N A TA IS E M O M E N T O D A P R IM E IR A C O N S U LT A D is tr ib u iç ão p er ce n tu al d e m u lh er es d e 15 -4 9 a n o s co m u m n ad o -v iv o n o s ú lt im o s d o is a n o s p o r n ú m er o d e co n su lt as p ré -n at ai s p o r q u al q u er p ro fi ss io n al e m o m en to d a p ri m ei ra c o n su lt a p ré -n at al , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   D is tr ib u iç ão p er ce n tu al d e m u lh er es q u e ti ve ra m : To ta l D is tr ib u iç ão p er ce n tu al d e m u lh er es p o r n ú m er o d e m es es d e g ra vi d ez n a al tu ra d a p ri m ei ra c o n su lt a p ré -n at al To ta l N ú m er o d e m u lh er es c om u m n ad o -v iv o n os ú lt im os d oi s an os M ês m ed ia n o d e g ra vi d ez n a p ri m ei ra c on - su lt a p ré -n at al N ú m er o d e m u lh er es co m u m n ad o -v iv o n os ú lt im os d oi s an os q u e ti ve ra m p el o m en os u m a co n su lt a p ré -n at al S em co n su lt as p ré -n at ai s U m a co n su lt a D u as co n su l- ta s Tr ês c on - su lt as 4 c on - su lt as ou m ai s 1 E m fa la - ta /N S S em co n su lt as p ré -n at ai s P ri m ei ro tr im es - tr e 4 -5 m es es 6 -7 m es es 8 + m es es E m fa lt a/ N S T o ta l 7. 1 3. 2 6 .9 15 .9 6 4 .9 2 .0 10 0 .0 7. 1 37 .1 38 .4 14 .3 1. 7 1. 5 10 0 .0 30 39 5 .0 2 78 0 R eg iã o To m b al i 7. 1 3. 9 9 .8 19 .5 5 9 .1 0 .5 10 0 .0 6 .9 4 0 .0 38 .6 11 .7 0 .7 2 .1 10 0 .0 2 15 5 .0 19 6 Q u in ar a 7. 1 2 .4 6 .9 14 .9 6 8 .1 0 .6 10 0 .0 7. 1 4 6 .4 35 .7 9 .6 1. 2 0 .0 10 0 .0 10 8 5 .0 10 0 O io 12 .5 1. 6 4 .1 16 .3 6 4 .9 0 .7 10 0 .0 12 .5 2 4 .7 4 9 .0 13 .0 0 .8 0 .0 10 0 .0 6 6 5 5 .0 5 8 2 B io m b o 5 .4 5 .5 10 .5 2 2 .1 5 1. 3 5 .2 10 0 .0 5 .4 2 5 .0 36 .4 2 5 .8 6 .0 1. 4 10 0 .0 2 2 5 5 .0 2 10 B ol am a/ B ija g ós 8 .9 2 .7 2 .5 16 .6 6 5 .1 4 .2 10 0 .0 9 .4 4 9 .9 31 .9 8 .0 0 .8 0 .0 10 0 .0 5 7 5 .0 5 2 B af at á 5 .7 7. 4 11 .8 16 .9 5 3. 7 4 .6 10 0 .0 5 .7 39 .1 36 .3 12 .8 1. 7 4 .5 10 0 .0 34 4 5 .0 30 9 G ab ú 12 .8 2 .2 8 .9 17 .1 5 6 .8 2 .2 10 0 .0 12 .8 39 .2 31 .8 12 .0 1. 1 3. 2 10 0 .0 37 8 5 .0 31 8 C ac h eu 3. 8 1. 8 5 .9 16 .1 6 9 .0 3. 5 10 0 .0 3. 8 4 3. 6 37 .0 11 .3 1. 2 3. 1 10 0 .0 2 9 4 5 .0 2 73 S A B 1. 8 3. 2 4 .9 11 .9 77 .6 0 .7 10 0 .0 1. 8 4 4 .0 35 .1 16 .9 2 .1 0 .0 10 0 .0 75 4 5 .0 74 1 P ro ví n ci a N or te 9 .0 2 .4 5 .8 17 .3 6 3. 3 2 .2 10 0 .0 9 .0 2 9 .5 4 3. 6 15 .0 1. 9 1. 0 10 0 .0 11 8 3 5 ,0 10 6 5 Le st e 9 .4 4 .7 10 .3 17 .0 5 5 .3 3. 3 10 0 .0 9 .4 39 .1 33 .9 12 .3 1. 4 3. 8 10 0 .0 72 2 5 ,0 6 2 7 S u l 7. 4 3. 3 7. 9 17 .8 6 2 .6 1. 1 10 0 .0 7. 3 4 3. 3 36 .8 10 .5 0 .9 1. 2 10 0 .0 38 0 5 .0 34 7 S A B 1. 8 3. 2 4 .9 11 .9 77 .6 0 .7 10 0 .0 1. 8 4 4 .0 35 .1 16 .9 2 .1 0 .0 10 0 .0 75 4 5 .0 74 1 M ei o d e re si d ên ci a U rb an o 2 .3 3. 2 5 .0 13 .3 74 .8 1. 3 10 0 .0 2 .3 4 1. 5 37 .6 16 .3 2 .1 0 .2 10 0 .0 11 19 5 .0 10 9 1 R u ra l 9 .9 3. 3 7. 9 17 .5 5 9 .1 2 .4 10 0 .0 9 .9 34 .5 38 .8 13 .1 1. 5 2 .2 10 0 .0 19 2 1 5 .0 16 8 9 Id ad e d a m ãe n o n as ci m en to < 2 0 6 .4 1. 4 9 .2 16 .2 6 4 .5 2 .2 10 0 .0 6 .4 31 .5 4 1. 7 16 .5 1. 1 2 .8 10 0 .0 5 0 3 5 .0 4 5 7 2 0 -3 4 6 .3 3. 9 6 .4 16 .1 6 5 .4 1. 9 10 0 .0 6 .3 38 .6 37 .8 14 .3 1. 9 1. 1 10 0 .0 2 0 8 5 5 .0 19 31 35 -4 9 11 .3 2 .6 6 .5 14 .8 6 2 .8 2 .0 10 0 .0 11 .3 36 .5 37 .3 11 .9 1. 3 1. 6 10 0 .0 4 4 9 5 .0 39 1 E m fa lt a/ N S * * * * * * * * * * * * * * 2 *  1 164 GUINÉ-BISSAU TA B E L A R H .8 ( C O N T IN U A Ç Ã O ) : N Ú M E R O D E C O N S U LT A S P R É -N A TA IS E M O M E N T O D A P R IM E IR A C O N S U LT A D is tr ib u iç ão p er ce n tu al d e m u lh er es d e 15 -4 9 a n o s co m u m n ad o -v iv o n o s ú lt im o s d o is a n o s p o r n ú m er o d e co n su lt as p ré -n at ai s p o r q u al q u er p ro fi ss io n al e m o m en to d a p ri m ei ra c o n su lt a p ré -n at al , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   D is tr ib u iç ão p er ce n tu al d e m u lh er es q u e ti ve ra m : To ta l D is tr ib u iç ão p er ce n tu al d e m u lh er es p o r n ú m er o d e m es es d e g ra vi d ez n a al tu ra d a p ri m ei ra c o n su lt a p ré -n at al To ta l N ú m er o d e m u lh er es c om u m n ad o -v iv o n os ú lt im os d oi s an os M ês m ed ia n o d e g ra vi d ez n a p ri m ei ra c on - su lt a p ré -n at al N ú m er o d e m u lh er es co m u m n ad o -v iv o n os ú lt im os d oi s an os q u e ti ve ra m p el o m en os u m a co n su lt a p ré -n at al S em co n su lt as p ré -n at ai s U m a co n su lt a D u as co n su l- ta s Tr ês c on - su lt as 4 c on - su lt as ou m ai s 1 E m fa la - ta /N S S em co n su lt as p ré -n at ai s P ri m ei ro tr im es - tr e 4 -5 m es es 6 -7 m es es 8 + m es es E m fa lt a/ N S N ív el d e in st ru çã o N en h u m 10 .6 4 .2 7. 5 16 .2 5 8 .9 2 .7 10 0 .0 10 .5 34 .0 39 .1 10 .6 4 .2 7. 5 16 .2 5 8 .9 2 .7 10 0 .0 P ri m ár io 4 .0 2 .3 8 .0 17 .3 6 6 .9 1. 6 10 0 .0 4 .0 38 .1 38 .1 4 .0 2 .3 8 .0 17 .3 6 6 .9 1. 6 10 0 .0 S ec u n d ár io e m ai s 1. 5 2 .0 2 .8 12 .3 8 1. 0 0 .4 10 0 .0 1. 5 4 5 .7 36 .4 1. 5 2 .0 2 .8 12 .3 8 1. 0 0 .4 10 0 .0 In d ic e d e B em - E st ar E co n ó m ic o O m ai s p ob re 10 .2 3. 1 7. 4 19 .1 5 8 .2 2 .0 10 0 .0 10 .2 31 .3 39 .2 10 .2 3. 1 7. 4 19 .1 5 8 .2 2 .0 10 0 .0 S eg u n d o 10 .8 4 .0 8 .0 17 .2 5 7. 3 2 .8 10 0 .0 10 .8 33 .0 39 .8 10 .8 4 .0 8 .0 17 .2 5 7. 3 2 .8 10 0 .0 M éd io 7. 2 3. 4 9 .0 15 .6 6 2 .7 2 .1 10 0 .0 7. 2 34 .6 39 .6 7. 2 3. 4 9 .0 15 .6 6 2 .7 2 .1 10 0 .0 Q u ar to 2 .7 2 .8 5 .5 16 .7 70 .0 2 .3 10 0 .0 2 .7 4 0 .7 38 .3 2 .7 2 .8 5 .5 16 .7 70 .0 2 .3 10 0 .0 O m ai s ri co 1. 9 2 .7 2 .9 8 .4 8 3. 9 .2 10 0 .0 1. 9 5 2 .0 32 .9 1. 9 2 .7 2 .9 8 .4 8 3. 9 0 .2 10 0 .0 1 I n d ic ad o r M IC S 5 .5 b ; I n d ic ad o r O D M 5 .5 - C o b er tu ra d e cu id ad o s p ré -n at ai s * V al or es b as ea d os e m m en os d e 2 5 c as os n ão p on d er ad os 165Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 A cobertura de serviços essenciais que as mulheres grávidas devem receber durante os cuidados pré- natais é mostrada na Tabela RH.9. Entre as mulheres que tiveram um nado-vivo nos dois anos que precederam o inquérito, 83% declararam que lhes foi tirada uma amostra de sangue durante as con- sultas pré-natais, 86% que a sua tensão arterial foi medida e 78% que foi tirada uma amostra de urina. As mulheres para as quais, pelo menos uma vez, mediram a tensão arterial, tiraram a urina e sangue durante a última gravidez representam 76%. Esta percentagem atinge 92% no meio urbano contra 67% no meio rural. Este indicador está relacionado com o nível de instrução da mãe e o índice de bem-estar económico. As mães com nível de instrução mais baixo e as mais pobres apresentam percentagem mais baixas em relação às mulheres mais favorecidas em medir a tensão arterial, tirar amostras de urina e sangue durante a última gravidez. As percentagens das que não têm nenhum nível de instrução são inferiores as com o nível secundário e mais (69% contra 93%), assim como entre as mulheres dos agre- gados mais pobres em comparação com as dos mais ricos (64% e 95% respetivamente). Na Província do Sul, o indicador é apenas de 59%, enquanto no SAB atinge 95%. TABELA RH.9: CONTEÚDO DOS CUIDADOS PRÉ-NATAIS Percentagem de mulheres de 15-49 anos com um nascido-vivo nos últimos dois anos a quem, pelo menos uma vez, mediram a tensão arterial, tiraram uma amostra de urina e uma amostra de sangue no âmbito dos cuidados pré-natais, durante a gravidez para o último nascimento, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de mulheres que durante a gravidez do seu último nascimento tiveram: Número de mu- lheres com um nascido-vivo nos últimos dois anos Tensão arterial medidas Amostra de urina tirada Amostra de sangue tirada Tensão arterial medida, amostras de urina e de sangue tiradas 1 Total 86.3 78.4 82.6 75.8 3039 Região       Tombali 90.4 59.5 75.8 56.8 215 Quinara 87.9 61.5 83.1 59.7 108 Oio 78.5 75.4 75.9 72.1 665 Biombo 86.8 79.9 86.6 74.3 225 Bolama/Bijagós 82.0 65.6 75.5 63.1 57 Bafatá 87.9 71.5 78.1 69.0 344 Gabú 76.9 73.2 77.6 68.5 378 Cacheu 83.0 77.3 77.5 74.7 294 SAB 97.4 95.7 96.1 95.3 754 Provincia       Norte 81.2 76.7 78.4 73.2 1183 Leste 82.1 72.4 77.9 68.7 722 Sul 88.4 61.0 77.8 58.5 380 SAB 97.4 95.7 96.1 95.3 754 Meio de residência       Urbano 95.7 92.8 93.9 91.5 1119 Rural 80.9 70.1 76.0 66.6 1921 Idade da mãe no nascimento       < 20 86.4 80.9 83.9 77.5 503 20-34 87.5 79.7 83.5 77.1 2085 35-49 80.9 69.9 77.1 67.8 449 Em falta/NS * * * * 2 Nível de Instrução da Mãe       Nenhum 81.2 71.9 77.0 68.6 1624 Primário 90.1 81.5 85.8 79.5 932 Secundário e mais 96.4 94.5 94.9 92.5 483 Indice de Bem-Estar Económico       O mais pobre 79.9 68.0 74.1 64.0 694 Segundo 80.4 70.6 75.4 67.8 661 Médio 85.1 75.9 81.1 72.7 683 Quarto 94.5 90.8 92.8 88.8 569 O mais rico 96.8 95.0 96.0 94.6 432 1 Indicador MICS 5.6 - Conteúdo dos cuidados pré-natais * Valores baseados em menos de 25 casos não ponderados 166 GUINÉ-BISSAU ASSISTÊNCIA NO PARTO Três quartos de todos os óbitos maternos ocorrem durante o parto ou no período pós-parto logo a se- guir. A única intervenção mais fundamental para uma maternidade segura é garantir que um profissio- nal da saúde competente, com conhecimentos sobre parto, esteja presente em cada parto e, em caso de emergência, que haja transporte disponível para encaminhamento para uma estrutura de cuidados obstétricos. O profissional competente no parto serve para monitorizar os progressos rumo ao Objetivo de Desenvolvimento do Milénio Nº 5 de melhorar a saúde materna. O MICS inclui várias perguntas para avaliar a proporção de partos que contou com um profissional qua- lificado. Um profissional qualificado pode ser um médico, uma enfermeira ou uma parteira. Quaranta e cinco porcento dos nascimentos que ocorreram nos dois anos anteriores ao inquérito MICS foram assistidos por pessoal qualificado (Tabela RH.10). Esta percentagem vai de 25% na Região de Oio para 78% no SAB. Quanto mais instrução tiver uma mulher, mais provável é a presença do pessoal qualificado no parto. Mais de um terço dos partos (38%) nos dois anos que precederam o inquérito MICS foram feitos com a assistência de uma enfermeira/parteira, enquanto que apenas 8% dos partos foram assistidos por um médico 37% foram assistidas por familiar/amigo (Figura RH3). No meio urbano, cerca de três quarto dos partos (72%) foram assistidos por qualquer agente qualificado, contra 29% do meio rural. Os da- dos ainda mostram que quanto mais baixo é o nível de instrução da mulher de 15-49 anos e mais pobre, menor é a probabilidade de recurso à assistência por qualquer agente qualificado durante o parto. Figura RH. 3:Pessoa a assistir no parto MICS-5, Guiné-Bissau, 2014 167Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A R H .1 0 : A S S IS T Ê N C IA D U R A N T E O P A R T O E C E S A R IA N A D is tr ib u iç ão p er ce n tu al d e m u lh er es d e 15 -4 9 a n o s co m u m n as ci d o -v iv o n o s ú lt im o s d o is a n o s p o r p es so a a p re st ar a ss is tê n ci a n o p ar to e p er ce n ta g em d e p ar to s p o r ce sa ri an a, M IC S -5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   P es so a a as si st ir o p ar to To ta l P ar to a ss is ti d o p or q u al q u er a g en te q u al if ic ad o 1 P er ce n ta g em d e p ar to s p or c es ar ia n a N ú m er o d e m u - lh er es q u e ti ve ra m u m n ad o -v iv o n os ú lt im os d oi s an os M éd ic o E n fe rm ei ra / p ar te ir a P ar te ir a tr ad ic io n al A g en te s an it á- ri o co m u n it ár io F am ili ar / am ig o O u tr o/ N S S em a ss is - tê n ci a D ec id id o an te s d o in íc io d as d or es d e p ar to D ec id id o ap ós o in íc io d as d or es d e p ar to To ta l 2 T o ta l 7. 5 37 .5 9 .7 0 .8 37 .3 2 .5 4 .8 10 0 .0 4 5 .0 0 .9 3. 0 3. 9 30 39 R eg iã o To m b al i 3. 7 30 .9 2 4 .4 0 .3 31 .9 .6 8 .2 10 0 .0 34 .6 0 .0 2 .6 2 .6 2 15 Q u in ar a 6 .6 2 6 .2 5 .4 3. 1 4 9 .4 2 .8 6 .6 10 0 .0 32 .8 0 .3 0 .3 .6 10 8 O io 0 .9 2 4 .5 17 .6 0 .0 5 4 .8 0 .0 2 .2 10 0 .0 2 5 .4 0 .8 1. 7 2 .6 6 6 5 B io m b o 8 .5 4 2 .4 2 .9 0 .3 32 .3 1. 6 12 .0 10 0 .0 5 0 .8 0 .6 2 .4 3. 0 2 2 5 B ol am a/ B ija g ós 3. 3 34 .3 2 7. 9 1. 0 31 .7 0 .0 1. 8 10 0 .0 37 .5 0 .0 2 .0 2 .0 5 7 B af at á 3. 5 2 8 .6 8 .3 3. 2 4 0 .1 12 .5 3. 8 10 0 .0 32 .1 0 .0 2 .1 2 .1 34 4 G ab ú 2 .1 2 3. 8 3. 7 0 .6 6 5 .9 0 .3 3. 6 10 0 .0 2 5 .8 0 .0 0 .6 0 .6 37 8 C ac h eu 8 .6 4 5 .0 5 .4 0 .7 2 6 .9 4 .8 8 .6 10 0 .0 5 3. 6 1. 5 0 .0 1. 5 2 9 4 S A B 18 .7 5 9 .2 5 .0 0 .5 12 .0 1. 1 3. 5 10 0 .0 77 .9 2 .1 7. 9 9 .9 75 4 P ro ví n ci a N or te 4 .2 33 .0 11 .8 0 .2 4 3. 6 1. 5 5 .7 10 0 .0 37 .2 1. 0 1. 4 2 .4 11 8 3 Le st e 2 .7 2 6 .1 5 .9 1. 8 5 3. 7 6 .1 3. 7 10 0 .0 2 8 .8 0 .0 1. 3 1. 3 72 2 S u l 4 .5 30 .1 19 .5 1. 2 36 .9 1. 1 6 .8 10 0 .0 34 .5 0 .1 1. 8 1. 9 38 0 S A B 18 .7 5 9 .2 5 .0 0 .5 12 .0 1. 1 3. 5 10 0 .0 77 .9 2 .1 7. 9 9 .9 75 4 M ei o d e re si d ên ci a U rb an o 14 .8 5 7. 1 5 .3 0 .3 17 .6 1. 5 3. 3 10 0 .0 72 .0 1. 7 6 .3 8 .0 11 19 R u ra l 3. 2 2 6 .0 12 .2 1. 1 4 8 .8 3. 0 5 .6 10 0 .0 2 9 .3 0 .4 1. 1 1. 5 19 2 1 Id ad e d a m ãe n o n as ci m en to < 2 0 7. 1 4 7. 5 7. 0 1. 3 34 .1 1. 6 1. 5 10 0 .0 5 4 .5 0 .5 2 .4 2 .9 5 0 3 2 0 -3 4 7. 6 37 .7 10 .2 0 .5 36 .9 2 .6 4 .6 10 0 .0 4 5 .3 1. 0 3. 3 4 .3 2 0 8 5 35 -4 9 7. 4 2 5 .7 10 .3 1. 5 4 2 .7 2 .9 9 .5 10 0 .0 33 .1 1. 0 2 .4 3. 4 4 4 9 E m fa lt a/ N S * * * * * * * * * * * * 2 168 GUINÉ-BISSAU TA B E L A R H .1 0 ( C O N T IN U A Ç Ã O ) : A S S IS T Ê N C IA D U R A N T E O P A R T O E C E S A R IA N A D is tr ib u iç ão p er ce n tu al d e m u lh er es d e 15 -4 9 a n o s co m u m n as ci d o -v iv o n o s ú lt im o s d o is a n o s p o r p es so a a p re st ar a ss is tê n ci a n o p ar to e p er ce n ta g em d e p ar to s p o r ce sa ri an a, M IC S -5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   P es so a a as si st ir o p ar to To ta l P ar to a ss is ti d o p or q u al q u er a g en te q u al if ic ad o 1 P er ce n ta g em d e p ar to s p or c es ar ia n a N ú m er o d e m u - lh er es q u e ti ve ra m u m n ad o -v iv o n os ú lt im os d oi s an os M éd ic o E n fe rm ei ra / p ar te ir a P ar te ir a tr ad ic io n al A g en te s an it á- ri o co m u n it ár io F am ili ar / am ig o O u tr o/ N S S em a ss is - tê n ci a D ec id id o an te s d o in íc io d as d or es d e p ar to D ec id id o ap ós o in íc io d as d or es d e p ar to To ta l 2 L o ca l d o p ar to E m c as a 0 .6 1. 8 17 .3 1. 4 6 7. 0 4 .0 8 .0 10 0 .0 2 .3 0 .0 0 .0 0 .0 16 78 E st ab el ec im en to d e sa ú d e 16 .2 8 2 .8 0 .1 0 .1 0 .3 0 .0 0 .5 10 0 .0 9 9 .0 2 .0 6 .9 8 .9 13 37 P ú b lic o 15 .7 8 3. 4 0 .1 0 .1 0 .4 0 .0 0 .4 10 0 .0 9 9 .1 2 .1 7. 1 9 .2 12 9 2 P ri va d o (3 0 .4 ) (6 5 .7 ) (0 .0 ) (0 .0 ) (0 .0 ) (0 .0 ) (3 .8 ) 10 0 .0 (9 6 .2 ) (0 .0 ) (. 5 ) (. 5 ) 4 5 O u tr o/ N S /E m fa lt a (9 .4 ) (1 0 .8 ) (6 .2 ) 0 .0 ) (2 4 .0 ) (3 2 .0 ) (1 7. 5 ) 10 0 .0 (2 0 .3 ) (0 .0 ) (0 .0 ) (0 .0 ) 2 5 N ív el d e In st ru çã o N en h u m 3. 8 2 5 .9 12 .6 0 .9 4 8 .0 2 .8 6 .0 10 0 .0 2 9 .7 0 .4 1. 0 1. 4 16 2 4 P ri m ár io 7. 8 4 4 .5 7. 7 0 .9 32 .2 2 .6 4 .2 10 0 .0 5 2 .3 0 .8 2 .3 3. 1 9 32 S ec u n d ár io e m ai s 19 .5 6 2 .8 3. 7 0 .1 11 .2 1. 0 1. 8 10 0 .0 8 2 .3 2 .8 11 .3 14 .1 4 8 3 In d ic e d e B em - E st ar E co n ó m ic o O m ai s p ob re 3. 4 2 2 .7 11 .0 0 .8 5 3. 2 2 .1 6 .8 10 0 .0 2 6 .1 0 .7 1. 2 1. 9 6 9 4 S eg u n d o 2 .4 2 8 .0 12 .5 0 .6 4 7. 8 3. 1 5 .7 10 0 .0 30 .3 0 .0 1. 2 1. 2 6 6 1 M éd io 4 .1 30 .6 12 .5 1. 6 4 2 .8 3. 7 4 .6 10 0 .0 34 .8 0 .3 1. 0 1. 2 6 8 3 Q u ar to 9 .7 5 9 .0 6 .3 0 .3 19 .4 1. 3 4 .0 10 0 .0 6 8 .6 1. 5 4 .7 6 .1 5 6 9 O m ai s ri co 2 4 .4 5 8 .4 3. 1 0 .4 10 .7 1. 7 1. 4 10 0 .0 8 2 .8 2 .8 10 .0 12 .8 4 32 1 I n d ic ad o r M IC S 5 .7 ; I n d ic ad o r O D M 5 .2 - A g en te q u al if ic ad o n o p ar to 2 In d ic ad o r M IC S 5 .9 – C es ar ia n a (. ) V al or es b as ea d os e n tr e 2 5 -4 9 c as os n ão p on d er ad os * V al or es b as ea d os e m m en os d e 2 5 c as os n ão p on d er ad os 169Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 A Tabela RH.10 mostra ainda informações sobre mulheres que tiveram partos por cesariana e fornece informações adicionais sobre o momento da decisão de realizar uma cesariana (antes de começarem as dores de parto ou depois) a fim de avaliar melhor se essa decisão é tomada sobretudo por razões clínicas ou não clínicas. Em geral, 4% das mulheres que deram à luz nos últimos dois anos fez uma cesariana; entre elas 1% das mulheres, a decisão foi tomada antes do início das dores de parto e 3% depois. O SAB constitui a Região com maior percentagem de casos de cesariana (10%) comparativamente às outras Regiões. No meio urbano, este indicador atinge 8% contra 2% no meio rural. E é mais acentuada entre mulhe- res com o nível de instrução secundária ou superior e mais ricos, representando 14% e 13%, respeti- vamente. LOCAL DO PARTO Cada vez mais, as proporções de nascimento em estruturas hospitalares são um fator importante na redução dos riscos tanto para a mãe como para o bebé. Atenção médica adequada e condições de higiene durante o parto podem reduzir os riscos de complicações e de infeção que podem causar morbilidade e mortalidade tanto para a mãe como para o bebé. A Tabela RH.11 apresenta a distribui- ção percentual de mulheres de 15-49 anos que tiveram um nado-vivo nos dois anos que precederam o inquérito por local do parto e a percentagem de partos numa estrutura de saúde, segundo caracte- rísticas de base. 170 GUINÉ-BISSAU TABELA RH.11 : LOCAL DO PARTO Distribuição percentual de mulheres de 15-49 anos com um nascido-vivo nos últimos dois anos por local do parto do seu último nado-vivo, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Local do parto Parto numa estru- tura de saúde 1 Número de mu- lheres com um nado-vivo nos últimos dois anos Estrutura de saúde Fora da estrutura de saúde Sector público Sector privado Em casa Outro Total Total 42.5 1.5 55.2 0.8 100.0 44.0 3039 Região               Tombali 34.2 0.3 65.2 0.2 100.0 34.5 215 Quinara 32.1 0.0 67.0 0.9 100.0 32.1 108 Oio 24.4 0.2 75.1 0.3 00.0 24.5 665 Biombo 49.6 1.8 48.3 0.3 100.0 51.4 225 Bolama/Bijagós 35.9 0.4 60.3 3.5 100.0 36.3 57 Bafatá 30.9 0.2 67.7 1.2 100.0 31.1 344 Gabú 24.5 0.7 74.0 0.8 100.0 25.2 378 Cacheu 46.9 0.3 50.6 2.2 100.0 47.2 294 SAB 73.3 4.6 21.4 0.7 100.0 77.9 754 Província               Norte 34.8 0.5 63.9 0.8 100.0 35.3 1183 Leste 27.5 0.5 71.0 1.0 100.0 28.0 722 Sul 33.9 0.2 65.0 0.9 100.0 34.1 380 SAB 73.3 4.6 21.4 0.7 100.0 77.9 754 Meio de residência               Urbano 68.1 3.3 28.0 0.6 100.0 71.4 1119 Rural 27.6 0.4 71.0 1.0 100.0 28.0 1921 Idade da mãe no nascimento               < 20 51.8 1.0 46.1 1.1 100.0 52.8 503 20-34 42.2 1.9 55.0 0.8 100.0 44.1 2085 35-49 33.5 0.0 65.8 0.7 100.0 33.5 449 Em falta/NS * * * * * * 2 Número de consultas pré-natais               Nenhuma 5.6 0.0 90.9 3.5 100.0 5.6 215 1-3 visitas 32.6 1.8 65.0 0.7 100.0 34.3 792 4+ visitas 50.8 1.4 47.2 0.6 100.0 52.2 1972 ND/NS 33.2 5.7 61.2 0.0 100.0 38.8 60 Nível de Instrução da Mae               Nenhum 27.7 0.8 70.7 0.8 100.0 28.5 1624 Primário 50.0 1.1 47.7 1.2 100.0 51.2 932 Secundário e mais 77.7 4.5 17.5 0.4 100.0 82.1 483 Indice de Bem-Estar Económico               O mais pobre 24.1 0.7 74.0 1.2 100.0 24.8 694 Segundo 28.4 0.4 70.3 0.9 100.0 28.8 661 Médio 33.5 0.1 66.0 0.3 100.0 33.7 683 Quarto 64.9 3.2 31.3 0.6 100.0 68.1 569 O mais rico 78.2 4.3 16.2 1.2 100.0 82.5 432 1 Indicador MICS 5.8 - Partos em estruturas de saúde (.) Valores baseados entre 25-49 casos não ponderados * Valores baseados em menos de 25 casos não ponderados No total, apenas 44% dos nascimentos na Guiné-Bissau, ocorrem numa estrutura de saúde, dos quais 43% ocorrem em estruturas do sector público e 2% em estruturas do sector privado. Cerca de cinco em cada dez nascimentos (55%) ocorrem em casa. As mulheres na faixa etária de <20 anos são as que têm mais probabilidade de dar à luz numa estrutura de saúde (53%). As mulheres nas zonas urbanas têm duas vezes mais probabilidades de dar à luz numa estrutura de saúde do que as das zonas rurais (71% comparado com 28%). 171Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 A proporção de partos realizados numa instituição de saúde, varia entre 25% na Região de Bafatá e na Oio para 78% no SAB. As mulheres com mais altos níveis de instrução têm mais probabilidades de dar à luz numa estrutura de saúde do que aquelas com menos instrução ou analfabetas. A proporção de nascimentos que ocorrem numa estrutura de saúde aumenta gradualmente com a riqueza, de 25% no quintil mais pobre de bem-estar económico para 83% no mais rico. A maioria das mulheres que não recebeu cuidados pré-natais provavelmente deu à luz em casa. EXAMES DE SAÚDE PÓS-NATAIS O momento do nascimento e logo a seguir é uma janela importante de oportunidades para realizar intervenções que salvam vidas, tanto para a mãe como para o recém-nascido. Em todo o mundo, apro- ximadamente três milhões de recém-nascidos morrem anualmente no primeiro mês de vida5 e a maio- ria destas mortes ocorre dentro de um dia ou dois após o nascimento6 que é também quando ocorre a maioria das mortes maternas7. Apesar da importância dos primeiros dias a seguir ao nascimento, os programas de inquérito aos agre- gados em grande escala, representativos a nível nacional, não incluíram sistematicamente perguntas sobre o período pós-natal e cuidados para a mãe e o recém-nascido. Em 2008, a iniciativa Countdown to 2015, que monitoriza os progressos nas intervenções na saúde materna, do recém-nascido e da crian- ça, destacou esta lacuna nos dados e apelou não só ao reforço de programas de cuidados pós-natais (PNC) mas também a uma melhor disponibilidade e qualidade dos dados8. Depois da criação e das discussões de um Grupo Inter-agências sobre PNC e inspirando-se nos ensina- mentos tirados de tentativas anteriores de recolha de dados PNC, foi desenvolvido um novo módulo de questionário para o MICS e validado. Chamado módulo de Exames de Saúde Pós-Natais (PNHC), o ob- jetivo é recolher informações sobre o contacto de recém-nascidos e das mães com um profissional da saúde e não sobre o conteúdo dos cuidados. A justificação para isto é que à medida que os programas PNC aumentam, é importante medir a cobertura desse aumento e assegurar que a plataforma para prestar serviços essenciais esteja criada. O conteúdo é considerado mais difícil de medir, em particular porque se pede aos inquiridos que se lembrem de serviços prestados até aos dois anos que precede- ram o inquérito. A Tabela RH.12 apresenta a distribuição percentual de mulheres de 15-49 anos que deram à luz numa estrutura de saúde nos dois anos que precederam o inquérito por duração de estadia na estrutura de saúde após o parto, segundo características de base. 5 Grupo Inter-agências das NU para Estimativa da Mortalidade Infantil, 2013. Níveis e Tendências na Mortalidade Infantil: Relatório 2013 6 Lawn JE, Cousens S, Zupan J. 4 milhões de óbitos neonatais. Quando? Onde? Porquê? Lancet 2005; 365:891–900. 7 OMS, UNICEF, FNUAP, Banco Mundial. Tendências na Mortalidade Materna: 1990-2010. Genebra: Organização Mundial da Saúde 2012. 8 Countdown to 2015: Acompanhar os Progressos em Sobrevivência Materna, do Recém-nascido e da Criança: O Relatório de 2008. Nova Iorque: UNICEF 2008. 172 GUINÉ-BISSAU TABELA RH.12: ESTADIA PÓS PARTO NUMA ESTRUTURA DE SAÚDE Distribuição percentual de mulheres de 15-49 anos com um nado-vivo nos últimos dois anos que tiveram o seu último parto num estabelecimento de saúde por duração da estadia no estabelecimento de saúde, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Duração da estadia na estrutura de saúde: 12 horas ou mais 1 Número de mulheres que tiveram o seu último parto numa estrutura de saúde nos últimos 2 anos Menos de 6 horas 6-11 horas 12-23 horas 1-2 dias 3 dias ou mais NS/Em falta Total Total 12.4 6.4 3.1 57.7 19.7 0.7 100.0 80.5 1337 Região           Tombali 30.1 7.6 2.0 42.9 16.1 1.4 100.0 61.0 74 Quinara 26.3 7.9 0.8 40.0 23.3 1.6 100.0 64.2 35 Oio 2.5 5.8 2.9 70.1 18.0 0.6 100.0 91.1 163 Biombo 3.1 2.2 1.2 71.5 21.4 0.5 100.0 94.1 116 Bolama/Bijagós * * * * * * * * 21 Bafatá 6.1 10.7 3.9 48.5 28.6 2.2 100.0 81.0 107 Gabú 19.1 5.4 0.0 65.6 8.2 1.8 100.0 73.8 95 Cacheu 8.4 8.3 0.9 67.5 14.9 0.0 100.0 83.3 139 SAB 15.2 6.1 4.8 52.5 21.1 0.3 100.0 78.4 587 Província           Norte 4.6 5.7 1.8 69.6 17.9 0.4 100.0 89.3 417 Leste 12.2 8.2 2.1 56.5 19.0 2.0 100.0 77.6 202 Sul 25.1 7.1 1.6 44.9 19.9 1.4 100.0 66.4 130 SAB 15.2 6.1 4.8 52.5 21.1 0.3 100.0 78.4 587 Meio de residência           Urbano 14.1 5.7 4.3 55.3 20.0 0.5 100.0 79.7 799 Rural 9.8 7.4 1.4 61.2 19.2 1.0 100.0 81.8 538 Idade da mãe no nascimento           < 20 11.0 4.6 4.2 61.0 18.7 0.5 100.0 83.9 266 20-34 12.6 6.5 2.7 57.2 20.6 0.4 100.0 80.5 920 35-49 13.8 8.6 3.7 55.1 16.1 2.7 100.0 74.9 151 Tipo de estabelecimento de saúde           Público 11.8 6.6 3.2 58.4 19.5 0.6 100.0 81.1 1292 Privado (31.0) (0.0) (0.0) (38.6) (26.0) (4.3) 100.0 (64.7) 45 Tipo de parto           Parto vaginal 13.1 7.0 3.4 62.4 13.3 0.7 100.0 79.1 1217 Cesariana 5.1 0.0 0.0 10.2 84.5 0.2 100.0 94.7 119 Nível de Instrução           Nenhum 12.5 6.7 2.8 58.7 18.2 1.1 100.0 79.7 463 Primário 12.4 5.5 2.7 59.9 18.6 0.9 100.0 81.2 477 Secundário e mais 12.2 7.1 4.0 54.0 22.7 0.0 100.0 80.7 397 Indice de Bem-Estar Económico           O mais pobre 8.8 8.8 1.1 60.9 19.5 0.9 100.0. 81.5 172 Segundo 11.1 5.4 2.8 60.3 18.2 2.2 100.0. 81.3 191 Médio 7.1 6.6 1.5 66.8 17.6 0.4 100.0. 86.0 230 Quarto 19.2 6.2 5.7 48.5 19.7 0.7 100.0. 73.9 388 O mais rico 10.9 5.8 2.5 59.0 21.9 0.0 100.0. 83.4 357 1 Indicador MICS 5.10 - Estadia pós-parto numa estrutura de saúde (.) Valores baseados entre 25-49 casos não ponderados * Valores baseados em menos de 25 casos não ponderados 173Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 Em geral, 81% das mulheres que dão à luz numa estrutura de saúde ficam 12 horas ou mais na estrutura após o parto. Na Guiné-Bissau, a percentagem de mulheres que ficam 12 horas ou mais vária de 61% na Região de Tombali para 94% na Região de Biombo. Uma proporção de 81% de mulheres a dar à luz em estruturas de saúde pública fica 12 horas ou mais do que as que dão à luz em estruturas de saúde privada (65%). Não existe grande diferença entre mulheres urbanas (80%) e mulheres rurais (82%). Como previsto, quase todas as mulheres (95%) que dão à luz através de cesariana ficam na estrutura de saúde 12 horas ou mais após o parto. Não há padrões claros relativamente às características de base da idade da mulher no parto, ao seu nível de instrução. Olhando para o bem-estar económico do agregado, parece não haver um comportamento lógico entre a proporção de mulheres dos agregados mais pobres e dos mais ricos, quanto ao indicador de duração no estabelecimento de saúde menos de 6 horas após o parto. Programas de maternidade segura aumentaram recentemente a ênfase na importância dos cuidados pós-natais, recomendando que todas as mulheres e recém-nascidos façam um exame médico dentro de dois dias após o parto. Para avaliar até que ponto os cuidados pós-natais são utilizados, perguntou- se às mulheres se elas e o seu recém-nascido foram alvo de um exame médico após o parto, o momen- to do primeiro exame e o tipo de profissional da saúde para o último parto da mulher nos dois anos que precederam o inquérito. A Tabela RH.13 mostra a percentagem de recém-nascidos, nascidos nos últimos dois anos, que fizeram exames médicos e consultas de cuidados pós-natais dadas por qualquer profissional da saúde depois do nascimento. Note que exames médicos depois do nascimento enquanto se encontrava na estrutura de saúde ou em casa referem-se a exames feitos por qualquer profissional da saúde independente- mente do momento, ao passo que consultas de cuidados pós-natais se referem a uma visita à parte para verificar a saúde do recém-nascido e prestar serviços de cuidados preventivos e, portanto, não incluem exames médicos depois do nascimento enquanto se encontrava na estrutura de saúde ou em casa. O indicador Exames médicos pós-natais inclui qualquer exame de saúde depois do nascimento recebido enquanto se encontrava na estrutura de saúde ou em casa, independentemente do momento, bem como consultas PNC dentro de dois dias após o parto. Em geral, 44% dos recém-nascidos faz um exame médico depois do nascimento enquanto se encontra na estrutura de saúde ou em casa. Relativamente às consultas de cuidados pós-natais, apenas 12%, 3% e 2% ocorreram no mesmo dia, no primeiro ou no segundo dia depois do nascimento, respectiva- mente. Como consequência, um total de 55% de todos os recém-nascidos recebe um exame médico pós-natal. Esta percentagem vária de 37% na Região de Tombali para 81% no SAB. Os recém-nascidos urbanos têm muito mais probabilidade de receberem um exame médico a seguir ao nascimento (76%), incluindo as consultas de cuidados pós-natais (40%), do que os das zonas rurais (43% e 27%, respeti- vamente). Há uma correlação muito clara com o nível de instrução e de bem-estar económico do agre- gado com a percentagem de exames médicos pós-natais de recém-nascidos a aumentar devido ao grau de instrução e nível do bem-estar económico. De igual modo, a Província do SAB apresenta indicadores superiores à média nacional. Os exames médicos para os recém-nascidos ocorrem sobretudo nos partos em estruturas de saúde (96%). Para os partos domiciliares é apenas de 24%. 174 GUINÉ-BISSAU TABELA RH.13 : CONSULTAS PÓS-NATAIS PARA RECÉM-NASCIDOS Percentagem de mulheres de 15-49 anos com um nado-vivo nos últimos dois anos cujo último nado-vivo teve exames médicos quando estava na estrutura de saúde ou em casa depois do nascimento, distribuição percentual daquelas cujo último nado-vivo recebeu cuidados pós-natais de qualquer profissional da saúde após o nascimento segundo o momento da consulta e percentagem que foi alvo de exames médicos pós-natais, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Exame de saúde após o parto enquan- to no hospital ou em casa a Consulta de cuidados pós-natais para recém-nascidos b Exame de saú- de pós-natal para o recém- nascido 1, c Número de últimos nados-vivos nos últimos dois anos Mesmo dia 1 dia depois do nasci- mento 2 dias depois do nas- cimento 3-6 dias depois do nas- cimento Após a primeira semana depois do nascimento Sem consulta pós-natal Em falta/ NS Total Total 43.5 11.5 3.0 2.4 4.3 10.4 67.4 1.0 100.0 55.4 3039 Região Tombali 33.8 3.6 1.1 1.4 0.5 4.5 88.3 .6 100.0 37.4 215 Quinara 34.7 10.5 5.5 1.9 2.9 2.4 75.6 1.2 100.0 42.9 108 Oio 24.4 24.3 1.0 0.7 0.1 1.0 72.8 0.2 100.0 49.3 665 Biombo 48.8 3.9 2.0 1.6 6.3 9.2 76.8 0.3 100.0 54.4 225 Bolama/Bijagós 38.1 8.2 7.7 2.2 6.1 25.4 49.4 0.8 100.0 50.2 57 Bafatá 33.1 14.4 3.0 1.5 1.9 3.7 73.3 2.3 100.0 44.8 344 Gabú 25.4 12.8 1.8 1.0 1.4 6.0 76.3 0.6 100.0 37.8 378 Cacheu 51.7 1.5 9.0 2.2 15.0 20.1 51.4 0.8 100.0 58.0 294 SAB 74.0 7.2 3.3 5.8 6.8 22.1 53.0 1.8 100.0 81.0 754 Província Norte 35.8 14.8 3.2 1.2 5.0 7.3 68.2 0.3 100.0 52.4 1183 Leste 29.1 13.5 2.4 1.2 1.6 4.9 74.9 1.4 100.0 41.1 722 Sul 34.7 6.3 3.3 1.7 2.0 7.0 78.8 0.8 100.0 40.9 380 SAB 74.0 7.2 3.3 5.8 6.8 22.1 53.0 1.8 100.0 81.0 754 Meio de residência Urbano 68.3 8.3 3.7 4.1 5.5 18.2 58.7 1.4 100.0 76.0 1119 Rural 29.1 13.4 2.7 1.4 3.5 5.8 72.4 0.8 100.0 43.4 1921 Idade da mãe no nascimento < 20 53.6 10.1 2.8 2.7 6.6 9.4 67.0 1.6 100.0 63.3 503 20-34 43.1 11.8 3.2 2.4 3.8 10.8 67.1 0.8 100.0 55.4 2085 35-49 34.5 12.0 2.7 2.2 3.7 9.4 68.7 1.3 100.0 46.8 449 Em falta/NS * * * * * * * * * * 2 Local do parto Em casa 2.9 17.8 2.4 1.6 1.5 3.4 72.6 0.7 100.0 23.9 1678 Estabelecimento de saúde 95.2 3.7 3.9 3.4 7.6 19.3 60.8 1.4 100.0 95.7 1337 Público 95.2 3.8 4.0 3.5 7.5 18.2 61.6 1.4 100.0 95.6 1292 Privado (96.3) (0.0) (0.0) (0.0) (10.9) (50.7) (38.4) (0.0) 100.0 (96.3) 45 Outro/NS/Em falta (10.3) ()10.9 (1.4) (6.8) (13.7) (2.7) (64.4) (0.0) 100.0 (19.2) 25 Nível de Instrução da Mãe Nenhum 28.1 14.1 2.0 1.8 2.9 6.7 71.6 1.0 100.0 42.6 1624 Primário 51.4 9.2 5.2 2.1 6.1 10.3 65.8 1.3 100.0 61.6 932 Secundário e mais 80.2 7.6 2.4 5.3 5.4 22.7 56.1 0.6 100.0 86.5 483 Indice de Bem- Estar Económico O mais pobre 25.6 11.3 3.5 1.0 4.2 5.2 74.4 0.5 100.0 38.9 694 Segundo 28.7 14.6 1.6 1.6 3.0 5.1 73.5 0.8 100.0 43.9 661 Médio 34.4 13.7 3.2 1.1 3.3 7.4 70.2 1.0 100.0 48.8 683 Quarto 66.9 10.3 3.8 3.5 5.9 19.4 55.3 1.9 100.0 75.1 569 O mais rico 78.9 5.5 3.4 6.5 5.9 19.4 58.2 1.1 100.0 84.0 432 1 Indicador MICS 5.11 - Consulta pós-natal para o recém-nascido a Exames de saúde por qualquer profissional da saúde depois de nascimento numa estrutura de saúde (antes de ter alta) ou depois de nascimento em casa (antes da partida do agente). b Consultas pós-natais referem-se a uma consulta à parte por qualquer profissional da saúde para verificar a saúde do recém-nascido e prestar cuidados preventivos as consultas pós-natais não incluem exames de saúde depois do nascimento enquanto no hospital ou em casa (ver notaa acima). c Exames de saúde pós-natais incluem qualquer exame de saúde realizado na estrutura de saúde ou em casa depois do nascimento (ver nota a acima) bem como consultas pós-natais (ver notab acima) dentro de dois dias após o parto. (.) Valores baseados entre 25-49 casos não ponderados * Valores baseados em menos de 25 casos não ponderados 175Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA RH.14: CONSULTAS PÓS-NATAIS PARA RECÉM-NASCIDOS COM UMA SEMANA Distribuição percentual de mulheres de 15-49 anos com um nado-vivo nos últimos dois anos cujo último nado-vivo teve uma consulta pós- -natal dentro de uma semana após o nascimento por local e profissional da saúde que deu a primeira consulta, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Local da 1ª consulta pós-natal dos recém- nascidos Quem deu a primeira consulta pós-natal dos recém- nascidos Número de últimos nascidos-vivos nos úl- timos 2 anos com uma consulta pós-natal na 1ª semana de vida Em casa Sector público Sector privado Outro local Total Médico/ Enfermeira/ Parteira Agente sanitário comunitário Parteira tradicional Total Total 58.1 40.6 1.1 0.2 100 48.6 6.8 44.6 100.0 646 Região             Tombali * * * * * * * * * 14 Quinara 54.3 44.2 0.0 1.5 100.0 50.1 12.2 37.7 100.0 22 Oio 93.2 6.8 0.0 0.0 100 8.5 6.4 85.1 100.0 173 Biombo 31.0 66.5 2.5 0.0 100 69.0 7.9 23.1 100.0 31 Bolama/Bijagós 20.2 79.8 0.0 0.0 100.0 88.4 2.1 9.6 100.0 14 Bafatá 68.6 29.0 1.2 1.2 100 45.8 14.8 39.4 100.0 72 Gabú 74.3 25.7 0.0 0.0 100 30.5 3.4 66.1 100.0 64 Cacheu 22.6 77.4 0.0 0.0 100 77.4 1.2 21.5 100.0 81 SAB 39.7 57.3 3.0 0.0 100 73.7 7.5 18.8 100.0 174 Província Norte 66.4 33.3 0.3 0.0 100 34.7 5.1 60.2 100.0 286 Leste 71.3 27.4 0.6 0.6 100 38.5 9.4 52.0 100.0 136 Sul 39.5 59.9 0.0 0.7 100 68.1 6.9 25.0 100.0 51 SAB 39.7 57.3 3.0 0.0 100 73.7 7.5 18.8 100.0 174 Meio de residência             Urbano 42.9 54.9 2.1 0.0 100 70.2 6.4 23.4 100.0 243 Rural 67.2 32.1 0.4 0.3 100 35.7 7.1 57.3 100.0 404 Idade da mãe no nascimento             < 20 46.1 52.4 0.7 0.8 100 56.3 8.1 35.5 100.0 111 20-34 57.2 41.3 1.4 0.1 100 49.6 6.2 44.2 100.0 443 35-49 76.7 23.3 0.0 0.0 100 34.4 8.3 57.3 100.0 93 Local do parto             Em casa 86.3 13.7 0.0 0.0 100 20.5 7.9 71.6 100.0 390 Estabelecimento de saúde 15.3 82.2 2.4 0.1 100 91.5 5.3 3.2 100.0 248 Público 15.6 83.1 1.2 0.1 100 91.3 5.4 3.3 100.0 243 Privado * * * * * * * * * 5 Outro/NS/Em falta * * * * * * * * * 8 Nível de Instrução da Mãe             Nenhum 69.7 29.7 0.3 0.4 100 35.6 4.9 59.5 100.0 336 Primário 47.8 51.8 0.4 0.0 100 56.9 9.7 33.5 100.0 210 Secundário e mais 40.8 54.0 5.2 0.0 100 74.9 7.4 17.7 100.0 100 Indice de Bem- Estar Económico             O mais pobre 63.0 36.4 0.6 0.0 100.0 39.8 5.2 55.0 100.0 138 Segundo 73.0 26.1 0.0 0.9 100.0 31.9 11.0 57.1 100.0 137 Médio 71.9 27.6 0.6 0.0 100.0 34.5 7.3 58.2 100.0 146 Quarto 40.4 59.6 0.0 0.0 100.0 68.4 7.2 24.4 100.0 134 O mais rico 32.4 61.9 5.6 0.0 100.0 80.3 1.8 17.9 100.0 92 (.) Valores baseados entre 25-49 casos não ponderados * Valores baseados em menos de 25 casos não ponderados Na Tabela RH.14, a percentagem de recém-nascidos que tiveram a primeira consulta pós-natal (PNC) dentro de uma semana após o nascimento é mostrada por local e tipo de fornecedor de serviço. Como definido acima, uma consulta não inclui um exame médico na estrutura de saúde ou em casa depois do nascimento. 176 GUINÉ-BISSAU Cerca de 41% das primeiras consultas pós-natais para recém-nascidos ocorre numa estrutura pública e 58% em casa. Ao olharmos para as proporções em casa ou em estruturas privadas, há grandes dife- renças segundo as características de base. Note-se, por exemplo, que quase nenhum recém-nascido, nascido em casa, vai a uma estrutura de saúde privada para uma consulta PNC, ao passo que quase todos os recém-nascidos nascidos numa estrutura de saúde privada vão a uma estrutura de saúde pri- vada para uma consulta PNC. Também, é bastante claro que as consultas numa estrutura de saúde privada são predominantemente com mulheres nos agregados mais ricos (6%) bem como com mães com formação superior (5%). Cerca de metade das primeiras consultas pós-natais para recém-nascidos são dadas por um médico/ enfermeira/parteira na Guiné-Bissau (49%). Contudo, isto esconde grandes diferenças através de gru- pos populacionais. Por exemplo, a distribuição rural/urbana mostra que sete em dez primeiras consul- tas (70%) entre recém-nascidos urbanos são dadas por um médico, uma enfermeira ou uma parteira contra 36% do meio rural. É interessante observar que a assistência por parteiras tradicionais é muito mais predominante na Região de Oio (85%) seguida da Região de Gabú (66%). O SAB apresenta a me- nor percentagem (19%). Os dados mostram, por outro lado, o aumento da primeira consulta pós-natal dada pelos médicos/enfermeiras/parteira com o aumento do nível da instrução da mãe e do bem-estar económico do agregado. As Tabelas RH.15 e RH.16 apresentam informações recolhidas sobre exames médicos pós-natais e con- sultas da mãe e são idênticas às Tabelas RH.13 e RH.14 que apresentaram dados recolhidos para recém- nascidos. A Tabela RH.15 apresenta um padrão semelhante ao da Tabela RH.13, mas com algumas diferenças importantes. Em geral, 43% das mães são alvo de um exame médico depois do nascimento quer numa estrutura de saúde quer em casa. Quanto às consultas PNC, a minoria realiza-se no primeiro ou se- gundo dia após o parto (2% cada). Como resultado, um total de 48% de todas as mães faz um exame médico pós-natal. Esta percentagem vária de 27% na Região de Gabú a 76% no SAB. As mães urbanas têm muito mais probabilidade de fazer um exame médico tanto depois do nascimento como no total (71%), incluindo consultas PNC (28%) do que as das zonas rurais (35% e 17% das consultas pós-natais). Há uma correlação muito clara com o nível de instrução e o bem-estar económico do agregado. Pois, a percentagem de exames médicos pós-natais das mães aumenta com o aumento do nível de instrução e do bem-estar económico do agregado. Os exames médicos depois do nascimento são mais frequentes em partos em estruturas de saúde públicas (94%). A diferença principal entre a tabela para recém-nas- cidos e a tabela para mães é que a percentagem de exames médicos, quer depois do nascimento quer através de uma consulta, é mais baixa para as mães do que para os recém-nascidos. Isto está associado a taxas muito mais baixas de consultas PNC atempadas. Estudando apenas as mães que não têm uma consulta PNC, a percentagem é mais alta para mães (79%) do que para os recém-nascidos (67% (Ta- bela RH.13) 177Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A R H .1 5 : E X A M E S D E S A Ú D E P Ó S -N A TA IS P A R A M Ã E S P er ce n ta g em d e m u lh er es d e 15 -4 9 a n o s co m u m n ad o -v iv o n o s ú lt im o s d o is a n o s q u e fi ze ra m e xa m es d e sa ú d e en q u an to e st av am n o es ta b el ec im en to d e sa ú d e o u e m c as a d ep o is d o n as ci m en to , d is tr ib u iç ão p er ce n - tu al d as q u e ti ve ra m c o n su lt as p ó s- n at ai s co m q u al q u er p ro fi ss io n al d a sa ú d e ap ó s o n as ci m en to a q u an d o d o ú lt im o n as ci m en to , s eg u n d o o ca le n d ár io d as c o n su lt as e p er ce n ta g em q u e fe z ex am es d e sa ú d e p ó s- n at ai s, M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   E xa m e d e sa ú d e d ep oi s d o n as ci m en to e n q u an to es ta va n a es tr u tu ra d e sa ú d e ou e m c as a a C on su lt as p ós -n at ai s p ar a m ãe s b E xa m e d e sa ú d e p ós -n at al p ar a a m ãe 1 . c N ú m er o d e m u lh er es co m u m n ad o -v iv o n os ú lt im os d oi s an os M es m o d ia 1 d ia d ep oi s d o n as ci m en to 2 d ia s d ep oi s d o n as ci m en to 3 -6 d ia s d ep oi s d o n as ci m en to A p ós a p ri m ei ra se m an a d ep oi s d o n as ci m en to N en h u m a co n - su lt a p ós -n at al E m fa lt a/ N S To ta l T o ta l 4 2 .7 5 .0 1. 8 1. 6 3. 5 9 .3 78 .5 0 .3 10 0 .0 4 8 .4 30 39 R eg iã o To m b al i 32 .4 2 .3 0 .8 0 .3 0 .8 4 .2 9 1. 6 0 .0 10 0 .0 34 .5 2 15 Q u in ar a 3 3. 8 1. 5 2 .7 0 .8 1. 6 6 .1 8 6 .7 0 .6 10 0 .0 37 .3 10 8 O io 2 4 .4 8 .9 0 .5 1. 0 0 .5 1. 1 8 7. 7 0 .3 10 0 .0 34 .6 6 6 5 B io m b o 4 8 .6 .6 0 .3 0 .2 2 .2 4 .3 9 1. 7 0 .6 10 0 .0 4 9 .5 2 2 5 B ol am a/ B ija g ós 36 .1 8 .5 1. 3 1. 4 0 .3 6 .3 8 1. 4 0 .7 10 0 .0 4 5 .5 5 7 B af at á 32 .9 9 .0 2 .2 1. 0 0 .7 2 .4 8 4 .7 0 .0 10 0 .0 4 1. 0 34 4 G ab ú 2 5 .1 1. 5 0 .5 0 .3 0 .3 4 .1 9 2 .8 0 .5 10 0 .0 2 6 .9 37 8 C ac h eu 5 2 .2 3 .0 9 .7 2 .0 18 .7 30 .4 35 .5 0 .8 10 0 .0 6 0 .3 2 9 4 S A B 71 .5 4 .5 1. 1 3. 7 4 .6 17 .9 6 7. 9 0 .2 10 0 .0 75 .7 75 4 P ro vi n ci a N or te 35 .9 5 .9 2 .7 1. 1 5 .3 9 .0 75 .5 0 .5 10 0 .0 4 3. 8 11 8 3 Le st e 2 8 .8 5 .1 1. 3 0 .6 0 .5 3. 3 8 9 .0 0 .2 10 0 .0 33 .6 72 2 S u l 33 .3 3 .0 1. 4 0 .6 0 .9 5 .1 8 8 .7 0 .3 10 0 .0 36 .9 38 0 S A B 71 .5 4 .5 1. 1 3. 7 4 .6 17 .9 6 7. 9 0 .2 10 0 .0 75 .7 75 4 M ei o d e re si d ên ci a U rb an o 6 6 .7 4 .4 1. 6 2 .9 3. 7 15 .8 71 .5 0 .2 10 0 .0 71 .2 11 19 R u ra l 2 8 .8 5 .3 2 .0 0 .8 3. 3 5 .6 8 2 .5 0 .4 10 0 .0 35 .2 19 2 1 Id ad e d a m ãe n o n as ci m en to < 2 0 5 2 .5 5 .5 2 .1 1. 6 3. 8 7. 4 79 .2 0 .3 10 0 .0 5 8 .2 5 0 3 2 0 -3 4 4 2 .4 5 .0 1. 7 1. 9 3. 5 9 .6 77 .9 0 .3 10 0 .0 4 8 .3 2 0 8 5 35 -4 9 33 .7 4 .2 1. 9 0 .3 3. 0 10 .1 8 0 .0 0 .4 10 0 .0 38 .2 4 4 9 E m fa lt a/ N S 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 0 .0 10 0 .0 0 .0 10 0 .0 0 .0 2 178 GUINÉ-BISSAU TA B E L A R H .1 5 ( C O N T IN U A Ç Ã O ) : E X A M E S D E S A Ú D E P Ó S -N A TA IS P A R A M Ã E S P er ce n ta g em d e m u lh er es d e 15 -4 9 a n o s co m u m n ad o -v iv o n o s ú lt im o s d o is a n o s q u e fi ze ra m e xa m es d e sa ú d e en q u an to e st av am n o es ta b el ec im en to d e sa ú d e o u e m c as a d ep o is d o n as ci m en to , d is tr ib u iç ão p er ce n - tu al d as q u e ti ve ra m c o n su lt as p ó s- n at ai s co m q u al q u er p ro fi ss io n al d a sa ú d e ap ó s o n as ci m en to a q u an d o d o ú lt im o n as ci m en to , s eg u n d o o ca le n d ár io d as c o n su lt as e p er ce n ta g em q u e fe z ex am es d e sa ú d e p ó s- n at ai s, M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   E xa m e d e sa ú d e d ep oi s d o n as ci m en to e n q u an to es ta va n a es tr u tu ra d e sa ú d e ou e m c as a a C on su lt as p ós -n at ai s p ar a m ãe s b E xa m e d e sa ú d e p ós -n at al p ar a a m ãe 1 . c N ú m er o d e m u lh er es co m u m n ad o -v iv o n os ú lt im os d oi s an os M es m o d ia 1 d ia d ep oi s d o n as ci m en to 2 d ia s d ep oi s d o n as ci m en to 3 -6 d ia s d ep oi s d o n as ci m en to A p ós a p ri m ei ra se m an a d ep oi s d o n as ci m en to N en h u m a co n - su lt a p ós -n at al E m fa lt a/ N S To ta l L o ca l d o p ar to E m c as a 2 .9 7. 8 1. 9 1. 1 1. 6 4 .6 8 2 .9 0 .1 10 0 .0 13 .0 16 78 E st ab el ec im en to d e sa ú d e 9 3. 4 1. 4 1. 7 2 .2 5 .6 15 .2 73 .4 0 .5 10 0 .0 9 3. 5 13 37 P ú b lic o 9 3. 5 1. 4 1. 7 2 .2 4 .6 15 .4 74 .1 0 .5 10 0 .0 9 3. 6 12 9 2 P ri va d o (8 8 .8 ) (0 .0 ) (0 .0 ) (0 .0 ) (3 2 .8 ) (1 1. 4 ) (5 5 .3 ) (. 5 ) 10 0 .0 (8 8 .8 ) 4 5 O u tr o/ N S /E m fa lt a (1 0 .3 ) (1 1. 5 ) (1 .3 ) (0 .0 ) (1 7. 7) (1 2 .9 ) (4 9 .8 ) (6 .8 ) 10 0 .0 (1 9 .6 ) 2 5 T ip o d e p ar to P ar to v ag in al 4 0 .4 5 .1 1. 9 1. 6 3. 5 7. 5 8 0 .2 0 .3 10 0 .0 4 6 .3 2 9 2 0 C es ar ia n a 10 0 .0 1. 5 .6 1. 5 3. 6 5 4 .6 36 .8 1. 3 10 0 .0 10 0 .0 11 9 N ív el d e In st ru çã o N en h u m 2 7. 9 6 .1 1. 4 1. 4 2 .8 5 .3 8 2 .8 0 .3 10 0 .0 34 .9 16 2 4 P ri m ár io 4 9 .8 3. 1 3. 0 1. 9 4 .4 10 .5 76 .7 0 .4 10 0 .0 5 4 .5 9 32 S ec u n d ár io e m ai s 78 .7 4 .7 1. 0 1. 8 3. 9 2 0 .7 6 7. 4 0 .5 10 0 .0 8 2 .0 4 8 3 In d ic e d e B em - E st ar E co n ó m ic o O m ai s p ob re 2 5 .8 2 .8 2 .4 .5 3. 7 4 .7 8 5 .7 0 .2 10 0 .0 30 .0 6 9 4 S eg u n d o 2 8 .3 4 .9 1. 2 1. 1 2 .4 5 .4 8 4 .2 0 .8 10 0 .0 34 .8 6 6 1 M éd io 34 .2 8 .5 2 .0 .9 3. 1 7. 0 78 .4 0 .1 10 0 .0 4 3. 4 6 8 3 Q u ar to 6 3. 7 4 .1 1. 6 2 .8 4 .5 14 .2 72 .6 0 .1 10 0 .0 6 8 .1 5 6 9 O m ai s ri co 77 .8 4 .2 1. 9 3. 8 3. 7 2 0 .0 6 5 .9 0 .6 10 0 .0 8 0 .9 4 32 1 In d ic ad o r M IC S 5 .1 2 - E xa m e d e sa ú d e p ó s- n at al p ar a a m ãe a E xa m es d e sa ú d e p or q u al q u er p ro fi ss io n al d e sa ú d e a se g u ir a os n as ci m en to s (a n te s d e te r al ta ) o u d ep oi s d os n as ci m en to s em c as a (a n te s d a p ar ti d a d o p ro fi ss io n al d a sa ú d e) . b A s co n su lt as p ós -n at ai s re fe re m -s e a u m a co n su lt a à p ar te fe it o p or q u al q u er p ro fi ss io n al d a sa ú d e a fi m d e ve ri fi ca r a sa ú d e d a m ãe e p re st ar c u id ad os p re ve n ti vo s. A s co n su lt as p ós -n at ai s n ão in cl u em e xa m es d e sa ú d e a se g u ir a o n as ci m en to e n q u an to s e en co n tr a n o es ta b el ec im en to d e sa ú d e ou e m c as a. (v er n ot aa a ci m a) . c O s ex am es d e sa ú d e p ós -n at ai s in cl u em q u al q u er e xa m e d e sa ú d e re al iz ad o en q u an to s e en co n tr av a n o es ta b el ec im en to d e sa ú d e ou e m c as a d ep oi s d o n as ci m en to (v er n ot a a a ci m a) b em c om o co n su lt as p ós -n at ai s d en tr o d e d oi s d ia s a se g u ir a o p ar to . (. ) V al or es b as ea d os e n tr e 2 5 -4 9 c as os n ão p on d er ad os ; * V al or es b as ea d os e m m en os d e 2 5 c as os n ão p on d er ad os 179Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA RH.16: CONSULTAS PÓS-NATAIS PARA MÃES DENTRO DE UMA SEMANA APÓS O NASCIMENTO Distribuição percentual de mulheres de 15-49 anos com um nado-vivo nos últimos dois anos que tiveram uma consulta pós-natal dentro de uma semana após o nascimento, segundo o lugar e quem deu a primeira consulta pós-natal, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Local de 1ª consulta pós-natal da mãe Quem deu a 1ª consulta pós-natal da mãe Número de mulheres com um nado-vivo nos últimos dois anos que tiveram uma consulta pós-natal dentro de uma semana após o nascimento Em casa Sector public Sector privado Outro local Total Médico/ Enfer- meira/ Parteira Agente sanitário comunitário Parteira tradicional Total Total 53.3 42.8 3.6 0.3 100 57.3 7.5 35.2 100.0 360 Região             Tombali * * * * * * * * * 9 Quinara * * * * * * * * * 7 Oio 93.6 6.4 0.0 0.0 100 12.0 4.7 83.3 100.0 73 Biombo * * * * * * * * * 7 Bolama/Bijagós (75.2) (20.7) (0.0) (4.1) (10)0 (45.3) (4.3) (50.4) (100.0) 7 Bafatá (79.5) (18.5) (0.0) (2.0) (100) (44.6) (15.0) (40.4) (100.0) 44 Gabú * * * * * * * * * 10 Cacheu 16.3 83.7 0.0 0.0 100 83.7 0.0 16.3 100.0 98 SAB 47.9 39.8 12.3 0.0 100 70.3 14.4 15.3 100.0 105 Província Norte 48.5 51.5 0.0 0.0 100 53.8 2.3 43.9 100.0 178 Leste 79.3 19.1 0.0 1.6 100 42.4 12.3 45.3 100.0 54 Sul * * * * * * * * * 23 SAB 47.9 39.8 12.3 0.0 100 70.3 14.4 15.3 100.0 105 Meio de residência           Urbano 47.8 43.0 9.2 0.0 100 70.8 11.3 17.9 100.0 140 Rural 56.8 42.7 0.0 0.5 100 48.7 5.0 46.2 100.0 220 Idade da mãe no nascimento             < 20 52.8 45.9 0.0 1.3 100 56.2 3.3 40.5 100.0 65 20-34 53.6 41.2 5.1 0.1 100 58.2 9.0 32.9 100.0 253 35-49 (52.4) (47.6) (0.0) (0.0) (100) (54.1) (4.9) (41.0) (100.0) 42 Local do parto             Em casa 75.7 24.3 0.0 0.0 100 35.7 5.9 58.4 100.0 208 Estabelecimento desaúde 23.2 67.9 9.0 0.0 100 86.4 10.2 3.4 100.0 144 Público 25.8 74.2 0.0 0.0 100 84.9 11.3 3.8 100.0 130 Privado * * * * * * * * * 15 Outro/NS/Em falta * * * * * * * * * 8 Tipo de parto             Parto vaginal 53.5 42.5 3.7 0.3 100 56.7 7.3 36.1 100.0 352 Cesariana * * * * * * * * * 9 Nível de Instrução da Mae             Nenhum 59.9 35.0 4.5 0.6 100 48.5 4.7 46.8 100.0 189 Primário 51.4 47.5 1.2 0.0 100 57.4 15.1 27.4 100.0 116 Secundário e mais 34.7 59.6 5.7 0.0 100 87.6 0.6 11.8 100.0 55 Indice de Bem- Estar Económico             O mais pobre 50.3 49.3 0.0 .4 100.0 58.1 6.4 35.5 100.0 65 Segundo 55.9 42.7 0.0 1.4 100.0 51.1 3.2 45.7 100.0 64 Médio 64.2 35.8 0.0 0.0 100.0 44.1 6.1 49.8 100.0 98 Quarto 55.4 31.4 13.2 0.0 100.0 57.1 19.7 23.2 100.0 74 O mais rico (32.8) (61.9) (5.3) (0.0) (100) (85.8) (0.0) (14.2) (100.0) 58 (.) Valores baseados entre 25-49 casos não ponderados * Valores baseados em menos de 25 casos não ponderados 180 GUINÉ-BISSAU A Tabela RH.16 é semelhante à Tabela RH.14, mas agora trata de consultas pós-natais para mães por local e tipo de profissional. Como definido acima, uma consulta não inclui um exame numa estrutura de saúde ou em casa depois de um nascimento. Em geral, 43% das primeiras consultas pós-natais ocorre numa estrutura de saúde pública e 4% na estrutura de saúde privada e as restantes 53% ocorreram em casa. Esta proporção varia segundo as características de base. A maior variação é verificada nos quintis do bem-estar económico do agregado, em que 31% das mulheres dos agregados do quarto quintil tiveram a sua primeira consulta PNC numa estrutura de saúde pública e como alternativa 13% usam estruturas de saúde privado (13%), enquanto que as mães mais pobres têm o PNC numa estrutura de saúde pública 49% e 50% em casa. Encontra- se também uma distribuição semelhante segundo o nível de instrução das mães, bem como o local onde vivem, embora as diferenças não sejam tão acentuadas como para a riqueza. Relativamente a quem dá a primeira consulta PNC às mães, as variações segundo características de base não são grandes, embora haja uma prevalência maior consultas feitas por médicos/enfermeira/ parteira no meio urbano (71%) em comparação com o meio rural (49%). A Tabela RH.17 apresenta a distribuição de mulheres com um nado-vivo nos dois anos que precederam o inquérito por exames médicos feitos ou por consultas PNC dentro de dois dias após o nascimento para a mãe do recém-nascido, combinando assim os indicadores apresentados nas Tabelas RH.13 e RH.15. O MICS-5 da Guiné-Bissau mostra que para 47% dos nados-vivos, tanto as mães como os recém-nas- cidos recebem ou um exame médico depois do nascimento ou uma consulta PNC atempada, ao passo que 45% dos nascimentos não recebe nem exame médico, nem consulta atempada. Há discrepân- cias bastante grandes segundo as características de base. Os nascimentos urbanos (70%) são duas vezes mais bem assistidos com exames médicos ou consultas em comparação com os nascimentos nos meios rurais (34%). Os números entre regiões variam de 26% na Região de Gabú para 74% no SAB. Há também fortes correlações com o bem-estar do agregado e o nível de instrução da mãe, visto que nos agregados mais ricos ou entre mulheres mais instrução a cobertura em exame médico depois do nascimento ou uma consulta PNC é melhor. O quadro é menos claro quando se trata de padrões sobre exames médicos ou consultas para a mãe ou para o recém-nascido, apesar de geralmente haver um nível mais elevado de cobertura para os recém-nascidos. 181Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA RH.17: EXAMES MÉDICOS PÓS-NATAIS DE MÃES E RECÉM-NASCIDOS Distribuição percentual de mulheres de 15-49 anos com um nado-vivo nos últimos dois anos por exames de saúde pós-natais de mãe, e do recém-nascido, dentro de dois dias após o nascimento mais recente, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Exames de saúde pós-natais dentro de dois dias após o nascimento para: Número de mulheres com um nado-vivo nos últimos dois anos Mães e recém- -nascidos Mães apenas Recém-nasci- dos apenas Nem mãe nem recém-nascido NS/Em falta Total Total 46.8 0.9 7.6 44.6 0.2 100.0 3039 Região         Tombali 32.7 1.8 4.2 61.2 0.0 100.0 215 Quinara 34.7 1.4 7.3 55.9 0.6 100.0 108 Oio 33.3 0.3 15.3 50.9 0.2 100.0 665 Biombo 49.2 0.0 4.7 45.9 0.3 100.0 225 Bolama/Bijagós 38.6 6.0 10.8 44.7 0.0 100.0 57 Bafatá 39.2 1.2 4.8 54.7 0.0 100.0 344 Gabú 26.3 0.3 11.0 62.5 0.0 100.0 378 Cacheu 56.4 2.0 0.0 40.8 0.8 100.0 294 SAB 74.3 0.6 4.8 20.3 0.0 100.0 754 Província Norte 42.1 0.7 9.5 47.4 0.3 100.0 1183 Leste 32.4 0.7 8.0 58.8 0.0 100.0 722 Sul 34.1 2.3 6.1 57.3 0.2 100.0 380 SAB 74.3 0.6 4.8 20.3 0.0 100.0 754 Meio de residência         Urbano 69.7 0.8 4.9 24.7 0.0 100.0 1119 Rural 33.5 0.9 9.1 56.2 0.2 100.0 1921 Idade da mãe no nascimento         < 20 57.1 0.5 5.8 36.7 0.0 100.0 503 20-34 46.5 1.0 7.7 44.8 0.1 100.0 2085 35-49 37.0 1.0 9.1 52.5 0.3 100.0 449 Em falta/NS * * * * * * 2 Local do parto         Em casa 10.9 0.9 11.4 76.7 0.1 100.0 1678 Estabelecimento de saúde 92.4 0.8 2.8 3.8 0.3 100.0 1337 Público 92.6 0.8 2.6 3.8 0.3 100.0 1292 Privado (88.8) (0.0) (7.5) (3.7) (0.0) (100.0) 45 Outro/NS/Em falta (13.8) (5.8) (5.3) (75.1) (0.0) (100.0) 25 Tipo de parto         Parto vaginal 44.8 0.8 7.9 46.4 0.1 0 2920 Cesariana 95.7 3.1 0.0 0.0 1.1 100.0 119 Nível de Instrução da Mae         Nenhum 33.2 0.9 8.2 57.5 0.2 100.0 1624 Primário 52.8 0.9 8.1 38.2 0.1 100.0 932 Secundário e mais 81.0 0.8 4.5 13.7 0.0 100.0 483 Indice de Bem-Estar Económico         O mais pobre 28.6 1.1 9.7 60.4 0.2 100.0 694 Segundo 32.7 0.9 10.1 55.9 0.4 100.0 661 Médio 41.9 0.9 6.4 50.8 0.1 100.0 683 Quarto 67.0 0.4 6.6 25.9 0.1 100.0 569 O mais rico 78.9 1.1 3.3 16.7 0.0 100.0 432 (.) Valores baseados entre 25-49 casos não ponderados * Valores baseados em menos de 25 casos não ponderados 182 GUINÉ-BISSAU TAXAS DE MORTALIDADE ADULTA A Tabela RH.18 sobre taxas de mortalidade adulta baseia-se em informações recolhidas no módulo de Mortalidade Materna do Questionário Individual de Mulher de 15-49 anos. As idades na altura das mortes declaradas e os anos desde a morte de irmãos e irmãs das inquiridas são usados para construir os numeradores (número de óbitos). O número total de anos vividos por todos os irmãos e irmãs sobreviventes e falecidos (ou seja, anos de exposição), durante os 7 anos que precederam o in- quérito, é calculado para formar os denominadores para cada faixa etária. O número de anos vividos pelas inquiridas nos últimos 7 anos também é tido em conta. As taxas de mortalidade são expressas por 1.000 pessoas. TABELA RH.18: TAXAS DE MORTALIDADE ADULTA Estimativas directas das taxas de mortalidade de mulheres e homens para os sete anos que precederam o inquérito, por faixas étarias de cinco anos, MICS5, Guiné-Bissau 2014   Mulheres Homems Número de Óbitos Aos de exposição Taxas de mortalidade a Número de Óbitos Anos de exposição Taxas de mortalidade a Total 15-49 455 99,614 4.77b 396 101,290 4.19b Idade             15-19 56 20,278 2.75 39 20,436 1.89 20-24 85 22,591 3.78 41 22,399 1.83 25-29 80 20,642 3.87 64 20,237 3.18 30-34 91 15,737 5.81 69 16,065 4.29 35-39 58 10,585 5.48 77 11,635 6.66 40-44 52 6,286 8.26 60 6,836 8.72 45-49 33 3,495 9.51 46 3,682 12.45 a Expresso por 1.000 pessoas b Taxa ajustada por idade (padronizada) (.) Valores baseados entre 25-49 casos não ponderados * Valores baseados em menos de 25 casos não ponderados As taxas de mortalidade globais para adultos de 15-49 anos são estimadas em 4,2 por 1000 pessoas no caso dos homens e 4,8 por 1000 pessoas no caso das mulheres. Em ambos os casos as taxas de morta- lidade aumentam gradualmente com a idade. 183Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA RH.19: PROBABILIDADES DE MORTALIDADE ADULTA A probabilidade de falecer entre os 15 e os 50 anos para mulheres e homens nos sete anos que precederam o Inquérito, MICS5, Guiné-Bissau, 2014 Mulheres 35q 15 a Homens 35q 15 a Guiné-Bissau, 2014 179 177 a A probabilidade de falecer entre as idades exata de 15 e 50 anos, expressas por 1000 pessoas-anos de exposição As taxas de mortalidade específicas por idade mostradas na Tabela RH.18 são usadas para calcular as probabilidades de falecer entre as idades exatas de 15 e 50 anos, separadamente para homens e mu- lheres, que são apresentadas na Tabela RH.19. As probabilidades sintéticas para o período são calcula- das supondo que uma coorte hipotética estaria sujeita às taxas de mortalidade em cada idade apresen- tada na Tabela RH.18. A probabilidade de falecer entre as idades exatas de 15 e 50 anos é estimada em 177 por 1000 pessoas-anos no caso dos homens e 179 por 1000 pessoas-anos no caso das mulheres. MORTALIDADE MATERNA O MICS5 da Guiné-Bissau colocou às mulheres de 15-49 anos uma série de perguntas concebidas com o propósito explícito de obterem as informações necessárias para fazer estimativas diretas da mortali- dade materna. Esta estimativa da mortalidade materna é feita usando o método direto da irmandade9 e exige uma informação razoavelmente exata sobre o número de irmãs que a inquirida teve, o número que faleceu e o número que faleceu durante a gravidez, o parto ou dentro de 2 meses após o parto. Pediu-se a cada mulher inquirida que declarasse todos os filhos nascidos da sua mãe biológica, incluin- do ela própria, por ordem cronológica, começando pelo primogénito. Depois obteve-se informações sobre a sobrevivência de cada irmão, as idades dos irmãos sobreviventes, os anos desde a morte dos que faleceram e a idade na altura da morte dos irmãos que faleceram. Para cada irmã que morreu com 12 anos ou mais, foram feitas perguntas adicionais à inquirida para determinar se a morte esteve rela- cionada com a maternidade, ou seja, se a irmã faleceu dentro de dois meses depois do fim da gravidez ou do parto. A lista de todos os irmãos por ordem cronológica dos seus nascimentos foi feita com inten- ção de melhorar a integralidade das informações. A Tabela RH.20 representa estimativas directas da mortalidade materna para o período de sete anos anterior ao inquérito. Este período de tempo foi escolhido para reduzir o possível amontoar dos anos reportados desde a morte com intervalos de cinco anos. As taxas específicas de mortalidade por idade são calculadas dividindo o número de óbitos relacionados com a gravidez por anos de exposição. Para eliminar o efeito do viés do truncamento (o limite superior para elegibilidade é 49 anos), a taxa global para mulheres de 15-49 anos é padronizada por distribuição etária das inquiridas. Os óbitos relaciona- dos com a gravidez são definidos como qualquer óbito10 ocorrido durante a gravidez, o parto ou dentro de dois meses após o parto ou o fim da gravidez. 9 Rutenberg, N. and Sullivan, J.M. 1991. Estimativas directas e indirectas da mortalidade materna com o método da irmandade. Inquéritos De- mográficos e de Saúde World Conference Proceedings, August 5–7, 1991 Washington, DC Washington, DC. Volume III. Calverton, Maryland USA, IRD/Macro International Inc. pp. 1669–1696. 10 Esta definição com tempo específico abrange todas as mortes que ocorreram durante a gravidez e dois meses após a gravidez mesmo se a morte é devida a causas não relacionadas com a gravidez. Contudo, é pouco provável que esta definição resulte num excesso de mortes maternas porque a maior parte dos óbitos de mulheres no período especificado devem-se a causas maternas e os óbitos maternos em geral têm mais probabilidade de serem sub-reportados do que reportados em excesso. 184 GUINÉ-BISSAU Houve 138 óbitos maternos nos sete anos que precederam o inquérito. Durante os últimos sete anos, mais ou menos entre 2007 e 2014, a taxa de mortalidade materna, que é o número anual de mortes maternas por 1000 mulheres de 15-49 anos foi de 1.46. Os óbitos maternos representaram 30% de todos os óbitos de mulheres de 15-49 anos; por outras palavras, calcula-se que cerca de 1 em cada 3 mulheres que faleceram nos sete anos que precederam o inquérito, morreram por causa da mater- nidade ou de causas relacionadas com a maternidade. As taxas de mortalidade específicas da idade estimadas exibem um padrão em geral plausível; o risco de morte materna é maior nas idades mais avançadas. Para qualquer faixa etária, os óbitos maternos são uma ocorrência relativamente rara e por isso o padrão específico da idade deve ser interpretado com cautela. TABELA RH.20: MORTALIDADE MATERNA Estimativas directas da mortalidade materna para os 7 anos que precederam o Inquérito, por faixas etárias de cinco anos, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de óbitos femininos devidos à maternidade Óbitos maternos Exposição (Anos) Taxas de mortalidade maternaa Total 15-49 30,3 138 99,614 1.46b   Idade 15-19 31.7 18 20,278 0.9 20-24 24.5 21 22,591 0.9 25-29 35.2 28 20,642 1.4 30-34 33.5 31 15,737 1.9 35-39 20.9 12 10,585 1.1 40-44 31.4 16 6,286 2.6 45-49 37.3 12 3,495 3.6 Taxa de fecundidade geralc 162   Rácio de Mortalidade Materna1, d 900   Risco ao longo da vida de óbito devido à maternidadee 0,046     1 Indicador MICS 5.13; Indicador ODM 5.1 - Taxa de mortalidade materna a Expresso por 1.000 mulheres-anos de exposição b Taxa ajustada à idade c Expresso por 1.000 mulheres de 15-49 anos d Calculado como taxa de mortalidade materna dividida pela taxa de fecundidade geral, expresso por 1.000 nados-vivos. e Calculado como 1-(1-MMR)TFT em que MMR é o rácio de mortalidade materna e TFT representa o índice sintético de fecundidade para os sete anos que precederam o inquérito 185Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 A taxa de mortalidade materna (TMM)11 pode ser convertida em rácio de mortalidade materna e ex- pressa por 100.000 nados-vivos, dividindo a taxa de mortalidade materna padronizada por idade pela taxa de fecundidade geral padronizada por idade. A taxa de mortalidade materna (TMM) é muitas vezes considerada uma medida mais útil da mortalidade materna porque mede o risco obstétrico associado a cada nado-vivo. A Tabela RH.20 mostra que o rácio de mortalidade materna12 para a Guiné-Bissau para o período 2007-2014 foi de 900 óbitos por 100.000 nados-vivos. 11 A taxa de mortalidade materna (MMRate) é definida como o número de óbitos maternos num dado período por 100 000 mulheres de 15-49 anos durante o mesmo período de tempo. 12 Por abuso de linguagem, o rácio de mortalidade materna é designado por taxa de mortalidade materna. 186 GUINÉ-BISSAU 187Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 IX. DESENVOLVIMENTO INFANTIL CUIDADOS E EDUCAÇÃO NA PRIMEIRA INFÂNCIA A preparação das crianças para o ensino primário pode ser melhorada através da frequência de pro- gramas de ensino para a primeira infância ou através da frequência do ensino pré-escolar. Os pro- gramas de ensino da primeira infância incluem programas para crianças que têm componentes de aprendizagem organizadas contrariamente aos jardins-de-infância que normalmente não têm pro- gramas de ensino e aprendizagem. No sistema educativo da Guiné-Bissau, os serviços educativos para o desenvolvimento da pequena infância constam e estão definidos em alguns documentos como a Carta Política do Setor Educativo e na Lei de Bases do Sistema Educativo de 2010. Todas as iniciativas em prol do desenvolvimento da pequena infância, ainda que não formalmente definida, evidenciam a importância dada pelos país, ainda que limitada, em apoiar a este subsector. Nesta ordem, a Guiné-Bissau ainda não tem definida a idade que compreende a pequena infância ainda que, através dos documentos acima menciona- dos, iniciativas e seus públicos-alvo respetivamente, contemplam as idades dos 0 aos 6 anos, janela crucial para o desenvolvimento cognitivo, social, emocional e físico da criança. Os eventos ocorridos nestes primeiros anos de vida – mesmo aqueles ocorridos antes da nascença e durante a gravidez – jogam um papel vital no desenvolvimento social e da saúde da criança. É nesta fase também onde são estabelecidas as bases para a construção do capital humano, uma vez que as crianças saudáveis e socialmente ajustadas estão mais propensas a crescerem e a serem economicamente produtivas na idade adulta. A Tabela CD.1 mostra que nas crianças entre 36-59 meses de idade, apenas 13% está a frequentar um programa educativo organizado para a primeira infância. Os diferenciais urbano-rural e regionais são significativos. A proporção chega a 29% nas zonas urbanas, comparado com apenas 4% nas zonas rurais. Entre as crianças de 35-59 meses, a frequência de programas de ensino para a primei- ra infância é mais predominante no SAB (38%) e menos nas Regiões de Gabú e Bafatá (2% e 3% respectivamente). As diferenças de género são insignificativas (13% de frequência para o sexo mas- culino contra 14% para o sexo feminino), porém as diferenças por situação socioeconómica são bas- tante significativas. Por exemplo,46% das crianças que vivem nos agregados mais ricos frequentam esses programas, mas esse número cai para 20% entre as crianças dos agregados do quarto quintil, atingindo apenas 3% das crianças que vivem em agregados mais pobres. É natural notar grandes diferenças nas proporções de crianças a frequentar programas de ensino para a primeira infância aos 36-47 meses de idade e aos 48-59 meses de idade (7% contra 19%). O nível de instrução da mãe também tem uma grande influência na frequência de programas de ensino para a primeira infância: A Tabela CD.1 mostra que apenas 5% das crianças de 36-59 meses de mães sem nível de educação está a frequentar um programa educativo organizado para a primeira infância contra 14% das crian- ças de mães com nível primário e 48% daquelas cujas mães possuem nível secundário e mais. 188 GUINÉ-BISSAU TABELA CD.1: EDUCAÇÃO NA PRIMEIRA INFÂNCIA Percentagem de crianças de 36-59 meses que estão a frequentar um programa educativo organizado para a primeira infância, MICS5, Guiné-Bissau, 201   Percentagem de crianças de 36-59 meses a frequentar o pré-escolar 1 Número de crianças de 36-59 meses Total 13.1 2955 Sexo   Masculino 12.7 1464 Feminino 13.5 1492 Região   Tombali 6.0 210 Quinara 6.9 117 Oio 6.0 635 Biombo 6.0 229 Bolama/Bijagós 9.8 56 Bafatá 3.4 348 Gabú 2.3 377 Cacheu 7.8 274 SAB 37.6 709 Província Norte 6.5 1138 Leste 2.8 725 Sul 6.8 384 SAB 37.6 709 Meio de residência   Urbano 28.9 1102 Rural 3.7 1853 Idade da Criança   36-47 meses 7.2 1501 48-59 meses 19.2 1455 Nivel de Instrução da mãe   Nenhum 4.5 1814 Primário 13.9 707 Secundário e mais 47.5 435 Indice de Bem-Estar Económico   O mais pobre 3,0 689 Segundo 5,3 636 Médio 3,8 648 Quarto 19,9 550 O mais rico 46,0 431 QUALIDADE DOS CUIDADOS É globalmente reconhecido que entre os primeiros 3-4 anos de vida ocorre um período de rápido de- senvolvimento do cérebro, sendo a qualidade dos cuidados domiciliários uma determinante muito importante no desenvolvimento da criança durante este período. Neste contexto, o envolvimento dos adultos nas actividades das crianças, a presença de livros em casa para as crianças e as condições dos cuidados são indicadores importantes da qualidade dos cuidados domiciliários. Além disso, a própria interação do pai com as crianças é fundamental para o seu desenvolvimento em geral. Assim como estabelecido em Um Mundo Digno das Crianças, “as crianças devem estar saudáveis fisicamente, alerta mentalmente, seguras emocionalmente, competentes socialmente e prontas para a aprendizagem”1. 1 UNICEF, Um Mundo Digno das Crianças. Adoptado pela Assembleia Geral das NU na 27ª Sessão Especial, 10 de Maio de 2002, p.2. 189Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 Neste sentido, foram recolhidas neste inquérito informações sobre várias actividades que apoiam a aprendizagem precoce. Estas incluem o envolvimento de adultos nas seguintes actividades das crian- ças: ler livros ou ver livros de gravuras, contar histórias, cantar cantigas, levar as crianças para fora de casa, do recinto ou do pátio, brincar com as crianças e dizer os nomes, contar ou desenhar coisas com as crianças. Para um total de 34% das crianças de 36-59 meses, um membro adulto do agregado envolveu-se em quatro ou mais actividades que promovem a aprendizagem e a preparação para a escola durante os 3 dias que precederam o inquérito (Tabela CD.2). O número médio de actividades que os adultos realiza- ram com crianças foi de 2,5. A Tabela também indica que o envolvimento dos pais nessas actividades é muito limitado. O envolvimento do pai em quatro ou mais actividades foi quase nulo e da mãe 3%. Esta tabela mostra ainda que 64% das crianças de 36-59 meses vive com o seu pai biológico, o que significa que 36% vive sem o seu pai biológico. Em relação à mãe biológica, a mesma tabela indica que 81% das crianças de 36-59 meses vive com a sua mãe biológica, o que significa que 19% vive sem a sua mãe biológica. 190 GUINÉ-BISSAU TA B E L A C D .2 : A P O IO À A P R E N D IZ A G E M P er ce n ta g em d e cr ia n ça s d e 3 6 -5 9 m es es c o m a s q u ai s o s ad u lt o s d o ag re g ad o se e n vo lv er am e m a ct iv id ad es q u e p ro m o ve m a a p re n d iz ag em e a p re p ar aç ão e sc o la r d u ra n te o s ú lt im o s tr ês d ia s e en vo lv im en to n es sa s ac ti vi d ad es p o r p ai s e m ãe s b io ló g ic o s, M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   P er ce nt ag em d e cr ia nç as c om a s q ua is o s ad ul to s d o ag re ga d o se en vo lv er am e m 4 o u m ai s ac tiv id ad es 1 N ú m er o m éd io d e ac ti vi d ad es c om ad u lt os m em b ro s d o ag re g ad o P er ce n ta g em d e cr ia n ça s a vi ve r co m : N ú m er o d e cr ia n ça c om id ad e 36 -5 9 m es es P er ce nt ag em d e cr ia nç as c om as q ua is o s p ai s b io ló gi co s se e n- vo lv er am e m 4 o u m ai s ac tiv id ad es 2 N ú m er o m éd io d e ac ti vi d ad es co m p ai s b io ló g ic os N ú m er o d e cr ia n - ça s co m id ad e 36 -5 9 m es es a vi ve r co m o s se u s p ai s b io ló g ic os P er ce nt ag em d e cr ia nç as c om q ue m a s m ãe s b io ló gi ca s se e n- vo lv er am e m 4 o u m ai s ac tiv id ad es 3 N ú m er o m éd io d e ac ti vi d ad es co m m ãe s b io ló g ic as N ú m er o d e cr ia n - ça s co m id ad e 36 -5 9 m es es a vi ve r co m a s su as m ãe s b io ló g ic as   P ai B io ló g ic o M ãe B io ló g ic a T o ta l 34 .2 2 .5 6 3. 9 8 1. 0 2 9 5 5 0 .3 0 .2 18 8 9 2 .9 0 .9 2 39 5 S ex o                       M as cu lin o 4 0 .5 2 .7 6 7. 0 8 3. 3 14 6 4 0 .3 0 .2 9 8 0 3. 0 0 .9 12 19 F em in in o 2 8 .1 2 .4 6 0 .9 78 .8 14 9 2 0 .3 0 .2 9 0 9 2 .9 0 .9 11 75 R eg iã o                       To m b al i 6 5 .1 3. 6 6 8 .3 77 .0 2 10 0 .2 0 .5 14 4 1. 1 1. 0 16 2 Q u in ar a 4 3. 3 2 .9 6 3. 0 77 .1 11 7 2 .0 0 .6 74 2 .4 0 .9 9 0 O io 4 5 .0 3. 2 6 4 .3 75 .3 6 35 0 .2 0 .3 4 0 8 1. 1 1. 4 4 78 B io m b o 2 .0 .7 5 1. 7 77 .3 2 2 9 0 .0 0 .0 11 9 0 .3 0 .1 17 7 B ol am a/ B ija g ós 2 7. 2 2 .0 5 2 .4 77 .5 5 6 * * 2 9 (8 .5 ) (1 .2 ) 4 4 B af at á 17 .1 1. 8 71 .3 8 4 .3 34 8 0 .0 0 .2 2 4 8 1. 8 0 .5 2 9 3 G ab ú 4 .8 1. 2 70 .9 8 5 .3 37 7 0 .0 0 .0 2 6 8 0 .0 0 .1 32 2 C ac h eu 4 8 .8 2 .9 6 5 .2 8 0 .0 2 74 0 .5 0 .1 17 9 0 .9 0 .7 2 19 S A B 4 3. 4 3. 1 5 9 .5 8 6 .0 70 9 0 .5 0 .3 4 2 2 8 .5 1. 2 6 0 9 P ro ví n ci a N or te 37 .2 2 .6 6 2 .0 76 .8 11 38 0 .3 0 .2 70 5 0 .9 1. 0 8 74 Le st e 10 .7 1. 5 71 .1 8 4 .8 72 5 0 .0 0 .1 5 15 0 .8 0 .3 6 15 S u l 5 2 .9 3. 2 6 4 .3 77 .1 38 4 0 .7 0 .5 2 4 7 2 .6 1. 0 2 9 6 S A B 4 3. 4 3. 1 5 9 .5 8 6 .0 70 9 0 .5 0 .3 4 2 2 8 .5 1. 2 6 0 9 M ei o d e re si d ên ci a                       U rb an o 4 1. 4 2 .9 5 7. 8 8 3. 4 11 0 2 0 .6 0 .3 6 37 6 .3 1. 1 9 2 0 R u ra l 30 .0 2 .3 6 7. 6 79 .6 18 5 3 0 .1 0 .2 12 5 2 0 .9 0 .7 14 75 Id ad e                       36 -4 7 m es es 32 .4 2 .5 6 4 .5 8 2 .2 15 0 1 0 .3 0 .2 9 6 7 2 .6 0 .9 12 34 4 8 -5 9 m es es 36 .2 2 .6 6 3. 4 79 .8 14 5 5 0 .4 0 .3 9 2 2 3. 3 0 .8 11 6 1 191Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A C D .2 ( C O N T IN U A Ç Ã O ) : A P O IO À A P R E N D IZ A G E M P er ce n ta g em d e cr ia n ça s d e 3 6 -5 9 m es es c o m a s q u ai s o s ad u lt o s d o ag re g ad o se e n vo lv er am e m a ct iv id ad es q u e p ro m o ve m a a p re n d iz ag em e a p re p ar aç ão e sc o la r d u ra n te o s ú lt im o s tr ês d ia s e en vo lv im en to n es sa s ac ti vi d ad es p o r p ai s e m ãe s b io ló g ic o s, M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   P er ce nt ag em d e cr ia nç as c om a s q ua is o s ad ul to s d o ag re ga d o se en vo lv er am e m 4 o u m ai s ac tiv id ad es 1 N ú m er o m éd io d e ac ti vi d ad es c om ad u lt os m em b ro s d o ag re g ad o P er ce n ta g em d e cr ia n ça s a vi ve r co m : N ú m er o d e cr ia n ça c om id ad e 36 -5 9 m es es P er ce nt ag em d e cr ia nç as c om as q ua is o s p ai s b io ló gi co s se e n- vo lv er am e m 4 o u m ai s ac tiv id ad es 2 N ú m er o m éd io d e ac ti vi d ad es co m p ai s b io ló g ic os N ú m er o d e cr ia n - ça s co m id ad e 36 -5 9 m es es a vi ve r co m o s se u s p ai s b io ló g ic os P er ce nt ag em d e cr ia nç as c om q ue m a s m ãe s b io ló gi ca s se e n- vo lv er am e m 4 o u m ai s ac tiv id ad es 3 N ú m er o m éd io d e ac ti vi d ad es co m m ãe s b io ló g ic as N ú m er o d e cr ia n - ça s co m id ad e 36 -5 9 m es es a vi ve r co m a s su as m ãe s b io ló g ic as   P ai B io ló g ic o M ãe B io ló g ic a N ív el d e In st u çã o d a M ãe a                       N en h u m 2 7. 7 2 .2 6 8 .3 78 .6 18 14 0 .3 0 .2 12 39 0 .7 0 .7 14 2 5 P ri m ár io 36 .9 2 .6 6 1. 5 8 4 .7 70 7 0 .0 0 .2 4 35 2 .4 0 .9 5 9 8 S ec u n d ár io e m ai s 5 7. 3 3. 7 4 9 .6 8 5 .3 4 35 0 .9 0 .4 2 15 13 .1 1. 5 37 1 N ív el d e In st ru çã o d o P ai                       N en h u m 2 6 .1 2 .2 10 0 .0 9 1. 0 74 2 0 .0 0 .2 74 2 1. 2 0 .7 6 75 P ri m ár io 34 .8 2 .5 10 0 .0 9 2 .7 6 6 8 0 .1 0 .3 6 6 8 1. 1 0 .8 6 19 S ec u n d ár io e m ai s 4 9 .4 3. 2 10 0 .0 9 0 .9 4 6 7 1. 7 0 .6 4 6 7 4 .2 1. 0 4 2 5 O p ai n ão v iv e n o ag re g ad o 32 .9 2 .6 0 .0 6 2 .4 10 6 7 n a n a n a 4 .8 0 .9 6 6 6 E m fa lt a/ N S * * * * 12 * * 12 * * 10 In d ic e d e B em -E st ar E co n ó m ic o                       O m ai s p ob re 32 .6 2 .4 6 4 .1 75 .1 6 8 9 0 .3 0 .2 4 4 2 0 .7 0 .8 5 17 S eg u n d o 30 .0 2 .3 6 8 .6 8 0 .9 6 36 0 .3 0 .2 4 36 1. 5 0 .7 5 15 M éd io 2 7. 4 2 .3 6 4 .4 8 3. 6 6 4 8 0 .3 0 .2 4 17 1. 3 0 .8 5 4 1 Q u ar to 36 .5 2 .7 5 9 .1 8 2 .7 5 5 0 0 .4 0 .2 32 5 6 .2 0 .9 4 5 5 O m ai s ri co 5 0 .5 3. 4 6 2 .2 8 4 .6 4 31 0 .5 0 .4 2 6 8 6 .9 1. 1 36 5 1 I n d ic ad o r M IC S 6 .2 - A p o io à a p re n d iz ag em 2 In d ic ad o r M IC S 6 .3 - A p o io d o p ai à a p re n d iz ag em 3 In d ic ad o r M IC S 6 .4 - A p o io d a m ãe à a p re n d iz ag em a A c ar ac te rí st ic a d e b as e n ív el d e in st ru çã o d a m ãe r ef er e- se a o n ív el d e in st ru çã o d o in q u ir id o n o Q u es ti on ár io d e C ri an ça s M en or es d e 5 A n os e a b ra n g e m ãe s e ed u ca d or as p ri n ci p ai s, q u e fo ra m e n tr ev is ta d as q u an d o a m ãe n ão s e en co n tr a n o m es m o ag re g ad o. U m a ve z q u e o in d ic ad or 6 .4 s e re fe re a o ap oi o d a m ãe b io ló g ic a à ap re n d iz ag em , e st a ca ra ct er ís ti ca d e b as e re fe re -s e ap en as a os n ív ei s d e in st ru çã o d as m ãe s b io ló g ic as q u an d o ca lc u la d a p ar a o in d ic ad or e m q u es tã o * V al or es b as ea d os e m m en os d e 2 5 c as os n ão p on d er ad os ; n a: n ão s e ap lic a 192 GUINÉ-BISSAU Nota-se diferenças de género em termos de envolvimento de adultos em actividades com crianças. Neste caso, para uma maior proporção de crianças do sexo masculino (41%), os pais envolveram-se em actividades em comparação com as do sexo feminino (28%). Entre as crianças que vivem nos meios urbanos (41%), há maior proporção de adultos envolvidos com crianças na aprendizagem e em activi- dades de preparação para a escola do que nos meios rurais (30%). Foram também observadas grandes diferenças por região e situação socioeconómica. O envolvimento de adultos em actividades com crian- ças foi maior na Região de Tombali (65%) e mais baixos nas Regiões de Biombo (2%) e Gabú (5%). O envolvimento de adultos em actividades com crianças a viver nos agregados mais ricos é de 51% e com as que vivem nos agregados mais pobres (33%). O contacto com livros nos primeiros anos é importantes para o desempenho escolar mais tarde. Não só proporciona à criança uma maior compreensão da natureza do material impresso, mas também pode dar à criança oportunidades de ver os outros a ler, como por exemplo os irmãos mais velhos a fazer os trabalhos escolares de casa. A presença de livros é importante para o desempenho escolar mais tarde. As mães/educadoras de todas as crianças menores de 5 anos foram questionadas quanto ao número de livros infantis ou livros de gravuras que têm em casa para os filhos, objectos do agregado ou objec- tos exteriores e brinquedos feitos em casa ou brinquedos comprados numa loja, que estão disponíveis em casa e que as crianças podem usar para brincar. Na Guiné-Bissau, menos de 1% das crianças de 0-59 meses vive em agregados em que pelo menos 3 livros infantis estão presentes para a criança (Tabela CD.3). A proporção de crianças com 10 ou mais livros é nula. Apesar de não se observar diferenças de género, as crianças urbanas parecem ter mais acesso a livros infantis do que as que vivem em agregados rurais. A proporção de crianças com menos de 5 anos que têm 3 ou mais livros infantis é de 1% no meio urbano, em comparação com quase zero porcento no meio rural. A presença de livros infantis é correlacionada positivamente com a idade da criança. 193Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA CD.3: MATERIAIS DE APRENDIZAGEM Percentagem de crianças menores de 5 anos por números de livros infantis presentes no agregado e por brinquedos com que a criança brinca, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de crianças a viver num agregado que tem para a criança: Percentagem de crianças que brincam com: Número de crianças menores de 5 anos 3 ou mais livros infantis 1 10 ou mais livros infantis Brinquedos feitos em casa Brinquedos de uma loja/ fabricados Objectos do agregado/ objectos en- contrados no exterior Dois ou mais tipos de brin- quedos 2 Total 0.5 0.0 33.3 22.3 42.1 31.2 7573 Sexo               Masculino 0.6 0.0 30.8 21.1 41.2 29.2 3847 Feminino 0.3 0.0 35.9 23.5 43.1 33.3 3726 Região               Tombali 0.2 0.0 43.8 25.5 56.3 42.6 561 Quinara 0.0 0.0 21.5 35.4 78.0 36.6 287 Oio 0.1 0.0 25.4 8.8 35.9 24.4 1611 Biombo 0.2 0.0 3.6 10.8 52.8 5.1 576 Bolama/Bijagós 0.6 0.0 16.6 22.5 46.4 25.2 145 Bafatá 0.2 0.0 23.5 19.3 37.1 22.2 904 Gabú 0.1 0.0 41.2 11.6 27.6 27.5 979 Cacheu 0.0 0.0 51.0 18.0 54.8 44.9 721 SAB 1.6 0.0 43.5 43.9 39.2 43.0 1789 Província Norte 0.1 0.0 27.4 11.5 43.9 25.6 2908 Leste 0.1 0.0 32.7 15.3 32.2 24.9 1883 Sul 0.2 0.0 33.4 27.9 61.1 38.3 993 SAB 1.6 0.0 43.5 43.9 39.2 43.0 1789 Meio de residência               Urbano 1.2 0.0 41.5 38.9 41.2 40.2 2743 Rural 0.1 0.0 28.7 12.8 42.6 26.1 4830 Idade               0-23 meses 0.0 0.0 25.2 18.4 23.6 19.3 3117 24-59 meses 0.8 0.0 39.0 24.9 55.1 39.6 4456 Nível de Instrução da Mãe               Nenhum 0.0 0.0 31.1 12.6 42.4 27.6 4390 Primário 0.3 0.0 33.8 25.6 41.9 31.4 2054 Secundário e mais 2.6 0.0 41.0 53.7 41.7 45.0 1129 Indice de Bem-Estar Económico               O mais pobre 0.0 0.0 26.4 11.4 45.0 24.3 1763 Segundo 0.0 0.0 30.2 13.0 42.3 27.7 1704 Médio 0.0 0.0 30.0 16.8 39.5 27.1 1668 Quarto 0.2 0.0 39.2 32.9 44.6 38.4 1388 O mais rico 3.1 0.0 47.5 50.2 38.0 45.6 1049 1 Indicador MICS 6.5 - Disponibilidade de livros infantis 2 Indicador MICS 6.6 - Disponibilidade de brinquedos 194 GUINÉ-BISSAU A Tabela CD.3 mostra que 31% das crianças de 0-59 meses tinha 2 ou mais tipos de brinquedos para brincar em casa. Os tipos de brinquedos incluídos no questionário foram brinquedos caseiros (como bonecas e carros ou outros brinquedos feitos em casa), brinquedos que vieram de uma loja e objectos do agregado (como potes e tigelas) ou objectos e materiais encontrados fora de casa (como varas, pedras, conchas de animais ou folhas). É interessante notar que 22% das crianças brinca com brinquedos de uma loja/brinquedos fabricados. No entanto, as percentagens para outros tipos de brinquedos (objectos encontrados no exterior do agregado e brinquedos feitos em casa) represen- tam respectivamente 42% e 33%. A proporção de crianças que têm 2 ou mais tipos de brinquedo para brincar é de 29% entre os rapazes e de 33% entre as meninas. Além disso, constata-se também que o meio de residência influencia a existência de dois ou mais brinquedos no agregado familiar sendo 40% para a zona urbana contra 26% no meio rural. São também constatadas diferenças a favor das mães mais instruídas e dos agregados mais ricos. De acordo com os resultados, 45% das crianças cujas mães têm instrução secundária e mais têm mais possibilidades de obter dois ou mais tipos de brinquedos do que às das mães sem instrução (28%). De igual modo, diferenças são notá- veis entre crianças das mães dos agregados mais ricos (46%) e dos agregados mais pobres (24%). Sabe-se que deixar as crianças sozinhas ou na presença de outra criança pequena aumenta o risco de acidentes2. No MICS5, foram feitas duas perguntas para determinar se as crianças de 0-59 meses foram deixadas sozinhas durante a semana que precedeu a entrevista e se as crianças foram deixa- das aos cuidados de outra criança menores de 10 anos de idade. A Tabela CD.4 mostra que 21% das crianças de 0-59 meses foram deixadas aos cuidados de outras crianças, ao passo que 24% ficaram sozinhas durante a semana que precedeu a entrevista. Combi- nando os dois indicadores de cuidados, um total de 31% de crianças foram deixadas em cuidados inadequados durante a semana anterior, ou porque ficaram sozinhas ou aos cuidados de outra crian- ça. Não foram praticamente observadas diferenças por sexo da criança, porém quanto ao meio de residência, a maior parte de crianças nesta situação encontram-se do meio urbano com um total de 39% contra 26% do meio rural. Por outro lado, os cuidados inadequados são mais predominantes entre crianças cujas mães têm o ensino secundário e mais (43%) em comparação com crianças cujas mães não têm instrução (27%). As crianças de 24-59 meses que foram deixadas com cuidados ina- dequados são mais (36%) do que as de 0-23 meses (23%). Em relação à situação socioeconómica do agregado, esta não influencia a relação em termos de padrões do bem-estar económico. Neste caso, os cuidados inadequados são mais predominantes entre crianças dos agregados do quarto quintil e quinto quintil (39% cada), em comparação com as crianças dos agregados do segundo quintil (28%) e dos agregados mais pobres (27%). Os cuidados inadequados são mais acentuados na região de Tombali (66%) do que no Oio (5%). 2 Grossman, David C. (2000). A História do Controlo de lesões e a Epidemiologia da Criança e Lesões do Adolescente. O Futuro das Crianças, 10(1), 23-52 195Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA CD.4: CUIDADOS INADEQUADOS Percentagem de crianças menores de 5 anos que ficaram sozinhas ou foram deixadas aos cuidados de outra criança menores de 10 anos durante mais de uma hora, pelo menos uma vez na semana passada, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de crianças menores de 5 anos: Número de crianças menores de 5 anos Deixadas sozinhas na semana passada Deixadas aos cuidados de outra criança com menos de 10 anos na semana passada Deixadas com cuidados inadequados na semana passada 1 Total 24.2 21.0 30.6 7573 Sexo         Masculino 24.8 21.1 30.7 3847 Feminino 23.7 20.9 30.5 3726 Região         Tombali 47.0 55.7 65.9 561 Quinara 9.5 3.8 10.5 287 Oio 2.1 4.6 4.9 1611 Biombo 23.5 23.5 33.3 576 Bolama/Bijagós 24.4 39.1 46.4 145 Bafatá 11.2 7.6 15.3 904 Gabú 36.1 30.1 36.6 979 Cacheu 24.2 16.6 36.4 721 SAB 39.7 28.8 45.9 1789 Província Norte 11.8 11.3 18.3 2908 Leste 24.2 19.3 26.4 1883 Sul 32.9 38.3 47.0 993 SAB 39.7 28.8 45.9 1789 Meio de residência         Urbano 32.6 25.3 38.9 2743 Rural 19.5 18.5 25.9 4830 Idade         0-23 meses 16.7 16.2 23.4 3117 24-59 meses 29.5 24.3 35.6 4456 Nível de Instrução da Mãe         Nenhum 21.6 19.2 27.2 4390 Primário 23.3 21.8 30.9 2054 Secundário e mais 36.1 26.6 43.1 1129 Indice de Bem-Estar Económico         O mais pobre 20.0 21.1 27.3 1763 Segundo 21.3 20.6 27.8 1704 Médio 20.5 16.5 25.6 1668 Quarto 31.5 25.0 38.5 1388 O mais rico 32.4 23.3 38.2 1049 1 Indicador MICS 6.7 - Cuidados inadequados Estado de Desenvolvimento das Crianças O desenvolvimento da criança na primeira infância é definido como um processo ordeiro, previsível ao longo duma via contínua, no qual uma criança aprende a lidar com níveis mais complicados de pensa- mento, movimento, fala, sentimento e relacionamento com os outros. O crescimento físico, as compe- tências de leitura e cálculo, o desenvolvimento sócio-emocional e a prontidão para aprender são áreas vi- tais do desenvolvimento global de uma criança, que é a base para o desenvolvimento humano em geral3. 3 Shonkoff J, and Phillips D, (eds), De neurónios a bairros: a ciência do desenvolvimento da primeira infância. Comité para a Integração da Ciência no Desenvolvimento da Primeira Infância, Conselho Nacional de Investigação, 2000. 196 GUINÉ-BISSAU Foi utilizado um módulo com 10 pontos para calcular o Índice de Desenvolvimento na Primeira Infância (ECDI). A finalidade principal do ECDI é fundamentar a política pública relativa ao estado de desen- volvimento das crianças na Guiné-Bissau. O índice baseia-se em marcos seleccionados que se espera que as crianças atinjam aos 3 e 4 anos. Os 10 pontos são usados para determinar se as crianças têm um desenvolvimento adequado em quatro áreas: • Leitura-cálculo: As crianças são identificadas como tendo um desenvolvimento adequado se conseguirem identificar/dizer o nome de pelo menos dez letras do alfabeto, se conseguirem ler pelo menos quatro pa- lavras simples, comuns, e se sabem o nome e reconhecem todos os números de 1 a 10. Se pelo menos dois forem verificados, então a criança é considerada com um desenvolvimento adequado. • Físico: Se a criança consegue apanhar do chão um objecto pequeno com dois dedos, como um pau ou uma pedra e/ou quando a mãe/educadora não indicar que a criança às vezes está demasiado doente para brincar, então a criança é considerada ter conseguido um desenvolvimento físico adequado. • Sócio-emocional: Considera-se que as crianças estão em boa via de desenvolvimento socio-emocional se pelo menos dois dos seguintes forem indicadores atingidos: se a criança se der bem com outras crianças, se a crianças não der pontapés, não morder nem bater noutras crianças e se a criança não se distrair facilmente. • Aprendizagem: Se a criança seguir indicações simples sobre como fazer algo correctamente e/ou se quando lhe mandam fazer alguma coisa, consegue fazer sozinha, então é considerada com um desenvolvimento ade- quado nesta área. Então o ECDI é calculado como a percentagem de crianças que têm um desenvolvimento adequado em pelo menos três destas quatro áreas. Os resultados sobre o Índice de desenvolvimento na primeira infância são apresentados na Tabela CD.5. Na Guiné-Bissau, 61% das crianças de 36-59 meses apesentam um desenvolvimento adequa- do. O ECDI é menor entre rapazes (56%) do que entre as meninas (66%). Como previsto, o ECDI é muito mais alto nas faixas etárias mais avançadas (67% para as crianças de 48-59 meses comparado com 55% entre 36-47 meses de idade), uma vez que as crianças aumentam as suas competências com o aumento da idade. Constata-se um maior ECDI nas crianças que frequentaram programas de ensino para a pequena infância com 75% em comparação com 59% entre as crianças que não frequentaram. Curiosamente, as crianças que vivem nos agregados mais pobres têm um ECDI mais elevado (67%) em comparação com as crianças que vivem nos agregados mais ricos (60%). No con- cernente ao meio de residência, o ECDI é maior entre crianças do meio rural (62%) relativamente às do meio urbano (59%). A análise das quatro áreas do desenvolvimento infantil mostra que 89% das crianças tem um desen- volvimento adequado a nível do desenvolvimento físico e 87% na área da aprendizagem, mas um de- senvolvimento um pouco inferior (73%) na área sócio-emocional e na área de leitura-cálculo (apenas 8%). Em cada área, a pontuação mais alta é associada à frequência de um programa de ensino para a primeira infância, a idade e o sexo, sendo uma predominância na faixa 48-59 meses e nas raparigas. 197Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA CD.5: ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO NA PRIMEIRA INFÂNCIA Percentagem de crianças com 36-59 meses que estão na boa via de desenvolvimento nas áreas de leitura - cálculo, física, sócio-emocional e aprendizagem, e o seu índice de desenvolvimento na primeira infância, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de crianças de 36-59 meses que estão na boa via do desenvolvimento nas áreas indicadas: Índice de desenvolvimento na primeira infância 1 Número de criança com idade 36-59 meses Leitura - cálculo Físico Sócio- emocional Aprendizagem Total 8.2 89.3 72.9 86.5 61.0 2955 Sexo             Masculino 7.0 89.8 69.0 84.1 55.9 1464 Feminino 9.3 88.8 76.8 88.8 65.9 1492 Região             Tombali 4.2 94.1 71.3 92.1 65.3 210 Quinara 4.0 89.0 85.1 78.7 69.1 117 Oio 2.6 93.9 90.6 87.8 75.8 635 Biombo 2.1 79.4 73.4 79.6 47.6 229 Bolama/Bijagós 17.1 98.6 83.8 73.3 63.3 56 Bafatá 1.9 89.3 61.1 88.3 53.2 348 Gabú 1.8 86.1 63.8 94.9 53.8 377 Cacheu 1.8 97.6 67.0 83.8 60.3 274 SAB 25.2 84.8 67.6 83.9 57.1 709 Meio de residência             Urbano 19.0 87.7 69.0 85.4 58.9 1102 Rural 1.7 90.2 75.3 87.1 62.2 1853 Idade             36-47 meses 4.0 88.6 70.8 80.9 54.9 1501 48-59 meses 12.5 90.1 75.2 92.2 67.2 1455 Frequência do ensino pré-escola Frequenta 48.3 90.4 70.9 91.5 75.1 387 Não frequenta 2.1 89.1 73.3 85.7 58.8 2569 Nível de Instrução da Mãe             Nenhum 2.3 88.7 74.0 86.7 59.8 1814 Primário 9.1 90.4 70.0 86.9 59.8 707 Secundário e mais 31.1 90.0 73.2 84.8 67.8 435 Indice de Bem-Estar Económico             O mais pobre 1.3 91.9 80.1 84.4 66.8 689 Segundo 3.3 90.0 74.2 88.0 61.5 636 Médio 2.6 88.1 71.3 88.3 57.5 648 Quarto 12.8 87.9 66.5 88.3 58.1 550 O mais rico 28.8 87.8 70.5 82.5 59.7 431 1 Indicador MICS 6.8 - Índice de desenvolvimento na pequena infância 198 GUINÉ-BISSAU 199Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 X. ALFABETIZAÇÃO E EDUCAÇÃO ALFABETIZAÇÃO ENTRE MULHERES E HOMENS JOVENS Assegurar a alfabetização dos adultos e de uma maneira particular das mulheres constitui uma das me- tas para medir os progressos alcançados no domínio do ensino e é um indicador dos ODM, relacionado tanto com homens como com mulheres. Os resultados do nosso estudo baseiam-se em mulheres e homens dos 15-24 anos de idade. A taxa de alfabetização dos jovens reflecte os resultados do ensino primário mais ou menos nos últi- mos 10 anos. Como uma medida da eficácia do sistema de ensino básico, é muitas vezes vista como uma medida indirecta do progresso social e de bem-estar económico. A alfabetização é avaliada se- gundo a habilidade de um inquirido de ler uma frase curta simples ou baseia-se na frequência escolar. A percentagem de alfabetizados é apresentada nas Tabelas ED.1 e ED.1M. As Tabelas indicam que ape- nas metade das mulheres jovens (51%) e um pouco mais de dois terços dos homens jovens (70%) na Guiné-Bissau são alfabetizados. Das mulheres que declararam que o ensino primário era o seu mais alto nível de instrução, apenas 33% eram na realidade capaz de ler a frase que lhe foi mostrada e 49% entre homens da mesma idade. Quanto ao meio de residência, o nível de alfabetização das mulheres jovens no meio rural é três vezes menor que o do meio urbano, representando 25% e 73%, respectivamente. E para os homens jovens a relação é de 54% no meio rural e 86% no meio urbano. Em termos gerais, o nível de alfabetização no meio urbano é mais elevada do que do meio rural, tanto para mulheres jovens, assim como para homens jovens e com maior predominância dos homens. No que concerne as Regiões, Gabú apresenta o nível de alfabetização mais baixo entre mulheres jo- vens de 15-24 anos (22%), assim cmo também entre os homens jovens (36%), enquanto que o SAB apresenta o nível de alfabetização mais alto entre os jovens de 15-24 anos (mulheres (77%) e homens (88%). Em relação aos quintis de Bem-Estar Economico, tanto para as mulheres assim como para os homens, a variação é proporcional ao nível de vida. Os mais rico apresentam valores mais elavados 82% para as mulheres e 92% para os homens, comparativamente com os mais pobres com 21% entre as mulheres e 57 entre os homens. 200 GUINÉ-BISSAU TABELA ED.1: ALFABETIZAÇÃO (MULHERES JOVENS) Percentagem de mulheres de 15-24 anos que são alfabetizadas, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem alfabetizada 1 Percentagem desconhecida Número de mulheres de 15-24 anos Total 50.5 0.5 4362 Região       Tombali 24.3 0.4 254 Quinara 29.0 0.5 141 Oio 24.5 0.0 699 Biombo 50.4 0.0 302 Bolama/Bijagós 62.1 0.0 82 Bafatá 30.2 0.2 444 Gabú 21.6 0.0 389 Cacheu 55.6 1.6 354 SAB 77.2 0.7 1697 Província Norte 38.4 0.4 1355 Leste 26.2 0.1 832 Sul 32.2 0.4 477 SAB 77.2 0.7 1697 Meio de residência       Urbano 72.5 0.6 2357 Rural 24.7 0.4 2005 Nível de Instução       Nenhum 0.7 1.1 896 Primário 32.8 0.6 1887 Secundário e mais 100.0 0.0 1578 Idade       15-19 52.7 0.5 2291 20-24 48.1 0.4 2071 Indice de Bem-Estar Económico       O mais pobre 21.4 0.2 666 Segundo 30.4 0.3 770 Médio 32.6 0.3 784 Quarto 63.2 0.8 963 O mais rico 81.6 0.6 1178 1 Indicador MICS 7.1; Indicador ODM 2.3 - Taxa de alfabetização entre mulheres jovens 201Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA ED.1M: ALFABETIZAÇÃO (HOMENS JOVENS) Percentagem de homens de 15-24 anos que são alfabetizados, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem alfabetizada 1 Percentagem desconhecida Número de homens de 15-24 anos Total 70.4 1.0 1965 Região       Tombali 61.3 2.4 117 Quinara 75.2 2.3 74 Oio 53.0 0.7 307 Biombo 81.9 0.0 138 Bolama/Bijagós (82.9) (13.3) 44 Bafatá 49.0 0.0 163 Gabú 35.5 0.6 196 Cacheu 77.1 2.7 186 SAB 88.0 0.2 740 Província Norte 66.4 1.1 632 Leste 41.6 0.3 359 Sul 69.7 4.4 235 SAB 88.0 0.2 740 Meio de residência       Urbano 85.9 0.3 1019 Rural 53.8 1.8 947 Nível de Instrução       Nenhum 0.5 5.5 174 Primário 49.2 1.3 804 Secundário e mais 100.0 0.0 988 Idade       15-19 67.0 1.1 1111 20-24 74.8 1.0 855 Indice de Bem-Estar Económico       O mais pobre 57.3 1.3 319 Segundo 55.0 1.6 344 Médio 54.9 1.7 392 Quarto 83.3 0.8 450 O mais rico 91.7 0.0 461 1 Indicador MICS 7.1; Indicador ODM 2.3 - Taxa de alfabetização entre homens jovens [M] PREPARAÇÃO PARA A ESCOLA A frequência do ensino pré-escolar é importante para preparar as crianças para a escola. A Tabela ED.2 mostra a proporção de crianças no seu primeiro ano do ensino primário (independentemente da idade), que frequentaram o pré-escolar no ano anterior1. Em geral, 29% das crianças que estão a frequentar ac- tualmente o primeiro ano do ensino primário frequentaram o pré-escolar no ano anterior. A proporção entre rapazes é ligeiramente inferior (28%) em relação às meninas (30%), ao passo que um terço das crianças no primeiro ano no meio urbano (33%) frequentaram o pré-escolar no ano anterior comparado com um pouco mais de um quarto (27%) de crianças a viver nas zonas rurais. A situação socioeconómi- ca parece ter uma correlação positiva com a preparação para a escola – o indicador é apenas 28% nos agregados mais pobres e atinge 44% entre as crianças que vivem nos agregados mais ricos. De notar a grande disparidade entre a Província do Leste e as demais Províncias, onde apenas 8% das crianças frequentaram o pré-escolar no ano anterior. 1 O cálculo do indicador não exclui repetentes e, portanto, é inclusivo tanto de crianças que estão a frequentar o ensino primário pela primeira vez, como das que estiveram no primeiro ano do ensino primário no ano lectivo anterior e estão a repetir. As crianças repetentes podem ter frequentado o pré-escolar antes do ano lectivo durante o qual frequentaram o primeiro ano do ensino primário pela primeira vez; estas crianças não estão incluí- das no numerador do indicador. 202 GUINÉ-BISSAU TABELA ED.2: PREPARAÇÃO PARA A ESCOLA Percentagem de crianças a frequentar o primeiro ano do ensino primário e que frequentaram o ensino pré-escolar no ano anterior, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de crianças a frequentarem o pri- meiro ano do ensino primário que frequentaram o ensino pré-escolar no ano anterior 1 Número de crianças a frequentarem o 1º ano do ensino primário Total 28.8 2301 Sexo     Masculino 27.8 1188 Feminino 30.0 1113 Região     Tombali 66.4 173 Quinara 12.4 136 Oio 40.4 528 Biombo 14.3 267 Bolama/Bijagós 34.4 56 Bafatá 9.5 275 Gabú 7.1 285 Cacheu 55.1 73 SAB 34.4 509 Província Norte 33.6 868 Leste 8.3 560 Sul 41.4 365 SAB 34.4 509 Meio de residência     Urbano 32.8 833 Rural 26.6 1468 Nível de Instrução da Mãe Nenhum 27.0 1423 Primário 27.6 535 Secundário e mais 46.3 265 A mãe não vive no agregado (21.5) 38 Em falta/NS * 1 Indice de Bem-Estar Económico     O mais pobre 28.1 619 Segundo 22.9 480 Médio 25.7 453 Quarto 29.2 448 O mais rico 44.1 301 1 Indicador MICS 7.2 - Preparação para a escola PARTICIPAÇÃO NO ENSINO PRIMÁRIO E NO SECUNDÁRIO O acesso universal ao ensino primário e a sua conclusão pelas crianças do mundo são um dos Objec- tivos de Desenvolvimento do Milénio. A educação é um requisito prévio e fundamental para combater a pobreza, empoderar as mulheres, proteger as crianças de trabalho perigoso e abusivo, promover os direitos humanos e a democracia, proteger o ambiente e influenciar o crescimento da população. Conforme a nova Lei de base do Sistema Educativo da Guiné-Bissau aprovada em Setembro de 2009 e que entrou em vigor no ano lectivo de 2010-2011, as crianças entram no ensino básico aos 6 anos de idade e no ensino secundário aos 12 anos. Há 9 anos de escolaridade no ensino básico (faixa etária compreendida entre 6-12 anos de idade) e 3 anos no ensino secundário. No ensino básico, os anos são designados por 1º ano a 9º ano, dividido em 3 ciclos; ( 1º ciclo, da 1ª a 4ª classe; 2º ciclo, 5ª e 6 classe e 3º ciclo 7ª a 9ª classe. O ano lectivo normalmente vai de Outubro de um ano a Julho do ano seguinte. 203Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 Das crianças que têm idade de entrada no ensino primário (6 anos) na Guiné-Bissau, 31% está a fre- quentar o primeiro ano do ensino primário. Não existem diferenças de género. Contudo, estão pre- sentes diferenças por região e por meio urbano/rural. Por exemplo, o valor do indicador varia de 9% na Região de Cacheu para 42% em Biombo. A participação das crianças no ensino primário é mais atempada no meio urbano (40%) do que no meio rural (26%). É observada uma correlação com o nível de instrução da mãe e com a situação socioeconómica. Para as crianças de 6 anos cujas mães têm pelo menos o ensino secundário, 50% estava a frequentar o 1º ano. Nos agregados mais ricos, a proporção é de 37% e nos agregados mais pobres 27%. TABELA ED.3: ENTRADA NO ENSINO PRIMÁRIO Percentagem de crianças com idade para entrar no ensino primário e a entrar no 1º ano (taxa líquida de admissão), MICS5, Guiné - Bissau, 2014   Percentagem de crianças com idade para entrar no ensino primário a entrar no 1º ano 1 Número de crianças com idade para entrar no ensino primário Total 31.1 1511 Sexo     Masculino 31.0 820 Feminino 31.4 691 Região     Tombali 36.2 107 Quinara 34.3 64 Oio 30.8 279 Biombo 42.0 116 Bolama/Bijagós (38.6) 34 Bafatá 26.5 190 Gabú 24.5 188 Cacheu 9.1 136 SAB 38.7 397 Província Norte 27.7 531 Leste 25.5 378 Sul 36.0 205 SAB 38.7 397 Meio de residência     Urbano 39.5 578 Rural 25.9 932 Nível de Instrução da Mãe     Nenhum 24.1 979 Primário 41.3 341 Secundário e mais 49.5 187 A mãe não vive no agregado * 3 Indice de Bem-Estar Económico     O mais pobre 27.2 334 Segundo 23.9 327 Médio 27.8 327 Quarto 42.2 314 O mais rico 37.4 208 1 Indicador MICS 7.3 - Taxa líquida de admissão no ensino primário (.) Valores baseados entre 25-49 casos não ponderados 204 GUINÉ-BISSAU A Tabela ED.4 fornece a percentagem de crianças com idade para o ensino primário 6 a 12 anos que es- tão a frequentar o ensino primário2 e as que estão fora da escola. A maioria das crianças com idade para o ensino primário (6-12 anos) está a frequentar a escola (62%). Contudo, 38% destas crianças estão fora da escola, devido sobretudo a uma taxa de frequência muito baixa (32%) para crianças de 6 anos, que parecem estar a começar a escola mais tarde. No meio urbano, 74% das crianças frequentam a escola ao passo que nas zonas rurais, a frequência é de apenas 54%. Nota-se uma certa correlação entre a frequência escolar das crianças com o nível de educação da mãe da criança e o bem-estar económico do agregado familiar. A taxa líquida de frequência escolar aumenta com o aumento do nível de instru- ção da mãe, chegando o uintil dos mais ricos a atingir 79% contra 57% dos mais pobres. Entre rapazes e raparigas, não se verifica diferenças significativas, quanto aos indicadores da frequência escolar das crianças no primeiro ano do ensino primário. A taxa líquida de frequência do ensino secundário é apresentada na Tabela ED.53. Mais dramático que no ensino primário, apenas menos de um quinto (20%) das crianças está a frequentar o ensino secun- dário. Da parte restante, pouco mais de metade está a frequentar o ensino básico (58%), e acima de um quinto (22%) de crianças com idade para o ensino secundário está completamente fora da escola. Re- gistou-se uma ligeira diferença entre a taxa líquida da frequência do ensino secundário para as crianças do sexo masculino em relação às do sexo feminino, representando 23% contra 18%, respectivamente. A taxa líquida de frequência no ensino secundário das crianças do meio urbano é 5 vezes mais elevada (35%) que a do meio rural (5%). Esta disparidade se verifica entre rapazes e raparigas do meio urbano e rural. Constata-se ainda que a taxa líquida de frequência no ensino secundário aumenta com o au- mento do nível de instrução da mãe, assim como com o nível de requiza das familais. As crianças per- tencentes ao quintis mais ricos tém maior chanche de ir a escola, comparativamente com as do quintil dos mais pobres. 2 Os rácios apresentados nesta tabela são “ajustados” uma vez que incluem não só a frequência do ensino primário mas também a frequência do ensino secundário no numerador. 3 As taxas apresentadas nesta tabela são “ajustadas” porque incluem não só a frequência do ensino secundário, mas também a frequência de níveis superiores no numerador. 205Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A E D .4 : F R E Q U Ê N C IA D O E N S IN O P R IM Á R IO E C R IA N Ç A S F O R A D A E S C O L A P er ce n ta g em d e cr ia n ça s co m id ad e p ar a o en si n o p ri m ár io a fr eq u en ta re m o e n si n o p ri m ár io o u s ec u n d ár io (t ax a lí q u id a d e fr eq u ên ci a aj u st ad a) , p er ce n ta g em a fr eq u en ta r o p ré -e sc o la r e p er ce n ta g em fo ra d a es co la , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   M as cu li n o F em in in o To ta l Ta xa lí q u id a d e fr eq u ên ci a (a ju st ad a) 1 P er ce n ta g em d e cr ia n ça s: N ú m er o d e cr ia n ça s Ta xa lí q u id a d e fr eq u ên ci a (a ju st ad a) 1 P er ce n ta g em d e cr ia n ça s: N ú m er o d e cr ia n ça s Ta xa lí q u id a d e fr eq u ên ci a (a ju st ad a) 1 P er ce n ta g em d e cr ia n ça s: N ú m er o d e cr ia n ça s N ão fr eq ue nt a a es co la o u o p ré -e sc ol ar F re q u en ta o p ré -e sc ol ar F or a d a es co la a N ão fr eq ue nt a a es co la o u o p ré -e sc ol ar F re q u en ta o p ré -e sc ol ar F or a d a es co la a N ão fr eq ue nt a a es co la o u o p ré -e sc ol ar F re q u en ta o p ré -e sc ol ar F or a d a es co la a T o ta l 6 2 .4 2 7. 3 10 .2 3 7. 6 4 15 1 6 2 .3 2 6 .6 11 .1 37 .7 38 9 1 6 2 .4 2 7. 0 10 .7 37 .6 8 0 4 2 R eg iã o                               To m b al i 6 2 .1 31 .5 6 .4 37 .9 2 9 1 6 4 .6 2 9 .9 5 .5 35 .4 2 5 3 6 3. 3 30 .8 6 .0 36 .7 5 4 4 Q u in ar a 6 6 .6 2 1. 9 11 .5 33 .4 17 3 6 3. 3 2 2 .4 14 .3 36 .7 16 6 6 5 .0 2 2 .1 12 .9 35 .0 33 9 O io 5 6 .8 3 8 .8 4 .4 4 3 .2 76 0 5 6 .2 39 .9 3. 9 4 3. 8 5 9 9 5 6 .5 39 .3 4 .2 4 3. 5 13 5 9 B io m b o 6 7. 8 2 8 .5 3. 7 3 2 .2 31 0 74 .3 2 2 .2 3. 5 2 5 .7 30 9 71 .1 2 5 .3 3. 6 2 8 .9 6 19 B ol am a/ B ija g ós 78 .2 12 .8 9 .0 2 1. 8 9 4 76 .2 16 .6 7. 2 2 3. 8 8 3 77 .3 14 .6 8 .1 2 2 .7 17 7 B af at á 4 7. 6 4 5 .6 6 .8 5 2 .4 4 6 7 4 8 .0 4 3. 8 8 .2 5 2 .0 4 4 6 4 7. 8 4 4 .7 7. 5 5 2 .2 9 13 G ab ú 4 4 .2 5 1. 4 4 .4 5 5 .8 5 37 4 8 .4 4 8 .0 3. 6 5 1. 6 4 79 4 6 .2 4 9 .8 4 .0 5 3. 8 10 16 C ac h eu 6 4 .5 10 .2 2 5 .4 3 5 .5 4 30 5 8 .2 13 .1 2 8 .7 4 1. 8 38 4 6 1. 5 11 .5 2 6 .9 38 .5 8 15 S A B 77 .6 6 .9 15 .5 2 2 .4 10 8 8 73 .1 10 .7 16 .2 2 6 .9 11 71 75 .3 8 .9 15 .9 2 4 .7 2 2 5 9 P ro ví n ci a N or te 6 1. 2 2 8 .5 10 .3 38 .8 15 0 0 6 1. 1 2 7. 7 11 .2 38 .9 12 9 3 6 1. 2 2 8 .1 10 .7 38 .8 2 79 3 Le st e 4 5 .8 4 8 .7 5 .5 5 4 .2 10 0 4 4 8 .2 4 6 .0 5 .8 5 1. 8 9 2 5 4 6 .9 4 7. 4 5 .7 5 3. 1 19 30 S u l 6 6 .2 2 5 .4 8 .4 33 .8 5 5 9 6 6 .1 2 5 .2 8 .7 33 .9 5 0 2 6 6 .2 2 5 .3 8 .5 33 .8 10 6 1 S A B 77 .6 6 .9 15 .5 2 2 .4 10 8 8 73 .1 10 .7 16 .2 2 6 .9 11 71 75 .3 8 .9 15 .9 2 4 .7 2 2 5 9 M ei o d e re si d ên ci a                               U rb an o 75 .5 10 .7 13 .8 2 4 .5 16 0 8 73 .3 12 .1 14 .6 2 6 .7 17 19 74 .3 11 .4 14 .2 2 5 .7 33 2 7 R u ra l 5 4 .2 37 .8 8 .0 4 5 .8 2 5 4 3 5 3. 6 38 .1 8 .3 4 6 .4 2 17 2 5 3. 9 37 .9 8 .1 4 6 .1 4 71 5 Id ad e n o in íc io d o a n o l ec ti vo                               6 32 .1 4 4 .9 2 3 .0 6 7. 9 8 2 0 32 .1 4 5 .4 2 2 .6 6 7. 9 6 9 1 32 .1 4 5 .1 2 2 .8 6 7. 9 15 11 7 4 9 .9 33 .6 16 .6 5 0 .1 72 7 5 6 .5 2 8 .3 15 .2 4 3. 5 70 5 5 3. 1 31 .0 15 .9 4 6 .9 14 32 8 6 4 .4 2 6 .3 9 .3 3 5 .6 6 9 0 6 3. 3 2 3. 3 13 .4 36 .7 6 31 6 3. 9 2 4 .9 11 .3 36 .1 13 2 1 9 71 .9 2 3 .4 4 .7 2 8 .1 6 5 8 72 .2 2 0 .9 6 .9 2 7. 8 6 9 5 72 .1 2 2 .1 5 .8 2 7. 9 13 5 4 10 8 2 .5 15 .2 2 .3 17 .5 5 8 9 74 .3 2 1. 2 4 .5 2 5 .7 6 37 78 .2 18 .3 3. 4 2 1. 8 12 2 7 11 8 4 .4 14 .5 1. 1 15 .6 6 6 7 8 0 .7 17 .8 1. 5 19 .3 5 32 8 2 .8 15 .9 1. 3 17 .2 11 9 8 N ív el d e In st ru çã o d a M ãe N en h u m 5 4 .6 3 6 .1 9 .3 4 5 .4 2 6 39 5 4 .4 35 .6 9 .9 4 5 .6 2 4 4 6 5 4 .5 35 .9 9 .6 4 5 .5 5 0 8 5 P ri m ár io 72 .2 15 .5 12 .2 2 7. 8 9 0 5 70 .0 14 .8 15 .2 30 .0 8 19 71 .2 15 .2 13 .6 2 8 .8 17 2 4 S ec u n d ár io e m ai s 8 2 .1 6 .0 11 .9 17 .9 5 8 6 8 2 .9 6 .8 10 .3 17 .1 6 13 8 2 .5 6 .4 11 .1 17 .5 11 9 9 A m ãe n ão v iv e n o ag re g ad o * * * * 2 0 * * * * 14 (8 2 .1 ) (1 4 .9 ) (3 .0 ) (1 7. 9 ) 34 In d ic e d e B em -E st ar E co n ó m ic o                               O m ai s p ob re 5 6 .4 36 .3 7. 3 4 3. 6 9 12 5 7. 9 36 .1 6 .1 4 2 .1 74 8 5 7. 1 36 .2 6 .7 4 2 .9 16 6 0 S eg u n d o 5 1. 8 3 9 .5 8 .7 4 8 .2 8 8 4 5 2 .6 38 .9 8 .5 4 7. 4 76 6 5 2 .2 39 .2 8 .6 4 7. 8 16 5 0 M éd io 5 6 .3 3 5 .0 8 .7 4 3. 7 8 6 2 5 6 .4 31 .9 11 .7 4 3. 6 8 14 5 6 .3 33 .5 10 .2 4 3. 7 16 75 Q u ar to 72 .1 15 .0 12 .8 2 7. 9 8 0 3 6 8 .4 16 .9 14 .7 31 .6 8 5 0 70 .2 16 .0 13 .8 2 9 .8 16 5 3 O m ai s ri co 8 0 .4 4 .4 15 .1 19 .6 6 9 0 76 .9 9 .0 14 .1 2 3. 1 71 4 78 .6 6 .8 14 .6 2 1. 4 14 0 4 1 I n d ic ad o r M IC S 7 .4 ; I n d ic ad o r O D M 2 .1 - T ax a lí q u id a d e fr eq u ên ci a d o e n si n o p ri m ár io ( aj u st ad a) a A p er ce n ta g em d e cr ia n ça s co m id ad e p ar a o en si n o p ri m ár io fo ra d a es co la s ão a s q u e n ão fr eq u en ta m a e sc ol a e as q u e fr eq u en ta m o e n si n o p ré -e sc ol ar * V al or es b as ea d os e m m en os d e 2 5 c as os n ão p on d er ad os 206 GUINÉ-BISSAU T A B E L A E D .5 : F R E Q U Ê N C IA D O E N S IN O S E C U N D Á R IO E C R IA N Ç A S F O R A D A E S C O L A P er ce n ta g em d e cr ia n ça s co m id ad e p ar a o en si n o se cu n d ár io a fr eq u en ta r o en si n o se cu n d ár io o u s u p er io r (t ax a lí q u id a d e fr eq u ên ci a aj u st ad a) , p er ce n ta g em a fr eq u en ta r a es co la p ri m ár ia e p er ce n ta g em fo ra d a es co la , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14 M as cu li n o F em in in o To ta l Ta xa lí q u id a d e fr eq u ên ci a (a ju st ad a) 1 P er ce n ta g em d e cr ia n ça s: N ú m er o d e cr ia n ça s Ta xa lí q u id a d e fr eq u ên ci a (a ju st ad a) 1 P er ce n ta g em d e cr ia n ça s : N ú m er o d e cr ia n ça s Ta xa lí q u id a d e fr eq u ên ci a (a ju st ad a) 1 P er ce n ta g em d e cr ia n ça s: N ú m er o d e cr ia n ça s F re q u en ta o en si n o p ri m ár io F or a d a es co la a F re q u en ta o en si n o p ri m ár io F or a d a es co la a F re q u en ta o en si n o p ri m ár io F or a d a es co la a T o ta l 2 2 .5 5 8 .3 19 .2 32 0 0 18 .1 5 7. 1 2 4 .8 30 35 2 0 .4 5 7. 7 2 1. 9 6 2 35 R eg iã o                     To m b al i 8 .6 6 9 .4 2 2 .0 2 18 6 .1 6 5 .9 2 8 .0 18 3 7. 5 6 7. 8 2 4 .7 4 0 1 Q u in ar a 11 .5 75 .2 13 .4 12 7 7. 7 6 8 .6 2 3. 6 9 6 9 .9 72 .3 17 .8 2 2 4 O io 12 .8 6 5 .9 2 1. 4 5 15 6 .2 5 3. 