Cabo Verde - Demographic and Health Survey - 2008

Publication date: 2008

CABO VERDE Inquérito Demográfico e de Saúde Reprodutiva (IDSR-II) 2005 INDICADORES PARA A CIMEIRA MUNDIAL DA CRIANÇA – CABO VERDE, IDSR-II, 2005 Taxa de mortalidade infanto-juvenil Probabilidade de morrer entre o nascimento e o quinto aniversário, por mil nados vivos (período 0-4 anos anteriores ao inquérito) 33 (período 10 anos anteriores ao inquérito) Mas. Fem. 57 40 Taxa de mortalidade infantil Probabilidade de morrer durante o primeiro ano de vida, por mil nados vivos (período 0-4 anos anteriores ao inquérito) 30 Uso de fonte de água potável Percentagem de agregados familiares que usa uma fonte de agua potável para beber 83 Uso de sanitas/latrinas Percentagem de agregados familiares que dispõe de casa de banho com retrete 49 Frequentação escolar Crianças de idade escolar para o ensino básico (EBI) que frequentam uma escola do EBI (%) 88 Taxa de alfabetização: Mulheres Mul. (15-49 anos) 85 Cuidados pré-natais Mulheres de 15-49 anos que fizeram pelo menos uma consulta médica por um pessoal de saúde durante a gravidez (%) 97 Assistência ao parto Nascimentos com assistência ao parto por um pessoal de saúde qualificado (%) 78 Peso à nascença < 2,5 kg Nascimentos vivos com peso inferior a 2,5 kilogramas (%) 6 Complemento em vitamina A Crianças dos 6-35 meses que consumiram frutas e vegetais ricas em vitamina A 57 Complemento em vitamina A Mães que recebem suplemento em vitamina A durante as 8 semanas após o parto (%) 34 Amamentação exclusiva Crianças dos 0-6 meses de idade amamentadas exclusivamente por leite materna (%) 60 Alimentos de complemento Crianças dos 6-9 meses (180-299 dias) que amamentam e recebem alimentação complementar (%) 80 Taxa de aleitamento continuo Crianças dos 12-15 meses que aleitam (%) 77 Taxa de aleitamento continuo Crianças dos 20-23 meses que aleitam (%) 13 Vaccina DPT Crianças de um ano vacinadas contra a difteria, tetanos e coqueluche (DPT) (%) 84 Vaccina Sarampão Crianças de um ano vacinadas contra o sarampo (%) 89 Vaccina Polio Crianças de um ano vacinadas contra o pólio (%) 82 Vaccina BCG Crianças de um ano vacinadas contra a tuberculose (%) 97 Vaccina tétano Mulheres que receberam dois ou mais doses de vacina antitetânica durante a gravidez (%) (5 últimos anos anteriores ao inquérito) 53 Prevalência da diarrea Crianças que tiveram diareia durante as duas últimas semanas anteriores ao inquérito (%) 14 Uso de SRO Crianças dos 0-59 meses que tiveram diareia nas duas semanas anteriores ao inquérito e que foram tratadas com a sais de re-hidratação oral ou solução caseira recomendada (%) 100 Prevalência de IRA Crianças dos 0-59 meses que tiveram sintomas de infecção respiratória aguda durante as duas últimas semanas anteriores ao inquérito (%) 16 Tratamento de IRA Crianças dos 0-59 meses que tiveram sintomas de IRA ou febre durante as duas últimas semanas e que foram ratadas num estabelecimento de saúde ou por um pessoal de saúde (%) 51 Indicadores suplementares para o seguimento de outros direitos da criança Residência das crianças Crianças menores de 15 anos de idade que vivem com nenhum dos pais (%) 17 Orfãos (crianças de 0-14 anos) Crianças menores de 15 anos de idade orfãos dos dois pais (%) 0.3 Indicadores suplementares para o seguimento do VIH/SIDA e outras IST Conhecimento correcto dos meios de prevenção do VIH/SIDA Percentagem de homens e mulheres que conhecem os dois meios de prevençãodo VIH Hom. (15-59 anos) Mul. (15-49 anos) 94 85 Percentagem de homens e mulheres dos 15-24 anos que conhecem os dois meios de prevenção do VIH Homens Mulheres 94 89 Rejeção de crenças erradas Percentagens de homens e mulheres que rejeitam as três crenças erradas acercca do VIH/SIDA Hom. (15-59 anos) Mul. (15-49 anos) 43 38 Percentagem de homens e mulheres dos 15-24 anos que conhecem os dois meios de prevenção e que rejeitam as três crenças erradas acerca do VIH/SIDA Homens Mulheres 47 46 Transmissão do VIH da mãe para o filho Mulheres que pensam que o VIH pode ser transmitido da mãe para filho durante a gravidez (%) 69 Mulheres que pensam que o VIH pode ser transmitido da mãe para filho durante o parto (%) 68 Mulheres que pensam que o VIH pode ser transmitido da mãe para filho durante a amamentação (%) 68 Aspectos sociais sobre o VIH/SIDA Mulheres e homens que gostaria que ficasse em segredo caso um familiar seja infectado pelo VIH/SIDA Hom. (15-59 anos) Mul. (15-49 anos) 47 33 Seroprevalência do VIH Taxa de seroprevalência do VIH nos homens e mulheres (%) Hom. (15-59 anos) Mul. (15-49 anos) 1.1 0.4 Taxa de seroprevalencia a nivel nacional (%) 0.8 Prevalência declarada de IST Taxa de prevalencia de IST declarada nos homens e mulheres (%) Hom. (15-59 anos) Mul. (15-49 anos) 2.3 8.6 Relações sexuais de alto risco Homens dos 15-59 anos e mulheres dos 15-49 anos que tiveram relações sexuais de alto risco nos últimos 12 meses (%) Hom. (15-59 anos) Mul. (15-49 anos) 67 43 Homens e mulheres dos 15-24 anos que tiveram relações sexuais de alto risco nos últimos 12 meses (%) Homens Mulheres 91 70 Para outros indicadores suplementares, refere-se à ultima página de cobertura REPÚBLICA DE CABO VERDE Segundo Inquérito Demográfico e de Saúde Reprodutiva Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Instituto Nacional de Estatística Ministério da Saúde Praia, Cabo Verde Macro International Inc. Calverton, Maryland, USA Junho de 2008 R E P Ú B LI CA DE CABO V E R D E Ministério da Saúde Este relatório apresenta os principais resultados do Segundo Inquérito Demográfico e de Saúde em Cabo Verde (IDSR-II), realizado de Julho a Novembro de 2005, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e pelo Ministério da Saúde. O IDSR-II é um projecto do governo de Cabo Verde, cujos objectivos são recolher, analisar e divulgar informações relativas à fecundidade, à mortalidade das crianças menores de cinco anos, ao planeamento familiar, à saúde materna e infantil, aos conhecimentos, comportamentos e atitudes em relação ao VIH/SIDA, às IST, à violência doméstica e à prevalência do VIH/SIDA. As informações obtidas permitem avaliar o impacto dos programas implementados e planificar novas estratégias para a melhoria da saúde e do bem-estar da população. O inquérito teve a assistência técnica da Macro International, visto que Cabo Verde não é contemplado pelo programa mundial MEASURE DHS. A realização do IDSR-II foi possível graças ao financiamento do Governo de Cabo Verde, do CCS-SIDA, do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento, do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), da Organização das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), do Programa Alimentar Mundial (PAM), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, da Organização Mundial da Saúde (OMS). Este relatório é a obra dos autores e não traduz necessariamente o ponto de vista, nem a política dos organismos de Cooperação. Informações complementares sobre o IDSR-II podem ser disponibilizadas pelo Instituto Nacional de Estatística, C.P. 116, Praia, Cabo Verde, (tel: + (238) 261-38-27; Fax: + (238) 261-16-56; E-mail: inecv@gov.cv; Internet:http://www.ine.cv). Ainda, informações podem ser obtidas junto da ORC Macro, 11785 Beltsville Drive, Calverton, MD 20705, USA, (telefone: +(301) 572-0200; Fax: +(301) 572-0999; E-mail: reports@macrointernational.com; Internet: http://www.measuredhs.com). Referência recomendada para citação: Instituto Nacional de Estatística (INE) [Cabo Verde], Ministério da Saúde, e Macro International. 2008. Segundo Inquérito Demográfico e de Saúde Reprodutiva, Cabo Verde, IDSR-II, 2005. Calverton, Maryland, USA: INE Indice | iii INDICE Lista dos Quadros e Gráficos. vii Prefácio . xv Agradecimentos. xvii Siglas . xix Resumo . xxi Mapa de Cabo Verde . xxiv CAPÍTULO 1 APRESENTAÇÃO DO PAÍS E METODOLOGIA DO INQUÉRITO Maria de Lurdes Fernandes Lopes, Francisco Fernandes Tavares, René Charles Sylva 1.1 Caracterização do País.1 1.2 Objectivos e Metodologia do Inquérito.2 1.2.1 Objectivos do Inquérito .2 1.2.2 Questionários do Inquérito .2 1.2.3 Amostragem .3 1.2.4 Pessoal e Actividades do IDSR-II .5 1.2.5 Tratamento de Dados .6 CAPÍTULO 2 CARACTERÍSTICAS DOS AGREGADOS FAMILIARES Francisco Fernandes Tavares 2.1 Inquérito aos Agregados Familiares .9 2.1.1 Estrutura por Sexo e Idade da População.9 2.2 Tamanho e Estrutura dos Agregados Familiares, Orfandade e Presença dos Pais .11 2.2.1 Tamanho e Estrutura dos Agregados Familiares .11 2.2.2 Orfandade e Presença dos Pais no Agregado Familiar .13 2.3 Nível de Instrução e Frequência Escolar.15 2.3.1 Nível de Instrução da População.15 2.4 Condições de Vida dos Agregados Familiares.18 2.4.1 Características dos Alojamentos: Electricidade e Posse de Bens Duradouros .18 CAPÍTULO 3 CARACTERÍSTICAS DAS MULHERES E DOS HOMENS INQUIRIDOS Noemi Rute Ramos 3.1 Características Sócio-Demográficas dos Inquiridos .23 3.2 Acesso aos Meios de Comunicacao Social .27 3.3 Actividade Económica .29 3.4 Estatuto da Mulher .34 CAPÍTULO 4 FECUNDIDADE Orlando Santos Monteiro 4.1 Fecundidade Actual e Fecundidade Diferencial .43 4.2 Tendência da Fecundidade .46 4.3 Paridade e Esterilidade Primária.48 4.4 Intervalo Intergenésico.49 iv | Indice 4.5 Idade da Mulher ao Nascimento do Primeiro Filho .51 4.6 Fecundidade das Adolescentes .52 4.7 Paridade dos Homens.53 CAPÍTULO 5 PLANEAMENTO FAMILIAR Noemi Rute Ramos 5.1 Conhecimento de Métodos Contraceptivos .55 5.2 Utilização Passada de Métodos Contraceptivos.57 5.3 Uso Actual de Anticoncepção.60 5.4 Uso Actual de Métodos Contraceptivos segundo Características Socio-Demográficas .61 5.5 Número de Filhos na Época do Uso do Primeiro Método .65 5.6 Conhecimento do Período Fértil .66 5.7 Idade no Momento da Esterilização .67 5.8 Fontes de Obtenção de Métodos.67 5.9 Informações Relativas aos Métodos Contraceptivos.68 5.10 Uso Futuro de Contracepção.69 5.11 Razões para não Utilizar Método Contraceptivo .70 5.12 Método Preferido para Usar no Futuro .71 5.13 Fontes de Informação sobre Métodos Contraceptivos .71 5.14 Contacto das não Usuárias com Pessoal de Saúde .72 5.15 Discussão sobre o Planeamento Familiar com o Cônjuge .73 CAPÍTULO 6 NUPCIALIDADE E EXPOSIÇÃO AO RISCO DE GRAVIDEZ Carlos Alberto Mendes 6.1 Situação Matrimonial Actual .77 6.2 Idade na Primeira União.79 6.3 Idade na Primeira Relação Sexual .82 6.4 Actividade Sexual Recente.85 6.5 Exposição ao Risco de Gravidez.88 6.6 Menopausa.91 CAPÍTULO 7 INTENÇÕES REPRODUTIVAS E PLANEAMENTO DA FECUNDIDADE Francisco Fernandes Tavares, Maria de Lurdes Fernandes Lopes 7.1 Desejo de Ter Mais Filhos.93 7.2 Procura e Necessidade de Serviços de Planeamento Familiar.97 7.3 Número Ideal de Filhos .99 7.4 Planeamento da Fecundidade . 101 CAPÍTULO 8 SAÚDE DA MULHER E DA CRIANÇA Maria de Lurdes Fernandes Lopes, Maria Jesus de Carvalho 8.1 Assistência Pré-natal . 105 8.2 Partos . 112 8.3 Assistência Pós-parto. 116 8.4 Vacinação. 117 8.5 Doenças nas Crianças . 120 8.6 Problemas nos Cuidados da Saúde: Acesso ao Tabaco. 126 Indice | v CAPÍTULO 9 AMAMENTAÇÃO E ESTADO NUTRICIONAL Orlando Santos Monteiro, Maria Jesus de Carvalho 9.1 Amamentação e Alimentação de Complemento . 127 9.2 Anemia por Carência em Ferro. 135 CAPÍTULO 10 MORTALIDADE DAS CRIANÇAS MENORES DE 5 ANOS René Charles Sylva 10.1 Metodologia e Qualidade dos Dados. 141 10.1.1 Metodologia . 141 10.1.2 Avaliação da Qualidade dos Dados . 141 10.2 Níveis e Tendências. 143 10.3 Mortalidade Diferencial . 145 10.4 Mortalidade Perinatal . 149 10.5 Grupos de Alto Risco . 150 CAPÍTULO 11 VIH/SIDA E INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS Clara Mendes Barros, René Charles Sylva, Maria de Lourdes Monteiro 11.1 Conhecimento do VIH/SIDA e Meios de Prevenção. 153 11.1.1 Conhecimento do VIH/SIDA. 153 11.1.2 Conhecimento dos Meios de Prevenção do VIH. 154 11.2 Conhecimento da Transmissão Vertical (Mãe - Filho) . 156 11.3 Crenças e Estigma em Relação às Pessoas Portadoras do VIH. 158 11.3.1 Crenças Sobre o VIH . 158 11.3.2 Atitudes em Relação às Pessoas que Vivem com o VIH/SIDA . 161 11.4 Testes do VIH . 164 11.4.1 Testes do VIH na População Inquirida . 164 11.4.2 Teste de Despistagem do VIH nas Mulheres Grávidas . 166 11.5 Opinão da Mulher quanto à Negociação de uma Relação Sexual Segura com o Marido/Companheiro . 167 11.6 Relações Sexuais de Alto Risco e Uso do Preservativo. 169 11.7 Relações Sexuais Pagas e Uso de Preservativo. 170 11.8 Actividade Sexual entre os Jovens . 172 11.8.1 Idade na Primeira Relação Sexual . 172 11.8.2 Uso do Preservativo na Primeira Relação Sexual . 173 11.8.3 Relações Sexuais de Alto Risco e Uso do Preservativo nos Jovens. 174 11.8.4 Relações Sexuais Pré-maritais e Uso do Preservativo nos Jovens. 176 11.8.5 Conhecimento das Fontes de Obtenção do Preservativo nos Jovens . 177 11.8.6 Parceiros Múltiplos nos Jovens . 178 11.9 Infecções Sexualmente Transmissíveis. 179 11.9.1 Conhecimento dos Sintomas de IST. 179 11.9.2 Declaração Voluntária da Prevalência de IST e Sintomas Associados . 183 11.9.3 IST e Procura de Tratamento . 184 vi | Indice CAPÍTULO 12 PREVALÊNCIA DO VIH José da Silva Rocha, Maria de Lourdes Monteiro, René Charles Sylva 12.1 Despistagem do VIH. 187 12.1.1 Metodologia . 187 12.1.2 Formação e Trabalho de Terreno. 188 12.1.3 Procedimentos de Laboratório . 189 12.2 Apresentação dos Resultados . 191 12.2.1 Taxa de Cobertura do Teste do VIH. 191 12.2.2 Taxa de Seroprevalência do VIH. 193 CAPÍTULO 13 VIOLÊNCIA DOMÉSTICA René Charles Sylva 13.1 Violência Doméstica. 198 13.1.1 Metodologia . 198 13.1.2 Violência Física desde a Idade dos 15 Anos . 199 13.1.3 Violência Física durante a Gravidez . 200 13.1.4 Controlo Exercido Pelo Marido/Companheiro. 201 13.2 Violência Conjugal. 202 13.2.1 Prevalência da Violência Exercida Pelo Marido/Companheiro. 203 13.2.2 Frequência da Violência Conjugal Recente . 204 13.2.3 Primeiro Episódio de Violência Conjugal. 205 13.2.4 Consequências da Violência Conjugal e Procura de Assistência. 206 13.2.5 Violência Conjugal, Estatuto da Mulher e Características dos Cônjuges . 208 13.2.6 Violência das Mulheres contra o Cônjuge . 211 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS . 213 ANEXO A PLANO DE SONDAGEM A.1 Introdução. 215 A.2 Base de Sondagem . 215 A.3 Amostragem . 216 A.4 Probabilidades de Sondagem. 217 A.5 Resultado dos Inquéritos. 218 ANEXO B ERROS DE SONDAGEM. 221 ANEXO C QUADROS DE AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DOS DADOS. 227 ANEXO D PESSOAL DO IDSR-II, 2005 . 231 ANEXO E QUESTIONÁRIOS Questionário Agregado Familiar. 237 Questionário Individual Mulher . 249 Questionário Individual Homem . 269 Lista dos Quadros e Gráficos | vii LISTA DOS QUADROS E GRÁFICOS CAPÍTULO 1 APRESENTAÇÃO DO PAÍS E METODOLOGIA DO INQUÉRITO Quadro 1.1 Resultado das entrevistas aos agregados familiares e dos questionários individuais de mulher e homem, segundo meio de residência, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 . 4 Quadro 1.2 Resultado dos testes do VIH segundo meio de residência por sexo dos entrevistados, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 . 4 CAPÍTULO 2 CARACTERÍSTICAS DOS AGREGADOS FAMILIARES Quadro 2.1 População dos agregados familiares por idade, sexo e meio de residência . 10 Quadro 2.2 Composição dos agregados familiares . 12 Quadro 2.2.1 Tamanho dos agregados familiares . 13 Quadro 2.2.2 Estrutura dos agregados familiares . 13 Quadro 2.3 Adopção e Orfandade . 14 Quadro 2.4.1 Nível de instrução da população dos agregados familiares: Homem . 16 Quadro 2.4.2 Nível de instrução da população dos agregados familiares: Mulher . 17 Quadro 2.5 Características da habitação . 19 Quadro 2.5.1 Fonte de água para beber segundo o domínio de estudo . 20 Quadro 2.5 2 Fonte de energia para a preparação dos alimentos . 21 Quadro 2.6 Electricidade e bens duradouros do agregado familiar . 22 Gráfico 2.1 Pirâmide etária da população residente . 10 CAPÍTULO 3 CARACTERÍSTICAS DAS MULHERES E DOS HOMENS INQUIRIDOS Quadro 3.1 Característica sócio-demográficas das mulheres e dos homens entrevistados . 24 Quadro 3.2 Alfabetização . 25 Quadro 3.3.1 Nível de instrução por características seleccionadas: Mulheres . 26 Quadro 3.3.2 Nível de instrução por características seleccionadas: Homens . 26 Quadro 3.4.1 Acesso a meios de comunicação de massa: Mulheres . 28 Quadro 3.4.2 Acesso a meios de comunicação de massa: Homens . 28 Quadro 3.5.1 Condição perante o trabalho: Mulheres . 30 Quadro 3.5.2 Condição perante o trabalho: Homens . 31 Quadro 3.6.1 Ocupação: Mulheres . 32 Quadro 3.6.2 Ocupação: Homens . 33 Quadro 3.7 Decisão no uso dos rendimentos do agregado . 35 Quadro 3.8 Controlo do salário da entrevistada . 35 Quadro 3.9 Participação da mulher na tomada de decisões . 36 Quadro 3.10 Participação da mulher na tomada de decisões por características seleccionadas . 37 Quadro 3.11.1 Opinião da mulher sobre a agressão da mulher por parte do cônjuge/companheiro . 38 Quadro 3.11.2 Opinião do homem sobre a agressão da mulher por parte do cônjuge/companheiro . 39 Quadro 3.12.1 Opinião da mulher sobre a recusa da mulher em ter relações sexuais . 41 Quadro 3.12.2 Opinião do homem sobre a recusa da mulher em ter relações sexuais . 42 viii | Lista dos Quadros e Gráficos CAPÍTULO 4 FECUNDIDADE Quadro 4.1 Fecundidade actual . 44 Quadro 4.2 Fecundidade, gravidez e número médio de filhos por características seleccionadas . 45 Quadro 4.3 Fecundidade por idade segundo duas fontes . 46 Quadro 4.4 Tendência da fecundidade . 47 Quadro 4.5 Filhos nascidos vivos e filhos sobreviventes de todas as mulheres e das mulheres unidas . 49 Quadro 4.6 Intervalo entre nascimentos . 50 Quadro 4.7 Idade ao nascimento do primeiro filho . 51 Quadro 4.8 Idade mediana ao primeiro nascimento, por características seleccionadas . 52 Quadro 4.9 Fecundidade e maternidade na adolescência. 53 Quadro 4.10 Filhos nascidos vivos e filhos sobreviventes de todos os homens e dos unidos . 54 Gráfico 4.1 Taxas de fecundidade por idade, para os três anos anteriores ao inquérito, por meio de residência . 44 Gráfico 4.2 Índice sintético de fecundidade e descendência atingida aos 40-49 anos . 46 Gráfico 4.3 Taxas de fecundidade por idade segundo o IDSR-I (1998) e o IDSR-II (2005) . 47 Gráfico 4.4 Taxas de fecundidade por idade e por períodos quinquenais, nos 20 anos anteriores ao IDSR-II 2005 . 48 CAPÍTULO 5 PLANEAMENTO FAMILIAR Quadro 5.1 Conhecimento de métodos contraceptivos . 57 Quadro 5.2 Utilização passada de métodos contraceptivos . 58 Quadro 5.3.1 Utilização passada de métodos contraceptivos: Mulheres . 59 Quadro 5.3.2 Utilização passada de métodos contraceptivos: Homens . 59 Quadro 5.4 Uso actual de métodos anticonceptivos . 60 Quadro 5.5.1 Uso actual de métodos contraceptivos por características seleccionadas: Todas as mulheres . 63 Quadro 5.5.2 Uso actual de métodos contraceptivos por características seleccionadas: Mulheres casadas/unidas . 64 Quadro 5.6 Número de filhos na época do uso do primeiro método . 66 Quadro 5.7 Conhecimento do período fértil . 66 Quadro 5.8 Idade no momento da esterilização . 67 Quadro 5.9 Fonte de obtenção de métodos . 67 Quadro 5.10 Informações relativas aos métodos contraceptivos . 69 Quadro 5.11 Uso futuro de métodos contraceptivos . 70 Quadro 5.12 Razões para não usar métodos contraceptivos . 70 Quadro 5.13 Preferência de método para uso futuro . 71 Quadro 5.14 Contacto com mensagens sobre planeamento familiar . 72 Quadro 5.15 Contacto das mulheres não usuárias de métodos contraceptivos com agentes de saúde . 73 Quadro 5.16 Diálogo sobre planeamento familiar com o esposo/companheiro . 74 Quadro 5.17 Atitude face ao planeamento familiar . 75 Gráfico 5.1 Conhecimento de métodos contraceptivos: percentagem de todas as mulheres e de todos os homens que conhecem um método contraceptivo por tipo de método . 56 Lista dos Quadros e Gráficos | ix Gráfico 5.2 Prevalência contraceptiva das mulheres casadas/unidas segundo o meio de residência . 61 Gráfico 5.3 Utilização actual de métodos contraceptivos: Percentagem das mulheres, e das mulheres casadas/unidas que usam métodos contraceptivos segundo características seleccionadas . 65 CAPÍTULO 6 NUPCIALIDADE E EXPOSIÇÃO AO RISCO DE GRAVIDEZ Quadro 6.1 Estado civil actual por grupo etário e sexo . 78 Quadro 6.2 Idade na primeira união . 80 Quadro 6.3.1 Idade mediana na primeira união: Mulheres . 81 Quadro 6.3.2 Idade mediana na primeira união: Homens . 82 Quadro 6.4 Idade na primeira relação sexual . 83 Quadro 6.5 Idade mediana na primeira relação sexual . 84 Quadro 6.6 1 Actividade sexual recente por características seleccionadas: Mulheres . 86 Quadro 6.6.2 Actividade sexual recente por características seleccionadas: Homens . 88 Quadro 6.7 Amenorreia, abstinência e não-susceptibilidade pós-parto . 89 Quadro 6.8 Duração mediana da não susceptibilidade pós-parto, por características seleccionadas . 90 Quadro 6.9 Menopausa . 91 Gráfico 6.1 Proporção de mulheres solteiras por grupos etários, segundo o IDSR-98 e IDSR-II . 79 Gráfico 6.2 Idade mediana das mulheres à 1ª união e à 1ª relação sexual . 85 CAPÍTULO 7 INTENÇÕES REPRODUTIVAS E PLANEAMENTO DA FECUNDIDADE Quadro 7.1.1 Preferência de fecundidade por número de filhos vivos: Mulheres . 94 Quadro 7.1.2 Preferência de fecundidade por número de filhos vivos: Homens . 95 Quadro 7.2 Desejo de não ter mais filhos . 96 Quadro 7.3 Necessidade de planeamento familiar para mulheres unidas (casadas ou em união de facto) . 98 Quadro 7.4 Número ideal de filhos . 100 Quadro 7.5 Número ideal médio de filhos por características sócio-demográficas. 101 Quadro 7.6 Intenção reprodutiva . 102 Quadro 7.7 Taxa de Fecundidade desejada . 103 Gráfico 7.1 Distribuição percentual de mulheres unidas e não unidas segundo a preferência pela fecundidade, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 . 94 Gráfico 7.2 Distribuição percentual de mulheres unidas que não desejam ter mais filhos por domínios de estudo . 97 CAPÍTULO 8 SAÚDE DA MULHER E DA CRIANÇA Quadro 8.1 Assistência no pré-natal segundo tipo de profissional . 106 Quadro 8.2 Assistência no pré-natal por número de consultas e idade gestacional na primeira consulta . 107 Quadro 8.3 Exames realizados e medicação recebida durante o controlo pré-natal . 110 Quadro 8.4 Vacinação anti-tetânica . 111 Quadro 8.5 Local do parto . 113 Quadro 8.6 Assistência durante o parto . 115 Quadro 8.7 Características do parto . 116 x | Lista dos Quadros e Gráficos Quadro 8.8 Assistência pós- parto . 117 Quadro 8.9 Vacinação por características sócio-demográficas . 119 Quadro 8.10 Prevalência e tratamento das Infecções Respiratórias Agudas (IRA) e febre . 122 Quadro 8.11 Prevalência de diarreia . 123 Quadro 8.12 Conhecimento dos sais de rehidratação oral (SRO) . 124 Quadro 8.13 Tratamento da diarreia . 125 Quadro 8.14 Práticas alimentares durante a diarreia . 125 Quadro 8.15 Uso de tabaco . 126 Gráfico 8.1 Distribuição percentual de mulheres que tiveram filhos nos cinco anos anteriores aos inquéritos de 1998 e 2005 e que fizeram o pré-natal do último filho nascido vivo, segundo o número de consultas . 107 Gráfico 8.2 Distribuição percentual de mulheres que tiveram filhos nos cinco anos anteriores aos inquéritos de 1998 e 2005, segundo idade gestacional na primeira consulta do pré-natal do último filho . 109 Gráfico 8.3 Percentagem de mulheres que tiveram filhos nos cinco anos anteriores ao inquérito e que receberam vacina anti-tetânica durante a gravidez do último filho nascido vivo, por domínio de estudo . 111 Gráfico 8.4 Distribuição percentual de mulheres que tiveram filhos nos cinco anos anteriores aos inquéritos de 1998 e 2005 e que receberam vacina anti- tetânica durante a gravidez do último filho nascido vivo, segundo número de doses recebidas . 112 Gráfico 8.5 Distribuição percentual de nascidos vivos nos cinco anos anteriores aos inquéritos de 1998 e 2005, no meio rural, segundo local do parto . 114 Gráfico 8.6 Percentagem de crianças de 12-23 meses completamente vacinadas, por domínio de estudo . 118 Gráfico 8.7 Percentagem de crianças dos 12-23 meses, que receberam vacinas especifica segundo o tipo de vacina . 120 CAPÍTULO 9 AMAMENTAÇÃO E ESTADO NUTRICIONAL Quadro 9.1 Amamentação inicial . 128 Quadro 9.2 Situação da amamentação por idade . 130 Quadro 9.3 Duração mediana e frequência da amamentação . 131 Quadro 9.4 Frequência de alimentos consumidos pelas crianças nas últimas 24 horas (de dia e de noite) . 132 Quadro 9.5 Frequência de alimentos consumidos pelas crianças nas últimas 24 horas (de dia e de noite) . 133 Quadro 9.6 Consumo de micronutrientes entre as crianças . 134 Quadro 9.7 Quantidade de micronutrientes entre as mulheres . 135 Quadro 9.8 Prevalência da anemia nas crianças . 137 Quadro 9.9 Prevalência de anemia nas mulheres . 138 Quadro 9.10 Prevalência de anemia nas crianças segundo condições de anemia da mãe . 139 Quadro 9.11 Prevalência de anemia nos homens . 139 Gráfico 9.1 Prática de amamentação das crianças menores de três anos . 130 Lista dos Quadros e Gráficos | xi CAPÍTULO 10 MORTALIDADE DAS CRIANÇAS MENORES DE 5 ANOS Quadro 10.1 Mortalidade das crianças menores de 5 anos . 143 Quadro 10.2 Mortalidade de crianças menores de 5 anos por características socio- económicas . 145 Quadro 10.3 Mortalidade das crianças menores de 5 anos por características socio- demográficas da criança e da mãe . 148 Quadro 10.4 Mortalidade perinatal . 150 Quadro 10.5 Categorias de comportamentos reprodutivos de alto risco . 152 Gráfico 10.1 Taxa de mortalidade infantil segundo o IDSR-98 e o IDSR-II 2005 . 144 Gráfico 10.2 Taxa de mortalidade juvenil segundo o IDSR-98 e o IDSR-II 2005 . 145 Gráfico 10.3 Mortalidade infantil e juvenil segundo o meio de residência e as características da mãe . 146 CAPÍTULO 11 VIH/SIDA E INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS Quadro 11.1 Conhecimento do VIH/SIDA . 154 Quadro 11.2 Conhecimento de meios de prevenção VIH/SIDA . 156 Quadro 11.3 Conhecimento da prevenção da transmissão vertical do VIH/SIDA . 157 Quadro 11.4.1 Crenças erradas sobre a transmissão do VIH/SIDA nas mulheres . 160 Quadro 11.4.2 Crenças erradas sobre a transmissão do VIH/SIDA nos homens . 161 Quadro 11.5.1 Atitude de tolerância em relação as pessoas portadoras do VIH/SIDA: Mulheres . 163 Quadro 11.5.2 Atitude de tolerância em relação as pessoas portadoras do VIH/SIDA: Homens. 164 Quadro 11.6 População que fez o teste de VIH e recebeu o resultado . 165 Quadro 11.7 Teste de despistagem do VIH nas mulheres grávidas que receberam aconselhamento . 167 Quadro 11.8 Habilidade da mulher para negociar uma relação sexual segura com o marido/companheiro . 168 Quadro 11.9 Homens e mulheres que tiveram relações sexuais de alto risco e uso do preservativo . 170 Quadro 11.10 Relações Sexuais pagas durante os últimos 12 meses e uso de preservativo . 171 Quadro 11.11 Idade da primeira relação sexual de homens e mulheres adolescentes . 173 Quadro 11.12 Uso do preservativo durante a primeira relação sexual por homens dos 15-24 anos . 174 Quadro 11.13.1 Homens e mulheres adolescentes que tiveram relações sexuais de alto risco e usaram preservativo . 175 Quadro 11.13.2 Relações sexuais de alto risco nos jovens dos 15-24 anos coabitantes e não coabitantes . 176 Quadro 11.14 Relações sexuais pré maritais nos últimos 12 meses e uso do preservativo . 177 Quadro 11.15 Jovens dos 15-24 anos que conhecem uma fonte de obtenção do preservativo . 178 Quadro 11.16 Homens e mulheres jovens com mais de um parceiro sexual . 179 Quadro 11.17.1 Conhecimento dos sintomas das infecções sexualmente transmissíveis (IST): Mulheres . 182 Quadro 11.17.2 Conhecimento dos sintomas das infecções sexualmente transmissíveis (IST): Homens . 183 Quadro 11.18 Infecções sexualmente transmissíveis (IST) e sintomas declarados . 184 Quadro 11.19 Procura de tratamento das IST . 185 xii | Lista dos Quadros e Gráficos Gráfico 11.1 Relações sexuais de alto risco nos jovens dos 15-24 anos coabitantes e não-coabitantes . 175 CAPÍTULO 12 PREVALÊNCIA DO VIH Quadro 12.1 Cobertura do teste do VIH - sem ponderação . 191 Quadro 12.2 Características dos homens e mulheres testados para o VIH . 193 Quadro 12.3 Resultado dos testes de VIH . 194 Gráfico 12.1 Taxa de seroprevalência do VIH por grupo etário e sexo . 194 Gráfico 12.2 Prevalência do VIH por tipo de virus e grupo étario . 195 Gráfico 12.3 Prevalência do VIH por meio de residência e sexo . 195 CAPÍTULO 13 VIOLÊNCIA DOMÉSTICA Quadro 13.1 Violência física . 199 Quadro 13.2 Perpetrador da violência física . 200 Quadro 13.3 Violência durante a gravidez . 201 Quadro 13.4 Grau de controlo exercido pelo marido/companheiro . 202 Quadro 13.5 Violência conjugal exercida pelo marido/companheiro . 203 Quadro 13.6 Frequência da violência conjugal . 205 Quadro 13.7 Primeiro episódio de violência conjugal . 206 Quadro 13.8 Consequência da violência conjugal . 206 Quadro 13.9 Procura de ajuda . 207 Quadro 13.10 Características das mulheres e procura de ajuda . 208 Quadro 13.11 Violência conjugal, estatuto da mulher e características dos cônjuges . 210 Gráfico 13.1 Distribuição percentual de mulheres que alguma vez foram vítimas de violência emocional, física ou sexual, perpetuada pelo cônjuge . 204 Gráfico 13.2 Violência da mulher contra o cônjuge . 211 ANEXO A PLANO DE SONDAGEM Quadro A.1 Repartição dos Distritos de Recenseamento por domínio de estudo e por meio de residência . 215 Quadro A.2 Repartição da população por domínio de estudo e segundo o meio de residência . 216 Quadro A.3 Amostra proporcional e amostra final com ajustes nos pequenos domínios . 217 Quadro A.4 Amostra dos DR por domínio e por meio de residência e o número de famílias a seleccionar por DR . 217 Quadro A.5 Resultado das entrevistas nos agregados familiares e mulheres . 219 Quadro A.6 Resultado das entrevistas nos agregados familiares e homens . 220 ANEXO B ERROS DE SONDAGEM Quadro B.1 Variáveis utilizadas para o cálculo dos erros de sondagem, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 . 223 Quadro B.2 Erros de amostragem, amostra nacional, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 . 224 Quadro B.3 Erros de amostragem, amostra urbano, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 . 225 Quadro B.4 Erros de amostragem, amostra rural, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 . 226 Lista dos Quadros e Gráficos | xiii ANEXO C QUADROS DE AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DOS DADOS Quadro C.1 Distribuição da população dos agregados familiares por Idade . 227 Quadro C.2.1 Distribuição das mulheres por idade . 227 Quadro C.2.2 Distribuição dos homens por idade. 228 Quadro C.3 Cobertura do Registo . 228 Quadro C.4 Nascimentos por anos do Calendário desde o nascimento . 229 Quadro C.5 Declaração da idade ao óbito em dias . 229 Quadro C.6 Declaração da idade ao óbito em meses . 230 Prefácio | xv PREFÁCIO A realização do Segundo Inquérito Demográfico e de Saúde Reprodutiva, o IDSR-II, constitui para Cabo Verde um instrumento importante de seguimento e avaliação do impacto dos programas sociais e da saúde implementados pelo Governo. Para além de ter permitido determinar os níveis de evolução de variáveis anteriormente estudadas aquando da realização do Primeiro Inquérito Demográfico e de Saúde Reprodutiva, IDSR-I, em 1998, esta importante operação estatística, representou uma ocasião ímpar para a realização do segundo inquérito nacional de seroprevalência do VIH na população sexualmente activa, bem com estudar a prevalência da anemia. Os resultados do Segundo Inquérito demográfico e de Saúde Reprodutiva, o IDSR-II, revelam ganhos extraordinários na saúde em Cabo Verde, mas também desafios que a todos interpelam, designadamente, o Governo, as famílias e a sociedade civil. Os dados indicam que o acesso aos cuidados pré-natal pelas mulheres grávidas durante a gestação do último filho nascido nos cinco anos anteriores ao inquérito é de 98%, sem diferenças entre o meio urbano e o rural. Cerca de 54% das mulheres tiveram a primeira consulta pré-natal antes de decorridos 4 meses de gravidez. A assistência ao parto por um pessoal de saúde é expressiva: cerca de 78%, das quais 32% foram atendidas por médicos e 46% por enfermeiras. Os níveis de conhecimento sobre o VIH/SIDA são muito elevados: cerca de 100% das pessoas conhece ou ouviu falar do VIH. A prevalência do VIH em Cabo Verde é de 0,8% sendo 1,1% para os homens e 0,4% para as mulheres. A prevalência da anemia nas s crianças de idade compreendida entre os 6 e os 59 meses é de 52%. Nas mulheres a anemia constitui também um problema de saúde publica, visto que 29% das mulheres sofrem de carência em ferro, sendo 43% nas grávidas e 36% nas mulheres aleitando. Aproveito esta oportunidade para agradecer às populações de mulheres e homens que colaboraram nesta pesquisa, permitindo assim a sua realização. Quero também em meu nome próprio e em nome do Governo de Cabo Verde endereçar sinceros agradecimentos a todos os departamentos estatais, bem como a todos os nossos parceiros de desenvolvimento pelo contributo dado para o sucesso deste inquérito, particularmente à Macro International pela assistência técnica em todas as fases da pesquisa. Finalmente os nossos agradecimentos aos técnicos do INE e do Ministério da Saúde que não pouparam esforços para o sucesso desta operação de grande envergadura. Os nossos agradecimentos são extensivos aos agentes supervisores, aos controladores, inquiridores, agentes de digitação e condutores que permitiram a recolha dos dados e a sua exploração. O Ministro de Estado e da Saúde Dr. Basílio Mosso Ramos Agradecimentos | xvii AGRADECIMENTOS O Segundo Inquérito Demográfico e de Saúde Reprodutiva (IDSR-II) permite ao país dispor de informações necessárias para a concepção e a implementação de programas visando a melhoria da saúde e do bem-estar da população. Este relatório é o resultado da conjugação de várias actividades, em que participaram técnicos de diferentes instituições. Trata-se de uma grande operação estatística, fruto de esforços constantes das autoridades nacionais, e parceiros de desenvolvimento, para a melhoria do conhecimento da situação socio- demográfica do país. Assim, os nossos agradecimentos são dirigidos a toda a população Caboverdiana que colaborou neste inquérito, permitindo assim a sua realização. Igualmente dirigimos os nossos sinceros agradecimentos ao Governo de Cabo Verde e à todas as instituições que tornaram possível a realização deste estudo: • Direcção Geral do Planeamento; • Direcção Geral da Cooperação Internacional; • CCS-SIDA pelo apoio financeiro e pela colaboração técnica; • Cooperação Portuguesa, a Embaixada de Portugal em Cabo Verde e o INE-Portugal; • Fundo das Nações Unidas para a população (UNFPA); • Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF); • Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD); • Programa Alimentar Mundial (PAM); • Organização Mundial de Saúde (OMS); • Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID); • A Macro International pelos apoios; • Todos os serviços descentralizados do Ministério da Saúde, Ministério da Agricultura e Ministério da Educação, as Câmaras Municipais e as associações comunitárias que contribuíram para a realização deste inquérito; • Comité de Ética do IDSR-II que validou o protocolo do inquérito para a realização do teste do VIH e da análise de hemoglobina; • Serviço de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde; • Centro Nacional de Desenvolvimento Sanitária; • Laboratório do Hospital Agostinho Neto da Praia; • Laboratório do Hospital Le Dantec de Dakar que realizou o controlo de qualidade dos testes do VIH. Para a edição desta publicação contamos com o apoio financeiro do Sistema das Naçoes Unidas e do Programa Nacional de Saúde Reproductiva, pelo que, à esses parceiros, apresentamos os nossos especiais agradecimentos. Também felicitamos os agentes supervisores, os controladores, inquiridores, agentes de digitação e todos os que participara na realização deste estudo. Uma palavra de apreço a todos os técnicos do INE que directa ou indirectamente participaram neste inquérito. O Presidente do INE António dos Reis Duarte Siglas | xix SIGLAS BCG Bacilo de Calmette e Guerin (Vacina anti-tuberculose) CV Coeficiente de Variação CDC Centers for Disease Control and prevention (Estados Unidos) DIU Dispositivo Intra-uterino DST Doença Sexualmente Transmissível DTP Difteria, Tétano, Pertussis DR Distrito de Recenseamento EE Erro Padrão GPS Global Positioning System IDSR (DHS) Inquérito Demográfico e de Saúde Reprodutiva IEC Informação, Educação, Comunicação IPAD Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento IRA Infecções Respiratória Aguada ISF Índice Sintético de fecundidade IST Infecção Sexualmente transmissível MAMA Método do Aleitamento Materno e Amenorreia ORC Opinion Research Corporation PAV Programa Alargado de Vacinação PF Planeamento familiar PIB Produto Interior Bruto PLS Programa de Luta contra a SIDA PNUD Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento PNSR Programa Nacional de Saúde Reprodutiva REPS Raiz Quadrado do Efeito do Plano de sondagem RGPH Recenseamento Geral da População e da Habitação SIDA Sindroma de Imuno-Deficiência Adquirida SRO Soro de Re-hidratação Oral TBN Taxa bruta de Natalidade TGF Taxa Global de Fecundidade TMI Taxa de Mortalidade Infantil TMJ Taxa de Mortalidade Juvenil TMIJ Taxa de Mortalidade Infanto-juvenil TMN Taxa de Mortalidade Neonatal TRO Terapia de Re-hidratação Oral UNFPA Fundo da Nações Unidas para a População UNICEF Fundo das Nações Unidas para a Infância UEP Unidade Estatística Primária USAID Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional VIH Vírus da Imuno-deficiência Humana Resumo | xxi RESUMO O Inquérito Demográfico e de Saúde Reprodutiva (IDSR-II) é o segundo inquérito do género realizado em Cabo Verde. Trata-se de uma pesquisa por sondagem, executada pelo INE e pelo Ministério da Saúde. Tem como objectivo fornecer informações sobre a fecundidade, a mortalidade das crianças menores de cinco anos, o planeamento familiar, a saúde materna e infantil, as IST, o VIH/SIDA, e a violência doméstica. A inovação em relação ao primeiro IDSR, realizado em 1998, provém do facto de permitir, através da introdução do teste do VIH e da análise da hemoglobina, medir a prevalência do VIH e da anemia. Durante o inquérito, realizado de Julho a Novembro de 2005, foram entrevistados com sucesso 5 712 agregados familiares, 5 505 mulheres dos 15-49 anos e 2 644 homens dos 15-59 anos, seleccionados na metade dos agregados. Foi nestes agregados que se realizou o teste do VIH e a análise de hemoglobina. A violência doméstica contemplou um terço dos agregados, nos quais foram entrevistadas 1 333 mulheres. As informações recolhidas são significativas a nível nacional, por meio de residência urbano e rural e a nível dos 11 domínios de estudo: a cidade da Praia, Santiago Norte, o Resto de Santiago e as 8 restantes ilhas constituem cada, um domínio de estudo. CONDIÇÕES DE VIDA Segundo os resultados, 83% dos agregados familiares tem acesso a água potável, sendo 90% no meio urbano e 74% no meio rural. Relativamente ao saneamento, quase a metade dos agregados (49%) possui uma casa de banho com retrete e mais de 4 agregados em cada 10 (45%) não tem nem casa de banho, nem retrete, sendo uma proporção de 61% no meio rural. ORFANDADE E PRESENÇA DOS PAIS No que concerne à sobrevivência dos pais das crianças menores de 15 anos, e a criação das mesmas, os resultados mostram que 0,3% é órfã de mãe e 3% órfã de pai. Contudo, apenas 39% das crianças desta faixa etária vive com ambos os pais. Cerca de 38% das crianças vivem apenas com a mãe, embora na quase totalidade dos casos o pai esteja vivo (92%). FECUNDIDADE Os dados do IDSR-II mostram que a fecundidade baixou consideravelmente nos últimos anos. O número médio de filhos que teria uma mulher no fim da vida reprodutiva seria de 2,9 filhos, se as condições de fecundidade na altura do estudo se mantivessem constantes. Não há grande diferença entre o meio urbano e o rural (sendo respectivamente 2,7 e 3,1 filhos por mulher). Contudo a fecundidade varia significativamente segundo o nível de instrução (3,9 filhos para as mulheres sem nível de instrução e 2,7 para as atingem o secundário). Mais de 8 em cada 10 mulheres (84%) esperaram pelo menos 24 meses para ter o próximo filho, ou seja a grande maioria observa o espaçamento mínimo recomendado (24 meses). A esterilidade primária diz respeito a 5% das mulheres dos 45-49 anos que chega ao fim da vida reprodutiva sem ter um filho. Os resultados mostram que a fecundidade precoce é uma realidade que merece uma atenção especial. Em cada 100 meninas dos 15- 19 anos, 19 já engravidaram pelo menos uma vez, sendo que na altura da pesquisa 15 já eram mães e 4 estavam grávidas do primeiro filho. NUPCIALIDADE Relativamente ao estado civil, 42% das mulheres dos 15-49 anos encontra-se em união, com apenas 12% casadas e 30% a viver em união de facto. As solteiras representam 46%. No que concerne os homens dos 15-59 anos, mais da metade (56%) é solteira, 10% casado e 27% vive em união de facto, que constitui a forma mais comum de vida matrimonial, em detrimento do casamento. xxii | Resumo Aos 22,6 anos, a metade das mulheres dos 25-49 encontra-se em primeira união, enquanto que para os homens, a idade mediana é mais avançada (25,7 anos). Em termos da idade aquando da primeira relação sexual, os dados do ISDR-II apontam que 12% das jovens e 20% dos jovens (15-24 anos) já tinha tido relação sexual aos 15 anos. A idade mediana na primeira relação sexual é de 17,9 anos para as mulheres de 25-49 anos e 17,5 anos para os homens no mesmo grupo de idade. PLANEAMENTO FAMILIAR E PROCURA DE CONTRACEPÇÃO O conhecimento dos métodos contraceptivos é quase universal tanto para as mulheres (99,7%) como para os homens (99,8%). A prevalência contraceptiva em Cabo Verde situa-se à volta de 44%, valor esse que pode ser interpretado como o resultado das políticas desenvolvidas ao longo dos últimos anos. De 16%, registado no Inquérito sobre a Fecundidade realizado em 1988, a prevalência passou para 37% em 1998, aumentando sete pontos percentuais em 2005. Entre as mulheres casadas ou que vivem em união, o uso de métodos modernos é de 57% (63% no meio urbano e 50% no meio rural). O uso de métodos anticoncepcionais modernos é também bastante expressivo entre as mulheres solteiras sexualmente activas (72%). Os dados demonstram que o uso dos métodos anticoncepcionais pelas mulheres é mais para limitar os nascimentos (26%) de que para espaçá-los (18%). De acordo com os resultados as necessidades não satisfeitas em matéria de planeamento familiar são de 10%, enquanto que a demanda potencial satisfeita de PF é de 81%. SAÚDE MATERNA Os dados indicam que o acesso aos cuidados do pré-natal pelas mulheres grávidas durante a gestação do último filho nascido nos cinco anos anteriores ao inquérito é expressivo (98%), sem diferenças entre o meio urbano e o rural. Cerca de 54% das mulheres teve a primeira consulta pré-natal antes de decorridos 4 meses de gravidez. A maioria dos partos (78%) ocorreu numa estrutura de saúde, sendo cerca de 25 pontos percentuais acima da média de 1998. Contudo, ainda cerca de um quinto dos nascimentos ocorre em casa, apesar de uma diminuição para mais de metade em relação ao nível de 1998. A assistência ao parto por pessoal de saúde é expressiva: cerca de 78%, valor que se reparte entre médicos (32%) e enfermeiras (46%), sendo no meio urbano 91% e 64% no meio rural. No que se refere à vacina antitetânica, 82% das mulheres foi vacinada, das quais 53% recebeu mais de duas doses. SAÚDE DA CRIANÇA Relativamente à imunização das crianças, a taxa de cobertura vacinal para as com idade compreendida entre 12-23 meses é de 74%. Entre as crianças com idade compreendida entre 12 e 23 meses, 97% recebeu a BCG, 84% as três doses de DTP (Tripla), 82% as de Pólio e 89% recebeu a vacina contra o Sarampo. As infecções respiratórias agudas (IRA), a febre e a diarreia continuam a ser causas frequentes de morbilidade entre as crianças. A prevalência da IRA é de cerca de 16% nas crianças menores de 5 anos e a da febre 21%. A taxa de prevalência das doenças diarreicas perfaz 14%. Entre as crianças que estavam com diarreia nas duas últimas semanas anteriores ao inquérito, menos de metade (45%) foi tratada num estabelecimento de saúde. Os resultados mostram que quase todas receberam sais de rehidratação oral para o tratamento da diarreia. AMAMENTAÇÃO E ESTADO NUTRICIONAL Em 2005, 60% das crianças com menos de seis meses de idade estava em amamentação exclusiva. Sobressaiu que cerca de 52% das crianças de idade compreendida entre os 6 e os 59 meses tem anemia. Em 25% dos casos trata-se da anemia leve, 26% moderada e 2% severa. As crianças de 12-23 meses são as mais vulneráveis, apresentando uma prevalência de 67%. A forma severa atinge mais de 6% das crianças de 10-11 meses. A anemia nas mulheres constitui também um problema de saúde pública, visto que 29% das mulheres sofre de carência em ferro, sendo 43% Resumo | xxiii nas grávidas e 36% nas mulheres aleitando. Nos homens a prevalência da anemia é de 8%. Relativamente às carências em micro- nutrientes, os resultados indicam para crianças menores de 3 anos, um baixo nível de consumo de frutas e vegetais ricos em vitamina A (48%). MORTALIDADE DAS CRIANÇAS A taxa de mortalidade nas crianças menores de 5 anos é de 33 por mil, o que significa uma redução em relação a 1998, ano em que, de acordo com os resultados do primeiro IDSR a taxa era de 43 por mil. Contudo, o estudo mostrou que a mortalidade infantil se manteve estacionária, à volta de 30 por mil. Ainda, há uma tendência para o aumento da mortalidade neonatal (entre 0-28 dias) cujo nível foi estimado a 17 por mil. A taxa de mortalidade pós-neonatal (entre 1 mês de vida e 1 ano) passou de 20 por mil entre 1993-1998 para 13 por mil entre 2001-2005 (IDSR-II), e a mortalidade das crianças de 1-4 anos variou de 12 por mil para 3 por mil (IDSR- II). O nível de mortalidade é mais elevado no meio urbano do que no meio rural. VIH/SIDA E OUTRAS IST Relativamente ao VIH/SIDA, cerca de 100% das pessoas conhece ou ouviu falar do VIH e aproximadamente 88% de mulheres e 96% de homens considera que podem fazer algo para evitar contrair a infecção. Quase todos os homens e mulheres sabem que podem reduzir os riscos de contrair o VIH através do uso do preservativo. Apenas a metade deles considera que a abstinência de relação sexual como forma de reduzir os riscos (56% das mulheres e 59% dos homens). A grande maioria considera que limitar as relações sexuais a um único parceiro não infectado e fiel diminui os riscos de contrair o VIH. Enquanto que a grande maioria das pessoas sabe que uma pessoa que aparenta boa saúde pode ter o VIH, e que não se pode contrair o VIH compartilhando alimentos com uma pessoa infectada, apenas a metade sabe que o vírus da SIDA não pode ser transmitido pelas picadas do mosquito. No caso da transmissão vertical, cerca de 52% dos homens e mulheres conhecem os três momentos possíveis de contágio (gravidez, parto e aleitamento), mas apenas 21% das mulheres e 20% dos homens acha que se pode fazer algo para reduzir o risco de contágio. O nível de tolerância em relação às pessoas portadoras do VIH é ainda baixo. Somente 16% das pessoas de ambos os sexos apresentam atitudes positivas em relação às quatro medidas de tolerância a saber: (i) não gostaria que ficasse em segredo caso um familiar estar infectado pelo VIH, (ii) compraria produtos alimentares a um vendedor infectado, (iii) estaria disposto a cuidar de um familiar infectado; (iv) pensa que se deve permitir a um(a) professor(a) infectado(a) continuar a ensinar. Isto é, 84% das mulheres e dos homens têm pelo menos uma atitude que denota estigmatização das pessoas que vivem com o VIH em situações sociais. PREVALÊNCIA DO VIH A prevalência do VIH em Cabo Verde é de 0,8% sendo 1,1% para os homens e 0,4% para as mulheres. A prevalência é mais elevada na Praia Urbano onde cerca de 1,7% da população esta infectada, sendo cerca de 2,6% dos homens e 0,8% das mulheres. VIOLÊNCIA DOMÉSTICA Durante o IDSR-II, 1333 mulheres dos 15- 49 anos foram entrevistadas sobre a violência doméstica. Sobressaiu que desde a idade dos 15 anos, mais de uma cabo-verdiana em cada 5 foi violentada fisicamente (21%) pelo marido/companheiro ou outra pessoa. No que se refere à violência conjugal, os resultados indicam que cerca de 16% das mulheres foi confrontada a actos de violência física, 14% sofreu de violência emocional e 4% foi submetida a violência sexual. Cerca de uma mulher em cada cinco foi vítima de uma destas formas de violência. xxiv | República de Cabo Verde Santiago Fogo Sal Boa Vista Santo Antão Maio São Nicolau São Vicente Brava ± REPÚBLICA DE CABO VERDE 0 40 8020 Kilometers Apresentação do País e Metodologia do Inquérito | 1 APRESENTAÇÃO DO PAÍS E METODOLOGIA DO INQUÉRITO 1 Maria de Lurdes Fernandes Lopes, Francisco Fernandes Tavares, René Charles Sylva 1.1 CARACTERIZAÇÃO DO PAÍS Geográfica A República de Cabo Verde é um arquipélago de 10 ilhas, das quais nove habitadas e oito ilhéus, perfazendo uma superfície terrestre de 4 033 km2. Situadas na costa ocidental africana, a cerca de 500 quilómetros a oeste do Senegal, as ilhas de Cabo Verde estendem-se entre os paralelos 17º 12,5ʹ e 14º 48ʹ de latitude norte e os meridianos 22º 44ʹ e 25º 22ʹ de longitude oeste de Greenwich. De origem vulcânica, de tamanho relativamente reduzido e dispersas, as ilhas de Cabo Verde estão numa zona de elevada aridez meteorológica. Três das ilhas habitadas são relativamente planas, sendo as outras montanhosas. O clima é propício para o desenvolvimento de actividades «outdoors» e a oferta de sol e praia é objecto de exploração turística. A escassez de recursos naturais é a característica marcante. A zona económica exclusiva estende-se por cerca de 700 000 km2. País saheliano, Cabo Verde tem um clima tropical seco, com um período de chuvas que se estende de Julho a Outubro frequentemente repartidas de forma irregular. Situação Política A capital do País é a cidade da Praia situada no extremo sul da ilha de Santiago e albergando cerca de um quarto da população residente1, sendo simultaneamente a capital económica e política. Independente desde 5 de Julho de 1975, Cabo Verde viveu durante os primeiros quinze anos em regime de partido único. Desde 1990 procedeu-se à abertura política. Com a mudança do regime a partir de 1991 e a adopção de uma nova Constituição em 1992, criaram-se condições mais propícias ao desenvolvimento do poder local, cuja dinâmica reivindicativa, associativa e organizativa constitui hoje uma das boas práticas da democracia cabo-verdiana, designadamente pela aproximação do poder às populações. Situação Sócio-demográfica País de emigração, Cabo Verde tem uma população residente de cerca de 478 000 habitantes (2005)2, dos quais pouco mais de metade (52%) são mulheres. Cerca de 52% da população tem menos de 20 anos. O nível de alfabetização de adultos já é elevado em comparação com outros países da sub- região africana, com ganhos visíveis nos últimos anos, pois cerca de 78%3 dos indivíduos de 15 anos ou mais sabe ler e escrever. O desemprego matem-se ainda elevado (24,4% em 2005), e a maioria da forga de trabalho não tem qualificação adequada. São visíveis e reconhecidos os ganhos em matéria de saúde, nomeadamente no domínio da saúde reprodutiva, permitindo aos cidadãos, não só maior longevidade, com melhor saúde, mas 1 INE 2003, Perspectivas Demográficas 2000-2010 2 INE 2003, Perspectivas Demográficas 2000-2010 3 Foi considerado um crescimento constante entre o Censo de 2000 (75%) e o QUIBB 2006 (79%) 2 | Apresentação do País e Metodologia do Inquérito também o poder de viver uma sexualidade em maior segurança e de escolher o número de filhos a ter, quando ter e com que espaçamento. O País atingiu um baixo nível de mortalidade geral e infantil. Em 2005, a taxa bruta mortalidade atingiu de cerca de 5,1 por mil (Ministério da Saúde, 2005) e a de mortalidade infantil 30 por mil. Porém, o esquema actual de financiamento do sistema de saúde não dá garantias de sustentabilidade, sendo aliás objecto de devido tratamento no quadro da nova política nacional de saúde. Situação Económica O escudo cabo-verdiano é a moeda nacional e tem paridade fixa em relação ao euro, valendo 1 euro 110,265 escudos, nos termos do acordo de cooperação cambial celebrado com Portugal, na segunda metade da década de noventa. A economia de Cabo Verde é hoje predominantemente de serviços, a aferir pela contribuição destes na formação do PIB (63% em 2003) como também na geração de emprego (55% em 2005). A trajectória de Cabo Verde é deveras marcante, nomeadamente pelo facto de em 30 anos de independência e numa situação de inexistência de recursos naturais clássicos, o país já estar classificado para deixar o grupo dos Países Menos Avançados (PMA), passando a pertencer ao grupo dos Países de Desenvolvimento Médio a partir de 1 de Janeiro de 2008. No período 1990-2005 a economia cresceu em média cerca de 6% ao ano. No período de uma década, o Produto Interno Bruto multiplicou-se por 3 e o PIB per capita passou de 902 US dólares em 1990 para 1 281 US dólares em 2000, para 2 093 US dólares em 2005. 1.2 OBJECTIVOS E METODOLOGIA DO INQUÉRITO 1.2.1 Objectivos do Inquérito O IDSR-II é um inquérito típico que se realiza em vários países do mundo, sendo o segundo que se efectua em Cabo Verde. Para além dos módulos clássicos dos inquéritos demográficos e sanitários, juntou-se o teste do VIH e de hemoglobina. Os principais objectivos deste inquérito são: • Actualizar os dados sobre as características sócio-demográficas da população; • Medir o nível e a tendência da fecundidade e da mortalidade das crianças, assim como os seus determinantes; • Determinar o nível de conhecimento e de utilização dos métodos contraceptivos; • Recolher dados sobre a saúde materna e infantil nomeadamente sobre as consultas pré- natal e pós-natal, assistência ao parto, o aleitamento materno, a vacinação, a frequência de doenças diarreicas, da febre e de IRAs nas crianças; • Medir a prevalência da violência doméstica; • Conhecer melhor a sexualidade dos jovens; • Medir o nível de conhecimento, as opiniões e o comportamento das mulheres e dos homens em relação à transmissão e à prevenção do VIH/SIDA e outras IST; • Medir a prevalência do VIH/SIDA; • Medir a prevalência da anemia. 1.2.2 Questionários do Inquérito Para a recolha de dados, adoptou-se a metodologia de entrevistas aos agregados familiares, com aplicação de três tipos de questionários: • Questionário do Agregado Familiar • Questionário Individual Mulher Apresentação do País e Metodologia do Inquérito | 3 • Questionário Individual Homem Os questionários tiveram como base o modelo standard utilizado pelos Inquéritos Demográficos e de Saúde. Para além disso, foram contextualizados e introduziram-se questões específicas para satisfazer as necessidades do país. Os mesmos foram testados em Abril de 2005 em zonas urbanas da Praia (Achada Brasil, Achada Grande Frente) e zonas rurais do interior da ilha de Santiago (Santa Cruz e São Salvador do Mundo). Cada agregado familiar da amostra foi visitado e entrevistado através do chefe ou de alguém que responda pelo chefe. Esta entrevista consistiu na identificação do agregado familiar e listagem de todos os seus membros. No final desta primeira abordagem foram inquiridas todas as mulheres elegíveis (mulheres de 15 a 49 anos) para a entrevista individual em privado e todos os homens elegíveis (homens de 15 a 59 anos) nos agregados seleccionados para o efeito, nas mesmas condições. 1.2.3 Amostragem O IDSR-II abrangeu todas as ilhas de Cabo Verde. Com excepção da ilha de Santiago, que foi dividida em três domínios de estudo, ou seja, Praia Urbano, Santiago Norte e Resto de Santiago, cada uma das restantes ilhas constitui um domínio de estudo4. O método de amostragem foi probabilístico realizado em duas etapas. Numa primeira etapa foram seleccionados 223 Distritos de Recenseamento (DRs) enquanto Unidades Primárias de Sondagem (UPS). Esses DRs foram actualizados, listando-se todos os agregados familiares ali residentes. Na segunda etapa foram seleccionados os agregados familiares da amostra donde provieram as mulheres e os homens elegíveis para a entrevista individual, sendo a idade o critério de elegibilidade. Em todos os agregados amostras foram inquiridos todos os homens e mulheres ilegíveis ali residentes, de acordo com o critério de selecção. Os homens foram inquiridos em um meio agregados familiares amostras. Cobertura da amostra Este método de amostragem garantiu a selecção aleatória de 6 512 agregados familiares, dos quais foram entrevistados 5 712, correspondendo a uma taxa de resposta de 98%. Nesses agregados familiares foram seleccionadas 6 175 mulheres elegíveis (mulheres de 15-49 anos), entre as quais 5 505 foram entrevistadas individualmente, correspondendo a uma taxa de resposta de 89%. Nesses mesmos agregados foram seleccionados 3 234 homens elegíveis (homens de 15-59 anos), entre os quais 2 644 foram entrevistados individualmente, correspondendo a uma taxa de resposta de 82% (Quadro 1.1). De realçar que a taxa de reposta para os agregados familiares foi mais elevada no meio rural (99%) que no urbano (97%). No que se refere às entrevistas individuais, a taxa de cobertura é igual nos dois meios de residência, tanto para os homens como para as mulheres. 4 Inicialmente o plano de sondagem foi elaborado de forma a ter Praia e o Resto de Santiago. Posteriormente na elaboração dos resultados, distinguiu-se os domínios de Praia Urbano, Santiago Norte (que agrupa Santa Catarina, São Salvador do Mundo, Tarrafal, e São Miguel), e Resto de Santiago (Praia Rural, Ribeira Grande de Santiago, São Domingos, Santa Cruz, São Lourenço dos Órgãos). 4 | Apresentação do País e Metodologia do Inquérito Quadro 1.1 Resultado das entrevistas aos agregados familiares e dos questionários individuais de mulher e homem, segundo meio de residência, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Meio de residência Total Urbano Rural Agregados familiares Agregados seleccionados 3 187 3 325 6 512 Ocupados 2 725 3 100 5 825 Entrevistados 2 654 3 058 5 712 Taxa de resposta (%) 97,4 98,6 98,1 Mulheres Mulheres elegíveis 2 890 3 285 6 175 Mulheres elegíveis entrevistadas 2 584 2 921 5 505 Taxa de resposta (%) 89,4 88,9 89,1 Homens Homens elegíveis 1 526 1 708 3 234 Homens elegíveis entrevistados 1 244 1 400 2 644 Taxa de resposta (%) 81,5 82,0 81,8 Sub-amostra para o estudo da violência doméstica A selecção de mulheres para responder à secção sobre a violência doméstica foi realizada em um terço dos agregados familiares, perfazendo um total de 1 333 agregados familiares. Em cada agregado da amostra apenas uma mulher elegível foi entrevistada. Sub-amostra para o teste do VIH Os testes de VIH foram realizados em todas as mulheres de 15-49 anos e todos os homens de 15-59 anos residentes nos agregados familiares onde foram inquiridos homens. Com base neste pressuposto foram seleccionados um total de 6 699 indivíduos, entre os quais, 84% aceitou fazer o teste. Entre os indivíduos elegíveis, 3 351 são mulheres, das quais 88% fez o teste e, 3 348 são homens, dos quais 79% fez o teste. Este teste foi realizado com sangue capilar, depois da entrevista e do consentimento esclarecido dos inquiridos. A percentagem de teste foi mais elevada no meio urbano (85%) do que no rural (83%). O mesmo se verifica entre os dois sexos. Os resultados por sexo e por meio de residência são apresentados no Quadro 1.2. Quadro 1.2 Resultado dos testes do VIH segundo meio de residência por sexo dos entrevistados, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Meio de residência Total Urbano Rural Mulheres Elegíveis 1 550 1 801 3 351 Com teste completo 1 368 1 573 2 941 % com teste completo 88,3 87,3 87,8 Homens Elegíveis 1 584 1 764 3 348 Com teste completo 1 283 1 372 2 655 % com teste completo 81,0 77,8 79,3 Total Elegíveis 3 134 3 565 6 699 Com teste completo 2 651 2 945 5 596 % com teste completo 84,6 82,6 83,5 Sub-amostra para o teste de anemia O teste de anemia foi realizado com sangue capilar recolhido em todos os homens e mulheres elegíveis e que aceitaram fazer o teste do VIH. Entre os homens com teste do VIH completo, foram realizados 2 655 testes de anemia e, entre as mulheres com teste do VIH completo, foram realizados 2 941 testes de anemia. Este teste foi realizado também no seio de 1 107 crianças dos 6-59 meses residentes nos agregados familiares onde foram inquiridos os homens. Apresentação do País e Metodologia do Inquérito | 5 1.2.4 Pessoal e Actividades do IDSR-II Organização da pesquisa O IDSR-II é um Projecto do Governo de Cabo Verde, executado pelo Instituto Nacional de Estatística e pelo Ministério de Saúde, no âmbito das suas competências. Para sua realização foi instituído o Decreto-Lei nº 29/2004 que criou como entidades intervenientes: i) O Comité de Ética – uma entidade independente multisectorial que tem a atribuição de assegurar a salvaguarda da dignidade dos direitos, da segurança e do bem-estar de todos os potenciais participantes dos testes de VIH e de hemoglobina no quadro do IDSR-II. Este Comité Ad Hoc foi composto por um representante da Comissão Nacional para os Direitos Humanos, da Ordem dos Médicos, da Ordem dos Advogados, de uma Instituição Religiosa, da Plataforma das ONGs, e de uma Instituição do Ensino Superior (ISE). ii) O Gabinete do IDSR-II – estrutura executiva do Inquérito no seio do INE, integrando o Director de Estatísticas Demográficas e Sociais do INE, na qualidade de Director Técnico do Gabinete, a Directora do Serviço de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, na qualidade de Directora Técnica Adjunto do Gabinete. O gabinete compreende uma unidade de metodologia, operações e análise, uma unidade de tratamento dos dados, uma unidade de sensibilização e uma unidade administrativa e financeira. Assistência técnica A assistência técnica, que cobriu as áreas de concepção, amostragem, recolha de dados, tratamento e análise, foi assegurada pela Macro International. O laboratório do VIH do Hospital Aristides Le Dantec de Dakar assegurou o Controlo Externo da vertente laboratorial. Os testes para detecção de infecção pelo VIH foram realizados pelo laboratório do VIH do Hospital Dr. Agostinho Neto da Praia. Organização dos trabalhos no terreno Os trabalhos no terreno foram organizados da seguinte forma: 1. Responsável das Operações no Terreno – coordenava todas as actividades no terreno. 2. Supervisor – controlava e avaliava o avanço dos trabalhos bem como a disciplina da equipe. Resolvia também todos os problemas detectados nos locais do inquérito. 3. Controlador – tinha como função chefiar a equipe, rever os questionários, corrigir e instruir os inquiridores sobre as falhas cometidas no terreno. 4. Inquiridores – tinham como função realizar as entrevistas com os homens. 5. Inquiridoras – tinham como função realizar entrevistas com as mulheres. 6. Enfermeiro – tinha como função fazer a recolha de sangue para os testes de anemia e VIH/SIDA. Cada equipa de terreno foi constituída por um inquiridor, três inquiridoras, um enfermeiro e chefiada por uma controladora. Em todos os domínios de estudo trabalhou uma equipa, com excepção de Praia Urbano onde trabalharam duas equipas. Trabalharam em todo o país 13 equipas em 10 domínios de estudo, a que corresponde um total de 7 supervisores, sendo dois na Praia Urbano, 13 controladores, 13 enfermeiros e 57 agentes inquiridores. Para assegurar a qualidade das informações recolhidas no terreno, as controladoras e os supervisores fizeram um controlo rigoroso sobre o processo de recolha a nível de cada equipe, mediante a detecção e correcção imediata dos erros, antes da equipa abandonar o DR. A nível central os questionários foram verificados e todos os problemas encontrados foram encaminhados ao Gabinete do inquérito para resolução, sendo nalguns casos devolvidos ao terreno para correcção. 6 | Apresentação do País e Metodologia do Inquérito Formação do pessoal de terreno A formação dos inquiridores, controladores e enfermeiros foi realizada na Praia durante 15 dias. A mesma foi orientada por 5 formadores, técnicos do INE, potenciais supervisores de terreno. Nos temas mais específicos tais como Saúde, Nutrição e Vacinação das Crianças, Saúde Reprodutiva e Métodos Contraceptivos, Doenças Sexualmente Transmissíveis e SIDA, e Violência Doméstica contou-se com a presença de oradoras, técnicas das áreas, que expuseram os respectivos temas, esclarecendo os aspectos mais relevantes que constavam do questionário. Intervieram também especialistas de comunicagão responsáveis pela sensibilização. A formação compreendeu palestras, sessões teóricas sobre a condução da entrevista, entrevistas simuladas na sala e sessões práticas de terreno. Participaram na formação inquiridores e controladores em número superior ao necessário, para facilitar a selecção final e assegurar a qualidade técnica do pessoal de terreno. Recolha de dados A actividade de recolha de dados teve início no dia 18 de Julho no domínio de estudo da Praia Urbano e no dia 25 de Julho nos restantes domínios de estudos. Todas as equipas receberam um plano de deslocação, mapas dos DRs e a listagem dos agregados familiares da amostra. Para o trabalho do campo contou-se com a estreita supervisão e controlo de qualidade por parte do Gabinete e dos supervisores. 1.2.5 Tratamento de dados O tratamento de dados compreendeu as seguintes fases: i) Actualização da lista dos agregados familiares Utilizou-se o software LSD (Logiciel de Saisie des Données) para digitação dos dados da actualização da lista dos agregados familiares residentes nos DRs amostras. A digitação decorreu no período compreendido entre Janeiro e Fevereiro de 2005, com a participação de 6 digitadores. Seguidamente, fez-se a exportação da base de dados para o SPSS 12.0, onde se fez a selecção dos agregados familiares da amostra em cada DR. ii) Processamento de dados Para elaboração do programa de entrada de dados que foi finalizado em Dezembro de 2005, utilizou-se o CSPro versão 2.4 (sistema integrado para a entrada de dados, apuramento, produção de quadros). Em Janeiro de 2006 foram formados 19 digitadores, dos quais 14 trabalharam por um período de três meses, em horários diferentes, ou seja, sete no período de manhã e sete no período da tarde, e os restantes trabalharam durante um mês. A entrada de dados iniciou-se em Janeiro de 2006 e estendeu-se por três meses. Importa realçar que o processamento envolveu processos manuais e automáticos: recepção e verificação dos questionários, digitação, análise de inconsistência e supervisão, envolvendo um supervisor, cinco verificadores e 19 digitadores. Ainda nesta fase, foram concebidas mais duas bases de entrada de dados, para o teste do VIH, visto que o método é anónimo e não correlacionado, isto é nenhum nome ou outro elemento que pudesse permitir a identificação do inquirido devia figurar sobre a amostra de sangue seco. As bases foram instaladas no Ministério da Saúde e no Hospital Agostinho Neto para a digitação das informações. A primeira, foi desenvolvida em ACCESS versão 2000, tendo como objectivo a entrada Apresentação do País e Metodologia do Inquérito | 7 de dados sócio demográficas referentes aos participantes que aceitaram fazer os testes de VIH. A segunda foi feita em Excel, e foi utilizada para registar os resultados laboratoriais dos testes do VIH. iii) Limpeza da base de dados e tabulação A limpeza da base de dados foi realizada em Julho de 2006. Para tal, foi elaborado um programa de consistência especificamente para os questionarios utilizados na pesquisa, possibilitando a detecção de inconsistências da recolha, verificação e digitação. Para a tabulação e análise estatística, utilizou-se principalmente o CSPro. Esta actividade foi realizada no período compreendido entre Agosto e Dezembro de 2006. Características dos Agregados Familiares | 9 CARACTERÍSTICAS DOS AGREGADOS FAMILIARES 2 Francisco Fernandes Tavares 2.1 INQUÉRITO AOS AGREGADOS FAMILIARES O Segundo Inquérito Demográfico e de Saúde Reprodutiva foi realizado junto de 5 505 mulheres dos 15-49 anos de idade e 2 644 homens dos 15-59 anos de idade, que foram encontrados em 5 712 agregados familiares visitados pelos agentes de terreno. Foram efectivamente seleccionados 6 512 agregados familiares, dos quais 5 824 ocupavam a mesma unidade de alojamento que habitavam aquando da actualização da base de sondagem. As entrevistas aos agregados familiares visam determinar as características dos agregados familiares, os homens e mulheres elegíveis para o inquérito, para o teste do VIH e da anemia, as crianças elegíveis para o exame da anemia, bem como o estudo das condições de vida dos agregados familiares. As entrevistas aos agregados familiares foram feitas aos chefes ou seus representantes, tendo como suporte o questionário do agregado familiar que compreende quatro secções: a secção A que permitiu determinar e registar a composição do agregado familiar bem como os dados relativos às características dos membros; a secção B relativa às características e condições de habitação; a secção C para o registo dos nomes, do consentimento das pessoas submetidas ao teste de hemoglobina, bem como dos resultados do exame; e, uma secção D para o registo dos nomes, do consentimento dos homens e mulheres submetidos ao teste do VIH, bem como da informação sobre a efectivação do teste. Neste capítulo aborda-se a estrutura da população de Cabo Verde em 2005, prossegue-se descrevendo as características essenciais dos agregados familiares, com realce para o chefe do agregado, as condições de vida, através das variáveis relativas ao alojamento, à posse de bens duráveis e ao acesso aos bens e serviços básicos. 2.1.1 Estrutura por Sexo e Idade da População O Quadro 2.1 apresenta a estrutura da população de facto residente nos agregados familiares, segundo o meio de residência. A análise da estrutura da população baseia-se também no Gráfico 2.1 que apresenta a pirâmide de idades da população. A análise do Quadro 2.1 confirma o facto da população cabo-verdiana ser maioritariamente do sexo feminino e viver predominantemente no meio urbano. Cerca de 52% da população é do sexo feminino, e uma proporção idêntica da população vive no meio urbano. O peso da população feminina não difere entre os meios urbano e rural. A população cabo-verdiana é ainda relativamente jovem, como atesta a pirâmide de idade da população relativa ao ano 2005. Cerca de 73% da população tem menos de 35 anos, com maior expressão entre os homens (76%) do que entre as mulheres (69%). Assim da base à parte central, a pirâmide é relativamente larga, e achatada nos níveis superiores, devido ao reduzido peso da população em idades avançadas. Com efeito apenas cerca de 9% da população é idosa ou seja tem 60 anos ou mais, sendo 8% entre os homens e 10% entre as mulheres. 10 | Características dos Agregados Familiares Quadro 2.1 População dos agregados familiares por idade, sexo e meio de residência Distribuição percentual da população de facto dos agregados familiares por grupos quinquenais de idade, segundo o sexo e o meio de residência, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Grupos etários Urbano Rural Cabo Verde Masculino Feminino Total Masculino Feminino Total Masculino Feminino Total <5 10,7 9,7 10,2 12,0 9,5 10,7 11,3 9,6 10,5 5-9 12,8 11,3 12,0 15,1 13,4 14,2 13,9 12,3 13,1 10-14 14,4 13,5 13,9 17,2 15,2 16,1 15,8 14,3 15,0 15-19 13,4 13,0 13,2 14,8 13,1 13,9 14,1 13,1 13,5 20-24 9,7 8,7 9,2 9,2 7,7 8,4 9,4 8,2 8,8 25-29 7,3 7,4 7,3 5,7 5,4 5,6 6,5 6,4 6,5 30-34 6,3 6,0 6,1 3,9 4,1 4,0 5,2 5,1 5,1 35-39 6,6 6,4 6,5 4,1 5,3 4,7 5,4 5,9 5,6 40-44 5,7 5,5 5,6 3,6 4,8 4,3 4,7 5,2 4,9 45-49 3,3 3,7 3,5 2,6 4,3 3,5 3,0 4,0 3,5 50-54 2,5 3,2 2,9 1,5 4,2 2,9 2,0 3,7 2,9 55-59 0,9 1,8 1,4 1,1 1,5 1,3 1,0 1,6 1,3 60-64 1,1 1,9 1,5 1,4 2,3 1,8 1,2 2,1 1,7 65-69 1,4 2,1 1,7 2,4 2,9 2,7 1,9 2,5 2,2 70-74 1,5 2,2 1,9 2,3 2,3 2,3 1,9 2,2 2,1 75-79 1,1 1,7 1,4 1,7 1,8 1,8 1,4 1,8 1,6 80 + 1,0 1,8 1,4 1,4 1,9 1,7 1,2 1,8 1,5 Não sabe/sem informação 0,3 0,1 0,2 0,1 0,2 0,1 0,2 0,1 0,2 <15 37,9 34,6 36,2 44,3 38,1 41,1 41,0 36,2 38,5 15-64 56,8 57,7 57,2 47,8 52,8 50,4 52,5 55,3 54,0 65+ 5,0 7,7 6,4 7,7 9,0 8,4 6,3 8,3 7,4 Não sabe/sem informação 0,3 0,1 0,2 0,1 0,2 0,1 0,2 0,1 0,2 Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 Número 6 527 7 118 13 645 6 042 6 606 12 649 12 569 13 724 26 294 Nota: O total inclui pessoas sem informação sobre o sexo Gráfico 2.1 Pirâmide etária da população residente 80+ 75-79 70-74 65-69 60-64 55-59 50-54 45-49 40-44 35-39 30-34 25-29 20-24 15-19 10-14 5-9 <5 Idade 024681012141618 0 2 4 6 8 10 12 14 16 CVDHS 2005 Percentagens Masculino Feminino Segundo o IDSR-II, a maioria da população cabo-verdiana (54%) tem idade compreendida entre 15-64 anos. Resulta assim que cerca de 46 em cada 100 indivíduos residentes em Cabo Verde são dependentes, sendo que 39% tem menos de 15 anos e 7% tem 65 anos ou mais. Características dos Agregados Familiares | 11 A nível nacional, a população dependente tem maior peso relativo entre os homens (47%) do que entre as mulheres (45%). Em contrapartida, as mulheres em idade potencialmente activa (15-64 anos) têm um peso relativamente superior (55%) em relação aos homens (53%). Como se pode aferir do Quadro 2.1, em 2005, cerca de 48% das mulheres residentes em Cabo Verde tinha idade compreendida entre 15 e 49 anos, ou seja estava em idade de procriar, o que por si só pode significar o potencial reprodutivo que o país ainda tem, mas também a demanda potencial de serviços de saúde reprodutiva. Este é o universo a que se referem os indicadores do IDSR-II relativos às mulheres em estudo. Nesse mesmo ano, cerca de 51% dos homens residentes no país tinha idade compreendida entre 15 e 59 anos, o que também traduz o potencial de demanda de serviços de saúde reprodutiva pelos homens, sendo este o universo a que se referem os indicadores do IDSR-II relativos aos homens em estudo. 2.2 TAMANHO E ESTRUTURA DOS AGREGADOS FAMILIARES, ORFANDADE E PRESENÇA DOS PAIS O tamanho do agregado familiar é determinado pelos nascimentos e mortes que ocorrem no seu seio, bem como pela saída dos seus membros, que constituem novos agregados familiares ou passam a integrar outros agregados residentes em Cabo Verde, ou então partem para o estrangeiro, ou ainda, pela entrada de pessoas provenientes de outros agregados familiares nacionais ou do estrangeiro. O tamanho do agregado familiar pode ser fortemente determinado pelo nível de fecundidade, e é um forte determinante da pobreza e das condições de vida1. O tamanho do agregado familiar pode assim ser a consequência dos conhecimentos e das práticas da população no domínio da saúde reprodutiva, mas também, ainda que em menor escala, sua determinante. Neste contexto, o estudo do tamanho do agregado familiar informa sobre uma das consequências da fecundidade, como também de uma determinante da procura e da utilização dos serviços de saúde reprodutiva. A estrutura do agregado familiar é determinada pela situação da família no país, a propensão da população à vida em união, a estabilidade das uniões pelo casamento como pela união de facto, a entrega dos filhos aos avós, as preferências pelo núcleo clássico, ou então a permanência em adulto em casa dos pais, estando ou não em união, como também o acolhimento dos pais do casal. A composição dos agregados familiares e as condições de habitação informam inclusive sobre o nível de privacidade, ou de promiscuidade em que os jovens e os mais velhos vivem. 2.2.1 Tamanho e estrutura dos agregados familiares Tamanho dos agregados familiares O Quadro 2.2 apresenta a distribuição dos agregados familiares por sexo do chefe, o número de membros, e o tamanho médio segundo o meio de residência. Cerca de 54% dos agregados familiares, ou seja a maioria, é chefiado por homens e os restantes por mulheres. No meio rural, a proporção de agregados chefiados por mulher é ligeiramente maior do que a do meio urbano (48% contra 45%), o que se deve, pelo menos em parte, ao êxodo rural e à emigração. 1 Diagnóstico da Pobreza, Banco Mundial, INE, 2004. Segundo o estudo de cada vez que se acrescenta uma criança menor de 5 anos a um agregado familiar, mantendo-se o nível de rendimento, o nível médio de consumo dos membros do agregado diminui em cerca de 23%. 12 | Características dos Agregados Familiares Quadro 2.2 Composição dos agregados familiares Distribuição percentual dos agregados familiares por sexo do chefe e tamanho do agregado, segundo o meio de residência, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Meio de residência Total Urbano Rural Sexo do Chefe do Agregado Familiar Masculino 54,8 52,5 53,8 Feminino 45,2 47,5 46,2 Total 100,0 100,0 100,0 Número de residentes habituais 1 9,8 7,5 8,8 2 13,7 10,5 12,3 3 17,2 13,3 15,5 4 18 15 16,7 5 13,9 15 14,4 6 10,4 11,4 10,8 7 7,4 9,4 8,3 8 4 6,3 5 9 e + 5,6 11,5 8,2 Total 100,0 100,0 100,0 Agregados 3 204 2 508 5 712 Tamanho médio 4,4 5,1 4,7 Nota: Este quadro baseia-se na população de jure (residentes habituais). Em média esses agregados familiares têm 4,7 membros, tendo os do meio rural, dimensão média maior do que os do meio urbano (5,1 contra 4,4 membros). Por domínio de estudo (Quadro 2.2.1), Sal é a ilha onde em média os agregados têm menor dimensão, ou seja 3,8 membros, grupo a que pertencem ainda as ilhas da Boa Vista (4,0 membros), Brava (4,2 membros), São Nicolau e São Vicente (4,3), Maio (4,4 membros) e Praia Urbano (4,5 membros), todos com tamanho médio inferior à média nacional. No Resto de Santiago os agregados familiares têm em média 5,5 membros, é detém assim o record em matéria de dimensão média dos agregados familiares, suplantando a média nacional. Santiago Norte (5,3 membros), Fogo e Santo Antão (4,9 e 4,8 membros respectivamente) pertencem ao grupo de Resto de Santiago, todos com tamanho médio superior à média nacional. Em Cabo Verde cerca de 9% dos agregados familiares são unipessoais, ou seja tem apenas um membro, com maior expressão no meio urbano (10%) do que no meio rural (8%). Pouco mais de metade dos agregados familiares (53%) tem 1 a 4 membros, ou seja tem tamanho inferior à média, com maior expressão no meio urbano (59%) do que no meio rural (46%). Quase um terço dos agregados familiares (32%) tem 6 membros ou mais. Assim, cerca de 39% dos agregados do meio rural tem 6 ou mais membros, ou seja 12 pontos percentuais acima do caso do meio urbano. Na maioria dos domínios de estudo, a proporção de agregados familiares com 1 a 4 membros é superior à média nacional, variando entre um mínimo de 58% na Praia Urbano e em São Nicolau (57%), a um máximo de 67% no Sal. Importa ainda relevar que em Santiago Norte e no Resto de Santiago, cerca de 13% dos agregados familiares tem 9 membros ou mais, seguindo-se-lhes as ilhas de Santo Antão (10%), do Fogo (9%), do Maio e de São Vicente (7%). Características dos Agregados Familiares | 13 Quadro 2.2.1 Tamanho dos agregados familiares Distribuição percentual dos agregados familiares segundo o número de residentes habituais por domínio de estudo, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Domínio de estudo Residentes habituais Tamanho Médio Agregados Familiares 1 2 3 4 5 6 7 8 9 + Total Santo Antão 10,9 11,5 14,0 13,7 15,0 10,4 8,9 5,6 10,0 100,0 4,8 540 São Vicente 11,3 12,3 18,5 18,4 13,0 9,9 6,5 3,1 7,1 100,0 4,3 858 São Nicolau 14,4 14,8 14,2 14,0 13,9 8,8 9,7 4,2 6,0 100,0 4,3 157 Sal 15,4 16,4 16,2 18,7 14,3 7,3 5,8 3,4 2,4 100,0 3,8 250 Boa Vista 14,1 20,0 15,4 14,3 13,6 8,6 6,4 2,9 4,7 100,0 4,0 67 Maio 11,9 13,8 15,7 15,2 13,1 10,6 6,7 5,5 7,4 100,0 4,4 98 Praia Urbano 6,0 15,1 17,4 19,1 13,1 12,2 6,5 5,3 5,5 100,0 4,5 1 328 Santiago Norte 5,9 9,9 11,9 16,1 15,5 10,9 10,3 6,3 13,2 100,0 5,3 1 100 Resto Santiago 5,6 8,1 12,3 11,5 15,7 13,6 11,8 8,1 13,2 100,0 5,5 725 Fogo 8,4 8,4 14,2 17,8 11,7 13,5 10,3 6,4 9,4 100,0 4,9 495 Brava 10,4 13,1 21,8 14,7 14,6 10,9 6,6 3,8 4,1 100,0 4,2 95 Cabo Verde 8,8 12,3 15,5 16,7 14,4 10,8 8,3 5,0 8,2 100,0 4,7 5 712 Agregados familiares 474 681 864 941 802 646 486 312 506 – – 5 712 Estrutura dos agregados familiares O IDSR-II observou o laço de parentesco dos membros dos agregados familiares entrevistados com o respectivo chefe. O Quadro 2.2.2 apresenta uma distribuição da população residente nos agregados familiares por laço de parentesco com o chefe do agregado. Foram considerados os laços de parentesco retidos no IIIº Recenseamento Geral da População e Habitação de 2000 e no Inquérito às Despesas e Receitas Familiares de 2001/02. A análise da estrutura dos agregados familiares põe uma vez mais em evidência o facto da vida em união não ser uma preferência dos cabo-verdianos. Quadro 2.2.2 Estrutura dos agregados familiares Distribuição percentual dos membros dos agregados familiares por laço de parentesco com o chefe, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Laço de parentesco com o chefe % Efectivo Sem parentesco 2,1 563 Chefe 21,4 5 712 Cônjuge do chefe 10,8 2 878 Filho(a) 42,8 11 420 Mãe/Pai 0,9 240 Irmão/Irmã 1,9 503 Neto(a)/Bisneto(a) 13,5 3 618 Genro(o)/Nora 0,9 247 Sobrinho(a) 2,4 637 Enteado(a) 1,5 412 Outro Parentesco 1,8 471 Não sabe 0,0 1 Total 100,0 26 702 Assim, nos agregados familiares, os filhos do chefe do agregado familiar têm maior presença (43%), seguidos do chefe de agregado familiar (21%) e os netos(as)/bisnetos(as) do chefe (14%). A presença do cônjuge do chefe representa 11% e os restantes 12% referem-se aos outros membros como os sobrinhos, os irmãos(ãs) e enteados(as) do chefe (2% respectivamente). 2.2.2 Orfandade e presença dos pais no agregado familiar O IDSR-II estudou a sobrevivência dos pais, bem como a presença destes nos agregados em que vivem as crianças menores de 15 anos encontradas nos agregados familiares e o Quadro 2.3 apresenta uma síntese de indicadores mais relevantes sobre o problema. 14 | Características dos Agregados Familiares Quadro 2.3 Adopção e Orfandade Distribuição percentual da população de-jure menor de 15 anos por sobrevivência dos pais e vivência com os progenitores, por características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Vive com ambos os pais Vivendo com mãe Vivendo com o pai Não vive com nenhum Total Número de crianças Pai vivo Pai morto Mãe viva Mãe morta Ambos estão vivos Apenas o pai está vivo Apenas a mãe está viva Ambos estão mortos Sem informa- ção Idade <2 47,1 43,9 0,8 1,0 0,1 3,3 0,2 0,1 0,2 3,2 100,0 1 076 2-4 43,2 35,1 1,0 2,8 0,3 13,5 0,2 0,1 0,1 3,6 100,0 1 714 5-9 37,9 35,3 2,3 2,6 0,1 17,3 0,4 0,6 0,1 3,4 100,0 3 495 10-14 35,8 32,8 4,7 2,7 0,5 17,2 0,8 0,9 0,5 4,2 100,0 3 999 Sexo Masculino 39,2 34,9 2,8 2,9 0,5 14,9 0,5 0,6 0,3 3,5 100,0 5 230 Feminino 38,7 35,5 2,9 2,1 0,1 15,4 0,5 0,5 0,2 4,0 100,0 5 054 Sem informação 0,0 0,0 100,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 100,0 1 Meio de residência Urbano 39,7 35,0 2,2 3,1 0,3 13,8 0,5 0,6 0,3 4,4 100,0 5 079 Rural 38,2 35,4 3,5 1,9 0,3 16,4 0,4 0,6 0,3 3,0 100,0 5 205 Domínio de estudo Santo Antão 41,4 35,5 3,9 3,5 0,6 11,1 0,4 0,3 0,9 2,3 100,0 891 São Vicente 33,8 40,5 1,1 4,4 0,0 14,6 0,4 0,5 0,2 4,5 100,0 1 069 São Nicolau 33,2 39,2 2,6 3,7 0,0 15,3 0,2 0,8 0,1 4,7 100,0 229 Sal 45,0 26,7 2,7 2,7 0,6 8,0 0,3 0,0 0,0 14,1 100,0 330 Boa Vista 35,1 39,3 2,9 7,6 0,0 10,2 1,3 0,3 0,0 3,4 100,0 70 Maio 39,5 34,6 1,2 2,0 0,3 12,5 1,6 0,9 0,3 7,1 100,0 154 Santiago 37,7 35,0 3,0 2,1 0,3 17,3 0,6 0,7 0,2 3,1 100,0 6 415 Praia Urbano 45,7 32,9 1,7 3,0 0,4 12,0 0,4 0,3 0,3 3,3 100,0 2 320 Santiago Norte 30,3 38,6 4,3 1,4 0,3 19,4 0,6 1,0 0,3 3,8 100,0 2 439 Resto Santiago 37,5 32,7 2,7 1,7 0,3 21,8 0,8 0,6 0,0 2,0 100,0 1 656 Fogo 49,3 32,3 3,7 1,8 0,2 9,2 0,0 0,3 0,3 2,9 100,0 989 Brava 42,6 34,4 1,9 1,6 0,0 9,0 0,8 0,2 0,0 9,5 100,0 137 Total 38,9 35,2 2,9 2,5 0,3 15,1 0,5 0,6 0,3 3,7 100,0 10 285 Como se pode aferir da leitura do Quadro 2.3, em Cabo Verde, cerca de 5% das crianças menores de 15 anos é órfã de pelo menos um progenitor, o que pelo menos em parte pode explicar-se pelo nível relativamente baixo da mortalidade geral. A orfandade varia entre um máximo de 7% em Santiago Norte e um mínimo de 2% em São Vicente. A proporção de crianças órfãs suplanta a média nacional na ilha de Santiago, no domínio acima referido e em Santo Antão, enquanto que em todos os outros domínios de estudo é inferior à média. A orfandade afecta mais as crianças de idade mais avançada. Assim, a proporção de crianças dos 10-14 anos órfãs (7%) suplanta em cerca de 5 e 6 pontos percentuais respectivamente a das crianças dos 2 aos 4 anos e das menores de 2 anos. A orfandade é relativamente mais expressiva no meio rural (5%) do que no meio urbano (4%). Em Cabo Verde, a sobrevivência dos pais não é um problema de primeira ordem e não é efectivamente uma determinante da presença destes nos agregados familiares. O IDSR-II confirma o facto da presença dos pais nos agregados familiares ser um grande problema familiar, que influencia o processo de educação e formação pessoal e social das crianças. Como se pode aferir pela leitura do Quadro 2.3, em Cabo Verde cerca de 17% das crianças não vive com o pai nem com a mãe, e na maioria dos casos (15%) estes estão vivos. A situação de vivência (tutela) das crianças não ostenta diferenças entre os sexos. As diferenças não são também expressivas entre o meio urbano e o meio rural, muito embora a proporção de crianças do meio rural que não vive com nenhum dos progenitores (18%) se situa cerca de três pontos percentuais acima da média do meio urbano, sendo que em 93% dos casos do meio rural, os pais estão vivos contra 91% no meio urbano. Cerca de 19% das crianças menores de 15 anos vive sem a presença da mãe, porque nem esta nem o pai estão presentes (17%), ou então porque vive apenas com o pai (3%). Características dos Agregados Familiares | 15 O mesmo quadro revela ainda que apenas 39% das crianças menores de 15 anos vive com o pai e a mãe. A presença dos dois progenitores no agregado familiar é relativamente mais expressiva nas ilhas do Fogo, na Praia Urbano e no Sal (49%, 46% e 45% respectivamente) e menor em Santiago Norte (30%), São Nicolau (33%) e São Vicente (34%). Com efeito, apenas 42 em cada 100 crianças menores de cinco anos vivem em agregados com a presença do pai, sendo juntamente com a mãe em 39% dos casos ou só com o pai em 3%. A presença do pai no agregado da criança é mais expressiva no meio urbano do que no rural (43% contra 40%). A ilha do Fogo detém o record em matéria de presença do pai no agregado, pois nessa pouco mais de metade (51%) das crianças tem este privilégio, seguindo-se-lhe a Praia Urbano (49%) e o Sal (48%). A presença do pai é menos expressiva em Santiago Norte (32%), em São Nicolau (37%) e em São Vicente (38%). Cerca de 38% das crianças vive apenas com a mãe, quando na quase totalidade dos casos (35%) o pai está vivo. A presença exclusiva da mãe no agregado varia entre um máximo de 43% em Santiago Norte e um mínimo de 29% na ilha do Sal. Em Santiago Norte a ausência do pai pode dever- se em parte à morte, pois nessa região o pai está vivo em cerca de 90% destes casos, cerca de dois pontos percentuais abaixo da média nacional e sete pontos percentuais abaixo de São Vicente e Maio, ilhas onde é mais elevada a proporção de crianças com pai vivo mas que vive só com a mãe. A ausência do pai pode dever-se ao facto dos pais não serem casados nem viverem em união de facto, mas também ao divórcio e especialmente à separação dos pais, à emigração do pai e em muita pequena escala à morte do pai. A análise da presença dos pais revela ainda que a situação vem piorando pois, a proporção das crianças menores de dois anos que vive apenas com a mãe (45%) supera em 9 e 8 pontos percentuais as proporções de crianças dos 5 aos 9 anos e dos 10 aos 14 anos vivendo nessas condições familiares. 