2 4 0 .6 4 16 9 .8 6 0 .2 2 9 .9 9 31 B io m b o 2 5 .1 6 4 .2 10 .7 2 4 0 15 .2 6 5 .7 19 .1 2 4 4 2 0 .1 6 5 .0 14 .9 4 8 4 B ol am a/ B ija g ós 17 .7 70 .4 11 .9 72 15 .0 71 .6 13 .4 6 9 16 .4 71 .0 12 .6 14 1 B af at á 7. 4 5 6 .4 36 .2 32 8 4 .0 4 4 .9 5 1. 1 32 8 5 .7 5 0 .6 4 3. 7 6 5 6 G ab ú 4 .8 4 1. 5 5 3. 7 34 7 2 .6 4 5 .1 5 2 .3 2 9 5 3. 8 4 3. 2 5 3. 0 6 4 2 C ac h eu 12 .6 78 .0 9 .4 32 3 9 .9 75 .9 14 .3 2 70 11 .3 77 .0 11 .6 5 9 3 S A B 4 5 .3 4 7. 9 6 .8 10 30 36 .2 5 5 .5 8 .3 11 34 4 0 .5 5 1. 9 7. 6 2 16 4 P ro ví n ci a N or te 15 .5 6 9 .1 15 .4 10 77 9 .6 6 3. 1 2 7. 3 9 31 12 .8 6 6 .3 2 0 .9 2 0 0 8 Le st e 6 .0 4 8 .8 4 5 .2 6 75 3. 4 4 5 .0 5 1. 7 6 2 3 4 .7 4 6 .9 4 8 .3 12 9 8 S u l 11 .0 71 .3 17 .6 4 17 8 .3 6 7. 8 2 3. 9 34 8 9 .8 6 9 .7 2 0 .5 76 5 S A B 4 5 .3 4 7. 9 6 .8 10 30 36 .2 5 5 .5 8 .3 11 34 4 0 .5 5 1. 9 7. 6 2 16 4 M ei o d e re si d ên ci a                     U rb an o 38 .9 5 2 .6 8 .5 14 9 0 30 .5 5 8 .2 11 .2 15 6 8 34 .6 5 5 .5 9 .9 30 5 8 R u ra l 8 .2 6 3. 3 2 8 .5 17 0 9 4 .9 5 5 .8 39 .3 14 6 8 6 .7 5 9 .8 33 .5 31 77 Id ad e n o in íc io d o a n o l ec ti vo                     12 3. 2 8 0 .9 15 .9 5 79 2 .9 79 .2 17 .9 5 0 8 3. 0 8 0 .1 16 .9 10 8 7 13 8 .4 71 .6 2 0 .0 6 2 7 9 .8 6 9 .4 2 0 .8 6 4 4 9 .1 70 .5 2 0 .4 12 71 14 19 .4 6 6 .6 14 .0 5 0 8 15 .6 6 5 .1 19 .3 4 6 0 17 .6 6 5 .9 16 .5 9 6 8 15 2 9 .3 4 8 .4 2 2 .4 5 11 18 .5 5 5 .6 2 5 .9 4 76 2 4 .1 5 1. 9 2 4 .1 9 8 6 16 39 .8 4 2 .3 17 .9 4 5 9 30 .6 4 1. 6 2 7. 8 4 5 0 35 .3 4 2 .0 2 2 .8 9 10 17 4 2 .3 3 2 .6 2 5 .1 5 16 35 .1 2 6 .4 38 .4 4 9 7 38 .8 2 9 .6 31 .6 10 13 N ív el d e In st ru çã o d a M ãe                     N en h u m 8 .2 6 8 .1 2 3. 7 13 8 2 5 .0 6 3. 7 31 .3 12 13 6 .7 6 6 .0 2 7. 2 2 5 9 6 P ri m ár io 2 4 .9 6 4 .8 10 .3 4 79 18 .9 72 .6 8 .4 4 35 2 2 .1 6 8 .6 9 .4 9 14 S ec u n d ár io 4 5 .6 4 8 .6 5 .8 32 7 37 .1 6 0 .1 2 .8 35 7 4 1. 2 5 4 .6 4 .2 6 8 3 N ão p od e se r d et er m in ad a b 3 3. 4 4 4 .9 2 1. 6 10 12 2 6 .5 4 1. 7 31 .8 10 2 8 2 9 .9 4 3. 3 2 6 .8 2 0 4 0 E m fa lt a/ N S * * * * * * * 2 * * * 2 In d ic e d e B em -E st ar E co n ó m ic o O m ai s p ob re 6 .3 72 .4 2 1. 3 5 8 2 4 .0 6 6 .6 2 9 .5 4 6 4 5 .3 6 9 .8 2 4 .9 10 4 6 S eg u n d o 6 .4 6 1. 4 32 .2 6 0 2 5 .2 5 7. 5 37 .3 5 4 6 5 .8 5 9 .5 34 .6 11 4 8 M éd io 13 .0 6 2 .1 2 4 .9 6 4 7 5 .1 5 4 .2 4 0 .7 5 76 9 .3 5 8 .4 32 .3 12 2 4 Q u ar to 3 0 .1 5 6 .2 13 .7 6 2 3 2 1. 6 6 1. 5 16 .8 6 76 2 5 .7 5 9 .0 15 .4 12 9 9 O m ai s ri co 5 0 .1 4 3. 2 6 .7 74 4 4 2 .4 4 9 .3 8 .3 77 4 4 6 .2 4 6 .3 7. 5 15 18 1 I n d ic ad o r M IC S 7 .5 - T ax a lí q u id a d e fr eq u ên ci a d o e n si n o s ec u n d ár io ( aj u st ad a) a A p er ce n ta g em d e cr ia n ça s co m id ad e p ar a o en si n o se cu n d ár io fo ra d a es co la s ão a s q u e n ão e st ão a fr eq u en ta r o en si n o p ri m ár io , s ec u n d ár io o u s u p er io r b C ri an ça s d e 15 a n os o u m ai s n a al tu ra d a en tr ev is ta c u ja s m ãe s n ão e st av am a v iv er n o ag re g ad o; * V al or es b as ea d os e m m en os d e 2 5 c as os n ão p on d er ad os 207Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 A percentagem de crianças que ingressa no primeiro ano e que eventualmente chega ao último ano do ensino primário é apresentada na Tabela ED.6. De todas as crianças que começam o primeiro ano de esco- laridade, a maioria (73%) chegam ao 6º ano. O MICS incluiu apenas perguntas sobre a frequência escolar no ano lectivo actual ou anterior. Assim, o indicador é calculado sinteticamente, calculando a probabilida- de cumulativa de sobrevivência do primeiro ao último ano do ensino primário, em oposição ao cálculo do indicador para uma coorte real que teria que ser seguida no momento em que um grupo de crianças entra no ensino primário até ao momento em que chega ao último ano do ensino primário. Os repetentes são excluídos do cálculo do indicador porque não se sabe se irão eventualmente graduar-se. A título de exem- plo, a probabilidade de uma criança passar do primeiro para o segundo ano é calculada dividindo o nú- mero de crianças que passaram do primeiro para o segundo ano (durante dois anos lectivos consecutivos abrangidos pelo inquérito) pelo número de crianças que passaram do primeiro para o segundo ano, mais o número de crianças que estiveram no primeiro ano no ano anterior, mas abandonaram. Tanto o numera- dor como o denominador excluem crianças que repetiram durante os dois anos lectivos em consideração. Quanto ao sexo, constata-se uma pequena diferença entre a percentagem de rapazes e raparigas que entraram no primeiro ano do ensino primário e chegam ao último ano, representando 75% contra 72%, respectivamente. No meio urbano, mais de três quartos (83%) das crianças que entram no primeiro ano chegam ao último ano contra 65% do meio rural. Este indicador está relacionado com o nível de instrução da mãe da criança e o bem-estar económico, sen- do a percentagem das que entram no primeiro ano e chegam ao último ano do ensino primário aumenta com o aumento do nível de instrução da mãe e bem-estar económico do agregado, chegando os resulta- dos a atingir 91% das crianças cujas mães têm o nível secundário ou mais e a 84% nos agregados mais ricos. A taxa de conclusão do ensino primário e a taxa de transição para o ensino secundário são apresentadas na Tabela ED.7. A taxa de conclusão do ensino primário é o rácio do número total de alunos, indepen- dentemente da idade, que entram no último ano do ensino primário pela primeira vez, para o número de crianças com idade para concluir o ensino básico no início do ano lectivo actual ou mais recente. A Tabela ED.7 mostra que a taxa de conclusão do ensino primário é de 76%. Por outro lado, 73% das crianças que estavam a frequentar o último ano do ensino primário no ano lectivo anterior estão a fre- quentar o primeiro ano do ensino secundário no ano lectivo do inquérito. A tabela também fornece a taxa de transição “efectiva” que tem em conta a presença de repetentes no último ano do ensino primário. Este indicador reflecte melhor a situação na qual os alunos repetem o último ano do ensino primário, mas eventualmente fazem a transição para o secundário. A taxa simples de transição tende a subestimar a progressão dos alunos para o ensino secundário e supõe que os repetentes nunca che- gam ao ensino secundário. A Tabela ainda mostra que se espera que no total 89% de crianças no último ano do ensino básico prosseguem para o ensino secundário. Comparando estes indicadores por sexo, constata-se que não há uma grande diferença entre rapazes e raparigas. Quanto ao meio de residência, a taxa de conclusão do ensino primário no meio urbano é cerca de duas vezes maior (102%) que a do meio rural (53%). As taxas de transição para o ensino secundário e a taxa de transição efectiva do meio urbano são superiores em relação a aquelas do meio rural. Estas taxas aumentam com o aumento do nível de instrução da mãe e assim como do bem-estar económico do agregado da criança. 208 GUINÉ-BISSAU TABELA ED.6: CRIANÇAS QUE CHEGAM AO ÚLTIMO ANO DO ENSINO PRIMÁRIO Percentagem de crianças que entraram no primeiro ano do ensino primário e que conseguem chegar ao último ano do ensino primário (Taxa de sobrevivência no último ano do ensino primário), MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem que frequentou o 1º ano no último ano lectivo que está no 2º ano neste ano lectivo Percentagem que frequentou o 2º ano no último ano lectivo que está no 3º ano neste ano Percentagem que frequentou o 3º ano no último ano lectivo que está no 4º ano neste ano Percentagem que frequentou o 4º ano no último ano lectivo que está no 5º ano neste ano Percentagem que frequentou o 5º ano no último ano lectivo que está no 6º ano neste ano Percentagem dos que entraram no 1º ano a chegar ao 6º ano 1 Total 94.5 94.9 96.2 91.3 93.1 73.4 Sexo             Masculino 94.5 95.6 96.3 91.1 94.3 74.7 Feminino 94.5 94.2 96.0 91.5 91.9 71.9 Região             Tombali 91.1 89.0 88.0 82.9 77.2 45.7 Quinara 87.3 91.8 90.3 91.6 91.8 60.9 Oio 96.9 94.3 96.9 90.6 90.2 72.4 Biombo 92.5 92.0 93.2 92.4 97.5 71.4 Bolama/Bijagós 96.0 97.6 93.1 94.6 93.5 77.2 Bafatá 89.3 84.2 89.4 84.3 94.1 53.4 Gabú 90.1 93.3 97.8 74.1 91.7 55.9 Cacheu 100.0 100.0 98.5 98.1 98.0 94.7 SAB 96.4 98.9 99.5 92.9 94.4 83.3 Província Norte 97.2 95.9 96.7 93.6 95.1 80.2 Leste 89.7 88.6 93.4 81.1 92.8 55.8 Sul 90.9 91.1 89.6 87.9 84.8 55.3 SAB 96.4 98.9 99.5 92.9 94.4 83.3 Meio de residência             Urbano 97.1 98.3 98.5 93.0 94.5 82.6 Rural 92.8 91.7 93.7 89.1 91.1 64.7 Nível de Instrução da Mãe Nenhum 94.1 94.2 97.6 93.0 97.2 78.2 Primário 95.9 99.4 98.9 95.4 97.9 88.1 Secundário e mais 97.8 99.5 99.6 94.7 98.6 90.5 A mãe não vive no agregado 93.2 91.1 94.7 93.3 96.5 72.4 Em falta/NS 100.0 100.0         Indice de Bem- Estar Económico             O mais pobre 93.1 92.2 93.7 91.2 84.1 61,7 Segundo 94.3 90.1 93.0 87.7 94.3 65,4 Médio 93.7 94.7 94.5 89.6 94.6 71,1 Quarto 96.5 98.4 97.7 92.6 94.4 81,2 O mais rico 95.3 98.6 100.0 93.3 95.3 83,5 1 Indicador MICS 7.6; Indicador ODM 2.2 - Crianças que chegam ao último ano do ensino primário 209Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA ED.7: CONCLUSÃO DO ENSINO PRIMÁRIO E TRANSIÇÃO PARA O ENSINO SECUNDÁRIO Taxa de conclusão do ensino primário e taxa de transição efectiva para o ensino secundário, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Taxa de conclusão do ensino primário 1 Número de crianças com idade de conclusão do ensino primário Taxa de transição para o ensino secundário 2 Número de crian- ças que estiveram no último ano do ensino primário no ano anterior Taxa de transição efectiva para o ensino secundário Número de crianças que estiveram no último ano do ensino primário no ano anterior e que não estão a repetir esse ano no ano lectivo actual Total 75.7 1198 72.8 778 88.7 638 Sexo             Masculino 72.3 667 73.8 448 90.4 365 Feminino 79.8 532 71.5 330 86.5 273 Região             Tombali 65.7 76 (69.5) 36 71.8 35 Quinara 67.1 48 (69.3) 28 79,8 24 Oio 56.6 176 87.3 107 91.8 102 Biombo 94.2 87 86.9 66 92.1 62 Bolama/Bijagós 110,6 24 75,5 14 86,4 13 Bafatá 37.5 130 50.1 48 (75.0) 32 Gabú 46.9 132 * 22 * 11 Cacheu 85.7 130 29.5 96 (69.6) 41 SAB 99.8 395 84.3 361 95.3 319 Província Norte 74.6 393 66.5 269 87.5 204 Leste 42.2 262 40.3 70 (65.2) 43 Sul 73.5 149 70.5 78 77.1 72 SAB 99.8 395 84.3 361 95.3 319 Meio de residência             Urbano 101.9 551 74.3 529 91.5 430 Rural 53.4 648 69.5 248 83.0 208 Nível de Instrução da Mãe             Nenhum 31.0 717 69.0 96 90.9 73 Primário 48.2 267 83.2 103 97.0 89 Secundário e mais 65.1 210 84.4 91 95.4 81 A mãe não vive no agregado * 5 78.1 132 92.2 112 Indice de Bem-Estar Económico             O mais pobre 54.9 221 69.5 84 80.8 73 Segundo 57.9 218 67.2 85 83.9 68 Médio 57.1 242 63.5 140 87.4 102 Quarto 88.2 281 68.7 199 86.0 159 O mais rico 115.6 236 83.5 269 94.9 236 1 Indicador MICS 7.7 - Taxa de conclusão do ensino primário 2 Indicador MICS 7.8 - Taxa de transição para o ensino secundário (.) Valores baseados entre 25-49 casos não ponderados * Valores baseados em menos de 25 casos não ponderados 210 GUINÉ-BISSAU O rácio de meninas para meninos que frequentam o ensino primário e o secundário é dado na Tabela ED.8. Estes rácios são mais conhecidos como Índice de Paridade de Género (IPG). Note que os rácios incluídos aqui são obtidos a partir dos rácios líquidos de frequência e não dos rácios brutos de frequên- cia. Este último faz uma descrição errada do IPG principalmente porque, na maior parte dos casos, a maioria das crianças com idade avançada para frequentar o ensino primário tende a ser rapazes. A Tabela mostra que a paridade de género para o ensino primário é igual a 1.00, indicando que não há diferença na frequência do ensino primário entre meninas e rapazes (62%). Contudo, o indicador cai para 0.81 no ensino secundário. A desvantagem das meninas é relativamente acentuada na Região de Quinara, Cachéu e SAB no ensino primário, enquanto que no ensino secundário as Regiões com mais baixo índice de paridade do género são Oio, Bafatá e Gabú. Quanto ao meio de residência, os dados mostram que a paridade do género no ensino primário nas zonas rurais (0.99) é relativamente superior em relação a das zonas urbanas (0.97). Ao contrário, nas zonas rurais (0.59), a paridade do género no ensino secundário é inferior a das urbanas (0.79). Os Índices de paridade do género no ensino primário como no ensino secundário aumentam com o aumento do nível de instrução da mãe e com o aumento do nível do índice de bem-estar económico dos agregados onde vivem as crianças. 211Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA ED.8 : PARIDADE DE GÉNERO NA EDUCAÇÃO Taxas líquidas de frequência ajustadas, paridade meninas-rapazes no ensino primário e secundário, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Taxa líquida de frequência ajustada no ensino primário, (NAR) meninas Taxa líquida de frequência ajustada no ensino primário, (NAR), rapazes Índice de paridade de género (IPG) para NAR ajustada no ensino primário 1 Taxa líquida de frequência ajustada no ensino secundário, (NAR), meninas Taxa líquida de frequência ajustada no ensino secundário, (NAR), rapazes Índice de paridade de género (IPG) para NAR ajustada no ensino secundário 2 Total 62.3 62.4 1.00 18.1 22.5 .81 Região             Tombali 64.6 62.1 1.04 6.1 8.6 .72 Quinara 63.3 66.6 .95 7.7 11.5 .68 Oio 56.2 56.8 .99 6.2 12.8 .49 Biombo 74.3 67.8 1.10 15.2 25.1 .60 Bolama/Bijagós 76.2 78.2 .97 15.0 17.7 .85 Bafatá 48.0 47.6 1.01 4.0 7.4 .54 Gabú 48.4 44.2 1.10 2.6 4.8 .55 Cacheu 58.2 64.5 .90 9.9 12.6 .78 SAB 73.1 77.6 .94 36.2 45.3 .80 Província Norte 61.1 61.2 1.00 9.6 15.5 .62 Leste 48.2 45.8 1.05 3.4 6.0 .56 Sul 66.1 66.2 1.00 8.3 11.0 .76 SAB 73.1 77.6 .94 36.2 45.3 .80 Meio de residência             Urbano 73.3 75.5 .97 30.5 38.9 .79 Rural 53.6 54.2 .99 4.9 8.2 .59 Nível de Instrução da Mãe Nenhum 54.4 54.6 1.00 5.0 8.2 .61 Primário 70.0 72.2 .97 18.9 24.9 .76 Secundário 82.9 82.1 1.01 37.1 45.6 .81 Não pode ser determinada a 85.7 79.6 1.08 26.5 33.4 .79 Indice de Bem-Estar Económico             O mais pobre 57.9 56.4 1.03 4.0 6.3 ,62 Segundo 52.6 51.8 1.02 5.2 6.4 ,82 Médio 56.4 56.3 1.00 5.1 13.0 ,39 Quarto 68.4 72.1 .95 21.6 30.1 ,72 O mais rico 76.9 80.4 .96 42.4 50.1 ,85 1 Indicador MICS 7.9; Indicador ODM 3.1 - Índice de paridade de género (ensino primário) 2 Indicador MICS 7.10; Indicador ODM 3.1 - Índice de paridade de género (ensino secundário) a Crianças de 15 anos ou mais na altura da entrevista cujas mães não estavam a viver no agregado. A percentagem de meninas na população total fora da escola, tanto no ensino primário como no secun- dário, é dada na Tabela ED.9. A tabela mostra que a nível do primário, as meninas representam cerca de metade (50%) da população fora da escola. A parte das meninas aumentou para 54%, no ensino secundário. 212 GUINÉ-BISSAU TABELA ED.9: PARIDADE DO GÉNERO DE CRIANÇAS FORA DA ESCOLA Percentagem de meninas no total da população fora da escola, no ensino primário e secundário, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Ensino primário Ensino secundário Percen- tagem de crianças fora da escola Número de crianças com idade para o ensino primário Percentagem de meninas na população total fora da escola com idade para o ensino pri- mário Número de crianças com idade para o ensino primá- rio que estão fora da escola Percen- tagem de crianças fora da escola Número de crianças com idade para o ensino secundário Percentagem de meninas na população total fora da escola com idade para o ensino secun- dário Número de crianças com idade para o en- sino secundário que estão fora da escola Total 14.0 8042 49.7 1128 11.4 6235 53.7 712 Região                 Tombali 8.7 544 44.5 47 14.0 401 56.9 56 Quinara 18.1 339 53.2 61 13.1 224 56.7 29 Oio 5.3 1359 42.4 72 11.4 931 55.9 106 Biombo 7.2 619 43.4 45 11.1 484 61.3 54 Bolama/Bijagós 11.1 177 46.6 20 10.7 141 52.1 15 Bafatá 12.6 913 54.4 115 21.8 656 60.9 143 Gabú 14.5 1016 41.3 147 23.9 642 41.6 153 Cacheu 27.3 815 51.0 223 7.5 593 (49.1) 45 SAB 17.6 2259 53.1 398 5.1 2164 55.2 111 Província Norte 12.2 2793 48.2 340 10.2 2008 55.8 204 Leste 13.6 1930 47.0 262 22.8 1298 50.9 296 Sul 12.1 1061 49.0 128 13.1 765 56.1 101 SAB 17.6 2259 53.1 398 5.1 2164 55.2 111 Meio de residência                 Urbano 16.1 3327 53.2 537 7.0 3058 56.7 213 Rural 12.5 4715 46.6 591 15.7 3177 52.4 499 Nivel de Instrução da Mãe                 Nenhum 13.6 5085 49.8 692 11.7 2596 53.0 303 Primário 16.5 1724 51.5 285 6.1 914 51.6 55 Secundário 12.2 1199 46.1 147 3.6 683 * 24 Não pode ser determinada a * * * 4 16 2040 56 330 Indice de Bem- Estar Económico         O mais pobre 10.3 1660 41.7 171 11.9 1046 51.5 125 Segundo 12.0 1650 47.1 198 17.3 1148 50.6 199 Médio 14.9 1675 49.6 250 14.9 1224 54.6 182 Quarto 17.4 1653 56.1 288 10.5 1299 59.1 136 O mais rico 15.7 1404 50.1 221 4.6 1518 53.9 70 a Crianças de 15 anos ou mais na altura da entrevista cujas mães não estavam a viver no agregado. na: não se aplica 213Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 A Figura ED.1 junta toda a frequência e progressão referentes a indicadores relativos à educação abrangidos neste capítulo, por género. Também são incluídas informações sobre a educação na pri- meira infância, que foi abrangida no Capítulo 9, na Tabela CD.1. De acordo com os dados da figura abaixo, com a excepção da taxa de conclusão do ensino primário, não se registaram diferenças significativas entre rapazes e raparigas. Ao passo que a frequência no ensino secundário para as raparigas é menor que a dos rapazes, representando 18% contra 23%, respectivamente. Figura ED. 1:Indicadores da educação por sexo Guiné-Bissau, 2014     Ensino pré- escolar                       28 30                           Taxa líquida de admissão no ensino primário     Taxa de conclusão do ensino primário Taxa de transição para o ensino secundário             31 31     72 80 74 72       Frequência do jardim-de-in- fância   Frequência do ensino primário Frequência do ensino secundário 13 14     62 62     23 18         Crianças que chegam ao último ano do ensino primário                   75 72         Rapazes  Raparigas Nota: Todos os valores dos indicadores estão em termos percentuais             214 GUINÉ-BISSAU 215Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 XI. PROTECÇÃO DA CRIANÇA REGISTO DE NASCIMENTO O nome e a nacionalidade são um direito de todas as crianças, consagrado na Convenção sobre os Direi- tos da Criança (CDC) e noutros tratados internacionais. Contudo, os nascimentos de aproximadamente 230 milhões de crianças menores de cinco anos de idade em todo o mundo (cerca de uma em quatro) nunca foram registados. Registar o nascimento de uma criança é um passo crítico para a sua proteção, pois é desta forma que se estabelece a existência da criança ao abrigo da lei e fornece a base para salva- guardar muitos dos direitos civis, políticos, económicos, sociais e culturais da criança. Conhecer a idade de uma criança é fundamental para as proteger do trabalho infantil, de serem presos e tratados como adultos no sistema de justiça, do recrutamento forçado em forças armadas, do casamento infantil e tráfico humano. Na vida adulta, podem ser necessárias certidões de nascimento para obter assistência social ou um emprego no sector formal, comprar ou provar o direito de herdar bens, votar e obter um passaporte. Registar uma criança à nascença é o primeiro passo para garantir o seu reconhecimento perante a lei, salvaguardando os seus direitos e assegurando que qualquer violação destes direitos não passe despercebida1. Na Guiné-Bissau foram registados modestos progressos no registo civil, em particular o registo de nas- cimento (BR). Mas, apesar destes modestos progressos, a melhoria dos serviços de registo civil e o acesso da população mais vulnerável ao registo, continua a enfrentar grandes desafios e continua a ser o principal obstáculo para assegurar que os direitos da população sejam totalmente respeitados e que a sociedade na Guiné-Bissau possa alcançar a plena cidadania e participação cívica. Embora o registo do nome e da nacionalidade de uma criança seja gratuito para as crianças menores de 7 anos de idade, a sua efetividade continua a depender de campanhas organizadas pelos serviços de registo civil, assim como do engajamento de parceiros. A qualidade dos serviços de registo, as dis- tâncias dos serviços e os custos que representa para os pais viajarem até as conservatórias de registo, continuam a ser os principais obstáculos ao aumento das taxas de cobertura do registo de nascimento. Embora a maioria das pessoas saiba como registar o seu filho muitos não vêm a importância e os be- nefícios do registo de nascimento. 1 Fundo das Nações Unidas para a Infância, Direito de Nascimento de Todas as Crianças: Injustiças e tendências no registo de nascimento, UNICEF, Nova Iorque, 2013. 216 GUINÉ-BISSAU TABELA CP.1: REGISTO DE NASCIMENTO Percentagem de crianças menores de 5 anos nos casos em que o nascimento é registado e percentagem de crianças não registadas cujas mães/ educadoras sabem como efectuar o registo de nascimento, MICS5, Guiné - Bissau, 2014   Crianças menores de 5 anos cujo nascimento é registado junto das autoridades civis: Número de crianças menores de 5 anos Crianças menores de 5 anos cujo nascimento não foi registado Têm certidão de nascimento Sem certidão de nascimento Total registados 1 Percentagem de crianças cuja mãe/ educadora sabe como efectuar o registo de nascimento Número de crianças com menos de 5 anos sem registo de nascimento Examinado Não examinado Total 15.2 7.1 1.3 23.7 7573 65.0 5781 Sexo               Masculino 14.8 7.6 1.3 23.7 3847 63.4 2934 Feminino 15.6 6.6 1.4 23.6 3726 66.7 2847 Região               Tombali 8.6 3.7 0.4 12.7 561 51.5 490 Quinara 25.8 2.6 0.2 28.7 287 87.2 205 Oio 11.9 4.9 3.9 20.6 1611 70.5 1279 Biombo 6.2 4.6 0.0 10.8 576 71.6 514 Bolama/Bijagós 15.8 8.3 1.2 25.2 145 36.7 108 Bafatá 19.8 10.0 0.0 29.8 904 68.5 634 Gabú 15.1 2.6 0.2 18.0 979 22.9 803 Cacheu 16.3 3.3 0.0 19.6 721 85.4 580 SAB 18.5 14.3 1.8 34.7 1789 77.5 1169 Província Norte 11.9 4.4 2.1 18.4 2908 74.4 2372 Leste 17.4 6.2 0.1 23.7 1883 43.0 1437 Sul 14.6 4.0 0.5 19.1 993 58.6 803 SAB 18.5 14.3 1.8 34.7 1789 77.5 1169 Meio de residência               Urbano 21.5 11.6 1.3 34.4 2743 74.3 1798 Rural 11.6 4.6 1.4 17.5 4830 60.9 3983 Idade               0-11 meses 6.9 2.7 1.3 10.8 1505 65.0 1342 12-23 meses 13.6 5.9 1.7 21.2 1612 64.0 1271 24-35 meses 15.8 7.9 1.4 25.1 1501 66.4 1125 36-47 meses 18.4 9.1 1.2 28.7 1501 65.5 1070 48-59 meses 21.5 10.4 1.2 33.1 1455 64.4 974 Nível de Instrução da Mãe Nenhum 12.7 5.3 1.5 19.4 4390 57.5  3537 Primário 15.5 7.3 0.7 23.5 2054 73.2 1571 Secundário e mais 24.0 14.2 2.1 40.4 1129 85.7 673 Indice de Bem- Estar Económico               O mais pobre 7.9 4.3 .6 12.8 1763 61.4 1538 Segundo 12.4 3.7 2.2 18.3 1704 62.8 1393 Médio 15.5 5.2 1.2 21.9 1668 61.6 1304 Quarto 19.6 11.7 .7 32.0 1388 70.7 944 O mais rico 25.5 14.7 2.4 42.6 1049 77.8 602 1 Indicador MICS 8.1 - Registo de Nascimento Segundo o quinto inquérito MICS realizado em 2014, foram registados 24% dos nascimentos de crian- ças menores de cinco anos residentes na Guiné-Bissau, (Tabela CP.1). Devido à frequência escolar, o registo de nascimento torna-se mais provável à medida que a criança cresce em idade. Não há variações significativas no registo de nascimento segundo o sexo da criança, sendo 24% para ambos os sexos. As crianças que vivem em Biombo e Tombali respectivamente com 11% e 13% de registo, têm menos pro- babilidades de terem o seu nascimento registado comparativamente com as crianças do SAB (35%), Bafatá (30%) e Quinara com 29%. Por outro lado, as dados mostram que quanto mais rico for o agrega- 217Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 do maior é a probabilidade do registo de nascimento da criança. Por exemplo, crianças dos agregados mais ricos representam 43% e médios 22%, enquanto os mais pobres representam apenas 13%. Importa salientar que se no total houve 24% de crianças registados, apenas para 15% os comprovativos do registo de nascimento foram vistos no momento do inquérito. Figura CP. 1:Crianças menores de 5 anos cujos nascimentos são registados MICS5,Guiné-Bissau, 2014 A falta de conhecimentos adequados sobre como registar uma criança, assim como do local de regis- to de nascimento, podem constituir um obstáculo significativo ao cumprimento do direito da criança à identidade. Os dados mostram que 35% das mães de crianças não registadas declaram não saber como registar o nascimento de uma criança, enquanto que a maioria das mães (65%) parece estar a par do processo e conhecem o local para o registo de um nascimento. Nesta situação, e tendo em conta a baixa percentagem dos nascimentos registados, isso aponta para outros obstáculos ao registo de nas- cimento na Guiné-Bissau. Por outro lado, os factores que podem influenciar no registo de nascimento de uma criança na Guiné- Bissau, são o local de residência (Urbano/Rural) e nível de instrução da mãe. Em relação ao local de residência, 34% das crianças da zona urbana são registadas, contra apenas 18% da zona rural. Por outro lado, somente 19%, dos nascimentos entre as mulheres sem nenhum nível de instrução foram regis- tados, enquanto entre as mulheres com o nível secundário e mais, são 40% dos seus nascimentos que foram registados. 218 GUINÉ-BISSAU TRABALHO INFANTIL As crianças em todo o mundo estão envolvidas diariamente em trabalhos tanto remunerados e não remunerados, que não lhes são prejudiciais. Contudo, são classificadas como crianças trabalhadoras quando ou são demasiado novas para trabalhar ou estão envolvidas em actividades perigosas que po- dem comprometer o seu desenvolvimento físico, mental, social ou educacional. O Artigo 32º (1) da Convenção sobre os Direitos da Criança estabelece: “Os Estados Partes reconhecem à criança o direito de ser protegida contra a exploração económica ou a sujeição a trabalhos perigosos ou capazes de comprometer a sua educação, prejudicar a sua saúde ou o seu desenvolvimento físico, mental, espiri- tual, moral ou social”. Na maioria das famílias na Guiné-Bissau, as crianças são obrigadas a trabalhar para garantir a sobre- vivência da família. Engajar-se em trabalho também visa socializar e educar as crianças para serem preparadas para a vida adulta através de hábitos de observação, regras, tabus e hierarquia tradicional (Udelsmann Rodrigues et al., 2007). Trabalho é um processo progressivo, onde, em cada estágio da vida, as crianças recebem tarefas e responsabilidades que contribuem para a sua iniciação na educação social e cultural a partir de uma idade muito precoce (Handem, 2013). Praticamente todas as crianças na Guiné-Bissau, tanto em áreas rurais como nas cidades, estão envolvidas na realização de algumas tarefas, aceitáveis na sua idade. Crianças participam na colheita do caju, quando toda a família está mobilizada, em especial mulheres e crianças. Isso significa que executam tarefas para as quais são muito jovens ou que são perigosas e podem, por- tanto, comprometer o seu desenvolvimento físico, mental, social e educacional O módulo de trabalho infantil foi administrado para crianças de 5-17 anos e inclui perguntas sobre o tipo de trabalho que uma criança realiza e o número de horas em que o faz. Os dados recolhidos tanto sobre actividades económicas (trabalho remunerado ou não remunerado para alguém que não é um membro do agregado, trabalho numa quinta ou num negócio familiar) como sobre trabalho doméstico (tarefas do agregado como cozinhar, limpar ou tomar conta de crianças ou ir buscar lenha ou água). O módulo também recolhe informações sobre condições de trabalho perigosas2 3. A Tabela CP.2 apresenta o envolvimento das crianças em actividades económicas. A metodologia do Indicador MICS para o Trabalho Infantil usa três patamares etários para o número de horas que uma criança pode realizar uma actividade económica sem que esta seja classificada como trabalho infantil. Uma criança que realizou actividades económicas na semana anterior durante mais do que o número de horas específico para a idade é considerada como estando a realizar trabalho infantil: i. Idade 5-11: 1 hora ou mais ii. Idade 12-14: 14 horas ou mais iii. Idade 15-17: 43 horas ou mais 2 Fundo das Nações Unidas para a Infância, Quão Sensíveis são as Estimativas de Trabalho Infantil a Definições? Documento Metodológico MICS No. 1, UNICEF, Nova Iorque, 2012 3 O módulo de Trabalho Infantil e o módulo de Disciplina Infantil foram administrados fazendo uma selecção aleatória de uma única criança em todos os agregados como mais de uma criança de 1-17 anos de idade (Ver o Apêndice F: Questionários). O Módulo de Trabalho Infantil foi adminis- trado se a criança seleccionada tivesse 5-17 anos e o módulo de Disciplina Infantil se a criança tivesse 1-14 anos. Para explicar a selecção aleatória, o peso da amostra do agregado é multiplicado pelo número total de crianças de 1-17 anos em cada agregado. 219Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 Em geral, 51% das crianças de 5-17 anos estavam envolvidas em algumas formas de actividades eco- nómicas, 34% está a realizar essas tarefas durante muitas horas (CP.4). O envolvimento em actividades económicas muda com a idade. Por exemplo, 53% das crianças de 5-11 anos estão envolvidas em ac- tividades económicas durante pelo menos uma hora, enquanto que uma parte das crianças de 12-14 anos (67%) realiza actividades económicas de duração inferior a 14 horas por semana e a outra parte (10%) está envolvida em actividades económicas de duração igual ou superior a 14 horas. Por sua vez, os resultados mostram que para o grupo de crianças de 15—17 anos, 77% realizam as actividades eco- nómicas de duração inferior a 43 horas. Com exeção das crianças de 12-14 anos, para as quais as do sexo feminino predominam (68% contra 65%), em todas as outras faixas etárias (5-11 e 15-17 anos) não existe diferenças significativas entre os sexos. Nota-se que em todas as idades, as crianças das regiões da província Sul são as que estão mais envolvidas no trabalho infantil em comparação com as outras províncias, assim como as que vivem na zona rural (63%) em comparação com nas zonas urbanas (37%). Também entre agregados, verifica-se diferenças quanto ao nível socioeconómico. As crianças dos agregados mais pobres estão mais envol- vidas em actividades económicas em todos os patamares etários. 220 GUINÉ-BISSAU TABELA CP.2: ENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS EM ACTIVIDADES ECONÓMICAS Percentagem de crianças por envolvimento em actividades económicas durante a última semana, segundo faixas etárias, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de crianças de 5-11 anos envolvidas em actividades econó- micas durante pelo menos uma hora Número de crianças de 5-11 anos Percentagem de crianças entre 12- 14 anos de idade envolvidas em: Número de crianças de 12-14 anos Percentagem de crianças entre 15- 17 anos de idade envolvidas em: Número de crianças de 15-17 anos Actividades económicas de duração inferior a 14 horas Actividades económicas de duração igual ou superior a 14 horas Actividades económicas de duração inferior a 43 horas Actividades económicas de duração igual ou superior a 43 horas Total 52.8 9504 66.7 9.8 3693 76.9 0.6 2702 Sexo                 Masculino 53.1 4841 65.4 13.1 1920 77.3 1.0 1437 Feminino 52.6 4663 68.1 6.1 1773 76.5 0.2 1265 Região                 Tombali 77.2 656 92.5 4.8 276 93.0 0.0 159 Quinara 62.0 423 93.1 0.0 129 95.3 0.0 121 Oio 59.6 1764 87.2 1.2 611 95.3 0.0 360 Biombo 55.5 733 32.8 33.8 293 70.5 0.0 217 Bolama/Bijagós 82.2 213 69.3 22.9 77 83.3 2.2 57 Bafatá 40.9 1166 48.2 28.8 342 70.0 1.4 270 Gabú 66.3 1185 71.9 4.8 413 93.4 0.0 255 Cacheu 57.6 1001 85.9 14.1 372 92.1 0.0 238 SAB 33.1 2363 53.0 4.4 1179 61.0 1.1 1026 Província Norte 58.1 3499 74.3 12.5 1276 87.8 0.0 815 Leste 53.7 2351 61.1 15.7 755 81.4 0.7 525 Sul 73.0 1291 89.0 6.4 482 92.2 0.4 336 SAB 33.1 2363 53.0 4.4 1179 61.0 1.1 1026 Meio de residência                 Urbano 37.3 3682 59.5 3.9 1717 66.1 0.8 1374 Rural 62.7 5822 73.0 14.9 1976 88.2 0.4 1328 Frequência escolar                 Sim 53.7 5861 67.2 8.8 3125 74.8 0.3 2177 Não 51.5 3643 64.0 15.3 567 86.0 1.8 525 Nível de Instrução da Mãe                 Nenhum 59.3 6104 73.6 12.2 2226 82.0 1.0 914 Primário 47.2 2043 65.1 7.0 756 73.8 0.9 301 Secundário e mais 31.6 1335 47.3 5.5 688 67.5 0.0 190 Não pode ser determinada a * 17 * * 23 75.5 0.3 1297 Indice de Bem-Estar Económico                 O mais pobre 70.1 2017 78.4 14.0 697 89.5 0.1 448 Segundo 59.8 2007 69.6 16.3 729 91.6 0.7 518 Médio 54.7 2070 71.4 11.3 729 80.3 0.2 458 Quarto 40.0 1910 55.9 7.4 700 71.7 2.0 563 O mais rico 34.2 1500 59.4 1.2 837 60.4 0.0 716 a Crianças com idade igual ou superior a 15 anos no momento da entrevista cujas mães não estavam a viver no agregado na: não aplicável * Valores baseados em menos de 25 casos não ponderados 221Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 A Tabela CP.3 apresenta o envolvimento das crianças em tarefas domésticas. Tal como para a actividade económica acima, a metodologia também utiliza patamares etários para o número de horas que uma criança pode realizar tarefas domésticas sem que isso seja classificado como trabalho infantil. Uma criança que realizou tarefas domésticas na semana anterior durante mais do que o número de horas específico para a idade é considerada como estando a realizar trabalho infantil: i. Idade 5-11 anos e idade 12-14 anos: 28 horas ou mais ii. Idade 15-17 anos: 43 horas ou mais As meninas têm mais probabilidades de realizar tarefas domésticas do que os rapazes durante as pri- meiras idades 5-11 anos (86% contra 76%). A percentagem de crianças envolvidas parece ser conti- nuamente superior nas zonas urbanas comparadas com as rurais, bem como relacionada com o nível de instrução da mãe e o bem-estar económico do agregado. É nas regiões do Sul onde se observa as maiores taxas do envolvimento de crianças nas tarefas domésticas. Mesmo que a diferença não seja significativa, as crianças a frequentarem um estabelecimento de ensino são as mais envolvidas nas ac- tividades domésticas em comparação com as que não estudam, isso em todas as faixas etárias. 222 GUINÉ-BISSAU TABELA CP.3: ENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS NAS TAREFAS DOMÉSTICAS Percentagem de crianças por envolvimento nas tarefas domésticas durante a última semana, de acordo com faixas etárias, MICS5, Guiné- Bissau, 2014   Percentagem de crianças de 5-11 anos envolvidas em: Número de crianças de 5-11 anos Percentagem de crianças de 12-14 anos envolvidas em: Número de crianças de 12-14 anos Percentagem de crianças de 15-17 anos envolvidas em: Número de crianças de 15-17 anos Tarefas domés- ticas de menos de 28 horas Tarefas do- mésticas de 28 horas ou mais Tarefas domés- ticas de menos de 28 horas Tarefas do- mésticas de 28 horas ou mais Tarefas domés- ticas de menos de 43 horas Tarefas do- mésticas de 43 horas ou mais Total 80.7 1.9 9504 91.9 5.6 3693 94.4 3.1 2702 Sexo           Masculino 76.0 1.3 4841 93.8 3.0 1920 94.5 1.3 1437 Feminino 85.5 2.6 4663 89.9 8.4 1773 94.3 5.2 1265 Região           Tombali 92.6 0.0 656 100.0 0.0 276 97.8 0.0 159 Quinara 88.2 0.6 423 94.3 0.0 129 98.6 0.0 121 Oio 84.5 0.0 1764 99.5 0.0 611 100.0 0.0 360 Biombo 76.9 8.9 733 75.0 24.0 293 82.5 15.3 217 Bolama/Bijagós 87.5 8.4 213 82.4 17.6 77 89.4 7.8 57 Bafatá 57.2 5.9 1166 79.9 19.0 342 77.8 11.7 270 Gabú 95.4 0.3 1185 91.1 7.6 413 100.0 0.0 255 Cacheu 75.2 1.0 1001 97.5 0.9 372 96.3 0.0 238 SAB 80.2 0.6 2363 92.7 2.1 1179 96.7 1.5 1026 Província Norte 80.2 2.1 3499 93.3 5.8 1276 94.3 4.1 815 Leste 76.4 3.1 2351 86.0 12.8 755 88.6 6.0 525 Sul 90.3 1.6 1291 95.6 2.8 482 96.7 1.3 336 SAB 80.2 .6 2363 92.7 2.1 1179 96.7 1.5 1026 Meio de residência           Urbano 82.5 1.0 3682 93.3 2.3 1717 95.5 2.6 1374 Rural 79.5 2.5 5822 90.7 8.5 1976 93.3 3.6 1328 Frequência escolar           Sim 83.1 2.3 5861 92.2 5.5 3125 95.5 2.8 2177 Não 76.8 1.3 3643 90.3 6.3 567 89.8 4.7 525 Nível de Instrução da Mãe           Nenhum 81.0 2.3 6104 92.7 6.0 2226 92.7 5.0 914 Primário 80.4 1.7 2043 89.0 6.0 756 93.3 3.8 301 Secundário e mais 79.3 0.7 1335 92.5 4.4 688 98.3 0.0 190 Indice de Bem- Estar Económico           O mais pobre 82.4 2.6 2017 92.7 5.9 697 95.5 3.6 448 Segundo 80.0 3.1 2007 91.3 8.0 729 93.7 2.9 518 Médio 79.1 1.4 2070 89.7 7.9 729 88.1 7.2 458 Quarto 81.4 1.8 1910 88.1 6.4 700 95.8 1.4 563 O mais rico 80.4 0.2 1500 96.9 0.7 837 97.2 1.8 716 a Crianças com idade igual ou superior a 15 anos no momento da entrevista cujas mães não estavam a viver no agregado na: não aplicável * Valores baseados em menos de 25 casos não ponderados A Tabela CP.4 apresenta as crianças que trabalham e realizam tarefas domésticas, bem como as crian- ças que se declarou trabalharem em condições perigosas, no indicador total de trabalho infantil. Em geral, 51% das crianças entre 5-17 anos estiveram envolvidas no trabalho infantil, dente elas, 31% em condições perigosas, com maior enfâse nas crianças do sexo feminino (32% contra 29% do sexo masculino). A maior parte dos 51% das crianças envolvidas em trabalho infantil residem na zona rural (62%). Em termos regionais, as regiões de Bolama/Bijagós (83%), Quinara (80%) e Tombali (79%) apresentam maior percentagem de crianças envolvidas no trabalho infantil. Na mesma tabela, consta- ta-se que, quanto maior for o nível de educação da mãe e do nível da riqueza do agregado, menor será o envolvimento das crianças no trabalho infantil. 223Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA CP.4: TRABALHO INFANTIL Percentagem de crianças entre 5-17 anos de idade por envolvimento em actividades económicas ou tarefas domésticas durante a última semana, percentagem das que trabalharam em condições perigosas durante a última semana, e percentagem das que estiveram envolvidas no trabalho infantil durante a última semana, MICS5, Guiné–Bissau, 2014   Crianças envolvidas em actividades económicas durante um número total de horas na última semana: Crianças envolvidas em tarefas domésti- cas durante um número total de horas na última semana: Crianças que trabalham em condições perigosas Total do trabalho Infantile 1 Número de crianças de 5-17 anos Abaixo do limite especí- fico da idade Igual ou superior ao limite específico da idade Abaixo do limite especí- fico da idade Igual ou superior ao limite específico da idade Total 33.7 34.0 85.6 3.0 30.6 51.1 15899 Sexo               Masculino 33.5 34.6 83.4 1.7 29.2 49.8 8197 Feminino 34.0 33.3 87.9 4.4 32.0 52.5 7701 Região               Tombali 39.3 47.6 95.2 0.0 59.2 79.1 1090 Quinara 46.7 38.9 91.2 0.4 72.8 80.1 673 Oio 40.4 38.7 89.9 0.0 10.3 46.6 2736 Biombo 21.0 40.7 77.5 13.6 41.8 56.7 1243 Bolama/Bijagós 29.1 55.9 86.7 10.4 76.3 83.3 347 Bafatá 24.5 32.6 64.7 9.3 34.2 52.8 1779 Gabú 29.4 43.5 95.1 1.9 38.0 59.6 1852 Cacheu 46.0 39.1 83.5 0.8 23.5 55.0 1611 SAB 31.4 18.5 87.1 1.2 21.2 33.4 4567 Província               Norte 37.7 39.2 85.3 3.3 21.1 51.3 5591 Leste 27.0 38.1 80.2 5.5 36.1 56.3 3631 Sul 40.0 46.2 92.5 1.8 66.3 80.1 2110 SAB 31.4 18.5 87.1 1.2 21.2 33.4 4567 Meio de residência               Urbano 33.4 21.4 87.9 1.7 23.3 37.1 6772 Rural 34.0 43.3 83.9 4.0 36.0 61.5 9126 Idade               5-11 anos 8.6 52.8 80.7 1.9 23.3 55.5 9504 12-14 anos 66.7 9.8 91.9 5.6 40.6 45.0 3693 15-17 anos 76.9 0.6 94.4 3.1 42.5 43.9 2702 Frequência escolar             Sim 37.9 30.7 88.0 3.3 30.9 49.7 11164 Não 24.0 41.6 79.9 2.3 29.8 54.5 4735 Nível de Instrução da Mãe               Nenhum 31.3 42.2 85.0 3.4 34.5 59.2 9244 Primário 29.7 32.9 83.8 2.9 25.4 46.1 3100 Secundário e mais 25.5 20.8 85.0 1.8 15.7 30.3 2212 Indice de Bem- Estar Económico               O mais pobre 35.6 47.8 86.5 3.5 37.5 65.5 3162 Segundo 35.0 40.6 84.7 4.2 36.6 60.3 3254 Médio 32.9 37.3 82.7 3.7 31.5 54.7 3257 Quarto 30.0 26.0 85.4 2.7 26.3 41.5 3173 O mais rico 35.1 17.2 88.9 0.7 20.5 32.6 3053 1 Indicador MICS 8.2 – Trabalho infantil a Crianças com idade igual ou superior a 15 anos no momento da entrevista, cujas mães não estavam a viver no agregado (.) Valores baseados entre 25-49 casos não ponderados ; * Valores baseados em menos de 25 casos não ponderados DISCIPLINA INFANTIL Ensinar às crianças o auto-controlo e um comportamento aceitável faz parte integrante da disciplina infantil em todas as culturas. Práticas parentais positivas implicam dar orientações sobre como lidar com emoções ou conflitos de modo a encorajar o discernimento, a responsabilidade e a preservar a au- to-estima das crianças, a integridade e dignidade físicas e psicológicas. Contudo, com demasiada fre- quência, as crianças são educadas através de métodos punitivos que se baseiam no uso da força física 224 GUINÉ-BISSAU ou da intimidação verbal para obter os comportamentos desejados. Os estudos4 concluíram que expor as crianças a uma disciplina violenta tem consequências prejudiciais, que vão de impactos imediatos a danos a longo prazo que as crianças levam para a vida adulta. A violência prejudica o desenvolvimento das crianças, as capacidades de aprendizagem e o desempenho escolar, inibe relações positivas, cau- sa uma baixa auto-estima, desgaste emocional e depressão e, às vezes, leva a correr riscos e a lesões auto- infligidas. Os resultados da Tabela CP.5 do quinto inquérito MICS da Guiné-Bissau mostram que 82% de crianças de 1-14 anos foram sujeitas a qualquer método violento de disciplina no mês que antecedeu ao inqué- rito. Não se registou diferenças quer por sexo, quer por meio de residência. Ao nível das regiões, com a excepção de Bolama/Bijagós (37%) e Tombali (62%), nas restantes regiões este indicador é muito elevado, sendo acima de 80% de casos. 4 Straus, M.A., and M.J. Paschall, ‘Castigo Corporal por Mães e Desenvolvimento da Capacidade Cognitiva das Crianças: Um estudo longitudinal de duas coortes etárias nacionalmente representativas’; Journal of Aggression, Maltreatment & Trauma, vol. 18, no. 5, 2009, pp. 459-483; Erickson, M.F., and B. Egeland, ‘Uma Visão de Desenvolvimento das Consequências Psicológicas dos Maus Tratos’, School Psychology Review, vol. 16, 1987, pp. 156-168; Schneider, M.W., A. Ross,J.C. Graham and A. Zielinski, ‘As Alegações de Maus Tratos Emocionais Prevêem Resultados de Desenvolvimento Para Além dos de Outras Formas de Maus Tratos?’ Child Abuse & Neglect, vol. 29, no. 5, 2005, pp. 513–532. 225Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA CP.5: DISCIPLINA INFANTIL Percentagem de crianças de 1-14 anos por métodos de disciplina de criança experimentados durante o último mês, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de crianças de 1-14 anos que foram sujeitas a: Número de crianças de 1-14 anos Apenas disciplina não violenta Agressão psico- lógica Castigo físico: Qualquer método violento de disci- plina 1Qualquer Severo Total 11.8 65.9 71.6 18.2 82.4 19717 Sexo         Masculino 11.6 65.7 71.9 18.0 82.8 10014 Feminino 12.0 66.0 71.2 18.5 82.0 9703 Região         Tombali 34.2 45.6 48.9 4.6 62.2 1418 Quinara 6.8 64.7 77.1 9.7 89.5 774 Oio 11.7 61.1 69.9 8.4 84.7 3630 Biombo 6.2 71.8 83.8 16.5 93.6 1501 Bolama/Bijagós 57.5 13.9 31.8 0.4 37.0 425 Bafatá 4.9 82.9 75.2 40.6 86.6 2255 Gabú 4.5 77.0 74.2 23.6 83.7 2478 Cacheu 13.1 56.0 75.4 16.4 83.8 1990 SAB 10.5 68.5 73.4 20.4 82.7 5246 Província Norte 10.9 61.9 74.4 12.4 86.3 7121 Leste 4.7 79.8 74.7 31.7 85.1 4733 Sul 29.9 46.1 54.5 5.4 66.2 2617 SAB 10.5 68.5 73.4 20.4 82.7 5246 Meio de residência         Urbano 11.2 67.9 71.7 20.3 82.3 7885 Rural 12.2 64.5 71.4 16.8 82.5 11832 Idade         1-2 anos 14.8 47.2 60.2 11.0 68.0 3306 3-4 anos 9.6 68.0 76.0 16.5 85.6 3215 5-9 anos 11.7 67.4 76.4 20.8 85.6 7121 10-14 anos 11.6 73.1 69.8 20.1 84.8 6075 Nível de Instrução do chefe do agregado         Nenhum 10.0 68.1 74.4 20.2 84.3 9119 Primário 12.2 64.9 69.7 16.4 81.3 6323 Secundário e mais 15.3 62.3 68.3 16.5 79.8 4196 Em falta/NS 7.4 75.0 72.0 31.6 81.7 79 Indice de Bem-Estar Económico         O mais pobre 12.4 65.4 72.1 12.8 83.6 4175 Segundo 13.0 64.3 70.8 17.7 81.8 4180 Médio 10.7 66.4 70.8 19.2 82.9 4230 Quarto 9.2 69.7 73.5 22.8 83.6 3890 O mais rico 14.2 63.2 70.4 19.2 79.5 3243 1 Indicador MICS 8.3 - Disciplina violenta No que concerne as diferentes formas de disciplina da criança, verifica-se que 66% de crianças de 1-14 anos estiveram sujeitas a pelo menos uma forma de agressão psicológica e 12% de apenas disciplina não violenta. Relativamente ao castigo físico, 72% de crianças foram sujeitas a qualquer castigo físico, entre os quais, 18% são severos (bater na criança na cabeça, nas orelhas ou na cara ou bater-lhe com força e repetidamente). 226 GUINÉ-BISSAU Em relação a região de residência, as maiores percentagens das disciplinas não violentas são obser- vadas nas regiões de Bolama/Bijagós com 58% e em Tombali com 34%, enquanto que em relação a agressão psicológica, as mais altas percentagens são observadas nas regiões de Bafatá e Gabu, 83% e 77% respectivamente. Figura CP. 2:Métodos de disciplinar as crianças, crianças de 1-14 anos Guiné-Bissau, 2014 Embora os métodos violentos sejam formas extremamente comuns de disciplina, a Tabela CP.6 revela que apenas 25% dos inquiridos nos questionários ao agregado acreditava que as crianças deviam ser punidas fisicamente. Há diferença quanto ao meio de residência. Por exemplo, a maioria dos inquiridos que considera o castigo físico, um método aceitável de disciplinar as crianças, residem no meio rural (27% contra 21% do meio urbano). Em geral, os inquiridos do quintil mais rico são os que menos consideram o castigo físico como método aceitável de disciplinar as crianças em relação aos agregados dos outros quintis. 227Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA CP.6: ATITUDES EM RELAÇÃO AO CASTIGO FÍSICO Percentagem de inquiridos no âmbito do módulo de disciplina da criança que pensam que o castigo físico é necessário para criar, educar ou formar uma criança correctamente, MICS5 Guiné-Bissau, 2014   O inquirido considera que uma criança deve ser castigada fisicamente Número de entrevistados no âmbito do módulo de disciplina da criança Total 24.6 5161 Sexo     Masculino 25.0 2540 Feminino 24.2 2621 Região     Tombali 17.6 359 Quinara 52.7 192 Oio 10.5 718 Biombo 28.4 404 Bolama/Bijagós 5.9 130 Bafatá 38.1 499 Gabú 31.0 671 Cacheu 28.1 632 SAB 21.3 1556 Província Norte 21.0 1754 Leste 34.0 1170 Sul 25.2 681 SAB 21.3 1556 Meio de residência     Urbano 21.0 2249 Rural 27.3 2911 Idade     < 25 20.0 687 25-39 22.4 2246 40-59 27.5 1749 60+ 30.5 480 Relação do inquirido com a criança seleccionada     Mãe 26.0 1353 Pai 25.5 1482 Outro 23.2 2325 Nível de Instrução do inquirido     Nenhum * 10 Primário 25.1 1637 Secundario ou mais Em falta/NS 29.0 * 1454 46 Quintil de Bem-Estar Económico O mais pobre 23.8 1194 Segundo 29.9 1018 Médio 27.1 958 Quarto 24.5 1020 O mais rico 17.4 970 * Valores baseados em menos de 25 casos não ponderados CASAMENTO PRECOCE E POLIGAMIA O casamento antes dos 18 anos é uma realidade para muitas jovens. Em muitas partes do mundo os pais encorajam o casamento das suas filhas quando ainda são crianças na esperança de que o casa- mento os beneficie financeira e socialmente, ao mesmo tempo que diminui as dificuldades financeiras da família. Na realidade o casamento infantil é uma violação dos direitos humanos, comprometendo o desenvolvimento das meninas e resultando muitas vezes em gravidez precoce e isolamento social, com pouca instrução e formação profissional, reforçando a natureza de género da pobreza. O direito 228 GUINÉ-BISSAU ao consentimento ‘livre e total’ com um casamento é reconhecido na Declaração Universal dos Direitos Humanos – com o reconhecimento de que o consentimento não pode ser ‘livre e total’ quando uma das partes envolvidas não é suficientemente madura para tomar uma decisão fundamentada sobre um parceiro para a vida. Estreitamente relacionada com a questão do casamento infantil está a idade em que as meninas se tornam sexualmente activas. As mulheres que são casadas antes dos 18 anos tendem a ter mais filhos do que as que se casam mais tarde. Os óbitos relacionados com a gravidez são considerados uma das principais causas de mortalidade para as meninas casadas como solteiras de 15 e 19 anos, em particular para as mais novas deste grupo. Há dados que sugerem que as meninas que se casam muito novas têm mais probabilidade de se casarem com homens mais velhos, o que as coloca perante um risco acresci- do de infecção com o VIH. A procura de esposas jovens para reprodução e o desequilíbrio resultante da diferença de idades conduzem à pouca utilização de preservativos por estes casais. A percentagem de mulheres casadas antes dos 15 e dos 18 anos é dada na Tabela CP.7. Entre as mu- lheres de 15-49 anos, 7% casou-se antes dos 15 anos, com maior percentagem entre as residentes nas regiões de Oio (11%) e Bafatá (10%). A grande maioria das mulheres casadas antes dos 15 anos é do meio rural (9% contra 6% do meio urbano). Também este fenómeno verifica-se mais nas mulheres sem nenhum nível de instrução e entre as que residem nos agregados mais pobres (12% e 9%, respectiva- mente contra 2% do nível secundário e mais e 4% dos mais ricos). A mesma tabela mostra ainda que entre as mulheres de 20-49 anos, pouco mais de um terço (37%) casou-se antes dos 18 anos de idade. As maiores percentagens foram observadas nas regiões de Gabu (67%) e Bafatá (52%) e as mais baixas se registaram no SAB (23%) e na Região de Cacheu (28%). A maior parte destas mulheres é do meio rural (47%) contra 27% no meio urbano. Igualmente, as mulhe- res sem nenhum nível de instrução apresentam a percentagem mais alta de casamentos antes dos 18 anos de idade (54% contra 9% do nível secundário e mais). Verifica-se que 11% das mulheres jovens de 15-19 anos estão actualmente casadas. Esta proporção va- ria muito entre meios urbano (7%) e rural (17%), mas está muito relacionada com o nível de instrução. Por exemplo, 35% das mulheres sem nenhum nível de instrução estão casadas ou vivem numa união actualmente contra 2% das que atingiram o nível secundário e mais. A percentagem de mulheres numa união polígama também é dada na Tabela CP.7. Entre todas as mu- lheres de 15-49 anos que estão casadas ou em união, 44% está numa união poligâmica, com maior percentagem entre residentes da zona rural 52% e as que estão na faixa etária mais velhas (45-49 anos) com 58% e entre as famílias de rendimento médio e os mais pobres (51%) e sem nenhum nível de instrução (52%). 229Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA CP.7: CASAMENTO PRECOCE E POLIGAMIA Percentagem de mulheres entre 15-49 anos que se casaram ou constituíram uma união conjugal pela primeira vez antes do seu 15º aniversário, percentagens de mulheres entre 20-49 anos de idade que se casaram ou se uniram maritalmente antes dos 15 e 18 anos, percentagem de mulheres entre 15-19 anos de idade actualmente casadas ou numa união, e percentagem de mulheres que estão num casamento poligâmico ou união, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Mulheres de 15-49 anos Mulheres de 20-49 anos Mulheres de 15-19 anos Mulheres de 15-49 anos   Percentagem de casadas antes dos 15 anos 1 Número de mulheres de 15-49 anos Percentagem de casadas antes dos 15 anos Percentagem de casadas antes dos 18 anos 2 Número de mulheres de 20-49 anos Percentagem das mulheres actualmente casadas/numa união 3 Mulheres de 15-19 anos Percentagem no casamento poligâmico união 4 Número de mulheres de 15-49 anos actualmente casadas/numa união Total 7.1 10234 8.5 37.1 7943 11.4 2291 44.0 5616                     Região                   Tombali 4.4 615 5.3 40.7 481 15.6 133 52.0 417 Quinara 8.3 328 9.8 41.5 257 18.0 71 51.7 201 Oio 10.6 1608 12.1 40.5 1257 15.8 351 56.4 1036 Biombo 7.3 712 9.5 39.6 543 5.7 170 41.3 381 Bolama/Bijagós 3.5 204 4.5 29.8 157 1.8 47 39.0 103 Bafatá 10.2 1067 12.2 52.2 827 19.8 240 49.8 713 Gabú 6.4 1069 7.1 67.2 894 24.8 175 47.6 786 Cacheu 6.9 883 8.2 28.1 671 9.4 213 42.0 504 SAB 5.4 3747 6.9 22.8 2855 5.8 892 29.1 1476 Província                   Norte 8.8 3204 10.5 36.9 2471 11.6 733 49.6 1920 Leste 8.3 2137 9.6 60.0 1721 21.9 415 48.6 1499 Sul 5.4 1146 6.5 39.0 896 13.7 251 50.0 721 SAB 5.4 3747 6.9 22.8 2855 5.8 892 29.1 1476 Meio de residência                   Urbano 5.6 5132 7.2 26.8 3889 6.7 1243 31.5 2115 Rural 8.5 5102 9.8 47.0 4055 17.0 1048 51.6 3501 Idade                   15-19 2.0 2291 na na na 11.4 2291 34.1 261 20-24 6.3 2071 6.3 24.4 2071 na na 34.5 872 25-29 9.4 1758 9.4 35.1 1758 na na 35.0 1150 30-34 9.0 1497 9.0 39.3 1497 na na 44.7 1162 35-39 9.1 1130 9.1 43.5 1130 na na 49.3 960 40-44 10.3 876 10.3 50.7 876 na na 56.1 728 45-49 9.0 612 9.0 49.1 612 na na 58.2 482 Nível de Instrução                   Nenhum 11.8 4200 12.1 54.0 3867 35.4 334 52.1 3433 Primário 5.4 3177 7.7 34.2 1950 10.3 1227 39.1 1418 Secundário e mais 2.1 2856 2.8 8.9 2127 2.2 730 17.2 765 Indice de Bem- Estar Económico                   Mais pobre 8.6 1797 10.1 44.5 1452 18.3 345 50.5 1216 Segundo 8.3 1827 9.9 47.0 1435 13.0 391 48.3 1197 Médio 8.5 1923 9.7 46.7 1508 15.0 415 51.2 1211 Quarto 7.4 2206 9.1 33.5 1679 11.1 527 38.6 1022 Mais rico 3.7 2481 4.9 19.3 1870 4.3 611 27.4 970 1 Indicador MICS 8.4 - Casamento antes dos 15 anos 2 Indicador MICS 8.5 - Casamento antes dos 18 anos 3 Indicador MICS 8.6 - Mulheres jovens de 15-19 anos de idade actualmente casadas ou numa união 4 Indicador MICS 8.7 - Poligamia na: não se aplica A percentagem de homens casados antes dos 15 e 18 anos é dada na Tabela CP.7M. Entre os homens de 15-49 anos (1%) casou-se antes dos 15 anos, principalmente os que hoje têm entre 40-44 anos, com maior enfâse entre os residentes da região de Oio (1%), e particularmente entre os da zona rural (1%) sem nenhum nível de instrução (1%) e das famílias mais pobres (1%). Entre os homens de 20-49 anos, 4% casou-se antes dos 18 anos. A maior percentagem foi encontrada entre os residentes da região de Cacheu (7%), assim como entre os da zona rural (6%), com maior realce entre os da faixa etária de 30-34 anos (6%), com o nível primário (6%) e entre os mais pobres (7%). Menos de um percento de homens jovens de 15-19 anos está actualmente casado ou em união. A per- centagem de homens numa relação poligâmica também é dada na Tabela CP.7M. Entre todos os homens de 15-49 anos que estão casados ou em união, 26% está num casamento ou em união poligâmica, com maior destaque para a Região de Quinara (35%), os homens sem nenhum nível de instrução (31%) e nas famílias mais pobres (32%). 