2.3 NÍVEL DE INSTRUÇÃO E FREQUÊNCIA ESCOLAR 2.3.1 Nível de instrução da população No IDSR-II estudou-se também o nível de instrução da população de idade igual ou superior a 4 anos, com base no nível de instrução mais elevado que a pessoa frequentou, ou que anda a frequentar no sistema de ensino nacional ou estrangeiro, independentemente de o ter concluído ou não. Para efeitos de análise foram consideradas apenas as pessoas de seis anos ou mais. Os Quadros 2.4.1 e 2.4.2 apresentam a distribuição percentual da população masculina e feminina de seis anos ou mais, por grupo etário, meio de residência e domínio de estudo, segundo o nível de instrução. 16 | Características dos Agregados Familiares Quadro 2.4.1 Nível de instrução da população dos agregados familiares: Homem Distribuição percentual da população masculina, de 6 ou mais anos de idade, por nível de instrução segundo características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Nível de instrução Total Número Média de anos Sem nível ALFA/EBI Secundário Superior Não sabe/ sem informação Idade 6-9 15,2 84,1 0,5 0,0 0,1 100,0 1 472 1,4 10-14 1,2 67,3 31,3 0,0 0,2 100,0 1 981 5,1 15-19 1,6 29,1 68,6 0,4 0,3 100,0 1 769 7,6 20-24 2,0 42,5 48,5 6,9 0,2 100,0 1 185 6,9 25-29 2,0 58,1 31,4 6,8 1,6 100,0 819 5,5 30-34 3,9 66,7 19,3 8,0 2,1 100,0 648 4,0 35-39 4,6 71,7 16,7 5,3 1,6 100,0 674 3,8 40-44 6,4 73,0 11,9 6,8 1,9 100,0 591 3,7 45-49 14,0 61,0 16,1 7,2 1,6 100,0 376 3,5 50-54 15,6 64,8 10,3 6,9 2,4 100,0 253 3,4 55-59 24,0 54,7 7,7 12,3 1,2 100,0 126 3,3 60-64 25,5 63,2 6,5 2,1 2,7 100,0 155 3,1 65 e + 43,4 52,4 2,4 0,9 1,0 100,0 795 0,7 No sabe/sem informação 9,0 45,0 4,5 0,0 41,4 100,0 24 3,5 Meio de residência Urbano 6,7 53,9 32,9 5,1 1,3 100,0 5 694 5,2 Rural 10,4 64,3 23,9 1,0 0,5 100,0 5 174 3,8 Domínio de estudo Santo Antao 10,1 62,4 25,5 1,7 0,2 100,0 1 125 3,9 Sao Vicente 6,4 56,4 31,3 4,7 1,2 100,0 1 602 5,1 Sao Nicolau 8,8 71,2 19,3 0,6 0,1 100,0 303 3,7 Sal 6,8 55,9 33,6 2,9 0,8 100,0 397 5,1 Boa Vista 8,7 57,3 29,8 4,2 0,0 100,0 118 4,6 Maio 11,8 59,8 24,2 3,3 0,9 100,0 180 4,0 Santiago 8,8 57,1 29,6 3,4 1,0 100,0 6 036 4,8 Praia Urbano 7,1 52,1 32,9 6,1 1,8 100,0 2 227 5,3 Santiago Norte 9,7 58,5 28,9 2,4 0,5 100,0 2 262 4,6 Resto Santiago 9,8 62,4 26,1 1,1 0,6 100,0 1 548 4,0 Fogo 7,6 66,7 23,4 1,6 0,7 100,0 944 3,8 Brava 10,5 62,5 23,2 1,4 2,3 100,0 163 4,0 Total 8,5 58,9 28,6 3,2 0,9 100,0 10 868 4,5 Características dos Agregados Familiares | 17 Quadro 2.4.2 Nível de instrução da população dos agregados familiares: Mulher Distribuição percentual da população feminina, de 6 ou mais anos de idade, por nível de instrução segundo características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Nível de instrução Total Número Média de anos Sem nível ALFA/EBI Secundário Superior Não sabe/ sem informação Idade 6-9 11,4 88,3 0,4 0,0 0,0 100,0 1 424 1,6 10-14 1,1 62,6 36,2 0,0 0,1 100,0 1 960 5,4 15-19 1,5 23,6 74,3 0,5 0,2 100,0 1 791 8,1 20-24 1,3 36,6 54,8 7,0 0,3 100,0 1 127 7,9 25-29 2,7 61,3 30,1 5,3 0,6 100,0 885 5,4 30-34 5,7 71,0 18,4 4,4 0,4 100,0 698 3,9 35-39 8,8 75,6 10,5 3,8 1,2 100,0 809 3,5 40-44 15,7 70,1 10,9 3,3 0,1 100,0 709 3,2 45-49 33,6 54,0 9,2 2,7 0,6 100,0 550 1,7 50-54 44,5 50,0 4,1 1,4 0,1 100,0 509 0,5 55-59 47,3 45,4 4,2 3,1 0,0 100,0 226 0,3 60-64 62,3 34,5 1,8 1,3 0,1 100,0 287 0,0 65 e + 77,1 21,7 0,6 0,3 0,3 100,0 1 141 0,0 No sabe/sem informação 38,0 23,2 15,0 0,0 23,8 100,0 18 3,0 Meio de residência Urbano 14,0 49,2 32,7 3,6 0,3 100,0 6 295 4,6 Rural 20,0 57,6 21,5 0,5 0,3 100,0 5 840 3,5 Domínio de estudo Santo Antao 19,8 51,5 27,8 0,7 0,3 100,0 1 064 3,6 Sao Vicente 14,9 46,7 33,1 5,1 0,2 100,0 1 637 4,7 Sao Nicolau 20,2 57,9 20,2 1,4 0,3 100,0 292 3,4 Sal 9,7 54,4 33,6 2,0 0,3 100,0 371 5,0 Boa Vista 16,2 52,9 28,1 2,6 0,3 100,0 114 3,9 Maio 20,4 56,1 21,8 1,2 0,4 100,0 193 3,7 Santiago 17,5 53,0 27,2 2,0 0,3 100,0 7 191 3,9 Praia Urbano 13,7 49,5 32,5 3,7 0,4 100,0 2 633 4,7 Santiago Norte 20,4 53,8 24,1 1,2 0,4 100,0 2 787 3,6 Resto Santiago 18,6 56,7 23,8 0,7 0,1 100,0 1 771 3,6 Fogo 14,4 63,7 21,1 0,4 0,3 100,0 1 107 3,6 Brava 15,1 62,4 21,0 0,2 1,4 100,0 167 3,6 Total 16,9 53,3 27,4 2,1 0,3 100,0 12 135 3,8 Em Cabo Verde, em cada 100 indivíduos do sexo masculino de seis anos ou mais, 59 têm nível de instrução equivalente à alfabetização ou ensino básico, 29 tem nível secundário e 3 tem nível superior, suplantando os indivíduos do sexo feminino, entre os quais 53 em cada 100 tem o nível de alfabetização ou básico, 27 tem nível secundário e 2 tem nível superior. O nível de instrução revela diferenças não desprezíveis entre o meio urbano e o meio rural. Assim no meio rural a população concentra-se nos níveis mais baixos. Cerca de 64% da população masculina do meio rural tem nível equivalente à alfabetização ou ensino básico, cerca de 10 pontos percentuais acima da média do meio urbano. Em compensação cerca de um terço da população masculina vivendo no meio urbano tem nível secundário e 5% tem nível superior contra 24 e 1% respectivamente no meio rural. Estas diferenças resultam principalmente das desigualdades em matéria de acesso, sendo a oferta de ensino de níveis mais altos criada nos centros urbanos, o que para níveis como o superior, acontece quase exclusivamente nos dois principais centros urbanos do país. São também o resultado de desigualdades em matéria de oportunidades de realização profissional e social que existem muito mais no meio urbano que no meio rural. Em Cabo Verde, as mulheres têm, globalmente tempo médio de estudos ligeiramente inferior aos homens (3,9 e 4,5 anos respectivamente). A média de anos de estudo é, para o sexo masculino como para o feminino, superior no meio urbano (5,2 e 4,6 anos respectivamente) do que no meio rural (3,8 e 3,6 anos respectivamente), certamente porque as estruturas de ensino foram sempre implantadas prioritariamente no meio urbano. Contudo, a análise do número médio de anos de estudo revela uma evolução recente caracterizada por um melhor aproveitamento escolar das raparigas do que dos rapazes. Assim, globalmente e para ambos os sexos, o número médio de anos de estudo cresce com a idade até aos 24 18 | Características dos Agregados Familiares anos e decresce de seguida. Mas entre os indivíduos com idade compreendida entre os 10 e os 24 anos, esse tempo médio é superior entre os do sexo feminino. Assim, as meninas com 10-14 anos têm em média 5,4 anos de estudos contra 5,1 anos entre os rapazes desse grupo etário, e a diferença acentua-se no grupo etário seguinte (15-19 anos), em que as meninas têm em média 8,1 anos de estudos contra 7,6 anos entre os rapazes. Estes grupos etários apresentam maior tempo de estudos, em virtude das oportunidades e facilidades de acesso aos níveis básico como secundário, graças à expansão da cobertura escolar. Para o desnível entre rapazes e raparigas contribui o abandono que, entre a população maior de 12 anos, afecta mais os rapazes do que as meninas). Na faixa etária dos 20-24 anos, o tempo médio de estudos é ainda de 7,9 entre as raparigas e 6,9 entre os rapazes. O nível secundário é mais frequente entre os homens da faixa etária 10-29 anos de idade e o superior é mais frequente entre os da faixa etária 20-59 anos de idade, com máximo no grupo etário 55-59 anos. Entre as mulheres o nível secundário é mais frequente entre as da faixa etária 10-29 anos de idade e o superior mais frequente entre os da faixa etária 20-49 anos de idade, com um máximo no grupo etário 20-24 anos. Finalmente a análise do nível de instrução da população põe também em evidência as assimetrias regionais em matéria de oportunidades de acesso ao ensino. Assim cerca de 6% e 5% dos homens da Praia Urbano e São Vicente tem nível superior contra menos de 1% dos homens de São Nicolau. Cerca de 39% e 37% dos homens da Praia Urbano e do Sal tem nível secundário ou superior, contra apenas 20% na ilha de São Nicolau. As assimetrias também se confirmam quando analisamos o nível de instrução das mulheres. Assim, São Vicente é o domínio de estudo onde encontramos a maior proporção de mulheres com nível superior (5%), seguido da Praia Urbano (3,7%), contra apenas 0,2% na Brava, que detém a proporção mínima. Cerca de 38% das mulheres de São Vicente tem nível secundário ou superior, seguido da Praia (36%) contra apenas 21% na ilha Brava. 2.4 CONDIÇÕES DE VIDA DOS AGREGADOS FAMILIARES O tipo de alojamento que os agregados familiares ocupam, o número de divisões e em especial o número de divisões que as pessoas utilizam exclusivamente para dormir, as condições sanitárias, ou seja a posse de casa de banho e retrete, a forma de evacuação das águas residuais e a fonte de água para usos domésticos, mas também o acesso à electricidade e a posse de rádio e televisão, traduzem, em boa medida, o nível de conforto dos agregados. Traduzem ainda as condições de habitabilidade do alojamento, o nível de salubridade do mesmo, de privacidade com que os seus membros vivem, como também a possibilidade de acesso a informação útil sobre os riscos inerentes aos diversos comportamentos e atitudes no domínio da saúde reprodutiva, sobre os direitos e os serviços disponíveis, e as modalidades de acesso. Estes determinam a capacidade das pessoas viverem a sua sexualidade com maior ou menor segurança de decisão sobre o número de filhos e o respectivo espaçamento, como também de aproveitamento dos serviços disponíveis, designadamente de cuidados pré e pós-natais para a saúde da mãe e da criança. Assim, no IDSR-II observou-se as variáveis acima referidas, de forma a disponibilizar informação sobre as condições de vida dos homens e mulheres em estudo, determinantes socio- económicas dos respectivos comportamentos e práticas. 2.4.1 Características dos alojamentos: Electricidade e posse de bens duradouros Em Cabo Verde, pelo menos 2 em cada 3 agregados familiares ocupam alojamentos com electricidade. A proporção de agregados com electricidade é particularmente elevada no meio urbano (85%), cerca de 41 pontos percentuais acima da média do meio rural, diferença que se deve sobretudo à cobertura eléctrica ainda não integral no meio rural. A cobertura eléctrica determina ainda profundas assimetrias entre as ilhas. Esta média esconde casos extremos como Santiago Norte, e a ilha do Fogo onde apenas cerca de 51% e 54% das famílias tem electricidade, enquanto que a cobertura é praticamente total no Sal e em São Vicente (94% e 95 % respectivamente). Características dos Agregados Familiares | 19 Quadro 2.5 Características da habitação Distribuição percentual dos agregados familiares por características da habitação segundo o meio de residência, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características da habitação Meio de residência Total Urbano Rural Electricidade Sim 85,0 44,0 67,0 Não 14,8 55,8 32,8 Sem informação 0,2 0,1 0,2 Total 100,0 100,0 100,0 Fonte de água para beber Água canalizada da rede pública 45,0 22,1 34,9 Água de garrafa 6,5 0,5 3,9 Chafariz 33,8 39,9 36,5 Auto-tanque 4,2 3,6 3,9 Cisterna 0,1 7,7 3,5 Poço 0,0 4,9 2,2 Nascente 0,2 17,8 7,9 Levada 0,0 0,3 0,1 Outra 9,9 2,8 6,8 Sem informação 0,2 0,3 0,3 Total 100,0 100,0 100,0 Tempo para apanhar água Percentagem <15 minutos 84,9 62,4 75,1 Mediana de tempo para apanhar água 0,0 9,1 2,3 Posse de casa de banho e retrete Casa de banho com retrete 63,1 30,4 48,7 Casa de banho sem retrete 2,0 4,6 3,1 Só Retrete/Latrina 1,5 3,7 2,4 Sem casa de banho, sem retrete/latrina 33,2 61,0 45,4 Sem informação 0,3 0,4 0,3 Total 100,0 100,0 100,0 Número de agregados 3 204 2 508 5 712 A análise do Quadro 2.5 confirma o facto de que, não obstante a escassez de chuva e o custo de mobilização, de exploração e de produção de água, na grande maioria dos agregados familiares cabo-verdianos (79%), se bebe água de fonte convencionalmente considerada potável, ou seja tem água canalizada (35%), recorre ao chafariz (37%), usa água engarrafada (4%), ou então de autotanque (4%). Neste particular, os progressos em relação à meta dos Objectivos do Milénio para o Desenvolvimento são consideráveis, pois mesmo no meio rural, em cerca de 2/3 dos agregados familiares se bebe água de fonte potável, proporção essa, contudo 24 pontos percentuais abaixo da média do meio urbano (90%). Importa relevar ainda que mesmo os que não têm água canalizada e recorrem principalmente ao chafariz ou outras fontes, consagram algum esforço mas não muito tempo, para obter água; três quartos dos agregados gastam menos de 15 minutos para apanhar água. Ter água canalizada, obtê-la principalmente do chafariz ou de autotanque não confere total garantia de qualidade da água, muito embora sejam fontes convencionalmente consideradas potáveis. O tratamento da água é assim um cuidado adicional determinante da qualidade da água utilizada para beber. No IDSR-II recolheu-se informação sobre o tratamento da água, perguntando aos agregados familiares se a desinfectam com lixívia, filtram, fervem, ou se não a tratam. A grande maioria (72%) dos agregados familiares declarou que trata a água que utiliza para beber, principalmente desinfectando-a com lixívia (69%). Em todos os domínios de estudo a maioria dos agregados familiares declarou tratar água para beber, variando entre um mínimo de 56% na ilha Brava e um máximo de 93% em São Nicolau. 20 | Características dos Agregados Familiares Quadro 2.5.1 Fonte de água para beber segundo o domínio de estudo Distribuição percentual dos agregados familiares por fonte de água para beber segundo o domínio de estudo, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Fonte de água para beber Domínio de estudo1 Total SA SV SN SL BV MA P.UR STN R.ST FG BR Água canalizada da rede pública 37,1 50,8 30,8 45,4 28,5 73,8 28,4 35,3 19,4 33,6 32,6 34,9 Água de garrafa 1,1 5,8 0,0 11,9 7,9 1,3 8,3 1,1 0,6 0,1 1,2 3,9 Chafariz 31,6 20,2 51,7 33,8 45,7 17,9 55,8 25,4 43,5 28,4 51,6 36,5 Auto-tanque 1,0 11,5 3,4 7,0 8,7 0,3 1,5 2,3 4,7 2,8 0,0 3,9 Cisterna 1,0 0,4 1,7 0,0 5,8 0,8 0,0 1,9 0,0 31,1 7,5 3,5 Poço 0,5 0,0 0,7 0,0 0,2 1,0 0,0 4,6 8,9 0,5 0,0 2,2 Nascente 8,9 0,0 7,6 0,0 0,0 0,0 0,0 23,7 17,1 0,7 4,4 7,9 Levada 0,8 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,2 0,3 0,0 0,1 Outra 18,0 10,8 3,8 1,3 3,2 3,6 5,6 5,1 5,4 2,2 2,0 6,8 Sem informação 0,2 0,5 0,4 0,6 0,0 1,2 0,3 0,4 0,3 0,4 0,6 0,4 Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 Número de agregados 540 858 157 250 67 98 1 328 1 100 725 495 95 5 712 Potável 70,7 88,3 85,9 98,1 90,7 93,4 94,1 64,1 68,2 64,9 85,5 79,2 1 Correspondem aos respectivo domínios de estudo. A análise do Quadro 2.5.1 permite ainda constatar que todos os domínios de estudo convergem para os Objectivos do Milénio para o Desenvolvimento, ou seja, na grande maioria dos agregados familiares, bebe-se água de fonte potável, variando entre um mínimo de 64% em Santiago Norte e um máximo de 98% no Sal. Subsistem porém desigualdades em matéria de facilidades de acesso à água. Com efeito, São Vicente e Sal são as únicas ilhas onde na maioria dos agregados (51 e 74%) se bebe água canalizada, enquanto que nos outros domínios de estudo a água provém principalmente de chafariz, especialmente na Brava (52%), em São Nicolau (52%) e na Praia Urbano (52%), exigindo assim maior esforço. Para além da qualidade da água, ter casa de banho e retrete significa ter melhores condições de privacidade e higiene, como também dispor de dispositivo adequado para a higiene pessoal, o que diminui os riscos de contágio de doenças transmissíveis, nomeadamente as doenças infecciosas. Outrossim, atirar as águas residuais em redor da casa ou na natureza não contribui para a salubridade dos arredores da casa. Em Cabo Verde, ainda menos de metade (49%) dos alojamentos tem casa de banho com retrete. A posse de casa de banho é particularmente rara no meio rural onde apenas 30% dos agregados ocupam alojamentos com este tipo de dispositivo, cerca de 33% abaixo da média do meio urbano. O destino dado às águas residuais merece o devido realce, pois a grande maioria dos agregados familiares (73%) ainda declarou que dá destino impróprio às águas residuais, ou seja deitou-nas em redor da casa (47%) ou na natureza (26%). Na ilha do Sal a grande maioria das famílias (71%) dá destino adequado às águas residuais, evacuando-as sobretudo através de fossa séptica. Segue-se-lhe a ilha de São Vicente onde 68% dos agregados evacua as águas residuais através da rede de esgotos (56%) ou de fossa séptica (12%). Assim, mesmo nesta última ilha, onde a cobertura da rede de esgotos é a mais elevada do país, quase 1 em cada 3 agregados familiares dá destino impróprio às águas residuais, deitando-as principalmente em redor da casa. Nos outros domínios de estudo, a grande maioria dos agregados familiares dá destino impróprio às águas residuais, o que varia entre um mínimo de 67% na Praia Urbano e um máximo de 95% no domínio de estudo Santiago Norte. As pessoas dão tratamento indevido às águas residuais mais por maus hábitos do que por falta de dispositivos de evacuação, pois as que têm casa de banho e retrete podem utilizar a fossa séptica ou os esgotos para evacuarem as águas residuais. A título de exemplo, na Praia Urbano, cerca de 57% dos agregados familiares ocupa alojamentos com casa de banho com retrete e, necessariamente, tem ligação a fossa séptica ou à rede de esgotos. Contudo, apenas 32 em cada 100 utilizam esses dispositivos para a evacuação das águas residuais. O mesmo se pode dizer em relação a Santo Antão, Características dos Agregados Familiares | 21 ao Fogo e à Brava, onde 42%, 54% e 61% respectivamente dos agregados tem casa de banho mas apenas 21%, 3% e 28% respectivamente a utiliza para a evacuação de águas residuais. A principal fonte de energia para a preparação dos alimentos informa sobre as condições de salubridade na preparação dos alimentos, sobre a exposição ao fumo, mas também sobre o nível de ameaça que paira sobre a cobertura vegetal. No IDRS-II observou-se a fonte de energia para a preparação dos alimentos e tomou-se em consideração as fontes que os respondentes declararam como sendo as principais. O Quadro 2.5.2 apresenta uma distribuição dos agregados familiares por domínio de estudo, segundo a principal fonte de energia utilizada para a preparação dos alimentos. Quadro 2.5 2 Fonte de energia para a preparação dos alimentos Distribuição percentual dos agregados familiares por principal fonte de energia para preparação dos alimentos segundo o domínio de estudo, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Domínio de estudo Principal fonte de energia que utiliza para a preparação dos alimentos Total Madeira/ Carvão Lenha Petróleo Gás Electrici- dade Outra NR Santo Antão 0,0 39,2 0,3 58,9 0,1 1,5 0,0 100,0 São Vicente 0,0 1,7 0,0 96,5 0,3 1,3 0,3 100,0 São Nicolau 0,0 39,1 0,2 59,1 0,2 1,4 0,0 100,0 Sal 0,6 0,8 0,0 93,3 0,9 3,7 0,7 100,0 Boa Vista 0,8 6,7 0,3 89,4 0,2 2,5 0,0 100,0 Maio 0,6 31,6 0,0 65,3 0,3 1,1 1,1 100,0 Praia Urbano 0,5 9,9 0,0 87,1 0,0 2,5 0,0 100,0 Santiago Norte 0,0 65,8 0,3 33,6 0,2 0,2 0,0 100,0 Resto Santiago 0,0 65,7 0,0 32,9 0,2 0,9 0,4 100,0 Fogo 0,0 52,9 0,3 46,0 0,0 0,7 0,0 100,0 Brava 0,0 28,4 0,2 70,0 0,7 0,4 0,2 100,0 Total 0,2 34,1 0,1 63,9 0,2 1,4 0,1 100,0 O IDSR-II vem confirmar o facto do gás ser a principal fonte de energia utilizada na preparação dos alimentos. Cerca de 64 de cada 100 agregados utilizam principalmente o gás na cozinha, o que significa que paira ainda alguma ameaça sobre a cobertura vegetal, pois cerca de um terço dos agregados utiliza principalmente a lenha para a preparação dos alimentos. O uso da lenha é particularmente expressivo em Santiago Norte e no Resto de Santiago, onde 2 em cada 3 agregados utilizam principalmente esse tipo de combustível na cozinha, seguido da ilha do Fogo (53%). Nos outros domínios de estudo a maioria dos agregados utiliza principalmente o gás. Ter rádio não é mais um privilégio. Pois a grande maioria das famílias (87%) possui receptores de rádio, sendo a sua presença massificada em todas as ilhas e regiões de Cabo Verde. Hoje encontram-se aparelhos de televisão em pelo menos 2 de cada 3 famílias (67%), subsistindo porém os casos do Fogo, onde a proporção dos agregados com essa facilidade se situa abaixo da média nacional (53%) e, especialmente, do Resto de Santiago e de Santiago Norte, domínios onde menos de metade das famílias (47% e 49% respectivamente) tem esse tipo de equipamentos. A presença do telefone fixo, também é massiva, pois cerca de 61 em cada 100 famílias tem essa facilidade de comunicação. A cobertura telefónica é mais expressiva no Sal, no Maio e em São Vicente (82%, 79% e 77% respectivamente) e menos expressiva no Resto de Santiago (47%). 22 | Características dos Agregados Familiares Quadro 2.6 Electricidade e bens duradouros do agregado familiar Percentagem de agregados familiares que possuem certos bens duradouros por domínio de estudo, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Bens duradouros Domínios de estudo Número SA SV SN SL BV MA P.UR STN R.ST FG BR C.V Electricidade 85,5 95,2 77,4 93,7 90,5 88,5 89,9 50,7 50,7 54,4 88,2 75,3 3 829 Rádio 88,0 91,5 93,3 92,4 86,1 86,3 83,9 88,8 84,0 85,9 83,4 87,3 4 435 Frigorífico 46,1 73,9 61,2 78,1 73,3 61,8 71,6 35,9 33,9 41,6 57,8 55,8 2 835 Televisão 65,6 85,8 69,9 84,9 79,0 73,8 79,1 48,9 46,7 52,9 76,5 67,3 3 418 Vídeo cassete/DVD 28,7 52,5 35,5 67,1 46,4 41,8 54,8 34,6 25,9 30,8 53,8 42,6 2 166 Automóvel 6,6 15,9 9,4 18,2 9,8 10,0 17,8 5,1 3,2 10,8 8,2 11,2 571 Telefone 72,2 76,5 82,1 58,8 55,8 78,7 58,4 56,7 47,2 58,7 61,5 61,9 3 147 Número de agregados 461 792 151 237 59 90 1 259 925 616 408 85 5 082 5 082 Em média 11 em cada 100 agregados familiares possuem automóvel, com maior expressão no Sal (18%), na cidade da Praia (18%) e em São Vicente (16%). A posse do automóvel é menos expressiva entre as famílias de Santiago Norte e do Resto de Santiago, que são predominantemente rurais e onde a infra-estrutura rodoviária de penetração é pouco propícia à operação de automóveis. A presença de vídeo/DVD também não está massificada pois apenas 43 em cada 100 agregados familiares reportaram a posse desses equipamentos, com maior expressão no Sal (67%), na Praia Urbano (55%) e na ilha Brava (54%), e menor expressão no Resto de Santiago (26%). Finalmente, o frigorífico tem presença expressiva nas famílias (56%), talvez favorecida pela cobertura eléctrica. É no Sal (78%), em São Vicente (74%), na Boa Vista (73%) e na Praia Urbano (72%) que a presença do frigorífico é maior. A posse de frigorífico é muito menor no Resto de Santiago (34%) e em Santiago Norte (36%). Características das Mulheres e dos Homens Inquiridos | 23 Noemi Rute Ramos Para melhor contextualizar todo o manancial de informações retidas no IDSR-II e descritas nos capítulos subsequentes, neste capitulo far-se-á a descrição de algumas características demográficas e socio-económicas da população inquirida, ou seja, das mulheres e dos homens submetidos ao inquérito individual. 3.1 CARACTERÍSTICAS SÓCIO-DEMOGRÁFICAS DOS INQUIRIDOS Um dos objectivos do IDSR-II é recolher informações que permitem compreender a problemática da reprodução. Para o efeito foi inquirido um total de 5.505 mulheres em idade reprodutiva, ou seja, de 15-49 anos, e de 2.644 homens de 15-59 anos. O Quadro 3.1 apresenta os resultados para os dados ponderados e não ponderados. Idade Sendo a idade uma variável chave em qualquer análise demográfica, esta foi obtida através de duas perguntas: “Em que mês e ano nasceu?” e “Quantos anos completos tem?”. Os inquiridores foram formados em técnicas de pesquisa para situações em que os inquiridos não soubessem a sua idade ou data de nascimento; e como último recurso, os inquiridores foram instruídos a estimar a idade dos inquiridos. Da análise do quadro 3.1, verifica-se que a estrutura etária das mulheres e dos homens entrevistados em idade reprodutiva é relativamente jovem, o que reflecte o elevado nível de fecundidade no passado. Cerca de 44% das mulheres e 48% dos homens tem entre 15 e 25 anos. Estado civil A grande maioria dos inquiridos nunca viveu em união, ou seja, é solteira, sendo a proporção maior entre os homens (55%) relativamente às mulheres (46%). A união de facto, cada vez mais, torna-se a opção para viver em união, em detrimento do casamento. De 42 mulheres em cada 100 que vivem em união, 12 são casadas e as outras 30 vivem em união de facto. Entre os homens, em cada cem, 10 declaram ser casados e 27 a viverem em união de facto. Distribuição por meio de residência e domínio de estudo A distribuição por meio de residência não apresenta diferenças muito significativas. Contudo, observa-se alguma concentração, tanto das mulheres como dos homens, no meio urbano (56%). Cerca de 60% das mulheres e 54% dos homens inquiridos residem em Santiago, repartidos em 24%, quer de mulheres quer de homens, na Praia urbano, 21% de mulheres e 17% de homens em Santiago Norte, e 14% de mulheres e 13% de homens no Resto Santiago. Segue-se São Vicente, com uma percentagem de 14% de mulheres e 15% de homens. CARACTERÍSTICAS DAS MULHERES E DOS HOMENS INQUIRIDOS 3 24 | Características das Mulheres e dos Homens Inquiridos Quadro 3.1 Característica sócio-demográficas das mulheres e dos homens entrevistados Percentagem das mulheres e dos homens inquiridos, por idade, estado civil, meio de residência, domínio e nível de instrução, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características socio-demográficas Mulheres Homens Percentagem ponderada Efectivo Ponderado Efectivo não ponderado Percentagem ponderada Efectivo Ponderado Efectivo não ponderado Grupo etário 15-19 26,8 1 477 1 464 30,1 795 736 20-24 17,3 950 947 17,7 469 463 25-29 13,2 728 758 12,2 322 347 30-34 10,6 582 611 10,3 272 278 35-39 12,7 697 676 9,9 261 265 40-44 10,9 600 588 8,7 230 239 45-49 8,5 470 461 6,1 162 170 50-54 na na na 3,4 91 99 55-59 na na na 1,6 42 47 Estado civil Nunca casado(a)/unida 45,6 2 509 2 535 55,4 1 465 1 485 Casado(a) 11,9 654 644 10,3 272 259 Unido(a) 29,7 1 634 1 664 26,5 700 688 Divorciado(a)/separa. 12,0 661 616 7,3 194 202 Viúvo(a) 0,6 35 30 0,2 5 5 Sem Informação 0,2 13 16 0,3 7 5 Meio de residência Urbano 55,5 3 054 2 584 56,4 1 492 1 244 Rural 44,5 2 451 2 921 43,6 1 152 1 400 Domínio de estudo Santo Antão 8,2 450 701 10,7 282 420 São Vicente 14,1 775 709 15,3 404 344 São Nicolau 1,9 106 300 2,6 69 183 Sal 3,7 205 360 4,6 123 199 Boa Vista 0,9 47 199 1,3 34 118 Maio 1,6 87 271 1,9 49 149 Santiago 59,6 3 279 2 048 53,9 1 425 795 Praia Urbano 24,1 1 325 742 23,7 626 327 Santiago Norte 21,1 1 163 765 17,2 455 259 Resto Santiago 14,4 790 541 13,0 343 209 Fogo 8,6 473 626 7,9 210 266 Brava 1,5 83 291 1,8 49 170 Nível de instrução Sem nível 5,6 310 289 2,2 57 68 Básico 50,9 2 802 2 949 50,7 1 339 1 431 Secundaria 40,0 2 200 2 115 42,5 1 124 1 046 Pós-secundário 3,5 193 152 4,7 124 99 Total 100,0 5 505 5 505 100,0 2 644 2 644 na = Não se aplica Alfabetização O grau de alfabetização é reconhecido como sendo um factor que beneficia tanto os indivíduos como a sociedade em geral. O Quadro 3.2 apresenta o nível de alfabetização e a facilidade com que os inquiridos lêem toda ou uma parte de uma frase proposta pela inquiridora. A tarefa para avaliar o nível de alfabetização foi dada aos inquiridos que nunca frequentaram um estabelecimento de ensino e aos que frequentaram apenas o ensino básico, alfabetização ou pré-escolar. Pode-se verificar que 85% das mulheres inquiridas declarou saber ler, sendo que 44% destas detém um nível de instrução equivalente ou superior ao secundário. O efeito geração ainda é visível, quer entre mulheres quer entre os homens, com os mais jovens a apresentarem maiores taxas de alfabetização em relação às faixas etárias mais velhas. Enquanto que mais de 90% das mulheres menores de 30 anos sabe ler, a partir dos 30 anos a percentagem de alfabetizadas diminui, atingindo os 48% na faixa etária 45-49 anos. O analfabetismo entre as mulheres é mais visível no meio rural (18%), sendo Santiago Norte o domínio de estudo com maior proporção de analfabetos (19%). Seguem-se Santo Antão e Praia Urbano com 17% de mulheres analfabetas. Características das Mulheres e dos Homens Inquiridos | 25 Quadro 3.2 Alfabetização Percentagem das mulheres inquiridas por nível de instrução, nível de alfabetização, por características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Secundário ou mais Sem nível ou com nível básico Total Nº de casos Sabe ler Lê facilmente Com dificuldade Não consegue ler Não quis ler/recusou Sem informação Grupo etário 15-19 77,8 10,8 7,4 2,7 1,2 0,2 100,0 1 477 96,0 20-24 62,5 21,2 11,3 3,6 1,3 0,2 100,0 950 94,9 25-29 35,9 34,9 21,7 5,6 0,7 1,3 100,0 728 92,4 30-34 23,5 34,2 27,2 7,5 2,9 4,8 100,0 582 84,9 35-39 14,1 36,7 30,1 10,6 1,5 7,0 100,0 697 80,9 40-44 15,5 23,2 31,3 16,5 1,5 12,1 100,0 600 70,0 45-49 13,1 14,7 19,6 18,2 2,7 31,7 100,0 470 47,5 Meio de residência Urbano 51,5 19,0 17,1 5,8 1,7 4,9 100,0 3 054 87,5 Rural 33,5 28,5 20,4 9,7 1,3 6,6 100,0 2 451 82,4 Domínio de estudo Santo Antão 42,2 24,2 16,6 8,3 1,5 7,3 100,0 450 82,9 São Vicente 55,1 22,3 13,7 3,7 0,2 5,0 100,0 775 91,1 São Nicolau 31,1 43,9 18,3 2,3 0,2 4,1 100,0 106 93,3 Sal 44,6 35,3 12,1 3,6 0,8 3,6 100,0 205 92,0 Boa Vista 51,6 31,2 10,7 2,9 1,3 2,2 100,0 47 93,5 Maio 36,3 33,9 18,3 5,7 3,5 2,3 100,0 87 88,4 Santiago 43,2 20,3 19,5 8,9 1,9 6,2 100,0 3 279 83,0 Praia Urbano 49,3 13,6 20,2 7,9 3,5 5,4 100,0 1 325 83,2 Santiago Norte 39,4 23,7 17,8 10,7 1,0 7,5 100,0 1 163 80,8 Resto Santiago 38,7 26,3 20,9 7,8 0,8 5,5 100,0 790 86,0 Fogo 32,1 29,8 24,6 7,8 1,2 4,4 100,0 473 86,5 Brava 31,5 33,7 23,3 7,8 0,6 3,2 100,0 83 88,4 Total 43,5 23,2 18,6 7,6 1,5 5,7 100,0 5 505 85,3 Nível de instrução O nível de instrução dos inquiridos no IDSR-II é consideravelmente superior aos dos inquiridos em 1998. Mais de metade dos entrevistados possui o nível básico (51% das mulheres e dos homens), cerca de 40% das mulheres e 43% dos homens, o nível secundário, quando em 1998, 24% e 35%, respectivamente das mulheres e dos homens, tinha o nível secundário ou mais. Entre os sexos persiste alguma diferença a nível dos inquiridos sem nível e os com nível pós-secundário: enquanto 6% das mulheres não possui nenhum nível de instrução, entre os homens esta proporção é de 2%. A nível superior, 4% das mulheres e 5% dos homens o possui. A partir do Quadros 3.3.1 e 3.3.2, pode-se aferir que a grande maioria das mulheres e dos homens sem nível de instrução já está praticamente no fim da vida reprodutiva, ou seja, são mulheres a partir dos 40 anos e homens a partir dos 45 anos e mais, faixas etárias onde as proporções são superiores a 12%. O meio rural continua sendo o meio com maior proporção de indivíduos sem nível: 7% das mulheres e 3% dos homens inquiridos do meio rural não possui nenhum nível de instrução. Analisando o conjunto das mulheres entrevistadas, o domínio mais afectado é Santo Antão, onde 7% não tem nível de instrução. Segue-se Santiago com 6%, com maior incidência no domínio de Santiago Norte (8%). Entre os homens o domínio com maior proporção de sem nível é São Nicolau, com 5%, seguido de Santo Antão e Maio, com 4%. Em média as mulheres estudam 5,6 anos enquanto que os homens estudam 5,9 anos. Contudo observa-se que o número médio de anos de estudo diminui significativamente com o aumento da idade. 26 | Características das Mulheres e dos Homens Inquiridos Quadro 3.3.1 Nível de instrução por características seleccionadas: Mulheres Percentagem das mulheres inquiridas por nível de instrução e média de anos de escolaridade, por características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Nível de instrução Total Nº de casos Média de anos de escolaridade Sem Nível Básico Secundário Pós- secundário Sem informação Grupo etário 15-19 0,0 22,2 77,2 0,5 0,0 100,0 1 477 8,3 20-24 0,2 37,3 56,3 6,1 0,0 100,0 950 8,0 25-29 1,0 63,1 30,3 5,6 0,0 100,0 728 5,4 30-34 4,5 71,9 18,8 4,7 0,1 100,0 582 3,9 35-39 6,9 78,6 10,6 3,5 0,4 100,0 697 3,5 40-44 12,4 72,1 12,1 3,4 0,0 100,0 600 3,3 45-49 31,5 55,4 10,2 2,9 0,0 100,0 470 2,0 Meio de residência Urbano 4,8 43,6 45,7 5,8 0,0 100,0 3 054 6,3 Rural 6,5 59,9 32,9 0,7 0,1 100,0 2 451 5,2 Domínio Santo Antão 7,1 50,7 41,6 0,6 0,0 100,0 450 5,5 São Vicente 4,7 40,2 47,6 7,5 0,0 100,0 775 7,1 São Nicolau 3,6 64,7 29,6 1,6 0,5 100,0 106 5,1 Sal 2,9 52,3 42,0 2,6 0,3 100,0 205 5,7 Boa Vista (2,2) (46,2) (46,2) (5,4) (0,0) 100,0 47 6,4 Maio 2,3 61,4 34,0 2,3 0,0 100,0 87 5,4 Santiago 6,2 50,5 39,6 3,6 0,1 100,0 3 279 5,6 Praia Urbano 5,5 45,2 43,3 6,0 0,0 100,0 1 325 5,9 Santiago Norte 7,5 53,1 37,0 2,5 0,0 100,0 1 163 5,4 Resto Santiago 5,5 55,5 37,4 1,4 0,2 100,0 790 5,4 Fogo 4,2 63,7 31,8 0,4 0,0 100,0 473 5,1 Brava 3,0 65,5 31,5 0,0 0,0 100,0 83 5,0 Total 5,6 50,9 40,0 3,5 0,1 100,0 5 505 5,6 ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos Quadro 3.3.2 Nível de instrução por características seleccionadas: Homens Percentagem dos homens inquiridos por nível de instrução e média de anos de escolaridade, por características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Nível de instrução Total Nº de casos Média de anos de escolaridade Sem nível Básico Secundário Pós- secundário Sem informação Grupo etário 15-19 0,2 25,5 73,9 0,3 0,1 100,0 795 7,8 20-24 0,1 41,7 50,5 7,7 0,0 100,0 469 7,2 25-29 0,7 57,8 34,7 6,1 0,6 100,0 322 5,7 30-34 0,9 68,8 23,2 7,1 0,0 100,0 272 4,6 35-39 0,5 73,6 19,7 6,2 0,0 100,0 261 4,0 40-44 2,1 79,8 13,4 4,7 0,0 100,0 230 3,7 45-49 13,9 66,6 13,9 5,6 0,0 100,0 162 3,3 50-54 14,6 64,5 14,9 5,9 0,0 100,0 91 3,4 55-59 (18,4) (55,5) (15,5) (10,6) (0,0) 100,0 42 3,4 Meio de residência Urbano 1,3 44,6 47,2 6,8 0,1 100,0 1 492 6,8 Rural 3,3 58,3 36,4 2,0 0,0 100,0 1 152 5,5 Domínio de estudo Santo Antão 4,1 56,4 36,1 3,3 0,0 100,0 282 5,5 São Vicente 3,1 45,3 45,0 6,5 0,0 100,0 404 6,3 São Nicolau 5,0 68,1 26,9 0,0 0,0 100,0 69 5,0 Sal 0,6 52,5 43,4 3,5 0,0 100,0 123 5,8 Boa Vista (0,0) (48,8) (46,1) (5,0) (0,0) 100,0 34 6,2 Maio (3,7) (56,3) (32,6) (6,5) (0,9) 100,0 49 5,5 Santiago 1,6 47,9 45,0 5,3 0,1 100,0 1 425 6,1 Praia Urbano 0,7 46,7 45,6 6,6 0,3 100,0 626 6,4 Santiago Norte 2,5 41,6 49,9 6,1 0,0 100,0 455 6,9 Resto Santiago 2,0 58,7 37,4 1,8 0,0 100,0 343 5,6 Fogo 1,0 60,9 37,2 0,9 0,0 100,0 210 5,4 Brava (2,8) (59,3) (35,6) (2,2) (0,0) 100,0 49 5,5 Total 2,1 50,6 42,6 4,7 0,1 100,0 2 644 5,9 ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos Características das Mulheres e dos Homens Inquiridos | 27 3.2 ACESSO AOS MEIOS DE COMUNICACAO SOCIAL O acesso aos meios de comunicação social ou de massa (jornais, revistas, rádio e televisão) é de grande importância, não só pelo facto de ser um meio de informação geral, como também, um meio de chegar à população quando se quer divulgar mensagens educativas sobre a saúde em geral e saúde reprodutiva em particular. Aos entrevistados perguntou-se se liam habitualmente revistas e/ou jornais, ouviam habitualmente a rádio ou assistiam à televisão pelo menos uma vez por semana. Os resultados apresentados no Quadro 3.4.1, mostram que 62% das mulheres tem por hábito assistir à televisão pelo menos uma vez por semana, 57% habitualmente escuta rádio e 8% lê jornais e/ou revistas. Conclui-se então que a televisão e a rádio são os meios de comunicação por excelência para qualquer divulgação de mensagens alusivas à saúde reprodutiva. Apesar dos esforços para fazer chegar pelo menos a rádio e a televisão a todos os cantos do país, é notável que a proporção das mulheres com acesso aos meios de comunicação de massa é menor no meio rural. Entre estas, pouco menos de metade (44%) tem hábito de assistir televisão, 53% escuta a rádio e 4% lê revistas e/ou jornais. O nível de instrução parece determinar muito o hábito de assistir à televisão ou ouvir rádio, mas principalmente o hábito de ler revistas ou jornais. Verifica-se que enquanto entre as mulheres sem nível ou com nível básico, nem 5% tem por hábito ler jornais/revistas, entre as com nível secundário esta proporção eleva-se para 12%, sendo de 34% entre as com nível superior. Somente 5% das mulheres inquiridas assumiu ter hábito de pelo menos uma vez por semana, utilizar os três meios de comunicação referidos, sendo a maior proporção entre as mulheres do meio urbano (8%), com realce para a ilha do Sal (16%). Entre os homens inquiridos pode-se verificar, a partir do Quadro 3.4.2, que o acesso é superior em qualquer um dos meios de comunicação e informação. Com efeito, 9% tem por hábito ler um jornal/revista uma vez por semana, 69% assiste à televisão e 66% tem por hábito escutar a rádio, pelo menos uma vez por semana. Igualmente observa-se que entre os homens o acesso a pelo menos um meio de comunicação é superior no meio urbano (89%) relativamente ao meio rural (80%) e que o acesso é determinado pelo nível de instrução. 28 | Características das Mulheres e dos Homens Inquiridos Quadro 3.4.1 Acesso a meios de comunicação de massa: Mulheres Percentagem de mulheres inquiridas que habitualmente lê um periódico (jornal ou revista), escuta a rádio ou assiste a televisão, pelo menos uma vez por semana, por características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Lê um periódico pelo menos uma vez por semana Vê televisão pelo menos uma vez por semana Escuta a rádio pelo menos uma vez por semana Os três meios Nenhum dos meios Nº de casos Grupo etário 15-19 8,2 70,1 68,8 5,7 12,5 1 477 20-24 9,2 66,5 65,4 5,5 13,8 950 25-29 9,5 67,7 57,8 6,4 17,1 728 30-34 9,4 62,8 53,3 5,1 23,7 582 35-39 7,2 50,3 45,2 5,2 32,2 697 40-44 5,6 51,0 43,3 3,3 33,3 600 45-49 7,7 47,4 38,9 4,2 36,3 470 Meio de residência Urbano 11,3 76,1 59,8 7,7 13,9 3 054 Rural 4,4 44,1 53,0 2,1 30,5 2 451 Domínio de estudo Santo Antão 4,8 59,8 50,9 2,6 23,4 450 São Vicente 7,3 78,6 63,9 5,1 10,9 775 São Nicolau 4,0 66,8 69,2 3,2 16,3 106 Sal 22,8 82,9 68,3 15,5 7,5 205 Boa Vista (11,3) (84,9) (61,8) (7,1) (10,2) 47 Maio 5,2 77,1 56,6 3,6 14,8 87 Santiago 8,0 57,5 55,1 4,9 24,0 3 279 Praia Urbano 13,8 74,2 60,0 9,4 15,2 1 325 Santiago Norte 3,9 41,8 47,3 1,2 35,3 1 163 Resto Santiago 4,3 52,5 58,6 3,0 22,0 790 Fogo 9,9 49,1 55,7 6,8 28,0 473 Brava 6,5 75,1 46,7 1,2 18,0 83 Nível de instrução Sem nível 0,2 33,2 28,0 0,2 52,1 310 Básico 4,1 51,6 48,5 2,5 29,3 2 802 Secundário 12,4 77,1 70,4 7,9 8,4 2 200 Pós-secundário 34,1 84,0 68,6 23,2 4,1 193 Total 8,2 61,9 56,8 5,2 21,3 5 505 ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos Quadro 3.4.2 Acesso a meios de comunicação de massa: Homens Percentagem de homens inquiridos que habitualmente lê um periódico (jornal ou revista), escuta a rádio ou assiste a televisão, pelo menos uma vez por semana, por características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Lê um periódico pelo menos uma vez por semana Vê televisão pelo menos uma vez por semana Escuta a rádio pelo menos uma vez por semana Os três meios Nenhum dos meios Nº de casos Grupo etário 15-19 5,3 75,1 64,4 3,1 12,0 795 20-24 6,7 71,1 74,1 5,4 9,7 469 25-29 13,2 71,4 67,5 9,0 11,7 322 30-34 6,9 72,1 66,1 5,6 15,6 272 35-39 11,4 67,7 70,7 7,9 14,4 261 40-44 8,5 56,6 64,2 6,6 25,3 230 45-49 16,6 51,4 59,2 14,2 29,6 162 50-54 14,5 62,9 49,0 10,9 26,6 91 55-59 (17,1) (57,7) (50,3) (3,2) (26,1) 42 Meio de residência Urbano 11,2 78,6 66,9 8,1 11,3 1 492 Rural 5,5 56,9 65,2 3,7 20,1 1 152 Domínio de estudo Santo Antão 6,2 69,0 66,8 3,9 15,5 282 São Vicente 11,4 78,2 67,3 8,9 11,3 404 São Nicolau 7,0 63,9 81,4 7,0 9,3 69 Sal 6,7 79,6 61,2 4,2 12,6 123 Boa Vista (6,8) (73,1) (66,9) (4,5) (11,5) 34 Maio (11,7) (69,3) (61,9) (5,6) (10,9) 49 Santiago 7,8 65,7 64,9 5,2 17,0 1 425 Praia Urbano 8,5 75,8 65,7 5,9 13,5 626 Santiago Norte 10,1 51,9 67,3 6,1 19,3 455 Resto Santiago 3,4 65,6 60,4 2,5 20,1 343 Fogo 15,3 69,5 73,8 13,6 13,7 210 Brava (7,2) (71,4) (52,1) (2,0) (18,1) 49 Nível de instrução Sem nível 0,0 32,8 46,5 0,0 43,3 57 Básico 4,3 59,1 61,8 2,9 21,6 1 339 Secundário 11,1 80,2 70,9 7,9 7,6 1 124 Pós-secundário 39,2 94,8 79,4 29,3 1,0 124 Total 8,7 69,1 66,2 6,2 15,1 2 644 ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos Características das Mulheres e dos Homens Inquiridos | 29 3.3 ACTIVIDADE ECONÓMICA Tal como a educação, o emprego pode também ser um factor de emancipação da mulher, especialmente quando a mulher estiver na posição de poder controlar os seus próprios rendimentos. A adesão crescente ao mercado de trabalho, formal ou informal, vem despertando alguma atenção nos estudos da população, em função não só das mudanças sociais que acarreta, mas, principalmente, pelas relações que tem com as questões demográficas, especialmente aquelas vinculadas com aspectos de reprodução. De modo a contornar o facto de muitas mulheres, principalmente as que laboram no mercado informal, vendedeiras ambulantes entre outras, se considerarem desempregadas, foram colocadas algumas questões para garantir uma melhor medição da taxa de emprego, quer actual, quer nos últimos 12 meses. Às mulheres empregadas ou que trabalharam nos últimos 12 meses e que recebiam uma remuneração em dinheiro foi perguntado quem decide sobre a utilização do seu dinheiro, indicador da autonomia financeira da mulher. Com base no Quadro 3.5.1, pode-se aferir que 48% das mulheres inquiridas se encontrava a trabalhar no momento inquérito e 10%, apesar de não estar a trabalhar no momento, trabalhou nos últimos 12 meses precedentes ao inquérito, ou seja, 42 em cada 100 mulheres inquiridas encontravam- se no desemprego. Entre as mulheres que vivem em união, cerca de 57% concilia as responsabilidades do lar e dos filhos com o trabalho, muitas vezes fora de casa. A taxa de emprego aumenta entre as separadas e viúvas (67%). O número de filhos já não é um impedimento para estas mulheres procurarem emprego, pelo contrário, quanto maior o número de filhos maior a proporção de mulheres a trabalhar. O desemprego entre as mulheres inquiridas é maior no meio rural, com 47 em cada 100 mulheres rurais sem trabalho nos últimos 12 meses. O desemprego é mais visível em São Nicolau, e no Fogo, onde as taxas rondam os 65% e 62%, respectivamente. De acordo com o Quadro 3.6.1, o perfil de ocupação das mulheres inquiridas não foge ao perfil encontrado nos outros inquéritos e estudos realizados. Consequência do baixo nível de instrução, a grande maioria das mulheres exerce funções de pessoal de serviços e vendas (35%), 19% trabalha como empregada doméstica em casa de famílias. Somente 1% exerce cargos de chefia. Contudo a percentagem das que trabalha como técnico especializado (15%) é superior à das que trabalha na agricultura (14%). São visíveis as assimetrias entre os dois meios de residência no que diz respeito às profissões exercidas pelas mulheres inquiridas. A agricultura, sendo uma actividade rural, é a profissão com maior peso entre as mulheres rurais (31%). Segue-se o pessoal de serviços e vendas (25%) e as profissões não qualificadas (17%). Já no meio urbano a profissão com maior peso é a do pessoal de serviços e venda (43%) seguido do pessoal de serviços doméstico, vulgo empregadas domésticas, com 25%, e pelos técnicos especializados (19%). Os domínios também apresentam algumas diferenças significativas: São Vicente é o domínio com maior proporção de mulheres exercendo cargos de chefia (3%); na Praia Urbano metade das inquiridas exercem actividades de serviços e vendas; no interior de Santiago encontra-se a menor proporção de técnicos, e em contrapartida a maior proporção de mulheres trabalhando na agricultura. A taxa de desemprego nos homens (Quadro 3.5.2) é significativamente menor do que no seio das mulheres, fixando-se em 25%. Com efeito, 63% destes tinha emprego no momento do inquérito, e 11%, apesar de não estar a trabalhar nesse momento, trabalhou nos últimos 12 meses. 30 | Características das Mulheres e dos Homens Inquiridos O desemprego nos homens acentua-se nas faixas etárias extremas: 60% dos homens com 15- 19 anos estava desempregado, e 24% na faixa 20-24 anos. O desemprego reduz-se drasticamente nas faixas etárias seguintes (máximo de 6%) e volta a subir, para mais de 20%, entre os inquiridos com 50 anos. O diferencial por meio de residência é de 5 pontos percentuais: 23% no meio urbano e 28% no rural. Sal e Boavista são as ilhas com menores taxas de desempregos, 9% e 7%, respectivamente, e os domínios do interior de Santiago e Santo Antão aqueles onde o desemprego afecta mais de 31% dos homens. Os homens geralmente exercem profissões qualificadas (Quadro 3.6.2). Detém a maior percentagem de indivíduos a exercer cargos de chefia (3%). Contudo, cerca de 14% trabalha como trabalhador não qualificado e a mesma percentagem na agricultura. Quadro 3.5.1 Condição perante o trabalho: Mulheres Percentagem das mulheres inquiridas segundo a sua condição perante o trabalho, por características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Trabalhou últimos 12 meses anteriores ao inquérito Não trabalhou durante os 12 meses anteriores ao inquérito Sem informação/ NS Total Nº de casos Trabalha actualmente Não trabalha actualmente Grupo etário 15-19 14,9 9,4 75,7 0,1 100,0 1 477 20-24 40,9 13,6 45,3 0,2 100,0 950 25-29 60,1 13,7 26,2 0,0 100,0 728 30-34 65,2 6,8 27,7 0,2 100,0 582 35-39 68,9 9,4 21,6 0,1 100,0 697 40-44 66,6 8,6 24,8 0,0 100,0 600 45-49 65,5 8,4 26,1 0,0 100,0 470 Estado civil Nunca casada/unida 33,3 10,1 56,5 0,1 100,0 2 509 Casada/unida 56,9 10,0 33,1 0,1 100,0 2 288 Divorc./separada/viúva 67,1 11,8 20,9 0,3 100,0 696 Sem informação * * * * 100,0 13 Número de filhos vivos 0 24,4 10,3 65,2 0,1 100,0 1 838 1-2 53,9 11,2 34,7 0,2 100,0 1 818 3-4 65,6 8,9 25,4 0,1 100,0 1 108 5+ 61,7 9,8 28,5 0,0 100,0 742 Meio de residência Urbano 52,6 8,7 38,6 0,1 100,0 3 054 Rural 41,0 12,2 46,7 0,1 100,0 2 451 Domínio de estudo Santo Antão 37,5 10,8 51,5 0,3 100,0 450 São Vicente 48,2 8,6 42,9 0,2 100,0 775 São Nicolau 33,1 1,8 64,9 0,2 100,0 106 Sal 64,5 14,8 20,8 0,0 100,0 205 Boa Vista (57,7) (12,9) (29,0) (0,4) 100,0 47 Maio 40,8 7,2 52,0 0,0 100,0 87 Santiago 51,0 10,9 38,1 0,0 100,0 3 279 Praia Urbano 56,6 9,4 34,0 0,0 100,0 1 325 Santiago Norte 46,2 14,5 39,2 0,0 100,0 1 163 Resto Santiago 48,5 8,3 43,3 0,0 100,0 790 Fogo 29,0 8,2 62,2 0,5 100,0 473 Brava 38,7 7,4 54,0 0,0 100,0 83 Nível de instrução Sem nível 54,0 11,4 34,6 0,0 100,0 310 Básico 56,3 11,2 32,4 0,2 100,0 2 802 Secundário 33,1 9,4 57,4 0,1 100,0 2 200 Pós-secundário 73,0 3,7 23,3 0,0 100,0 193 Total 47,5 10,2 42,2 0,1 100,0 5 505 ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos Características das Mulheres e dos Homens Inquiridos | 31 Quadro 3.5.2 Condição perante o trabalho: Homens Percentagem dos homens inquiridos segundo a sua condição perante o trabalho, por características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Trabalhou últimos 12 meses anteriores ao inquérito Não trabalhou durante os 12 meses anteriores ao inquérito Sem informação/ NS Total Nº de casos Trabalha actualmente Não trabalha actualmente Grupo etário 15-19 29,2 10,9 59,9 0,0 100,0 795 20-24 61,0 14,8 23,6 0,6 100,0 469 25-29 78,4 14,2 6,1 1,3 100,0 322 30-34 87,6 7,7 4,5 0,2 100,0 272 35-39 88,8 7,5 3,7 0,0 100,0 261 40-44 87,8 9,6 2,1 0,5 100,0 230 45-49 84,4 12,1 3,5 0,0 100,0 162 50-54 71,1 6,4 21,9 0,6 100,0 91 55-59 (57,2) (10,0) (32,8) (0,0) 100,0 42 Estado civil Nunca casada/unida 46,8 10,9 41,8 0,5 100,0 1 465 Casada/unida 85,2 9,9 4,7 0,2 100,0 973 Divorc./separada/viúva 75,3 17,6 7,1 0,0 100,0 199 Sem informação * * * * 100,0 7 Número de filhos vivos 0 44,6 11,2 43,7 0,5 100,0 1 376 1-2 81,7 12,9 5,2 0,2 100,0 598 3-4 86,1 8,3 5,6 0,0 100,0 295 5+ 83,3 10,4 6,1 0,1 100,0 376 Meio de residência Urbano 64,1 12,4 23,2 0,4 100,0 1 492 Rural 61,8 9,5 28,3 0,3 100,0 1 152 Domínio de estudo Santo Antão 61,6 6,8 31,2 0,4 100,0 282 São Vicente 60,5 15,5 23,0 0,9 100,0 404 São Nicolau 75,0 5,1 19,4 0,5 100,0 69 Sal 88,5 3,1 8,5 0,0 100,0 123 Boa Vista (84,9) (7,4) (7,3) (0,5) 100,0 34 Maio (77,1) (8,4) (13,3) (1,1) 100,0 49 Santiago 60,5 11,4 27,9 0,2 100,0 1 425 Praia Urbano 63,1 16,3 20,6 0,0 100,0 626 Santiago Norte 53,0 11,5 35,5 0,0 100,0 455 Resto Santiago 65,9 2,2 31,3 0,6 100,0 343 Fogo 58,2 15,1 26,0 0,6 100,0 210 Brava (77,7) (9,6) (12,7) (0,0) 100,0 49 Nível de instrução Sem nível 82,7 7,5 9,8 0,0 100,0 57 Básico 75,0 13,1 11,5 0,5 100,0 1 339 Secundário 47,0 9,6 43,2 0,3 100,0 1 124 Pós-secundário 71,6 6,0 22,3 0,0 100,0 124 Total 63,1 11,1 25,4 0,3 100,0 2 644 ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos 32 | Características das Mulheres e dos Homens Inquiridos Quadro 3.6.1 Ocupação: Mulheres Percentagem das mulheres inquiridas segundo a sua ocupação no emprego, por características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Quadros superiores/ dirigentes/ forças armada Técnicos Pessoal serviços e vendas Trabalha- dores qualificados Trabalha- dores não qualificados Pessoal serviços domésticos Agricultura Sem informação Total Nº de casos Grupo etário 15-19 0,5 3,6 32,5 5,5 14,9 14,5 25,5 3,0 100,0 358 20-24 0,4 18,1 36,7 5,2 6,2 19,0 10,1 4,2 100,0 518 25-29 1,2 20,0 33,0 5,0 6,6 21,5 8,7 4,0 100,0 537 30-34 0,4 14,6 37,7 3,3 9,0 22,6 9,1 3,3 100,0 419 35-39 1,4 11,4 37,0 5,7 6,5 20,0 13,6 4,5 100,0 546 40-44 1,2 15,6 34,8 5,0 5,2 20,1 15,1 3,2 100,0 451 45-49 0,1 15,0 33,7 6,9 8,7 11,6 20,9 3,2 100,0 348 Estado civil Nunca casada/unid. 0,7 15,5 29,7 5,3 9,9 18,1 17,5 3,4 100,0 1 089 Casada/unida 0,7 14,8 36,7 5,4 5,8 18,3 14,3 4,2 100,0 1 530 Divor/separad/viúva 1,6 11,4 41,6 4,4 9,3 22,2 6,3 3,1 100,0 549 Sem informação * * * * * * * * * 9 Número de filhos vivos 0 1,1 18,1 30,7 5,9 8,1 13,1 19,5 3,5 100,0 638 1-2 0,7 20,4 33,9 4,7 7,0 19,7 9,4 4,3 100,0 1 182 3-4 1,3 10,8 35,5 5,5 8,0 23,0 13,3 2,7 100,0 825 5+ 0,0 2,7 43,1 5,1 9,0 17,6 18,4 4,1 100,0 530 Meio de residência Urbano 1,1 19,2 42,6 5,0 1,3 25,0 2,3 3,6 100,0 1 873 Rural 0,5 7,7 24,6 5,5 17,1 10,2 30,6 3,9 100,0 1 304 Domínio de estudo Santo Antão 0,0 14,9 26,0 3,8 16,7 31,1 2,0 5,6 100,0 217 São Vicente 2,8 20,8 34,9 11,0 0,2 25,9 0,8 3,6 100,0 440 São Nicolau 0,0 20,8 29,3 8,2 2,3 28,3 9,0 2,1 100,0 37 Sal 1,7 18,4 34,8 1,0 0,4 35,2 0,3 8,2 100,0 162 Boa Vista 2,0 26,7 31,2 4,1 2,1 24,6 5,5 3,8 100,0 33 Maio 0,0 23,2 39,9 5,5 13,9 11,0 5,4 1,2 100,0 42 Santiago 0,5 12,4 36,3 4,5 8,1 15,2 20,3 2,7 100,0 2 030 Praia Urbano 0,4 18,5 50,1 3,3 0,5 23,7 0,3 3,2 100,0 875 Santiago Norte 0,5 8,0 21,4 3,1 8,5 9,4 46,7 2,3 100,0 707 Resto Santiago 0,7 7,4 32,6 9,0 22,2 7,8 17,7 2,5 100,0 448 Fogo 0,0 12,6 34,9 4,3 19,3 11,9 8,5 8,5 100,0 176 Brava 0,0 13,8 41,7 2,4 9,9 21,4 1,2 9,5 100,0 38 Nível de instrução Sem nível 0,0 0,3 38,2 2,2 15,2 19,6 21,8 2,6 100,0 203 Básico 0,5 2,0 38,5 5,9 9,8 23,3 16,7 3,3 100,0 1 891 Secundário 0,8 31,4 32,4 5,2 3,4 12,8 8,8 5,1 100,0 935 Pós-secundário 6,2 85,4 6,6 0,0 0,0 0,0 0,0 1,7 100,0 148 Total 0,8 14,5 35,2 5,2 7,8 18,9 13,9 3,7 100,0 3 177 * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos Características das Mulheres e dos Homens Inquiridos | 33 Quadro 3.6.2 Ocupação: Homens Distribuição percentual dos homens inquiridos segundo a sua ocupação no emprego, por características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Quadros superiores/ dirigentes/ forças armada Técnicos Pessoal serviços e vendas Trabalha- dores qualificados Trabalha- dores não qualificados Pessoal serviços domésticos Agricultura Sem informação Total Nº de casos Grupo etário 15-19 0,6 3,5 3,8 29,3 27,2 2,3 21,3 11,9 100,0 319 20-24 1,7 9,4 11,2 32,7 21,6 3,6 15,1 4,7 100,0 355 25-29 1,6 14,3 11,1 37,9 10,4 6,1 14,5 4,2 100,0 298 30-34 3,3 9,6 9,2 47,4 10,5 5,3 10,2 4,5 100,0 259 35-39 4,3 17,5 8,3 36,3 7,1 8,1 10,8 7,5 100,0 251 40-44 3,7 13,5 11,5 37,8 8,2 11,2 11,5 2,6 100,0 224 45-49 6,3 6,5 5,9 43,8 11,4 5,6 15,2 5,2 100,0 157 50-54 2,2 14,6 15,8 28,4 1,8 11,0 16,3 9,9 100,0 70 54-59 5,1 16,1 5,8 32,0 5,2 12,0 12,8 10,9 100,0 28 Estado civil Nunca casada/unid. 0,7 9,5 8,5 32,4 20,4 3,5 17,1 7,9 100,0 846 Casada/unida 5,0 12,3 9,1 40,7 9,1 6,6 12,4 4,9 100,0 925 Divor/separad/viúva 0,5 9,4 11,4 36,9 11,1 13,4 12,1 5,2 100,0 185 Sem informação * * * * * * * * * 6 Número de filhos vivos 0 0,7 9,3 9,4 29,7 21,6 3,3 17,5 8,5 100,0 767 1-2 4,4 14,4 8,6 37,8 10,1 7,5 12,9 4,3 100,0 565 3-4 4,8 9,6 11,2 43,2 9,2 6,3 10,2 5,4 100,0 278 5+ 2,7 9,0 7,1 44,8 8,5 9,2 13,6 5,1 100,0 352 Meio de residência Urbano 3,6 14,4 11,5 42,3 13,4 7,8 2,0 5,0 100,0 1 140 Rural 1,5 5,7 5,6 28,8 15,2 3,5 31,7 7,9 100,0 822 Domínio de estudo Santo Antão 1,2 11,6 7,3 32,1 8,8 6,0 28,5 4,5 100,0 193 São Vicente 3,3 15,0 8,7 34,1 12,1 9,1 9,0 8,7 100,0 308 São Nicolau 0,0 3,4 8,2 31,5 20,1 7,3 19,7 9,9 100,0 55 Sal 1,8 13,0 17,6 39,2 10,0 8,7 5,1 4,6 100,0 112 Boa Vista 2,7 10,8 12,0 50,4 12,2 1,2 8,1 2,5 100,0 31 Maio 1,3 8,5 4,0 39,3 19,6 1,9 20,8 4,7 100,0 42 Santiago 3,3 10,8 8,1 39,0 14,6 5,5 13,2 5,6 100,0 1 024 Praia Urbano 3,8 12,1 9,9 46,2 17,0 6,5 0,9 3,6 100,0 497 Santiago Norte 1,7 12,4 6,1 33,3 10,0 1,1 24,5 10,9 100,0 294 Resto Santiago 4,1 5,9 7,1 30,6 15,1 9,1 25,0 3,2 100,0 233 Fogo 2,2 4,5 13,0 30,5 18,6 3,9 19,2 8,2 100,0 154 Brava 0,9 5,9 7,5 30,8 27,7 1,2 19,0 7,0 100,0 43 Nível de instrução Sem nível 0,0 0,0 3,8 25,3 10,6 10,5 35,4 14,3 100,0 52 Básico 1,0 1,9 7,4 43,7 15,9 7,4 18,0 4,7 100,0 1 179 Secundário 3,4 19,6 13,0 29,7 13,4 3,9 8,2 8,8 100,0 636 Pós-secundário 20,1 67,1 4,9 3,1 0,4 0,6 0,6 3,2 100,0 96 Total 2,7 10,8 9,0 36,7 14,2 6,0 14,4 6,2 100,0 1 962 * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos 34 | Características das Mulheres e dos Homens Inquiridos 3.4 ESTATUTO DA MULHER Além da informação sobre a educação da mulher, situação de emprego, e o controlo dos rendimentos, foi também recolhida informações que permitem avaliar o nível de emancipação da mulher ou seja, algumas medidas directas da autonomia e do estatuto da mulher. Foram feitas perguntas sobre a participação da mulher na tomada de decisão no seio do agregado familiar, sobre a sua opinião em relação à agressão física pelo marido, e a sua opinião sobre a recusa de manter relações sexuais com o marido. Estes dados dão alguma indicação sobre o controlo que a mulher tem sobre o seu estado físico e suas atitudes em relação aos papéis de género, ambos factores relevantes para entender o comportamento da saúde e demográfico da mulher. Decisões no uso dos rendimentos Às mulheres empregadas que recebem em dinheiro, perguntou-se quem toma decisões acerca do uso a dar ao dinheiro que recebem. Os resultados são apresentados no Quadro 3.7 segundo características seleccionadas. Por outro lado, o Quadro 3.8 mostra como o controlo dos próprios rendimentos vária por estado civil. Constatamos que entre as mulheres que trabalham e recebem em dinheiro, 86% gere ela própria o seu rendimento. Contudo, verifica-se que entre as mais jovens (15-19 anos), uma percentagem importante (22%) declara que outra pessoa decide o que fazer com o que ganha, enquanto que para 11% destas a decisão é tomada em conjunto com outra pessoa. Entre as que vivem em união, 79% tem todo o domínio sobre o que ganha, contudo 20% declara que é o cônjuge que decide sobre o que fazer com o que ela ganha, e somente 2% o faz em conjunto com o cônjuge (Quadro 3.8). Características das Mulheres e dos Homens Inquiridos | 35 Quadro 3.7 Decisão no uso dos rendimentos do agregado Distribuição percentual das mulheres que trabalharam nos últimos 12 meses e foram remuneradas em dinheiro, segundo a pessoa que decide como gastar o dinheiro dela, segundo características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Pessoa que decide como gastar o dinheiro Total Número de casos A entrevistada Junto com outra pessoa Outra pessoa Sem informação Idade 15-19 66,4 10,5 22,4 0,7 100,0 255 20-24 90,4 6,8 2,1 0,7 100,0 458 25-29 85,6 13,4 1,0 0,0 100,0 481 30-34 88,3 10,6 0,8 0,2 100,0 382 35-39 85,2 13,3 1,4 0,0 100,0 467 40-44 87,8 11,2 1,0 0,0 100,0 380 45-49 90,8 8,2 1,0 0,0 100,0 276 Estado civil Nunca casada/unida 88,8 3,5 7,1 0,6 100,0 889 Casada/unida 78,6 19,7 1,6 0,1 100,0 1 295 Divorciada/separada/viúva 98,5 0,7 0,8 0,0 100,0 509 Sem informação 100,0 0,0 0,0 0,0 100,0 5 Número de filhos vivos 0 78,8 7,9 12,8 0,4 100,0 502 1-2 87,7 11,1 0,8 0,4 100,0 1 056 3-4 88,0 11,3 0,7 0,0 100,0 708 5+ 85,6 12,3 2,2 0,0 100,0 432 Meio de residência Urbano 87,2 10,8 2,0 0,0 100,0 1 792 Rural 82,9 10,7 5,7 0,7 100,0 907 Domínio de estudo Santo Antão 90,2 8,0 1,8 0,0 100,0 196 São Vicente 89,2 9,5 1,3 0,0 100,0 432 São Nicolau 80,1 18,1 1,8 0,0 100,0 34 Sal 95,5 4,1 0,4 0,0 100,0 158 Boa Vista 90,1 9,9 0,0 0,0 100,0 33 Maio 67,3 23,6 9,1 0,0 100,0 40 Santiago 85,3 10,8 3,7 0,2 100,0 1 623 Praia Urbano 85,8 11,3 3,0 0,0 100,0 851 Santiago Norte 83,8 11,5 3,9 0,8 100,0 393 Resto Santiago 85,7 9,1 5,2 0,0 100,0 378 Fogo 71,1 18,8 8,4 1,7 100,0 147 Brava 82,0 13,7 3,5 0,9 100,0 37 Nível de instrução Sem nível 93,7 4,7 1,6 0,0 100,0 157 Básico 86,2 10,7 2,9 0,3 100,0 1 563 Secundário 84,5 10,6 4,7 0,2 100,0 831 Pós-secundário 80,0 19,2 0,8 0,0 100,0 147 Total 85,8 10,8 3,2 0,2 100,0 2 699 Quadro 3.8 Controlo do salário da entrevistada Distribuição percentual das mulheres que trabalharam nos últimos 12 meses e foram remuneradas em dinheiro, segundo a pessoa que decide como gastar o dinheiro, por estado civil actual da mulher, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Quem decide Total Número de casos A entrevistada Marido/ companheiro Junto com marido/ companheiro Sem informação Casadas/unidas 78,6 19,7 1,6 0,1 100,0 1 295 Não casadas/unidas 92,4 2,5 4,8 0,4 100,0 1 402 36 | Características das Mulheres e dos Homens Inquiridos Tomada de decisões no agregado familiar Para avaliar a autonomia da mulher na tomada de decisão, procurou-se informação sobre a participação da mulher em cinco diferentes tipos de decisões no agregado familiar: decisões sobre os cuidados de saúde da inquirida, as grandes e pequenas compras para o agregado, as visitas aos familiares ou amigos e a ementa para as refeições no dia-a-dia. O Quadro 3.9 mostra a distribuição percentual das mulheres de acordo com quem no agregado familiar tem normalmente a última palavra em cada um dos diferentes tipos de decisões. Quadro 3.9 Participação da mulher na tomada de decisões Percentagem das mulheres casadas/unidas, e das mulheres que não vivem em união, segundo a pessoa que tem a última palavra nas decisões do agregado, por tipo de decisões, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Tipo de decisão A entrevistada decide Esposo/ companheiro decide Junto com o esposo/ companheiro Outra pessoa Junto com outra pessoa Decisão não tomada/NA Sem informação Total Nº de casos ACTUALMENTE CASADA/UNIDA Própria saúde 52,9 15,9 21,3 4,9 3,8 1,1 0,1 100,0 2 288 Grandes compras 30,5 19,7 38,5 6,3 3,7 1,1 0,1 100,0 2 288 Compras diárias 53,9 9,0 26,8 5,0 3,8 1,2 0,3 100,0 2 288 Visitar os familiares 46,0 7,1 33,6 4,1 4,2 4,9 0,1 100,0 2 288 Que alimentos cozinhar 67,3 4,3 16,9 5,1 4,9 1,5 0,1 100,0 2 288 NAO CASADA/UNIDAS Própria saúde 45,1 0,2 0,4 41,7 7,1 5,4 0,0 100,0 3 214 Grandes compras 28,0 0,3 0,7 56,4 7,8 6,8 0,0 100,0 3 214 Compras diárias 30,3 0,1 0,6 53,5 8,9 6,5 0,1 100,0 3 214 Visitar os familiares 36,6 0,1 0,5 44,8 8,9 9,1 0,0 100,0 3 214 Que alimentos cozinhar 32,5 0,1 0,4 49,5 10,5 6,9 0,1 100,0 3 214 As mulheres que têm a última palavra nas diferentes decisões do agregado familiar, quer sozinhas, quer junto com os maridos ou uma outra pessoa, têm maior autonomia na tomada de decisão que as mulheres que não participam na última palavra. O Quadro 3.10 mostra que a participação na tomada de decisão varia por características seleccionadas das mulheres para cada tipo de decisão. No conjunto, 43 em cada 100 mulheres têm uma palavra final em todas as decisões mencionadas, mas mais de 1 em cada 5 declara não participar na última palavra de qualquer uma das decisões mencionadas. A participação na tomada de decisão varia entre as mulheres em união e as que já viveram em união. A proporção que não tem a última palavra em qualquer decisão é de 6% entre as que vivem em união e de 10% entre as separadas. As mulheres que declaram não ter a última palavra são geralmente as mais jovens e que provavelmente vivem com os pais. Verifica-se que quando a decisão diz respeito as grandes compras do agregado, geralmente de investimento, a mulher tem um menor poder de decisão. Tal facto pode estar ligado ao nível de rendimento da própria, tendo em conta que na sua grande maioria, as mulheres exercem actividades sem muita qualificação. Com efeito observa-se que no que toca a este tipo de decisões, quando a mulher não trabalha, somente 36% tem a última palavra, mesmo que seja em conjunto com outra pessoa. Características das Mulheres e dos Homens Inquiridos | 37 Quadro 3.10 Participação da mulher na tomada de decisões por características seleccionadas Percentagem de mulheres que declararam ter tido a última palavra, sozinhas ou com mais alguém, nas decisões do agregados, segundo tipo de decisões, por características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Mulheres com a última palavra, sozinhas ou com mais alguém Nº de casos Própria saúde Grandes compras Compras diárias Visitar familiares Que alimentos cozinhar Todas as anteriores Nenhuma das anteriores Grupo etário 15-19 24,9 9,1 12,8 19,4 17,7 6,6 63,2 1 477 20-24 57,2 36,8 43,5 51,9 47,8 27,0 27,8 950 25-29 79,5 64,9 74,2 78,2 76,1 52,5 7,4 728 30-34 85,5 74,2 83,6 84,3 90,3 65,0 3,2 582 35-39 82,9 80,7 88,5 87,1 92,1 71,6 3,5 697 40-44 85,9 82,8 92,1 88,5 93,9 71,1 2,3 600 45-49 84,2 82,9 88,8 89,2 92,7 72,4 3,6 470 Estado civil Nunca casada/unida 43,9 25,5 28,7 35,7 32,9 20,1 45,2 2 509 Casada/unida 78,0 72,7 84,6 83,8 89,1 60,6 5,5 2 288 Divorciada/separada/viúva 83,6 75,9 79,5 82,8 81,1 69,2 8,9 696 Sem informação * * * * * * * 13 Número de filhos vivos 0 32,4 14,8 18,9 26,2 23,1 10,9 55,3 1 838 1-2 74,6 61,4 68,8 72,5 71,9 51,3 13,7 1 818 3-4 83,2 77,6 86,6 86,3 91,5 67,0 3,2 1 108 5+ 81,4 79,7 88,9 86,5 93,0 68,4 3,3 742 Meio de residência Urbano 67,7 53,4 61,6 65,7 64,2 44,7 19,4 3 054 Rural 57,5 49,2 54,5 56,7 60,1 41,5 30,0 2 451 Domínio de estudo Santo Antão 75,1 49,4 53,3 54,2 63,0 40,2 18,3 450 São Vicente 72,0 49,5 56,3 72,1 58,3 42,1 14,2 775 São Nicolau 91,4 46,4 61,8 50,3 64,6 37,9 7,8 106 Sal 93,1 66,5 74,8 76,4 76,0 58,5 5,1 205 Boa Vista (84,9) (53,1) (63,8) (72,4) (64,8) (48,5) (11,2) 47 Maio 61,0 50,3 67,3 68,5 66,7 41,3 17,2 87 Santiago 57,2 52,0 59,2 60,1 61,5 43,3 29,2 3 279 Praia Urbano 64,5 52,6 65,2 64,0 67,6 42,7 19,6 1 325 Santiago Norte 53,2 53,5 56,7 59,6 59,6 46,5 34,8 1 163 Resto Santiago 50,7 48,7 52,7 54,2 54,0 39,6 37,1 790 Fogo 55,7 46,1 50,0 55,7 66,2 38,9 25,8 473 Brava 74,7 66,2 68,4 69,6 70,4 62,9 19,1 83 Nível de instrução Sem nível 75,9 79,8 87,7 87,4 91,7 66,4 6,6 310 Básico 73,4 65,6 74,1 74,8 78,4 56,5 12,7 2 802 Secundário 47,0 28,7 33,4 40,0 37,5 22,6 42,4 2 200 Pós-secundário 78,1 62,2 70,0 77,6 67,8 50,1 9,5 193 Situação no emprego Não trabalha 48,7 35,7 41,6 46,8 48,4 29,1 37,0 2 891 Trabalha por dinheiro 80,9 70,1 78,5 79,7 79,3 59,2 7,2 2 277 Não trabalha por dinheiro 67,6 63,4 68,3 69,3 69,3 57,8 25,9 327 Sem informação * * * * * * * 9 Total 63,1 51,6 58,4 61,7 62,4 43,3 24,1 5 505 ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos Opinião relativa à violência conjugal O Quadro 3.11.1 mostra a atitude das mulheres em relação à agressão por parte do marido/companheiro, face a cinco razões específicas: a mulher ter queimado a comida, não ter preparado a refeição a tempo, discutir com o marido, sair de casa sem comunicar ao marido, não tomar conta das crianças, recusar-se a ter relações sexuais com o marido. As mulheres que acreditam que um marido tem o direito de agredir fisicamente a sua esposa por alguma razão, crêem normalmente que estão elas próprias numa condição abaixo da do homem. Tal percepção pode actuar como barreira no acesso aos cuidados de saúde para elas mesmas e para as suas crianças, e pode, inclusivamente, afectar a sua atitude em relação ao uso de métodos contraceptivos, podendo, no geral, influenciar o seu bem-estar. A atitude dos homens em relação à agressão física às mulheres está representada no Quadro 3.11.2 38 | Características das Mulheres e dos Homens Inquiridos Quadro 3.11.1 Opinião da mulher sobre a agressão da mulher por parte do cônjuge/companheiro Percentagem das mulheres inquiridas que concordam com alguma razão que justifique que o esposo/ companheiro bata na sua esposa/companheira, segundo razoes específicas, por características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Razão que justifica que o esposo/companheiro bata na esposa/companheira Nº de casos Queimar os alimentos Discutir com ele Sair sem dizer Castigar/ descuidar dos filhos Recusar ter relações sexuais De acordo com pelo menos uma razão Grupo etário 15-19 5,8 5,7 8,8 18,3 2,8 22,5 1 477 20-24 4,8 3,9 6,8 12,6 2,2 16,1 950 25-29 2,5 3,3 6,5 9,2 2,7 13,7 728 30-34 2,9 3,8 7,8 10,1 2,1 13,6 582 35-39 5,1 3,5 7,0 11,7 4,4 15,3 697 40-44 3,7 4,1 8,7 11,0 4,5 17,0 600 45-49 2,6 4,0 7,6 10,8 4,3 16,5 470 Estado civil Nunca casada/unida 4,8 4,3 6,6 14,0 2,5 17,7 2 509 Casada/unida 4,3 4,2 8,9 12,4 3,9 17,3 2 288 Divorciada/separada/viúva 2,4 4,2 7,7 10,8 2,9 15,6 696 Sem informação * * * * * * 13 Número de filhos vivos 0 4,3 4,8 6,1 14,1 2,5 17,7 1 838 1-2 5,0 3,9 8,9 12,9 2,6 17,1 1 818 3-4 3,6 3,9 7,8 11,1 3,8 16,0 1 108 5+ 3,8 4,4 8,9 13,0 5,0 18,7 742 Meio de residência Urbano 1,7 2,0 3,9 7,9 1,1 10,5 3 054 Rural 7,5 7,1 12,5 19,3 5,7 25,8 2 451 Domínio de estudo Santo Antão 2,6 3,1 2,5 6,1 2,2 8,8 450 São Vicente 2,9 3,3 3,9 7,9 1,5 11,1 775 São Nicolau 0,5 0,3 0,0 0,5 0,0 0,8 106 Sal 0,6 2,5 3,4 5,9 1,0 7,8 205 Boa Vista (0,7) (0,7) (0,7) (1,3) (0,7) (1,3) 47 Maio 1,4 2,8 4,4 9,2 1,6 13,3 87 Santiago 4,4 4,2 8,2 13,8 3,6 18,5 3 279 Praia Urbano 1,9 2,1 4,5 8,9 0,6 11,7 1 325 Santiago Norte 5,7 6,2 11,0 17,5 6,2 23,5 1 163 Resto Santiago 6,8 4,7 10,5 16,6 4,8 22,3 790 Fogo 10,4 9,0 20,0 28,7 5,4 36,6 473 Brava 5,3 7,3 8,9 18,1 4,8 22,3 83 Nível de instrução Sem nível 4,9 5,0 10,2 14,8 5,7 20,4 310 Básico 5,7 5,9 10,6 16,3 4,7 22,0 2 802 Secundário 2,7 2,4 4,2 9,6 1,1 12,2 2 200 Pós-secundário 0,0 0,9 0,8 0,0 0,0 1,7 193 Situação no emprego Não trabalha 5,4 4,5 8,3 15,0 3,2 19,6 2 891 Trabalha por dinheiro 2,7 3,7 6,6 10,5 2,9 14,1 2 277 No trabalha por dinheiro 5,4 6,2 10,3 12,5 4,1 19,0 327 Sem informação * * * * * * 9 Total 4,3 4,3 7,7 13,0 3,1 17,3 5 505 ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos Em Cabo Verde, 17% das mulheres inquiridas declara estar de acordo com pelo menos uma das razões mencionadas para que o marido/companheiro agrida a sua esposa/companheira. Uma das principais razões que as mulheres vêem como passível de sanção física pelo marido/companheiro, é quando batem ou descuidam os filhos (13%). Segue-se-lhe o facto da mulher sair sem comunicar nada ao cônjuge (8%). Teoricamente, as mulheres mais jovens seriam mais liberais e independentes do homem. Contudo, verifica-se que são as mulheres jovens de 15-19 anos, as que mais consideram que podem existir motivos para que o marido/companheiro bata na sua esposa/companheira. Entre as mulheres solteiras e as casadas, a proporção das que concorda com alguma das razões para a violência conjugal é a mesma (17%), e é ligeiramente superior à das mulheres separadas/viúvas (16%). Pelos dados apresentados podemos aferir que aceitar a violência conjugal é cultural. O fenómeno apresenta assimetrias significativas quer a nível do meio de residência, quer a nível dos Características das Mulheres e dos Homens Inquiridos | 39 domínios de estudo. Com efeito constata-se que a violência conjugal é considerada mais aceitável no meio rural, onde 26% das mulheres concorda com pelo menos uma razão para serem agredidas pelo cônjuge, enquanto que no meio urbano essa proporção é de 11%. Os domínios de sotavento, com maior destaque para a ilha do Fogo, Santiago Norte, Resto Santiago e Brava apresentam as maiores proporções, 37%, 24%, 22% e 22% respectivamente. Nas ilhas de Barlavento sobressai a ilha de São Vicente com 11%, Santo Antão com 9% e Sal com 8%, tendo as outras ilhas proporções inferiores a 1% O nível de instrução influencia muito a opinião das mulheres relativamente à violência conjugal, assim como, a independência financeira. Aos homens (Quadro 3.11.2) colocou-se a mesma questão e os resultados encontrados levam- nos a concluir que entre os homens a opinião segue um padrão semelhante ao das mulheres, com 16% a concordar com pelo menos uma das razões mencionadas, sendo o descuido com os filhos o motivo mais forte para que ele bata na sua esposa/companheira (10%), seguindo do facto da esposa/companheira sair sem lhe comunicar, e discutir com ele (8%). O perfil dos homens que consideram que existe pelo menos uma razão para baterem nas respectivas esposas é semelhante ao das mulheres: geralmente são homens do meio rural e sem nível de instrução. Quadro 3.11.2 Opinião do homem sobre a agressão da mulher por parte do cônjuge/companheiro Percentagem dos homens inquiridos que concordam com alguma razão que justifique que o esposo/ companheiro bata na sua esposa/companheira, segundo razões específicas, por características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Razão que justifica que o esposo/companheiro bata na esposa/companheira De acordo com pelo menos uma razão Nº de casos Queimar os alimentos Discutir com ele Sair sem dizer Castigar/ descuidar dos filhos Recusar ter relações sexuais Grupo etário 15-19 5,2 11,4 10,7 14,8 4,6 24,2 795 20-24 5,4 6,2 9,5 11,7 4,8 16,9 469 25-29 3,9 8,2 5,9 9,4 3,5 15,6 322 30-34 3,4 6,0 5,1 7,4 3,7 12,7 272 35-39 3,6 6,2 7,4 6,2 2,9 11,9 261 40-44 2,6 4,3 5,9 5,6 1,6 9,1 230 45-49 1,7 1,8 4,7 3,3 1,1 7,1 162 50-54 1,3 5,7 5,7 9,4 1,3 11,2 91 55-59 (0,5) (3,2) (1,0) (0,5) (0,0) (4,1) 42 Estado civil Nunca casado/unido 5,3 8,8 9,0 12,7 4,5 20,1 1 465 Casado/unido 2,0 5,7 5,6 5,5 2,0 10,5 973 Divorciado/separado/viúvo 4,5 7,3 10,9 11,6 3,5 16,7 199 Sem informação * * * * * * 7 Número de filhos vivos 0 5,7 10,0 9,8 13,9 5,2 21,6 1 376 1-2 2,6 5,8 7,0 7,7 1,6 13,3 598 3-4 1,4 3,4 5,8 4,2 1,7 8,8 295 5+ 2,5 4,3 4,0 4,4 2,0 7,8 376 Meio de residência Urbano 2,7 5,3 5,5 7,3 1,9 12,0 1 492 Rural 5,8 10,3 11,0 13,7 5,7 21,9 1 152 Domínio de estudo Santo Antão 3,8 4,0 6,9 6,6 2,5 11,3 282 São Vicente 3,5 3,4 5,7 7,6 1,4 12,6 404 São Nicolau 0,7 1,8 2,7 6,3 2,1 7,9 69 Sal 1,2 5,0 2,3 3,0 0,7 7,5 123 Boa Vista (2,1) (1,9) (0,0) (1,9) (0,0) (4,6) 34 Maio (5,1) (5,9) (7,0) (17,0) (6,3) (21,3) 49 Santiago 3,8 7,9 8,0 10,7 3,7 16,4 1 425 Praia Urbano 2,8 7,1 7,3 8,9 2,3 14,3 626 Santiago Norte 4,0 9,2 10,1 13,2 5,8 19,2 455 Resto Santiago 5,5 7,7 6,4 10,5 3,7 16,7 343 Fogo 5,8 19,4 15,9 17,8 7,2 30,6 210 Brava (21,9) (18,3) (23,1) (20,9) (15,8) (49,2) 49 Nível de instrução Sem nível 2,5 4,3 4,5 6,8 2,1 8,9 57 Básico 5,5 8,2 9,2 10,9 4,6 18,0 1 339 Secundário 2,8 7,5 7,3 10,2 2,7 16,4 1 124 Pós-secundário 0,8 0,5 0,8 0,5 0,8 1,2 124 Total 4,1 7,5 7,9 10,0 3,6 16,3 2 644 ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos 40 | Características das Mulheres e dos Homens Inquiridos Opinião sobre a recusa da mulher em ter relações sexuais com o marido/companheiro O controlo exercido pelas mulheres sobre quando e com quem devem ter relações sexuais tem importantes implicações sobre aspectos demográficos e o estado de saúde da mulher. O IDSR-II incluiu uma pergunta sobre a possibilidade de uma esposa se recusar a manter relações sexuais com o seu marido perante quatro circunstâncias: ela estar cansada ou não estar com vontade, ter acabado de dar à luz, saber que o marido tem relações sexuais com outra mulher, saber que o marido tem uma doença sexualmente transmissível (DST). Em primeiro lugar, constata-se que metade das mulheres inquiridas (Quadro 3.12.1) pensa que todas as razões citadas justificam que uma mulher recuse ter relações sexuais com o seu marido/companheiro. Apesar das diferenças não serem muito acentuadas, constata-se que quanto mais velha, mais é o controlo da mulher sobre o que quer. Contudo 6% das mulheres considera que nenhuma das razões citadas justifica a recusa da mulher em ter relações sexuais com o marido. Esta proporção é mais elevada em São Nicolau (24%) e Maio, Santiago Norte e Brava (11%). Entre as mulheres que nunca viveram em união, a proporção das mulheres que acha que nenhuma das razões apresentadas justifica recusar relações sexuais com o marido/companheiro é maior (7%) do que a proporção verificada entre as que vivem em união (5%). A mesma pergunta foi colocada aos homens e os resultados (Quadro 3.12.2) mostram que entre os homens, a proporção dos que acha que nenhuma das razões apresentadas justifica que a mulher se recuse a ter relações sexuais, é menor (4%) do que entre as mulheres (6%). Um pouco mais de metade (56%) concorda com todas as razões apresentadas, sendo a razão com maior peso a mulher/companheira saber que o esposo/companheiro tem uma doença sexualmente transmissível (89%). Características das Mulheres e dos Homens Inquiridos | 41 Quadro 3.12.1 Opinião da mulher sobre a recusa da mulher em ter relações sexuais Percentagem das mulheres que acham que existem razões para uma mulher recusar ter relações sexuais com o marido/companheiro, segundo algumas razões específicas, por características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Razoes que justificam a recusa de relações sexuais com o marido/companheiro De acordo com todas as razões Não esta de acordo com nenhuma razão Nº de casos Sabe que o esposo tem uma DST Sabe que o esposo tem relações sexuais com outras mulheres Ela acabou de dar a luz Ela esta cansada/não esta disposta Grupo etário 15-19 71,5 67,2 72,6 84,3 44,9 7,1 1 477 20-24 74,1 63,6 74,6 86,5 46,3 6,2 950 25-29 79,1 67,4 79,7 87,7 52,5 5,6 728 30-34 82,4 71,8 83,2 90,3 56,2 3,0 582 35-39 79,9 69,8 81,2 86,1 55,8 5,2 697 40-44 83,5 69,1 76,5 85,1 52,6 6,0 600 45-49 84,2 70,5 79,0 85,5 54,7 4,9 470 Estado civil Nunca casada/unida 73,5 65,5 73,7 85,0 45,8 7,1 2 509 Casada/unida 80,4 71,3 80,1 86,8 55,1 4,9 2 288 Divorc./separada/viúva 83,3 65,2 79,4 88,3 51,5 3,8 696 Sem informação * * * * * * 13 Número de filhos vivos 0 71,8 66,3 71,5 85,2 44,7 7,3 1 838 1-2 77,5 66,5 78,3 87,2 49,8 5,1 1 818 3-4 82,6 70,3 81,9 87,7 56,3 4,8 1 108 5+ 84,5 71,6 80,7 84,0 57,0 5,0 742 Meio de residência Urbano 78,5 74,4 81,1 91,6 54,8 3,0 3 054 Rural 76,4 59,8 72,0 79,4 44,9 9,2 2 451 Domínio de estudo Santo Antão 72,6 78,3 85,4 86,8 56,3 5,2 450 São Vicente 71,3 80,2 81,5 92,6 52,6 2,0 775 São Nicolau 75,7 75,9 75,7 76,2 75,4 23,8 106 Sal 77,4 87,8 91,9 95,5 70,1 2,9 205 Boa Vista (74,2) (72,6) (79,0) (95,8) (55,1) (3,0) 47 Maio 59,6 58,0 56,5 77,5 30,8 11,0 87 Santiago 80,2 62,1 73,7 84,5 47,0 6,4 3 279 Praia Urbano 85,3 72,5 81,9 94,1 57,6 1,3 1 325 Santiago Norte 75,8 53,2 65,2 75,3 37,4 10,8 1 163 Resto Santiago 78,0 57,9 72,4 81,8 43,2 8,6 790 Fogo 79,4 68,7 83,8 88,1 54,7 3,6 473 Brava 73,7 67,6 71,0 72,6 46,1 11,0 83 Nível de instrução Sem nível 81,1 72,9 74,8 82,1 54,3 7,9 310 Básico 80,3 67,0 79,1 83,7 53,1 6,4 2 802 Secundário 73,5 68,1 75,2 89,1 46,9 5,0 2 200 Pós-secundário 79,3 69,5 71,7 95,2 45,0 1,2 193 Situação no emprego Não trabalha 76,0 67,9 75,6 86,0 49,6 6,6 2 891 Trabalha por dinheiro 80,8 69,6 80,4 88,7 53,8 4,2 2 277 No trabalha por dinheiro 70,0 56,2 67,0 70,7 33,3 9,2 327 Sem informação * * * * * * 9 Total 77,6 67,9 77,1 86,2 50,4 5,8 5 505 ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos 42 | Características das Mulheres e dos Homens Inquiridos Quadro 3.12.2 Opinião do homem sobre a recusa da mulher em ter relações sexuais Percentagem dos homens que acha que existem razões para uma mulher recusar ter relações sexuais com o marido/companheiro, segundo algumas razoes específicas, por características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Razoes que justificam a recusa de relações sexuais com o marido/companheiro De acordo com todas as razões Não esta de acordo com nenhuma razão Nº de casos Sabe que o esposo tem uma DST Sabe que o esposo tem relações sexuais com outras mulheres Ela acabou de dar a luz Ela esta cansada/não esta disposta Grupo etário 15-19 84,9 71,4 76,3 69,1 47,0 4,9 795 20-24 87,9 76,0 81,8 77,8 56,5 3,9 469 25-29 90,0 75,2 87,9 81,9 60,5 4,0 322 30-34 89,3 77,1 88,8 87,2 67,3 2,8 272 35-39 92,5 76,0 89,0 85,8 61,1 2,2 261 40-44 94,4 78,2 81,9 77,7 58,4 2,3 230 45-49 92,3 75,0 87,2 76,6 60,1 5,3 162 50-54 87,7 75,4 75,3 67,4 49,9 6,2 91 55-59 (96,5) (77,6) (87,4) (79,4) (59,7) (0,0) 42 Estado civil Nunca casada/unida 86,0 74,5 80,1 74,5 52,9 4,5 1 465 Casada/unida 92,3 76,0 85,6 80,7 60,3 2,9 973 Divorc./separada/viúva 92,5 71,1 86,1 78,3 56,3 4,4 199 Sem informação * * * * * * 7 Número de filhos vivos 0 85,3 73,0 78,7 73,1 50,7 5,0 1 376 1-2 91,5 76,4 87,7 84,6 64,0 2,5 598 3-4 92,9 79,3 89,4 83,6 64,2 2,1 295 5+ 94,2 75,3 82,9 74,2 55,5 3,3 376 Meio de residência Urbano 90,8 77,1 89,4 84,3 61,9 2,2 1 492 Rural 86,2 71,8 73,7 67,5 48,1 6,2 1 152 Domínio de estudo Santo Antão 90,8 85,6 90,9 88,5 75,8 4,0 282 São Vicente 84,1 79,8 88,2 86,4 65,9 3,8 404 São Nicolau 94,4 92,3 96,3 91,5 88,5 2,4 69 Sal 89,4 82,4 95,5 94,5 71,1 0,3 123 Boa Vista (86,2) (79,1) (98,0) (95,9) (66,2) (0,0) 34 Maio (88,6) (72,1) (93,2) (97,6) (61,5) (0,9) 49 Santiago 89,1 70,1 76,2 68,5 45,4 4,5 1 425 Praia Urbano 92,1 70,0 95,5 87,8 57,6 1,1 626 Santiago Norte 82,2 66,5 64,3 54,8 38,6 11,1 455 Resto Santiago 92,9 75,2 56,9 51,5 32,2 2,1 343 Fogo 93,8 75,6 88,8 82,7 64,0 2,7 210 Brava (80,8) (58,5) (70,3) (59,3) (32,6) (6,9) 49 Nível de instrução Sem nível 82,1 78,3 77,7 72,7 54,6 7,3 57 Básico 89,4 72,9 81,1 74,7 54,5 5,1 1 339 Secundário 88,1 76,4 83,9 78,8 56,9 2,7 1 124 Pós-secundário 92,1 78,7 88,3 88,0 62,0 1,1 124 Situação no emprego Não trabalha 89,8 77,0 84,1 78,8 58,6 3,3 2 212 Trabalha por dinheiro 85,5 63,4 76,6 69,8 43,6 5,3 295 No trabalha por dinheiro 80,9 61,9 71,3 62,8 37,9 9,4 117 Sem informação * * * * * * 20 Total 88,8 74,8 82,5 77,0 55,9 3,9 2 644 ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos Fecundidade | 43 FECUNDIDADE 4 Orlando Santos Monteiro No quadro do IDSR-II, os indicadores de fecundidade são calculados à partir de informações recolhidas sobre a história dos nascimentos ocorridos entre as mulheres de 15 a 49 anos de idade. Para a obtenção dessas informações, foram colocadas uma série de perguntas às mulheres entrevistadas, sobre o número total de filhos que tiveram, fazendo a distinção entre os que vivem com elas e os que não vivem no agregado. Para cada filho nascido vivo registou-se o tipo de nascimento (simples ou gemelar), o sexo, a data de nascimento e o estado de sobrevivência. Para os filhos sobreviventes, foi registado a idade no momento do inquérito; e para os mortos foi registado a idade ao falecimento. A fim de garantir a qualidade de dados, a inquiridora tinha de assegurar-se que o número total de filhos declarados (vivos e falecidos) era igual ao número de filhos registados no quadro relativo ao histórico de nascimentos. Tratando-se de um inquérito retrospectivo, os dados colectados permitem estimar, não só o nível da fecundidade actual, mas também as tendências dos últimos 20 anos anteriores ao inquérito. No entanto, convêm salientar que devido ao aspecto retrospectivo do inquérito, este pode conter imprecisões ou erros ligados à: • Sub-declaração de nascimentos, em particular a omissão de crianças que não vivem com a mãe no mesmo agregado, das que faleceram em idade precoce (casos dos falsos nados- mortos), o que pode ter como consequência uma sub-estimação do nível de fecundidade; • Imprecisão na declaração de data de nascimento e/ou idade, em particular a atracão para certos anos de nascimento em relação ao ano do inquérito, que poderia provocar uma sub- estimação ou sobre-estimação da fecundidade em certas idades ou certos períodos. 4.1 FECUNDIDADE ACTUAL E FECUNDIDADE DIFERENCIAL O nível da fecundidade é determinado pelas taxas específicas de fecundidade e pelo Índice Sintético de Fecundidade (ISF). A estimativa da fecundidade actual refere-se aos três anos precedentes ao inquérito, cobrindo aproximadamente os anos de calendário 2003-2005. São calculadas taxas relativas a três anos, por um lado para obter informação recente, por outro para obter o máximo de casos, a fim de minimizar os erros nas estimativas. As estimativas da fecundidade apresentadas nesta secção baseiam-se nas histórias reprodutivas relatadas pelas mulheres de 15 à 49 anos de idade. Com base nas histórias de nascimentos, estimou-se a fecundidade retrospectiva (número médio de filhos nascidos vivos) e a fecundidade actual (taxas específicas de fecundidade). O Quadro 4.1 e o Gráfico 4.1 apresentam as taxas específicas de fecundidade por meio de residência, o índice sintético de fecundidade, a taxa de fecundidade geral e a taxa bruta de natalidade no período acima referido. Em matéria de fecundidade, o indicador mais pertinente é o índice sintético de fecundidade, que exprime o número médio de filhos que teria uma mulher durante toda a sua vida reprodutiva, se as condições de fecundidade do momento se mantivessem constantes. O nível de fecundidade mostra que Cabo Verde já não pertence ao grupo dos países com forte fecundidade. 44 | Fecundidade A fecundidade da mulher cabo-verdiana diminuiu consideravelmente, atingindo uma média de 2,9 filhos por mulher, nível que se aproxima do limiar de substituição, que é de 2,1. Porém, ela é ligeiramente diferenciada entre meios de residência. Com efeito, as mulheres do meio urbano têm um nível de fecundidade um pouco mais baixo do que o que prevalece entre as mulheres do meio rural (2,7 contra 3,1 filhos por mulher respectivamente). Essa diferença de nível de fecundidade entre meio urbano e o rural observa-se em quase todas as idades, excepto no grupo etário dos 25-29 anos. É de salientar que o nível de fecundidade dos dois meios de residência diminuiu significativamente, de modo geral e para todas as idades. Com efeito, verificou-se uma baixa considerável nas taxas de fecundidade por idade em relação ao IDSR-1998; 90‰ no IDSR-II contra 100‰ no IDSR-1998 entre os 15 e 19 anos, para aumentar bruscamente e atingir o máximo nos grupos etários 20-24 e 25-29 anos, respectivamente, 145‰ e 139‰, contra 190‰ nos dois grupos etários no IDSR-1998, decrescendo de seguida, de forma regular. Gráfico 4.1 Taxas de fecundidade por idade, para os três anos anteriores ao inquérito, por meio de residência & & & & & & & + + + + + + + 15-19 20-24 25-29 30-34 35-39 40-44 45-49 Idade da mulher 0 50 100 150 200 Taxa por 1,000 mulheres Rural Urbano Total+ & CVDHS 2005 O ISF varia também de maneira significativa segundo os domínios (Quadro 4.2). A ilha de São Vicente tem o mais baixo nível de fecundidade (2,0 crianças por mulher), nível abaixo do limiar de substituição da população. São Nicolau, Sal, Santiago e Fogo constituem os domínios com um nível mais elevado (respectivamente, 3,3, 3,2 e 3,1 filhos por mulher). Contrariamente ao que se podia esperar, tendo em conta as mudanças que podiam operar no comportamento procriativo, o domínio de Praia Urbano apresenta um dos maiores níveis de fecundidade, reflectindo assim o nível da ilha a que pertence. Por outro lado, o índice sintético de fecundidade apresenta diferenças significativas segundo o nível de instrução das mulheres, variando de um mínimo de 2,0 crianças por mulher, entre as que possuem o nível pós-secundário, a um máximo de 3,9, entre as congéneres não instruídas. Quadro 4.1 Fecundidade actual Taxas específicas de fecundidade e taxa global de fecundidade para os três anos anteriores ao inquérito, por meio de residência, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Grupos de idade/taxa Meio de residência Total Urbano Rural 15-19 80 102 90 20-24 133 162 145 25-29 142 135 139 30-34 91 108 98 35-39 61 72 66 40-44 33 39 36 45-49 7 5 6 ISF 2,7 3,1 2,9 TFG 93 106 98 TBN 23 22 22 ISF: Índice Sintético de Fecundidade (número médio de filhos por mulher 15-49 anos) TFG: Taxa de Fecundidade Geral (por 1 000 mulheres 15-49 anos) TBN: Taxa Bruta de Natalidade (por 1 000 indivíduos da população) Fecundidade | 45 O Quadro 4.1 apresenta igualmente a Taxa de Fecundidade Geral (TFG), que representa o número anual médio de nados-vivos na população de mulheres em idade de procriar (15-49 anos). Segundo o IDSR-II, esta taxa foi estimada em 98‰. À semelhança do ISF, este indicador varia ligeiramente entre os meios de residência (93‰ para o urbano e 106‰ para o meio rural). No que concerne ao Quadro 4.2, é de salientar o número médio de filhos das mulheres de 40- 49 anos, assimilado à descendência final que, ao contrário do ISF, é o resultado da fecundidade passada das mulheres inquiridas no fim da vida reprodutiva. Em Cabo Verde, a diferença existente entre o ISF (2,9) e a descendência (4,6) é significativa e representativa da baixa da fecundidade (Gráfico 4.2). Os resultados mostram que é de entre as mulheres de Santo Antão e as que têm o nível básico de instrução que a diferença entre o ISF e a descendência é mais importante (3,1 crianças por mulher), embora sejam também dignas de registo as diferenças entre as mulheres do Fogo e Brava (2,5), São Vicente e Boavista (2,0). Logo, é entre essas mulheres que a fecundidade tende a diminuir. Quadro 4.2 Fecundidade, gravidez e número médio de filhos por características seleccionadas Índice sintético de fecundidade para os três anos anteriores ao inquérito, percentagem de mulheres actualmente grávidas e número médio de filhos nascidos vivos para mulheres de 40-49 anos, segundo características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Índice Sintético de Fecundidade Percentagem de mulheres actualmente grávidas Número médio de filhos nascidos vivos para mulheres de 40-49 anos Meio de residência Urbano 2,7 5,1 4,3 Rural 3,1 5,1 4,9 Domínio de estudo Santo Antão 2,9 3,8 6,0 São Vicente 2,0 3,4 4,0 São Nicolau 3,3 4,4 4,2 Sal 3,2 7,0 3,9 Boa Vista 2,4 10,0 4,4 Maio 2,6 1,7 4,3 Santiago 3,1 5,4 4,5 Praia Urbano 3,2 5,1 4,5 Santiago Norte 2,7 6,2 4,3 Resto Santiago 3,3 4,6 4,8 Fogo 3,1 6,3 5,6 Brava 2,8 7,0 5,0 Nível de instrução da mulher Sem nível 3,9 3,0 5,3 Básico 3,3 5,5 4,8 Secundário 2,7 5,2 2,9 Pós-secundário 2,0 1,6 2,4 Total 2,9 5,1 4,6 46 | Fecundidade Gráfico 4.2 Índice sintético de fecundidade e descendência atingida aos 40-49 anos 2.7 3.1 3.9 3.3 2.7 2.0 4.3 4.9 5.3 4.8 2.9 2.4 MEIO DE RESIDÊNCIA Urbano Rural NÍVEL DE INSTRUÇÃO DA MULHER Sem nível Básico Secundário Pós-secundário 0.0 1.0 2.0 3.0 4.0 5.0 6.0 Numero de filhos ISF Descendência atingida aos 40-49 anos CVDHS 2005 O Quadro 4.2 apresenta a percentagem de mulheres que declararam estar grávida no momento do inquérito. É de notar que não se trata da proporção exacta de mulheres grávidas, tendo em conta que uma boa parte das inquiridas, que podia estar no início de uma gravidez e não o saber, não declarou o estado em que se encontrava. Uma percentagem de 5% do total das mulheres inquiridas declarou estar grávida. 4.2 TENDÊNCIA DA FECUNDIDADE Em Cabo Verde, foi realizado em 1998, o primeiro Inquérito Demográfico e de Saúde Reprodutiva (IDSR-1998), sendo um dos seus principais objectivos estimar o nível de fecundidade. Em conjugação com o IDSR-II, constituem duas fontes de dados que mostram as tendências da fecundidade, como indicado no Quadro 4.3 e Gráfico 4.3. Quadro 4.3 Fecundidade por idade segundo duas fontes Taxa de fecundidade por idade e índice sintético de fecundidade, segundo o IDSR-I (1998) e o IDSR-II (2005) Grupo de idades IDSR-I 1998 IDSR-II 2005 15-19 104 92 20-24 208 152 25-29 188 134 30-34 159 101 35-39 113 68 40-44 61 35 45-49 2 6 ISF (15-49) 4,1 2,9 Nota: Taxa específica de fecundidade por 1 000 mulheres Fecundidade | 47 Gráfico 4.3 Taxas de fecundidade por idade segundo o IDSR-I (1998) e o IDSR-II (2005) + + + + + + + & & & & & & & 15-19 20-24 25-29 30-34 35-39 40-44 45-49 Grupo etario da mulher 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 220 240 Taxa por mil IDSR-I 1998 IDSR-II 2005& + A comparação dos resultados mostra que os níveis de fecundidade por idade são consideravelmente inferiores no IDSR-II, relativamente aos do inquérito precedente (IDSR-1998), particularmente entre os 20 e 39 anos. Por outro lado, as duas curvas evoluem no mesmo sentido: aumento entre os 15-19 anos, decrescendo de forma regular a partir dos 24 anos. Para todas as idades, a curva do IDSR-II situa-se abaixo da precedente. Logo, verifica-se uma rápida baixa do nível da fecundidade, em todas as idades. Os dados do IDSR-II permitem também observar as tendências passadas da fecundidade a partir das taxas específicas de fecundidade, por períodos quinquenais antes do inquérito (Quadro 4.3 e Gráfico 4.4). Constata-se que as taxas de fecundidade sofreram ligeira baixa nos períodos mais distantes (1985/90 e 1990/95), excepto a do grupo 20-24 anos que aumentou, para conhecer uma forte baixa nos períodos mais recentes (ver Quadro 4.4). Relativamente ao ISF, a fecundidade passou de 4,1 filhos a 2,9 filhos ou seja uma redução de mais de uma criança por mulher num período de 7 anos. É de notar (Quadro 4.4) que a fecundidade no período 5-9 anos anteriores ao inquérito foi estimada a 4,2 filhos por mulher. Este número pode ser comparado com o nível proveniente de uma fonte independente, a saber o inquérito demográfico e de saúde de 1998 que deu 4,1. Quadro 4.4 Tendência da fecundidade Taxas específicas de fecundidade para períodos quinquenais anteriores ao inquérito, por idade da mãe no momento do nascimento, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Idade da mãe ao nascimento Número de anos anteriores ao inquérito 0-4 5-9 10-14 15-19 15-19 92 123 147 135 20-24 152 192 262 253 25-29 134 195 226 267 30-34 101 160 189 [235] 35-39 68 115 [137] na 40-44 35 [55] na na 45-49 [6] na na na ISF (15-49) 2,9 4,2 4,8 5,8 Nota: Taxas específicas de fecundidade expressas por 1 000 mulheres. na = Não se aplica [ ] = Taxas truncadas 48 | Fecundidade Gráfico 4.4 Taxas de fecundidade por idade e por períodos quinquenais, nos 20 anos anteriores ao IDSR-II 2005 ' ' ' ' , , , , , & & & & & & + + + + + + + 15-19 20-24 25-29 30-34 35-39 40-44 45-49 Idade da mulher 0 50 100 150 200 250 300 Taxa por mil 2000/05 1995/00 1990/95 1985/90 + & , ' CVDHS 2005 4.3 PARIDADE E ESTERILIDADE PRIMÁRIA O número médio de filhos nascidos vivos por grupo de idades é calculado a partir do número total de filhos que as mulheres tiveram durante a sua vida reprodutiva. O Quadro 4.5 apresenta as paridades para todas as mulheres e para as que estão actualmente em união. A paridade de todas as mulheres aumenta de forma regular e progressiva com a idade da mulher. De 0,17 criança entre as mulheres de 15-19 anos, essa média passa para 0,89 criança nas com 20-24 anos, para atingir 4,9 nascimentos no grupo etário 45-49 anos, correspondente à paridade final. Por outro lado, a repartição das mulheres por número de nascimentos põe em evidência uma fecundidade precoce relativamente elevada, em que cerca de 14% das raparigas de 15-19 anos já tem um filho. Aproximadamente 20% das mulheres menores de 25-29 anos tem 2 filhos. Finalmente, no fim da vida fecunda (45-49 anos), 5% das mulheres tem 10 e mais filhos. Fecundidade | 49 Quadro 4.5 Filhos nascidos vivos e filhos sobreviventes de todas as mulheres e das mulheres unidas Distribuição percentual de todas as mulheres e das mulheres actualmente casadas/unidas, por número de filhos nascidos vivos e número médio de filhos nascidos vivos e sobreviventes, segundo grupos de idades, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Idade Número de filhos nascidos vivos Total Número de mulheres Média de filhos nascidos vivos Média de filhos sobre- viventes 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10+ TODAS AS MULHERES 15-19 84,8 13,5 1,7 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 100,0 1 477 0,17 0,17 20-24 39,8 36,8 18,8 3,5 1,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 100,0 950 0,89 0,86 25-29 13,1 26,9 29,7 17,0 8,7 3,6 0,8 0,1 0,3 0,0 0,0 100,0 728 1,97 1,86 30-34 5,8 11,9 25,3 25,3 17,1 8,6 4,3 1,4 0,4 0,0 0,0 100,0 582 2,88 2,74 35-39 3,7 7,3 15,7 20,7 20,0 15,2 9,4 4,4 2,3 1,1 0,1 100,0 697 3,74 3,55 40-44 2,0 5,0 13,4 19,5 17,4 13,8 11,5 7,9 3,8 3,4 2,3 100,0 600 4,39 4,07 45-49 5,0 4,1 13,5 11,0 12,5 14,5 10,4 10,8 8,6 4,9 4,8 100,0 470 4,89 4,50 Total 33,1 16,6 14,9 11,2 8,6 6,1 3,9 2,5 1,5 0,9 0,7 100,0 5 505 2,14 2,01 MULHERES CASADAS/ UNIDAS 15-19 28,1 63,2 8,3 0,4 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 100,0 120 0,81 0,80 20-24 11,7 45,0 34,7 6,9 1,6 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 100,0 289 1,42 1,38 25-29 4,3 25,5 33,3 20,0 10,9 4,1 1,4 0,0 0,5 0,0 0,0 100,0 405 2,29 2,15 30-34 3,1 7,3 25,7 28,9 19,3 9,2 4,8 1,7 0,0 0,0 0,0 100,0 372 3,09 2,96 35-39 1,8 5,2 13,7 19,4 22,4 17,0 10,7 5,2 3,2 1,3 0,2 100,0 422 4,05 3,81 40-44 0,4 2,8 14,1 18,1 17,3 14,7 11,6 9,4 4,3 4,8 2,5 100,0 403 4,68 4,37 45-49 1,6 3,5 9,2 11,1 12,0 16,4 11,4 11,4 11,5 5,6 6,5 100,0 277 5,45 5,03 Total 4,8 16,6 21,0 17,2 13,9 9,9 6,4 4,3 2,8 1,8 1,3 100,0 2 288 3,36 3,16 No que concerne aos resultados das mulheres actualmente casadas/unidas, observa-se diferenças consideráveis relativamente às mulheres em geral, sobretudo no que toca às faixas mais jovens. Com efeito, constata-se que mais de 2/3 das jovens de 15-19 anos já tem pelo menos um filho (72%) contra apenas 15% para o total das mulheres. No grupo etário 20-25 anos, 43% das mulheres casadas/unidas tem pelo menos 2 filhos contra 23% para o total das mulheres. Ao contrário, a partir dos 34 anos, idade em que uma boa parte das mulheres já se encontra em união e já tem o número de filhos desejado, a diferença já não é muito significativo. No fim da vida fecunda (45-49 anos), a paridade final das mulheres casadas/unidas (5,5) diferencia-se ligeiramente da de todas as mulheres (4,9). De maneira geral, a proporção de mulheres que chegam ao fim da vida reprodutiva (45-49 anos) sem ter um filho é relativamente significativa (5%). A paridade nula, das mulheres actualmente casadas/unidas com mais de 35 anos, idade a partir da qual a probabilidade de ter o primeiro filho diminui, permite estimar o nível de esterilidade primária. De entre essas mulheres, 1,2% nunca teve um filho e podem ser consideradas como sendo estéreis. 4.4 INTERVALO INTERGENÉSICO O intervalo que separa o nascimento de uma criança do nascimento precedente influencia a saúde da mãe e da criança, constitui um factor importante na análise da fecundidade. Segundo as recomendações internacionais, curtos intervalos intergenésicos (inferiores a 24 meses) prejudicam a saúde e o estado nutricional das crianças e aumentam o risco de falecimento na infância. Os nascimentos muito próximos uns dos outros (menos de 24 meses) diminuem também a capacidade fisiológica da mulher. Em tais condições, as mães são expostas a complicações durante e depois da gravidez. O Quadro 4.6 mostra a repartição de nascimentos dos cinco anos anteriores ao inquérito, por número de meses decorridos desde o nascimento precedente, segundo características seleccionadas. 50 | Fecundidade Quadro 4.6 Intervalo entre nascimentos Distribuição percentual dos nascimentos nos últimos cinco anos anteriores ao inquérito, por número de meses desde o nascimento anterior, segundo características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Nº de Meses desde o nascimento anterior Total Número de nascimentos Mediana do intervalo (em meses) 7-17 18-23 24-35 36-47 48+ Idade 15-19 19,6 30,0 31,9 3,7 14,8 100,0 24 24,0 20-29 8,3 14,1 25,8 18,4 33,3 100,0 668 36,8 30-39 3,8 4,9 22,0 15,1 54,2 100,0 573 52,4 40-49 2,9 4,6 16,0 13,1 63,4 100,0 189 61,1 Ordem de nascimento 2-3 4,7 11,3 22,8 14,1 47,2 100,0 825 45,5 4-6 8,1 6,3 21,9 19,4 44,2 100,0 483 42,7 7+ 6,7 10,2 29,0 17,4 36,7 100,0 145 38,3 Sexo do filho anterior Masculino 6,0 7,5 24,2 19,5 42,8 100,0 746 42,4 Feminino 6,1 11,7 22,0 12,7 47,6 100,0 707 45,2 Sobrevivência do filho anterior Vivo 5,5 9,3 23,1 16,1 45,9 100,0 1 389 44,2 Falecido 18,4 13,4 23,4 17,2 27,7 100,0 64 32,0 Meio de residência Urbano 4,5 7,2 19,1 16,5 52,7 100,0 743 50,2 Rural 7,6 12,0 27,3 15,8 37,2 100,0 711 37,5 Domínio de estudo Santo Antão 3,8 6,3 24,8 15,0 50,1 100,0 125 48,2 São Vicente 4,8 7,9 20,1 13,4 53,7 100,0 135 51,8 São Nicolau 9,8 5,9 17,0 19,8 47,5 100,0 37 42,5 Sal 5,4 8,8 20,6 12,8 52,5 100,0 74 50,6 Boa Vista 2,6 9,5 11,1 13,2 63,7 100,0 11 60,3 Maio 6,3 11,3 13,3 15,8 53,3 100,0 19 49,8 Santiago 5,6 10,3 24,3 16,2 43,6 100,0 876 41,4 Praia Urbano 5,5 6,0 14,6 18,6 55,3 100,0 369 51,4 Santiago Norte 5,8 12,9 34,8 14,5 31,9 100,0 266 34,8 Resto Santiago 5,4 14,1 27,5 14,4 38,6 100,0 241 37,1 Fogo 11,8 10,6 22,9 21,0 33,8 100,0 154 37,7 Brava 2,8 5,4 19,5 13,5 58,8 100,0 23 56,2 Nível de instrução Sem nível 6,7 7,4 22,0 13,9 50,0 100,0 83 48,0 Básico 6,3 9,7 22,9 16,0 45,1 100,0 1 064 43,1 Secundário 5,5 10,1 25,2 16,9 42,3 100,0 276 39,2 Pós-secundário 0,0 4,0 14,1 22,9 59,0 100,0 30 53,9 Total 6,0 9,5 23,1 16,2 45,1 100,0 1 453 43,4 Nota: O primeiro nascimento está excluído. O intervalo entre vários nascimentos é o número de meses que separa dois nascimentos sucessivos. No global, constata-se que 6% dos nascimentos ocorreu antes de 18 meses após o nascimento precedente, e que cerca de 10% das crianças nasceu entre 18 e 24 meses após o nascimento precedente, sendo que no total cerca de 16% dos nascimentos teve lugar antes do período recomendado, não respeitando assim as recomendações médicas (ver Quadro 4.6). No entanto, quase metade dos nascimentos (45%) decorre quatro anos após o nascimento anterior, e cerca de 23% entre 2 e 3 anos. A duração mediana do intervalo intergenésico aproxima-se dos 4 anos (43,4 meses). Por falta de informações referentes a esse indicador no IDSR-1998, não nos podemos pronunciar sobre a sua evolução no tempo. A idade da mãe influencia o tempo de intervalo entre os nascimentos. Efectivamente, os intervalos intergenésicos são menores nas jovens que nas mulheres mais idosas: a mediana do intervalo entre os nascimentos passa de 37 meses entre 20-29 anos para 61 meses nas de 40-49 anos. Fecundidade | 51 No que diz respeito ao sexo da criança, a diferença não é significativa. O intervalo médio é de 42 meses para o sexo masculino e 45 meses para o feminino. Concernente à ordem de nascimento, a diferença entre os intervalos é reduzida. Do ponto de vista da sobrevivência do filho anterior, os filhos que sucederam aos que faleceram, nascem num período de tempo mais curto que os cujo irmão precedente sobrevive ainda: 32% dos nascimentos decorreu num intervalo inferior a dois anos quando o filho precedente faleceu, contrariamente a 14%, quando a criança sobrevive, confirmando assim a estratégia de substituição em matéria de fecundidade (Okoré Augustine, 1986). O intervalo intergenésico difere também segundo o meio de residência das mulheres, sendo o intervalo mediano de 38 meses no meio rural contra 50 no meio urbano. Por outro lado, os resultados mostram que o nível de instrução da mulher influencia a duração do intervalo entre os nascimentos: o intervalo mediano varia de 39 meses nos nascimentos com mães de nível de instrução secundário para 54 meses nos cujas mães têm nível pós-secundário. 4.5 IDADE DA MULHER AO NASCIMENTO DO PRIMEIRO FILHO A idade da mulher ao nascimento do primeiro filho tem implicações sobre a sua descendência final e pode agir sobre a saúde materna e infantil. No Quadro 4.7 consta a repartição das mulheres por idade no momento do nascimento do primeiro filho e a idade mediana ao primeiro nascimento, segundo grupos etários das mães no momento do inquérito. A idade média ao primeiro nascimento varia sensivelmente entre as gerações (de 20 anos para as mulheres que têm a idade compreendida entre 25-29 anos no momento do inquérito, para 22 anos nas que se encontram no fim da vida reprodutiva. A análise da evolução desse indicador mostra uma diminuição progressiva da idade mediana das gerações mais velhas para as mais recentes, permitindo concluir que há uma tendência para a sua rejuvenescência. Quadro 4.7 Idade ao nascimento do primeiro filho Percentagem de mulheres que tiveram filho (parto), por idade exacta e idade mediana ao nascimento do primeiro filho, segundo a idade actual, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Idade actual Percentagem de mulheres que deram à luz na idade exacta: Percentagem de mulheres sem filhos Número de mulheres Idade mediana ao primeiro nascimento 15 18 20 22 25 15-19 0,8 na na na na 84,8 1 477 11,9 20-24 0,7 22,1 43,5 na na 39,8 950 a 25-29 2,7 30,7 55,9 70,5 81,9 13,1 728 19,5 30-34 2,5 26,3 53,4 72,0 82,3 5,8 582 19,8 35-39 1,5 19,5 43,7 62,7 81,3 3,7 697 20,6 40-44 1,3 12,5 33,7 54,0 74,8 2,0 600 21,6 45-49 1,0 10,2 29,6 50,2 74,9 5,0 470 22,0 na = Não se aplica a = menos de 50% das mulheres tiveram um filho Por outro lado, a idade ao primeiro nascimento apresenta ligeiras variações segundo o meio de residência, os domínios de estudo e o nível de instrução da mulher (Quadro 4.8). Contrariamente a muitos países, é mais baixa no meio urbano (21,2 anos) que no rural (22,8 anos). O nível de instrução, por sua vez, influencia a idade mediana ao primeiro nascimento: as mulheres sem nível de instrução e as que têm um nível primário apresentam características comuns no que diz respeito a este indicador (respectivamente 21,7 e 21,8 anos). As de nível pós-secundário têm em média o primeiro filho aos 22,7 anos. 52 | Fecundidade Quadro 4.8 Idade mediana ao primeiro nascimento, por características seleccionadas Idade mediana ao primeiro nascimento para as mulheres de 20-49 anos, por idade actual e características seleccionadas, IDSR-II, Cabo Verde, 2005 Características seleccionadas Idade actual 20-24 25-29 30-34 35-39 40-44 45-49 Meio de residência Urbano 22,1 19,8 19,8 20,4 21,3 21,2 Rural a 19,3 19,7 20,8 22,0 22,8 Domínio de estudo Santo Antão 19,9 19,5 18,6 19,2 20,1 20,7 São Vicente a 19,9 19,4 19,2 21,3 20,0 São Nicolau 19,8 18,8 19,0 20,7 21,0 22,6 Sal a 19,9 19,7 20,1 20,1 19,9 Boa Vista 19,7 19,3 19,5 19,0 21,1 19,1 Maio 19,9 20,9 20,1 21,1 21,3 23,8 Santiago a 19,4 19,9 21,1 22,1 22,7 Praia Urbano a 19,7 20,1 21,3 20,8 21,4 Santiago Norte a 18,9 20,2 22,0 22,5 23,8 Resto Santiago a 19,4 19,5 20,5 23,4 23,2 Fogo a 19,8 20,9 20,8 22,4 22,7 Brava a 18,3 20,2 20,5 21,9 19,6 Nível de instrução Sem nível a 18,2 17,9 20,2 21,2 21,7 Básico 19,3 18,8 19,4 20,3 21,3 21,8 Secundário a 22,0 21,4 21,4 23,9 22,6 Pós-secundário a a 26,5 25,6 23,8 22,7 Total a 19,5 19,8 20,6 21,6 22,0 a = Omitido porque menos de 50 por cento das mulheres tiveram o primerio nacimento antes do começo do grupo etário 4.6 FECUNDIDADE DAS ADOLESCENTES A maternidade precoce (nascimentos de crianças nas jovens de menos de 20 anos) é um factor importante que aumenta o risco de falecimento da criança (ver o capítulo sobre a mortalidade das crianças), assim como a mortalidade materna das jovens adolescentes. De acordo com os resultados, essas adolescentes representam cerca de 27% do total das mulheres na idade de procriar e contribuem para 2,7% da fecundidade total das mulheres. O Quadro 4.9 apresenta as proporções de adolescentes dos 15 aos 19 anos (ano a ano), que já tiveram um ou mais filhos, assim como as proporções das que estão grávidas pela primeira vez. Considerando que a soma dessas duas proporções constitui a proporção de adolescentes que já iniciou a vida reprodutiva, constata-se que aproximadamente 19 % das jovens de 15-19 anos, já começou a vida fecunda: 15 % já tem pelo menos um filho, e cerca de 4 % está grávida pela primeira vez. Aos 17 anos, cerca de 1 adolescente em cada 5 já começou a vida reprodutiva (18.7 %), e aos 19 anos, esta proporção é de 39 %, sendo que a maioria já teve, ao menos, um filho (33.9 %). A comparação com os dados do IDSR-1998 põe em evidência um ligeiro aumento da proporção de adolescentes que já começou a vida reprodutiva (15 % contra 19%). Fecundidade | 53 Quadro 4.9 Fecundidade e maternidade na adolescência Percentagem de mulheres de 15-19 anos que já são mães ou estão grávidas do primeiro filho, por características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Percentagem que: Percentagem alguma vez grávida Número de adolescentes Já são mães Estão grávidas do primeiro filho Idade 15 1,9 1,8 3,7 325 16 8,6 1,8 10,3 320 17 13,4 5,2 18,7 305 18 22,9 5,0 27,9 266 19 33,9 5,5 39,4 262 Meio de Residência Urbano 14,0 4,0 18,1 770 Rural 16,4 3,4 19,8 708 Domínio de estudo Santo Antão 14,3 2,2 16,5 126 São Vicente 9,5 1,8 11,3 192 São Nicolau 5,5 3,9 9,4 26 Sal 16,7 6,8 23,5 33 Boa Vista 16,9 9,9 26,8 11 Maio 20,0 0,0 20,0 21 Santiago 16,6 4,3 20,8 919 Praia Urbano 18,8 5,2 24,1 331 Santiago Norte 13,0 3,7 16,7 349 Resto Santiago 18,6 3,7 22,3 239 Fogo 15,3 3,1 18,3 127 Brava 14,1 8,3 22,3 22 Nível de instrução Sem nível 0,0 0,0 0,0 1 Básico 28,5 8,1 36,6 328 Secundário 11,5 2,5 14,0 1 141 Pós-secundário 0,0 0,0 0,0 8 Total 15,2 3,7 18,9 1 477 Os resultados por características sócio-demográficas seleccionadas põem em evidência discrepâncias importantes, em particular no que concerne ao meio de residência e domínios de estudo e ao nível de instrução das jovens. Com efeito, constata-se que as jovens do meio rural tendem a iniciar a sua vida reprodutiva um pouco mais cedo do que as suas congéneres do meio urbano (20% e 18%, respectivamente). Os domínios onde se verifica uma maior proporção de jovens que já são mães ou esperam o seu primeiro filho, são a Boavista (27%), Praia Urbano e Sal (24%). Ao invés, em São Nicolau e São Vicente, esta proporção encontra-se abaixo da média nacional (9% e 11% respectivamente). Verifica-se ainda que quanto maior o nível de instrução das jovens, menor a proporção das que já iniciou a sua vida fecunda; entre as jovens detentoras do ensino básico, essa proporção é de 37%, quase o dobro da das jovens detentoras do secundário (14%). 4.7 PARIDADE DOS HOMENS O inquérito tratou também da fecundidade dos homens, através de perguntas sobre o número de filhos que eles tiveram, distinguindo, como para as mulheres, os meninos das meninas, os que vivem com o pai dos que vivem noutros agregados, os sobreviventes dos que já faleceram. A partir do número total de filhos que os homens declararam ter, procedeu-se ao cálculo de números médios de crianças por grupos de idade, para o total dos homens e para os homens actualmente casados/unidos (Quadro 4.10). Verifica-se um aumento progressivo do número médio de filhos com o avanço da idade do homem: de menos de um filho (0,4) em média entre os de 20-24 anos, este número passa para cerca de 5,6 filhos para os de 45-49 anos, para atingir o máximo aos 54-59 anos, que é de 9 filhos. 54 | Fecundidade Se compararmos esses resultados com os observados para as mulheres casadas/unidas, constata-se que nas mulheres, o número de filhos aumenta mais rapidamente com a idade do que nos homens: aos 25-29 anos, um homem tem em média 1,1 filhos contra 2,3 filhos para uma mulhere. No entanto, nas idades elevadas, os homens têm uma paridade ligeiramente superior à das mulheres, qualquer que seja a situação matrimonial (5,6 contra 4,9 filhos para o total dos homens e das mulheres; 6,1 contra 5,5 para os homens e as mulheres casados/as ou unidos/as). Quadro 4.10 Filhos nascidos vivos e filhos sobreviventes de todos os homens e dos unidos Distribuição percentual de todos os homens e dos homens casados/unidos, por número de filhos nascidos vivos, e numero médio de filhos nascidos vivos e sobreviventes, segundo a idade, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Idade Filhos nascidos vivos Total Número de homens Média de filhos nascidos vivos Média de filhos sobreviventes 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10+ TODOS OS HOMENS 15-19 98,8 1,0 0,3 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 100,0 795 0,02 0,01 20-24 71,3 20,1 6,9 1,7 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 100,0 469 0,40 0,38 25-29 40,6 29,7 17,6 9,2 1,4 0,9 0,6 0,0 0,0 0,0 0,0 100,0 322 1,14 1,01 30-34 26,3 24,5 18,3 16,5 5,4 3,6 3,2 0,7 0,4 0,0 1,1 100,0 272 2,06 1,81 35-39 11,3 14,7 18,1 17,7 12,1 10,6 6,0 5,3 0,8 1,5 1,9 100,0 261 3,38 2,95 40-44 10,5 4,6 14,6 13,0 14,6 13,4 8,4 8,4 3,8 1,3 7,5 100,0 230 4,85 4,14 45-49 7,1 2,9 10,6 9,4 15,3 12,9 8,8 11,2 8,8 4,1 8,8 100,0 162 5,57 4,80 50-54 8,1 1,0 11,1 8,1 10,1 8,1 10,1 8,1 11,1 5,1 19,2 100,0 91 5,72 5,31 55-59 (2,1) (6,4) (2,1) (8,5) (8,5) (2,1) (10,6) (12,8) (8,5) (8,5) (29,8) 100,0 42 9,09 7,83 Total 50,9 12,5 9,8 7,3 4,8 3,9 2,9 2,6 1,6 0,9 2,8 100,0 2 644 1,87 1,71 HOMENS CASADOS/UNIDOS 15-19 68,0 32,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 100,0 20 0,32 0,32 20-24 19,3 51,5 22,4 6,8 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 100,0 85 1,17 1,15 25-29 7,1 39,8 26,5 16,2 4,9 4,3 1,3 0,0 0,0 0,0 0,0 100,0 120 1,90 1,78 30-34 8,1 22,8 24,4 19,4 10,5 6,0 5,7 0,8 1,4 0,0 0,8 100,0 154 2,64 2,54 35-39 3,4 7,3 17,1 20,7 14,9 14,1 7,0 8,8 0,6 2,1 4,0 100,0 179 4,04 3,79 40-44 3,3 0,8 14,2 11,2 15,3 15,3 12,2 10,2 6,3 0,9 10,2 100,0 178 5,31 4,83 45-49 0,0 2,5 6,1 10,3 15,8 13,2 11,0 13,4 6,7 5,1 15,8 100,0 132 6,10 5,60 50-54 0,4 2,1 9,9 8,5 10,3 10,4 11,3 9,6 12,6 4,3 20,5 100,0 70 6,37 5,82 55-59 0,8 7,6 2,0 12,3 12,3 0,0 4,8 9,5 14,0 8,4 28,2 100,0 35 9,14 8,14 Total 6,5 15,9 16,4 14,0 11,1 9,4 7,0 6,5 3,8 1,9 7,4 100,0 973 4,09 3,78 ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos Planeamento Familiar | 55 PLANEAMENTO FAMILIAR 5 Noemi Rute Ramos A contracepção constitui um dos factores essenciais de estimação da redução da fecundidade e um dos indicadores para a avaliação de programas de planeamento familiar. Com efeito, um dos principais objectivos do IDSR-II é a recolha de informações actualizadas que permitam a análise dos níveis de conhecimento, do uso actual e no passado e das fontes de obtenção dos métodos anticoncepcionais. Assim, o presente capítulo visa analisar os seguintes aspectos fundamentais de grande utilidade aos decisores e gestores de programas. • O nível de conhecimento dos entrevistados sobre métodos contraceptivos, que permite avaliar as pré-condições para a prática do planeamento familiar; • O uso actual e o uso passado da contracepção, que possibilitam a identificação dos segmentos da população mais carentes de serviços; • As intenções de uso da contracepção e as atitudes em relação ao planeamento familiar, dando atenção especial aos entrevistados que não usam métodos contraceptivos, na perspectiva de conhecer a sua intenção de uso no futuro; • As fontes de obtenção de métodos mais utilizadas, e o nível de prestação dos serviços; • A atitude dos casais face ao planeamento familiar. De notar que os níveis do uso dos contraceptivos constituem o critério mais óbvio e mais aceite na avaliação do sucesso dos programas de saúde reprodutiva, especialmente quando há resultados de inquéritos anteriores que ilustrem o progresso. 5.1 CONHECIMENTO DE MÉTODOS CONTRACEPTIVOS O conhecimento de métodos contraceptivos é uma das condições para o seu uso, daí que a determinação do nível de conhecimento sobre os mesmos constituiu um dos principais objectivos do IDSR-II. A informação sobre o conhecimento de métodos contraceptivos foi recolhida solicitando aos entrevistados que mencionassem as formas ou métodos através dos quais um casal pode adiar ou evitar uma gravidez. Caso os entrevistados não fizessem menção espontânea de algum método, o(a) inquiridor(a) descrevia o método e indagava se era do conhecimento do entrevistado. Doze métodos modernos foram descritos no questionário — a esterilização feminina, a esterilização masculina, a pílula, o DIU, a injecção contraceptiva, o preservativo masculino (camisinha), o preservativo feminino, os métodos de barreira vaginais (diafragma e espermicida), implante, a pílula de emergência e o método de aleitamento materno e amenorreia (MAMA). E ainda, os seguintes métodos tradicionais: a abstinência sexual periódica e o coito interrompido. O Quadro 5.1 e o Gráfico 5.1 apresentam a percentagem de mulheres e de homens, segundo o conhecimento dos diversos métodos contraceptivos, assim como o número médio de métodos conhecidos. 56 | Planeamento Familiar Gráfico 5.1 Conhecimento de métodos contraceptivos: percentagem de todas as mulheres e de todos os homens que conhecem um método contraceptivo por tipo de método 99 95 90 83 60 65 77 35 72 37 38 38 32 1 98 98 96 92 83 67 61 58 54 42 37 37 29 2 Preservativo masculino Pílula Injecção Esterilização feminina DIU Preservativo feminino Coito Interrompido Implantes Abstinência periódica Espermicidas Diafragma MAMA Pílula de emergência Outro 0 20 40 60 80 100 Percentagem Homens Mulheres CVDHS 2005 Constata-se que o nível de conhecimento, de pelo menos um método contraceptivo, atinge quase 100% das mulheres e dos homens entrevistados; igualmente o nível de conhecimento de pelo menos um método moderno, indicador mais relevante para os programas de planeamento familiar. Não se apresenta diferenças quando se compara quer as mulheres quer os homens segundo o seu estado civil ou a experiência sexual. Os métodos mais conhecidos, quer pelas mulheres quer pelos homens, são o preservativo masculino, a pílula e a injecção contraceptiva, com percentagens entre os 90% e 100%. Os métodos modernos menos conhecidos são a pílula de emergência e o diafragma. Os métodos tradicionais tendem a ser menos conhecidos. Somente 70% das mulheres e 84% dos homens declararam conhecer um método tradicional. O método tradicional mais conhecido em ambos os sexos é o coito interrompido. Em média as mulheres assim como os homens conhecem 9 métodos. O nível de conhecimento de pelo menos um método contraceptivo tem vindo a aumentar desde os anos 1980, fruto do trabalho de divulgação dos métodos em Cabo Verde. Dos métodos indagados em 1998, verifica-se um ligeiro aumento do conhecimento, visto já nesta altura o conhecimento era quase universal tanto entre as mulheres como entre os homens (respectivamente 99% e 99,8%). Em 1998 a pílula era o método mais conhecido entre as mulheres, com 98% das mulheres a declarar ter ouvido falar ou conhecer, e em 2005 o método mais conhecido é o preservativo masculino, vulgo camisinha (96%). Observa-se que o nível de conhecimento de métodos contraceptivos não apresenta diferenças significativas quando analisado por características sócio-demográficas, como o meio de residência, domínio de estudo ou mesmo o nível de instrução. Planeamento Familiar | 57 Quadro 5.1 Conhecimento de métodos contraceptivos Percentagem de todas as mulheres e homens, e das mulheres e homens actualmente casados/unidos ou não unidos mas sexualmente activos e de mulheres sem experiência sexual, que conhecem métodos contraceptivos, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Métodos Mulheres Homens Todas as mulheres Casadas/ unidas Sexual- mente activas1 Não sexual- mente activa2 Sem experiência sexual Todos homens Casados/ unidos Sexual- mente activos1 Não sexual- mente activo2 Algum método 99,7 99,9 100,0 99,5 99,0 99,8 99,9 99,9 99,7 Método moderno 99,7 99,9 100,0 99,5 99,0 99,8 99,9 99,9 99,7 Esterilização feminina 91,5 93,5 93,5 92,4 82,9 83,1 82,5 87,5 85,6 Esterilização masculina 43,1 36,9 49,9 41,3 52,1 39,6 42,5 43,7 38,0 Pílula 98,0 98,5 99,0 98,8 94,6 95,3 96,0 97,3 96,0 DIU 82,8 90,6 86,4 85,0 56,4 60,1 59,1 60,1 66,0 Injecção 96,1 98,2 97,9 96,8 87,7 89,5 89,9 91,0 90,6 Implantes 57,8 62,2 60,6 56,0 45,8 34,6 36,8 36,3 36,0 Preservativo masculino 98,3 98,6 99,3 98,0 96,9 99,0 99,2 99,8 98,5 Preservativo feminino 67,0 60,6 72,8 68,2 74,0 65,4 64,0 72,4 64,1 Diafragma 37,3 30,2 44,5 34,9 48,1 37,6 36,0 41,3 38,0 Espermicidas 41,9 37,3 48,7 39,7 46,7 37,3 36,9 40,2 37,6 MAMA 37,1 38,5 39,5 36,3 31,6 38,3 38,2 34,6 43,0 Pílula de emergência 28,7 23,8 35,5 27,8 33,5 31,8 33,4 35,5 31,5 Método tradicional 70,4 71,7 78,0 66,7 62,1 84,4 83,4 85,3 87,8 Abstinência periódica 53,8 52,2 61,3 51,4 50,4 71,6 70,7 70,0 75,5 Coito Interrompido 61,2 63,4 71,3 57,6 47,1 76,9 75,9 79,2 79,8 Outro 2,1 2,3 1,9 2,7 1,1 1,4 1,5 0,7 1,9 Média de métodos 9,0 8,9 9,6 8,9 8,5 8,6 8,6 8,9 8,8 Nº de casos 5 505 2 288 1 199 1 090 929 2 644 1 167 908 786 1 Teve relações sexuais durante o último mês precedente ao inquérito 2 Não teve relações sexuais durante o último mês precedente ao inquérito 5.2 UTILIZAÇÃO PASSADA DE MÉTODOS CONTRACEPTIVOS O nível de utilização de métodos contraceptivos é um indicador que permite avaliar o impacto dos programas de planeamento familiar. O IDSR-II permite estimar a utilização de métodos contraceptivos alguma vez usados pelos entrevistados, assim como a sua utilização no momento do inquérito. A todos os entrevistados que afirmaram conhecer algum método contraceptivo, quer se tratasse de um método moderno ou tradicional, se indagou se alguma vez o tinha utilizado. Assim, a utilização passada de métodos contraceptivos inclui tanto os entrevistados que utilizam actualmente um método, como os que não utilizam actualmente nenhum método mas já utilizaram no passado. Os dados para as mulheres e homens que já utilizaram algum método contraceptivo no passado são apresentados no Quadro 5.2. Cerca de 74% das mulheres e 77% dos homens já utilizou pelo menos uma vez um método contraceptivo. Entre os indivíduos casados, a proporção de utilização passada aumenta para 91% entre as mulheres e 78% entre os homens. Contudo realça-se o facto de mais de 94% dos sexualmente activos, que não vivem em união, já terem utilizado um método contraceptivo (95% entre as mulheres e 94% entre os homens). 58 | Planeamento Familiar Quadro 5.2 Utilização passada de métodos contraceptivos Percentagem de todas as mulheres e de todos os homens que alguma vez usaram um método contraceptivo, segundo o estado civil, por tipo de método, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Tipo de método Mulheres Homens Todas Casadas/ unidas Sexual- mente activas1 Todos Casados/ unidos Sexual- mente activos1 Algum método 74,2 91,4 94,6 77,1 77,9 93,7 Método moderno 72,5 88,7 93,7 73,8 74,7 93,1 Esterilização feminina 8,2 14,8 4,7 0,1 0,2 0,0 Esterilização masculina 0,2 0,2 0,2 0,8 1,0 0,9 Pílula 48,5 67,1 56,6 0,1 0,1 0,1 DIU 5,8 9,9 3,9 0,0 0,0 0,0 Injecção 29,3 42,9 29,8 0,0 0,0 0,0 Implantes 0,7 1,3 0,6 0,0 0,0 0,0 Preservativo masculino 43,6 42,1 75,1 73,4 73,8 92,6 Preservativo feminino 0,8 0,5 1,9 2,3 2,6 3,2 Diafragma 0,3 0,3 0,1 0,0 0,0 0,0 Espermicidas 1,3 1,9 1,1 0,0 0,0 0,0 MAMA 3,4 4,6 3,4 0,0 0,0 0,0 Pílula de emergência 1,3 1,5 2,7 0,1 0,0 0,0 Método tradicional 17,8 23,7 22,8 39,6 41,6 43,7 Abstinência periódica 7,7 10,6 8,3 21,9 23,9 19,9 Coito interrompido 13,4 17,3 19,2 32,5 34,3 38,3 Outro 0,8 1,1 0,5 0,4 0,5 0,2 Nº de casos 5 505 2 288 1 199 2 643 1 167 908 1 Teve relações sexuais durante o último mês precedente ao inquérito Os métodos mais utilizados pelas mulheres são: a pílula (49%), o preservativo masculino (44%) e a injecção (29%). Contudo, constata-se que as mulheres casadas preferem, na sua grande maioria, utilizar a pílula (67%) e a injecção contraceptiva (43%). Apesar de representar somente 8% no total, a esterilização feminina tem um peso significativo nas mulheres casadas, com 15% destas a declarar que estão laqueadas. Entre as sexualmente activas não unidas o método mais utilizado é o preservativo masculino (75%). Nos homens os métodos mais utilizados são o preservativo masculino (73%), com maior expressão entre os não unidos mas sexualmente activos (93%), o coito interrompido (33%) e a abstinência periódica (22%). Da análise por grupo etário (Quadros 5.3.1 e 5.3.2) constata-se que a curva de distribuição do uso de métodos é idêntica em todos os subconjuntos analisados, o total das mulheres e homens, os casados e os sexualmente activos. É relativamente baixa na faixa etária dos 15-19 anos, vai aumentando com a idade, atingindo picos na faixa etária dos 25-34 anos nas mulheres e 20-29 anos nos homens, idade a partir do qual tende a diminuir gradualmente. Planeamento Familiar | 59 Quadro 5.3.1 Utilização passada de métodos contraceptivos: Mulheres Percentagem de mulheres, mulheres casadas/unidas e mulheres não unidas mas sexualmente activas, que já usaram algum método contraceptivo segundo o tipo de método, por grupo etário, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Grupo etário Algum método Método moderno Método moderno Método tradicional Método tradicional Nº de casos Esterilização feminina Pílula DIU Injecção Preser- vativo MAMA Outro moderno Abstinência periódica Coito interrompido Outro TODAS AS MULHERES 15-19 39,6 39,0 0,1 12,7 0,2 5,6 35,3 1,0 1,7 7,3 2,4 5,3 0,8 1 477 20-24 85,7 83,8 0,3 51,1 2,0 27,5 66,3 4,4 3,3 20,8 7,4 17,2 0,8 950 25-29 94,3 92,8 1,8 73,0 6,2 45,0 58,0 4,9 8,2 28,0 10,0 23,3 1,9 728 30-34 94,3 93,1 11,1 73,9 8,3 50,5 51,4 3,9 4,0 22,0 10,3 18,3 0,9 582 35-39 86,0 84,2 18,6 63,3 11,0 43,5 35,3 3,4 5,1 19,9 10,5 14,3 0,0 697 40-44 84,8 82,8 21,6 61,7 12,5 39,9 28,1 4,4 7,2 17,8 9,7 11,8 0,3 600 45-49 72,6 67,8 22,9 47,1 10,7 22,9 23,9 4,8 6,8 20,8 11,5 11,0 1,4 470 Total 74,2 72,5 8,2 48,5 5,8 29,3 43,6 3,4 4,6 17,8 7,7 13,4 0,8 5 505 MULHERES CASADAS/UNIDAS 15-19 82,5 81,6 1,1 38,4 0,9 27,9 65,7 5,6 5,9 18,9 3,9 16,0 1,3 120 20-24 93,3 89,7 0,6 67,4 2,8 42,6 56,3 4,9 4,4 24,5 8,6 20,8 0,6 289 25-29 96,2 93,9 2,5 78,0 8,0 52,7 51,9 3,8 8,6 30,6 10,1 24,6 2,5 405 30-34 96,1 94,4 11,7 75,8 8,8 51,0 49,9 4,4 2,7 22,2 10,0 18,1 1,4 372 35-39 92,0 90,0 22,1 68,8 13,5 46,0 32,5 4,1 4,8 23,3 12,9 16,2 0,1 422 40-44 88,9 87,0 27,7 64,5 15,5 37,4 29,8 5,7 8,4 19,5 10,6 12,8 0,1 403 45-49 82,6 76,1 28,0 52,7 11,5 28,1 24,7 4,4 4,7 23,7 14,0 10,9 2,4 277 Total 91,4 88,7 14,8 67,1 9,9 42,9 42,1 4,6 5,7 23,7 10,6 17,3 1,1 2 288 MULHERES NAO UNIDAS SEXUALMENTE ACTIVAS1 15-19 93,6 92,3 0,0 30,3 0,2 10,9 87,9 0,7 3,8 16,1 4,5 13,2 0,6 334 20-24 96,9 96,1 0,4 60,3 2,1 26,1 83,3 5,1 4,4 25,9 9,2 21,4 0,4 363 25-29 99,4 99,1 1,5 74,5 3,7 35,9 78,4 5,1 11,2 32,6 11,1 29,3 1,3 196 30-34 98,4 98,4 11,7 81,3 12,1 47,9 66,9 3,0 10,7 33,2 17,2 29,0 0,0 104 35-39 84,7 83,4 20,9 61,2 7,6 54,1 45,6 1,6 9,0 13,3 4,4 11,0 0,0 112 40-44 94,6 92,4 12,1 76,6 11,5 62,2 35,9 3,9 7,9 15,7 6,8 13,6 0,0 56 45-49 71,8 71,8 29,2 48,0 11,2 31,9 29,6 8,2 3,3 10,6 8,8 2,5 0,0 34 Total 94,6 93,7 4,7 56,6 3,9 29,8 75,1 3,4 6,6 22,8 8,3 19,2 0,5 1 199 1 Teve relações sexuais durante o último mês precedente ao inquérito Quadro 5.3.2 Utilização passada de métodos contraceptivos: Homens Percentagem de homens, homens casados/unidos e dos homens não unidos mas sexualmente activos, que alguma vez usaram um método contraceptivo, segundo o tipo de método por grupo etário, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Grupo etário Algum método Método moderno Método moderno Método tradicional Método tradicional Nº de casos Esterilização masculina Preservativo masculino Preservativo feminino Outro moderno Abstinência periódica Coito interrompido Outro TODOS OS HOMENS 15-19 56,3 55,4 0,4 54,8 1,7 0,1 16,9 6,8 14,8 0,1 795 20-24 91,8 91,0 1,0 90,4 3,8 0,0 44,5 18,8 39,5 0,3 469 25-29 92,4 89,9 1,4 89,7 3,8 0,6 50,6 27,2 42,7 0,3 322 30-34 90,4 86,4 0,4 86,3 2,5 0,0 58,2 32,5 47,0 0,2 272 35-39 87,3 81,2 0,4 80,3 1,4 0,3 54,6 35,9 46,0 0,0 261 40-44 80,1 75,2 0,7 74,7 1,4 2,1 48,2 31,2 38,0 1,7 229 45-49 67,5 59,6 0,6 58,6 0,7 0,0 40,8 29,9 28,1 1,0 162 50-54 76,0 64,2 2,9 64,2 3,4 0,0 48,1 31,3 33,5 0,5 91 55-59 (59,3) (51,8) (0,0) (51,5) (0,4) (0,0) (48,2) (42,2) (17,9) (3,4) 42 Total 77,1 73,8 0,8 73,4 2,3 0,3 39,6 21,9 32,5 0,4 2 643 HOMENS CASADOS/UNIDOS 15-19 60,1 59,0 0,3 58,2 2,4 0,2 17,7 8,9 15,6 0,0 328 20-24 91,5 90,5 2,0 89,4 4,6 0,0 45,3 20,8 40,6 0,5 200 25-29 94,6 89,7 1,6 89,3 2,6 0,0 53,4 27,5 44,3 0,7 147 30-34 87,6 83,1 0,2 82,8 2,2 0,0 60,4 36,9 48,4 0,4 137 35-39 85,3 79,8 0,6 78,1 1,4 0,6 54,8 38,0 46,7 0,0 129 40-44 86,8 82,7 1,8 81,6 3,3 2,3 56,9 34,1 44,3 2,6 95 45-49 54,5 53,6 0,0 52,7 1,7 0,0 29,2 19,5 20,3 0,0 66 50-54 69,7 57,0 4,2 57,0 1,1 0,0 46,9 33,3 35,3 1,0 46 55-59 * * * * * * * * * * 19 Total 77,9 74,7 1,0 73,8 2,6 0,3 41,6 23,9 34,3 0,5 1 167 HOMENS NÃO UNIDOS SEXUALMENTE ACIVOS1 15-19 90,2 89,7 0,1 89,3 3,6 0,2 28,3 12,1 24,4 0,2 274 20-24 97,4 97,3 0,9 96,3 4,4 0,0 47,7 20,8 42,7 0,3 274 25-29 97,2 96,1 1,5 95,7 2,4 0,0 53,3 24,8 46,8 0,0 148 30-34 93,7 92,4 0,2 92,4 1,7 0,0 54,9 27,4 47,2 0,2 90 35-39 88,8 87,6 0,0 87,6 2,8 0,0 57,0 26,4 50,0 0,0 61 40-44 90,4 88,5 3,0 88,5 0,0 0,0 47,6 21,0 42,0 0,0 35 45-49 * * * * * * * * * * 15 50-54 * * * * * * * * * * 9 55-59 * * * * * * * * * * 3 Total 93,7 93,1 0,9 92,6 3,2 0,1 43,7 19,9 38,3 0,2 908 1 Teve relações sexuais durante o último mês precedente ao inquérito ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos 60 | Planeamento Familiar 5.3 USO ACTUAL DE ANTICONCEPÇÃO A prevalência contraceptiva, definida como a percentagem de mulheres que actualmente utilizam um método contraceptivo, é um importante indicador para avaliação do impacto dos programas de planeamento familiar no país, para além de contribuir para estimar a redução da fecundidade que é atribuível à contracepção. O Quadro 5.4 inclui o nível da prevalência por grupo etário para o total das mulheres, para as mulheres casadas/unidas e para as que não vivem em união mas são sexualmente activas. Se 74% das mulheres de 15-49 anos declarou já ter usado pelo menos uma vez um método, somente 44% utiliza actualmente um método contraceptivo, valor que pode ser interpretado como o resultado das políticas desenvolvidos ao longo dos últimos anos. De um valor de 16% registado no Inquérito sobre a Fecundidade realizado em 1988, passa para 37% em 1998, aumentando sete pontos percentuais em 2005. A taxa de prevalência contraceptiva é maior entre as mulheres sexualmente activas, principalmente entre as que não vivem em união, ou seja, é de 61% entre as mulheres casadas/unidas (dentre as quais 93% utiliza métodos modernos) e de 72% entre as não unidas (dentre as quais 97% utiliza métodos modernos). Entre as mulheres casadas ou que vivem em união a preferência contraceptiva recai sobre a pílula (21%) que continua a ser o método mais utilizado, a esterilização feminina (15%) e a injecção contraceptiva (11%). É neste grupo que a utilização do preservativo masculino é menor (6%). As mulheres sexualmente activas, mas que não vivem união, apresentam um comportamento diferenciado em relação às unidas. A prevalência do preservativo masculino entre estas é de 30% e pode significar que este é utilizado não só como contraceptivo mas também como uma forma de se proteger das doenças sexualmente transmissíveis. Considerando a prevalência contraceptiva de todos os métodos, entre as mulheres casadas ou que vivem em união, pode-se constatar um aumento significativo, de 53% para 61% a nível nacional, fruto em particular do aumento da prevalência contraceptiva no meio rural, que passou de 38% para 54% (Gráfico 5.2). Quadro 5.4 Uso actual de métodos anticonceptivos Percentagem de mulheres, mulheres casadas/unidas e mulheres não unidas mas sexualmente activas, actualmente usando algum método contraceptivo segundo o tipo de método, por grupo etário, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Grupo etário Algum método Método moderno Método moderno Método tradicional Método tradicional Não usa Total Nº de casos Esterilização feminina Pílula DIU Injecção Preservativo Outro moderno Abstinência periódica Coito interrompido Outro TODAS AS MULHERES 15-19 22,6 22,0 0,1 6,1 0,2 3,1 12,4 0,1 0,6 0,0 0,6 0,0 77,4 100,0 1 477 20-24 49,4 47,8 0,3 20,9 0,8 8,8 15,6 1,3 1,6 0,8 0,8 0,0 50,6 100,0 950 25-29 57,6 54,6 1,8 26,1 1,8 12,6 10,3 1,9 3,0 1,0 2,0 0,0 42,4 100,0 728 30-34 60,2 56,3 11,1 21,9 2,0 12,0 8,5 0,8 3,9 1,0 2,6 0,2 39,8 100,0 582 35-39 54,0 50,3 18,6 13,6 1,4 11,4 4,6 0,6 3,7 2,2 1,5 0,0 46,0 100,0 697 40-44 50,4 47,3 21,6 11,2 2,9 6,7 4,2 0,7 3,1 1,1 1,8 0,2 49,6 100,0 600 45-49 35,5 32,4 22,9 3,5 1,0 2,3 2,8 0,0 3,1 2,1 0,9 0,0 64,5 100,0 470 Total 43,9 41,6 8,2 14,2 1,2 7,7 9,6 0,7 2,3 1,0 1,3 0,1 56,1 100,0 5 505 MULHERES ACTUALMENTE CASADAS/UNIDAS 15-19 55,3 53,7 1,1 23,9 1,9 14,9 11,0 0,8 1,6 0,0 1,6 0,0 44,7 100,0 120 20-24 63,0 60,3 0,6 33,3 1,1 13,4 9,5 2,4 2,7 1,4 1,3 0,0 37,0 100,0 289 25-29 60,8 56,8 2,5 30,0 2,4 13,5 5,8 2,5 4,0 1,8 2,3 0,0 39,2 100,0 405 30-34 67,2 62,4 11,7 24,7 2,6 13,7 9,0 0,7 4,9 1,1 3,4 0,3 32,8 100,0 372 35-39 65,6 60,2 22,1 18,7 1,3 13,8 3,4 0,9 5,4 3,2 2,1 0,1 34,4 100,0 422 40-44 63,2 59,0 27,7 13,8 3,8 7,5 5,0 1,0 4,2 1,6 2,3 0,3 36,8 100,0 403 45-49 45,7 40,8 28,0 5,8 1,3 2,9 2,9 0,0 4,9 3,3 1,6 0,0 54,3 100,0 277 Total 61,3 57,1 14,8 21,4 2,2 11,3 6,1 1,3 4,3 1,9 2,2 0,1 38,7 100,0 2 288 MULHERES NAO UNIDAS MAS SEXUALMENTE ACTIVAS1 15-19 70,1 68,0 0,0 15,9 0,0 6,6 45,4 0,1 2,1 0,0 2,1 0,0 29,9 100,0 334 20-24 72,7 71,1 0,4 26,7 1,2 10,6 31,5 0,8 1,5 0,5 1,0 0,0 27,3 100,0 363 25-29 78,9 76,2 1,5 31,6 1,1 16,1 24,1 1,7 2,7 0,0 2,7 0,0 21,1 100,0 196 30-34 77,6 73,1 11,7 29,9 1,6 13,1 15,4 1,5 4,4 1,8 2,7 0,0 22,4 100,0 104 35-39 68,6 67,0 20,9 12,7 1,3 16,7 15,4 0,0 1,6 0,7 1,0 0,0 31,4 100,0 112 40-44 64,0 63,0 12,1 20,9 3,9 16,7 9,4 0,0 1,0 0,0 1,0 0,0 36,0 100,0 56 45-49 46,1 45,4 29,2 0,7 0,0 7,2 8,3 0,0 0,6 0,6 0,0 0,0 53,9 100,0 34 Total 71,8 69,8 4,7 22,4 1,0 11,4 29,6 0,7 2,1 0,4 1,7 0,0 28,2 100,0 1 199 1 Teve relações sexuais durante o último mês precedente ao inquérito Planeamento Familiar | 61 Gráfico 5.2 Prevalência contraceptiva das mulheres casadas/unidas segundo o meio de residência, 1998 e 2005 53 70 38 61 68 54 Total Urbano Rural 0 20 40 60 80 100 Percentagem 1998 2005 Relativamente a 1998 e para o total das mulheres, a prevalência do preservativo masculino cresceu seis pontos percentuais, a esterilização um ponto percentual e a injecção contraceptiva três pontos percentuais. A prevalência dos métodos tradicionais tem vindo a descer (4% em 1998 e 2% em 2005), facto que pode ser interpretado como uma consciencialização das mulheres de que esses métodos são poucos eficazes. Da análise da prevalência por grupos etários observa-se que o padrão de prevalência total por idade assemelha-se a uma curva convexa, atingindo percentagens de uso mais elevadas na faixa etária reprodutiva 30-34 anos e as mais baixas nas faixas etárias extremas da vida reprodutiva. Apesar do aumento a nível nacional para o conjunto de todas as mulheres entrevistadas, dever-se-á atender às diferenças existentes tendo em conta as características geográficas e as condições socio-económicas. 5.4 USO ACTUAL DE MÉTODOS CONTRACEPTIVOS SEGUNDO CARACTERÍSTICAS SOCIO-DEMOGRÁFICAS A taxa de prevalência, sendo um indicador do impacto das políticas no sector da saúde reprodutiva, deve ser analisada tendo em conta algumas características, determinantes muitas vezes para o seu uso. Igualmente é de todo importante identificar onde existem focos de prevalência mais baixa e identificar as razões para o não uso, factores que permitem agir com eficácia. Os Quadros 5.5.1 e 5.5.2 permitem a visualização da taxa de prevalência do total das mulheres, e das casadas/unidas segundo o meio de residência, o domínio de estudo, o nível de instrução e o número de filhos. Apesar do aumento da taxa de prevalência nos dois meios, relativamente às taxas de 1998, ainda persiste desigualdade de utilização entre o meio urbano e o rural. Enquanto que no meio urbano 50% das mulheres está a utilizar um método contraceptivo, no meio rural somente 36% o faz. A pílula é o método mais utilizado nos dois meios, com taxas de prevalência de 17% e 11%, respectivamente. Realça-se o facto da injecção contraceptiva ser um método mais utilizado no meio rural (9%, contra 62 | Planeamento Familiar 7% no meio urbano) e o preservativo masculino ser mais utilizado no meio urbano (11%, contra 7% no meio rural). As ilhas de Barlavento apresentam taxas de prevalência superiores a 50%, com destaque para São Vicente onde 63 em cada cem mulheres declararam estar a utilizar um método contraceptivo. No grupo de Sotavento, o domínio da Praia Urbano apresenta a maior taxa, (47%) enquanto que Santiago Norte apresenta a mais baixa taxa do país (26%). A pílula é o método mais utilizado em quase todos os domínios de estudo, com excepção de Resto de Santiago e Brava onde a injecção contraceptiva é o método mais utilizado. Dos 44% de mulheres que usa actualmente um método na Brava, mais de metade (24%) utiliza a injecção. No resto de Santiago, dos 39% que está a usar método, 12% usa a injecção e 11 % o preservativo masculino. O nível de instrução é um dos determinantes da taxa de prevalência contraceptiva, principalmente no caso de alguns métodos, como o preservativo masculino, uma das formas de combate às doenças sexualmente transmissíveis, nomeadamente o VIH/SIDA, uma das grandes preocupações mundiais. Enquanto que a taxa de prevalência contraceptiva entre as usuárias sem nível de instrução se fixa em 40%, entre as com nível pós-secundário atinge os 65%. O preservativo masculino é sobretudo utilizado entre as usuárias com nível secundário (16%) ou pós-secundário (23%), enquanto que a esterilização feminina tem uma prevalência mais acentuada entre as mulheres sem nível de instrução (19%) ou com nível básico (12%). Considerando o número de filhos vivos que a mulher tem, verifica-se que a prevalência é maior entre as mulheres com 3-4 filhos (60%). A esterilização feminina, método irreversível, é adoptada na sua grande maioria pelas mulheres com muitos filhos. Com efeito, entre as mulheres com 3-4 filhos, 19% é laqueada, o que acontece com 24% das com 5 filhos ou mais. Entre as mulheres casadas/em união a prevalência é maior independentemente das características analisadas, quando comparadas com o total das mulheres, e as diferenças entre as diversas modalidades é menos acentuada. Assim, a taxa de prevalência neste grupo é de 68% no meio urbano e 54% no meio rural. Os domínios de Barlavento continuam sendo os que têm maior prevalência contraceptiva, com percentagens de utilização superior a 73%. As preferências contraceptivas são idênticas ao total das mulheres, somente com taxas de prevalência superiores. Pl an ea m en to F am ili ar | 5 5 Q ua dr o 5. 5. 1 U so a ct ua l d e m ét od os c on tra ce pt iv os p or c ar ac te rís tic as s el ec ci on ad as : T od as a s m ul he re s D ist rib ui çã o pe rc en tu al d e to da s as m ul he re s po r m ét od o qu e us am a ct ua lm en te , s eg un do a lg um as c ar ac te rís tic as s el ec ci on ad as , C ab o Ve rd e, ID SR -II , 2 00 5 C ar ac te rís tic as se le cc io na da s Al gu m m ét od o M ét od o m od er no M ét od o m od er no Al gu m m ét od o tra di ci on al M ét od o tra di ci on al N ão u sa ac tu al - m en te To ta l N úm er o de m ul he re s Es te ril iz aç ão fe m in in a Pí lu la D IU In je cç ão Im pl an te s Pr es er va tiv o Es pe rm ic id as M AM A Ab st in ên ci a pe rió di ca C oi to in te rr om pi do O ut ro M ei o de r es id ên ci a U rb an o 50 ,0 47 ,6 9, 8 17 ,0 1, 5 7, 0 0, 5 11 ,4 0, 0 0, 3 2, 4 1, 2 1, 2 0, 0 50 ,0 10 0, 0 3 05 4 Ru ra l 36 ,3 34 ,1 6, 2 10 ,8 0, 8 8, 5 0, 3 7, 3 0, 0 0, 3 2, 2 0, 7 1, 4 0, 1 63 ,7 10 0, 0 2 45 1 D om ín io d e es tu do Sa nt o An tã o 49 ,5 49 ,3 11 ,5 16 ,5 1, 4 8, 5 0, 0 10 ,7 0, 1 0, 6 0, 2 0, 1 0, 1 0, 0 50 ,5 10 0, 0 45 0 Sã o Vi ce nt e 63 ,1 62 ,3 17 ,9 22 ,3 4, 1 5, 5 0, 5 11 ,8 0, 0 0, 1 0, 9 0, 8 0, 1 0, 0 36 ,9 10 0, 0 77 5 Sã o N ic ol au 55 ,6 54 ,9 12 ,0 23 ,1 0, 8 7, 2 0, 0 11 ,8 0, 0 0, 0 0, 8 0, 5 0, 3 0, 0 44 ,4 10 0, 0 10 6 Sa l 57 ,3 55 ,0 10 ,6 25 ,2 2, 2 5, 6 0, 0 10 ,5 0, 0 1, 0 2, 3 1, 9 0, 4 0, 0 42 ,7 10 0, 0 20 5 Bo a Vi st a 59 ,9 58 ,9 7, 8 24 ,6 5, 0 8, 8 0, 4 12 ,2 0, 0 0, 0 1, 0 1, 0 0, 0 0, 0 40 ,1 10 0, 0 47 M ai o 45 ,1 42 ,7 7, 1 17 ,4 0, 3 9, 5 0, 0 8, 4 0, 0 0, 0 2, 4 1, 3 1, 1 0, 0 54 ,9 10 0, 0 87 Sa nt ia go 37 ,6 35 ,2 5, 7 10 ,7 0, 5 8, 1 0, 4 9, 5 0, 0 0, 3 2, 4 1, 0 1, 4 0, 0 62 ,4 10 0, 0 3 27 9 Pr ai a U rb an o 47 ,3 43 ,5 7, 9 14 ,9 0, 5 8, 0 0, 7 11 ,3 0, 0 0, 2 3, 9 1, 3 2, 5 0, 1 52 ,7 10 0, 0 1 32 5 Sa nt ia go N or te 25 ,9 24 ,9 3, 3 8, 4 0, 6 5, 4 0, 4 6, 5 0, 0 0, 1 1, 0 0, 5 0, 5 0, 0 74 ,1 10 0, 0 1 16 3 Re st o Sa nt ia go 38 ,7 36 ,6 5, 6 7, 0 0, 2 12 ,0 0, 0 11 ,0 0, 2 0, 6 2, 1 1, 2 0, 9 0, 0 61 ,3 10 0, 0 79 0 Fo go 40 ,0 33 ,3 5, 4 15 ,9 0, 8 5, 2 0, 5 5, 0 0, 0 0, 4 6, 7 1, 6 4, 8 0, 2 60 ,0 10 0, 0 47 3 Br av a 46 ,1 45 ,0 2, 2 9, 9 2, 0 23 ,8 1, 0 5, 3 0, 0 0, 8 1, 1 0, 3 0, 2 0, 6 53 ,9 10 0, 0 83 N ív el d e in st ru çã o Se m n ív el 39 ,8 36 ,7 19 ,2 6, 2 0, 7 6, 5 0, 0 3, 8 0, 0 0, 3 3, 0 1, 2 1, 8 0, 0 60 ,2 10 0, 0 31 0 Bá sic o 47 ,2 44 ,4 11 ,9 14 ,7 1, 2 10 ,3 0, 6 5, 4 0, 0 0, 3 2, 8 1, 0 1, 7 0, 1 52 ,8 10 0, 0 2 80 2 Se cu nd ár io 38 ,5 37 ,0 2, 2 13 ,9 1, 0 5, 0 0, 1 14 ,5 0, 0 0, 3 1, 5 0, 8 0, 7 0, 0 61 ,5 10 0, 0 2 20 0 Pó s- se cu nd ár io 65 ,1 62 ,1 5, 5 25 ,1 5, 2 2, 1 0, 7 22 ,8 0, 0 0, 7 3, 0 1, 7 1, 4 0, 0 34 ,9 10 0, 0 19 3 N úm er o de fi lh os v iv os 0 21 ,8 21 ,0 0, 0 5, 9 0, 0 0, 2 0, 0 14 ,7 0, 0 0, 1 0, 8 0, 4 0, 4 0, 0 78 ,2 10 0, 0 1 83 8 1- 2 53 ,5 51 ,5 3, 5 24 ,3 2, 0 11 ,7 0, 4 9, 1 0, 0 0, 5 2, 1 0, 8 1, 2 0, 1 46 ,5 10 0, 0 1 81 8 3- 4 59 ,6 55 ,8 19 ,1 15 ,1 1, 6 11 ,8 0, 9 6, 7 0, 2 0, 4 3, 9 1, 4 2, 4 0, 0 40 ,4 10 0, 0 1 10 8 5+ 51 ,7 47 ,5 23 ,6 9, 0 1, 5 10 ,0 0, 5 2, 5 0, 0 0, 3 4, 2 2, 1 1, 9 0, 2 48 ,3 10 0, 0 74 2 T ot al 43 ,9 41 ,6 8, 2 14 ,2 1, 2 7, 7 0, 4 9, 6 0, 0 0, 3 2, 3 1, 0 1, 3 0, 1 56 ,1 10 0, 0 5 50 5 | 63Planeamento Familiar 56 | P la ne am en to F am ili ar Q ua dr o 5. 5. 2 U so a ct ua l d e m ét od os c on tra ce pt iv os p or c ar ac te rís tic as s el ec ci on ad as : M ul he re s ca sa da s/ un id as D ist rib ui çã o pe rc en tu al d as m ul he re s un id as p or m ét od o qu e us am a ct ua lm en te , s eg un do a lg um as c ar ac te rís tic as s el ec ci on ad as , C ab o Ve rd e, ID SR -II , 2 00 5 C ar ac te rís tic as se le cc io na da s Al gu m m ét od o M ét od o m od er no M ét od o m od er no Al gu m m ét od o tra di ci on al M ét od o tra di ci on al N ão u sa ac tu al m en te To ta l N úm er o de m ul he re s Es te ril iz aç ão fe m in in a Pí lu la D IU In je cç ão Im pl an te s Pr es er va tiv o Es pe rm ic id as M AM A Ab st in ên ci a pe rió di ca C oi to in te rr om pi do O ut ro M ei o de r es id ên ci a U rb an o 67 ,5 63 ,2 17 ,2 25 ,2 2, 8 9, 4 0, 9 7, 3 0, 1 0, 3 4, 2 2, 5 1, 7 0, 1 32 ,5 10 0, 0 1 26 1 Ru ra l 53 ,8 49 ,5 12 ,0 16 ,7 1, 4 13 ,7 0, 5 4, 6 0, 1 0, 6 4, 3 1, 3 2, 9 0, 1 46 ,2 10 0, 0 1 02 7 D om ín io d e es tu do Sa nt o An tã o 73 ,1 72 ,4 25 ,4 25 ,2 2, 7 11 ,9 0, 0 5, 9 0, 3 1, 1 0, 6 0, 3 0, 4 0, 0 26 ,9 10 0, 0 15 9 Sã o Vi ce nt e 80 ,0 78 ,1 34 ,8 22 ,5 7, 0 8, 0 1, 0 4, 8 0, 0 0, 0 2, 0 1, 6 0, 3 0, 0 20 ,0 10 0, 0 29 8 Sã o N ic ol au 66 ,4 65 ,0 24 ,9 23 ,5 2, 0 9, 2 0, 0 5, 4 0, 0 0, 0 1, 4 1, 4 0, 0 0, 0 33 ,6 10 0, 0 39 Sa l 74 ,8 71 ,1 17 ,8 33 ,6 3, 4 7, 4 0, 0 8, 3 0, 0 0, 7 3, 7 2, 9 0, 7 0, 0 25 ,2 10 0, 0 10 7 Bo a Vi st a 73 ,3 70 ,9 15 ,9 31 ,0 7, 3 12 ,2 1, 1 3, 5 0, 0 0, 0 2, 4 2, 4 0, 0 0, 0 26 ,7 10 0, 0 20 M ai o 54 ,9 51 ,4 12 ,8 22 ,3 0, 6 11 ,7 0, 0 4, 0 0, 0 0, 0 3, 5 2, 6 1, 0 0, 0 45 ,1 10 0, 0 44 Sa nt ia go 54 ,4 50 ,1 9, 9 18 ,9 1, 0 12 ,1 1, 0 6, 8 0, 1 0, 4 4, 3 2, 0 2, 2 0, 1 45 ,6 10 0, 0 1 35 6 Pr ai a U rb an o 62 ,7 57 ,1 11 ,5 24 ,9 1, 1 9, 8 1, 3 8, 2 0, 0 0, 2 5, 6 2, 5 2, 9 0, 2 37 ,3 10 0, 0 60 3 Sa nt ia go N or te 42 ,0 39 ,6 6, 5 16 ,2 1, 1 9, 4 1, 1 5, 0 0, 0 0, 4 2, 4 1, 2 1, 2 0, 0 58 ,0 10 0, 0 46 9 Re st o Sa nt ia go 57 ,0 52 ,3 12 ,0 10 ,4 0, 5 21 ,4 0, 0 6, 8 0, 5 0, 7 4, 7 2, 3 2, 4 0, 0 43 ,0 10 0, 0 28 3 Fo go 62 ,9 51 ,8 9, 8 26 ,5 1, 7 8, 3 0, 3 4, 5 0, 0 0, 9 11 ,0 2, 8 7, 8 0, 4 37 ,1 10 0, 0 22 9 Br av a 62 ,9 61 ,5 3, 5 12 ,4 3, 9 38 ,5 0, 8 1, 5 0, 0 0, 8 1, 4 0, 0 0, 0 1, 4 37 ,1 10 0, 0 36 N ív el d e in st ru çã o Se m n ív el 51 ,9 46 ,9 24 ,1 9, 8 0, 7 7, 3 0, 0 4, 4 0, 0 0, 6 5, 0 2, 1 3, 0 0, 0 48 ,1 10 0, 0 18 6 Bá sic o 59 ,3 55 ,2 16 ,8 18 ,9 1, 7 12 ,8 1, 1 3, 6 0, 1 0, 3 4, 1 1, 6 2, 3 0, 2 40 ,7 10 0, 0 1 51 7 Se cu nd ár io 68 ,0 63 ,7 6, 3 31 ,0 2, 9 10 ,0 0, 0 12 ,7 0, 1 0, 6 4, 3 2, 7 1, 6 0, 0 32 ,0 10 0, 0 49 2 Pó s- se cu nd ár io 77 ,6 72 ,8 9, 6 32 ,8 9, 5 2, 8 1, 5 16 ,5 0, 0 0, 0 4, 9 3, 4 1, 4 0, 0 22 ,4 10 0, 0 93 N úm er o de fi lh os v iv os 0 17 ,4 15 ,0 0, 0 7, 8 0, 0 1, 4 0, 0 5, 9 0, 0 0, 0 2, 4 2, 4 0, 0 0, 0 82 ,6 10 0, 0 11 8 1- 2 62 ,5 59 ,6 4, 6 31 ,4 2, 7 11 ,4 0, 4 8, 6 0, 0 0, 5 2, 9 1, 6 1, 2 0, 1 37 ,5 10 0, 0 91 4 3- 4 68 ,0 62 ,8 21 ,6 18 ,3 2, 4 12 ,6 1, 4 5, 7 0, 3 0, 4 5, 3 1, 7 3, 5 0, 1 32 ,0 10 0, 0 72 4 5+ 59 ,9 54 ,3 26 ,5 11 ,5 1, 3 11 ,6 0, 7 2, 5 0, 0 0, 3 5, 6 2, 7 2, 6 0, 3 40 ,1 10 0, 0 53 2 T ot al 61 ,3 57 ,1 14 ,8 21 ,4 2, 2 11 ,3 0, 8 6, 1 0, 1 0, 4 4, 3 1, 9 2, 2 0, 1 38 ,7 10 0, 0 2 28 8 64 | Planeamento Familiar Planeamento Familiar | 65 Gráfico 5.3 Utilização actual de métodos contraceptivos: percentagem das mulheres, e das mulheres casadas/unidas que usam métodos contraceptivos segundo características seleccionadas 43 .9 5 0 36 .3 49 .5 63 .1 55 .6 57 .3 59 .9 45 .1 3 7 .6 47 .3 25 .9 3 8 .7 40 46 .1 61 .3 6 7. 5 53 . 8 73 .1 80 66 .4 74 .8 73 .3 54 .9 54 .4 62 .7 42 57 6 2 .9 62 . 9 Alg um m éto do Ur ba no Ru ral Do mí nio de es tud o Sa nto A ntã o Sã o V ice nte Sã o N ico lau Sa l Bo a V ist a Ma io Pra ia Ur ba no Sa nti ag o N ort e Re sto Sa nti ag o Fo go Br av a 0 20 40 60 80 100 Percentagem Total Unidas CVDHS 2005 Entre as mulheres casadas/unidas o aumento relativamente a 1998 foi de 7 pontos percentuais, contudo verifica-se uma diminuição da prevalência no meio urbano de 2 pontos percentuais e um aumento muito expressivo no meio rural, que passa de 38% em 1998 para 54% em 2005. Esse facto é de extrema importância para avaliar as políticas e os programas de planeamento familiar no meio rural onde a taxa de prevalência tem vindo a ser sempre a mais baixa do país. 5.5 NÚMERO DE FILHOS NA ÉPOCA DO USO DO PRIMEIRO MÉTODO A utilização de métodos contraceptivos pela primeira vez pode, em função do número de filhos que a mulher tem no momento, responder a diferentes objectivos: retardar o primeiro nascimento, caso o início da utilização seja quando a mulher não tem filhos, espaçamento entre os nascimentos, se a contracepção é iniciada quando a mulher tem um número baixo de filhos, ou limitar os nascimentos quando o número de filhos é considerado elevado. O Quadro 5.6 apresenta a distribuição percentual das mulheres, de acordo com o número de filhos vivos que tinham quando começaram a usar um método contraceptivo pela primeira vez, por grupos de idade, e permite a análise das mudanças que ocorrem nas coortes das mulheres entrevistadas. A grande maioria das mulheres que já usou um método contraceptivo fê-lo quando ainda não tinha filhos (39%), com o objectivo de retardar o primeiro nascimento, ou quando já tinha um só filho (30%). Contudo, constata-se que a idade é determinante na adopção da contracepção: as mulheres mais jovens, 15-19 anos, tendem a iniciar a utilização de métodos quando ainda não têm filhos. Cerca 85 em cada 100 jovem com idade entre os 15-19 anos iniciaram o uso antes de terem o seu primeiro filho, enquanto que 14 em cada 100 o fizeram somente após o nascimento do primeiro filho. As mulheres actualmente com 40-44 anos, declaram ter iniciado o uso de contraceptivos sobretudo após o nascimento do primeiro filho (28%) ou após o nascimento do quarto filho (25%). Na faixa seguinte, dos 45-49 anos, o uso de métodos antes de ter o primeiro filho é muito reduzido (8%), tendo a grande maioria iniciado somente após o nascimento do quarto filho (34%). 66 | Planeamento Familiar A proporção de mulheres que inicia a contracepção antes de ter o primeiro filho aumenta de geração para geração. Passa de 8% entre as mulheres de 45-49 anos para 62% nas de 20-24 anos e 85% nas de 15-19 anos. Facto que demonstra uma tendência de retardar o primeiro nascimento nas gerações recentes ao contrário do que as gerações mais velhas fizeram. Quadro 5.6 Número de filhos na época do uso do primeiro método Percentagem das mulheres que já usaram um método contraceptivo pelo menos uma vez, segundo o número de filhos que tinham quando o utilizaram pela primeira vez, por grupo etário actual, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Idade actual Número de filhos na época do uso do primeiro método Total Nº de casos 0 1 2 3 4+ Sem informação 15-19 84,9 13,6 0,7 0,0 0,0 0,9 100,0 586 20-24 62,3 32,6 4,3 0,4 0,3 0,1 100,0 814 25-29 41,7 38,9 12,4 3,9 3,1 0,0 100,0 686 30-34 26,4 40,2 16,2 11,7 5,5 0,0 100,0 548 35-39 14,2 31,4 21,0 16,1 17,1 0,2 100,0 600 40-44 12,2 27,8 18,3 16,8 24,8 0,1 100,0 509 45-49 8,0 18,4 22,5 16,4 34,3 0,4 100,0 342 Total 39,4 30,0 12,5 8,1 9,8 0,2 100,0 4 085 5.6 CONHECIMENTO DO PERÍODO FÉRTIL O conhecimento do período fértil ao longo do ciclo menstrual é uma condição necessária à utilização eficaz de certos métodos contraceptivos, como a abstinência periódica. Com efeito, para medir o nível de conhecimento das mulheres foi- lhes perguntado se acham que existem dias, entre uma menstruação e outra, nos quais a mulher tem mais facilidade de ficar grávida, e se sim, em que momento do ciclo menstrual se situam esses dias. A todas as mulheres foi indagado o conhecimento do período fértil ao longo do ciclo menstrual. Os resultados são apresentados no Quadro 5.7, segundo a utilização ou não da abstinência periódica como método contraceptivo. Somente 19% das mulheres inquiridas tem um conhecimento correcto do período fértil, respondendo que é no meio do ciclo menstrual que a mulher tem maior probabilidade de engravidar caso venha a ter uma relação sexual desprotegida. Cerca de 32% respondeu que o período fértil se situa alguns dias após a menstruação e 20% declarou categoricamente que não sabe qual o momento em que a mulher tem mais facilidade de engravidar entre uma menstruação e outra. Para que a abstinência periódica seja utilizada como um método eficaz é condição necessária que as mulheres que o usam tenham um conhecimento correcto do período fértil, ou seja, do período entre duas menstruações em que têm mais facilidade de engravidar. Os dados revelam que somente 23% das mulheres que utilizam a abstinência periódica, estão a usá-la de forma correcta. Cerca de um 1/3 acha que o período fértil acontece alguns dias após a menstruação. Quadro 5.7 Conhecimento do período fértil Percentagem das mulheres que conhecem o período fértil durante o ciclo menstrual, segundo o uso ou não da abstinência periódica, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Período fértil Usuárias de abstinência periódica Não usuárias de abstinência periódica Todas as mulheres Dias antes da menstruação 12,0 14,3 14,3 Durante a menstruação 5,9 2,0 2,0 Dias após da menstruação 32,6 31,5 31,5 No meio do ciclo menstrual 22,6 19,0 19,1 Outro 3,1 1,2 1,2 Não especificou tempo 11,9 11,7 11,7 Não sabe 11,9 20,0 20,0 Sem informação 0,0 0,3 0,3 Total 100,0 100,0 100,0 Nº de casos 53 5 452 5 505 Planeamento Familiar | 67 5.7 IDADE NO MOMENTO DA ESTERILIZAÇÃO A esterilização feminina, método irreversível, é usada por 8% do total das mulheres, sendo a maior proporção entre as mulheres casadas (15%). Relativamente a 1998, verifica-se um aumento de 1 ponto percentual entre todas as mulheres e de dois pontos entre as casadas. O método sendo irreversível, as mulheres recorrem a ele só a partir de uma certa idade. Segundo o Quadro 5.8 constata-se que a idade mediana à esterilização é de 31,7 anos ou seja 50% das mulheres foi esterilizada antes desta idade e a outra metade após esta idade. Constata-se que a cada ano que passa a idade mediana das mulheres que fizeram a esterilização aumenta gradualmente, passando de 31 anos entre as mulheres que foram operadas há 10 anos e mais, para 33,3 anos nas que a fizeram recentemente (há menos de dois anos). Quadro 5.8 Idade no momento da esterilização Percentagem das mulheres esterilizadas, por idade no momento da esterilização e idade mediana no momento da esterilização, segundo número de anos desde a operação, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Anos desde da operação Idade no momento da esterilização Total Nº casos Idade mediana <25 25-29 30-34 35-39 40-44 45-49 <2 6,8 14,4 34,9 28,0 12,1 3,7 100,0 82 33,3 2-3 0,0 13,9 28,0 34,5 23,7 0,0 100,0 32 34,6 4-5 0,0 11,4 35,7 30,5 20,9 1,5 100,0 43 32,9 6-7 0,0 16,1 41,5 28,9 13,5 0,0 100,0 51 32,9 8-9 8,7 26,5 37,2 23,6 3,9 0,0 100,0 82 31,0 10+ 12,2 31,9 38,4 17,3 0,2 0,0 100,0 160 - Total 7,2 22,7 36,9 24,2 8,2 0,8 100,0 450 31,7 5.8 FONTES DE OBTENÇÃO DE MÉTODOS Para avaliar a contribuição dos sectores público e privado na distribuição ou venda dos diferentes métodos modernos de contracepção, foi perguntado a todas as mulheres que afirmaram estar actualmente a usar um método contraceptivo moderno onde o adquiriram pela última vez. Os resultados são apresentados no Quadro 5.9. A política do Ministério da Saúde, de distribuir gratuitamente os métodos contraceptivos, está patente nos dados com 85% das usuárias a declarar ter obtido o último método no sector público, mais concretamente nos centros de saúde reprodutiva (SR, PMI/PF), hospitais e nos centros de saúde. O método menos obtido nos serviços públicos é o preservativo masculino (52%). Quadro 5.9 Fonte de obtenção de métodos Percentagem das usuárias actuais de métodos modernos por fonte de obtenção mais recente, segundo tipo de método, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Fonte Esterilização feminina Pílula DIU Injecção Implantes Preservativo masculino Espermicida Total Sector público 99,4 91,9 81,9 98,7 100,0 52,2 0,0 85,1 Hospital 99,4 0,6 21,9 1,7 0,0 1,6 0,0 21,2 Centro de Saúde 0,0 18,6 1,0 23,8 2,4 8,0 0,0 12,7 Posto Sanitário 0,0 7,1 0,0 5,6 0,0 2,8 0,0 4,1 USB1 0,0 2,3 2,3 2,5 0,0 0,9 0,0 1,5 PMI/PF, Centro SR 0,0 63,3 56,7 65,0 97,6 38,9 0,0 45,5 Sector privado 0,2 3,3 17,1 0,2 0,0 4,7 0,0 2,8 Clínica 0,2 0,6 17,1 0,0 0,0 0,4 0,0 0,8 Farmácia 0,0 2,7 0,0 0,2 0,0 4,3 0,0 2,0 Outra fonte 0,0 1,2 0,0 0,0 0,0 36,4 0,0 8,8 Parceiro arrumou/ comprou 0,0 0,6 0,0 0,0 0,0 34,8 0,0 8,3 Amigos/familiares 0,0 0,6 0,0 0,0 0,0 1,6 0,0 0,6 Outro lugar 0,3 2,4 0,0 1,1 0,0 4,2 0,0 2,1 Não sabe 0,0 0,2 1,0 0,0 0,0 1,1 0,0 0,4 Sem informação 0,1 1,0 0,0 0,0 0,0 1,4 100,0 0,8 Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 Nº de casos 450 784 67 422 22 527 2 2 274 1 Unidade sanitária de base 68 | Planeamento Familiar O recurso ao sector privado é pouco expressivo (3%), tendo em conta os custos que acarreta e pelo facto dos métodos mais utilizados serem distribuídos de forma gratuita pelo sector público. Entres as que usam o preservativo masculino, geralmente são os parceiros que os obtém (35%). 5.9 INFORMAÇÕES RELATIVAS AOS MÉTODOS CONTRACEPTIVOS A escolha informada do método contraceptivo é um aspecto essencial dos programas de Saúde Reprodutiva. Os usuários devem ser informados sobre os métodos contraceptivos que podem ser usados e sobre os respectivos efeitos colaterais, assim como sobre o que fazer caso se depararem com algum desses efeitos ou com algum problema. Essa informação não só ajuda os usuários a lidar com efeitos colaterais, como também contribui para a redução da descontinuidade no uso de métodos contraceptivos. Os usuários dos métodos temporários devem também ser informados sobre as alternativas de métodos disponíveis. Com vista a melhorar as políticas e práticas inerentes aos programas de Saúde Reprodutiva, a escolha informada deve ser analisada por tipo de método e tipo de provedor. É também importante verificar se existem diferenças por meio de residência ou nível de instrução do usuário. O Quadro 5.10 permite avaliar se as mulheres usuárias de métodos modernos, que começaram a usar o método nos últimos 5 anos anteriores ao inquérito, foram informadas sobre os efeitos secundários do método em uso, sobre o que fazer caso surjam efeitos secundários, e sobre a existência de outros métodos contraceptivos, tendo em atenção algumas características seleccionadas. Somente 30% das mulheres inquiridas declarou ter sido informada dos efeitos secundários do método que utiliza actualmente. Mais de metade das mulheres usuárias do DIU (56%) e do implante (52%) foram informadas sobre os efeitos secundários do método em causa. Seguem-se-lhes as usuárias da pílula com 40%, e as das injecções contraceptivas (37%). De entre os serviços públicos, os centros de saúde reprodutiva (PMI/PF) são os que mais prestam informação sobre os efeitos secundários dos métodos e o que fazer em caso destes se manifestarem. Relativamente ao sector privado, 69% das mulheres que procuram estes serviços para obtenção do método que utilizam foram devidamente informadas sobre os efeitos secundários e sobre os outros métodos existentes. Contudo realça-se o facto de que são as usuárias do meio urbano as mais beneficiadas em termos de informação, com 32%, contra 28% no meio rural a ter acesso a informações sobre métodos. Boavista é o domínio onde a proporção de mulheres informada é maior (42%), seguido de São Nicolau (39%) e São Vicente (36%). Brava, o Resto de Santiago e Santo Antão são os domínios onde maior atenção é devida, dado que pouco mais de 20% das mulheres usuárias tem conhecimento dos efeitos colaterais e do que fazer caso apareçam sintomas de efeitos secundários devido a utilização do método que actualmente utilizam. As mulheres sem instrução são as que menos utilizam um método, e nem sempre são devidamente informadas sobre os efeitos secundários. A esterilização feminina em Cabo Verde é até agora feita somente nos hospitais. Contudo o aconselhamento poderá ser feito nos centros de saúde ou mesmo nos centros de Saúde Reprodutiva (PMI/PF), informando as mulheres que pretendem utilizar este método que este é de carácter irreversível. Cerca de 86% das mulheres esterilizadas declarou ter sido informada que este método consistia numa operação de carácter permanente e irreversível. Não se constata diferença de grande amplitude entre os meios de residência, apesar das mulheres que vivem no meio urbano serem as mais informadas (87% contra 83% no meio rural). Na Brava, São Nicolau e Sal é que se encontram as proporções mais baixas de mulheres que foram informadas de que a esterilização é um método irreversível (67%, 72% e 78%, respectivamente). Planeamento Familiar | 69 Quadro 5.10 Informações relativas aos métodos contraceptivos Percentagem das usuárias actuais de métodos contraceptivos modernos que adoptaram o método nos cincos anos anteriores ao inquérito, segundo ter sido informadas sobre os efeitos secundários do método que usam actualmente, o que fazer caso ocorram efeitos colaterais e sobre outros métodos que poderiam usar, e a percentagem das mulheres esterilizadas que foram informadas que o método é irreversível, por características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Tipo de método/ Fonte de obtenção/ Características seleccionadas Informada sobre possíveis efeitos secundários1 Informada sobre o que fazer caso apareçam efeitos secundários1 Informada sobre outros métodos Informada que a esterilização é irreversível2 Método Esterilização feminina 1,6 1,3 0,4 85,5 Pílula 40,5 35,7 50,4 na DIU 56,2 48,8 54,7 na Injecção 36,9 31,8 45,6 na Implantes 52,5 59,8 50,8 na Outro na na 6,4 na Fonte de métodos3 Sector público 39,7 35,6 48,9 88,4 Hospital 9,2 9,7 9,2 88,0 Centro de Saúde 39,1 33,9 45,0 100,0 Posto Sanitário 29,0 25,7 45,6 na Unidade Sanitária de base 34,2 42,9 49,6 na PMI/PF, Centro de SR 48,2 43,0 59,4 100,0 Sector privado 46,8 47,2 55,3 na Clínica 69,4 69,4 69,4 na Farmácia 29,1 29,8 44,2 na Outra fonte 76,4 76,4 21,7 na Amigos familiares 76,4 76,4 21,7 na Outro lugar 88,8 56,0 56,3 na Sem informação 12,3 9,6 13,7 84,2 Meio de residência Urbano 31,7 28,6 36,9 86,9 Rural 28,0 23,4 34,9 82,7 Domínio Santo Antão 21,8 18,1 33,4 83,5 São Vicente 35,5 30,1 37,9 86,9 São Nicolau 39,0 13,5 36,3 72,0 Sal 21,7 18,5 16,7 78,2 Boa Vista 41,5 36,0 49,5 94,3 Maio 27,7 15,8 30,9 81,1 Santiago 29,8 28,0 37,1 86,2 Praia Urbano 32,4 30,5 40,2 87,2 Santiago Norte 33,6 31,2 46,3 82,7 Resto Santiago 19,9 19,2 20,9 86,7 Fogo 33,9 32,8 44,5 90,7 Brava 20,6 16,3 22,6 67,1 Nível de instrução Sem nível 12,8 9,2 12,7 86,7 Básico 24,2 22,5 30,8 85,4 Secundário 46,3 39,3 51,8 85,2 Pós-secundário 39,3 29,2 43,6 83,1 Total 30,3 26,7 36,2 85,5 na = Não se aplica 1 Entre as usuárias de métodos modernos 2 Mulheres esterilizadas 3 Fonte no início do actual método 5.10 USO FUTURO DE CONTRACEPÇÃO A intenção de usar um método contraceptivo no futuro dá-nos uma previsão da procura potencial dos serviços e é um bom indicador da atitude dos não utilizadores em relação à contracepção. Aos respondentes, homens e mulheres, que não utilizam actualmente métodos contraceptivos, foi indagada a sua intenção de utilizar métodos contraceptivos nos próximos 12 meses ou mais tarde, informação que pode permitir uma melhor previsão a curto prazo. Dado que a intenção de utilizar contracepção está associada ao número de filhos que o respondente já tem, os dados do Quadro 5.11 apresentam estes subgrupos, para as pessoas actualmente em união. Cerca de 63% das mulheres casadas ou que vivem em união e que não estão a utilizar nenhum método contraceptivo declarou ter intenção de vir a utilizar algum no futuro. Cerca de 32% não tenciona utilizar um método contraceptivo no futuro e 5% declarou estar indecisa no que diz respeito à utilização de métodos no futuro. 70 | Planeamento Familiar Quadro 5.11 Uso futuro de métodos contraceptivos Percentagem das mulheres actualmente casadas/unidas que não estão usando métodos por intenção de uso no futuro, segundo o número de filhos vivos, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Intenção de uso Número de filhos vivos1 Total 0 1 2 3 4+ Tenciona usar 51,1 71,0 71,3 68,8 54,2 62,9 Não sabe se vai usar 11,2 3,4 2,3 4,2 5,1 4,5 Não tenciona usar 34,4 25,6 25,3 26,5 39,5 31,6 Sem informação 3,3 0,0 1,0 0,5 1,2 1,0 Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 Nº de casos 66 146 196 146 331 885 1 Inclui as mulheres actualmente grávidas 5.11 RAZÕES PARA NÃO UTILIZAR MÉTODO CONTRACEPTIVO Às mulheres não usuárias de métodos contraceptivos que declararam não ter intenção de utilizar um método no futuro, indagou-se sobre as razões desta atitude. Os resultados do Quadro 5.12 indicam que 26% das mulheres enumerou razões relativas à fecundidade, essencialmente porque actualmente não têm relações sexuais (8%) ou porque as têm com pouca frequência (6%). Seguem-se as razões ligadas aos métodos (6%), mais concretamente por causa de problemas de saúde (5%). Somente 2% das mulheres declarou não vir a utilizar um método por ser contra a sua utilização (0,8%), ou porque o marido é contra (1%), ou por motivos religiosos (0,2%). A proporção de mulheres que é contra a utilização é maior entre as mulheres casadas/unidas (8%), sendo 4% devido aos respectivos cônjuges/companheiros não aprovarem o uso de métodos, 3% porque ela própria não aprova e 0,4% por motivos religiosos. Constata-se que é entre as jovens mulheres casadas (15-29 anos) que mais se alega razões de oposição à utilização de métodos contraceptivos para o seu não uso no futuro (10%). Quadro 5.12 Razões para não usar métodos contraceptivos Percentagem das mulheres, das mulheres actualmente casadas/unidas e das mulheres que não vivem em união, que não estão usando um método contraceptivo e que não tem intenção de usar um no futuro, por razão principal para não usar, segundo o grupo etário, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Razões para não utilização Actualmente casada casada/unida Não casada/unida Todas as mulheres 15-29 30-49 Total 15-29 30-49 Total 15-29 30-49 Total Não casada/unida 0,0 0,0 0,0 0,3 1,9 0,7 0,3 0,9 0,5 Razões relacionadas com a fecundidade 44,9 59,1 57,5 3,9 46,3 15,1 6,0 53,3 26,1 Não tem relações sexuais 5,0 5,8 5,7 3,3 24,2 8,8 3,4 14,4 8,1 Relações sexuais pouco frequentes 4,2 16,2 14,8 0,3 10,3 2,9 0,5 13,5 6,0 Menopausa/ Histerectomia 0,0 13,8 12,2 0,0 4,6 1,2 0,0 9,5 4,1 Tem problemas/estéril 8,5 18,3 17,2 0,3 6,5 1,9 0,7 12,9 5,9 Ausência de menstruação pós parto 0,0 0,5 0,5 0,0 0,0 0,0 0,0 0,3 0,1 Deseja mais filhos 27,2 4,5 7,1 0,0 0,6 0,2 1,5 2,7 2,0 Contra a utilização 10,3 7,2 7,6 0,1 0,5 0,2 0,6 4,1 2,1 Inquirida é contra 4,6 2,8 3,0 0,1 0,0 0,1 0,3 1,5 0,8 Marido/companheiro contra 5,7 3,9 4,1 0,0 0,0 0,0 0,3 2,1 1,1 Motivos religiosos 0,0 0,5 0,4 0,0 0,5 0,1 0,0 0,5 0,2 Falta de conhecimento 0,0 0,0 0,0 0,4 1,1 0,6 0,4 0,5 0,5 Não conhece nenhum método 0,0 0,0 0,0 0,4 1,1 0,6 0,4 0,5 0,4 Não sabe obter 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 Razões ligadas ao método 12,3 18,9 18,1 1,4 3,9 2,1 2,0 11,9 6,2 Problemas de saúde 12,3 14,3 14,1 0,3 3,6 1,2 1,0 9,4 4,5 Medo de efeitos secundários 0,0 4,4 3,9 0,4 0,3 0,4 0,4 2,5 1,3 Inconveniente p/ usar 0,0 0,0 0,0 0,7 0,0 0,5 0,6 0,0 0,4 Mau atendimento dos serviços públicos 0,0 0,1 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,0 Outro 25,1 11,0 12,7 0,8 2,8 1,4 2,1 7,2 4,3 Não sabe 7,4 3,0 3,5 2,2 2,7 2,4 2,5 2,8 2,6 Sem informação 0,0 0,8 0,7 90,8 40,8 77,6 86,0 19,2 57,6 Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 Nº de casos 33 247 279 586 211 797 619 458 1 077 Planeamento Familiar | 71 5.12 MÉTODO PREFERIDO PARA USAR NO FUTURO Para se avaliar a potencial demanda dos diferentes tipos de métodos contraceptivos, perguntou-se às mulheres que não estão a usar métodos mas têm intenção de o fazer no futuro, qual o método que pretendem vir a usar. A partir do Quadro 5.13 pode-se constatar que a grande maioria pretende usar a pílula (30%), a injecção contraceptiva (23%) e o preservativo masculino (20%). Contudo, realça-se o facto de que a preferência pela injecção é maior entre as mulheres de 30-49 anos (24% contra 22% entre as de 15-29 anos). Analisando segundo o estado civil da mulher, a tendência inverte-se; enquanto que entre as casadas/unidas a injecção é preferida entre as mulheres mais jovens (34% das casadas/unidas de 15-29 anos), entre as não casadas é preferida das mais velhas (26% das não unidas de 30.49 anos). Já o preservativo masculino é preferido entre as mulheres não unidas (26%), em particular as mais jovens (28% das de 15-29 anos). Cerca de 9% das mulheres tem intenção de vir a utilizar o mais recente método introduzido em Cabo Verde, o implante. Quadro 5.13 Preferência de método para uso futuro Percentagem das mulheres que não estão usando nenhum método mas tem intenção de usar um no futuro, por tipo de método, segundo o grupo etário, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Tipo de métodos Mulheres casadas/unidas Não unidas Total Total 15-29 30-49 Total 15-29 30-49 Total 15-29 30-49 Esterilização feminina 4,2 11,6 8,0 1,1 3,4 1,7 2,0 7,9 4,1 Esterilização masculina 0,2 0,4 0,3 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 0,1 Pílula 27,5 27,3 27,4 34,0 27,3 32,3 32,1 27,5 30,4 DIU 1,1 0,9 1,0 2,6 2,4 2,6 2,2 1,6 2,0 Injecção 31,4 22,8 27,1 17,8 25,6 19,8 21,8 24,0 22,6 Implantes 14,1 8,9 11,5 7,4 7,8 7,5 9,4 8,4 9,0 Preservativo masculino 11,0 12,6 11,8 28,1 19,7 25,9 23,0 15,7 20,4 Espermicidas 0,0 0,2 0,1 0,1 0,3 0,2 0,1 0,2 0,1 Abstinência periódica 0,0 0,9 0,4 0,2 0,0 0,1 0,1 0,5 0,3 Retiro 1,1 0,0 0,6 0,2 0,3 0,3 0,5 0,2 0,4 Outra 1,7 1,7 1,7 0,6 0,0 0,5 1,0 1,0 1,0 Insegura 7,5 12,5 10,0 7,8 13,1 9,1 7,7 12,8 9,5 Sem informação 0,1 0,2 0,2 0,1 0,0 0,1 0,1 0,1 0,1 Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 Nº de casos 274 282 556 650 226 875 923 509 1 433 5.13 FONTES DE INFORMAÇÃO SOBRE MÉTODOS CONTRACEPTIVOS A informação, para além de constituir um meio indispensável para sensibilizar a população para a problemática do planeamento, é um suporte para vulgarizar e desenvolver a pratica contraceptiva. Nesta óptica perguntou-se às mulheres e aos homens se leram, viram ou ouviram alguma informação sobre o planeamento familiar nas rádios e/ou na televisão durante os seis meses que precederam o inquérito. Do Quadro 5.14 pode-se aferir que 38% da população feminina inquirida não leu, ouviu ou viu qualquer mensagem sobre planeamento familiar durante os seis meses anteriores ao inquérito. Contudo, 45% declarou ter escutado na rádio, e 45% visto na televisão, informações relativas ao planeamento familiar. Os jornais/revistas são os meios de informação menos utilizados pela população e consequentemente os meios mediante os quais a população inquirida menos teve contacto com mensagens sobre planeamento familiar (20%). Por grupo etário não se verificam diferenças acentuadas, contudo é na faixa etária mais jovem, 15-19 anos, e na mais velha, 45-49 anos, que a proporção de mulheres que nada ouviu, leu ou viu sobre planeamento familiar nos órgãos de comunicação social é maior (42% e 47%, respectivamente). A nível geográfico existem algumas diferenças; as mulheres urbanas estão mais expostas às mensagens do que as rurais. É em São Nicolau, onde a proporção de mulheres sem informação nos últimos seis meses é maior, três quartos declarou não ter ouvido, lido ou visto qualquer mensagem. Seguem-se os domínios da Brava e Santiago Norte, com 51%. 72 | Planeamento Familiar Quadro 5.14 Contacto com mensagens sobre planeamento familiar Percentagem das mulheres que escutaram, vieram ou leram alguma mensagem sobre planeamento familiar/métodos contraceptivos na rádio, televisão ou revista/jornal nos últimos 6 meses anteriores ao inquérito, segundo o meio de comunicação, por características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Meios de comunicação e informação Rádio Televisão Jornal/ revista Nenhum das médias Nº de casos Grupo etário 15-19 38,5 39,6 22,8 42,3 1 477 20-24 49,7 47,6 27,0 32,4 950 25-29 44,7 48,5 23,5 35,3 728 30-34 52,5 53,9 20,2 31,4 582 35-39 47,8 42,9 16,0 39,8 697 40-44 47,1 44,9 12,9 40,7 600 45-49 42,5 39,5 11,5 47,1 470 Meio de residência Urbano 48,4 54,2 23,9 31,5 3 054 Rural 41,2 32,8 16,2 47,1 2 451 Domínio de estudo Santo Antão 44,2 33,6 19,7 44,6 450 São Vicente 52,1 57,7 21,0 29,3 775 São Nicolau 20,2 13,5 9,7 74,6 106 Sal 38,9 32,9 22,2 47,9 205 Boa Vista 53,1 60,6 26,3 30,9 47 Maio 46,8 58,3 19,4 36,8 87 Santiago 45,1 45,0 21,3 37,4 3 279 Praia Urbano 53,9 62,2 27,4 23,2 1 325 Santiago Norte 37,0 31,0 15,6 51,0 1 163 Resto Santiago 42,5 36,9 19,3 41,0 790 Fogo 46,1 39,8 17,6 41,6 473 Brava 24,9 42,1 10,1 51,7 83 Nível de instrução Sem nível 37,6 31,4 2,0 50,4 310 Básico 43,0 40,4 12,7 43,8 2 802 Secundário 48,0 50,4 30,2 31,6 2 200 Pós-secundário 57,3 63,1 51,8 18,5 193 Total 45,2 44,7 20,4 38,4 5 505 5.14 CONTACTO DAS NÃO USUÁRIAS COM PESSOAL DE SAÚDE Um dos meios de divulgação do planeamento familiar é através dos agentes de saúde distribuídos pelos vários serviços de saúde que estão sempre em contacto com as mulheres em idade fértil, para informar e promover a utilização de métodos contraceptivos. No IDSR-II, indagou-se às mulheres se receberam a visita de algum agente de saúde que lhe falou de planeamento familiar, ou se por algum motivo estiveram num centro de saúde ou de saúde reprodutiva em que lhe falaram sobre métodos contraceptivos. Do Quadro 5.15 constata-se que cerca de 21% das mulheres não usuárias recebeu uma visita de um agente de saúde que lhe falou sobre planeamento familiar e métodos contraceptivos. É no meio rural onde a proporção das mulheres que recebeu visitas é maior (26%). Pode-se aferir dos dados que é em Santiago, mais propriamente no interior de Santiago, onde existe uma maior frequência de visitas ao domicílio por parte dos agentes de saúde. Com efeito, 44% das mulheres de Santiago Norte e 32% do Resto de Santiago recebeu uma visita de um agente de saúde, que as informou sobre métodos contraceptivos. Nos outros domínios esta proporção não atinge os 10%. Somente 35% das mulheres não usuárias esteve num centro de saúde ou num centro de saúde reprodutiva nos últimos 12 meses. Contudo 11% foi informada sobre métodos contraceptivos aquando da sua visita. Verifica-se que é no meio urbano que o hábito de informar os utentes sobre métodos contraceptivos é maior (14%, contra 8% no meio rural). Planeamento Familiar | 73 Quadro 5.15 Contacto das mulheres não usuárias de métodos contraceptivos com agentes de saúde Percentagem das mulheres não usuárias de método contraceptivo que, durante os últimos 12 meses precedentes ao inquérito, foram visitadas por um agente de saúde para lhe falar sobre planeamento familiar e métodos contraceptivos, e das mulheres que estiveram num centro de saúde onde foram informadas sobre os métodos contraceptivos, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Recebeu visita de um agente de saúde que lhe falou do planeamento familiar Visitou um centro de saúde Não recebeu visita de um agente de saúde nem esteve num centro saúde Nº de casos Falaram-lhe de planeamento familiar Não lhe falaram de planeamento familiar Grupo etário 15-19 18,9 7,7 22,3 74,5 1 144 20-24 24,2 18,7 41,6 59,3 480 25-29 21,1 16,0 44,8 65,2 309 30-34 20,8 18,6 37,3 62,4 232 35-39 20,8 10,6 44,5 69,8 321 40-44 26,1 7,9 39,8 66,8 298 45-49 20,9 4,3 30,8 75,5 304 Meio de residência Urbano 16,4 14,3 32,3 70,8 1 527 Rural 25,8 7,9 34,7 67,6 1 561 Domínio de estudo Santo Antão 7,0 12,6 38,0 82,7 227 São Vicente 8,0 11,3 11,5 82,5 286 São Nicolau 1,5 1,7 20,2 96,8 47 Sal 9,5 14,3 46,5 78,3 87 Boa Vista 0,0 34,1 29,3 65,9 19 Maio 7,5 9,2 38,0 85,1 48 Santiago 28,7 10,4 36,5 62,2 2 045 Praia Urbano 7,5 20,7 33,7 73,7 698 Santiago Norte 44,1 4,2 34,6 52,4 862 Resto Santiago 31,6 6,7 43,9 63,1 485 Fogo 5,7 13,1 29,1 82,3 284 Brava 1,5 11,8 25,6 86,7 45 Nível de instrução Sem nível 18,6 7,4 27,7 74,0 187 Básico 22,9 13,1 38,2 65,8 1 479 Secundário 20,1 9,2 28,8 71,9 1 354 Pós-secundário 13,4 13,0 39,8 75,4 67 Total 21,2 11,0 33,5 69,2 3 087 No grupo etário 15-19 anos, cerca de 30% esteve num centro de saúde, mas somente 8% foi informada sobre métodos contraceptivos. Das com idade entre 20-29 anos, faixa etária mais exposta ao risco de gravidez, tendo em conta o início da vida sexual, mais de 60% esteve num centro de saúde, mas somente pouco mais de 16% foi informada sobre o planeamento familiar e os métodos contraceptivos. 5.15 DISCUSSÃO SOBRE O PLANEAMENTO FAMILIAR COM O CÔNJUGE A discussão do planeamento familiar com o cônjuge pode ser um elemento decisivo na assumpção de atitudes face ao planeamento familiar, ou seja para a prática da contracepção. O inquérito debruçou-se sobre esta questão, tendo em conta que a opinião do marido/companheiro pode influenciar grandemente a decisão da mulher. Perguntou-se às mulheres e aos homens casados/unidos que conhecem algum método, se nos últimos seis meses anteriores ao momento do inquérito, conversaram com alguém sobre meios ou métodos para evitar gravidez, entre os quais o cônjuge. Do Quadro 5.16 pode-se aferir que, durante os últimos seis meses precedentes ao inquérito, cerca de 35% das mulheres casadas/unidas e que conhecem pelo menos um método contraceptivo não falou nenhuma vez com o cônjuge sobre planeamento familiar. Dos 62% de mulheres que falaram, pelo menos uma vez, sobre planeamento familiar com o seu cônjuge nos últimos 12 meses, 32% o fez mais do que três vezes. Geralmente são as mulheres mais jovens (15-24 anos) as que mais discutem com os cônjuges questões de planeamento familiar, facto que se considera lógico tendo em conta que 74 | Planeamento Familiar são mulheres recém casadas e já com um nível de instrução e informação sobre a importância do planeamento familiar. Um outro aspecto observado no IDSR-II é a atitude dos casais face ao planeamento familiar. O Quadro 5.17 apresenta os resultados sobre as mulheres actualmente casadas/unidas que conhecem algum método contraceptivo, segundo o seu acordo com a utilização de métodos contraceptivos e a percepção que têm da aprovação do mesmo pelo cônjuge. Cerca de 97% das mulheres aprova a utilização de métodos contraceptivos. Entre as mulheres casadas/unidas que conhecem algum método contraceptivo, 84% acha que o cônjuge também aprova, 8% acha que o cônjuge não aprova e 5% desconhece a opinião do marido/companheiro. A percentagem das mulheres que concordam com o planeamento familiar tende a diminuir com a idade: enquanto que 92% das jovens de 15-19 anos concorda, somente 69% das mulheres com 45-49 anos tem a mesma opinião. Não se evidencia diferenças entre os meios de residência. Cerca de 85% das mulheres urbanas e 84% das rurais estão de acordo com o planeamento familiar. O nível de instrução parece determinar a aprovação do planeamento familiar e a utilização de métodos contraceptivos. Entre as mulheres sem nenhum nível de instrução, 29% desaprovam o uso de contraceptivos, enquanto que somente 2% das com nível superior tem a mesma opinião. Quadro 5.16 Diálogo sobre planeamento familiar com o esposo/companheiro Percentagem das mulheres actualmente casadas/unidas que conhecem algum método contraceptivo segundo o número de vezes que falaram sobre planeamento familiar com seu esposo/companheiro durante os últimos 12 meses, por características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características demográficas Número de vezes que falou sobre planeamento familiar com o esposo Total Nº de casos Nunca Una o dos 3+ Sem informação Grupo etário 15-19 21,5 30,3 46,3 1,9 100,0 99 20-24 21,9 28,8 43,5 5,9 100,0 269 25-29 26,8 31,2 38,6 3,4 100,0 390 30-34 33,8 31,8 32,0 2,3 100,0 358 35-39 38,2 28,7 29,4 3,7 100,0 388 40-44 44,4 26,0 24,9 4,6 100,0 358 45-49 48,5 28,2 18,0 5,4 100,0 228 Meio de residência Urbano 36,2 26,9 33,3 3,7 100,0 1 216 Rural 32,5 32,6 30,6 4,3 100,0 875 Domínio de estudo Santo Antão 39,2 31,3 25,0 4,6 100,0 154 São Vicente 35,3 35,3 23,6 5,8 100,0 292 São Nicolau 11,5 74,3 9,6 4,5 100,0 37 Sal 41,1 41,7 11,4 5,8 100,0 106 Boa Vista 16,6 41,8 33,1 8,5 100,0 20 Maio 42,1 20,2 34,5 3,2 100,0 42 Santiago 35,7 24,7 37,1 2,5 100,0 1 189 Praia Urbano 41,4 17,3 39,9 1,4 100,0 576 Santiago Norte 28,0 29,5 39,4 3,1 100,0 365 Resto Santiago 34,0 34,7 27,1 4,2 100,0 248 Fogo 26,0 29,3 38,0 6,7 100,0 217 Brava 32,0 43,6 15,4 9,0 100,0 35 Nível de instrução Sem nível 52,9 27,6 15,7 3,8 100,0 155 Básico 37,9 28,9 29,1 4,0 100,0 1 367 Secundário 20,7 31,0 44,6 3,7 100,0 479 Pós-secundário 27,5 28,0 40,9 3,6 100,0 90 Total 34,6 29,3 32,2 3,9 100,0 2 091 Planeamento Familiar | 75 Quadro 5.17 Atitude face ao planeamento familiar Percentagem das mulheres actualmente casadas /unidas que conhecem algum método contraceptivo, segundo a sua aprovação da utilização de métodos contraceptivos, e da percepção da atitude dos cônjuges face ao planeamento familiar, por características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Mulher concorda com Mulher não concorda com Não sabe1 Total Nº de casos Acha que cônjuge aprova Acha que cônjuge não aprova Não sabe opinião cônjuge Acha que cônjuge aprova Acha que cônjuge não aprova Não sabe opinião cônjuge Grupo etário 15-19 92,3 4,5 1,1 0,0 2,1 0,0 0,0 100,0 99 20-24 83,1 8,7 6,3 0,8 0,1 0,8 0,3 100,0 269 25-29 88,7 7,1 2,2 1,2 0,4 0,3 0,1 100,0 390 30-34 88,0 6,1 3,4 1,5 0,0 0,1 0,8 100,0 358 35-39 85,2 6,6 4,3 1,3 1,7 0,0 0,8 100,0 388 40-44 83,3 9,5 5,6 0,4 0,5 0,0 0,8 100,0 358 45-49 69,1 13,3 9,9 2,1 2,3 2,3 0,9 100,0 228 Meio de residência Urbano 84,9 7,8 4,4 1,5 0,6 0,4 0,5 100,0 1 216 Rural 83,6 8,4 5,1 0,6 1,2 0,5 0,7 100,0 875 Domínio de estudo Santo Antão 86,6 5,4 6,8 0,0 0,4 0,0 0,8 100,0 154 São Vicente 85,3 7,5 5,6 0,5 0,0 0,4 0,7 100,0 292 São Nicolau 97,2 0,0 1,4 1,4 0,0 0,0 0,0 100,0 37 Sal 86,8 5,7 6,2 0,0 0,0 0,0 1,3 100,0 106 Boa Vista 95,4 3,1 1,5 0,0 0,0 0,0 0,0 100,0 20 Maio 84,5 8,6 6,4 0,0 0,5 0,0 0,0 100,0 42 Santiago 83,8 8,8 3,9 1,5 1,2 0,6 0,4 100,0 1 189 Praia Urbano 82,8 8,1 4,5 2,6 0,8 0,6 0,5 100,0 576 Santiago Norte 83,9 9,9 3,0 0,0 2,3 0,8 0,0 100,0 365 Resto Santiago 85,9 8,8 3,6 0,9 0,3 0,0 0,5 100,0 248 Fogo 80,5 8,9 6,0 1,9 1,0 0,3 1,3 100,0 217 Brava 79,3 8,4 7,4 0,0 1,9 1,3 1,7 100,0 35 Nível de instrução Sem nível 71,4 10,5 9,6 3,1 1,8 1,5 2,1 100,0 155 Básico 83,5 9,0 5,0 0,7 0,8 0,5 0,6 100,0 1 367 Secundário 88,4 6,0 2,6 1,8 0,9 0,0 0,2 100,0 479 Pós-secundário 97,5 0,0 2,0 0,6 0,0 0,0 0,0 100,0 90 Total 84,3 8,0 4,7 1,1 0,8 0,4 0,6 100,0 2 091 1 Inclui faltante Nupcialidade e Exposição ao Risco de Gravidez | 77 NUPCIALIDADE E EXPOSIÇÃO AO RISCO DE GRAVIDEZ 6 Carlos Alberto Mendes São vários os factores que, para além do uso da contracepção, influenciam o comportamento reprodutivo das mulheres e têm repercussões directas e determinantes no nível de fecundidade. São geralmente conhecidos como determinantes próximos da fecundidade, a nupcialidade, a frequência das relações sexuais, a amenorreia e a abstinência sexual pós-parto. Em muitas sociedades, incluindo a cabo-verdiana, o início da actividade sexual não coincide necessariamente com a primeira união, podendo frequentemente precedê-la. O conceito de “exposição ao risco de gravidez” é analisado no âmbito da exposição às relações sexuais dentro ou fora da união e da capacidade biológica da mulher em conceber e dar à luz. O capítulo descreve em primeiro lugar a formação das uniões, em seguida aborda as medidas directas, tanto do início à exposição ao risco de gravidez, como do nível dessa exposição (idade à primeira união, idade à 1ª relação sexual e frequência das relações sexuais). Finalmente, analisa os períodos de não susceptibilidade pós-parto em distintos grupos etários, resultantes quer da amenorreia, quer da abstinência pós-parto. Estes períodos, na ausência de utilização de métodos contraceptivos, são geralmente vistos como os principais determinantes próximos da exposição ao risco de gravidez e dos intervalos entre os nascimentos. 