230 GUINÉ-BISSAU TABELA CP.7M: CASAMENTO PRECOCE E POLIGAMIA (HOMENS) Percentagem de homens entre 15-49 anos de idade que se casaram ou constituíram uma união conjugal pela primeira vez antes do seu 15º aniversário, percentagens de homens entre 20-49 anos de idade que se casaram ou se uniram antes dos 15 e 18 anos, percentagem de homens entre 15-19 anos de idade actualmente casados ou numa união, e a percentagem de homens que estão num casamento poligâmico ou união, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Homens de 15-49 anos Homens de 20-49 anos Homens de 15-19 anos Homens de 15-49 anos   Percentagem- de homens casados antes dos 15 anos 1 Numero de homens de 15-49 anos Percentagem de homens casados antes dos 15 anos Percentagem de homens casados antes dos 18 anos 2 Numero de ho- mens de 20-49 anos Percentagem de homens actual- mente casados/ numa união 3 Núme- ro de homens de 15-19 anos Percen- tagem no casamento poligâmico/ união 4 Número de homens de 15-49 anos actualmente casados/numa união Total 0.6 4232 0.8 3.7 3121 0.3 1111 25.8 1457                     Região                   Tombali 0.5 252 0.7 5.8 188 0.8 63 27.0 93 Quinara 0.6 148 0.9 3.1 106 0.0 42 35.3 43 Oio 1.2 638 1.7 5.3 458 1.0 180 28.6 259 Biombo 0.6 284 0.9 4.3 193 0.0 91 26.0 98 Bolama/Bijagós 0.5 92 0.7 2.5 69 1.1 24 32.7 33 Bafatá 0.9 384 1.1 5.0 286 0.0 98 28.2 150 Gabú 0.6 408 0.8 5.0 303 1.1 104 24.4 175 Cacheu 0.7 401 0.9 6.9 294 0.0 107 28.6 157 SAB 0.3 1626 0.4 1.5 1224 0.0 402 21.3 449 Província                   Norte 0.9 1322 1.3 5.6 945 0.5 378 28.1 514 Leste 0.7 792 1.0 5.0 589 0.6 203 26.2 325 Sul 0.5 492 0.7 4.4 363 0.6 129 30.2 168 SAB 0.3 1626 0.4 1.5 1224 0.0 402 21.3 449 Meio de residência                   Urbano 0.2 2163 0.3 1.8 1614 0.0 549 20.4 594 Rural 1.0 2069 1.4 5.8 1507 0.7 562 29.5 863 Idade                   15-19 0.0 1111 na na na 0.3 1111 * 4 20-24 0.4 855 0.4 2.0 855 na na 6.5 71 25-29 0.9 612 0.9 2.4 612 na na 12.1 174 30-34 1.0 532 1.0 5.6 532 na na 19.0 317 35-39 0.9 437 0.9 4.3 437 na na 22.9 318 40-44 1.2 352 1.2 5.1 352 na na 30.6 276 45-49 1.1 333 1.1 5.3 333 na na 44.7 297 Nível de Instrução                   Nenhum 1.2 720 1.3 5.7 646 0.0 74 31.4 430 Primário 0.9 1518 1.4 6.4 957 0.5 561 29.0 506 Secundário e mais 0.2 1994 0.3 1.2 1518 0.2 476 18.1 521 Indice de Bem- Estar Económico                   Mais pobre 1.0 724 1.3 6.8 530 0.6 194 32.2 316 Segundo 0.6 756 0.8 6.2 562 0.7 193 28.4 300 Médio 1.4 792 1.9 5.1 574 0.5 218 27.0 293 Quarto 0.2 958 0.3 1.5 697 0.0 261 20.5 262 Mais rico 0.2 1001 0.2 0.7 757 0.0 244 19.7 285 1 Indicador MICS 8.4 - Casamento antes dos 15 anos [M] 2 Indicador MICS 8.5 - Casamento antes dos 18 anos [M] 3 Indicador MICS 8.6 - Homens jovens de 15-19 anos de idade actualmente casados ou numa união [M] 4 Indicador MICS 8.7 - Poligamia [M] na: não se aplica As Tabelas CP.8 e CP.8M apresentam respectivamente a proporção de mulheres e homens que se casaram ou se uniram pela primeira vez antes dos 15 e 18 anos por meio de residência e faixas etárias. Examinar as percentagens dos que se casaram antes dos 15 e 18 anos por diferentes faixas etárias permite observar tendências no casamento precoce ao longo do tempo. Os dados mostram que a prevalência de mulheres casadas ou em união entre 15 e 18 anos de idade tem diminuído gradualmente ao longo do tempo: 51% das mulheres de 40-44 anos casou-se/uniu-se pela primeira vez aos 18 anos em comparação com 24% de mulheres de 20-24 anos. Em relação aos homens, a mais alta prevalência é observada entre os homens da faixa etária de 30-34 anos (6%) comparada com os homens mais novos (20-24 anos) que representam 2%. Em termos gerais, a prevalência nos homens é muito inferior (4%) comparado com as das mulheres (37%). Comparando os meios de residência, constata-se que as mais altas prevalências de casamento antes de 18 anos são observadas no meio rural tanto para as mulheres como os homens, sendo 47% contra 27% do meio urbano para as mulheres e 6% contra 2% para os homens. 231Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A C P .8 : T E N D Ê N C IA S D O C A S A M E N T O P R E C O C E ( M U L H E R E S ) P er ce n ta g em d e m u lh er es q u e se c as ar am o u c o n st it u ír am u m a u n iã o co n ju g al p el a p ri m ei ra v ez a n te s d o s 15 e 1 8 a n o s, p o r m ei o d e re si d ên ci a e fa ix as e tá ri as , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   U rb an o R u ra l To d as   P er ce n ta g em d e m u lh er es ca sa d as a n te s d os 1 5 a n os N ú m er o d e m u lh er es d e 15 -4 9 a n os P er ce n ta g em d e m u lh er es ca sa d as a n te s d os 1 8 a n os N ú m er o d e m u lh er es d e 2 0 -4 9 a n os P er ce n ta g em d e m u lh er es ca sa d as a n te s d os 1 5 a n os N ú m er o d e m u lh er es d e 15 -4 9 a n os P er ce n ta g em d e m u lh er es ca sa d as a n te s d e 18 a n os N ú m er o d e m u lh er es d e 2 0 -4 9 a n os P er ce n ta g em d e m u lh er es ca sa d as a n te s d e 15 a n os N ú m er o d e m u lh er es d e 15 -4 9 a n os P er ce n ta g em d e m u lh er es ca sa d as a n te s d e 18 a n os N ú m er o d e m u lh er es d e 2 0 -4 9 a n os T o ta l 5 .6 5 13 2 2 6 .8 38 8 9 8 .5 5 10 2 4 7. 0 4 0 5 5 7. 1 10 2 34 37 .1 79 4 3 Id ad e                     15 -1 9 0 .9 12 4 3 n a n a 3. 5 10 4 8 n a  n a 2 .0 2 2 9 1 n a n a 2 0 -2 4 3. 7 11 14 12 .8 11 14 9 .2 9 5 7 37 .9 9 5 7 6 .3 2 0 71 2 4 .4 2 0 71 2 5 -2 9 7. 5 9 16 2 5 .6 9 16 11 .5 8 4 1 4 5 .4 8 4 1 9 .4 17 5 8 35 .1 17 5 8 30 -3 4 7. 4 72 5 2 8 .4 72 5 10 .5 77 2 4 9 .6 77 2 9 .0 14 9 7 39 .3 14 9 7 35 -3 9 8 .9 5 0 9 36 .9 5 0 9 9 .3 6 2 0 4 9 .0 6 2 0 9 .1 11 30 4 3. 5 11 30 4 0 -4 4 12 .2 35 8 4 3. 9 35 8 9 .0 5 18 5 5 .4 5 18 10 .3 8 76 5 0 .7 8 76 4 5 -4 9 9 .6 2 6 7 4 2 .6 2 6 7 8 .6 34 5 5 4 .0 34 5 9 .0 6 12 4 9 .1 6 12 n a: n ão s e ap lic a TA B E L A C P .8 M : T E N D Ê N C IA S D O C A S A M E N T O P R E C O C E ( H O M E N S ) P er ce n ta g em d e h o m en s q u e se c as ar am o u c o n st it u ír am u m a u n iã o co n ju g al p el a p ri m ei ra v ez a n te s d o s 15 e 1 8 a n o s, p o r m ei o d e re si d ên ci a e fa ix as e tá ri as , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14 U rb an o R u ra l To d o s P er ce n ta g em d e h om en s ca sa d os a n te s d e 15 an os N ú m er o d e h om en s d e 15 -4 9 a n os P er ce n ta g em d e h om en s ca sa d os a n te s d e 18 an os N ú m er o d e h om en s d e 2 0 -4 9 a n os P er ce n ta g em d e h om en s ca sa d os a n te s d e 15 an os N ú m er o d e h om en s d e 15 -4 9 a n os P er ce n ta g em d e h om en s ca sa d os a n te s d e 18 an os N ú m er o d e h om en s d e 2 0 -4 9 a n os P er ce n ta g em d e h om en s ca sa d os a n te s d e 15 an os N ú m er o d e h om en s d e 1 5 -4 9 a n os P er ce n ta g em d e h om en s ca sa d os an te s d e 18 an os N ú m er o d e h om en s d e 2 0 -4 9 a n os T o ta l 0 .2 2 16 3 1. 8 16 14 1. 0 2 0 6 9 5 .8 15 0 7 0 .6 4 2 32 3. 7 31 2 1 Id ad e               15 -1 9 0 .0 5 4 9 n a n a 0 .0 5 6 2 n a n a 0 .0 11 11 n a n a 2 0 -2 4 0 .0 4 70 0 .6 4 70 0 .9 38 5 3. 8 38 5 0 .4 8 5 5 2 .0 8 5 5 2 5 -2 9 0 .0 32 6 0 .0 32 6 1. 9 2 8 7 5 .1 2 8 7 0 .9 6 12 2 .4 6 12 30 -3 4 0 .0 2 8 5 2 .3 2 8 5 2 .1 2 4 6 9 .4 2 4 6 1. 0 5 32 5 .6 5 32 35 -3 9 0 .0 2 15 1. 9 2 15 1. 8 2 2 2 6 .6 2 2 2 0 .9 4 37 4 .3 4 37 4 0 -4 4 1. 0 16 1 2 .5 16 1 1. 4 19 1 7. 4 19 1 1. 2 35 2 5 .1 35 2 4 5 -4 9 2 .2 15 8 7. 4 15 8 0 .0 17 6 3. 5 17 6 1. 1 33 3 5 .3 33 3 n a: n ão s e ap lic a \ 232 GUINÉ-BISSAU Figura CP.3: Casamento precoce das mulheres, MICS5, Guiné-Bissau, 2014 Uma outra componente é a diferença de idade entre os cônjuges, sendo o indicador a percentagem de mulheres casadas/em união de 10 ou mais anos mais novas que o seu marido actual. A Tabela CP.9 apresenta os resultados da diferença de idade entre maridos e mulheres. Os resultados mostram que há algumas diferenças importantes nas idades dos cônjuges no quinto Inquérito aos Indicadores Múl- tiplos (MICS5). Mais de metade das mulheres de 15-19 anos está actualmente casada ou em união com um homem que é pelo menos 10 anos mais velho (60%) e cerca de metade das mulheres de 20-24 anos (47%) está actualmente casada ou em união com um homem que é ao menos 10 anos mais velho. O fenómeno de casamento entre parceiros com mais de 10 anos está mais presente nas zonas urbanas, sendo de 69% para mulheres da faixa etária dos 15-19 anos e 54% para as da faixa etária dos 20-24 anos, enquanto que em relação ao meio rural, as prevalência são de 55% para 15-19 anos e 44% para 20-24 anos. Na sua maioria, as vítimas deste fenómeno são mulheres de 15-19 anos, sem nível de instrução e as do nível primário que constituem respetivamente 57% e 64% destas. MUTILAÇÃO GENITAL FEMININA/EXCISÃO A mutilação genital feminina/excisão (MGF/E) é a remoção parcial ou total dos órgãos genitais femini- nos externos ou outra lesão nos órgãos genitais femininos. A MGF/E é sempre traumática com compli- cações imediatas, incluindo dor insuportável, choque, retenção da urina, ulceração dos órgãos genitais e lesão no tecido adjacente. Outras complicações incluem septicemia, infertilidade, parto obstruído e até morte. O processo é geralmente realizado em meninas entre os 4 e os 14 anos; também é feito a bebés, a mulheres prestes a casar-se e, às vezes, a mulheres grávidas do primeiro filho que acabaram de dar à luz. É realizado com frequência por profissionais da medicina tradicional, incluindo parteiras, sem anestesia, usando facas, canivetes, tesouras, lâminas de barbear ou vidro partido. 233Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 A MGF/E é uma violação fundamental dos direitos humanos. Sujeita as meninas e mulheres a riscos de saúde e tem consequências letais. Embora nenhum instrumento internacional de direitos humanos tra- te especificamente desta prática, o Artigo 25º da Declaração Universal dos Direitos Humano afirma que “todos têm direito a condições de vida adequadas à saúde e ao bem-estar” e tem sido utilizada para defender que a MGF/E viola o direito à saúde e à integridade corporal. Além disso, pode-se argumentar que não se pode dizer que as meninas, isto é, as crianças deram um consentimento fundamentado a uma prática potencialmente tão prejudicial como a MGF/E. A Tabela CP.10 apresenta a prevalência de MGF/E entre as mulheres de 15-49 anos e o tipo de pro- cedimento. Constata-se que 45% das mulheres declararam ter sido submetidas a alguma forma de mutilação genital. As percentagens diminuem com o aumento do nível de instrução, sendo de 62% das mulheres sem instrução formal para 24% de mulheres com o ensino secundário e mais. Em relação às faixas etárias, não existe praticamente nenhuma diferença, uma vez que todas as faixas (15-49 anos) têm mais de 40% de mulheres excisadas. A prática parece ser mais comum no meio rural (50%), em comparação com o meio urbano (40%) e nas regiões de Gabu (96%), Bafatá (87%). 234 GUINÉ-BISSAU TA B E L A C P .9 : D IF E R E N Ç A D E I D A D E E N T R E O S C Ô N JU G E S D is tr ib u iç ão p er ce n tu al d e m u lh er es d e 15 -1 9 a n o s e 2 0 -2 4 a n o s d e id ad e, a ct u al m en te c as ad as /e m u n iã o , s eg u n d o a d if er en ça d e id ad e co m o s eu m ar id o o u c o m p an h ei ro , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   P er ce n ta g em d e m u lh er es d e 15 -1 9 a n o s ac tu al m en te c as ad as /n u m a u n iã o , c u jo m ar id o o u c o m p an h ei ro é : N ú m er o d e m u lh er es d e 15 -1 9 a n os ac tu al m en te ca sa d as /n u m a u n iã o P er ce n ta g em d e m u lh er es d e 2 0 -2 4 a n o s ac tu al m en te c as ad as / n u m a u n iã o , c u jo m ar id o o u c o m p an h ei ro é : N ú m er o d e m u lh er es d e 2 0 -2 4 a n os ac tu al m en te ca sa d as /n u m a u n iã o M ai s n ov o 0 -4 a n os m ai s ve lh o 5 -9 an os m ai s ve lh o 10 + an os m ai s ve lh o 1 Id ad e d es co n h ec id a d o m ar id o / co m p an h ei ro To ta l M ai s n ov o 0 -4 an os m ai s ve lh o 5 -9 a n os m ai s ve lh o 10 + an os m ai s ve lh o 2 Id ad e d es co n h ec id a d o m ar id o / co m p an h ei ro To ta l T o ta l 0 .3 10 .1 2 3. 0 5 9 .6 7. 0 10 0 .0 2 6 1 3. 0 17 .1 2 4 .9 4 7. 3 7. 8 10 0 .0 8 72 R eg iã o                   To m b al i (0 .0 ) (9 .1 ) (1 2 .8 ) (5 6 .9 ) (2 1. 2 ) 10 0 .0 2 1 5 .3 6 .7 18 .5 5 6 .4 13 .1 10 0 .0 76 Q u in ar a (2 .4 ) (9 .8 ) (1 5 .6 ) (7 2 .2 ) (0 .0 ) 10 0 .0 13 5 .8 13 .2 2 4 .6 5 4 .5 1. 9 10 0 .0 33 O io 0 .0 10 .5 2 5 .5 6 2 .1 2 .0 10 0 .0 5 5 2 .8 2 2 .4 2 7. 2 4 4 .6 3. 0 10 0 .0 19 8 B io m b o * * * * * * 10 2 .4 19 .8 2 9 .3 34 .4 14 .1 10 0 .0 5 0 B ol am a/ B ija g ós * * * * * * 6 .6 (2 5 .5 ) (1 9 .1 ) (3 5 .0 ) (1 3. 8 ) (6 .6 ) 10 0 .0 10 B af at á (0 .0 ) (1 .8 ) (1 7. 1) (6 7. 1) (1 4 .0 ) 10 0 .0 4 7 3. 6 14 .4 2 5 .4 4 1. 4 15 .3 10 0 .0 12 1 G ab ú * * * * * * 4 3 2 .4 13 .1 2 6 .1 4 7. 9 10 .5 10 0 .0 15 1 C ac h eu * * * * * * 2 0 2 .2 2 7. 9 2 2 .4 4 4 .7 2 .8 10 0 .0 5 9 S A B 0 .0 6 .1 18 .7 6 9 .1 6 .0 10 0 .0 5 1 2 .0 16 .8 2 3. 5 5 3. 8 3. 9 10 0 .0 17 5 P ro ví n ci a N or te 0 .7 12 .8 2 8 .9 5 5 .6 2 .0 8 5 2 .6 2 3. 0 2 6 .6 4 3. 0 4 .8 10 0 .0 30 6 Le st e 0 .0 10 .0 2 3. 1 5 6 .9 10 .0 10 0 .0 9 1 2 .9 13 .7 2 5 .7 4 5 .0 12 .7 10 0 .0 2 72 S u l 0 .9 9 .9 14 .2 6 2 .3 (1 2 .8 ) 10 0 .0 34 5 .6 10 .0 2 0 .3 5 4 .1 10 .0 10 0 .0 11 9 S A B 0 .0 6 .1 18 .7 6 9 .1 6 .0 10 0 .0 5 1 2 .0 16 .8 2 3. 5 5 3. 8 3. 9 10 0 .0 17 5 M ei o d e re si d ên ci a                   U rb an o 0 .0 7. 9 18 .3 6 9 .2 4 .6 10 0 .0 8 3 1. 3 15 .0 2 4 .2 5 3. 9 5 .6 10 0 .0 2 72 R u ra l 0 .5 11 .2 2 5 .1 5 5 .1 8 .1 10 0 .0 17 8 3. 8 18 .0 2 5 .2 4 4 .3 8 .8 10 0 .0 6 0 0 Id ad e                   15 -1 9 0 .3 10 .1 2 3. 0 5 9 .6 7. 0 10 0 .0 2 6 1 n a n a n a n a n a n a n a 2 0 -2 4 n a n a n a n a n a n a n a 3. 0 17 .1 2 4 .9 4 7. 3 7. 8 10 0 .0 8 72 235Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A C P .9 ( C O N T IN U A Ç Ã O ): D IF E R E N Ç A D E I D A D E E N T R E O S C Ô N JU G E S D is tr ib u iç ão p er ce n tu al d e m u lh er es d e 15 -1 9 a n o s e 2 0 -2 4 a n o s d e id ad e, a ct u al m en te c as ad as /e m u n iã o , s eg u n d o a d if er en ça d e id ad e co m o s eu m ar id o o u c o m p an h ei ro , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   P er ce n ta g em d e m u lh er es d e 15 -1 9 a n o s ac tu al m en te c as ad as /n u m a u n iã o , c u jo m ar id o o u c o m p an h ei ro é : N ú m er o d e m u lh er es d e 15 -1 9 a n os ac tu al m en te ca sa d as /n u m a u n iã o P er ce n ta g em d e m u lh er es d e 2 0 -2 4 a n o s ac tu al m en te c as ad as / n u m a u n iã o , c u jo m ar id o o u c o m p an h ei ro é : N ú m er o d e m u lh er es d e 2 0 -2 4 a n os ac tu al m en te ca sa d as /n u m a u n iã o M ai s n ov o 0 -4 a n os m ai s ve lh o 5 -9 an os m ai s ve lh o 10 + an os m ai s ve lh o 1 Id ad e d es co n h ec id a d o m ar id o / co m p an h ei ro To ta l M ai s n ov o 0 -4 an os m ai s ve lh o 5 -9 a n os m ai s ve lh o 10 + an os m ai s ve lh o 2 Id ad e d es co n h ec id a d o m ar id o / co m p an h ei ro To ta l N iv el d e In st ru çã o                   N en h u m 0 .0 10 .0 2 4 .3 5 7. 0 8 .7 10 0 .0 11 8 3. 0 11 .2 2 5 .8 5 1. 2 8 .9 10 0 .0 4 2 7 P ri m ár io 0 .7 9 .6 19 .4 6 3. 9 6 .3 10 0 .0 12 7 3. 2 2 1. 1 2 2 .4 4 5 .7 7. 6 10 0 .0 32 8 S ec u n d ár io e m ai s * * * * * * 16 2 .5 2 7. 3 2 8 .5 37 .4 4 .3 10 0 .0 11 7 In d ic e d e B em - E st ar E co n ó m ic o                   O m ai s p ob re 1. 4 11 .8 2 1. 4 5 8 .3 7. 0 10 0 .0 6 3 5 .2 2 5 .3 2 1. 6 4 1. 2 6 .7 10 0 .0 19 9 S eg u n d o 0 .0 11 .6 2 5 .7 5 4 .8 7. 8 10 0 .0 5 1 3. 1 15 .5 2 8 .0 4 4 .6 8 .8 10 0 .0 2 2 4 M éd io 0 .0 9 .7 2 5 .4 5 5 .5 9 .5 10 0 .0 6 2 2 .8 13 .5 2 5 .8 4 7. 6 10 .2 10 0 .0 19 0 Q u ar to 0 .0 9 .5 17 .1 6 6 .7 6 .7 10 0 .0 5 8 1. 1 12 .6 2 2 .2 5 8 .0 6 .1 10 0 ,0 16 5 O m ai s ri co * * * * * * 2 7 1. 7 18 .4 2 7. 1 4 7. 1 5 .7 10 0 ,0 9 5 1 I n d ic ad or M IC S 8 .8 a - D if er en ça d e id ad e en tr e os c ôn ju g es (e n tr e m u lh er es d e 15 -1 9 a n os d e id ad e) 2 In d ic ad or M IC S 8 .8 b - D if er en ça d e id ad e en tr e os c ôn ju g es (e n tr e m u lh er es d e 2 0 -2 4 a n os d e id ad e) N a: n ão s e ap lic a ; ( .) V al or es b as ea d os e n tr e 2 5 -4 9 c as os n ão p on d er ad os ; * V al or es b as ea d os e m m en os d e 2 5 c as os n ão p on d er ad os 236 GUINÉ-BISSAU TABELA CP.10: MUTILAÇÃO GENITAL FEMININA/EXCISÃO (MGF/E) ENTRE MULHERES Percentagem de mulheres de 15-49 anos por situação de MGF/E e distribuição da percentagem de mulheres que foram alvo de MGF/E por tipo de MGF/E, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de mulheres que fo- ram alvo de alguma forma de MGF/E 1 Número de mulheres de 15-49 anos Distribuição da percentagem de mulheres de 15-49 anos de idade que sofreram MGF/E: Número de mulheres de 15-49 anos alvo de MGF/E Tiveram a car- ne removida Tiveram incisões Foram costuradas Forma de MGF/E não determinada Total Total 44.9 10234 86.8 .8 6.0 6.5 100.0 4597 Região                 Tombali 53.2 615 82.1 3.8 10.5 3.6 100.0 327 Quinara 50.8 328 97.6 0.0 2.4 0.0 100.0 166 Oio 44.2 1608 96.2 0.1 2.8 0.9 100.0 711 Biombo 4.5 712 (86.3) (9.4) (2.2) (2.1) 100.0 32 Bolama/Bijagós 21.8 204 89.3 0.0 6.2 4.5 100.0 44 Bafatá 86.8 1067 94.0 0.1 4.4 1.5 100.0 926 Gabú 96.3 1069 73.2 0.7 10.0 16.1 100.0 1030 Cacheu 16.0 883 90.9 0.0 9.1 0.0 100.0 142 SAB 32.5 3747 86.4 1.1 4.5 7.9 100.0 1218 Província Norte 27.6 3204 95.0 0.4 3.8 0.8 100.0 885 Leste 91.5 2137 83.0 0.4 7.4 9.2 100.0 1956 Sul 46.9 1146 87.5 2.3 7.6 2.6 100.0 538 SAB 32.5 3747 86.4 1.1 4.5 7.9 100.0 1218 Meio de residência               Urbano 39.8 5132 88.5 0.9 3.8 6.9 100.0 2042 Rural 50.1 5102 85.4 0.8 7.7 6.1 100.0 2555 Idade             100.0   15-19 41.9 2291 89.8 1.1 4.2 5.0 100.0 960 20-24 45.9 2071 86.8 1.3 5.0 6.9 100.0 950 25-29 47.7 1758 86.4 0.7 4.4 8.5 100.0 839 30-34 46.7 1497 87.8 0.6 5.0 6.6 100.0 699 35-39 40.5 1130 86.4 0.3 8.1 5.2 100.0 457 40-44 47.5 876 83.7 0.4 10.0 5.8 100.0 416 45-49 45.2 612 79.6 0.8 12.7 6.9 100.0 277 Nivel de Instrução               Nenhum 61.8 4200 85.8 0.6 7.3 6.3 100.0 2595 Primário 41.2 3177 87.4 0.9 5.6 6.1 100.0 1310 Secundário e mais 24.2 2856 89.1 1.6 1.6 7.7 100.0 692 Indice de Bem- Estar Económico             100.0   O mais pobre 17.9 1797 77.2 0.6 6.9 15.2 100.0 322 Segundo 59.1 1827 86.4 0.7 7.3 5.6 100.0 1080 Médio 65.4 1923 86.6 0.9 7.0 5.5 100.0 1258 Quarto 47.2 2206 89.7 0.5 5.3 4.5 100.0 1042 O mais rico 36.1 2481 87.5 1.4 3.3 7.9 100.0 895 1 Indicador MICS 8.10 - Prevalência de MGF/E entre mulheres (.) Valores baseados entre 25-49 casos não ponderados A Tabela CP.11 apresenta a prevalência e a extensão da MGF/E realizada em todas as meninas de 0-14 anos filhas dos inquiridos. É importante lembrar que os dados da prevalência para as meninas de 0-14 anos reflectem o seu estado de MGF/E actual, não o final, uma vez que muitas podem não ter chegado à idade habitual para a excisão na altura do inquérito. São declaradas como não excisadas mas ainda estão em risco de o ser. Em geral, 30% das meninas foi alvo de MGF/E. As meninas cujas mães não têm instrução (40%) têm mais probabilidades de estarem expostas à prática de MGF/E em comparação com filhas cujas mães têm o ensino primário (17%) ou secundário e mais (5%). As informações contidas nesta tabela apresen- 237Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 tam comportamento semelhante com a tabela relativa às mulheres com idade entre 15-49 anos. As regiões com mais alta prevalência são as de Gabu (69%), Bafatá (61%), enquanto que as regiões com mais baixa prevalência são as de Biombo (1%) e Bolama/Bijagós (7%). TABELA CP.11: MUTILAÇÃO GENITAL FEMININA/EXCISÃO (MGF/E) ENTRE MENINAS Percentagem de meninas de 0-14 anos de idade por situação de MGF/E e distribuição da percentagem de meninas alvo de MGF/E por tipo de MGF/E, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de meninas que foram alvo de alguma forma de MGF/E 1 Número de meninas de 0-14 anos Distribuição percentual de filhas de 0-14 anos de idade que foram alvo de MGF/E: Número de meni- nas entre 0-14 anos de idade alvo de MGF/E Tiveram a carne re- movida Tiveram incisões Foram costuradas Forma de MGF/E não determinada Total Total 29.6 8276 88.4 1.5 4.7 5.5 100.0 2451 Região                 Tombali 30.8 551 81.7 5.1 11.3 1.8 100.0 169 Quinara 23.8 306 97.5 0.0 2.1 0.5 100.0 73 Oio 27.1 1674 99.7 0.0 0.3 0.0 100.0 453 Biombo 1.0 615 * * * * 100.0 6 Bolama/Bijagós 7.2 172 (94.4) (0.0) (5.6) (0.0) 100.0 12 Bafatá 60.6 962 91.8 0.0 6.6 1.6 100.0 583 Gabú 69.0 1051 80.5 0.7 2.6 16.2 100.0 726 Cacheu 9.1 810 94.3 0.0 5.7 0.0 100.0 73 SAB 16.6 2134 84.3 5.7 8.9 1.0 100.0 355 Província Norte 17.2 3099 98.7 0.3 1.0 0.0 100.0 533 Leste 65.0 2013 85.6 0.4 4.4 9.7 100.0 1309 Sul 24.7 1029 86.9 3.4 8.4 1.3 100.0 255 SAB 16.6 2134 84.3 5.7 8.9 1.0 100.0 355 Meio de residência Urbano 21.3 3105 87.8 3.1 6.1 3.0 100.0 662 Rural 34.6 5171 88.6 0.9 4.2 6.4 100.0 1788 Idade 0-4 15.5 3315 86.9 1.4 5.2 6.5 100.0 515 5-9 36.1 2876 88.5 1.0 4.4 6.0 100.0 1037 10-14 43.1 2085 89.0 2.0 4.7 4.2 100.0 899 Nível de instrução da mãe Nenhum 40.1 5093 88.5 1.2 4.7 5.7 100.0 2042 Primário 17.1 2046 87.0 2.3 5.6 5.0 100.0 350 Secundário e mais 5.2 1136 92.0 (7.2) (0.0) (.8) 100.0 59 Experiência de MGF/E da mãe Nenhuma MGF/E 0.5 4160 * * * * 100.0 22 Sofreu MGF/E 59.0 4116 88.3 1.5 4.8 5.5 100.0 2429 Indice de Bem- Estar Económico O mais pobre 13.1 1880 80.4 0.0 4.8 14.8 100.0 247 Segundo 41.0 1794 89.9 0.3 4.7 5.0 100.0 736 Médio 43.8 1834 89.7 2.5 2.8 5.0 100.0 803 Quarto 28.3 1577 89.4 1.7 5.1 3.9 100.0 446 O mais rico 18.4 1191 85.0 2.8 10,9 1.2 100.0 219 1 Indicador MICS 8.11 - Prevalência de MGF/E entre meninas * Valores baseados em menos de 25 casos não ponderados (.) Valores baseados entre 25-49 casos não ponderados A Tabela CP.12 apresenta as atitudes das mulheres em relação a MGF/E. Quanto a opinião se a prática deve ser mantida ou não, 13% das mulheres pensam que deve ser mantida ao passo que 81% acreditava que devia ser abolida. As mulheres das regiões de Gabu (36%) e Bafatá (30%) são mais a favor da conti- 238 GUINÉ-BISSAU nuidade da prática. Também o apoio à continuação é maior entre as mulheres sem instrução (23%) em comparação com as do nível secundário e mais (2%). Verificando o comportamento entre as mulheres que sofreram MGF/E e as que não sofreram esta prática, quanto a sua continuidade ou não, os dados mostram que entre as Mulheres vítimas desta prática 27% defendem a sua continuidade contrariamen- te a 1% entre as não excisadas. TABELA CP.12: APROVAÇÃO DA MUTILAÇÃO GENITAL FEMININA/EXCISÃO (MGF/E) Percentagem de mulheres de 15-49 anos de idade que ouviram falar de MGF/E, e distribuição da percentagem de mulheres de acordo com as atitudes em relação à questão de saber se a prática de MGF/E deve ser mantida ou não, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de mulheres que ouviram falar de MGF/E Número de mulheres de 15-49 anos Distribuição percentual de mulheres que pensam que a prática de MGF/E deve ser: Número de mulhe- res de 15-49 anos que ouviram falar de MGF/EContinuada 1 Eliminada Depende Em falta/ NS Total Total 99.1 10234 12.8 81.4 4.1 1.6 100.0 10137 Região                 Tombali 95.3 615 21.6 73.0 2.2 3.2 100.0 586 Quinara 100.0 328 9.3 86.4 4.3 0.1 100.0 328 Oio 99.9 1608 13.7 80.8 4.6 0.9 100.0 1607 Biombo 95.3 712 2.8 86.4 4.7 6.1 100.0 679 Bolama/Bijagós 96.4 204 6.3 85.2 4.0 4.5 100.0 197 Bafatá 100.0 1067 29.5 61.3 7.0 2.2 100.0 1067 Gabú 100.0 1069 35.6 56.5 5.5 2.4 100.0 1069 Cacheu 100.0 883 2.5 94.1 2.8 0.6 100.0 883 SAB 99.3 3747 4.7 91.4 3.3 0.7 100.0 3721 Província                 Norte 98.9 3204 8.3 85.7 4.1 1.9 100.0 3169 Leste 100.0 2137 32.6 58.9 6.2 2.3 100.0 2137 Sul 96.8 1146 15.3 79.1 3.1 2.5 100.0 1110 SAB 99.3 3747 4.7 91.4 3.3 0.7 100.0 3721 Meio de residência                 Urbano 99.4 5132 6.3 89.6 3.3 0.8 100.0 5100 Rural 98.7 5102 19.5 73.1 5.0 2.4 100.0 5038 Idade                 15-19 98.9 2291 11.0 84.3 2.7 2.1 100.0 2265 20-24 99.2 2071 12.2 83.5 3.3 1.0 100.0 2055 25-29 99.6 1758 13.3 81.4 4.0 1.2 100.0 1751 30-34 99.3 1497 14.4 79.0 5.4 1.2 100.0 1487 35-39 99.3 1130 14.2 79.3 4.9 1.6 100.0 1122 40-44 98.1 876 13.7 78.1 6.0 2.3 100.0 860 45-49 97.9 612 13.0 78.4 5.5 3.0 100.0 599 Nivel de Instrução                 Nenhum 98.8 4200 22.6 67.9 6.9 2.7 100.0 4151 Primário 98.8 3177 9.9 85.3 3.3 1.5 100.0 3139 Secundário e mais 99.7 2856 1.8 96.9 1.1 0.2 100.0 2848 Experiência na FGM/C                 Nenhuma MGF/E 98.3 5637 1.3 95.2 2.1 1.5 100.0 5540 Sofreu MGF/E 100.0 4597 26.8 64.9 6.6 1.8 100.0 4597 Indice de Bem- Estar Económico                 O mais pobre 97.3 1797 7.9 84.5 4.5 3.1 100.0 1749 Segundo 99.2 1827 21.5 71.1 5.2 2.2 100.0 1813 Médio 99.4 1923 23.8 69.6 5.2 1.4 100.0 1911 Quarto 99.5 2206 10.4 84.2 4.0 1.4 100.0 2195 O mais rico 99.6 2481 3.6 93.6 2.4 0.4 100.0 2470 1 Indicador MICS 8.9 - Aprovação de MGF/C * Valores baseados em menos de 25 casos não ponderados 239Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 ATITUDES EM RELAÇÃO À VIOLÊNCIA DOMÉSTICA O MICS avaliou as atitudes das mulheres e dos homens de 15-49 anos em relação a bater na mulher/ parceira perguntando aos inquiridos se se justificava que os maridos/parceiros batessem ou espancas- sem as suas mulheres/parceiras em várias situações. A finalidade destas perguntas era captar a justi- ficação social da violência (em contextos nos quais as mulheres têm uma posição social mais baixa na sociedade) como acção disciplinar quando uma mulher não cumpre certos papéis previstos inerentes ao género. As respostas a estas perguntas podem ser encontradas na Tabela CP.13 para as mulheres e na Tabela CP.13M para os homens. Em geral, 42% das mulheres do quinto Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS-5) pensa que se justifica que o marido/parceiro bata ou espanque a mulher pelo menos numa de cinco situações. As mulheres que justificam a violência do marido, na maioria dos casos concordam com e justificam a violência nos casos em que uma mulher não preste atenção aos filhos (25%), ou se demonstrar a sua autonomia por exemplo saindo sem dizer ao marido (21%) ou discutindo com ele (28%), ou ainda se ela recusar ter relações sexuais com o marido (19%) ou se queimar a comida (8%). A justificação de qualquer destas atitudes está mais presente entre as mulheres sem nenhum nível de instrução (49%), baixando para 29% das mais instruídas (secundário e mais). As maiores prevalências são as das regiões de Bafatá (74%), Tombali (65%) e Bolama/Bijagós (61%). Como mostrado na Tabela CP.13M, os homens estão menos inclinados a justificar a violência do que as mulheres. Em geral, 29% dos homens justifica bater na mulher por qualquer das cinco razões, com- parado com 42% das mulheres. Cerca 16% dos homens justifica bater na mulher se ela não prestar atenção aos filhos, 17% concorda se ela discutir com o marido e 10% concorda se ela sair sem lhe dizer. Os homens que vivem nos agregados pobres têm muito mais probabilidades de concordar com uma das razões (35%) do que os homens que vivem nos agregados mais ricos (22%). A percentagem de homens que aprova pelo menos uma razão é mais elevada na região de Bolama/Bijagós (82%) e mais baixa em Cacheu (15%). 240 GUINÉ-BISSAU TABELA CP.13: ATITUDES EM RELAÇÃO À VIOLÊNCIA DOMÉSTICA (MULHERES) Percentagem de mulheres de 15-49 anos de idade que pensam que se justifica que um marido bata na sua mulher em várias circunstâncias, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de mulheres de 15-49 anos de idade que pensam que se justifica que um marido bata na sua mulher: Número de mulheres de 15-49 anos Se ela sair sem lhe dizer Se ela não prestar aten- ção aos filhos Se ela discutir com ele Se ela se recu- sar a ter rela- ções sexuais com ele Se ela quei- mar a comida Por qualquer destes moti- vos 1 Total 20.5 24.9 28.2 19.2 7.8 41.8 10234 Região               Tombali 38.1 47.3 32.9 26.7 6.1 64.7 615 Quinara 14.9 16.3 15.7 5.9 4.6 29.0 328 Oio 19.3 19.9 22.3 22.3 7.7 35.2 1608 Biombo 11.6 23.6 31.4 8.1 7.4 40.8 712 Bolama/Bijagós 32.7 40.0 42.6 29.7 12.6 61.3 204 Bafatá 49.7 58.4 50.9 52.1 30.0 74.4 1067 Gabú 12.3 11.8 25.5 18.1 2.5 33.9 1069 Cacheu 18.9 15.3 26.7 7.0 0.7 32.4 883 SAB 13.9 20.1 24.4 13.1 5.2 36.3 3747 Província               Norte 17.5 19.5 25.5 14.9 5.7 35.7 3204 Leste 31.0 35.1 38.2 35.1 16.3 54.1 2137 Sul 30.5 37.1 29.7 21.3 6.8 53.9 1146 SAB 13.9 20.1 24.4 13.1 5.2 36.3 3747 Meio de residência               Urbano 15.8 21.9 24.5 14.2 5.8 37.4 5132 Rural 25.2 28.0 31.9 24.1 9.9 46.2 5102 Idade               15-19 19.4 25.1 26.9 16.4 9.6 39.6 2291 20-24 20.9 25.8 26.8 19.7 7.4 41.9 2071 25-29 19.7 24.7 28.6 18.0 7.2 43.2 1758 30-34 19.8 24.5 28.4 21.4 7.4 42.2 1497 35-39 22.1 26.9 30.7 23.7 8.0 44.5 1130 40-44 21.9 24.1 29.0 18.0 6.7 41.1 876 45-49 21.6 20.9 30.9 18.9 6.9 40.8 612 Estado Civil               Actualmente casada/numa união 24.3 27.2 32.0 23.7 8.4 46.8 5616 Anteriormente casada/numa união 19.0 25.1 25.8 16.0 7.3 39.2 705 Nunca foi casada/nem esteve numa união 15.2 21.6 23.3 13.2 7.1 35.1 3913 Nivel de Instrução               Nenhum 27.5 29.0 33.8 27.5 9.9 48.6 4200 Primário 21.2 26.9 29.2 18.3 8.5 44.3 3177 Secundário e mais 9.3 16.8 19.0 8.0 4.0 28.9 2856 Indice de Bem-Estar Económico               O mais pobre 21.4 24.4 29.3 19.7 6.9 43.2 1797 Segundo 25.5 28.2 32.1 24.9 10.3 47.5 1827 Médio 27.5 31.6 34.0 25.8 11.6 49.3 1923 Quarto 18.2 24.5 28.1 17.1 7.0 41.4 2206 O mais rico 12.6 18.1 20.2 11.2 4.6 31.1 2481 1 Indicador MICS 8.12 - Atitudes em relação à violência doméstica 241Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA CP.13M: ATITUDES EM RELAÇÃO À VIOLÊNCIA DOMÉSTICA (HOMENS) Percentagem de homens de 15-49 anos de idade que pensam que se justifica que um marido bata na sua mulher em várias circunstâncias, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de homens de 15-49 anos de idade que pensam que se justifica que um marido bata na sua mulher: Número de homens de 15-49 anos Se ela sair sem lhe dizer Se ela não prestar aten- ção aos filhos Se ela discutir com ele Se ela se recu- sar a ter relações se- xuais com ele Se ela quei- mar a comida Por qualquer destes moti- vos 1 Total 10.0 15.9 16.7 10.4 6.5 28.7 4232 Região         Tombali 14.2 12.0 21.6 15.9 4.5 35.0 252 Quinara 5.9 10.6 19.8 6.0 7.6 23.1 148 Oio 7.8 19.0 11.9 11.2 10.3 33.4 638 Biombo 24.1 29.3 30.4 25.0 17.3 38.5 284 Bolama/Bijagós 73.2 79.7 67.0 33.4 41.2 81.9 92 Bafatá 9.2 15.3 12.5 13.6 2.2 28.8 384 Gabú 12.1 15.6 16.9 14.0 8.3 35.3 408 Cacheu 1.2 9.1 10.2 0.9 0.9 14.7 401 SAB 6.5 11.6 14.7 6.5 3.4 23.4 1626 Província Norte 9.3 18.2 15.4 11.0 9.0 28.8 1322 Leste 10.7 15.5 14.8 13.8 5.3 32.1 792 Sul 22.8 24.3 29.6 16.2 12.3 40.2 492 SAB 6.5 11.6 14.7 6.5 3.4 23.4 1626 Meio de residência         Urbano 6.9 12.8 15.0 7.0 4.2 24.2 2163 Rural 13.3 19.0 18.3 14.0 9.0 33.4 2069 Idade         15-19 12.3 20.5 22.2 14.4 11.6 37.0 1111 20-24 10.3 18.0 15.6 10.2 6.3 29.4 855 25-29 8.6 14.1 14.6 8.7 4.3 25.7 612 30-34 7.0 13.2 14.7 8.7 4.6 23.5 532 35-39 6.2 9.7 11.7 6.0 2.5 18.8 437 40-44 13.1 16.3 16.8 9.6 6.1 29.6 352 45-49 11.5 9.9 14.4 10.3 3.2 25.0 333 Estado Civil         Actualmente casado/numa união 9.6 12.8 13.5 8.2 4.1 23.7 1457 Anteriormente casado/numa união 5.9 11.0 20.5 9.4 4.7 31.4 182 Nunca foi casado/nem esteve numa união 10.6 18.0 18.1 11.8 8.1 31.3 2593 Nível de Instrução         Nenhum 12.8 19.0 19.8 13.6 7.0 35.1 720 Primário 11.5 17.3 18.7 13.3 8.0 32.6 1518 Secundário e mais 8.0 13.7 13.9 7.1 5.2 23.4 1994 Indice de Bem-Estar Económico O mais pobre 14.4 21.5 20.5 15.0 12.4 35.1 724 Segundo 10.8 16.7 16.3 11.8 8.1 31.0 756 Médio 11.5 17.2 18.6 12.9 5.8 31.7 792 Quarto 8.5 12.7 17.4 8.9 3.8 26.9 958 O mais rico 6.6 13.2 11.9 5.5 4.4 21.7 1001 1 Indicador MICS 8.12 - Atitudes em relação à violência doméstica [M] 242 GUINÉ-BISSAU VIVÊNCIA DAS CRIANÇAS A CDC reconhece que “a criança, para o desenvolvimento pleno e harmonioso da sua personalidade, deve crescer num ambiente familiar, numa atmosfera de felicidade, amor e compreensão”. Milhões de crianças no mundo inteiro crescem sem os cuidados dos seus pais por várias razões, inclusive devido à morte prematura dos pais ou à sua migração em busca de trabalho. Na maioria dos casos, estas crian- ças são criadas por membros da família alargada e em outros casos, as crianças podem estar a viver noutros agregados familiares que não é seu, por exemplo como empregadas domésticas residentes. Compreender as condições de vida das crianças, incluindo a composição dos agregados em que vivem e a relação com os educadores directos, é essencial para conceber intervenções direccionadas com o propósito de promover os cuidados e o bem-estar da criança. A Tabela CP.14 apresenta informações sobre as condições de vida e o estado de orfandade de crianças com menos de 18 anos. Cerca de 51% das crianças de 0-17 anos do MICS5 vive com ambos os pais, 20% vive com a mãe apenas e 8% vive com o pai apenas. Por outro lado, 22% das crianças não vive com os pais biológicos. 16% vive apenas com a mãe, apesar do pai biológico estar vivo e 6% vivem só com o pai tendo ainda a mãe viva. Muito poucas crianças que não vivem com nenhum dos pais biológicos perde- ram ambos os progenitores (2%). Por outro lado, 3% das crianças que não vivem com nenhum dos pais biológicos têm apenas a mãe viva e 2% das crianças tem apenas o pai vivo. Como previsto, as crianças mais velhas têm menos probabilidades do que as mais novas de viver com ambos os progenitores e ligeiramente mais probabilidades do que as mais novas de ter perdido ambos os progenitores. A Tabela CP.14 também mostra que a percentagem de crianças a viver com ambos os progenitores é mais elevada no segundo quintil de bem-estar económico (59%) e mais baixo no quintil mais rico (42%). Em relação às crianças que vivem só com a mãe, enquanto o pai estiver vivo, existe grandes disparidades entre as regiões, varia entre 11% na Região de Tombali e 24% na Região de Bo- lama/Bijagós. Esta percentagem é mais elevada na zonas urbanas (20%) contra 13% nas zonas rurais. 243Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A C P .1 4 : V IV Ê N C IA D A S C R IA N Ç A S E O R F A N D A D E P er ce n ta g em d e cr ia n ça s d e 0 -1 7a n o s d e ac o rd o co m a v iv ên ci a co m o s p ai s, p er ce n ta g em d e cr ia n ça s d e 0 -1 7 an o s d e id ad e q u e n ão v iv em c o m o p ai b io ló g ic o o u a m ãe b io ló g ic a e p er ce n ta g em d e cr ia n ça s co m u m d o s p ai s fa le ci d o , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   V iv em c om am b os o s p ai s Q u e n ão v iv em c om n en h u m d os p ai s b io ló g ic os Q u e vi ve m s ó co m a m ãe Q u e vi ve m s ó co m o p ai F al ta d e in fo rm aç ão s ob re p ai / m ãe To ta l Q u e n ão v iv em co m n en h u m d os p ai s b io ló - g ic os 1 U m d os p ai s fa le ci d o 2 N úm er o d e cr ia nç as d e 0 -1 7 an os A p en as o p ai e st á vi vo A p en as a m ãe es tá v iv a A m b os e st ão v iv os A m b os fa le ci d os P ai vi vo P ai fa le ci d o M ãe vi va M ãe fa le ci d a T o ta l 5 0 .7 1. 6 3. 3 15 .5 1. 5 15 .7 3. 9 6 .3 1. 3 0 .2 10 0 .0 2 1. 9 11 .6 2 37 9 2 S ex o                             M as cu lin o 5 2 .6 1. 2 3. 0 12 .5 1. 3 16 .0 4 .2 7. 4 1. 5 0 .3 10 0 .0 17 .9 11 .1 12 13 6 F em in in o 4 8 .6 2 .1 3. 6 18 .6 1. 6 15 .4 3. 7 5 .1 1. 1 0 .2 10 0 .0 2 6 .0 12 .2 11 6 5 6 R eg iã o                     10 0 .0       To m b al i 5 1. 1 1. 3 3. 4 16 .4 0 .7 11 .1 2 .8 11 .6 1. 5 0 .1 10 0 .0 2 1. 8 9 .8 16 74 Q u in ar a 4 7. 0 1. 8 5 .3 19 .2 1. 3 11 .6 3. 9 7. 2 2 .1 0 .5 10 0 .0 2 7. 6 14 .4 9 4 4 O io 5 3. 7 0 .9 3. 4 17 .2 0 .9 11 .8 3. 6 7. 2 1. 3 0 .1 10 0 .0 2 2 .3 10 .0 4 2 8 9 B io m b o 4 4 .9 1. 3 3. 3 17 .3 0 .9 2 1. 7 3. 5 5 .5 1. 5 0 .1 10 0 .0 2 2 .8 10 .4 18 36 B ol am a/ B ija g ós 4 0 .2 1. 5 2 .6 2 1. 4 0 .7 2 4 .1 2 .1 6 .2 0 .9 0 .3 10 0 .0 2 6 .2 7. 8 5 0 6 B af at á 6 0 .3 1. 3 2 .2 11 .6 2 .2 11 .8 4 .8 4 .3 1. 4 0 .1 10 0 .0 17 .3 11 .9 2 6 8 5 G ab ú 6 0 .9 1. 0 1. 8 8 .4 0 .8 16 .3 3. 4 5 .5 1. 5 0 .4 10 0 .0 12 .0 8 .5 2 9 14 C ac h eu 4 9 .4 1. 3 3. 3 17 .9 0 .7 14 .3 4 .5 7. 0 1. 1 0 .5 10 0 .0 2 3. 2 10 .8 2 35 4 S A B 4 3. 5 2 .7 4 .1 16 .5 2 .6 19 .5 4 .5 5 .3 1. 0 0 .3 10 0 .0 2 5 .9 14 .9 6 5 9 1 P ro ví n ci a N or te 5 0 .6 1. 1 3. 3 17 .4 0 .8 14 .7 3. 8 6 .7 1. 3 0 .2 10 0 .0 2 2 .7 10 .4 8 4 79 Le st e 6 0 .7 1. 1 2 .0 9 .9 1. 5 14 .2 4 .0 4 .9 1. 5 0 .3 10 0 .0 14 .5 10 .2 5 5 9 9 S u l 4 8 .1 1. 5 3. 8 18 .1 0 .9 13 .4 3. 0 9 .4 1. 6 0 .2 10 0 .0 2 4 .3 10 .9 31 2 4 S A B 4 3. 5 2 .7 4 .1 16 .5 2 .6 19 .5 4 .5 5 .3 1. 0 0 .3 10 0 .0 2 5 .9 14 .9 6 5 9 1 M ei o d e re si d ên ci a                     10 0 .0       U rb an o 4 3. 2 2 .5 3. 9 17 .4 2 .4 19 .7 4 .2 5 .5 1. 0 0 .3 10 0 .0 2 6 .1 14 .0 9 73 5 R u ra l 5 5 .9 1. 0 2 .9 14 .1 0 .9 12 .9 3. 7 6 .8 1. 5 0 .2 10 0 .0 18 .9 10 .0 14 0 5 7 Id ad e                     10 0 .0       0 -4 6 2 .1 0 .6 0 .4 5 .7 0 .2 2 5 .7 2 .3 2 .6 0 .3 0 .1 10 0 .0 7. 0 3. 9 75 71 5 -9 5 0 .0 1. 5 2 .7 19 .0 0 .9 13 .6 3. 0 8 .0 1. 0 0 .2 10 0 .0 2 4 .2 9 .2 73 0 5 10 -1 4 4 4 .3 2 .7 5 .3 2 0 .9 2 .4 9 .1 5 .0 8 .1 2 .0 0 .3 10 0 .0 31 .2 17 .3 6 0 6 6 15 -1 7 35 .7 2 .4 8 .2 2 0 .6 4 .3 8 .4 8 .5 7. 9 3. 2 0 .6 10 0 .0 35 .6 2 6 .7 2 8 5 0 In d ic e d e B em -E st ar E co n ó m ic o                     10 0 .0       O m ai s p ob re 4 8 .7 1. 0 3. 9 18 .1 0 .7 13 .0 3. 7 9 .2 1. 3 0 .2 10 0 .0 2 3. 9 10 .7 4 9 5 0 S eg u n d o 5 8 .5 1. 2 2 .4 13 .9 1. 0 12 .5 3. 7 5 .3 1. 5 0 .1 10 0 .0 18 .4 9 .8 4 9 9 3 M éd io 5 6 .5 1. 0 2 .8 11 .8 1. 4 15 .9 4 .0 4 .8 1. 6 0 .2 10 0 .0 17 .1 10 .8 4 9 9 2 Q u ar to 4 6 .0 2 .0 2 .9 15 .1 2 .5 19 .2 5 .1 6 .0 1. 1 0 .3 10 0 .0 2 2 .3 13 .4 4 6 9 0 O m ai s ri co 4 2 .0 3. 2 4 .6 19 .1 1. 9 18 .7 3. 1 5 .9 1. 0 0 .5 10 0 .0 2 8 .8 13 .9 4 16 8 1 I n d ic ad o r M IC S 8 .1 3 - V iv ên ci a d as c ri an ça s 2 In d ic ad o r M IC S 8 .1 4 - P re va lê n ci a d e cr ia n ça s co m u m o u a m b o s o s p ai s fa le ci d o s (. ) V al or es b as ea d os e n tr e 2 5 -4 9 c as os n ão p on d er ad os 244 GUINÉ-BISSAU O quinto Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) incluiu uma medida simples ao aspecto par- ticular da migração relacionado por às designadas crianças deixadas para trás, ou seja, para as quais um ou ambos os progenitores foram para o estrangeiro. Embora a quantidade de literatura esteja a aumentar, os efeitos a longo prazo dos benefícios das remessas de dinheiro contra os potenciais efei- tos psico-sociais adversos ainda não são conclusivos, pois há dados um tanto ou quanto contraditó- rios quanto aos efeitos nas crianças. Além de apresentar taxas simples de prevalência, os resultados do MICS5 apresentados na Tabela CP.15 ajudam muito a colmatar a falta de dados sobre o tópico da migração. Como previsto, 5% de crianças de 0-17 anos tem pelo menos um dos pais a residir no es- trangeiro. Há diferenças marcadas entre grupos de crianças, pois a percentagem de pelo menos um progenitor no estrangeiro é muito superior nas regiões de Gabú, Cacheu e SAB (7%). Em relação ao meio de residência, o meio urbano representa 6% contra 3% do rural. Do mesmo modo, os resulta- dos mostram que a província Leste e o SAB revelam a maior percentagem de crianças de 0-17 anos com pelo menos um dos pais a residir no estrangeiro, sendo 6% e 7%. No que concerne aos quintis de Bem-Estar, a percentagem das crianças de 0-17 anos com pelo menos um dos pais a residir no estrangeiro aumenta com o nível de bem-estar do agregado. Assim, esta percentagem cresce de 1% dos mais pobres para 9% dos agregados mais ricos. 245Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA CP.15: CRIANÇAS CUJOS PAIS RESIDEM NO ESTRANGEIRO Distribuição percentual de crianças de 0-17 anos por residência dos pais num outro país, MICS-5, Guiné-Bissau, 2014   Distribuição percentual de crianças de 0-17 anos: Percentagem de crianças de 0-17 anos com pelo menos um dos pais a residir no estrangeiro 1 Número de crianças de 0-17 anos Com pelo menos um dos pais a residir no estrangeiro: Nenhum dos pais a residir no estrangeiro Total Apenas a mãe no estrangeiro Apenas o pai no estrangeiro A mãe e o pai no estrangeiro Total 0.5 3.7 0.3 95.5 100.0 4.5 23792 Sexo         Masculino 0.4 3.6 0.3 95.7 100.0 4.3 12136 Feminino 0.6 3.8 0.4 95.2 100.0 4.8 11656 Região       Tombali 0.1 1.8 0.2 98.0 100.0 2.0 1674 Quinara 0.1 1.0 0.1 98.8 100.0 1.2 944 Oio 0.2 0.7 0.0 99.1 100.0 0.9 4289 Biombo 0.2 2.1 0.1 97.6 100.0 2.4 1836 Bolama/Bijagós 0.3 0.5 0.0 99.2 100.0 0.8 506 Bafatá 0.4 4.4 0.3 94.9 100.0 5.1 2685 Gabú 0.3 6.6 0.3 92.8 100.0 7.2 2914 Cacheu 1.4 4.3 1.1 93.1 100.0 6.9 2354 SAB 0.8 5.4 0.4 93.3 100.0 6.7 6591 Província Norte 0.5 2.0 0.3 97.1 100.0 2.9 8479 Leste 0.4 5.5 0.3 93.8 100.0 6.2 5599 Sul 0.1 1.3 0.1 98.4 100.0 1.6 3124 SAB 0.8 5.4 0.4 93.3 100.0 6.7 6591 Meio de residência       Urbano 0.8 4.9 0.5 93.8 100.0 6.2 9735 Rural 0.3 2.9 0.2 96.6 100.0 3.4 14057 Idade       0-4 0.2 3.6 0.0 96.1 100.0 3.9 7571 5-9 0.5 4.1 0.5 94.9 100.0 5.1 7305 10-14 0.9 3.3 0.4 95.5 100.0 4.5 6066 15-17 0.7 3.7 0.6 95.0 100.0 5.0 2850 Indice de Bem- Estar Económico       O mais pobre 0.1 0.7 0.0 99.1 100.0 0.9 4950 Segundo 0.2 2.3 0.3 97.3 100.0 2.7 4993 Médio 0.6 3.8 0.3 95.2 100.0 4.8 4992 Quarto 0.6 4.9 0.4 94.1 100.0 5.9 4690 O mais rico 1.2 7.4 0.7 90.7 100.0 9.3 4168 1 Indicador MICS 8.15 - Crianças com pelo menos um dos pais a residir no estrangeiro 246 GUINÉ-BISSAU 247Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 XII. VIH/SIDA E COMPORTAMENTO SEXUAL CONHECIMENTOS SOBRE A TRANSMISSÃO DO VIH E IDEIAS ERRADAS SOBRE O VIH Um dos pré-requisitos mais importantes para reduzir a taxa de infeção do VIH é o conhecimento exato das vias de transmissão e os meios de prevenção do VIH. Informações corretas são o primeiro passo para sensibilizar e dar aos adolescentes e jovens as ferramentas para se protegerem da infeção do VIH. Ideias erradas sobre o VIH são comuns e podem confundir adolescentes e jovens e dificultar os esfor- ços de prevenção. Regiões diferentes podem apresentar variações nas ideias erradas, embora algumas pareçam ser universais (por exemplo que a partilha de alimentos ou picadas de mosquitos podem transmitir o VIH). A Sessão Especial da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre o VIH/SIDA (UN- GASS) pediu aos governos que melhorem os conhecimentos e as competências dos jovens para que estes possam se proteger do VIH. Os indicadores para medir este objetivo, bem como o Objectivo de Desenvolvimento do Milénio (ODM) de redução das infeções do VIH para metade incluem a melhoria do nível de conhecimentos do VIH, a sua prevenção e a mudança de comportamentos para evitar a propagação da doença. O módulo do VIH foi administrado a mulheres e homens de 15-49 anos. Note que neste módulo re- fere-se muitas vezes ao “vírus do SIDA”. Esta terminologia é usada estritamente como um método de recolha de dados para ajudar os inquiridos, em vez da terminologia correta “VIH” que é usada aqui ao reportar os resultados. 248 GUINÉ-BISSAU TA B E L A H A .1 : C O N H E C IM E N T O S S O B R E T R A N S M IS S Ã O D O V IH , I D E IA S E R R A D A S S O B R E O V IH E C O N H E C IM E N T O E X A U S T IV O S O B R E T R A N S M IS S Ã O D O V IH ( M U L H E R E S ) P er ce n ta g em d e m u lh er es d e 15 -4 9 a n o s q u e co n h ec em a s p ri n ci p ai s fo rm as d e ev it ar a tr an sm is sã o d o V IH , p er ce n ta g em q u e sa b e q u e u m a p es so a d e as p ec to s au d áv el p o d e es ta r in fe ct ad a p el o V IH , p er ce n ta g em q u e re je it a id ei as e rr ad as c o m u n s e p er ce n ta g em q u e te m u m c o n h ec im en to e xa u st iv o so b re a tr an sm is sã o d o V IH , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   P er ce n ta g em q u e ou vi u fa la r d o S ID A P er ce n ta g em q u e sa b e co m o e vi ta r a tr an s- m is sã o a tr av és d e: P er ce n ta g em q u e sa b e q u e u m a p es so a d e as p ec to s au d áv el p od e te r si d o in fe ct ad a p el o V IH P er ce n ta g em q u e sa b e q u e o V IH n ão p o d e se r tr an sm it id o a tr av és d e: P er ce n ta g em q u e re je it a as id ei as e rr ad as m ai s co m u n s e sa b e q u e u m a p es so a co m as p ec to s au d áv el p od e te r si d o in fe ct ad a p el o V IH P er ce n ta g em co m co n h ec im en to ex au st iv o 1 N ú m er o d e m u lh er es d e 15 -4 9 a n os Te r ap en as u m p ar ce ir o se xu al fi el n ão in fe ct ad o U sa r se m p re u m p re se rv at iv o A m b os P ic ad as d e m os q u it os M ei os so b re n at u ra is P ar ti lh ar c om id a co m u m a p es so a in fe ct ad a p el o V IH T o ta l 9 2 .1 76 .6 6 8 .7 6 3. 6 6 0 .6 4 6 .5 5 8 .5 5 3. 9 2 6 .4 2 2 .7 10 2 34 R eg iã o                       To m b al i 9 1. 5 8 6 .8 8 6 .6 8 3. 7 5 2 .0 5 7. 1 5 9 .6 5 5 .0 32 .9 31 .8 6 15 Q u in ar a 9 9 .8 5 4 .7 72 .8 4 5 .4 5 9 .5 4 0 .0 5 1. 1 4 6 .1 12 .9 4 .8 32 8 O io 9 5 .2 9 3. 4 5 5 .8 5 5 .3 6 4 .3 4 8 .3 5 3. 9 6 0 .8 35 .1 32 .4 16 0 8 B io m b o 9 2 .5 4 6 .3 4 9 .8 4 2 .7 5 9 .6 36 .0 5 4 .8 4 5 .4 2 1. 6 9 .6 71 2 B ol am a/ B ija g ós 9 6 .1 8 9 .9 9 0 .7 8 6 .3 6 7. 6 5 3. 4 6 6 .3 5 7. 3 36 .1 35 .7 2 0 4 B af at á 9 6 .6 8 1. 5 76 .7 73 .5 6 3. 7 32 .2 4 9 .7 34 .9 15 .5 15 .2 10 6 7 G ab ú 5 1. 1 2 9 .1 2 5 .0 2 0 .3 2 6 .3 18 .0 2 8 .2 2 2 .0 4 .7 1. 9 10 6 9 C ac h eu 10 0 .0 9 6 .1 9 3. 9 9 1. 7 6 0 .1 5 6 .3 5 3. 8 6 2 .6 2 4 .9 2 3. 7 8 8 3 S A B 9 8 .5 8 2 .2 77 .5 71 .0 6 9 .5 5 6 .2 73 .6 6 5 .4 32 .9 2 8 .2 37 4 7 P ro ví n ci a N or te 9 5 .9 8 3. 6 6 5 .0 6 2 .5 6 2 .1 4 7. 8 5 4 .1 5 7. 8 2 9 .3 2 4 .9 32 0 4 Le st e 73 .8 5 5 .3 5 0 .9 4 6 .9 4 5 .0 2 5 .1 39 .0 2 8 .4 10 .1 8 .5 2 13 7 S u l 9 4 .7 78 .2 8 3. 4 73 .2 5 7. 0 5 1. 6 5 8 .4 5 2 .9 2 7. 7 2 4 .8 11 4 6 S A B 9 8 .5 8 2 .2 77 .5 71 .0 6 9 .5 5 6 .2 73 .6 6 5 .4 32 .9 2 8 .2 37 4 7 M ei o d e re si d ên ci a                       U rb an o 9 7. 2 8 1. 3 75 .7 6 9 .9 6 7. 9 5 4 .7 71 .1 6 2 .9 31 .9 2 7. 4 5 13 2 R u ra l 8 7. 1 71 .8 6 1. 7 5 7. 3 5 3. 4 38 .3 4 5 .9 4 4 .9 2 0 .9 17 .9 5 10 2 Id ad e                       15 -2 4 1 9 3. 7 78 .4 6 9 .3 6 4 .7 6 1. 1 4 7. 3 6 0 .8 5 4 .7 2 6 .1 2 2 .5 4 36 2 1 5 -1 9 9 2 .7 77 .2 6 7. 9 6 3. 2 5 8 .9 4 5 .4 5 7. 5 5 1. 7 2 4 .0 2 0 .3 2 2 9 1 2 0 -2 4 9 4 .9 79 .7 70 .8 6 6 .3 6 3. 5 4 9 .4 6 4 .5 5 8 .1 2 8 .6 2 5 .0 2 0 71 2 5 -2 9 9 3. 8 77 .8 6 9 .9 6 4 .5 6 5 .1 4 9 .0 6 4 .7 5 8 .3 2 8 .7 2 4 .1 17 5 8 30 -3 9 9 2 .1 76 .9 6 9 .4 6 3. 6 6 0 .3 4 6 .4 5 6 .1 5 3. 7 2 7. 1 2 3. 3 2 6 2 7 4 0 -4 9 8 5 .5 6 9 .3 6 4 .4 5 9 .2 5 4 .6 4 1. 9 4 8 .8 4 6 .8 2 3. 2 2 0 .2 14 8 8 249Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A H A .1 ( C O N T IN U A Ç Ã O ): C O N H E C IM E N T O S S O B R E T R A N S M IS S Ã O D O V IH , I D E IA S E R R A D A S S O B R E O V IH E C O N H E C IM E N T O E X A U S T IV O S O B R E T R A N S M IS S Ã O D O V IH (M U L H E R E S ) P er ce n ta g em d e m u lh er es d e 15 -4 9 a n o s q u e co n h ec em a s p ri n ci p ai s fo rm as d e ev it ar a tr an sm is sã o d o V IH , p er ce n ta g em q u e sa b e q u e u m a p es so a d e as p ec to s au d áv el p o d e es ta r in fe ct ad a p el o V IH , p er ce n ta g em q u e re je it a id ei as e rr ad as c o m u n s e p er ce n ta g em q u e te m u m c o n h ec im en to e xa u st iv o so b re a tr an sm is sã o d o V IH , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   P er ce n ta g em q u e ou vi u fa la r d o S ID A P er ce n ta g em q u e sa b e co m o e vi ta r a tr an sm is sã o a tr av és d e: P er ce n ta g em q u e sa b e q u e u m a p es so a d e as p ec to s au d áv el p od e te r si d o in fe ct ad a p el o V IH P er ce n ta g em q u e sa b e q u e o V IH n ão p o d e se r tr an sm it id o a tr av és d e: P er ce n ta g em q u e re je it a as id ei as e rr ad as m ai s co m u n s e sa b e q u e u m a p es so a co m as p ec to s au d áv el p od e te r si d o in fe ct ad a p el o V IH P er ce n ta g em co m co n h ec im en to ex au st iv o 1 N ú m er o d e m u lh er es d e 15 -4 9 a n os Te r ap en as u m p ar ce ir o se xu al fi el n ão in fe ct ad o U sa r se m p re u m p re se rv at iv o A m b os P ic ad as d e m os q u it os M ei os so b re n at u ra is P ar ti lh ar c om id a co m u m a p es so a in fe ct ad a p el o V IH E st ad o c iv il                       V iv e co m u m h om em 9 0 .1 74 .1 6 6 .5 6 1. 1 5 7. 6 4 3. 2 5 3. 4 5 0 .5 2 4 .2 2 1. 1 6 32 1 N ão v iv e em u n iã o 9 5 .5 8 0 .6 72 .2 6 7. 6 6 5 .6 5 2 .0 6 6 .9 5 9 .5 30 .0 2 5 .2 39 13 N ív el d e In st ru çã o                       N en h u m 8 4 .8 6 8 .3 5 9 .5 5 4 .4 4 9 .8 35 .3 4 3. 6 4 1. 2 17 .7 15 .6 4 2 0 0 P ri m ár io 9 5 .0 8 0 .6 72 .7 6 7. 9 6 1. 7 4 6 .6 5 8 .3 5 3. 0 2 5 .4 2 2 .5 31 77 S ec u n d ár io e m ai s 9 9 .8 8 4 .4 77 .8 72 .2 75 .4 6 3. 0 8 0 .9 73 .7 4 0 .4 33 .3 2 8 5 6 In d ic e d e B em -E st ar E co n ó m ic o                       O m ai s p ob re 8 9 .5 74 .5 6 1. 6 5 7. 0 5 1. 3 4 1. 8 4 8 .0 5 0 .1 2 4 .3 2 1. 2 17 9 7 S eg u n d o 8 5 .7 71 .5 6 2 .1 5 8 .1 5 5 .1 37 .0 4 6 .3 4 4 .2 2 1. 1 18 .9 18 2 7 M éd io 8 8 .5 71 .8 6 4 .4 5 9 .5 5 6 .0 38 .8 4 8 .8 4 3. 1 18 .7 15 .9 19 2 3 Q u ar to 9 5 .9 79 .3 73 .6 6 7. 4 6 4 .8 4 9 .2 6 5 .7 5 9 .9 2 8 .1 2 3. 4 2 2 0 6 O m ai s ri co 9 8 .2 8 3. 2 77 .7 72 .1 71 .4 6 0 .5 76 .3 6 6 .9 36 .3 31 .1 2 4 8 1 1 I n d ic ad o r M IC S 9 .1 ; I n d ic ad o r O D M 6 .3 - C o n h ec im en to s so b re p re ve n çã o d o V IH e n tr e m u lh er es jo ve n s 250 GUINÉ-BISSAU TA B E L A H A .1 M : C O N H E C IM E N T O S S O B R E T R A N S M IS S Ã O D O V IH , I D E IA S E R R A D A S S O B R E O V IH E C O N H E C IM E N T O E X A U S T IV O S O B R E T R A N S M IS S Ã O D O V IH ( H O M E N S ) P er ce n ta g em d e h o m en s d e 15 -4 9 a n o s q u e co n h ec em a s p ri n ci p ai s fo rm as d e ev it ar a tr an sm is sã o d o V IH , p er ce n ta g em q u e sa b e q u e u m a p es so a d e as p ec to s au d áv el p o d e es ta r in fe ct ad a p el o V IH , p er ce n ta g em q u e re je it a id ei as e rr ad as c o m u n s e p er ce n ta g em q u e te m u m c o n h ec im en to e xa u st iv o so b re a tr an sm is sã o d o V IH , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   P er ce n ta g em q u e ou vi u fa la r d o S ID A P er ce n ta g em q u e sa b e co m o ev it ar a tr an s- m is sã o at ra vé s d e: P er ce n ta g em q u e sa b e q u e u m a p es so a d e as p ec to s au d áv el p od e te r si d o in fe ct ad a p el o V IH P er ce n ta g em q u e sa b e q u e o V IH n ão p od e se r tr an sm it id o at ra vé s d e: P er ce n ta g em q u e re je it a as id ei as e rr ad as m ai s co m u n s e sa b e q u e u m a p es so a co m as p ec to s au d áv el p od e te r si d o in fe ct ad a p el o V IH P er ce n ta g em co m c on h ec i- m en to e xa u s- ti vo 1 N ú m er o d e h om en s d e 15 -4 9 a n os Te r ap en as u m p ar ce ir o se xu al fi el n ão in fe ct ad o U sa r se m p re u m p re se rv at iv o A m b os P ic ad as d e m os q u it os M ei os s ob re - n at u ra is P ar ti lh ar c om id a co m u m a p es so a in fe ct ad a p el o V IH T o ta l 9 7. 9 9 1. 4 9 2 .8 8 8 .0 78 .9 4 0 .9 78 .6 6 4 .3 2 8 .2 2 5 .8 4 2 32 R eg iã o                       To m b al i 9 9 .1 9 2 .4 9 3. 7 8 8 .6 8 1. 0 18 .5 73 .9 39 .1 11 .2 10 .5 2 5 2 Q u in ar a 10 0 .0 9 9 .6 9 7. 3 9 7. 0 72 .7 37 .2 6 9 .3 4 9 .8 17 .6 17 .3 14 8 O io 9 9 .8 9 8 .1 9 8 .9 9 7. 3 9 7. 9 2 0 .4 9 9 .2 9 6 .3 2 0 .0 19 .5 6 38 B io m b o 9 8 .2 9 7. 7 9 4 .5 9 4 .0 4 .7 2 7. 5 6 8 .1 4 6 .7 .8 .8 2 8 4 B ol am a/ B ija g ós 9 9 .3 9 9 .1 9 8 .3 9 8 .1 9 6 .0 5 1. 3 76 .4 6 2 .1 4 3. 6 4 2 .6 9 2 B af at á 9 6 .5 9 3. 8 8 6 .5 8 4 .3 8 8 .4 4 5 .3 76 .7 4 7. 3 31 .5 2 9 .1 38 4 G ab ú 9 0 .3 76 .2 79 .1 71 .2 71 .2 2 9 .5 4 3. 0 2 7. 1 11 .7 9 .9 4 0 8 C ac h eu 9 7. 6 8 4 .8 9 4 .7 8 2 .5 8 6 .6 4 6 .5 6 0 .7 5 0 .6 30 .7 2 6 .4 4 0 1 S A B 9 9 .0 9 1. 1 9 3. 8 8 8 .2 8 1. 5 5 5 .0 8 7. 8 76 .9 4 1. 7 37 .9 16 2 6 P ro ví n ci a N or te 9 8 .8 9 4 .0 9 6 .7 9 2 .1 74 .5 2 9 .9 8 0 .9 71 .8 19 .1 17 .6 13 2 2 Le st e 9 3. 3 8 4 .7 8 2 .7 77 .5 79 .6 37 .2 5 9 .3 36 .9 2 1. 3 19 .2 79 2 S u l 9 9 .4 9 5 .8 9 5 .6 9 2 .9 8 1. 3 30 .3 73 .0 4 6 .6 19 .2 18 .6 4 9 2 S A B 9 9 .0 9 1. 1 9 3. 8 8 8 .2 8 1. 5 5 5 .0 8 7. 8 76 .9 4 1. 7 37 .9 16 2 6 M ei o d e re si d ên ci a                       U rb an o 9 9 .1 9 1. 8 9 3. 9 8 8 .6 8 3. 0 5 2 .5 8 7. 0 74 .9 39 .4 35 .9 2 16 3 R u ra l 9 6 .7 9 0 .9 9 1. 7 8 7. 3 74 .7 2 8 .8 6 9 .8 5 3. 2 16 .5 15 .3 2 0 6 9 251Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A H A .1 M ( C O N T IN U A Ç Ã O ) : C O N H E C IM E N T O S S O B R E T R A N S M IS S Ã O D O V IH , I D E IA S E R R A D A S S O B R E O V IH E C O N H E C IM E N T O E X A U S T IV O S O B R E T R A N S M IS S Ã O D O V IH (H O M E N S ) P er ce n ta g em d e h o m en s d e 15 -4 9 a n o s q u e co n h ec em a s p ri n ci p ai s fo rm as d e ev it ar a tr an sm is sã o d o V IH , p er ce n ta g em q u e sa b e q u e u m a p es so a d e as p ec to s au d áv el p o d e es ta r in fe ct ad a p el o V IH , p er ce n ta g em q u e re je it a id ei as e rr ad as c o m u n s e p er ce n ta g em q u e te m u m c o n h ec im en to e xa u st iv o so b re a tr an sm is sã o d o V IH , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   P er ce n ta g em q u e ou vi u fa la r d o S ID A P er ce n ta g em q u e sa b e co m o ev it ar a tr an s- m is sã o at ra vé s d e: P er ce n ta g em q u e sa b e q u e u m a p es so a d e as p ec to s au d áv el p od e te r si d o in fe ct a- d a p el o V IH P er ce n ta g em q u e sa b e q u e o V IH n ão p od e se r tr an sm it id o at ra vé s d e: P er ce n ta g em q u e re je it a as id ei as e rr ad as m ai s co m u n s e sa b e q u e u m a p es so a co m as p ec to s au d áv el p od e te r si d o in fe ct ad a p el o V IH P er ce n ta g em co m c on h ec i- m en to e xa u s- ti vo [1 ] N ú m er o d e h om en s d e 15 -4 9 a n os Te r ap en as u m p ar ce ir o se xu al fi el n ão in fe ct ad o U sa r se m p re u m p re se rv a- ti vo A m b os P ic ad as d e m os q u it os M ei os s ob re - n at u ra is P ar ti lh ar c om id a co m u m a p es so a in fe ct ad a p el o V IH Id ad e                       15 -2 4 [1 ] 9 6 .8 8 9 .1 9 0 .8 8 5 .4 75 .7 37 .1 76 .8 5 8 .2 2 3. 7 2 1. 7 19 6 5 1 5 -1 9 9 5 .7 8 6 .6 8 9 .2 8 2 .8 72 .8 34 .3 73 .2 5 4 .2 2 1. 6 19 .3 11 11 2 0 -2 4 9 8 .3 9 2 .2 9 2 .8 8 8 .8 79 .5 4 0 .8 8 1. 5 6 3. 5 2 6 .4 2 4 .8 8 5 5 2 5 -2 9 9 9 .0 9 4 .7 9 3. 0 8 9 .6 8 3. 3 4 3. 0 8 1. 7 6 9 .4 30 .6 2 7. 2 6 12 30 -3 9 9 9 .0 9 2 .9 9 5 .6 9 0 .7 8 2 .3 4 3. 0 8 0 .9 71 .2 32 .1 30 .4 9 6 9 4 0 -4 9 9 8 .8 9 2 .7 9 4 .7 9 0 .0 79 .4 4 7. 1 77 .6 6 7. 3 33 .6 2 9 .8 6 8 5 E st ad o c iv il V iv e co m u m a m u lh er 9 9 .1 9 3. 3 9 5 .0 9 0 .1 8 1. 9 4 3. 0 78 .9 6 8 .0 30 .7 2 8 .2 16 39 N ão v iv e em u n iã o 9 7. 2 9 0 .2 9 1. 5 8 6 .6 77 .0 39 .6 78 .4 6 1. 9 2 6 .6 2 4 .3 2 5 9 3 N ív el d e In st ru çã o                       N en h u m 9 4 .9 8 5 .8 8 6 .4 8 0 .9 78 .2 2 4 .8 6 5 .8 4 8 .4 14 .3 12 .4 72 0 P ri m ár io 9 6 .7 9 0 .6 9 1. 3 8 7. 0 77 .6 34 .6 72 .1 5 5 .7 2 0 .2 18 .6 15 18 S ec u n d ár io e m ai s 10 0 .0 9 4 .0 9 6 .3 9 1. 3 8 0 .2 5 1. 5 8 8 .1 76 .6 39 .3 36 .1 19 9 4 In d ic e d e B em -E st ar E co n ó m ic o                       O m ai s p ob re 9 7. 3 9 2 .1 9 3. 1 8 9 .1 74 .7 2 6 .7 6 9 .9 5 8 .7 14 .9 14 .4 72 4 S eg u n d o 9 6 .7 8 9 .7 9 1. 0 8 5 .6 77 .8 2 7. 2 70 .9 5 1. 9 16 .5 14 .7 75 6 M éd io 9 6 .7 8 9 .9 8 8 .4 8 5 .4 77 .3 34 .4 74 .7 5 4 .8 2 0 .5 18 .9 79 2 Q u ar to 9 8 .6 9 4 .0 9 3. 8 9 0 .1 8 2 .6 5 3. 4 8 3. 5 6 9 .7 38 .2 36 .5 9 5 8 O m ai s ri co 9 9 .7 9 0 .7 9 6 .6 8 9 .0 8 0 .7 5 4 .7 8 9 .0 8 0 .0 4 3. 2 37 .7 10 0 1 [1 ] In d ic ad o r M IC S 9 .1 ; I n d ic ad o r O D M 6 .3 - C o n h ec im en to s so b re p re ve n çã o d o V IH e n tr e h o m en s jo ve n s [M ] 252 GUINÉ-BISSAU Um indicador que é ao mesmo tempo um indicador ODM e do Relatório de Progresso da Resposta Glo- bal ao SIDA (GARPR; dantes UNGASS) é a percentagem de jovens que têm um conhecimento exaus- tivo e correto da prevenção e da transmissão do VIH. Isto é definido como 1) saber que o uso constante de um preservativo durante o acto sexual e tendo apenas um parceiro fiel não infetado pode reduzir a probabilidade de ser infectado pelo VIH; 2) saber que uma pessoa de aspeto saudável pode estar infe- tada com o VIH; e 3) rejeitar as duas ideias erradas locais mais comuns sobre a transmissão/ prevenção do VIH. Na Guiné-Bissau, no MICS-5 todos os inquiridos (mulheres e homens) que ouviram falar de SIDA foram questionados sobre as três componentes e os resultados são detalhados nas Tabelas HA.1 e HA.1M. Na Guiné-Bissau, 92% e 98%, respetivamente de mulheres e homens de 15-49 anos ouviram falar de SIDA. Contudo, a percentagem dos que conhecem as duas formas principais de evitar a transmissão do VIH – ter um único parceiro fiel não infetado e usar sempre um preservativo – é de apenas 64% para as mulheres e 88% para os homens. Pouco mais de três quarto de mulheres (77%) e 91% dos homens sa- bem como evitar a transmissão tendo apenas um parceiro fiel não infetado e 69% das mulheres e 93% dos homens sabem que o uso do preservativo é um meio de evitar a transmissão do VIH. As Tabelas HA.1 e HA.1M também apresentam a percentagem de mulheres e homens que podem iden- tificar corretamente ideias erradas sobre o VIH. O indicador baseia-se nas duas ideias erradas mais comuns e relevantes no mundo em geral e em particular na Guiné-Bissau, a saber que o VIH pode ser transmitido por meios sobrenaturais, e picadas de mosquitos. As tabelas também fornecem informa- ções sobre se mulheres e homens que sabem que o VIH não pode ser transmitido por partilhar alimen- tos com uma pessoa infectada pelo VIH. Em geral, 26% das mulheres e 28% dos homens rejeitam as duas ideias erradas mais comuns e sabem que uma pessoa com aspeto saudável pode estar infetada com o VIH. Cerca de 59% das mulheres e 79% dos homens sabem que o VIH não pode ser transmitido através de meios sobrenaturais, e 47% das mulheres e 41% dos homens sabem que o VIH não pode ser transmitido por picada do mosquito, a segunda maior idea errada da transmissão do VIH, ao mesmo tempo 61% das mulheres e 79% dos homens sabem que uma pessoa com aspeto saudável pode estar infetada com o VIH. 253Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 Figura HA. 1: Mulheres e homens com conhecimento exaustivo sobrea transmissão do VIH, MICS5, Guiné-Bissau, 2014 As pessoas que têm um conhecimento exaustivo sobre a prevenção do VIH incluem as que conhecem as duas formas principais de prevenção do VIH (ter apenas um parceiro fiel não infetado e usar sempre um preservativo), que sabem que uma pessoa com aspeto saudável pode estar infetada com o VIH e que rejeitam as duas ideias erradas mais comuns. O conhecimento exaustivo dos métodos de preven- ção e de transmissão do VIH é bastante baixo, embora haja diferenças por meio de residência. Em geral, 23% das mulheres e 26% dos homens têm conhecimento exaustivo; o nível de conhecimento é mais exaustivo no meio urbano que no meio rural (27% contra 18% para mulheres e 36% contra 15% para homens). Constata-se também que o conhecimento sobre o VIH cresce com o nível de instrução do chefe do agregado e o quintil de bem-estar económico. Entre as mulheres jovens de 15-24 anos, mesmo se 94% ouviram falar do VIH, apenas 23% têm conhe- cimento exaustivo sobre a transmissão do VIH. E entre homens jovens de 15-24 anos, 97% declararam que já ouviram falar do VIH, mas somente 22% dispõem de conhecimentos exaustivos sobre a trans- missão do VIH. 254 GUINÉ-BISSAU TABELA HA.2: CONHECIMENTOS SOBRE A TRANSMISSÃO VERTICAL DO VIH (MULHERES) Percentagem de mulheres de 15-49 anos que identificam correctamente os meios de transmissão vertical do VIH, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de mulheres de 15-49 anos que ouviram falar do SIDA e: Número de mulheres de 15-49 anos Sabem que VIH pode ser transmitido de mãe para filho: Não conhecem nenhum meio específico de transmissão vertical do VIH Durante a gravidez Durante o parto Através aleitamento Por pelo menos um dos três meios Pelos três meios 1 Total 77.2 73.0 77.6 85.7 64.8 6.5 10234 Região               Tombali 76.8 72.1 82.1 86.8 66.3 4.7 615 Quinara 91.0 88.2 87.8 97.2 79.1 2.6 328 Oio 79.8 77.4 85.4 87.7 74.8 7.5 1608 Biombo 78.0 72.5 77.1 88.7 61.0 3.8 712 Bolama/Bijagós 87.9 79.6 86.5 91.1 75.5 4.9 204 Bafatá 77.5 72.7 80.4 85.4 66.4 11.2 1067 Gabú 32.9 31.7 34.7 41.4 24.6 9.7 1069 Cacheu 92.1 81.0 77.1 93.3 72.8 6.7 883 SAB 83.3 79.7 83.7 93.6 68.3 4.9 3747 Província Norte 82.8 77.3 81.2 89.5 71.2 6.5 3204 Leste 55.2 52.2 57.5 63.4 45.5 10.5 2137 Sul 82.8 78.0 84.5 90.6 71.6 4.1 1146 SAB 83.3 79.7 83.7 93.6 68.3 4.9 3747 Meio de residência               Urbano 82.6 79.1 82.6 92.3 68.2 4.8 5132 Rural 71.8 67.0 72.5 79.0 61.4 8.1 5102 Idade               15-24 1 77.3 72.0 78.5 86.6 63.9 7.2 4362 15-19 73.5 67.3 75.3 83.7 58.6 9.0 2291 20-24 81.5 77.3 82.1 89.7 69.7 5.2 2071 25-29 80.1 75.5 80.0 88.1 68.0 5.7 1758 30-39 78.4 75.9 79.7 86.6 68.0 5.5 2627 40-49 71.4 67.9 68.3 78.5 58.2 7.0 1488 Estado civil               Casada/ em união 75.5 72.0 75.9 83.7 64.2 6.3 6321 Nunca se casou/ em união 79.9 74.7 80.3 88.8 65.8 6.7 3913 Nível de Instrução               Nenhum 68.6 64.7 70.6 77.0 58.4 7.8 4200 Primário 80.9 75.7 80.1 88.5 68.1 6.5 3177 Secundário e mais 85.8 82.2 85.0 95.2 70.5 4.5 2856 Indice de Bem- Estar Económico               O maispobre 73.4 69.2 75.9 82.1 63.4 7.4 1797 Segundo 71.7 66.4 71.4 77.5 61.6 8.2 1827 Médio 73.9 69.8 75.1 81.5 63.1 7.0 1923 Quarto 82.0 76.1 82.2 91.0 66.8 4.9 2206 O mais rico 82.4 80.5 81.1 92.7 67.8 5.5 2481 1 Indicador MICS 9.2 - Conhecimentos sobre transmissão vertical do VIH 255Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA HA.2M: CONHECIMENTOS SOBRE A TRANSMISSÃO VERTICAL DO VIH (HOMENS) Percentagem de homens de 15-49 anos que identificam correctamente os meios de transmissão vertical do VIH, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de homens de 15-49 anos que ouviram falar do SIDA e: Número de homens de 15-49 anos Sabem que VIH pode ser transmitido de mãe para filho: Não conhecem nenhum meio específico de transmissão vertical do VIH Durante a gravidez Durante o parto Através do aleitamento Por pelo menos um dos três meios Pelos três meios 1 Total 76.7 74.8 80.8 90.0 62.6 7.9 4232 Região         Tombali 69.7 71.5 80.3 85.0 64.8 14.1 252 Quinara 69.9 68.9 81.3 87.3 58.7 12.7 148 Oio 99.0 84.9 99.1 99.7 83.8 0.2 638 Biombo 71.5 72.1 77.9 90.1 56.9 8.1 284 Bolama/Bijagós 98.5 98.5 98.5 98.5 98.5 0.8 92 Bafatá 72.7 72.8 76.7 88.4 57.4 8.1 384 Gabú 79.3 79.4 78.9 79.7 78.5 10.6 408 Cacheu 51.8 61.2 83.8 88.8 45.5 8.8 401 SAB 75.7 73.7 73.9 90.0 54.8 9.0 1626 Província Norte 78.8 74.9 89.9 94.3 66.4 4.5 1322 Leste 76.1 76.2 77.8 83.9 68.3 9.4 792 Sul 75.1 75.8 84.0 88.2 69.3 11.2 492 SAB 75.7 73.7 73.9 90.0 54.8 9.0 1626 Meio de residência         Urbano 77.0 75.1 77.4 90.9 58.9 8.1 2163 Rural 76.3 74.5 84.4 89.1 66.5 7.7 2069 Idade         15-24 1 74.5 70.5 82.1 89.0 60.0 7.8 1965 15-19 71.8 67.8 81.4 86.7 58.1 9.0 1111 20-24 78.2 74.0 83.0 91.9 62.3 6.4 855 25-29 79.8 74.3 82.4 89.1 66.1 9.8 612 30-39 77.7 79.9 78.5 92.7 64.0 6.2 969 40-49 78.7 80.4 78.9 90.0 65.2 8.8 685 Estado civil         Casado/ em união 78.5 79.8 80.1 91.3 65.6 7.8 1639 Nunca se casou/ em união 75.6 71.6 81.2 89.2 60.7 8.0 2593 Nível de Instrução         Nenhum 74.2 74.9 80.7 85.0 67.0 9.9 720 Primário 74.6 72.1 82.4 87.7 63.9 8.9 1518 Secundário e mais 79.2 76.8 79.6 93.6 60.1 6.4 1994 Indice de Bem- Estar Económico         O mais pobre 78.0 74.5 85.1 89.5 68.2 7.8 724 Segundo 79.0 75.9 86.5 90.4 69.3 6.3 756 Médio 75.8 74.0 84.7 89.7 63.6 6.9 792 Quarto 75.3 74.5 75.7 89.9 57.9 8.6 958 O mais rico 76.0 75.0 75.2 90.4 57.2 9.3 1001 1 Indicador MICS 9.2 - Conhecimentos sobre transmissão vertical do VIH [M] (.) Valores baseados entre 25-49 casos não ponderados * Valores baseados em menos de 25 casos não ponderados O conhecimento sobre a transmissão vertical do VIH é um primeiro passo importante para as mulheres procurarem fazer o teste de VIH quando estão grávidas a fim de prevenir a transmissão do VIH ao bebé. As mulheres e os homens devem saber que o VIH pode ser transmitido durante a gravidez, durante o parto e através do aleitamento. O nível de conhecimentos entre mulheres e homens de 15-49 anos sobre a transmissão vertical é apresentado nas Tabelas HA.2 e HA.2M. 256 GUINÉ-BISSAU Em geral, 65% das mulheres e 63% dos homens sabem que o VIH pode ser transmitido de mãe para filho pelos três meios (durante a gravidez, durante o parto e durante o aleitamento). A percentagem de mulheres e homens que conhecem pelo menos uma das três vias de transmissão vertical é de 86% e de 90% respetivamente, ao passo que 7% das mulheres e 8% dos homens não conhecem nenhum meio específico de transmissão vertical do VIH. No que concerne as regiões, a região com menor nível de conhecimento entre mulheres sobre as três meios de transmissão do VIH/SIDA da mãe para filho é a Região de Gabú com 25% e a região com maior nível do conhecimento é a Região de Quinara com 79,1%. Quanto aos homens, a região com me- nor nível do conhecimento sobre os três meios de transmissão do VIH/SIDA é a Região de Cacheu com 46% contra 99% em Bolama/Bijagós. O nível de conhecimento cresce com os quintis de bem-estar económico. 68% das mulheres conhe- cem as 3 vias de transmissão de mãe para filho nos agregados mais ricos, contra 63% de mulheres nos agregados mais pobres. ATITUDES DE ACEITAÇÃO DE PESSOAS PORTADORAS DO VIH Os indicadores sobre atitudes relativas a pessoas infetadas com o VIH medem o estigma e a discrimina- ção na comunidade. O estigma e a discriminação são considerados baixos se os inquiridos mostrarem uma atitude de aceitação nas seguintes perguntas: 1) cuidaria de um familiar portador do vírus da SIDA na sua própria casa; 2) compraria legumes frescos a um vendedor portador do vírus da SIDA; 3) acredita que uma professora infetada pelo vírus do SIDA que não está doente deve continuar a dar aulas; 4) não quereria manter em segredo que um familiar está infetado pelo vírus do SIDA. 257Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA HA.3: ATITUDES DE ACEITAÇÃO DE PESSOAS PORTADORAS DO VIH (MULHERES) Percentagem de mulheres de 15-49 anos que ouviram falar do SIDA que têm uma atitude de aceitação de pessoas portadoras do VIH, MICS5, - Bissau, 2014   Percentagem de mulheres que: Número de mulheres de 15-49 anos que ouviram falar do SIDA Estão dispos- tas a cuidar de um familiar portador do vírus do sida na sua própria casa Comprariam legumes frescos num vendedor por- tador do vírus do sida Acreditam que uma profes- sora infectada pelo vírus do sida que não está doente deve continuar a dar aulas Não quereriam manter em segredo um familiar infec- tado pelo vírus do sida Concordam com pelo menos uma atitude de aceitação Exprimem aceitação nos quatro indica- dores 1 Total 81.1 35.8 42.4 49.1 95.6 5.6 9429 Região         Tombali 88.1 14.5 27.7 61.6 95.5 4.3 562 Quinara 51.9 18.3 26.0 61.3 89.6 2.4 327 Oio 74.7 50.3 51.2 42.9 98.3 1.5 1531 Biombo 82.3 21.5 21.8 76.0 94.8 7.4 659 Bolama/Bijagós 78.0 62.7 66.4 23.9 96.8 1.9 196 Bafatá 58.9 13.2 23.4 49.2 84.9 1.6 1031 Gabú 75.8 18.3 32.8 65.8 95.9 5.1 546 Cacheu 91.3 28.7 31.5 55.3 98.8 4.1 883 SAB 89.8 46.4 54.2 41.1 97.4 9.3 3693 Província Norte 81.1 37.9 39.2 53.6 97.7 3.5 3073 Leste 64.8 14.9 26.7 55.0 88.7 2.8 1577 Sul 75.4 24.4 34.2 54.7 94.0 3.3 1085 SAB 89.8 46.4 54.2 41.1 97.4 9.3 3693 Meio de residência         Urbano 86.5 43.5 51.3 43.5 96.7 8.3 4986 Rural 75.0 27.1 32.3 55.3 94.5 2.7 4443 Idade         15-24 80.1 33.8 41.3 49.8 95.5 4.9 4089 15-19 78.0 30.2 37.8 50.0 94.6 3.7 2123 20-24 82.4 37.7 45.1 49.6 96.4 6.2 1965 25-29 81.4 38.0 45.0 48.5 96.6 6.1 1648 30-39 81.8 37.5 43.0 48.0 95.2 6.6 2419 40-49 82.4 36.1 41.1 49.4 95.9 5.6 1273 Estado civil         Casada/ em união 80.0 33.7 39.8 50.3 95.2 5.4 5692 Nunca se casou/ em união 82.8 39.1 46.3 47.1 96.3 6.1 3737 Nivel de Instrução         Nenhum 74.5 25.7 32.8 51.3 93.8 2.1 3560 Primário 79.6 32.3 38.6 51.4 95.5 5.0 3019 Secundário e mais 91.0 52.1 58.3 43.8 98.2 10.8 2850 Indice de Bem- Estar Económico         O mais pobre 77.0 31.0 34.4 53.2 96.6 2.0 1609 Segundo 74.0 28.2 34.0 53.2 93.8 2.5 1565 Médio 74.6 24.8 34.0 53.3 93.8 3.3 1703 Quarto 83.7 37.9 46.1 47.2 95.8 7.2 2115 O mais rico 90.6 49.8 55.7 42.4 97.4 10.4 2437 1 Indicador MICS 9.3 - Atitudes de aceitação de pessoas portadoras do VIH 258 GUINÉ-BISSAU TABELA HA.3M: ATITUDES DE ACEITAÇÃO DE PESSOAS PORTADORAS DO VIH (HOMENS) Percentagem de homens de 15-49 anos que ouviram falar de SIDA que têm uma atitude de aceitação de pessoas portadoras do VIH, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de homens que: Número de homens de 15- 49 anos que ouviram falar de SIDA Estão dispos- tas a cuidar de um familiar portador do vírus do sida na sua própria casa Comprariam legumes frescos num vendedor por- tador do vírus do sida Acreditam que uma profes- sora infectada pelo vírus do sida que não está doente deve continuar a dar aulas Não quereriam manter em segredo um familiar infec- tado pelo vírus do sida Concordam com pelo menos uma atitude de aceitação Exprimem aceitação nos quatro indica- dores 1 Total 89.8 33.1 37.4 68.1 97.6 12.1 4144 Região         Tombali 71.3 21.5 33.3 81.9 98.9 8.1 250 Quinara 93.3 23.1 20.3 93.0 99.6 9.6 148 Oio 98.6 21.1 16.8 98.5 99.5 7.7 637 Biombo 99.6 24.7 24.7 42.6 99.8 7.9 279 Bolama/Bijagós 99.0 39.9 40.7 94.0 100.0 36.0 92 Bafatá 98.2 23.7 32.9 89.9 99.3 11.7 371 Gabú 50.2 16.9 28.0 37.1 81.0 0.9 368 Cacheu 97.3 28.2 32.2 45.8 100.0 4.1 391 SAB 91.8 48.7 54.3 62.0 98.8 18.5 1610 Província Norte 98.4 24.0 23.1 70.8 99.7 6.7 1307 Leste 74.3 20.3 30.5 63.6 90.2 6.3 739 Sul 83.1 25.5 30.7 87.5 99.3 13.8 489 SAB 91.8 48.7 54.3 62.0 98.8 18.5 1610 Meio de residência         Urbano 91.5 45.9 50.0 64.2 98.4 17.6 2142 Rural 87.9 19.4 24.0 72.2 96.8 6.1 2002 Idade         15-24 88.7 26.3 32.0 69.5 97.1 9.5 1903 15-19 89.2 20.5 29.7 70.5 97.3 8.1 1063 20-24 88.0 33.7 35.0 68.1 96.9 11.3 840 25-29 92.7 32.7 33.6 72.5 98.4 13.6 606 30-39 89.5 44.6 48.2 66.2 97.8 17.0 959 40-49 90.5 36.3 40.7 62.9 98.0 10.8 677 Estado civil         Casado/ em união 89.7 36.5 40.5 65.9 97.5 12.7 1624 Nunca se casou/ em união 89.8 30.9 35.5 69.5 97.7 11.7 2520 Nivel Instrução         Nenhum 82.7 13.5 21.6 69.8 94.2 3.0 684 Primário 87.6 19.1 25.4 72.8 97.3 5.9 1467 Secundário e mais 93.8 50.1 51.7 64.0 99.0 19.7 1993 Indice de Bem- Estar Económico         O mais pobre 88.4 18.0 19.0 76.8 97.0 6.6 705 Segundo 88.7 16.8 22.3 71.4 97.1 5.0 730 Médio 88.8 26.8 32.9 71.5 96.9 9.4 766 Quarto 88.2 40.7 44.0 62.4 97.1 12.9 944 O mais rico 93.8 53.4 58.8 62.3 99.4 22.3 999 1 Indicador MICS 9.3 - Atitudes de aceitação de pessoas portadoras do VIH [M] 259Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 Figura HA. 2: Atitudes de aceitação de pessoas portadoras do VIH MICS5, Guiné-Bissau, 2014 As Tabelas HA.3 e HA.3M apresentam as atitudes de mulheres e homens de 15-49 anos em relação a pessoas portadoras do vírus do SIDA. Na Guiné-Bissau, 96% das mulheres e 98% dos homens que ouviram falar de SIDA concordam com pelo menos uma atitude de aceitação de pessoas portadoras do VIH. A atitude de aceitação mais comum tanto para as mulheres como os homens é cuidaria de um familiar portador do vírus do SIDA na sua própria casa (81% e 90% respectivamente), e menos comum compraria legumes frescos a um vendedor portador do vírus de Sida (33% homens e 36% mulheres). Constata-se também que somente 6% das mulheres exprimem aceitação nos quatro indicadores con- tra 12% dos homens. O nível de aceitação nos quatro indicadores é baixo, representando entre mulhe- res, 8% no meio urbano e 3% no meio rural. Entre homens, observa-se a mesma tendência, 18% no meio urbano e 6% no meio rural. Os indivíduos mais instruídos e os dos agregados mais ricos têm um nível mais elevado de aceitação dos portadores do VIH do que os com menos instrução e mais pobres. CONHECIMENTO DE UM LOCAL PARA TESTE DE VIH, ACONSELHAMENTO E TESTE DURANTE OS CUIDADOS PRÉ-NATAIS Um outro indicador importante é o conhecimento de aonde fazer o teste de VIH e usar tais serviços. A fim de se proteger e de evitar infetar os outros, é importante que os indivíduos conheçam o seu estado quanto ao vírus do SIDA. O conhecimento do seu próprio estado é também um fator importante na decisão de procurar tratamento. 260 GUINÉ-BISSAU TABELA HA.4: CONHECIMENTO DE UM LOCAL PARA FAZER O TESTE DE VIH (MULHERES) Percentagem de mulheres de 15-49 anos que sabem onde fazer um teste de VIH, percentagem que já fez o teste, percentagem que já fez o teste e conhece o resultado do teste, percentagem que fez o teste nos últimos 12 meses e percentagem que fez o teste nos últimos 12 meses e conhece o resultado, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de mulheres que: Número de mulheres de 15-49 anos Conhecem um local para fazer o teste 1 Nunca fizeram o teste Fizeram o teste e conhecem o resul- tado do teste mais recente Fizeram o tes- te nos últimos 12 meses Fizeram o teste nos últimos 12 meses e conhecem o resultado [2, 3] Total 55.2 32.3 29.8 10.4 9.8 10234 Região             Tombali 36.9 18.6 16.8 9.3 8.2 615 Quinara 61.5 29.9 26.4 11.7 10.0 328 Oio 58.4 14.1 13.7 6.0 5.7 1608 Biombo 36.8 23.5 22.5 8.0 7.9 712 Bolama/Bijagós 56.4 34.3 29.6 10.0 8.6 204 Bafatá 49.1 21.8 19.7 6.4 6.0 1067 Gabú 27.1 13.2 11.8 4.4 3.8 1069 Cacheu 50.2 34.4 27.2 10.9 9.2 883 SAB 70.6 52.2 49.3 15.6 15.1 3747 Província Norte 51.3 21.8 19.4 7.8 7.2 3204 Leste 38.1 17.5 15.7 5.4 4.9 2137 Sul 47.4 24.6 21.8 10.1 8.8 1146 SAB 70.6 52.2 49.3 15.6 15.1 3747 Meio de residência             Urbano 68.4 46.6 43.7 14.5 13.8 5132 Rural 41.9 18.0 16.0 6.4 5.7 5102 Idade             15-24 50.3 25.5 23.4 8.4 7.6 4362 15-19 39.2 14.6 13.3 5.2 4.8 2291 20-24 62.6 37.5 34.5 11.8 10.7 2071 25-29 66.0 45.1 42.2 15.7 15.1 1758 30-39 60.7 38.5 35.6 12.7 12.1 2627 40-49 47.0 26.5 24.0 6.2 5.7 1488 Idade e actividade sexual nos últimos 12 meses             Sexualmente activa 58.4 35.1 32.4 12.0 11.2 7898 15-24 3 56.2 30.0 27.4 10.3 9.4 3116 15-19 46.4 18.5 16.9 7.5 6.9 1404 20-24 64.2 39.4 36.0 12.6 11.4 1712 25-49 59.9 38.4 35.6 13.0 12.4 4782 Sexualmente inactiva 44.3 23.1 21.3 5.2 4.9 2336 Estado civil             Casada/ em união 55.2 33.1 30.3 10.7 10.0 6321 Nunca se casou/ em união 55.2 31.1 29.1 10.0 9.4 3913 Nivel de Instrução             Nenhum 42.4 20.0 17.6 6.9 6.4 4200 Primário 50.9 26.7 23.7 8.3 7.3 3177 Secundário e mais 78.7 56.8 54.7 18.1 17.4 2856 Indice de Bem-Estar Económico             O mais pobre 42.3 13.9 12.8 4.8 4.5 1797 Segundo 41.8 18.5 15.5 6.5 5.4 1827 Médio 47.3 23.8 20.9 8.0 7.4 1923 Quarto 63.1 42.2 38.8 11.8 11.0 2206 O mais rico 73.5 53.8 51.7 18.1 17.5 2481 1 Indicador MICS 9.4 - Mulheres que sabem aonde fazer o teste de VIH 2 Indicador MICS 9.5 - Mulheres que fizeram o testes de VIH e sabem os resultados 3 Indicador MICS 9.6 - Mulheres jovens sexualmente activas que fizeram o teste de VIH e sabem os resultados 261Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA HA.4M: CONHECIMENTO DE UM LOCAL PARA FAZER O TESTE DE VIH (HOMENS) Percentagem de homens de 15-49 anos que sabem onde fazer um teste de VIH, percentagem que já fez o teste, percentagem que já fez o teste e conhece o resultado do teste, percentagem que fez, o teste nos últimos 12 meses e percentagem que fez o teste nos últimos 12 meses e sabe o resultado, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de homens que: Número de homens de 15-49 anos Conhecem um local para fazer o teste 1 Fizeram o teste alguma vez Fizeram o teste e conhecem o resul- tado do teste mais recente Fizeram o tes- te nos últimos 12 meses Fizeram o teste nos últimos 12 meses e conhecem o resultado [2, 3] Total 56.6 23.8 21.2 6.5 6.1 4232 Região         Tombali 39.1 10.6 8.9 3.0 2.5 252 Quinara 50.9 10.9 10.8 3.2 3.2 148 Oio 28.3 9.3 6.8 1.5 1.0 638 Biombo 39.6 20.4 17.4 2.4 2.2 284 Bolama/Bijagós 62.8 16.1 10.7 2.9 2.0 92 Bafatá 64.2 16.4 15.8 7.5 7.2 384 Gabú 45.0 9.2 7.0 3.7 3.2 408 Cacheu 63.7 16.1 14.7 5.0 5.0 401 SAB 73.0 41.1 37.5 11.1 10.5 1626 Província Norte 41.4 13.8 11.5 2.8 2.5 1322 Leste 54.3 12.7 11.2 5.5 5.2 792 Sul 47.1 11.7 9.8 3.1 2.6 492 SAB 73.0 41.1 37.5 11.1 10.5 1626 Meio de residência         Urbano 71.4 37.0 33.6 10.2 9.7 2163 Rural 41.2 10.1 8.3 2.7 2.3 2069 Idade         15-24 46.8 14.5 12.4 4.6 4.2 1965 15-19 36.7 7.0 5.6 1.9 1.8 1111 20-24 60.0 24.3 21.3 8.1 7.4 855 25-29 66.6 32.9 28.3 8.9 8.7 612 30-39 68.0 34.1 31.5 8.6 7.9 969 40-49 59.7 27.9 25.7 6.9 6.6 685 Idade e actividade sexual nos últimos 12 meses         Sexualmente activo 63.1 27.9 24.8 7.7 7.3 3424 15-24 3 58.0 19.8 16.9 6.6 6.1 1301 15-19 50.0 11.6 9.0 3.4 3.1 578 20-24 64.4 26.4 23.2 9.2 8.5 723 25-49 66.3 32.8 29.7 8.4 8.0 2123 Sexualmente inactivo 29.0 6.7 5.9 1.3 1.2 808 Estado civil         Casado/ em união 61.6 27.8 25.5 8.3 7.9 1639 Nunca se casou/ em união 53.5 21.3 18.5 5.3 5.0 2593 Nível de Instrução         Nenhum 32.4 5.9 4.8 1.8 1.8 720 Primário 41.6 10.6 9.0 3.1 2.8 1518 Secundário e mais 76.8 40.4 36.5 10.7 10.2 1994 Indice de Bem-Estar Económico         O mais pobre 31.9 8.9 6.7 2.2 2.0 724 Segundo 45.3 11.6 9.8 4.1 3.4 756 Médio 50.2 12.0 9.9 2.5 2.1 792 Quarto 64.1 31.0 27.5 8.3 8.2 958 O mais rico 81.0 46.5 43.3 12.9 12.3 1001 1 Indicador MICS 9.4 - Homens que sabem aonde fazer o teste de VIH [M] 2 Indicador MICS 9.5 - Homens que fizeram o teste de VIH e sabem os resultados [M] 3 Indicador MICS 9.6 - Homens jovens sexualmente activos que fizeram o teste de VIH e sabem os resultados [M] 262 GUINÉ-BISSAU As perguntas relativas ao conhecimento de uma estrutura onde se faz o teste de VIH e se uma pessoa já fez o teste são apresentadas nas Tabelas HA.4 e HA.4M. Os resultados mostram que 55% de mulhe- res e 57% de homens conhecem o local onde fazer o teste, ao passo que 32% de mulheres e 24% de homens, fizeram realmente o teste alguma vez. Também 30% de mulheres e 21% de homens fizeram o teste e conhecem o resultado do seu teste mais recente. Uma menor proporção de mulheres e ho- mens de 15-49 anos fez o teste nos últimos 12 meses (10% e 7%, respetivamente), ao passo que uma proporção ligeiramente mais pequena foi testada nos últimos 12 meses e conhece os resultados (10% e 6%, respetivamente). A percentagem que fizeram um teste e receberam o resultado do teste mais recente é mais elevada no meio urbano tanto para as mulheres (44% contra 16% no meio rural), como para os homens (34% e 8%, respetivamente no meio urbano e rural). Este resultado é mais alto no SAB (49% para mulheres e 38% para homens) e mais baixo na Região de Gabú (12% para mulheres e 7% para homens). Observamos também que essa percentagem cresce muito com o nível de instrução e com o quintil de bem-estar económico. 263Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA HA.5: ACONSELHAMENTO SOBRE VIH E TESTE DURANTE OS CUIDADOS PRÉ-NATAIS Percentagem de mulheres de 15-49 anos com um nado-vivo nos últimos 2 anos que receberam cuidados pré-natais de um profissional de saúde durante a última gravidez, percentagem que recebeu aconselhamento sobre VIH, percentagem a quem se ofereceu e fez o teste de VIH, percentagem a quem se ofereceu, fez o teste e recebeu os resultados do teste de VIH e percentagem que recebeu aconselhamento e a quem se ofereceu, aceitou e recebeu os resultados do teste de VIH, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de mulheres que: Número de mulheres de 15- 49 anos com um nado-vivo nos últimos 2 anos Receberam cui- dados pré-natais de um profissio- nal de saúde para a última gravidez Receberam aconselhamento sobre VIH duran- te os cuidados pré-natais 1 A quem se ofere- ceu um teste de VIH e fizeram o teste durante os cuidados pré- natais A quem se ofere- ceu um teste de VIH e fizeram o teste durante os cuidados pré-na- tais, e receberam os resultados 2 Receberam aconselhamento sobre VIH, foi- lhes oferecido um teste de VIH, aceitaram e receberam os resultados Total 92.4 52.5 37.5 35.6 32.9 3039 Região         Tombali 92.8 56.0 27.3 24.0 23.3 215 Quinara 92.3 55.8 42.1 37.9 35.9 108 Oio 86.4 59.9 20.1 19.6 19.6 665 Biombo 94.4 33.1 25.1 24.2 21.1 225 Bolama/Bijagós 90.7 56.4 43.2 41.7 38.4 57 Bafatá 94.1 39.0 25.5 23.9 21.5 344 Gabú 87.2 19.4 16.3 15.0 13.8 378 Cacheu 96.2 50.8 50.0 46.8 41.2 294 SAB 97.5 73.4 69.5 67.0 61.8 754 Província         Norte 90.3 52.5 28.5 27.2 25.2 1183 Leste 90.5 28.7 20.7 19.2 17.5 722 Sul 92.4 56.0 33.9 30.6 29.1 380 SAB 97.5 73.4 69.5 67.0 61.8 754 Meio de residência         Urbano 97.0 68.9 61.3 58.8 54.8 1119 Rural 89.7 42.9 23.6 22.1 20.2 1921 Idade         15-24 93.6 50.0 35.7 33.4 30.6 1097 15-19 93.1 48.8 35.2 33.1 28.5 355 20-24 93.8 50.6 35.9 33.5 31.6 742 25-29 94.2 53.9 40.4 38.7 35.0 791 30-39 90.6 55.6 38.2 36.5 34.5 962 40-49 86.7 44.7 32.0 31.0 29.8 190 Estado civil         Casada/ em união 91.7 51.2 35.4 33.7 31.1 2472 Nunca se casou/ em união 95.5 58.0 46.8 43.9 41.2 567 Nível de Instrução         Nenhum 89.1 44.3 27.4 26.2 24.4 1624 Primário 95.6 54.1 38.0 35.5 32.0 932 Secundário e mais 97.4 76.7 70.5 67.3 63.4 483 Indice de Bem- Estar Económico         O mais pobre 89.6 43.5 18.2 17.3 16.4 694 Segundo 88.6 42.4 23.6 21.7 20.5 661 Médio 92.1 47.8 32.2 30.8 28.0 683 Quarto 96.6 62.7 57.3 54.5 50.1 569 O mais rico 97.8 76.4 71.9 68.9 63.7 432 1 Indicador MICS 9.7 - Aconselhamento sobre VIH durante cuidados pré-natais 2 Indicador MICS 9.8 - Teste de VIH durante cuidados pré-natais 264 GUINÉ-BISSAU Entre as mulheres que deram à luz nos dois anos que precederam o inquérito, a percentagem que recebeu aconselhamento e teste de VIH nos cuidados pré-natais é apresentada na Tabela HA.5. Os resultados do quadro mostra que 92% das mulheres inqueridas declararam ter recebido cuidados pré- natais por uma pessoa qualificada durante a última gravidez, 53% receberam durante as consultais pré-natais, aconselhamento sobre as diferentes vias de transmissão do VIH/SIDA, 38% declararam ter sido oferecida o teste do VIH/SIDA e fizeram o teste durante as consultais pré-natais, 36% foram ofe- recidas o teste, fizeram e receberam os resultados do teste, e 33% receberam aconselhamento sobre VIH, e foi-lhes oferecido um teste do VIH, aceitaram e receberam o resultado do teste. No meio urbano, mais de dois terço (69%) das mulheres receberam durante os cuidados pré-natais, aconselhamento sobre transmissão do VIH/SIDA enquanto no meio rural foram 43%. Da mesma ma- neira, a percentagem de mulheres que foram oferecidos o teste, fizeram e receberam o resultado du- rante os cuidados pré-natal é muito mais elevada no meio urbano do que no meio rural (59% contra 22%). A percentagem de aconselhamentos e de teste durante os cuidados pré-natais, cresce tanto com o ní- vel de instrução das mulheres como o quintil de bem-estar económico do agregado. COMPORTAMENTO SEXUAL RELACIONADO COM A TRANSMISSÃO DO VIH Promover um comportamento sexual mais seguro é fundamental para reduzir a prevalência do VIH. O uso de preservativos durante a relação sexual, em especial quando estão envolvidos parceiros não regulares ou múltiplos, é particularmente importante para reduzir a propagação do VIH. Um conjunto de perguntas foi administrado a todas as mulheres e homens de 15-49 anos de idade para avaliar o seu risco de infeção ao VIH. 265Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA HA.6: RELAÇÕES SEXUAIS COM PARCEIROS MÚLTIPLOS (MULHERES) Percentagem de mulheres de 15-49 anos que já tiveram relações sexuais, percentagem que teve relações sexuais nos últimos 12 meses, percentagem que teve relações sexuais com mais de um parceiro nos últimos 12 meses, número médio de parceiros sexuais por mulheres que já tiveram relações sexuais e entre as que tiveram relações sexuais com parceiros múltiplos nos últimos 12 meses, percentagem que usou preservativo na última relação sexual, MICS5, Guiné - Bissau, 2014   Percentagem de mulheres que: Número de mulheres de 15-49 anos Número médio de parceiros sexuais ao longo da vida Número de mulheres de 15-49 anos que tiveram relações sexuais Percentagem de mulheres que tiveram mais de um parceiro sexual nos últimos 12 meses informando que foi usado um preservativo na última vez que tiveram relações sexuais 2 Número de mulheres de 15-49 anos que tiveram mais de um parceiro sexual nos últimos 12 meses Já tiveram relações sexuais Tiveram relações sexuais nos últimos 12 meses Tiveram rela- ções sexuais com mais de um parceiro nos últimos 12 meses 1 Total 92.2 77.2 10.7 10234 3 9433 28.6 1094 Região           Tombali 89.7 68.4 7.0 615 2.9 551 20.4 43 Quinara 93.1 72.9 8.3 328 2.6 305 12.9 27 Oio 93.4 74.2 5.6 1608 2.6 1502 10.2 89 Biombo 89.7 73.4 9.1 712 2.5 639 26.4 65 Bolama/ Bijagós 95.2 79.9 4.8 204 3.0 194 (38.1) 10 Bafatá 92.2 75.8 9.6 1067 2.3 984 11.2 102 Gabú 93.1 73.7 10.0 1069 2.1 995 20.2 107 Cacheu 94.8 83.8 13.6 883 2.5 837 9.2 120 SAB 91.4 80.6 14.1 3747 3.2 3425 42.8 530 Província                 Norte 93.0 76.7 8.6 3204 2.5 2978 13.6 274 Leste 92.6 74.8 9.8 2137 2.2 1980 15.8 210 Sul 91.7 71.7 7.0 1146 2.9 1051 20.0 80 SAB 91.4 80.6 14.1 3747 3.2 3424.5 42.8 530 Meio de residência                 Urbano 91.7 80.4 13.1 5132 3.1 4704 39.7 674 Rural 92.7 74.0 8.2 5102 2.4 4729 10.9 420 Idade                 15-24 81.8 71.4 10.3 4362 2.4 3567 42.7 450 15-19 67.9 61.3 8.1 2291 2.0 1555 40.9 184 20-24 97.1 82.6 12.8 2071 2.7 2012 44.0 266 25-29 99.7 79.5 11.1 1758 3.0 1752 25.9 195 30-39 100.0 83.4 11.9 2627 3.0 2626 19.7 313 40-49 100.0 80.2 9.1 1488 2.9 1488 6.4 136 Estado civil                 Casada/ em união 100.0 81.1 9.6 6321 2.7 6321 12.8 606 Nunca se casou/ em união 79.5 70.9 12.5 3913 2.8 3112 48.3 488 Nível de Instrução                 Nenhum 97.7 77.5 9.3 4200 2.5 4105 10.1 389 Primário 85.5 72.6 9.9 3177 2.6 2717 26.7 315 Secundário e mais 91.4 81.8 13.7 2856 3.2 2610 48.6 391 Indice de Bem-Estar Económico                 O mais pobre 92.8 73.4 8.1 1797 0.3 1668 9.9 146 Segundo 93.1 74.7 9.5 1827 0.2 1701 13.7 174 Médio 93.2 76.8 8.6 1923 0.3 1793 21.7 166 Quarto 91.8 77.6 12.9 2206 0.3 2024 32.6 285 O mais rico 90.5 81.6 13.0 2481 0.3 2246 45.1 323 1 Indicador MICS 9.12 - Parceiros sexuais múltiplos 2 Indicador MICS 9.13 - Uso de preservativo na última relação sexual entre pessoas com parceiros sexuais múltiplos * Valores baseados em menos de 25 casos não ponderados (.) Valores baseados entre 25-49 casos não ponderados 266 GUINÉ-BISSAU TABELA HA.6M: RELAÇÕES SEXUAIS COM PARCEIROS MÚLTIPLOS (HOMENS) Percentagem de homens de 15-49 anos que já tiveram relações sexuais, percentagem que teve relações sexuais nos últimos 12 meses, percentagem que teve relações sexuais com mais de uma parceira nos últimos 12 meses, número médio de parceiras sexuais ao longo da vida por homens que já tiveram relações sexuais e entre os que tiveram relações sexuais com parceiras múltiplas nos últimos, 12 meses, percentagem que usou preservativo na última relação sexual, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de homens que: Número de homens de 15-49 anos Número médio de parceiros sexuais ao longo da vida Número de homens de 15-49 anos que tiveram relações sexuais Percentagem de homens que tiveram mais de um parceiro sexual nos últimos 12 meses informando que foi usado um preservativo na última vez que tiveram relações sexuais 2 Número de homens de 15-49 anos que tiveram mais de um parceiro sexual nos últimos 12 meses Já tiveram relações sexuais Tiveram relações sexuais nos últimos 12 meses Tiveram rela- ções sexuais com mais de um parceiro nos últimos 12 meses 1 Total 86.8 80.9 33.2 4232 7.1 3672 44.2 1404 Região                 Tombali 91.6 84.4 33.0 252 8.4 231 43.2 83 Quinara 80.2 76.7 31.7 148 7.5 119 48.6 47 Oio 85.6 82.1 32.3 638 4.7 546 26.2 206 Biombo 79.9 71.7 26.5 284 6.1 227 31.0 75 Bolama/ Bijagós 87.8 84.6 36.7 92 7.7 81 3.7 34 Bafatá 88.8 85.3 41.6 384 7.5 341 36.3 160 Gabú 79.1 70.2 25.8 408 4.2 322 48.2 105 Cacheu 88.2 83.7 37.3 401 5.4 353 37.0 149 SAB 89.3 82.7 33.5 1626 8.8 1452 58.7 545 Província                 Norte 85.1 80.3 32.6 1322 5.2 1126 30.8 431 Leste 83.8 77.5 33.5 792 5.7 664 41.0 265 Sul 87.5 82.1 33.3 492 8.0 430 36.6 164 SAB 89.3 82.7 33.5 1626 8.8 1452 58.7 545 Meio de residência                 Urbano 89.4 83.3 33.8 2163 8.1 1933 56.4 731 Rural 84.0 78.4 32.5 2069 6.0 1739 31.1 673 Idade                 15-24 72.4 66.2 26.5 1965 4.8 1423 62.4 521 15-19 56.1 52.0 16.3 1111 3.4 623 59.5 181 20-24 93.5 84.5 39.7 855 5.8 799 63.9 339 25-29 98.4 93.6 42.3 612 6.7 603 51.9 259 30-39 99.6 95.2 38.4 969 9.1 964 32.4 372 40-49 99.6 91.7 36.9 685 9.6 682 16.6 253 Estado civil                 Casado/ em união 100.0 95.1 37.4 1639 8.8 1639 21.4 614 Nunca se casou/ em união 78.4 71.9 30.5 2593 5.7 2033 62.0 791 Nível de Instrução                 Nenhum 91.2 84.4 32.9 720 6.1 657 27.7 237 Primário 78.3 72.9 29.9 1518 6.6 1189 37.2 454 Secundário e mais 91.6 85.7 35.8 1994 7.7 1826 54.2 713 Indice de Bem-Estar Económico                 O mais pobre 81.8 77.2 33.6 724 0.6 593 21.7 243 Segundo 86.6 80.4 30.9 756 0.6 654 34.5 233 Médio 86.0 80.4 29.9 792 0.6 681 39.1 237 Quarto 86.5 76.5 28.0 958 0.8 829 55.0 268 O mais rico 91.4 88.5 42.2 1001 0.9 915 58.7 422 1 Indicador MICS 9.12 - Parceiros sexuais múltiplos [M] 2 Indicador MICS 9.13 - Uso de preservativo na última relação sexual entre pessoas com parceiros sexuais múltiplos [M] 267Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 Como ilustrado nas Tabelas HA.6 e HA.6M, 11% das mulheres e 33% dos homens de 15-49 anos de ida- de declaram ter tido relações sexuais com mais de um parceiro nos últimos 12 meses. Desses, apenas 29% das mulheres e 44% dos homens declaram ter usado um preservativo quando tiveram relações sexuais da última vez. Esta percentagem aumenta com o aumento do nível de instrução. Por exemplo, os que não têm nenhum nível do ensino representam 10% nas mulheres e 28% nos homens, contra 49% e 54% do ensino secundário e mais. No que concerne ao meio de residência, a percentagem de mulheres e homens que informaram que usaram um preservativo na última vez que tiveram relação sexual no meio urbano é superior a do meio rural, representando 40% contra 11% para as mulheres e 56% contra 31% para os homens. No que diz respeito aos jovens de 15-24 anos de idade, 10% de raparigas e 27% de rapazes afirmaram ter tido relações sexuais com mais de um parceiro nos últimos 12 meses. As tabelas também mostram que 43% de raparigas e 62% de rapazes de 15-24 anos de idade declararam que usaram um preserva- tivo na última vez que tiveram relações sexuais. INDICADORES DE VIH PARA MULHERES E HOMENS JOVENS Em muitos países, mais de metade das novas infeções com VIH em adultos ocorre entre jovens de 15- 24 anos e por isso uma mudança no comportamento dos membros desta faixa etária é particularmente importante para reduzir novas infeções. As tabelas seguintes apresentam informações sobre esta faixa etária. 268 GUINÉ-BISSAU TA B E L A H A .7 : P R IN C IP A IS I N D IC A D O R E S D E V IH E S ID A ( M U L H E R E S J O V E N S ) P er ce n ta g em d e m u lh er es d e 15 -2 4 a n o s p o r p ri n ci p ai s in d ic ad o re s d e V IH e S ID A , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   P er ce n ta g em d e m u lh er es d e 15 -2 4 a n o s q u e: N ú m er o d e m u lh er es d e 15 -2 4 a n os P er ce n ta g em d e m u lh er es jo ve n s se xu al m en te a ct iv as q u e fi ze ra m o te st e d e V IH n os ú lt im os 1 2 m es es e sa b em o re su lt ad o 2 N ú m er o d e m u - lh er es d e 15 -2 4 an os q u e ti ve ra m re la çõ es s ex u ai s n os ú lt im os 1 2 m es es P er ce n ta g em q u e ex p ri m e ac ei ta çã o d e p es so as s er op o - si ti va s em to d os o s q u at ro in d ic ad or es a N ú m er o d e m u - lh er es d e 15 -2 4 an os q u e ou vi ra m fa la r d o S ID A Te m c on h ec i- m en to e xa u s- ti vo 1 C on h ec em to d os os tr ês m ei os d e tr an sm is sã o ve rt ic al d o V IH C on h ec em u m lo ca l p ar a fa ze r o te st e d e V IH F iz er am o te st e e co n h ec em o re su lt ad o d o te st e m ai s re ce n te F iz er am o te s- te d e V IH n os ú lt im os 1 2 m e- se s e sa b em o re su lt ad o Ti ve ra m re la - çõ es s ex u ai s n os ú lt im os 1 2 m es es T o ta l 2 2 .5 6 3. 9 5 0 .3 2 3. 4 7. 6 71 .4 4 36 2 9 .4 31 16 4 .9 4 0 8 9 R eg iã o               To m b al i 2 9 .6 6 3. 1 31 .9 14 .3 7. 7 6 0 .9 2 5 4 10 .9 15 5 3. 4 2 32 Q u in ar a 4 .4 72 .6 5 5 .7 2 0 .3 8 .9 6 9 .0 14 1 10 .9 9 7 2 .2 14 1 O io 33 .0 73 .3 5 6 .4 13 .4 5 .7 6 6 .9 6 9 9 6 .9 4 6 7 1. 3 6 73 B io m b o 10 .4 5 9 .0 31 .5 17 .4 8 .0 6 5 .6 30 2 10 .5 19 8 7. 5 2 78 B ol am a/ B ija g ós 36 .9 71 .0 5 1. 6 2 2 .6 6 .2 76 .7 8 2 6 .7 6 3 2 .9 77 B af at á 15 .0 6 4 .9 4 5 .4 16 .1 6 .3 70 .7 4 4 4 7. 2 31 4 0 .8 4 2 2 G ab ú 2 .4 2 7. 6 32 .8 14 .5 5 .1 6 7. 3 38 9 7. 2 2 6 2 5 .2 2 36 C ac h eu 2 6 .1 6 9 .8 4 1. 6 2 1. 3 7. 3 8 0 .8 35 4 8 .5 2 8 7 3. 7 35 4 S A B 2 6 .0 6 6 .8 6 0 .5 34 .6 9 .3 75 .1 16 9 7 11 .1 12 74 7. 7 16 75 P ro ví n ci a N or te 2 6 .1 6 9 .2 4 7. 0 16 .4 6 .6 70 .2 13 5 5 8 .1 9 5 2 3. 2 13 0 6 Le st e 9 .1 4 7. 4 39 .5 15 .3 5 .7 6 9 .1 8 32 7. 2 5 75 2 .4 6 5 8 S u l 2 3. 4 6 7. 3 4 2 .3 17 .5 7. 8 6 6 .0 4 77 10 .1 31 5 2 .9 4 5 0 S A B 2 6 .0 6 6 .8 6 0 .5 34 .6 9 .3 75 .1 16 9 7 11 .1 12 74 7. 7 16 75 M ei o d e re si d ên ci a               U rb an o 2 6 .1 6 7. 3 5 9 .6 31 .2 9 .2 74 .9 2 35 7 11 .0 17 6 6 6 .8 2 31 1 R u ra l 18 .3 5 9 .9 39 .3 14 .1 5 .7 6 7. 3 2 0 0 5 7. 2 13 5 0 2 .4 17 78 Id ad e               15 -1 9 2 0 .3 5 8 .6 39 .2 13 .3 4 .8 6 1. 3 2 2 9 1 6 .9 14 0 4 3. 7 2 12 3 1 5 -1 7 18 .3 5 5 .9 2 7. 9 6 .1 3. 3 5 0 .5 12 8 6 5 .3 6 4 9 2 .7 11 77 1 8 -1 9 2 2 .7 6 2 .1 5 3. 5 2 2 .5 6 .8 75 .1 10 0 5 8 .3 75 5 4 .9 9 4 6 2 0 -2 4 2 5 .0 6 9 .7 6 2 .6 34 .5 10 .7 8 2 .6 2 0 71 11 .4 17 12 6 .2 19 6 5 2 0 -2 2 2 6 .1 6 8 .3 6 1. 3 33 .1 9 .7 8 2 .2 12 9 8 10 .7 10 6 7 5 .0 12 35 2 3- 2 4 2 3. 3 72 .1 6 4 .8 36 .9 12 .3 8 3. 4 77 3 12 .5 6 4 4 8 .2 73 0 269Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A H A .7 ( C O N T IN U A Ç Ã O ) : P R IN C IP A IS I N D IC A D O R E S D E V IH E S ID A ( M U L H E R E S J O V E N S ) P er ce n ta g em d e m u lh er es d e 15 -2 4 a n o s p o r p ri n ci p ai s in d ic ad o re s d e V IH e S ID A , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   P er ce n ta g em d e m u lh er es d e 15 -2 4 a n o s q u e: N ú m er o d e m u lh er es d e 15 -2 4 a n os P er ce n ta g em d e m u lh er es jo ve n s se xu al m en te a ct iv as q u e fi ze ra m o te st e d e V IH n os ú lt im os 1 2 m es es e sa b em o re su lt ad o 2 N ú m er o d e m u - lh er es d e 15 -2 4 an os q u e ti ve ra m re la çõ es s ex u ai s n os ú lt im os 1 2 m es es P er ce n ta g em q u e ex p ri m e ac ei ta çã o d e p es so as s er op o - si ti va s em to d os o s q u at ro in d ic ad or es a N ú m er o d e m u - lh er es d e 15 -2 4 an os q u e ou vi ra m fa la r d o S ID A Te m c on h ec i- m en to e xa u s- ti vo 1 C on h ec em to d os os tr ês m ei os d e tr an sm is sã o ve rt ic al d o V IH C on h ec em u m lo ca l p ar a fa ze r o te st e d e V IH F iz er am o te st e e co n h ec em o re su lt ad o d o te st e m ai s re ce n te F iz er am o te s- te d e V IH n os ú lt im os 1 2 m e- se s e sa b em o re su lt ad o Ti ve ra m re la - çõ es s ex u ai s n os ú lt im os 1 2 m es es E st ad o c iv il               C as ad a/ e m u n iã o 18 .2 6 3. 6 5 2 .9 2 6 .7 10 .3 8 1. 4 11 8 6 11 .2 9 6 6 2 .9 10 75 N u n ca s e ca so u / em u n iã o 2 4 .1 6 4 .0 4 9 .3 2 2 .1 6 .6 6 7. 7 31 75 8 .5 2 15 0 5 .6 30 14 N iv el d eI n st ru çã o               N en h u m 14 .1 5 2 .8 4 0 .5 16 .1 6 .6 70 .5 8 9 6 6 .9 6 32 1. 6 73 9 P ri m ár io 2 0 .4 6 5 .2 39 .7 14 .1 5 .1 6 6 .8 18 8 7 6 .6 12 6 1 2 .3 17 78 S ec u n d ár io e m ai s 2 9 .8 6 8 .7 6 8 .5 38 .6 11 .2 77 .5 15 78 13 .5 12 2 3 9 .5 15 72 In d ic e d e B em -E st ar E co n ó m ic o               O m ai s p ob re 2 1. 2 6 0 .8 39 .1 11 .8 4 .6 6 6 .8 6 6 6 6 .6 4 4 5 1. 9 6 0 4 S eg u n d o 2 2 .4 6 3. 8 4 1. 6 13 .9 5 .5 6 9 .5 77 0 7. 1 5 36 2 .4 6 8 4 M éd io 17 .0 6 3. 8 4 5 .7 19 .1 6 .8 70 .8 78 4 7. 2 5 5 6 2 .7 71 8 Q u ar to 2 2 .1 6 4 .4 5 5 .0 2 9 .4 9 .1 72 .3 9 6 3 11 .0 6 9 6 5 .4 9 2 5 O m ai s ri co 2 7. 3 6 5 .3 6 1. 5 34 .1 10 .1 75 .0 11 78 12 .2 8 8 3 9 .0 11 5 8 1 I n d ic ad o r M IC S 9 .1 ; I n d ic ad o r O D M 6 .3 - C o n h ec im en to s o b re p re ve n çã o d o V IH e n tr e m u lh er es jo ve n s 2 In d ic ad o r M IC S 9 .6 - M u lh er es jo ve n s se xu al m en te a ct iv as q u e fi ze ra m o t es te d e V IH e s ab em o s re su lt ad o s a R ef er e- se à ta b el a H A .3 p ar a os q u ad tr o in d ic ad or es . 270 GUINÉ-BISSAU TA B E L A H A .7 M : P R IN C IP A IS I N D IC A D O R E S D E V IH E S ID A ( H O M E N S J O V E N S ) P er ce n ta g em d e h o m en s d e 15 -2 4 a n o s p o r p ri n ci p ai s in d ic ad o re s d e V IH e S ID A , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   P er ce n ta g em d e h o m en s d e 15 -2 4 a n o s q u e: N ú m er o d e h om en s d e 15 -2 4 a n os P er ce n ta g em d e h om en s jo ve n s se xu al m en te a ct iv os q u e fi ze ra m , o te st e d e V IH n os ú lt im os 1 2 m es es e sa b em o re su lt ad o 2 N ú m er o d e h o - m en s d e 1 5 -2 4 an os q u e ti ve ra m re la çõ es s ex u ai s n os , ú lt im os 1 2 m es es P er ce n ta g em q u e ex p ri m e ac ei ta çã o d e p es so as s er op o - si ti va s em to d os o s, q u at ro in d ic ad or es a N ú m er o d e h om en s d e 15 -2 4 an os q u e ou vi ra m fa la r d o S ID A Tê m c on h ec i- m en to e xa u s- ti vo 1 C on h ec em to d os os tr ês m ei os d e tr an sm is sã o ve rt ic al d o V IH C on h ec em u m lo ca l p ar a fa ze r o te st e d e V IH F iz er am o te st e e co n h ec em o re su lt ad o d o te st e m ai s re ce n te F iz er am o te s- te d e V IH n os ú lt im os 1 2 m e- se s e sa b em o re su lt ad o Ti ve ra m re la - çõ es s ex u ai s n os ú lt im os 1 2 m es es T o ta l 2 1. 7 6 0 .0 4 6 .8 12 .4 4 .2 6 6 .2 19 6 5 6 .1 13 0 1 9 .5 19 0 3 R eg iã o             To m b al i 5 .9 6 1. 8 2 7. 6 5 .0 0 .7 77 .0 11 7 0 .9 9 0 6 .3 11 5 Q u in ar a 14 .5 5 6 .0 4 4 .6 8 .5 2 .5 6 1. 1 74 4 .1 4 5 6 .0 74 O io 2 1. 5 78 .8 2 1. 3 3. 7 1. 2 6 6 .7 30 7 1. 1 2 0 5 5 .0 30 7 B io m b o 0 .5 5 3. 3 2 5 .7 9 .6 1. 4 4 7. 5 13 8 3. 0 6 6 5 .7 13 4 B ol am a/ B ija g ós (4 6 .2 ) (9 8 .0 ) (5 8 .0 ) (7 .0 ) (1 .5 ) (7 1. 9 ) 4 4 1. 4 31 36 .1 4 3 B af at á 2 0 .6 5 2 .4 5 2 .7 9 .5 6 .0 72 .5 16 3 8 .3 11 8 7. 9 15 0 G ab ú 7. 2 78 .3 39 .9 4 .4 1. 0 5 1. 4 19 6 2 .0 10 1 1. 1 17 0 C ac h eu 2 2 .5 4 4 .7 5 5 .4 6 .9 2 .6 74 .3 18 6 3. 5 13 8 3. 5 17 7 S A B 31 .4 5 1. 9 6 2 .4 2 2 .7 7. 7 6 8 .4 74 0 11 .0 5 0 6 15 .1 73 2 P ro ví n ci a             N or te 17 .2 6 3. 1 32 .3 5 .9 1. 7 6 4 .7 6 32 2 .2 4 0 9 4 .7 6 19 Le st e 13 .3 6 6 .6 4 5 .7 6 .7 3. 3 6 1. 0 35 9 5 .4 2 19 4 .3 32 0 S u l 16 .1 6 6 .7 38 .6 6 .5 1. 4 71 .0 2 35 1. 8 16 7 11 .7 2 32 S A B 31 .4 5 1. 9 6 2 .4 2 2 .7 7. 7 6 8 .4 74 0 11 .0 5 0 6 15 .1 73 2 M ei o d e re si d ên ci a             U rb an o 2 9 .9 5 6 .8 6 1. 6 2 0 .0 7. 3 70 .6 10 19 9 .9 71 9 14 .5 10 0 6 R u ra l 12 .9 6 3. 3 30 .9 4 .3 0 .9 6 1. 4 9 4 7 1. 4 5 8 2 3. 9 8 9 6 Id ad e             15 -1 9 19 .3 5 8 .1 36 .7 5 .6 1. 8 5 2 .0 11 11 3. 1 5 78 8 .1 10 6 3 1 5 -1 7 17 .0 5 7. 3 2 6 .2 3. 9 1. 3 33 .5 6 0 2 3. 2 2 0 2 6 .1 5 6 1 1 8 -1 9 2 1. 9 5 9 .2 4 9 .1 7. 7 2 .3 74 .0 5 0 9 3. 1 37 6 10 .4 5 0 1 2 0 -2 4 2 4 .8 6 2 .3 6 0 .0 2 1. 3 7. 4 8 4 .5 8 5 5 8 .5 72 3 11 .3 8 4 0 2 0 -2 2 2 5 .3 5 9 .5 6 0 .2 2 1. 3 7. 6 8 3. 2 6 0 1 8 .8 5 0 0 10 .4 5 9 1 2 3- 2 4 2 3. 7 6 9 .0 5 9 .5 2 1. 2 6 .9 8 7. 7 2 5 4 7. 8 2 2 3 13 .2 2 4 9 271Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A H A .7 M ( C O N T IN U A Ç Ã O ) : P R IN C IP A IS I N D IC A D O R E S D E V IH E S ID A ( H O M E N S J O V E N S ) P er ce n ta g em d e h o m en s d e 15 -2 4 a n o s p o r p ri n ci p ai s in d ic ad o re s d e V IH e S ID A , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   P er ce n ta g em d e h o m en s d e 15 -2 4 a n o s q u e: N ú m er o d e h om en s d e 15 -2 4 a n os P er ce n ta g em d e h om en s jo ve n s se xu al m en te a ct iv os q u e fi ze ra m , o te st e d e V IH n os ú lt im os 1 2 m es es e sa b em o re su lt ad o 2 N ú m er o d e h o - m en s d e 1 5 -2 4 an os q u e ti ve ra m re la çõ es s ex u ai s n os , ú lt im os 1 2 m es es P er ce n ta g em q u e ex p ri m e ac ei ta çã o d e p es so as s er op o - si ti va s em to d os o s, q u at ro in d ic ad or es a N ú m er o d e h om en s d e 15 -2 4 an os q u e ou vi ra m fa la r d o S ID A Tê m c on h ec i- m en to e xa u s- ti vo 1 C on h ec em to d os os tr ês m ei os d e tr an sm is sã o ve rt ic al d o V IH C on h ec em u m lo ca l p ar a fa ze r o te st e d e V IH F iz er am o te st e e co n h ec em o re su lt ad o d o te st e m ai s re ce n te F iz er am o te s- te d e V IH n os ú lt im os 1 2 m e- se s e sa b em o re su lt ad o Ti ve ra m re la - çõ es s ex u ai s n os ú lt im os 1 2 m es es E st ad o c iv il             C as ad o/ e m u n iã o 2 2 .2 75 .9 4 8 .1 12 .2 6 .9 9 5 .5 8 4 7. 3 8 0 8 .4 8 3 N u n ca s e ca so u / em u n iã o 2 1. 7 5 9 .2 4 6 .8 12 .4 4 .1 6 4 .9 18 8 2 6 .0 12 2 1 9 .6 18 2 0 N iv el d e In st ru çã o             N en h u m 9 .4 5 9 .3 2 2 .4 1. 6 0 .5 6 3. 4 17 4 0 .7 11 0 1. 7 15 5 P ri m ár io 14 .4 6 1. 5 2 8 .4 3. 3 1. 3 5 4 .8 8 0 4 2 .0 4 4 0 3. 3 76 0 S ec u n d ár io e m ai s 2 9 .8 5 8 .8 6 6 .1 2 1. 7 7. 3 75 .9 9 8 8 9 .3 75 0 15 .5 9 8 7 In d ic e d e B em -E st ar E co n ó m ic o             O m ai sp ob re 12 .9 6 3. 7 2 5 .2 5 .3 1. 1 5 7. 5 31 9 1. 8 18 3 4 .7 30 6 S eg u n d o 11 .3 6 6 .1 34 .6 4 .9 1. 6 6 5 .5 34 4 2 .4 2 2 5 3. 7 32 6 M éd io 14 .7 6 0 .7 38 .9 5 .9 1. 5 6 7. 0 39 2 1. 7 2 6 3 7. 5 36 8 Q u ar to 31 .7 5 7. 4 5 2 .6 15 .4 5 .1 6 0 .5 4 5 0 8 .4 2 72 11 .1 4 4 5 O m ai s ri co 31 .7 5 4 .6 72 .0 2 5 .6 9 .8 77 .6 4 6 1 12 .2 35 7 17 .0 4 5 8 1 I n d ic ad o r M IC S 9 .1 ; I n d ic ad o r O D M 6 .3 - C o n h ec im en to s o b re p re ve n çã o d o V IH e n tr e h o m en s, jo ve n s [M ] 2 In d ic ad o r M IC S 9 .6 - H o m en s jo ve n s se xu al m en te a ct iv o s q u e fi ze ra m o t es te d e V IH e s ab em o s re su lt ad o s [M ] a R ef er e- se à ta b el a H A .3 p ar a os q u at ro in d ic ad or es 272 GUINÉ-BISSAU As Tabelas HA.7 e HA.7M resumem as informações sobre os principais indicadores do VIH para mulhe- res e homens jovens. Os resultados mostram que 23% de mulheres e 22% de homens jovens têm co- nhecimento exaustivo sobre a transmissão do VIH; 64% de mulheres e 60% de homens jovens conhe- cem todos os três meios de transmissão vertical do VIH e 50% de mulheres e 47% de homens jovens conhecem um local para fazer o teste do VIH. Em geral, 9% das mulheres e 6% de homens jovens da faixa etária de 15-24 anos de idade, que são sexualmente ativos, fizeram o teste de VIH nos últimos 12 meses e conhecem o resultado. Relativa- mente ao meio de residência, a percentagem de mulheres e homens jovens que têm o conhecimento exaustivo sobre a prevenção do VIH é maior no meio urbano para ambos os sexos (26% contra 18% para mulheres e 30% contra 13% para homens). Quanto ao nível do ensino, constata-se que a percentagem da população de 15-24 anos do sexo femi- nino e masculino que têm conhecimento exaustivo sobre a prevenção do VIH aumenta com o aumento do nível do ensino. 273Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A H A .8 : P R IN C IP A IS I N D IC A D O R E S D E C O M P O R TA M E N T O S E X U A L ( M U L H E R E S J O V E N S ) P er ce n ta g em d e m u lh er es d e 15 -2 4 a n o s p o r p ri n ci p ai s in d ic ad o re s d e co m p o rt am en to s ex u al , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14 P er ce nt ag em d e m ul he re s d e 15 -2 4 an os q ue : N úm er o d e m ul he - re s d e 15 - 24 a no s P er ce n- ta ge m d e m ul he re s q ue n un ca tiv er am re la çõ es se xu ai s 2 N úm er o d e m ul he re s d e 15 -2 4 a no s q ue n un ca se c as ar am P er ce nt ag em d e m ul he re s d e 15 -2 4 a no s q ue n os úl tim os 1 2 m es es ti ve ra m , re la çõ es s ex ua is c om : N úm er o d e m ul he re s d e 15 -2 4 a no s q ue tiv er am re la - çõ es s ex ua is , no s úl tim os 1 2 m es es P er ce nt ag em q ue a fir m a te r us ad o p re se r- va tiv o d ur an te a úl tim a re la çã o se xu al c om u m p ar ce ir o nã o co nj ug al , n ão em c oa b ita çã o no s úl tim os 1 2 m es es 5 N úm er o d e m ul he re s d e 15 -2 4 a no s q ue tiv er am re la çõ es se xu ai s co m um p ar ce ir o nã o co nj ug al , n ão em c oa b ita çã o no s úl tim os 1 2 m es es P er ce nt ag em q ue a fir m a te r u sa d o p re se rv at iv o d ur an te a úl tim a re la - çã o se xu al N úm er o d e m ul he re s d e 15 -2 4 a no s q ue tiv er am re la - çõ es s ex ua is co m m ai s d e um p ar ce ir o no s úl tim os 1 2 m es es Ti ve ra m re la çõ es se xu ai s an te s d os 15 a no s 1 Já ti ve ra m re la çõ es se xu ai s Ti ve ra m re la - çõ es s ex ua is co m m ai s d e um a p ar ce ir a no s úl tim os 12 m es es U m h om em m ai s ve lh o 10 a no s ou m ai s [3 ] U m p ar ce ir o nã o co nj ug al nã o e m c oa - b ita çã o [4 ] T o ta l 18 .2 8 1. 8 10 .3 4 36 2 2 5 .0 31 75 2 1. 2 5 1. 0 31 16 5 2 .8 2 2 2 5 4 2 .7 4 5 0 R eg iã o               To m b al i 16 .1 75 .0 6 .3 2 5 4 4 2 .1 15 1 2 9 .8 33 .9 15 5 5 8 .8 8 6 4 5 .7 16 Q u in ar a 14 .2 8 4 .0 9 .7 14 1 2 4 .5 9 2 2 8 .5 4 5 .5 9 7 34 .8 6 4 (1 6 .6 ) 14 O io 2 1. 9 8 4 .8 4 .4 6 9 9 2 4 .6 4 32 2 8 .5 4 0 .1 4 6 7 2 7. 9 2 8 0 (1 0 .8 ) 31 B io m b o 19 .4 76 .2 9 .7 30 2 2 9 .9 2 4 0 12 .2 5 0 .4 19 8 4 1. 9 15 2 (4 9 .5 ) 2 9 B ol am a/ B ija gó s 31 .9 8 8 .2 8 .2 8 2 13 .7 71 11 .7 6 2 .2 6 3 4 2 .9 5 1 (4 3. 9 ) 7 B af at á 2 4 .2 8 1. 2 10 .1 4 4 4 32 .1 2 6 0 2 4 .5 4 1. 1 31 4 4 7. 9 18 2 (1 8 .5 ) 4 5 G ab ú 11 .6 8 1. 1 9 .1 38 9 39 .4 18 7 32 .1 31 .3 2 6 2 4 6 .2 12 2 (4 1. 2 ) 35 C ac h eu 2 3. 6 8 7. 0 12 .9 35 4 16 .8 2 76 18 .4 6 0 .8 2 8 7 34 .6 2 16 (1 5 .0 ) 4 6 S A B 15 .4 8 1. 3 13 .4 16 9 7 2 1. 6 14 6 7 16 .4 6 3. 2 12 74 6 7. 1 10 72 5 8 .0 2 2 8 P ro ví n ci a               N or te 2 1. 8 8 3. 5 7. 8 13 5 5 2 3. 7 9 4 8 2 2 .1 4 7. 8 9 5 2 33 .4 6 4 8 2 3. 4 10 6 Le st e 18 .3 8 1. 1 9 .6 8 32 35 .2 4 4 7 2 8 .0 36 .5 5 75 4 7. 2 30 4 2 8 .5 8 0 S u l 18 .3 79 .9 7. 6 4 77 30 .5 31 4 2 5 .8 4 2 .2 31 5 4 7. 1 2 0 1 (3 4 .4 ) 36 S A B 15 .4 8 1. 3 13 .4 16 9 7 2 1. 6 14 6 7 16 .4 6 3. 2 12 74 6 7. 1 10 72 5 8 .0 2 2 8 M ei o d e re si d ên ci a               U rb an o 16 .6 8 2 .1 12 .6 2 35 7 2 1. 3 19 8 3 17 .0 6 2 .1 17 6 6 6 4 .3 14 6 3 5 2 .4 2 9 7 R u ra l 2 0 .2 8 1. 4 7. 6 2 0 0 5 31 .2 11 9 2 2 6 .8 38 .0 13 5 0 30 .7 76 2 2 3. 9 15 3 Id ad e               15 -1 9 18 .7 6 7. 9 8 .1 2 2 9 1 36 .4 2 0 2 0 14 .5 5 2 .4 14 0 4 5 2 .2 12 0 0 4 0 .9 18 4 1 5 -1 7 19 .7 5 3. 8 5 .9 12 8 6 4 8 .4 12 2 6 8 .9 4 7. 1 6 4 9 5 1. 3 6 0 5 34 .4 76 1 8 -1 9 17 .4 8 5 .9 10 .8 10 0 5 17 .8 79 4 19 .4 5 9 .2 75 5 5 3. 1 5 9 5 4 5 .4 10 8 2 0 -2 4 17 .7 9 7. 1 12 .8 2 0 71 5 .1 11 5 5 2 6 .7 4 9 .5 17 12 5 3. 4 10 2 5 4 4 .0 2 6 6 2 0 -2 2 19 .1 9 6 .1 13 .3 12 9 8 6 .3 8 0 8 2 4 .2 5 3. 3 10 6 7 5 5 .2 6 9 2 4 7. 1 17 2 2 3- 2 4 15 .5 9 8 .9 12 .1 77 3 2 .4 34 7 30 .9 4 3. 1 6 4 4 4 9 .7 33 3 38 .2 9 3 274 GUINÉ-BISSAU TA B E L A H A .8 ( C O N T IN U A C Ã O ) : P R IN C IP A IS I N D IC A D O R E S D E C O M P O R TA M E N T O S E X U A L ( M U L H E R E S J O V E N S ) P er ce n ta g em d e m u lh er es d e 15 -2 4 a n o s p o r p ri n ci p ai s in d ic ad o re s d e co m p o rt am en to s ex u al , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14 P er ce nt ag em d e m ul he re s d e 15 -2 4 an os q ue : N úm er o d e m ul he - re s d e 15 - 24 a no s P er ce n- ta ge m d e m ul he re s q ue n un ca tiv er am re la çõ es se xu ai s 2 N úm er o d e m ul he re s d e 15 -2 4 a no s q ue n un ca se c as ar am P er ce nt ag em d e m ul he re s d e 15 -2 4 a no s q ue n os úl tim os 1 2 m es es ti ve ra m , re la çõ es s ex ua is c om : N úm er o d e m ul he re s d e 15 -2 4 a no s q ue tiv er am re la - çõ es s ex ua is , no s úl tim os 1 2 m es es P er ce nt ag em q ue a fir m a te r us ad o p re se r- va tiv o d ur an te a úl tim a re la çã o se xu al c om u m p ar ce ir o nã o co nj ug al , n ão em c oa b ita çã o no s úl tim os 1 2 m es es 5 N úm er o d e m ul he re s d e 15 -2 4 a no s q ue tiv er am re la çõ es se xu ai s co m um p ar ce ir o nã o co nj ug al , n ão em c oa b ita çã o no s úl tim os 1 2 m es es P er ce nt ag em q ue a fir m a te r u sa d o p re se rv at iv o d ur an te a úl tim a re la - çã o se xu al N úm er o d e m ul he re s d e 15 -2 4 a no s q ue tiv er am re la - çõ es s ex ua is co m m ai s d e um p ar ce ir o no s úl tim os 1 2 m es es Ti ve ra m re la çõ es se xu ai s an te s d os 15 a no s 1 Já ti ve ra m re la çõ es se xu ai s Ti ve ra m re la - çõ es s ex ua is co m m ai s d e um a p ar ce ir a no s úl tim os 12 m es es U m h om em m ai s ve lh o 10 a no s ou m ai s [3 ] U m p ar ce ir o nã o co nj ug al nã o e m c oa - b ita çã o [4 ] E st ad o c iv il               C as ad a/ e m u n iã o 2 2 .9 10 0 .0 7. 4 11 8 6 n a n a 5 0 .3 9 .0 9 6 6 4 1. 8 10 6 18 .1 8 8 N u n ca s e ca so u / em u n iã o 16 .5 75 .0 11 .4 31 75 2 5 .0 31 75 8 .2 6 6 .7 2 15 0 5 3. 