6.1 SITUAÇÃO MATRIMONIAL ACTUAL A união (casamento ou união de facto), assim como a idade precoce à 1ª união, constituem dois dos mais importantes factores do início à exposição ao risco de gravidez/procriação e, consequentemente importantes indicadores para a análise da fecundidade. No IDSR-II inquiriu-se os entrevistados sobre o seu estado civil actual (no momento do inquérito) classificando-o em seis categorias: casada(o), união de facto, solteira(o), viúva(o), divorciada(o) e separada(o). O termo casada(o) refere-se à união matrimonial legal, civil e/ou religiosa. Se os “cônjuges” vivem juntos, numa relação consensual durável, tratar-se duma união de facto. Por fim, o(a)s entrevistado(a)s que declararam ter um(a) namorado(a) mas com o(a) qual, até então, nunca viveram maritalmente, foram considerado(a)s como solteira(o)s. Ao longo deste capítulo, as duas primeiras categorias podem, eventualmente, ser combinadas e referenciadas como “actualmente unidas” ou simplesmente “unidas”. O Quadro 6.1 apresenta a distribuição percentual de mulheres dos 15 aos 49 anos e de homens dos 15 aos 59 anos, segundo o estado civil e por grupos etários. Em relação ao estado civil das mulheres verifica-se que cerca de 42% vive em união, sendo 30% em união de facto e 12% casada. Pouco menos de metade das mulheres (46%) é solteira e, entre as restantes, cerca de 13% não está unida (separada, viúva ou divorciada). Assim sendo, verifica-se que mais de metade das mulheres (58%) não estava em união no momento do inquérito. A partir dos 35 anos, praticamente 15% das mulheres tem forte probabilidade de permanecer definitivamente solteira. 78 | Nupcialidade e Exposição ao Risco de Gravidez Quadro 6.1 Estado civil actual por grupo etário e sexo Percentagem de mulheres e de homens, segundo o estado civil actual, por grupo etário e sexo, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Idade e sexo Estado civil actual Total Efectivo Solteira(o) Casada(o) União de facto Divor- ciada(o) Sepa- rada(o) Viúva(o) Sem info MULHERES 15-19 89,3 0,1 8,0 0,0 2,5 0,0 0,1 100,0 1 477 20-24 58,4 3,3 27,1 0,0 10,7 0,0 0,5 100,0 950 25-29 29,4 10,2 45,5 0,2 14,4 0,0 0,3 100,0 728 30-34 20,4 15,4 48,6 0,4 14,6 0,4 0,2 100,0 582 35-39 18,8 18,2 42,2 0,2 18,8 1,3 0,5 100,0 697 40-44 15,0 28,4 38,7 0,8 15,1 1,6 0,4 100,0 600 45-49 17,1 33,8 25,0 4,3 16,5 3,1 0,2 100,0 470 Total 15-49 45,6 11,9 29,7 0,5 11,4 0,6 0,3 100,0 5 505 HOMENS 15-19 97,0 0,0 2,4 0,0 0,3 0,0 0,3 100,0 795 20-24 76,7 1,0 17,1 0,0 5,3 0,0 0,0 100,0 469 25-29 47,8 4,4 32,8 0,0 14,5 0,0 0,6 100,0 322 30-34 30,6 10,6 46,0 0,0 12,4 0,3 0,1 100,0 272 35-39 18,7 14,2 54,4 0,1 12,1 0,0 0,5 100,0 261 40-44 12,4 27,5 49,9 0,7 9,6 0,0 0,0 100,0 230 45-49 7,4 36,5 45,0 0,8 8,2 2,0 0,0 100,0 162 Total 15-49 58,0 8,3 26,2 0,1 7,0 0,2 0,2 100,0 2 511 Total 15-59 55,5 10,3 26,5 0,3 7,1 0,2 0,3 100,0 2 644 A proporção de mulheres que dissolvem a união (divórcio, separação ou viuvez) e que teoricamente, passam a estar menos expostas ao risco de gravidez, é quase dois vezes mais (13%) do que a dos homens (8%). Por sua vez, a proporção de solteiras diminui com a idade, sendo a diminuição mais rápida até os 30 anos e mais lenta subsequentemente, enquanto que a proporção a viver em união aumenta, sobretudo a partir dos 20 anos. Nos grupos etários extremos1 do período reprodutivo, a proporção de solteiras é nitidamente decrescente, passando de 89% aos 15-19 anos para 17% aos 45-49 anos, enquanto que a proporção das unidas oscila de 9% a 59% para as mesmas faixas etárias. De 1998 (IDSR-98) a 2005 (IDSR-II), a proporção de mulheres a viver em união manteve-se praticamente em 42%, com um aumento da proporção a viver em união de facto, que, de 26% passou para 30%. No cômputo geral, a proporção de solteiras também se manteve praticamente em 46%. Entretanto, nota-se uma diminuição mais acentuada de solteiras na faixa etária dos 25 aos 35 anos que, de 28%, diminui para 25% (Gráfico 6.1). Paralelamente, no mesmo grupo, a proporção de mulheres a viver em união de facto aumentou de 41% para 47%, ao passo que a das casadas diminuiu, passando de 18% para 13%. 1 Teoricamente início (15-19 anos) e fim (45-49 anos) do período reprodutivo. Nupcialidade e Exposição ao Risco de Gravidez | 79 Gráfico 6.1 Proporção de mulheres solteiras por grupos etários, segundo o IDSR-98 e IDSR-II 91 58 34 23 19 14 14 89 58 29 20 19 15 17 15-19 20-24 25-29 30-34 35-39 40-44 45-49 Grupo de idade 0 20 40 60 80 100 Percentems IDSR-98 IDSR-II CVDHS 2005 Em relação aos homens dos 15 aos 59 anos, à semelhança das mulheres, cerca de 63% não está unido, sendo mais de metade (56%) solteiro e, os restantes 8% já não se encontram em união. Dos pouco mais de um terço (37%) que está unido, 27% vive em de união de facto e 10% está casado. A quase totalidade dos adolescentes (97% dos 15-19 anos) é solteira, enquanto que no grupo dos 25 aos 29 anos, pouco menos de metade (48%) nunca esteve unido2. A partir dos 30 anos, a percentagem de solteiros diminui rapidamente com a idade, passando de 31% nos homens dos 30-34 anos, para 7% nos de 45-49 anos. Contrariamente, a percentagem dos que está em união passa de 57% no grupo etário dos 30-34 anos para 82% nos de 45-49 anos. 6.2 IDADE NA PRIMEIRA UNIÃO Devido à relação que existe entre a idade à 1ª união e o início da vida fecunda, interessa estudar o calendário primo-nupcial. Os Quadros 6.2 e 6.3 apresentam as proporções de mulheres e homens alguma vez unidos, segundo diferentes idades exactas específicas, assim como as idades medianas3 à primeira união, em função da idade actual. A idade mediana à 1ª união nas mulheres dos 25 aos 49 anos4 é estimada em 22,6 anos, ou seja metade das mulheres entrou em união antes da idade de 22,6 anos e a outra metade fê-lo após esta idade. 2 Quanto às mulheres dos mesmos grupos etários, esta proporção é na ordem dos 89% e 29% respectivamente. 3 A idade mediana aqui definida traduz-se na idade em que, metade da coorte das mulheres ou de homens contraiu a união. A mediana, como medida de tendência central, é preferida em relação à média, porque ao contrário da média, pode ser estimada para todas as coortes em que pelo menos metade de inquiridos esteve alguma vez em união até altura do inquérito, para além de ser isenta em relação a assimetrias dos dados. 4 Grupo etário considerado razoável sob a hipótese das mulheres estarem mais estáveis em vários aspectos e, portanto, considerado como grupo com menos flutuações em relação à idade na primeira união. Ou seja, grupo de idades considerado menos propensos às mudanças face à união. 80 | Nupcialidade e Exposição ao Risco de Gravidez Quadro 6.2 Idade na primeira união Percentagem de mulheres/homens que se uniram pela primeira vez até aos 15, 18, 20, 22, 25 anos e idade mediana na primeira união, por grupos etários e outras características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Percentagem de pessoas que se uniram pela primeira vez até as idades específicas de: Percentagem de solteiras(os) Efectivo Idade mediana na 1ª união 15 18 20 22 25 MULHERES Grupo etário 15-19 1,8 na na na na 89,3 1 477 (12,8) 20-24 2,8 18,0 31,9 na na 58,4 950 (4,3) 25-29 4,8 23,3 40,1 53,8 66,1 29,4 728 21,5 30-34 3,4 17,3 33,2 48,0 60,9 20,4 582 22,3 35-39 3,1 17,5 30,7 43,5 59,1 18,8 697 22,8 40-44 2,0 12,8 25,8 40,5 57,0 15,0 600 23,6 45-49 3,4 13,9 27,2 40,9 59,8 17,1 470 23,4 Situação na união Actualmente casada/unida 4,9 27,1 47,4 na na 0,0 2 288 20,3 Não casada 1,3 6,7 11,1 14,1 17,2 78,1 3 214 (10,9) 20-49 3,2 17,5 31,9 44,1 56,2 29,5 4 028 23,2 25-49 3,4 17,4 31,9 45,8 60,8 20,6 3 078 22,6 HOMENS Grupo etário 15-19 0,0 na na na na 96,9 795 (14,1) 20-24 0,2 3,0 11,7 na na 76,6 469 (10,1) 25-29 1,0 3,5 11,0 26,9 41,8 47,8 322 a 30-34 1,5 7,0 16,3 27,9 41,1 30,6 272 26,2 35-39 1,2 4,7 14,4 28,2 42,4 18,7 261 26,3 40-44 0,1 8,8 22,3 34,2 57,0 12,4 230 24,0 45-49 0,4 4,6 12,1 23,0 46,6 7,4 162 25,3 Situação na união Actualmente casado/unido 0,8 8,4 22,6 41,2 64,6 0,0 973 23,1 Não casado 0,3 1,1 3,7 5,9 8,0 87,6 1 671 (12,8) 20-49 0,7 4,9 14,1 25,8 39,2 39,9 1 716 28,0 25-49 0,9 5,6 15,1 28,2 45,2 26,2 1 247 25,7 20-59 0,7 4,9 14,0 25,8 40,0 37,6 1 849 a 25-59 0,8 5,5 14,8 28,0 45,7 24,3 1 380 a na = Não se aplica a = Omitido porque menos de 50 por cento dos entrevistados se uniram pela primeira vez até à idade especificada. A idade mediana à 1ª união vem diminuindo ao longo das gerações, passando de 23,4 anos nas gerações dos 45-49 anos, para 21,5 anos nas gerações “mais recentes” de 25-29 anos. No entanto, desde sempre se constata uma relativa precocidade na entrada à 1ª união, embora isso possa se relativizar no contexto de alguns países africanos, em que a 1ª união é ainda mais precoce5. Constata-se ainda alguma semelhança ao longo das gerações, relativamente à entrada na 1ª união em idades mais baixas (até aos 15 anos). Com efeito, em 1998 (IDSR-98) verifica-se praticamente que tanto na geração de 15-24 anos, como na de 40-49 anos, a mesma percentagem (cerca de 4% a 5%), já estava em união pela 1ª vez, fixando-se em cerca de 2 % a 3% em 2005. Entre as mulheres dos 25 aos 49 anos, cerca de 17% já estava em união pela 1ª vez aos 18 anos, proporção que aumenta para 46% aos 22 anos e, ainda para 61% aos 25 anos. Relativamente às mulheres que actualmente estão unidas, observa-se que até aos 18 anos, pouco mais de um quarto já estava em união pela 1ª vez (27%). Para as mulheres que actualmente não estão unidas, a união pela 1ª vez aos 20 e 22 anos abrange respectivamente11% e 14% das mulheres. 5 No contexto de alguns países africanos 50% das uniões pela 1ª vez ocorre, sensivelmente, dos 15 aos 19 anos. Por exemplo: a idade média na 1ª união é de 16,5 ( Mali); 19,1anos (Madagáscar); 17,5 anos (Moçambique e Burkina ); 18,3 anos (Senegal). Nupcialidade e Exposição ao Risco de Gravidez | 81 O Quadro 6.3.1 apresenta a idade mediana à 1ª união das mulheres por domínios de estudo e nível de instrução, segundo a idade actual. Não há grandes diferenças da idade mediana por meios de residência comparativamente às gerações. Todavia, a variação do calendário primo-nupcial, por domínio varia de 20,9 anos no Fogo e Brava, até 24,4 anos na ilha do Sal. Quadro 6.3.1 Idade mediana na primeira união: Mulheres Idade mediana na primeira união entre mulheres dos 25 aos 49 anos, segundo a idade actual, por características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Idade actual Mulheres 25-49 anos 25-29 30-34 35-39 40-44 45-49 Meio de residência Urbano 21,8 22,3 22,7 23,8 22,4 22,5 Rural 20,8 22,3 22,9 23,4 24,6 22,8 Domínio de estudo Santo Antão 24,8 26,3 28,3 24,9 24,1 a São Vicente a 23,9 22,0 22,6 20,3 22,6 São Nicolau a 29,4 a 28,9 26,3 a Sal 23,3 22,0 26,2 26,7 24,4 24,4 Boa Vista 24,4 27,5 24,2 24,5 29,2 a Maio 22,7 20,8 21,9 22,1 24,6 22,2 Santiago 20,8 22,0 22,8 23,9 24,1 22,5 Praia Urbano 20,7 21,5 22,4 21,8 22,3 21,6 Santiago Norte 20,8 22,8 22,7 25,1 24,5 23,3 Resto Santiago 21,1 23,9 24,5 25,7 25,8 24,0 Fogo 19,4 21,2 21,6 21,3 21,8 20,9 Brava 19,8 21,5 20,3 21,8 24,5 20,9 Nível de instrução Sem nível 20,4 21,3 20,7 26,1 22,5 22,4 Básico 20,1 21,6 23,0 23,0 24,1 22,2 Secundário 23,8 25,4 22,9 25,2 22,5 23,9 Pós-secundário a 25,5 23,2 24,3 24,6 25,0 Total 21,5 22,3 22,8 23,6 23,4 22,6 Nota: Não foi possível calcular a idade mediana por mulheres 20-24 a = Omitido porque menos de 50 por cento dos entrevistados se uniram pela primeira vez até à idade especificada. O nível de instrução também influência a idade de entrada na 1ª união das mulheres (Quadro 6.3.1). Quanto mais instruídas, mais tardiamente contraem a 1ª união. Com efeito, 50% das mulheres com nível de instrução básico contraiu a 1ª união antes dos 23 anos (aos 22,4 anos), valor que aumenta para os 25 anos nas com nível superior. Relativamente aos homens, o Quadro 6.2 mostra que eles entram na 1ª união relativamente mais tarde do que as mulheres (idade mediana à 1ª união de 25,7 anos nos homens contra 22,6 anos nas mulheres). Entre os homens dos 25 aos 59 anos, cerca de 15% já estava unido pela 1ª vez aos 20 anos e, 46% aos 25 anos. A idade mediana à 1ª união flutua ligeiramente mais, ao longo das gerações masculinas do que nas gerações femininas. O Quadro 6.3.2 apresenta a idade mediana à 1ª união nos homens por domínios de estudo e nível de instrução, segundo a idade actual. 82 | Nupcialidade e Exposição ao Risco de Gravidez Quadro 6.3.2 Idade mediana na primeira união: Homens Idade mediana na primeira união dos homens de 25-49 e 25-59 anos, segundo a idade actual, por características seleccionadas, IDSR-II Cabo Verde 2005 Características seleccionadas Idade actual Homens 25-49 anos Homens 25-59 anos 25-29 30-34 35-39 40-44 45-49 Meio de residência Urbano a 25,8 26,4 23,3 25,5 a a Rural a 26,7 26,1 25,6 25,0 a a Domínios de estudo Santo Antão a a a 28,0 27,4 a a São Vicente a 26,3 28,5 23,8 25,0 a a São Nicolau a 28,1 29,4 a 28,4 a a Sal 23,2 26,2 28,3 28,4 24,0 a a Boa Vista 24,7 27,3 a 24,6 a a a Maio a a a 26,0 24,8 a a Praia Urbano a 25,0 23,2 21,3 23,9 a 23,8 Santiago Norte a 26,5 24,3 22,4 26,1 a 24,7 Resto Santiago 22,6 24,9 27,5 25,6 25,5 a a Fogo a 26,6 27,8 23,5 23,6 a a Brava a a 22,4 24,4 22,3 a a Nível de instrução Sem nível a 24,6 25,9 22,6 24,9 a 24,7 Básico a 25,3 25,7 23,8 25,3 a a Secundário a 29,6 27,2 24,9 24,8 a a Pós-secundário a 26,4 28,6 24,2 26,6 a a Total a 26,2 26,3 24,0 25,3 28,0 25,7 Nota: Não foi possível calcular a idade mediana por homens 20-24 a = Omitido porque menos de 50 por cento dos entrevistados se uniram pela primeira vez até à idade especificada. O Quadro 6.3.2 assim como se apresenta, não permite fazer muitas interpretações e comparações quanto à variação do nível de idade mediana à 1ª união quer por domínio de estudo quer por geração. Contudo, verifica-se uma grande concentração em torno da idade mediana (25,7 anos) com ligeira variação segundo os meios de residência. Entretanto, relativamente ao nível de instrução verifica-se que a variação da idade mediana à primeira união é relativamente maior nas gerações mais recentes do que nas mais antigas. 6.3 IDADE NA PRIMEIRA RELAÇÃO SEXUAL Como discriminante da fecundidade, a idade do início da actividade sexual é tão importante quanto a idade à 1ª união, constituindo-se por isso como indicadores importantes para os programas de saúde reprodutiva, incluindo a prevenção do VIH/SIDA. Por esta razão perguntou-se aos inquiridos a idade aquando da 1ª relação sexual. Entretanto, não obstante o consenso em considerar a vida em união como um contexto propício para as actividades sexuais, nas sociedades como a Cabo-verdiana, em que os solteiros(as) atingem proporções consideráveis6, e em que o peso da vida em união praticamente não tem aumentado7, verifica-se que a actividade sexual não ocorre necessariamente só no contexto da união. Os Quadros 6.4 e 6.5 apresentam as proporções de mulheres e homens que já tiveram a 1ª relação sexual, segundo diferentes idades exactas e específicas, assim como as idades medianas à 1ª relação sexual. Verifica-se que 50% das mulheres dos 25-49 anos tem a 1ª relação sexual antes dos 18 anos, seja uma idade inferior à idade mediana à 1ª união, o que corrobora a ideia de que a 1ª relação sexual ocorre, em geral, antes da 1ª união. 6 Em Cabo Verde, esta percentagem é cerca de 46% para mulheres e 56% para homens. 7 De 1998 a 2005 a proporção de mulheres a viver em união manteve-se praticamente constante (43%). Nupcialidade e Exposição ao Risco de Gravidez | 83 Quadro 6.4 Idade na primeira relação sexual Percentagem de mulheres e de homens que tiveram relações sexuais pela primeira vez antes de completar a idade de 15, 18, 20, 22 e 25 anos e idade mediana na primeira relação sexual, por grupos etários, IDSR-II, Cabo Verde 2005 Características seleccionadas Percentagem que tive relações sexuais pela 1ª vez antes de completar: Percentagem que nunca teve uma relação sexual Efectivo Idade mediana na 1ª relação sexual 15 18 20 22 25 MULHERES Idade actual 15-19 11,4 na na na na 55,4 1 477 a 20-24 12,5 60,9 83,9 na na 6,9 950 17,3 25-29 15,2 65,8 84,4 91,3 94,5 0,9 728 17,0 30-34 12,5 58,5 78,3 85,7 90,4 1,2 582 17,4 35-39 12,5 52,0 72,8 83,2 89,3 2,0 697 17,9 40-44 7,0 40,6 59,9 77,9 86,8 1,1 600 18,8 45-49 11,0 35,3 58,9 72,5 84,0 2,5 470 19,1 Grupo específico 20-49 12,0 53,9 74,8 na na 2,8 4 028 17,7 25-49 11,8 51,7 72,0 82,9 89,4 1,5 3 078 17,9 HOMENS Idade actual 15-19 32,2 na na na na 31,8 795 a 20-24 22,7 60,4 73,4 na na 3,1 469 17,0 25-29 24,1 64,3 73,2 77,0 78,8 0,6 322 16,8 30-34 23,2 62,8 70,9 76,2 77,0 0,2 272 16,9 35-39 20,6 56,0 66,7 69,0 71,3 0,2 261 17,3 40-44 14,7 43,0 55,0 58,5 60,9 0,3 230 18,7 45-49 12,4 40,4 56,7 62,1 64,9 0,0 162 18,8 Grupo específico 20-49 20,7 56,6 67,9 na na 1,1 1 716 17,3 25-49 19,9 55,2 65,8 69,8 71,7 0,3 1 247 17,5 20-59 20,0 55,3 67,1 na na 1,0 1 849 17,5 25-59 19,1 53,6 65,0 68,9 70,8 0,3 1 380 17,6 na = Não se aplica a = Omitido porque menos de 50 por cento dos entrevistados se uniram pela primeira vez até à idade especificada. Até aos 18 anos, pouco mais de metade (52%) das mulheres dos 25 à 49, já tinha iniciado a vida sexual, proporção que aumenta para 83% aos 22 anos, enquanto que pouco mais de 10% espera para iniciar a vida sexual com mais de 25 anos. Comparando as gerações, verifica-se que a idade mediana à 1ª relação sexual decresce de 19,1 anos na geração mais antiga (dos 45 aos 49 anos), para 17,3 anos nas gerações mais recentes (dos 20 aos 24 anos) corroborando assim, a ideia de que as mulheres estão a ter a 1ª relação sexual, em geral, numa idade cada vez menos avançada. Quanto aos homens, verifica-se que 50% teve a 1ª relação sexual, com no máximo, 17,6 anos (antes dos 18 anos), idade estimada para o grupo dos 25 aos 49 anos8. Esta idade é ligeiramente inferior àquela registada entre as mulheres (17,9 anos). Contudo, pode-se admitir que, tanto nos homens como nas mulheres, metade tem a 1ª relação sexual praticamente à mesma altura (antes dos 18 anos). Relativamente às idades exactas específicas, verifica-se que até aos 18 anos, pouco mais de metade (54%) dos homens já iniciou a vida sexual e, até aos 22 anos esta percentagem aumenta para mais de dois terço (69%), atingindo cerca de 71 % aos 25 anos. Duma maneira geral, verifica-se que é mais provável encontrar rapazes que tenham iniciado a vida sexual até aos 15 e aos 18 anos do que raparigas. Entretanto, ultrapassando estes marcos, as proporções invertem-se. Comparativamente às gerações, verifica-se que a idade mediana à 1ª relação sexual diminui de 18,8 anos nos homens dos 45 aos 49 para 17,3 anos nos dos 35 aos 39 anos, atingindo os 17 anos 8 Grupo etário considerado razoável, sob a hipótese das mulheres estarem mais estáveis em vários aspectos, e, portanto considerado como grupo com menos flutuações em relação à idade na primeira relação sexual. Ou seja grupo de idades considerado menos propensos às mudanças face à união. 84 | Nupcialidade e Exposição ao Risco de Gravidez entre os homens dos 20 aos 24 anos, traduzindo assim a ideia que também os homens estão a ter a 1ª relação sexual, em geral, em idades menos avançadas. Quadro 6.5 Idade mediana na primeira relação sexual Idade mediana à 1ª relação sexual das mulheres de 20-49 e 25-49 anos, e dos homens de 25-59 anos, segundo a idade actual, por características seleccionadas, IDSR-II, Cabo Verde, 2005. Características seleccionadas Idade actual Mulheres 20-49 anos Mulheres 25-49 anos Homens 25-59 anos 20-24 25-29 30-34 35-39 40-44 45-49 Meio de residência Urbano 17,2 16,9 17,4 17,6 18,4 18,5 17,5 17,6 17,1 Rural 17,4 17,2 17,6 18,3 19,5 20,1 18,1 18,3 18,1 Domínio de estudo Santo Antão 16,7 16,3 16,1 17,0 17,7 17,5 16,8 16,8 16,9 São Vicente 16,5 16,2 17,0 16,8 17,9 16,9 16,8 16,9 17,0 São Nicolau 16,3 16,8 16,8 18,2 17,7 17,6 17,1 17,3 23,0 Sal 16,9 16,8 16,8 17,7 18,0 18,2 17,2 17,3 17,5 Boa Vista 16,3 15,6 16,6 15,5 18,5 16,3 16,3 16,3 16,5 Maio 16,7 17,0 17,5 18,7 20,7 21,6 17,9 18,4 22,1 Praia Urbano 17,5 17,2 17,8 17,9 18,2 18,6 17,7 17,8 17,2 Santiago Norte 18,1 17,6 18,1 18,4 20,2 20,9 18,7 19,0 18,4 Resto Santiago 16,8 17,1 17,2 18,3 20,3 19,8 17,8 18,2 17,0 Fogo 18,5 17,8 19,8 19,1 20,3 19,9 19,0 19,2 17,9 Brava 17,0 16,1 17,0 17,8 19,2 19,1 17,4 17,5 17,4 Nível de instrução Sem nível a 17,0 16,6 18,1 18,0 18,7 18,2 18,2 20,7 Básico 16,7 16,7 17,1 17,8 18,7 19,4 17,5 17,7 17,7 Secundário 17,6 17,5 18,1 18,2 20,6 19,4 17,9 18,1 16,7 Pós-secundário 18,3 19,1 19,5 20,2 19,3 18,4 18,9 19,2 17,1 Total 17,3 17,0 17,4 17,9 18,8 19,1 17,7 17,9 17,6 a = Omitido porque menos de 50 por cento dos entrevistados se uniram pela primeira vez até à idade especificada. Tendo com referência a idade mediana à 1ª união, constata-se que as mulheres têm a 1ª relação sexual em média 4,7 anos antes da 1ª união, o que no caso dos homens acontece ainda mais cedo (cerca de 8 anos antes da 1ª união). Relativamente ao meio de residência, os dados do Quadro 6.5 e Gráfico 6.2 não evidenciam variações importantes: a idade mediana à 1ª relação sexual é de 18,3 anos no meio rural contra 17,6 anos no meio urbano. Entretanto, segundo o domínio de estudo as diferenças já são mais visíveis, variando de 16,3 anos na Boa Vista a 19,2 anos no Fogo. Entre as mulheres dos 25 aos 49 anos, verifica-se que quanto mais instruída for a mulher, mais tarde ela inicia as relações sexuais. Isto é, 50% das mulheres com nível básico teve a 1ª relação sexual antes dos 17,7 anos contra 19,2 anos entre as que têm nível superior. Nupcialidade e Exposição ao Risco de Gravidez | 85 Gráfico 6.2 Idade mediana das mulheres à 1ª união e à 1ª relação sexual 17 .9 17 . 6 18 .3 16 .8 16 .9 17 .3 17 .3 1 6 .3 18 .4 17 .8 19 18 .2 1 9 .2 17 .5 18 .2 1 7 .7 18 .1 19 .2 22 .6 2 2 .5 22 .8 2 2 .6 2 4. 4 22 .2 21 .6 2 3. 3 24 20 . 9 20 .9 2 2. 4 22 .2 2 3. 9 25 Ca bo Ve rd e Ur ba no Ru ral Do mí nio de es tu do Sa nto A ntã o Sã o V ice nte Sã o N ico lau Sa l Bo a V ist a M aio Pr aia U rb an o Sa nti ag o N or te Re sto Sa nti ag o Fo go Br av a Ní ve l d e i ns tru çã o Se m nív el Bá sic o Se cu nd ári o Pó s-s ec un dá rio 0 5 10 15 20 25 30 Percentagem Idade 1ª relação Idade 1ª união CVDHS 2005a = Não foi possível calcular a idade mediana a aa Em relação aos homens (Quadro 6.5) os resultados mostram maiores diferenças por meio de residência. Com efeito, entre os homens dos 25 aos 59 anos, os do meio urbano tem a 1ª relação sexual ligeiramente mais cedo do que os do rural (idade mediana de 17,1 para meio urbano, contra 18,1 anos para os do meio rural). Nos domínios da Boa Vista, seguido de Santo Antão e São Vicente, 50% dos homens tem a 1ª relação sexual relativamente mais cedo do que média nacional (até 17,9 anos). Contrariamente, é na ilha de São Nicolau que metade dos homens tem a 1ª relação sexual relativamente mais tarde (23 anos) comparativamente à média nacional. No que concerne o nível de instrução, verifica-se que, entre os homens dos 25 aos 59 anos, a tendência parece ser contrária à das mulheres. Ou seja, metade dos homens mais instruídos tem, em geral, a sua primeira experiência sexual relativamente mais cedo do que metade dos menos instruídos (idade mediana à 1ª relação sexual de 20,7 anos para os sem nível de instrução contra 17,1 anos para os com nivel pós-secundário). 6.4 ACTIVIDADE SEXUAL RECENTE A frequência de relações sexuais é um factor determinante da exposição ao risco de gravidez, sobretudo nas sociedades onde a prevalência contraceptiva moderna é baixa9. Assim, as informações recolhidas sobre a frequência da actividade sexual recente10 podem ser utilizadas para ajustar as medidas de prevenção das gravidezes. Contudo, nem todas as mulheres que já tiveram relações sexuais estão sexualmente activas11. 9 Para Cabo Verde considera-se que a taxa de prevalência contraceptiva é relativamente elevada (cerca de 44%) 10 Actividade sexual tida nas últimas 4 semanas precedentes ao inquérito 11As mulheres e homens são considerados sexualmente activos se tiveram relações sexuais, pelo menos uma vez, nas últimas quatro semanas anteriores ao inquérito. 86 | Nupcialidade e Exposição ao Risco de Gravidez Quadro 6.6 1 Actividade sexual recente por características seleccionadas: Mulheres Percentagem das mulheres que já tiveram relações sexuais, segundo o tempo decorrido desde a última relação sexual, por características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Tempo desde a última relação sexual Nunca tiveram relações sexuais Total Total de mulheres Últimas 4 semanas Último ano1 Há um ano ou mais Sem informação Idade actual 15-19 25,6 13,9 3,8 1,3 55,4 100,0 1 477 20-24 60,3 22,3 8,3 2,3 6,9 100,0 950 25-29 69,0 16,2 9,7 4,2 0,9 100,0 728 30-34 66,7 11,7 13,8 6,6 1,2 100,0 582 35-39 60,8 10,8 20,0 6,5 2,0 100,0 697 40-44 57,3 13,0 20,5 8,2 1,1 100,0 600 45-49 44,2 11,0 35,1 7,2 2,5 100,0 470 Estado civil Nunca casada/unida 31,1 18,2 11,4 2,4 37,0 100,0 2 509 Casada/unida 78,1 8,9 8,6 4,4 0,0 100,0 2 288 Divorciada/separada/viúva 35,5 20,5 33,2 10,9 0,0 100,0 696 Sem informação * * * * * 100,0 13 Duração na união2 (em anos) 0-4 anos 83,7 10,1 3,1 3,0 0,1 100,0 441 5-9 anos 81,2 7,1 8,4 3,3 0,0 100,0 410 10-14 anos 80,6 7,8 9,5 2,0 0,0 100,0 376 15-19 anos 74,1 7,4 12,1 6,4 0,0 100,0 345 20-24 anos 70,7 11,7 12,1 5,5 0,0 100,0 272 25+ anos 56,9 12,9 19,0 11,2 0,0 100,0 154 Casada mais de uma vez 85,0 7,9 2,7 4,3 0,0 100,0 289 Meio de residência Urbano 56,3 15,0 9,6 4,2 14,8 100,0 3 054 Rural 44,8 14,3 17,1 4,4 19,4 100,0 2 451 Domínio de estudo Santo Antão 55,0 17,4 10,0 4,0 13,6 100,0 450 São Vicente 62,8 13,2 6,2 4,3 13,5 100,0 775 São Nicolau 56,7 19,3 9,5 3,6 10,9 100,0 106 Sal 64,0 16,0 4,7 6,2 9,0 100,0 205 Boa Vista (70,9) (17,2) (2,3) (0,1) (9,5) 100,0 47 Maio 56,0 17,9 9,7 3,1 13,3 100,0 87 Santiago 47,1 14,5 15,9 4,1 18,5 100,0 3 279 Praia Urbano 55,8 15,0 11,7 3,9 13,6 100,0 1 325 Santiago Norte 35,7 13,5 20,9 5,7 24,3 100,0 1 163 Resto Santiago 49,6 14,9 15,4 1,9 18,2 100,0 790 Fogo 46,1 13,5 13,5 6,1 20,8 100,0 473 Brava 54,6 15,7 8,3 6,1 15,3 100,0 83 Nível de instrução Sem nível 48,1 8,3 32,3 7,1 4,1 100,0 310 Básico 57,0 14,5 16,0 5,9 6,5 100,0 2 802 Secundário 42,7 15,7 6,6 2,0 33,0 100,0 2 200 Pós-secundário 67,4 16,2 9,7 2,4 4,3 100,0 193 Total 51,2 14,7 13,0 4,3 16,9 100,0 5 505 1 Exclui mulheres com actividade sexual nas últimas quatro semanas 2 Só mulheres actualmente casadas/unidas ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos As mulheres que não estão sexualmente activas podem estar a abster-se de relações sexuais, por se encontrarem no período pós-parto (abstinência pós-parto). Esta e outras razões, nomeadamente a separação do companheiro, a doença etc., são consideradas as principais razões para que mulheres unidas não estejam sexualmente activas. Os Quadros 6.6.1 e 6.6.2 apresentam os dados sobre a actividade sexual dos inquiridos por características seleccionadas, no momento do inquérito. Constata-se que pouco mais de metade (51%) de mulheres são consideradas sexualmente activas pois, declararam ter tido relações sexuais pelo menos uma vez durante as últimas 4 semanas anterior ao inquérito. É mais frequente encontrar mulheres sexualmente activas no grupo etário dos 25 aos 29 anos (69%) do que noutros grupos. Entre as mulheres solteiras, quase três em cada dez (31%) está sexualmente activas no momento do inquérito. Nupcialidade e Exposição ao Risco de Gravidez | 87 Os dados do Quadro 6.6.1 evidenciam variações importantes segundo o meio de residência, sendo mais provável encontrar mulheres sexualmente activas no meio urbano (56%) do que no rural (45%). Esta variação é ainda relativamente mais acentuada por domínio de estudo, pois varia desde um mínimo de 36% em Santiago Norte, até um máximo de 71% na Boa Vista. O nível de instrução, não evidencia relação directa com o facto das mulheres estarem ou não sexualmente activas. Verifica-se que por exemplo que 48% de mulheres sem nível de instrução declara ter tido relações sexuais nas últimas 4 semanas precedentes ao inquérito, o que acontece com 43% das com nível secundário e 67% para as com pós-secundário. A percentagem de mulheres que declara ter tido relações sexuais pelo menos uma vez nas últimas 4 semanas, parece variar inversamente com o tempo na união. Com efeito, de 84% no grupo das que estão unidas desde há 4 anos atrás, diminui para 57% entre as que estão unidas há pelo menos 25 anos, perfazendo uma redução de quase um terço. Relativamente aos homens dos 15 aos 59 anos, o Quadro 6.6.2 mostra que 63% é considerado como sexualmente activos, já que declaram ter tido relações sexuais pelo menos uma vez durante as últimas 4 semanas anteriores ao inquérito. Tanto as mulheres como os homens sexualmente activos estão assimetricamente distribuídos em relação ao grupo de idades central (dos 30 aos 34 anos). Com efeito, entre as mulheres a maior percentagem (69%) situa-se no grupo dos 25 aos 29 anos, enquanto que entre os homens o máximo (86%) se situa no grupo dos 35 aos 39 anos. O mesmo quadro evidencia variações importantes segundo o meio de residência. A percentagem de homens sexualmente activos é maior no meio urbano (67%) do que no rural (57%). Esta proporção varia duma maneira mais acentuada por domínio de estudo, de um mínimo de 54% em Santiago Norte até um máximo de 82% na ilha do Sal. O nível de instrução dos homens também não parece influenciar directamente o estatuto de sexualmente activos. Pois, verifica-se por exemplo que pouco menos de metade (49%) dos sem nível de instrução estão sexualmente activos, 70% no caso dos com nível Básico e 82% entre os com pós- secundário. Contrariamente às mulheres, o tempo em união dos homens não parece ter influência directa no facto de estar ou não sexualmente activos. Por exemplo 93% dos homens que já estão há 4 anos em união, estão sexualmente activos. Esta percentagem abrange quase a totalidade (99%) dos que estão em união há 10 a 14 anos, e ainda cerca de 91% dos que estão em união há 20 a 24 anos. 88 | Nupcialidade e Exposição ao Risco de Gravidez Quadro 6.6.2 Actividade sexual recente por características seleccionadas: Homens Percentagem dos homens que já tiveram relações sexuais, segundo o tempo decorrido desde a última relação sexual, por características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Tempo desde a última relação sexual Nunca tiveram relações sexuais Total Total de homens Últimas 4 semanas Último ano1 Há um ano ou mais Sem informação Idade actual 15-19 27,5 25,3 15,0 0,5 31,8 100,0 795 20-24 67,5 23,0 5,8 0,7 3,1 100,0 469 25-29 77,9 13,0 7,2 1,3 0,6 100,0 322 30-34 84,5 11,4 2,6 1,2 0,2 100,0 272 35-39 86,4 3,2 5,4 4,8 0,2 100,0 261 40-44 82,8 7,3 3,5 6,1 0,3 100,0 230 45-49 82,5 9,0 3,7 4,8 0,0 100,0 162 Estado civil Nunca casado/unido 43,2 24,5 12,9 1,0 18,4 100,0 1 456 Casado/unido 92,7 4,1 0,7 2,4 0,1 100,0 867 Divorciado/separado/viúvo 70,4 16,4 6,0 7,2 0,0 100,0 182 Sem informação * * * * * 100,0 6 Duração na união2 (em anos) 0-4 anos 92,5 7,0 0,0 0,0 0,5 100,0 187 5-9 anos 95,3 2,4 1,6 0,8 0,0 100,0 152 10-14 anos 99,1 0,4 0,2 0,4 0,0 100,0 136 15-19 anos 87,9 5,2 0,0 6,9 0,0 100,0 116 20-24 anos 90,5 3,1 3,7 2,7 0,0 100,0 91 25+ anos 81,9 9,1 0,0 8,9 0,0 100,0 38 Casado mais de uma vez 92,6 3,8 0,0 3,6 0,0 100,0 145 Meio de residência Urbano 66,6 15,3 7,1 2,8 8,3 100,0 1 414 Rural 56,8 18,8 9,5 0,9 14,0 100,0 1 097 Domínio de estudo Santo Antao 61,1 19,5 11,6 3,0 4,8 100,0 268 Sao Vicente 67,1 15,6 7,8 3,0 6,5 100,0 372 Sao Nicolau 64,5 14,7 7,4 4,8 8,6 100,0 66 Sal 82,1 9,0 3,7 1,7 3,5 100,0 116 Boa Vista (65,5) (18,5) (5,1) (5,5) (5,3) 100,0 32 Maio (57,3) (19,1) (13,0) (2,7) (7,9) 100,0 46 Santiago 60,6 17,4 7,9 1,2 13,0 100,0 1 369 Praia Urbano 66,8 16,9 7,1 2,4 6,8 100,0 605 Santiago Norte 53,9 18,4 10,1 0,0 17,6 100,0 437 Resto Santiago 57,9 17,1 6,3 0,4 18,4 100,0 328 Fogo 56,4 15,3 7,8 1,8 18,7 100,0 195 Brava (57,5) (18,0) (9,6) (5,1) (9,8) 100,0 47 Nível de instrução Sem nível (49,0) (22,5) (4,0) (18,9) (5,7) 100,0 36 Básico 70,2 13,4 6,8 2,6 7,1 100,0 1 257 Secundário 51,8 20,8 10,6 0,8 16,0 100,0 1 104 Pós-secundário 81,9 14,0 0,0 1,2 2,9 100,0 114 Total 15-49 62,3 16,8 8,1 2,0 10,8 100,0 2 511 Total 15-59 62,7 16,6 8,3 2,0 10,3 100,0 2 644 ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos 6.5 EXPOSIÇÃO AO RISCO DE GRAVIDEZ Após o nascimento duma criança a exposição ao risco de gravidez depende, de entre outros factores, do retorno da ovulação e da abstinência pós-parto. O tempo que decorre entre o parto e o retorno da menstruação, constituindo o período de “amenorreia pós-parto”, é estimado por intervalo de tempo decorrido desde o nascimento até o retorno da menstruação. Esta duração pode ser influenciada pela intensidade, frequência e a duração do aleitamento materno. A análise destes factores, nesta secção, permite identificar as mulheres “não susceptíveis” de estar expostas ao risco de gravidez e avaliar a duração deste período. Pois, constituem um aspecto importante de diferenciação da fecundidade. Nupcialidade e Exposição ao Risco de Gravidez | 89 Quadro 6.7 Amenorreia, abstinência e não-susceptibilidade pós-parto Percentagem de nascimentos nos últimos três anos anteriores ao inquérito de mães em amenorreia, abstinência e não susceptibilidade pós-parto, por número de meses desde o último nascimento e duração média e mediana de cada, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Número de meses desde o último nascimento Percentagem de nascimentos cujas mães estão em Número de nascimentos Amenorreia Abstinência Não susceptibilidade1 < 2 35,0 36,2 44,4 58 2-3 25,5 18,0 26,9 66 4-5 17,2 8,3 18,9 89 6-7 9,0 10,3 16,3 78 8-9 12,6 3,4 16,0 90 10-11 3,6 7,1 8,8 98 12-13 2,1 8,7 9,0 98 14-15 2,6 8,9 10,6 69 16-17 0,3 4,0 4,4 65 18-19 0,3 0,2 0,5 72 20-21 4,6 9,8 10,8 78 22-23 2,0 2,9 4,8 70 24-25 5,1 0,9 6,0 66 26-27 0,0 5,4 5,4 58 28-29 0,0 0,1 0,1 64 30-31 3,5 7,1 10,0 78 32-33 2,3 1,0 2,3 84 34-35 7,7 8,4 12,4 84 Total 7,2 7,5 11,3 1 363 Média 3,2 3,4 4,7 na Mediana 0,6 0,6 0,7 na Nota: As estimativas das médias e medianas são baseadas na condição actual (momento do inquérito). na = Não se aplica 1 Inclui nascimentos para os quais as mães estão ainda em amenorreia ou se estão abstendo (ou em ambas situações) após o parto, e por isso, insusceptíveis no pós-parto. Uma mulher é considerada como estando no período de “não susceptível pós-parto” e, portanto, menos susceptível ao risco de exposição à gravidez, quando ela não retoma a actividade sexual depois do último nascimento (abstinência pós-parto), ou quando ela está em amenorreia pós- parto (não vê a menstruação depois do nascimento do último filho). Os dados do Quadro 6.7 referem-se aos nascimentos vivos ocorridos nos últimos 3 anos anteriores ao inquérito, cuja mãe está em amenorreia ou em abstinência, ou seja em período de “não susceptibilidade pós-parto”, por número de meses decorridos após o último nascimento. O Quadro apresenta ainda os tempos de duração média e mediana para amenorreia pós parto, a abstinência e o período de “não susceptibilidade”. Em teoria, a distribuição percentual de mulheres em amenorreia, abstinência ou em período de “não susceptibilidade pós-parto” diminui de forma progressiva e lenta, à medida que o tempo decorrido após o nascimento do último filho aumenta. Contudo, este padrão não é claramente visível. Salvaguardada a questão dos efectivos, constata-se que, 11% das inquiridas que deram à luz nos últimos 3 anos precedentes ao inquérito, encontrava-se no período de “não susceptibilidade pós- parto”, 7% encontrava-se em amenorreia pós-parto e 8% em abstinência pós parto. Mais de um terço (35%) das inquiriras declarou ter ficado no máximo 2 meses após o parto sem ver a menstruação (amenorreia pós parto). Por conseguinte, 65% vêem a menstruação antes dos 2 meses. Entre as inquiridas, 4% continua em amenorreia até 10-11 meses após o último nascimento, 2% delas até aos 22-23 meses após o último nascimento e cerca de 8% continua em amenorreia até 34-35 meses após o parto. Contudo, 50% das mulheres não fica mais que 18 dias (0,6 mês) sem ver a menstruação. Culturalmente, em Cabo Verde, a retoma da actividade sexual após o parto é relativamente precoce 90 | Nupcialidade e Exposição ao Risco de Gravidez embora não inferior a 7 dias. Os dados mostram que metade de mulheres não espera mais de 18 dias (0,6 mês) para retomar a actividade sexual. Teoricamente não correm o risco de engravidar durante os primeiros 21 dias (0,7 mês). Cerca de 9% das mulheres que deram à luz nos últimos três anos anteriores ao inquérito não retomou actividades sexuais nos primeiros 12 meses após o nascimento do seu último filho. O Quadro 6.8 mostra a duração mediana da amenorreia, da abstinência pós parto e da não susceptibilidade pós parto à gravidez, segundo características seleccionadas das mulheres. Na ausência da utilização de contraceptivos, ou quando a sua utilização é baixa, a protecção face a uma nova gravidez no período pós-parto ocorre através de dois factores: a frequência elevada do aleitamento materno e abstinência sexual. Enquanto o aleitamento materno prolonga o período de amenorreia, a abstinência sexual pós-parto reduz o risco de gravidez. Neste contexto, as variações no período de amenorreia pós-parto e abstinência são os mais importantes determinantes da fecundidade. Verifica-se que estas variações são mais acentuadas nas mulheres com menos de 30 anos (0,7 mês para amenorreia, 0,8 mês para abstinência), do que nas com idade superior a 30 anos (0,4 mês para os dois períodos). Se por meio de residência não se verificar diferenças significativas quanto à duração da amenorreia, abstinência pós- parto, já nos domínios de estudo constata-se alguma diferença. Quadro 6.8 Duração mediana da não susceptibilidade pós-parto, por características seleccionadas Número mediano de meses em amenorreia, abstinência e não susceptibilidade pós-parto depois dos nascimentos nos últimos três anos, por características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Duração mediana de Nº de nascimentos Amenorreia pós-parto Abstinência pós-parto Não susceptibilidade pós-parto1 Grupo de idades específicas 15-29 0,7 0,8 1,7 930 30-49 0,4 0,4 0,4 434 Meio de residência Urbano 0,5 0,6 0,6 715 Rural 0,6 0,5 0,7 649 Domínios de estudo Santo Antão 0,7 0,7 0,7 109 São Vicente 0,4 0,5 0,5 139 São Nicolau 0,6 0,6 0,6 29 Sal 0,6 0,6 0,6 63 Boa Vista 0,5 0,5 0,5 12 Maio 0,4 0,4 0,4 21 Santiago 0,6 0,6 0,7 846 Praia Urbano 0,4 0,5 0,5 359 Santiago Norte 1,6 0,5 1,6 264 Resto Santiago 0,6 0,8 0,8 224 Fogo 1,4 0,9 1,4 126 Brava 0,7 0,4 0,7 19 Nível de instrução Sem nível 0,4 0,4 0,4 48 Básico 0,6 0,6 0,6 805 Secundário 0,6 0,7 1,6 469 Pós-secundário 0,4 0,4 0,4 41 Total 0,6 0,6 0,7 1 363 Nota: As medianas são baseadas na condição/estado actual (momento do inquérito) 1 Inclui nascimentos para os quais as mães estão ainda em amenorreia ou se abstendo (ou em ambas situações) após o parto, e por isso, insusceptíveis no pós-parto. Nupcialidade e Exposição ao Risco de Gravidez | 91 6.6 MENOPAUSA Teoricamente, a probabilidade de engravidar começa a decrescer com a idade, isto a partir dos 30 anos. O Quadro 6.9 apresenta a percentagem de mulheres dos 30 aos 49 anos que está em menopausa. A menopausa é um importante indicador de término da exposição ao risco de gravidez. Neste estudo, ela foi medida através da percentagem de mulheres dos 30 aos 49 anos que estão em união, mas que não estão grávidas nem estão em amenorreia pós-parto e, que para as quais o último período menstrual ocorreu 6 meses ou mais antes do inquérito. A incidência da menopausa nas mulheres dos 30-49 anos é de cerca de 7% e aumenta rapidamente nos grupos etários mais avançados. De 5% no grupo dos 30-34 anos, aumenta para 11% no grupo dos 46-47 anos, para atingir 24% no grupo dos 48-49 anos. De igual modo, constata-se que nos grupos etários onde geralmente as mulheres ainda são fecundas, algumas estão em menopausa: 6 % tanto no grupo dos 42-43 anos, como no dos 44-45 anos. Quadro 6.9 Menopausa Percentagem de mulheres com 30-49 anos de idade que estão na menopausa, por grupos etários, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Grupo etário Percentagem na menopausa1 Número de mulheres 30-34 5,2 582 35-39 5,0 697 40-41 4,2 255 42-43 6,2 249 44-45 5,8 208 46-47 11,2 199 48-49 23,7 161 Total 6,9 2 350 1 Percentagem de todas as mulheres que não estão grávidas e não estão com amenorreia pós-parto para as quais o último período menstrual ocorreu 6 ou mais meses antes do inquérito. Intenções Reprodutivas e Planeamento da Fecundidade | 93 INTENÇÕES REPRODUTIVAS E PLANEAMENTO DA FECUNDIDADE 7 Francisco Fernandes Tavares, Maria de Lurdes Fernandes Lopes No IDRS-II incluiu-se várias perguntas para investigar as preferências da população entrevistada em relação à reprodução: desejo de ter mais filhos, período de tempo que gostaria de esperar antes de ter um (outro) filho e o número de filhos considerado ideal. Tais dados permitem quantificar as intenções reprodutivas e, combinados com informações sobre o uso de métodos contraceptivos, permitem estimar a procura de anticoncepção, quer para espaçar, quer para limitar nascimentos. A informação sobre a fecundidade desejada e não desejada permite ainda a estimativa do possível impacto que a prevenção dos nascimentos não desejados poderia ter nas taxas globais de fecundidade existentes. 7.1 DESEJO DE TER MAIS FILHOS As perguntas acima referidas foram feitas a todas as mulheres entrevistadas e não laqueadas e a todos os homens entrevistados cujas mulheres não estavam laqueadas. A cada mulher e a cada homem que satisfizessem os critérios anteriormente citados, perguntou-se “se queria ter outro filho, ou preferia não ter mais filhos”. Aos que confirmaram o desejo de ter mais filhos, perguntou-se “quanto tempo queriam esperar para ter outro filho”. Ambas as perguntas foram adaptadas para os casos em que a mulher estivesse grávida ou ainda não tivesse filhos. No primeiro caso, perguntou-se “se gostaria de ter mais filhos após este bebé” e, no segundo, “se gostaria de ter um filho”. O Quadro 7.1.1 apresenta a distribuição percentual de mulheres (unidas e não unidas), segundo o número de filhos vivos, por intenção ou não de ter mais filhos. De cada 100 mulheres unidas, 56 não desejam ter mais filhos. Estas mulheres e as que declararam estar laqueadas (15%) ou estéreis (cerca de 2%), correspondem a 72% de mulheres em união que não pode ou não deseja ter mais filhos. Entre as mulheres em união que declararam desejo de ter um (outro) filho, 7% queria ter um filho logo, 16% queria ter mais tarde e 3% não sabia quando gostaria de ter filhos. Analisando os resultados por número de filhos vivos, incluindo a gravidez em curso, observa-se que a percentagem de mulheres em união que não desejam mais filhos aumenta com o número de filhos vivos e atinge 71% entre as mulheres com seis filhos ou mais. Verifica-se o inverso para as que desejam mais filhos, com valores mais elevados para as mulheres ainda sem filhos. Destas mulheres, 60% quer ter um filho logo, percentagem que diminui para 15% para as mulheres já com um filho e 8% entre aquelas com dois filhos. No que se refere às mulheres que não vivem em união, os dados mostram que em cada cem, 30 não desejam ter mais filhos. Estas mulheres e as que se declararam laqueadas ou estéreis (5%), correspondem a 35% de mulheres que não vivem em união, que não podem ou não desejam ter mais filhos. Entre as que declararam desejo de ter um (outro) filho, 5% queria ter um filho logo, 49% queria ter mais tarde e, 10% não sabia quando gostaria de o ter. Analisando por número de filhos vivos, incluindo a gravidez em curso, observa-se que a percentagem dessas mulheres que não desejam ter mais filhos aumenta com o número de filhos vivos e diminui no sexto filho, atingindo 80%. Verifica-se o inverso para as que desejam mais filhos, com valores mais elevados para as mulheres ainda sem filhos. Destas mulheres, 7% quer ter um filho logo, percentagem que diminui para 6% entre as mulheres já com um filho, e 3% entre aquelas com dois filhos (Gráfico 7.1). 94 | Intenções Reprodutivas e Planeamento da Fecundidade Quadro 7.1.1 Preferência de fecundidade por número de filhos vivos: Mulheres Distribuição percentual de mulheres (unidas e não unidas) segundo o número de filhos sobreviventes, por desejo de ter filhos, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Desejo de ter filhos Número de filhos sobreviventes1 Total 0 1 2 3 4 5 6+ MULHERES CASADAS/UNIDAS Quer mais filhos Ter outro logo2 59,5 14,7 7,7 2,1 1,5 0,8 1,1 7,4 Ter outro mais tarde3 22,2 56,4 15,8 7,7 1,2 0,3 0,0 15,7 Ter outro, mas indecisa quando 10,9 8,2 3,2 3,5 0,9 0,0 0,9 3,4 Indecisa quanto a ter 0,7 1,5 3,0 1,6 0,3 0,8 0,6 1,5 Não quer mais filhos 1,2 17,1 62,2 67,4 66,8 67,5 71,2 55,6 Laqueada 0,0 1,1 7,2 16,9 27,1 27,1 24,6 14,8 Declarou-se estéril 5,6 0,9 0,7 0,9 2,0 3,5 1,7 1,6 NS/NR 0,0 0,0 0,2 0,0 0,2 0,0 0,0 0,1 Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 Número de mulheres 86 391 521 425 313 230 321 2 288 MULHERES NÃO CASADAS/UNIDAS Quer mais filhos Ter outro logo2 6,8 6,2 3,4 2,9 3,2 0,0 0,0 5,4 Ter outro mais tarde3 71,9 51,5 13,5 9,3 0,5 0,0 0,0 48,7 Ter outro, mas indecisa quando 14,9 9,8 3,7 1,6 0,9 0,0 0,0 10,0 Indecisa quanto a ter 0,7 2,8 1,6 0,9 0,8 0,3 1,8 1,3 Não quer mais filhos 5,1 28,3 67,6 73,0 75,5 82,1 79,8 29,9 Laqueada 0,0 0,4 5,2 11,3 18,4 15,2 16,9 3,4 Declarou-se estéril 0,5 1,0 4,7 1,1 0,7 2,4 1,5 1,2 NS/NR 0,1 0,0 0,2 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 Número de mulheres 1 630 625 363 224 161 98 112 3 214 1 Inclui mulheres grávidas 2 Deseja próximo filho dentro de dois anos 3 Deseja próximo filho após dois anos Gráfico 7.1 Distribuição percentual de mulheres unidas e não unidas segundo a preferência pela fecundidade, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 1 3 30 10 49 5 64 2 15 56 3 16 7 27 Esteril Laqueada Nao quer mais filhos Ter outro, mas indecisa quando Ter outro mais tarde Ter outro logo Quer mais filhos 0 20 40 60 80 100 Percentagem Unidas Nao unidas CVDHS 2007 Intenções Reprodutivas e Planeamento da Fecundidade | 95 No que se refere aos homens, o Quadro 7.1.2 indica que entre os que se encontram em união, uma percentagem menor relativamente às mulheres (63%) não quer mais filhos ou não pode tê-los, nomeadamente por razões relativas à laqueação ou menopausa da parceira (esterilidade dele ou dela, ver o Quadro 7.1.2). Cerca de 33% dos homens unidos expressa o desejo de ter mais filhos, dos quais, 5% deseja tê-los logo, 21% mais tarde e 7% não sabe quando. Cerca de 20% dos homens que não têm filhos expressa o desejo de tê-los logo, 21% expressa o desejo de tê-los um pouco mais tarde e 42% está indeciso quando tê-los. Como ocorre com as mulheres, a percentagem de homens que não querem mais filhos, aumenta com o número de filhos vivos, diminui no quinto filho e atinge 78% entre aqueles com seis filhos ou mais. Entre os homens não unidos, a percentagem dos que não quer mais filhos ou não pode tê-los é pequena quando comparada com a dos homens em união (10%). Com efeito, uma grande maioria (71%) expressa o desejo de ter mais filhos, dos quais, 7% deseja tê-los logo, 49% mais tarde e 15% não sabe quando. Como ocorre com as mulheres, à medida que aumenta o número de filhos vivos, a percentagem de homens que não quer mais filhos também aumenta. Quadro 7.1.2 Preferência de fecundidade por número de filhos vivos: Homens Distribuição percentual de homens (unidos e não unidos) segundo o número de filhos sobreviventes, por desejo de ter filhos, Cabo Verde, IDRS-II, 2005 Desejo de ter filhos Número de filhos sobreviventes Total 0 1 2 3 4 5 6+ HOMENS CASADOS/UNIDOS Quer mais filhos Ter outro logo 20,0 10,8 4,4 3,6 0,0 2,0 2,0 4,8 Ter outro mais tarde 20,9 67,4 28,0 12,8 9,6 9,9 1,9 21,1 Ter outro, mas indeciso quando 41,7 9,5 10,0 5,7 1,4 1,5 1,6 7,2 Indeciso quanto a ter 0,0 1,8 6,5 5,8 2,1 1,2 4,6 3,8 Não quer mais filhos 9,9 10,3 41,9 62,0 71,4 64,9 78,2 52,8 Parceira laqueada 5,2 0,0 7,8 9,9 14,3 19,2 11,1 9,6 Declarou-se esteril (ele ou ela) 0,5 0,1 1,1 0,1 1,1 1,4 0,6 0,7 NS/NR 1,7 0,0 0,2 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 Número de homens 55 146 184 140 114 103 230 973 HOMENS NÃO CASADOS/UNIDOS Quer mais filhos Ter outro logo 8,0 6,6 5,4 3,8 0,0 0,0 2,2 7,4 Ter outro mais tarde 54,0 44,2 33,1 11,1 0,0 2,5 0,0 48,8 Ter outro, mas indeciso quando 13,2 28,4 16,2 19,1 0,0 10,7 2,0 14,9 Indeciso quanto a ter 1,6 3,0 9,4 8,4 3,9 0,0 3,6 2,4 Não quer mais filhos 1,9 15,5 32,4 54,0 96,1 83,6 84,1 9,2 Parceira laqueada 0,1 0,5 0,0 0,0 0,0 3,2 4,4 0,2 Declarou-se esteril (ele ou ela) 0,0 0,6 2,3 1,9 0,0 0,0 0,0 0,2 NS/NR 21,3 1,3 1,2 1,5 0,0 0,0 3,7 16,8 Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 Número de homens 1 288 191 97 40 7 10 39 1 672 As percentagens de mulheres unidas que não desejam ou não podem ter mais filhos por características sócio-demográficas, encontram-se no Quadro 7.2. Independentemente do subgrupo populacional analisado (última linha do quadro), a percentagem das mulheres que não desejam mais filhos aumenta com o número de filhos vivos, passando de 5% entre as sem filhos a 96% entre aquelas com seis filhos ou mais. O meio de residência não determina diferenças significativas em matéria de limitação do número de filhos, ou seja, o desejo de não ter mais filhos. Assim, 48% e 49% das mulheres dos meios urbano e rural, respectivamente, não desejam ter mais filhos e esta proporção cresce com o número de filhos sobreviventes num ou noutro meio de residência, passando de 3% a 7%, respectivamente entre as mulheres sem filhos dos dois meios de residência, a 97% e 95% entre as com 6 filhos ou mais. No que se refere aos domínios de estudo, Santiago Norte e Resto Santiago (ambos com 43%), Boavista (44%) e São Vicente (47%) constituem o grupo onde é menor a proporção de mulheres que não querem ter mais filhos, verificando-se o contrário no Sal (58%) e no Maio (61%). Globalmente, a proporção de mulheres unidas que não deseja mais filhos cresce com o número de filhos 96 | Intenções Reprodutivas e Planeamento da Fecundidade sobreviventes, mas importa destacar o caso de alguns domínios de estudo, como o Maio, Fogo e Brava, onde são relativamente elevadas as proporções de mulheres sem filhos que não os deseja ter. Cerca de 41%, 12% e 13% das mulheres destas ilhas que não têm filhos não expressam desejo de os ter. A proporção das mulheres em união que não desejam ter mais filhos diminui com o aumento do nível de instrução, passando de 86% entre as sem nenhuma instrução a 36% entre as com nível pós-secundário. A proporção das que possuem o nível secundário e que não deseja ter mais filhos (22%) é cerca de 14 pontos percentuais inferior à das com nível pós-secundário, e deve-se, pelo menos em parte, ao facto daquelas serem predominantemente adolescentes. Importa ainda destacar que embora a proporção das que não desejam ter mais filhos cresça com o número de filhos, independentemente do nível de instrução, a proporção de mulheres sem filhos que não os deseja ter é particularmente elevada entre as sem nenhuma instrução (47%). Quadro 7.2 Desejo de não ter mais filhos Percentagem de mulheres unidas que não deseja ter um (outro) filho segundo o número de filhos sobreviventes por meio de residência, domínio e nível de instrução, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Número de filhos sobreviventes Total 0 1 2 3 4 5 6+ Meio de residência Urbano 3,1 25,6 71,4 87,6 95,2 94,9 97,4 48,4 Rural 7,2 23,4 69,9 79,1 92,2 95,9 95,0 49,1 Domínio de estudo Santo Antão 1,2 28,1 78,4 91,2 93,6 100,0 97,1 53,6 São Vicente 4,0 28,6 80,4 92,1 96,6 100,0 100,0 47,3 São Nicolau 4,1 29,0 73,5 97,4 91,8 96,9 100,0 53,6 Sal 3,2 34,5 78,4 93,5 94,3 92,7 91,6 58,0 Boa Vista 0,0 15,4 70,4 94,3 100,0 100,0 100,0 43,6 Maio 40,5 37,3 62,4 85,8 97,6 100,0 100,0 61,3 Santiago 3,7 21,0 66,0 79,2 92,3 94,1 94,8 46,1 Praia Urbano 2,2 26,0 69,3 89,5 96,4 92,2 96,3 50,9 Santiago Norte 4,2 17,5 65,0 69,1 90,7 96,8 95,5 43,0 Resto Santiago 5,0 17,4 61,1 73,7 86,3 93,3 92,4 42,6 Fogo 11,9 29,3 77,9 87,1 100,0 95,0 98,0 56,5 Brava 13,8 44,3 83,4 82,1 96,8 80,4 96,1 55,9 Nível de instrução Sem nível 47,0 54,7 67,6 85,3 88,0 100,0 93,8 85,5 Básico 9,8 27,7 70,1 82,4 95,5 94,4 96,8 66,5 Secundário 3,2 21,6 70,5 90,3 85,8 96,7 92,7 22,1 Pós-secundário 1,1 18,4 84,5 86,0 100,0 100,0 - 35,6 Total 4,9 24,7 70,8 84,1 93,9 95,4 96,0 48,7 OBS: Inclui mulheres laqueadas e actualmente grávidas Intenções Reprodutivas e Planeamento da Fecundidade | 97 Gráfico 7.2 Percentagem de mulheres unidas que não desejam ter mais filhos por domínios de estudo 43 43 44 46 47 49 51 54 54 56 57 58 61 Re sto ST St No rte Bo a V ist a Sa nti ag o S. Vic en te Ca bo V erd e PR U rb an o Sa nto A nta o S. Ni co lau Br av a Fo go Sa l Ma io Dominios de estudo 0 10 20 30 40 50 60 70 Percentagem CVDHS 2005 7.2 PROCURA E NECESSIDADE DE SERVIÇOS DE PLANEAMENTO FAMILIAR O Inquérito Demográfico e de Saúde Reprodutiva é hoje um instrumento valioso para a avaliação das políticas e investimentos, mas também para a correcção e delineamento de estratégias e, sobretudo, a focalização das intervenções e o dimensionamento dos recursos para a área da saúde reprodutiva. Assim, a avaliação da demanda de planeamento familiar é essencial para o conhecimento da demanda insatisfeita, tanto para o espaçamento quanto para a limitação dos nascimentos, e ainda, da demanda satisfeita, que corresponde à prevalência contraceptiva. Não obstante os ganhos que Cabo Verde conheceu no domínio do planeamento familiar, a saúde reprodutiva dos adolescentes dos 15-19 anos deve ser motivo de atenção. Assim, o conhecimento do perfil da demanda insatisfeita, especialmente de grupos que maior atenção requerem, como é o caso dos adolescentes, fornece suporte informacional à focalização das intervenções, visando conferir às pessoas capacidade de decisão racional sobre o momento do início da vida reprodutiva, o número de filhos a ter e o respectivo espaçamento. O esquema que se segue representa a demanda total de planeamento familiar para mulheres unidas, com as respectivas componentes. Esta é a soma da necessidade insatisfeita e da necessidade satisfeita ou seja a prevalência. A necessidade insatisfeita de planeamento familiar compreende as mulheres não estéreis que declaram que não desejam ter mais filhos ou que querem esperar dois ou mais anos até voltar a engravidar, mas que não estão a utilizar qualquer método contraceptivo. Inclui também as mulheres que estavam grávidas na altura da entrevista, caso a gravidez fosse indesejada ou desejada para mais tarde. Este grupo inclui ainda as mulheres em amenorreia cujo último filho não foi planeado ou era desejado para mais tarde. A necessidade satisfeita de planeamento familiar compreende as mulheres que estavam a utilizar métodos contraceptivos na altura do inquérito, para espaçar os nascimentos ou para os limitar, ou seja para não ter mais filhos. 98 | Intenções Reprodutivas e Planeamento da Fecundidade O Quadro 7.3 apresenta a distribuição de mulheres unidas por demanda total de planeamento familiar, com necessidade insatisfeita e satisfeita, bem como a percentagem da demanda satisfeita, por características seleccionadas. A demanda de planeamento familiar pelas mulheres unidas é elevada (78%) sendo que o essencial dessa demanda é satisfeito. Verifica-se também que entre estas é nítida a preferência para limitar os nascimentos (57%), valor correspondente a cerca de 72% da demanda total. A necessidade satisfeita é cerca de 61%, sendo em 46% para não ter mais filhos e 15% para espaçar os nascimentos. A percentagem da demanda satisfeita cresce com a idade, passando de 70% entre as adolescentes dos 15-19 anos a 84% entre as mulheres de 45-49 anos de idade. O uso actual de métodos aumenta com a idade, passando de 55% entre as adolescentes de 15-19 anos a 67% entre as mulheres de 30-34 anos e diminui a partir dessa idade. O uso de métodos contraceptivos para não ter mais filhos continua elevado entre essas mulheres aos 44 anos (63%), tão consequente é a determinação dessas de limitar a sua procriação. O mesmo Quadro confirma o facto de que também as mulheres unidas mais instruídas têm melhor domínio da sua saúde reprodutiva e assim aproveitam melhor os serviços disponíveis para decidir sobre o número de filhos que querem ter e o espaçamento. Assim, a necessidade satisfeita aumenta com o nível de instrução, passando de 52% entre as mulheres sem nenhuma instrução a 78% entre as com nível pós-secundário. Por consequência, muito embora a demanda seja globalmente elevada entre as mulheres unidas (78%), aumenta à medida que aumenta o nível de instrução, tal como acontece com a percentagem de demanda satisfeita que passa de 81% entre as mulheres sem nenhuma instrução e 94% entre as com nível pós-secundario. Quadro 7.3 Necessidade de planeamento familiar para mulheres unidas (casadas ou em união de facto) Distribuição percentual de mulheres unidas com necessidade insatisfeita e satisfeita, segundo a demanda total de planeamento familiar, por características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Necessidade insatisfeita de planeamento familiar Necessidade satisfeita de planeamento familiar (usuárias actuais) Demanda total de planeamento familiar Percentagem de demanda satisfeita Número de respondentes Para espaçar Para limitar Total Para espaçar Para limitar Total Para espaçar Para limitar Total Grupo etário 15-19 21,7 1,6 23,3 42,9 12,4 55,3 64,7 13,9 78,6 70,4 120 20-24 17,7 2,9 20,6 37,3 25,6 63 55 28,6 83,6 75,3 289 25-29 10,1 10,6 20,7 26,4 34,5 60,8 36,5 45 81,5 74,6 405 30-34 4,7 12,4 17,2 14,2 53 67,2 19 65,4 84,4 79,7 372 35-39 2,1 14,6 16,7 5,5 60,1 65,6 7,6 74,7 82,3 79,7 422 40-44 0,4 12,7 13,1 0,9 62,4 63,2 1,3 75,1 76,3 82,8 403 45-49 0 8,7 8,7 0 45,7 45,7 0 54,4 54,4 84 277 Meio de residência Urbano 5,6 8,7 14,4 17,3 50,1 67,5 23 58,9 81,9 82,4 1 260 Rural 7,4 12,2 19,6 12,4 41,4 53,8 19,8 53,6 73,4 73,3 1 027 Domínio de estudo Santo Antão 2,6 8,6 11,2 12,1 61 73,1 14,7 69,6 84,3 86,7 159 São Vicente 4,2 4 8,2 17,1 62,9 80 21,3 66,9 88,2 90,7 298 São Nicolau 6,1 11,9 18 5,6 60,8 66,4 11,7 72,7 84,4 78,7 39 Sal 7,7 10,2 17,9 15,4 59,3 74,8 23,1 69,5 92,6 80,7 107 Boa Vista 4,8 6,3 11,1 24 49,2 73,3 28,9 55,5 84,4 86,8 20 Maio 5,3 11,4 16,8 12,3 42,7 54,9 17,6 54,1 71,7 76,6 44 Santiago 6,9 11,6 18,5 15,5 38,9 54,4 22,4 50,5 72,9 74,6 1 356 Praia Urbano 5,5 11,5 17,1 16,5 46,2 62,7 22 57,8 79,8 78,6 603 Santiago Norte 8,8 12,6 21,4 12,8 29,2 42 21,6 41,8 63,4 66,2 469 Resto Santiago 6,7 10,2 16,9 17,8 39,2 57 24,5 49,4 73,9 77,2 283 Fogo 9,1 11,2 20,3 13,8 49,1 62,9 22,9 60,3 83,2 75,6 229 Brava 4,2 14,8 19 14,4 48,5 62,9 18,7 63,3 82 76,8 36 Nível de instrução Sem nível 0,4 12,1 12,5 2,1 49,9 51,9 2,5 62 64,4 80,6 186 Básico 5,7 12,4 18,2 10,6 48,7 59,3 16,3 61,2 77,5 76,6 1 517 Secundário 11,7 4,4 16,1 30,4 37,6 68 42,1 42 84,2 80,8 492 Pós-secundário 1,5 3,4 4,9 34,2 43,4 77,6 35,7 46,8 82,5 94,1 93 Total 6,4 10,3 16,7 15,1 46,2 61,3 21,5 56,5 78,1 78,6 2 288 No cômputo geral, a necessidade insatisfeita é quase 17%, sendo 6% para espaçar e 10% para limitar os nascimentos. A necessidade insatisfeita diminui com a elevação do nível de instrução, sendo por exemplo de 12% entre as mulheres sem nenhuma instrução e de 4% entre as mulheres com nível secundário ou mais. Intenções Reprodutivas e Planeamento da Fecundidade | 99 A necessidade insatisfeita de planeamento familiar é mais elevada no meio rural (20%) do que no meio urbano (14%). O uso actual de planeamento familiar é de cerca de 68% no meio urbano, suplantando em 14 pontos percentuais o valor para o meio rural (54%). A demanda total do meio rural é de 73%, ou seja, cerca de 9 pontos percentuais abaixo do nível do meio urbano. Assim, a oferta de serviços deve procurar focalizar melhor o meio rural onde cerca de 27% da demanda total não é satisfeita, o que corresponde a cerca de 9 pontos percentuais acima do valor do meio urbano. No que se refere aos domínios de estudo, verifica-se que a demanda de planeamento familiar pelas mulheres unidas é relativamente elevada em todos os domínios, mas com desníveis variando entre um mínimo de 63% em Santiago Norte e um máximo de 93% no Sal. Os desníveis são ainda maiores em matéria de demanda insatisfeita, o que traduz desigualdades em matéria de oferta de serviços, e por consequência na fruição do direito à saúde reprodutiva. No Fogo e em Santiago Norte, a demanda insatisfeita de planeamento familiar é de 20% e 21% respectivamente (máximos nacionais), cerca de 2,5 e 2,6 vezes o nível de São Vicente, que detém o nível mínimo (8%). Em São Vicente, cerca de 80% das mulheres em união usam actualmente um método anticoncepcional para o planeamento da fecundidade e é assim a ilha com maior prevalência contraceptiva entre estas mulheres. Seguem-se-lhe as ilhas do Sal (75%), Santo Antão e Boavista (73%), detendo Santiago Norte o menor nível de prevalência (42%). 7.3 NÚMERO IDEAL DE FILHOS No IDRS-II incluiu-se algumas questões sobre as preferências da população entrevistada em relação ao número ideal de filhos. Para tal, a todos os entrevistados com filhos perguntou-se: “Se pudesse voltar atrás, para o tempo em que não tinha nenhum filho e se pudesse escolher o número de filhos, qual seria esse número?”. Para os entrevistados ainda sem filhos, perguntou-se simplesmente “se pudesse escolher, quantos filhos gostaria de ter”. O Quadro 7.4 apresenta o número ideal médio de filhos declarado pelas mulheres e pelos homens entrevistados, segundo o número de filhos vivos que têm. O mesmo indica que o número real de filhos segundo o número ideal, permite a classificação dos inquiridos em três categorias: os que declararam tamanho ideal de filhos maior que o tamanho real; os que declararam tamanho ideal menor que o tamanho real; e aqueles cujo tamanho ideal é igual ao tamanho real. A preferência das mulheres e dos homens tende a convergir para 2 filhos, especialmente entre os que não têm filhos ou têm apenas um. Assim, cerca de 56% das mulheres e 48% dos homens desejam esse número de filhos, sendo a preferência de 61% e 69% entre as mulheres com um filho ou sem filhos respectivamente, e de 50% e 52% entre os homens com esse número de filhos. O número ideal médio de filhos declarado pelas mulheres em união é ligeiramente superior ao declarado por todas as mulheres (2.8 contra 2.5 filhos). Em relação aos homens observa-se que em ambos os casos existe um ideal por um maior número de filhos, quando comparado com as mulheres, embora se verifique que, como no caso das mulheres, os homens unidos apresentam uma ligeira preferência por um número maior de filhos que todos os homens (2,9 e 2,7 respectivamente). Para ambos os sexos e para as duas categorias analisadas, a preferência por um número maior de filhos cresce com o número de filhos vivos, o que revela que homens e mulheres mais velhos tendem a desejar um tamanho maior de família comparativamente com os mais novos. 100 | Intenções Reprodutivas e Planeamento da Fecundidade Quadro 7.4 Número ideal de filhos Distribuição percentual de entrevistados (mulheres e homens) segundo o número de filhos sobreviventes, por número ideal e número médio de filhos, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Número ideal de filhos Número de filhos sobreviventes 0 1 2 3 4 5 6+ Total MULHERES 0 3,2 2,2 1,4 0,9 2,9 0,9 2,3 2,2 1 6,8 9,3 6,6 10,4 5,6 4,3 4,4 7,2 2 68,6 60,7 56,8 36,4 47,8 48,6 36,9 56,0 3 13,8 16,8 15,8 27,2 6,3 14,8 16,0 15,8 4 6,1 8,7 15,1 19,0 27,5 15,0 22,8 13,2 5 0,3 0,3 1,4 1,8 3,8 6,8 3,3 1,6 6+ 0,4 0,7 0,8 2,3 3,0 5,2 9,9 2,0 Resposta não numérica 0,9 1,2 2,1 2,1 3,1 4,3 4,4 2,0 Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 Número de mulheres 1 717 1 017 885 650 475 328 433 5 505 Número médio ideal de filhos Todas as mulheres 2,2 2,3 2,4 2,7 2,8 2,9 3,2 2,5 Número 1 701 1 004 866 637 461 314 414 5 396 Mulheres unidas 3,0 2,4 2,5 2,8 2,9 2,9 3,3 2,8 Número 85 389 517 418 299 218 309 2 235 HOMENS 0 0,6 0,3 2,7 0,6 0,5 1,7 0,7 0,8 1 4,2 8,5 2,1 4,6 4,2 2,3 3,7 4,5 2 52,3 50,2 46,1 24,8 39,7 39,5 42,5 47,7 3 21,2 19,8 26,7 34,0 10,6 20,6 19,7 21,9 4 15,8 15,2 16,1 27,8 37,3 15,9 14,0 17,3 5 2,3 2,6 3,5 0,9 2,5 10,9 4,5 2,9 6+ 1,0 1,1 0,8 3,4 1,4 7,8 9,2 2,1 Resposta não numérica 2,6 2,4 2,0 3,7 3,8 1,3 5,8 2,8 Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 Número de homens 1 334 333 266 168 106 101 203 2 511 Número médio ideal de filhos Todos os homens 2,6 2,6 2,7 3,1 3,0 3,2 3,2 2,7 Número de homens 1 300 325 261 161 102 100 192 2 440 Homens unidos 2,7 2,5 2,7 3,1 3,0 3,2 3,3 2,9 Número 51 140 170 123 98 91 163 836 OBS: Incluiu mulheres grávidas O número ideal médio de filhos de todas as mulheres e homens entrevistados, encontra-se apresentado no Quadro 7.5, descriminado por segundo grupo etário e por características sócio- demográficas. A preferência em termos do número de filhos apresenta uma pequena diferença entre o meio urbano e rural. O número ideal médio de filhos é de 2,4 para as mulheres urbanas e 2,6 para as rurais. Para os homens, este número é de 2,6 no meio urbano e 2,8 no meio rural. Segundo os domínios de estudo verifica-se que as mulheres de Santiago Norte declararam desejo por um número maior de filhos (2,9) do que as mulheres dos outros domínios, destacando-se as da Brava, que declaram desejo por 1,9 filhos. Em relação aos homens, os de Santiago e Santiago Norte (ambos 2,9) e os do Resto Santiago (3,0) declaram um número ideal de filhos maior. A preferência por um menor número ideal de filhos verifica-se em São Vicente, São Nicolau e Brava (2,4 filhos). O nível de instrução tem relação inversa com o número ideal médio de filhos declarado. Mulheres e homens com maiores níveis de instrução declaram desejo por um número ideal de filhos menor do que aqueles com menores níveis de instrução. Entre as mulheres com nível pós-secundário, o número ideal médio de filhos é de 2,3, enquanto que para aquelas sem instrução esse número é 3,1. Entre os homens, 2,5 é o número ideal médio para aqueles com pós-secundário e 3,2 para aqueles sem instrução. Intenções Reprodutivas e Planeamento da Fecundidade | 101 Quadro 7.5 Número ideal médio de filhos por características sócio-demográficas Numero ideal médio de filhos para todas as mulheres e homens entrevistados segundo o grupo etário por características sócio-demográficas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Grupos etários Total 15-19 20-24 25-29 30-34 35-39 40-44 45-49 MULHERES Meio de residência Urbano 2,1 2,2 2,3 2,5 2,6 2,7 2,9 2,4 Rural 2,2 2,3 2,4 2,6 2,8 3,3 3,5 2,6 Domínio de estudo Santo Antão 2,1 2,1 2,1 2,5 2,4 3,5 3,5 2,4 São Vicente 2,0 2,0 1,9 2,1 2,2 2,3 2,4 2,1 São Nicolau 2,1 2,3 2,2 2,4 2,8 2,5 2,7 2,4 Sal 2,0 1,9 2,4 2,2 2,2 2,2 2,8 2,2 Boa Vista 2,0 2,3 2,1 2,5 2,8 2,6 2,2 2,3 Maio 1,9 2,2 2,4 2,7 3,0 3,1 3,2 2,5 Santiago 2,3 2,4 2,5 2,8 2,8 3,1 3,5 2,6 Praia Urbano 2,2 2,3 2,4 2,8 2,5 2,6 3,0 2,5 Santiago Norte 2,4 2,5 2,7 2,9 3,2 3,6 3,9 2,9 Resto Santiago 2,2 2,4 2,4 2,6 2,8 3,1 3,4 2,6 Fogo 2,0 2,2 2,2 2,3 2,7 3,4 3,2 2,5 Brava 1,8 1,8 1,8 2,0 2,0 2,2 1,7 1,9 Nível de Instrução Sem nível 1,0 2,0 3,2 2,7 2,7 2,9 3,5 3,1 Básico 2,1 2,3 2,4 2,6 2,7 3,0 3,3 2,6 Secundário 2,2 2,2 2,2 2,3 2,4 2,8 2,5 2,2 Pós-secundário 2,0 2,2 2,2 2,2 2,5 2,7 2,3 2,3 Total 2,2 2,3 2,3 2,6 2,7 3,0 3,2 2,5 HOMENS Meio de residência Urbano 2,5 2,5 2,5 2,5 2,7 3,1 3,0 2,6 Rural 2,7 2,8 2,8 2,9 2,6 3,2 3,4 2,8 Domínio de estudo Santo Antão 2,4 2,6 2,4 2,6 2,4 2,9 2,5 2,5 São Vicente 2,2 2,4 2,6 2,4 2,2 2,6 3,1 2,4 São Nicolau 2,6 2,5 2,4 2,5 2,1 1,7 2,4 2,4 Sal 2,5 2,4 2,5 2,4 3,1 2,2 3,4 2,5 Boa Vista 2,4 2,6 2,7 2,3 2,1 3,1 1,9 2,5 Maio 2,7 2,4 2,4 2,8 2,8 2,6 2,8 2,6 Santiago 2,8 2,8 2,7 2,9 2,9 3,6 3,3 2,9 Praia Urbano 2,7 2,7 2,5 2,7 2,9 3,7 3,2 2,8 Santiago Norte 2,8 3,0 2,9 3,3 2,7 3,4 3,3 2,9 Resto Santiago 2,8 2,8 3,1 3,0 3,1 3,6 3,8 3,0 Fogo 2,5 2,5 2,4 2,5 2,7 3,3 4,2 2,7 Brava 2,5 2,3 2,3 2,4 2,6 2,5 2,3 2,4 Nível de Instrução Sem nível 2,6 2,0 3,7 1,2 2,0 2,2 3,7 3,2 Básico 2,7 2,7 2,7 2,8 2,8 3,2 3,3 2,9 Secundário 2,6 2,6 2,4 2,2 2,5 2,8 2,7 2,6 Pós-secundário 2,0 2,5 2,9 2,6 2,0 2,2 2,6 2,5 Total 2,6 2,7 2,6 2,7 2,7 3,1 3,2 2,7 7.4 PLANEAMENTO DA FECUNDIDADE A quantificação da gravidez inoportuna e da fecundidade indesejada fornecem elementos importantes para a compreensão da capacidade de planeamento dos nascimentos que os casais possuem e também do grau de sucesso no controlo da fecundidade. Para tanto, no IDSR-II procurou- se saber de todas as mulheres que se encontravam grávidas ou tinham tido um filho nos últimos cinco anos precedentes ao inquérito, se queriam tê-lo nessa altura, se queriam tê-lo mais tarde ou então se não desejavam mesmo ter esse filho. O Quadro 7.6 apresenta a distribuição percentual dos nascimentos de mulheres unidas, ocorridos nos últimos 5 anos anteriores ao inquérito, segundo a intenção da mãe, por ordem de nascimento e idade da mãe ao nascimento. A maioria (56%) desses nascimentos não era desejada naquela altura ou indesejada, o que revela um nível relativamente elevado de fracasso dos casais no planeamento da sua fecundidade. Nos casais, apenas 43% dos nascimentos foram planificados, nos 102 | Intenções Reprodutivas e Planeamento da Fecundidade últimos cinco anos. A análise da intenção reprodutiva por ordem de nascimento revela que, certamente, porque os casais desejam limitar o número de filhos, a proporção de crianças desejadas vai diminuindo com a ordem dos nascimentos. Assim, no caso do primeiro filho, quase todos os nascidos nos últimos cinco anos (96%) são filhos desejados, muito embora, cerca de 46% destes fosse planeado para mais tarde. A proporção de filhos desejados passa assim de 96% para o primeiro filho a 77% para os de ordem três a 46% entre os de ordem 4 ou mais. Como se pode aferir da leitura do mesmo Quadro, as crianças são tanto mais desejadas quanto mais jovem for a respectiva mãe, pelo menos em parte porque estas estão no início da vida reprodutiva. Assim, a proporção de crianças nascidas nos últimos cinco anos e que foram desejadas (planificadas) é de 39% entre as mães com menos de 20 anos. Essa proporção vai crescendo com a idade até aos 29 anos, eventualmente por esta faixa etária ser a de menor risco para a procriação. Nestas faixas etárias, mais jovens concluíram os estudos, casaram ou passaram a viver em união de facto, e estão prontas a iniciar a procriação, atingindo o máximo na faixa etária dos 20-24 anos. A partir dos 30 anos, a maioria já teve os filhos que deseja, a criação destes acarreta encargos e assim vai diminuindo a proporção de filhos desejados, atingindo cerca de 29% entre as crianças nascidas de mulheres dos 40-44 anos, e cerca de 10% entre aquelas de 45-49 anos. Por consequência, a proporção de filhos indesejados, aumenta com a idade, passando de 6% entre as crianças cujas mães têm menos de 20 anos, a 38% entre as cujas mães têm 30 a 34 anos, sendo igual ou superior a 60% entre as crianças cujas mães têm 40 anos ou mais. Quadro 7.6 Intenção reprodutiva Distribuição percentual dos nascimentos (incluindo gravidez actual) ocorridos nos últimos cinco anos anteriores ao inquérito, segundo a intenção reprodutiva da mãe, por ordem de nascimento e a idade da mãe ao nascimento, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Ordem de nascimento e idade da mãe ao nascimento Intenção reprodutiva da mãe Total Número de nascimentos Queria agora Queria mais tarde Não queria Sem informação Ordem de nascimento 1 50,3 45,5 3,2 1,0 100,0 1 005 2 45,3 41,4 11,4 1,9 100,0 628 3 49,1 27,6 22,9 0,4 100,0 406 4+ 29,3 16,4 52,7 1,6 100,0 818 Idade da mãe ao nascimento <20 39,0 53,7 5,8 1,5 100,0 644 20-24 47,6 38,8 12,4 1,2 100,0 703 25-29 49,0 24,6 25,3 1,2 100,0 473 30-34 46,4 15,0 38,0 0,6 100,0 385 35-39 39,6 12,6 44,7 3,1 100,0 262 40-44 29,3 10,0 60,1 0,6 100,0 103 45-49 9,9 0,0 90,1 0,0 100,0 6 Total 43,0 33,7 22,0 1,3 100,0 2 857 Taxa de fecundidade total e taxa de fecundidade desejada O Quadro 7.7 apresenta a taxa de fecundidade total, ou seja, o Índice Sintético de Fecundidade (ISF) desejada e a efectiva. Este quadro permite assim, inferir sobre os ganhos que se pode conseguir em matéria de redução da fecundidade, se se diminuir a incidência do fracasso no planeamento familiar, ou seja, se todas as mulheres tiverem o número de filhos que efectivamente querem ter. As mulheres cabo-verdianas têm em média 2,9 filhos e desejam ter apenas 2,8 o que significa que, de uma maneira geral, estão muito próximas do controle eficaz da sua procriação. No que se refere ao meio de residência, aos domínios de estudo e ao nível de instrução, nota- se que de uma maneira geral, o nível da fecundidade está muito próximo do nível desejado (a diferença não excede 0,1 criança, qualquer que seja a característica). Intenções Reprodutivas e Planeamento da Fecundidade | 103 7.7 Taxa de Fecundidade desejada Taxa de fecundidade desejada e taxa de fecundidade total para os 3 anos anteriores ao inquérito por características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Taxa de Fecundidade Desejada Taxa de Fecundidade Total Meio de residência Urbano 2,7 2,7 Rural 3,0 3,1 Domínio de estudo Santo Antão 2,8 2,9 São Vicente 1,9 2,0 São Nicolau 3,3 3,3 Sal 3,0 3,2 Boa Vista 2,4 2,4 Maio 2,6 2,6 Santiago 3,0 3,1 Praia Urbano 3,1 3,2 Santiago Norte 2,7 2,7 Resto Santiago 3,3 3,3 Fogo 3,0 3,1 Brava 2,5 2,8 Nível de Instrução Sem nível 3,9 3,9 Básico 3,2 3,3 Secundário 2,7 2,7 Pós-secundário 2,0 2,0 Total 2,8 2,9 Nota: Taxas calculadas com base nos nascimentos ocorridos entre 1 e 36 meses antes do inquérito. Saúde da Mulher e da Criança | 105 SAÚDE DA MULHER E DA CRIANÇA 8 Maria de Lurdes Fernandes Lopes, Maria Jesus de Carvalho De acordo com um dos objectivos do inquérito, este capítulo apresenta dados referentes às três áreas de importância fundamental para a saúde da mulher e da criança: assistência pré-natal e ao parto, vacinação e doenças na infância, tais como a diarreia, infecções respiratórias agudas (IRA) e febre. O inquérito recolheu informações acerca de todos os nados vivos desde Janeiro de 2000, ou seja, num período correspondente a cinco anos antes do inquérito, e a análise destas informações vai permitir avaliar o impacto das acções dos serviços sanitários em relação à saúde da mãe e da criança. Os dados recolhidos sobre práticas de tratamento e contacto com os serviços de saúde para crianças com diarreia e IRA auxiliam ainda na avaliação do impacto dos programas nacionais de combate a essas doenças. 8.1 ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL A atenção no pré-natal é definida de acordo com o tipo de profissional dos serviços de saúde, o número de consultas realizadas durante a gravidez, o tempo de gravidez na altura da primeira consulta, e o conteúdo das consultas pré-natais. Isto inclui a informação sobre os sinais de complicações da gravidez, onde se dirigir, se receberam vacina contra o tétano e o número de doses recebidas. O Quadro 8.1 mostra a distribuição percentual de mulheres que tiveram filhos nascidos vivos nos cinco anos anteriores ao inquérito e que fizeram o pré-natal do último filho nascido vivo, segundo o tipo de profissional que prestou assistência durante a gravidez, de acordo com algumas características sócio-demográficas. Foram registados todos os profissionais que prestaram assistência à grávida e, para efeito de análise, no caso em que as mesmas tenham sido assistidas pelo menos uma vez pelo médico, foi considerado atendimento médico. Os dados indicam que o acesso aos cuidados pré-natais pelas mulheres grávidas durante a gestação do último filho nascido vivo nos cinco anos anteriores ao inquérito é expressivo (98%), sem diferença de acordo com o meio de residência, urbano ou rural. Importa lembrar que esta cobertura já era expressiva no IDSR-1998 (97%). A idade da mulher aquando do parto e a ordem do nascimento da criança não influenciam o acesso aos serviços do pré-natal. A diferença na qualidade acentua-se quando se tem em conta o tipo de profissional que prestou assistência à grávida. O atendimento por técnicos de saúde é cada vez mais expressivo, realçando-se em particular o atendimento médico. Cerca de 65% das grávidas foi atendida pelo menos uma vez pelo médico. A diferença entre o meio urbano (73%) e rural é significativa, apesar de no meio rural, um pouco mais de metade das mulheres (55%) ter sido atendida pelo menos uma vez pelo médico. Isto significa que em Cabo Verde as mulheres estão a ter gravidezes cada vez mais seguras, por diminuição dos riscos de complicações, que contribuem para o aumento da morbi-mortalidade materna e infantil, apesar das residentes em meio rural ainda precisarem de maior cobertura do atendimento médico. 106 | Saúde da Mulher e da Criança Quadro 8.1 Assistência no pré-natal segundo tipo de profissional Distribuição percentual de mulheres que tiveram filhos nascidos vivos nos cinco anos anteriores ao inquérito e que fizeram o pré-natal do último filho nascido vivo, segundo o tipo de profissional que prestou assistência durante essa gravidez, por características sócio-demográficas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características sócio-demográficas Médico Enfermeira/ Aux. PMI Parteira/ outra Ninguém NS/NR Total Efectivos Idade da mãe ao nascimento <20 63,8 34,0 0,0 2,0 0,2 100,0 474 20-34 64,6 33,1 0,1 1,8 0,4 100,0 1 224 35-49 67,6 29,0 0,0 2,2 1,2 100,0 311 Ordem de nascimento 1 69,6 28,9 0,0 1,0 0,4 100,0 672 2-3 64,0 34,5 0,2 1,0 0,4 100,0 746 4-5 62,0 33,0 0,0 4,7 0,4 100,0 358 6+ 58,4 37,2 0,0 3,3 1,0 100,0 233 Meio de residência Urbano 73,4 24,4 0,0 1,6 0,6 100,0 1 062 Rural 55,3 42,0 0,1 2,2 0,3 100,0 948 Domínios de estudo Santo Antão 55,7 40,5 0,0 3,8 0,0 100,0 157 Sao Vicente 69,0 28,9 0,0 0,9 1,1 100,0 210 Sao Nicolau 63,5 34,4 0,0 0,6 1,4 100,0 42 Sal 69,6 29,7 0,0 0,0 0,7 100,0 85 Boa Vista 38,2 60,2 0,0 1,6 0,0 100,0 18 Maio 93,6 5,5 0,0 1,0 0,0 100,0 30 Santiago 67,7 29,7 0,1 2,1 0,4 100,0 1 237 Praia Urbano 80,5 17,0 0,0 2,0 0,5 100,0 536 Santiago Norte 49,3 49,1 0,3 0,9 0,3 100,0 385 Resto Santiago 68,2 27,6 0,0 3,7 0,5 100,0 315 Fogo 46,7 51,6 0,0 1,7 0,0 100,0 200 Brava 65,2 33,2 0,0 0,7 0,9 100,0 32 Nível de instrução Sem instrução 54,0 43,6 0,0 1,5 0,8 100,0 72 Básico 60,2 37,3 0,1 1,8 0,6 100,0 1 245 Secundário 73,0 24,8 0,0 2,2 0,0 100,0 626 Pós-secundário 88,5 8,9 0,0 0,9 1,7 100,0 65 Total 64,9 32,7 0,1 1,9 0,5 100,0 2 010 O nível de instrução das mulheres tem influência no tipo de profissional que fez a consulta pré-natal, isto é, quanto maior for o nível de instrução das mulheres, maior é a percentagem que foi atendida pelo menos uma vez pelo médico. Este facto corresponde ao esperado e pode estar relacionado com o aumento expressivo do número de médicos que entrou no sistema nacional de saúde nesse período e, provavelmente, com o maior poder económico das mulheres mais instruídas, e, por conseguinte, maior probabilidade de acesso aos serviços de saúde. Existem diferenças a nível dos diferentes domínios de estudo. Verifica-se maior percentagem de atendimento médico na Praia Urbano (81%), São Vicente e Sal (cerca de 70% nos dois domínios), e menor percentagem nos domínios de Boavista (38%) e Fogo (47%). O mesmo quadro mostra também que quanto maior for a idade da mulher, maior é a percentagem das que foram atendidas pelo menos uma vez pelo médico durante a gestação do último filho nascido vivo nos cinco anos anteriores ao inquérito. A percentagem do atendimento pelo médico diminui à medida que aumenta a ordem de nascimento da criança. No Quadro 8.2 observa-se a distribuição percentual de mulheres que tiveram filhos nascidos vivos nos últimos cinco anos e que fizeram o pré-natal do último filho nascido vivo, por número de consultas e idade gestacional na altura da primeira consulta. Cerca de 72% das mulheres cuja gravidez terminou em nado vivo, fez 4 ou mais consultas pré-natais ao longo do período gestacional, 14% entre 2 e 3 consultas de pré-natal e 3% fez apenas uma consulta de pré-natal.Verifica-se que 77% das mulheres residentes em meio urbano fez 4 ou mais consultas de pré-natal, enquanto que no meio rural, apenas 67% fez o mesmo número de consultas durante o período gestacional. Mais de metade das mulheres fez 4 ou mais consultas pré-natais no período gestacional em todos os domínios de estudo, com excepção da Brava, onde essa percentagem corresponde apenas a Saúde da Mulher e da Criança | 107 39%. Porém, nesse domínio de estudo uma percentagem relativamente elevada de mulheres (30%), não sabe o número de consultas de pré-natal que fez durante a gravidez do último filho nascido vivo no período considerado na análise. Quadro 8.2 Assistência no pré-natal por número de consultas e idade gestacional na primeira consulta Distribuição percentual de mulheres que tiveram filhos nascidos vivos nos cinco anos anteriores ao inquérito e que fizeram o pré-natal do último filho nascido vivo, segundo o número de consultas e idade gestacional na primeira consulta, por meio de residência e domínio de estudo, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Nº de consultas e idade gestacional na primeira consulta pré-natal Meio de Residência Domínios de estudo Total Urbano Rural Santo Antão São Vicente São Nicolau Sal Boa Vista Maio Santiago Praia Urbano Santiago Norte Resto Santiago Fogo Brava Número de consultas Nenhuma 2,6 2,6 4,3 2,1 0,6 1,1 1,6 1,0 2,8 3,2 1,3 4,2 2,1 2,5 2,6 1 2,7 4,3 4,7 1,1 1,9 2,3 0,0 0,0 4,0 2,3 4,6 6,3 2,6 5,5 3,4 2-3 9,1 20,1 17,4 8,6 7,8 16,5 2,3 22,8 15,1 10,0 18,8 19,2 11,5 22,9 14,3 4+ 77,4 66,7 61,3 79,5 86,4 76,0 94,9 58,1 72,1 76,1 71,7 65,8 75,7 39,1 72,3 NS/ SI 8,2 6,3 12,3 8,7 3,2 4,1 1,2 18,1 5,9 8,4 3,6 4,5 8,1 29,9 7,3 Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 Idade gestacional na primeira consulta (meses) Sem pré-natal 2,3 2,6 3,8 2,1 0,6 0,7 1,6 1,0 2,7 2,9 1,3 4,2 1,7 2,5 2,5 <4 63,0 43,5 54,6 69,4 63,1 53,7 79,8 45,3 50,9 62,6 42,0 41,9 56,3 28,2 53,8 4-5 24,4 33,4 26,9 23,4 30,5 33,9 16,6 41,2 29,1 22,8 36,4 30,8 27,3 42,9 28,7 6-7 7,0 16,1 10,0 4,5 3,1 8,2 1,9 6,5 13,2 8,2 17,5 16,5 10,8 19,2 11,3 8+ 1,8 2,5 2,7 0,0 1,3 2,6 0,0 0,6 2,6 2,0 1,7 4,6 0,8 4,8 2,1 NS/ SI 1,4 1,9 2,0 0,5 1,5 0,9 0,0 5,3 1,5 1,5 1,1 2,1 3,0 2,4 1,7 Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 Média da idade gestacional na primeira consulta pré-natal (meses) 3,6 4,2 3,8 3,4 3,7 3,8 3,1 4,1 3,9 3,6 4,4 4,3 3,8 4,7 3,8 Efectivos 1 062 948 157 210 42 85 18 30 1 237 536 385 315 200 32 2 010 Constatam-se melhorias em relação ao IDSR-1998. De acordo com o Gráfico 8.1, a percentagem de mulheres grávidas do último filho nado vivo nos cinco anos anteriores ao inquérito, que fizeram quatro ou mais consultas pré-natais durante o período gestacional, aumentou de 64% para 72%. Isso deve-se principalmente à diminuição de percentagem das que fizeram duas ou três consultas (21% em 1998 e 14% em 2005). Gráfico 8.1 Distribuição percentual de mulheres que tiveram filhos nos cinco anos anteriores aos inquéritos de 1998 e 2005 e que fizeram o pré-natal do último filho nascido vivo, segundo o número de consultas 4 21 64 3 14 72 1 consulta 2 a 3 consultas 4 consultas e + No de consultas 0 20 40 60 80 100 1998 2005 108 | Saúde da Mulher e da Criança Par melhor acompanhamento da gestação é recomendado que a mulher tenha a primeira consulta pré-natal no início da gravidez. Do mesmo Quadro verifica-se que pouco mais de metade (54%) das grávidas fez a primeira consulta pré-natal antes do quarto mês da gravidez, ou seja, dentro do período recomendado, permitindo de uma forma precoce um melhor seguimento. Porém, ainda existe uma percentagem relativamente expressiva (13%) que fez a primeira consulta pré-natal a partir dos seis meses, ou seja, quase no último trimestre de gestação, indicando uma procura tardia dos serviços. Em relação aos meios de residência, existem diferenças: 63% das mulheres do meio urbano fez a primeira consulta pré-natal dentro do período recomendado, contra apenas 44% das mulheres do meio rural, e, consequentemente, a percentagem de mulheres do meio rural que fez a primeira consulta pré-natal a partir dos seis meses de gravidez (19%) corresponde ao dobro dessa percentagem para as mulheres do meio urbano (9%). Constatam-se diferenças também a nível dos domínios de estudo. Encontram-se percentagens relativamente elevadas de mulheres grávidas que fizeram a primeira consulta do pré-natal no primeiro trimestre gestacional em São Vicente (69%), São Nicolau (63%), Boavista (80%) e Praia urbano (63%), enquanto que na Brava, a percentagem de mulheres que fizeram a primeira consulta do pré- natal no mesmo período gestacional corresponde a cerca de 28% e, no Resto de Santiago e Santiago Norte, a cerca de 42%. Conjugando estes dados com os acima referidos, acerca do número de consultas pré-natais, verifica-se que, para além de uma grande parte das grávidas estar a ter a primeira consulta pré-natal no período recomendado, também estão a reconhecer cada vez mais a importância deste direito, fazendo o seguimento até ao final da gravidez, permitindo assim um melhor acompanhamento da gestação e reduzindo os riscos de complicações que contribuem para a morbi- mortalidade materna e infantil. Importa realçar que estes resultados estão de acordo com o que o Ministério de Saúde considera satisfatório, ou seja, a realização de quatro consultas por gravidez de evolução normal, sendo a primeira no primeiro trimestre de gestação e as restantes em idades gestacionais bem definidas. Nota-se uma evolução positiva em relação ao IDSR-1998. Segundo esse inquérito, a percentagem das mulheres que fez a primeira consulta pré-natal antes dos quatro meses de gravidez era de 45% (Gráfico 8.2). Esse valor aumentou para 54% em 2005, e, em consequência, a percentagem das que fizeram a primeira consulta pré-natal entre os quatro a cinco meses diminuiu de 32% em 1998 para 29% em 2005. Do mesmo modo, a percentagem das que fizeram a primeira consulta entre seis a sete meses também diminuiu de 14% para 11% respectivamente, nos dois períodos. Saúde da Mulher e da Criança | 109 Gráfico 8.2 Distribuição percentual de mulheres que tiveram filhos nos cinco anos anteriores aos inquéritos de 1998 e 2005, segundo idade gestacional na primeira consulta do pré-natal do último filho 45 32 14 2 4 3 54 29 11 2 2 3 <4 4 a 5 6 a 7 8 e + NS Nao fez Numero de meses 0 20 40 60 80 100 1998 2005 Tipo de Cuidados Pré-natais A avaliação do tipo de exames e medicação pré-natal prestados é importante para monitorar o programa de saúde materno-infantil. As complicações da gravidez são causas importantes da mortalidade materna e infantil e de invalidez. Consequentemente, tanto as informações sobre sinais de complicações, como os exames de rotina, devem ser incluídos em todos os cuidados pré-natais. O Quadro 8.3 mostra os cuidados prestados às mulheres que fizeram pré-natal durante a gravidez do último filho nascido vivo nos cinco anos anteriores ao inquérito. Às inquiridas foi perguntado se receberam cada um dos serviços descriminados, durante pelo menos uma das consultas do pré-natal. A informação sobre suplementos de ferro foi recolhida e reportada para o nascimento mais recente dos últimos cinco anos anteriores ao inquérito, independentemente da mulher ter ou não beneficiado de cuidados pré-natais. Cerca de 46% das mulheres declarou que foram informadas sobre os sinais das complicações de gravidez, sendo 51% no meio urbano e 40% no rural. Os domínios do Fogo (68%) e São Vicente (62%) são os que apresentam maior percentagem de mulheres informadas sobre sinais de complicações de gravidez e os domínios com percentagem mais baixa são Santiago Norte (27%), Sal (35%) e São Nicolau (36%). Mais de 80% das mulheres declarou que foram pesadas, que lhe mediram a altura, a pressão arterial, a altura uterina e o foco fetal, o que se verificou nos dois meios de residência e a nível de todos os domínios de estudo. A percentagem de mulheres que fez exame à urina é expressiva, sendo 91% a nível nacional, 95% no meio urbano e 87% no meio rural. Essa percentagem corresponde a valores superiores a 80% em todos os domínios. Entre as mulheres com pelo menos um nado vivo nos últimos cinco anos anteriores ao inquérito, 82% recebeu comprimidos ou xarope de ferro. A distribuição de mulheres que receberam esse medicamento varia por meio de residência (85% no meio urbano contra 79% no meio rural) e por domínio de estudo. Em São Vicente, mais de 90 % das mulheres recebeu esse medicamento. 