3 2 11 9 4 8 .7 36 2 N iv el d e In st ru çã o               N en h u m 2 4 .0 8 9 .5 6 .6 8 9 6 2 8 .7 33 0 4 4 .6 2 4 .8 6 32 2 2 .6 2 2 2 2 2 .2 5 9 P ri m ár io 2 0 .2 75 .7 9 .3 18 8 7 32 .6 14 0 7 2 0 .1 4 7. 6 12 6 1 4 3. 2 8 9 9 36 .1 17 6 S ec u n d ár io e m ai s 12 .6 8 4 .7 13 .6 15 78 16 .8 14 39 10 .3 70 .0 12 2 3 6 6 .6 11 0 4 5 3. 7 2 15 In d ic e d e B em - E st ar E co n ó m ic o               O m ai s p ob re 17 .8 8 0 .8 7. 1 6 6 6 32 .4 39 6 2 6 .7 35 .9 4 4 5 2 8 .2 2 39 2 7. 6 4 7 S eg u n d o 2 1. 7 8 3. 7 10 .7 77 0 2 6 .2 4 78 2 7. 0 4 4 .2 5 36 36 .2 34 1 2 1. 6 8 3 M éd io 2 1. 6 8 3. 4 9 .1 78 4 2 5 .1 5 19 2 1. 7 4 5 .7 5 5 6 4 3. 6 35 9 36 .7 72 Q u ar to 18 .7 8 1. 6 10 .4 9 6 3 2 4 .2 72 9 2 3. 3 5 4 .0 6 9 6 6 0 .7 5 2 0 4 9 .0 10 0 O m ai s ri co 13 .6 8 0 .2 12 .6 11 78 2 2 .2 10 5 3 13 .1 6 5 .1 8 8 3 6 6 .7 76 6 5 7. 9 14 9 1 I n d ic ad o r M IC S 9 .1 0 - R el aç õ es s ex u ai s an te s d o s 15 a n o s n as m u lh er es jo ve n s 2 In d ic ad o r M IC S 9 .9 - M u lh er es jo ve n s q u e n u n ca t iv er am r el aç õ es s ex u ai s 3 In d ic ad o r M IC S 9 .1 1 - D is p ar id ad e d e id ad es e n tr e p ar ce ir o s se xu ai s 4 In d ic ad o r M IC S 9 .1 4 - R el aç õ es s ex u ai s co m p ar ce ir o s n ão r eg u la re s 5 In d ic ad o r M IC S 9 .1 5 ; I n d ic ad o r O D M 6 .2 - U so d e p re se rv at iv o c o m p ar ce ir o s n ão r eg u la re s n a: n ão s e ap lic a 275Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A H A .8 M : P R IN C IP A IS I N D IC A D O R E S D E C O M P O R TA M E N T O S E X U A L ( H O M E N S J O V E N S ) P er ce n ta g em d e h o m en s d e 15 -2 4 a n o s p o r p ri n ci p ai s in d ic ad o re s d e co m p o rt am en to s ex u al , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   P er ce n ta g em d e h om en s d e 15 -2 4 a n os q u e: N ú m er o d e h o - m en s d e 15 -2 4 an os P er ce n ta g em d e h om en s q u e n u n ca ti ve ra m re la - çõ es s ex u ai s 2 N ú m er o d e h om en s d e 15 -2 4 a n os q u e n u n ca se c as ar am P er ce n ta g em q u e n os ú lt im os 1 2 m es es te ve re la çõ es se xu ai s co m u m a p ar ce ir a n ão c on ju - g al n ão e m c oa b i- ta çã o 3 N ú m er o d e h om en s d e 15 -2 4 a n os q u e ti ve ra m re la - çõ es s ex u ai s n os ú lt im os 1 2 m es es P er ce n ta g em q u e af ir m a te r u sa d o p re se r- va ti vo d u ra n te a ú lt im a re la çã o se xu al c om u m a p ar ce ir a n ão c on ju g al , n ão e m c oa b it aç ao n os ú lt im os 1 2 m es es 4 N ú m er o d e h om en s d e 15 -2 4 a n os q u e ti ve - ra m re la çõ es s ex u ai s co m u m a p ar ce ir a n ão c on ju g al , n ão e m co ab it aç ão n os ú lt im os 12 m es es P er ce n ta g em q u e af ir m a te r u sa d o p re se r- va ti vo d u ra n te a ú lt im a re la çã o se xu al N ú m er o d e h om en s d e 15 -2 4 an os q u e ti ve ra m re la çõ es s ex u ai s co m m ai s d e u m a p ar ce ir a n os ú lt i- m os 1 2 m es es Ti ve ra m re la - çõ es s ex u ai s an te s d os 1 5 an os 1 Já ti ve ra m re la çõ es se xu ai s T iv er am re la çõ es se xu ai s co m m ai s d e u m a p ar ce ir a n os ú lt im os 1 2 m es es T o ta l 14 .8 72 .4 2 6 .5 19 6 5 2 8 .9 18 8 2 6 4 .0 13 0 1 6 9 .0 12 5 7 6 2 .4 5 2 1 R eg iã o             To m b al i 2 1. 3 8 1. 9 2 2 .9 11 7 19 .0 11 2 74 .0 9 0 6 2 .9 8 7 (6 8 .4 ) 2 7 Q u in ar a 6 .2 6 2 .3 2 2 .1 74 38 .4 73 6 0 .2 4 5 74 .7 4 5 16 .6 16 O io 11 .5 70 .4 2 4 .0 30 7 32 .3 2 8 2 6 1. 8 2 0 5 4 9 .4 19 0 4 2 .0 74 B io m b o 10 .0 5 9 .2 13 .3 13 8 4 1. 7 13 6 4 7. 5 6 6 6 5 .3 6 6 (4 9 .5 ) 18 B ol am a/ B ija g ós (1 7. 7) (7 5 .0 ) (2 2 .4 ) 4 4 (2 6 .9 ) 4 1 6 7. 7 31 (4 .0 ) 2 9 (4 3. 9 ) 10 B af at á 12 .6 75 .8 35 .7 16 3 2 4 .9 15 8 71 .4 11 8 5 9 .0 11 6 4 6 .5 5 8 G ab ú 9 .1 5 7. 8 17 .9 19 6 4 6 .4 17 9 4 5 .9 10 1 8 1. 0 9 0 (6 7. 5 ) 35 C ac h eu 15 .4 75 .7 2 7. 6 18 6 2 5 .6 17 6 72 .8 13 8 5 7. 4 13 5 (5 8 .4 ) 5 1 S A B 18 .5 77 .3 31 .2 74 0 2 3. 1 72 7 6 7. 5 5 0 6 8 4 .7 4 9 9 75 .2 2 31 P ro ví n ci a N or te 12 .3 6 9 .5 2 2 .7 6 32 32 .4 5 9 3 6 1. 9 4 0 9 5 4 .8 39 1 4 9 .8 14 4 Le st e 10 .7 6 6 .0 2 6 .0 35 9 36 .3 33 6 5 7. 5 2 19 6 8 .6 2 0 6 5 4 .4 9 3 S u l 15 .8 74 .4 2 2 .6 2 35 2 6 .7 2 2 5 6 8 .4 16 7 5 5 .4 16 1 5 4 .5 5 3 S A B 18 .5 77 .3 31 .2 74 0 2 3. 1 72 7 6 7. 5 5 0 6 8 4 .7 4 9 9 75 .2 2 31 M ei o d e re si d ên ci a             U rb an o 18 .0 78 .1 30 .1 10 19 2 2 .3 9 9 9 6 9 .6 71 9 79 .4 70 9 71 .6 30 6 R u ra l 11 .3 6 6 .2 2 2 .6 9 4 7 36 .3 8 8 2 5 7. 9 5 8 2 5 5 .6 5 4 8 4 9 .2 2 14 Id ad e             15 -1 9 16 .4 5 6 .1 16 .3 11 11 4 4 .0 11 0 7 5 1. 5 5 78 6 5 .2 5 72 5 9 .5 18 1 1 5 -1 7 17 .0 38 .2 8 .6 6 0 2 6 1. 8 6 0 2 33 .4 2 0 2 5 5 .8 2 0 1 6 3. 5 5 2 1 8 -1 9 15 .6 77 .3 2 5 .5 5 0 9 2 2 .9 5 0 5 73 .0 37 6 70 .4 37 1 5 8 .0 13 0 2 0 -2 4 12 .7 9 3. 5 39 .7 8 5 5 7. 2 77 5 8 0 .2 72 3 72 .2 6 8 5 6 3. 9 33 9 2 0 -2 2 12 .3 9 2 .4 4 0 .0 6 0 1 8 .1 5 6 7 8 0 .7 5 0 0 73 .8 4 8 5 6 7. 1 2 4 0 2 3- 2 4 13 .5 9 6 .2 39 .0 2 5 4 4 .6 2 0 8 78 .9 2 2 3 6 8 .3 2 0 0 5 6 .1 9 9 276 GUINÉ-BISSAU TA B E L A H A .8 M ( C O N T IN U A Ç Ã O ): P R IN C IP A IS I N D IC A D O R E S D E C O M P O R TA M E N T O S E X U A L ( H O M E N S J O V E N S ) P er ce n ta g em d e h o m en s d e 15 -2 4 a n o s p o r p ri n ci p ai s in d ic ad o re s d e co m p o rt am en to s ex u al , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   P er ce n ta g em d e h o m en s d e 15 -2 4 a n o s q u e: N ú m er o d e h o - m en s d e 15 -2 4 an os P er ce n ta g em d e h om en s q u e n u n ca ti ve ra m re la - çõ es s ex u ai s 2 N ú m er o d e h om en s d e 15 -2 4 a n os q u e n u n ca se c as ar am P er ce n ta g em q u e n os ú lt im os 1 2 m es es te ve re la çõ es s ex u ai s co m u m a p ar ce ir a n ão c on ju g al n ão e m co ab it aç ão 3 N ú m er o d e h om en s d e 15 -2 4 a n os q u e ti ve ra m re la çõ es se xu ai s n os ú lt i- m os 1 2 m es es P er ce n ta g em q u e af ir m a te r u sa d o p re se rv at iv o d u ra n te a ú lt im a re la çã o se xu al c om u m a p ar ce ir a n ão c on ju g al , n ão e m c oa b it aç ao n os ú lt im os 1 2 m es es 4 N ú m er o d e h om en s d e 15 -2 4 a n os q u e ti ve ra m re la çõ es s ex u ai s co m u m a p ar ce ir a n ão c on ju g al , n ão em c oa b it aç ão n os ú lt im os 12 m es es P er ce n ta g em q u e af ir m a te r u sa d o p re se r- va ti vo d u ra n te a ú lt im a re la çã o se xu al N ú m er o d e h om en s d e 15 -2 4 a n os q u e ti ve ra m re la çõ es se xu ai s co m m ai s d e u m a p ar ce ir a n os ú lt im os 1 2 m es es E st ad o c iv il             C as ad o/ e m u n iã o 16 .5 10 0 .0 35 .5 8 4 n a n a 5 0 .2 8 0 (4 4 .0 ) 4 2 (1 1. 3) 30 N u n ca s e ca so u / em u n iã o 14 .7 71 .1 2 6 .1 18 8 2 2 8 .9 18 8 2 6 4 .6 12 2 1 6 9 .9 12 15 6 5 .5 4 9 1 N iv el d e In st ru çã o             N en h u m 10 .4 6 8 .2 2 5 .5 17 4 35 .1 15 8 5 9 .0 11 0 5 1. 5 10 3 5 1. 7 4 4 P ri m ár io 14 .8 5 9 .9 2 0 .7 8 0 4 4 2 .0 76 9 5 2 .6 4 4 0 5 4 .0 4 2 3 5 1. 5 16 7 S ec u n d ár io e m ai s 15 .5 8 3. 3 31 .3 9 8 8 17 .3 9 5 5 74 .1 75 0 8 0 .2 73 2 6 9 .8 31 0 In d ic e d e B em -E st ar E co n ó m ic o             O m ai s p ob re 7. 7 6 1. 0 2 0 .5 31 9 4 2 .8 2 9 1 5 2 .8 18 3 4 6 .3 16 8 31 .3 6 5 S eg u n d o 14 .5 71 .1 2 3. 0 34 4 30 .9 32 2 6 3. 2 2 2 5 6 0 .5 2 18 5 7. 5 79 M éd io 16 .5 72 .2 2 4 .6 39 2 2 9 .6 36 8 6 3. 6 2 6 3 6 2 .0 2 4 9 4 9 .3 9 7 Q u ar to 14 .9 72 .5 2 1. 6 4 5 0 2 7. 9 4 4 4 5 9 .3 2 72 74 .3 2 6 7 77 .6 9 7 O m ai s ri co 18 .2 8 1. 3 39 .5 4 6 1 18 .9 4 5 7 77 .1 35 7 8 5 .9 35 6 74 .4 18 2 1 I n d ic ad o r M IC S 9 .1 0 - R el aç õ es s ex u ai s an te s d o s 15 a n o s em h o m en s jo ve n s [M ] 2 In d ic ad o r M IC S 9 .9 - H o m en s jo ve n s q u e n u n ca t iv er am r el aç õ es s ex u ai s [M ] 3 In d ic ad o r M IC S 9 .1 4 - R el aç õ es s ex u ai s co m p ar ce ir as n ão r eg u la re s [M ] 4 In d ic ad o r M IC S 9 .1 5 ; I n d ic ad o r O D M 6 .2 - U so d e p re se rv at iv o c o m p ar ce ir as n ão r eg u la re s [M ] n a: n ão s e ap lic a 277Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 Alguns comportamentos podem criar, aumentar ou perpetuar o risco de exposição ao VIH. Para esta faixa etária jovem, esse comportamento inclui relações sexuais precoces e mulheres a ter relações sexuais com homens mais velhos. Em geral, 82% de mulheres jovens e 72% de homens jovens declara- ram ter tido relações sexuais, entre os quais 18% e 15%, respectivamente, tiveram relações sexuais an- tes dos 15 anos. Além disso, 10% de mulheres jovens e 27% de homens jovens tiveram relações sexuais com mais de um parceiro nos últimos 12 meses. Os dados mostram ainda que, apenas 43% de mulhe- res e 62% de homens de 15-24 anos de idade declararam ter usado um preservativo da última vez que tiveram relações sexuais. Por outro lado, 51% de mulheres jovens e 64% de homens jovens que tiveram relações sexuais nos últimos 12 meses, declararam que se envolveram com um parceiro não conjugal ou não em coabitação; desses apenas 53% de mulheres e 69% de homens usaram um preservativo da última vez que tiveram relações sexuais. Um pouco mais de um quinto (21%) de mulheres de 15-24 anos teve relações sexuais com um homem de pelo menos 10 anos mais velho nos últimos 12 meses. Importa referir que no meio urbano, a percentagem de mulheres que tiveram relação sexual antes de 15 anos é inferior do que no meio rural, chegando atingir 17% contra 20%. Ao contrário, entre jovens do sexo masculino da mesma faixa etária, a percentagem daqueles do meio urbano é superior em relação a do meio rural, representando 18% e 11%, respetivamente. Quanto ao nível de instrução, verifica-se que para as mulheres jovens de 15-24 anos de idade, a per- centagem daquelas que tiveram relações sexuais antes dos 15 anos diminui com o aumento do nível do ensino. Para os jovens do sexo masculino, a situação é contrária, constatando-se que as relações sexuais precoce aumenta com o nível do ensino. No meio urbano, a percentagem de mulheres de 15-24 anos que tiveram relações sexuais com mais de um parceiro nos últimos 12 meses, representa 13% contra 8% do meio rural. Por sua vez, 30% e 23% de homens da mesma faixa etária residentes do meio urbano e rural, respectivamente, tiveram relações sexuais com mais de um parceiro nos últimos 12 meses. A percentagem de mulheres e homens de 15- 24 anos que tiveram relações sexuais antes dos 15 anos e relações sexuais com parceiros múltiplos é apresentada na figura HA.3. 278 GUINÉ-BISSAU Figura HA. 3: Comportamento sexual que aumenta o risco de infecção com o VIH, entre jovens de 15-24 anos, MICS5, Guiné-Bissau, 2014 ÓRFÃOS Embora o número de crianças órfãs devido ao SIDA tenha sido estabilizado mundialmente desde 2009, os esforços para diminuir o impacto do SIDA em agregados familiares, comunidades e crianças conti- nuam a ser intensificados por programas nacionais e parceiros globais. As crianças órfãs podem estar em maior risco de abandono ou exploração quando os parentes não se encontram disponíveis para as ajudar. Monitorizar as variações de resultados diferentes para órfãos e compará-los com os seus colegas fornece uma medida de até que ponto as comunidades e Governos estão a responder às suas necessidades. A Tabela HA.9 dá informações detalhadas sobre as condições de vida das crianças e da prevalência global da orfandade. 279Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA HA.9: FREQUÊNCIA ESCOLAR DE ORFÃOS E NÃO ORFÃOS Frequência escolar de crianças de 10-14 anos por orfandade, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percen- tagem de crianças cuja mãe e pai falece- ram (órfãos) Percentagem de crianças cujos pais ainda estão vivos e que estão a viver com pelo menos um progenitor (não órfãos) Número de crianças de 10-14 anos Percentagem de crianças cuja mãe e pai faleceram (or- fãos) e que estão a frequentar a escola Número total de crianças órfãs de 10-14 anos Percentagem de crianças cujos pais ainda estão vi- vos, que estão a viver com pelo menos um progenitor (não órfãos) e que estão a frequentar a escola Número total de crianças não orfãos de 10-14 anos Rácio de frequência escolar de orfãos e não orfãos 1 Total 2.4 61.5 6066 87.8 143 81.1 3730 1.08 Sexo                 Masculino 2.3 65.8 3099 87.6 72 82.8 2040 1.06 Feminino 2.4 57.0 2966 88.0 71 79.0 1691 1.11 Meio de residência                 Urbano 3.4 56.9 2739 96.9 92 94.0 1559 1.03 Rural 1.6 65.3 3326 71.7 52 71.8 2171 1.00 1 Indicador MICS 9.16; Indicador ODM 6.4 - Rácio de frequência escolar de orfãos e não orfãos Ver Tabela CP.14 para mais resultados gerais relacionados com as vivências com os pais e a orfandade das crianças A Tabela HA.9 apresenta informações sobre a situação de orfandade de crianças de 10-14 anos e a sua frequência escolar. Os dados mostram que 2% das crianças de 10-14 anos na Guiné-Bissau é órfã de pai e mãe. Destas, 88% frequenta a escola, em comparação com 81% de frequência entre crianças não órfãs da mesma faixa etária e que estão a viver com pelo menos um progenitor. Isto tem como resultado um rácio de frequência escolar em órfãos em relação a não órfãos de 1.08, o que sugere que os órfãos não estão em desvantagem em relação a não órfãos. O rácio é semelhante para meninas e rapazes e para meios rurais e urbanos. CIRCUNCISÃO MASCULINA Os dados mostram que a circuncisão masculina (a remoção completa do prepúcio) reduz o risco de infeção com VIH por via heterossexual nos homens em cerca de 60%1 e é seguro quando realizado por profissionais da saúde bem formados num ambiente devidamente equipado. Em países e regiões com epidemias heterossexuais e elevada prevalência do VIH e baixa prevalência da circuncisão masculina, a circuncisão masculina está a ser incluída em pacotes abrangentes de prevenção do VIH. Sozinha, a circuncisão masculina protege apenas parcialmente, mas combinada com o teste do VIH e serviços de aconselhamento, preservativos e práticas sexuais mais seguras e tratamento de infeções sexualmente transmissíveis, é extremamente eficaz. Pode já ter sido feita por razões religiosas, clínicas ou culturais e pode ser feita à nascença, durante a adolescência ou em qualquer outra altura na vida de um homem. Na Guiné-Bissau, tradicionalmente todos os grupos étnicos praticam a circuncisão masculina. Não existe nenhum programa e/ou política do Governo relativa a circuncisão. 1 Ver por exemplo: Bailey RC, Moses S, Parker CB, et al. Circuncisão masculina para prevenção do VIH em Homens jovens em Kisumu, Quénia: um teste controlado aleatório. Lancet 2007; 369:643–56. 280 GUINÉ-BISSAU TABELA HA.10: CIRCUNCISÃO MASCULINA Percentagem de homens de 15-49 anos que afirmam ter sido circuncidados e distribução percentual dos homens por idade de circuncisão, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percenta- gem circun- cidados 1 Número de homens de 15-49 anos Idade na altura da circuncisão: Número de homens de 15-49 anos que foram circuncidados Durante a infância 1-4 anos 5-9 anos 10-14 anos 15-19 anos 20-24 anos 25+ anos NS/ Em falta Total Total 79.9 4232 0.5 4.2 26.8 38.5 17.7 3.6 5.9 2.7 100.0 3380 Região                         Tombali 73.0 252 1.8 5.2 27.1 28.1 14.9 4.7 17.5 0.7 100.0 184 Quinara 66.8 148 0.0 5.1 30.5 28.0 17.8 5.5 12.4 0.6 100.0 99 Oio 60.2 638 0.0 1.1 18.1 41.4 23.7 3.7 11.2 0.8 100.0 384 Biombo 69.8 284 0.0 .3 9.5 28.4 36.0 11.9 12.6 1.2 100.0 198 Bolama/ Bijagós 55.8 92 0.0 4.4 28.2 35.6 20.9 5.3 5.7 0.0 100.0 51 Bafatá 93.0 384 0.5 4.8 27.6 38.3 14.8 1.9 2.7 9.3 100.0 357 Gabú 97.9 408 0.0 3.3 29.8 42.4 19.8 .8 .6 3.2 100.0 399 Cacheu 71.9 401 0.5 3.4 38.3 34.8 11.9 5.9 4.7 0.5 100.0 288 SAB 87.2 1626 0.8 5.6 27.8 41.1 15.1 2.9 4.2 2.6 100.0 1419 Província Norte 65.8 1322 0.2 1.7 22.8 36.3 22.6 6.3 9.4 0.8 100.0 871 Leste 95.5 792 0.2 4.0 28.8 40.5 17.5 1.3 1.6 6.1 100.0 756 Sul 67.9 492 1.0 5.0 28.3 29.2 16.7 5.0 14.2 0.6 100.0 334 SAB 87.2 1626 0.8 5.6 27.8 41.1 15.1 2.9 4.2 2.6 100.0 1419 Meio de residência                         Urbano 87.5 2163 0.8 5.1 28.5 40.6 15.6 2.9 4.0 2.5 100.0 1892 Rural 71.9 2069 0.2 3.0 24.6 36.0 20.4 4.5 8.4 2.9 100.0 1487 Idade                         15-24 73.8 1965 0.9 5.4 34.6 41.5 na na na 2.6 100.0 1451 15-19 70.9 1111 0.3 5.3 39.0 42.8 na na na 2.5 100.0 787 20-24 77.6 855 1.6 5.6 29.4 39.9 19.5 na na 2.7 100.0 663 25-29 77.5 612 0.7 5.7 24.0 36.9 19.6 7.2 2.0 3.8 100.0 475 30-39 85.3 969 0.2 3.1 21.4 37.7 19.2 6.4 8.9 3.0 100.0 826 40-49 91.7 685 0.0 1.6 17.8 34.0 22.0 4.3 18.7 1.6 100.0 628 Nível de Instrução                         Nenhum 90.6 720 0.3 5.8 25.0 35.0 21.6 2.5 5.8 4.0 100.0 652 Primário 72.2 1518 0.7 3.0 26.3 37.9 16.0 4.0 9.2 2.9 100.0 1096 Secundário e mais 81.8 1994 0.5 4.3 27.8 40.4 17.3 3.8 3.8 2.0 100.0 1631 Indice de Bem-Estar Económico                         O mais pobre 48.1 724 0.0 2.6 15.1 24.4 24.8 9.0 23.4 0.7 100.0 349 Segundo 78.1 756 0.3 2.8 27.2 37.2 20.7 3.8 5.5 2.5 100.0 590 Médio 88.1 792 0.8 4.0 27.3 38.3 17.4 2.8 5.4 4.1 100.0 698 Quarto 83.6 958 1.1 4.9 26.6 39.0 18.0 3.0 4.9 2.6 100.0 801 O mais rico 94.1 1001 0.2 5.2 30.6 44.3 13.3 2.7 1.1 2.6 100.0 942 1 Indicador MICS 9.17 - Circuncisão masculina na: não se aplica 281Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 A prevalência da circuncisão masculina é apresentada na Tabela HA.10, que também mostra a idade da circuncisão. 80% dos homens de 15-49 anos é circuncidado. A prevalência aumenta com a idade e mostra uma diferença acentuada segundo o meio de residência (88% no meio urbano contra 72% no rural). Nota-se diferenças entre homens segundo níveis de instrução. Por exemplo, homens sem nível de instrução representam 91% contra 72% do ensino primário e 82% do secundário e mais. Como previsto, a maioria dos homens circuncidados fez isso durante a infância. Contudo, o grupo etário com maior percentagem de circuncisão foi de 40-49 anos, representando 92% contra 71% do grupo de ida- de entre 15-19 anos. 282 GUINÉ-BISSAU TA B E L A H A .1 1: Q U E M F E Z A C IR C U N C IS Ã O E L O C A L D is tr ib u iç ão p er ce n tu al d e h o m en s ci rc u n ci d ad o s d e 15 -4 9 a n o s p o r p es so a q u e re al iz o u a c ir cu n ci sã o e lo ca l e m q u e a ci rc u n ci sã o fo i f ei ta , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   P es so a q u e fe z a ci rc u n ci sã o: Lu g ar d a ci rc u n ci sã o: N ú m er o d e h om en s d e 15 -4 9 an os q u e fo ra m ci rc u n ci d ad os C u ra n d ei ro / fa m ili ar /a m ig o P ro fi ss io n al d e sa ú d e O u tr o E m fa lt a/ N S To ta l E st ab el ec im en to d e sa ú d e C as a d e u m p ro fi ss io n al d a sa ú d e E m c as a Lo ca l d e ri tu al O u tr a ca sa / lu g ar To ta l T o ta l 6 0 .2 32 .6 7. 0 .2 10 0 .0 2 7. 5 2 .2 5 .2 6 5 .1 0 .0 10 0 .0 33 8 0 R eg iã o                         To m b al i 5 9 .3 4 0 .4 0 .3 0 .0 10 0 .0 2 6 .3 0 .3 7. 1 6 6 .3 0 .0 10 0 .0 18 4 Q u in ar a 79 .7 2 0 .3 0 .0 0 .0 10 0 .0 17 .7 2 .3 0 .6 79 .4 0 .0 10 0 .0 9 9 O io 8 2 .0 17 .8 0 .2 0 .0 10 0 .0 15 .2 0 .5 12 .2 72 .0 0 .0 10 0 .0 38 4 B io m b o 8 9 .1 10 .9 0 .0 0 .0 10 0 .0 11 .3 0 .0 0 .0 8 8 .7 0 .0 10 0 .0 19 8 B ol am a/ B ija g ós 2 7. 1 72 .5 0 .0 0 .4 10 0 .0 6 0 .9 0 .8 11 .3 2 6 .9 0 .0 10 0 .0 5 1 B af at á 8 4 .3 15 .7 0 .0 0 .0 10 0 .0 10 .4 0 .2 0 .2 8 8 .9 0 .2 10 0 .0 35 7 G ab ú 9 5 .9 4 .1 0 .0 0 .0 10 0 .0 4 .4 0 .0 6 .1 8 9 .5 0 .0 10 0 .0 39 9 C ac h eu 10 .2 2 4 .7 6 5 .1 0 .0 10 0 .0 2 2 .5 0 .7 2 .8 74 .0 0 .0 10 0 .0 2 8 8 S A B 4 4 .3 5 1. 9 3. 3 0 .5 10 0 .0 4 4 .6 4 .6 5 .3 4 5 .5 0 .0 10 0 .0 14 19 P ro ví n ci a                         N or te 5 9 .8 18 .5 2 1. 7 0 .0 10 0 .0 16 .7 0 .5 6 .3 76 .5 0 .0 10 0 .0 8 71 Le st e 9 0 .4 9 .6 0 .0 0 .0 10 0 .0 7. 2 0 .1 3. 3 8 9 .2 0 .1 10 0 .0 75 6 S u l 6 0 .4 39 .4 .2 0 .1 10 0 .0 2 9 .1 1. 0 5 .8 6 4 .1 0 .0 10 0 .0 33 4 S A B 4 4 .3 5 1. 9 3. 3 0 .5 10 0 .0 4 4 .6 4 .6 5 .3 4 5 .5 0 .0 10 0 .0 14 19 M ei o d e re si d ên ci a                       U rb an o 4 8 .9 4 6 .4 4 .3 0 .4 10 0 .0 4 0 .2 3. 7 6 .7 4 9 .4 0 .0 10 0 .0 18 9 2 R u ra l 74 .6 15 .0 10 .3 0 .0 10 0 .0 11 .4 0 .2 3. 3 8 5 .1 0 .1 10 0 .0 14 8 7 Id ad e                       15 -2 4 5 2 .5 4 1. 6 5 .4 0 .5 10 0 .0 34 .3 3. 4 7. 4 5 4 .8 0 .0 10 0 .0 14 5 1 1 5 -1 9 5 2 .5 4 0 .9 5 .7 0 .9 10 0 .0 32 .5 4 .6 7. 8 5 5 .1 0 .0 10 0 .0 78 7 2 0 -2 4 5 2 .5 4 2 .5 4 .9 0 .0 10 0 .0 36 .6 2 .0 7. 0 5 4 .5 0 .0 10 0 .0 6 6 3 2 5 -2 9 5 7. 5 36 .0 6 .5 0 .0 10 0 .0 30 .4 1. 2 6 .5 6 1. 8 0 .2 10 0 .0 4 75 30 -3 9 6 4 .1 2 7. 8 8 .1 0 .0 10 0 .0 2 3. 8 2 .0 3. 5 70 .7 0 .0 10 0 .0 8 2 6 4 0 -4 9 74 .9 15 .5 9 .6 0 .0 10 0 .0 14 .7 0 .3 1. 2 8 3. 8 0 .0 10 0 .0 6 2 8 N Iv el d e In st ru çã o                         N en h u m 8 3. 4 11 .0 5 .6 0 .0 10 0 .0 8 .8 0 .1 4 .4 8 6 .7 0 .0 10 0 .0 6 5 2 P ri m ár io 71 .0 2 1. 0 8 .0 0 .0 10 0 .0 16 .4 1. 0 5 .7 76 .7 0 .1 10 0 .0 10 9 6 S ec u n d ár io e m ai s 4 3. 7 4 9 .1 6 .8 0 .4 10 0 .0 4 2 .5 3. 7 5 .1 4 8 .6 0 .0 10 0 .0 16 31 In d ic e d e B em -E st ar E co n ó m ic o                         O m ai s p ob re 8 0 .8 11 .6 7. 6 0 .0 10 0 .0 9 .5 0 .1 1. 9 8 8 .5 0 .0 10 0 .0 34 9 S eg u n d o 75 .8 14 .0 10 .2 0 .0 10 0 .0 10 .7 0 .2 4 .2 8 4 .9 0 .0 10 0 .0 5 9 0 M éd io 6 9 .9 19 .0 11 .1 0 .0 10 0 .0 15 .5 0 .2 5 .6 78 .6 0 .1 10 0 .0 6 9 8 Q u ar to 5 5 .9 4 0 .1 3 .6 0 .4 10 0 .0 33 .8 3. 9 5 .7 5 6 .6 0 .0 10 0 .0 8 0 1 O m ai s ri co 39 .3 5 5 .8 4 .5 0 .4 10 0 .0 4 8 .4 4 .1 6 .2 4 1. 3 0 .0 10 0 .0 9 4 2 283Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 A Tabela HA.11 mostra o fornecedor de serviços e o local onde foi efetuada a circuncisão. Os dados ainda mostram que para mais da metade (60%) dos que foram circuncidados, a circuncisão foi feita por curan- deiros/familiar/amigo, contra um terço (33%) para os quais foi realizada por um agente/profissional de saúde. Quanto ao local da circuncisão, 65% foi feita num local de ritual. Apenas 28% foi feita num estabeleci- mento de saúde e 2% em casa de um agente/profissional de saúde. Importa referir que a prevalência de casos de circuncisão masculina realizada através de curandeiros/famílias/amigos é mais acentuada na Província Leste do país, sendo de 90% contra 44% no SAB. No que diz respeito ao meio de residência, a prática da circuncisão masculina por um curandeiro/fa- mília/amigo é mais acentuada no meio rural que no meio urbano, representando 75% contra 49% no meio urbano. Desses, 85% e 49% são feitas num local de ritual, respectivamente, no meio rural e ur- bano. 284 GUINÉ-BISSAU 285Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 XIII. ACESSO À COMUNICAÇÃO SOCIAL E USO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/ COMUNICAÇÃO O quinto Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) da Guiné-Bissau recolheu informações sobre a exposição à comunicação social e a utilização de computadores e da internet. As informações foram recolhidas sobre a exposição a jornais/revistas, rádio e televisão entre mulheres e homens de 15-49 anos, embora as perguntas sobre a utilização de computadores e da internet tenham sido dirigidas apenas as pessoas de 15-24 anos. ACESSO À COMUNICAÇÃO SOCIAL A proporção de mulheres que lêem um jornal ou uma revista, ouvem a rádio ou vêem televisão pelo menos uma vez por semana é apresentada na Tabela MT.1. De acordo a tabela MT 1, somente 15% de mulheres lê um jornal ou uma revista, 82% ouvem a rádio e 48% vê televisão pelo menos uma vez por semana. Em geral, na Guiné-Bissau 14% não tem uma expo- sição regular (uma vez por semana) a qualquer dos três meios de comunicação social, apesar de 86% estar exposto a pelo menos um desses meios e 12% aos três meios semanalmente. 286 GUINÉ-BISSAU TABELA MT.1: EXPOSIÇÃO AOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL (MULHERES) Percentagem de mulheres de 15-49 anos expostas à comunicação social específica semanalmente, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de mulheres de 15-24 anos que: Os três meios pelo menos uma vez por semana 1 Qualquer meio pelo menos uma vez por semana Nenhum dos meios pelo menos uma vez por semana Número de mulheres de 15-49 anos Lêem um jornal pelo menos uma vez por semana Ouvem a rádio pelo menos uma vez por semana Vêem televisão pelo menos uma vez por semana Total 15.0 82.1 47.9 11.7 85.9 14.1 10234 Idade               15-19 18.2 83.8 57.7 13.8 88.6 11.4 2291 20-24 19.7 83.8 53.9 16.2 88.3 11.7 2071 25-29 15.3 83.5 45.3 10.9 86.7 13.3 1758 30-34 12.0 81.9 43.8 10.3 84.7 15.3 1497 35-39 12.4 79.8 39.6 9.3 83.2 16.8 1130 40-44 9.1 78.0 37.3 7.1 80.9 19.1 876 45-49 6.6 76.8 38.3 6.1 80.2 19.8 612 Região               Tombali 7.5 83.3 37.9 5.1 84.5 15.5 615 Quinara 5.1 75.1 39.0 2.5 80.8 19.2 328 Oio 2.9 87.6 30.4 1.8 88.8 11.2 1608 Biombo 5.5 70.3 21.0 1.9 72.1 27.9 712 Bolama/ Bijagós 6.4 59.4 14.0 1.3 63.6 36.4 204 Bafatá 7.9 82.6 45.5 5.9 85.9 14.1 1067 Gabú 7.5 89.5 56.6 5.9 91.4 8.6 1069 Cacheu 6.6 70.7 22.3 3.0 72.9 27.1 883 SAB 30.7 84.1 68.9 25.8 90.6 9.4 3747 Provincia               Norte 4.5 79.1 26.1 2.1 80.7 19.3 3204 Leste 7.7 86.0 51.0 5.9 88.6 11.4 2137 Sul 6.7 76.7 34.0 3.7 79.7 20.3 1146 SAB 30.7 84.1 68.9 25.8 90.6 9.4 3747 Meio de residência               Urbano 26.4 85.1 65.6 21.8 90.5 9.5 5132 Rural 3.5 79.1 30.1 1.7 81.2 18.8 5102 Nivel de Instrução               Nenhum 1.2 77.6 32.6 0.5 80.3 19.7 4200 Primário 11.3 80.5 46.2 6.8 85.5 14.5 3177 Secundário e mais 39.4 90.6 72.2 33.8 94.4 5.6 2856 Indice de Bem-Estar Económico               O mais pobre 2.6 71.1 17.5 0.7 73.1 26.9 1797 Segundo 4.4 79.8 32.0 2.5 82.1 17.9 1827 Médio 6.0 84.8 40.9 3.0 87.7 12.3 1923 Quarto 19.0 82.2 55.7 14.6 86.2 13.8 2206 O mais rico 35.2 89.7 79.9 30.8 96.2 3.8 2481 1 Indicador MICS 10.1 - Exposição à comunicação social 287Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 As mulheres com menos de 25 anos têm mais probabilidade do que as mulheres mais velhas de se- rem expostas aos três meios de comunicação social (14% para 15-19 anos e 16% para 20-24 anos). São observadas diferenças de mais de vinte pontos percentuais entre o meio urbano (22%) e o rural (2%). Relativamente à exposição semanal a todos os tipos de meios de comunicação social, as diferenças são notáveis por nível de instrução (1% das mulheres sem nível contra 7% das mulheres do nível primário e 34% do secundário e mais) e por situação socioeconómica. As disparidades são ainda mais acentuadas olhando sobretudo a exposição à imprensa escrita. Maiores proporções de mulheres que estão expostas a todos os tipos de meios de comunicação social pelo menos uma vez por semana variam de 1% na Região de Bolama/Bijagós para 26% no SAB. Os homens de 15-49 anos declaram um nível muito superior de exposição a todos os tipos de meios do que as mulheres como mostra os dados da Tabela MT.1M. Pelo menos uma vez por semana, 38% dos homens lê um jornal ou uma revista, 95% ouve a rádio e 60% vê televisão. Somente 4% não tem uma exposição regular a qualquer dos três meios de comunicação social. Um total de 96% está exposto a pelo menos um desses meios uma vez por semana. A tabela mostra ainda que, para os homens, a relação entre exposição à comunicação social e carac- terísticas de base é geralmente semelhante ao observado nas mulheres (idade, educação e indice do bem-estar económico). Concluindo que os mais velhos de ambos os sexos têm menos probabilidade do que os mais jovens de estarem expostos aos três meios de comunicação social semanalmente. 288 GUINÉ-BISSAU TABELA MT.1M: EXPOSIÇÃO AOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL (HOMENS) Percentagem de homens de 15-49 anos expostos à comunicação social específica semanalmente, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de homens de 15-49 anos que: Os três meios pelo menos uma vez por semana 1 Qualquer meio pelo menos uma vez por semana Nenhum dos meios pelo menos uma vez por semana Número de homens de 15-49 anos Lêem um jornal pelo menos uma vez por semana Ouvem a rádio pelo menos uma vez por semana Vêem televisão pelo menos uma vez por semana Total 38.3 94.5 60.2 30.5 96.3 3.7 4232 Idade               15-19 37.1 93.3 67.4 30.9 96.3 3.7 1111 20-24 45.4 95.4 68.0 38.7 97.6 2.4 855 25-29 42.1 94.1 55.7 29.9 95.8 4.2 612 30-34 37.8 96.8 54.8 27.7 97.8 2.2 532 35-39 32.6 95.6 53.2 24.1 96.2 3.8 437 40-44 32.4 92.7 53.4 27.0 94.7 5.3 352 45-49 32.0 93.1 49.5 25.9 93.7 6.3 333 Região               Tombali 63.4 96.6 52.2 37.3 98.9 1.1 252 Quinara 29.4 96.5 67.5 26.8 97.8 2.2 148 Oio 30.7 96.0 69.8 24.0 98.1 1.9 638 Biombo 33.5 98.4 85.0 31.7 99.1 0.9 284 Bolama/Bijagós 69.1 99.8 55.9 40.7 100.0 0.0 92 Bafatá 6.4 79.3 10.8 1.9 81.9 18.1 384 Gabú 23.4 88.5 42.5 14.4 93.4 6.6 408 Cacheu 8.3 97.8 37.9 3.8 98.5 1.5 401 SAB 56.0 96.6 74.6 48.9 98.0 2.0 1626 Província               Norte 24.5 97.1 63.4 19.5 98.4 1.6 1322 Leste 15.2 84.1 27.1 8.4 87.8 12.2 792 Sul 54.2 97.2 57.5 34.8 98.8 1.2 492 SAB 56.0 96.6 74.6 48.9 98.0 2.0 1626 Meio de residência               Urbano 52.1 96.4 72.5 44.8 98.0 2.0 2163 Rural 23.9 92.4 47.4 15.6 94.6 5.4 2069 Nível de Instrução               Nenhum 8.8 88.6 39.6 4.8 90.7 9.3 720 Primário 25.0 92.4 54.5 16.9 95.4 4.6 1518 Secundário e mais 59.1 98.2 72.0 50.1 99.1 0.9 1994 Indice de Bem- Estar Económico               O mais pobre 27.3 93.2 42.6 14.8 95.4 4.6 724 Segundo 24.2 93.1 50.4 17.4 95.1 4.9 756 Médio 26.7 91.6 53.4 20.4 93.7 6.3 792 Quarto 48.2 95.6 63.6 38.5 96.8 3.2 958 O mais rico 56.7 97.6 82.5 52.1 99.4 0.6 1001 1 Indicador MICS 10.1 - Exposição à comunicação social[M] 289Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 USO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/ COMUNICAÇÃO As perguntas sobre utilização de computadores e internet foram feitas a mulheres e homens de 15-24 anos. Como mostrado na Tabela MT.2, somente 12% das mulheres de 15-24 anos já usou um computador, 10% usou um computador nos últimos 12 meses e 7% usou um computador pelo menos uma vez por semana no mês passado. Em geral, 10% das mulheres de 15-24 anos já usou a internet e 9% o usou durante os últimos 12 meses. A proporção de mulheres que usaram a internet mais frequentemente, pelo menos uma vez por semana durante o último mês é de apenas 7%. A utilização tanto do computador assim como da internet nos últimos 12 meses é ligeiramente menos generalizada entre as mulheres de 15-19 anos, comparativamente com as que já usaram alguma vez na vida. A utilização de um computador e da internet também está fortemente associada ao meio de residência, ao nível de instrução e ao bem-estar económico. Apenas 2% das mulheres com o ensino primário declara ter usado um computador, ao passo que 31% das mulheres com o ensino secundário e mais usaram um computador. De forma idêntica, uma maior utilização da internet é observada nas mulheres nos meios urbanos (18%) comparada com as dos meios rurais (1%). A utilização da internet nos últimos 12 meses é maior no SAB (22%) e em Biombo (8%). A mais baixa taxa de utilização do internet nos últimos 12 meses foi observada entre as mulheres das demais regiões com destaque em Oio e Bolama/Bijagós (0%). Por nível de bem-estar sócio-económico esta proporção é de 29% para as mulheres jovens dos agregados mais ricos e 1% entre as mulheres que vivem nos agregados do segundo quintil. 290 GUINÉ-BISSAU TABELA MT.2: UTILIZAÇÃO DE COMPUTADORES E INTERNET (MULHERES) Percentagem de mulheres jovens de 15-24 anos que já usaram um computador e a internet, percentagem que usou durante os últimos 12 meses e percentagem que usou pelo menos uma vez por semana no último mês, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de mulheres de 15-24 anos que: Número de mulheres de 15-24 anos Já usaram um computador Usaram um computador nos últimos 12 meses 1 Usaram um computador pelo menos uma vez por semana no último mês Já usaram a internet Usaram a in- ternet durante os últimos 12 meses 2 Usaram a internet pelo menos uma vez por semana durante o último mês Total 12.0 10.3 7.1 10.4 9.4 6.6 4362 Idade         15-19 11.5 9.9 6.3 9.4 8.5 5.8 2291 20-24 12.5 10.6 8.1 11.6 10.4 7.6 2071 Região         Tombali 3.1 1.5 1.1 1.1 0.6 0.6 254 Quinara 2.2 1.7 1.0 1.0 0.8 0.4 141 Oio 0.6 0.4 0.0 0.0 0.0 0.0 699 Biombo 5.9 5.1 2.9 8.3 7.7 5.6 302 Bolama/Bijagós 4.7 2.4 1.3 1.0 0.2 0.2 82 Bafatá 6.1 4.0 2.3 3.7 2.1 0.9 444 Gabú 3.7 1.9 1.9 2.1 1.3 1.3 389 Cacheu 2.8 1.9 1.0 1.9 1.5 1.2 354 SAB 25.6 22.9 16.3 23.3 21.5 15.1 1697 Província         Norte 2.4 1.8 0.9 2.4 2.1 1.6 1355 Leste 5.0 3.0 2.1 2.9 1.7 1.1 832 Sul 3.1 1.7 1.1 1.0 0.6 0.5 477 SAB 25.6 22.9 16.3 23.3 21.5 15.1 1697 Meio de residência         Urbano 20.9 18.0 12.7 18.3 16.6 11.7 2357 Rural 1.6 1.1 0.6 1.2 0.9 0.7 2005 Nivel de Instrução         Nenhum 0.1 0.1 0.1 0.0 0.0 0.0 896 Primário 1.8 1.0 0.4 1.4 1.0 0.8 1887 Secundário e mais 31.0 27.1 19.2 27.2 24.8 17.4 1578 Indice de Bem- Estar Económico         O mais pobre 0.6 0.3 0.1 0.7 0.5 0.3 666 Segundo 1.5 0.8 0.1 1.1 0.4 0.3 770 Médio 2.5 1.7 1.1 2.3 2.0 1.4 784 Quarto 9.1 7.1 3.8 5.8 4.9 3.2 963 O mais rico 34.1 30.3 22.5 31.3 29.0 20.7 1178 1 Indicador MICS 10.2 - Utilização de computadores 2 Indicador MICS 10.3 - Utilização da internet A proporção de homens jovens de 15-24 anos que usou um computador e internet durante os últimos 12 meses é de 17% para ambos os indicadores (Tabela MT.2M). Segundo a mesma tabela, para os homens jovens, as diferenças em termos de características de base (idade, educação e índice do bem-estar económico) são em geral semelhantes às observadas nas mu- lheres jovens. Por exemplo, 1% dos homens jovens nos agregados mais pobres utilizou a internet nos últimos 12 meses em comparação com a utilização entre os homens jovens dos agregados mais ricos (42%). Essa diferença tornam-se ainda mais acentuada entre as regiões, tendo em conta que os ho- mens residentes no SAB têm maior probabilidade de usar internet (38%) nos últimos 12 meses do que os residentes nas outras regiões. 291Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA MT.2M: UTILIZAÇÃO DE COMPUTADORES E INTERNET (HOMENS) Percentagem de homens jovens de 15-24 anos que já usaram um computador e a internet, percentagem que usou durante os últimos 12 meses e percentagem que usou pelo menos uma vez por semana no último mês, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de homens de 15-24 anos que: Número de homens de 15-24 anos Já usaram um computador Usaram um computador nos últimos 12 meses1 1 Usaram um com- putador pelo me- nos uma vez por semana no último mês Já usaram a internet Usaram a in- ternet durante os últimos 12 meses2 2 Usaram a internet pelo menos uma vez por semana durante o último mês Total 21.2 17.2 13.6 18.3 16.8 13.7 1965 Idade               15-19 16.8 13.3 10.3 14.4 13.3 11.0 1111 20-24 26.9 22.3 17.8 23.4 21.4 17.2 855 Região               Tombali 4.9 2.6 .8 6.8 5.2 4.0 117 Quinara 5.1 5.1 3.4 6.3 5.8 4.6 74 Oio 0.7 0.3 0.0 0.3 0.0 0.0 307 Biombo 8.2 7.3 6.2 4.5 4.5 4.5 138 Bolama/Bijagós 7.3 4.7 3.) 5.2 4.2 3.2 44 Bafatá 1.0 1.0 1.0 1.5 0.5 0.5 163 Gabú 13.2 8.6 5.2 11.2 10.3 7.9 196 Cacheu 13.3 10.0 6.0 7.1 6.3 6.3 186 SAB 45.7 38.1 31.1 40.6 37.8 30.4 740 Província               Norte 6.0 4.7 3.1 3.2 2.8 2.8 632 Leste 7.7 5.1 3.3 6.8 5.8 4.5 359 Sul 5.4 3.8 2.2 6.3 5.2 4.1 235 SAB 45.7 38.1 31.1 40.6 37.8 30.4 740 Meio de residência               Urbano 36.5 30.4 24.4 33.0 30.5 24.5 1019 Rural 4.7 3.0 1.9 2.6 2.1 2.0 947 Nive de Instrução               Nenhum 3.5 1.2 0.7 1.5 0.7 0.7 174 Primário 6.4 5.1 2.6 5.0 4.6 2.9 804 Secundário e mais 36.4 30.0 24.8 32.1 29.6 24.7 988 Indice de Bem-Estar Económico               O mais pobre 3.6 2.1 1.8 1.0 1.0 1.0 319 Segundo 3.8 2.9 1.6 3.1 2.8 2.3 344 Médio 7.3 5.4 3.6 7.8 6.2 4.7 392 Quarto 26.9 21.3 16.8 23.3 22.0 15.2 450 O mais rico 52.5 44.6 36.1 45.8 42.3 37.0 461 1 Indicador MICS 10.2 - Utilização de computadores [M] 2 Indicador MICS 10.3 - Utilização da internet [M] 292 GUINÉ-BISSAU 293Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 XIV. BEM-ESTAR SUBJECTIVO As percepções subjectivas das pessoas acerca dos seus rendimentos, da sua saúde, do ambiente em que vivem, etc. desempenham um papel significativo nas suas vidas e podem ter impacto na sua per- cepção de bem-estar, independentemente das condições objectivas como o rendimento real e a sua saúde física real1. No MICS5, foi feito um conjunto de perguntas às mulheres e aos homens de 15-24 anos para compreender até que ponto este grupo de jovens está satisfeito com vários aspectos da sua vida, tais como a vida familiar, amizade, escola, emprego actual, saúde, local em que vivem, como são tratados pelos outros, sua aparência física e seu rendimento actual. A satisfação pessoal é uma medida da percepção do nível de bem-estar de um indivíduo. Compreender a satisfação dos jovens em áreas diferentes da sua vida pode ajudar a obter uma imagem abrangente das situações da vida dos jovens. Também se pode fazer uma distinção entre satisfação pessoal e felicidade. A felicidade é uma emoção fugaz que pode ser afectada por inúmeros factores, incluindo factores quoti- dianos como o tempo ou uma morte recente na família. É possível uma pessoa estar satisfeita com o em- prego, rendimentos, vida familiar, amigos e outros aspectos da vida, mas sentir-se infeliz ou vice-versa. Além do conjunto de perguntas sobre satisfação pessoal, o inquérito também fez perguntas sobre a felicidade e percepções dos inquiridos de uma vida melhor. Para ajudar os inquiridos a responder ao conjunto de questões sobre felicidade e satisfação pessoal, foi- lhes mostrado um cartão com rostos sorridentes e rostos não sorridentes que correspondiam às catego- rias de resposta (ver Questionários no Apêndice F): ‘muito satisfeito’, ‘um tanto ou quanto satisfeito’, ‘nem satisfeito nem insatisfeito’, ‘um tanto ou quanto insatisfeito’ e ‘muito insatisfeito’. Para a pergunta sobre felicidade, foi empregue a mesma escala, desta vez de ‘muito feliz a ‘muito infeliz’, do mesmo modo. Respectivamente, as Tabelas SW.1 e SW.1M apresentam a proporção de mulheres e homens jovens de 15-24 anos, que estão muito ou um tanto ou quanto satisfeitos em domínios seleccionados. Note que para os três domínios, a satisfação com a escola, o emprego e os rendimentos, os denominadores li- mitam-se aos que estão actualmente a frequentar a escola, têm um emprego e têm um rendimento. Das várias áreas, na Guiné-Bissau, as mulheres jovens estão mais satisfeitas com as suas amizades (97%), a sua saúde (95%) e a sua vida familiar (95%). Os resultados mostram que os homens estão mais satisfeitos com as suas amizades (99%), a sua vida familiar (97%) e por último a sua saúde (94%). Entre os que trabalham, as mulheres jovens como os homens jovens estão muito ou um tanto, mais quanto satisfeitos com o seu rendimento (92% para mulheres jovens e 94% para homens. Em relação a satisfação com a saúde, a amizade e a vida familiar, não existe quase diferença entre as zonais urbanas e rurais, entre níveis de instrução, assim como entre os quintis do bem-estar económico das familias. Esta constataçao é válida tanto para as mulheres assim como para os homens. Em relação a todas as variáveis citadas em cima, o nível de satisfação é superior a 90% e havendo nalguns casos em que apróxima 100%. 1 OCDE, 2013, Directivas da OCDE sobre a Medição do Bem-Estar Subjectivo, OECD Publishing, http://dx.doi.org/10.1787/9789264191655-en 294 GUINÉ-BISSAU TA B E L A S W .1 : D O M ÍN IO S D E S A T IS F A Ç Ã O P E S S O A L ( M U L H E R E S ) P er ce n ta g em d e m u lh er es d e 15 -2 4 a n o s q u e es tã o m u it o o u u m t an to o u q u an to s at is fe it as e m d o m ín io s se le cc io n ad o s d e sa ti sf aç ão , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   P er ce n ta g em d e m u lh er es 1 5 -2 4 a n o s q u e es tã o m u it o o u u m t an to o u q u an to s at is fe it as e m d o m ín io s se le cc io n ad o s: P er ce n ta g em d e m u lh er es d e 15 -2 4 a n o s q u e: N ú m er o d e m u - lh er es d e 15 -2 4 an os P er ce n ta g em d e m u lh er es d e 15 - 2 4 a n os q u e es tã o m u it o ou u m ta n to ou q u an to s at is fe i- ta s co m a e sc ol a N ú m er o d e m u - lh er es d e 15 -2 4 an os q u e fr eq u en - ta m a e sc ol a P er ce n ta g em d e m u lh er es d e 15 - 2 4 a n os q u e es tã o m u it o ou u m ta n to ou q u an to s at is - fe it as c om o s eu em p re g o N ú m er o d e m u - lh er es d e 15 -2 4 an os q u e tê m u m em p re g o P er ce n ta g em d e m u lh er es d e 15 - 2 4 a n os q u e es tã o m u it o ou u m ta n to ou q u an to s at is - fe it as c om o s eu re n d im en to N ú m er o d e m u - lh er es d e 15 -2 4 an os q u e tê m u m re n d im en to V id a fa m ili ar A m iz ad es S aú d e A m b ie n te re si d ên - ci al Tr at am en to p or o u tr os A s u a ap ar ên - ci a fí si ca E st ão a fr eq u en ta r a es co la Tê m u m em p re go Tê m u m re n d i - m en to T o ta l 9 5 .0 9 7. 3 9 5 .0 9 3. 9 9 5 .2 9 7. 2 4 9 .8 34 .7 36 .9 4 36 2 9 0 .7 2 17 1 9 1. 7 15 13 9 1. 9 16 10 Id ad e                                 15 -1 9 9 5 .3 9 7. 8 9 5 .7 9 4 .5 9 5 .3 9 7. 4 6 3. 9 32 .0 31 .9 2 2 9 1 9 0 .9 14 6 4 9 2 .5 73 2 9 0 .9 73 0 2 0 -2 4 9 4 .6 9 6 .8 9 4 .2 9 3. 2 9 5 .0 9 6 .9 34 .1 37 .7 4 2 .5 2 0 71 9 0 .4 70 7 9 0 .9 78 1 9 2 .8 8 79 R eg iã o                                 To m b al i 9 2 .2 9 6 .0 9 2 .5 9 4 .0 9 5 .5 9 6 .2 39 .5 4 5 .7 5 1. 1 2 5 4 8 3. 6 10 0 9 5 .4 11 6 9 3. 4 13 0 Q u in ar a 9 7. 7 9 8 .5 9 3. 9 9 1. 0 9 2 .3 9 0 .7 4 2 .8 6 8 .8 71 .4 14 1 75 .4 6 0 9 6 .6 9 7 9 6 .8 10 0 O io 10 0 .0 9 9 .5 9 9 .4 9 9 .7 9 9 .5 10 0 .0 2 8 .3 6 5 .7 6 9 .8 6 9 9 9 9 .5 19 8 9 9 .7 4 5 9 10 0 .0 4 8 8 B io m b o 9 7. 7 9 5 .9 9 6 .3 9 6 .4 9 8 .4 9 8 .6 5 6 .0 4 7. 8 19 .9 30 2 9 4 .7 16 9 9 8 .3 14 4 9 6 .7 6 0 B ol am a/ B ija g ós 9 8 .5 9 8 .7 9 9 .1 9 8 .7 9 9 .7 9 9 .7 5 9 .1 2 8 .3 4 7. 5 8 2 9 8 .1 4 9 9 8 .1 2 3 9 9 .3 39 B af at á 9 1. 1 9 9 .8 9 5 .6 8 9 .5 9 0 .4 9 8 .8 2 5 .8 9 .2 2 9 .4 4 4 4 8 5 .0 11 4 (1 0 0 .0 ) 4 1 9 0 .5 13 0 G ab ú 9 0 .9 9 1. 7 8 8 .3 8 9 .2 8 9 .4 9 0 .7 18 .3 4 7. 8 34 .5 38 9 8 8 .6 71 4 9 .4 18 6 6 0 .6 13 4 C ac h eu 9 9 .1 9 9 .7 9 8 .3 9 8 .3 9 9 .3 9 9 .4 5 9 .8 7. 4 7. 3 35 4 72 .5 2 12 * 2 6 9 6 .3 2 6 S A B 9 3. 6 9 6 .9 9 3. 8 9 2 .4 9 4 .5 9 6 .9 70 .6 2 4 .8 2 9 .6 16 9 7 9 3. 7 11 9 7 9 5 .9 4 2 0 9 0 .1 5 0 2 P ro ví n ci a N or te 9 9 .2 9 8 .8 9 8 .4 9 8 .6 9 9 .2 9 9 .5 4 2 .7 4 6 .5 4 2 .4 13 5 5 8 8 .2 5 79 9 9 .2 6 30 9 9 .5 5 74 Le st e 9 1. 0 9 6 .0 9 2 .2 8 9 .3 8 9 .9 9 5 .0 2 2 .3 2 7. 2 31 .8 8 32 8 6 .4 18 6 5 8 .5 2 2 7 75 .3 2 6 5 S u l 9 4 .9 9 7. 2 9 4 .0 9 3. 9 9 5 .3 9 5 .2 4 3. 8 4 9 .5 5 6 .4 4 77 8 4 .6 2 0 9 9 6 .0 2 36 9 5 .5 2 6 9 S A B 9 3. 6 9 6 .9 9 3. 8 9 2 .4 9 4 .5 9 6 .9 70 .6 2 4 .8 2 9 .6 16 9 7 9 3. 7 11 9 7 9 5 .9 4 2 0 9 0 .1 5 0 2 M ei o d e re si d ên ci a                                 U rb an o 9 4 .7 9 7. 3 9 4 .6 9 3. 6 9 5 .0 9 7. 3 6 6 .3 2 7. 7 31 .4 2 35 7 9 1. 5 15 6 2 9 2 .3 6 5 3 9 0 .9 74 0 R u ra l 9 5 .3 9 7. 4 9 5 .4 9 4 .3 9 5 .4 9 7. 0 30 .4 4 2 .9 4 3. 4 2 0 0 5 8 8 .8 6 0 9 9 1. 2 8 5 9 9 2 .8 8 70 295Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A S W .1 ( C O N T IN U A Ç Ã O ) : D O M ÍN IO S D E S A T IS F A Ç Ã O P E S S O A L ( M U L H E R E S ) P er ce n ta g em d e m u lh er es d e 15 -2 4 a n o s q u e es tã o m u it o o u u m t an to o u q u an to s at is fe it as e m d o m ín io s se le cc io n ad o s d e sa ti sf aç ão , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   P er ce n ta g em d e m u lh er es 1 5 -2 4 a n o s q u e es tã o m u it o o u u m t an to o u q u an to s at is fe it as e m d o m ín io s se le cc io n ad o s: P er ce n ta g em d e m u lh er es d e 15 -2 4 a n o s q u e: N ú m er o d e m u - lh er es d e 15 -2 4 an os P er ce n ta g em d e m u lh er es d e 15 - 2 4 a n os q u e es tã o m u it o ou u m ta n to ou q u an to s at is fe i- ta s co m a e sc ol a N ú m er o d e m u - lh er es d e 15 -2 4 an os q u e fr eq u en - ta m a e sc ol a P er ce n ta g em d e m u lh er es d e 15 - 2 4 a n os q u e es tã o m u it o ou u m ta n to ou q u an to s at is - fe it as c om o s eu em p re g o N ú m er o d e m u - lh er es d e 15 -2 4 an os q u e tê m u m em p re g o P er ce n ta g em d e m u lh er es d e 15 - 2 4 a n os q u e es tã o m u it o ou u m ta n to ou q u an to s at is - fe it as c om o s eu re n d im en to N ú m er o d e m u - lh er es d e 15 -2 4 an os q u e tê m u m re n d im en to V id a fa m ili ar A m iz ad es S aú d e A m b ie n te re si d ên - ci al Tr at am en to p or o u tr os A s u a ap ar ên - ci a fí si ca E st ão a fr eq u en ta r a es co la Tê m u m em p re go Tê m u m re n d i- m en to E st ad o C iv il                                 C as ad a/ em u n iã o 9 3. 6 9 6 .5 9 2 .8 9 2 .4 9 4 .0 9 6 .4 6 .1 4 5 .0 4 9 .7 11 8 6 8 2 .4 72 8 8 .5 5 33 9 0 .8 5 9 0 N u n ca s e ca so u / e m u n iã o 9 5 .5 9 7. 6 9 5 .8 9 4 .4 9 5 .6 9 7. 5 6 6 .1 30 .9 32 .1 31 75 9 1. 0 2 0 9 9 9 3. 4 9 8 0 9 2 .6 10 2 0 N ív el e d e In st ru çã o                                 N en h u m 9 4 .9 9 6 .2 9 3. 4 9 4 .0 9 4 .6 9 6 .1 1. 4 4 2 .7 4 9 .4 8 9 6 * 13 8 5 .4 38 3 9 1. 0 4 4 3 P ri m ár io 9 4 .9 9 7. 6 9 5 .4 9 2 .9 9 5 .1 9 6 .9 4 7. 5 35 .8 36 .0 18 8 7 8 8 .2 8 9 6 9 2 .3 6 77 9 2 .4 6 79 S ec u n d ár io e m ai s 9 5 .2 9 7. 7 9 5 .3 9 5 .0 9 5 .5 9 8 .2 79 .9 2 8 .8 30 .9 15 78 9 2 .8 12 6 2 9 6 .0 4 5 4 9 2 .1 4 8 8 In d ic e d e B em -E st ar E co n ó m ic o                                 O m ai s p ob re 9 6 .7 9 7. 9 9 5 .6 9 5 .4 9 6 .8 9 7. 6 33 .0 4 9 .7 4 8 .7 6 6 6 9 3. 1 2 2 0 9 5 .6 33 1 9 7. 8 32 5 S eg u n d o 9 6 .3 9 7. 8 9 6 .5 9 3. 8 9 5 .0 9 7. 1 33 .8 4 3. 2 4 4 .6 77 0 8 9 .1 2 6 0 9 3. 2 33 2 9 3. 2 34 3 M éd io 9 2 .5 9 6 .6 9 4 .6 9 1. 7 9 4 .9 9 7. 6 32 .6 32 .2 37 .5 78 4 8 5 .2 2 5 6 8 4 .0 2 5 3 8 9 .0 2 9 4 Q u ar to 9 6 .0 9 8 .1 9 4 .0 9 2 .8 9 5 .2 9 7. 8 5 6 .3 30 .8 34 .6 9 6 3 9 0 .2 5 4 2 8 9 .9 2 9 6 8 5 .7 33 3 O m ai s ri co 9 4 .0 9 6 .6 9 4 .6 9 5 .4 9 4 .4 9 6 .2 75 .9 2 5 .5 2 6 .8 11 78 9 2 .5 8 9 3 9 3. 9 30 1 9 3. 8 31 5 296 GUINÉ-BISSAU TA B E L A S W .1 M : D O M ÍN IO S D E S A T IS F A Ç Ã O P E S S O A L ( H O M E N S ) P er ce n ta g em d e h o m en s d e 15 -2 4 a n o s q u e es tã o m u it o o u u m t an to o u q u an to s at is fe it o s em d o m ín io s se le cc io n ad o s d e sa ti sf aç ão , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   P er ce n ta g em d e h om en s 15 -2 4 a n os q u e es tã o m u it o ou u m ta n to o u q u an to s at is fe it as e m d om ín io s se le cc io n ad os : P er ce n ta g em d e h om en s d e 15 -2 4 a n os q u e: N úm e - ro d e ho m en s d e 15 -2 4 an os P er ce nt ag em d e ho - m en s d e 15 -2 4 a no s q ue e st ão m ui to o u um ta nt o ou q ua nt o sa tis fe ito s co m a es co la N úm er o d e ho m en s d e 15 -2 4 a no s q ue fr eq ue n - ta m a e sc ol a P er ce nt ag em d e ho - m en s d e 15 -2 4 a no s q ue e st ão m ui to o u um ta nt o ou q ua nt o sa tis fe ito s co m o s eu em p re go N úm er o d e ho m en s d e 15 -2 4 a no s q ue tê m u m em p re go P er ce nt ag em d e ho - m en s d e 15 -2 4 a no s q ue e st ão m ui to o u um ta nt o ou q ua nt o sa tis fe ita s co m o s eu re nd im en to N úm er o d e ho m en s d e 15 -2 4 an os q ue tê m u m re nd im en to V id a fa m ili ar A m iz ad es S aú d e A m b ie nt e re si d ên - ci al Tr at am en to p or o ut ro s A s ua ap ar ên - ci a fís ic a E st ão a fr eq ue nt ar a es co la Tê m u m em p re go Tê m u m re nd i- m en to T o ta l 9 6 .8 9 9 .0 9 3. 7 9 2 .3 9 7. 9 8 7. 2 6 8 .4 15 .6 17 .6 19 6 5 8 1. 9 13 4 3 9 2 .6 30 6 9 3. 5 34 6 Id ad e                                 15 -1 9 9 7. 3 9 9 .1 9 4 .1 9 3. 1 9 7. 5 8 6 .0 79 .4 8 .4 10 .4 11 11 8 1. 8 8 8 2 8 9 .8 9 3 9 2 .2 11 6 2 0 -2 4 9 6 .1 9 8 .9 9 3. 2 9 1. 2 9 8 .4 8 8 .8 5 4 .0 2 4 .9 2 7. 0 8 5 5 8 2 .1 4 6 2 9 3. 8 2 13 9 4 .2 2 30 R eg iã o                                 T om b al i 10 0 .0 9 9 .1 9 8 .1 10 0 .0 9 9 .6 10 0 .0 5 2 .2 2 4 .2 2 4 .7 11 7 9 1. 3 6 1 (1 0 0 .0 ) 2 8 (9 7. 9 ) 2 9 Q u in ar a 10 0 .0 10 0 .0 9 7. 0 9 7. 1 9 9 .6 9 9 .1 6 7. 5 5 4 .6 5 6 .2 74 9 2 .8 5 0 10 0 .0 4 0 10 0 .0 4 2 O io 9 8 .8 9 9 .7 8 0 .7 76 .2 9 7. 5 4 1. 3 6 6 .9 7. 4 8 .1 30 7 35 .6 2 0 5 * 2 3 * 2 5 B io m b o 9 9 .5 9 9 .5 9 9 .5 9 9 .5 9 9 .0 9 9 .5 8 7. 0 15 .6 15 .1 13 8 9 9 .4 12 1 (1 0 0 .0 ) 2 2 (1 0 0 .0 ) 2 1 B ol am a/ B ija g ós 9 6 .8 9 7. 5 9 9 .0 9 7. 7 9 9 .5 9 9 .5 70 .8 6 .9 2 2 .2 4 4 9 7. 9 31 * 3 (1 0 0 .0 ) 10 B af at á 10 0 .0 10 0 .0 9 6 .5 9 7. 6 9 9 .7 9 3. 8 5 2 .4 17 .8 17 .3 16 3 6 3. 0 8 5 (8 0 .3 ) 2 9 (8 1. 9 ) 2 8 G ab ú 8 4 .7 9 7. 9 9 0 .4 9 2 .1 9 8 .4 9 7. 9 2 3. 8 10 .4 10 .9 19 6 9 1. 6 4 7 * 2 0 * 2 1 C ac h eu 9 8 .8 9 9 .2 9 6 .6 9 3. 5 9 7. 2 9 8 .9 74 .0 11 .4 10 .7 18 6 9 6 .7 13 8 * 2 1 * 2 0 S A B 9 6 .6 9 8 .6 9 6 .1 9 4 .1 9 6 .9 9 2 .8 8 1. 9 16 .1 2 0 .3 74 0 9 0 .1 6 0 6 9 1. 8 11 9 9 3. 1 15 0 P ró ví n ci a N or te 9 8 .9 9 9 .5 8 9 .5 8 6 .4 9 7. 8 71 .0 73 .4 10 .4 10 .4 6 32 70 .3 4 6 4 8 9 .1 6 6 9 2 .0 6 6 Le st e 9 1. 6 9 8 .8 9 3. 2 9 4 .6 9 9 .0 9 6 .0 36 .8 13 .7 13 .8 35 9 73 .1 13 2 (8 8 .5 ) 4 9 8 7. 8 5 0 S u l 9 9 .4 9 9 .1 9 7. 9 9 8 .7 9 9 .6 9 9 .6 6 0 .5 30 .6 34 .2 2 35 9 3. 3 14 2 10 0 .0 72 9 9 .2 8 0 S A B 9 6 .6 9 8 .6 9 6 .1 9 4 .1 9 6 .9 9 2 .8 8 1. 9 16 .1 2 0 .3 74 0 9 0 .1 6 0 6 9 1. 8 11 9 9 3. 1 15 0 M ei o d e re si d ên ci a                                 U rb an o 9 6 .8 9 8 .7 9 5 .2 9 4 .3 9 7. 1 9 0 .3 79 .7 16 .0 19 .4 10 19 8 5 .9 8 12 9 2 .0 16 3 9 2 .1 19 7 R u ra l 9 6 .7 9 9 .3 9 2 .0 9 0 .1 9 8 .7 8 3. 9 5 6 .1 15 .1 15 .7 9 4 7 75 .9 5 31 9 3. 3 14 3 9 5 .4 14 9 297Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A S W .1 M ( C O N T IN U A Ç Ã O ) : D O M ÍN IO S D E S A T IS F A Ç Ã O P E S S O A L ( H O M E N S ) P er ce n ta g em d e h o m en s d e 15 -2 4 a n o s q u e es tã o m u it o o u u m t an to o u q u an to s at is fe it o s em d o m ín io s se le cc io n ad o s d e sa ti sf aç ão , M IC S 5 , G u in é -B is sa u , 2 0 14   P er ce n ta g em d e h om en s 15 -2 4 a n os q u e es tã o m u it o ou u m ta n to o u q u an to s at is fe it as e m d om ín io s se le cc io n ad os : P er ce n ta g em d e h om en s d e 15 -2 4 a n os q u e: N úm e - ro d e ho m en s d e 15 -2 4 an os P er ce nt ag em d e ho - m en s de 1 5 -2 4 a no s qu e es tã o m ui to o u um ta nt o ou q ua nt o sa tis fe ito s co m a es co la N úm er o d e ho m en s d e 15 -2 4 a no s q ue fr eq ue n- ta m a e sc ol a P er ce nt ag em d e ho - m en s de 1 5 -2 4 a no s qu e es tã o m ui to o u um ta nt o ou q ua nt o sa tis fe ito s co m o s eu em pr eg o N úm er o d e ho m en s d e 15 -2 4 a no s q ue tê m u m em p re go P er ce nt ag em d e ho - m en s de 1 5 -2 4 a no s qu e es tã o m ui to o u um ta nt o ou q ua nt o sa tis fe ita s co m o s eu re nd im en to N úm er o d e ho m en s d e 15 -2 4 an os q ue tê m u m re nd im en to V id a fa m ili ar A m iz ad es S aú d e A m b ie nt e re si d ên - ci al Tr at am en to p or o ut ro s A s ua ap ar ên - ci a fís ic a E st ão a fr eq ue nt ar a es co la Tê m u m em p re go Tê m u m re nd i- m en to E st ad o C iv il                                 C as ad a/ em u n iã o 9 3. 8 9 8 .0 9 4 .3 8 9 .6 9 7. 7 8 9 .0 2 6 .9 38 .3 39 .1 8 4 (8 0 .8 ) 2 3 (9 4 .7 ) 32 (1 0 0 .0 ) 33 N u n ca s e ca so u / e m u n iã o 9 6 .9 9 9 .0 9 3. 7 9 2 .4 9 7. 9 8 7. 1 70 .2 14 .5 16 .6 18 8 2 8 1. 9 13 2 1 9 2 .3 2 74 9 2 .9 31 3 N iv el d e In st ru çã o                                 N en h u m 9 4 .4 9 9 .0 9 1. 8 8 9 .5 9 8 .3 8 7. 8 2 .7 18 .7 2 1. 4 17 4 * 5 (9 0 .9 ) 32 (9 5 .6 ) 37 P ri m ár io 9 5 .9 9 8 .9 9 1. 7 9 2 .2 9 8 .6 8 3. 5 6 3. 4 17 .4 17 .1 8 0 4 75 .6 5 10 9 2 .2 14 0 9 3. 1 13 8 S ec u n d ár io e m ai s 9 7. 9 9 9 .0 9 5 .6 9 2 .8 9 7. 2 9 0 .1 8 3. 9 13 .5 17 .3 9 8 8 8 6 .0 8 2 9 9 3. 4 13 4 9 3. 4 17 1 In d ic e B em -E st ar E co n óm ic o                                 O m ai s p ob re 9 6 .3 9 9 .4 9 1. 1 8 8 .2 9 8 .3 77 .1 6 4 .0 14 .7 15 .2 31 9 72 .8 2 0 4 9 5 .8 4 7 9 5 .9 4 8 S eg u n d o 9 5 .9 9 9 .6 9 2 .1 8 9 .5 9 9 .2 8 3. 1 5 2 .4 14 .9 15 .0 34 4 72 .2 18 0 8 9 .2 5 1 9 2 .2 5 2 M éd io 9 7. 5 9 9 .2 9 2 .8 9 2 .1 9 8 .3 8 8 .1 5 9 .2 2 0 .2 2 2 .8 39 2 78 .7 2 32 9 5 .0 79 9 6 .4 8 9 Q u ar to 9 8 .1 9 9 .1 9 4 .6 9 3. 2 9 7. 0 9 1. 0 76 .9 17 .2 19 .3 4 5 0 8 6 .5 34 6 9 1. 4 77 9 4 .1 8 7 O m ai s ri co 9 5 .7 9 8 .0 9 6 .5 9 6 .4 9 7. 0 9 2 .9 8 2 .7 11 .1 15 .1 4 6 1 8 9 .2 38 1 (9 1. 2 ) 5 1 (8 8 .5 ) 70 298 GUINÉ-BISSAU As Tabelas SW.2 e SW.2M apresentam as proporções de mulheres e homens de 15-24 anos segundo a satisfação pessoal com a vida em geral e felicidade. A “Satisfação pessoal com a vida em geral” é definida com base nas respostas das pessoas entrevistadas que estão muito ou um tanto ou quanto satisfeitas com a sua vida em geral e baseia-se numa única pergunta que foi feita depois das perguntas sobre satisfação pessoal nas áreas supracitadas, com excepção da pergunta sobre a satisfação com o rendimento, que foi feita mais tarde. Assim, 96% de mulheres de 15-24 está satisfeita com a sua vida em geral e 94% está muito ou um tan- to ou quanto felizes. Olhando para os quintis do bem-estar económico, constata-se que nem sempre existe uma forte relação entre o bem-estar económico e a satisfação. Por exemplo, as mulheres que vivem nos agregados mais pobres são satisfeitas em 97%) e e as mulheres a viver nos agregados mais ricos em 96%. A proporção de mulheres que estão satisfeitas com a vida é igual nos meios urbano e rural (96%). Estas proporções não variam significativamente por estado civil (94% para mulheres casadas/em união e 96% para aquelas que nunca se casaram/em união), por nível de instrução e por quintis de bem-estar económico. Relativamente aos homens, os resultados mostram que os homens residentes no meio urbano estão satisfeitas com a vida em geral mais do que aqueles do meio rural (91% contra 83%). No que concerne as outras características de base, a satisfação pessoal entre os homens aumenta com o nível de instru- ção e mais fortemente em relação à riqueza (83% entre os sem nível contra 92% do nível secundário e mais e 74% dos mais pobres a 93% dos mais ricos). Fazendo a comparação entre mulheres e homens em relação a percentagem dos que são muito ou um tanto ou quanto felizes, os dados mostram que praticamente não existe diferença entre eles (94% para mulheres e 96% para homens). Como medida de resumo, a pontuação média de satisfação pessoal também é calculada e apresentada nas Tabelas SW.2 e SW.2M. A pontuação é calculada simplesmente fazendo a média das respostas à pergunta sobre satisfação pessoal em geral, que vai de muito insatisfeito (1) a muito satisfeito (5) (ver questionários no Apêndice F). Portanto, quanto mais baixa a pontuação média maiores são os níveis de satisfação pessoal. As duas tabelas indicam muito claramente que há uma relação forte entre a pontuação média de satisfação pessoal e a situação socioeconómica de homens e mulheres jovens. Comparando as duas tabelas, constata-se que as mulheres estão mais satisfeitas com a vida em com- paração com os homens (1.3 contra 1.5) e entre as mulheres, as residentes das regiões de Oio (1.1), Bolama/Bigagós (1.2) e Biombo (1.2) são as mais satisfeitas e as menos satisfeitas são as das regiões de Tombali e Gabú (ambas com 1,5), tendo uma média superior à média nacional (1.3). Em relação aos homens, os mais satisfeitos são os residentes nas regiões de Tombali e Gabú (ambas com 1.0) e os menos satisfeitos com a vida sãos os residentes das regiões de Oio com 2.7 (muito superior à média nacional que é de 1.5). 299Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA SW.2: SATISFAÇÃO PESSOAL E FELICIDADE EM GERAL (MULHERES) Percentagem de mulheres de 15-24 anos que estão muito ou um tanto ou quanto satisfeitas com a sua vida em geral, pontuação média de satisfação pessoal e percentagem de mulheres de 15-24 anos, que são um tanto ou quanto felizes, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de mulheres com satisfação pessoal em geral1 1 Pontuação média de satisfação pessoal Percentagem de mulheres que são muito ou um tanto ou quan- to felizes 2 Número de mulheres de 15-24 anos Total 95.7 1.3 94.2 4362 Idade         15-19 96.6 1.3 94.8 2291 20-24 94.6 1.4 93.6 2071 Região         Tombali 94.3 1.5 91.8 254 Quinara 94.7 1.4 98.3 141 Oio 100.0 1.1 99.8 699 Biombo 98.4 1.2 96.0 302 Bolama/Bijagós 99.1 1.2 99.1 82 Bafatá 93.8 1.3 89.3 444 Gabú 90.5 1.5 89.2 389 Cacheu 96.8 1.3 99.6 354 SAB 95.0 1.4 92.8 1697 Província Norte 98.8 1.2 98.9 1355 Leste 92.2 1.4 89.3 832 Sul 95.3 1.4 95.0 477 SAB 95.0 1.4 92.8 1697 Meio de residência         Urbano 95.6 1.4 93.9 2357 Rural 95.7 1.3 94.7 2005 Estado Civil         Casada/ em união 93.7 1.4 92.0 1186 Nunca se casou / em união 96.4 1.3 95.1 3175 Nível de Instrução         Nenhum 94.7 1.3 92.3 896 Primário 95.7 1.3 93.8 1887 Secundário e mais 96.2 1.3 95.8 1578 Indice de Bem- Estar Económico         O mais pobre 97.2 1.2 97.2 666 Segundo 96.2 1.3 95.9 770 Médio 94.4 1.3 91.0 784 Quarto 95.2 1.4 94.5 963 O mais rico 95.7 1.4 93.5 1178 1 1 Indicador MICS 11.1 - Satisfação pessoal 2 2 Indicador MICS 11.2 - Felicidade 300 GUINÉ-BISSAU TABELA SW.2M: SATISFAÇÃO PESSOAL E FELICIDADE EM GERAL (HOMENS) Percentagem de homens de 15-24 anos que estão muito ou um tanto ou quanto satisfeitos com a sua vida em geral, pontuação média de satisfação pessoal e percentagem de homens de 15-24 anos que são um tanto ou quanto felizes, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de homens com satisfação de vida em geral 1 Pontuação média de satisfação pessoal Percentagem de homens que são muito ou um tanto ou quan- to felizes 2 Número de homens de 15-24 anos Total 86.9 1.5 95.6 1965 Idade do homem         15-19 86.1 1.5 96.1 1111 20-24 88.0 1.5 94.8 855 Região         Tombali 100.0 1.0 100.0 117 Quinara 97.6 1.4 99.2 74 Oio 33.3 2.7 97.1 307 Biombo 99.5 1.1 99.0 138 Bolama/Bijagós 98.6 1.3 97.5 44 Bafatá 97.0 1.2 99.0 163 Gabú 98.9 1.0 90.8 196 Cacheu 98.3 1.1 96.6 186 SAB 94.7 1.5 93.4 740 Província Norte 67.0 1.9 97.4 632 Leste 98.0 1.1 94.5 359 Sul 99.0 1.2 99.3 235 SAB 94.7 1.5 93.4 740 Meio de residência         Urbano 90.8 1.5 94.2 1019 Rural 82.7 1.5 97.1 947 Estado Civil         Casada/ em união 77.6 1.6 95.8 84 Nunca se casou / em união 87.3 1.5 95.6 1882 Nivel de Instrução         Nenhum 82.6 1.6 93.7 174 Primário 82.1 1.6 95.9 804 Secundário e mais 91.6 1.4 95.6 988 Indice de Bem- Estar Económico         O mais pobre 73.8 1.7 97.4 319 Segundo 80.8 1.6 96.1 344 Médio 87.4 1.4 94.9 392 Quarto 93.7 1.4 96.6 450 O mais rico 93.4 1.5 93.5 461 1 Indicador MICS 11.1 - Satisfação pessoal [M] 2 Indicador MICS 11.2 - Felicidade [M] 301Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 Além da série de perguntas sobre satisfação pessoal e felicidade, também foram feitas aos inquiridos duas perguntas simples sobre a melhoria da sua vida durante o último ano e se pensam que a sua vida será melhor dentro de um ano a contar o momento do inquérito. Essas informações podem con- tribuir para compreender o desespero que pode existir entre os jovens, bem como a falta de esperan- ça e as esperanças quanto ao futuro. As combinações específicas das percepções durante o último ano e as expectativas para o ano seguinte podem constituir informações valiosas para compreender o sentido geral de bem-estar entre os jovens. As Tabelas SW.3 e SW.3M mostram as percepções das mulheres e dos homens para uma vida melhor. Uma proporção de 61% das mulheres de 15-24 anos pensa que a sua vida melhorou durante o último ano e 72% tem a expectativa de uma vida melhor dentro de um ano. Os indicadores correspondentes para os homens de 15-24 anos são 55% e 92% respectivamente. As diferenças de percepção de uma vida melhor podem ser observadas por quintis do bem-estar económico: 52% de mulheres jovens e 61% de homens jovens que vivem em agregados mais pobres pensam que as suas vidas melhoraram durante o último ano e esperam que melhore após um ano, ao passo que as proporções correspon- dentes de mulheres e homens jovens que vivem nos agregados mais ricos são de 55% e 48%, res- pectivamente. 302 GUINÉ-BISSAU TABELA SW.3: PERCEPÇÃO DE UMA VIDA MELHOR (MULHERES) Percentagem de mulheres de 15-24 anos que pensam que a sua vida melhorou durante o último ano e as que esperam que a sua vida me- lhore depois de um ano, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de mulheres que pensam que a sua vida: Número de mulheres de 15-24 anosMelhorou durante o último ano Irá melhorar depois de um ano Ambos 1 Total 60.8 72.4 50.9 4362 Idade       15-19 63.4 72.2 53.4 2291 20-24 57.9 72.6 48.0 2071 Região       Tombali 68.2 86.5 64.4 254 Quinara 43.6 50.9 39.2 141 Oio 83.2 66.4 62.3 699 Biombo 60.0 74.0 38.3 302 Bolama/Bijagós 63.8 83.5 56.8 82 Bafatá 59.9 66.7 41.2 444 Gabú 60.3 78.7 60.0 389 Cacheu 36.2 45.0 23.7 354 SAB 57.4 79.4 53.2 1697 Província Norte 65.7 62.5 46.9 1355 Leste 60.1 72.3 50.0 832 Sul 60.2 75.5 55.7 477 SAB 57.4 79.4 53.2 1697 Meio de residência       Urbano 58.8 76.4 52.3 2357 Rural 63.2 67.6 49.1 2005 Estado Civil       Casada/ em união 61.6 69.6 50.4 1186 Nunca se casou / em união 60.5 73.4 51.1 3175 Nivel de Instrução       Nenhum 64.3 69.3 52.5 896 Primário 60.0 69.7 49.1 1887 Secundário e mais 59.8 77.3 52.1 1578 Indice de Bem-Estar Económico       O mais pobre 67.2 70.3 52.0 666 Segundo 65.3 69.5 52.6 770 Médio 57.6 66.8 43.9 784 Quarto 56.5 70.6 49.4 963 O mais rico 59.9 80.6 54.9 1178 1 Indicador MICS 11.3 Percepção de uma vida melhor 303Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA SW.3M: PERCEPÇÃO DE UMA VIDA MELHOR (HOMENS) Percentagem de homens de 15-24 anos que pensam que a sua vida melhorou durante o último ano e os que esperam que a sua vida melhore depois de um ano, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de homens que pensam que a sua vida: Número de homens de 15-24 anosMelhorou durante o último ano Irá melhorar depois de um ano Ambos 1 Total 54.5 91.9 50.7 1965 Idade       15-19 54.4 91.4 50.4 1111 20-24 54.6 92.6 51.2 855 Região       Tombali 62.8 97.5 61.2 117 Quinara 70.8 97.9 69.5 74 Oio 64.6 86.8 57.5 307 Biombo 78.0 99.1 77.1 138 Bolama/Bijagós 56.8 98.2 56.8 44 Bafatá 12.4 90.8 10.8 163 Gabú 75.6 84.9 68.4 196 Cacheu 49.2 91.4 41.8 186 SAB 47.8 93.1 45.5 740 Província Norte 63.0 90.9 57.2 632 Leste 47.0 87.6 42.3 359 Sul 64.3 97.7 63.0 235 SAB 47.8 93.1 45.5 740 Meio de residência       Urbano 50.8 93.2 48.3 1019 Rural 58.5 90.6 53.4 947 Estado Civil       Casada/ em união 66.5 97.6 66.5 84 Nunca se casou / em união 54.0 91.7 50.0 1882 Nivel de Instrução       Nenhum 56.9 82.3 51.0 174 Primário 54.9 90.1 49.9 804 Secundário e mais 53.7 95.2 51.4 988 Indice de Bem-Estar Económico       O mais pobre 65.7 91.4 61.4 319 Segundo 54.3 89.3 48.9 344 Médio 59.2 90.0 53.4 392 Quarto 47.5 93.6 44.8 450 O mais rico 49.7 94.4 48.2 461 1 Indicador MICS 11.3 - Percepção de uma vida melhor [M] 304 GUINÉ-BISSAU 305Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 XV. CONSUMO DE TABACO E ÁLCOOL Os produtos do tabaco são produtos feitos totalemente ou parcialmente de tabaco como matéria-pri- ma, com a finalidade de serem fumados, chupados, mascados ou cheirados. Todos contém um in- grediente altamente psicoactivo que causa dependência, a nicotina, etc. O consumo do tabaco é um dos principais factores de risco para várias doenças crónicas, incluindo câncro, doenças pulmonares e doenças cardiovasculares1. O consumo de álcool traz riscos de consequências sociais adversas e na saúde, relacionadas com as suas propriedades intoxicantes, tóxicas e que causam dependência. Além de doenças crónicas que podem desenvolver-se em pessoas que bebem grandes quantidades de álcool durante muitos anos, o consumo de álcool também está associado a um risco acrescido com problemas de saúde, tais como lesões, inclusive devido a acidentes de trânsito2. O consumo de álcool também pode causar prejuízos para além da saúde física e psicológica do consumidor. Prejudica o bem-estar e a saúde das pessoas em torno do consumidor. Uma pessoa embriagada pode magoar os outros ou colocá-los em risco de acidentes de trânsito ou de comportamento violento, ou afectar negativamente colegas de trabalho, familiares, amigos ou estranhos. Assim, o impacto do consumo prejudicial de álcool afecta profunda- mente a sociedade3. O quinto Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) da Guiné-Bissau recolheu informações sobre o consumo passado e presente de tabaco e álcool e a intensidade do consumo entre mulheres e homens de 15-49 anos. Esta secção apresenta os principais resultados. CONSUMO DE TABACO A Tabela TA.1 apresenta o consumo presente e passado de produtos de tabaco por mulheres de 15-49 anos e a Tabela TA.1M apresenta a informação correspondente para homens da mesma faixa etária. Segundo o quinto Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) da Guiné-Bissau, o consumo passado e presente de produtos do tabaco é mais comum entre os homens do que entre as mulheres. Cerca de 17% de homens e 1% de mulheres declararam já ter consumido um produto do tabaco em qualquer altura no último mês anterior ao inquérito, ao passo que 3% das mulheres alguma vez consumiu qual- quer outro produto de tabaco contra 26% dos homens. Por outro lado, os dados mostram que 0% das mulheres contra 2% dos homens consumiram cigarros e outros produtos de tabaco em qualquer altura no último mês anterior ao inquérito. 1 Organização Mundial da Saúde, http://www.who.int/topics/tobacco/en/ 2 Organização Mundial da Saúde, http://www.who.int/topics/alcohol_drinking/en/ 3 Organização Mundial da Saúde, http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs349/en/ 306 GUINÉ-BISSAU TABELA TA.1: CONSUMO PASSADO E ACTUAL DE TABACO (MULHERES) Percentagem de mulheres de 15-49 anos por padrão de consumo de tabaco, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Nunca fumou cigarros nem usou outros produtos do tabaco Alguma vez consumiu : Consumiu produtos do tabaco em qual- quer altura no último mês: Número de mulheres de 15-49 anos Apenas cigarros Cigarros e outros produtos do tabaco Apenas outros produtos do tabaco Qualquer outro pro- duto do tabaco Apenas cigarros Cigarros e outros produtos do tabaco Apenas outros produtos do tabaco Qualquer produto do tabaco 1 Total 97.3 1.9 0.1 0.7 2.7 0.5 0.0 0.5 1.0 10234 Idade                     15-19 97.7 2.2 0.1 0.1 2.3 0.5 0.1 0.0 0.6 2291 20-24 97.9 1.8 0.1 0.2 2.1 0.1 0.0 0.1 0.2 2071 25-29 97.7 2.1 0.1 0.1 2.3 0.5 0.0 0.1 0.6 1758 30-34 97.1 1.9 0.0 1.0 2.9 1.0 0.0 0.3 1.4 1497 35-39 97.2 1.8 0.1 1.0 2.8 0.3 0.0 0.7 1.0 1130 40-44 95.6 1.9 0.3 2.3 4.4 0.3 0.0 2.0 2.3 876 45-49 95.4 1.2 0.3 3.1 4.6 0.8 0.0 3.1 4.0 612 Região                     Tombali 97.7 1.8 0.0 0.5 2.3 0.5 0.0 0.3 0.8 615 Quinara 98.9 0.7 0.0 0.4 1.1 0.0 0.0 0.4 0.4 328 Oio 99.6 0.2 0.0 0.2 0.4 0.0 0.0 0.2 0.2 1608 Biombo 99.0 0.6 0.0 0.5 1.0 0.0 0.0 0.3 0.3 712 Bolama/ Bijagós 99.3 0.7 0.0 0.0 0.7 0.2 0.0 0.0 0.2 204 Bafatá 92.2 4.6 0.6 2.6 7.8 0.3 0.2 2.7 3.1 1067 Gabú 96.3 2.1 0.1 1.5 3.7 0.3 0.0 1.4 1.7 1069 Cacheu 97.8 1.7 0.2 0.3 2.2 0.4 0.0 0.1 0.6 883 SAB 97.3 2.3 0.0 0.4 2.7 0.9 0.0 0.0 1.0 3747 Província                     Norte 99.0 0.7 0.1 0.3 1.0 0.1 0.0 0.2 0.4 3204 Leste 94.2 3.4 0.3 2.1 5.8 0.3 0.1 2.0 2.4 2137 Sul 98.3 1.3 0.0 0.4 1.7 0.3 0.0 0.3 0.6 1146 SAB 97.3 2.3 0.0 0.4 2.7 0.9 0.0 0.0 1.0 3747 Meio de residência                     Urbano 97.3 2.3 0.0 0.4 2.7 0.8 0.0 0.2 0.9 5132 Rural 97.3 1.6 0.2 1.0 2.7 0.2 0.0 0.9 1.1 5102 Nível de Instrução                     Nenhum 97.4 1.2 0.1 1.2 2.6 0.2 0.0 1.1 1.3 4200 Primário 97.5 2.1 0.1 0.3 2.5 0.3 0.1 0.2 0.5 3177 Secundário e mais 96.8 2.7 0.1 0.5 3.2 1.1 0.0 0.1 1.2 2856 Crianças menores de 5 anos no mesmo agregado                     Pelo menos uma 97.6 1.7 0.1 0.6 2.4 0.3 0.0 0.5 0.9 7784 Nenhuma 96.4 2.5 0.0 1.1 3.6 1.0 0.0 0.5 1.5 2450 Indice de Bem-Estar Económico                     O mais pobre 98.6 0.7 0.1 0.5 1.4 0.3 0.0 0.5 0.7 1797 Segundo 97.2 1.4 0.1 1.3 2.8 0.1 0.0 1.3 1.4 1827 Médio 96.7 2.1 0.2 1.1 3.3 0.1 0.1 0.9 1.1 1923 Quarto 97.0 2.2 0.1 0.7 3.0 0.5 0.0 0.2 0.7 2206 O mais rico 97.1 2.7 0.0 0.2 2.9 1.1 0.0 0.1 1.1 2481 1 Indicador MICS 12.1 - Consumo de tabaco 307Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA TA.1M: CONSUMO PASSADO E ACTUAL DE TABACO (HOMENS) Percentagem de homens de 15-49 anos segundo o padrão de consumo de tabaco, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Nunca fumou cigarros nem usou outros produtos do tabaco Alguma vez consumiu : Consumiu produtos do tabaco em qual- quer altura no último mês: Número de homens de 15-49 anos Apenas cigarros Cigarros e outros produtos do tabaco Apenas outros produtos do tabaco Qualquer outro pro- duto do tabaco Apenas cigarros Cigarros e outros produtos do tabaco Apenas outros produtos do tabaco Qualquer produto do tabaco 1 Total 73.9 22.3 2.9 0.9 26.1 14.6 1.5 1.3 17.4 4232 Idade                     15-19 95.1 4.4 0.5 0.0 4.9 1.6 0.0 0.0 1.6 1111 20-24 81.7 17.1 1.0 0.2 18.3 9.5 0.3 0.3 10.1 855 25-29 68.8 27.4 1.7 2.0 31.2 18.8 0.8 1.9 21.5 612 30-34 56.9 39.7 3.3 0.1 43.1 27.2 1.8 0.6 29.6 532 35-39 54.4 37.3 6.8 1.5 45.6 27.2 3.9 3.0 34.1 437 40-44 58.3 31.7 7.3 2.8 41.7 20.0 4.2 4.3 28.5 352 45-49 61.6 28.4 7.7 2.3 38.4 20.8 4.0 3.4 28.3 333 Região                     Tombali 61.6 32.7 4.3 1.3 38.4 22.3 3.1 1.5 27.0 252 Quinara 61.4 34.8 2.6 1.2 38.6 23.4 2.0 1.2 26.5 148 Oio 82.4 13.0 2.6 2.0 17.6 11.0 2.0 2.7 15.6 638 Biombo 89.1 10.2 0.4 0.3 10.9 7.7 0.0 0.3 8.0 284 Bolama/ Bijagós 63.4 31.4 4.8 0.4 36.6 15.4 2.8 0.6 18.8 92 Bafatá 63.7 31.0 4.9 0.4 36.3 22.1 2.2 2.6 26.9 384 Gabú 65.1 31.7 2.1 1.1 34.9 21.4 0.6 1.8 23.8 408 Cacheu 75.6 19.1 4.5 0.8 24.4 9.5 1.8 0.8 12.1 401 SAB 75.8 21.2 2.5 0.6 24.2 12.9 1.1 0.7 14.8 1626 Província                     Norte 81.8 14.2 2.7 1.3 18.2 9.8 1.5 1.6 12.9 1322 Leste 64.4 31.3 3.5 0.8 35.6 21.7 1.4 2.2 25.3 792 Sul 61.9 33.1 3.9 1.1 38.1 21.4 2.7 1.2 25.3 492 SAB 75.8 21.2 2.5 0.6 24.2 12.9 1.1 0.7 14.8 1626 Meio de residência                     Urbano 74.8 22.2 2.4 0.6 25.2 13.4 1.1 0.8 15.4 2163 Rural 73.0 22.3 3.5 1.3 27.0 15.8 1.9 1.9 19.6 2069 Nível de Instrução                     Nenhum 59.9 33.4 4.7 2.0 40.1 24.7 2.4 2.9 30.1 720 Primário 73.4 22.1 3.3 1.2 26.6 14.5 2.2 1.8 18.5 1518 Secundário e mais 79.3 18.4 2.0 0.3 20.7 11.1 0.6 0.4 12.0 1994 Crianças menores de 5 anos no mesmo agregado                     Pelo menos uma 73.7 22.5 2.8 1.0 26.3 14.8 1.5 1.4 17.7 2957 Nenhuma 74.4 21.8 3.0 0.8 25.6 14.1 1.5 1.3 16.9 1275 Indice de Bem-Estar Económico                     O mais pobre 73.3 18.5 5.2 3.0 26.7 13.9 3.1 3.7 20.7 724 Segundo 71.8 24.6 3.4 0.2 28.2 18.3 1.7 0.8 20.8 756 Médio 73.9 23.7 1.9 0.6 26.1 15.5 1.1 1.0 17.6 792 Quarto 74.8 22.5 1.8 0.9 25.2 13.8 0.7 1.3 15.8 958 O mais rico 75.1 22.0 2.7 0.2 24.9 12.4 1.2 0.3 13.9 1001 1 Indicador MICS 12.1 - Consumo de tabaco [M] 308 GUINÉ-BISSAU O consumo de qualquer tabaco em qualquer altura no último mês entre as mulheres é semelhante no meio rural e no meio urbano (1%). A maior proporção desse consumo pelas mulheres verificou-se nas regiões de Bafatá e Gabu respectivamente (3% e 2%), ao passo que a maior proporção entre os homens encontra-se no meio rural (20% contra 15% no meio urbano) e nas regiões de Tombali, Quinara e Bafatá (27% cada). Em relação a percentagem de mulheres residentes nos agregados com crianças menores de 5 anos, 1% consumiu produto de tabaco em qualquer altura no último mês contra 2% das que vivem nos agrega- dos sem nenhuma criança menor de 5 anos, ao passo que para os homens, esta percentagem represen- ta 18% e 17%, respectivamente. O que mostra que as crianças menores de 5 anos estão mais expostas ao fumo de qualquer outro produto de tabaco pelos homens em comparação com as mulheres. Entre as mulheres a maior parte das que consumiram no último mês qualquer produto de tabaco está situada nas duas últimas faixas etárias (40-44 e 45-49 anos) com respectiavmente 2% e 4%. Entre os homens, esta percentagem é mais alta nas faixas etárias intermédias (30-34 e 35-39 anos), sendo 30% e 34%, respectivamente. Figura TA. 1: Consumo pasado e actual de tabaco, MICS5, Guiné-Bissau, 2014 As Tabelas TA.2 e TA.2M apresentam os resultados sobre a idade quando fumou um cigarro pela pri- meira vez, bem como a frequência do consumo para mulheres e homens respectivamente. Os resul- tados mostram que entre as mulheres, o fumo de um cigarro pela primeira vez antes dos 15 anos é insignificante, enquanto para os homens é de 3%. No total, 37% dos homens de 15-49 anos fumaram menos de 5 cigaros nas últimas 24 horas antes do inquérito. Os que fumaram 20+ cigaros nas últimas 24 horas antes do inquérito representam 10% para homens. Em relação ao meio de residência, esta percentagem representa para os homens, 12% do meio urbano 8% do meio rural. 309Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 Em relação ao nível de educação dos homens, a maior frequência é observada entre os homens do nível secundário e mais (13% contra 8% entre os homens sem nível de instrução). Concernente a idade e os quintis do bem-estar económico, constata-se que a maior percentagem dos que fumaram 20+ cigarros nas últimas 24 horas é nas faixas etárias de 35-39 anos (12%) e 45-49 anos (23%) e nos agre- gados mais ricos (17%). TABELA TA.2: IDADE EM QUE FUMOU UM CIGARRO PELA PRIMEIRA VEZ E FREQUÊNCIA (MULHERES) Percentagem de mulheres de 15-49 anos que fumaram um cigarro inteiro antes dos 15 anos e distribuição percentual de fumadores actuais por número de cigarros fumados nas últimas 24 horas, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de mulheres que fumaram um cigarro inteiro antes dos 15 anos 1 Número de mulheres de 15-49 anos Total 0.4 10234 Idade     15-19 0.4 2291 20-24 0.4 2071 25-29 0.4 1758 30-34 0.5 1497 35-39 0.1 1130 40-44 0.3 876 45-49 0.0 612 Região     Tombali 0.9 615 Quinara 0.0 328 Oio 0.0 1608 Biombo 0.4 712 Bolama/Bijagós 0.1 204 Bafatá 1.4 1067 Gabú 0.5 1069 Cacheu 0.3 883 SAB 0.1 3747 Província     Norte 0.2 3204 Leste 0.9 2137 Sul 0.5 1146 SAB 0.1 3747 Meio de residência     Urbano 0.2 5132 Rural 0.5 5102 Nível de Instrução     Nenhum 0.4 4200 Primário 0.4 3177 Secundário e mais 0.2 2856 Crianças menores de 5 anos no mesmo agregado     Pelo menos uma 0.4 7784 Nenhuma 0.3 2450 Indice de Bem-Estar Económico     O mais pobre 0.1 1797 Segundo 0.6 1827 Médio 0.5 1923 Quarto 0.4 2206 O mais rico 0.2 2481 310 GUINÉ-BISSAU TABLE TA.2M: IDADE EM QUE FUMOU UM CIGARRO PELA PRIMEIRA VEZ E FREQUÊNCIA (HOMENS) Percentagem de homens de 15-49 anos que fumaram um cigarro inteiro antes dos 15 anos e distribuição percentual de fumadores actuais por número de cigarros fumados nas últimas 24 horas, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de homens que fumaram um cigarro inteiro antes dos 15 anos 1 Número de homens de 15-49 anos Número de cigarros nas últimas 24 horas Número de homens de 15-49 anos que fumam cigarros actualmente Menos de 5 5-9 10-19 20+ Total Total 3.3 4232 36.5 33.3 20.4 9.9 100.0 682 Idade               15-19 2.0 1111 (56.7) (36.7) (6.6) (0.0) 100.0 18 20-24 3.2 855 64.1 27.7 5.2 3.1 100.0 84 25-29 4.5 612 38.2 35.4 20.3 6.1 100.0 120 30-34 5.2 532 23.4 40.8 26.3 9.6 100.0 156 35-39 2.2 437 35.0 32.2 20.8 12.0 100.0 136 40-44 3.5 352 31.7 29.9 30.0 8.4 100.0 85 45-49 3.7 333 33.6 26.2 17.3 22.9 100.0 83 Região               Tombali 5.7 252 29.2 38.2 21.2 11.3 100.0 64 Quinara 4.2 148 37.4 41.2 18.0 3.5 100.0 38 Oio 2.4 638 37.9 36.6 15.4 10.1 100.0 83 Biombo 0.7 284 (46.5) (38.9) (14.6) (0.0) 100.0 22 Bolama/Bijagós 5.1 92 19.5 44.8 29.1 6.6 100.0 17 Bafatá 4.1 384 38.0 34.3 20.6 7.0 100.0 93 Gabú 6.3 408 48.5 30.6 15.0 5.8 100.0 90 Cacheu 2.2 401 (36.5) (33.2) (22.4) (7.9) 100.0 45 SAB 2.9 1626 32.8 28.6 23.9 14.7 100.0 231 Província               Norte 2.0 1322 38.7 35.9 17.4 8.0 100.0 150 Leste 5.2 792 43.2 32.5 17.9 6.4 100.0 183 Sul 5.1 492 30.4 40.1 21.3 8.2 100.0 118 SAB 2.9 1626 32.8 28.6 23.9 14.7 100.0 231 Meio de residência               Urbano 3.0 2163 35.3 29.7 23.0 12.1 100.0 316 Rural 3.5 2069 37.4 36.4 18.2 8.0 100.0 366 Nível de Instrução               Nenhum 6.6 720 35.6 36.1 20.3 8.1 100.0 195 Primário 2.8 1518 37.9 33.9 19.5 8.6 100.0 253 Secundário e mais 2.5 1994 35.7 30.2 21.4 12.8 100.0 234 Crianças menores de 5 anos no mesmo agregado               Pelo menos uma 3.1 2957 38.4 33.6 20.6 7.3 100.0 482 Nenhuma 3.7 1275 31.7 32.3 19.9 16.0 100.0 201 Indice de Bem- Estar Económico               O mais pobre 2.5 724 35.1 42.3 17.5 5.1 100.0 123 Segundo 4.7 756 41.9 29.5 18.3 10.3 100.0 151 Médio 3.2 792 43.6 33.1 18.6 4.6 100.0 131 Quarto 3.2 958 30.3 30.2 27.6 11.9 100.0 141 O mais rico 3.0 1001 31.1 32.5 19.6 16.7 100.0 136 1 Indicador MICS 12.2 - Fumar antes dos 15 anos (.) Valores baseados entre 25-49 casos não ponderados 311Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 CONSUMO DE ÁLCOOL A Tabela TA.3 apresenta o consumo de álcool entre as mulheres: 3% de mulheres consumiram pelo menos uma bebida alcoólica antes dos 15 anos e 13% consumiram pelo menos uma bebida alcoólica em qualquer altura no último mês antes do inquérito. Estes indicadores representam, respectivamente 7% e 22% nos homens de 15-49 anos. Concernente a idade, a percentagem das mulheres que beberam pelo menos uma bebida alcoólica em qualquer altura no último mês começa com 6% na faixa etária de 15-19 anos e vai crescendo com o aumento da idade, atingindo 24% nas idades de 45-49 anos. Entre os homens, observa-se a mesma tendência, embora o maior pico situa-se entre 40-44 anos de idade (37%) e depois decresceu para 32% nas idades de 45-49 anos. O consumo de álcool por mulheres e homens varia um tanto ou quanto por nível de instrução e por quintis do bem-estar económico. Por exemplo, os mais instruídos consomem mais álcool do que os menos instruídos (19% das mulheres do nível secundário e mais, contra 10% das sem nível, por sua vez, 29% dos homens do nível secundário e mais contra 11% dos homens sem nenhum nível). A per- centagem de consumo nas mulheres dos agregados mais pobres (15%) é mais elevada do que as dos restantes quintis com a excepção para as mulheres dos agregados mais ricos (17%). Para os homens, os mais pobres e mais ricos superam em consumo de bebidas alcóolicas no último mês todos as outras categorias de bem-estar económico (Tabelas TA.3 e TA.3M). A maior proporção de consumo de álcool pelas mulheres encontra-se nas regiões de Bolama/Bijagós (26%) e Biombo (25%) e as de menor consumo nas Regiões de Gabú (2%) e Bafatá (4%). Entre os homens, as diferenças por regiões mostram que a maior proporção do consumo de álcool situa-se nas Regiões de Bolama/Bijagós (46%) e Cacheu (37%) e as de menor consumo continuam as mesmas, ou seja, as Regiões de Gabú (3%) e Bafatá (7%). 312 GUINÉ-BISSAU TABELA TA.3: CONSUMO DE ÁLCOOL (MULHERES) Percentagem de mulheres de 15-49 anos que nunca consumiram uma bebida alcoólica, percentagem das que consumiram a primeira bebida alcoólica antes dos 15 anos e percentagem de mulheres que consumiram pelo menos uma bebida alcoólica em qualquer altura no último mês, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de mulheres que: Número de mulheres de 15-49 anos Nunca consumiram uma bebida alcoólica Consumiram pelo me- nos uma bebida alcoóli- ca antes dos 15 anos 1 Consumiram pelo menos uma bebida alcoólica em qualquer altura no último mês 2 Total 79.9 2.5 12.9 10234 Idade       15-19 89.1 3.7 6.0 2291 20-24 84.9 1.9 8.2 2071 25-29 80.5 2.0 11.5 1758 30-34 74.5 2.2 18.2 1497 35-39 71.4 2.2 19.5 1130 40-44 72.0 3.4 19.6 876 45-49 67.6 2.4 24.3 612 Região       Tombali 89.1 2.2 6.1 615 Quinara 85.0 0.6 9.2 328 Oio 93.3 0.4 4.2 1608 Biombo 69.9 1.8 24.5 712 Bolama/Bijagós 66.8 4.9 26.1 204 Bafatá 90.9 1.7 4.0 1067 Gabú 96.1 0.5 1.8 1069 Cacheu 68.7 11.7 22.4 883 SAB 69.8 2.4 18.7 3747 Província Norte 81.3 3.8 13.7 3204 Leste 93.5 1.1 2.9 2137 Sul 84.0 2.2 10.6 1146 SAB 69.8 2.4 18.7 3747 Meio de residência       Urbano 73.4 2.4 16.3 5132 Rural 86.5 2.7 9.5 5102 Nível de Instrução       Nenhum 85.6 2.0 9.9 4200 Primário 82.0 2.9 11.7 3177 Secundário e mais 69.3 2.8 18.7 2856 Indice de Bem-Estar Económico       O mais pobre 79.4 3.1 15.3 1797 Segundo 87.8 2.5 8.3 1827 Médio 88.4 2.1 6.9 1923 Quarto 76.4 2.0 15.1 2206 O mais rico 71.1 2.9 17.4 2481 1 Indicador MICS 12.4 - Consumo de álcool antes dos 15 anos 2 Indicador MICS 12.3 - Consumo de álcool 313Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA TA.3M: CONSUMO DE ÁLCOOL (HOMENS) Percentagem de homens de 15-49 anos que nunca consumiram uma bebida alcoólica, percentagem dos que consumiram a primeira bebida alcoólica antes dos 15 anos e percentagem de homens que consumiram pelo menos uma bebida alcoólica em qualquer altura no último mês, MICS5, Guiné-Bissau, 2014   Percentagem de homens que: Número de homens de 15-49 anos Nunca consumiram uma bebida alcoólica Consumiram pelo me- nos uma bebida alcoóli- ca antes dos 15 anos 1 Consumiram pelo menos uma bebida alcoólica em qualquer altura no último mês 2 Total 68.2 6.7 21.8 4232 Idade       15-19 85.7 6.8 8.3 1111 20-24 72.4 6.9 15.6 855 25-29 64.9 4.1 24.1 612 30-34 57.5 6.4 32.3 532 35-39 58.5 6.6 32.2 437 40-44 51.4 9.5 37.2 352 45-49 52.6 7.9 31.6 333 Região       Tombali 72.8 5.8 13.4 252 Quinara 75.7 5.4 15.5 148 Oio 82.3 1.1 14.7 638 Biombo 66.4 2.7 26.0 284 Bolama/Bijagós 33.0 29.7 46.2 92 Bafatá 87.1 0.6 6.7 384 Gabú 90.2 2.1 2.5 408 Cacheu 49.7 17.7 37.0 401 SAB 58.2 8.4 28.9 1626 Província Norte 69.0 6.5 23.9 1322 Leste 88.7 1.4 4.6 792 Sul 66.2 10.1 20.2 492 SAB 58.2 8.4 28.9 1626 Meio de residência       Urbano 62.1 7.3 25.3 2163 Rural 74.6 6.0 18.1 2069 Nível de Instrução       Nenhum 84.4 3.7 10.8 720 Primário 74.3 6.3 18.1 1518 Secundário e mais 57.7 8.1 28.6 1994 Indice de Bem-Estar Económico       O mais pobre 63.0 8.1 28.6 724 Segundo 78.2 5.6 15.2 756 Médio 80.7 4.8 11.8 792 Quarto 62.7 7.8 23.6 958 O mais rico 59.8 6.9 27.9 1001 1 Indicador MICS 12.4 - Consumo de álcool antes dos 15 anos [M] 2 Indicador MICS 12.3 - Consumo de álcool [M] 314 GUINÉ-BISSAU APÊNDICE 317Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 APÊNDICE A: CONCEPÇÃO DA AMOSTRA As características principais da concepção da amostra são descritas neste apêndice. As características da amostra incluem a base de amostragem, as unidades de amostragem dos diferentes graus de amos- tragem, os domínios de estudo, os estratos, o tamanho da amostra de agregados familiares, a distri- buição da amostra em diferentes graus, a actualização da lista dos agregados familiares nas unidades primárias da amostra, e o cálculo dos ponderadores da amostra. O inquérito MICS5 foi realizado usando uma amostragem probabilística areolar a dois graus, com uma estratificação no primeiro grau. O objectivo principal do plano de amostra do quinto inquérito MICS é produzir estimativas estatisticamente fiáveis da maioria dos indicadores, a nível nacional, para os meios de residência urbano e rural e para cada uma das regiões do país. BASE DE AMOSTRAGEM, DOMÍNIO DE ESTUDO E ESTRATOS As unidades estatísticas do primeiro grau ou unidades primárias (UP) são os distritos de recensea- mento (DR) definidos durante os trabalhos da cartografia censitária realizados em 2008 no quadro do RGPH (Recenseamento Geral da População e Habitação). Uma amostra de unidade primária (UP) é seleccionada no primeiro grau. As unidades estatísticas do segundo grau ou unidades secundárias (US) são constituídas pelos agregados familiares das unidades primárias seleccionadas no primeiro grau. Elas definem a base de amostragem do segundo grau da amostragem. Os domínios de estudo da amostragem são o conjunto constituído pelo meio urbano, meio rural, cada uma das oito regiões, (Tombali, Quinara, Oio, Biombo, Bolama-Bijagós, Bafatá, Gabú e Cacheu), bem como o Sector Autónomo de Bissau (SAB) que abrange a cidade de Bissau. A estratificação é definida pelo meio de residência. Isso resulta em dois estratos por região, ou seja 16 estratos, aos quais se adiciona o estrato urbano da cidade de Bissau. A tabela 3 apresenta os 9 domínios de estudo, bem como os 17 estratos. TAMANHO DA AMOSTRA DOS AGREGADOS O tamanho da amostra dos agregados para o quinto Inquérito MICS foi calculado e é de 6.840 agre- gados familiares. Para o cálculo do tamanho da amostra, o principal indicador utilizado foi a cobertura vacinal completa nas crianças de 12 a 23 meses de idade. Foi utilizada a fórmula seguinte para estimar o tamanho mínimo da amostra necessária para este indicador e para um domínio de estudo: 318 GUINÉ-BISSAU em que • n é a dimensão da amostra necessária, expressa em número de agregados familiares; • 4 é um factor para alcançar o nível de confiança de 95%; • r é o valor previsto ou antecipado do indicador, expresso sob forma de uma proporção; • deff é o efeito do delineamento para o indicador, estimado a partir de um inquérito anterior ou usando um valor pré-estabelecido de 1.5; • 0.12r é a margem de erro a ser tolerada no nível de confiança de 95%, definida como 12 porcento de r (mar- gem de erro relativa de r); • pb é a proporção da população total na qual o indicador r se baseia; • AveSize é o tamanho médio dos agregados familiares (número de pessoas por agregado); • RR é a taxa de resposta prevista. Os dados dos inquéritos MICS de 2006 e 2010 foram utilizados par determinar o tamanho da amostra dos agregados. A tabela 1 apresenta os elementos do cálculo para cinco indicadores de vacinação. A cobertura vacinal completa exige um tamanho mínimo da amostra, a mais grande de 720 agregados. Foi este tamanho que foi retido para cada domínio de estudo. A cada um dos domínios de estudo foi atribuído um tamanho de 720 agregados familiares, salvo a cidade de Bissau ou seja o Sector Autónomo de Bissau, ao qual foi atribuído uma alocação de 1080 agregados familiares. Esta alocação especial acordada a Bissau com 50 % de agregados a mais do que os restantes domínios se justifica considerando a heterogeneidade presumida dos agregados desta cidade. Disso, resultou um total de 6840 agregados familiares. TABELA 1: TAMANHO MÍNIMO DA AMOSTRA DOS AGREGADOS POR UM DOMÍNIO DE ESTUDO E POR 5 INDICADORES DE VACINAÇÃO Variável Cobertura Vacinação completa BCG Pólio 3 Sarampo DTCoqSignificado Variável Estimativa de 2006 0.581 0.943 0.701 0.827 0.697 Estimativa de 2010 0.612 0.944 0.790 0.692 0.810 Valor presumido do indicador em 2013 r 0.655 0.950 0.850 0.750 0.850 Valor do efeito de delineamento deff 1.393 0.535 1.081 0.730 0.855 Taxa de não resposta total RR 0.974 0.974 0.974 0.974 0.974 Tamanho médio dos agregados familiares AveSize 8.3 8.3 8.3 8.3 8.3 Proporção de crianças de 12-23 meses pb 0.035 0.035 0.035 0.035 0.035 Tamanho mínimo dos agregados exigidos n 720 28 187 239 148 DISTRIBUIÇÃO DAS AMOSTRAS DOS AGLOMERADOS E DOS AGREGADOS FAMILIARES Em quantos aglomerados ou unidades primárias vão corresponder os 720 agregados que serão selec- cionados em cada domínio de estudo? Foi definido de inquirir um número constante de 20 agregados por aglomerado. Isso foi definido com base em várias considerações, incluindo o efeito do delineamen- to, o orçamento disponível e o tempo que seria necessário para entrevistar um aglomerado. Como resultado, os 720 agregados familiares de um domínio de estudo correspondem a 36 aglome- rados para seleccionar em cada um dos domínios. A cidade de Bissau terá 54 aglomerados, o que leva 319Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 para 342 o tamanho da amostra global das unidades primárias ou aglomerados. A tabela 2 apresenta a distribuição da amostra dos aglomerados e dos agregados por domínio de estudo. A tabela 2 apresenta igualmente a estrutura da base de amostragem e da amostra dos agregados fa- miliares, nas colunas 3 e 6 respectivamente. Comparando as duas estruturas, nota-se que as regiões de Tombali, Quinara, Biombo e Bolama-Bijagós estão sobre amostradas, e as regiões de Oio, Gabú, Cacheu e o Sector Autónomo de Bissau estão subamostrados, enquanto a região de Bafatá mantém a sua estrutura original. Como resultado, o cálculo de uma média nacional ponderada a partir de dados relacionados com os domínios de estudo deve usar os ponderadores da estrutura da base e não aque- les que vêm da estrutura da amostra. TABELA 2 : ESTRUTURA DA BASE DE AMOSTRAGEM E DAS AMOSTRAS SEGUNDO O DOMÍNIO DE ESTUDO Domínio de estudo Base de amostragem Amostras Efectivo Estrutura da base de amos- tragem Efectivo dos aglomerados Efectivo dos agregados familiares Estrutura da amostra Taxa global de sondagem Tombali 11,214 0.064 36 720 0.105 0.064 Quinara 7,366 0.042 36 720 0.105 0.098 Oio 22,777 0.129 36 720 0.105 0.032 Biombo 13,328 0.076 36 720 0.105 0.054 Bolama-Bijagós 4,705 0.027 36 720 0.105 0.153 Bafatá 18,499 0.105 36 720 0.105 0.039 Gabú 21,634 0.123 36 720 0.105 0.033 Cacheu 23,882 0.135 36 720 0.105 0.030 SAB 52,903 0.300 54 1,080 0.158 0.020 Total país 176,308 1.000 342 6,840 1.000 0.039 TABELA 3 : DISTRIBUIÇÃO DAS AMOSTRAS DOS AGLOMERADOS E DOS AGREGADOS FAMILIARES SEGUNDO O ESTRATO Região ou domínio de estudo Estrato Nome do estrato Efectivo dos agregados na base Efectivo dos aglomerados a seleccionar Efectivo dos agregados familiares a seleccionar Taxa global de sondagem   Estrato1 Tombali Urbano 1,409 5 100 0.071 Tombali Estrato2 Tombali Rural 9,805 31 620 0.063   Estrato3 Quinara Urbano 1,613 8 160 0.099 Quinara Estrato4 Quinara Rural 5,753 28 560 0.097   Estrato5 Oio Urbano 3,801 6 120 0.032 Oio Estrato6 Oio Rural 18,976 30 600 0.032   Estrato7 Biombo Urbano 1,608 4 80 0.050 Biombo Estrato8 Biombo Rural 11,720 32 640 0.055   Estrato9 Bolama -Bijagós Urbano 1,371 10 200 0.146 Bolama-Bijagós Estrato10 Bolama- Bijagós Rural 3,334 26 520 0.156   Estrato11 Bafatá Urbano 4,564 9 180 0.039 Bafatá Estrato12 Bafatá Rural 13,935 27 540 0.039   Estrato13 Gabú Urbano 6,526 11 220 0.034 Gabú Estrato14 Gabú Rural 15,108 25 500 0.033   Estrato15 Cacheu Urbano 5,539 8 160 0.029 Cacheu Estrato16 Cacheu Rural 18,343 28 560 0.031 SAB Estrato17 Cidade de Bissau 52,903 54 1,080 0.020 Total país 176,308 342 6,840 0.039 320 GUINÉ-BISSAU A tabela 3 apresenta a distribuição das amostras entre os estratos de um mesmo domínio de estu- do. Usou-se uma amostra estratificada representativa dentro de cada domínio, o que significa que a amostra das unidades primárias dentro de um domínio de estudo é distribuída proporcionalmente ao tamanho dos estratos em termos de número de agregados familiares. Uma vez que em cada unidade primária selecciona-se 20 agregados, a distribuição da amostra dos agregados familiares num domínio de estudo é também proporcional aos tamanhos dos estratos. MÉTODOS DE TIRAGEM As tiragens das amostras são desenhadas de forma independente de um estrato para outro. As unida- des primárias ou aglomerados são seleccionadas segundo o método de amostragem sistemática com probabilidade proporcional ao tamanho das unidades. A probabilidade de seleccionar um aglomerado em cada tiragem é escolhida proporcionalmente ao tamanho do aglomerado, sendo o tamanho defini- do como o número de agregados familiares no aglomerado. Para as tiragens do segundo grau, ou seja, a selecção dos agregados familiares, usou-se uma amos- tragem sistemática com probabilidades iguais. Os agregados foram seleccionados com probabilidade igual e sem reposição. Um número constante de 20 agregados familiares é extraído em cada conglo- merado seleccionado no primeiro grau. IMPLEMENTAÇÃO DA EXTRACÇÃO DOS AGLOMERADOS OU UNIDADES PRIMÁRIAS A tiragem dos aglomerados ou unidades primárias é realizada de forma independente de um estrato para outro. Como indicado acima, as unidades primárias foram extraídas usando o método de amostra- gem sistemática com probabilidade proporcional ao tamanho das unidades. A extracção das unidades primárias foi executada utilizando o software TIRAGE 2.1, um software para a realização de tiragem aleatória. Para as tiragens, foi necessário inicialmente verificar se existem entre os 17 estratos, estratos que apresentam aglomerados atípicos, isto é, aglomerados cuja probabilidade de inclusão é superior a 1. Para isso, as probabilidades de inclusão πr foram calculadas para cada aglomerado em cada estrato. Satisfazem todas à condição para as M unidades primárias de cada estrato, excepto por 2 estratos que incluem 4 aglomerados de probabilidades de inclusão superior a 1, como mostrado na tabela 4. Em cada estrato, os aglomerados atípicos foram seleccionados automaticamente, ou seja seleccio- nados com uma probabilidade igual a 1. Os aglomerados restantes foram de seguida seleccionados por meio de uma amostragem sistemática com probabilidade proporcional ao tamanho das unida- des. A selecção dos aglomerados foi realizada estrato por estrato de acordo com a sua distribuição na tabela 3. 321Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA 4: LISTA DOS AGLOMERADOS QUE APRESENTAM UMA PROBABILIDADE DE INCLUSÃO SUPERIOR A 1 Número Estrato Nome do estrato Probabilidade de inclusão ID_DR Número de agregados familiares 1 Estrato9 Bolama-Bijagós Urbano 1.02845 5051010 141 2 Estrato9 Bolama-Bijagós Urbano 1.18162 5052017 162 3 Estrato9 Bolama-Bijagós Urbano 1.04303 5052019 143 4 Estrato10 Bolama-Bijagós Rural 1.30234 5054010 167 OPERAÇÕES DE CARTOGRAFIA E LISTAGEM DOS AGREGADOS FAMILIARES O objectivo das operações de cartografia e listagem dos agregados familiares nas unidades primárias da amostra é actualizar o mapa de unidades primárias, assim como a lista e a localização dos agregados nessas unidades primárias. Os resultados esperados destas duas operações (a cartografia e a listagem dos agregados) são um novo mapa e uma nova lista de domicílios (ou alojamentos) e dos agregados familiares para cada unidade primária ou aglomerado. A sua finalidade é o estabelecimento de uma nova base de amostragem de agregados para cada uma dessas unidades primárias ou aglomerados. A listagem dos agregados familiares é uma operação simples, mas deve permitir recolher a maioria das informações solicitadas, a saber: - A identificação do aglomerado ou DR inquirido (ID_DR na base de dados e o seu número de ordem NUM_DR); - A numeração dos domicílios ou alojamentos (feito sequencialmente); - A numeração dos agregados familiares (sequencial e independente dos domicílios). O formulário do inquérito inclui uma coluna 1 para recolher o número do domicílio ou do alojamento, uma coluna 2 para recolher o número do agregado familiar, uma coluna 3 para recolher o nome e o apelido do chefe do agregado, e eventualmente, uma coluna 4 reservada a receber informações de localização do domicílio ou do agregado. Para um uso racional, os dados colectados na actualização da lista dos agregados familiares e que constituem a nova base de amostragem do segundo grau do inquérito deverão estar sujeito a uma di- gitação informática. SELECÇÃO DOS AGREGADOS FAMILIARES As listas de enumeração dos agregados familiares estabelecidas pelas equipas de terreno para diferen- tes unidades primárias ou aglomerados amostrados constituem a base de amostra do 2º grau. A selec- ção de 20 agregados familiares em cada aglomerado foi realizada utilizando o método de amostragem sistemática com probabilidade igual. O inquérito incluiu também um questionário “Homem” que deveria ser ministrado no terço dos aloja- mentos da amostra ou seja em um agregado em cada três. Uma tiragem aleatória de um número nos três primeiros números 1, 2, e 3 foi realizada e deu o número 2. Este número foi a entrada aleatória da amostragem sistemática da subamostra dos agregados familiares em que o questionário “Homens” foi aplicado. 322 GUINÉ-BISSAU PROBABILIDADES DE INCLUSÃO E PONDERADORES INICIAIS DAS UNIDADES DE AMOSTRAGEM As anotações apresentadas a seguir estabelecem as fórmulas de definição das probabilidades de inclu- são e os ponderadores da amostragem das unidades da amostra. • h designa o estrato num domínio de estudo; • mh é o número das UP (unidades primárias) seleccionadas no estrato h ; • o estrato h é constituído por M h unidades primárias (UP) de número 1, 2, …, M h  ; a unidade primária i do estrato h será anotada UP hi  ; • N hi designa o tamanho da unidade primária UP hi  ; • O tamanho N hi é para a base de amostragem utilizada, o número de agregados familiares da unidade primária UP hi  ; • N h designa a soma dos tamanhos N hi das unidades primárias UP hi e é définida pela relação • n é o número constante de agregados a seleccionar no 2o grau de amostragem da unidade primária UP hi no estrato h. No primeiro grau, m h unidades primárias foram tiradas do estrato h segundo o método de amostragem sistemática com probabilidades proporcionais aos tamanhos das unidades. No 2º grau, um número constante n de agregados familiares foi seleccionado em cada UP amostrada no estrato h para os três questionários do inquérito aos agregados familiares, às mulheres e às crianças menores de 5 anos. • P hi designa a probabilidade de inclusão da unidade primária UP hi na amostra do 1º grau; • K hi designa o número de agregados familiares da unidade primária UP hi , efectivo obtido após actualização da lista dos agregados familiares nesta unidade primária; • P j.hi designa a probabilidade de selecção do agregado familiar j da unidade primária UP hi . P hij designa a probabilidade de inclusão do agregado j da unidade primária i do estrato h na amostra do inquérito. 323Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 Mostra-se que a probabilidade de inclusão Phi é expressa por Também, mostra-se que as probabilidades P j.hi e P hij são expressas por respectivamente e Assim, finalmente Deduzimos que o ponderador da amostragem W hij do agregado familiar j da UP i do estrato h, definido como o inverso da probabilidade de inclusão P hij é Caso particular de estratos com aglomerados atípicos A relação (3) refere-se apenas a aglomerados i de qualquer estrato h não contando aglomerados atípi- cos. É diferente se o estrato h apresenta aglomerados atípicos. Na realidade, existem dois casos. a) Se o aglomerado i do estrato h é um aglomerado atípico, então a probabilidade de inclusão Phi é expressa por para ser seleccionado automaticamente. b) Para todos os outros aglomerados no estrato h, com pelo menos um aglomerado atípico, a probabi- lidade de inclusão Phi será expressa por 324 GUINÉ-BISSAU onde nh e Sh são o número de aglomerados atípicos e a soma do tamanho dos aglomerados atípicos no estrato h, respectivamente. Nota-se que a relação (9) reduz-se a relação (3) para n h = 0 e S h = 0, o que corresponde à situação de qualquer estrato h não tendo um aglomerado atípico. Como resultado para a probabilidade de inclusão Phij e os ponderadores Whij, temos as seguintes expressões. a) No caso de um aglomerado atípico i do estrato h, obtemos:                e b) No caso de um aglomerado não atípico i do estrato h (com aglomerados atípicos), obtemos segundo a equação (9):              e 325Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 APÊNDICE B: LISTA DE PESSOAL ENVOLVIDO NO INQUÉRITO LISTA DOS TÉCNICOS E PERSONALIDADES QUE PARTICIPARAM NO INQUERITO MICS-5 Cordenação Nacional do Inquerito: Geraldo Martins – Ministro da Economia e Finanças Degol Mendes – Secretário de Estado do Plano e da Integração Regional Issa Jandi – Director Geral do Plano Suande Camará – Director Geral do INE Abubacar Sultan – Representante Residente do UNICEF Antero de Pina – Representante Residente Adjunto do UNICEF Bessa Vitor da Silva – Especialista em Seguimento e Avaliação do UNICEF Michele Seroussi – Cordenador Regional do Inquerito MICS Nafiou Inoussa – Consultor para cordenação Inquierito MICS, UNICEF Supervisão dos trabalhos de terreno: Carlos Mendes da Costa – Director Geral do INE Suande Camará – Coordenador do Inquérito MICS-5 Marcelino da Costa – Coordenador Adjunto António Có – Consultor Nacional João Carlos Arlete – Cartógrafo Bessa Vitor da Silva – M&E, UNICEF Formação/treinamento para a recolha dos dados: Suande Camará – Coordenador do Inquérito MICS-5 Marcelino da Costa – Coordenador Adjunto António Có – Consultor Nacional João Carlos Arlete – Cartógrafo Nafiou Inoussa – UNICEF Laura Buback – UNICEF Informática, Supervisão da Introdução dos dados: Simão Semedo – Informático Osvaldo João Cristo Mendes – Informático Iaia Côte Balde – Supervisor da Introdução dos dados Braima Mané – Supervisor da Introdução dos dados Marieme Sale – Consultor, Tratameto dos dados, UNICEF Ghislain Mbep – Consultor, Tratameto dos dados, UNICEF Estatísticos/Amostragem e Elaboração do Relatório Julien Amegandjin – Consultor Estatistico, UNICEF Charles Sylva – Consultor para Analises e elaboração do Relatorio final 326 GUINÉ-BISSAU Administração: Malam Camara – Contabilista Ivone Alfredo Correia – Secretária Marcelino Nadite – Motorista Danilson da Costa – Motorista N’Dafa Naquidum – Motorista TÉCNICOS PARA A RECOLHA DOS DADOS NO TERRENO SUPERVISOR CONTROLADORA ANTROPOMETRIA 1 Cipriano Lima 1 Ana João Afonso Bagine 1 Augusto Bidinte 2 Sidi Mancal 2 Judite A. Mendes 2 Deusa Correia 3 Servílio F. J. Gomes 3 Elsa da Silva Ié 3 Lourdes Belmiro Bassangue 4 Gino Monteiro 4 Rosária S. Moreira 4 Fatu Sisse 5 Grigório Fernandes 5 Veronica Pires 5 Bartoloméu Marcelino da Silva 6 Andreia Nunes da Silva Costa 6 Binta Djaló 6 Wilson Augusto de Pina 7 Orlando Lopes Vieira 7 Feliciana A. Dias Cali 7 Tida Manafa 8 Domingas Capecalom 8 Heri Banora 8 Emanuel J. Fernandes INQUIRIDOR INQUIRIDORA 1 Décio Pedro Cá 1 Fatima A. DungaA 13 Celeste Porfirio S. Lopes 2 Mário João Arlete 2 Filomena Silva Cabral 14 Eugénia Francisco Insumbo 3 Atilano João Mendes 3 Saozinha de Barros 15 Isabel Mendes 4 Sabino Oliveira 4 Aissatu Só 16 Carminda da Silva 5 Anquina S. Da Gama 5 Estela João Carlos 17 Nenegale Sá 6 Gregorio Fernandes 6 Maria Helena Alves Marque 18 Veronica Dju 7 Eulino Mendes 7 Cleonise Jose Silva 19 Denise Mendes Martins 8 Hélder E. B. L. Cardoso 8 Eva Gomes Camará 20 Judite Correia Landim Mané 9 Teresa da Silva 21 Nicandria E. Da Costa 10 Eliana Semedo 22 Ana Cornália Gomes 11 Lidia Có 23 Iassim Djaló 12 Monica Ninte 24 Lucete Fernandes Sá 327Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TÉCNICOS DE INFORMÁTICA (INTRODUÇÃO DOS DADOS) INFORMÀTICOS SUPERVISÃO Simão Semedo Iaia Cote Baldé Osvaldo Cristo João Mendes Braima Mané AGENTES DE INTRODUCAO DOS DADOS 1. Angelo Jofre da Costa 11. Herculano 2. Isabel da Silva Cá 12. Quinta Sá 3. Aminata Djaló 13. Gregória António Oliveira 4. Leopoldina de Sousa 14. Quintino Soare Sanhá 5. Rui Francisco Gomes 15. Aminata Baldé 6. Berta N´tchala Brandão 16. Pascoal Nalinquité 7. Domingos da Silva 17. Mamadi Tó Fati 8. Mamadi Só Fati 18. Umo Dabó 9. Agostinho Có 19. Jerónimo Mendes Sami 10. João Biom 20. Carlos Sousa 329Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 APÊNDICE C: ESTIMATIVAS DE ERROS DE AMOSTRAGEM A amostra de inquiridos seleccionados no Inquérito de Indicadores Múltiplos é apenas uma das amos- tras que podia ter sido seleccionada da amostragem, usando a mesma concepção e dimensão. Cada uma destas amostras daria resultados um pouco diferentes dos resultados da amostra real selecciona- da. Os erros de amostragem são uma medida da variabilidade entre estimativas de todas as amostras possíveis. O grau de variabilidade não é conhecido exactamente, mas pode ser calculado a partir dos dados do inquérito. As seguintes medidas de erro de amostragem são apresentadas no apêndice para cada um dos indica- dores seleccionados: Erro-padrão (se): O erro-padrão é a raiz quadrada da variância da estimativa. Para indicadores do inqué- rito que são médias, proporções ou rácios, o método de linearização de série de Taylor é utilizado para a estimativa de erros-padrão. Para estatísticas complexas como as taxas de mortalidade e de fecundi- dade, o método de reprodução repetida de Jackknife é utilizado para calcular o erro-padrão. Coeficiente de variação (ser/r) é o rácio do erro-padrão para o valor (r) do indicador e é uma medida do erro de amostragem relativo. Efeito do delineamento (deff) é o rácio da variância real de um indicador, no método de amostragem utilizado no inquérito, para a variância calculada segundo a hipótese de amostragem aleatória simples baseada na mesma dimensão da amostra. A raiz quadrada do efeito do delineamento (deft) é usada para mostrar a eficiência da concepção da amostra em relação à exactidão. Um valor deft de 1.0 indica que a concepção da amostra do inquérito é tão eficiente como uma amostra aleatória simples para um dado indicador, ao passo que um valor deft superior a 1.0 indica um aumento no erro-padrão devido ao uso de uma concepção da amostra mais complexa. Limites de confiança são calculados para mostrar o intervalo no qual se pode supor razoavelmente que fica o valor verdadeiro para a população, com um nível especificado de confiança. Para qualquer esta- tística calculada a partir do inquérito, o valor de todas as estatísticas ficará dentro de um limite de mais ou menos duas vezes o erro-padrão (r + 2.se ou r – 2.se) da estatística em 95% de todas as amostras possíveis de dimensão e concepção idênticas. Para calcular os erros de amostragem dos dados MICS, foram usados programas desenvolvidos na Ver- são 5.0 de CSPro, o módulo de Amostras Complexas de SPSS Versão 21 e CMRJack4 4 CMRJack é um software desenvolvido por FAFO, uma fundação de pesquisa independente e pluridisciplinar. CMRJack produz estimativas da mor- talidade e erros-padrão para inquéritos com históricos de nascimento completos ou resumos de históricos de nascimento. Consulte http://www. fafo.no/ais/child_mortality/index.html 330 GUINÉ-BISSAU Os resultados são mostrados nas tabelas que seguem. Além de medidas de erros de amostragem aci- ma descritas, as tabelas também incluem contagens ponderadas e não ponderadas de denominado- res para cada indicador. Considerando o uso de ponderações normalizadas, comparando as contagens ponderadas e não ponderadas é possível determinar se um determinado domínio foi subamostrado ou sobreamostrado em comparação com taxa média de amostragem. Se a contagem ponderada for menor que a não ponderada, isto significa que esse domínio em particular foi sobreamostrado. Como explicado depois na nota de rodapé da Tabela SE.1, há uma excepção no caso dos indicadores 4.1 e 4.3, para os quais a contagem não ponderada representa o número de agregados da amostra e as conta- gens ponderadas reflectem a população total. Os erros de amostragem são calculados para indicadores de maior interesse, para o nível nacional, para meios urbanos e rurais e para todas as regiões. Três dos indicadores seleccionados baseiam-se em membros do agregado, 12 baseiam-se em mulheres, 3 baseiam-se em homens e 4 baseiam-se em crianças menores de 5 anos. A Tabela SE.1 mostra a lista de indicadores para os quais foram calculados erros de amostragem, para domínios seleccionados. 331Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TABELA SE.1: INDICADORES SELECCIONADOS PARA CÁLCULOS DE ERRO DE AMOSTRAGEM Lista de indicadores seleccionados para cálculos de erro de amostragem, e populações base (denominadores) para cada indicador, Guine- Bissau, 2014  Indicador MICS5 População Base Membros do agregado familiar 4.1 Uso de fontes melhoradas de água potável Todos os membros do agregado a 4.3 Uso de saneamento melhorado Todos os membros do agregado a 7.4 Taxa líquida de frequência do ensino primário (ajustada) Crianças com idade para o ensino primário Mulheres 1.2 Taxa de mortalidade infantil Filhos das mulheres entrevistadas expostos ao risco de mortalidade durante o primeiro ano de vida 1.5 Taxa de mortalidade infanto-juvenil Filhos das mulheres entrevistadas expostos ao risco de mortalidade durante os primeiros cinco anos de vida 5.1 Taxa de natalidade das adolescentes Mulheres anos de exposição a gravidez dos 15 aos 19 anos 5.3 Taxa de prevalência contraceptiva Mulheres de 15-49 que estão actualmente casadas ou em união 5.4 Necessidade não satisfeita Mulheres de 15-49 que estão actualmente casadas ou em união 5.5a Cobertura de cuidados pré-natais (1+ vezes, profissional capacitado) Mulheres de 15-49 anos com um nado-vivo nos últimos 2 anos 5.5b Cobertura de cuidados pré-natais (4+ vezes, qualquer profissional) Mulheres de 15-49 anos com um nado-vivo nos últimos 2 anos 5.7 Profissional qualificado no parto Mulheres de 15-49 anos com um nado-vivo nos últimos 2 anos 5.13 Taxa de mortalidade materna Mulheres de 15-49 anos 7.1 Taxa de alfabetização (mulheres jovens) Mulheres de 15-24 anos 9.1 Conhecimentos sobre prevenção do VIH (mulheres jovens) Mulheres de 15-24 anos 9.15 Uso de preservativo com parceiros não regulares Mulheres de 15-24 anos que tiveram um parceiro não conjugal, não em coabitação nos últimos 12 meses Homens 7.1 Taxa de alfabetização (homens jovens) Homens de 15-24 anos 9.1 Conhecimentos sobre prevenção do VIH (homens jovens) Homens de 15-24 anos 9.15 Uso de preservativo com parceiros não regulares Homens de 15-24 anos que tiveram uma parceira não conjugal, não em coabitação nos últimos 12 meses Crianças menores de 5 anos 2.1a Prevalência de insuficiência ponderal (moderada e grave) Crianças menores de 5 anos 2.1b Prevalência de insuficiência ponderal (grave) Crianças menores de 5 anos 3.18 Crianças menores de 5 anos que dormiram sob um MII Crianças menores de 5 anos que passaram a noite anterior no agregado 3.22 Tratamento anti-palúdico de crianças menores de 5 anos Crianças menores de 5 anos com febre nas últimas duas semanas a Para calcular os resultados ponderados dos Indicadores 4.1 e 4.3 do MICS, a ponderação do agregado é multiplicada pelo número de membros do agregado em cada agregado. Portanto, a população base não ponderada apresentada nas tabelas SE reflecte o número não ponderado de agregados, ao passo que os números ponderados reflectem a população do agregado. 