110 | Saúde da Mulher e da Criança Quadro 8.3 Exames realizados e medicação recebida durante o controlo pré-natal Entre as mulheres que tiveram filhos nos cinco anos anteriores ao inquérito e que fizeram pré-natal durante a gravidez do último filho nascido vivo, percentagem que foi informada dos sinais/sintomas de complicação na gravidez, percentagem das que fizeram alguns exames e percentagem das que receberam ferro, por características sócio-demográficas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características sócio-demográficas Mulheres que receberam cuidados pré natais Mulheres que receberam comprimidos ou xarope de ferro Número de mulheres Mulheres informadas de sinais de complicações na gravidez Peso medido Altura medida Tensão arterial medida Altura uterina medida Foco auscultado Exame de urina realizado Número de mulheres que receberam cuidado pré- natal Idade da mãe ao nascimento <20 42,5 99,2 93,9 99,8 99,1 99,2 90,5 465 82,0 474 20-34 47,9 99,0 94,0 99,1 99,0 98,9 92,4 1 201 81,7 1 224 35-49 43,6 98,7 96,2 98,6 98,4 98,4 88,9 304 83,5 311 Ordem de nascimento da criança 1 47,6 99,3 93,2 99,6 98,9 98,7 91,5 665 83,5 672 2-3 46,7 98,8 94,7 99,3 99,0 99,2 93,8 737 83,9 746 4-5 40,9 98,9 94,8 98,9 99,4 98,7 87,6 341 77,0 358 6+ 46,2 98,6 95,8 98,6 98,6 98,6 89,0 226 79,7 233 Meio de residência Urbano 50,9 99,4 93,8 99,4 99,3 99,0 95,1 1 043 84,5 1 062 Rural 40,4 98,5 94,9 99,0 98,6 98,7 87,2 927 79,3 948 Domínio de estudo Santo Antão 52,3 97,4 94,0 99,7 98,2 100,0 95,9 151 82,1 157 São Vicente 62,2 98,9 93,0 98,9 98,5 98,9 98,9 208 91,6 210 São Nicolau 35,5 98,7 98,1 100,0 99,3 100,0 85,0 41 84,3 42 Sal 35,1 98,5 90,4 97,6 97,1 96,8 97,3 85 89,0 85 Boa Vista 80,7 100,0 86,9 100,0 97,2 99,6 98,8 17 94,9 18 Maio 55,7 100,0 95,6 100,0 98,3 100,0 92,9 30 84,3 30 Santiago 39,7 99,1 94,3 99,3 99,2 98,8 88,7 1 209 79,2 1 237 Praia Urbano 52,3 99,5 94,5 99,4 99,7 99,3 96,4 524 83,7 536 Santiago Norte 27,2 98,9 94,7 99,3 98,9 99,3 83,1 381 72,8 385 Resto Santiago 33,6 98,8 93,2 98,9 98,5 97,5 82,6 304 79,2 315 Fogo 67,5 99,7 99,3 99,5 100,0 98,7 95,5 196 87,1 200 Brava 28,1 97,3 86,1 96,9 97,5 98,2 83,1 31 68,1 32 Nível de instrução Sem instrução 42,4 98,4 93,7 98,7 99,2 99,2 88,6 71 82,7 72 Básico 41,9 98,8 95,6 98,9 98,7 98,4 89,9 1 222 80,9 1 245 Secundário 52,9 99,3 92,5 99,9 99,3 99,7 93,7 612 83,6 626 Pós-secundário 61,2 100,0 89,3 100,0 100,0 100,0 100,0 64 88,5 65 Total 45,9 99,0 94,3 99,2 99,0 98,9 91,4 1 969 82,1 2 010 Vacinação Anti-tetânica A vacina anti-tetânica durante a gravidez visa prevenir o tétano neo-natal e o tétano obstétrico na mulher no período puerperal. Para tal protecção, a mulher deve receber duas doses de vacina, ou apenas uma dose se ela tiver recebido esta vacina numa das gravidezes anteriores. Foi perguntado às mulheres entrevistadas se tinham recebido alguma injecção no braço, durante a gravidez do último filho nascido vivo nos cinco anos anteriores ao inquérito e, em caso de resposta afirmativa, perguntou-se o número de injecções recebidas. A nível nacional, os dados indicam que 82% das mulheres foi vacinada, sendo que 53% recebeu duas doses ou mais e 30% recebeu apenas uma dose (Quadro 8.4). Quase não se nota diferença em relação ao meio de residência, no que se refere à percentagem de mulheres que receberam duas ou mais doses dessa vacina. De acordo com o Gráfico 8.3, uma percentagem relativamente elevada de grávidas foi vacinada em todos os domínios de estudo. Entretanto, os domínios de Santiago Norte (53%), Fogo (61%), Sal (57%), São Nicolau (65%) e São Vicente (63%) apresentam percentagens de mulheres que receberam duas ou mais dose de vacina anti-tetânica superior à média nacional. Saúde da Mulher e da Criança | 111 Gráfico 8.3 Percentagem de mulheres que tiveram filhos nos cinco anos anteriores ao inquérito e que receberam vacina anti-tetânica durante a gravidez do último filho nascido vivo, por domínio de estudo 75 78 79 80 82 83 83 83 84 84 85 87 88 Re sto ST Ma io Sa nto A nta o Fo go Ca bo V erd e Br av a Sa nti ag o S. Vic en te S. Ni co lau Sa l Pra ia urb an a Sa nti ag o N ort e Bo a V ist a Dominios de estudo 0 20 40 60 80 100 Percentagem CVDHS 2005 Quadro 8.4 Vacinação anti-tetânica Distribuição percentual de mulheres que tiveram filhos nascidos vivos nos cinco anos anteriores ao inquérito e que receberam vacina anti-tetânica durante a gravidez do último filho nascido vivo, segundo número de doses recebidas, por características sócio-demográficas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características sócio-demográficas Nenhuma Uma dose Duas doses ou mais NS/NR Total Número de mulheres Idade da mãe ao nascimento <20 8,0 25,4 64,8 1,8 100,0 474 20-34 14,9 30,9 50,7 3,5 100,0 1 224 35-49 23,2 30,2 43,6 3,0 100,0 311 Ordem de nascimento 1 8,1 19,3 70,5 2,1 100,0 672 2-3 12,2 33,6 50,7 3,4 100,0 746 4-5 21,5 39,2 35,2 4,1 100,0 358 6+ 29,8 30,9 36,6 2,6 100,0 233 Meio de residência Urbano 14,3 29,7 53,4 2,7 100,0 1 062 Rural 14,9 29,3 52,5 3,4 100,0 948 Domínios de estudo Santo Antão 18,9 34,4 44,4 2,3 100,0 157 São Vicente 14,8 19,7 63,4 2,2 100,0 210 São Nicolau 13,8 19,1 65,2 1,9 100,0 42 Sal 11,4 27,7 56,7 4,2 100,0 85 Boa Vista 9,2 15,9 72,4 2,4 100,0 18 Maio 7,4 28,8 49,6 14,3 100,0 30 Santiago 14,6 32,5 50,5 2,4 100,0 1 237 Praia Urbano 14,2 34,0 50,5 1,3 100,0 536 Santiago Norte 11,5 34,0 53,2 1,2 100,0 385 Resto Santiago 19,3 27,8 47,1 5,8 100,0 315 Fogo 13,8 19,6 60,7 5,9 100,0 200 Brava 13,3 43,9 39,6 3,2 100,0 32 Nível de instrução Sem nível 21,3 27,2 46,9 4,6 100,0 72 Básico 15,5 34,0 47,1 3,5 100,0 1 245 Secundário 11,4 21,3 65,5 1,8 100,0 626 Pós-secundário 19,3 25,7 51,5 3,5 100,0 65 Total 14,6 29,5 52,9 3,0 100,0 2 010 112 | Saúde da Mulher e da Criança Porém persistem algumas diferenças segundo o nível de instrução da mulher: as mulheres com nível secundário são as que apresentam maior percentagem de toma de duas ou mais doses dessa vacina (52%). A idade da mulher e a ordem de nascimento da criança também tendem a ter influência na proporção de mães que receberam duas ou mais doses de vacina: quanto menor for a idade da mulher e a ordem de nascimento da criança, maior é a percentagem das que receberam duas ou mais doses de vacina anti-tetânica. Comparativamente ao IDSR de 1998 notam-se melhorias importantes. A percentagem de mulheres que recebeu duas ou mais doses de vacina anti-tetânica aumentou de 38% em 1998 para 53% em 2005, enquanto que a percentagem das que receberam apenas uma dose baixou de 39% para 30% nos dois períodos respectivamente (Gráfico 8.4). Porém, a percentagem das que não foram vacinadas manteve-se estável (15%). Gráfico 8.4 Distribuição percentual de mulheres que tiveram filhos nos cinco anos anteriores aos inquéritos de 1998 e 2005 e que receberam vacina anti-tetânica durante a gravidez do último filho nascido vivo, segundo número de doses recebidas 15 39 38 15 30 53 Nenhuma 1 dose 2 doses + No de doses 0 20 40 60 80 100 1998 2005 8.2 PARTOS A assistência no parto está fortemente relacionada com o local onde este ocorre. Neste sentido pode-se afirmar que existe uma estreita relação entre esta variável e os riscos de mortalidade das crianças e da mulher. Os partos ocorridos em casa, além de não contarem com uma estrutura e pessoal capacitado (médico e enfermeiro), têm maiores probabilidades de não serem assistidos ou o serem por leigos. Deste modo, uma das estratégias prioritárias é a realização dos partos nas estruturas sanitárias. Assim, perguntou-se às entrevistadas qual tinha sido o local onde se realizou o parto e que tipo de pessoa assistiu o parto. De acordo com o Quadro 8.5 cerca de 78% dos partos foi realizado nas estruturas públicas de saúde. Como era de se esperar, partos hospitalares foram realizados com maior frequência no meio urbano (91%) do que no rural (64%), enquanto que partos em casa ocorreram com maior frequência no meio rural (34% contra 8% no urbano). Proporções relativamente elevadas de partos ainda ocorrem em casa a nível de todos os domínios de estudo, com excepção de São Vicente (3%), Sal (7%) e Praia Urbano (6%), domínios mais urbanizados. Observando a percentagem dos partos hospitalares em relação à idade da mulher ao nascimento da criança, e à ordem de nascimento, nota-se que quanto mais jovem for a mãe e quanto menor for a ordem de nascimento da criança, maior é a percentagem de partos que ocorrem nas Saúde da Mulher e da Criança | 113 estruturas de saúde. O nível de instrução da mãe continua sendo um factor de exclusão social. À medida que aumenta o nível de instrução da mulher, aumenta a percentagem de partos que ocorrem nas estruturas de saúde (62% entre as mulheres sem instrução e 97% entre as de nível pós-secundário) e diminui a percentagem dos partos em casa (33% entre as mulheres sem instrução e menos de 1% entre as mulheres de nível pós-secundário). Quadro 8.5 Local do parto Distribuição percentual dos nascidos vivos nos cinco anos anteriores ao inquérito, segundo o local do parto, por características sócio-demográficas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características sócio-demográficas Estabelecimento de saúde Em casa Outro NS/NR Total Número de nascimentos Sector público Sector privado Idade da mãe ao nascimento <20 87,4 0,0 11,2 0,0 0,1 98,7 644 20-34 75,6 0,1 22,6 0,7 0,3 99,2 1 560 35-49 70,2 0,0 27,1 0,0 0,5 97,8 372 Ordem de nascimento da criança 1 91,0 0,2 7,5 0,1 0,0 98,8 885 2-3 76,5 0,0 21,5 0,7 0,5 99,3 934 4-5 68,0 0,0 30,2 0,6 0,0 98,7 457 6+ 57,3 0,0 40,0 0,0 0,6 97,9 300 Meio de residência Urbano 91,4 0,1 7,5 0,1 0,2 99,2 1 316 Rural 63,5 0,0 33,9 0,8 0,4 98,5 1 260 Domínios de estudo Santo Antão 70,9 0,0 28,2 0,3 0,2 99,6 204 São Vicente 94,5 0,0 2,9 0,4 0,0 97,7 254 São Nicolau 76,0 0,0 23,1 0,0 0,0 99,0 56 Sal 92,1 0,0 7,0 0,0 0,0 99,1 114 Boa Vista 97,0 0,0 2,3 0,7 0,0 100,0 21 Maio 82,7 0,0 17,3 0,0 0,0 100,0 38 Santiago 78,1 0,1 20,2 0,4 0,3 99,2 1 586 Praia Urbano 93,5 0,0 5,7 0,0 0,3 99,5 656 Santiago Norte 61,2 0,4 37,2 0,5 0,3 99,5 514 Resto Santiago 74,9 0,0 21,8 1,0 0,5 98,2 416 Fogo 54,7 0,0 41,4 1,0 0,3 97,4 267 Brava 92,1 0,0 6,7 0,0 0,0 98,8 37 Nível de instrução da mulher Sem nível 61,5 0,0 33,0 1,8 0,0 96,3 99 Básico 73,0 0,0 24,9 0,4 0,4 98,7 1 642 Secundário 88,2 0,0 11,0 0,4 0,0 99,6 759 Pós-secundário 96,9 2,4 0,8 0,0 0,0 100,0 76 Total 77,7 0,1 20,4 0,4 0,3 98,9 2 576 OBS: Inclui apenas os nascimentos correspondentes ao último filho nascido vivo Verificam-se melhorias consideráveis em relação ao IDSR-1998, cujos dados indicam que 55% dos partos ocorria nas estruturas públicas de saúde, sendo 83% no meio urbano e 37% no meio rural. Importa mencionar que, entre os dois inquéritos, a proporção de partos que ocorrem em casa diminuiu consideravelmente, sendo esta melhoria verificada principalmente no meio rural. Nesse meio de residência, a proporção de partos realizados nas estruturas de saúde aumentou de 37% para 64%, enquanto que a proporção dos que ocorrem em casa diminuiu de 63% para 34%, respectivamente, nos dois períodos (Gráfico 8.5). 114 | Saúde da Mulher e da Criança Gráfico 8.5 Distribuição percentual de nascidos vivos nos cinco anos anteriores aos inquéritos de 1998 e 2005, no meio rural, segundo local do parto 37 64 63 34 Em casa Estruturas de Saude 0 20 40 60 80 100 1998 2005 A assistência médica que a mulher recebe durante o parto está fortemente relacionada com o local onde este ocorre. No que se refere ao profissional que prestou assistência durante o parto, o Quadro 8.6 mostra que cerca de 78% dos partos foram atendidos por profissionais de saúde, entre os quais, 32% foi atendido pelo médico e 46% pela enfermeira. A percentagem atendida por parteiras tradicionais é de 15%. As diferenças segundo características seleccionadas são visíveis. No meio urbano verifica-se maior atendimento de partos por profissionais de saúde, em comparação com o rural (91% e 64% respectivamente). No que se refere aos domínios de estudo nota-se que, com excepção da Praia Urbano (92%) e São Vicente (94%) que apresentam percentagens elevadas de atendimento por profissionais de saúde, uma percentagem relativamente elevada dos partos é realizada por parteiras no Fogo (35%), Santiago Norte (30%) e Santo Antão (22%). A idade da mãe ao nascimento da criança, e a ordem de nascimento influenciam de forma significativa o tipo de assistência durante o parto: quanto maior for a idade da mãe e a ordem de nascimento, maior é a percentagem de partos atendidos por parteiras tradicionais. No que se refere ao nível de instrução da mulher, verifica-se o contrário, ou seja, a percentagem dos partos atendidos por parteiras tradicionais diminui à medida que aumenta o nível de instrução da mulher (30% entre as mulheres sem instrução e nula entre as mulheres de nível pós-secundário). Saúde da Mulher e da Criança | 115 Quadro 8.6 Assistência durante o parto Distribuição percentual dos nascidos vivos nos cinco anos anteriores ao inquérito, segundo o profissional que prestou assistência durante o parto, por características sócio-demográficas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características sócio-demográficas Médico Enfermeira/ auxiliar Parteira tradicional Parentes/ outros Ninguém NS/NR Total Efectivos Idade da mãe ao nascimento <20 35,5 51,1 9,6 0,9 0,2 2,6 100,0 644 20-34 29,8 45,6 15,9 4,2 1,9 2,6 100,0 1 560 35-49 32,9 37,5 19,9 2,3 2,7 4,8 100,0 372 Ordem de nascimento 1 38,6 51,7 6,7 0,7 0,1 2,3 100,0 885 2-3 30,5 45,9 16,7 3,1 1,2 2,6 100,0 934 4-5 28,9 39,8 18,8 7,4 2,9 2,0 100,0 457 6+ 19,4 37,5 27,4 3,6 5,1 7,0 100,0 300 Meio de residência Urbano 38,9 51,7 4,8 1,3 0,9 2,4 100,0 1 316 Rural 24,2 39,7 25,4 4,9 2,3 3,4 100,0 1 260 Domínio de estudo Santo Antão 21,4 51,5 22,0 1,8 2,5 0,7 100,0 204 São Vicente 28,3 65,4 1,2 1,2 0,4 3,4 100,0 254 São Nicolau 9,2 67,3 18,3 1,5 0,6 3,2 100,0 56 Sal 23,4 69,3 5,3 0,0 0,3 1,7 100,0 114 Boa Vista 34,5 62,5 2,3 0,0 0,7 0,0 100,0 21 Maio 39,6 42,6 16,5 1,3 0,0 0,0 100,0 38 Santiago 35,9 41,6 13,8 3,7 1,9 3,1 100,0 1 586 Praia Urbano 50,2 41,9 3,5 0,6 1,4 2,3 100,0 656 Santiago Norte 20,9 40,9 30,0 5,0 1,4 1,9 100,0 514 Resto Santiago 31,9 41,9 10,2 7,0 3,1 5,9 100,0 416 Fogo 25,1 30,5 34,5 4,8 1,3 3,8 100,0 267 Brava 29,2 62,9 2,6 1,4 1,9 2,0 100,0 37 Nível de instrução da mulher Sem nível 20,2 41,9 29,7 2,3 0,3 5,7 100,0 99 Básico 29,4 43,7 17,4 4,2 2,3 3,0 100,0 1 642 Secundário 36,4 50,7 9,0 1,1 0,4 2,4 100,0 759 Pós-secundário 49,9 47,8 0,0 0,8 0,0 1,5 100,0 76 Total 31,7 45,8 14,9 3,1 1,6 2,9 100,0 2 576 OBS: Inclui apenas os nascimentos correspondentes ao último filho nascido vivo Características do Parto Às entrevistadas que tiveram filhos nados vivos nos últimos cinco anos antes do inquérito, foi perguntado sobre o tipo de parto de cada criança: se foi parto vaginal normal, vaginal com fórceps/ventosa ou se cesariana, que constitui uma medida indirecta da qualidade da assistência médica ao parto. Foi ainda perguntado a percepção da mulher em relação ao tamanho da criança e o peso da criança ao nascer, na medida em que o baixo peso à nascença é um indicador sensível do estado de nutrição da mãe e tem consequências importantes para a mortalidade infantil (Quadro 8.7). Os dados indicam que 11% dos partos foram realizados por cesariana, sendo 14% no meio urbano e 8% no meio rural. Por domínio de estudo, verifica-se maior incidência de partos por cesariana na Praia Urbano (18%). Esta percentagem também é mais elevada em nascimentos de primeira ordem (13%) e da 2ª e 3ª ordem (12%). Relativamente ao peso da criança ao nascer, verifica-se que 17% de crianças não foi pesada ao nascer. Essa percentagem vai aumentando com a idade da mãe, com o número de ordem de nascimento e vai diminuindo com o aumento do nível de instrução da mulher. Os domínios de Fogo (40%), Resto Santiago (28%) e São Nicolau (21%) apresentam maior percentagem de crianças que não foi pesada ao nascer. 116 | Saúde da Mulher e da Criança Quadro 8.7 Características do parto Distribuição percentual dos nascidos vivos nos cinco anos anteriores ao inquérito, segundo o tipo de parto, peso da criança ao nascer e percepção da mãe em relação ao tamanho da criança, por características sócio-demográficas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características sócio-demográficas Parto vaginal normal Parto vaginal com fórceps/ ventosa Parto por cesariana Total Peso da criança ao nascer Total Percepção da mãe em relação ao tamanho da criança ao nascer Total Efectivos Não foi pesado Menos de 2.5 kg 2.5 kg ou mais NS/NR Fraco Normal/ forte NS/NR Idade da mãe ao nascimento <20 89,2 1,6 9,2 100,0 9,1 10,6 76,4 3,9 100,0 19,7 78,8 1,5 100,0 644 20-34 86,9 2,1 11,0 100,0 19,6 5,2 70,4 4,8 100,0 14,2 84,7 1,1 100,0 1 560 35-49 86,1 2,1 11,8 100,0 19,9 3,9 70,6 5,5 100,0 12,2 85,1 2,7 100,0 372 Ordem de nascimento 1 84,8 2,6 12,6 100,0 7,1 10,3 79,2 3,4 100,0 19,4 79,3 1,3 100,0 885 2-3 86,2 1,7 12,1 100,0 19,4 4,6 72,1 3,8 100,0 12,6 86,3 1,1 100,0 934 4-5 92,7 0,9 6,3 100,0 24,5 3,0 66,1 6,5 100,0 11,7 86,7 1,7 100,0 457 6+ 90,4 2,5 7,1 100,0 27,3 5,2 59,2 8,4 100,0 17,2 80,3 2,5 100,0 300 Meio de residência Urbano 84,9 1,7 13,5 100,0 7,8 6,5 81,9 3,7 100,0 13,0 85,7 1,3 100,0 1 316 Rural 90,0 2,3 7,7 100,0 26,6 6,2 61,5 5,7 100,0 17,7 80,7 1,6 100,0 1 260 Domínio de estudo Santo Antão 91,8 3,6 4,6 100,0 16,9 7,8 71,1 4,1 100,0 11,5 87,5 1,0 100,0 204 São Vicente 89,7 1,2 9,2 100,0 4,0 4,0 89,6 2,4 100,0 7,3 90,4 2,3 100,0 254 São Nicolau 97,1 0,0 2,9 100,0 20,5 1,4 75,7 2,4 100,0 9,3 89,8 0,9 100,0 56 Sal 88,6 3,8 7,6 100,0 18,3 4,5 74,9 2,3 100,0 5,0 93,4 1,6 100,0 114 Boa Vista 77,9 0,7 21,4 100,0 1,3 15,1 82,2 1,4 100,0 7,2 91,4 1,4 100,0 21 Maio 91,0 0,0 9,0 100,0 12,7 9,0 74,0 4,3 100,0 11,0 89,0 0,0 100,0 38 Santiago 85,3 1,8 12,9 100,0 15,6 7,1 71,9 5,5 100,0 17,2 81,5 1,3 100,0 1 586 Praia Urbano 81,5 0,9 17,6 100,0 5,0 7,7 83,9 3,5 100,0 16,1 83,1 0,8 100,0 656 Santiago Norte 89,2 1,9 8,9 100,0 19,4 4,6 70,8 5,1 100,0 12,0 86,9 1,1 100,0 514 Resto Santiago 86,6 3,0 10,3 100,0 27,6 9,2 54,2 9,0 100,0 25,3 72,4 2,4 100,0 416 Fogo 90,4 2,8 6,9 100,0 39,6 3,7 52,2 4,5 100,0 22,1 75,9 2,0 100,0 267 Brava 95,0 1,4 3,6 100,0 8,5 8,2 79,2 4,1 100,0 12,2 86,6 1,2 100,0 37 Nível de instrução da mulher Sem instrução 89,1 2,5 8,4 100,0 21,1 6,3 64,5 8,1 100,0 16,6 80,2 3,2 100,0 99 Básico 88,9 1,7 9,4 100,0 21,2 5,8 67,4 5,6 100,0 15,7 82,4 1,8 100,0 1 642 Secundário 85,8 2,0 12,2 100,0 8,7 7,6 81,4 2,3 100,0 14,5 85,1 0,5 100,0 759 Pós-secundário 66,3 7,8 25,8 100,0 3,8 6,3 86,2 3,7 100,0 12,3 87,7 0,0 100,0 76 Total 87,4 2,0 10,7 100,0 17,0 6,4 71,9 4,7 100,0 15,3 83,3 1,4 100,0 2 576 8.3 ASSISTÊNCIA PÓS-PARTO Os cuidados pós-parto, período que se define como o tempo entre a retirada da criança da placenta e 42 dias pós-parto, são importantes tanto para a saúde da mãe como para da criança, principalmente nos primeiros dias pós-parto. Estes cuidados permitem tratar as complicações surgidas durante o parto bem como fornecer informação à mãe sobre como se cuidar e também como cuidar da criança, evitando assim mortes maternas e do recém-nascido. O momento da primeira consulta pós-parto das mulheres que tiveram um filho nascido vivo nos cinco anos anteriores ao inquérito fora das estruturas de saúde, por características sócio- demográficas, encontra-se apresentado no Quadro 8.8. Conforme referido anteriormente, 20% das mulheres teve partos em casa e, destas, 2% não fez nenhuma consulta pós-parto e mais de metade (58%) não sabe o momento em que fez a primeira consulta pós-parto. Observa-se que 26% recebeu os primeiros cuidados logo nos dois primeiros dias pós-parto. Porém, cerca de 14% recebeu os primeiros cuidados a partir do terceiro dia, sendo 2% entre o terceiro e o sexto dia pós-parto e 12% entre o sétimo e o quadragésimo primeiro dia pós-parto. A percentagem de mulheres que recebeu os primeiros cuidados a partir do terceiro dia pós-parto é elevada no meio urbano (24% contra 12% no meio rural). Também é elevada entre as mulheres menores de 20 anos de idade (16%), entre aquelas cujo parto corresponde ao primeiro filho (18%) e entre as de nível de educação básica (15%). Saúde da Mulher e da Criança | 117 Quadro 8.8 Assistência pós- parto Distribuição percentual de mulheres que tiveram filhos nascidos vivos nos últimos cinco anos anteriores ao inquérito, fora de um estabelecimento de saúde, segundo o tempo decorrido entre o nascimento do último filho nascido vivo, e a data da primeira consulta pós-parto, por características sócio-demográficas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características sócio-demográficas Tempo decorrido antes da primeira consulta pós-parto Nenhuma consulta Total Efectivos 0-2 dias 3-6 dias 7-41 dias NS/NR Idade da mãe ao nascimento <20 18,8 3,1 13,1 65,0 0,0 100,0 47 20-34 27,5 1,5 11,5 56,8 2,8 100,0 269 35-49 25,4 3,5 12,1 56,9 2,1 100,0 83 Ordem de nascimento 1 18,9 3,3 14,7 57,9 5,1 100,0 43 2-3 32,9 2,0 8,6 53,9 2,6 100,0 154 4-5 20,2 0,7 15,2 62,0 1,9 100,0 112 6+ 24,7 3,5 11,7 59,0 1,1 100,0 90 Meio de residência Urbano 31,9 1,0 22,5 40,5 4,1 100,0 76 Rural 24,6 2,4 9,3 61,8 1,9 100,0 323 Domínio de estudo Santo Antão 27,1 8,1 11,1 45,1 8,5 100,0 41 São Vicente 29,6 0,0 9,1 47,1 14,2 100,0 9 São Nicolau 24,6 6,0 22,6 46,8 0,0 100,0 8 Sal 0,0 12,6 60,2 27,2 0,0 100,0 6 Boa Vista 100,0 0,0 0,0 0,0 0,0 100,0 1 Maio 20,7 16,1 10,7 46,6 5,9 100,0 5 Santiago 33,4 0,6 10,5 54,3 1,3 100,0 244 Praia Urbano 28,4 0,0 33,5 38,2 0,0 100,0 28 Santiago Norte 31,8 1,0 6,1 58,9 2,2 100,0 146 Resto Santiago 38,5 0,0 10,5 50,9 0,0 100,0 70 Fogo 4,9 2,0 12,3 79,6 1,2 100,0 83 Brava 32,3 0,0 0,0 67,7 0,0 100,0 2 Nível de instrução Sem nível 30,3 0,0 1,6 68,1 0,0 100,0 23 Básico 25,5 2,0 13,3 57,8 1,4 100,0 308 Secundário 27,0 3,1 8,4 54,1 7,4 100,0 68 Total 26,0 2,1 11,8 57,8 2,3 100,0 399 8.4 VACINAÇÃO Vacinação à Data do Inquérito A vacinação, para a imunização das pessoas, é uma das mais importantes armas na redução da transmissão e na prevenção de doenças cujas complicações podem ser mortais ou deixar grandes sequelas. No IDSR-II foi avaliada a vacinação de todas as crianças nascidas nos últimos cinco anos imediatamente anteriores ao inquérito e que se encontravam vivas à data da entrevista. As informações foram recolhidas de duas formas: solicitou-se o cartão de saúde infantil de todas as crianças e, nos casos em que foi apresentado copiou-se todas as datas de vacinação registadas no mesmo. Seguidamente, perguntou-se à inquirida sobre as vacinas que a criança pudesse ter recebido e que não estivessem registadas no cartão, estas também foram anotadas. Caso não tivesse sido apresentado o cartão, fizeram-se perguntas à inquirida para se obter a vacinação efectuada por história, que incluía o BCG, Polio e reforço, DTP (Tripla) e reforço, Sarampo e Hepatite B, com o número de doses. A distribuição percentual de crianças de 12 a 23 meses vacinadas, segundo o tipo de vacina e por fonte de informação, encontra-se apresentado no Quadro 8.9. A grande maioria das informações, foi obtida a partir dos cartões de saúde infantil, onde estão registadas as informações referentes às vacinas. Com efeito, os inquiridores tiveram acesso aos cartões para 81% dessas crianças, o que pode indicar um alto nível de conhecimento dos pais quanto à importância da conservação dos mesmos. A taxa de cobertura vacinal para as crianças com idade compreendida entre 12-23 meses à data da entrevista é de 74%, valor mais alto do que a cobertura no primeiro ano de vida (65%), ou 118 | Saúde da Mulher e da Criança seja, as crianças que receberam as vacinas no tempo ideal. Isto significa que há necessidade de se apertar mais o cerco, em termos de intervenções de saúde pública, para melhorar francamente estas taxas, sobretudo a segunda. A ordem de nascimento das crianças é importante para a qualidade da atenção dada à saúde das mesmas pela família. As crianças nascidas de mulheres com 6 filhos ou mais têm menor cobertura para todas as vacinas (60%) que as nascidas de mulheres com menos filhos (76% nos três primeiros filhos vivos e 72% nos 4º e 5º filhos). Verifica-se que não existe diferença significativa na cobertura para todas as vacinas entre as crianças dos dois meios de residência (73% aproximadamente nos dois meios de residência), o que significa que a oferta e a procura dos serviços de vacinação é igual em ambos os meios. No que se refere aos domínios de estudo, nota-se que no Maio, Boavista e São Vicente, a taxa de vacinação completa encontra-se acima da média nacional. Nos domínios de Santiago, Resto Santiago e Santiago Norte essa taxa é quase idêntica à média nacional, e, nos restantes domínios a taxa encontra-se abaixo da média nacional, sendo o valor mais baixo na Brava (68%) (Ver também o Gráfico 8.6). Gráfico 8.6 Percentagem de crianças de 12-23 meses completamente vacinadas, por domínio de estudo 68 69 69 71 72 73 74 74 74 75 86 87 88 BR SN Pa ria U rb FG ST Sa l CV Re sto ST SA ST N ort e MA SV BV Dominios de estudo 0 20 40 60 80 100 Percentagem CVDHS 2005 Saúde da Mulher e da Criança | 119 Quadro 8.9 Vacinação por características sócio-demográficas Percentagem de crianças dos 12-23 meses, que receberam vacinas especificas, segundo o tipo de vacina, por características sócio-demográficas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características sócio-demográficas BCG DPT 1 DPT 2 DPT 3 Polio 0 Polio 1 Polio 2 Polio 3 Sar. Ref. polio Ref. tripla Hep. B1 Hep. B2 Hep. B3 Todas Não vac. % de crianças com cartão de PMI Nº de crianças Sexo Masculino 97,1 95,3 91,5 89,2 85,0 94,4 91,0 86,4 89,3 34,3 35,2 75,3 74,8 73,4 76,4 1,9 83,1 217 Feminino 96,0 92,7 89,8 79,7 84,3 93,6 89,1 76,9 88,2 32,9 33,0 75,3 72,7 68,0 71,0 3,2 79,5 219 Ordem de nascimento 1 95,5 93,5 92,4 88,4 90,3 96,9 92,2 83,0 91,4 34,9 36,5 78,0 77,1 77,1 76,2 3,1 80,8 160 2-3 97,8 96,9 93,6 86,8 86,9 94,6 91,7 86,0 90,0 40,4 41,9 77,7 75,8 73,4 76,2 1,1 84,8 146 4-5 98,1 90,4 89,4 83,4 76,5 92,2 88,0 81,6 86,1 27,0 25,1 72,0 71,3 67,1 72,1 1,5 78,5 84 6+ 92,9 92,9 77,1 65,2 73,2 85,5 81,2 63,0 80,4 19,4 17,8 64,3 60,2 45,9 59,5 7,1 76,9 46 Meio de residência Urbano 99,1 96,0 91,1 83,9 91,7 95,6 89,6 81,4 90,0 34,8 34,8 81,2 79,4 77,1 73,2 0,9 80,6 230 Rural 93,7 91,7 90,1 85,0 76,9 92,3 90,6 81,9 87,3 32,2 33,3 68,7 67,5 63,6 74,2 4,4 82,0 206 Domínio de estudo Santo Antão 92,7 92,7 92,7 83,9 73,5 93,1 89,4 83,1 86,7 43,7 44,8 81,0 79,3 79,3 73,7 5,7 86,1 42 São Vicente 100,0 97,2 97,2 92,3 95,1 100,0 100,0 92,5 96,9 48,6 48,6 86,8 86,8 86,8 86,6 0,0 84,7 40 São Nicolau 94,3 97,2 93,5 83,0 53,1 97,2 84,4 72,3 97,2 37,7 40,1 68,9 68,9 68,9 68,7 2,8 68,9 9 Sal 93,4 91,4 91,4 89,4 69,5 87,6 83,6 78,5 87,9 31,4 33,3 76,4 76,4 76,4 73,0 6,6 82,7 21 Boa Vista 93,1 93,1 93,1 93,1 93,1 93,1 93,1 93,1 88,1 45,3 40,3 88,4 88,4 88,4 88,1 6,9 88,4 4 Maio 100,0 100,0 100,0 91,3 100,0 100,0 91,3 91,3 95,0 34,2 37,5 73,8 73,8 73,8 86,3 0,0 78,5 6 Santiago 97,1 94,0 89,8 83,2 86,3 93,6 89,7 79,7 88,8 29,3 29,2 74,5 72,6 67,8 72,0 1,8 81,5 270 Praia Urbano 100,0 96,8 88,6 80,0 92,6 96,0 88,4 79,1 86,9 35,7 33,2 82,6 82,6 78,0 69,3 0,0 81,5 118 Santiago Norte 92,4 90,7 90,7 88,0 79,6 92,6 90,9 78,4 87,5 27,3 31,1 58,6 55,2 53,6 74,6 5,9 76,5 84 Resto Santiago 97,7 93,4 90,9 82,7 83,6 90,6 90,6 82,4 93,6 20,5 19,7 80,2 76,5 67,5 73,7 0,0 87,8 68 Fogo 100,0 95,3 87,5 83,3 89,7 97,8 90,3 85,8 82,8 39,5 43,4 63,6 61,9 60,2 70,5 0,0 74,1 36 Brava 75,0 75,0 75,0 75,0 75,0 75,0 75,0 71,3 71,9 18,9 18,9 64,5 64,5 64,5 68,2 25,0 71,3 8 Nível de instrução Sem nível 88,8 88,8 82,8 55,1 69,2 88,8 82,8 55,1 46,6 5,2 5,2 74,4 74,4 40,7 46,6 11,2 88,8 10 Básico 96,6 94,2 89,5 82,6 82,3 91,9 88,5 79,7 86,7 29,5 31,5 71,6 70,1 66,4 70,4 2,8 79,4 265 Secundário 96,7 93,5 92,4 89,2 91,0 97,6 92,5 86,2 94,3 40,6 38,4 81,3 79,4 79,4 79,9 1,8 84,0 147 Pós-secundário 100,0 100,0 100,0 90,4 74,2 100,0 100,0 90,4 100,0 58,7 58,7 82,7 82,7 82,7 90,4 0,0 82,7 14 Total 96,5 94,0 90,6 84,4 84,7 94,0 90,1 81,6 88,7 33,6 34,1 75,3 73,8 70,7 73,6 2,6 81,3 436 Ref. = Reforço; Pol. = Pólio; Sar. = Sarampo; Hep. = Hepatite; Vac. = Vacinadas No que se refere a cada tipo de vacina, o mesmo quadro indica que 97% das crianças recebeu a vacina BCG (feita à nascença ou nos primeiros 7 dias de vida). Isto significa que quase todas as crianças em Cabo Verde têm o seu primeiro contacto com o serviço de vacinação logo nos primeiros dias de vida, o que vem de encontro ao preconizado no Calendário Vacinal Nacional. A cobertura para a vacina BCG é elevada em todos os domínios de estudo, com percentagem mais baixa na Brava (75%). Assim, pode-se dizer que o primeiro contacto das crianças com os serviços de vacinação e consequentemente, as que têm a oportunidade de ter o cartão de saúde infantil e de iniciar o seguimento do seu crescimento e desenvolvimento, bem como o calendário vacinal desde os primeiros dias de vida, foi alta em todos os domínios de estudo. De salientar que nos principais centros urbanos do País, ou seja, na Praia Urbano e SãoVicente e ainda nos domínios de Maio e Fogo, a cobertura é universal. As primeiras doses de DPT 1 (Tripla 1) e de Polio têm lugar na sexta semana de vida. Nota-se também que a cobertura para essas vacinas é alta a nível nacional (94% para DPT1 e 85% para o Polio), sendo mais elevada no meio urbano (96% para DPT1 e 92% para Polio) do que no rural (92% para DPT1 e 77% para Polio) (Quadro 8.9). Relativamente aos domínios de estudo, os dados indicam que a cobertura para o DPT1 é elevada nos domínios do Maio (100%), SãoVicente (97%) e São Nicolau (97%), e comparativamente baixa no Sal e Santiago Norte (91%) e na Brava (75%). Quanto ao Polio, verifica-se que a cobertura é muito alta no Maio (100%), São Vicente (95%), Boavista e Praia Urbano (93%). Valores comparativamente baixos verificam-se no Sal (70%) e em São Nicolau (53%). Isto quer dizer que mais de 92% dessas crianças teve oportunidade de, no mínimo, pela segunda vez, ser assistidas nos serviços de saúde. À semelhança da vacina BCG, a percentagem dessas crianças que recebeu as primeiras doses do Polio é tanto mais elevada quanto maior for o nível de instrução da mãe, ou seja, 69% entre as crianças das mães sem instrução e 91% entre aquelas cujas mães possuem nível pós-secundário. 120 | Saúde da Mulher e da Criança A cobertura para DPT 3 para as crianças de 12 a 23 meses de idade é de 84%. De acordo com os objectivos preconizados pela OMS para a Região Africana em que estamos inseridos, esses indicadores são considerados bons. Em relação aos objectivos preconizados pelo Ministério da Saúde de Cabo Verde para a cobertura vacinal (90%), pode-se considerar que ainda é necessário algum esforço para o cumprimento desse objectivo. Considerando que a 3ª dose desta vacina é um indicador para avaliação de desempenho das estruturas de saúde e também, para a taxa de cobertura para todas as vacinas a nível nacional, pode-se dizer que estamos próximos de alcançar os 90% preconizados. A cobertura para o Sarampo é de 89% a nível nacional. Considerando que 15% das crianças vacinadas em cada ano não ficam imunizadas e se adicionarmos o número de não vacinadas, temos um valor que acumulado durante 5 anos, obriga à realização de uma campanha de vacinação para prevenção de surtos epidémicos. Estes resultados encontram-se também apresentados no Gráfico 8.7. Gráfico 8.7 Percentagem de crianças dos 12-23 meses, que receberam vacinas especifica segundo o tipo de vacina 97 94 91 84 85 94 90 82 89 74 3 BC G DP T 1 DP T 2 DP T 3 Po lio 0 Po lio 1 Po lio 2 Po lio 3 Sa ram po To da s Na o v ac ina da Dominios de estudo 0 20 40 60 80 100 Percentagem CVDHS 2005 8.5 DOENÇAS NAS CRIANÇAS No IDSR-II foram estudadas as maiores causas de morbi-mortalidade nas crianças menores de cinco anos: diarreia, infecções respiratórias agudas (IRA) e febre. Os óbitos por essas doenças na sua grande parte são evitáveis, quando por um lado as medidas de prevenção são implementadas de forma a responder às necessidades e, por outro lado, as capacidades para o diagnóstico precoce aliado ao tratamento adequado estão disponíveis. Em Cabo Verde as infecções respiratórias agudas (IRA) constituem a terceira maior causa da mortalidade infantil1. A prevalência de IRA foi estimada, inquirindo todas as mães sobre a ocorrência de sintomas da mesma: tosse, respiração rápida ou difícil e febre nas duas semanas anteriores ao inquérito. Em caso afirmativo, investigou-se se foi procurada uma estrutura de saúde para tratamento. A todas as mães com crianças menores de cinco anos, foi perguntado também sobre a ocorrência de diarreia nas crianças nas duas últimas semanas anteriores ao inquérito. Em caso de resposta positiva, perguntou-se o tipo de tratamento feito. Prevalência e Tratamento de IRA e Febre O Quadro 8.10 apresenta a percentagem de crianças menores de cinco anos que estiveram com sintomas de IRA ou febre durante as últimas duas semanas que antecederam ao inquérito e a 1 Ministério de Saúde, Relatório Estatístico, 2005 Saúde da Mulher e da Criança | 121 percentagem das que foram tratadas numa estrutura de saúde. Como no questionário não se distinguiu se o tratamento procurado foi somente para a febre ou para os outros sintomas de IRA, o quadro mostra uma única coluna, correspondente à percentagem de crianças com sintomas de IRA e/ou febre que procuraram tratamento num estabelecimento de saúde. Cerca de 16% das crianças estudadas esteve doente, apresentando sintomas de IRA, nas duas semanas que antecederam o inquérito e 21% teve febre. Os níveis de prevalência das duas doenças apresentam diferenças importantes de acordo com o meio de residência e domínio de estudo: a percentagem de crianças com IRA é mais elevada no meio urbano (18% contra 14% no meio rural) e nos principais centros urbanos do país como a Praia Urbano (20%) e São Vicente (19%). No que se refere às crianças com febre, também foram registados valores relativamente mais elevados no meio urbano (23%) do que no rural (20%), na Praia Urbano (24%), em SãoVicente (22%) e em Santo Antão (25%). Isto deve-se provavelmente às precárias condições de saneamento básico, que se traduzem por exemplo na evacuação inadequada das aguas residuais2, na falta de sanitários por uma percentagem relativamente significativa de agregados familiares3, que vivem em circunstancias de elevada concentração populacional, como é o caso da Praia, com 412 hab/km2, ou de São Vicente, com 296 hab/km2 (INE, 2000). Entre as crianças que tiveram sintomas de IRA e/ou febre, 51% procurou tratamento nas estruturas de saúde. Os níveis mais altos de procura de tratamento de IRA e/ou febre foram registados no meio urbano (55%), com incidência mais elevada em São Vicente (58%). Em relação ao nível de instrução da mulher, o mesmo Quadro mostra que os níveis mais baixos de procura foram registrados entre as mulheres sem instrução (32%). 2 Segundo a pesquisa sobre Condições de vida dos agregados familiares, 2001-2002, 40% dos agregados familiares em S. Vicente e 71% na praia Urbano evacuam as águas residuais ao redor da casa ou na natureza 3 Segundo a mesma pesquisa, 35% dos agregados familiares na Praia e 27% em S. Vicente não possuem casa de banho, nem retrete e nem latrina. 122 | Saúde da Mulher e da Criança Quadro 8.10 Prevalência e tratamento das Infecções Respiratórias Agudas (IRA) e febre Percentagem de crianças menores de cinco anos que nas duas últimas semanas anteriores ao inquérito, tiveram sintomas de IRA ou febre e percentagem das que foram tratadas num estabelecimento de saúde, por características sócio-demográficas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Percentagem de crianças com sintomas de IRA Percentagem de crianças com febre Número de crianças menores de cinco anos Percentagem de crianças tratadas1 num estabelecimento público de saúde Efectivos de crianças com sintomas Idade em meses <6 10,9 10,6 249 47,9 43 6-11 23,0 35,2 292 56,4 122 12-23 18,6 31,5 499 53,8 187 24-35 19,1 19,4 506 55,0 143 36-47 11,5 18,4 494 45,9 116 48-59 11,7 11,5 454 42,3 84 Sexo da criança Masculino 14,4 20,2 1 302 50,5 342 Feminino 17,3 22,2 1 192 52,4 354 Meio de residência Urbano 17,8 22,5 1 279 55,4 385 Rural 13,7 19,8 1 215 46,5 312 Domínios de estudo Santo Antão 18,1 25,3 201 57,6 65 São Vicente 19,2 21,8 248 58,1 76 São Nicolau 3,0 3,4 56 17,9 3 Sal 13,7 23,1 111 44,7 28 Boa Vista 17,9 14,1 20 80,0 6 Maio 10,5 17,4 35 58,5 7 Santiago 16,9 22,2 1 535 49,3 448 Praia Urbano 20,3 24,4 643 50,9 219 Santiago Norte 11,7 17,6 492 48,0 114 Resto Santiago 17,9 24,5 400 47,5 116 Fogo 8,1 14,4 254 55,2 51 Brava 13,8 24,6 35 46,1 11 Nível de instrução Sem nível 18,7 17,0 95 31,7 25 Básico 16,0 21,2 1 585 48,6 446 Secundário 15,6 21,1 739 61,0 204 Pós-secundário 9,4 26,3 75 41,2 21 Crianças cujas mães Fumam cigarros/tabaco 18,0 14,1 43 28,9 11 Não fumam 15,7 21,3 2 451 51,8 685 Total 15,8 21,2 2 494 51,4 696 IRA = Infecções Respiratórias Agudas 1 Exclui farmácias, lojas e praticas tradicionais Diarreia: Prevalência e Tratamento Conforme referido anteriormente, às mães com crianças menores de cinco anos, foi perguntado também a ocorrência de diarreia nas crianças nas duas últimas semanas anteriores ao inquérito e, caso a resposta fosse positiva, perguntou-se o tipo de tratamento que a mãe fez. As informações sobre a prevalência da diarreia em crianças menores de cinco anos durante as duas semanas anteriores ao inquérito estão resumidas no Quadro 8.11. Os resultados são apresentados por características seleccionadas, incluindo a fonte de abastecimento de água para beber. Cerca de 14% das crianças estudadas esteve doente com diarreia no período acima referido, com diferenças entre os dois meios de residência (17% no meio urbano contra 11% no rural). Prevalências mais elevadas foram registadas entre as crianças cujas mães possuem nível básico de instrução (15%) ou secundário (14%) e entre as que vivem em agregados familiares cuja principal fonte de abastecimento de água para beber é o chafariz/autotanque/cisterna (15%). Quanto aos domínios de estudo, verifica-se uma prevalência mais elevada na Praia urbano (21%) e Santiago Norte (16%), São Vicente e Sal (13%). A menor prevalência foi registada em São Nicolau (4%). Saúde da Mulher e da Criança | 123 Quadro 8.11 Prevalência de diarreia Percentagem de crianças menores de 5 anos que nas duas últimas semanas anteriores ao inquérito tiveram diarreia, por características sócio- demográficas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características sócio-demográficas Prevalência da diarreia Número de crianças Idade em meses <6 7,3 249 6-11 24,5 292 12-23 25,8 499 24-35 13,9 506 36-47 9,5 494 48-59 4,3 454 Sexo da criança Masculino 14,2 1 302 Feminino 14,2 1 192 Meio de residência Urbano 17,1 1 279 Rural 11,2 1 215 Domínio de estudo Santo Antão 7,4 201 São Vicente 12,6 248 São Nicolau 4,4 56 Sal 13,4 111 Boa Vista 9,3 20 Maio 6,8 35 Santiago 17,0 1 535 Praia Urbano 20,7 643 Santiago Norte 16,4 492 Resto Santiago 11,7 400 Fogo 9,6 254 Brava 8,6 35 Nível de instrução Sem nível 9,8 95 Básico 14,7 1 585 Secundário 14,2 739 Pós-secundário 9,6 75 Fonte de abastecimento de água para beber Água canalizada/água de garrafa 12,4 755 Chafariz, autotanque, cisterna 14,7 1 245 Poço, nascente, levada 13,4 320 NS/NR 20,4 174 Total 14,2 2 494 O IDSR-II também captou informação sobre os conhecimentos acerca do tratamento da diarreia, e se as crianças tiveram cuidados clínicos quando a diarreia ocorreu. Os resultados sobre o conhecimento de pacotes de sais de reidratação oral (SRO) são apresentados no Quadro 8.12. O conhecimento dos SRO é praticamente universal (96%), sem diferença importante nos dois meios de residência (97% no meio urbano e 95% no rural). O nível de conhecimento dos SRO é mais elevado entre as mulheres com instrução, ou seja, 91% entre as mulheres sem instrução, 96% entre as de nível básico e 95% entre aquelas de nível secundário. O conhecimento deste soro também é expressivo em todos os domínios de estudo com menor incidência na Brava (88%). 124 | Saúde da Mulher e da Criança Quadro 8.12 Conhecimento dos sais de rehidratação oral (SRO) Percentagem de mulheres que tiveram filhos nascidos vivos nos últimos cinco anos anteriores ao inquérito que conhecem os SRO por características sócio-demográficas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características Mulheres que conhecem SRO (%) Número de mulheres Idade da mulher 15-19 95,5 224 20-24 94,6 516 25-29 96,5 422 30-34 93,4 262 35-49 98,3 405 Meio de residência Urbano 96,8 973 Rural 94,6 856 Domínio de estudo Santo Antão 92,8 146 São Vicente 92,4 194 São Nicolau 96,2 39 Sal 95,2 80 Boa Vista 100,0 16 Maio 97,6 27 Santiago 97,6 1 117 Praia Urbano 97,8 484 Santiago Norte 95,2 339 Resto Santiago 100,0 294 Fogo 91,5 181 Brava 88,2 30 Nível de instrução Sem nível 90,6 69 Básico 96,2 1 116 Secundário 95,3 589 Pós-secundário 100,0 56 Total 95,8 1 829 O tratamento da diarreia é apresentado no Quadro 8.13. Atenção particular foi dada ao tratamento com pacotes de sais de re-hidratação oral (SRO), soluções caseiras recomendadas, ou baseadas em sal, açúcar e água, e aumento na quantidade de líquidos ingeridos. Foram também colocadas questões sobre práticas alimentares durante o momento em que a criança se encontrava com diarreia (a quantidade de líquidos e de comida oferecida comparando com a oferecida em situação normal). Entre as crianças estudadas e que estiveram doentes com diarreia nas duas últimas semanas anteriores ao inquérito, pouco menos de metade (45%) foi tratada num estabelecimento de saúde, sendo 49% no meio urbano e 38% no rural. O nível de instrução da mulher continua sendo um factor de exclusão social: a percentagem de crianças com diarreia nas duas ultimas semanas anteriores ao inquérito e que foi tratada num estabelecimento de saúde aumenta à medida que aumenta o nível de instrução da mulher, ou seja, 8% entre as mulheres sem instrução e 45% entre as mulheres de nível pós-secundário. Saúde da Mulher e da Criança | 125 Quadro 8.13 Tratamento da diarreia Percentagem de crianças menores de cinco anos que nas duas últimas semanas anteriores ao inquérito, tiveram diarreia e foram tratada num estabelecimento de saúde, segundo o tipo de tratamento recebido, por características sócio-demográficas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características socio-demograficas Percentagem de crianças tratadas num estabelecimento público de saúde Terapêutica de rehidratação oral (TRO) SRO/ mistura caseira/ aumento de líquidos Outros tratamentos Não fez tratamento Número de crianças com diarreia Pacote de SRO Mistura caseira SRO e mistura caseira Aument o de líquidos Comprimidos ou xarope Injecção Solução intra- venosa Remédio caseiro Idade em meses <6 64,7 100,0 10,5 100,0 53,8 100,0 4,9 0,0 0,0 74,1 0,0 18 6-11 37,4 100,0 15,6 100,0 63,3 100,0 19,0 0,0 0,0 59,6 0,0 72 12-23 47,8 100,0 12,2 100,0 64,5 100,0 23,3 0,0 0,7 61,1 0,0 129 24-35 50,4 99,2 17,4 99,2 72,5 99,2 23,1 0,0 1,1 65,2 0,8 70 36-47 45,8 100,0 13,1 100,0 63,6 100,0 20,2 1,0 4,7 73,6 0,0 47 48-59 9,0 100,0 0,0 100,0 55,9 100,0 24,6 0,0 0,0 85,3 0,0 19 Sexo da criança Masculino 47,6 99,7 12,8 99,7 65,8 99,7 23,1 0,3 1,1 70,8 0,3 185 Feminino 41,5 100,0 13,8 100,0 63,6 100,0 18,9 0,0 1,0 59,1 0,0 170 Meio de residência Urbano 49,0 100,0 11,5 100,0 73,8 100,0 25,3 0,2 0,6 71,8 0,0 219 Rural 37,7 99,6 16,1 99,6 50,0 99,6 14,4 0,0 1,9 54,6 0,4 136 Domínio de estudo Santo Antão 50,5 96,1 0,0 96,1 76,6 96,1 7,2 0,0 9,7 70,4 3,9 15 São Vicente 63,7 100,0 9,0 100,0 72,4 100,0 20,0 0,0 3,3 72,7 0,0 31 São Nicolau 64,4 100,0 0,0 100,0 68,4 100,0 33,2 0,0 0,0 75,7 0,0 2 Sal 56,5 100,0 13,6 100,0 93,8 100,0 9,1 0,0 0,0 66,9 0,0 15 Boa Vista 55,2 100,0 0,0 100,0 36,3 100,0 0,0 26,2 26,2 88,6 0,0 2 Maio 57,4 100,0 11,6 100,0 66,7 100,0 0,0 0,0 0,0 57,4 0,0 2 Santiago 41,4 100,0 14,8 100,0 62,1 100,0 22,8 0,0 0,4 63,6 0,0 260 Praia Urbano 50,6 100,0 14,9 100,0 74,1 100,0 29,8 0,0 0,0 75,9 0,0 133 Santiago Norte 35,4 100,0 22,3 100,0 45,5 100,0 23,1 0,0 1,1 48,6 0,0 80 Resto Santiago 25,8 100,0 1,9 100,0 56,8 100,0 2,8 0,0 0,0 54,5 0,0 47 Fogo 41,9 100,0 13,8 100,0 61,1 100,0 22,2 0,0 0,0 69,8 0,0 24 Brava 35,9 100,0 0,0 100,0 49,8 100,0 22,1 0,0 0,0 45,3 0,0 3 Nível de instrução da mulher Sem instrução 8,3 100,0 22,0 100,0 87,7 100,0 33,9 0,0 0,0 43,5 0,0 9 Básico 44,6 99,8 13,8 99,8 61,6 99,8 16,7 0,2 1,6 62,6 0,2 234 Secundário 48,1 100,0 11,0 100,0 67,2 100,0 28,4 0,0 0,0 70,8 0,0 105 Pós-secundário 44,8 100,0 18,8 100,0 100,0 100,0 42,5 0,0 0,0 100,0 0,0 7 Total 44,7 99,8 13,3 99,8 64,7 99,8 21,1 0,1 1,1 65,2 0,2 355 Relativamente ao tratamento que foi dado às crianças durante a diarreia, os dados indicam que todas receberam SRO, sem diferenças entre os meios de residência, domínios de estudo, nível de instrução das mães e idade da criança. Cerca de 13% recebeu solução caseira composta por água, sal e açúcar, com incidência mais elevada no domínio de Santiago Norte (22%) e entre as crianças cujas mães não possuem nenhum nível de instrução (22%). Quase dois terços (65%) recebeu remédios caseiros, sendo 72% no meio urbano e 55% no rural. Cerca de 31% das crianças que tiveram diarreia no período considerado na análise, recebeu a mesma quantidade de alimentos em comparação com o normal, 40% recebeu um pouco menos e 2% não recebeu alimentos sólidos (Quadro 8.14). No que se refere a quantidades de líquidos que essas crianças receberam, verifica-se que a maioria (65%) recebeu maior quantidade de liquido que o normal. Porém, 21% recebeu a mesma quantidade de sempre e 7% um pouco menos que o normal. Quadro 8.14 Práticas alimentares durante a diarreia Distribuição percentual de crianças menores de cinco anos que tiveram diarreia nas duas últimas semanas anteriores ao inquérito, por quantidade de líquidos e alimentos sólidos que receberam em relação à pratica normal, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Percentagem Quantidade de líquidos A mesma quantidade de sempre 20,8 Maior quantidade 64,7 Um pouco menos 7,1 Muito menos 5,1 Nenhuma 0,7 NS/ NR 1,6 Total 100,0 Quantidade de alimentos A mesma quantidade de sempre 30,8 Maior quantidade 5,7 Um pouco menos 40,3 Muito menos 17,7 Nenhuma 2,1 Não come ainda alimentos sólidos 2,1 NS/ NR 1,3 Total 100,0 Número de crianças 355 126 | Saúde da Mulher e da Criança 8.6 PROBLEMAS NOS CUIDADOS DA SAÚDE: ACESSO AO TABACO Fumar durante a gravidez aumenta o risco de atraso de crescimento intra-uterino. O seu uso fora da gravidez afecta a saúde da mulher e pode afectar, particularmente a incidência de doenças respiratórias (IRA). O Quadro 8.15 apresenta a distribuição de mulheres com hábito de fumar cigarros ou tabaco e a distribuição percentual das fumadoras, por número de cigarros fumados nas últimas 24 horas, segundo características e estatuto maternal. Os dados mostram que no geral o consumo de tabaco entre as mulheres não é elevado. Dois por cento das mulheres entrevistadas teriam fumado um cigarro ou qualquer outra forma de tabaco nas últimas 24 horas imediatamente anteriores ao inquérito. Entre estas mulheres 1% estava grávida e 2% estava amamentando. A percentagem de fumadoras é de 5% entre as mulheres de 35 a 49 anos de idade. Entre o total das fumadoras verifica-se percentagens mais elevadas nos domínios de estudo de Santo Antão (8%), Sal (4%) e São Vicente (5%). No que se refere ao nível de instrução, destacam-se as mulheres sem instrução (11%) e as que possuem nível pós-secundário (5%). Quanto ao número de cigarros que as mulheres fumaram no período acima referido, os dados mostram também que 26% fumou entre três a cinco cigarros e 25% fumou um ou dois cigarros. Porém, uma percentagem ainda expressiva (15%) fumou dez ou mais cigarros. Quadro 8.15 Uso de tabaco Distribuição percentual de mulheres com hábito de fumar cigarros ou tabaco e distribuição percentual das fumadoras por numero de cigarros fumados nas últimas 24 horas, segundo características e estatuto maternal, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características Cigarros Tabaco Outro tabaco Não fuma Número de mulheres Número de cigarros Total Número de cigarros 0 1-2 3-5 6-9 10+ NS/SI Idade 15-19 0,3 0,0 0,0 99,5 1 477 0,0 0,0 45,9 0,0 0,0 54,1 100,0 4 20-34 1,5 0,0 0,1 98,2 2 260 5,1 25,8 38,5 4,4 18,5 7,7 100,0 32 35-49 2,6 0,4 2,2 94,7 1 768 10,6 25,7 18,6 9,7 13,7 21,8 100,0 69 Meio de residência Urbano 2,1 0,1 0,4 97,1 3 054 7,0 27,1 29,0 7,8 12,6 16,5 100,0 73 Rural 0,8 0,2 1,1 97,8 2 451 11,8 19,0 18,3 7,4 19,3 24,1 100,0 32 Nível de instrução Sem instrução 4,2 1,7 5,2 89,1 310 9,9 25,5 13,8 2,0 3,9 44,9 100,0 28 Básico 1,5 0,1 0,9 97,3 2 802 7,7 24,2 29,5 12,8 17,4 8,3 100,0 50 Secundário 0,9 0,0 0,0 98,9 2 200 3,5 29,2 28,8 6,2 15,9 16,4 100,0 18 Pós-secundário 4,8 0,0 0,0 95,2 193 17,8 15,5 36,5 0,0 30,1 0,0 100,0 9 Estatuto maternal Grávida 1,3 0,2 0,0 98,5 281 21,2 0,0 49,6 0,0 8,1 21,2 100,0 4 Amamenta (não grávida) 1,6 0,1 0,0 98,3 623 11,0 42,5 20,8 0,0 25,7 0,0 100,0 11 Nenhuma 1,5 0,1 0,9 97,2 4 601 7,7 23,4 25,5 8,9 13,5 21,1 100,0 91 Total 1,5 0,1 0,8 97,4 5 505 8,5 24,6 25,8 7,7 14,6 18,8 100,0 105 Amamentação e Estado Nutricional | 127 AMAMENTAÇÃO E ESTADO NUTRICIONAL 9 Orlando Santos Monteiro, Maria Jesus de Carvalho A malnutrição é um dos principais problemas de saúde e de bem-estar que no geral afecta as crianças nos países em desenvolvimento. Ela provem tanto de uma alimentação inadequada como de um ambiente deficiente. As práticas alimentares inadequadas referem-se, não somente à qualidade e à quantidade dos alimentos consumidos pelas crianças, como também aos momentos em que começam a ser dados. Este capítulo incide na análise dos resultados da alimentação das crianças nascidas nos últimos cinco anos que precederam o inquérito, o seu estado nutricional, bem como o das suas mães. As práticas de amamentação e de alimentação complementar constituem a primeira parte deste capítulo, sendo a segunda parte reservada às carências em micronutrientes: ferro e vitamina A. 9.1 AMAMENTAÇÃO E ALIMENTAÇÃO DE COMPLEMENTO As práticas alimentares são factores determinantes do estado nutricional das crianças que, por sua vez, influencia a morbilidade e a mortalidade das crianças. De entre essas práticas, as ligadas à amamentação têm uma importância particular. Considerando a importância das práticas de amamentação, foi perguntado às mães se elas amamentaram os filhos (que tiveram nos cinco anos que precederam o inquérito) e, mais precisamente, quanto tempo depois do nascimento começaram a amamentação. Perguntou-se ainda às mães durante quanto tempo e com que frequência os filhos foram amamentados, a idade dos mesmos quando começaram o consumo de outros alimentos, bem como o tipo de alimentos, e finalmente com que frequência os diferentes tipos de complementos foram dados aos filhos. Foi também perguntado às mães se utilizaram biberão na alimentação dos filhos. Início da Amamentação O Quadro 9.1 apresenta por um lado a percentagem de crianças nascidas nos últimos cinco anos, e que foram amamentada e, por outro lado, de entre as crianças amamentadas, a proporção que foi amamentada na primeira hora ou no primeiro dia depois do nascimento, segundo características sócio-demográficas seleccionadas. De maneira geral, quase todas as crianças (96%) foram amamentadas, e pode-se considerar que essa prática é quase uniforme qualquer que sejam as características da mãe (sempre acima de 90%). A proporção de crianças amamentadas diminuiu em relação ao ISDR-1998 (98%). Do total de crianças amamentadas, apenas 73% foi amamentada na primeira hora que seguiu ao nascimento; a proporção das que amamentaram nas 24 horas logo depois do nascimento é de 88%. Mesmo que haja um aumento significativo em relação ao IDSR-1998, verifica-se que ainda cerca de um quarto das crianças (27%) não é amamentado na primeira hora imediatamente ao nascimento e que cerca de 1 criança sobre 10 (12%) não amamentou no primeiro dia. Isto pode ser prejudicial para a criança. Com efeito, é durante as primeiras mamadas, nas primeiras 24 horas de vida, que a criança recebe o colostro que contem os anticorpos da mãe, necessários para resistir a numerosas doenças. Adicionalmente, quando a criança não mama nas 24 horas logo após o nascimento, recebe outros alimentos que podem ser portadores de agentes patogénicos. Os resultados mostram a necessidade de reforçar a sensibilização das mães sobre a importância da amamentação nas primeiras horas de vida da criança. 128 | Amamentação e Estado Nutricional Quadro 9.1 Amamentação inicial Percentagem das crianças nascidas nos últimos cinco anos anteriores ao inquérito que alguma vez amamentaram, e, entre as crianças que já amamentaram, a percentagem das que começaram a amamentar na primeira hora e no primeiro dia após o nascimento, e a percentagem das que receberam uma alimentação pré-amamentação, por características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Todas as crianças Crianças que foram amamentadas Número de crianças amamentadas % das crianças que alguma vez amamentaram Número de crianças Na primeira hora No primeiro dia Recebeu uma alimentação pré- amamentação1 Sexo Masculino 94,9 1 348 70,5 86,8 10,3 1 280 Feminino 96,3 1 228 75,1 89,7 10,1 1 182 Residência Urbano 95,1 1 316 72,6 88,0 10,0 1 252 Rural 96,1 1 260 72,7 88,4 10,4 1 210 Domínio de estudo Santo Antão 96,5 204 77,9 93,0 5,9 197 São Vicente 92,3 254 80,4 94,2 6,1 235 São Nicolau 95,3 56 88,2 93,6 5,0 54 Sal 93,7 114 89,1 96,3 9,2 106 Boa Vista 94,4 21 66,7 95,7 7,0 20 Maio 93,7 38 93,9 97,2 8,6 35 Santiago 96,5 1 586 68,8 85,4 12,0 1 531 Praia Urbano 96,6 656 66,7 83,1 12,0 634 Santiago Norte 97,0 514 85,3 92,8 6,9 498 Resto Santiago 95,9 416 51,8 80,0 18,5 399 Fogo 93,5 267 71,2 88,0 8,3 250 Brava 95,6 37 79,6 95,4 7,9 35 Instrução da mãe Sem nível 92,0 99 82,5 92,3 12,1 92 Básico 95,3 1 642 72,7 88,0 10,1 1 565 Secundário 96,5 759 71,2 88,2 10,0 732 Pós-secundário 96,2 76 75,7 86,1 11,4 73 Assistência ao parto Profissional de saúde 96,8 1 998 73,8 88,5 8,6 1 934 Parteira 96,4 384 73,1 88,5 15,3 370 Outra 97,0 116 60,0 90,5 19,0 112 Nenhuma 98,2 41 48,7 61,4 16,7 40 Sem informação * * * * * 7 Local do parto Estabelecimento de saúde 96,6 2 005 73,4 88,3 8,6 1 937 Em casa 97,2 525 70,3 88,0 15,7 511 Outro * * * * * 14 Sem informação * * * * * 1 Total 95,6 2 576 72,7 88,2 10,2 2 462 Nota: Os números referem-se aos nascimentos ocorridos no período de 0-59 meses antes do inquérito, independentemente da condição de sobrevivência na época da entrevista. 1 Crianças que receberam algo que não seja o leite do peito durante os primeiros três dias de vida antes de começarem a mamar das suas mães regularmente. * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos Mesmo que a proporção de crianças amamentadas tenha sido muito significativa para todas as mulheres, independentemente das suas características, o início da amamentação varia ligeiramente segundo algumas características sócio-demográficas da mulher. No caso do meio de residência, os resultados mostram que não existe diferença entre os meios urbano e rural, no que concerne ao início da amamentação, seja na primeira hora logo após o nascimento, seja nas primeiras 24 horas. No que tange ao nível de instrução da mãe, parece haver uma correlação com o início da amamentação; nota-se que as crianças cujas mães não são instruídas foram mais frequentemente amamentadas na(s) hora(s) que seguiu(ram) o nascimento do que as de mães com nível básico, secundário e pós-secundário. A assistência ao parto e, por conseguinte, o lugar onde o mesmo ocorreu influencia sensivelmente o início da amamentação. Com efeito, quando o parto é assistido por um profissional de Amamentação e Estado Nutricional | 129 saúde ou por uma parteira, verifica-se que aproximadamente 3 em cada 4 crianças (74% e 73%) foram amamentadas na primeira hora após o nascimento, contra 49% para as crianças cujas mães não tiveram nenhuma assistência ao parto. De igual modo, 73% das mulheres que tiveram filhos num estabelecimento de saúde deram de mamar ao filho na hora seguinte ao nascimento. Esta proporção é ligeiramente inferior quando o parto é domiciliário (70%). Introdução de Alimentos Suplementares Segundo as recomendações da UNICEF e da OMS, todas as crianças devem ser objecto de aleitamento materno exclusivo até aos seis meses. O início precoce da alimentação suplementar não é recomendado, visto que expõe as crianças aos agentes patogénicos, aumentando o risco de infecção. Por outro lado, leva à diminuição da frequência das mamadas, o que reduz a produção do leite materno. É de salientar que nas populações economicamente pobres, os alimentos suplementares têm fraco valor nutricional, e que a partir dos seis meses, a amamentação deve ser completada por alimentos apropriados que podem satisfazer as necessidades da criança. As informações sobre a alimentação adicional foram recolhidas perguntando às mães se os filhos amamentavam e que outro tipo de alimentos (sólidos ou líquidos) lhes tinham sido administrados nas últimas 24 horas. As questões sobre a amamentação foram feitas para todas as crianças nascidas nos últimos cinco anos precedentes ao inquérito. As concernentes aos complementos nutricionais dizem respeito apenas ao último filho nascido vivo. Os resultados dizem respeito apenas a crianças menores de três anos, tendo em conta que nessa idade a maioria já não amamenta. Os resultados do Quadro 9.2 e do Gráfico 9.1 mostram que todas as crianças são amamentadas e que esta prática é durável, visto que aos 12-15 meses, mais de três quartos (77%) delas ainda mama. Por outro lado, podemos aferir que a amamentação exclusiva é uma prática frequente em Cabo Verde. Com efeito, mais de 8 crianças em cada 10 (86%) recebeu amamentação exclusiva durante os dois primeiros meses de vida, e 79% até aos 3 meses, mas apenas cerca de 28% recebeu a amamentação exclusiva até aos seis meses. Isto significa que a maioria das crianças com menos de 6 meses (59%) recebeu outros líquidos ou alimentos como complemento da amamentação. Por outro lado, entre os 6-7 meses, idade em que se devia iniciar a alimentação de complemento para todas as crianças, apenas 73% recebeu outro alimento para além da amamentação. A utilização do biberão não é recomendada, visto que é considerado um factor de aumento dos riscos de doenças, particularmente as diarreicas. O Quadro 9.2 mostra que a utilização do biberão é uma prática corrente em Cabo Verde, com cerca de 36% das crianças de 4-5 meses alimentada ao biberão, nas 24 horas que precederam o inquérito. 130 | Amamentação e Estado Nutricional Quadro 9.2 Situação da amamentação por idade Distribuição percentual do último filho com menos de 3 anos de idade e que vive com a sua mãe, por situação da amamentação e percentagem de crianças com menos de três anos que usaram biberão, segundo a idade em meses, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Idade em meses Não amamentadas Amamentação exclusiva Amamentadas e: Total Número de crianças Percentagem que usou biberão Número de crianças Só água Líquidos (sumos/ água) Outros Complementos/ alimentos <2 0,0 86,2 4,8 0,0 8,1 0,9 100,0 57 12,8 59 2-3 0,4 78,7 7,3 0,0 10,4 3,2 100,0 65 15,2 65 4-5 13,0 27,9 7,9 0,0 16,6 34,6 100,0 87 35,8 88 6-7 10,7 4,0 8,1 0,0 4,4 72,8 100,0 75 32,5 75 8-9 11,2 0,0 0,0 0,3 2,3 86,2 100,0 87 24,6 87 10-11 11,4 2,4 0,0 0,0 2,0 84,2 100,0 94 17,0 98 12-15 23,0 4,8 0,0 0,0 0,0 72,2 100,0 159 14,2 160 16-19 64,9 0,2 0,0 1,5 0,0 33,4 100,0 124 13,3 131 20-23 87,3 1,1 0,0 0,0 0,0 11,6 100,0 130 8,2 145 24-27 95,3 0,0 0,0 0,0 0,0 4,7 100,0 100 4,6 121 28-31 95,7 0,0 0,0 0,0 1,0 3,3 100,0 114 9,5 139 32-35 98,3 0,0 0,0 0,0 0,0 1,7 100,0 132 5,7 166 <6 5,6 59,6 6,9 0,0 12,3 15,7 100,0 208 23,1 212 6-9 11,0 1,8 3,8 0,2 3,3 80,0 100,0 162 28,2 162 Nota: ‘Situação de amamentação’ refere-se a um período de “24 horas” (ontem e de noite). As crianças classificadas como ‘amamentadas e só água’ não recebem outros alimentos. As categorias ‘não amamentada’, ‘amamentação exclusiva’, ‘amamentação e só água’, ‘líquidos (água/sumos)‘, ‘outro‘ e ‘suplementos’ (sólidos ou semi-sólidos) estão hierarquizadas e são mutuamente exclusivas, a sua percentagem soma 100 porcento. As crianças amamentadas que recebem outros líquidos e não recebem alimentos complementares estão classificadas na categoria de ‘sumos/água’. Qualquer criança que receba alimentos complementares está clasificada na respectiva categoria a menos que esteja amamentando também. Gráfico 9.1 Prática de amamentação das crianças menores de três anos <2 2-3 4-5 6-7 8-9 10-11 12-15 16-19 20-23 24-27 28-31 32-35 Idade em meses 0% 20% 40% 60% 80% 100% Percentagem Amamentação exclusiva Só água Líquidos (sumos/água) Outros Complementos/ alimentos Não amamentadas CVDHS 2005 Duração e Frequência de Amamentação A duração mediana da amamentação é calculada para as últimas crianças nascidas-vivas com menos de três anos de idade. O Quadro 9.3 indica que em Cabo Verde, metade das crianças é amamentada durante um período ligeiramente superior a um ano (15,8 meses), com durações medianas de amamentação exclusiva de 3,1 meses e amamentação predominante de 3,7 meses. Não existe diferença da duração de amamentação segundo o sexo da criança e, a diferença segundo o meio de residência é ligeira (16 contra 15,6 meses, nos meios rural e urbano, respectivamente). Constata-se uma diferença mais marcada segundo o nível de escolaridade da mãe, com um pique de 17,5 meses para as mães sem nenhum nível de escolaridade contra apenas 5,8 meses para as que possuem um nível superior. Amamentação e Estado Nutricional | 131 Em relação ao IDSR-1998, a duração mediana da amamentação passou de 13,0 meses para 15,8 meses, verificando assim um aumento de 2,8 meses. Quadro 9.3 Duração mediana e frequência da amamentação Duração mediana da amamentação exclusiva, amamentação predominante em crianças com menos de três anos, e percentagem de crianças menores de 6 meses (que vivem com as suas mães) que foram amamentadas 6 ou mais vezes nas 24 horas anteriores ao inquérito, segundo características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Duração mediana da amamentação (em meses) em crianças com menos de 3 anos Crianças com menos 6 meses actualmente amamentadas Duração mediana da amamentação Mediana da amamentação exclusiva Mediana da amamentação predominante Número de crianças Amamentadas 6 vezes e + nas últimas 24 horas Média de vezes do consumo de dia Média de vezes do consumo de noite Número de crianças Sexo Masculino 15,8 3,5 3,9 700 94,7 6,4 5,7 101 Feminino 15,8 2,7 3,5 672 92,8 5,9 5,0 90 Meio de residência Urbano 15,6 2,7 3,5 723 93,3 5,8 5,7 91 Rural 16,0 3,4 3,9 650 94,3 6,5 5,0 101 Domínio de estudo Santo Antão 15,5 2,5 4,1 108 83,1 5,9 4,0 14 São Vicente 16,3 1,8 2,5 139 93,9 5,8 5,3 19 São Nicolau 13,3 1,2 1,6 30 100,0 6,8 5,7 3 Sal 14,0 1,6 1,7 63 75,7 5,1 4,5 8 Boa Vista 16,2 3,6 4,1 12 100,0 5,5 5,9 2 Maio 12,0 4,5 4,5 21 100,0 6,4 5,3 4 Santiago 16,1 3,3 3,8 854 96,2 6,2 5,8 119 Praia Urbano 16,7 3,2 3,6 363 93,6 5,4 6,1 46 Santiago Norte 15,7 3,5 4,3 264 100,0 6,8 4,9 38 Resto Santiago 16,2 3,2 3,5 227 95,6 6,6 6,3 34 Fogo 15,8 4,6 5,0 127 93,1 6,9 4,1 21 Brava 15,4 3,6 4,1 19 77,2 5,1 4,5 2 Nível de instrução da mãe Sem nível 17,5 2,2 4,4 48 57,0 3,9 3,2 7 Básico 16,1 2,8 3,4 811 97,4 6,3 5,3 102 Secundário 14,7 3,3 3,8 472 91,2 6,4 5,8 72 Pós-secundário 5,8 5,2 5,4 41 100,0 5,4 4,2 11 Total 15,8 3,1 3,7 1 372 93,8 6,2 5,3 191 Média para total 15,9 4,3 4,8 na na na na na Nota: A mediana e o médio são baseados no estado actual. na = Não se aplica O Quadro 9.3 dá-nos ainda informações sobre a amamentação diurna e nocturna (últimas 24 horas precedentes ao inquérito) das crianças com menos de 6 meses de idade. Verifica-se que 94% dessas crianças foi amamentada seis vezes ou mais, nas últimas 24 horas que precederam o inquérito, e que o número de mamadas é sensivelmente mais elevado de dia que de noite (6,2 vezes contra 5,3 vezes em média). As variações segundo as características da mãe são mínimas. Tipo de Alimentos de Suplemento O Quadro 9.4 dá-nos informações relativas aos tipos de alimento recebido pelas crianças com menos de três anos, segundo a situação das mesmas perante a amamentação. Pode-se constatar que a introdução de outros líquidos e de alimentos sólidos ou semi-sólidos (pastosos) no regime alimentar dos bebés se fez prematuramente, isto é antes dos seis meses. Com efeito, a 5% das crianças com 2 meses foi dado um suplemento para bebés e, entre 4-5 meses, 26% tinha recebido alimentos pastosos à base de cereais, assim como alimentos à base de tubérculos e raízes (9%), peixe, frango, carne e ovos (10%) e comidas feitas com gordura/óleo/manteiga (12%). Aos 6-7 meses, apenas 29% das crianças recebe alimentos ricos em vitamina A, mas já aos 8-9 meses mais de metade das crianças (54%) recebe esse tipo de alimento. A OMS recomenda que sejam ministrados alimentos sólidos às crianças à partir dos 6 meses, idade a partir da qual o leite materno sozinho não é suficiente para garantir o crescimento adequado das mesmas. 132 | Amamentação e Estado Nutricional Quadro 9.4 Frequência de alimentos consumidos pelas crianças nas últimas 24 horas (de dia e de noite) Percentagem de crianças mais novas, menores de três anos, vivendo com as mães, que receberam alimentação específica nas 24 horas anteriores ao inquérito, segundo a condição da amamentação, por idade em meses, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Idade em meses Fórmula infantil Outros leites/ queijo/ iogurte Outros líquidos Alimentos pastosos à base de cereais Frutas/ hortícolas Tubérculos/ raízes Comida baseada em legumes Carne/ peixe/ frango/ ovos Comida feita óleo/ gordura/ manteiga Frutas e hortícolas ricas em vitamina A Qualquer comida sólida ou semi- sólida Número de crianças CRIANÇAS AMAMENTADAS <2 5,4 3,6 0,0 0,0 0,9 0,0 0,0 0,0 0,0 0,9 0,9 57 2-3 13,0 2,2 0,8 2,3 0,8 0,8 0,0 0,0 0,8 0,0 3,2 65 4-5 18,2 33,6 11,4 26,0 6,5 9,4 0,0 10,3 11,5 9,4 39,8 75 6-7 29,2 67,5 32,0 64,0 26,2 15,1 6,0 20,7 47,0 28,6 81,5 67 8-9 23,9 85,3 56,0 79,6 47,6 39,1 5,5 30,1 59,7 53,5 97,0 77 10-11 13,9 83,8 66,6 91,3 52,7 34,5 5,9 53,3 71,9 56,3 95,1 84 12-15 17,0 76,3 72,0 88,3 59,8 38,2 18,4 61,7 67,2 51,8 93,8 122 16-19 14,3 70,5 83,6 82,0 67,7 34,9 18,7 68,1 61,0 60,8 95,1 43 20-23 12,9 86,5 81,3 83,5 82,7 57,3 20,5 87,5 79,1 53,4 91,1 17 24-35 4,8 82,7 100,0 71,2 59,6 59,9 42,6 70,7 90,1 58,6 90,1 12 <6 12,8 14,6 4,6 10,7 3,0 3,9 0,0 3,9 4,7 3,8 16,6 197 6-9 26,4 77,0 44,9 72,4 37,7 28,0 5,8 25,7 53,8 41,9 89,8 144 CRIANÇAS NÃO AMAMENTADAS <2 * * * * * * * * * * * 0 2-3 * * * * * * * * * * * 0 4-5 64,4 65,8 45,8 59,3 61,0 16,9 0,0 16,9 0,0 53,1 89,2 11 6-7 19,0 75,2 62,9 60,0 14,7 47,1 0,0 41,0 82,5 45,3 91,7 8 8-9 17,4 100,0 73,5 100,0 71,3 54,1 11,2 28,5 65,5 68,3 100,0 10 10-11 34,0 97,7 82,3 100,0 59,7 78,0 22,0 57,6 93,9 72,8 100,0 11 12-15 8,5 94,9 95,8 84,1 66,1 70,9 13,9 74,1 84,7 75,2 100,0 37 16-19 27,4 86,1 80,0 79,8 69,1 42,3 24,6 70,7 83,7 55,5 92,8 80 20-23 15,2 81,6 81,1 79,3 69,7 46,8 24,1 68,3 80,9 59,6 89,5 113 24-35 7,7 81,1 81,6 81,6 71,2 48,6 29,7 72,9 80,4 61,8 89,0 335 <6 62,9 66,6 44,8 57,9 59,6 16,5 0,0 16,5 0,0 51,8 87,1 12 6-9 18,2 88,8 68,7 82,0 45,8 50,9 6,2 34,1 73,2 57,9 96,3 18 Nota: A amamentação e o consumo de alimentos referem-se ao período de “24 horas” (de dia e de noite). * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos Uma proporção significativa de crianças consome cereais e tubérculos ou raízes antes dos seis meses. De igual modo, aos 6-7 meses, uma forte proporção de crianças amamentadas consome alimentos sólidos ou semi-sólidos suficientemente diversificados, para além do leite materno, e ricos em proteínas e minerais : 64% consome cereais, 26% frutas e/ou hortículas, 15% tubérculos ou raízes, e 21% carne, frango, peixe e/ou ovos. A proporção de crianças da mesma idade não amamentadas e que consomem os mesmos tipos de alimentos é de longe superior a das amamentadas. O Quadro 9.5 apresenta a frequência com que as crianças foram alimentadas durante as 24 horas que precederam a entrevista. Verifica-se que o número médio de vezes que as crianças de menos de 6 meses receberam alimentos é pouco significativo (0 a 0,8 vezes). Nessa idade, os alimentos mais ministrados são leite, alimentos pastosos à base de cereais e fórmula infantil, sobretudo entre as crianças de 4-5 meses. Entre as crianças com 6-9 meses de idade, essa média varia entre 0,1 e 2,3 vezes. É de salientar a diversidade de alimentos ministrados às crianças a partir dos seis meses, sendo que para todos os tipos de alimentos, o número médio de vezes é superior a zero. É de salientar que nenhuma criança ficou sem receber um suplemento para além do leito materno, à partir dos 6 meses. Amamentação e Estado Nutricional | 133 Quadro 9.5 Frequência de alimentos consumidos pelas crianças nas últimas 24 horas (de dia e de noite) Número médio de vezes que alimentos específicos foram consumidos nas 24 horas que antecederam o inquérito, por crianças pequenas, menores de três anos, que vivem com as suas mães, segundo a condição da amamentação, por idade em meses, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Idade em meses Fórmula infantil Outros leites/ queijo/ iogurte Outros líquidos Alimentos pastosos à base de cereais Frutas/ hortícolas Tubérculos/ raízes Comida baseada em legumes Carne/ peixe/ frango/ ovos Comida feita óleo/ gordura/ manteiga Frutas e hortícolas ricas em vitamina A Qualquer comida sólida ou semi- sólida Número de crianças CRIANÇAS AMAMENTADAS <2 0,1 0,2 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 57 2-3 0,5 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,5 65 4-5 0,5 0,8 0,1 0,6 0,1 0,1 0,0 0,1 0,2 0,1 0,5 75 6-7 1,0 1,7 0,7 1,7 0,5 0,3 0,1 0,3 0,8 0,7 1,0 67 8-9 0,9 2,3 1,3 1,8 1,2 0,7 0,1 0,6 1,1 1,5 0,9 77 10-11 0,3 2,2 1,7 2,1 1,5 0,6 0,1 0,8 1,3 1,8 0,3 84 12-15 0,3 2,1 1,4 2,2 1,5 0,6 0,3 0,9 1,3 1,4 0,3 122 16-19 0,3 2,1 2,3 2,0 1,6 0,5 0,3 1,2 1,1 1,5 0,3 43 20-23 0,3 2,1 3,3 2,0 2,4 1,1 0,5 2,0 2,3 1,7 0,3 17 24-35 0,1 2,6 2,1 1,9 1,3 1,2 0,6 1,0 1,5 1,7 0,1 12 <6 0,4 0,4 0,1 0,3 0,1 0,0 0,0 0,1 0,1 0,1 0,4 197 6-9 0,9 2,0 1,0 1,7 0,8 0,5 0,1 0,4 1,0 1,1 0,9 144 CRIANÇAS NÃO AMAMENTADAS <2 * * * * * * * * * * * 0 2-3 * * * * * * * * * * * 0 4-5 3,2 1,9 0,6 0,9 1,8 0,2 0,0 0,2 0,0 1,5 3,2 11 6-7 0,4 1,1 1,5 1,3 0,1 0,6 0,0 0,5 0,9 1,0 0,4 8 8-9 0,9 4,0 3,1 2,7 1,5 0,8 0,1 0,4 1,1 2,1 0,9 10 10-11 1,4 3,2 1,8 2,3 1,6 1,0 0,2 0,7 1,8 1,8 1,4 11 12-15 0,2 3,5 2,5 2,2 1,9 1,1 0,2 1,3 1,8 1,9 0,2 37 16-19 0,6 3,0 2,4 2,2 2,0 0,7 0,3 1,3 2,0 1,6 0,6 80 20-23 0,4 2,7 2,3 2,1 1,9 0,7 0,3 1,1 1,7 1,7 0,4 113 24-35 0,2 2,6 2,5 2,2 2,0 0,7 0,4 1,2 1,8 1,8 0,2 335 <6 3,1 2,0 0,6 0,9 1,7 0,2 0,0 0,2 0,0 1,5 3,1 12 6-9 0,7 2,7 2,4 2,1 0,9 0,7 0,1 0,5 1,0 1,6 0,7 18 Nota: A amamentação e o consumo de alimentos referem-se ao período de “24 horas” (de dia e de noite). * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos Consumo de Micronutrientes nas Crianças A carência em vitamina A afecta o sistema imunitário da criança e aumenta os riscos de doença e de morte. Afecta também a saúde das mães grávidas ou das que amamentam. Entretanto, pode ser evitada pelo consumo de suplementos em vitamina A e o enrequecimento dos alimentos. A UNICEF e a OMS recomendam programas específicos de controlo de vitamina A, nos países onde a mortalidade infanto-juvenil é superior 70 por mil, em que a carência de vitamina constitui um problema de saúde pública. O Quadro 9.6 apresenta a proporção das crianças com menos de três anos que receberam alimentos ricos em vitamina A, nos sete últimos dias. No total, cerca de 1 em cada 2 crianças (48%) consumiu alimentos ricos em vitamina A nos sete dias antecedentes ao inquérito. Esse consumo aumenta com a idade da criança, variando de 6,5% para 61,7%, entre as crianças com menos de 6 meses e 2 anos completos, respectivamente. É de salientar que as crianças não amamentadas consomem duas vezes mais alimentos ricos em vitamina A do que as que amamentam (61% contra 36%). Com relação ao meio de residência e domínio, constata-se que as variações das proporções de crianças que consumiram alimentos ricos em vitamina A são relativamente importantes. A proporção de crianças que consumiu esse tipo de alimentos passa, por exemplo, de 44% no meio rural para 52% no meio urbano, e de um mínimo de 27% no resto de Santiago a um máximo de 62% em São Vicente. Por nível de instrução da mãe, nota-se que a propoção é mais baixa quando a mesma não é instruída (32%), não havendo diferenças relevantes entre os demais níveis de instrução. A idade da mãe ao nascimento da criança constitui também um factor de diferencião da proporção de crianças a quem foram administrados alimentos ricos em vitamina A, embora de forma moderada. 134 | Amamentação e Estado Nutricional Quadro 9.6 Consumo de micronutrientes entre as crianças Percentagem de crianças pequenas, menores de três anos, vivendo com as mães, que consumiram frutas e vegetais ricos em vitamina A durante os sete dias que precederam o inquérito, por características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Consumiram frutas e vegetais ricos em vitamina A Número de crianças Idade em meses <6 6,5 208 6-9 43,7 162 10-11 58,1 94 12-23 57,8 412 24-35 61,7 347 Sexo Masculino 45,4 627 Feminino 51,4 597 Ordem de nascimento 2-3 51,7 431 4-5 51,7 455 6+ 39,7 212 Amamentação Amamentada 35,7 619 Não amamentada 61,2 604 Meio de residência Urbano 52,3 650 Rural 43,8 573 Domínio de estudo Santo Antão 52,0 98 São Vicente 62,3 127 São Nicolau 71,5 27 Sal 55,6 56 Boa Vista 32,5 11 Maio 49,3 18 Santiago 43,5 761 Praia Urbano 55,4 330 Santiago Norte 40,3 237 Resto Santiago 27,3 194 Fogo 55,0 110 Brava 44,0 17 Nível de instrução da mãe Sem nível 31,5 42 Básico 48,0 724 Secundário 50,6 419 Pós-secundário 48,6 38 Idade da mãe ao nascimento <20 48,3 312 20-24 53,2 320 25-29 48,9 240 30-34 41,8 170 35-49 45,0 182 Total 48,3 1 223 Consumo de Micronutrientes Pelas Mulheres (Mães) Durante o inquérito, perguntou-se também às mães que tiveram (pelo menos) um filho nos últimos cinco anos que precederam ao inquérito se receberam vitamina A nos dois primeiros meses pós-parto. À esta pergunta, cerca de 34% das mães respondeu que recebeu vitamina A nesse período (Quadro 9.7). A análise por meio de residência mostra uma ligeira diferença, com 35% de mulheres no meio urbano a receber a vitamina A, contra 32% no meio rural. Nota-se que a proporção de mulheres com um nível de instrução igual ou superior ao secundário a receber esse tipo de suplemento é ligeiramente superior (42% e 38% para as de nível secundário e pós-secundário, respectivamente, contra 35% e 29% das sem nível e das que possuem o nível básico). Amamentação e Estado Nutricional | 135 O Quadro 9.7 fornece ainda a proporção de mulheres que tomaram comprimidos de ferro e ácido fólico durante a gravidez. No total, cerca de 18% das mulheres não tomou complemento en ferro e ácido fólico, no período referido. Por outro lado, 44% o fez nos dois primeiros meses de gravidez, 8% entre os dois e três meses e 10% para além dos três meses. É de realçar que 1 em cada 5 mulheres (21%) não soube informar se tinha ou não tomado esse complemento. É entre as mulheres com nível de instrução mais elevado que se constata proporções mais elevadas de toma de complementos de ferro durante pelo menos 90 dias (31%). Observa-se também um fraco consumo desses complementos (em termos proporcionais) por parte das mulheres que vivem no meio rural (5%). Quadro 9.7 Quantidade de micronutrientes entre as mulheres Percentagem de mulheres que tiveram parto durante os cinco anos anteriores ao inquérito que receberam a dose de vitamina A nos dois meses depois do parto e percentagem das que tomaram comprimidos e xarope de ferro durante dias específicos, por características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Recebeu dose de vitamina A após o parto Distribuição percentual do número de dias em que a mulher tomou comprimidos de ferro e ácido fólico durante a gravidez Número de mulheres Nenhum <60 60-89 90+ Não sabe/ sem informação Idade ao nascimento <20 30,3 17,4 46,7 8,0 8,9 18,9 474 20-24 35,6 16,0 50,1 7,2 10,5 16,2 532 25-29 31,7 23,1 35,3 5,8 12,4 23,3 385 30-34 36,3 14,6 44,4 10,9 8,7 21,4 307 35-49 34,9 16,0 38,7 9,6 10,1 25,6 311 Número de filhos nascidos vivos 1 32,7 16,1 44,2 8,9 10,6 20,2 672 2-3 33,9 15,6 44,8 8,2 11,3 20,0 746 4-5 37,5 22,6 38,6 7,1 9,4 22,4 358 6+ 29,1 19,7 47,8 6,4 6,5 19,6 233 Meio de residência Urbano 35,0 15,1 40,1 8,7 14,9 21,2 1 062 Rural 32,1 20,1 48,0 7,3 4,9 19,6 948 Domínio de estudo Santo Antão 40,6 17,2 49,3 3,5 3,3 26,7 157 São Vicente 31,9 8,4 30,5 12,1 28,6 20,4 210 São Nicolau 44,3 15,0 40,5 11,5 25,7 7,2 42 Sal 61,6 11,0 14,7 7,1 29,8 37,4 85 Boa Vista 49,9 5,1 14,9 9,1 24,8 46,2 18 Maio 27,4 13,2 45,8 14,3 1,2 25,5 30 Santiago 31,0 20,4 50,2 8,1 5,6 15,8 1 237 Praia Urbano 31,2 16,3 48,2 8,7 11,5 15,4 536 Santiago Norte 33,3 25,9 57,0 5,1 1,0 11,0 385 Resto Santiago 27,6 20,6 45,2 10,6 1,3 22,2 315 Fogo 32,5 12,0 31,0 6,9 14,0 36,1 200 Brava 27,6 31,9 36,2 1,4 2,1 28,4 32 Nível de instrução Sem nível 35,3 15,5 56,3 3,5 1,4 23,4 72 Básico 29,1 18,8 45,2 7,6 8,7 19,7 1 245 Secundário 41,8 15,7 41,4 9,4 11,8 21,7 626 Pós-secundário 37,9 11,5 26,9 9,5 31,2 21,0 65 Total 33,6 17,5 43,8 8,1 10,2 20,5 2 010 Nota: Para mulheres com 2 ou mais filhos vivos num período de cinco anos, os dados referem-se ao nascimento mais recente 9.2 ANEMIA POR CARÊNCIA EM FERRO A forma de carência em micronutrientes mais expandida no mundo é o déficite em ferro, e afecta mais de 3,5 bilhões de indivíduos nos países en desenvolvimento (ACC/SCN, 2000). A anemia é uma afecção caracterizada por uma redução do número de glóbulos vermelhos e uma diminuição da concentração da hemoglobina no sangue. Apesar de ser uma doença que pode ser 136 | Amamentação e Estado Nutricional causada por parasitóses, hemorragias, afecções congénitas ou doenças crónicas, a causa mais frequente é a deficiência em ferro (DeMaeyer et al., 1989; Yip, 1994). No IDSR-II, foi recolhido sangue com vista a medir por um lado a prevalência do VIH/SIDA, mas também o nível de hemoglobina nas crianças com menos de 5 anos e entre os homens e mulheres seleccionados para a entrevista. A recolha foi feita em um de cada dois agregados da amostra. Os procedimentos de recolha serão explicados no capítulo referente ao VIH/SIDA. Para este inquérito foi utilizada a concentração da hemoglobina (Hb) nos glóbulos vermelhos para definir o estado de anemia. A anemia pode ser classificada em três níveis, segundo a concentração da hemoglobina no sangue; esta classificação foi desenvolvida por pesquisadores da OMS (DeMaeyer et al., 1989). Assim, ela é considerada como sendo severa, se o nível de hemoglobina por decilitro de sangue for inferior a 7,0 g/dl; moderada se este valor se situa entre 7,0 e 9,9 g/dl; e ligeira se o valor se situar entre 10,0 e 11,9 g/dl. Contudo, no caso das mulheres grávidas e das crianças com menos de cinco anos, um nível da hemoglobina que se situe entre 10,0 e 10,9 g/dl, é considerado como sendo uma anemia severa. São considerados como grupos de risco as crianças menores de 5 anos, em particular as de 6 a 23 meses de idade, quando é necessária iniciar a diversificação alimentar; as que nascem com baixo peso; e as nascidas de mulheres anémicas. A anemia pode ser prevenida com o consumo de alimentos ricos em ferro e outros nutrientes como o ácido fólico e a vitamina C. Prevalência da Anemia nas Crianças O Quadro 9.8 indica que, na data do inquérito, 52% das crianças de 6-59 meses de idade é anémica. As crianças de 12-23 meses de idade, constituem o grupo com maior percentagem de casos de anemia (67%). É nesse mesmo grupo que se encontra a percentagem mais elevada de anemia moderada (37%). Santiago Norte é o domínio de estudo com mais casos de anemia entre as crianças de 6 a 59 meses de idade na data do inquérito (66%). As crianças filhas de mães adolescentes são as mais atingidas (62%), correspondendo ao esperado, considerando a prevalência da anemia nessa idade, que por um lado está provavelmente relacionada com deficiências nutricionais, por outro a toda a problemática da gravidez e maternidade precoce. Amamentação e Estado Nutricional | 137 Quadro 9.8 Prevalência da anemia nas crianças Percentagem de crianças de 6-59 meses anémicas, segundo características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas % de crianças anémicas Nível de anemia Número de crianças Leve (10.0-10.9 g/dl) Moderada (7.0-9.9 g/dl) Severa (inferior a 7.0 g/dl) Idade em meses 6-9 63,3 28,2 35,1 0,0 87 10-11 64,7 26,5 31,9 6,2 53 12-23 66,7 27,5 37,0 2,2 212 24-35 53,4 23,2 28,2 2,0 233 36-47 46,1 27,1 18,2 0,8 264 48-59 38,6 20,9 16,4 1,3 257 Sexo Masculino 49,6 20,9 27,9 0,8 571 Feminino 54,8 29,3 23,0 2,5 535 Ordem de nascimento 2-3 54,6 24,6 27,1 2,9 293 4-5 54,4 24,3 29,0 1,2 318 6+ 47,8 32,7 15,2 0,0 141 Intervalo entre nascimentos em meses1 Primeiro nascimento 54,6 24,6 27,1 2,9 293 <24 54,0 20,8 30,4 2,8 73 24-47 55,2 26,9 26,9 1,4 236 48+ 46,0 24,8 21,1 0,1 254 Meio de residência Urbano 51,3 26,2 23,0 2,1 589 Rural 53,1 23,6 28,4 1,1 517 Domínio de estudo Santo Antão 38,1 24,2 13,9 0,0 98 São Vicente 40,7 21,4 14,9 4,5 127 São Nicolau 51,3 33,1 18,2 0,0 28 Sal 52,5 35,9 15,2 1,4 47 Boa Vista * * * * 7 Maio * * * * 14 Santiago 56,6 23,8 31,2 1,6 677 Praia Urbano 54,4 27,6 25,4 1,4 291 Santiago Norte 65,8 24,8 39,6 1,4 197 Resto Santiago 50,1 16,7 31,2 2,2 188 Fogo 49,0 28,6 20,5 0,0 100 Brava * * * * 9 Nível de instrução da mãe2 Sem nível 46,6 22,8 23,7 0,0 54 Básico 53,4 25,0 26,2 2,2 596 Secundário 47,9 21,5 24,8 1,5 273 Pós-secundário 44,8 17,0 27,8 0,0 28 Idade da mãe 15-19 62,4 23,3 33,5 5,5 96 20-24 59,5 26,0 31,9 1,6 281 25-29 50,8 19,6 29,6 1,6 220 30-34 44,1 25,3 17,7 1,1 136 35-49 40,4 24,0 15,4 1,0 218 Filhos de mães entrevistadas3 52,2 25,0 25,5 1,6 855 Filhos de mães não entrevistadas Mãe vivendo no agregado 42,6 12,0 27,4 3,2 95 Mãe não vive no agregado4 57,7 32,7 24,2 0,8 156 Total 52,1 25,0 25,5 1,7 1 107 Nota: A tabela tem por base as crianças que dormiram no agregado na noite anterior à entrevista. A prevalência está ajustada por altitude usando a fórmula da CDC, 1998. g/dl = Gramas por decilitros 1 Se o primeiro nascimento é de gémeos, estes são contados como os primeiros nascimentos porque não têm intervalo com o nascimento anterior 2 Para as mulheres que não foram entrevistadas, a informação foi retirada do Questionário do agregado. Exclui crianças cujas mães não foram listadas no questionário do agregado 3 Exclui crianças cujas mães não foram entrevistadas 4 Inclui crianças cujas mães morreram * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos 138 | Amamentação e Estado Nutricional Prevalência da Anemia nas Mulheres De acordo com os dados apresentados no Quadro 9.9, a prevalência de anemia nas mulheres na fase reprodutiva (15-49 anos) é de 29% predominando a forma leve (23%). As adolescentes são o grupo com maior percentagem de casos (34%). A maior percentagem de anemia moderada (7%) afecta o grupo etário 30-34 anos. Por meio de residência e domínio, verifica-se que a prevalência de anemia é superior entre as mulheres do meio urbano (31%) em relação às do meio rural (26%) e que os domínios mais afectados são o Sal (46%), São Nicolau (44%) e Santiago Norte (38%). Ao invés, regista-se uma prevalência menor da anemia entre as mulheres de Brava (13%), do resto de Santiago (17%) e Santo Antão (20%) As mulheres grávidas e as mulheres amamentando apresentam anemia com mais frequência (43% e 36%, respectivamente) do que as mulheres que não estão nem grávidas, nem a amamentar (27%). O mesmo é válido quando comparadas quanto à forma de anemia, sendo que as grávidas têm anemia moderada muito mais frequentemente do que as mulheres a amamentar (25% e 7%, respectivamente). Quadro 9.9 Prevalência de anemia nas mulheres Percentagem de mulheres de 15-49 anos com anemia, segundo características seleccionadas, Cabo Verde IDSR-II, 2005 Características seleccionadas % de mulheres anémicas Nível de anemia Número de mulheres Anemia leve Anemia moderada Anemia severa Idade 15-19 34,2 28,5 5,2 0,5 673 20-24 28,0 22,2 5,7 0,1 460 25-29 25,9 19,3 6,2 0,4 332 30-34 27,7 20,1 7,1 0,6 285 35-39 24,1 20,1 4,0 0,0 314 40-44 21,6 18,4 3,2 0,0 272 45-49 32,6 26,9 4,8 1,0 233 Filhos nascidos vivos Nenhum 31,1 25,9 4,7 0,5 824 1 31,2 25,5 5,5 0,2 450 2-3 20,7 16,1 4,2 0,4 667 4-5 35,2 25,8 8,9 0,5 377 6+ 26,9 23,3 3,6 0,0 251 Estado da mulher Grávida 43,2 18,5 24,7 0,0 146 Amamentando 36,0 29,2 6,5 0,3 287 Nenhuma destas 26,6 22,5 3,7 0,4 2 136 Usando DIU Sim 19,4 12,8 6,7 0,0 33 Não 28,7 23,1 5,2 0,4 2 537 Meio de residência Urbano 30,8 24,1 6,2 0,5 1 413 Rural 26,0 21,7 4,0 0,3 1 156 Domínio de estudo Santo Antão 19,8 17,7 2,0 0,0 226 São Vicente 24,8 20,7 3,5 0,5 360 São Nicolau 44,0 38,7 4,9 0,5 56 Sal 46,1 40,1 6,0 0,0 106 Boa Vista 36,0 27,6 8,4 0,0 24 Maio 29,4 26,5 2,5 0,4 44 Santiago 30,8 23,7 6,9 0,3 1 489 Praia Urbano 33,7 23,6 9,3 0,8 581 Santiago Norte 38,0 30,2 7,8 0,0 514 Resto Santiago 17,2 15,2 2,1 0,0 394 Fogo 18,4 16,5 0,8 1,1 233 Brava 13,1 11,5 1,6 0,0 32 Nível de instrução Sem nível 38,6 31,6 7,0 0,0 133 Básico 26,3 20,8 5,2 0,3 1 358 Secundário 31,8 26,0 5,3 0,5 993 Pós-secundário 12,9 9,8 3,0 0,0 86 Total 28,6 23,0 5,2 0,4 2 569 Nota: A tabela tem por base as mulheres que dormiram no agregado na noite anterior à entrevista. A prevalência está ajustada por altitude e por consumo de cigarro, usando a fórmula da CDC, 1998 Mulheres com <7.0 g/dl de hemoglobina têm uma anemia severa, mulheres com 7.0-9.9 g/dl têm anemia moderada, e mulheres grávidas com 10.0-10.9 g/dl e não grávidas com 10.0-11.9 g/dl têm anemia leve. Amamentação e Estado Nutricional | 139 O Quadro 9.10 apresente a prevalência de anemia nas crianças de acordo com a severidade da anemia na mãe. Para 262 casos, dispõe-se ao mesmo tempo de dados sobre as crianças e as mães. Mais de dois terços das crianças (68%) cuja mãe tem anemia, sofre de anemia: 22% sob forma ligeira, 42% sob forma moderada e 4% sob forma severa. Apenas um terço (32%) das crianças entre 6-59 meses na altura do inquérito, filhos de mulheres com anemia, não tinha anemia. Quadro 9.10 Prevalência de anemia nas crianças segundo condições de anemia da mãe Percentagem de crianças de 6-59 meses que têm anemia, segundo condições de anemia da mãe, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Condições de anemia da mãe Criança anémica Nível de anemia Número de crianças Leve (10.0-10.9 g/dl) Moderada (7.0-9.9 g/dl) Severa (abaixo de 7.0 g/dl) Mulher anémica 68,3 21,7 42,3 4,4 131 Nível de anemia Anemia leve 67,3 21,7 38,2 7,5 76 Anemia moderada 70,4 21,9 48,6 0,0 54 Anemia severa * * * * 1 Total 52,0 25,0 25,5 1,4 262 Nota: A tabela tem por base as mulheres que dormiram no agregado na noite anterior à entrevista. A prevalência está ajustada por altitude e por consumo de cigarro usando a fórmula da CDC, 1998. A tabela inclui apenas os casos em que se fez a prova da anemia tanto à mãe como ao filho * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos Prevalência da Anemia nos Homens O Quadro 9.11 mostra que a percentagem de anemia entre os homens de 15-59 anos é de 8%, predominando a forma leve (7%). À semelhança das mulheres, a anemia também é mais acentuada entre os adolescentes (15%). Não há diferença quando comparados os meios urbano versus rural. O domínio em que se regista maior percentagem de homens com anemia é Santiago Norte (13%). Constata-se ainda que esta proporção é superior entre os homens de nível de instrução secundária (11%), quando comparada à dos de nível de instrução básica (6%). Quadro 9.11 Prevalência de anemia nos homens Percentagem de homens de 15-59 anos com anemia, segundo características seleccionadas, Cabo Verde IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Anémicos Nível de anemia Número de homens Anemia leve Anemia moderada Anemia severa Idade 15-19 14,5 13,3 1,0 0,2 722 20-24 5,8 5,4 0,4 0,0 401 25-29 3,3 3,3 0,0 0,0 277 30-34 4,2 3,0 0,1 1,1 230 35-39 4,5 4,4 0,1 0,0 214 40-44 6,7 4,1 2,6 0,0 207 45-49 4,6 3,4 1,2 0,0 139 50-54 3,6 3,6 0,0 0,0 87 55-59 9,6 9,6 0,0 0,0 37 Meio de residência Urbano 7,7 6,8 0,7 0,1 1 307 Rural 8,2 7,2 0,6 0,3 1 008 Domínio de estudo Santo Antão 3,4 3,1 0,0 0,2 265 São Vicente 5,7 5,1 0,3 0,3 364 São Nicolau 4,4 3,8 0,0 0,6 61 Sal 8,3 6,1 1,7 0,4 108 Boa Vista 5,0 3,3 1,7 0,0 32 Maio 5,8 4,2 1,6 0,0 44 Santiago 10,2 9,2 0,9 0,1 1 220 Praia Urbano 10,2 9,4 0,8 0,0 534 Santiago Norte 12,8 10,5 1,9 0,4 383 Resto Santiago 7,1 7,1 0,0 0,0 302 Fogo 5,9 5,9 0,0 0,0 186 Brava 3,6 2,7 0,9 0,0 35 Nível de instrução Sem nível 8,3 8,3 0,0 0,0 48 Básico 6,0 4,8 0,9 0,2 1 155 Secundário 10,9 10,2 0,6 0,2 998 Pós-secundário 1,0 1,0 0,0 0,0 114 Total 7,9 7,0 0,7 0,2 2 315 Mortalidade das Crianças Menores de 5 Anos | 141 MORTALIDADE DAS CRIANÇAS MENORES DE 5 ANOS 10 René Charles Sylva O capítulo 10 apresenta os resultados sobre a mortalidade das crianças menores de cinco anos, em termos de níveis, tendências e de características segundo o meio de residência, o nível de instrução da mãe, os cuidados do pré-natal, e a assistência ao parto. Ainda, apresenta os riscos de mortalidade das crianças segundo o comportamento reprodutivo da mãe, nomeadamente a idade da mãe, os intervalos entre os nascimentos e a paridade. A mortalidade das crianças é determinada pelas condições sanitárias, ambientais, socio- económicas e culturais da população. Os resultados apresentados são úteis não só para a implementação de programas de saúde e de desenvolvimento socio-económico, mas também para os investigadores e especialistas em população. Neste sentido, a análise das taxas de mortalidade neonatal, pós-neonatal, infantil e juvenil é de extrema importância, pois serve de base para a tomada de decisões. 