332 GUINÉ-BISSAU TA B E L A S E .2 : E R R O S D E A M O S T R A G E M : A M O S T R A T O TA L E rr o s p ad rã o , c o ef ic ie n te s d e va ri aç ão , e fe it o s d o d el in ea m en to (d ef f) , r ai z q u ad ra d a d e ef ei to s d o d el in ea m en to (d ef t) , e in te rv al o s d e co n fi an ça p ar a in d ic ad o re s se le cc io n ad o s, G u in é -B is sa u , 2 0 14   In d ic a d or M IC S In d ic a d or O D M V al or (r ) E rr o p ad rã o (s e) C oe fi ci en te d e va ri aç ão (s e/ r) E fe it o d o d el in ea m en to (d ef f) R ai z q u ad ra d a d e ef ei to d o d el in ea m en to (d ef t) C on ta g em p on d er ad a C on ta g em n ão p on d er ad a L im it es d e co n fi an ça Li m it e in fe ri or r - 2 se Li m it e su p er io r r + 2 se M em b ro s d o a g re g ad o f am il ia r                       U so d e fo n te s m el h or ad as d e ág u a 4 .1 7. 8 .7 4 75 .0 11 33 .0 15 4 .4 8 7 2 .1 18 4 79 2 5 6 6 0 1 0 .7 2 5 0 .7 70 U so d e in st al aç õe s sa n it ár ia s m el h or ad as 4 .3 7. 9 .1 31 3 .0 0 9 6 6 .0 74 5 .4 0 4 2 .3 2 5 4 79 2 5 6 6 0 1 0 .1 12 0 .1 5 1 Ta xa lí q u id a d e fr eq u ên ci a d o en si n o p ri m ár io (a ju st ad a) 7. 4 2 .1 .6 2 38 .0 12 13 .0 19 5 .1 10 2 .2 6 1 8 0 4 2 8 14 9 0 .6 0 0 0 .6 4 8 M u lh er es   Ta xa d e m or ta lid ad e in fa n ti l 1. 2 4 .2 5 5 3. 2 .0 6 0 n a n a n a n a 4 8 .9 4 7 6 1. 9 10 Ta xa d e m or ta lid ad e in fa n to -j u ve n il 1. 5 4 .1 8 9 4 .8 .0 5 0 n a n a n a n a 79 .2 2 1 9 8 .4 8 6 Ta xa d e n at al id ad e d as a d ol es ce n te s 5 .1 5 .4 10 6 5 .1 9 5 5 .0 4 8 8 n a n a n a n a 9 5 .9 9 9 11 6 .7 8 0 Ta xa d e p re va lê n ci a d e co n tr ac ep ti vo s 5 .3 5 .3 .1 5 9 6 .0 0 78 .0 4 8 7 2 .6 6 3 1. 6 32 5 6 16 5 9 0 2 0 .1 4 4 0 .1 75 N ec es si d ad e n ão s at is fe it a 5 .4 5 .6 .2 2 32 .0 0 6 4 4 .0 2 9 1. 4 12 1. 18 8 5 6 16 5 9 0 2 0 .2 10 0 .2 36 C ob er tu ra d e cu id ad os p ré -n at ai s (1 + v ez , p ro fi ss io n al q u al if ic ad o) 5 .5 a 5 .5 .9 2 39 .0 0 6 6 8 .0 0 7 2 .0 2 6 1. 4 2 3 30 39 31 9 6 0 .9 11 0 .9 37 C ob er tu ra d e cu id ad os p ré -n at ai s (4 + v ez es , q u al q u er ag en te ) 5 .5 b 5 .5 .6 4 8 7 .0 13 4 5 .0 2 1 2 .5 38 1. 5 9 3 30 39 31 9 6 0 .6 2 2 0 .6 76 P es so al q u al if ic ad o n o p ar to 5 .7 5 .2 .4 4 9 9 .0 18 4 1 .0 4 1 4 .3 76 2 .0 9 2 30 39 31 9 6 0 .4 13 0 .4 8 7 Ta xa d e m or ta lid ad e m at er n a 5 .1 3 5 .1 9 0 0 12 9 0 .1 4 33 n a n a n a n a 6 4 2 11 5 8 Ta xa d e al fa b et iz aç ão (m u lh er es jo ve n s) 7. 1 2 .3 .4 9 4 0 .0 12 6 5 .0 2 6 2 .7 6 9 1. 6 6 4 4 36 2 4 32 8 0 .4 6 9 0 .5 19 C on h ec im en to s ob re a p re ve n çã o d o V IH (m u lh er es jo ve n s) 9 .1 6 .3 .2 2 5 2 .0 10 9 8 .0 4 9 2 .9 9 2 1. 73 0 4 36 2 4 32 8 0 .2 0 3 0 .2 4 7 U so d e p re se rv at iv o co m p ar ce ir os n ão r eg u la re s 9 .1 5 6 .2 .5 2 75 .0 15 11 .0 2 9 1. 9 2 3 1. 38 7 2 2 2 5 2 10 1 0 .4 9 7 0 .5 5 8 H o m en s   Ta xa d e al fa b et iz aç ão (h om en s jo ve n s) 7. 1 2 .3 ,6 9 5 6 ,0 16 78 ,0 2 4 2 ,6 6 3 1, 6 32 19 6 5 2 0 0 3 0 ,6 6 2 0 ,7 2 9 C on h ec im en to s ob re a p re ve n çã o d o V IH (h om en s) jo ve n s) 9 .1 6 .3 ,2 16 9 ,0 2 2 5 5 ,1 0 4 5 ,9 9 3 2 ,4 4 8 19 6 5 2 0 0 3 0 ,1 72 0 ,2 6 2 U so d e p re se rv at iv o co m p ar ce ir os n ão r eg u la re s 9 .1 5 6 .2 ,6 9 0 1 ,0 17 8 6 ,0 2 6 1, 8 9 5 1, 37 7 12 5 7 12 71 0 ,6 5 4 0 ,7 2 6 C ri an ça s m en o re s d e 5 a n o s   P re va lê n ci a d e in su fi ci ên ci a p on d er al (m od er ad a e g ra ve ) 2 .1 a 1. 8 .1 70 3 .0 0 6 2 8 .0 37 2 .0 8 2 1. 4 4 3 74 6 0 74 5 5 0 .1 5 8 0 .1 8 3 P re va lê n ci a d e in su fi ci ên ci a p on d er al (g ra ve ) 2 .1 b 1. 8 .0 36 0 .0 0 2 78 .0 77 1. 6 5 6 1. 2 8 7 74 6 0 74 5 5 0 .0 30 0 .0 4 2 C ri an ça s co m < 5 a n os q u e d or m ir am s ob u m M II 3. 18 6 .7 .8 0 6 8 .0 10 0 1 .0 12 4 .8 0 2 2 .1 9 1 74 8 7 74 70 0 .7 8 7 0 .8 2 7 Tr at am en to a n ti -p al ú d ic o d e cr ia n ça s co m < 5 a n os 3. 2 2 6 .8 .2 8 0 4 .0 18 6 0 .0 6 6 2 .0 39 1. 4 2 8 11 77 11 9 0 0 .2 4 3 0 .3 18 333Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A S E .3 : E R R O S D E A M O S T R A G E M : U R B A N O E rr o s p ad rã o , c o ef ic ie n te s d e va ri aç ão , e fe it o s d o d el in ea m en to (d ef f) , r ai z q u ad ra d a d e ef ei to s d o d el in ea m en to (d ef t) , e in te rv al o s d e co n fi an ça p ar a in d ic ad o re s se le cc io n ad o s, G u in é -B is sa u , 2 0 14   In d ic a d or M IC S In d ic a d or O D M Va lo r (r ) E rr o p ad rã o (s e) C oe fi ci en te d e va ri aç ão (s e/ r) E fe it o d o d el in ea m en to (d ef f) R ai z q u ad ra d a d e ef ei to d o d el in ea - m en to (d ef t) C on ta g em p on d er ad a C on ta g em n ão p on d e- ra d a L im it es d e co n fi an ça Li m it e in fe ri or r - 2 se Li m it e su p er io r r + 2 se M em b ro s d o a g re g ad o f am il ia r                       U so d e fo n te s m el h or ad as d e ág u a 4 .1 7. 8 .9 16 9 .0 12 0 3 .0 13 4 .1 2 1 2 .0 30 2 10 9 8 2 17 0 0 .8 9 3 0 .9 4 1 U so d e in st al aç õe s sa n it ár ia s m el h or ad as 4 .3 7. 9 .2 6 8 2 .0 2 2 38 .0 8 3 5 .5 33 2 .3 5 2 2 10 9 8 2 17 0 0 .2 2 3 0 .3 13 Ta xa lí q u id a d e fr eq u ên ci a d o en si n o p ri m ár io (a ju st ad a) 7. 4 2 .1 .7 4 35 .0 16 33 .0 2 2 3. 39 9 1. 8 4 4 33 2 7 2 4 32 0 .7 11 0 .7 76 M u lh er es   Ta xa d e m or ta lid ad e in fa n ti l 1. 2 4 .2 5 4 .0 8 8 5 .8 8 16 2 0 .1 0 8 74 n a n a n a n a 4 2 .3 2 5 6 5 .8 5 2 Ta xa d e m or ta lid ad e in fa n to -j u ve n il 1. 5 4 .1 74 .8 19 7. 0 9 2 0 0 0 .0 9 4 79 n a n a n a n a 6 0 .6 35 8 9 .0 0 3 Ta xa d e n at al id ad e d as a d ol es ce n te s 5 .1 5 .4 6 8 .9 70 5 5 .5 4 71 0 .0 8 0 n a n a n a n a 5 7. 8 76 8 0 .0 6 5 Ta xa d e p re va lê n ci a d e co n tr ac ep ti vo s 5 .3 5 .3 .2 5 6 3 .0 18 8 1 .0 73 2 .9 0 4 1. 70 4 2 11 5 15 6 6 0 .2 19 0 .2 9 4 N ec es si d ad e n ão s at is fe it a 5 .4 5 .6 .2 2 5 3 .0 12 2 5 .0 5 4 1. 34 5 1. 16 0 2 11 5 15 6 6 0 .2 0 1 0 .2 5 0 C ob er tu ra d e cu id ad os p ré -n at ai s (1 + v ez , p ro fi ss io n al q u al if ic ad o) 5 .5 a 5 .5 .9 70 4 .0 0 6 2 1 .0 0 6 1. 0 9 7 1. 0 4 8 11 19 8 19 0 .9 5 8 0 .9 8 3 C ob er tu ra d e cu id ad os p ré -n at ai s (4 + v ez es , q u al q u er ag en te ) 5 .5 b 5 .5 .7 4 8 5 .0 18 8 0 .0 2 5 1. 5 3 6 1. 2 39 11 19 8 19 0 .7 11 0 .7 8 6 P es so al q u al if ic ad o n o p ar to 5 .7 5 .2 .7 19 7 .0 2 5 9 1 .0 36 2 .7 2 3 1. 6 5 0 11 19 8 19 0 .6 6 8 0 .7 72 Ta xa d e al fa b et iz aç ão (m u lh er es jo ve n s) 7. 1 2 .3 .7 0 5 1 .0 17 70 .0 2 5 2 .6 72 1. 6 35 2 35 7 17 74 0 .6 70 0 .7 4 1 C on h ec im en to s ob re a p re ve n çã o d o V IH (m u lh er es jo ve n s) 9 .1 6 .3 .2 6 11 .0 17 6 1 .0 6 7 2 .8 5 0 1. 6 8 8 2 35 7 17 74 0 .2 2 6 0 .2 9 6 U so d e p re se rv at iv o co m p ar ce ir os n ão r eg u la re s 9 .1 5 6 .2 .6 4 2 6 .0 18 9 4 .0 2 9 1. 72 7 1. 31 4 14 6 3 11 0 7 0 .6 0 5 0 .6 8 0 H o m en s   Ta xa d e al fa b et iz aç ão (h om en s jo ve n s) 7. 1 2 .3 ,8 4 2 5 ,0 19 9 0 ,0 2 4 2 ,2 2 8 1, 4 9 3 10 18 74 7 0 ,8 0 3 0 ,8 8 2 C on h ec im en to s ob re a p re ve n çã o d o V IH (h om en s) jo ve n s) 9 .1 6 .3 ,2 9 8 8 ,0 38 5 4 ,1 2 9 5 ,2 8 8 2 ,2 9 9 10 18 74 7 0 ,2 2 2 0 ,3 76 U so d e p re se rv at iv o co m p ar ce ir os n ão r eg u la re s 9 .1 5 6 .2 ,7 9 36 ,0 2 38 4 ,0 30 1, 8 78 1, 37 0 70 9 5 4 2 0 ,7 4 6 0 ,8 4 1 C ri an ça s m en o re s d e 5 a n o s   P re va lê n ci a d e in su fi ci ên ci a p on d er al (m od er ad a e g ra ve ) 2 .1 a 1. 8 .1 34 4 .0 13 2 2 .0 9 8 2 .9 0 7 1. 70 5 2 70 6 19 37 0 .1 0 8 0 .1 6 1 P re va lê n ci a d e in su fi ci ên ci a p on d er al (g ra ve ) 2 .1 b 1. 8 .0 2 9 9 .0 0 5 10 .1 70 1. 73 5 1. 31 7 2 70 6 19 37 0 .0 2 0 0 .0 4 0 C ri an ça s co m < 5 a n os q u e d or m ir am s ob u m M II 3. 18 6 .7 .8 2 70 .0 16 4 6 .0 2 0 3. 6 4 2 1. 9 0 9 2 6 9 9 19 2 3 0 .7 9 4 0 .8 6 0 Tr at am en to a n ti -p al ú d ic o d e cr ia n ça s co m < 5 a n os 3. 2 2 6 .8 .3 5 8 0 .0 33 75 .0 9 4 1. 8 2 3 1. 35 0 5 15 36 9 0 .2 9 1 0 .4 2 6 334 GUINÉ-BISSAU TA B E L A S E .4 : E R R O S D E A M O S T R A G E M : R U R A L E rr o s p ad rã o , c o ef ic ie n te s d e va ri aç ão , e fe it o s d o d el in ea m en to (d ef f) , r ai z q u ad ra d a d e ef ei to s d o d el in ea m en to (d ef t) , e in te rv al o s d e co n fi an ça p ar a in d ic ad o re s se le cc io n ad o s, G u in é -B is sa u , 2 0 14   In d ic a d or M IC S In d ic a d or O D M Va lo r (r ) E rr o p ad rã o (s e) C oe fi ci en te d e va ri aç ão (s e/ r) E fe it o d o d el in ea m en to (d ef f) R ai z q u ad ra d a d e ef ei to d o d el in ea - m en to (d ef t) C on ta g em p on d er ad a C on ta g em n ão p on d e- ra d a L im it es d e co n fi an ça Li m it e in fe ri or r - 2 se Li m it e su p er io r r + 2 se M em b ro s d o a g re g ad o f am il ia r                       U so d e fo n te s m el h or ad as d e ág u a 4 .1 7. 8 .6 14 3 .0 17 0 5 .0 2 8 5 .4 36 2 .3 31 2 6 8 2 6 4 4 31 0 .5 8 0 0 .6 4 8 U so d e in st al aç õe s sa n it ár ia s m el h or ad as 4 .3 7. 9 .0 2 37 .0 0 36 3 .1 5 3 2 .5 2 1 1. 5 8 8 2 6 8 2 6 4 4 31 0 .0 16 0 .0 31 Ta xa lí q u id a d e fr eq u ên ci a d o en si n o p ri m ár io (a ju st ad a) 7. 4 2 .1 .5 39 4 .0 15 10 .0 2 8 5 .2 4 7 2 .2 9 1 4 71 5 5 71 7 0 .5 0 9 0 .5 70 M u lh er es   Ta xa d e m or ta lid ad e in fa n ti l 1. 2 4 .2 5 6 .2 2 1 3. 8 4 9 5 0 .0 6 8 n a n a n a n a 4 8 .5 2 2 6 3. 9 2 0 Ta xa d e m or ta lid ad e in fa n to -j u ve n il 1. 5 4 .1 9 6 .9 0 3 6 .2 4 0 5 0 .0 6 4 n a n a n a n a 8 4 .4 2 1 10 9 .3 8 4 Ta xa d e n at al id ad e d as a d ol es ce n te s 5 .1 5 .4 15 1. 0 3 6 .4 75 0 0 .0 4 3 n a n a n a n a 13 8 .0 79 16 3. 9 79 Ta xa d e p re va lê n ci a d e co n tr ac ep ti vo s 5 .3 5 .3 .1 0 12 .0 0 6 15 .0 6 1 1. 8 0 4 1. 34 3 35 0 1 4 33 6 0 .0 8 9 0 .1 14 N ec es si d ad e n ão s at is fe it a 5 .4 5 .6 .2 2 19 .0 0 71 8 .0 32 1. 2 9 4 1. 13 8 35 0 1 4 33 6 0 .2 0 8 0 .2 36 C ob er tu ra d e cu id ad os p ré -n at ai s (1 + v ez , p ro fi ss io n al q u al if ic ad o) 5 .5 a 5 .5 .8 9 6 8 .0 0 9 2 0 .0 10 2 .1 71 1. 4 73 19 2 1 2 37 7 0 .8 78 0 .9 15 C ob er tu ra d e cu id ad os p ré -n at ai s (4 + v ez es , q u al q u er ag en te ) 5 .5 b 5 .5 .5 9 0 6 .0 16 5 0 .0 2 8 2 .6 77 1. 6 36 19 2 1 2 37 7 0 .5 5 8 0 .6 2 4 P es so al q u al if ic ad o n o p ar to 5 .7 5 .2 .2 9 2 7 .0 15 2 5 .0 5 2 2 .6 6 8 1. 6 33 19 2 1 2 37 7 0 .2 6 2 0 .3 2 3 Ta xa d e al fa b et iz aç ão (m u lh er es jo ve n s) 7. 1 2 .3 .2 4 5 7 .0 17 30 .0 70 4 .1 2 1 2 .0 30 2 0 0 5 2 5 5 4 0 .2 11 0 .2 8 0 C on h ec im en to s ob re a p re ve n çã o d o V IH (m u lh er es jo ve n s) 9 .1 6 .3 .1 8 31 .0 12 19 .0 6 7 2 .5 35 1. 5 9 2 2 0 0 5 2 5 5 4 0 .1 5 9 0 .2 0 7 U so d e p re se rv at iv o co m p ar ce ir os n ão r eg u la re s 9 .1 5 6 .2 .3 0 6 8 .0 19 73 .0 6 4 1. 8 18 1. 34 8 76 2 9 9 4 0 .2 6 7 0 .3 4 6 H o m en s   Ta xa d e al fa b et iz aç ão (h om en s jo ve n s) 7. 1 2 .3 ,5 37 5 ,0 2 0 9 4 ,0 39 2 ,2 14 1, 4 8 8 9 4 7 12 5 6 0 ,4 9 6 0 ,5 79 C on h ec im en to s ob re a p re ve n çã o d o V IH (h om en s) jo ve n s) 9 .1 6 .3 ,1 2 8 7 ,0 11 6 1 ,0 9 0 1, 5 10 1, 2 2 9 9 4 7 12 5 6 0 ,1 0 5 0 ,1 5 2 U so d e p re se rv at iv o co m p ar ce ir os n ão r eg u la re s 9 .1 5 6 .2 ,5 5 6 4 ,0 2 2 4 6 ,0 4 0 1, 4 8 8 1, 2 2 0 5 4 8 72 9 0 ,5 11 0 ,6 0 1 C ri an ça s m en o re s d e 5 a n o s   P re va lê n ci a d e in su fi ci ên ci a p on d er al (m od er ad a e g ra ve ) 2 .1 a 1. 8 .1 9 0 6 .0 0 6 9 0 .0 36 1. 70 1 1. 30 4 4 75 4 5 5 18 0 .1 77 0 .2 0 4 P re va lê n ci a d e in su fi ci ên ci a p on d er al (g ra ve ) 2 .1 b 1. 8 .0 39 5 .0 0 32 9 .0 8 3 1. 5 71 1. 2 5 3 4 75 4 5 5 18 0 .0 33 0 .0 4 6 C ri an ça s co m < 5 a n os q u e d or m ir am s ob u m M II 3. 18 6 .7 .7 9 5 4 .0 12 4 5 .0 16 5 .2 79 2 .2 9 8 4 78 8 5 5 4 7 0 .7 70 0 .8 2 0 Tr at am en to a n ti -p al ú d ic o d e cr ia n ça s co m < 5 a n os 3. 2 2 6 .8 .2 2 0 0 .0 19 32 .0 8 8 1. 78 4 1. 33 6 6 6 2 8 2 1 0 .1 8 1 0 .2 5 9 335Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A S E .5 : E R R O S D E A M O S T R A G E M : T O M B A L I E rr o s p ad rã o , c o ef ic ie n te s d e va ri aç ão , e fe it o s d o d el in ea m en to (d ef f) , r ai z q u ad ra d a d e ef ei to s d o d el in ea m en to (d ef t) , e in te rv al o s d e co n fi an ça p ar a in d ic ad o re s se le cc io n ad o s, G u in é -B is sa u , 2 0 14   In d i- ca d or M IC S In d ic a- d or O D M Va lo r (r ) E rr o p ad rã o (s e) C oe fi ci en te d e va ri aç ão (s e/ r) E fe it o d o d el in ea m en to (d ef f) R ai z q u ad ra d a d e ef ei to d o d el in ea - m en to (d ef t) C on ta g em p on d er ad a C on ta g em n ão p on d e- ra d a L im it es d e co n fi an ça Li m it e in fe ri or r - 2 se Li m it e su p er io r r + 2 se M em b ro s d o a g re g ad o f am il ia r                       U so d e fo n te s m el h or ad as d e ág u a 4 .1 7. 8 .7 38 0 .0 35 2 4 .0 4 8 4 .5 34 2 .1 2 9 32 33 70 7 0 .6 6 8 0 .8 0 8 U so d e in st al aç õe s sa n it ár ia s m el h or ad as 4 .3 7. 9 .0 32 1 .0 10 75 .3 35 2 .6 2 4 1. 6 2 0 32 33 70 7 0 .0 11 0 .0 5 4 Ta xa lí q u id a d e fr eq u ên ci a d o en si n o p ri m ár io (a ju st ad a) 7. 4 2 .1 .6 32 9 .0 4 0 75 .0 6 4 6 .2 8 3 2 .5 0 7 5 4 4 8 8 0 0 .5 5 1 0 .7 14 M u lh er es   Ta xa d e m or ta lid ad e in fa n ti l 1. 2 4 .2 5 9 8 .5 0 .1 4 4 n a n a n a n a 4 2 76 Ta xa d e m or ta lid ad e in fa n to -j u ve n il 1. 5 4 .1 8 2 11 .1 .1 4 n a n a n a n a 6 0 10 5 Ta xa d e n at al id ad e d as a d ol es ce n te s 5 .1 5 .4 11 7. 30 11 .2 9 17 0 .0 9 6 n a n a n a n a 9 4 .7 17 13 9 .8 8 4 Ta xa d e p re va lê n ci a d e co n tr ac ep ti vo s 5 .3 5 .3 .1 4 76 .0 17 0 0 .1 15 1. 5 9 3 1. 2 6 2 4 17 6 9 4 0 .1 14 0 .1 8 2 N ec es si d ad e n ão s at is fe it a 5 .4 5 .6 .1 8 2 0 .0 19 6 8 .1 0 8 1. 8 0 2 1. 34 2 4 17 6 9 4 0 .1 4 3 0 .2 2 1 C ob er tu ra d e cu id ad os p ré -n at ai s (1 + v ez , p ro fi ss io n al q u al if ic ad o) 5 .5 a 5 .5 .9 2 8 2 .0 16 4 2 .0 18 1. 4 4 7 1. 2 0 3 2 15 35 9 0 .8 9 5 0 .9 6 1 C ob er tu ra d e cu id ad os p ré -n at ai s (4 + v ez es , q u al q u er ag en te ) 5 .5 b 5 .5 .5 9 13 .0 33 2 0 .0 5 6 1. 6 3 2 1. 2 78 2 15 35 9 0 .5 2 5 0 .6 5 8 P es so al q u al if ic ad o n o p ar to 5 .7 5 .2 .3 4 6 4 .0 34 9 5 .1 0 1 1. 9 32 1. 39 0 2 15 35 9 0 .2 77 0 .4 16 Ta xa d e al fa b et iz aç ão (m u lh er es jo ve n s) 7. 1 2 .3 .2 4 2 9 .0 30 70 .1 2 6 2 .1 9 9 1. 4 8 3 2 5 4 4 30 0 .1 8 1 0 .3 0 4 C on h ec im en to s ob re a p re ve n çã o d o V IH (m u lh er es jo ve n s) 9 .1 6 .3 .2 9 5 7 .0 2 70 7 .0 9 2 1. 5 0 9 1. 2 2 9 2 5 4 4 30 0 .2 4 2 0 .3 5 0 U so d e p re se rv at iv o co m p ar ce ir os n ão r eg u la re s 9 .1 5 6 .2 .5 8 79 .0 4 9 2 0 .0 8 4 1. 4 9 9 1. 2 2 4 8 6 15 1 0 .4 8 9 0 .6 8 6 H o m en s   Ta xa d e al fa b et iz aç ão (h om en s jo ve n s) 7. 1 2 .3 ,6 12 5 ,0 5 36 6 ,0 8 8 2 ,4 6 3 1, 5 6 9 11 7 2 0 4 0 ,5 0 5 0 ,7 2 0 C on h ec im en to s ob re a p re ve n çã o d o V IH (h om en s) jo ve n s) 9 .1 6 .3 ,0 5 8 5 ,0 16 6 0 ,2 8 4 1, 0 15 1, 0 0 7 11 7 2 0 4 0 ,0 2 5 0 ,0 9 2 U so d e p re se rv at iv o co m p ar ce ir os n ão r eg u la re s 9 .1 5 6 .2 ,6 2 8 9 ,0 5 18 7 ,0 8 2 1, 72 9 1, 31 5 8 7 15 1 0 ,5 2 5 0 ,7 33 C ri an ça s m en o re s d e 5 a n o s   P re va lê n ci a d e in su fi ci ên ci a p on d er al (m od er ad a e g ra ve ) 2 .1 a 1. 8 .1 5 9 9 .0 14 9 2 .0 9 3 1. 3 70 1. 17 0 5 34 8 2 8 0 .1 30 0 .1 9 0 P re va lê n ci a d e in su fi ci ên ci a p on d er al (g ra ve ) 2 .1 b 1. 8 .0 36 7 .0 0 8 4 4 .2 30 1. 6 6 4 1. 2 9 0 5 34 8 2 8 0 .0 2 0 0 .0 5 4 C ri an ça s co m < 5 a n os q u e d or m ir am s ob u m M II 3. 18 6 .7 .8 9 2 7 .0 18 0 9 .0 2 0 2 .9 0 1 1. 70 3 5 4 9 8 5 0 0 .8 5 7 0 .9 2 9 Tr at am en to a n ti -p al ú d ic o d e cr ia n ça s co m < 5 a n os 3. 2 2 6 .8 .2 10 5 .0 4 2 30 .2 0 1 1. 38 9 1. 17 8 8 3 13 0 0 .1 2 6 0 .2 9 5 336 GUINÉ-BISSAU TA B E L A S E .6 : E R R O S D E A M O S T R A G E M : Q U IN A R A E rr o s p ad rã o , c o ef ic ie n te s d e va ri aç ão , e fe it o s d o d el in ea m en to (d ef f) , r ai z q u ad ra d a d e ef ei to s d o d el in ea m en to (d ef t) , e in te rv al o s d e co n fi an ça p ar a in d ic ad o re s se le cc io n ad o s, G u in é -B is sa u , 2 0 14   In d ic a d or M IC S In d ic a d or O D M Va lo r (r ) E rr o p ad rã o (s e) C oe fi ci en te d e va ri aç ão (s e/ r) E fe it o d o d el in ea m en to (d ef f) R ai z q u ad ra d a d e ef ei to d o d el in ea - m en to (d ef t) C on ta g em p on d er ad a C on ta g em n ão p on d e- ra d a L im it es d e co n fi an ça Li m it e in fe ri or r - 2 se Li m it e su p er io r r + 2 se M em b ro s d o a g re g ad o f am il ia r                       U so d e fo n te s m el h or ad as d e ág u a 4 .1 7. 8 .7 6 19 .0 36 9 0 .0 4 8 5 .1 8 7 2 .2 78 18 4 2 6 9 2 0 .6 8 8 0 .8 36 U so d e in st al aç õe s sa n it ár ia s m el h or ad as 4 .3 7. 9 .0 6 38 .0 12 4 5 .1 9 5 1. 79 3 1. 33 9 18 4 2 6 9 2 0 .0 39 0 .0 8 9 Ta xa lí q u id a d e fr eq u ên ci a d o en si n o p ri m ár io (a ju st ad a) 7. 4 2 .1 .6 4 9 9 .0 2 8 9 1 .0 4 4 3. 5 5 2 1. 8 8 5 33 9 9 6 8 0 .5 9 2 0 .7 0 8 M u lh er es   Ta xa d e m or ta lid ad e in fa n ti l 1. 2 4 .2 4 2 .6 11 6 .3 33 3 0 .1 4 8 6 n a n a n a n a 2 9 .9 4 5 5 5 .2 78 Ta xa d e m or ta lid ad e in fa n to -j u ve n il 1. 5 4 .1 76 .7 9 3 9 .1 0 0 8 0 .1 18 5 n a n a n a n a 5 8 .5 9 1 9 4 .9 9 4 Ta xa d e n at al id ad e d as a d ol es ce n te s 5 .1 5 .4 12 2 .0 32 13 .1 4 9 0 0 .1 0 8 n a n a n a n a 9 5 .7 34 14 8 .3 30 Ta xa d e p re va lê n ci a d e co n tr ac ep ti vo s 5 .3 5 .3 .1 4 6 4 .0 17 32 .1 18 1. 4 6 1 1. 2 0 9 2 0 1 6 10 0 .1 12 0 .1 8 1 N ec es si d ad e n ão s at is fe it a 5 .4 5 .6 .2 5 0 8 .0 16 9 9 .0 6 8 .9 3 6 .9 6 7 2 0 1 6 10 0 .2 17 0 .2 8 5 C ob er tu ra d e cu id ad os p ré -n at ai s (1 + v ez , p ro fi ss io n al q u al if ic ad o) 5 .5 a 5 .5 .9 2 30 .0 19 9 2 .0 2 2 1. 8 2 5 1. 35 1 10 8 32 8 0 .8 8 3 0 .9 6 3 C ob er tu ra d e cu id ad os p ré -n at ai s (4 + v ez es , q u al q u er ag en te ) 5 .5 b 5 .5 .6 8 15 .0 39 8 4 .0 5 8 2 .3 9 1 1. 5 4 6 10 8 32 8 0 .6 0 2 0 .7 6 1 P es so al q u al if ic ad o n o p ar to 5 .7 5 .2 .3 2 77 .0 37 0 7 .1 13 2 .0 39 1. 4 2 8 10 8 32 8 0 .2 5 4 0 .4 0 2 Ta xa d e al fa b et iz aç ão (m u lh er es jo ve n s) 7. 1 2 .3 .2 8 78 .0 32 4 0 .1 13 2 .2 13 1. 4 8 8 14 1 4 33 0 .2 2 3 0 .3 5 3 C on h ec im en to s ob re a p re ve n çã o d o V IH (m u lh er es jo ve n s) 9 .1 6 .3 .0 4 4 5 .0 10 4 0 .2 34 1. 0 9 9 1. 0 4 8 14 1 4 33 0 .0 2 4 0 .0 6 5 U so d e p re se rv at iv o co m p ar ce ir os n ão r eg u la re s 9 .1 5 6 .2 .3 4 78 .0 2 8 5 9 .0 8 2 .7 17 .8 4 7 6 4 2 0 0 0 .2 9 1 0 .4 0 5 H o m en s   Ta xa d e al fa b et iz aç ão (h om en s jo ve n s) 7. 1 2 .3 ,7 4 8 0 ,0 38 2 3 ,0 5 1 1, 8 37 1, 35 5 74 2 38 0 ,6 72 0 ,8 2 4 C on h ec im en to s ob re a p re ve n çã o d o V IH (h om en s) jo ve n s) 9 .1 6 .3 ,1 4 5 1 ,0 2 8 5 4 ,1 9 7 1, 5 5 6 1, 2 4 7 74 2 38 0 ,0 8 8 0 ,2 0 2 U so d e p re se rv at iv o co m p ar ce ir os n ão r eg u la re s 9 .1 5 6 .2 ,7 4 71 ,0 4 8 10 ,0 6 4 1, 75 1 1, 32 3 4 5 14 4 0 ,6 5 1 0 ,8 4 3 C ri an ça s m en o re s d e 5 a n o s   P re va lê n ci a d e in su fi ci ên ci a p on d er al (m od er ad a e g ra ve ) 2 .1 a 1. 8 .1 5 6 8 .0 15 30 .0 9 8 1. 4 17 1. 19 0 2 8 5 8 0 1 0 .1 2 6 0 .1 8 7 P re va lê n ci a d e in su fi ci ên ci a p on d er al (g ra ve ) 2 .1 b 1. 8 .0 31 1 .0 0 8 2 0 .2 6 3 1. 78 1 1. 33 4 2 8 5 8 0 1 0 .0 15 0 .0 4 8 C ri an ça s co m < 5 a n os q u e d or m ir am s ob u m M II 3. 18 6 .7 .7 0 13 .0 5 13 2 .0 73 9 .8 8 4 3. 14 4 2 8 0 78 7 0 .5 9 9 0 .8 0 4 Tr at am en to a n ti -p al ú d ic o d e cr ia n ça s co m < 5 a n os 3. 2 2 6 .8 .2 5 4 1 .0 34 0 3 .1 34 .8 9 8 .9 4 8 5 3 14 8 0 .1 8 6 0 .3 2 2 337Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A S E .7 : E R R O S D E A M O S T R A G E M : O IO E rr o s p ad rã o , c o ef ic ie n te s d e va ri aç ão , e fe it o s d o d el in ea m en to (d ef f) , r ai z q u ad ra d a d e ef ei to s d o d el in ea m en to (d ef t) , e in te rv al o s d e co n fi an ça p ar a in d ic ad o re s se le cc io n ad o s, G u in é -B is sa u , 2 0 14   In d ic a d or M IC S In d ic a d or O D M Va lo r (r ) E rr o p ad rã o (s e) C oe fi ci en te d e va ri aç ão (s e/ r) E fe it o d o d el in ea m en to (d ef f) R ai z q u ad ra d a d e ef ei to d o d el in ea - m en to (d ef t) C on ta g em p on d er ad a C on ta g em n ão p on d e- ra d a L im it es d e co n fi an ça Li m it e in fe ri or r - 2 se Li m it e su p er io r r + 2 se M em b ro s d o a g re g ad o f am il ia r                       U so d e fo n te s m el h or ad as d e ág u a 4 .1 7. 8 .4 11 1 .0 4 5 5 6 .1 11 6 .1 2 3 2 .4 74 79 9 0 71 5 0 .3 2 0 0 .5 0 2 U so d e in st al aç õe s sa n it ár ia s m el h or ad as 4 .3 7. 9 .0 2 6 0 .0 0 74 8 .2 8 8 1. 5 8 0 1. 2 5 7 79 9 0 71 5 0 .0 11 0 .0 4 1 Ta xa lí q u id a d e fr eq u ên ci a d o en si n o p ri m ár io (a ju st ad a) 7. 4 2 .1 .5 6 5 0 .0 37 5 8 .0 6 7 6 .7 4 5 2 .5 9 7 13 5 9 11 75 0 .4 9 0 0 .6 4 0 M u lh er es   Ta xa d e m or ta lid ad e in fa n ti l 1. 2 4 .2 4 3. 5 8 4 6 .2 6 9 8 0 .1 4 39 n a n a n a n a 31 .0 4 5 5 6 .1 2 4 Ta xa d e m or ta lid ad e in fa n to -j u ve n il 1. 5 4 .1 6 3. 6 9 8 8 .2 18 9 0 .1 2 9 0 n a n a n a n a 4 7. 2 6 0 8 0 .1 36 Ta xa d e n at al id ad e d as a d ol es ce n te s 5 .1 5 .4 16 3. 6 5 3 11 .3 0 4 1 0 .0 6 9 n a n a n a n a 14 1. 0 4 5 18 6 .2 6 1 Ta xa d e p re va lê n ci a d e co n tr ac ep ti vo s 5 .3 5 .3 .0 37 1 .0 0 73 6 .1 9 8 1. 4 4 5 1. 2 0 2 10 36 9 5 5 0 .0 2 2 0 .0 5 2 N ec es si d ad e n ão s at is fe it a 5 .4 5 .6 .1 77 0 .0 10 9 9 .0 6 2 .7 9 1 .8 9 0 10 36 9 5 5 0 .1 5 5 0 .1 9 9 C ob er tu ra d e cu id ad os p ré -n at ai s (1 + v ez , p ro fi ss io n al q u al if ic ad o) 5 .5 a 5 .5 .8 6 36 .0 19 6 6 .0 2 3 1. 9 9 2 1. 4 11 6 6 5 6 0 8 0 .8 2 4 0 .9 0 3 C ob er tu ra d e cu id ad os p ré -n at ai s (4 + v ez es , q u al q u er ag en te ) 5 .5 b 5 .5 .6 4 9 3 .0 34 8 8 .0 5 4 3. 2 4 2 1. 8 0 1 6 6 5 6 0 8 0 .5 8 0 0 .7 19 P es so al q u al if ic ad o n o p ar to 5 .7 5 .2 .2 5 36 .0 2 5 9 1 .1 0 2 2 .1 5 3 1. 4 6 7 6 6 5 6 0 8 0 .2 0 2 0 .3 0 5 Ta xa d e al fa b et iz aç ão (m u lh er es jo ve n s) 7. 1 2 .3 .2 4 31 .0 4 2 5 1 .1 75 6 .2 5 5 2 .5 0 1 6 9 9 6 38 0 .1 5 8 0 .3 2 8 C on h ec im en to s ob re a p re ve n çã o d o V IH (m u lh er es jo ve n s) 9 .1 6 .3 .3 4 11 .0 2 70 2 .0 79 2 .0 6 9 1. 4 38 6 9 9 6 38 0 .2 8 7 0 .3 9 5 U so d e p re se rv at iv o co m p ar ce ir os n ão r eg u la re s 9 .1 5 6 .2 .2 79 0 .0 4 5 5 2 .1 6 3 2 .5 8 6 1. 6 0 8 2 8 0 2 5 2 0 .1 8 8 0 .3 70 H o m en s   Ta xa d e al fa b et iz aç ão (h om en s jo ve n s) 7. 1 2 .3 ,5 2 9 8 ,0 35 30 ,0 6 7 1, 4 4 5 1, 2 0 2 30 7 2 9 0 0 ,4 5 9 0 ,6 0 0 C on h ec im en to s ob re a p re ve n çã o d o V IH (h om en s) jo ve n s) 9 .1 6 .3 ,2 15 2 ,0 2 6 4 2 ,1 2 3 1, 19 4 1, 0 9 3 30 7 2 9 0 0 ,1 6 2 0 ,2 6 8 U so d e p re se rv at iv o co m p ar ce ir os n ão r eg u la re s 9 .1 5 6 .2 ,4 9 4 2 ,0 37 2 3 ,0 75 ,9 76 ,9 8 8 19 0 17 7 0 ,4 2 0 0 ,5 6 9 C ri an ça s m en o re s d e 5 a n o s   P re va lê n ci a d e in su fi ci ên ci a p on d er al (m od er ad a e g ra ve ) 2 .1 a 1. 8 .2 0 0 0 .0 13 2 9 .0 6 6 1. 5 2 2 1. 2 34 16 0 0 13 8 0 0 .1 73 0 .2 2 7 P re va lê n ci a d e in su fi ci ên ci a p on d er al (g ra ve ) 2 .1 b 1. 8 .0 31 4 .0 0 6 13 .1 9 5 1. 70 1 1. 30 4 16 0 0 13 8 0 0 .0 19 0 .0 4 4 C ri an ça s co m < 5 a n os q u e d or m ir am s ob u m M II 3. 18 6 .7 .8 31 7 .0 2 8 4 2 .0 34 7. 9 8 9 2 .8 2 7 16 0 6 13 8 5 0 .7 75 0 .8 8 9 Tr at am en to a n ti -p al ú d ic o d e cr ia n ça s co m < 5 a n os 3. 2 2 6 .8 .4 0 34 .0 4 74 7 .1 18 1. 70 4 1. 30 5 2 14 18 3 0 .3 0 8 0 .4 9 8 338 GUINÉ-BISSAU TA B E L A S E .8 : E R R O S D E A M O S T R A G E M : B IO M B O E rr o s p ad rã o , c o ef ic ie n te s d e va ri aç ão , e fe it o s d o d el in ea m en to (d ef f) , r ai z q u ad ra d a d e ef ei to s d o d el in ea m en to (d ef t) , e in te rv al o s d e co n fi an ça p ar a in d ic ad o re s se le cc io n ad o s, G u in é -B is sa u , 2 0 14   In d ic a d or M IC S In d ic a d or O D M Va lo r (r ) E rr o p ad rã o (s e) C oe fi ci en te d e va ri aç ão (s e/ r) E fe it o d o d el in ea m en to (d ef f) R ai z q u ad ra d a d e ef ei to d o d el in ea - m en to (d ef t) C on ta g em p on d er ad a C on ta g em n ão p on d e- ra d a L im it es d e co n fi an ça Li m it e in fe ri or r - 2 se Li m it e su p er io r r + 2 se M em b ro s d o a g re g ad o f am il ia r                       U so d e fo n te s m el h or ad as d e ág u a 4 .1 7. 8 .3 8 79 .0 36 9 5 .0 9 5 4 .0 32 2 .0 0 8 34 2 0 70 2 0 .3 14 0 .4 6 2 U so d e in st al aç õe s sa n it ár ia s m el h or ad as 4 .3 7. 9 .0 6 9 2 .0 19 39 .2 8 0 4 .0 9 5 2 .0 2 4 34 2 0 70 2 0 .0 30 0 .1 0 8 Ta xa lí q u id a d e fr eq u ên ci a d o en si n o p ri m ár io (a ju st ad a) 7. 4 2 .1 .7 10 6 .0 2 0 6 8 .0 2 9 1. 75 7 1. 32 6 6 19 8 4 6 0 .6 6 9 0 .7 5 2 M u lh er es   Ta xa d e m or ta lid ad e in fa n ti l 1. 2 4 .2 2 1. 0 5 9 6 .0 5 1 0 .2 8 7 n a n a n a n a 8 .9 5 7 33 .1 6 2 Ta xa d e m or ta lid ad e in fa n to -j u ve n il 1. 5 4 .1 75 .4 0 6 8 .6 8 4 0 .2 0 8 n a n a n a n a 2 4 .3 9 9 5 9 .1 34 Ta xa d e n at al id ad e d as a d ol es ce n te s 5 .1 5 .4 10 7. 39 5 12 .8 5 2 0 0 .1 2 0 n a n a n a n a 8 1. 6 9 1 13 3. 0 9 9 Ta xa d e p re va lê n ci a d e co n tr ac ep ti vo s 5 .3 5 .3 .2 9 71 .0 2 4 37 .0 8 2 1. 5 9 5 1. 2 6 3 38 1 5 6 2 0 .2 4 8 0 .3 4 6 N ec es si d ad e n ão s at is fe it a 5 .4 5 .6 .1 8 4 5 .0 15 9 3 .0 8 6 .9 4 7 .9 73 38 1 5 6 2 0 .1 5 3 0 .2 16 C ob er tu ra d e cu id ad os p ré -n at ai s (1 + v ez , p ro fi ss io n al q u al if ic ad o) 5 .5 a 5 .5 .9 4 36 .0 16 37 .0 17 1. 6 8 8 1. 2 9 9 2 2 5 33 6 0 .9 11 0 .9 76 C ob er tu ra d e cu id ad os p ré -n at ai s (4 + v ez es , q u al q u er ag en te ) 5 .5 b 5 .5 .5 13 3 .0 31 5 0 .0 6 1 1. 33 0 1. 15 3 2 2 5 33 6 0 .4 5 0 0 .5 76 P es so al q u al if ic ad o n o p ar to 5 .7 5 .2 .5 0 8 2 .0 4 2 0 7 .0 8 3 2 .3 73 1. 5 4 0 2 2 5 33 6 0 .4 2 4 0 .5 9 2 Ta xa d e al fa b et iz aç ão (m u lh er es jo ve n s) 7. 1 2 .3 .5 0 14 .0 38 13 .0 76 2 .5 8 2 1. 6 0 7 30 2 4 4 5 0 .4 2 5 0 .5 78 C on h ec im en to s ob re a p re ve n çã o d o V IH (m u lh er es jo ve n s) 9 .1 6 .3 .1 0 37 .0 16 34 .1 5 8 1. 2 76 1. 13 0 30 2 4 4 5 0 .0 71 0 .1 36 U so d e p re se rv at iv o co m p ar ce ir os n ão r eg u la re s 9 .1 5 6 .2 .4 18 7 .0 4 34 6 .1 0 4 1. 73 0 1. 31 5 15 2 2 2 4 0 .3 32 0 .5 0 6 H o m en s   Ta xa d e al fa b et iz aç ão (h om en s jo ve n s) 7. 1 2 .3 ,8 19 4 ,0 32 8 3 ,0 4 0 1, 5 2 2 1, 2 34 13 8 2 10 0 ,7 5 4 0 ,8 8 5 C on h ec im en to s ob re a p re ve n çã o d o V IH (h om en s) jo ve n s) 9 .1 6 .3 ,0 0 4 8 ,0 0 4 8 0 ,9 9 9 1, 0 0 8 1, 0 0 4 13 8 2 10 0 ,0 0 0 0 ,0 14 U so d e p re se rv at iv o co m p ar ce ir os n ão r eg u la re s 9 .1 5 6 .2 ,6 5 2 9 ,0 4 6 9 5 ,0 72 ,9 6 3 ,9 8 1 6 8 10 0 0 ,5 5 9 0 ,7 4 7 C ri an ça s m en o re s d e 5 a n o s   P re va lê n ci a d e in su fi ci ên ci a p on d er al (m od er ad a e g ra ve ) 2 .1 a 1. 8 .1 19 0 .0 10 2 4 .0 8 6 .7 8 5 .8 8 6 5 75 78 6 0 .0 9 9 0 .1 4 0 P re va lê n ci a d e in su fi ci ên ci a p on d er al (g ra ve ) 2 .1 b 1. 8 .0 18 2 .0 0 4 4 6 .2 4 5 .8 74 .9 35 5 75 78 6 0 .0 0 9 0 .0 2 7 C ri an ça s co m < 5 a n os q u e d or m ir am s ob u m M II 3. 18 6 .7 .8 4 2 3 .0 2 6 31 .0 31 4 .0 17 2 .0 0 4 5 6 6 77 2 0 .7 9 0 0 .8 9 5 Tr at am en to a n ti -p al ú d ic o d e cr ia n ça s co m < 5 a n os 3. 2 2 6 .8 .1 6 6 5 .0 4 6 9 3 .2 8 2 2 .3 0 1 1. 5 17 11 1 14 6 0 .0 73 0 .2 6 0 339Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A S E .9 : E R R O S D E A M O S T R A G E M : B O L A M A -B IJ A G O S E rr o s p ad rã o , c o ef ic ie n te s d e va ri aç ão , e fe it o s d o d el in ea m en to (d ef f) , r ai z q u ad ra d a d e ef ei to s d o d el in ea m en to (d ef t) , e in te rv al o s d e co n fi an ça p ar a in d ic ad o re s se le cc io n ad o s, G u in é -B is sa u , 2 0 14   In d ic a d or M IC S In d ic a d or O D M Va lo r (r ) E rr o p ad rã o (s e) C oe fi ci en te d e va ri aç ão (s e/ r) E fe it o d o d el in ea m en to (d ef f) R ai z q u ad ra d a d e ef ei to d o d el in ea - m en to (d ef t) C on ta g em p on d er ad a C on ta g em n ão p on d e- ra d a L im it es d e co n fi an ça Li m it e in fe ri or r - 2 se Li m it e su p er io r r + 2 se M em b ro s d o a g re g ad o f am il ia r                       U so d e fo n te s m el h or ad as d e ág u a 4 .1 7. 8 .6 5 5 2 .0 5 5 34 .0 8 4 9 .5 4 5 3. 0 8 9 10 5 0 70 5 0 .5 4 5 0 .7 6 6 U so d e in st al aç õe s sa n it ár ia s m el h or ad as 4 .3 7. 9 .0 32 4 .0 0 8 0 8 .2 4 9 1. 4 6 7 1. 2 11 10 5 0 70 5 0 .0 16 0 .0 4 9 Ta xa lí q u id a d e fr eq u ên ci a d o en si n o p ri m ár io (a ju st ad a) 7. 4 2 .1 .7 73 0 .0 2 33 8 .0 30 2 .1 2 5 1. 4 5 8 17 7 6 8 3 0 .7 2 6 0 .8 2 0 M u lh er es   Ta xa d e m or ta lid ad e in fa n ti l 1. 2 4 .2 5 1. 8 2 2 10 .8 5 5 0 .2 0 9 n a n a n a n a 30 .1 12 73 .5 33 Ta xa d e m or ta lid ad e in fa n to -j u ve n il 1. 5 4 .1 74 .9 6 6 12 .9 6 4 0 .1 73 n a n a n a n a 4 9 .0 38 10 0 .8 9 5 Ta xa d e n at al id ad e d as a d ol es ce n te s 5 .1 5 .4 8 7. 34 8 5 14 .6 0 5 3 0 .1 6 7 n a n a n a n a 5 8 .1 38 11 6 .5 5 9 Ta xa d e p re va lê n ci a d e co n tr ac ep ti vo s 5 .3 5 .3 .2 16 9 .0 2 4 0 4 .1 11 1. 4 0 8 1. 18 7 10 3 4 15 0 .1 6 9 0 .2 6 5 N ec es si d ad e n ão s at is fe it a 5 .4 5 .6 .3 10 5 .0 2 17 5 .0 70 .9 14 .9 5 6 10 3 4 15 0 .2 6 7 0 .3 5 4 C ob er tu ra d e cu id ad os p ré -n at ai s (1 + v ez , p ro fi ss io n al q u al if ic ad o) 5 .5 a 5 .5 .9 0 73 .0 16 30 .0 18 .7 11 .8 4 3 5 7 2 2 6 0 .8 75 0 .9 4 0 C ob er tu ra d e cu id ad os p ré -n at ai s (4 + v ez es , q u al q u er a g en te ) 5 .5 b 5 .5 .6 5 0 7 .0 4 0 0 6 .0 6 2 1. 5 8 9 1. 2 6 1 5 7 2 2 6 0 .5 71 0 .7 31 P es so al q u al if ic ad o n o p ar to 5 .7 5 .2 .3 75 2 .0 36 5 0 .0 9 7 1. 2 79 1. 13 1 5 7 2 2 6 0 .3 0 2 0 .4 4 8 Ta xa d e al fa b et iz aç ão (m u lh er es jo ve n s) 7. 1 2 .3 .5 9 10 .0 4 5 11 .0 76 2 .8 79 1. 6 9 7 8 2 34 3 0 .5 0 1 0 .6 8 1 C on h ec im en to s ob re a p re ve n çã o d o V IH (m u lh er es jo ve n s) 9 .1 6 .3 .3 6 9 5 .0 35 0 1 .0 9 5 1. 8 0 0 1. 34 2 8 2 34 3 0 .2 9 9 0 .4 4 0 U so d e p re se rv at iv o co m p ar ce ir os n ão r eg u la re s 9 .1 5 6 .2 .4 2 9 2 .0 36 8 6 .0 8 6 1. 17 0 1. 0 8 2 5 1 2 12 0 .3 5 6 0 .5 0 3 H o m en s   Ta xa d e al fa b et iz aç ão (h om en s jo ve n s) 7. 1 2 .3 ,8 18 9 ,0 33 4 7 ,0 4 1 1, 4 2 8 1, 19 5 4 3 19 0 0 ,7 5 2 0 ,8 8 6 C on h ec im en to s ob re a p re ve n çã o d o V IH (h om en s) jo ve n s) 9 .1 6 .3 ,4 6 2 3 ,0 5 38 4 ,1 16 2 ,2 0 4 1, 4 8 4 4 3 19 0 0 ,3 5 5 0 ,5 70 U so d e p re se rv at iv o co m p ar ce ir os n ão r eg u la re s 9 .1 5 6 .2 ,0 4 0 3 ,0 2 4 71 ,6 13 2 ,0 0 6 1, 4 16 2 9 12 8 0 ,0 0 0 0 ,0 9 0 C ri an ça s m en o re s d e 5 a n o s   P re va lê n ci a d e in su fi ci ên ci a p on d er al (m od er ad a e g ra ve ) 2 .1 a 1. 8 .1 0 4 3 .0 13 4 4 .1 2 9 1. 0 2 4 1. 0 12 14 4 5 31 0 .0 77 0 .1 31 P re va lê n ci a d e in su fi ci ên ci a p on d er al (g ra ve ) 2 .1 b 1. 8 .0 15 0 .0 0 5 0 2 .3 34 .9 0 1 .9 4 9 14 4 5 31 0 .0 0 5 0 .0 2 5 C ri an ça s co m < 5 a n os q u e d or m ir am s ob u m M II 3. 18 6 .7 .8 6 15 .0 2 2 8 7 .0 2 7 2 .3 10 1. 5 2 0 14 3 5 2 8 0 .8 16 0 .9 0 7 Tr at am en to a n ti -p al ú d ic o d e cr ia n ça s co m < 5 a n os 3. 2 2 6 .8 .1 14 3 .0 35 6 5 .3 12 1. 0 9 2 1. 0 4 5 2 3 8 8 0 .0 4 3 0 .1 8 6 340 GUINÉ-BISSAU TA B E L A S E .1 0 : E R R O S D E A M O S T R A G E M : B A F A TA E rr o s p ad rã o , c o ef ic ie n te s d e va ri aç ão , e fe it o s d o d el in ea m en to (d ef f) , r ai z q u ad ra d a d e ef ei to s d o d el in ea m en to (d ef t) , e in te rv al o s d e co n fi an ça p ar a in d ic ad o re s se le cc io n ad o s, G u in é -B is sa u , 2 0 14   In d i- ca d or M IC S In d ic a- d or O D M Va lo r (r ) E rr o p ad rã o (s e) C oe fi ci en te d e va ri aç ão (s e/ r) E fe it o d o d el in ea m en to (d ef f) R ai z q u ad ra d a d e ef ei to d o d el in ea - m en to (d ef t) C on ta g em p on d er ad a C on ta g em n ão p on d e- ra d a L im it es d e co n fi an ça Li m it e in fe ri or r - 2 se Li m it e su p er io r r + 2 se M em b ro s d o a g re g ad o f am il ia r                       U so d e fo n te s m el h or ad as d e ág u a 4 .1 7. 8 .7 6 0 0 .0 33 11 .0 4 4 4 .2 0 0 2 .0 4 9 5 31 8 70 0 0 .6 9 4 0 .8 2 6 U so d e in st al aç õe s sa n it ár ia s m el h or ad as 4 .3 7. 9 .0 38 4 .0 10 9 3 .2 8 5 2 .2 6 3 1. 5 0 4 5 31 8 70 0 0 .0 17 0 .0 6 0 Ta xa lí q u id a d e fr eq u ên ci a d o en si n o p ri m ár io (a ju st ad a) 7. 4 2 .1 .4 78 1 .0 31 8 8 .0 6 7 4 .1 78 2 .0 4 4 9 13 10 2 7 0 .4 14 0 .5 4 2 M u lh er es   Ta xa d e m or ta lid ad e in fa n ti l 1. 2 4 .2 72 .3 33 9 .2 6 6 0 .1 2 8 n a n a n a n a 5 3. 8 0 1 9 0 .8 6 5 Ta xa d e m or ta lid ad e in fa n to -j u ve n il 1. 5 4 .1 12 5 .5 8 2 13 .9 6 8 0 .1 11 n a n a n a n a 9 7. 6 4 6 15 3. 5 18 Ta xa d e n at al id ad e d as a d ol es ce n te s 5 .1 5 .4 14 1. 5 2 4 14 .1 74 0 .1 0 0 n a n a n a n a 11 3. 17 6 16 9 .8 71 Ta xa d e p re va lê n ci a d e co n tr ac ep ti vo s 5 .3 5 .3 0 .1 2 3 0 .0 12 0 .1 0 0 1. 2 0 8 1. 0 9 9 71 3 8 6 0 0 .0 9 9 0 .1 4 8 N ec es si d ad e n ão s at is fe it a 5 .4 5 .6 0 .2 4 0 0 .0 13 0 .0 5 5 .8 2 9 .9 11 71 3 8 6 0 0 .2 14 0 .2 6 7 C ob er tu ra d e cu id ad os p ré -n at ai s (1 + v ez , p ro fi ss io n al q u al if ic ad o) 5 .5 a 5 .5 .9 4 0 8 .0 10 4 8 .0 11 .8 10 .9 0 0 34 4 4 12 0 .9 2 0 0 .9 6 2 C ob er tu ra d e cu id ad os p ré -n at ai s (4 + v ez es , q u al q u er ag en te ) 5 .5 b 5 .5 .5 36 6 .0 30 4 4 .0 5 7 1. 5 32 1. 2 38 34 4 4 12 0 .4 76 0 .5 9 8 P es so al q u al if ic ad o n o p ar to 5 .7 5 .2 .3 2 0 9 .0 32 2 2 .1 0 0 1. 9 5 8 1. 39 9 34 4 4 12 0 .2 5 6 0 .3 8 5 Ta xa d e al fa b et iz aç ão (m u lh er es jo ve n s) 7. 1 2 .3 .2 9 9 9 .0 32 4 7 .1 0 8 2 .6 6 7 1. 6 33 4 4 4 5 32 0 .2 35 0 .3 6 5 C on h ec im en to s ob re a p re ve n çã o d o V IH (m u lh er es jo ve n s) 9 .1 6 .3 .1 4 9 8 .0 18 0 6 .1 2 1 1. 35 9 1. 16 6 4 4 4 5 32 0 .1 14 0 .1 8 6 U so d e p re se rv at iv o co m p ar ce ir os n ão r eg u la re s 9 .1 5 6 .2 .4 79 4 .0 38 8 8 .0 8 1 1. 30 8 1. 14 4 18 2 2 17 0 .4 0 2 0 .5 5 7 H o m en s   Ta xa d e al fa b et iz aç ão (h om en s jo ve n s) 7. 1 2 .3 ,4 8 9 6 ,0 4 9 6 8 ,1 0 1 1, 9 4 6 1, 39 5 16 3 19 8 0 ,3 9 0 0 ,5 8 9 C on h ec im en to s ob re a p re ve n çã o d o V IH (h om en s) jo ve n s) 9 .1 6 .3 ,2 0 5 7 ,0 37 4 0 ,1 8 2 1, 6 8 7 1, 2 9 9 16 3 19 8 0 ,1 31 0 ,2 8 0 U so d e p re se rv at iv o co m p ar ce ir os n ão r eg u la re s 9 .1 5 6 .2 ,5 9 0 3 ,0 5 2 9 5 ,0 9 0 1, 6 11 1, 2 6 9 11 6 14 0 0 ,4 8 4 0 ,6 9 6 C ri an ça s m en o re s d e 5 a n o s   P re va lê n ci a d e in su fi ci ên ci a p on d er al (m od er ad a e g ra ve ) 2 .1 a 1. 8 .2 39 0 .0 17 9 7 .0 75 1. 75 1 1. 32 3 8 8 5 9 8 7 0 .2 0 3 0 .2 75 P re va lê n ci a d e in su fi ci ên ci a p on d er al (g ra ve ) 2 .1 b 1. 8 .0 4 8 6 .0 0 6 9 6 .1 4 3 1. 0 3 3 1. 0 17 8 8 5 9 8 7 0 .0 35 0 .0 6 2 C ri an ça s co m < 5 a n os q u e d or m ir am s ob u m M II 3. 18 6 .7 .6 36 0 .0 2 9 6 7 .0 4 7 3. 75 0 1. 9 37 8 8 6 9 8 7 0 .5 77 0 .6 9 5 Tr at am en to a n ti -p al ú d ic o d e cr ia n ça s co m < 5 a n os 3. 2 2 6 .8 .1 6 2 2 .0 2 79 2 .1 72 1. 2 5 0 1. 11 8 19 4 2 19 0 .1 0 6 0 .2 18 341Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A S E .1 1: E R R O S D E A M O S T R A G E M : G A B U E rr o s p ad rã o , c o ef ic ie n te s d e va ri aç ão , e fe it o s d o d el in ea m en to (d ef f) , r ai z q u ad ra d a d e ef ei to s d o d el in ea m en to (d ef t) , e in te rv al o s d e co n fi an ça p ar a in d ic ad o re s se le cc io n ad o s, G u in é -B is sa u , 2 0 14   In d i- ca d or M IC S In d ic a- d or O D M Va lo r (r ) E rr o p ad rã o (s e) C oe fi ci en te d e va ri aç ão (s e/ r) E fe it o d o d el in ea m en to (d ef f) R ai z q u ad ra d a d e ef ei to d o d el in ea - m en to (d ef t) C on ta g em p on d er ad a C on ta g em n ão p on d e- ra d a L im it es d e co n fi an ça Li m it e in fe ri or r - 2 se Li m it e su p er io r r + 2 se M em b ro s d o a g re g ad o f am il ia r                       U so d e fo n te s m el h or ad as d e ág u a 4 .1 7. 8 .8 2 34 .0 2 76 0 .0 34 3. 6 5 8 1. 9 13 5 5 0 4 6 9 9 0 .7 6 8 0 .8 79 U so d e in st al aç õe s sa n it ár ia s m el h or ad as 4 .3 7. 9 .0 39 4 .0 0 8 9 5 .2 2 7 1. 4 78 1. 2 16 5 5 0 4 6 9 9 0 .0 2 2 0 .0 5 7 Ta xa lí q u id a d e fr eq u ên ci a d o en si n o p ri m ár io (a ju st ad a) 7. 4 2 .1 .4 6 17 .0 2 8 0 2 .0 6 1 2 .7 8 7 1. 6 6 9 10 16 8 8 3 0 .4 0 6 0 .5 18 M u lh er es   Ta xa d e m or ta lid ad e in fa n ti l 1. 2 4 .2 8 8 .2 79 9 .0 12 0 .1 0 2 n a n a n a n a 70 .2 5 5 10 6 .3 0 4 Ta xa d e m or ta lid ad e in fa n to -j u ve n il 1. 5 4 .1 15 8 .8 7 13 .6 4 9 0 .0 8 6 n a n a n a n a 13 1. 5 70 18 6 .1 6 7 Ta xa d e n at al id ad e d as a d ol es ce n te s 5 .1 5 .4 14 5 .4 2 14 .2 0 9 4 0 .0 9 8 n a n a n a n a 11 7. 0 0 0 17 3. 8 38 Ta xa d e p re va lê n ci a d e co n tr ac ep ti vo s 5 .3 5 .3 .0 5 78 .0 0 9 9 9 .1 73 1. 2 73 1. 12 8 78 6 6 9 6 0 .0 38 0 .0 78 N ec es si d ad e n ão s at is fe it a 5 .4 5 .6 .3 0 4 9 .0 19 5 5 .0 6 4 1. 2 5 3 1. 12 0 78 6 6 9 6 0 .2 6 6 0 .3 4 4 C ob er tu ra d e cu id ad os p ré -n at ai s (1 + v ez , p ro fi ss io n al q u al if ic ad o) 5 .5 a 5 .5 .8 72 4 .0 2 38 2 .0 2 7 1. 72 7 1. 31 4 37 8 34 0 0 .8 2 5 0 .9 2 0 C ob er tu ra d e cu id ad os p ré -n at ai s (4 + v ez es , q u al q u er ag en te ) 5 .5 b 5 .5 .5 6 8 3 .0 37 2 7 .0 6 6 1. 9 19 1. 38 5 37 8 34 0 0 .4 9 4 0 .6 4 3 P es so al q u al if ic ad o n o p ar to 5 .7 5 .2 .2 5 8 5 .0 2 9 5 6 .1 14 1. 5 4 6 1. 2 4 3 37 8 34 0 0 .1 9 9 0 .3 18 Ta xa d e al fa b et iz aç ão (m u lh er es jo ve n s) 7. 1 2 .3 .2 16 1 .0 30 6 2 .1 4 2 1. 9 76 1. 4 0 6 38 9 35 8 0 .1 5 5 0 .2 77 C on h ec im en to s ob re a p re ve n çã o d o V IH (m u lh er es jo ve n s) 9 .1 6 .3 .0 2 4 1 .0 0 74 5 .3 0 9 .8 4 4 .9 18 38 9 35 8 0 .0 0 9 0 .0 39 U so d e p re se rv at iv o co m p ar ce ir os n ão r eg u la re s 9 .1 5 6 .2 .4 6 19 .0 5 33 4 .1 15 1. 33 9 1. 15 7 12 2 11 8 0 .3 5 5 0 .5 6 9 H o m en s   Ta xa d e al fa b et iz aç ão (h om en s jo ve n s) 7. 1 2 .3 ,3 5 4 9 ,0 4 2 16 ,1 19 1, 3 6 7 1, 16 9 19 6 17 7 0 ,2 71 0 ,4 39 C on h ec im en to s ob re a p re ve n çã o d o V IH (h om en s) jo ve n s) 9 .1 6 .3 ,0 72 1 ,0 17 33 ,2 4 0 ,7 9 0 ,8 8 9 19 6 17 7 0 ,0 37 0 ,1 0 7 U so d e p re se rv at iv o co m p ar ce ir os n ão r eg u la re s 9 .1 5 6 .2 ,8 0 9 5 ,0 36 0 7 ,0 4 5 ,7 0 9 ,8 4 2 9 0 8 5 0 ,7 37 0 ,8 8 2 C ri an ça s m en o re s d e 5 a n o s   P re va lê n ci a d e in su fi ci ên ci a p on d er al (m od er ad a e g ra ve ) 2 .1 a 1. 8 .1 9 36 .0 14 77 .0 76 1. 12 6 1. 0 6 1 9 5 3 8 0 7 0 .1 6 4 0 .2 2 3 P re va lê n ci a d e in su fi ci ên ci a p on d er al (g ra ve ) 2 .1 b 1. 8 .0 5 4 7 .0 0 77 3 .1 4 1 .9 31 .9 6 5 9 5 3 8 0 7 0 .0 39 0 .0 70 C ri an ça s co m < 5 a n os q u e d or m ir am s ob u m M II 3. 18 6 .7 .6 8 8 0 .0 32 5 8 .0 4 7 4 .0 8 8 2 .0 2 2 9 79 8 2 8 0 .6 2 3 0 .7 5 3 Tr at am en to a n ti -p al ú d ic o d e cr ia n ça s co m < 5 a n os 3. 2 2 6 .8 .1 5 5 7 .0 4 2 5 9 .2 73 .8 2 8 .9 10 72 6 1 0 .0 71 0 .2 4 1 342 GUINÉ-BISSAU TA B E L A S E .1 2 : E R R O S D E A M O S T R A G E M : C A C H E U E rr o s p ad rã o , c o ef ic ie n te s d e va ri aç ão , e fe it o s d o d el in ea m en to (d ef f) , r ai z q u ad ra d a d e ef ei to s d o d el in ea m en to (d ef t) , e in te rv al o s d e co n fi an ça p ar a in d ic ad o re s se le cc io n ad o s, G u in é -B is sa u , 2 0 14   In d i- ca d or M IC S In d ic a- d or O D M Va lo r (r ) E rr o p ad rã o (s e) C oe fi ci en te d e va ri aç ão (s e/ r) E fe it o d o d el in ea m en to (d ef f) R ai z q u ad ra d a d e ef ei to d o d el in ea - m en to (d ef t) C on ta g em p on d er ad a C on ta g em n ão p on d e- ra d a Li m it es d e co n fi an ça Li m it e in fe ri or r - 2 se Li m it e su p er io r r + 2 se M em b ro s d o a g re g ad o f am il ia r                       U so d e fo n te s m el h or ad as d e ág u a 4 .1 7. 8 .8 0 31 .0 2 9 6 6 .0 37 3. 78 2 1. 9 4 5 4 8 2 5 6 8 1 0 .7 4 4 0 .8 6 2 U so d e in st al aç õe s sa n it ár ia s m el h or ad as 4 .3 7. 9 .0 5 18 .0 10 2 6 .1 9 8 1. 4 5 7 1. 2 0 7 4 8 2 5 6 8 1 0 .0 31 0 .0 72 Ta xa lí q u id a d e fr eq u ên ci a d o en si n o p ri m ár io (a ju st ad a) 7. 4 2 .1 .6 15 3 .0 2 72 5 .0 4 4 1. 9 9 8 1. 4 13 8 15 6 38 0 .5 6 1 0 .6 70 M u lh er es   Ta xa d e m or ta lid ad e in fa n ti l 1. 2 4 .2 5 9 .0 2 9 9 .1 6 9 0 .1 5 5 n a n a n a n a 4 0 .6 9 0 77 .3 6 7 Ta xa d e m or ta lid ad e in fa n to -j u ve n il 1. 5 4 .1 9 5 .7 2 9 14 .5 0 0 0 .1 5 1 n a n a n a n a 6 6 .7 2 9 12 4 .7 2 9 Ta xa d e n at al id ad e d as a d ol es ce n te s 5 .1 5 .4 12 9 .3 4 6 18 .7 79 0 .1 4 5 n a n a n a n a 9 1. 78 8 16 6 .9 0 3 Ta xa d e p re va lê n ci a d e co n tr ac ep ti vo s 5 .3 5 .3 0 .1 5 1 0 .0 2 3 0 .1 5 5 1. 70 3 1. 30 5 5 0 4 39 7 0 .1 0 4 0 .1 9 8 N ec es si d ad e n ão s at is fe it a 5 .4 5 .6 0 .2 2 0 0 .0 2 4 0 .1 10 1. 35 9 1. 16 6 5 0 4 39 7 0 .1 72 0 .2 6 9 C ob er tu ra d e cu id ad os p ré -n at ai s (1 + v ez , p ro fi ss io n al q u al if ic ad o) 5 .5 a 5 .5 .9 6 18 .0 13 0 0 .0 14 1. 0 8 5 1. 0 4 2 2 9 4 2 37 0 .9 36 0 .9 8 8 C ob er tu ra d e cu id ad os p ré -n at ai s (4 + v ez es , q u al q u er ag en te ) 5 .5 b 5 .5 .6 8 9 5 .0 4 0 6 3 .0 5 9 1. 8 19 1. 34 9 2 9 4 2 37 0 .6 0 8 0 .7 71 P es so al q u al if ic ad o n o p ar to 5 .7 5 .2 .5 36 0 .0 5 6 6 4 .1 0 6 3. 0 4 4 1. 74 5 2 9 4 2 37 0 .4 2 3 0 .6 4 9 Ta xa d e al fa b et iz aç ão (m u lh er es jo ve n s) 7. 1 2 .3 .5 5 6 5 .0 38 78 .0 70 1. 73 0 1. 31 5 35 4 2 8 5 0 .4 79 0 .6 34 C on h ec im en to s ob re a p re ve n çã o d o V IH (m u lh er es jo ve n s) 9 .1 6 .3 .3 13 1 .0 34 31 .1 10 1. 5 5 5 1. 2 4 7 35 4 2 8 5 0 .2 4 4 0 .3 8 2 U so d e p re se rv at iv o co m p ar ce ir os n ão r eg u la re s 9 .1 5 6 .2 .3 4 5 7 .0 4 12 2 .1 19 1. 30 7 1. 14 3 2 16 17 5 0 .2 6 3 0 .4 2 8 H o m en s   Ta xa d e al fa b et iz aç ão (h om en s jo ve n s) 7. 1 2 .3 ,7 70 5 ,0 5 6 32 ,0 73 2 ,6 73 1, 6 35 18 6 15 0 0 ,6 5 8 0 ,8 8 3 C on h ec im en to s ob re a p re ve n çã o d o V IH (h om en s) jo ve n s) 9 .1 6 .3 ,2 2 4 6 ,0 36 9 2 ,1 6 4 1, 16 6 1, 0 8 0 18 6 15 0 0 ,1 5 1 0 ,2 9 8 U so d e p re se rv at iv o co m p ar ce ir os n ão r eg u la re s 9 .1 5 6 .2 ,5 73 9 ,0 4 4 10 ,0 77 ,8 4 3 ,9 18 35 10 7 0 ,4 8 6 0 ,6 6 2 C ri an ça s m en o re s d e 5 a n o s   P re va lê n ci a d e in su fi ci ên ci a p on d er al (m od er ad a e g ra ve ) 2 .1 a 1. 8 .1 6 0 6 .0 17 4 9 .1 0 9 1. 2 2 5 1. 10 7 71 9 5 4 1 0 .1 2 6 0 .1 9 6 P re va lê n ci a d e in su fi ci ên ci a p on d er al (g ra ve ) 2 .1 b 1. 8 .0 4 12 .0 0 8 8 9 .2 16 1. 0 79 1. 0 39 71 9 5 4 1 0 .0 2 3 0 .0 5 9 C ri an ça s co m < 5 a n os q u e d or m ir am s ob u m M II 3. 18 6 .7 .8 8 8 5 .0 18 8 9 .0 2 1 1. 9 4 8 1. 39 6 71 9 5 4 2 0 .8 5 1 0 .9 2 6 Tr at am en to a n ti -p al ú d ic o d e cr ia n ça s co m < 5 a n os 3. 2 2 6 .8 .2 11 8 .0 9 0 5 1 .4 2 7 2 .2 0 8 1. 4 8 6 6 1 4 6 0 .0 31 0 .3 9 3 343Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A S E .1 3 : E R R O S D E A M O S T R A G E M : S A B E rr o s p ad rã o , c o ef ic ie n te s d e va ri aç ão , e fe it o s d o d el in ea m en to (d ef f) , r ai z q u ad ra d a d e ef ei to s d o d el in ea m en to (d ef t) , e in te rv al o s d e co n fi an ça p ar a in d ic ad o re s se le cc io n ad o s, G u in é -B is sa u , 2 0 14   In d i- ca d or M IC S In d ic a- d or O D M Va lo r (r ) E rr o p ad rã o (s e) C oe fi ci en te d e va ri aç ão (s e/ r) E fe it o d o d el in ea m en to (d ef f) R ai z q u ad ra d a d e ef ei to d o d el in ea - m en to (d ef t) C on ta g em p on d er ad a C on ta g em n ão p on d e- ra d a L im it es d e co n fi an ça Li m it e in fe ri or r - 2 se Li m it e su p er io r r + 2 se M em b ro s d o a g re g ad o f am il ia r                       U so d e fo n te s m el h or ad as d e ág u a 4 .1 7. 8 .9 6 9 0 .0 0 9 71 .0 10 3. 13 7 1. 77 1 14 74 2 10 0 0 0 .9 5 0 0 .9 8 8 U so d e in st al aç õe s sa n it ár ia s m el h or ad as 4 .3 7. 9 .3 34 0 .0 32 8 2 .0 9 8 4 .8 39 2 .2 0 0 14 74 2 10 0 0 0 .2 6 8 0 .4 0 0 Ta xa lí q u id a d e fr eq u ên ci a d o en si n o p ri m ár io (a ju st ad a) 7. 4 2 .1 .7 5 2 6 .0 2 2 15 .0 2 9 2 .7 6 2 1. 6 6 2 2 2 5 9 10 4 9 0 .7 0 8 0 .7 9 7 M u lh er es   Ta xa d e m or ta lid ad e in fa n ti l 1. 2 4 .2 4 8 .6 15 7. 8 9 0 0 .1 6 2 n a n a n a n a 32 .8 36 6 4 .3 9 5 Ta xa d e m or ta lid ad e in fa n to -j u ve n il 1. 5 4 .1 6 8 .6 9 1 9 .4 6 0 0 .1 38 n a n a n a n a 4 9 .7 70 8 7. 6 11 Ta xa d e n at al id ad e d as a d ol es ce n te s 5 .1 5 .4 5 6 .9 73 5 .9 34 0 .1 0 4 n a n a n a n a 4 5 .1 0 5 6 8 .8 4 1 Ta xa d e p re va lê n ci a d e co n tr ac ep ti vo s 5 .3 5 .3 .2 8 5 9 .0 2 6 5 5 .0 9 3 2 .4 5 7 1. 5 6 8 14 76 71 3 0 .2 33 0 .3 39 N ec es si d ad e n ão s at is fe it a 5 .4 5 .6 .2 16 5 .0 16 37 .0 76 1. 12 5 1. 0 6 1 14 76 71 3 0 .1 8 4 0 .2 4 9 C ob er tu ra d e cu id ad os p ré -n at ai s (1 + v ez , p ro fi ss io n al q u al if ic ad o) 5 .5 a 5 .5 .9 74 5 .0 0 75 8 .0 0 8 .8 0 7 .8 9 8 75 4 35 0 0 .9 5 9 0 .9 9 0 C ob er tu ra d e cu id ad os p ré -n at ai s (4 + v ez es , q u al q u er ag en te ) 5 .5 b 5 .5 .7 75 7 .0 2 32 2 .0 30 1. 0 8 1 1. 0 4 0 75 4 35 0 0 .7 2 9 0 .8 2 2 P es so al q u al if ic ad o n o p ar to 5 .7 5 .2 .7 79 5 .0 2 9 74 .0 38 1. 79 6 1. 34 0 75 4 35 0 0 .7 2 0 0 .8 39 Ta xa d e al fa b et iz aç ão (m u lh er es jo ve n s) 7. 1 2 .3 .7 4 74 .0 2 2 76 .0 30 2 .3 6 8 1. 5 39 16 9 7 8 6 4 0 .7 0 2 0 .7 9 3 C on h ec im en to s ob re a p re ve n çã o d o V IH (m u lh er es jo ve n s) 9 .1 6 .3 .2 5 9 6 .0 2 2 5 7 .0 8 7 2 .2 8 7 1. 5 12 16 9 7 8 6 4 0 .2 14 0 .3 0 5 U so d e p re se rv at iv o co m p ar ce ir os n ão r eg u la re s 9 .1 5 6 .2 .6 70 8 .0 2 35 6 .0 35 1. 38 5 1. 17 7 10 72 5 5 2 0 .6 2 4 0 .7 18 H o m en s   Ta xa d e al fa b et iz aç ão (h om en s jo ve n s) 7. 1 2 .3 ,8 5 8 7 ,0 2 5 2 9 ,0 2 9 1, 8 19 1, 34 9 74 0 34 6 0 ,8 0 8 0 ,9 0 9 C on h ec im en to s ob re a p re ve n çã o d o V IH (h om en s) jo ve n s) 9 .1 6 .3 ,3 14 0 ,0 5 10 0 ,1 6 2 4 ,1 6 6 2 ,0 4 1 74 0 34 6 0 ,2 12 0 ,4 16 U so d e p re se rv at iv o co m p ar ce ir os n ão r eg u la re s 9 .1 5 6 .2 ,8 4 6 6 ,0 2 9 8 3 ,0 35 1, 6 3 0 1, 2 77 4 9 9 10 7 0 ,7 8 7 0 ,9 0 6 C ri an ça s m en o re s d e 5 a n o s   P re va lê n ci a d e in su fi ci ên ci a p on d er al (m od er ad a e g ra ve ) 2 .1 a 1. 8 .1 2 74 .0 19 5 4 .1 5 3 2 .7 2 2 1. 6 5 0 17 6 5 79 4 0 .0 8 8 0 .1 6 7 P re va lê n ci a d e in su fi ci ên ci a p on d er al (g ra ve ) 2 .1 b 1. 8 .0 2 9 9 .0 0 73 8 .2 4 7 1. 4 9 2 1. 2 2 2 17 6 5 79 4 0 .0 15 0 .0 4 5 C ri an ça s co m < 5 a n os q u e d or m ir am s ob u m M II 3. 18 6 .7 .8 76 9 .0 13 6 2 .0 16 1. 35 8 1. 16 5 17 5 9 79 1 0 .8 5 0 0 .9 0 4 Tr at am en to a n ti -p al ú d ic o d e cr ia n ça s co m < 5 a n os 3. 2 2 6 .8 .3 72 0 .0 4 2 4 5 .1 14 1. 2 9 6 1. 13 8 36 6 16 9 0 .2 8 7 0 .4 5 7 344 GUINÉ-BISSAU TA B E L A S E .1 4 : E R R O S D E A M O S T R A G E M : N O R T E E rr o s p ad rã o , c o ef ic ie n te s d e va ri aç ão , e fe it o s d o d el in ea m en to (d ef f) , r ai z q u ad ra d a d e ef ei to s d o d el in ea m en to (d ef t) , e in te rv al o s d e co n fi an ça p ar a in d ic ad o re s se le cc io n ad o s, G u in é -B is sa u , 2 0 14   In d i- ca d or M IC S In d ic a- d or O D M Va lo r (r ) E rr o p ad rã o (s e) C oe fi ci en te d e va ri aç ão (s e/ r) E fe it o d o d el in ea m en to (d ef f) R ai z q u ad ra d a d e ef ei to d o d el in ea - m en to (d ef t) C on ta g em p on d er ad a C on ta g em n ão p on d e- ra d a L im it es d e co n fi an ça Li m it e in fe ri or r - 2 se Li m it e su p er io r r + 2 se M em b ro s d o a g re g ad o f am il ia r                       U so d e fo n te s m el h or ad as d e ág u a 4 .1 7. 8 .5 2 2 7 .0 2 5 0 5 .0 4 8 5 .2 73 2 .2 9 6 16 2 35 2 0 9 8 0 .4 73 0 .5 73 U so d e in st al aç õe s sa n it ár ia s m el h or ad as 4 .3 7. 9 .0 4 2 8 .0 0 6 33 .1 4 8 2 .0 5 2 1. 4 33 16 2 35 2 0 9 8 0 .0 30 0 .0 5 5 Ta xa lí q u id a d e fr eq u ên ci a d o en si n o p ri m ár io (a ju st ad a) 7. 4 2 .1 .6 11 9 .0 2 0 8 6 .0 34 4 .8 70 2 .2 0 7 2 79 3 2 6 5 9 0 .5 70 0 .6 5 4 M u lh er es   Ta xa d e m or ta lid ad e in fa n ti l 1. 2 4 .2 4 3. 4 0 3 4 .5 0 0 0 .1 0 4 n a n a n a n a 34 .4 0 2 5 2 .4 0 4 Ta xa d e m or ta lid ad e in fa n to -j u ve n il 1. 5 4 .1 6 7. 9 6 2 6 .4 11 0 .0 9 4 n a n a n a n a 5 5 .1 39 8 0 .7 8 5 Ta xa d e n at al id ad e d as a d ol es ce n te s 5 .1 5 .4 14 2 .7 5 5 8 .7 31 0 .0 6 1 n a n a n a n a 12 5 .2 9 2 16 0 .2 17 Ta xa d e p re va lê n ci a d e co n tr ac ep ti vo s 5 .3 5 .3 0 .1 19 0 .0 10 0 .0 8 2 1. 72 6 1. 31 4 19 2 0 19 14 0 .0 9 9 0 .1 38 N ec es si d ad e n ão s at is fe it a 5 .4 5 .6 0 .1 9 0 0 .0 0 9 0 .0 4 8 1. 0 4 5 1. 0 2 2 19 2 0 19 14 0 .1 71 0 .2 0 8 C ob er tu ra d e cu id ad os p ré -n at ai s (1 + v ez , p ro fi ss io n al q u al if ic ad o) 5 .5 a 5 .5 .9 0 32 .0 12 38 .0 14 2 .0 6 8 1. 4 38 11 8 3 11 8 1 0 .8 78 0 .9 2 8 C ob er tu ra d e cu id ad os p ré -n at ai s (4 + v ez es , q u al q u er ag en te ) 5 .5 b 5 .5 .6 33 4 .0 2 2 6 9 .0 36 2 .6 16 1. 6 17 11 8 3 11 8 1 0 .5 8 8 0 .6 79 P es so al q u al if ic ad o n o p ar to 5 .7 5 .2 .3 72 1 .0 2 2 5 7 .0 6 1 2 .5 73 1. 6 0 4 11 8 3 11 8 1 0 .3 2 7 0 .4 17 Ta xa d e al fa b et iz aç ão (m u lh er es jo ve n s) 7. 1 2 .3 .3 8 2 5 .0 2 4 9 9 .0 6 5 3. 6 16 1. 9 0 2 13 5 5 13 6 8 0 .3 33 0 .4 33 C on h ec im en to s ob re a p re ve n çã o d o V IH (m u lh er es jo ve n s) 9 .1 6 .3 .2 8 71 .0 18 31 .0 6 4 2 .2 39 1. 4 9 6 13 5 5 13 6 8 0 .2 5 0 0 .3 2 4 U so d e p re se rv at iv o co m p ar ce ir os n ão r eg u la re s 9 .1 5 6 .2 .3 33 9 .0 2 5 8 3 .0 77 1. 9 4 9 1. 39 6 6 4 8 6 5 1 0 .2 8 2 0 .3 8 6 H o m en s   Ta xa d e al fa b et iz aç ão (h om en s jo ve n s) 7. 1 2 .3 .6 6 4 2 .0 2 5 31 .0 38 1. 8 6 3 1. 36 5 6 32 6 5 0 0 ,6 14 0 ,7 15 C on h ec im en to s ob re a p re ve n çã o d o V IH (h om en s) jo ve n s) 9 .1 6 .3 .1 71 8 .0 17 2 5 .1 0 0 1. 35 8 1. 16 5 6 32 6 5 0 0 ,1 37 0 ,2 0 6 U so d e p re se rv at iv o co m p ar ce ir os n ão r eg u la re s 9 .1 5 6 .2 .5 4 8 5 .0 2 4 8 3 .0 4 5 .9 5 4 .9 76 39 1 38 4 0 .4 9 9 0 .5 9 8 C ri an ça s m en o re s d e 5 a n o s   P re va lê n ci a d e in su fi ci ên ci a p on d er al (m od er ad a e g ra ve ) 2 .1 a 1. 8 .1 74 1 .0 0 8 9 8 .0 5 2 1. 5 16 1. 2 31 2 8 9 4 2 70 7 0 .1 5 6 0 .1 9 2 P re va lê n ci a d e in su fi ci ên ci a p on d er al (g ra ve ) 2 .1 b 1. 8 .0 31 2 .0 0 4 13 .1 32 1. 5 2 7 1. 2 36 2 8 9 4 2 70 7 0 .0 2 3 0 .0 39 C ri an ça s co m < 5 a n os q u e d or m ir am s ob u m M II 3. 18 6 .7 .8 4 79 .0 17 12 .0 2 0 6 .1 2 9 2 .4 76 2 8 9 1 2 6 9 9 0 .8 14 0 .8 8 2 Tr at am en to a n ti -p al ú d ic o d e cr ia n ça s co m < 5 a n os 3. 2 2 6 .8 .3 0 4 9 .0 32 9 0 .1 0 8 1. 9 10 1. 38 2 38 7 37 5 0 .2 39 0 .3 71 345Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS5) 2014 TA B E L A S E .1 5 : E R R O S D E A M O S T R A G E M : L E S T E E rr o s p ad rã o , c o ef ic ie n te s d e va ri aç ão , e fe it o s d o d el in ea m en to (d ef f) , r ai z q u ad ra d a d e ef ei to s d o d el in ea m en to (d ef t) , e in te rv al o s d e co n fi an ça p ar a in d ic ad o re s se le cc io n ad o s, G u in é -B is sa u , 2 0 14   In d i- ca d or M IC S In d ic a- d or O D M Va lo r (r ) E rr o p ad rã o (s e) C oe fi ci en te d e va ri aç ão (s e/ r) E fe it o d o d el in ea m en to (d ef f) R ai z q u ad ra d a d e ef ei to d o d el in ea - m en to (d ef t) C on ta g em p on d er ad a C on ta g em n ão p on d e- ra d a L im it es d e co n fi an ça Li m it e in fe ri or r - 2 se Li m it e su p er io r r + 2 se M em b ro s d o a g re g ad o f am il ia r                       U so d e fo n te s m el h or ad as d e ág u a 4 .1 7. 8 .7 9 2 3 .0 2 14 4 .0 2 7 3. 9 0 5 1. 9 76 10 8 2 2 13 9 9 0 .7 4 9 0 .8 35 U so d e in st al aç õe s sa n it ár ia s m el h or ad as 4 .3 7. 9 .0 38 9 .0 0 70 4 .1 8 1 1. 8 5 4 1. 36 2 10 8 2 2 13 9 9 0 .0 2 5 0 .0 5 3 Ta xa lí q u id a d e fr eq u ên ci a d o en si n o p ri m ár io (a ju st ad a) 7. 4 2 .1 .4 6 9 5 .0 2 11 0 .0 4 5 3. 4 11 1. 8 4 7 19 30 19 10 0 .4 2 7 0 .5 12 M u lh er es   Ta xa d e m or ta lid ad e in fa n ti l 1. 2 4 .2 8 0 .7 76 6 .4 0 6 0 .0 79 n a n a n a n a 6 7. 9 6 4 9 3. 5 8 9 Ta xa d e m or ta lid ad e in fa n to -j u ve n il 1. 5 4 .1 14 3. 35 4 9 .8 74 0 .0 6 9 n a n a n a n a 12 3. 6 0 6 16 3. 10 1 Ta xa d e n at al id ad e d as a d ol es ce n te s 5 .1 5 .4 14 3. 30 0 9 .9 8 5 0 .0 70 n a n a n a n a 12 3. 32 9 16 3. 2 71 Ta xa d e p re va lê n ci a d e co n tr ac ep ti vo s 5 .3 5 .3 .0 8 8 9 .0 0 78 2 .0 8 8 1. 17 3 1. 0 8 3 14 9 9 15 5 6 0 .0 73 0 .1 0 5 N ec es si d ad e n ão s at is fe it a 5 .4 5 .6 .2 74 2 .0 12 0 4 .0 4 4 1. 13 2 1. 0 6 4 14 9 9 15 5 6 0 .2 5 0 0 .2 9 8 C ob er tu ra d e cu id ad os p ré -n at ai s (1 + v ez , p ro fi ss io n al q u al if ic ad o) 5 .5 a 5 .5 .9 0 5 0 .0 13 6 9 .0 15 1. 6 3 8 1. 2 8 0 72 2 75 2 0 .8 78 0 .9 32 C ob er tu ra d e cu id ad os p ré -n at ai s (4 + v ez es , q u al q u er ag en te ) 5 .5 b 5 .5 .5 5 32 .0 2 4 2 6 .0 4 4 1. 78 8 1. 33 7 72 2 75 2 0 .5 0 5 0 .6 0 2 P es so al q u al if ic ad o n o p ar to 5 .7 5 .2 .2 8 8 2 .0 2 2 0 8 .0 77 1. 78 5 1. 33 6 72 2 75 2 0 .2 4 4 0 .3 32 Ta xa d e al fa b et iz aç ão (m u lh er es jo ve n s) 7. 1 2 .3 .2 6 0 7 .0 2 2 9 7 .0 8 8 2 .4 3 4 1. 5 6 0 8 32 8 9 0 0 .2 15 0 .3 0 7 C on h ec im en to s ob re a p re ve n çã o d o V IH (m u lh er es jo ve n s) 9 .1 6 .3 .0 9 11 .0 0 9 4 0 .1 0 3 .9 5 0 .9 75 8 32 8 9 0 0 .0 72 0 .1 10 U so d e p re se rv at iv o co m p ar ce ir os n ão r eg u la re s 9 .1 5 6 .2 .4 72 4 .0 31 6 1 .0 6 7 1. 33 9 1. 15 7 30 4 33 5 0 .4 0 9 0 .5 36 H o m en s   Ta xa d e al fa b et iz aç ão (h om en s jo ve n s) 7. 1 2 .3 .4 15 9 .0 31 8 6 .0 77 1. 5 6 2 1. 2 5 0 35 9 37 5 0 ,3 5 2 0 ,4 8 0 C on h ec im en to s ob re a p re ve n çã o d o V IH (h om en s) jo ve n s) 9 .1 6 .3 .1 32 6 .0 19 4 9 .1 4 7 1. 2 36 1. 11 2 35 9 37 5 0 ,0 9 4 0 ,1 72 U so d e p re se rv at iv o co m p ar ce ir os n ão r eg u la re s 9 .1 5 6 .2 .6 8 6 1 .0 34 0 3 .0 5 0 1. 2 0 4 1. 0 9 7 2 0 6 2 2 5 0 ,6 18 0 ,7 5 4 C ri an ça s m en o re s d e 5 a n o s   P re va lê n ci a d e in su fi ci ên ci a p on d er al (m od er ad a e g ra ve ) 2 .1 a 1. 8 .2 15 5 .0 11 6 1 .0 5 4 1. 4 30 1. 19 6 18 39 17 9 4 0 .1 9 2 0 .2 39 P re va lê n ci a d e in su fi ci ên ci a p on d er al (g ra ve ) 2 .1 b 1. 8 .0 5 17 .0 0 5 2 5 .1 0 1 1. 0 0 7 1. 0 0 3 18 39 17 9 4 0 .0 4 1 0 .0 6 2 C ri an ça s co m < 5 a n os q u e d or m ir am s ob u m M II 3. 18 6 .7 .6 6 33 .0 2 2 2 7 .0 34 4 .0 2 8 2 .0 0 7 18 6 5 18 15 0 .6 19 0 .7 0 8 Tr at am en to a n ti -p al ú d ic o d e cr ia n ça s co m < 5 a n os 3. 2 2 6 .8 .1 6 0