10.1 METODOLOGIA E QUALIDADE DOS DADOS 10.1.1 Metodologia Os indicadores de mortalidade apresentados neste capítulo são calculados a partir de informações recolhidas na secção sobre a história dos nascimentos, que integra o questionário mulher. Durante o inquérito, a inquiridora regista todos os nascimentos vivos da mulher, indicando o sexo, a data de nascimento, a condição de sobrevivência e, para as crianças falecidas, a idade ao morrer (em dias, se a criança morreu com menos de um mês de vida, em meses se morreu entre 1 mês e 23 meses, e em anos se morreu com idade de 2 anos ou mais). Estas informações permitem calcular os seguintes indicadores: Quociente de mortalidade neonatal (NN): mede a probabilidade de uma criança, ao nascer, morrer durante o primeiro mês de vida (0-30 dias); Quociente de mortalidade pós-neonatal (PNN): mede nas crianças com um mês exacto de vida, a probabilidade de morrer antes de atingir 12 meses exactos de vida; Quociente de mortalidade infantil (1q0): mede a probabilidade de uma criança, ao nascer, morrer durante o primeiro ano de vida; Quociente de mortalidade juvenil (4q1): mede nas crianças com um ano exacto a probabilidade de morrer antes do quinto aniversário; Quociente de mortalidade infanto-juvenil (5q0): mede a probabilidade de uma criança, ao nascer, morrer antes do quinto aniversário. 10.1.2 Avaliação da Qualidade dos Dados A estimativa da mortalidade a partir da história dos nascimentos das mães entrevistadas está sujeita a erros de ordem metodológica e a erros de declaração. 142 | Mortalidade das Crianças Menores de 5 Anos Erros de ordem metodológica A recolha de informação junto das mulheres de 15-49 anos entrevistadas, não indica nenhuma informação sobre a sobrevivência ou o óbito de crianças cuja mãe faleceu. Isto pode enviesar a estimativa do nível geral da mortalidade das crianças se estas crianças “órfãos de mãe” são em número importante e se a mortalidade neste grupo apresenta um perfil diferente da mortalidade de crianças cuja mãe está viva. Ainda, limitando a recolha de informação às mulheres de 15-49 anos no momento do inquérito, as informações obtidas não são totalmente representativas dos diferentes intervalos dos períodos passados: por exemplo para o período 10-14 anos anterior ao inquérito, não dispomos de informação sobre os nascimentos das mulheres que nesse período tinham de 40-49 anos. As mulheres de 15-49 anos que tinham menos de 40 anos, 10 anos antes do inquérito, e as de 40-49 anos nessa altura, não são elegíveis no momento do inquérito. Portanto, há possibilidade de uma discrepância da estimativa da mortalidade das crianças para este período, se uma proporção importante de nascimentos para o período 10-14 anos anterior ao inquérito fosse de mulheres de 40-49 anos e que o risco de morte para os seus filhos fosse muito diferente em relação às crianças de mãe mais jovens. Segundo os resultados do inquérito, cerca de 0,2% das crianças menores de 5 anos sobreviventes identificadas nos agregados familiares é órfão de mãe (Quadro 2.3). Ainda, durante os últimos 3 anos anteriores ao inquérito, as mulheres de 40 anos ou mais tinham uma contribuição de apenas 4,6% para a fecundidade geral. Assim, os possíveis erros devem ser mínimos. Erros de declaração Do ponto de vista da recolha propriamente dita, a fiabilidade dos dados sobre a mortalidade das crianças pode ser afectada pelo: 1) Sub-registo dos acontecimentos, que eventualmente provém da dupla omissão sistemática de nascimento e de óbito, ou da omissão de um dos dois. As mães têm tendência para omitir a declaração dos nascimentos e/ou óbitos de crianças, sobretudo quando morreram imediatamente após o nascimento, quando a morte ocorreu muitos anos antes da pesquisa, ou ainda quando os filhos nasceram vivos mas, pelo facto de terem morrido logo em seguida, foram declarados como nados mortos. Essas omissões podem induzir uma sub-estimação da mortalidade. Quanto mais o período de referência for afastado da data do inquérito, maior são os riscos de omissão e, consequentemente, os níveis da mortalidade sofrem em confiabilidade. Uma técnica de avaliação sucinta da sub-declaração dos óbitos de crianças de pouca idade, consiste em calcular a proporção de óbitos de crianças falecidas entre 0 e 6 dias de vida em relação aos óbitos ocorridos no primeiro mês. Visto que o nível da mortalidade diminui muito rapidamente entre o nascimento e os dias seguintes, é de esperar um aumento dessa proporção. Subsequentemente, um valor inferior a 60% indicaria uma sub-declaração dos óbitos precoces de crianças. No caso do IDSR-II, essa proporção é de 87% no período dos cinco anos antes do inquérito (ver Quadro C.5, anexo C), o que permite concluir que não houve uma sub- declaração importante de óbitos de crianças com poucos dias de vida, para o período dos 5 anos anteriores ao inquérito. 2) As deslocações diferenciais de datas de nascimentos das crianças. A má declaração dos nascimentos de um período para outro, pode resultar numa sub-estimação da mortalidade para um referido período. Por exemplo, a classificação incorrecta de crianças falecidas no período de 0-4 anos anteriores ao inquérito, terá como consequência uma sub-estimação da mortalidade para este período, e uma sobre-estimação da mortalidade para o período precedente ou seja o período de 5-9 anos anteriores ao inquérito. O Quadro C.4 do anexo C, fornece a distribuição dos nascimentos segundo o estado de sobrevivência, por ano de nascimento. Aparentemente o “rácio de nascimento anual” não indica uma sub-estimação, nem uma sobre-estimação importante do número de nascimentos tanto para o ano 2000, como para o ano 1999 (respectivamente 100,1 e 100,6). Mas os resultados mostram um desvio mais importante para os óbitos, à razão de 134 (> 100) para o ano 2000, e 73 (<100) para o Mortalidade das Crianças Menores de 5 Anos | 143 ano 1999. Contudo os níveis de mortalidade sendo calculados por períodos quinquenais, os resultados não deveriam ser afectados de forma significativa por estas transferências que se produzem dentro dos períodos de referência. 3) A imprecisão na declaração da idade de morte das crianças, em particular a tendência para as mulheres concentrarem a idade da morte dos seus filhos na idade de 12 meses, que tem implicações no cálculo das taxas de mortalidade infantil e juvenil, podendo causar uma sub-estimação e/ou sobre- estimação de uma taxa ou outra. Para minimizar a transferência de óbitos de crianças menores de um ano em óbitos de crianças de 12 a 59 meses, as inquiridoras devem registar a idade de morte em dias, quando for até 29 dias de vida, em meses quando for entre 1 mês e 23 meses, e em anos para as crianças que faleceram com pelo menos 2 anos de vida. Os Quadros C.5 e C.6 do anexo C fornecem as distribuições dos óbitos por idade da morte em dias, meses e anos. Os resultados não indicam nenhuma atracção em relação aos 12 meses, para qualquer dos períodos de referência (Quadro C.6). Relativamente a problemas de recolha, Sullivan et al. (1990) mostraram que os limites metodológicos resultantes da história dos nascimentos induzem no geral uma fraca margem de erro na estimação dos acontecimentos, para os períodos recentes em relação à data do inquérito. Consequentemente não se procedeu a um ajuste dos dados e, os resultados sobre as tendências da mortalidade podem ser considerados como fiáveis para os últimos anos anteriores ao inquérito. 10.2 NÍVEIS E TENDÊNCIAS O Quadro 10.1 apresenta os diferentes quocientes de mortalidade para o período de quinze anos anteriores ao inquérito ou seja de 1991 a 2005. Os níveis de mortalidade são calculados para os períodos quinquenais 0-4 anos, 5-9 anos e 10-14 anos anteriores ao inquérito. Tratam-se em específico das taxas de mortalidade neonatal, pós-neonatal, infantil, juvenil e infanto-juvenil. Quadro 10.1 Mortalidade das crianças menores de 5 anos Quociente de mortalidade neonatal, pós-neonatal, infantil, juvenil, e infanto-juvenil por períodos de 5 anos anteriores ao inquérito, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Número de anos anteriores ao inquérito Mortalidade neonatal (NN) Mortalidade pós-neonatal (PNN)1 Mortalidade infantil (1q0) Mortalidade juvenil (4q1) Mortalidade infanto-juvenil (5q0) 0-4 17 13 30 3 33 5-9 29 23 52 11 62 10-14 23 24 47 10 56 Para o período 0-4 anos anteriores ao inquérito (2001-2005), os resultados mostram que em cada 1000 crianças nascidas vivas, 30 falecem antes de atingir o primeiro aniversário. As componentes da mortalidade infantil, a saber a mortalidade neonatal (entre 0 e 29 dias) e a mortalidade pós-neonatal perfazem respectivamente 17 por mil e 13 por mil. O risco global de morte entre o nascimento e o quinto aniversario é de 33 por mil nascimentos ou seja cerca de uma criança em cada 30. De acordo com os resultados, a probabilidade de uma criança de um ano falecer antes dos 5 anos é de 3 por mil. Os dados do Quadro 10.1 permitem retraçar a evolução da mortalidade infantil e juvenil nos 15 anos anteriores ao inquérito. O nível da mortalidade de crianças menores de 5 anos diminuiu significativamente. De 1993 (ano central do período de 10-14 anos anteriores ao inquérito) a 2003 (ano central do período 2001-2005) a mortalidade infantil passou de 47 para 30 por mil, o que corresponde a uma redução de 57%. De igual modo a mortalidade juvenil baixou significativamente passando de 10 para 3 por mil. É de notar que a queda da mortalidade infantil é essencialmente devida à baixa da mortalidade pós-neonatal que passou de 24 por mil no período 1991-1995 para 13 por mil entre 2001-2005. 144 | Mortalidade das Crianças Menores de 5 Anos Os Gráficos 10.1 e 10.2 permitem comparar as tendências da mortalidade infantil e juvenil a partir dos resultados do IDSR-98 e do IDSR-II. A taxa de mortalidade infantil do IDSR-II referente ao ano central 1993 (para o período de 10-14 anos anteriores) estimada a 47 por mil, é superior à taxa do IDSR-98 para o ano central 1991 (período de 5-9 anos anteriores) cujo nível era de 42 por mil. Os dados mostram que durante os 10 últimos anos ou seja entre os 5-9 anos anteriores ao IDSR-98 e 2001-2005 (0-4 anos anteriores ao IDSR-II), o nível da mortalidade infantil ficou quase estacionário (à volta de 30 por mil) apesar da baixa da mortalidade pós-neonatal. Gráfico 10.1 Taxa de mortalidade infantil segundo o IDSR-98 e o IDSR-II 2005 ' ' ' 47 52 30 # # 42 31 1990 1993 1995 1998 2003 0 10 20 30 40 50 60 Taxa por mil IDSR-98 IDSR-II 2005# ' 30 Ao comparar os níveis da mortalidade neonatal para os dois inquéritos, os resultados são bastantes esclarecedores sobre a persistência das causas endógenas da mortalidade das crianças em Cabo Verde, em particular no primeiro mês de vida. Com efeito a taxa de mortalidade neonatal para o período 2001-2005 é cerca de 17 por mil (IDSR-II) contra 11 por mil para o período 1993-1998 (IDSR-98). Para os mesmos períodos, a taxa de mortalidade pós-neonatal baixou de 54%, sendo uma queda de 20 por mil (IDSR-98) para 13 por mil (IDSR-II). A probabilidade de uma criança de um ano falecer antes de atingir o quinto aniversário baixou regularmente e de forma significativa. Com efeito esta taxa estimada pelo IDSR-98 a 15 por mil para o ano central 1990 e a 12 por mil para o ano central 1995, diminui de acordo com o IDSR-II, para 11 por mil no ano 1998 e 3 por mil no ano 2003. Observa-se de modo geral, uma diminuição relativa da importância da mortalidade das crianças menores de 5 anos, ao longo do tempo. De facto, entre 1988- 1993 e 2001-2005, regista-se uma queda de 70%, passando de 56 por mil (IDSR-98) para 33 por mil (IDSR-II). Mortalidade das Crianças Menores de 5 Anos | 145 Gráfico 10.2 Taxa de mortalidade juvenil segundo o IDSR-98 e o IDSR-II 2005 ' ' ' # # 1990 1993 1995 1998 2003 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 Taxa por mil IDSR-98 IDSR-II 2005# ' CVDHS 2005 10.3 MORTALIDADE DIFERENCIAL Os Quadros 10.2 e 10.3 apresentam os diferentes quocientes de mortalidade das crianças segundo as características sócio-demográficas da mãe e da criança, considerando um período de dez anos anteriores ao inquérito (1996-2005). Um período de dez anos é necessário para dispor de um efectivo de óbitos estatisticamente suficiente para o cálculo da probabilidade para cada sub-grupo de população. O Quadro 10.2 mostra que em Cabo Verde, a quase totalidade dos óbitos de crianças acontecem durante o primeiro ano de vida e principalmente durante o primeiro mês. De facto a mortalidade neonatal e pós-neonatal perfazem respectivamente 23 e 19 por mil, enquanto a mortalidade juvenil se situa a 7 por mil. Quadro 10.2 Mortalidade de crianças menores de 5 anos por características socio-económicas Quociente de mortalidade neonatal, pós-neonatal, infantil, juvenil e infanto-juvenil para o período de dez anos anteriores ao inquérito, segundo algumas características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Mortalidade neonatal (NN) Mortalidade pós-neonatal (PNN) Mortalidade infantil (1q0) Mortalidade juvenil (4q1) Mortalidade infanto-juvenil (5q0) Meio de residência Urbano 24 22 46 8 53 Rural 23 15 37 6 44 Domínio de estudo São Vicente 29 6 36 0 36 Santiago 24 23 47 10 56 Praia Urbano 16 33 49 12 60 Santiago Norte 28 13 41 7 48 Resto Santiago 31 20 52 10 62 Nível de instrução Sem instrução 59 21 80 4 84 Básico 22 21 43 9 51 Secundário 18 11 29 2 31 Pós-secundário 21 0 21 0 21 Total 23 19 42 7 49 146 | Mortalidade das Crianças Menores de 5 Anos De acordo com os resultados do IDSR-II, a mortalidade das crianças é superior no meio urbano em relação ao meio rural. Esta variação da mortalidade segundo o meio de residência persiste qualquer que seja a idade das crianças. Com efeito, a diferença de magnitude entre os dois meios é de 9 por mil pontos tanto para a mortalidade infantil, como para a mortalidade infanto-juvenil. No meio urbano, em cada 1000 crianças nascidas vivas, 46 falecem antes do primeiro aniversário. No meio rural este quociente é de 37 por mil. Essa diferença resulta principalmente do peso da mortalidade pós-neonatal no meio rural (22 por mil) devido largamente a factores exógenos. Para a mortalidade dos menores de 5 anos, a probabilidade de morrer é de 44 por mil no meio rural e 53 por mil no meio urbano. Trata-se de um caso atípico já verificado no IDSR-98. Contudo os resultados do IDSR-II apontam para um agravamento da discrepância entre os dois meios de residência. As razões, mais do que à equidade no acesso aos serviços de saúde (que existe tanto no meio rural, como no urbano), podem ser imputadas à degradação das condições de vida nos meios urbanos, ao empobrecimento, ao êxodo rural massivo. O nível da mortalidade na pequena infância varia de maneira significativa de um domínio para outro. Relativamente à mortalidade infantil, revela-se maior na Praia Urbano (49 por mil) e no Resto de Santiago, constituído pelos Concelhos de Santa Cruz, São Domingos e a Praia Rural que apresenta uma taxa de 52 por mil, no período dos últimos 10 anos anteriores ao inquérito. Gráfico 10.3 Mortalidade infantil e juvenil segundo o meio de residência e as características da mãe 37 46 80 43 29 21 6 8 4 9 2 0 MEIO DE RESIDÊNCIA Urbano Rural NÍVEL DE INSTRUÇÃO Sem instrução Básico Secundário Pós-secundário 0 20 40 60 80 100 Por mil Infantil Juvenil CVDHS 2005 <1 Por outro lado, constata-se para o período 1995-2005, uma diferença importante nos níveis de mortalidade segundo o nível de instrução da mãe, devido tanto ao nível de percepção da mãe, quanto ao cuidado com o seu filho e ao acesso aos serviços de saúde. Ao nascer a probabilidade de uma criança morrer durante o primeiro mês de vida é três vezes mais elevada entre as mães analfabetas do que entre as que têm o nível secundário, sendo as taxas de mortalidade neonatal respectivamente de 59 por mil e 18 por mil. De igual modo, verifica-se que o grupo de mães de com instrução mais baixa apresenta uma taxa de mortalidade infantil de 80 por mil nascimentos, enquanto as mães de nível secundário ou superior apresentam níveis muito inferiores à média nacional, sendo essas taxas respectivamente de 29 por mil e 21 por mil. Mortalidade das Crianças Menores de 5 Anos | 147 O Quadro 10.3 exibe, para o período de dez anos anteriores à pesquisa, as taxas de mortalidade por algumas características sócio-economicas. Excepto para a idade dos 1-4 anos, os rapazes correm mais risco de morte do que as meninas. Tanto na componente neonatal como pós- neonatal, essas diferenças subsistem, fazendo com que no primeiro ano de vida, as crianças do sexo masculino apresentem uma probabilidade de 52% mais elevada de falecer (50 para os rapazes contra 33 por mil para as meninas). As características que se seguem dizem respeito ao comportamento da mãe: idade da mãe ao nascimento do filho, ordem de nascimento, intervalo de nascimento entre a criança e o precedente, lugar do parto e assistência ao parto, tempo gestacional na primeira consulta, tamanho da criança ao nascimento segundo a percepção da mãe. No intuito de garantir a saúde da mãe e da criança, recomenda-se que os nascimentos respeitem um intervalo de pelo menos dois anos e que não aconteçam em idade muito precoce (inferior a 20 anos) ou tardia (superior a 40 anos). De facto vários estudos demonstram que as crianças cujo intervalo de nascimento em relação ao nascimento precedente é inferior a 2 anos e/ou cuja mãe tem uma idade inferior a 20 anos ou superior a 35 anos, correm riscos de morte superiores aos das outras crianças. Segundo os resultados do inquérito, a idade da mãe na altura do parto tem uma grande influência na mortalidade neonatal, nomeadamente no grupo das mulheres de idade superior a 40 anos, cujos filhos correm um risco de morte 3,5 mais elevado de que os de mães mais novas (78 por mil entre as mães de 40-49 anos comparativamente com 21 por mil entre as mães de 20-29 anos. As diferenças de mortalidade não são expressivas entre os filhos de mãe com idade inferior a 20 anos e os de mãe com idade entre 20 e 39 anos. Contudo, o IDSR-II mostrou que a mortalidade infantil é mais frequente nas crianças de mãe com idade superior a 30 anos. O espaçamento dos nascimentos revela-se um determinante de todas as componentes da mortalidade infanto-juvenil: os riscos de morte nas crianças de intervalo inferior a 2 anos são elevados não só no primeiro mês de vida, mas também entre os 1-4 anos. Uma criança nascida com um espaçamento entre nascimentos inferior a dois anos, corre um risco acrescido de morrer antes do quinto aniversário de 71 por mil, enquanto que nas crianças cuja mãe teve um intervalo intergenésico de 4 anos ou mais, o risco estima-se a 43 por mil. 148 | Mortalidade das Crianças Menores de 5 Anos Quadro 10.3 Mortalidade das crianças menores de 5 anos por características socio-demográficas da criança e da mãe Quociente de mortalidade neonatal, pós-neonatal, infantil, juvenil infanto-juvenil para o período de dez anos anteriores ao inquérito, segundo algumas características socio-demográficas seleccionadas, Cabo Verde, IDSR- II, 2005 Características seleccionadas Mortalidade neonatal (NN) Mortalidade pós-neonatal (PNN) Mortalidade infantil (1q0) Mortalidade juvenil (4q1) Mortalidade infanto-juvenil (5q0) Sexo da criança Masculino 28 22 50 7 57 Feminino 18 15 33 7 40 Idade da mãe ao parto <20 22 17 39 7 45 20-29 21 17 38 7 44 30-39 23 22 45 8 53 40-49 78 22 100 0 100 Ordem de nascimento 1 23 15 37 6 43 2-3 19 22 40 8 48 4-6 25 14 39 7 45 7+ 43 31 73 10 82 Intervalo intergenésico1 <2 anos 33 25 58 14 71 2 anos 11 19 30 9 39 3 anos 34 23 58 2 60 4 anos e+ 22 17 39 4 43 Tamanho ao nascer Fraco 14 25 39 na na Normal ou forte 16 10 26 na na Não sabe/sem informação 0 75 75 na na Lugar de nascimento Casa 15 19 34 na na Hospital/outro 16 11 28 na na Assistência ao parto Medico/profissional de saúde 15 10 25 na na Outro/ninguém 19 22 41 na na Tempo de gestação na 1ª consulta pré-natal < 4 meses 12 9 20 na na >= 4 meses 6 11 17 na na Não fez pré-natal/sem informação 40 23 63 na na Total 23 19 42 7 49 1 Excluídos os nascimentos de primeira ordem na = Não se aplica A ordem de nascimento constitui um factor crucial na mortalidade das crianças. Os resultados põem em evidência os riscos que as crianças da primeira ordem de nascimento correm e as de ordem superior a 4. De facto a mortalidade neonatal situa-se, para os filhos primíparos, a 23 por mil e a 43 por mil, para os de ordem superior a 6. Os resultados confirmam riscos menores para as crianças da segunda e terceira ordem de nascimento. Globalmente a ordem de nascimento influencia todas as componentes da mortalidade das crianças menores de um ano, de forma a ter para as crianças de ordem superior a 6, uma taxa de mortalidade de cerca de 82 por mil, enquanto que esta varia entre 43 e 48 por mil nas outras categorias. A ausência de assistência por um profissional de saúde no momento do parto e as más condições de higiene do lugar do nascimento constituem dois factores de riscos para as crianças. De acordo com o IDSR-II, uma proporção não desprezível de crianças nasce ainda em casa (20%) apesar da melhoria da situação em relação ao IDSR-98 (45%). Durante o primeiro mês de vida, os dados mostram que não existe diferença significativa na mortalidade entre as crianças nascidas num estabelecimento de saúde e as que nascem em casa. Contudo, a assistência no parto revela-se um factor fortemente ligado à mortalidade no primeiro ano de vida. As crianças cuja mãe foi assistida por um profissional de saúde durante o parto correm um risco de morte de 15 por mil no primeiro mês, e de 10 por mil entre 1 e 11 meses, enquanto que para as crianças cuja mãe não beneficiou de uma Mortalidade das Crianças Menores de 5 Anos | 149 assistência qualificada, essas taxas perfazem respectivamente 19 e 22 por mil, tendo como consequência uma diferença de nível de mortalidade infanto-juvenil de 64% entre as duas categorias de crianças. Os dados demonstram a importância dos cuidados do prénatal e do atendimento médico durante a gestação, que são um factor bastante discriminante da mortalidade das crianças. A ausência de cuidados no pré-natal aumenta consideravelmente a probabilidade de morte entre a nascença e um ano. Crianças de mulheres que não beneficiaram do controlo pré-natal têm riscos de vir a morrer de cerca de 63 por mil antes de completar o primeiro aniversário, enquanto para as mulheres que fizeram o pré-natal, esta mortalidade estima-se entre 17 e 20 por mil, ou seja um nível 3 vezes menor. Durante o IDSR-II foram recolhidas informações sobre a percepção do tamanho da criança ao nascer. Aparentemente não existe diferenças nas taxas de mortalidade neonatal entre as crianças de fraco tamanho à nascença (incluindo eventualmente as prematuras) e as crianças de peso normal ou fortes (14 por mil contra 16 por mil). As variações de nível de mortalidade são visíveis depois do primeiro mês de vida (25 por mil para as crianças de fraco peso contra 10 por mil para as outras). 10.4 MORTALIDADE PERINATAL A mortalidade perinatal, considerada como um indicador da qualidade dos cuidados durante a gravidez e o parto, inclui a mortinalidade (entre 7 meses de gravidez e o parto) e a mortalidade neonatal ou neonatal precoce (entre 0 e 7 dias). Durante o IDSR-II foi perguntado às mulheres se alguma vez tiveram uma gravidez que não resultou em nado vivo. Para cada gravidez dos últimos cinco anos, foi recolhido o número de meses de interrupção da gravidez. No quadro do IDSR-II, a mortinatalidade corresponde às gravidezes de sete meses ou mais que não resultaram em nados vivos. A mortinatalidade, associada aos óbitos de crianças menores de 7 dias, permitiu calcular a taxa de mortalidade perinatal, utilizando como denominador o número de gravidez de sete meses ou mais. O Quadro 10.4 apresenta para o período de cinco anos anteriores à pesquisa, a mortalidade perinatal segundo algumas características sócio-demográficas das mães. A nível nacional, a taxa de mortalidade perinatal é estimada a 22 óbitos por mil gravidezes de sete meses ou mais. Os resultados do Quadro 11.4 mostram que os riscos de mortalidade perinatal são maiores à medida que aumenta a idade da mãe, ou seja a taxa estima-se a 17 por mil nas mulheres de idade inferior a 20 anos, e 47 por mil para as de 40 anos ou mais. Relativamente ao intervalo entre as gravidezes, a taxa de mortalidade perinatal varia de 7 por mil quando a mulher respeita um intervalo de 27-38 meses, a 45 por mil para os intervalos menores de 15 meses. Concernente o nível de instrução das mulheres, as taxas observadas não permitem tirar uma conclusão apurada sobre as tendências da variação do fenómeno. De acordo com as diferenças observadas nos níveis de mortalidade por meio de residência, a mortalidade perinatal é mais acentuada no meio urbano (27 por mil) do que no rural (17 por mil). Os resultados revelam que o fenómeno apresenta disparidades regionais. A mortalidade perinatal é maior na Praia Urbano e Resto de Santiago (São Domingos, Santa Cruz e Praia Rural) onde as taxas são estimadas respectivamente a 25 e 26 por mil. 150 | Mortalidade das Crianças Menores de 5 Anos Quadro 10.4 Mortalidade perinatal Número de nados mortos e óbitos neonatais precoces, e taxa de mortalidade perinatal para o período dos cinco anos anteriores ao inquérito, por características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Número de nados mortos1 Número de óbitos neonatais precoces2 Taxa de mortalidade perinatal3 Número de gravidezes de 7 ou mais meses de duração Idade da mãe ao parto <20 5 5 17 565 20-29 5 16 21 1 029 30-39 9 4 24 538 40-49 1 3 47 99 Intervalo de nascimento anterior em meses Nascimento de 1ª ordem 8 6 27 525 <15 1 2 45 70 15-26 0 0 1 267 27-38 0 2 7 275 39+ 11 18 27 1 095 Meio de residência Urbano 15 16 27 1 151 Rural 6 12 17 1 081 Domínio de estudo São Vicente 2 2 19 229 Santiago 16 16 23 1 361 Praia Urbano 9 5 25 563 Santiago Norte 2 6 17 428 Resto Santiago 5 5 26 370 Nível de instrução Sem instrução 0 3 30 84 Básico 12 13 18 1 384 Secundário 9 10 28 698 Pós-secundário 0 1 18 65 Total 21 28 22 2 232 1 Nados mortos são óbitos de fetos registados nas gravidezes de sete meses ou mais 2 A mortalidade neonatal precoce refere-se a óbitos de crianças nascidas vivas que faleceram entre 0-6 dias de vida. 3 A taxa de mortalidade perinatal corresponde à soma dos números de nados mortos e de óbitos de crianças entre os 0-6 dias, dividido pelo número de gravidezes de 7 meses ou mais 10.5 GRUPOS DE ALTO RISCO O Quadro 10.5 apresenta uma classificação dos nascimentos dos últimos cinco anos anteriores ao inquérito, segundo as categorias de alto risco. Estes nascimentos referem-se às mulheres casadas ou em união. Assim, segundo a classificação, distinguem-se: • A categoria de risco inevitável, agrupando os nascimentos da primeira ordem que representam um risco elevado de mortalidade, mas que são inevitáveis, salvo nas mães adolescentes de idade inferior a 18 anos. Constam nesta categoria os nascimentos de ordem 1, provenientes de mães com idade compreendida entre 18 e 34 anos; • A categoria de riscos elevados resultante de mães que pertencem a uma única categoria de risco: idade precoce à procriação (inferior a 18 anos) ou tardia (superior a 34 anos), intervalo intergenésico curto (inferior a 24 meses) ou ordem de nascimento superior a 3; • A categoria de vários riscos combinados: idade da mãe ao nascimento do filho (precoce ou tardio), intervalo curto entre nascimentos, ordem de nascimentos elevada; • A categoria dos nascimentos que não correspondem a nenhuma das categorias supra definidas, ou seja nascimentos de mães de 18-34 anos, intervalo de 24 meses ou mais, paridade não superior a 3. Mortalidade das Crianças Menores de 5 Anos | 151 A segunda coluna do Quadro 10.5 mostra a distribuição percentual de crianças nascidas nos últimos cinco anos anteriores ao inquérito em cada categoria de risco específico. No intuito de avaliar os riscos suplementares atribuíveis ao comportamento reprodutivo das mães, foram calculadas as razões de risco. Está razão é definida como sendo a relação entre a proporção de crianças que morreram em cada categoria específica de risco e a proporção de crianças não classificadas numa das categoria de risco. Segundo as informações sobre as categorias de risco, observa-se que cerca da metade das crianças, nascidas nos últimos cincos anos anteriores ao inquérito, se enquadram numa categoria de risco, sendo uma proporção de 15% na categoria de riscos múltiplos. De realçar que relativamente aos nascimentos de risco, 12% provém de adolescentes menores de 18 anos e cerca de 10% de mulheres de idade superior a 34 anos que não aguardaram um intervalo adequado entre os filhos, e que têm uma paridade superior a 3. Os resultados mostram uma melhoria da probabilidade de sobrevivência das crianças cuja mãe teve um espaçamento de pelo menos dois anos entre os filhos. Com efeito o intervalo intergenésico curto (inferior a 24 meses) acresce o risco de falecimento da criança em 76% em comparação com o grupo de não risco. Ainda, o Quadro 10.5 revela um risco de morte 2,7 vezes maior na categoria de vários alto riscos combinados (mãe com idade superior a 34 anos, intervalo menor de 2 anos e ordem de nascimento superior a 3), em relação a um nascimento de categoria de não risco. De igual modo, o risco de morte aumenta de 12% quando as crianças apresentam uma conjunção de riscos devido a um intervalo intergenésico curto (< 24 meses) e uma ordem de nascimento superior a 3. A partir da análise do comportamento procriador de alto risco, foi determinada a proporção de mulheres actualmente casadas ou em união de facto que potencialmente poderiam ter um tal comportamento, considerando a idade actual das mulheres, o intervalo de tempo desde o seu último filho e a ordem de nascimento do seu último filho. Com base nestes critérios determina-se a categoria em que se enquadraria o próximo nascimento, recorrendo à hipótese de cada mulher conceber uma criança na altura do inquérito. Trata-se de uma simulação para determinar a proporção dos nascimentos futuros de alto risco, no caso de ausência de comportamento de regulação da fecundidade. O Quadro 10.5 mostra que apenas 21% das crianças estaria numa categoria de não risco, enquanto que cerca de 75% estaria numa categoria de alto risco. Esta análise demonstra uma vez mais a necessidade da promoção do planeamento familiar e, sobretudo do espaçamento dos nascimentos, no intuito de reduzir a mortalidade das crianças menores de cinco anos em Cabo Verde. 152 | Mortalidade das Crianças Menores de 5 Anos Quadro 10.5 Categorias de comportamentos reprodutivos de alto risco Distribuição percentual de crianças nascidas nos últimos 5 anos anteriores ao inquérito, por categoria de alto risco de morte e razão de risco, e distribuição percentual de mulheres actualmente casadas/unidas por categorias de risco, no caso de estarem em risco de concepção de uma criança na altura do inquérito, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Categorias de risco Nascimentos nos cinco anos anteriores ao inquérito Percentagem de mulheres actualmente unidas1 Percentagem de nascimentos Razão de risco Em nenhuma categoria de risco 27,7 1,00 21,4a Categoria de risco inevitável Primeira ordem de nascimento entre a idade de 18 e 34 anos 22,9 0,55 3,7 Categoria de risco elevado Mãe menor de 18 anos 11,6 0,72 0,5 Mãe de idade maior de 34 anos 3,6 0,43 9,1 Intervalo intergenésico <24 meses 5,3 1,76 7,1 Ordem de nascimento maior de 3 14,1 0,37 11,6 Subtotal 34,6 0,71 28,3 Em várias categorias de risco elevado Idade < 18 & intervalo intergenésico < 24 meses 0,4 0,00 0,3 Idade > 34 & intervalo intergenésico < 24 meses 0,1 0,00 0,2 Idade > 34 & ordem intergenésico > 3 9,9 0,35 38,3 Idade > 34 & intervalo intergenésico < 24 meses & ordem de nac. > 3 0,8 2,66 2,9 Intervalo < 24 meses & ordem de nascimento > 3 3,4 1,12 4,7 Subtotal 14,8 0,65 46,5 Numa categoria de risco evitável 49,4 0,69 74,8 Total 100,0 na 100,0 Número de nascimentos 2 219 na 2 288 Obs. O razão de risco é o rácio da proporção de crianças que faleceram nos 5 últimos anos em cada categoria de risco e a proporção de crianças que faleceram mas que não se classificam em nenhuma categoria de alto risco. na = Não se aplica 1 As mulheres são classificadas em categorias de alto risco segundo o estatuto que teriam ao nascimento da criança, se esta criança fosse concebida na altura do inquérito: idade inferior a 17 anos e 3 meses ou superior a 34 anos e 2 meses, o último nascimento aconteceu nos 15 últimos meses e a ordem de nascimento de 3 ou mais. a Inclui mulheres esterilizadas VIH/SIDA e Infecções Sexualmente Transmissíveis | 153 Clara Mendes Barros, René Charles Sylva, Maria de Lourdes Monteiro O VIH e a SIDA continuam a constituir um importante desafio de saúde pública na Região Africana. Em 2006, foram estimados em 2,8 milhões os adultos e crianças infectados com o VIH, ó que representa mais do que todas as outras Regiões do mundo, em conjunto. No IDSR-II, recolheu-se informação detalhada sobre a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (SIDA), doença causada pela infecção do vírus de imunodeficiência humana (VIH). Duas secções do questionário do IDSR foram dedicadas a assuntos de VIH/SIDA e IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis): as Secção 5 e 8 do questionário mulher e as secções 4 e 7 do questionário homem, que tem perguntas sobre comportamento sexual, acesso e uso do preservativo masculino, e que tratam especificamente de VIH/SIDA e outras doenças de transmissão sexual. O presente capítulo fornece informações sobre os seguintes assuntos: i) Conhecimentos e atitudes relacionados com o VIH/SIDA; ii) Comunicação, estigma e discriminação relacionados com VIH/SIDA; iii) Conhecimento de sintomas de IST’s outras que não VIH/SIDA; iv) Experiência e atitude em relação ao teste de VIH; v) Comportamento sexual e acesso e uso de preservativo. 11.1 CONHECIMENTO DO VIH/SIDA E MEIOS DE PREVENÇÃO 11.1.1 Conhecimento do VIH/SIDA O conhecimento básico sobre VIH/SIDA e aceitação de que a sua transmissão pode ser controlada e evitada são de importância capital na luta contra o VIH/SIDA. O Quadro 11.1 apresenta a percentagem de mulheres e homens que ouviram falar de SIDA e a percentagem dos que acreditam que existem formas de evitar a transmissão de VIH/SIDA. O conhecimento do VIH/SIDA pode ser considerado universal em Cabo Verde: cerca de 100% das mulheres e dos homens ouviram falar de SIDA. Os diferenciais de acordo com algumas características seleccionadas são mínimos, o VIH/SIDA é conhecido por praticamente toda a população, independentemente da sua idade, estado civil, meio de residência, nível de instrução, isto tanto para as mulheres como para os homens. Igualmente elevada é a percentagem de entrevistados que acreditam que existem formas de evitar VIH/SIDA, registando-se contudo alguma diferença por sexo: aproximadamente 88% de mulheres e 96% de homens considera que podem fazer algo para evitar contrair o VIH/SIDA. Por nível de instrução, quase todos os entrevistados que têm o nível secundário ou mais acreditam que existem meios para evitar o VIH/SIDA (mais de 95% para as mulheres e de 98% para os homens), mas este valor desce para os entrevistados sem nenhum nível de instrução (cerca de 70% para as mulheres e 82% para os homens). São ainda as mulheres com residência no meio rural as que menos consideram haver meios para evitar o VIH/SIDA (82% contra 94% das mulheres do meio urbano). VIH/SIDA E INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS 11 154 | VIH/SIDA e Infecções Sexualmente Transmissíveis Quadro 11.1 Conhecimento do VIH/SIDA Percentagem de mulheres e homens que já ouviram falar da SIDA, que pensa que existem medidas para evitar contrair o VIH/SIDA, segundo algumas características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Mulheres Homens Percentagem que ouviu falar da SIDA Percentagem que pensa que se pode evitar contrair o VIH/SIDA Efectivo Percentagem que ouviu falar da SIDA Percentagem que pensa que se pode evitar contrair o VIH/SIDA Efectivo Grupo etário 15-19 99,6 91,1 1 477 99,8 96,2 795 20-24 100,0 91,5 950 100,0 96,9 469 25-29 100,0 92,8 728 100,0 96,7 322 30-39 99,7 86,0 1 279 100,0 97,8 533 40-49 99,7 80,4 1 071 99,4 94,5 392 50-59 na na na 100,0 92,3 133 15-24 99,8 91,3 2 427 99,8 96,4 1 264 Estado civil Solteiro(a) 99,7 89,0 2 522 99,8 96,5 1 471 Já iniciou relações sexuais 99,8 89,3 1 593 99,8 97,5 1 200 Nunca teve relações sexuais 99,5 88,4 929 99,9 92,2 271 Casado(a)/em união 99,8 87,2 2 288 99,9 96,7 973 Div./sep./viúvo(a) 99,9 88,5 696 100,0 92,2 201 Meio de residência Urbano 99,9 93,5 3 054 99,8 97,2 1 492 Rural 99,6 81,5 2 451 99,9 95,0 1 152 Domínio de estudo Santo Antão 99,9 87,9 450 99,7 95,0 282 São Vicente 99,8 96,7 775 99,4 94,3 404 São Nicolau 100,0 94,9 106 98,7 91,0 69 Sal 100,0 97,7 205 100,0 87,4 123 Boavista (100,0) (95,6) 47 (100,0) (97,6) 34 Maio 99,7 87,8 87 (100,0) (95,7) 49 Santiago 99,8 85,3 3 279 100,0 98,2 1 425 Praia Urbano 100,0 96,2 1 325 100,0 98,8 626 Santiago Norte 99,8 76,4 1 163 100,0 98,2 455 Resto Santiago 99,5 80,0 790 100,0 97,1 343 Fogo 99,4 87,3 473 100,0 94,8 210 Brava 99,4 92,8 83 (100,0) (98,0) 49 Nível de instrução Sem nível 99,6 69,6 310 100,0 82,0 57 Básico 99,7 83,9 2 802 99,9 95,1 1 339 Secundário 99,8 95,3 2 200 99,7 98,0 1 124 Pós-secundário 100,0 98,7 193 100,0 100,0 124 Total 99,8 88,2 5 505 99,8 96,2 2 644 ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos na = Não se aplica 11.1.2 Conhecimento dos Meios de Prevenção do VIH Após estas perguntas abertas sobre o VIH/SIDA, foram colocadas questões directas sobre o conhecimento de formas específicas de evitar a transmissão do VIH. A utilização do preservativo e as relações com um único parceiro fiel e não infectado continuam sendo as principais formas de evitar riscos de contágio pelo VIH. Os resultados quanto ao conhecimento sobre medidas de prevenção do VIH/SIDA são apresentados no Quadro 11.2. Cerca de 84% dos homens e 82% das mulheres sabe que pode reduzir os riscos de contrair o VIH através do uso do preservativo. Na mesma ordem de grandeza, cerca de 8 em cada 10 homens considera que limitar as relações a um único parceiro não infectado e fiel é uma forma de prevenção do VIH (81%) o que só acontece com 74% das mulheres. Adicionalmente, 56% das mulheres e 59% dos homens referiu que abster-se de ter relações sexuais é uma forma de evitar contrair o VIH/SIDA. Existem diferenciais no conhecimento de meios de prevenção de acordo com várias características socio-demográficas. O nível de instrução está relacionado com o conhecimento dos modos de prevenir a transmissão de VIH, em particular para o uso do preservativo e ter um único VIH/SIDA e Infecções Sexualmente Transmissíveis | 155 parceiro não infectado e fiel, tanto para as mulheres como para os homens, apesar de entre homens o conhecimento do preservativo ser mais uniforme. A percentagem de mulheres que cita as duas principais formas de prevenção é de cerca de 87% para as que têm educação pós-secundária, sendo de 53% para as sem nível de instrução. Para os homens estes valores são respectivamente 90% e 70%. Contudo, no caso da abstinência de ter relações sexuais, esta ligação não se verifica, particularmente no caso dos homens. Com efeito são os homens sem nível de instrução os que mais referem esta via de prevenção (72% contra 56% dos homens com instrução secundária). Por estado civil, as diferenças de conhecimento de métodos específicos de prevenção de VIH/SIDA são mais evidentes para os homens; os homens casados mencionam mais os dois principais meios de prevenção 78% contra 62% dos solteiros sem experiência sexual. Por meio de residência, é no meio urbano que tanto mulheres como homens apresentam mais conhecimento dos dois principais meios de prevenção do VIH/SIDA. Esta tendência é mais marcada para o uso do preservativo como meio de prevenção; 89% das mulheres do meio urbano contra 73% das mulheres do meio rural, enquanto que para os homens estes valores são respectivamente de 89% e 76%. Para a abstinência sexual, praticamente não se verifica diferença de conhecimento de acordo com o meio de residência. Por domínio de estudo os conhecimentos variam, com padrão diferente para as mulheres e para os homens. Para o uso do preservativo, em São Vicente, São Nicolau, Sal, Praia urbano e Brava 9 em cada 10 mulheres conhece esta forma de prevenção, enquanto que isto se verifica em pouco mais de 7 em cada 10 mulheres residentes no Santiago Norte, Resto de Santiago. No caso dos homens, a seguir aos que residem no Praia urbana, são os que residem no Maio e na Boavista que mais referem o preservativo como meio de prevenção. A abstinência de relações sexuais é menos mencionada como forma de prevenção entre as mulheres e os homens de São Vicente (respectivamente 42% e 31%), seguido das mulheres e homens do Sal e do Maio, e dos homens da Boavista. 156 | VIH/SIDA e Infecções Sexualmente Transmissíveis Quadro 11.2 Conhecimento de meios de prevenção VIH/SIDA Percentagem de mulheres e homens com conhecimento dos meios para evitar contrair o VIH, segundo algumas características sócio-demográficas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Mulheres Homens Usar o preservativo Ter um único parceiro fiel e não infectado Usar preservativo e ter um único parceiro fiel e não infectado Deixar de ter relações sexuais Efectivo Usar preservativo Ter um único parceiro fiel e não infectado Usar preservativo e ter um único parceiro fiel e não infectado Deixar de ter relações sexuais Efectivo Grupo etário 15-19 87,4 9,5 88,0 51,0 1 477 93,3 10,0 93,6 54,0 795 20-24 89,4 10,4 89,8 57,7 950 93,2 9,1 94,0 56,5 469 25-29 89,8 7,9 90,3 56,7 728 94,3 8,3 94,9 57,4 322 30-39 82,9 8,5 83,5 59,0 1 279 95,4 11,7 96,4 63,5 533 40-49 75,9 8,2 76,7 57,3 1 071 90,1 6,1 91,1 68,7 392 50-59 na na na na 0 85,0 8,6 85,4 60,7 133 15-241 88,2 9,8 88,7 53,6 2 427 93,3 9,6 93,8 54,9 1 264 Estado civil Solteiro(a) 85,6 10,1 86,1 53,7 2 522 93,4 9,6 93,9 54,2 1 471 Já iniciou relações sexuais 86,5 11,0 86,8 55,2 1 593 94,6 10,2 95,2 55,3 1 200 Nunca teve relações sexuais 84,1 8,5 84,8 51,1 929 88,0 7,3 88,0 49,4 271 Casado(a)/em união 83,7 9,0 84,4 57,3 2 288 93,4 10,1 94,3 67,3 973 Div./sep./viúvo(a) 85,2 4,6 85,9 60,3 696 87,6 3,3 88,6 57,4 201 Meio de residência Urbano 91,4 6,9 91,8 55,8 3 054 94,4 7,0 95,3 59,1 1 492 Rural 76,5 11,5 77,3 56,2 2 451 91,1 12,3 91,5 59,6 1 152 Domínio de estudo Santo Antão 85,2 19,5 85,7 50,9 450 90,8 7,0 91,1 68,2 282 São Vicente 95,1 4,7 95,3 42,0 775 90,8 2,1 90,8 31,1 404 São Nicolau 91,4 37,0 93,7 81,2 106 87,2 10,9 88,9 51,4 69 Sal 95,0 8,0 96,3 44,7 205 87,1 2,1 87,1 46,6 123 Boa Vista (95,5) (34,9) (95,9) (57,8) 47 (96,4) (3,8) (96,4) (43,0) 34 Maio 83,9 8,3 84,5 40,9 87 (94,3) (2,5) (94,8) (46,5) 49 Santiago 81,9 8,1 82,4 59,5 3 279 95,7 13,9 96,7 68,2 1 425 Praia Urbano 94,6 4,0 94,8 64,7 1 325 96,2 9,4 97,9 77,5 626 Santiago Norte 73,9 15,0 74,7 59,4 1 163 97,1 26,8 97,1 57,3 455 Resto Santiago 72,2 4,7 72,9 50,6 790 92,8 4,8 93,8 65,7 343 Fogo 80,3 3,9 81,4 61,7 473 86,0 2,2 86,6 57,0 210 Brava 87,0 7,7 87,3 55,9 83 (91,8) (6,7) (91,8) (57,6) 49 Nível de instrução Sem nível 67,0 4,6 67,6 53,5 310 66,2 7,1 72,8 71,0 57 Básico 79,9 7,2 80,7 57,5 2 802 91,7 7,2 92,1 61,5 1 339 Secundário 92,5 11,2 92,9 53,9 2 200 95,3 11,2 95,9 55,8 1 124 Pós-secundário 95,9 15,4 96,2 63,1 193 97,8 15,7 99,0 61,1 124 Total 84,8 9,0 85,3 56,0 5 505 92,9 9,3 93,6 59,3 2 644 1 Dados para o cálculo do indicador UNGASS nº10 para epidemias generalizadas – jovem mulheres e homens (15-24) que identificam correctamente as formas de prevenir a transmissão sexual do VIH, também indicador das Metas de Desenvolvimento do Milénio ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos na = Não se aplica 11.2 CONHECIMENTO DA TRANSMISSÃO VERTICAL (MÃE - FILHO) Tendo em conta a importância das intervenções para reduzir a transmissão vertical do VIH de mãe para o filho, foi perguntado a todos os entrevistados se sabiam que o VIH podia ser transmitido de mãe para filho durante a gravidez, durante o parto e durante a amamentação, e ainda, se algo se podia fazer para diminuir o risco de transmissão do vírus da mãe para o filho. Os resultados são apresentados no Quadro 11.3. Mais de metade das mulheres e dos homens (52% e 53%) sabe que o VIH pode ser transmitido em qualquer destes três momentos. Contudo, apenas um entrevistado em cada 5 sabe que se pode reduzir o risco de transmissão do VIH de mãe para filho tomando um medicamento (21% das mulheres e 20% dos homens). Deste modo, apesar dos conhecimentos em relação às questões individuais serem relativamente elevados entre as mulheres e os homens (de um mínimo de 64% entre os homens, para a transmissão através do aleitamento, a um máximo de 76%, também entre os homens, para a transmissão durante a gravidez), apenas 15% das mulheres e 14% dos homens detêm as quatro informações correctas. VI H /S ID A e In fe cç õe s Se xu al m en te T ra ns m iss ív ei s | 1 51 Q ua dr o 11 .3 C on he ci m en to d a pr ev en çã o da tr an sm iss ão v er tic al d o VI H /S ID A P er ce nt ag em d e m ul he re s e ho m en s qu e sa be m q ue o V IH /S ID A po de s er t ra ns m iti do d a m ãe p ar a o fil ho a tra vé s da a m am en ta çã o, d ur an te a g ra vi de z e pa rt o e pe rc en ta ge m q ue s ab em q ue s e po de r ed uz ir o ris co d e tra ns m iss ão v er tic al to m an do m ed ic am en to s du ra nt e a gr av id ez , p or c ar ac te rís tic as s el ec ci on ad as , C ab o Ve rd e, ID SR -II , 2 00 5 C ar ac te rís tic as se le cc io na da s M ul he re s H om en s VI H po de s er tra ns m iti do at ra vé s da am am en ta çã o VI H po de s er tra ns m iti do du ra nt e a gr av id ez VI H po de s er tra ns m iti do du ra nt e o pa rto O s 3 m ei os de tra ns m iss ão Po de -s e re du zi r o ri sc o de tr an sm iss ão ve rti ca l to m an do m ed ic am en to (d ur an te a gr av id ez ) To do s os an te rio re s N úm er o de en tre vi st ad as VI H po de s er tra ns m iti do at ra vé s da am am en ta çã o VI H po de s er tra ns m iti do du ra nt e a gr av id ez VI H po de s er tra ns m iti do du ra nt e o pa rto O s 3 m ei os de tra ns m iss ão Po de -s e re du zi r o ri sc o de tr an sm iss ão ve rti ca l to m an do m ed ic am en to (d ur an te a gr av id ez ) To do s os an te rio re s N úm er o de en tre vi st ad os G ru po e tá ri o 15 -1 9 73 ,5 70 ,4 71 ,1 53 ,9 21 ,2 14 ,8 1 47 7 67 ,8 75 ,0 66 ,4 55 ,1 17 ,6 12 ,4 79 5 20 -2 4 71 ,2 71 ,0 71 ,2 54 ,1 22 ,5 16 ,2 95 0 71 ,2 77 ,6 71 ,7 57 ,6 23 ,3 17 ,7 46 9 25 -2 9 65 ,2 66 ,3 68 ,7 48 ,3 21 ,4 13 ,1 72 8 61 ,6 79 ,9 74 ,5 53 ,1 23 ,3 15 ,8 32 2 30 -3 9 64 ,8 68 ,6 64 ,5 49 ,6 21 ,3 14 ,7 1 27 9 58 ,3 75 ,7 67 ,8 47 ,7 20 ,1 11 ,4 53 3 40 -4 9 61 ,9 65 ,9 63 ,2 51 ,8 19 ,1 14 ,1 1 07 1 61 ,4 74 ,0 65 ,3 52 ,8 18 ,5 13 ,8 39 2 50 -5 9 na na na na na na 0 54 ,3 72 ,0 56 ,8 42 ,4 26 ,8 17 ,3 13 3 15 -2 4 72 ,6 70 ,6 71 ,1 54 ,0 21 ,7 15 ,3 2 42 7 69 ,1 76 ,0 68 ,3 56 ,0 19 ,7 14 ,4 1 26 4 E st ad o ci vi l So lte iro (a ) 70 ,3 68 ,2 69 ,4 51 ,7 21 ,3 14 ,9 2 52 2 65 ,8 75 ,1 67 ,4 53 ,5 20 ,0 13 ,9 1 47 1 Já te ve re la çõ es s ex ua is 70 ,2 67 ,5 70 ,3 51 ,1 21 ,2 14 ,6 1 59 3 67 ,2 78 ,2 69 ,6 54 ,9 21 ,8 15 ,0 1 20 0 N un ca te ve re la çõ es 70 ,5 69 ,4 68 ,0 52 ,8 21 ,6 15 ,3 92 9 59 ,5 61 ,8 57 ,8 47 ,3 12 ,0 8, 9 27 1 C as ad o( a) /u ni do (a ) 65 ,4 68 ,3 66 ,6 51 ,6 21 ,0 14 ,5 2 28 8 63 ,0 77 ,4 69 ,2 53 ,1 21 ,9 14 ,8 97 3 D iv ./s ep ./v iú vo (a ) 66 ,2 71 ,8 65 ,3 52 ,8 20 ,3 14 ,6 69 6 57 ,1 74 ,5 65 ,4 46 ,6 16 ,5 10 ,9 20 1 M ei o de r es id ên ci a U rb an o 70 ,6 72 ,4 73 ,5 54 ,2 23 ,0 15 ,6 3 05 4 64 ,0 80 ,3 73 ,7 53 ,7 22 ,4 14 ,2 1 49 2 Ru ra l 64 ,1 64 ,1 60 ,5 48 ,8 18 ,6 13 ,5 2 45 1 64 ,2 70 ,2 60 ,5 51 ,6 17 ,8 13 ,7 1 15 2 D om ín io Sa nt o An tã o 67 ,0 58 ,0 58 ,3 38 ,5 13 ,7 7, 4 45 0 68 ,7 77 ,1 65 ,0 56 ,2 12 ,2 8, 7 28 2 Sa o Vi ce nt e 69 ,2 71 ,1 79 ,0 54 ,7 20 ,6 13 ,9 77 5 56 ,1 75 ,7 66 ,4 45 ,1 22 ,3 14 ,5 40 4 Sa o N ic ol au 82 ,5 69 ,6 80 ,2 64 ,9 25 ,3 17 ,6 10 6 73 ,5 86 ,1 71 ,6 66 ,2 15 ,2 12 ,2 69 Sa l 60 ,8 59 ,8 67 ,8 38 ,3 26 ,1 11 ,1 20 5 53 ,0 82 ,8 65 ,1 37 ,4 42 ,3 15 ,7 12 3 Bo a Vi st a (7 1, 9) (6 5, 3) (7 3, 7) (3 7, 6) (4 3, 5) (1 3, 0) 47 (5 7, 5) (7 6, 2) (6 4, 8) (3 9, 1) (1 5, 0) (8 ,2 ) 34 M ai o 2, 6 74 ,9 72 ,6 62 ,6 28 ,4 21 ,3 87 (6 7, 0) (5 9, 1) (7 0, 3) (3 5, 7) (2 7, 7 ) (1 2, 5) 49 Sa nt ia go 67 ,4 69 ,7 67 ,2 53 ,6 22 ,9 16 ,9 3 27 9 65 ,5 76 ,2 69 ,3 55 ,2 21 ,0 15 ,6 1 42 5 Pr ai a U rb an o 73 ,1 75 ,0 74 ,0 56 ,0 25 ,7 17 ,7 1 32 5 66 ,2 84 ,3 80 ,4 56 ,9 18 ,7 11 ,8 62 6 Sa nt ia go N or te 64 ,3 68 ,4 62 ,4 57 ,0 25 ,1 21 ,6 1 16 3 65 ,7 68 ,4 57 ,2 52 ,2 27 ,6 22 ,5 45 5 Re st o Sa nt ia go 62 ,3 63 ,0 63 ,0 44 ,6 14 ,8 8, 8 79 0 64 ,1 71 ,7 65 ,0 56 ,1 16 ,3 13 ,5 34 3 Fo go 68 ,1 70 ,0 57 ,4 49 ,0 11 ,1 7, 7 47 3 68 ,4 68 ,6 67 ,0 58 ,9 14 ,0 11 ,4 21 0 Br av a 61 ,1 70 ,4 66 ,4 55 ,1 12 ,6 10 ,0 83 (6 1, 2) (7 9, 6 ) (6 4, 5) (4 8, 0) (1 1, 5) (8 ,0 ) 49 N ív el d e in st ru çã o Se m n ív el 52 ,9 56 ,7 47 ,5 42 ,2 16 ,0 13 ,5 31 0 44 ,1 55 ,0 47 ,3 39 ,4 10 ,3 9, 6 57 Bá sic o 62 ,8 66 ,0 61 ,1 49 ,4 17 ,2 12 ,0 2 80 2 60 ,2 71 ,4 61 ,9 49 ,5 17 ,7 11 ,5 1 33 9 Se cu nd ár io 75 ,4 73 ,0 77 ,6 55 ,9 24 ,8 17 ,2 2 20 0 69 ,1 81 ,7 73 ,9 57 ,0 22 ,4 16 ,3 1 12 4 Pó s- se cu nd ár io 75 ,3 77 ,1 84 ,7 55 ,1 42 ,1 26 ,7 19 3 71 ,1 81 ,9 88 ,0 56 ,9 35 ,7 22 ,4 12 4 To ta l 67 ,7 68 ,7 67 ,7 51 ,8 21 ,1 14 ,7 5 50 5 64 ,1 75 ,9 67 ,9 52 ,8 20 ,4 14 ,0 2 64 4 ( ) Ef ec tiv o nã o po nd er ad o en tre 2 5 e 49 c as os na = N ão s e ap lic a | 157VIH/SIDA e Infecções Sexualmente Transmissíveis 158 | VIH/SIDA e Infecções Sexualmente Transmissíveis O nível de instrução está fortemente e positivamente relacionado com o conhecimento da transmissão de VIH, durante a gravidez, parto e amamentação, tanto entre as mulheres como entre os homens. Ainda, quanto mais elevado é o nível de instrução, mais os entrevistados sabem que se pode fazer a prevenção da transmissão vertical mediante a toma de um medicamento. Por faixa etária, os conhecimentos quanto à transmissão vertical do VIH são maiores entre os jovens dos 15 aos 24 anos do que entre entrevistados de outras faixas etárias (54% entre as jovens e 56% entre os jovens face a, por exemplo, 48% entre as mulheres dos 25-29 anos e entre os homens dos 30-39 anos). Contudo, não se verifica a mesma tendência em relação à existência de uma forma de prevenção da transmissão vertical. O estado civil e a experiência sexual apenas apresentam influência sobre os conhecimentos dos homens acerca da transmissão vertical. Os homens solteiros e sem experiência sexual e os homens em ruptura de união são os que detêm menos informações (9% dos solteiros sem experiência sexual e 11% dos divorciados, separados ou viúvos têm as 4 informações correctas, face a 15% dos casados ou unidos e solteiros com experiência sexual). Por zona de residência verificam-se diferenças entre os conhecimentos dos inquiridos dos meios rurais e urbanos sobre a transmissão vertical nas várias questões específicas. Contudo, as diferenças em relação a conhecimentos completos (transmissão durante a gravidez, parto e aleitamento materno e possibilidade de prevenção) entre inquiridos do meio urbano e rural são de pequena amplitude. Por domínio de estudo existem diferenças no conhecimento da transmissão vertical. Globalmente há mais mulheres com conhecimentos completos residentes no Maio, Santiago Norte, Praia Urbano e São Nicolau (cerca de 2 em cada 10 mulheres), e menos entre as mulheres que residem em Santo Antão, no Fogo e Resto de Santiago (menos de 1 em cada 10 mulheres). As tendências para os homens mostram que cerca de 2 em cada 10 residentes na Praia Urbano têm informações completas em relação à transmissão vertical, enquanto que isso sucede para menos de 1 em cada 10 residentes de Santo Antão. 11.3 CRENÇAS E ESTIGMA EM RELAÇÃO ÀS PESSOAS PORTADORAS DO VIH 11.3.1 Crenças Sobre o VIH Durante o inquérito foram colocadas questões directas para avaliar os conhecimentos correctos sobre as formas de transmissão e prevenção do VIH. Os resultados são apresentados nos Quadros 11.4.1 e 11.4.2 Cerca de 4 em 5 mulheres (81%), e ligeiramente mais homens (84%), sabe que uma pessoa que aparenta boa saúde pode ter o VIH. Uma proporção de 6% das mulheres e 9% dos homens pensa que se pode contrair o VIH compartilhando alimentos com uma pessoa infectada. Ainda, mais da metade das mulheres (55%) e cerca de 48% dos homens pensa que o vírus da SIDA pode ser transmitido pela picada do mosquito. Os resultados mostram que apenas 38% das mulheres e 43% dos homens apresentam conhecimentos correctos sobre estes três aspectos. Os conhecimentos variam consideravelmente por características socio-demográficas. Os resultados de acordo com o nível de instrução apontam para diferenças importantes tanto para mulheres como para homens: para as mulheres, o valor máximo de conhecimentos correctos é para as que têm instrução pós-secundária (78%), enquanto que o valor mínimo é para as mulheres sem nível de instrução (14%). Cerca de um quarto das mulheres com instrução básica (25%) e mais de metade das mulheres com nível secundário (56%) apresentam conhecimentos correctos em relação aos três aspectos sondados. Os conhecimentos correctos para os homens acompanham esta mesma tendência, com valores decrescentes de acordo com o nível de instrução (87% para os que têm nível pós- secundário, 55% para os que têm o nível secundário, 29% para os que têm instrução básica e 21% para os sem nível de instrução). VIH/SIDA e Infecções Sexualmente Transmissíveis | 159 A idade também pesa para a ausência de crenças erradas. As jovens dos 15 aos 24 anos têm níveis de conhecimentos correctos nos três aspectos sondados quase duas vezes mais elevados do que as mulheres dos 40 aos 49 anos (respectivamente 46% e 25%). A faixa etária dos 15 aos 29 anos apresenta valores de conhecimentos correctos superiores a 40%. Também os jovens dos 15 aos 24 anos apresentam valores superiores de conhecimentos face aos homens mais velhos, mas com menor grau de discrepância (47% para os jovens e 34% para os homens dos 50 aos 59 anos). Os solteiros têm mais conhecimentos correctos do que os actualmente ou anteriormente em união. Entre as mulheres solteiras, 46% apresenta os três conhecimentos sondados correctos, enquanto que essa proporção é de 1/3 para as casadas e de 30% para as anteriormente em união. De forma semelhante, entre os homens solteiros, 47% apresenta os três conhecimentos sondados correctos, enquanto que essa proporção é de 38% para os casados e de 34% para os divorciados, separados ou viúvos. Tanto para mulheres como para homens, isto acontece em particular para a transmissão do vírus da SIDA pela picada do mosquito, a crença errada que mais diferencia as mulheres e homens solteiros das mulheres e dos homens actualmente ou anteriormente em união. Tantos as mulheres como os homens residentes em meio urbano responderam mais frequentemente de forma correcta às três questões do que os residentes em meio rural, (47% e 28% para as mulheres, 47% e 37% para os homens). Por domínio de estudo, os níveis de conhecimento são globalmente elevados entre as mulheres residentes em São Nicolau (cerca de 6 em cada 10 mulheres apresentam conhecimentos correctos), seguidas das residentes em São Vicente e Sal (cerca de 5 em cada 10). Os valores mais baixos de conhecimentos correctos são apresentados pelas residentes do Fogo e concelhos do Resto de Santiago (2 a 3 em cada 10). A proporção de mulheres residentes no Fogo que acredita que se pode contrair o vírus da SIDA compartilhando alimentos com uma pessoa infectada é o dobro das residentes nos demais domínios de estudo (12% contra 6%). Os níveis de conhecimento entre os homens residentes em São Nicolau, São Vicente e no Resto de Santiago são mais elevados, com aproximadamente metade detendo os três conhecimentos sondados. Os valores mais baixos de conhecimentos correctos são apresentados pelos homens residentes em Santo Antão e Fogo. Nestes domínios de estudo a proporção de homens que acredita que se pode contrair o vírus da SIDA compartilhando alimentos com uma pessoa infectada é de cerca de 16%, enquanto esta proporção oscila entre os 3% e 4% para os residentes do Sal e São Nicolau. 160 | VIH/SIDA e Infecções Sexualmente Transmissíveis Quadro 11.4.1 Crenças erradas sobre a transmissão do VIH/SIDA nas mulheres Percentagem de mulheres que rejeitam crenças erradas em relação à transmissão ou à prevenção do VIH/SIDA e que sabem que é possível que uma pessoa que aparenta boa saúde esteja infectada pelo VIH, por características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Percentagem de mulheres que sabem que: Percentagem que rejeita as 2 crenças erradas e sabe que é possível que uma pessoa que aparenta boa saúde esteja infectada Efectivos É possível que uma pessoa que aparenta boa saúde esteja infectada SIDA não pode ser transmitida por mosquitos2 SIDA não se contrai comendo no mesmo prato com uma pessoa com SIDA Grupo etário 15-19 80,6 54,3 5,5 46,6 1 477 20-24 85,4 51,5 5,2 45,3 950 25-29 83,7 50,2 6,5 42,4 728 30-39 80,4 38,0 6,4 32,5 1 279 40-49 77,0 29,8 6,0 24,9 1 071 15-241 82,5 53,2 5,4 46,1 2 427 Estado civil Solteira 81,1 52,4 5,6 45,7 2 522 Já iniciou relações sexuais 82,7 51,9 6,0 45,5 1 593 Nunca teve relações sexuais 78,4 53,2 5,0 46,0 929 Casada/em união 82,0 39,0 6,2 32,9 2 288 Divorciada/separada/viúva 78,1 35,7 5,7 29,8 696 Meio de residência Urbano 87,9 52,2 5,5 46,5 3 054 Rural 72,6 35,4 6,4 28,1 2 451 Domínio de estudo Santo Antão 86,2 39,7 7,4 33,8 450 São Vicente 85,0 60,3 6,9 51,9 775 São Nicolau 98,5 59,2 5,9 57,0 106 Sal 93,1 56,1 3,7 51,9 205 Boavista (86,8) (69,8) (3,6) (63,0) 47 Maio 71,9 51,7 5,4 40,5 87 Santiago 79,4 42,1 4,8 36,0 3 279 Praia Urbano 89,5 49,6 5,2 44,1 1 325 Santiago Norte 71,7 42,5 4,9 34,8 1 163 Resto Santiago 73,5 29,0 4,0 24,5 790 Fogo 72,8 30,0 12,3 23,1 473 Brava 86,9 44,0 2,5 38,6 83 Nível de instrução Sem nível 62,0 21,2 12,4 14,3 310 Básico 75,9 31,6 7,5 24,7 2 802 Secundário 89,0 61,5 3,3 55,6 2 200 Pós-secundário 96,6 81,3 2,4 78,1 193 Total 81,1 44,7 5,9 38,3 5 505 1 Dados para o cálculo do indicador UNGASS nº10 para epidemias generalizadas – jovens mulheres e homens (15-24) que rejeitam crenças erradas acerca da transmissão do VIH, também indicador das Metas de Desenvolvimento do Milénio 2 As crenças locais mais frequentes são a picada de mosquito ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos VIH/SIDA e Infecções Sexualmente Transmissíveis | 161 Quadro 11.4.2 Crenças erradas sobre a transmissão do VIH/SIDA nos homens Percentagem de homens que rejeitam crenças erradas em relação à transmissão ou à prevenção do VIH/SIDA e que sabem que é possível que uma pessoa que aparenta boa saúde esteja infectada pelo VIH, por características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Percentagem de homens que sabem que: Percentagem que rejeita as 2 crenças erradas e que sabe que é possível que uma pessoa que aparenta boa saúde esteja infectada Efectivos É possível que uma pessoa que aparenta de boa saúde esteja infectada SIDA não pode ser transmitida por mosquitos2 SIDA não se contrai comendo no mesmo prato com uma pessoa com SIDA Grupo etário 15-19 77,4 61,4 5,8 47,0 795 20-24 86,5 53,2 6,2 46,8 469 25-29 85,6 52,6 8,2 43,0 322 30-39 87,5 46,5 10,9 39,9 533 40-49 86,3 43,4 16,0 35,4 392 50-59 84,7 40,1 12,0 33,9 133 15-241 80,7 58,4 5,9 47,0 1 264 Estado civil Solteiro 81,7 57,9 7,7 46,8 1 471 Já iniciou relações sexuais 85,1 57,5 8,4 47,4 1 200 Nunca teve relações sexuais 66,7 59,8 4,5 44,3 271 Casado/em união 87,0 46,2 11,4 38,2 973 Divorciado/separado/viúvo 83,0 38,7 7,4 34,1 201 Meio de residência Urbano 88,7 55,2 7,9 46,7 1 492 Rural 77,3 48,2 10,4 37,4 1 152 Domínio de estudo Santo Antão 85,6 43,8 15,8 35,0 282 São Vicente 92,8 52,0 8,6 45,5 404 São Nicolau 83,9 56,1 3,7 50,5 69 Sal 86,0 51,2 3,0 44,5 123 Boavista (85,2) (52,3) (5,6) (47,2) 34 Maio (82,8) (54,5) (5,3) (46,6) 49 Santiago 81,4 54,5 7,7 43,7 1 425 Praia Urbano 87,9 49,4 7,5 42,2 626 Santiago Norte 70,8 60,6 8,3 42,8 455 Resto Santiago 83,7 55,7 7,3 47,5 343 Fogo 79,6 46,2 15,7 36,8 210 Brava (75,2) (51,9) (9,5) (37,1) 49 Nível de instrução Sem nível 79,7 29,5 26,9 21,2 57 Básico 80,6 38,9 12,4 29,1 1 339 Secundário 86,1 65,0 4,7 55,1 1 124 Pós-secundário 97,6 89,1 2,6 86,8 124 Total 83,7 52,1 9,0 42,7 2 644 1 Dados para o cálculo do indicador UNGASS nº10 para epidemias generalizadas – jovens mulheres e homens (15-24) que rejeitam crenças erradas acerca da transmissão do VIH, também indicador das Metas de Desenvolvimento do Milénio 2 As crenças locais mais frequentes são a picada de mosquito ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos 11.3.2 Atitudes em Relação às Pessoas que Vivem com o VIH/SIDA A estigmatização das pessoas infectadas com o VIH/SIDA é o maior obstáculo para muitos dos programas que têm como objectivo prevenir a futura expansão do VIH e atenuar o impacto da SIDA. Os resultados apresentados nos Quadros 11.5.1 e 11.5.2 tentam evidenciar comportamentos que os inquiridos adoptariam em diferentes situações face a pessoas infectadas pelo VIH/SIDA. O quadro mostra, para mulheres e homens que já ouviram falar do SIDA, a percentagem que estaria disposta a cuidar de membros da família com VIH em casa, que aceitaria comprar produtos alimentares a um vendedor com VIH/SIDA, que consideraria que um(a) professor(a) com o VIH/SIDA deve ser autorizado(a) a continuar a leccionar, e que não ia querer que um membro da sua família com VIH/SIDA se mantivesse em segredo. Considera-se ainda a resposta às quatro afirmações 162 | VIH/SIDA e Infecções Sexualmente Transmissíveis no seu conjunto como um indicador de atitude positiva e abertura da sociedade (ou de estigmatização) a respeito do VIH/SIDA. De modo geral, tanto homens como mulheres apresentam atitudes positivas muito baixas face a pessoas com VIH/SIDA; apenas 16% tanto das mulheres como dos homens apresentam atitudes positivas nas quatro questões sondadas. Isto é, 84% das mulheres e dos homens têm pelo menos uma atitude que denota estigmatização das pessoas que vivem com o VIH/SIDA em situações sociais. Mulheres e homens consideram diferentemente algumas situações sociais. As mulheres expressam menor aceitação face à possibilidade de comprar alimentos a uma pessoa seropositiva (32% das mulheres compraria contra 40% dos homens) e face a permitir que um(a) professor(a) infectado(a) continue a leccionar (58% das mulheres concorda que continue a leccionar enquanto que isso sucede com 69% dos homens). Ao invés, são os homens que mais desejariam manter em segredo a condição de seropositividade de um familiar (67% das mulheres não faria questão de manter o segredo, face a 53% dos homens). Note-se que a atitude tanto das mulheres como dos homens em relação a um(a) professor(a) com VIH/SIDA é mais positiva que a atitude em relação a um(a) vendedor(a) de produtos alimentares. A questão que reuniu maior consenso foi a pré disposição para cuidar de um membro da família com VIH/SIDA em casa (87% das mulheres e 85% dos homens). O nível de escolaridade está fortemente relacionado com a expressão de atitudes positivas face à pessoa seropositiva, tanto para as mulheres como para os homens. Este padrão verifica-se para as quatro situações sociais propostas, mas com maior amplitude para duas delas. Com efeito, para as mulheres que detêm nível superior de instrução, 6 em cada 10 consideram que comprariam legumes a um vendedor infectado, enquanto que para as mulheres que não têm nível algum de instrução esse valor é de 14%. Entre os homens com instrução de nível superior, 8 em cada 10 consideram que comprariam produtos alimentares a um vendedor infectado, enquanto que para os que não têm nível algum de instrução esse valor é de 2 em cada 10. A quase totalidade de mulheres e homens com instrução de nível superior acha que um(a) professor(a) seropositivo(a) deve prosseguir com a sua actividade profissional, enquanto que para as mulheres e homens sem nível de instrução apenas 3 em cada 10 concordam com essa afirmação. A idade também pesa para as atitudes positivas face aos seropositivos, em particular no caso das jovem mulheres. Mais mulheres dos 15 aos 24 anos expressam aceitação nas quatro situações sociais propostas do que as mulheres dos 40 aos 49 anos (respectivamente 19% e 12%) ou do que as mulheres de outros grupos etários. Entre os solteiros, a experiência sexual influência as atitudes de aceitação, tanto para mulheres como para homens. A percentagem de mulheres solteiras sem experiência sexual que comprariam produtos alimentares a um vendedor infectado é de 32% enquanto que 37% das com experiência sexual o fariam. A percentagem de mulheres solteiras sem experiência sexual que acha que um(a) professor(a) seropositivo deve prosseguir com a sua actividade profissional é de 61%, enquanto que isso acontece em 66% das com experiência sexual. O percentual para a manutenção do segredo da condição de SIDA de um familiar também apresenta diferenciais da ordem dos 5% de acordo com a experiência sexual para as mulheres. Entre os homens, as diferenças entre solteiros com e sem experiência sexual afectam as quatro situações sociais apresentadas, com 11% dos solteiros sem experiência a expressarem atitudes globais positivas face aos seropositivos, enquanto que 17% dos solteiros com experiência sexual o fazem. Entre os entrevistados casados ou unidos, tanto homens como mulheres, verifica-se uma menor aceitação face à continuação no activo de um(a) professor(a) seropositivo(a) do que entre os entrevistados solteiros ou em ruptura de união. As atitudes de tolerância, de forma global, são expressas em maior dimensão entre os residentes do meio urbano do que os do meio rural. Mais do dobro de mulheres residentes no meio urbano demonstra aceitação social dos seropositivos (22% urbano e 10% rural), com particular destaque para os diferenciais elevados no que toca à autorização da continuação da actividade VIH/SIDA e Infecções Sexualmente Transmissíveis | 163 profissional de um(a) professor(a) seropositivo(a) (73% e 41%) e compra de alimentares a um vendedor infectado (41% e 21%). Existem diferenças por domínio de estudo para cada questão específica relativa à aceitação face a pessoas seropositivas. Contudo, globalmente, nalguns domínios estas atitudes são consistentemente mais positivas ou negativas. Entre as mulheres, as residentes na Praia Urbano, Maio, Sal, São Vicente, São Nicolau e Santo Antão, expressam atitudes globais de maior aceitação face aos seropositivos, sendo as residentes nos demais concelhos de Santiago as que expressam atitudes menos positivas, com destaque para as mulheres de Santiago Norte (8%). Entre os homens, os que demonstram maior abertura são os residentes de São Nicolau, Sal e São Vicente, sendo os que expressam atitudes mais estigmatizantes os residentes no Resto de Santiago (2%), seguidos dos que residem na ilha do Fogo. Quadro 11.5.1 Atitude de tolerância em relação as pessoas portadoras do VIH/SIDA: Mulheres Percentagem de mulheres que alguma vez ouviram falar da SIDA por atitudes expressas em relação às pessoas portadoras do VIH, segundo algumas características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Percentagem de mulheres que: Percentagem que expressa a aceitação das 4 atitudes Efectivo de mulheres que ouviam falar da SIDA Estaria disposta a cuidar em casa de um familiar infectado pelo VIH Compraria algum produto alimentar num(a) vendedor(a) infectado(a) Pensa que uma professora com vírus da SIDA que não parece doente, deve continuar a ensinar Gostaria que ficasse em segredo caso um familiar estivesse infectado pelo VIH Grupo etário 15-19 87,3 32,7 64,2 66,4 17,8 1 472 20-24 88,0 37,9 67,7 64,8 20,9 950 25-29 89,8 38,3 64,6 60,9 16,5 728 30-39 85,5 28,9 54,4 69,9 15,4 1 275 40-49 85,0 24,1 42,0 72,5 11,6 1 067 15-24 87,5 34,7 65,6 65,8 19,1 2 422 Estado civil Solteira 88,5 34,8 64,4 64,7 18,1 2 513 Já iniciou relações sexuais 88,4 36,7 66,4 62,6 18,1 1 589 Nunca teve relações sexuais 88,7 31,5 60,9 68,3 18,2 924 Casada/em união 85,2 28,5 52,5 68,7 14,7 2 284 Divorciada/separada/viúva 86,4 31,5 55,2 72,7 16,2 695 Meio de residência Urbano 91,2 40,6 72,5 64,2 21,5 3 052 Rural 81,5 20,7 40,5 71,3 10,1 2 441 Domínio de estudo Santo Antão 87,2 39,4 59,4 63,2 19,7 450 São Vicente 91,6 41,8 75,8 55,3 17,9 773 São Nicolau 91,7 39,3 75,5 44,0 18,0 106 Sal 94,9 48,2 85,6 47,0 20,8 205 Boavista (90,6) (54,0) (85,0) (66,9) (35,1) 47 Maio 97,8 32,4 68,0 70,6 21,5 87 Santiago 85,3 26,2 54,0 73,0 15,0 3 272 Praia Urbano 90,5 38,1 72,4 72,0 23,5 1 325 Santiago Norte 81,3 13,9 38,7 78,4 7,8 1 160 Resto Santiago 82,2 24,4 45,7 66,9 11,6 787 Fogo 82,6 35,5 38,1 67,1 16,4 470 Brava 90,1 30,8 55,1 57,5 12,2 82 Nível de instrução Sem nível 78,5 13,9 30,9 71,5 6,9 309 Básico 82,9 24,0 44,3 71,2 12,0 2 794 Secundário 92,4 41,8 76,6 63,6 22,5 2 197 Pós-secundário 95,4 59,6 95,3 49,1 26,5 193 Total 86,9 31,8 58,3 67,4 16,4 5 492 ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos 164 | VIH/SIDA e Infecções Sexualmente Transmissíveis Quadro 11.5.2 Atitude de tolerância em relação as pessoas portadoras do VIH/SIDA: Homens Percentagem de homens que alguma vez ouviram falar da SIDA por atitudes expressas em relação às pessoas portadoras do VIH, segundo algumas características seleccionadas, Cabo Verde IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Percentagem de homens que: Percentagem que expressa a aceitação das 4 atitudes Efectivo de homens que ouviram falar da SIDA Estaria disposto a cuidar em casa de um familiar infectado pelo VIH Compraria algum produto alimentar num(a) vendedor(a) infectado(a) Pensa que uma professora com vírus da SIDA que não parece doente, deve continuar a ensinar Não gostaria que ficasse em segredo caso um familiar estivesse infectado pelo VIH Grupo etário 15-19 85,6 35,8 72,2 49,9 14,1 793 20-24 87,0 40,9 75,3 50,8 16,1 469 25-29 89,0 42,9 76,2 50,9 19,9 322 30-39 83,6 41,9 64,7 55,3 18,2 533 40-49 79,9 39,4 57,7 56,4 13,8 390 50-59 82,0 41,1 56,9 62,1 22,8 133 15-24 86,2 37,7 73,3 50,2 14,8 1 262 Estado civil Solteira 86,2 39,4 72,4 51,3 16,1 1 468 Já iniciou relações sexuais 88,0 41,9 74,0 52,9 17,1 1 197 Nunca teve relações sexuais 77,8 28,5 65,3 44,1 11,4 271 Casada/em união 83,2 39,3 64,0 54,6 16,2 971 Divorciada/separada/viúva 83,2 42,7 66,1 55,5 19,8 201 Meio de residência Urbano 88,4 44,2 75,7 47,8 19,6 1 489 Rural 80,3 33,7 59,9 59,4 12,2 1 151 Domínio de estudo Santo Antão 89,0 50,4 56,2 58,2 18,1 281 São Vicente 90,2 46,7 74,9 51,3 21,3 402 São Nicolau 86,8 54,3 66,1 73,9 31,7 68 Sal 98,6 41,1 64,7 59,4 22,7 123 Boavista (94,7) (59,9) (67,9) (68,4) (35,0) 34 Maio (90,3) (38,9) (82,7) (74,9) (26,0) 49 Santiago 82,3 33,2 71,5 50,0 13,5 1 425 Praia Urbano 83,8 39,6 76,7 45,3 18,4 626 Santiago Norte 81,7 27,0 68,3 71,5 15,4 455 Resto Santiago 80,3 29,7 66,1 30,2 2,1 343 Fogo 76,0 42,4 57,4 53,1 11,7 210 Brava (79,2) (58,1) (63,3) (36,0) (11,5) 49 Nível de instrução Sem nível 67,3 21,0 32,3 66,7 12,5 57 Básico 80,2 30,6 58,4 57,5 13,0 1 338 Secundário 90,5 47,4 80,1 48,4 19,9 1 121 Pós-secundário 93,0 75,9 96,5 36,5 22,8 124 Total 84,9 39,6 68,8 52,8 16,4 2 640 ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos 11.4 TESTES DO VIH 11.4.1 Testes do VIH na População Inquirida Um dos objectivos da luta contra a Sida é aumentar o acesso da população aos testes de despistagem do VIH para que todos aqueles que queiram conhecer o seu seroestatuto o possam fazer de forma voluntária com aconselhamento pré e pós teste. Desse modo o Ministério da Saúde vem criando, desde 2003/2004, condições para a realização do teste do VIH em todas as ilhas, através da capacitação do pessoal de saúde, dotação das estruturas de saúde de testes rápidos e melhoria do transporte de amostras para os dois laboratórios VIH dos Hospitais centrais da Praia e São Vicente. O IDSR-II quis saber a percentagem de mulheres dos 15-49 anos e dos homens dos 15-59 anos que já realizaram um teste de VIH e destes, a percentagem que recebeu os resultados do teste. O Quadro 11.6 apresenta os resultados, que revelam que 87% dos homens dos 15-59 anos e 87% das mulheres dos 15-49 anos nunca fizeram o teste de VIH. VI H /S ID A e In fe cç õe s Se xu al m en te T ra ns m iss ív ei s | 1 51 Q ua dr o 11 .6 P op ul aç ão q ue fe z o te st e de V IH e re ce be u o re su lta do D ist rib ui çã o pe rc en tu al d e m ul he re s e ho m en s qu e fiz er am o t es te d e VI H e p er ce nt ag em d e m ul he re s e ho m en s qu e fiz er am o t es te d e VI H e r ec eb er am o r es ul ta do n os ú lti m os 1 2 m es es , se gu nd o ca ra ct er íst ic as s el ec ci on ad as , I D SR -II , C ab o Ve rd e 20 05 C ar ac te rís tic as se le cc io na da s M ul he re s H om en s Re ce be u o re su lta do N ão re ce be u o re su lta do N un ca fe z o te st e N S/ SI To ta l % q ue fe z o te st e e re ce be u o re su lta do n os úl tim os 12 m es es 1 N úm er o de en tre vi st ad as Re ce be u o re su lta do N ão re ce be u o re su lta do N un ca fe z o te st e N S/ SI To ta l % q ue fe z o te st e e re ce be u o re su lta do n os úl tim os 12 m es es N úm er o de en tre vi st ad os G ru po e tá ri o 15 -1 9 4, 5 1, 3 93 ,7 0, 5 10 0, 0 4, 5 1 47 7 1, 5 0, 8 97 ,3 0, 4 10 0, 0 1, 5 79 5 20 -2 4 14 ,9 4, 3 80 ,5 0, 4 10 0, 0 14 ,9 95 0 8, 7 2, 5 88 ,8 0, 0 10 0, 0 8, 7 46 9 25 -2 9 11 ,5 3, 7 83 ,9 0, 9 10 0, 0 11 ,5 72 8 17 ,3 3, 5 79 ,2 0, 0 10 0, 0 17 ,3 32 2 30 -3 9 12 ,6 2, 0 84 ,4 1, 0 10 0, 0 12 ,6 1 27 9 18 ,7 2, 1 78 ,6 0, 6 10 0, 0 18 ,9 53 3 40 -4 9 9, 4 2, 5 86 ,5 1, 6 10 0, 0 9, 4 1 07 1 11 ,0 2, 8 85 ,6 0, 6 10 0, 0 11 ,0 39 2 50 -5 9 na na na na na na 0 15 ,5 3, 8 80 ,6 0, 1 10 0, 0 15 ,5 13 3 15 -2 4 8, 6 2, 5 88 ,5 0, 4 10 0, 0 8, 6 2 42 7 4, 2 1, 4 94 ,1 0, 3 10 0, 0 4, 2 1 26 4 E st ad o ci vi l So lte iro 7, 7 2, 1 89 ,5 0, 6 10 0, 0 7, 7 2 52 2 5, 8 1, 7 92 ,0 0, 4 10 0, 0 5, 9 1 47 1 Já te ve re la çõ es s ex ua is 11 ,4 2, 7 85 ,6 0, 4 10 0, 0 11 ,4 1 59 3 7, 0 2, 1 90 ,6 0, 4 10 0, 0 7, 1 1 20 0 N un ca t ev e re la çõ es se xu ai s 1, 5 1, 2 96 ,3 0, 9 10 0, 0 1, 5 92 9 0, 5 0, 1 98 ,6 0, 8 10 0, 0 0, 5 27 1 C as ad o( a) /e m u ni ão 11 ,2 2, 7 84 ,8 1, 2 10 0, 0 11 ,2 2 28 8 15 ,3 2, 3 82 ,1 0, 3 10 0, 0 15 ,3 97 3 D iv ./s ep ./v iú vo (a ) 14 ,5 3, 6 81 ,4 0, 5 10 0, 0 14 ,5 69 6 19 ,1 4, 5 76 ,4 0, 0 10 0, 0 19 ,1 20 1 M ei o de r es id ên ci a U rb an o 14 ,8 3, 1 81 ,2 0, 9 10 0, 0 14 ,8 3 05 4 14 ,5 2, 4 82 ,8 0, 2 10 0, 0 14 ,5 1 49 2 Ru ra l 4, 1 1, 9 93 ,2 0, 8 10 0, 0 4, 1 2 45 1 4, 8 1, 8 92 ,9 0, 5 10 0, 0 4, 9 1 15 2 D om ín io d e es tu do Sa nt o An ta o 4, 7 1, 8 93 ,0 0, 6 10 0, 0 4, 7 45 0 6, 3 2, 3 91 ,2 0, 3 10 0, 0 6, 5 28 2 Sa o Vi ce nt e 16 ,0 4, 3 78 ,9 0, 8 10 0, 0 16 ,0 77 5 14 ,1 4, 2 81 ,3 0, 4 10 0, 0 14 ,1 40 4 Sa o N ic ol au 7, 0 1, 3 91 ,5 0, 3 10 0, 0 7, 0 10 6 7, 9 1, 4 89 ,4 1, 3 10 0, 0 7, 9 69 Sa l 10 ,9 5, 7 82 ,3 1, 1 10 0, 0 10 ,9 20 5 14 ,7 2, 0 82 ,8 0, 5 10 0, 0 14 ,7 12 3 Bo a Vi st a (1 1, 7) (1 0, 0) (7 8, 3) (0 ,0 ) (1 00 ,0 ) (1 1, 7) 47 (1 4, 3) (0 ,0 ) (8 5, 7) (0 ,0 ) (1 00 ,0 ) (1 4, 3) 34 M ai o 6, 3 0, 9 91 ,0 1, 8 10 0, 0 6, 3 87 (3 ,1 ) (2 ,2 ) (9 4, 4) (0 ,3 ) (1 00 ,0 ) (3 ,1 ) 49 Sa nt ia go 10 ,5 2, 2 86 ,5 0, 8 10 0, 0 10 ,5 3 27 9 10 ,7 1, 8 87 ,4 0, 1 10 0, 0 10 ,7 1 42 5 Pr ai a U rb an o 18 ,4 2, 7 77 ,5 1, 4 10 0, 0 18 ,4 1 32 5 17 ,8 1, 6 80 ,6 0, 0 10 0, 0 17 ,8 62 6 Sa nt ia go N or te 4, 8 1, 8 93 ,1 0, 4 10 0, 0 4, 8 1 16 3 5, 2 2, 6 91 ,7 0, 5 10 0, 0 5, 2 45 5 Re st o Sa nt ia go 5, 7 2, 1 91 ,7 0, 5 10 0, 0 5, 7 79 0 5, 0 0, 8 94 ,2 0, 0 10 0, 0 5, 0 34 3 Fo go 3, 7 1, 0 94 ,1 1, 2 10 0, 0 3, 7 47 3 5, 7 1, 4 91 ,6 1, 4 10 0, 0 5, 7 21 0 Br av a 6, 5 3, 7 87 ,9 1, 8 10 0, 0 6, 5 83 (7 ,2 ) (1 ,4 ) (9 0, 4) (1 ,0 ) (1 00 ,0 ) (7 ,2 ) 49 N ív el d e in st ru çã o N en hu m 2, 9 1, 1 95 ,2 0, 9 10 0, 0 2, 9 31 0 5, 9 1, 9 92 ,2 0, 0 10 0, 0 5, 9 57 Bá sic o 7, 2 2, 5 89 ,4 0, 9 10 0, 0 7, 2 2 80 2 9, 5 2, 1 88 ,0 0, 4 10 0, 0 9, 6 1 33 9 Se cu nd ár io 12 ,1 2, 6 84 ,5 0, 8 10 0, 0 12 ,1 2 20 0 9, 0 2, 2 88 ,5 0, 3 10 0, 0 9, 0 1 12 4 Pó s- se cu nd ár io 39 ,4 5, 4 54 ,9 0, 3 10 0, 0 39 ,4 19 3 33 ,1 2, 7 64 ,2 0, 0 10 0, 0 33 ,1 12 4 To ta l 10 ,1 2, 5 86 ,5 0, 9 10 0, 0 10 ,1 5 50 5 10 ,3 2, 1 87 ,2 0, 4 10 0, 0 10 ,3 2 64 4 1 C or re sp on de a o in di ca do r 1 d o O N U SI D A Ac on se lh am en to e T es te V ol un tá rio 1 "P op ul aç ão q ue s ol ic ito u o te st e de V IH , f ez o te st e e re ce be u os re su lta do s" . ( ) E fe ct iv o nã o po nd er ad o en tre 2 5 e 49 c as os na = N ão s e a p lic a | 165VIH/SIDA e Infecções Sexualmente Transmissíveis 166 | VIH/SIDA e Infecções Sexualmente Transmissíveis As pessoas que declararam ter feito o teste nos últimos 12 meses anteriores ao inquérito e recebido o resultado, correspondem a 10% da população, tanto para homens como para mulheres. Por faixa etária, as mulheres de idade compreendida entre 20-24 anos e 30-39 anos detêm maior proporção de testes feitos com resultado recebido com 15% e 13%, respectivamente. Nos homens as faixas etárias com maior proporção de testes realizados e resultado recebido são as dos 25- 29 anos e 30-39 anos, respectivamente com 17% e 19%. Por estado civil, tanto nos homens como nas mulheres, os divorciados/separados e casados/em união apresentam proporções mais elevadas de testes realizados. Da mesma forma, registam-se diferenças expressivas no acesso ao teste de despiste do VIH por meio de residência para ambos os sexos. Em meio urbano 15% realizou o teste no ano anterior ao inquérito e recebeu o resultado, o que acontece com 4% das mulheres e 5% dos homens no meio rural. Por domínio de estudo, Praia Urbano e São Vicente apresentam taxas mais elevadas de cobertura denotando um maior acesso aos testes nos dois maiores centros urbanos. Na Praia Urbano, 18% das mulheres e dos homens realizou o teste e obteve o resultado nos últimos 12 meses, o que aconteceu com 16% das mulheres e 14% dos homens de São Vicente. Também no Sal os homens apresentam um acesso ao teste superior ao de nível nacional (15%). Por nível de instrução, os inquiridos de ambos os sexos com maior nível de escolaridade apresentam maiores proporções de testes realizados e resultados recebidos. Assim, nos últimos 12 meses anteriores ao inquérito, quase dois quintos das mulheres e um terço dos homens com nível pós- secundário realizou o despiste do VIH (39% das mulheres e 33 dos homens), valor que se situa em 3% e 6%, respectivamente, para as mulheres e homens sem nível de instrução. 11.4.2 Teste de Despistagem do VIH nas Mulheres Grávidas A prevenção da transmissão do VIH de mãe para filho adquiriu, nos últimos 2 anos, uma maior dinâmica com a introdução dos medicamentos Anti-retrovirais (ARV) em Cabo Verde em finais de 2004. Assim, em 2005, os serviços de Saúde Reprodutiva iniciaram a oferta de testes mediante aconselhamento pré e pós teste às mulheres grávidas que frequentam os serviços de cuidados do pré-natal, particularmente nos dois maiores centros urbanos (Praia e São Vicente), onde as condições à partida eram mais favoráveis. Concomitantemente, estão sendo criadas condições nas outras ilhas de modo a melhorar o acesso aos testes a todas as grávidas a nível nacional. O Quadro 11.7 apresenta a percentagem de mulheres que tiveram filhos nos últimos dois anos anteriores ao inquérito a quem foi proposto o teste de VIH mediante aconselhamento pré e pós teste, bem como a percentagem das que o fizeram e receberam o resultado. O quadro revela que 18% das mulheres que tiveram filhos nos últimos 2 anos realizaram o teste do VIH, sendo que 13% recebeu o resultado. Apenas 0,3% das mulheres recebeu aconselhamento durante a visita do prénatal. Por grupo etário, as mulheres com idade compreendida entre os 20-24 anos detêm a maior proporção de teste realizado e resultado recebido (18%). Por estado civil, as grávidas solteiras realizam o teste do VIH e recebem o resultado com mais frequência do que as que estão em situação de união de facto (respectivamente 15% e 10%). É no meio urbano que as mulheres grávidas têm mais acesso ao teste de despistagem do VIH durante a gravidez (24% no meio urbano contra 11% no meio rural). Por domínio de estudo, as mulheres grávidas que frequentaram os serviços de saúde reprodutiva da Praia Urbano e do Resto de Santiago foram as mais abrangidas. Contudo essa proporção não ultrapassa 27% na Praia. VIH/SIDA e Infecções Sexualmente Transmissíveis | 167 Quadro 11.7 Teste de despistagem do VIH nas mulheres grávidas que receberam aconselhamento Percentagem de mulheres que tiveram filhos nos dois anos anteriores ao inquérito e que receberam aconselhamento durante as consultas de pré-natal do filho mais recente, à qual foi proposto o teste de VIH, aceitaram fazer o teste e receberam o resultado por características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Aconselhamento durante o prénatal Fizeram o teste durante o controlo pré natal Número de mulheres que tiveram filhos nos últimos 2 anos Recebeu o resultado Não recebeu o resultado Grupo etário 15-19 0,7 8,6 2,2 173 20-24 0,0 18,4 7,6 129 25-29 (0,0) (21,7) (8,1) 28 30-39 * * * 6 40-49 * * * 3 15-24 0,4 12,8 4,5 301 Estado civil Solteira 0,7 14,8 6,5 172 Casada/unida 0,0 10,1 3,5 137 Divorciada/separada/ em união (0,0) (16,6 ) (0,0) 29 Sem informação * * * 1 Meio de residência Urbano 0,7 19,0 5,4 180 Rural 0,0 6,8 3,8 159 Domínio de estudo Santo Antão * * * 23 São Vicente (0,0) (8,3) (2,4) 36 São Nicolau * * * 5 Sal * * * 14 Boa Vista * * * 3 Maio * * * 6 Santiago 0,5 15,6 5,9 215 Praia Urbano 0,0 21,3 5,6 91 Santiago Norte 0,0 7,5 7,7 68 Resto Santiago 2,1 16,1 4,2 57 Fogo (0,0 ) (11,7) (0,0) 31 Brava * * * 5 Nível de instrução Sem nível * * * 3 Básico 0,0 5,9 1,1 128 Secundaria 0,6 14,4 5,5 191 Pós-secundário * * * 17 Total 0,3 13,2 4,7 339 ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos 11.5 OPINÃO DA MULHER QUANTO À NEGOCIAÇÃO DE UMA RELAÇÃO SEXUAL SEGURA COM O MARIDO/COMPANHEIRO A promoção de comportamentos sexuais de baixo risco representa um dos pilares da luta contra a epidemia do VIH/SIDA em Cabo Verde. Desse modo é de grande importância saber se as mulheres cabo-verdianas têm o poder de recusar ou propor o uso de preservativos nas relações sexuais com o marido/companheiro quando ela suspeita que o mesmo possa ter uma IST ou teve relações sexuais com outras mulheres. O Quadro 11.8 apresenta a opinião das mulheres e homens sobre esta matéria. Assim, 86% das mulheres que participaram neste inquérito e 89% dos homens pensa que a mulher tem o direito de recusar ter relações sexuais com o marido quando ela tenha conhecimento que o marido tem uma IST. 168 | VIH/SIDA e Infecções Sexualmente Transmissíveis Por outro lado, 96% dos homens pensa que as mulheres têm o direito de propor ao homem o uso do preservativo, sendo de 99% a percentagem que acha que a mulher tem o direito, seja de recusar, seja de propor o uso de preservativo nas relações sexuais. Nota-se porém uma diferença significativa nas opiniões das mulheres por meio de residência. Assim, no meio urbano a percentagem de mulheres que referiu que as mulheres têm o direito de recusar ter relações sexuais quando o marido tem uma IST é de 92% contra 79% no meio rural. Esta diferença é menos significativa em relação aos homens (91% no meio urbano contra 86% no meio rural). Nos jovens rapazes a percentagem dos que acham que a mulher tem o direito de recusar e de propor o uso do preservativo é de 99%. Quadro 11.8 Habilidade da mulher para negociar uma relação sexual segura com o marido/companheiro Percentagem de mulheres e homens que acham que se o marido tem uma IST, sua esposa pode recusar ter relações sexuais ou propõe-lhe o uso de preservativo, por características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Mulheres Homens Recusa ter relações sexuais Número de entrevistadas Recusa ter relações Propõe o uso preservativo As duas anteriores Número de entrevistados Grupo etário 15-19 84,3 1 477 84,9 95,5 98,3 795 20-24 86,5 950 87,9 95,9 99,4 469 25-29 87,7 728 90,0 96,0 98,4 322 30-39 88,0 1 279 90,9 97,7 99,4 533 40-49 85,3 1 071 93,5 93,8 99,2 392 50-59 na na 90,5 96,1 99,5 133 15-24 85,2 2 427 86,0 95,6 98,7 1 264 Estado civil Solteiro(a) 85,0 2 522 86,1 95,9 98,7 1 471 Já iniciou relações sexuais 87,0 1 593 87,0 97,2 99,2 1 200 Nunca teve relações sexuais 81,6 929 81,7 90,0 96,5 271 Casado(a)/em união 86,8 2 288 92,3 95,4 99,5 973 Div./sep./viúvo(a) 88,3 696 92,5 97,8 98,1 201 Meio de residência Urbano 91,6 3 054 90,8 96,4 99,2 1 492 Rural 79,4 2 451 86,2 95,2 98,6 1 152 Domínio de estudo Santo Antão 86,8 450 90,8 95,9 98,3 282 São Vicente 92,6 775 84,1 96,2 99,4 404 São Nicolau 76,2 106 94,4 94,0 97,8 69 Sal 95,5 205 89,4 96,1 98,9 123 Boavista (95,8) 47 (86,2) (97,9) (100,0) 34 Maio 77,5 87 (88,6) (97,4) (99,0) 49 Santiago 84,5 3 279 89,1 96,5 98,9 1 425 Praia Urbano 94,1 1 325 92,1 97,4 99,4 626 Santiago Norte 75,3 1 163 82,2 95,1 98,0 455 Resto Santiago 81,8 790 92,9 96,5 99,4 343 Fogo 88,1 473 93,8 91,6 99,7 210 Brava 72,6 83 (80,8) (90,7) (96,0) 49 Nível de Instrução Sem nível 82,1 310 82,1 97,2 99,1 57 Básico 83,7 2 802 89,4 94,8 98,4 1 339 Secundaria 89,1 2 200 88,1 96,8 99,5 1 124 Pós-secundário 95,2 193 92,1 97,9 99,6 124 Total 86,2 5 505 88,8 95,8 98,9 2 644 ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos na = Não se aplica VIH/SIDA e Infecções Sexualmente Transmissíveis | 169 11.6 RELAÇÕES SEXUAIS DE ALTO RISCO E USO DO PRESERVATIVO A prática de relações sexuais com múltiplos parceiros incrementa os riscos de contágio das IST, particularmente do VIH/SIDA, sobretudo numa situação de baixo uso do preservativo enquanto meio de prevenção. O inquérito considerou sexo de alto risco as relações sexuais entre parceiros não coabitantes ou seja com alguém diferente do marido/companheiro ou esposa/companheira. O Quadro 11.9 revela que 43 % das mulheres e 67% dos homens afirmaram ter tido relações sexuais de alto risco nos últimos 12 meses e, destes, 46% das mulheres e 72% dos homens afirma ter usado o preservativo. Em relação ao estado civil, são os solteiros, tanto homens como mulheres, que detêm a maior percentagem de relações sexuais de alto risco (94% para as mulheres e 96% para os homens) enquanto que nos casados/em união, os homens têm maior número de relações sexuais de risco que as mulheres (2% nas mulheres contra 32% nos homens). Por faixa etária, tanto nos homens como nas mulheres, a proporção que teve relações sexuais de risco está inversamente relacionada com a idade, o que também acontece com o uso do preservativo na última relação com um parceiro de alto risco, ou seja, nas faixas etárias mais jovens a percentagem dos que responderam ter tido relações sexuais de risco e ter usado preservativo é mais elevada que nas faixas etárias mais avançadas. Por meio de residência, embora não se registe uma diferença significativa em relação ao percentual que teve relações sexuais de alto risco, tanto nas mulheres como nos homens do meio urbano e rural, em relação ao uso do preservativo, os homens e mulheres do meio urbano aderem mais ao uso do preservativo que os do meio rural (76% dos homens do meio urbano usou preservativo face a 66% do meio rural, sendo estes valores de 49% e 40%, respectivamente, para as mulheres). Por domínios de estudo, as mulheres em São Vicente e Santo Antão registam as taxas mais elevadas de relações sexuais de risco (54%) e de uso de preservativo (51%), enquanto que os domínios com taxas de relações sexuais de risco mais baixas são o Fogo com 22% e a Santiago Norte com 37% e de uso de preservativo (32 % e 28% respectivamente). Quanto aos homens, a percentagem mais elevada de relações sexuais de risco regista-se nos domínios de São Vicente e Santiago (à volta de 70%, sendo de 72% na região de Santiago Norte), enquanto que a menos elevada se regista na ilha do Fogo (56%). Em relação ao uso do preservativo, a taxa mais elevada regista-se em São Vicente, com 79%, seguido da Praia Urbano, com 78%. Os domínios com taxas de uso de preservativo na última relação com um parceiro de alto risco mais baixas são a ilha do Fogo (53%) e a região de Santiago Norte (62%). Por nível de instrução, a percentagem de homens e mulheres que tiveram relações sexuais de risco é maior entre os que detêm o nível de ensino secundário. O usou o preservativo aquando da última relação com um parceiro de alto risco aumenta de acordo com o nível de instrução, tanto para os homens como para as mulheres. 170 | VIH/SIDA e Infecções Sexualmente Transmissíveis Quadro 11.9 Homens e mulheres que tiveram relações sexuais de alto risco e uso do preservativo Entre mulheres e homens dos 15-49 (59) anos sexualmente activos, percentagem que teve relações sexuais com alguém diferente do esposo/companheiro nos últimos 12 meses, e entre os homens e mulheres dos 15-49 (59) anos que tiveram relações sexuais de alto risco nos últimos 12 meses, percentagem que usou preservativo na última vez que teve relações sexuais com alguém diferente do esposo/companheiro segundo características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Mulheres Homens % que teve relações sexuais de alto risco nos últimos 12 meses Número de entrevistadas sexualmente activas nos últimos 12 meses % que usou preservativo última vez que teve sexo de alto risco Número de entrevistadas que tiveram sexo de alto risco nos últimos 12 meses % que teve relações sexuais de alto risco nos últimos 12 meses Número de entrevistados sexualmente activos nos últimos 12 meses % que usou preservativo a última vez que teve relações sexuais de alto risco Número de entrevistados que tiveram relações sexuais de alto risco nos últimos 12 meses Grupo etário 15-19 1 79,2 590 63,5 467 96,5 418 78,2 404 20-24 1 62,6 793 48,6 496 85,6 422 79,1 361 25-29 39,7 637 39,2 253 72,4 293 70,3 212 30-39 27,6 983 30,0 272 52,5 497 63,8 261 40-49 17,1 702 14,7 120 38,1 368 56,6 140 50-59 na na na na 32,9 112 (58,5) 37 15-24 69,7 1 383 55,8 963 91,0 840 78,6 765 Estado civil Actual. casado(a)/ em união 2,1 2 030 (16,7) 43 31,5 947 69,6 299 Solteiro(a) 93,5 1 675 46,6 1 565 95,9 1 165 72,6 1 117 Meio de residência Urbano 45,2 2 212 49,3 1 000 66,8 1 237 76,1 826 Rural 40,7 1 493 40,0 608 67,4 876 66,1 590 Domínio de estudo Santo Antão 53,5 331 52,4 177 64,1 229 65,6 147 São Vicente 53,4 595 51,3 318 69,3 330 78,9 229 São Nicolau 74,2 83 29,2 62 65,9 55 62,1 36 Sal 37,8 166 46,5 63 56,1 114 75,1 64 Boa Vista (50,3) 41 * 21 (71,9) 29 * 21 Maio 36,1 65 * 23 (68,0) 40 (83,6) 27 Santiago 41,1 2 068 44,7 851 69,5 1 123 73,0 780 Praia Urbano 38,3 955 50,8 366 68,6 535 78,1 366 Santiago Norte 36,9 594 38,2 219 71,7 333 62,1 239 Resto Santiago 51,2 520 41,7 266 68,5 255 77,3 175 Fogo 22,2 296 31,8 66 55,5 155 52,5 86 Brava 46,4 61 (32,7) 28 (69,4) 39 (69,1) 27 Nível de instrução Sem nível 17,9 185 (13,1) 33 (33,0) 47 * 15 Básico 33,2 2 062 29,3 685 58,5 1 130 63,4 661 Secundário 63,0 1 295 59,5 816 80,7 819 78,9 661 Pós-secundário 45,4 163 62,2 74 67,8 116 88,1 79 Total 15-49 (59) 43,4 3 705 45,8 1 608 67,0 2 112 71,9 1 416 1 Indicador UNGASS nº12 e nº13 para epidemias generalizadas – jovens mulheres e homens (15-24) que tiveram relações sexuais com um parceiro não coabitante nos últimos 12 meses & que utilizaram o preservativo da última vez. Este último indicador é também indicador das Metas de Desenvolvimento do Milénio ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos na = Não se aplica 11.7 RELAÇÕES SEXUAIS PAGAS E USO DE PRESERVATIVO As profissionais do sexo estão entre os grupos considerados vulneráveis em relação ao VIH/SIDA, seja porque se encontram mais expostas devido ao número elevado de parceiros sexuais como também porque se estiverem infectadas podem transmitir o VIH a um grande número de pessoas com quem têm relações sexuais desprotegidas. Em Cabo Verde, já foram realizadas várias actividades com vista à elaboração de programas específicos para este grupo, porém têm sido encontrados vários obstáculos na identificação e aproximação dos integrantes do mesmo. Os resultados do IDSR-II contidos no Quadro 11.10 indicam que 5% dos homens inquiridos referiu ter tido relações sexuais com prostitutas nos últimos 12 meses anteriores ao inquérito e, desses, 25% declarou ter usado preservativo. Por faixa etária são os homens mais velhos que recorreram com mais frequência às relações sexuais com trabalhadoras do sexo nos últimos 12 meses (12% na faixa etária dos 50-59 anos contra 2% na faixa de 15-19 e 3% nos 20-24 anos). VIH/SIDA e Infecções Sexualmente Transmissíveis | 171 Por estado civil os divorciados/separados são quem mais frequentam trabalhadoras do sexo (14%) em comparação com os solteiros (3%) e homens em união (4%). No meio urbano o uso do preservativo nas relações sexuais com trabalhadoras do sexo é mais elevado que no meio rural (27% contra 23%). Relativamente aos domínios, é de destacar a ilha do Fogo e a Praia Urbano onde a proporção de homens que frequenta trabalhadoras do sexo é mais elevada em relação ao valor a nível nacional, sendo respectivamente de 10% e 7%. Quadro 11.10 Relações Sexuais pagas durante os últimos 12 meses e uso de preservativo Percentagem de homens que reportaram ter tido relações sexuais com prostitutas nos últimos 12 meses e entre os que tiveram, percentagem que referiu o uso de preservativo na última relação sexual com uma prostituta, por características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Percentagem que teve relações sexuais com prostitutas nos últimos 12 meses Número de homens % que usou preservativo durante a última relação sexual com prostituta Número de homens que tiveram relação sexual com prostituta nos últimos 12 meses Grupo etário 15-19 1,5 795 * 12 20-24 2,6 469 * 12 25-29 6,9 322 * 22 30-39 6,0 533 (28,1) 32 40-49 6,3 392 (29,0) 25 50-59 12,1 133 * 16 15-241 1,9 1 264 * 24 Estado civil Solteiro 3,3 1 465 (17,3) 48 Casado/em união 4,4 973 (29,8) 42 Divorciado/separado/viúvo 13,5 199 (34,3) 27 Sem informação * 7 * 2 Meio de residência Urbano 4,6 1 492 27,4 69 Rural 4,4 1 152 22,5 51 Domínio de estudo Santo Antão 4,1 282 * 12 São Vicente 3,5 404 * 14 São Nicolau 1,1 69 * 1 Sal 4,4 123 * 5 Boavista (4,7) 34 * 2 Maio (11,4) 49 * 6 Santiago 4,0 1 425 27,0 57 Praia Urbano 6,5 626 (28,6) 41 Santiago Norte 0,7 455 * 3 Resto Santiago 3,7 343 * 13 Fogo 9,7 210 * 20 Brava (6,4) 49 * 3 Nível de instrução Sem nível * 57 * 3 Básico 6,7 1 339 29,4 90 Secundário 2,0 1 124 * 22 Pós-secundário 3,0 124 * 4 Total 4,5 2 644 25,3 119 1 Indicador UNGASS nº12 e nº13 para epidemias generalizadas – jovens mulheres e homens (15-24) que tiveram relações sexuais com um parceiro não coabitante nos últimos 12 meses & que utilizaram o preservativo da última vez. Este último indicador é também indicador das Metas de Desenvolvimento do Milénio ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos 172 | VIH/SIDA e Infecções Sexualmente Transmissíveis 11.8 ACTIVIDADE SEXUAL ENTRE OS JOVENS 11.8.1 Idade na Primeira Relação Sexual A educação sexual dos jovens para a adopção de comportamentos sexuais de baixo risco representa um dos pilares da luta contra o VIH/SIDA em Cabo Verde. Para isso, várias actividades têm vindo a ser realizadas nas escolas, tendo a temática do VIH/SIDA sido introduzida nos curricula escolares do ensino secundário. Os jovens que ainda não são sexualmente activos ou aqueles que tiveram a sua primeira relação sexual recentemente constituem um grupo alvo prioritário na redução da exposição dos jovens ao VIH, através da promoção de relações sexuais de baixo risco. Assim, os quadros que se seguem têm enfoque no comportamento sexual dos jovens dos 15-24 anos de idade de ambos sexos, visando recolher informações pertinentes para a implementação de programas educativos susceptíveis de reduzir o risco de exposição ao VIH. Retardar a idade da 1ª relação sexual constitui uma das estratégias para a redução do risco de contrair uma IST nos jovens. O Quadro 11.11 mostra a percentagem dos jovens que tiveram relações sexuais pela primeira vez até às idades de 15 e 18 anos, por idade actual e algumas características seleccionadas. Os dados mostram que até aos 15 anos, cerca de 1/4 das jovens raparigas já iniciou a sua vida sexual enquanto que nos jovens rapazes essa proporção é de 41%. Tanto para o sexo masculino como para o sexo feminino, as relações sexuais precoces são mais frequentes no meio urbano, nas ilhas de Santo Antão, São Vicente e na Praia Urbano. Nas mulheres, o nível de instrução tem uma influência positiva sobre a iniciação da vida sexual. Uma proporção de 34% de mulheres com nível básico iniciou a vida sexual até os 15 anos, enquanto que essa proporção é de 20% para as que possuem o nível secundário. Entre os adolescentes dos 18-19 anos, 64% das raparigas e 76% dos rapazes já tinham tido a primeira relação sexual aos 18 anos. VIH/SIDA e Infecções Sexualmente Transmissíveis | 173 Quadro 11.11 Idade da primeira relação sexual de homens e mulheres adolescentes Percentagem de mulheres e homens dos 15-24 anos que tiveram a primeira relação sexual até aos 15 e 18 anos, segundo algumas características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Mulheres Homens 15 18 Número de entrevistadas 15-24 15 18 Número de entrevistados 15-24 Grupo etário 15-17 20,8 na 950 47,6 na 468 18-19 22,4 64,1 528 42,7 75,7 327 15-19 21,4 na 1 477 45,6 na 795 20-22 29,7 75,4 610 36,7 72,8 304 23-24 25,2 78,2 340 29,7 65,8 165 20-24 28,1 76,4 950 34,2 70,4 469 Estado civil Actualmente casado(a)/unid. 36,9 89,0 409 26,2 60,4 105 Não casado(a) 21,4 49,7 2 018 42,8 65,1 1 159 Meio de residência Urbano 25,6 59,2 1 289 48,7 70,6 639 Rural 22,2 53,0 1 138 33,9 58,7 625 Domínio de estudo Santo Antão 32,9 67,1 200 59,9 71,3 122 São Vicente 29,6 63,5 331 52,7 72,3 170 São Nicolau (26,3) (69,4) 42 (40,2) (68,8) 28 Sal 29,9 69,1 73 (46,5) (75,8) 37 Boa Vista * * 20 * * 10 Maio (30,1) (64,2) 36 * * 20 Santiago 22,2 53,8 1 485 37,2 62,7 764 Praia Urbano 25,9 60,1 533 49,7 76,7 274 Santiago Norte 15,3 43,4 573 29,9 54,4 295 Resto Santiago 27,2 61,0 378 30,5 55,5 195 Fogo 14,0 41,7 206 27,7 50,8 92 Brava (27,9) (57,7) 36 * * 22 Nível de instrução Sem nível * * 2 * * 3 Básico 34,4 69,7 682 32,1 60,5 398 Secundário 19,9 50,7 1 676 46,3 66,4 824 Pós-secundário 17,4 59,3 66 (31,4) (74,1) 39 Total 15-241 24,0 na 2 427 41,4 na 1 264 1 Indicador UNGASS nº11 para epidemias generalizadas – jovens mulheres e homens (15-24) que tiveram relações sexuais antes da idade de 15 anos ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos na = Não se aplica 11.8.2 Uso do Preservativo na Primeira Relação Sexual O Quadro 11.12 apresenta a proporção de jovens dos 15-24 anos que tiveram relações sexuais consideradas de risco e a proporção que usou preservativo na primeira relação sexual. De forma global, a grande maioria dos jovens não usou preservativo na primeira relação sexual. Apenas 36% dos homens declara ter usado um preservativo. O uso do preservativo na primeira relação sexual varia consideravelmente segundo o estado civil actual. Nos jovens solteiros, 37% recorreu ao preservativo, enquanto que nos casados/unidos a proporção é de 24%. No meio rural menos de um terço dos jovens usou preservativo durante a primeira relação sexual. Além de são Vicente, onde cerca de 45% dos jovens declarou usar o preservativo aquando da primeira relação sexual, não existem diferenças significativas entre os outros domínios, onde globalmente apenas um jovem em cada 3 o usou na primeira relação sexual. 174 | VIH/SIDA e Infecções Sexualmente Transmissíveis Quadro 11.12 Uso do preservativo durante a primeira relação sexual por homens dos 15-24 anos Percentagem de homens dos 15-24 anos que tiveram relações sexuais e usaram preservativo na primeira relação sexual, por algumas características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Homens Uso do preservativo na primeira relação sexual Número de entrevistados de 15-24 que tiveram sexo Grupo etário 15-19 35,7 543 20-24 35,3 454 Estado civil Actualmente casado/unido 23,9 104 Não casado 36,9 893 Meio de residência Urbano 40,6 522 Rural 29,9 475 Domínio de estudo Santo Antão 36,2 109 São Vicente 45,2 146 São Nicolau * 22 Sal (54,4) 32 Boa Vista * 9 Maio * 16 Santiago 30,6 587 Praia Urbano 34,1 233 Santiago Norte 27,6 219 Resto Santiago 29,4 135 Fogo 34,9 58 Brava * 18 Nível de instrução Sem instrução * 1 Básico 33,3 312 Secundário 36,1 647 Pós-secundário (43,4) 35 Total 15-24 35,5 997 ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos 11.8.3 Relações Sexuais de Alto Risco e Uso do Preservativo nos Jovens O Quadro 11.13.1 e o Gráfico 11.1 (ver os detalhes no quadro 11.13.2) apresentam a proporção de jovens dos 15-24 anos que tiveram relações sexuais consideradas de alto risco, por ser com um parceiro não coabitante, ou seja outro que o esposo(a) ou companheiro(a), e a proporção que usou um preservativo na última relação sexual. Relativamente aos comportamentos sexuais, cerca de 70% das mulheres dos 15-24 anos teve, nos últimos 12 meses anteriores ao inquérito, relações sexuais de alto risco, enquanto que essa proporção é de 91% nos homens. As relações extraconjugais dizem respeito a 39% dos homens e cerca de 4% das mulheres. Os comportamentos de risco associados ao não uso do preservativo são evidentes quando se constata que, entre as mulheres, numa proporção de 44% dos casos, essas relações não foram protegidas, o que entre os homens sucede em 21% dos casos. O uso do preservativo nas relações sexuais com parceiros não coabitantes aumenta com o nível de instrução das pessoas, com maior efeito nas mulheres. Os dados mostram que seja qual for a idade o risco de contrair o VIH é elevado, em particular nas mulheres, visto que no grupo dos 20-24 anos, 51% das mulheres e 21% dos homens que tiveram relações sexuais com parceiros não coabitantes não usou o preservativo. No grupo dos adolescentes de 15-19 anos, as proporções são respectivamente de 36% e 22% nas mulheres e nos homens. VIH/SIDA e Infecções Sexualmente Transmissíveis | 175 Quadro 11.13.1 Homens e mulheres adolescentes que tiveram relações sexuais de alto risco e usaram preservativo Entre mulheres e homens dos 15-24 anos sexualmente activos, percentagem que teve relações sexuais com alguém diferente do esposo/companheiro nos últimos 12 meses, e entre os homens e mulheres dos 15-24 anos que tiveram relações sexuais de alto risco nos últimos 12 meses, percentagem que usou preservativo a última vez que teve relações sexuais com alguém diferente do esposo/companheiro, segundo características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Mulheres Homens % que teve relações sexuais de alto risco nos últimos 12 meses Número de entrevistadas sexualmente activas nos últimos 12 meses % que usou preservativo a última vez que teve relações sexuais de alto risco Número de entrevistadas que tiveram relações sexuais de alto risco nos últimos 12 meses % que teve relações sexuais de alto risco nos últimos 12 meses Número de entrevistados sexualmente activos nos últimos 12 meses % que usou preservativo a última vez que teve relações sexuais de alto risco Número de entrevistados que tiveram relações sexuais de alto risco nos últimos 12 meses Grupo etário 15-19 79,2 590 63,5 467 96,5 418 78,2 404 20-24 62,6 793 48,6 496 85,6 422 79,1 361 Actualmente casado(a)/em união 3,8 391 * 15 38,7 104 (85,6) 40 Solteiro(a) 95,6 992 56,2 948 98,4 737 78,3 725 Meio de residência Urbano 76,5 779 57,9 596 93,0 435 83,9 405 Rural 60,8 604 52,5 367 88,8 405 72,8 360 Domínio de estudo Santo Antão 86,4 125 63,2 108 94,7 93 76,5 88 São Vicente 83,6 213 59,5 178 92,3 116 86,3 107 São Nicolau (93,5) 30 (53,0) 28 * 20 * 19 Sal 66,1 52 (52,1) 34 (95,5) 29 (68,7) 27 Boa Vista * 15 * 12 * 8 * 8 Maio * 22 * 16 * 12 * 12 Santiago 66,8 809 54,5 540 89,9 501 79,5 451 Praia Urbano 72,4 325 57,0 235 90,9 196 90,2 178 Santiago Norte 53,2 266 51,2 142 88,0 181 66,7 160 Resto Santiago 75,0 218 53,7 163 91,3 124 80,8 113 Fogo 33,7 95 (36,5) 32 (81,2) 47 (59,2) 38 Brava * 23 * 15 * 15 * 14 Nível de instrução Sem nível * 1 * 0 * 1 * 1 Básico 55,9 461 39,3 258 86,5 274 70,5 237 Secundário 76,6 865 62,1 663 93,6 530 81,9 496 Pós-secundário 75,9 56 (58,6) 43 (87,7) 35 (88,5) 31 Total 15-24 69,7 1 383 55,8 963 91,0 841 78,7 765 ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos Gráfico 11.1 Relações sexuais de alto risco nos jovens dos 15-24 anos coabitantes e não-coabitantes 15-19 20-24 15-24 15-19 20-24 15-24 0% 20% 40% 60% 80% 100% Nunca teve relações sexuais Não teve relações sexuais nos últimos 12 meses Rel. sexuais c/ parceiro coabitante e usou preservativo na última vez Rel. sexuais c/ parceiro coabitante e não usou preservativo na última vez Rel. c/ parceiro não coabitante e usou preservativo na última vez Rel. sexuais c/ parceiro não coabitante e não usou preservativo na última vez CVDHS 2005Mulheres Homens 176 | VIH/SIDA e Infecções Sexualmente Transmissíveis Quadro 11.13.2 Relações sexuais de alto risco nos jovens dos 15-24 anos coabitantes e não coabitantes, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características 15-19 20-24 15-24 MULHERES Nunca teve relações sexuais 55,4 6,9 36,4 Já teve relações sexuais, mas não nos últimos 12 meses 4,7 9,6 6,6 Relações sexuais somente com esposo/companheiro e usou preservativo na última vez 1,2 5,6 2,9 Relações sexuais com esposo/companheiro e não usou preservativo na última vez 7,1 25,5 14,3 Relações sexuais com parceiro não coabitante e usou preservativo 20,1 25,4 22,2 Relação sexuais com parceiro não coabitante e não usou preservativo 11,5 26,8 17,5 Não definido 0,0 0,2 0,1 Total 100,0 100,0 100,0 Efectivo 1 477 950 2 427 HOMENS Nunca teve relações sexuais 31,8 3,1 21,1 Já teve relações sexuais, mas não nos últimos 12 meses 15,6 6,8 12,3 Relações sexuais somente com esposa/companheira e usou preservativo na última vez 0,5 2,9 1,4 Relações sexuais somente com esposa/companheira e não usou preservativo na última vez 1,1 10,1 4,4 Relações sexuais com parceira não coabitante e usou preservativo 39,7 61,0 47,6 Relação sexuais com parceira não coabitante e não usou preservativo 11,0 16,1 12,9 Não definido 0,3 0,0 0,2 Total 100,0 100,0 100,0 Número 795 469 1 264 11.8.4 Relações Sexuais Pré-maritais e Uso do Preservativo nos Jovens As relações sexuais pré maritais nos jovens são as relações sexuais entre os jovens que ainda são solteiros. Os jovens constituem uma população de risco nesta fase de vida, na medida em que as relações sexuais são geralmente instáveis e de multiplicidade de parceiros. O Quadro 11.14 apresenta a percentagem dos jovens solteiros mulheres e homens que tiveram relações sexuais durante os 12 últimos meses anteriores ao inquérito e a percentagem dos que usaram o preservativo. Uma proporção de 46% das jovens solteiras teve relações sexuais nos últimos 12 meses anteriores ao inquérito. Destas 58% declarou ter usado o preservativo. As relações sexuais pré- maritais são mais frequentes no grupo etário dos 20-24 anos do que no grupo 15-19 anos (76% contra 34%), no meio urbano e nas ilhas de Santo Antão e São Vicente. Os resultados mostram que o uso do preservativo é mais frequente nas mulheres com maior nível de instrução (42% para o nível básico, 63% para o secundário). Uma percentagem mais elevada de homens teve relações sexuais pré-maritais nos 12 últimos meses (63% em comparação com 46% das mulheres). Destes, 77% usou o preservativo durante a última relação sexual. O uso do preservativo nas relações sexuais pré-maritais é mais expressivo nas ilhas de Santo Antão (76%), São Vicente (84%), na Praia Urbano (87%), e no Resto de Santiago (80%), onde o fenómeno se revela mais frequente. VIH/SIDA e Infecções Sexualmente Transmissíveis | 177 Quadro 11.14 Relações sexuais pré maritais nos últimos 12 meses e uso do preservativo Entre mulheres e homens dos 15-24 anos de idade, percentagem que teve relações sexuais durante os últimos 12 meses e entre os que tiveram, percentagem que teve relações sexuais antes do casamento nos últimos 12 meses e que usou preservativo durante a última relação sexual, segundo características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Mulheres Homens Teve relações sexuais nos últimos 12 meses Número de entrevistadas dos 15-24 nunca casados/ em união Usou preservativo na última relação Número de entrevistados dos 15-24 sexualmente activos nos últimos 12 meses Teve relações sexuais nos últimos 12 meses Número de entrevistadas 15-24 nunca casados/ em união Usou preservativo na última relação Número de entrevistados 15-24 sexualmente activos últimos 12 meses Grupo etário 15-19 33,8 1 320 65,6 446 51,5 770 77,3 397 20-24 76,1 555 49,4 422 87,2 359 77,5 313 Meio de residência Urbano 51,5 1 026 59,5 528 64,5 571 82,0 368 Rural 40,1 849 55,0 340 61,2 558 72,5 342 Domínio de estudo Santo Antão 58,7 178 64,0 104 75,7 118 75,8 90 São Vicente 58,9 278 59,5 163 65,9 159 83,8 104 São Nicolau (68,1) 40 (54,0) 27 (69,7) 27 * 19 Sal (57,2) 47 (51,4) 27 (73,3) 28 * 20 Boa Vista * 15 * 11 * 9 * 7 Maio (52,4) 29 * 15 * 20 * 12 Santiago 42,6 1 134 57,1 483 61,2 670 78,1 409 Praia Urbano 50,4 408 59,1 206 65,5 226 87,2 148 Santiago Norte 31,5 430 52,3 135 57,6 261 67,3 150 Resto Santiago 47,8 296 58,9 142 60,9 182 80,4 111 Fogo 19,4 129 (38,8) 25 44,8 80 (56,5) 36 Brava (51,8) 26 * 13 * 19 * 13 Nível de instrução Sem nível * 2 * 0 * 2 * 1 Básico 50,7 407 41,6 206 63,5 338 69,7 215 Secundário 43,9 1 415 62,9 621 61,3 753 80,5 462 Pós-secundário 80,7 51 60,7 41 90,8 35 (84,3) 32 Total 15-24 46,3 1 875 57,7 868 62,8 1 129 77,4 710 ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos 11.8.5 Conhecimento das Fontes de Obtenção do Preservativo nos Jovens Sendo as relações sexuais não protegidas um factor de propagação da epidemia, o uso do preservativo é uma das medidas para evitar a transmissão do VIH/SIDA. É importante que o preservativo esteja disponível e seja de fácil acesso para toda a população sexualmente activa, particularmente para os adolescentes e jovens. Durante o inquérito, foram colocadas aos entrevistados questões sobre o conhecimento de pelo menos uma fonte de obtenção do preservativo. Para os jovens dos 15-24 anos, os resultados são apresentados no Quadro 11.15. Uma proporção de 92% das jovens e 97% dos jovens dos 15-24 anos conhece um lugar onde se pode obter um preservativo. As proporções são maiores no grupo dos 20-24 anos e entre os homens. O nível de conhecimento é elevado entre os jovens, sobretudo no meio urbano onde as percentagens perfazem 97% nas mulheres e 99% nos homens, enquanto que no meio rural essa proporção é de 86% nas mulheres. Os resultados não mostram diferenças significativas entre os domínios de estudo, além da região de Santiago Norte que apresenta a mais baixa percentagem (82%). 178 | VIH/SIDA e Infecções Sexualmente Transmissíveis Quadro 11.15 Jovens dos 15-24 anos que conhecem uma fonte de obtenção do preservativo Percentagem de mulheres e homens dos 15-24 anos que conhecem pelo menos um lugar onde é possível obter um preservativo, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Mulheres Homens Conhecimento de uma fonte de obtenção do preservativo masculino Número de entrevistadas de 15-24 anos Conhecimento uma fonte de obtenção do preservativo masculino Número de entrevistados de 15-24 anos Grupo etário 15-19 89,7 1 477 94,7 795 20-24 95,8 950 99,6 469 Estado civil Nunca casado(a)/ unido(a) 91,1 1 875 96,1 1 129 Casado(a)/unido(a) 95,8 409 100,0 105 Divorciado(a)/separado/ viúvo 94,1 140 (100,0) 27 Sem informação * 4 * 2 Meio de residência Urbano 97,4 1 289 98,7 639 Rural 86,1 1 138 94,3 625 Domínio de estudo Santo Antão 96,6 200 98,5 122 São Vicente 97,9 331 100,0 170 São Nicolau (95,4) 42 (97,8) 28 Sal 98,5 73 (100,0) 37 Boa Vista * 20 * 10 Maio (94,5) 36 * 20 Santiago 90,4 1 485 96,6 764 Praia Urbano 97,5 533 98,6 274 Santiago Norte 82,2 573 95,4 295 Resto Santiago 92,9 378 95,9 195 Fogo 86,3 206 84,4 92 Brava (90,8) 36 * 22 Nível de instrução Sem nível * 2 * 3 Básico 85,0 682 93,4 398 Secundário 94,6 1 676 97,9 824 Pós-secundário 100,0 66 (100,0) 39 Total 15-24 92,1 2 427 96,5 1 264 Obs: Amigos, membros da família e casa não são considerados fontes de preservativo. ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos 11.8.6 Parceiros Múltiplos nos Jovens Durante o IDSR-II foram colocadas aos inquiridos perguntas sobre o número de parceiros sexuais que tiveram nos últimos 12 meses anteriores ao inquérito. A multiplicidade de parceiros sexuais aumenta a exposição de risco de infecção ao VIH no caso de relações sexuais não protegidas. De salientar que a declaração sobre o número de parceiros nem sempre traduz a realidade, porque considerado por alguns como um assunto de carácter íntimo. O Quadro 11.16 apresenta a multiplicidade de parceiros sexuais nos homens e mulheres. Segundo os resultados, mais de 20% dos jovens e 4% das mulheres dos 15-24 anos declararam ter tido pelo menos dois parceiros sexuais nos 12 meses. A frequência das relações sexuais com parceiros múltiplos é mais elevada na faixa etária dos 20-24 anos, tanto nas mulheres (6%) com nos homens (30%). Em função do estado civil, a multiplicidade de parceiros é mais frequente nas mulheres solteiras (5%) do que nas que vivem em união (2%), enquanto nos homens a percentagem é elevada tanto nos solteiros (20%) como nos casados (23%). O fenómeno é mais expressivo no meio urbano do que rural. Contudo a diferença é pouco significativa entre os homens (21% no meio urbano declarou ter mais de dois parceiros contra 20% no meio rural). VIH/SIDA e Infecções Sexualmente Transmissíveis | 179 Observam-se diferenças significativas entre os domínios. Cerca de 32% dos homens de 15-24 anos do Resto de Santiago, 30% da região Santiago Norte e 23% na Praia Urbano tiveram parceiros múltiplos no último ano anterior ao inquérito. Para o sexo feminino é na ilha do Sal que a multiplicidade de parceiros sexuais se revela mais frequente (12%), sendo duas vezes mais expressiva do que em Santo Antão, São Vicente ou Praia Urbano. Quadro 11.16 Homens e mulheres jovens com mais de um parceiro sexual Entre as jovem mulheres e homens dos 15-24 anos que tiveram relações sexuais, percentagem que teve relações sexuais com mais de um parceiro nos últimos 12 meses, segundo características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Mulheres Homens Percentagem que teve 2 ou mais parceiros nos últimos 12 meses Número de entrevistadas 15-24 Percentagem que teve 2 ou mais parceiros nos últimos 12 meses Número de entrevistadas 15-24 Grupo etário 15-19 3,1 1 477 14,9 795 20-24 5,9 950 29,5 469 Estado civil Actualmente casado(a)/ em união 1,5 409 23,0 105 Solteiro(a) 4,8 2 018 20,1 1 159 Meio de residência Urbano 5,6 1 289 21,0 639 Rural 2,6 1 138 19,7 625 Domínio de estudo Santo Antão 5,5 200 3,7 122 São Vicente 5,9 331 12,0 170 São Nicolau (2,5) 42 (9,3) 28 Sal 11,7 73 (10,2) 37 Boa Vista * 20 * 10 Maio (6,6) 36 * 20 Santiago 3,4 1 485 28,1 764 Praia Urbano 6,1 533 23,1 274 Santiago Norte 1,7 573 30,0 295 Resto Santiago 2,1 378 32,4 195 Fogo 2,3 206 3,2 92 Brava (4,2) 36 * 22 Nível de instrução Sem nível * 2 * 3 Básico 4,7 682 16,9 398 Secundário 3,9 1 676 21,1 824 Pós-secundário 6,0 66 (42,0) 39 Total 15-24 4,2 2 427 20,4 1 264 ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos 11.9 INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS 11.9.1 Conhecimento dos Sintomas de IST Durante o IDSR-II perguntou-se aos entrevistados se tinham conhecimento sobre os sintomas de IST que podem surgir entre os homens e as mulheres. Este conhecimento básico é importante pelo facto de que permite à pessoa: a) procurar opções médicas apropriadas caso esteja infectada, e b) adoptar comportamentos para proteger o parceiro sexual. Assim perguntou-se a todos os inquiridos se já tinham ouvido falar de outras infecções além do VIH/SIDA, que podem ser transmitidas através das relações sexuais. Àqueles que responderam que já tinham ouvido das IST foi pedido para mencionar os sintomas que um homem ou uma mulher com uma IST (que não seja o VIH) pode apresentar. As percentagens dos inquiridos com conhecimento dos sintomas (nenhum, um sintoma e dois ou mais sintomas) são apresentadas nos Quadros 11.17.1 e 11.17.2. Os resultados permitem identificar as lacunas ainda existentes de modo a aumentar a informação sobre o conhecimento dos sintomas de IST e a procura de tratamento. 180 | VIH/SIDA e Infecções Sexualmente Transmissíveis Conhecimento das IST pelas mulheres Entre as mulheres inquiridas, apenas 55% ouviu falar das IST outras que não o VIH. Essa proporção varia de 60-61% nas mulheres do grupo etário dos 20-39 anos a 51% na faixa etária dos 40- 49 anos. Por estado civil, as solteiras que iniciaram relações sexuais apresentam maior conhecimento das outras IST (64%), enquanto que entre as que nunca tiveram relações a proporção é de 45%. As divorciadas/separadas/viúvas, casadas/em união têm níveis de conhecimento de 57% e 54% respectivamente. Por meio de residência a diferença é significativa, sendo estando as mulheres do meio urbano melhor informadas que as do meio rural (66% no meio urbano contra 41% no meio rural). Por domínio de estudo, a maior percentagem de respostas positivas relativamente ao conhecimento das IST outras que não o VIH, foi obtida na ilha do Sal e São Vicente, com 81% e 79% respectivamente. As proporções mais baixas registam-se na região de Santiago Norte e Fogo com 34% e 38% respectivamente. Por nível de instrução, as mulheres com níveis secundário e pós-secundário estão melhor informadas com 69% e 99% respectivamente. Em relação ao conhecimento dos sintomas que um homem com uma IST pode apresentar, 73% das mulheres inquiridas não conhece nenhum, 8% cita um sintoma e 18% menciona dois ou mais sintomas. Por grupo etário, a percentagem não apresenta variações dignas de nota. Por estado civil, são as solteiras que iniciaram relações sexuais que apresentam maior conhecimento dos sintomas das IST que podem surgir nos homens (30%). Cerca de 74% das mulheres casadas/unidas não referiu nenhum sintoma, contra 73% nas divorciadas/separadas/viúvas e 72% nas solteiras). Por meio de residência, as mulheres do meio urbano possuem maior informação sobre os sintomas de IST nos homens (44 % das mulheres do meio urbano conhece algum sintoma enquanto que no meio rural somente 17% conhece algum). Por domínio de estudo, o conhecimento dos sintomas de IST que um homem pode apresentar é maior entre as mulheres residentes na ilha de Sal, com 31% das mulheres a citar dois e mais sintomas, Praia Urbano com 24% e Santo Antão e São Nicolau com 21%. O nível mais baixo de conhecimento encontra-se na Brava. Como se poderia esperar as mulheres possuem melhores conhecimentos dos sintomas das IST que podem surgir nas mulheres. Contudo, 64% não mencionou nenhum sintoma, 11% mencionou um sintoma e 25% mais de dois sintomas. Por grupo etário, a percentagem das inquiridas que não conhecem nenhum sintoma varia de 70% nas jovens dos 15-19 anos a 60% nas mulheres dos 20-39 anos, denotando alguma deficiência de informação a nível das raparigas dos 15-19 anos. Por estado civil são também as mulheres divorciadas/separadas que apresentam mais informação (28% mencionou dois ou mais sintomas enquanto que entre as casadas/em união e as solteiras esta percentagem é de 25%). Por meio de residência, regista-se a mesma tendência: as mulheres do meio rural estão menos informadas do que as do meio urbano. Por domínios de estudo, Brava, Fogo, Maio e a região de Santiago Norte possuem os indicadores mais baixos. Relativamente ao nível de instrução, as mulheres com maior nível estão melhor informadas sobre os sintomas de IST nas mulheres do que as que detêm níveis mais baixos de instrução. Conhecimentos das IST pelos homens Perguntou-se ao homens se conheciam ou ouviram falar de outras IST além da SIDA. Cerca de 62% dos homens conhece ou ouviu falar de outras IST além do VIH/SIDA, sendo nas faixas etárias dos 25-39 que os homens mais ouviram falar do VIH/SIDA. De realçar que é na faixa etária dos 15-19 que se regista maior percentagem daqueles que nunca ouviram falar de outras IST (53%). Por estado civil, são os solteiros que menos ouviram falar das outras IST com 43%. VIH/SIDA e Infecções Sexualmente Transmissíveis | 181 A informação é maior no meio urbano, com 74% dos homens que já ouviu falar de IST outras que não o VIH, contra 46 % dos homens no meio rural. Por domínio de estudo, a percentagem dos homens que já ouviram falar é mais elevada nas ilhas de São Vicente (83%), Sal (80%) e Praia urbano (80%). Enquanto que o menor percentual se regista em Santo Antão (43%), Santiago Norte (54%) e no Resto de Santiago (30%). Por nível de instrução, os homens com níveis secundário e pós-secundário estão melhor informados, com proporções de 67% e 99% respectivamente. Relativamente ao conhecimento dos sintomas das IST que ocorrem nos homens, os resultados mostram que 64% não conhece nenhum sintoma, 10% conhece apenas um sintoma e 26% mencionou dois sintomas ou mais. Por faixa etária, regista-se maior nível de conhecimento dos sintomas nos grupos 25 a 39 anos. O grupo dos 15-19 anos salienta-se pela proporção elevada que não conhece nenhum dos sintomas das IST (80%). Igualmente, os solteiros são os que têm menor conhecimento dos sintomas das IST nos homens com 70%. Por meio de residência o conhecimento dos sintomas que podem surgir nos homens é superior no meio urbano em relação ao meio rural (apenas 45% dos homens no meio urbano conhece os sintomas das IST que um homem pode apresentar contra 25% no meio rural). Praia Urbano e São Vicente apresentam melhores conhecimentos dos sintomas das IST nos homens (52%) contra 14% em Santo Antão, 26% no Fogo e 26% na ilha de Santiago à excepção da Praia Urbano, domínios com menos conhecimento de sintomas das IST nos homens. Por nível de instrução, os homens com níveis mais elevados de instrução possuem melhores conhecimentos dos sintomas das IST nos homens. Foi perguntado também aos homens se conheciam os sintomas das IST nas mulheres. Uma proporção de 77% dos homens desconhece os sintomas de IST nas mulheres, 8% conhece apenas um sintoma e 15% citou dois ou mais sintomas. Por grupo etário, os homens dos 30 aos 39 anos têm maior conhecimento dos sintomas das IST nas mulheres, continuando a faixa etária dos 15-19 anos com menor nível de conhecimento (86% não conhecer nenhum sintoma). Por estado civil, 79% dos homens divorciados/separados/viúvos referiram não conhecer nenhum sintoma das IST nas mulheres. Segundo o meio de residência, existe maior conhecimento dos homens em relação aos sintomas de IST que uma mulher pode ter no meio urbano que no meio rural. Por domínios de estudo é em Santo Antão, Santiago, incluindo Praia urbano, São Nicolau onde o nível de conhecimento dos homens quanto aos sintomas de IST nas mulheres é mais baixo. Relativamente à instrução, os homens com maior nível de instrução estão melhor informados sobre os sintomas das IST nas mulheres que os que detêm níveis mais baixos de instrução. 182 | VIH/SIDA e Infecções Sexualmente Transmissíveis Quadro 11.17.1 Conhecimento dos sintomas das infecções sexualmente transmissíveis (IST): mulheres Percentagem de mulheres que conhecem os sintomas de infecções sexualmente transmissíveis (IST) no homem e na mulher, segundo algumas características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Não conhece as IST Conhecimento de sintomas Efectivo de mulheres Específicos de IST no homem Específicos de IST na mulher Um sintoma Dois sintomas ou+ Nenhum sintoma Um sintoma Dois sintomas ou+ Nenhum sintoma Grupo etário 15-19 50,1 7,0 16,8 26,1 10,2 19,6 20,1 1 477 20-24 39,6 8,0 21,1 30,1 11,6 29,0 18,6 950 25-29 40,6 9,1 19,9 30,6 10,9 28,2 20,5 728 30-39 41,2 8,3 19,4 30,4 11,0 28,5 18,6 1 279 40-49 49,0 8,4 15,7 26,3 9,4 23,9 17,2 1 071 15-24 46,0 7,4 18,5 27,7 10,8 23,3 19,5 2 427 25-49 43,7 8,5 18,3 29,0 10,4 26,8 18,6 3 078 Estado Civil Solteiros 43,5 8,0 19,0 28,7 11,2 24,5 19,9 2 522 Já iniciou relações sexuais 36,8 8,4 21,7 30,8 12,1 28,9 19,8 1 593 Nunca teve relações sexuais 55,0 7,3 14,2 25,2 9,7 16,9 20,0 929 Casada/em união 46,2 8,3 17,5 27,7 10,7 25,0 17,8 2 288 Divorciada/separada/ viúva 43,1 8,0 18,8 29,9 9,3 28,0 19,5 696 Meio de residência Urbano 33,6 10,5 23,4 32,2 13,2 31,9 20,8 3 054 Rural 58,6 5,0 12,2 23,8 7,3 17,0 16,6 2 451 Domínio de estudo Santo Antão 41,7 5,9 21,7 30,5 8,0 27,7 22,5 450 São Vicente 21,4 13,1 19,5 45,7 14,4 31,6 32,2 775 São Nicolau 62,0 1,3 27,5 9,5 0,8 31,2 6,2 106 Sal 19,5 17,2 31,4 30,9 19,1 46,4 14,3 205 Boa Vista (28,9) (8,4) (54,7) (7,2) (7,7) (55,3) (7,3) 47 Maio 62,6 6,0 12,3 19,2 7,7 11,9 17,9 87 Santiago 48,7 6,6 17,9 26,2 10,0 24,7 16,1 3 279 Praia Urbano 36,3 9,8 24,7 29,0 14,1 32,5 17,0 1 325 Santiago Norte 66,3 2,9 14,9 14,7 4,3 15,9 12,2 1 163 Resto Santiago 43,6 6,7 11,1 38,5 11,3 24,5 20,4 790 Fogo 62,1 10,2 7,4 20,2 11,4 7,6 18,8 473 Brava 54,4 4,4 10,0 30,8 5,1 13,2 27,0 83 Nível de Instrução Sem nível 0,8 0,5 0,0 0,0 0,0 0,0 0,5 310 Básico 55,6 7,5 10,1 26,5 9,6 17,0 17,5 2 802 Secundário 31,4 9,1 27,2 31,7 12,2 34,2 21,6 2 200 Pós-secundário 1,4 12,7 54,3 30,3 16,2 66,9 14,2 193 Total 44,7 8,0 18,3 28,4 10,6 25,3 19,0 5 505 ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos VIH/SIDA e Infecções Sexualmente Transmissíveis | 183 Quadro 11.17.2 Conhecimento dos sintomas das infecções sexualmente transmissíveis (IST): homens Percentagem de homens que conhecem os sintomas de infecções sexualmente transmissíveis (IST) no homem e na mulher, segundo algumas características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Não conhece as IST Conhecimento de sintomas Efectivo de homens Específicos de IST no homem Específicos de IST na mulher Um sintoma Dois sintomas ou+ Nenhum sintoma Um sintoma Dois sintomas ou+ Nenhum sintoma Grupo etário 15-19 53,2 8,1 11,8 26,6 5,0 8,6 32,9 802 20-24 32,4 9,8 28,3 29,0 8,8 14,5 43,8 464 25-29 29,3 13,4 27,3 29,1 12,9 13,0 44,7 322 30-39 24,9 15,6 35,6 23,3 9,9 20,3 44,4 530 40-49 38,1 8,5 31,0 22,3 8,8 17,9 34,9 391 50-59 39,9 7,2 37,4 15,5 7,8 26,5 25,8 135 15-24 45,6 7,7 18,9 27,5 6,4 10,8 36,9 1 265 25-49 31,1 12,3 32,6 23,6 10,1 18,5 40,0 1 379 Estado Civil Solteiros 43,4 11,0 18,2 27,0 7,4 11,9 36,9 1 471 Já iniciou relações sexuais 37,9 12,6 21,2 28,2 8,2 12,1 41,8 1 200 Nunca teve relações sexuais 70,5 3,7 5,9 20,0 4,0 3,4 22,1 271 Casada/em união 31,9 13,7 31,8 22,5 10,1 21,9 35,9 973 Divorciada/separada/ viúva 29,1 13,8 33,6 25,4 11,2 11,7 49,8 201 Meio de residência Urbano 26,1 13,6 31,5 28,5 11,9 17,2 44,4 1 492 Rural 53,6 5,5 18,9 21,6 3,7 11,7 30,9 1 152 Domínio de estudo Santo Antão 57,3 3,3 10,7 28,6 3,6 6,6 32,2 282 São Vicente 16,8 17,7 33,9 31,0 18,5 19,6 44,4 404 São Nicolau 46,6 6,1 24,9 22,4 4,1 8,2 41,1 69 Sal 20,2 29,2 12,2 37,6 29,7 11,0 38,3 123 Boa Vista (39,5) (10,0) (24,6) (25,9) (7,9) (16,1) (36,5) 34 Maio (33,8) (16,5) (32,9) (16,7) (12,4) (10,9) (42,9) 49 Santiago 40,2 8,0 28,8 22,6 5,1 15,5 38,8 1 424 Praia Urbano 20,2 13,1 38,7 27,7 8,7 18,5 52,2 626 Santiago Norte 46,0 1,4 29,5 22,5 1,9 18,3 33,8 455 Resto Santiago 69,2 7,3 9,6 13,3 2,9 6,3 21,0 343 Fogo 48,7 7,1 18,5 25,6 5,3 15,7 30,3 210 Brava (29,1) (11,0) (31,7) (27,4) (5,1) (20,5) (44,5) 49 Nível de Instrução Sem nível 70,0 4,6 13,4 12,4 3,7 8,5 18,3 57 Básico 44,5 9,9 22,8 22,6 7,5 11,1 36,7 1 339 Secundário 32,8 10,7 26,8 29,2 9,4 16,2 41,1 1 124 Pós-secundário 1,4 7,9 59,4 28,9 8,9 45,8 43,7 124 Total 38,0 10,1 26,0 25,5 8,3 14,8 38,5 2 644 ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos 11.9.2 Declaração Voluntária da Prevalência de IST e Sintomas Associados A prevenção e o tratamento correcto das IST constituem uma preocupação das autoridades sanitárias cabo-verdianas sobretudo porque as IST aumentam o risco de contágio pelo VIH/SIDA, com particular destaque para as que provocam úlceras e verrugas. É por este motivo que o inquérito estudou a prevalência das IST. O quadro 11.18 mostra que a percentagem de mulheres que declarou ter tido uma ITS nos 12 meses (9%) é significativamente mais elevada que a dos homens (2%). Essa diferença entre os sexos regista-se, também, em relação às secreções vaginais e às úlceras /verrugas, ou seja a percentagem de mulheres que declarou ter tido secreções genitais e úlceras /verrugas foi de longe superior à dos homens. Por faixa etária, as mulheres inquiridas dos 20-24 anos e dos 25-29 apresentam maior prevalência (11%). Na faixa etária dos 15-19 anos, esta proporção é de 9%. 184 | VIH/SIDA e Infecções Sexualmente Transmissíveis Regista-se maior percentagem de mulheres com níveis de instrução que declarou ter tido uma IST, enquanto que nos homens com nível de instrução básico, a percentagem que declarou ter tido uma IST foi mais elevada do entre os que têm nível secundário e pós-secundário. Notam-se também diferenças por meio de residência, sendo as mulheres e homens do meio urbano os que declararam ter tido maior percentagem de IST. Por domínios de estudo, nas mulheres, os maiores índices de declaração das outras IST se registam no Resto de Santiago e Brava (13%). A proporção mais baixa de declaração das outras IST nas mulheres registou-se na região de Santiago Norte com 4% e na região de S. Nicolau (3%). Quadro 11.18 Infecções sexualmente transmissíveis (IST) e sintomas declarados Entre mulheres e homens que tiveram relações sexuais, percentagem que declarou ter uma IST e/ou sintomas de IST nos últimos 12 meses, segundo características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Mulheres Homens Percentagem com IST Percentagem com secreções genitais Percentagem com úlcera/ feridas Percentagem com as três anteriores Número de entrevistadas que tiveram relações sexuais Percentagem com IST Percentagem com secreções genitais Percentagem com úlcera/ feridas Percentagem com as três anteriores Número de entrevistados que tiveram relações sexuais Grupo etário 15-19 8,7 6,4 0,4 0,0 659 0,7 0,0 0,5 0,0 543 20-24 10,7 6,0 1,1 0,0 884 2,8 0,9 0,9 0,0 454 25-29 10,5 7,3 1,2 0,4 721 4,0 2,6 1,8 0,0 320 30-39 8,4 6,5 1,0 0,2 1 258 2,5 0,7 0,8 0,4 532 40-49 5,9 4,0 1,4 0,5 1 052 2,1 0,8 1,0 0,0 392 50-59 na na na na 0 2,2 1,1 0,1 0,1 132 Estado civil Solteiro(a) 7,9 5,2 1,0 0,1 1 580 2,0 1,0 0,6 0,0 1 196 Casado(a)/em união 9,0 6,4 1,2 0,3 2 287 1,9 0,5 1,0 0,2 972 Divorciado(a)/ separad. e viúvo(a) 9,3 6,4 0,7 0,3 696 5,9 2,6 1,9 0,0 199 Sem informação * * * * 13 * * * * 5 Meio de residência Urbano 9,4 6,6 1,0 0,2 2 601 3,3 1,2 1,2 0,0 1 374 Rural 7,7 5,1 1,1 0,2 1 975 0,9 0,5 0,5 0,2 998 Domínio de estudo Santo Antão 7,2 5,5 0,7 0,0 389 1,7 0,3 0,2 0,0 268 São Vicente 7,8 6,0 1,1 0,0 670 2,5 1,3 0,6 0,0 380 São Nicolau 2,9 2,6 0,3 0,0 95 0,5 0,0 0,5 0,0 63 Sal 5,0 3,7 1,1 0,2 186 3,8 2,0 1,2 0,0 119 Boa Vista (6,4) (5,9) (0,0) (0,0) 42 (1,8) (0,7) (0,7) (0,0) 32 Maio 8,4 6,8 0,0 0,0 76 (2,3) (1,2) (0,0) (0,0) 46 Santiago 9,1 6,1 1,2 0,4 2 673 2,3 0,8 1,2 0,2 1 247 Praia Urbano 10,8 7,1 0,6 0,3 1 145 4,0 1,2 1,9 0,0 585 Santiago Norte 4,1 2,7 1,7 0,3 880 1,0 1,0 1,0 0,5 379 Resto Santiago 13,0 9,2 1,6 0,5 647 0,5 0,0 0,0 0,0 283 Fogo 11,0 6,3 0,7 0,2 374 2,4 1,2 0,8 0,0 173 Brava 12,5 8,8 0,9 0,0 70 (1,0) (0,4) (0,4) (0,4) 44 Nível de instrução Sem nível 6,7 4,4 0,7 0,0 297 0,0 0,0 0,0 0,0 55 Básico 8,4 5,9 1,3 0,3 2 618 2,9 1,4 1,2 0,2 1 249 Secundário 9,0 6,2 0,5 0,0 1 475 1,6 0,4 0,7 0,0 947 Pós-secundário 12,3 6,9 3,6 2,1 185 1,8 0,0 0,0 0,0 120 Total 8,6 5,9 1,1 0,2 4 576 2,3 0,9 0,9 0,1 2 372 ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos na = Não se aplica 11.9.3 IST e Procura de Tratamento O tratamento correcto das IST representa uma das principais estratégias de luta contra o VIH/SIDA já que o risco de transmissão do VIH durante uma relação sexual não protegida com um parceiro infectado com uma IST é muito maior. Por outro lado, as IST são causa frequente de várias complicações, nomeadamente a infertilidade, entre outras. O Quadro 11.19 apresenta a percentagem dos inquiridos que procurou tratamento para uma IST outra que não o VIH e o tipo de serviço solicitado. Desses dados, podemos inferir que as mulheres procuram mais frequentemente tratamento para uma IST junto dos serviços de saúde, clínicas ou profissionais da saúde que os homens (77 % das mulheres contra 55% dos homens). VIH/SIDA e Infecções Sexualmente Transmissíveis | 185 Constata-se que a percentagem de homens que não procura nenhum tipo de tratamento ou conselho é ainda elevada (41% dos homens contra 21% das mulheres). O recurso às farmácias ou postos de venda, não tem qualquer expressão, segundo os dados do inquérito. Constata-se ainda que 79% das mulheres e 59% dos homens procuraram conselho de qualquer fonte. Quadro 11.19 Procura de tratamento das IST Percentagem de mulheres e homens que declaram ter uma IST ou sintomas de IST nos últimos 12 meses que procuraram tratamento, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Onde procurou tratamento Mulheres Homens Clínica/hospital/Professional de saúde 76,8 55,1 Conselhos ou tratamento através da Farmácia/posto de venda de medicamentos 0,7 0,0 Conselho de qualquer fonte 79,0 59,0 Nenhum conselho/tratamento 21,0 41,0 Número com IST ou sintomas 395 54 Nota: Os sintomas de uma IST são as secreções genitais anormais, dores genitais, ou úlcera genital. Prevalência do VIH | 187 PREVALÊNCIA DO VIH 12 José da Silva Rocha, Maria de Lourdes Monteiro, René Charles Sylva O primeiro caso de SIDA conhecido em Cabo Verde data de 1986. Desde então, até 31 de Dezembro de 2005 foram diagnosticados e notificados ao Ministério da Saúde um total de 1 712 casos de VIH, dos quais 922 evoluíram para SIDA e 493 já faleceram. Logo após o diagnóstico do primeiro caso foram realizados dois inquéritos, em 1986 e 1987, em grupos da população, tais como prisioneiros, agentes das Forças Armadas, dadores de sangue, pacientes e funcionários dos hospitais centrais da Praia e São Vicente. Nestes dois inquéritos, a taxa de prevalência do VIH nos prisioneiros variou entre 5% e 8% na Praia. Em São Vicente a taxa foi de 1,4%. Em 1989 um inquérito de seroprevalência realizado em todas as ilhas numa amostra de 5 790 individuos representativos da população de 15-55 anos, revelou uma taxa de prevalência a nível nacional de 0,5% com uma predominância nítida do VIH-2. A prevalência na Praia Urbano foi de 1,4%. De realçar que os primeiros casos de infecção por VIH-2 foram isolados em França em 1986, em dois pacientes, um proveniente de Cabo Verde e outro da Guiné-Bissau. No mesmo ano implementou-se o sistema de vigilância sentinela nas mulheres grávidas que frequentam os serviços de saúde reprodutiva. A prevalência do VIH estimada nas mulheres grávidas entre 1989 e 2003 oscilou entre 1,1 % e 2,5%. Entre 1992 e 1996, despistagens do VIH em pacientes com IST indicaram uma prevalência do VIH superior a 4%. Diversas actividades de luta contra o VIH/SIDA foram realizadas, de entre as quais destacamos, a segurança transfusional, a vigilância sentinela nas mulheres grávidas e várias campanhas de informação e de sensibilização dirigidas ao público em geral e aos jovens em particular. Em 2001, o Governo de Cabo Verde, com o apoio do Banco Mundial criou o Programa Multisectorial de luta contra o VIH/SIDA. 12.1 DESPISTAGEM DO VIH 12.1.1 Metodologia A realização do IDSR-II sob a coordenação do Instituto Nacional de Estatística (INE) e do Ministério da Saúde permitiu pela primeira vez em Cabo Verde, associar a recolha de dados comportamentais em matéria de saúde reprodutiva à despistagem do VIH na população, com o objectivo de estimar a taxa de prevalência do VIH (VIH-1 e VIH-2) a nível nacional, por meio de residência, sexo e grupos etários. A assistência técnica foi assegurada pela Macro Interational. Um inquérito piloto foi realizado de 18 a 23 de Abril de 2005, em quatro distritos de recenseamento, sendo dois do meio urbano e dois do meio rural, com o intuito de testar o equipamento e a logística utilizados para o teste, bem como a adesão aos testes do VIH junto da população. Neste inquérito piloto foram colhidas e analisadas 184 amostras de sangue. O inquérito piloto demonstrou uma boa adesão da população, bem como uma grande aceitabilidade do teste do VIH. Durante o inquérito principal a despistagem do VIH foi realizada nos agregados onde os homens foram seleccionados, ou seja 1 de cada 2 do total dos agregados seleccionados para o inquérito geral, mediante consentimento esclarecido, totalizando 2941 mulheres dos 15-49 anos e 188 | Prevalência do VIH 2 655 homens dos 15-59 anos de idade, ou seja um total de 5 596 amostras colhidas em todos os domínios de estudo. Optou-se pelo método anónimo não correlacionado de modo que aos inquiridos que quizeram saber o seu seroestatuto, foi entregue um cartão verde de encaminhamento para as Delegacias de Saúde para realização de um novo teste de forma gratuita mediante aconcelhamento pré e pós teste. Sendo o teste de despistagem do VIH anónimo e não correlacionado, nenhum nome ou outro elemento que pudesse permitir a identificação do inquirido figurou sobre a amostra de sangue seco. Neste só figurou uma etiqueta com código de barra. No cartão que acompanhou a amostra (cartão amarelo), foi colado um duplicado da etiqueta código de barra e informações demográficas mínimas (data de nascimento, idade, sexo e número do distrito de recenseamento). O triplicado da etiqueta foi colado na ficha de transferência das amostras. Desse modo, garantiu-se o anonimato do resultado do exame de sangue. A utilização do mesmo código de barra na amostra de sangue seco e no cartão amarelo permitiu fazer a junção dos resultados do teste de despistagem do VIH com as informações sócio- demográficas. Todas as informações susceptíveis de permitir a identificação dos indivíduos foram destruídas do ficheiro informático, de modo a garantir mais uma vez o carácter anónimo da informação. Foram também distribuídas brochuras de informação e educação sobre anemia e VIH/SIDA nos agregados seleccionados. De realçar que o protocolo do VIH foi analisado e aprovado por um Comité de Ética criado no âmbito do IDSR-II, que também supervisionou os trabalhos de terreno. 12.1.2 Formação e Trabalho de Terreno Doze enfermeiro(a)s foram destacados pelo Ministério da Saúde para integrarem as equipas de terreno. Receberam a formação global conjuntamente com os inquiridores, controladores e supervisores do IDSR-II durante um mês. Durante uma semana foi realizada uma formação específica para a recolha, conservação e transporte das amostras de sangue que abarcou vertentes teórica e prática, com actividades de simulação de entrevistas, leitura do consentimento esclarecido e colheita de sangue entre os formandos e na comunidade. Essa formação dos agentes de recolha de sangue foi assegurada pela Directora técnica-adjunta e pelo Responsável pela componente laboratorial do IDSR-II, assessorados pelo consultor da Macro International. Além dos aspectos gerais, a formação incidiu sobre as técnicas de colheita das gotas de sangue para a anemia e das gotas de sangue sobre papel de filtro para o teste de despistagem do VIH; secagem, manuseamento e conservação dos papéis de filtro impregnados, até a transferência ao laboratório de despistagem; e obtenção do consentimento esclarecido. Em relação à anemia os agentes foram também capacitados no manuseamento e manutenção dos hemoglobinometros. No início do inquérito os supervisores, com o apoio da assistência técnica internacional da Macro International acompanharam os enfermeiros na recolha das primeiras amostras de sangue nos principais domínios de estudo, nomeadamente, Praia Urbano, São Vicente, Fogo e Santo Antão, seguindo-se a supervisão aos demais domínios de acordo com o plano de supervisão. A supervisão de terreno focalizou-se na observação da leitura do consentimento esclarecido, na aceitação de um ou ambos os testes pelo inquirido, ou tutor em caso de menores, mediante assinatura do questionário de modo a salvaguardar o respeito pelos direitos do inquirido, respeitando desse modo o protocolo do inquérito, bem como as recomendações do Comité de Ética. Também incidiu-se nos aspectos técnicos do desempenho dos agentes de recolha de sangue. Três etiquetas com o mesmo código de barras foram coladas respectivamente no papel de filtro, onde as gotas de sangue para à testagem do VIH seriam impregnadas, no cartão amarelo e na Prevalência do VIH | 189 ficha de transferência das amostras. Todo o processo de colheita de sangue respeitou estrictamente o protocolo para a despistagem do VIH e da anemia. Três supervisores deslocaram-se a todos os domínios de estudo pelo menos uma vez por mês para acompanhar os trabalhos de terreno, dar orientações aos enferemeiros e recolher as amostras de sangue para serem transportados para o laboratório VIH do Hospital Dr. Agostinho Neto. 12.1.3 Procedimentos de Laboratório Laboratório de despistagem O laboratório VIH do Hospital Agostinho Neto da Praia, realizou os testes do VIH do IDSR-II. A formação do pessoal do laboratório implicado na análise das amostras de sangue teve lugar entre 15 e 17 de Fevereiro de 2005. Provas comparativas de validação das amostras de sangue seco em relação ao soro Tendo em conta que seria a primeira vez que o Laboratório VIH do Hospital Dr. Agostinho Neto iria utilizar a técnica de DBS (Dried Blood Spot), ou seja técnica de sangue seco para a despistagem do VIH, foi acordado com a Macro International que o laboratório realizaria um estudo de validação das amostras de sangue seco em relação ao soro, antes da realização do inquérito piloto, de modo a avaliar a capacidade interna do laboratório. Para tal, foram recolhidas simultaneamente uma amostra de 91 pares de sangue em papel de filtro (DBS) e em tubo seco para extracção dos soros, utilizando para o efeito amostras de sangue provenientes de doadores de sangue, despistagem geral e pacientes em controlo da contagem de linfócitos T CD4+. A concordância dos resultados entre os pares das amostras de soro e de DBS foi de 100%. Procedimento de despistagem No tocante aos procedimentos dos testes de laboratório, após recepção e registo, as amostras foram conservadas. Aquando do processamento, as gotas de sangue seco do papel de filtro foram retiradas do congelador e perfuradas após a termo-ambientação. As rodelas de papel de filtro, de 6 mm de diâmetro, foram de seguida imergidas numa solução tampão PBS a razão de 150 µl por rodela para extracção e recomposição da solução de sangue inteiro. No âmbito do IDSR-II, o estatuto serológico das amostras foi determinado utilizando a “Estratégia-II da OMS” modificada: • ELISA “Vironostika VIH Uniform II plus O” para o teste de despistagem; • Teste rápido “Bispot VIH-1/VIH-2” para confirmar os testes ELISA positivos e discriminar o VIH-1 do VIH-2. O “Peptilav” seria utilizado em caso de obtenção de um perfil serológico duplo com o “Bispot”, e o “Western blot” seria reservado para os eventuais casos de serologia indeterminada (discordância entre os testes de despistagem e de disrcriminação). 190 | Prevalência do VIH Os testes foram utilizados segundo o seguinte algoritmo: Controlo de qualidade a) Controlo de qualidade interno O controlo de qualidade interno foi efectuado em todas as séries analíticas, segundo os critérios dos fabricantes dos kits. Para tal, todas as placas de testes foram confrontadas com os soros controlo positivo VIH-1, controlo positivo VIH-2 e Negativo do fabricante, segundo as indicações do mesmo para validação das séries analíticas. Adicionalmente, em todas as placas foram colados os 2 controlos internos preparados no laboratório aquando do processo de validação e todas as amostras positivas foram novamente eluídas e colocadas novamente no teste de despistagem. Prevalência do VIH | 191 b) Controlo de qualidade externo O Laboratório de Virologia do Hospital Le Dantec de Dakar assegurou o controlo de qualidade externo enquanto Laboratório regional de referência da OMS para o VIH. Logo após as primeiras recolhas de sangue do inquérito principal, o Laboratório de VIH do Hospital Dr. Agostinho recebeu uma visita de supervisão de um virologista do Laboratório Le Dantec para verificar a conformidade dos procedimentos laboratoriais. Nesta sequência as 134 primeiras amostras testadas seguiram para Dakar para realização de um primeiro controlo de qualidade externo. No final dos trabalhos de laboratório, 10% das amostras de sangue seco VIH negativas, escolhidas de forma aleatória e todas as amostras positivas foram enviadas ao Laboratório Le Dantec para controlo de qualidade externo. Assim, 29 amostras positivas e 640 amostras negativas perfazendo um total de 669 amostras foram controladas, ou seja 12% do total colhido. A concordância dos resultados dos testes entre o Laboratório VIH do Hospital Dr. Agostinho Neto da Praia e o Laboratório de Virologia do Hospital Le Dantec de Dakar foi de 100%. 12.2 APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS 12.2.1 Taxa de Cobertura do Teste do VIH A população elegível para o teste do VIH foi a população de facto, ou seja a população de mulheres de 15-49 anos e de homens de 15-59 anos que pernoitaram no agregado familiar seleccionado no dia anterior ao inquérito. Esta população abrange os residentes habituais e os visitantes que dormiram no agregado familiar na noite anterior ao inquérito. O Quadro 12.1 apresenta as taxas de cobertura do teste de VIH nas mulheres e nos homens, por meio de residência e por domínio de estudo. Quadro 12.1 Cobertura do teste do VIH - sem ponderação Número sem ponderação de mulheres dos 15-49 anos e de homens dos 15-59 anos elegíveis para o teste do VIH, número de amostras de mulheres e homens testadas no laboratório, e taxa de cobertura do teste, por meio de residência, e domínio de estudo, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Mulheres Homens Total Elegível Teste de lab completo % teste completo Elegível Teste de lab completo % teste completo Elegível Teste de lab completo % teste completo Meio de residência Urbano 1 550 1 368 88,3 1 584 1 283 81,0 3 134 2 651 84,6 Rural 1 801 1 573 87,3 1 764 1 372 77,8 3 565 2 945 82,6 Domínio de estudo Santo Antão 454 398 87,7 529 429 81,1 983 827 84,1 São Vicente 411 377 91,7 442 374 84,6 853 751 88,0 São Nicolau 209 189 90,4 226 184 81,4 435 373 85,7 Sal 216 197 91,2 242 194 80,2 458 391 85,4 Boa Vista 136 121 89,0 169 149 88,2 305 270 88,5 Maio 186 180 96,8 182 159 87,4 368 339 92,1 Praia Urbano 438 393 89,7 424 337 79,5 862 730 84,7 Santiago Norte 445 344 77,3 335 231 69,0 780 575 73,7 Resto Santiago 309 292 94,5 268 203 75,7 577 495 85,8 Fogo 362 328 90,6 320 265 82,8 682 593 87,0 Brava 185 122 65,9 211 130 61,6 396 252 63,6 Total 3 351 2 941 87,8 3 348 2 655 79,3 6 699 5 596 83,5 192 | Prevalência do VIH Segundo os resultados foram encontrados 3 351 mulheres e 3 348 homens elegíveis, de entre os quais foram efectuados 5 596 testes de despistagem, sendo 2 941 entre as mulheres e 2 655 entre os homens. Esses resultados correspondem a uma taxa de cobertura de 84%, ou seja, numa base de 100 pessoas elegíveis, 84 deram uma amostra de sangue que foi testada com resultado definido. A taxa de participação é mais elevada nas mulheres (88%) do que nos homens (79%). Globalmente, o meio rural apresenta uma melhor aceitabilidade do teste (85%) comparativamente ao meio urbano (83%). Nas regiões de Santiago Norte e Brava, as taxas de cobertura apresentam os níveis mas baixos registados, sendo respectivamente de 74% e 64%. Distingue-se quatro razões pelas quais a recolha de sangue não foi feita: • Pessoas que recusaram o teste após leitura da ficha de consentimento esclarecido; • Pessoas que responderam ao questionário, mas estavam ausentes do agregado familiar durante as passagens do agente de recolha de sangue para efectuar a colheita; • Pessoas elegíveis que não se encontravam no agregado familiar e portanto não fizeram a entrevista, nem o teste; • Pessoas que não foram testadas por dificuldades técnicas do agente em efectuar a colheita. Os resultados apresentam uma taxa de recusa de 6% (sendo 4% nas mulheres e 7% nos homens). O Quadro 12.2 apresenta as características da população submetida ao teste. Cerca de metade dos testes foram realizados no grupo etário dos 15-24 anos (48% nos homens e 45% nas mulheres). Cerca de 56% dos inquiridos é do meio urbano. Prevalência do VIH | 193 Quadro 12.2 Características dos homens e mulheres testados para o VIH Homens e mulheres testados para o VIH por grupo etário, meio de residência e domínio de estudo, Cabo Verde, IDRS-II, 2005 Características seleccionadas Mulher Homem Total Percentagem ponderada Efectivo ponderado Efectivo não ponderado Percentagem ponderada Efectivo ponderado Efectivo não ponderado Percentagem ponderada Efectivo ponderado Efectivo não ponderado Grupo etário 15-19 26,2 750 777 30,9 844 738 28,5 1 594 1 515 20-24 18,6 532 541 17,4 477 464 18,0 1 009 1 005 25-29 13,0 372 407 12,0 327 346 12,5 699 753 30-34 11,0 316 334 10,3 281 278 10,7 597 612 35-39 11,7 336 329 9,5 259 259 10,6 595 588 40-44 10,6 303 312 8,8 239 244 9,7 542 556 45-49 8,9 255 241 6,4 174 176 7,7 429 417 50-54 na na na 3,4 94 103 na na na 55-59 na na na 1,4 38 47 na na na Meio de residência Urbano 55,3 1 582 1 368 56,3 1 539 1 283 55,8 3 122 2 651 Rural 44,7 1 281 1 573 43,7 1 193 1 372 44,2 2 474 2 945 Domínio de estudo Santo Antão 8,9 255 398 10,7 293 429 9,8 548 827 São Vicente 13,9 398 377 15,6 426 374 14,7 824 751 São Nicolau 2,3 67 189 2,7 74 184 2,5 141 373 Sal 3,9 110 197 4,4 121 194 4,1 232 391 Boavista 1,0 29 121 1,3 36 149 1,2 66 270 Maio 1,8 51 180 1,9 53 159 1,8 103 339 Santiago 58,0 1 662 1 029 53,5 1 463 771 55,8 3 124 1 800 Praia Urbano 23,0 659 393 23,2 635 337 23,1 1 294 730 Santiago Norte 19,5 559 344 16,3 446 231 18,0 1 005 575 Resto Santiago 15,5 444 292 14,0 382 203 14,8 826 495 Fogo 8,7 248 328 7,9 217 265 8,3 465 593 Brava 1,5 43 122 1,8 50 130 1,7 93 252 Total 100,0 2 863 2 941 100,0 2 733 2 655 100,0 5 596 5 596 Obs: A população elegível inclui a população de facto dos agregados, ou seja os residentes e os visitantes dos 15-49 anos para as mulheres e dos 15-59 anos para os homens. na = Não se aplica 12.2.2 TAXA DE SEROPREVALÊNCIA DO VIH O Quadro 12.3 apresenta as taxas de seroprevalência do VIH por grupos etários, domínios de estudo, sexo e tipo de vírus (VIH-1 e VIH-2). A taxa de seroprevalência a nível nacional é de 0,8%, sendo 1,1% nos homens e 0,4% nas mulheres. Baseando-se nesta taxa de prevalência, estima-se que a população adulta seropositiva em 2005, seria aproximadamente de 1 900 (500 mulheres dos 15-49 anos e 1 400 homens dos 15-59 anos)1. 1 As estimativas são baseadas numa população adulta de homens dos 15-59 anos e de mulheres dos 15-49 anos, sendo 124 406 homens e 123 434 mulheres (Projecções Demográficas, INE, Cabo Verde, 2003). 194 | Prevalência do VIH Quadro 12.3 Resultado dos testes de VIH Percentagem de pessoas positivas e negativas pelo VIH-1 ou VIH-2 segundo características seleccionadas, Cabo Verde, IDRS-II, 2005 Características seleccionadas Mulher Homem Total Positivo VIH-1 VIH-2 Negativo Efectivo Positivo VIH-1 VIH-2 Negativo Efectivo Positivo VIH-1 VIH-2 Negativo Efectivo Grupo Etário 15-19 0,0 0,0 0,0 100,0 750 0,0 0,0 0,0 100,0 844 0,0 0,0 0,0 100,0 1 594 20-24 0,1 0,1 0,0 99,9 532 0,5 0,5 0,0 99,5 477 0,3 0,3 0,0 99,7 1 009 25-29 1,5 1,5 0,0 98,5 372 2,5 2,3 0,2 97,5 327 2,0 1,9 0,1 98,0 699 30-34 0,0 0,0 0,0 100,0 316 1,2 0,5 0,7 98,8 281 0,6 0,3 0,3 99,4 597 35-39 0,4 0,0 0,4 99,6 336 1,5 0,0 1,5 98,5 259 0,9 0,0 0,9 99,1 595 40-44 1,0 0,6 0,4 99,0 303 1,5 0,0 1,5 98,5 239 1,2 0,3 0,9 98,8 542 45-49 0,7 0,0 0,7 99,3 255 5,0 1,6 3,4 95,0 174 2,5 0,6 1,8 97,5 429 50-54 na na na na 0 0,3 0,0 0,3 99,7 94 na na na na na 55-59 na na na na 0 0,0 0,0 0,0 100,0 38 na na na na na Meio de Residência Urbano 0,4 0,3 0,2 99,6 1 582 1,4 0,6 0,8 98,6 1 539 0,9 0,5 0,5 99,1 3 122 Rural 0,4 0,3 0,1 99,6 1 281 0,7 0,4 0,4 99,3 1 193 0,6 0,3 0,2 99,4 2 474 Domínio Santo Antao 0,0 0,0 0,0 100,0 255 0,0 0,0 0,0 100,0 293 0,0 0,0 0,0 100,0 548 Sao Vicente 0,0 0,0 0,0 100,0 398 0,3 0,0 0,3 99,7 426 0,2 0,0 0,2 99,8 824 Sao Nicolau 0,0 0,0 0,0 100,0 67 0,0 0,0 0,0 100,0 74 0,0 0,0 0,0 100,0 141 Sal 0,0 0,0 0,0 100,0 110 0,5 0,0 0,5 99,5 121 0,3 0,0 0,3 99,7 232 Boa Vista 0,0 0,0 0,0 100,0 29 0,0 0,0 0,0 100,0 36 0,0 0,0 0,0 100,0 66 Maio 0,8 0,0 0,8 99,2 51 0,5 0,0 0,5 99,5 53 0,6 0,0 0,6 99,4 103 Santiago 0,6 0,4 0,2 99,4 1 662 1,9 1,0 1,0 98,1 1 463 1,2 0,7 0,6 98,8 3 124 Praia Urbano 0,8 0,4 0,4 99,2 659 2,6 1,3 1,3 97,4 635 1,7 0,9 0,8 98,3 1 294 Santiago Norte 0,5 0,3 0,2 99,5 559 1,4 1,0 0,4 98,6 446 0,9 0,6 0,3 99,1 1 005 Resto Santiago 0,4 0,4 0,0 99,6 444 1,4 0,4 1,0 98,6 382 0,9 0,4 0,5 99,1 826 Fogo 0,3 0,3 0,0 99,7 248 0,0 0,0 0,0 100,0 217 0,2 0,2 0,0 99,8 465 Brava 2,1 1,2 0,9 97,9 43 0,0 0,0 0,0 100,0 50 1,0 0,6 0,4 99,0 93 Grandes Regiões Barlavento 0,0 0,0 0,0 100,0 860 0,2 0,0 0,2 99,8 951 0,1 0,0 0,1 99,9 1 811 Sotavento 0,6 0,4 0,2 99,4 2 004 1,6 0,8 0,8 98,4 1 782 1,1 0,6 0,5 98,9 3 785 Total 0,4 0,3 0,2 99,6 2 863 1,1 0,5 0,6 98,9 2 733 0,8 0,4 0,4 99,2 5 596 na = Não se aplica A taxa de prevalência do VIH no homem é significativamente superior em todos os grupos etários quando comparada com a taxa de prevalência do VIH nas mulheres, sendo mais elevada nos grupos etários dos 25 -29 anos e dos 40-49 anos, em ambos os sexos (Gráfico 12.1). Gráfico 12.1 Taxa de seroprevalência do VIH por grupo etário e sexo , , , , , , , + + + + + + + + + 15-19 20-24 25-29 30-34 35-39 40-44 45-49 50-54 55-59 Grupo etário 0 1 2 3 4 5 6 Percentagem Homem Mulher+ , CVDHS 2005 Prevalência do VIH | 195 O Quadro 12.3 apresenta os resultados por tipo de vírus. Sobressauiu uma prevalência do VIH-1 e do VIH-2 de 0,4% para ambos os vírus. Porém, o VIH-1 é nitidamente predominante nas faixas etárias mais jovens enquanto que se regista uma presença significativamente superior do VIH-2 nas faixas etárias mais avançadas. Esta tendência verifica-se em ambos os sexos (Gráfico 12.2). Gráfico12.2 Prevalência do VIH por tipo de virus e grupo étario , ,, , , , , , , + + + + + + + + + 15-19 20-24 25-29 30-34 35-39 40-44 45-49 50-54 55-59 Grupo etário 0 1 2 3 4 Percentagem VIH-1 VIH-2+ , CVDHS 2005 Por meio de residência, a taxa de prevalência do VIH é superior em meio urbano em relação ao meio rural (0,9% contra 0,6%), sendo esta diferença influenciada essencialmente pelos homens, já que nas mulheres a taxa de prevalência do VIH não apresenta diferenças por meio de residência (Gráfico 12.3). Gráfico 12.3 Prevalência do VIH por meio de residência e sexo 0,4 1,4 0,9 0,4 0,7 0,6 Mulher Homem Total 0,0 1,0 2,0 3,0 Percentagem Urbano Rural CVDHS 2005 196 | Prevalência do VIH Por domínio de estudo, Praia Urbano regista a maior taxa de prevalência do VIH do país com 1,7%, mais do dobro da média nacional, sendo 2,6% nos homens e 0,8% nas mulheres. No Resto de Santiago, a taxa de prevalência é de 0,9%, sendo 1,4% nos homens e 0,4% nas mulheres. Por grandes regiões, o inquérito revela uma maior prevalência do VIH na região de Sotavento com 1,1% contra 0,1% para a região de Barlavento2. 2 A Região de Barlavento é constituída das ilhas de Santo Antão, São Vicente, Sal e Boa Vista. As restantes ilhas constituem a Região de Sotavento. Violência Doméstica | 197 VIOLÊNCIA DOMÉSTICA 13 René Charles Sylva A violência doméstica é uma forma de violência baseada no género que afecta principalmente as mulheres. Tratada desde sempre como um problema do foro íntimo, a violência domestica é hoje em dia reconhecida como um fenómeno social que se observa em todas as esferas da sociedade, independentemente do nível de desenvolvimento dos países e das características socio-económicas e culturais das pessoas. A violência doméstica é um fenómeno que acontece no espaço familiar, sendo perpetrada por um membro da família sobre um outro membro, ou por pessoas que mantém algum vínculo com a família. Considerada durante muito tempo como sendo um problema privado da família, a violência doméstica, em particular a violência contra a mulher, constitui hoje uma violação grave dos direitos humanos e é punível por lei. A amplitude da violência contra as mulheres e raparigas, sob forma de abusos psicológicos, físicos ou sexuais, levou as autoridades cabo-verdianas à revisão do código penal e à adopção de medidas que estabelecem como crime os maus-tratos físicos, psíquicos ou tratamentos cruéis ao cônjuge ou à pessoa com que se vive em união de facto (Código Penal, 2003). De lembrar que Cabo Verde ratificou desde 1980 a Convenção para a eliminação de todas as formas de discriminação e de desigualdade das mulheres, e é signatário de vários tratados, resoluções e declarações internacionais sobre a discriminação e a violência baseada no género. O engajamento das autoridades governamentais e da sociedade civil resultou numa crescente visibilidade dessa problemática e numa melhor sensibilização da sociedade e das mulheres em particular. Apesar da violência doméstica ser um problema de difícil abordagem e de extrema complexidade, as necessidades de informação recomendaram a identificação do tema como um dos objectivos do IDSR-II. Os indicadores devem permitir avaliar a magnitude do fenómeno e disponibilizar informações que permitam a adopção de políticas eficientes para a prevenção e redução da violência doméstica, bem como a implementação de medidas de apoio as vítimas. Durante o IDSR-II o módulo sobre a violência doméstica foi realizado em um terço dos agregados familiares, onde apenas uma mulher foi seleccionada aleatoriamente para responder às perguntas (recorrendo à grelha de Kish). Assim 1 333 mulheres dos 15-49 anos foram entrevistadas. Sendo um tema sensível, várias medidas foram tomadas para que as perguntas fossem administradas em privado, garantindo assim não só a confidencialidade das informações recolhidas, mas também a segurança da mulher, caso fosse vítima. Um clima de confiança é particularmente importante para garantir a qualidade da informação recolhida. Durante a formação das inquiridoras, uma psicóloga especialista em violência doméstica abordou os vários aspectos do fenómeno. 198 | Violência Doméstica 13.1 VIOLÊNCIA DOMÉSTICA 13.1.1 Metodologia Três tipos de violência foram considerados no IDSR-II: i. A violência física, ii. A violência emocional ou psicológica, iii. A violência sexual. A violência física O questionário permite medir a gravidade da violência física e classificá-la em: • Violência física moderada, que se caracteriza por agressões sob forma de empurrões, arremessos de objectos, bofetadas, puxar os cabelos, pontapés, arrastar pelo chão ou socos; • Violência física severa, que diz respeito a queimaduras, feridas ou ameaças com armas, estrangulações. A violência emocional ou psicológica foi medida por perguntas sobre ameaças à mulher ou outra pessoa próxima, humilhações e insultos; A violência sexual inclui obrigar a mulher a manter uma relação sexual sem o seu consentimento, ou a participar em actos sexuais contra a sua vontade. A estimativa da violência foi abordada usando uma versão resumo da escala de conflitos utilizada por Straus (1990). Essa escala adapta-se facilmente a diferentes situações e culturas para medir de forma eficaz a violência doméstica. A abordagem consiste em recolher informações sobre actos específicos e de fácil compreensão pela mulher. Por exemplo, foi perguntado à entrevistada se alguma vez foi esbofeteada. Esta abordagem apresenta ainda a vantagem de permitir à mulher declarar em várias ocasiões qualquer experiência de violência que sofreu. O IDSR-II contemplou também a violência conjugal, ou seja a violência exercida entre cônjuges, em particular pelo marido/companheiro ou antigo marido/companheiro sobre a sua esposa/companheira. De facto, vários estudos demonstram que a violência conjugal constitui a forma mais comum da violência doméstica entre os adultos. A população alvo é a das mulheres casadas ou em união de facto, e as mulheres em ruptura de união, ou seja viúvas e separadas. Algumas das perguntas permitiram estimar a prevalência do fenómeno em qualquer momento e nos 12 últimos meses anteriores ao inquérito. Além da violência conjugal, o IDSR-II abordou a violência física desde a idade de 15 anos, assim como a violência durante a gravidez. A utilização da abordagem descrita, dando às mulheres oportunidades para declarar os actos de violência, introduz factores susceptíveis de reduzir ao mínimo as sub-declarações. Contudo, é possível que as sub-declarações variem segundo as características sócio-demográficas. Consequentemente, recomenda-se que as interpretações diferenciadas segundo algumas características seleccionadas sejam consideradas com prudência, mesmo se na maioria dos casos possam revelar diferenças reais. Os resultados indicam que em Cabo Verde cerca de 17% das mulheres foi confrontada com actos de violência física, 14% sofreu violência emocional e 4% foi submetida a violência sexual perpetrada pelo marido ou companheiro. Cerca de uma mulher em cada cinco foi vítima de uma das formas de violência conjugal. Violência Doméstica | 199 13.1.2 Violência Física desde a Idade dos 15 Anos O Quadro 13.1 apresenta a percentagem de mulheres vítimas de violência física desde a idade dos 15 anos, cometida pelo marido/companheiro ou outras pessoas, assim como a percentagem de mulheres que sofreram algum episódio de violência nos 12 últimos meses anteriores ao inquérito. Os resultados são apresentados segundo algumas características seleccionadas. Sobressaiu que desde a idade dos 15 anos, mais de uma cabo-verdiano em cada 5 (21%) foi violentada fisicamente. Ainda, esse indicador perfaz 20% para o período do ano anterior ao inquérito. Relativamente à idade, constata-se uma agravação nos grupos dos 20-29 anos e 30-39 anos, sendo as proporções de mulheres vítimas respectivamente 25% e 27%. Uma comparação destes resultados com os referentes aos 12 últimos meses anteriores ao inquérito, revela que não existe variações significativas entre as proporções de mulheres vítimas de violência física desde 15 anos, demonstrando a magnitude do fenómeno e a sua constância temporal. A análise segundo o estado civil põe em evidência variações enormes, sendo este indicador de 37% para as mulheres divorciadas/ em separação e de 25% para as que estão em união. As mulheres instruídas são mais frequentemente vítimas. No ano anterior ao inquérito, 14% das mulheres sem nível de instrução sofreu esse tipo de violência, enquanto que a proporção é de 22% para as que possuem o nível básico, e de 19%, para as que detêm o secundário. Segundo o tipo de emprego, o fenómeno é mais expressivo nas mulheres que trabalham e que são pagas em dinheiro. Neste grupo, a prevalência de violência desde a idade dos 15 anos, é de uma mulher em cada 5. Perpetrador da violência física O Quadro 13.2 apresenta as proporções de mulheres que declararam ter sofrido violência física desde a idade dos 15 anos, segundo o perpetrador. Os dados são apresentados segundo o estado civil da mulher. Globalmente, em 19% dos casos o autor dos actos de violência é o marido/companheiro. Nas mulheres que vivem em união de facto, essa proporção é de 39%. Em cerca de 22% dos casos, as mulheres mencionaram o antigo marido/companheiro. A situação entre as mulheres divorciadas ou em separação é ainda pior. Esta proporção perfaz 76% ou seja 3 mulheres em cada 4 declaram ter sido vítima de violência física perpetrada pelo antigo marido/companheiro. Numa proporção de 8% dos casos de violência, foi mencionado o marido/companheiro e outras pessoas, sendo essa proporção dupla nas mulheres em união de facto. Por outro lado, os resultados demonstram que o marido/companheiro está implicado em metade dos casos de violência doméstica (49%), quer como único perpetrador, quer referido juntamente com outras pessoas. Quadro 13.1 Violência física Percentagem de mulheres que declararam ter sido vítima de violência física, quer pelo marido, quer por outras pessoas desde os 15 anos de idade e percentagem das que foram violentadas nos últimos 12 meses anteriores ao inquérito, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas % de mulheres que sofreram violência desde os 15 anos de idade Sempre Nos últimos 12 meses Efectivo mulheres Grupo etário 15-19 16,3 14,9 296 20-29 25,4 23,8 420 30-39 26,7 25,8 318 40-49 15,7 14,8 299 Estado civil Nunca casada/unida 15,3 14,2 536 Casada 16,1 15,9 174 Unida 24,6 23,7 430 Divorciada/separada 36,8 33,6 183 Viúva * * 9 Sem informação * * 2 Meio de residência Urbano 24,1 24,0 721 Rural 18,5 15,9 612 Domínios Santo Antão 17,5 17,5 112 São Vicente 13,9 13,9 180 São Nicolau * * 22 Sal 24,7 23,0 54 Boa Vista * * 12 Maio * * 18 Santiago 22,0 20,6 799 Praia Urbano 29,6 29,6 313 Santiago Norte 15,9 14,1 305 Resto Santiago 19,2 16,1 181 Fogo 33,8 29,9 115 Brava * * 21 Nível de instrução Sem nível 14,7 13,5 83 Básico 23,7 22,3 697 Secundário 19,7 18,7 515 Pós-secundário (21,5) (21,5) 37 Emprego Não tem emprego/ não trabalha 19,2 17,4 689 Trabalha por dinheiro 25,0 24,3 569 Não trabalha por dinheiro 15,8 15,8 74 Sem informação * * 1 Total 21,5 20,3 1 333 ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos 200 | Violência Doméstica Quadro 13.2 Perpetrador da Violência física Percentagem das mulheres que declararam ter sido vitimas de violência fisica desde a idade dos 15 anos por tipo de perpetrador da violência e segundo o estado civil actual, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Estado civil Perpetrador da violência Total Efectivo Marido/ companheiro só Marido/ companheiro precedente só Marido/ companheiro e outros Outras pessoas que não sejam o marido/ companheiro Não identificou o autor Nunca casada/unida na na na 93,3 6,7 100,0 82 Casada (47,1) (8,0) (7,2) (37,6) (0,0) 100,0 28 Unida 38,6 9,3 15,8 36,4 0,0 100,0 106 Divorciada/separada na 75,8 6,9 17,3 0,0 100,0 67 Viúva * * * * * 100,0 2 Sem informação * * * * * 100,0 2 Total 18,8 22,2 8,1 48,5 2,4 100,0 287 ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos na = Não se aplica 13.1.3 Violência Física durante a Gravidez As consequências da violência doméstica na saúde física e mental das mulheres são graves, qualquer que seja a idade ou o período da vida em que acontece. Contudo a violência durante a gravidez põe em elevado risco a saúde da criança e da mãe. No intuito de medir a magnitude deste tipo de violência, foram recolhidas informações junta das mulheres grávidas ou que alguma vez engravidaram, para saber se ocorreram situações de violência física enquanto estavam grávidas, e o perpetrador de tais actos. O Quadro 13.3 apresenta a percentagem de mulheres grávidas ou que já engravidaram, vítimas de violência física durante uma gravidez e a distribuição percentual segundo o perpetrador da violência. Segundo os resultados, cerca de 5% das mulheres declara ter sofrido actos de violência física enquanto grávida. Esta proporção observa-se quase exclusivamente nas mulheres dos 20-39 anos (6%). Por estado civil, constata-se que as mulheres em ruptura de união (divorciadas/separadas) foram as mais afectadas pelo fenómeno, sendo este indicador de 14% para elas, enquanto que entre as mulheres casadas é de 1%. Não existem grandes diferenças entre o meio urbano e rural (5% contra 4%). Por domínio, a proporção de mulheres vítimas é mais expressiva na Praia Urbano, onde foi registada uma proporção de 8%, nos concelhos do Resto Santiago (6%), nas ilhas do Fogo (5%) e em Santo Antão (5%). É na região de Santiago Norte que se observa a percentagem mais baixa de violência física na mulher durante uma gravidez (1%). Os dados desagregados por nível de instrução apontam uma frequência mais elevada deste tipo de violência nas mulheres com maior nível de instrução (5% para as que têm o nível EBI, 6% o secundário contra 3% nas mulheres sem instrução). Segundo o emprego, a frequência da violência é duas vezes maior nas mulheres que trabalham e são remuneradas em dinheiro do que nas desempregadas (6% contra 3%). Sobressaiu que em 61% dos actos de violência na mulher grávida, o autor é o marido/ companheiro, em 14% o antigo marido/companheiro e 26% uma outra pessoa. Violência Doméstica | 201 Quadro 13.3 Violência durante a gravidez Entre as mulheres actualmente grávidas ou que já engravidaram, a percentagem das que declararam ter sido violentadas fisicamente durante uma gravidez e distribuição percentual das que foram violentadas fisicamente durante uma gravidez por tipo de perpetrador da violência e segundo algumas características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas % de mulheres que foram violentadas durante uma gravidez Efectivo de mulheres actualmente grávidas ou que já engravidaram Perpetrador da violência Total Efectivo de mulheres que declararam ter sido violentadas durante a sua gravidez Marido/ companheiro Antigo marido/ companheiro Outras pessoas que não sejam o marido/ companheiro Grupo etário 15-19 0,5 64 * * 100,0 0 20-29 5,8 324 * * * 100,0 19 30-39 6,3 313 * * * 100,0 20 40-49 2,3 284 * * * 100,0 6 Estado civil Nunca casada/unida 1,9 205 * * * 100,0 4 Casada 1,1 171 * * * 100,0 2 Unida 3,3 421 * * * 100,0 14 Divorciada/separada 14,0 177 91,9 6,4 1,7 100,0 25 Viúva * 9 * * * 100,0 1 Sem informação * 2 * * * * 0 Meio de residência Urbano 5,1 544 59,3 15,6 25,1 100,0 28 Rural 4,0 441 * * * 100,0 18 Domínio de estudo Santo Antão 4,9 79 * * * 100,0 4 São Vicente 3,8 135 * * * 100,0 5 São Nicolau * 18 * * * * 0 Sal 1,9 45 76,6 23,4 0,0 100,0 1 Boa Vista * 9 * * 100,0 100,0 0 Maio * 12 * * * * 0 Santiago 4,9 588 68,4 10,7 20,9 100,0 29 Praia Urbano 7,5 246 * * * 100,0 18 Santiago Norte 1,2 209 * * * 100,0 3 Resto Santiago 5,9 133 * * * 100,0 8 Fogo 5,4 82 * * * 100,0 4 Brava * 17 * * * 100,0 2 Nível de instrução Sem nível 3,3 81 * * * 100,0 3 Básico 4,6 633 54,9 18,9 26,1 100,0 29 Secundário 5,6 245 * * * * 14 Pós-secundário 0,0 26 * * * * 0 Emprego Não tem emprego/ não trabalha 3,2 412 * * * 100,0 13 Trabalha por dinheiro 6,4 506 70,9 7,5 21,6 100,0 32 Não trabalha por dinheiro 0,0 67 * * * * 0 Sem informação * 0 * * * * 0 Total 4,6 985 60,5 13,5 26,0 100,0 45 * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos 13.1.4 Controlo Exercido Pelo Marido/Companheiro A violência conjugal é frequentemente associada a comportamentos de dominação do marido/companheiro para controlar diversos aspectos da vida da mulher. Tais comportamentos são geralmente sinais precursores de actos de violência contra a mulher. Para medir o grau de controlo exercido pelo marido/companheiro, foram colocadas perguntas sobre a ocorrência de comportamentos do género entre as mulheres casadas/em união de facto e as que alguma vez viveram em união. Os resultados constam do Quadro 13.4. Globalmente os dados indicam que o controlo do marido/companheiro se manifesta por ciúmes (no caso de 44% das mulheres), acusações de infidelidade (17%), limitações para frequentar amigas (18%) e família (8%), insistência para saber a qualquer momento onde a mulher está (43%) e a falta de confiança em relação a dinheiro (39%). Observa-se que em 28% dos casos, as mulheres declararam que o marido/companheiro tinha exercido sobre elas pelo menos três tipos de controlo. 202 | Violência Doméstica A declaração sobre o controlo do marido/companheiro é mais elevada nas faixas etárias dos 20-29 anos (34%) e 30-39 anos (30%), assim como nas mulheres divorciadas, em separação ou viúvas (46% contra 23% entre as casadas/unidas). Ainda um maior controlo foi observado entre as mulheres trabalhadoras remuneradas em dinheiro (32% contra 12% quando a mulher trabalha mas não recebe uma remuneração em dinheiro, e 26 % quando é desempregada). Quadro 13.4 Grau de controlo exercido pelo marido/companheiro Percentagem de mulheres actualmente casadas/em união ou em ruptura de união, por tipo de controlo do actual ou precedente marido/companheiro segundo algumas características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Percentagem de mulheres cujo marido/companheiro Sente ciúmes se a mulher falar com outros homens Acusa a mulher de infidelidade Não deixa a mulher conviver com outras mulheres/ amigas Tenta limitar o contacto da mulher com a família Insiste em saber onde a mulher está a cada momento Não tem confiança na mulher quanto ao dinheiro Exerce sobre a mulher pelo menos 3 tipos de controlo Não exerce nenhum tipo de controlo Efectivo de mulheres Grupo etário 15-19 (31,0) (19,6) (4,3) (0,0) (60,4) (42,1) (14,0) (17,7) 36 20-29 54,4 21,5 20,4 9,7 46,8 38,2 34,1 23,2 230 30-39 44,6 17,2 20,0 6,8 44,6 39,5 29,6 28,2 275 40-49 36,1 13,1 16,4 7,2 34,4 38,9 23,6 32,8 256 Estado civil Casada/unida 39,7 14,8 14,1 4,4 38,3 39,8 22,7 30,3 604 Divorciada/separada/viúva 57,9 24,6 31,5 17,1 56,4 36,8 45,5 19,7 194 Tempo de casamento/união desde a primeira união Actualmente casada/unida 37,1 14,1 13,6 4,7 36,7 40,8 21,5 31,2 510 < de 1 ano * * * * * * * * 20 < de 6 anos 37,8 21,1 9,1 4,6 44,2 30,9 18,9 29,9 100 6-9 anos 36,8 13,9 20,8 5,6 35,7 40,0 24,8 27,8 78 10 ou mais anos 34,4 11,8 13,8 4,8 35,7 42,3 21,7 33,7 311 Actualmente casada/unida mais de 1 vez 53,5 19,1 16,4 2,6 47,2 34,4 29,6 25,6 94 Divorciada/separada 57,9 24,6 31,5 17,1 56,4 36,8 45,5 19,7 194 Número de filhos vivos 0 (60,1) (22,6) (7,6) (16,8) (38,7) (48,6) (27,0) (21,5) 43 1-2 44,5 17,4 18,0 6,1 43,5 37,5 28,8 26,9 290 3-4 42,9 15,6 18,7 6,7 43,1 43,3 27,2 26,1 276 5+ 41,6 18,0 20,4 8,6 41,8 33,1 29,2 32,9 189 Nível de Instrução da mulher Sem nível 43,0 16,7 23,1 5,8 37,2 40,0 31,9 30,2 72 Básico 38,1 17,0 17,6 6,4 43,8 38,1 26,8 30,6 527 Secundário 63,1 20,1 17,5 11,6 44,1 41,6 33,2 17,6 177 Pós-secundário * * * * * * * * 21 Emprego Não tem emprego/não trabalha 42,4 16,5 14,7 4,1 42,5 39,2 26,1 26,6 325 Trabalha por dinheiro 48,2 18,7 22,4 10,1 44,6 40,5 32,1 26,2 418 Não trabalha por dinheiro 23,0 9,7 8,0 7,1 29,0 27,0 12,0 46,7 53 Nível instrução do marido/companheiro Sem instrução/básico 42,8 17,9 17,1 7,1 43,7 40,1 28,8 27,5 585 Secundário ou mais 45,2 12,8 18,0 9,0 35,3 34,9 23,5 31,8 173 Não sabe (58,4) (27,2) (36,9) (6,4) (59,4) (41,7) (42,1) (13,2) 39 Diferença de idade entre esposa/ comp. e marido Esposa/companheira mais velha 3 anos (45,1) (21,4) (15,5) (7,4) (45,3) (30,4) (27,4) (33,7) 43 Mesma idade ou 1, 2 anos diferença 40,0 17,8 13,7 4,4 41,8 40,2 24,7 26,1 164 3-4 anos 31,5 10,7 11,1 4,9 36,7 30,9 17,4 39,3 135 5-9 anos 47,4 16,1 18,5 3,6 41,0 47,4 26,7 23,8 154 10+ anos 38,7 13,8 9,2 4,8 27,4 36,9 16,6 35,3 83 Não sabe (27,2) (2,5) (17,9) (0,0) (30,9) (62,8) (26,7) (28,4) 25 Actualmente não está casada/unida 57,9 24,6 31,5 17,1 56,4 36,8 45,5 19,7 194 Total 44,1 17,2 18,3 7,5 42,7 39,1 28,3 27,8 797 ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos 13.2 VIOLÊNCIA CONJUGAL Vários estudos de investigação demonstram que a violência conjugal constitui a forma mais comum de violência nos adultos. Essa violência é de tipo emocional, físico, sexual, ou ainda uma combinação destes tipos. Violência Doméstica | 203 13.2.1 Prevalência da Violência Exercida Pelo Marido/Companheiro A prevalência da violência emocional, física e sexual foi medida a partir de uma escala crescente de actos, variando dos menos graves aos mais graves. O Quadro 13.5 apresenta as percentagens de mulheres actualmente casadas/em união ou que alguma vez estiveram em união que declararam ter sido vítimas de violência emocional, física e/ou sexual exercida pelo marido/companheiro ou pelo mais recente companheiro, no caso das mulheres divorciadas e viúvas. Quadro 13.5 Violência conjugal exercida pelo marido/companheiro Percentagem de mulheres actualmente casadas ou em ruptura de união, que já sofreram violência física, emocional ou sexual, exercida pelo marido/companheiro actual ou precedente, segundo algumas características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Tipo de violência Violência emocional Violência física moderada Violência física grave Gravidade violência física não determinada Total violência física Violência sexual Violência física ou sexual Violência emocional/ física ou sexual Violência emocional/ física e sexual Efectivo de mulheres Grupo etário 15-19 (13,4) (6,8) (0,5) (0,0) (7,4) (0,0) (7,4) (19,1) (0,0) 36 20-29 16,4 7,5 9,1 1,3 17,9 5,6 18,6 21,0 4,6 230 30-39 16,0 9,4 4,6 2,8 16,7 3,8 17,5 23,0 3,0 275 40-49 10,1 8,4 4,3 1,1 13,7 2,1 13,7 14,8 1,7 256 Estado civil Casada/unida 10,5 7,6 3,9 0,6 12,1 3,0 12,6 14,9 2,4 604 Divorciada/separada/viúva 25,5 11,0 10,9 4,9 26,7 5,2 27,3 34,3 4,5 194 Tempo desde o primeiro casamento/união Actualmente casada/unida 9,9 6,2 3,6 0,0 9,8 2,4 10,3 12,6 1,6 510 < de 1 ano * * * * * * * * * 20 < de 6 anos 10,9 6,0 3,3 0,0 9,2 0,3 9,2 13,3 0,3 100 6-9 anos 11,8 6,4 3,2 0,0 9,5 3,7 11,9 14,7 0,7 78 10 ou mais anos 9,8 6,6 4,0 0,0 10,6 2,9 10,8 12,7 2,4 311 Actualmente casada/unida mais de 1 vez 13,2 15,0 5,8 4,1 25,0 6,6 25,0 27,3 6,6 94 Divorciada/separada 25,5 11,0 10,9 4,9 26,7 5,2 27,3 34,3 4,5 194 Meio de residência Urbano 14,7 10,3 4,9 2,8 17,9 3,4 18,5 22,2 2,6 450 Rural 13,3 6,0 6,5 0,3 12,8 3,8 13,0 16,3 3,3 348 Domínio de estudo Santo Antão 16,8 9,2 6,4 2,1 17,7 5,3 19,8 24,5 3,2 52 São Vicente 6,4 2,0 0,5 0,6 3,1 0,6 3,7 7,6 0,0 113 São Nicolau * * * * * * * * * 10 Sal 21,7 12,6 3,2 0,0 15,8 0,0 15,8 27,0 0,0 37 Boa Vista * * * * * * * * * 7 Maio * * * * * * * * * 8 Santiago 15,5 9,7 6,7 2,2 18,5 4,3 18,7 21,6 3,9 481 Praia Urbano 18,6 15,1 8,1 5,0 28,2 5,1 28,2 30,5 4,7 212 Santiago Norte 8,4 4,8 1,4 0,0 6,3 0,0 6,3 9,7 0,0 169 Resto Santiago 20,7 6,3 12,5 0,0 18,8 10,0 19,8 22,7 9,0 100 Fogo 12,6 7,4 7,2 1,1 15,6 4,0 16,8 20,0 1,7 73 Brava * * * * * * * * * 15 Número de filhos vivos 0 (28,8) (5,0) (14,7) (0,0) (19,7) (14,7) (19,7) (29,5) (14,7) 43 1-2 9,3 5,6 4,1 1,4 11,1 2,3 11,6 13,6 1,2 290 3-4 15,9 11,3 5,7 0,1 17,0 3,6 17,4 21,1 3,2 276 5+ 15,5 9,4 5,8 4,8 19,9 3,0 20,5 24,5 2,5 189 Nível de instrução Sem nível 4,3 4,2 1,3 0,9 6,4 0,8 6,4 8,6 0,8 72 Básico 14,5 9,1 5,7 2,4 17,2 2,8 17,7 21,5 2,3 527 Secundário 17,9 8,0 7,8 0,0 15,8 7,5 16,3 19,8 5,9 177 Pós-secundário (5,7) (9,0) (0,0) (0,0) (9,0) (0,0) (9,0) (9,0) (0,0) 21 Emprego Não trabalha 9,9 5,8 5,3 1,3 12,5 2,9 13,1 15,4 2,0 325 Trabalha por dinheiro 18,6 11,0 6,5 2,1 19,6 4,6 20,1 24,5 3,9 418 Não trabalha por dinheiro 4,7 4,0 0,0 0,0 4,0 0,0 4,0 7,0 0,0 53 Total 14,1 8,4 5,6 1,7 15,7 3,6 16,1 19,6 2,9 797 ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos Os resultados indicam que em Cabo Verde, cerca de 16% das mulheres foi confrontada com actos de violência física, 14% sofreu de violência emocional e 4% foi submetida a violência sexual. Cerca de uma mulher em cada cinco foi vítima de pelo menos uma destas formas de violência. Em 3% dos casos de violência declarada, as mulheres foram vítimas dos três tipos. 204 | Violência Doméstica A desagregação dos resultados segundo algumas características seleccionadas indica uma maior frequência do fenómeno na faixa etária dos 20-29 anos (21%) e 30-39 anos (23%), nas mulheres em ruptura de união (34%) e nas mulheres com mais instrução (22% nas que têm o nível básico, e 20% o nível secundário) e nas trabalhadoras que ganham dinheiro (25%). De realçar que a violência conjugal é mais expressiva no meio urbano do que rural (22% contra 16%). Por domínio, os dados apontam 31% na Praia Urbano, 25% na Ilha de Santo Antão, 23% no Resto de Santiago. São Vicente detém a proporção mais baixa de violência conjugal (8%). Ainda, considerando os episódios de violência física conjugal severa, sobressaiu uma prevalência de 6% a nível nacional, sendo de 13% no Resto de Santiago (incluindo Praia Rural, Santa Cruz e São Domingos) e 8 % na Praia Urbano. O Gráfico 13.1 apresenta as percentagens de mulheres que sofreram algum episódio de violência segundo os actos de violência. Das mulheres que declararam ter sido vítima de violência física moderada perpetuada pelo marido/companheiro actual ou antigo, 3% recebeu pontapés ou foi arrastada pelo chão, 9% foi esbofeteada, teve o braço torcido ou foi puxada pelos cabelos, 12% foi empurrada, sacudida brutalmente ou lhe foi arremessado algo. Por outro lado, para a violência física severa que envolve agressão ou ameaça com armas, incluindo faca e pistola, estrangulação ou queimadura, verifica-se uma prevalência de 9%. Numa proporção de 5%, as mulheres declararam ser vítima de violência sexual por parte do marido/companheiro. Gráfico 13.1 Distribuição percentual de mulheres que alguma vez foram vítimas de violência emocional, física ou sexual, perpetuada pelo cônjuge 11 11 3 8 9 12 2 4 3 1 4 VIOLENCIA EMOCIONAL Ameacou-a seriamente Alguma vez seu ultimo marido/companheiroa humilhou VIOLENCIA FISICA MODERADA Deu-Ihe pontapes Bateu-lhe a soco c/qq objecto que podia cortar Esbofeteou-a Lhe empurrou, lhe sacudiu brutalmente ou lhe atiro VIOLENCIA FISICA SEVERA Atacou-lhe Ameacou-lhe com faca Tentou-lhe estrangular ou queimar VIOLENCIA SEXUAL Obrigou-lhe a praticar outros tipos de actos Forcou fisicamemte ter relacoes sexuais 0 2 4 6 8 10 12 14 16 Percentagem CVDHS 2005 13.2.2 Frequência da Violência Conjugal Recente Para estimar a frequência da violência física ou sexual recente (no período relativo aos últimos 12 meses), foi perguntado às mulheres casadas/em união que declararam ter sido vítima de violência cometida pelo marido/companheiro, o número de vezes que foram confrontadas com tais actos. Constata-se que 82% das mulheres vítimas de violência conjugal, do tipo física ou sexual, foi frequentemente submetida a tais actos no período dos 12 meses anteriores ao inquérito. Os actos de violência aconteceram uma a duas vezes numa proporção de 42% das mulheres, repetiram-se 3 a 5 vezes em 16%, e em 7% das vítimas foram numa frequência superior a 5. Violência Doméstica | 205 Quadro 13.6 Frequência da violência conjugal Percentagem de mulheres actualmente casadas/unidas que declararam ter sofrido violência física ou sexual exercida pelo marido/companheiro por número de vezes que foi cometida nos últimos 12 meses, segundo características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Frequência das violências físicas ou sexuais nos últimos 12 meses Total Efectivo de mulheres 0 vez 1-2 vezes 3-5 vezes > 5 vezes NS/NR Grupo etário 15-19 * * * * * 100,0 1 20-29 * * * * * 100,0 21 30-39 (15,3) (39,4) (27,5) 5,2 12,5 100,0 27 40-49 * * * * * 100,0 24 Tempo de casamento/ união desde a primeira união < 6 anos * * * * * 100,0 9 6-9 anos * * * * * 100,0 9 10 ou mais anos (33,0) (35,3) (17,0) (5,1) (9,6) 100,0 34 Actualmente casada/ unida mais de 1 vez * * * * * 100,0 20 Meio de residência Urbano (13,2) (42,0) (17,6) (8,3) (18,9) 100,0 47 Rural (28,0) (42,2) (13,7) (5,0) (11,1) 100,0 25 Domínios de estudo Santo Antão * * * * * 100,0 5 São Vicente * * * * * 100,0 2 São Nicolau * * * * * 100,0 0 Sal * * * * * 100,0 4 Boa Vista * * * * * 100,0 1 Maio * * * * * 100,0 0 Santiago 22,2 37,5 17,5 5,7 17,1 100,0 51 Praia Urbano (17,3) (42,4) (16,5) (4,6) (19,1) 100,0 35 Santiago Norte * * * * * 100,0 5 Resto Santiago * * * * * 100,0 11 Fogo * * * * * 100,0 6 Brava * * * * * 100,0 3 Número de filhos vivos 0 * * * * * 100,0 1 1-2 * * * * * 100,0 20 3-4 (8,9) (52,6) (13,3) (4,7) (20,7) 100,0 30 5+ * * * * * 100,0 21 Nível de Instrução Sem nível * * * * * 100,0 3 Básico (22,5) (37,4) (13,7) (8,5) (17,9) 100,0 54 Secundário * * * * * 100,0 12 Pós-secundário * * * * * 100,0 2 Emprego Não trabalha (3,2) (66,7) (13,3) (1,3) (15,5) 100,0 25 Não tem emprego (26,9) (27,3) (18,6) (10,8) (16,4) 100,0 45 Trabalha por dinheiro * * * * * 100,0 2 Total 18,4 42,1 16,2 7,2 16,2 100,0 72 ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos 13.2.3 Primeiro Episódio de Violência Conjugal Os resultados mostram que na maioria dos casos (61%), os actos de violência conjugal do tipo física ou sexual acontecem nos 5 primeiros anos de vida em união, sendo cerca de 43% nos dois primeiros anos e 15% no primeiro ano. Uma proporção importante de mulheres (21%) declarou ter sido agredida pelo marido/companheiro depois de 10 anos de vida em comum. Uma percentagem não desprezível de mulheres sofreu violência antes da união (3%) ou após a separação (4%). Relativamente ao primeiro episódio de violência conjugal, para metade das mulheres fisicamente ou sexualmente agredidas, o fenómeno aparece nos 3,2 anos de vida em união. 206 | Violência Doméstica Quadro 13.7 Primeiro episódio de violência conjugal Percentagem de mulheres actualmente casadas/em união, divorciadas, separadas ou viúvas que declararam ter sido vítimas de violência física ou sexual perpetuada pelo marido/companheiro actual ou último marido/companheiro, segundo o tempo entre o casamento e o primeiro acto de violência, por estado civil, e tempo de casamento/união desde a primeira união, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Duração entre o casamento e o primeiro acto de violência Antes do casamento/ união Menos de 1 ano 1-2 anos 3-5 anos 6-9 anos 10 ou + anos Após divorcio NS/ND Total Mediana numero de anos Efectivo de mulheres Estado civil Casada/unida 3,7 12,9 27,9 19,0 9,3 24,1 0,0 3,1 100,0 3,6 72 Divorciada/separada/viúva 2,6 19,2 27,2 16,8 6,6 16,1 11,5 0,0 100,0 2,5 43 Tempo de casamento/ união desde a primeira união Casada/em união só uma vez 4,3 13,8 24,4 20,9 11,8 21,0 0,0 3,8 100,0 4,1 52 <6 Anos * * * * * * * * * * 9 6-9 Anos * * * * * * * * * * 9 10 ou + Anos (2,5) (6,4) (19,9) (19,9) (18,09 (32,6) (0,0) (0,9) (100,0) (6,1) 34 Casada/em união uma mais de uma vez * * * * * * * * * * 20 Divorciada/separada/viúva (2,6) (19,2) (27,2) (16,8) (6,6) (16,1) (11,5) (0,0) (100,0) (2,5) 43 Total 3,3 15,3 27,6 18,2 8,3 21,1 4,3 1,9 100,0 3,2 115 ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos 13.2.4 Consequências da Violência Conjugal e Procura de Assistência O Quadro 13.8 mostra que nas mulheres casadas que declararam ter sido vítimas de violência conjugal, cerca de 4% teve hematomas resultantes da agressão do companheiro. Metade dos casos aconteceu nos 12 meses anteriores ao inquérito. Ainda, 1% teve feridas, fractura ou entorse. A gravidade dos actos de violência levou 3% das mulheres a consultar um médico ou pessoal de saúde. As proporções são ainda mais elevadas quando analisamos as consequências resultantes da violência física ou sexual. Pois um quarto das mulheres teve hematomas ou feridas, 10% fracturas ou entorse e 19% teve de procurar tratamento junto de pessoal de saúde. No período dos 12 meses precedentes ao inquérito essas proporções são de 14%, 4% e 10%, respectivamente. Quadro 13.8 Consequência da violência conjugal Percentagem de mulheres actualmente casadas/em união que declararam ter diferentes consequências físicas resultantes de actos perpetuados pelo marido/companheiro por tipo de violência declarada, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Tipo de violência física Hematomas Feridas/ fractura/entorse Consultou médico/ pessoal saúde Efectivo de mulheres Qualquer momento Últimos 12 meses Qualquer momento Últimos 12 meses Qualquer momento Últimos 12 meses Violência física moderada Qualquer momento (17,1) (6,6) (2,7) (0,9) (9,9) (3,0) 46 Pelo menos uma vez nos últimos 12 meses * * * * * * 24 Violência física severa Qualquer momento * * * * * * 24 Pelo menos uma vez nos últimos 12 meses * * * * * * 20 Violência sexual Qualquer momento * * * * * * 18 Pelo menos uma vez nos últimos 12 meses * * * * * * 15 Violência física ou sexual Qualquer momento 24,6 13,9 9,8 4,0 18,8 10,2 82 Pelo menos uma vez nos últimos 12 meses (23,9) (23,9) (5,3) (5,3) (15,9) (15,9) 47 Total 3,6 2,1 1,3 0,5 2,5 1,4 604 ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos Violência Doméstica | 207 Procura de ajuda O Quadro 13.9 apresenta informações sobre a procura de ajuda pelas mulheres vítimas de violência desde a idade de 15 anos. Das mulheres que declararam ter sido vítima de violência física ou sexual, apenas 36% procurou ajuda. A frequência da ajuda é mais expressiva nos casos de agressão perpetuada pelo antigo marido/companheiro (52%) ou companheiro actual (46%). Os dados revelam que um quarto delas se dirige à própria família, e 23% a outros parentes ou amigos. A procura de ajuda na família de aliança é desprezível mesmo quando o próprio marido é o autor da agressão (2%). Quadro 13.9 Procura de ajuda Percentagem de mulheres que declararam ter sido vítima de violência física ou sexual, segundo a procura de ajuda e percentagem de mulheres que procuraram ajuda segundo o tipo de pessoa solicitada, e por autor da violência, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características Percentagem de mulheres que procuraram ajuda Mulheres vítimas de violência física ou sexual Pessoa na qual foi procurada ajuda Própria família Família por aliança Outros parentes/ amigos Outros Efectivo de mulheres que procuraram ajuda Autor da violência Marido/companheiro só 45,9 54 (24,0) (1,6) (31,5) (61,4) 25 Antigo marido/companheiro só 52,0 64 (18,7) (0,0) (14,4) (65,3) 40 Marido/companheiro e outros * 23 * * * * 12 Outros só 20,5 139 (25,0) (0,0) (19,5) (61,4) 29 NS/ND * 7 * * * * 6 Frequência da violência nos 12 últimos meses 0 33,2 146 (20,0) (2,6) (20,0) (68,9) 49 1 vez (45,6) 38 * * * * 17 2-3 vezes (27,5) 26 * * * * 7 4 e mais vezes (47,5) 28 * * * * 20 NS/ND (36,1) 49 * * * * 18 Total 36,2 287 25,5 1,1 22,5 60,2 112 ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos A desagregação dos dados segundo as características das mulheres vítimas (Quadro 13.10), revela uma variação do fenómeno entre os diferentes grupos. De facto, a procura de ajuda é mais frequente nas mulheres divorciadas ou em separação (43%), do que nas solteiras (27%) ou casadas (36%). De igual modo, a procurar de ajuda é fortemente dependente do poder económico da mulher. O facto de ter um trabalho remunerado revela-se positivo na procura de ajuda. Pois, cerca de 40% das vítimas que trabalham procurou ajuda, enquanto que nas vítimas que não trabalham, esta proporção é de 31%. Aparentemente, nem o meio de residência, nem o nível de instrução da mulher tem uma influência significativa sobre a procura de ajuda. 208 | Violência Doméstica Quadro 13.10 Características das mulheres e procura de ajuda Percentagem de mulheres que declararam ter sido vítimas de violência outra que não a emocional segundo algumas características seleccionadas, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Características seleccionadas Mulheres vítimas de violência outra que emocional % que procurou ajuda Efectivo de mulheres Grupo etário 15-19 (21,3) 48 20-29 39,0 107 30-39 36,3 85 40-49 (45,0) 47 Estado civil Nunca casada/unida 27,2 82 Casada (35,6) 28 Unida 38,9 106 Divorciada/separada 43,4 67 Viúva * 2 Sem informação * 2 Meio de residência Urbano 36,8 174 Rural 35,3 113 Domínio de estudo Santo Antão * 20 São Vicente (28,8) 25 São Nicolau * 0 Sal * 13 Boa Vista * 4 Maio * 2 Praia Urbano 43,2 93 Santiago Norte (28,1) 48 Resto Santiago (44,3) 35 Fogo (27,6) 39 Brava * 8 Nível de instrução Sem nível * 12 Básico 38,0 165 Secundário 36,9 101 Pós-secundário * 8 Emprego Não trabalha 31,4 133 Trabalha por dinheiro 39,7 142 Não trabalha por dinheiro * 12 Total 36,2 287 ( ) Efectivo não ponderado entre 25 e 49 casos * Efectivo não ponderado inferior a 25 casos 13.2.5 Violência Conjugal, Estatuto da Mulher e Características dos Cônjuges Os dados apresentados no Quadro 13.11 permitem estimar a variação da prevalência da violência conjugal segundo as características dos cônjuges e alguns indicadores sobre o estatuto da mulher e a tipologia do agregado familiar. Sendo na maioria dos casos o marido ou companheiro o autor da violência, é relevante estudar a variação do fenómeno levando em consideração as características deste. Os dados revelam que o nível de instrução do companheiro tem um impacto positivo sobre a violência conjugal. O fenómeno tem menor magnitude nos casais em que o marido/companheiro tem um nível de instrução secundário ou superior. A frequência da violência emocional, física ou sexual é respectivamente de 12% e 14% quando o marido não tem instrução ou possui o nível básico, enquanto que são de cerca de 8% e 9% quando possui o nível secundário ou pós-secundário. Violência Doméstica | 209 A diferença de idade entre cônjuges tem uma influência significativa na magnitude da violência emocional. Para o ano anterior ao inquérito, a prevalência foi cerca de 4% nas mulheres cujos maridos tem uma idade superior em 3-4 anos, enquanto que a frequência perfaz 9% quando a diferença de idade entre cônjuges é superior a 10 anos. Ainda, 10% das mulheres vítimas de violência psicológica pertence aos casais de mulheres com 3 anos de idade superior à do companheiro. A violência física ou sexual é mais expressiva nos casais em que a mulher possui uma idade superior à do cônjuge ou quando essa diferença é menor de 5 anos (cerca de 14% para ambos). De acordo com os resultados, a violência entre cônjuges é menos frequente nas mulheres de nível de instrução superior ao do marido qualquer que seja o tipo de violência (9%). O fenómeno acontece mais vezes quando o companheiro tem um nível de instrução mais elevado (10% para a violência emocional e 14% para a física ou sexual, independentemente de ter acontecido nos últimos 12 meses) e é mais expressiva quando os cônjuges possuem níveis equivalentes (14 % no caso da violência emocional e 16% no caso da violência física ou sexual). O consumo de álcool constitui um factor agravante e um determinante da violência no seio dos casais. A proporção de mulheres que declaram ser vítima da violência psicológica varia entre 4%, nas mulheres cujo companheiro nunca bebe álcool, e 42% quando a bebida alcoólica é frequente no homem. As proporções são ainda mais elevadas entre as mulheres vítimas de violência física ou sexual, sendo essas proporções respectivamente de 4% e 49%. Os resultados confirmam a propensão à violência devida ao consumo de álcool, pois a maioria das mulheres (53%) cujo companheiro bebe frequentemente, foram alguma vez vítima da violência conjugal. O índice de harmonia conjugal baseado no comportamento do homem em relação à companheira foi elaborado a partir das respostas a perguntas sobre o tempo livre que o homem passa com ela, a consulta da sua opinião relativamente a diferentes assuntos da casa, sobre o facto do companheiro ser afectuoso e respeitoso em relação a ela. Segundo essa classificação uma união é considerada harmoniosa se a mulher declara que 3 ou 4 desses comportamentos positivos se produzem frequentemente, e pouco harmoniosa se em nenhum caso foi reportado um comportamento positivo do companheiro em relação às perguntas. A frequência da violência física ou sexual varia de 25% nos casais de índice de harmonia médio (1-2 positivos) para 7% nas uniões mais harmoniosas (sendo respectivamente 15% e 5% nos últimos 12 meses anteriores ao inquérito). Para a violência emocional que teve lugar em qualquer momento anterior ao inquérito, as proporções variam de 19% nos casais com harmonia média para 5% quando a harmonia é maior. As proporções são respectivamente cerca de 16% e 4% nos 12 últimos meses anteriores ao inquérito. Constata-se que a violência é menor nos casais que apresentam um melhor índice de harmonia. Contudo os resultados demonstram que mesmo nos casais com maior harmonia, a violência conjugal afecta cerca de 8% das mulheres. Os resultados põem em evidência a variação da violência conjugal segundo o grau de controlo exercido pelo marido sobre a mulher. A variável sobre o controlo marital foi elaborada a partir das respostas a perguntas referentes à opinião da mulheres sobre quem toma as decisões na utilização do dinheiro que ela mesma ganha, nos cuidados da sua própria saúde, sobre as compras importantes e quotidianas do agregado familiar, as visitas a familiares ou parentes e a preparação das refeições. Ainda, leva em consideração a opinião da mulher relativamente às diferentes razões que ela mesma acha legítimas para “um marido agredir fisicamente a sua esposa”. Segundo os resultados a proporção de mulheres que declararam ter sofrido violência física ou sexual nos 12 meses anteriores ao inquérito, varia de 1%, quando o companheiro possui menos controlo, a 18%, quando o grau de controlo é maior (3-4 controlos). As razões que justificam que uma mulher recuse ter relações sexuais com o companheiro têm uma influência significativa na frequência da violência entre os cônjuges. O fenómeno é mais expressivo nas mulheres que declararam um número maior de razões, sendo uma variação de 7% a 210 | Violência Doméstica 14% no que concerne a violência física ou sexual, acontecida em qualquer momento anterior ao inquérito. Os resultados apontam que a violência conjugal é significativamente influenciada pela tipologia da família. Nos 12 meses anteriores ao inquérito, uma mulher em cada 10 vivendo num agregado familiar nuclear, declarou ser vítima da violência física, sexual ou emocional, enquanto nas famílias não nucleares as proporções são respectivamente de 3% e 4%. Quadro 13.11 Violência conjugal, estatuto da mulher e características dos cônjuges Percentagem de mulheres actualmente casadas/em união que declararam ter sofrido de violência conjugal alguma vez e nos últimos 12 meses anteriores ao inquérito por tipo de violência e, percentagem de mulheres que declararam ter cometido violência física contra o marido/companheiro, segundo algumas características do marido/companheiro e algumas variáveis de estatuto da mulher, Cabo Verde, IDSR-II 2005 Características seleccionadas Violência emocional Violência física ou sexual Nunca sofreu violência Violência contra o marido/ companheiro Efectivo de mulheres Alguma vez Últimos 12 meses Alguma vez Últimos 12 meses Alguma vez Últimos 12 meses Nível de instrução marido/companheiro Sem instrução/básico 11,6 8,1 13,5 8,4 83,9 4,5 3,8 441 Secundário e superior 7,6 6,9 9,2 6,3 89,1 5,3 0,6 143 Não Sabe/sem informação 6,9 4,8 15,1 4,8 82,8 3,0 0,0 20 Diferença de idade marido esposa Esposa/companheira mais velha de 3 anos e + 9,6 9,6 30,7 15,9 69,3 13,5 11,9 43 Mesma idade ou diferença 1-2 anos 12,0 9,1 13,8 10,2 83,6 7,9 5,0 164 3-4 anos 11,4 4,0 13,9 5,2 84,1 1,1 0,3 135 5-9 anos 10,0 9,7 7,6 6,4 88,6 2,9 1,2 154 10+ anos 9,8 8,6 10,9 8,0 87,1 3,1 2,4 83 Não Sabe/sem informação 1,6 0,0 1,6 0,0 98,4 2,2 0,6 25 Diferenças de nível de instrução Marido com mais instrução 10,3 7,1 13,9 8,0 84,3 4,5 1,9 232 Esposa com mais instrução 9,0 7,0 9,0 6,0 89,0 4,8 3,3 199 Ambos com o mesmo nível 13,8 9,7 15,5 10,6 80,8 3,8 3,8 119 Ambos sem instrução 9,4 9,4 0,0 0,0 90,6 0,0 0,0 13 Não sabe/sem informação 9,0 8,0 17,9 9,4 81,0 7,7 5,0 41 Marido/companheiro consome álcool Não bebe 4,2 3,1 3,6 3,2 94,6 2,5 0,7 250 Bebe algumas vezes 10,1 8,5 14,0 7,4 83,6 3,7 2,4 287 Bebe frequentemente 42,4 26,4 49,2 32,7 46,8 20,0 16,4 53 Não sabe/sem informação 7,5 1,2 2,9 1,7 90,8 1,7 1,7 13 Número de razões identificadas que justificam que uma mulher possa negar ter relações sexuais 0 2,2 1,6 6,6 5,0 91,7 3,1 1,9 34 1-2 8,7 7,0 5,1 3,4 91,3 0,9 0,5 91 3-4 11,4 8,3 14,4 8,8 83,4 5,4 3,5 479 Número de decisões em que a mulher tem a última palavra 0 2,1 1,1 2,1 0,0 97,9 2,1 0,0 39 1-2 6,7 3,1 16,0 5,8 82,6 9,7 4,9 42 3-4 13,2 11,9 17,3 11,4 79,3 2,6 2,1 144 5 10,7 7,3 11,5 7,5 86,2 5,1 3,3 378 Índice de harmonia conjugal Menos harmonioso 38,4 21,9 34,4 16,5 58,4 7,5 6,7 48 1-2 Comportamentos positivos 19,4 15,7 24,9 14,9 72,4 7,1 3,3 123 Mais harmonioso 4,8 3,8 6,6 4,8 91,7 3,6 2,4 432 Grau de controlo do marido/companheiro Menos controlo 4,4 0,7 6,2 0,6 93,8 0,6 0,6 183 1-2 Controlos 4,9 4,5 8,7 5,1 90,1 4,4 2,1 283 3-4 Controlos 22,4 17,4 22,8 17,8 70,1 10,0 7,3 118 5-6 Controlos 75,3 62,3 66,8 53,8 21,0 12,7 9,7 19 Estrutura da família Nuclear 12,9 10,3 14,7 9,7 82,4 4,0 2,4 389 Não nuclear 6,0 2,9 8,7 4,4 89,9 5,6 4,0 215 Total 10,5 7,7 12,6 7,8 85,1 4,6 2,9 604 Violência Doméstica | 211 13.2.6 Violência das Mulheres contra o Cônjuge Durante o inquérito foi perguntado à entrevistada se alguma vez bateu, esbofeteou, deu pontapés, soco, ou fez algo para agredir fisicamente o companheiro. De acordo com os dados, as mulheres têm comportamentos de violência em relação ao companheiro, pois 5% delas declarou actos de agressão feitos ao companheiro sem que este a tenha agredido fisicamente. A prevalência nos últimos 12 meses anteriores ao inquérito é de 3%. Gráfico 13.2 Violência da mulher contra o cônjuge 84 2 4 11 Mulher que não sofreu violência e não exerceu Mulher que não sofreu violência mas exerceu Mulher vítima de violência, e exerceu violência Mulher vítima de violência mas não exerceu violênc 0 20 40 60 80 100 Percentagem CVDHS 2005 Referências Bibliográficas | 213 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ACC/SCN. 2000. Four report on the world nutrition situation. Geneva: ACC/SNC in collaboration with IFPRI. Banco Mundial, Instituto Nacional de Estatística (INE) [Cabo Verde]. 2004. Diagnóstico de Pobreza. Barrère, B., G. Mboup, e M. Ayad. 1999. Enquête Démographiques et de Santé en Afrique de l’Ouest. Calverton, Maryland, USA: Macro International Inc. 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Calverton, Maryland, USA: INE e ORC Macro. Instituto Nacional de Estatística (INE) [Cabo Verde]. 2000. Inquérito Demográfico e de Saúde Reprodutiva, Cabo Verde 1998. Praia, Cabo Verde: INE. 214 | Referências Bibliográficas Instituto Nacional de Estatística (INE) [Cabo Verde]. Censo 2000. Instituto Nacional de Estatística (INE) [Cabo Verde]. 2003. Demográficas 2000-2010. Praia, Cabo Verde: INE. Institut National de la Statistique (INSTAT) [Madagascar] et ORC Macro. 2005. Enquête Démographique et de Santé de Madagascar 2003-2004. Calverton, Maryland, USA : INSTAT et ORC Macro. Masuy-Strobant, G. 1995. Santé et mortalité infantile : Indicateurs et comparabilité. Dans Josianne Duchene et Guillaume Wunsch, Chaire Quetelet, 1991 : Collecte et comparabilité des données démographiques et sociales en Europe, LLN, Academia-l’Harmattan, pp. 371-399. Ministério da Saúde [Cabo Verde]. 2005. Relatório estatístico. Okoré, Augustine. 1986. ORC Macro. 2001. Model “B” questionnaire with commentary for low contraceptive prevalence countries. MEASURE DHS+ Basic Documentation Nº2. Calverton, Maryland, USA: ORC Macro. ORC Macro. 2002. Interviewer’s manual, for use with model “B” questionnaire for low contraceptive prevalence countries. MEASURE DHS+ Basic Documentation Nº4. Calverton, Maryland, USA: ORC Macro. QUIBB. 2006. Recenseamento Geral da População e Habitação de 2000. No IIIº. Sociedade Civil Bem-Estar Familiar no Brasil (BEMFAM) e Macro International. 1997. Brasil, Pesquisa Nacional sobre Demografia e Saúde 1996. Rio de Janeiro, Brasil: BEMFAM e Macro International Inc. Straus, M.A. 1990. Measuring intrafamily conflict and violence: The conflict tactic (CT) scales. In Physical violence in American families: Risk factors and adaptations to violence in 8,145 families, ed. M.A. Straus, R.J. Gelles, and C. Smith. New Brunswick: Transaction Publishers. Sullivan, J.M., G.T. Bicego, e S.O. Rutstein. 1990. Assessment of the quality of data used for the direct estimation of infant and child mortality in the Demographic and Health Surveys. In An assessment of DHS-I data quality. DHS Methodological Reports Nº1. Columbia, Maryland, USA: Institute for Resource Development/Macro System, Inc. Yip, R. 1994. Changes in iron metabolism with age. In Iron metabolism in health and disease, 427- 448, ed. J.H. Brock, J. Halliday and L. Powell. London: W.B. Saunders. Yoder, P.S., and M.K. Konaté. 2002. Obtaining informed consent for HIV testing: The DHS experience in Mali. Calverton, Maryland, USA: ORC Macro. Plano de Sondagem | 215 PLANO DE SONDAGEM ANEXO A A.1 INTRODUÇÃO O segundo Inquérito Demográfico e de Saúde Reprodutiva de Cabo Verde (IDSR-II, 2005) previa que uma amostra de 6 000 mulheres com idade entre os 15 e 49 anos fossem inquiridas com sucesso e uma amostra de homens com idade entre os 15 e 59 anos em 50% das famílias escolhidas para o inquérito das mulheres. O objectivo principal do inquérito foi recolher informações sobre a fecundidade, o conhecimento e a utilização dos métodos contraceptivos, a saúde materna e infantil, e as atitudes em relação às infecções sexualmente transmissíveis (IST) e à SIDA. Permite igualmente estimar a taxa de prevalência do VIH/SIDA na população adulta, a prevalência da anemia e da violência domestica. O inquérito visa produzir resultados representativos para todo o país, para o meio urbano e o meio rural, para a capital Praia, e para cada uma das nove ilhas. Na amostra de homens com idade entre 15 e 59 anos, escolhidos numa sub-amostra de agregados familiares (uma em cada duas famílias) escolhidos para o inquérito das mulheres, o intuito foi avaliar seus conhecimentos e a utilização da contracepção, suas opiniões em matéria de fecundidade e de planeamento familiar, assim como suas atitudes em relação às IST e ao VIH/SIDA. Nesta sub-amostra de agregados familiares, todas as mulheres e todos os homens elegíveis para o inquérito foram igualmente elegíveis para o teste do VIH A.2 BASE DE SONDAGEM O recenseamento da população realizado no ano 2000 serviu de base de sondagem. A base de sondagem é um ficheiro informático de 561 Distritos de Recenseamento (DR) criados para as necessidades do recenseamento de 2000. Nessa base, cada DR aparece com todos os seus códigos geográficos/administrativos, seu tamanho populacional e tipo de meio de residência. Os limites de cada DR são identificáveis em mapas criados para as necessidades do recenseamento de 2000. A repartição dos DR e a repartição da população por domínio de estudo e por meio de residência são apresentadas nos Quadros A.1 e A.2 abaixo. Quadro A.1 Repartição dos Distritos de Recenseamento por domínio de estudo e por meio de residência Ilha Número DR Urbano Rural Domínio Santo Antão 15 58 73 São Vicente 59 7 66 São Nicolau 5 14 19 Sal 14 3 17 Boa Vista 2 4 6 Maio 3 6 9 Praia 87 19 106 Fogo 9 49 58 Brava 2 9 11 Resto de Santiago 28 168 196 Total 224 337 561 Fonte: Censo 2000 (INE) 216 | Plano de Sondagem Quadro A.2 Repartição da população por domínio de estudo e segundo o meio de residência Ilha População Urbana Rural Domínio Santo Antão 14 222 32 820 47 042 São Vicente 62 497 4 174 66 671 São Nicolau 5 495 8 152 13 647 Sal 13 089 1 507 14 596 Boa Vista 2 024 2 182 4 206 Maio 2 664 4 076 6 740 Praia 94 161 10 792 104 953 Fogo 8 218 29 137 37 355 Brava 1 852 4 940 6 792 Resto de Santiago 27 925 102 062 129 987 Total 232 147 199 842 431 989 Fonte: Censo 2000 (INE) A.3 AMOSTRAGEM O procedimento escolhido para a tiragem da amostra do IDSR-II foi uma tiragem aleatória, estratificada e a dois graus. A unidade primária de amostra, também denominada UPA, é o DR. A parte urbana e a parte rural de cada domínio correspondem cada uma a um estrato de amostragem. No total, foram criados 20 estratos de amostragem. A amostra de primeiro grau é tirada de forma independente em cada estrato, e a amostra de segundo grau é tirada de forma independente em cada unidade primária identificada no primeiro grau. Antes da tiragem do primeiro grau, a base de sondagem é tirada em função das unidades geográficas/administrativas. Através de uma tiragem sistemática com probabilidade proporcional ao tamanho (o tamanho de um DR sendo a população residente no DR) em cada estrato é introduzida uma estratificação implícita ao nível inferior. Após a tiragem de primeiro grau, uma operação de contagem (actualização da lista dos agregados) foi efectuada em cada um dos DR escolhidos na óptica de obter o número exacto de agregados familiares ordinárias residindo no DR. Ela indicou igualmente uma lista de famílias a partir da qual foi selecionada no segundo grau uma amostra de famílias com uma tiragem sistemática com probabilidade igual. Todos os membros desses agregados foram identificados através de um questionário agregado familiar e cada mulher com idade entre 15 e 49 anos identificada, foi igualmente entrevistada com um questionário individual mulher. Para a amostra das mulheres por domínio de estudo, uma amostra proporcional à sua população é inapropriada devido à grande diferença no tamanho das suas populações. Certos domínios, como Boa Vista, Maio e Brava, são demasiado pequenos (representam de 1% a 2% da população nacional, ver Quadro A.2), por isso as amostras seriam muito pequenas (ver os resultados no Quadro A.3, uma amostra proporcional é apresentada para referência). Tal amostra não pode garantir uma precisão razoável dos resultados nesses pequenos domínios. Assim, a amostra utilizada foi uma amostra de potência que representa entre 241 e 298 efectivos para os pequenos domínios acima mencionados, o que representa quase um quarto da sua população de mulheres com idade entre 15 e 49 anos. Ademais, os DR foram recenseados no primeiro grau de tiragem, e o número de famílias a inquirir por DR é elevado (50 para Boa Vista, 35 para Maio e Brava, ver o Quadro 5), especialmente para Boa Vista. Por isso, não se pode alocar mais efectivos a esses distritos. O importante é que a amostra para os grandes domínios (entre 709 e 1132) seja suficiente para atingir uma precisão razoável a nível do domínio, assim como uma precisão razoável a nível nacional, porque os grandes domínio são dominantes. No Quadro A.4 mostra-se a repartição de DR por domínio e por meio de residência, assim como o número de agregados familiares a inquirir por DR. Plano de Sondagem | 217 Quadro A.3 Amostra proporcional e amostra final com ajustes nos pequenos domínios Ilha Amostra proporcional Amostra final com ajustes nos pequenos domínios Urbana Rural Distrito Urbana Rural Distrito Santo Antão 198 456 654 215 497 712 São Vicente 868 58 926 781 52 833 São Nicolau 76 113 189 164 244 408 Sal 182 21 203 377 43 420 Boa Vista 28 30 58 116 125 241 Maio 37 57 94 117 180 297 Praia 1 308 150 1 458 917 105 1 022 Fogo 114 405 519 141 501 642 Brava 26 69 95 81 217 298 Resto de Santiago 388 1 418 1 806 242 884 1 126 Total 3 224 2 776 6 000 3 152 2 848 6 000 Quadro A.4 Amostra dos DR por domínio e por meio de residência e o número de famílias a seleccionar por DR Ilha Agregados familiares a seleccionar por DR Amostra dos DR Urbana Rural Domínios Santo Antão 28 10 22 32 São Vicente 28 29 2 31 São Nicolau 28 5* 13 18 Sal 28 14* 3* 17* Boa Vista 50 2* 4* 6* Maio 35 3* 6* 9* Praia 28 32 4 36 Fogo 28 5 18 23 Brava 35 2* 9* 11* Resto de Santiago 28 9 31 40 Total 111 112 223 * Totalidade dos DR no estrato. A.4 PROBABILIDADES DE SONDAGEM As probabilidades de tiragem serão calculadas por cada grau de tiragem e em cada estrato. As notações são as seguintes : P1hi : probabilidade de tiragem no primeiro grau da iª UPA do estrato h P2hi : probabilidade de tiragem no segundo grau da iª UPA do estrato h Sendo ah o número de UPA tiradas no estrato h, hiM o número de agregados familiares da iª UPA no estrato h e ∑ hiM o número total de agregados familiares do estrato h. No primeiro grau, a probabilidade de tirar esta UPA na amostra é dada pela fórmula: ∑ × = hi hih hi M Ma P1 No segundo grau, um número bh de agregados familiares foi tirado a partir dos Lhi contados pela equipa do IDSR-II, Cabo Verde 2005, na iª UPA do estrato h aquando da actualização da lista dos agregados familiares para os DR seleccionados. Assim, no segundo grau, a probabilidade de tirar um agregado nesta UPA nos é fornecida por: hi h hi L bP =2 218 | Plano de Sondagem A probabilidade global Phi de tirar um agregado na iª UPA do estrato h é pois o produto das duas probabilidades P1hi e P2hi : hihihi PPP 21 ×= Como a repartição da amostra não é proporcional, há necessidade de utilizar o ponderador de sondagem para todas as análises utilizando os dados deste inquérito. O ponderador de sondagem é o inverso da probabilidade global com eventuais correcções das não-respostas e normalização : h hi hih hi hihi b L Ma M PW × × == ∑/1 A.5 RESULTADO DOS INQUÉRITOS Os Quadros A.5 e A.6 apresentam os resultados detalhados dos inquéritos às famílias, mulheres e homens segundo o meio de residência. Na sequência da classificação das famílias segundo os diferentes códigos, a taxa de resposta para o inquérito às famílias é calculada da seguinte forma : )5()4()3()2()1( )1(*100 ++++ Da mesma forma, a taxa de resposta das mulheres e aquela dos homens são calculadas da seguinte forma : )()()()()()()( )(*100 gfedcba a ++++++ A taxa de resposta global das mulheres é o produto da taxa de resposta dos inquéritos aos agregados familiares e da taxa de resposta das mulheres; a taxa de resposta global dos homens é o produto da taxa de resposta dos agregados familiares e da taxa de resposta dos homens. Pl an o de S on da ge m | 1 Q ua dr o A. 5 R es ul ta do d as e nt re vi st as n os a gr eg ad os fa m ili ar es e m ul he re s D ist rib ui çã o pe rc en tu al d e ag re ga do s fa m ili ar es e m ul he re s el eg ív ei s po r m ei o de r es id ên ci a e do m ín io , se gu nd o o re su lta do d as e nt re vi st as a gr eg ad o fa m ili ar e i nd iv id ua l, e ta xa s de r es po st a do s ag re ga do s fa m ili ar es , m ul he re s el eg ív ei s e ta xa g lo ba l d e re sp os ta , C ab o Ve rd e, ID SR -II , 2 00 5 R es ul ta do d a en tre vi st a Re sid ên ci a D om ín io To ta l U rb an o Ru ra l Sa nt o An tã o Sã o Vi ce nt e Sã o N ic ol au Sa l Bo a Vi st a M ai o Sa nt ia go Pr ai a U rb an o Sa nt ia go N or te Re st o Sa nt ia go Fo go Br av a A gr eg ad os F am ili ar es s el ec ci on ad os C om pl et o (C ) 83 ,3 92 ,0 89 ,3 82 ,9 84 ,1 83 ,4 88 ,3 93 ,0 89 ,1 82 ,6 94 ,0 93 ,8 89 ,9 88 ,5 87 ,7 Ag re ga do p re se nt e, in co m pl et o (H P) 0, 1 0, 0 0, 2 0, 0 0, 0 0, 0 0, 0 0, 0 0, 0 0, 1 0, 0 0, 0 0, 0 0, 0 0, 0 Re cu sa (R ) 1, 4 0, 7 1, 3 1, 5 1, 0 2, 1 1, 0 0, 6 0, 6 0, 7 0, 5 0, 4 0, 3 2, 4 1, 0 M or ad or es a us en te s (H A ) 3, 5 2, 0 3, 1 1, 8 3, 0 2, 5 2, 7 3, 8 3, 1 4, 5 1, 8 2, 4 2, 0 2, 1 2, 7 C as a va zi a/ nã o en co nt ra da (D V ) 7, 4 4, 2 4, 6 10 ,3 10 ,3 5, 0 7, 0 2, 5 3, 7 5, 2 2, 6 2, 6 6, 5 5, 5 5, 8 In ca pa ci ta do (a )/D oe nt e (D D ) 0, 7 0, 5 0, 4 0, 7 1, 2 0, 6 0, 7 0, 0 0, 6 1, 1 0, 3 0, 2 0, 8 0, 5 0, 6 O ut ro (O ) 3, 6 0, 6 1, 0 2, 8 0, 4 6, 3 0, 3 0, 0 2, 9 5, 8 0, 8 0, 6 0, 5 1, 0 2, 1 To ta l 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 N úm er o de a gr eg ad os a m os tr as 3 18 7 3 32 5 89 6 86 8 50 4 47 6 30 0 31 5 2 12 8 89 6 72 8 50 4 64 4 38 1 6 51 2 Ta xa d e re sp os ta d os a gr eg ad os fa m ili ar es 97 ,4 98 ,7 97 ,8 97 ,4 97 ,5 96 ,8 98 ,1 99 ,3 98 ,6 97 ,8 99 ,1 99 ,4 98 ,8 96 ,8 98 ,1 M ul he re s el eg ív ei s C om pl et o (E W C ) 89 ,4 88 ,9 89 ,9 90 ,8 88 ,2 92 ,3 94 ,8 88 ,0 87 ,1 85 ,0 87 ,7 89 ,1 93 ,6 84 ,3 89 ,1 In co m pl et o (E W PC ) 0, 8 1, 0 0, 8 0, 8 0, 3 0, 8 0, 0 1, 6 1, 1 1, 4 0, 9 1, 2 0, 3 1, 4 0, 9 Au se nt e (E W N H ) 5, 2 5, 5 5, 3 3, 7 2, 6 2, 6 2, 4 2, 9 8, 5 8, 8 8, 3 8, 4 1, 9 4, 6 5, 4 Ad ia da (E W P) 0, 0 0, 0 0, 1 0, 0 0, 0 0, 0 0, 0 0, 0 0, 0 0, 0 0, 1 0, 0 0, 0 0, 0 0, 0 Re cu sa (E W R) 2, 4 1, 3 1, 3 3, 5 5, 3 1, 5 1, 0 3, 9 0, 9 1, 4 1, 0 0, 0 0, 9 3, 2 1, 8 In ca pa ci ta da (E W I) 1, 2 2, 0 2, 3 1, 2 2, 6 1, 3 1, 9 1, 6 1, 4 1, 3 1, 7 1, 3 1, 6 1, 4 1, 6 O ut ro (E M O ) 0, 9 1, 3 0, 4 0, 1 0, 9 1, 5 0, 0 1, 9 0, 9 2, 2 0, 2 0, 0 1, 6 4, 9 1, 1 To ta l 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 N úm er o de m ul he re s 2 89 0 3 28 5 78 0 78 1 34 0 39 0 21 0 30 8 2 35 2 87 3 87 2 60 7 66 9 34 5 6 17 5 Ta xa d e re sp os ta d e m ul he re s el eg ív ei s 89 ,4 88 ,9 89 ,9 90 ,8 88 ,2 92 ,3 94 ,8 88 ,0 87 ,1 85 ,0 87 ,7 89 ,1 93 ,6 84 ,3 89 ,1 Ta xa g lo ba l d e re sp os ta (E W RR ) 87 ,1 87 ,7 87 ,9 88 ,4 86 ,0 89 ,4 93 ,0 87 ,4 85 ,9 83 ,1 87 ,0 88 ,6 92 ,5 81 ,7 87 ,4 1 U til iz an do o n úm er o de a gr eg ad os q ue n ão re sp on de ra m n um a es pe cí fic a ca te go ria , a ta xa d e re sp os ta (H RR ) é c al cu la da d e se gu in te m od o: 1 00 * C — — — — — — — — — — — C + H P + P + R + D N F 2 U til iz an do o n úm er o de m ul he re s qu e nã o re sp on de ra m n um a es pe cí fic a ca te go ria , a ta xa d e re sp os ta n as m ul he re s el eg ív ei s é ca lc ul ad a da s eg ui nt e m od o: 1 00 * E W C — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — EW C + E W N H + E W P + E W R + E W PC + E W I + E W O 3 A ta xa d e re sp os ta g lo ba l ( O RR ) é c al cu la da c om o: O RR = H RR * E W RR /1 00 | 219Plano de Sondagem 2 | P la no d e So nd ag em Q ua dr o A. 6 R es ul ta do d as e nt re vi st as n os a gr eg ad os fa m ili ar es e h om en s D ist rib ui çã o pe rc en tu al d e ag re ga do s fa m ili ar es e h om en s el eg ív ei s po r m ei o de r es id ên ci a e do m ín io , se gu nd o o re su lta do d as e nt re vi st as a gr eg ad o fa m ili ar e i nd iv id ua l, e ta xa s de r es po st a do s ag re ga do s fa m ili ar es , ho m en s el eg ív ei s e ta xa g lo ba l d e re sp os ta , C ab o Ve rd e, ID SR -II , 2 00 5 R es ul ta do e nt re vi st a Re sid ên ci a D om ín io To ta l U rb an o Ru ra l Sa nt o An tã o Sã o Vi ce nt e Sã o N ic ol au Sa l Bo a Vi st a M ai o Sa nt ia go Pr ai a U rb an o Sa nt ia go N or te Re st o Sa nt ia go Fo go Br av a A gr eg ad os fa m ili ar es se le cc io na do s C om pl et o (C ) 83 ,6 92 ,6 88 ,5 81 ,8 87 ,3 84 ,0 85 ,9 95 ,1 89 ,5 83 ,7 94 ,5 92 ,9 91 ,6 91 ,1 88 ,2 Ag re ga do fa m ili ar p re se nt e, in co m pl et o (H P) 0, 1 0, 0 0, 2 0, 0 0, 0 0, 0 0, 0 0, 0 0, 1 0, 2 0, 0 0, 0 0, 0 0, 0 0, 1 Re cu sa (R ) 1, 9 0, 6 1, 1 2, 3 1, 6 2, 5 2, 0 1, 2 0, 7 1, 1 0, 8 0, 0 0, 0 1, 0 1, 2 M or ad or es a us en te s (H A ) 3, 2 1, 7 2, 9 2, 1 3, 2 1, 3 2, 0 1, 2 3, 3 4, 2 1, 9 3, 6 1, 2 1, 6 2, 4 C as a va zi a/ nã o en co nt ra da (D V ) 7, 0 4, 2 5, 1 9, 7 6, 7 5, 5 8, 7 2, 5 3, 7 5, 1 2, 5 2, 8 6, 5 5, 2 5, 6 In ca pa ci ta do (a )/D oe nt e (D D ) 0, 6 0, 5 0, 7 0, 5 0, 4 0, 4 0, 7 0, 0 0, 6 0, 9 0, 3 0, 4 0, 6 0, 5 0, 5 O ut ro (O ) 3, 6 0, 4 1, 5 3, 7 0, 8 6, 3 0, 7 0, 0 2, 2 4, 9 0, 0 0, 4 0, 0 0, 5 2, 0 To ta l 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 N úm er o de a gr eg ad os a m os tr a 1 60 2 1 66 7 45 3 43 3 25 2 23 8 14 9 16 2 1 06 8 45 3 36 3 25 2 32 2 19 2 3 26 9 Ta xa d e re sp os ta d e ag re ga do fa m ili ar (T RH ) 97 ,0 98 ,8 97 ,8 96 ,7 97 ,8 96 ,6 97 ,0 98 ,7 98 ,5 97 ,4 98 ,8 99 ,6 99 ,3 98 ,3 98 ,0 H om en s el eg ív ei s C om pl et o (E M C ) 81 ,5 82 ,0 82 ,7 82 ,3 81 ,7 83 ,6 79 ,2 87 ,1 78 ,6 78 ,8 79 ,9 76 ,8 86 ,4 82 ,1 81 ,8 In co m pl et o (E M PC ) 0, 8 0, 6 0, 6 1, 2 1, 8 0, 0 0, 7 0, 0 0, 7 1, 2 0, 3 0, 4 0, 3 1, 0 0, 7 Au se nt e (E M N H ) 7, 7 9, 1 12 ,6 5, 5 4, 0 2, 1 3, 4 3, 5 14 ,3 11 ,6 13 ,3 19 ,9 2, 3 4, 8 8, 5 Ad ia da (E M P) 0, 3 0, 1 0, 0 0, 0 0, 0 0, 0 0, 0 0, 0 0, 4 0, 7 0, 3 0, 0 0, 3 0, 0 0, 2 Re cu sa (E M R) 5, 2 4, 0 3, 3 6, 9 7, 6 8, 8 12 ,1 7, 0 1, 9 2, 7 1, 5 1, 1 1, 3 5, 3 4, 6 In ca pa ci ta da (E M I) 1, 4 1, 8 0, 8 1, 9 3, 6 0, 8 2, 0 0, 6 1, 8 0, 7 3, 4 1, 5 1, 9 1, 0 1, 6 O ut ro (E M O ) 3, 1 2, 4 0, 0 2, 2 1, 3 4, 6 2, 7 1, 8 2, 3 4, 3 1, 2 0, 4 7, 5 5, 8 2, 7 To ta l 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 10 0, 0 N úm er o de h om en s 1 52 6 1 70 8 50 8 41 8 22 4 23 8 14 9 17 1 1 01 1 41 5 32 4 27 2 30 8 20 7 3 23 4 Ta xa d e re sp os ta d e ho m en s el eg ív ei s (E M RR ) 81 ,5 82 ,0 82 ,7 82 ,3 81 ,7 83 ,6 79 ,2 87 ,1 78 ,6 78 ,8 79 ,9 76 ,8 86 ,4 82 ,1 81 ,8 Ta xa g lo ba l d e re sp os ta (O RR ) 79 ,1 81 ,0 80 ,9 79 ,6 79 ,9 80 ,8 76 ,8 86 ,0 77 ,4 76 ,8 79 ,0 76 ,5 85 ,8 80 ,7 80 ,1 1 U til iz an do o n úm er o de a gr eg ad os q ue n ão re sp on de ra m n um a es pe cí fic a ca te go ria , a ta xa d e re sp os ta (H RR ) é c al cu la da d e se gu in te m od o: 1 00 * C — — — — — — — — — — — C + H P + P + R + D N F 2 U til iz an do o n úm er o de h om en s qu e nã o re sp on de ra m n um a es pe cí fic a ca te go ria , a ta xa d e re sp os ta n os h om en s el eg ív ei s é ca lc ul ad a da s eg ui nt e m od o: 1 00 * E M C — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — EM C + E M N H + E M P + E M R + E M PC + E M I + E M O 3 A ta xa d e re sp os ta g lo ba l ( O RR ) é c al cu la da c om o: O RR = H RR * E M RR /1 00 220 | Plano de Sondagem Erros de Sondagem | 221 ERROS DE SONDAGEM ANEXO B As estimações obtidas a partir de um inquérito por sondagem estão sujeitas a dois tipos de erros: os erros de medida e os erros de sondagem. Os erros de medida são aqueles associados à implementação da recolha e à exploração dos dados tais como a omissão das famílias seleccionadas, a má interpretação das perguntas por parte dos inquiridores ou dos inquiridos, ou os erros de introdução dos dados. Apesar de tudo ter sido feito para minimizar esse tipo de erro durante a implementação do IDSR-II, Cabo Verde 2005, é difícil evitar e avaliar todos os erros de medida. No entanto, os erros de sondagem podem ser avaliados estatisticamente. A amostra seleccionada para o IDSR-II, Cabo Verde 2005 é apenas um tipo entre um grande número de amostras de mesmo tamanho que podem ser seleccionadas na mesma população com o mesmo plano de sondagem. Cada uma dessas amostras pode produzir resultados um pouco diferentes daqueles obtidos com a amostra escolhida. O erro de sondagem é uma medida desta variabilidade entre todas as amostras possíveis. Apesar dessa variabilidade não poder ser medida com exactidão, ela pode no entanto ser estimada a partir dos dados recolhidos. O erro-tipo (ET) é um índice particularmente útil para medir o erro de sondagem de um parâmetro (média, proporção ou taxa), é a raiz quadrada da variança do parâmetro. O erro-tipo pode ser utilizado para calcular os intervalos de confiança nos quais se considera estar o verdadeiro valor do parâmetro com um certo nível de confiança. Por exemplo, o verdadeiro valor de um parâmetro encontra-se nos limites do seu valor estimado mais ou menos duas vezes o seu erro-tipo, com um nível de confiança de 95%. Se a amostra tivesse sido tirada a partir de um plano de sondagem aleatório simples, teria sido possível utilizar fórmulas simples para calcular os erros de sondagem. No entanto, sendo a amostra do IDSR-II, uma amostra estratificada e tirada a dois graus, fórmulas mais complexas foram utilizadas. Um procedimento Macro SAS foi utilizado para calcular os erros de sondagem seguindo a metodologia estatística adequada. Este procedimento utiliza o método de linearização (Taylor) para estimações tais como as médias ou proporções, e o método de Jackknife para as estimações mais complexas tais como o índice sintético de fecundidade e os quocientes de mortalidade. O método de linearização trata cada proporção ou média como sendo uma estimação de racio, r =y/x, com y o valor do parâmetro para a amostra total, e x o número total de casos no conjunto (ou sub-conjunto) da amostra. A variança de r é estimada por: ∑ ∑ = = ⎥⎥⎦ ⎤ ⎢⎢⎣ ⎡ ⎟⎟⎠ ⎞ ⎜⎜⎝ ⎛ − − − == H h h h m i hi h h m zz m m x frvarrET h 1 2 1 2 2 2 1 1)()( na qual hihihi rxyz −= , e hhh rxyz −= 222 | Erros de Sondagem onde h representa o estrato que vai de 1 a H, mh é o número total de unidades primárias de amostra (UPA) tiradas no estrato h, yhi é a soma dos valores ponderados do parâmetro y na UPA i do estrato h, xhi é a soma dos números ponderados de casos na UPA i do estrato h, e f é a taxa global de sondagem que é negligenciável O método de Jacknife deriva as estimações das taxas complexas a partir de cada uma das sub- amostras da amostra principal, e calcula as varianças dessas estimações com fórmulas simples. Cada sub-amostra exclui uma UPA nos cálculos das estimações. Assim, sub-amostras pseudo- independentes foram criadas. No IDSR-II, existem 223 UPA não-vazias. Por conseguinte, 223 sub- amostras foram criadas. A variança de uma taxa r é calculada da seguinte forma: ET r var r k k r r i k i 2 1 21 1 ( ) ( ) ( ) ( )= = − − = ∑ na qual )()1( ii rkkrr −−= onde r é a estimação calculada a partir da amostra principal de 223 UPA, r ( i ) é a estimação calculada a partir da amostra reduzida de 223 UPA (iª UPA excluída), k é o número total de UPA. Existe um segundo índice muito útil que é a raiz quadrada do efeito do plano de sondagem (REPS) ou efeito de UPA: é a relação do erro-tipo observada no erro-tipo que teria sido obtido se uma sondagem aleatória simples havia sido utilizada. Este índice revela em que medida o plano de sondagem escolhido se aproxima de uma amostra aleatória simples de mesmo tamanho : o valor 1 da REPS indica que o plano de sondagem é tanto eficaz quanto uma amostra aleatória simples, enquanto que um valor superior a 1 indica um crescimento do erro de sondagem devido a um plano de sondagem mais complexo e menos eficaz do ponto de vista estatístico. O software calcula igualmente o erro relativo e o intervalo de confiança para cada estimação. Os erros de sondagem para o IDSR-II foram calculados para algumas variáveis fundamentais. Os resultados do inquérito são apresentados neste anexo para Cabo Verde, para o meio urbano e o meio rural. Para cada variável, o tipo de estatística (média, proporção ou taxa) e a população de base são apresentados no Quadro B.1. Os Quadros B.2 a B.4 apresentam o valor da estatística (M), o erro- tipo (ET), o número de casos não ponderados (N) e os ponderados (N'), a raiz quadrada do efeito do plano de sondagem (REPS), o erro relativo (ET/M), e o intervalo de confiança a 95% (M±2ET) para cada variável. O efeito do plano de sondagem (REPS) é não-definido quando o desvio padrão, sob a amostra aleatória simples é zero (quando a estimação é próxima de 0 ou 1). No caso do índice sintético de fecundidade, o número de casos não-ponderados não é pertinente, porque o valor não- ponderado de mulheres-anos de exposição ao risco de gravidez não é conhecido. O intervalo de confiança é interpretado da seguinte forma: para a variável Crianças nascidas vivas, o IDSR-II indicou um número médio de crianças nascidas vivas de 2,135 para o conjunto das mulheres, ao qual corresponde um erro-tipo de 0,035 crianças. Em 95% das amostras de tamanho e características idênticos, o valor real do número médio de crianças nascidas vivas das mulheres com idade entre 15 e 49 anos encontra-se entre 2,135 - 2×0,035 e 2,135 + 2×0,035, ou seja 2,064 e 2,206. Os erros de sondagem foram analisados para a amostra nacional de mulheres e para dois grupos de estimações: (1) médias e proporções, e (2) taxa demográfica. Os erros relativos (ET/M) das médias e proporções situam-se entre 0,8% e 31,7% com uma média de 6,0%. Em geral, os erros relativos da maioria das estimações para o conjunto do país são baixos, à excepção de uma pequena proporção de casos. O erro relativo do índice de fecundidade é bastante baixo 3,5%. No entanto, para Erros de Sondagem | 223 as taxas de mortalidade, o erro relativo médio é mais alto 85,8% por causa da fraca taxa de mortalidade e do tamanho relativamente pequeno da amostra. Para a amostra nacional das mulheres, a média da raiz quadrada do efeito do plano de sondagem (REPS) calculada para todas as estimações é de 1,29 o que significa que, comparando com uma amostra aleatória simples, o erro de sondagem é multiplicado em média por um factor de 1,29 porque utiliza-se um plano de sondagem complexo (por UPA e a vários graus) e menos eficaz. Quadro B.1 Variáveis utilizadas para o cálculo dos erros de sondagem, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––—––— Variável Estimação População de base ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––—— MULHER ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––—— Meio urbano Proporção Todas as mulheres 15-49 Alfabetizada Proporção Todas as mulheres 15-49 Sem instrução Proporção Todas as mulheres 15-49 Instrução secundária ou mais Proporção Todas as mulheres 15-49 Nunca casada (em união) Proporção Todas as mulheres 15-49 Actualmente casada (em união) Proporção Todas as mulheres 15-49 Crianças nascidas vivas Média Todas as mulheres 15-49 Crianças sobreviventes Média Todas as mulheres 15-49 Crianças nascidas vivas de mulheres 40-49 Média Mulheres 40-49 Utiliza actualmente um método contraceptivo Proporção Mulheres actualmente casadas (em união) 15-49 Utiliza actualmente um método moderno Proporção Mulheres actualmente casadas (em união) 15-49 Utiliza actualmente a pílula Proporção Mulheres actualmente casadas (em união) 15-49 Utiliza actualmente DIU Proporção Mulheres actualmente casadas (em união) 15-49 Utiliza actualmente preservativos Proporção Mulheres actualmente casadas (em união) 15-49 Utiliza actualmente injecções Proporção Mulheres actualmente casadas (em união) 15-49 Utiliza actualmente a esterilização feminina Proporção Mulheres actualmente casadas (em união) 15-49 Utiliza actualmente a abstinência periódica Proporção Mulheres actualmente casadas (em união) 15-49 Utiliza actualmente o coito interrompido Proporção Mulheres actualmente casadas (em união) 15-49 Não quer mais filhos Proporção Mulheres actualmente casadas (em união) 15-49 Número de filhos ideal Média Todas as mulheres 15-49 Diarréia nas 2 últimas semanas Proporção Crianças com menos de 5 anos Recebeu tratamento SRO Proporção Crianças com diarréia nas 2 últimas semanas Consultou pessoal médico Proporção Crianças com diarréia nas 2 últimas semanas Possui um cartão de saúde, visto Proporção Crianças com 12-23 meses Recebeu vacina BCG Proporção Crianças com 12-23 meses Recebeu vacina Tripla (3 doses) Proporção Crianças com 12-23 meses Recebeu vacina de polio (3 doses) Proporção Crianças com 12-23 meses Recebeu vacina sarampo Proporção Crianças com 12-23 meses Vacinado contra todas as doenças Proporção Crianças com 12-23 meses Indice sintético de fecundidade (3 anos) Taxa Mulheres-anos de exposição ao risco de gravidez Quociente de mortalidade néonatal1 Taxa Número de crianças expostas à morte Quociente de mortalidade infantil1 Taxa Número de crianças expostas à morte Quociente de mortalidade juvenil1 Taxa Número de crianças expostas à morte Quociente de mortalidade infanto-juvenil1 Taxa Número de crianças expostas à morte Quociente de mortalidade pós-neonatal1 Taxa Número de crianças expostas à morte Prevalência do VIH Proporção Todas as mulheres 15-49 testadas ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––—––––— HOMEM ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––—––— Meio urbano Proporção Todos os homens 15-59 Alfabetizado Proporção Todos os homens 15-59 Sem instrução Proporção Todos os homens 15-59 Instrução secundária ou mais Proporção Todos os homens 15-59 Nunca casado (em união) Proporção Todos os homens 15-59 Actualmente casado (em união) Proporção Todos os homens 15-59 Prevalência do VIH (15-49) Proporção Todos os homens 15-59 testados Prevalência do VIH (15-59) Proporção Todos os homens 15-59 testados ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––—— MULHER E HOMEM ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––—— Prevalência do VIH (15-49) Proporção Todos os homens e mulheres 15-49 testados ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––—— ¹ Últimos 5 anos para a taxa nacional, e últimos 10 anos para a taxa regional. 224 | Erros de Sondagem Quadro B.2 Erros de amostragem, amostra nacional, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Variável M ET N NW REPS ET/M M-2ET M+2ET MULHER Meio urbano 0,555 0,012 5 505 5 505 1,793 0,022 0,531 0,579 Alfabetizada 0,853 0,008 5 505 5 505 1,593 0,009 0,837 0,868 Sem instrução 0,055 0,004 5 505 5 505 1,369 0,077 0,047 0,063 Instrução secundária ou mais 0,435 0,011 5 505 5 505 1,713 0,026 0,412 0,458 Nunca casada/em união 0,456 0,009 5 505 5 505 1,412 0,021 0,437 0,475 Actualmente casada/em união 0,416 0,009 5 505 5 505 1,320 0,021 0,398 0,433 Actualmente gravida 0,051 0,004 5 467 5 475 1,326 0,077 0,043 0,059 Crianças nascidas vivas 2,135 0,035 5 505 5 505 1,145 0,017 2,064 2,206 Crianças nascidas vivas de mulheres de 40-49 anos 4,612 0,095 1 049 1 071 1,228 0,021 4,422 4,801 Crianças sobreviventes 2,007 0,032 5 505 5 505 1,108 0,016 1,943 2,070 Utiliza actualmente um metodo contraceptivo 0,612 0,016 2 308 2 288 1,572 0,026 0,580 0,644 Utiliza actualmente um metodo moderno 0,571 0,016 2 308 2 288 1,527 0,028 0,539 0,602 Utiliza actualmente a pílula 0,214 0,011 2 308 2 288 1,304 0,052 0,191 0,236 Utiliza actualmente DIU 0,022 0,004 2 308 2 288 1,214 0,170 0,014 0,029 Utiliza actualmente preservativos 0,061 0,007 2 308 2 288 1,379 0,112 0,047 0,075 Utiliza actualmente injecções 0,113 0,009 2 308 2 288 1,311 0,076 0,096 0,130 Utiliza actualment a esterilização feminina 0,148 0,008 2 308 2 288 1,132 0,056 0,132 0,165 Utiliza actualmente a abstinência periódica 0,019 0,003 2 308 2 288 1,195 0,177 0,013 0,026 Utiliza actualmente coito interrompido 0,022 0,004 2 308 2 288 1,363 0,190 0,014 0,030 Não quer mais filhos 0,704 0,010 2 308 2 288 1,039 0,014 0,684 0,724 Número de filhos ideal 2,442 0,020 5 402 5 396 1,373 0,008 2,403 2,482 Diarréias nas 2 últimas semanas 0,142 0,010 2 524 2 494 1,344 0,069 0,123 0,162 Recebeu tratamento SRO 0,598 0,035 304 355 1,267 0,058 0,528 0,668 Consulto pessoal médico 0,447 0,029 304 355 1,066 0,066 0,388 0,506 Possui um cartão de saúde (vacinas) 0,813 0,021 456 436 1,138 0,026 0,770 0,855 Recebeu vacina BCG 0,965 0,009 456 436 1,037 0,009 0,947 0,983 Recebeu Tripla (3 doses) 0,844 0,021 456 436 1,200 0,025 0,802 0,886 Recebeu polio (3 doses) 0,814 0,021 456 436 1,128 0,026 0,771 0,856 Recebeu vacina sarampo 0,887 0,020 456 436 1,301 0,022 0,848 0,927 Vacinado contra todas as doenças 0,734 0,026 456 436 1,246 0,036 0,681 0,787 Índice sintética de fecundidade (3 anos) 2,903 0,101 na 15 046 1,401 0,035 2,701 3,104 Quotiente de mortalidade neonatal (0-4 anos) 17,031 3,749 2 302 2 263 1,079 0,220 9,532 24,529 Quotiente de mortalidade pós-neonatal (0-4 anos) 13,069 16,187 2 304 2 266 1,322 1,239 0,000 45,443 Quotiente de mortalidade infantil (0-4 anos) 30,099 12,438 2 304 2 266 1,155 0,413 5,223 54,976 Quotiente de mortalidade juvenil (0-4 anos) 2,995 6,714 2 304 2 268 1,425 2,242 0,000 16,424 Quotiente de mortalidade infanto-juvenil (0-4 anos) 33,005 5,884 2 306 2 270 1,131 0,178 21,237 44,772 Prevalência do VIH 0,004 0,001 2 941 2 863 1,120 0,317 0,002 0,007 HOMEM Meio urbano 0,564 0,016 2 644 2 644 1,659 0,028 0,532 0,596 Sem instrução 0,021 0,003 2 644 2 644 1,209 0,159 0,015 0,028 Instrução secundária ou mais 0,472 0,016 2 644 2 644 1,610 0,033 0,441 0,503 Nunca casado/em união 0,555 0,011 2 644 2 644 1,161 0,020 0,532 0,577 Actualmente casado/em união 0,368 0,011 2 644 2 644 1,142 0,029 0,346 0,389 Prevalência do VIH (15-49) 0,012 0,003 2 505 2 601 1,275 0,235 0,006 0,017 Prevalênce do VIH (15-59) 0,011 0,003 2 655 2 733 1,276 0,233 0,006 0,016 MULHER E HOMEM Prevalência do VIH (15-49) 0,008 0,001 5 446 5 464 1,208 0,185 0,005 0,011 Erros de Sondagem | 225 Quadro B.3 Erros de amostragem, amostra urbano, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Variável M ET N NW REPS ET/M M-2ET M+2ET MULHER Meio urbano 1,000 0,000 2 584 3 054 na 0,000 1,000 1,000 Alfabetizada 0,875 0,011 2 584 3 054 1,626 0,012 0,854 0,896 Sem instrução 0,047 0,005 2 584 3 054 1,141 0,101 0,037 0,056 Instrução secundária ou mais 0,515 0,016 2 584 3 054 1,664 0,032 0,482 0,548 Nunca casada/em união 0,448 0,013 2 584 3 054 1,282 0,028 0,423 0,473 Actualmente casada/em união 0,413 0,011 2 584 3 054 1,174 0,028 0,390 0,435 Actualmente gravida 0,051 0,006 2 573 3 044 1,336 0,113 0,040 0,063 Crianças nascidas vivas 2,029 0,049 2 584 3 054 1,158 0,024 1,931 2,127 Crianças nascidas vivas de mulheres de 40-49 anos 4,350 0,125 476 572 1,197 0,029 4,100 4,600 Crianças sobreviventes 1,893 0,043 2 584 3 054 1,109 0,023 1,807 1,979 Utiliza actualmente um metodo contraceptivo 0,674 0,023 1 072 1 260 1,605 0,034 0,628 0,720 Utiliza actualmente um metodo moderno 0,632 0,022 1 072 1 260 1,478 0,034 0,589 0,676 Utiliza actualmente a pílula 0,252 0,016 1 072 1 260 1,223 0,064 0,219 0,284 Utiliza actualmente DIU 0,028 0,006 1 072 1 260 1,139 0,204 0,017 0,040 Utiliza actualmente preservativos 0,073 0,011 1 072 1 260 1,351 0,147 0,052 0,095 Utiliza actualmente injecções 0,094 0,010 1 072 1 260 1,092 0,104 0,074 0,113 Utiliza actualment a esterilização feminina 0,172 0,012 1 072 1 260 1,073 0,072 0,147 0,196 Utiliza actualmente a abstinência periódica 0,025 0,005 1 072 1 260 1,062 0,203 0,015 0,035 Utiliza actualmente coito interrompido 0,017 0,006 1 072 1 260 1,422 0,335 0,005 0,028 Não quer mais filhos 0,700 0,013 1 072 1 260 0,945 0,019 0,673 0,726 Número de filhos ideal 2,365 0,025 2 536 3 006 1,279 0,011 2,315 2,415 Diarréias nas 2 últimas semanas 0,171 0,014 1 067 1 279 1,196 0,083 0,143 0,200 Recebeu tratamento SRO 0,674 0,046 163 219 1,281 0,069 0,582 0,767 Consulto pessoal médico 0,490 0,040 163 219 1,037 0,082 0,410 0,571 Possui um cartão de saúde (vacinas) 0,806 0,030 195 230 1,036 0,037 0,747 0,865 Recebeu vacina BCG 0,991 0,005 195 230 0,716 0,005 0,981 1,001 Recebeu Tripla (3 doses) 0,839 0,032 195 230 1,166 0,038 0,776 0,903 Recebeu polio (3 doses) 0,814 0,030 195 230 1,061 0,037 0,753 0,875 Recebeu vacina sarampo 0,900 0,028 195 230 1,308 0,031 0,844 0,956 Vacinado contra todas as doenças 0,732 0,038 195 230 1,165 0,052 0,656 0,807 Índice sintética de fecundidade (3 anos) 2,739 0,136 na 8 416 1,369 0,050 2,468 3,010 Quotiente de mortalidade neonatal (0-9 anos) 23,817 7,985 2 082 2 546 1,116 0,335 7,847 39,787 Quotiente de mortalidade pós-neonatal (0-9 anos) 22,238 4,823 2 084 2 551 1,208 0,217 12,592 31,884 Quotiente de mortalidade infantil (0-9 anos) 46,055 12,808 2 084 2 551 1,075 0,278 20,440 71,670 Quotiente de mortalidade juvenil (0-9 anos) 7,737 9,572 2 085 2 551 1,455 1,237 0,000 26,882 Quotiente de mortalidade infanto-juvenil (0-9 anos) 53,436 21,828 2 087 2 555 1,153 0,408 9,781 97,091 Prevalência do VIH 0,004 0,002 1 368 1 582 0,971 0,400 0,001 0,008 HOMEM Meio urbano 1,000 0,000 1 244 1 492 0,000 0,000 1,000 1,000 Sem instrução 0,013 0,003 1 244 1 492 1,083 0,270 0,006 0,020 Instrução secundária ou mais 0,540 0,022 1 244 1 492 1,540 0,040 0,496 0,583 Nunca casado/em união 0,514 0,015 1 244 1 492 1,069 0,029 0,484 0,544 Actualmente casado/em união 0,394 0,015 1 244 1 492 1,078 0,038 0,364 0,424 Prevalência do VIH (15-49) 0,015 0,004 1 212 1 463 1,137 0,264 0,007 0,023 Prevalênce do VIH (15-59) 0,014 0,004 1 283 1 539 1,144 0,265 0,007 0,022 MULHER E HOMEM Prévalence du VIH (15-49) 0,009 0,002 2 580 3 045 1,106 0,223 0,005 0,014 226 | Erros de Sondagem Quadro B.4 Erros de amostragem, amostra rural, Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Variável M ET N NW REPS ET/M M-2ET M+2ET MULHER Meio urbano 0,000 0,000 2 921 2 451 na na 0,000 0,000 Alfabetizada 0,824 0,011 2 921 2 451 1,580 0,014 0,802 0,846 Sem instrução 0,065 0,007 2 921 2 451 1,635 0,115 0,050 0,080 Instrução secundária ou mais 0,335 0,018 2 921 2 451 2,035 0,053 0,299 0,370 Nunca casada/em união 0,466 0,014 2 921 2 451 1,551 0,031 0,437 0,495 Actualmente casada/em união 0,419 0,014 2 921 2 451 1,500 0,033 0,392 0,446 Actualmente gravida 0,051 0,005 2 894 2 431 1,252 0,100 0,041 0,061 Crianças nascidas vivas 2,267 0,054 2 921 2 451 1,177 0,024 2,160 2,375 Crianças nascidas vivas de mulheres de 40-49 anos 4,912 0,148 573 499 1,308 0,030 4,616 5,207 Crianças sobreviventes 2,148 0,050 2 921 2 451 1,159 0,023 2,049 2,248 Utiliza actualmente um metodo contraceptivo 0,536 0,022 1 236 1 027 1,569 0,042 0,492 0,581 Utiliza actualmente um metodo moderno 0,495 0,023 1 236 1 027 1,612 0,046 0,449 0,541 Utiliza actualmente a pílula 0,167 0,015 1 236 1 027 1,388 0,088 0,137 0,196 Utiliza actualmente DIU 0,014 0,004 1 236 1 027 1,252 0,303 0,005 0,022 Utiliza actualmente preservativos 0,046 0,008 1 236 1 027 1,363 0,176 0,030 0,063 Utiliza actualmente injecções 0,137 0,015 1 236 1 027 1,528 0,109 0,107 0,167 Utiliza actualment a esterilização feminina 0,120 0,010 1 236 1 027 1,120 0,086 0,099 0,141 Utiliza actualmente a abstinência periódica 0,013 0,005 1 236 1 027 1,420 0,354 0,004 0,022 Utiliza actualmente coito interrompido 0,029 0,006 1 236 1 027 1,305 0,217 0,016 0,041 Não quer mais filhos 0,709 0,015 1 236 1 027 1,150 0,021 0,679 0,739 Número de filhos ideal 2,540 0,033 2 866 2 390 1,548 0,013 2,473 2,606 Diarréias nas 2 últimas semanas 0,112 0,013 1 457 1 215 1,547 0,119 0,085 0,138 Recebeu tratamento SRO 0,475 0,052 141 136 1,248 0,109 0,372 0,579 Consulto pessoal medico 0,377 0,041 141 136 1,068 0,110 0,294 0,460 Possui um cartão de saúde (vacinas) 0,820 0,030 261 206 1,249 0,037 0,760 0,881 Recebeu vacina BCG 0,937 0,019 261 206 1,209 0,020 0,900 0,974 Recebeu Tripla (3 doses) 0,850 0,027 261 206 1,200 0,032 0,796 0,904 Recebeu polio (3 doses) 0,813 0,029 261 206 1,192 0,036 0,755 0,872 Recebeu vacina sarampo 0,873 0,027 261 206 1,280 0,031 0,820 0,927 Vacinado contra todas as doenças 0,736 0,037 261 206 1,330 0,050 0,663 0,810 Índice sintética de fecundidade (3 anos) 3,111 0,147 na 6 630 1,400 0,047 2,818 3,404 Quotiente de mortalidade neonatal (0-9 anos) 22,747 9,858 2 784 2 368 1,361 0,433 3,031 42,464 Quotiente de mortalidade pós-neonatal (0-9 anos) 14,652 11,041 2 784 2 368 1,425 0,754 0,000 36,734 Quotiente de mortalidade infantil (0-9 anos) 37,399 1,184 2 784 2 368 1,291 0,032 35,031 39,767 Quotiente de mortalidade juvenil (0-9 anos) 6,361 7,337 2 788 2 373 1,284 1,153 0,000 21,036 Quotiente de mortalidade infanto-juvenil (0-9 anos) 43,522 5,889 2 788 2 373 1,239 0,135 31,745 55,299 Prevalência do VIH 0,004 0,002 1 573 1 281 1,304 0,508 0,000 0,008 HOMEM Meio urbano 0,000 0,000 1 400 1 152 na na 0,000 0,000 Sem instrução 0,032 0,006 1 400 1 152 1,357 0,199 0,019 0,045 Instrução secundária ou mais 0,384 0,022 1 400 1 152 1,722 0,058 0,339 0,429 Nunca casado/em união 0,607 0,016 1 400 1 152 1,196 0,026 0,576 0,638 Actualmente casado/em união 0,334 0,015 1 400 1 152 1,154 0,044 0,305 0,363 Prevalência do VIH (15-49) 0,007 0,004 1 293 1 138 1,499 0,491 0,000 0,014 Prevalênce do VIH (15-59) 0,007 0,003 1 372 1 193 1,483 0,475 0,000 0,014 MULHER E HOMEM Prevalência do VIH (15-49) 0,006 0,002 2 866 2 420 1,341 0,334 0,002 0,009 Quadros de Avaliação da Qualidade dos Dados | 227 QUADROS DE AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DOS DADOS ANEXO C Quadro C.1 Distribuição da população dos agregados familiares por Idade Distribuição da população (de-jure) no seio dos agregados familiares, por idade em ano simples, e segundo o sexo (efectivos ponderados), Cabo Verde, IDSR-II 2005 Idade Mulheres Homens Idade Mulheres Homens Número Percentagem Número Percentagem Número Percentagem Número Percentagem 0 287 2,1 278 2,2 37 159 1,1 130 1,0 1 251 1,8 260 2,0 38 189 1,4 154 1,2 2 249 1,8 285 2,2 39 139 1,0 143 1,1 3 273 2,0 295 2,3 40 160 1,2 149 1,2 4 286 2,1 326 2,5 41 139 1,0 104 0,8 5 272 2,0 282 2,2 42 176 1,3 130 1,0 6 329 2,4 357 2,8 43 133 1,0 118 0,9 7 348 2,5 377 2,9 44 119 0,9 111 0,9 8 385 2,8 410 3,2 45 133 1,0 102 0,8 9 387 2,8 350 2,7 46 111 0,8 95 0,7 10 389 2,8 431 3,4 47 119 0,9 70 0,5 11 367 2,7 378 3,0 48 102 0,7 72 0,6 12 415 3,0 364 2,8 49 92 0,7 55 0,4 13 383 2,8 412 3,2 50 171 1,2 56 0,4 14 435 3,1 425 3,3 51 106 0,8 58 0,4 15 380 2,7 405 3,2 52 78 0,6 51 0,4 16 367 2,7 360 2,8 53 81 0,6 49 0,4 17 365 2,6 340 2,7 54 83 0,6 44 0,3 18 329 2,4 346 2,7 55 82 0,6 44 0,3 19 318 2,3 334 2,6 56 40 0,3 18 0,1 20 261 1,9 264 2,1 57 36 0,3 23 0,2 21 231 1,7 255 2,0 58 35 0,2 20 0,2 22 230 1,7 255 2,0 59 39 0,3 27 0,2 23 189 1,4 226 1,8 60 98 0,7 42 0,3 24 199 1,4 191 1,5 61 53 0,4 34 0,3 25 206 1,5 202 1,6 62 34 0,2 30 0,2 26 163 1,2 163 1,3 63 50 0,4 23 0,2 27 184 1,3 182 1,4 64 62 0,4 30 0,2 28 177 1,3 158 1,2 65 91 0,7 64 0,5 29 151 1,1 148 1,2 66 75 0,5 38 0,3 30 135 1,0 178 1,4 67 67 0,5 47 0,4 31 114 0,8 125 1,0 68 72 0,5 58 0,5 32 146 1,1 107 0,8 69 44 0,3 28 0,2 33 169 1,2 136 1,1 70+ 813 5,9 566 4,4 34 141 1,0 127 1,0 Não sabe /SI 17 0,1 27 0,2 35 159 1,2 129 1,0 36 174 1,3 137 1,1 Total 13 838 100,0 12 806 100,0 Quadro C.2.1 Distribuição das mulheres por idade Distribuição da população (de facto) do sexo feminino de 10-54 anos, e percentagem de mulheres elegíveis que foram entrevistadas (efectivo ponderado), Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Grupos quinquenais População feminina de 10-54 anos nos agregados Mulheres entrevistadas de 15-49 Percentagem de mulheres Número Percentagem 10-14 1 988 na na na 15-19 1 759 1 561 27,0 88,7 20-24 1 110 993 17,1 89,5 25-29 880 774 13,4 88,0 30-34 704 612 10,6 86,9 25-39 821 727 12,6 88,6 40-44 727 638 11,0 87,8 45-49 557 486 8,4 87,2 50-54 518 na na na 15-49 6 557 5 791 100,0 88,3 Obs: A população de facto inclui todas as pessoas (residentes e visitantes) que dormiram no domicílio na noite anterior à entrevista. Foram utilizados os factores de ponderação do agregado familiar. na = Não se aplica 228 | Quadros de Avaliação da Qualidade dos Dados Quadro C.2.2 Distribuição dos homens por idade Distribuição da população (de facto) do sexo masculino de 10-64 anos, e percentagem de homens elegíveis que foram entrevistados (efectivo ponderado), Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Grupos quinquenais População masculina de 10-64 anos nos agregados familiares Homens entrevistados de 15-59 Percentagem de homens elegíveis entrevistados Número Percentagem 10-14 970 na na na 15-19 904 776 30,2 85,9 20-24 567 450 17,5 79,3 25-29 395 316 12,3 80,1 30-34 317 261 10,2 82,6 25-39 328 253 9,8 77,3 40-44 305 230 8,9 75,2 45-49 218 157 6,1 71,8 50-54 113 87 3,4 76,9 55-59 56 43 1,7 77,6 60-64 78 na na na 15-59 3 202 2 574 100,0 80,4 Obs: A população de facto inclui todas as pessoas (residentes e visitantes) que dormiram no domicílio na noite anterior à entrevista. Foram utilizados os factores de ponderação do agregado familiar. na = Não se aplica Quadro C.3 Cobertura do Registo Percentagem de Informação em falta (perdida), segundo algumas perguntas de demografia e saúde, IDSR-II, Cabo Verde 2005 Tipo de informação Grupo de referência Percentagem com informação em falta Número de casos Data de nascimento Nascimentos dos 15 últimos anos Mês somente 0,77 7 627 Mês e ano 0,41 7 627 Idade ao óbito Nascimentos dos 15 últimos anos 2,93 378 Idade/data da primeira união1 Mulheres casadas/em união 1,39 2 996 Nível de instrução Todas as mulheres 0,00 5 505 Diarreia nos últimos 12 meses Crianças de 0-59 meses 3,12 2 494 Anemia2 Anemia nas crianças Crianças de 6-59 meses 15,5 1 559 Anemia nas mulheres Mulheres seleccionadas para a anemia 14,2 3 456 Anemia nos homens Todos os homens 25,5 3 289 1 Sem informação sobre a idade e o ano 2 Não testadas Quadros de Avaliação da Qualidade dos Dados | 229 Quadro C.4 Nascimentos por anos do Calendário desde o nascimento Distribuição dos nascimentos por ano calendário desde o nascimento para as crianças sobreviventes (S), mortas (M), e todas as crianças (T), segundo a percentagem de crianças com uma data de nascimento completa, relação de masculinidade dos nascimentos, e relação de nascimentos por ano calendário (ponderado), Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Ano de calendário Número de nascimentos Percentagem com data de nascimento completa1 Relação de masculinidade dos nascimentos2 Relação de nascimentos por ano calendário3 S M T S M T S M T S M T 2005 315 6 320 99,8 100,0 99,8 96,3 130,0 96,8 na na na 2004 487 21 508 99,9 100,0 99,9 98,0 128,0 99,1 na na na 2003 389 11 400 100,0 100,0 100,0 118,9 61,7 116,8 85,3 84,6 85,3 2002 426 5 431 99,7 76,2 99,4 107,7 187,0 108,4 104,8 40,3 102,7 2001 423 16 439 100,0 92,6 99,7 135,5 189,9 137,2 96,0 105,0 96,3 2000 456 25 482 100,0 100,0 100,0 103,5 107,8 103,7 98,7 133,9 100,1 1999 502 22 523 99,9 92,0 99,5 106,6 132,3 107,6 102,3 72,6 100,6 1998 525 34 559 99,7 83,0 98,6 102,5 190,3 106,3 102,1 130,9 103,5 1997 526 31 557 98,6 79,2 97,5 109,4 190,3 112,6 103,4 99,0 103,1 1996 493 28 521 99,7 74,5 98,4 88,3 301,2 93,8 94,2 76,9 93,1 2001-2005 2 040 59 2 099 99,9 95,8 99,8 110,6 128,3 111,0 na na na 1996-2000 2 502 140 2 642 99,6 84,9 98,8 101,9 175,1 104,8 na na na 1991-1995 2 583 162 2 745 99,0 84,4 98,2 98,6 147,6 101,0 na na na 1986-1990 2 152 159 2 312 98,5 81,7 97,4 94,7 143,0 97,4 na na na <1986 1 769 187 1 955 97,5 66,9 94,6 98,9 156,4 103,2 na na na Total 11 046 708 11 754 99,0 80,2 97,8 100,7 152,0 103,2 na na na na = Não se aplica 1 Ano e mês de nascimento declarados 2 (Nm/Nf) x100, onde Nm e Nf referem-se a nascimentos de crianças do sexo masculino e feminino, respectivamente 3 [2Nx/(Nx-1+Nx+1)]x100, onde Nx é o número de nascimentos ocorridos no ano x. Quadro C.5 Declaração da idade ao óbito em dias Distribuição de óbitos declarados de crianças menores de 1 mês de idade, por idade ao falecimento em dias, e percentagem de óbitos neonatais declarados como ocorridos entre 0-6 dias de idade, para nascimentos ocorridos nos períodos de 5 anos anteriores ao inquérito (ponderado), Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Idade ao óbito (dias) Número de anos anteriores ao inquérito Total 0-19 0-4 5-9 10-14 15-19 <1 9 14 10 15 48 1 9 25 31 4 69 2 3 4 5 1 12 3 4 12 4 7 26 4 1 2 1 2 6 5 3 2 0 0 5 7 1 4 2 2 9 8 0 1 0 4 5 9 1 0 1 2 4 10 0 1 0 1 1 11 0 2 0 1 3 14 0 0 1 2 3 15 1 2 2 1 5 16 0 0 1 0 1 18 0 1 0 0 1 21 0 0 1 1 2 22 0 0 1 0 1 24 0 0 0 1 1 25 1 0 0 0 1 28 0 1 1 0 2 29 1 0 2 0 2 Sem informação 3 4 3 4 14 Total 0-30 33 71 62 44 209 Percentagem neonatal precoce1 86,7 84,3 81,2 64,4 79,6 1 0- 6 dias / 0-30 dias 230 | Quadros de Avaliação da Qualidade dos Dados Quadro C.6 Declaração da idade ao óbito em meses Distribuição de óbitos declarados de crianças menores de 2 anos de idade, por idade ao falecimento em meses, e percentagem de óbitos declarados como ocorridos com menos de um mês de idade, para nascimentos ocorridos nos períodos de 5 anos anteriores ao inquérito (ponderado), Cabo Verde, IDSR-II, 2005 Idade ao óbito (meses) Número de anos anteriores ao inquérito Total 0-19 0-4 5-9 10-14 15-19 <11 36 75 65 48 224 1 8 9 14 11 42 2 6 14 2 2 23 3 4 6 7 2 19 4 0 4 2 10 16 5 0 4 6 8 18 6 3 1 6 4 14 7 0 3 3 5 11 8 2 4 6 7 19 9 3 3 8 11 24 10 0 1 1 3 5 11 1 3 12 0 16 12 0 1 1 0 1 14 0 0 0 2 2 15 0 0 1 0 1 17 0 0 1 0 1 18 0 2 1 2 5 19 0 2 0 0 2 21 0 2 0 0 2 1 ano2 1 6 13 8 28 Total 0-11 62 126 132 110 431 Percentagem neonatal3 57,9 59,2 49,0 43,6 51,9 1 Inclui óbitos ocorridos com menos de 1 mês de idade, declarados em dias 2 Declaração da idade ao falecimento em ano, em vez de 12 meses 3 (Menos de um mês / menos de um ano)*100 Pessoal do IDSR-II, 2005 | 231 PESSOAL DO IDSR-II, 2005 ANEXO D Coordenador Nacional Presidente do INE–Francisco Fernandes Tavares Coordenador Técnico René Charles Sylva–Director das Estatísticas Demográficas e Sociais–INE Coordenador Técnico-adjunto Maria de Lourdes Monteiro–Directora do Serviço de Vigilância Epidemiológica–Ministério da Saúde Unidade de Metodologia, Operação de Terreno e Análise Maria de Lurdes Fernandes Lopes–Responsável Orlando Santos Monteiro Carlos Alberto Rosário Mendes Noemi Rute Ramos Emanuela Gracelinda Santos Alice Monteiro José da Silva Rocha Ivone Santo José Pina Unidade de tratamento Informático Nila Celeste F. Delgado–Responsável Noel Moussavou–Consultor Unidade de Sensibilização Yara Vasconcelhos Santos–Responsável Cármen Helena Cruz Sara Sanches Unidade Administrativa e Financeira João Baptista Gomes de Pina–Responsável Paulo das Dores Pedro Fernandes Participação na formação dos agentes e validação dos instrumentos Jaqueline Pereira–PLS Maria Jesus de Carvalho–PNSR Fátima Sapinho–PNSR Helena Sapinho–PNSR Clara Barros–CCS-SIDA Belmira Miranda–Delegacia de Saúde da Praia 232 | Pessoal do IDSR-II, 2005 Inquiridores Arlinda Duarte Neves Ruth Gomes Carla Augusta Lopes Andrade Ariana Augusta Gomes Monteiro Sandro Lima Edson Sousa Adosindo Santos Mota Jandira Helena Santos da Luz Dionisia Maria Monteiro Fortes Elizabeth Rosário da Graça Assunção Nelson Paulo Évora Delgado Odair José Monteiro de P. Rodrigues Ronísia Pires Fortes Semí Doris Lima Fortes Maria Alcinda Soares Rodrigues Nelson Ramos Danilson António N. R. Andrade Dijinira Ramos Mirandolina Almeida Timas Adnizia Maysa Ribeiro Fortes Ivone Brito Varela Alcione Ariane assis Spencer Nilton Ramos Jamie Horacio Rocha Delgado Samira Morais da Graça Lidia Julia Duarte Monteiro Laura Carina Costa Neves Hamilton Fidalgo Victor Fortes Maria Antónia Cardoso Centeio Nélida Andreia Lopes V. Abreu Graça Aline Barros de Pina Rocha Carla Eneida Oliveira Carlene Ariana de Pina Freire Ângelo José Frederico Semedo Emanuel Santos Ana Cristina S. Moniz Apolinária Gomes Tavares Barbosa Ana Maria Semedo Lopes Vania Indira Cabral Monteiro Emanuel Dias Moreno Edna Maria Gomes Veiga Ivaldina de Jesus Almada Alvarenga Fernando Jorge Cabral Aidil de Fátima Silva Jani Silva Ana Cristina Almeida Wilberto Oliveira Neves Armanda Barbosa Vicente dos Santos Sónia Sofia Tavares B. Vicente Jacira Barbosa Vicente Cabral Lopes José Henrique Alves F. De Andrade Anildo César Pires Barbosa Janice Ester Barbosa Ana Raquel Gomes Adélia Gonçalves Oliveira Ildo de Pina Barros Jónatas David da Silva Barros Pessoal do IDSR-II, 2005 | 233 Controladora Sandra Helena Lopes Rodrigues Carina Eduarda Rodrigues Cruz Lorena Margarida dos Reis Brito Janderleia Silva Ramos Maria do Livramento Flor Emelina Da Fatima L. Brito Rossana Ingrid dos Santos Barros Dulcelina Dias Semedo Maria Alice Mendes Varela Anilda Evora Costa Katia Helena De Pina Barros Lucelia Cristina Sandra Andrade Silva Enfermeiros Vera Lúcia Fortes da Luz Marlene do Rosário Alves Paulo Andrade Emanuel Gomes Soares Nunes Helguer Marx Santos Dias Hermes Delgado Isabel Soares de Barros Rodrigues Julia Bouveia Maria Conceição Rodrigues Verónica Silva Fernanda Évora Neves Duarte Carlos Alberto Pina Centeio Carlos André Firmino Sara dos Reis Monteiro Condutores Manuel Fernandes Jose Carlos Veiga Januário Andrade Benvindo Conceição Camilo F. Nédio Victor Fernandes Agentes de verificação Maria de Livramento Silva Maria Manuela Semedo Rossana Ingrid dos Santos Barros Dulcelina Dias Semedo Anilda Evora Costa Angelo José Frederico Semedo 234 | Pessoal do IDSR-II, 2005 Agentes de digitação Carla Teixeira Elias de Sá Nogueira Paulo Barbosa Ângelo Semedo Emanuel Veiga Roxandra da Fonseca Quintino Furtado Nilton Oliveira Luisandro Lopes Narizandra Tavares Gerusa Martins Elisabeth Andrade Evanovina Ribeiro Débora Furtado Amarita Fernandes Sara Varela Evandro Tavares Teste de despistagem do VIH José da Silva Rocha–Responsável do Laboratório Claudino Gomes Mendonça Angelina Marias das Dores Oliveira Digitação teste despistagem Alcinda Ramos Ivone Santos Elaboração do relatório René Charles Sylva Francisco Fernandes Tavares Maria de Lurdes Fernandes Lopes Maria de Lourdes Monteiro Maria Jesus de Carvalho Noemi Rute Ramos Orlando Santos Monteiro Carlos Alberto Mendes Clara Mendes Barros José da Silva Rocha Revisão do relatório Housni El Arbi Clara Mendes Barros René Charles Sylva Assistência técnica Macro International Inc. Mohamed Ayad–Coordenador do projecto Soumaila Mariko–Formação e supervisão Ren Ruillin–Plano de songem, avaliação da qualidade Han Raggers–Tratamento dos dados Housni El Arbi–Analise e revisão do relatório Sidney Moore–Editeur Chris Gramer–Especialista em produção Kiersten Johnson QUESTIONÁRIOS ANEXO E | 235Questionários IDENTIFICAÇÃO ILHA CONCELHO FREGUESIA Nº DR__________________________________________________________________________ URBANO/RURAL_________________________________________________________________ NÚMERO DO AGREGADO __________________________________________________________ AGREGADO SELECIONADO PARA O INQUÉRITO HOMEM E TESTE VIH (SIM =1, NÃO =2 ) NÚMERO DO QUESTIONÁRIO ______________________________________________________ VISITAS DO(A) INQUIRIDOR(A) INQUÉRITO DEMOGRÁFICO E DE SAÚDE REPRODUTIVA QUESTIONÁRIO AGREGADO FAMILIAR NOME DO CHEFE DO AGREGADO __________________________________________________ AGREGADO SELECIONADO PARA A VIOLENCIA DOMESTICA ( SIM =1, NÃO =2 ) Confidencial SEGREDO ESTATÍSTICO (Art.7º da lei n.º 15/v/96) As informações solicitadas neste Questionário são confidênciais e só serão utilizadas para fins estatísticos VISITAS DO(A) INQUIRIDOR(A) VISITA FINAL DIA DATA . MÊS HORA . . . . . . . . . . . . . ________________ ________________ ________________ ANO CÓDIGO DO NOME DO(A) INQUIRIDOR(A) INQUIRIDOR(A) RESULTADO* . . . . . . RESULTADO* PRÓXIMA DATA VISITA NÚMERO TOTAL DE HORA VISITAS *CÓDIGOS DE RESULTADOS: 1 COMPLETA TOTAL PESSOAS NO 2 INCOMPLETA AGREGADO FAMILIAR 3 MORADORES AUSENTES 4 ADIADA TOTAL MULHERES ELEGÍVEIS 5 RECUSA 6 CASA VAZIA TOTAL HOMENS ELEGÍVEIS 7 INCAPACITADO(A)/DOENTE 8 OUTRO Nº DE LINHA DO (ESPECIFIQUE) RESPONDENTE CONTROLADORA SUPERVISOR NOME NOME DATA DATA Marque uma cruz se tem continuação 0 0 5 1 2 3 2 Código Código VERIFICADO POR NOME__________ Código Código DIGITADO POR NOME______________ | 237Questionários (1) (8) (8A ) (9) M F SI M NÃ O SI M NÃ O SI M N ÃO N S SI M N ÃO N S SI M NÃ O SI M NÃ O AN O A m ãe do (N O M E) es tá vi va ? SE V IV O O Pa i d o (N O M E) es tá vi vo ? A m ãe do (N O M E) vi ve n es te ag re ga do ? SE S IM : qu al é o se u n o m e? ES CR EV A O N UM ER O DE L IN HA DA M AE O pa i d o (N O M E) vi ve n es te ag re ga do ? SE S IM : qu al é o se u n o m e? ES CR EV A O N UM ER O DE L IN HA DO PA I PE RG UN TE : PE RG UN TE : Em an os CI RC UL E O NU M ER O DE L IN HA DA S M UL HE R ES DE 15 - 49 A NO S (ve r p7 ) (7) CI RC UL E O NU M ER O DE L IN HA DO S HO M EN S DE 15 -5 9 AN O S (ve r p7 ) SÓ PA R A AG R EG AD OS SE LE CC IO NA DO S HO M EN S (4) (5) (6) (N O M E) vi ve ha bi tu al m e n te aq ui ? (N O M E) do rm iu a n o ite pa ss ad a aq ui ? Qu a n to s a n o s (N O M E) te m ? CI RC UL E O NÚ ME RO DE L IN HA DA S CR IA NÇ AS M EN O RE S DE 6 AN O S, RE SI DE NT ES O U VI SI TA S (N O M E) é do se xo m as cu lin o o u fe m in in o ? Ag o ra g o st ar ía m o s de o bt er al gu m as in fo rm aç õe s da s pe ss ao s qu e vi v em ha bi tu al m en te n o se u ag re ga do fa m ili ar (na s u a ca sa ) EL EG IB IB ID AD E PA R EN TE SC O CO M O CH EF E DO AG R EG AD O SE XO SI TU AÇ ÃO DE R ES ID ÊN CI A ID AD E SO BR EV IV ÊN CI A E R ES ID ÊN CI A DO S PA IS P AR A AS PE SS O AS M EN OR ES DE 18 AN OS ED UC AÇ ÃO PA R A PE SS OA S DE 4 AN OS OU M AI S (12 ) (13 ) (10 ) (11 ) Nº lin ha R ES ID EN TE S HA BI TU AI S E VI SI TA S LO CA L DE NA SC IM EN TO Po r fa vo r, di ga -m e o N O M E de to da s a s pe ss o a s qu e vi ve m ha bi tu a lm en te n o a gr eg ad o fa m ilia r (ca sa ), c o m eç an do p el o n o m e do c he fe , e de se gu id a to da s as v is ita s qu e pa ss ar am a no ite pa ss ad a aq ui . (2) (N O M E) on de n as ce u ? (C o n ce lh o) (4A ) Qu al é a re la çã o de pa re n te sc o d o (N O M E) co m o ch ef e do ag re ga do fa m ilia r? * (3) Qu al fo i o n ív el e a cl a ss e m ai s el ev ad a qu e (N O M E) fre qu en to u o u a nd a a fre qu en ta r? SE V IV O (N O M E) fo i a lg um a v ez à es co la ? NI VE L(16 ) (14 ) (15 ) (N O M E) es tá a es tu da r ac tu al m en te ? PR O XI M A LI NH A SE NÃ O SE CÇ AO A : CA R AC TE R ÍST IC AS D O S M EM B R O S DO A G R EG AD O F AM IL IA R 01 1 2 1 2 1 2 01 01 01 1 2 8 1 2 8 1 2 1 2 02 1 2 1 2 1 2 02 02 02 1 2 8 1 2 8 1 2 1 2 03 1 2 1 2 1 2 03 03 03 1 2 8 1 2 8 1 2 1 2 04 1 2 1 2 1 2 04 04 04 1 2 8 1 2 8 1 2 1 2 05 1 2 1 2 1 2 05 05 05 1 2 8 1 2 8 1 2 1 2 06 1 2 1 2 1 2 06 06 06 1 2 8 1 2 8 1 2 1 2 07 1 2 1 2 1 2 07 07 07 1 2 8 1 2 8 1 2 1 2 08 1 2 1 2 1 2 08 08 08 1 2 8 1 2 8 1 2 1 2 CÓ D IG O S PA R A PE R G UN TA 16 CÓ DI G O D E CO NC EL HO S 11 = RI BE IR A G RA ND E 72 = SA NT A CA TA RI NA NÍ VE L AN O /C LA SS E/ FA SE 01 = CH EF E 07 = NO RA O U G EN RO 12 = PA ÚL 73 = SA NT A CR UZ PR É- ES CO LA R 02 = C ÔN JU G E DO CH EF E 08 = SO BR IN HO (A ) 13 = PO RT O NO VO 74 = PR AI A AL FA BE TI ZA ÇÃ O 03 = F IL HO (A ) 21 = S ÃO VI CE NT E 75 = SÃ O D O M IN G O S EB I 04 = M AI O U PA I 31 = S ÃO NI CO LA U 76 = SÃ O M IG UE L SE CU ND ÁR IO 05 = IR M ÃO /IR M Ã 41 = SA L 81 = M O ST EI RO S CU RS O M ÉD IO 06 = N ET O (A )/B IS NE TO (A ) 51 = B O A VI ST A 82 =S ÃO FI LI PE SU PE RI O R 61 = M AI O 91 =B RA V A NÃ O SA BE 71 = TA RR AF AL 01 = PO RT UG AL NA Q. 11 SE A M AE B IO LÓ G IC A NÃ O É M EM BR O DO AG RE G AD O , M AR QU E " 00 " 02 = ES TA DO S UN ID O S NA Q. 13 SE O P AI B IO LÓ G IC O N ÃO É M EM BR O DO AG RE G AD O , M AR QU E " 00 " 96 = O UT RO P AÍ S 0 1 2 1 1 2 3 2 1 2 3 4 5 6 3 1 2 3 4 5 6 4 1 2 3 5 1 2 3 4 5+ _ _ _ _ _ 8 RE LA Ç Ã O DE P AR EN TE SC O CO M O CH EF E DO AG RE G AD O * CÓ DI G OS PA R A A QU ES TÃ O 3 98 =N ÃO SA BE 10 = O UT RO S PA RE NT ES CO CÓ DI G O S PA R A A QU ES TÃ O (4A ) 09 = E NT EA DO (A ) 00 = SE M PA RE NT ES CO PR O XI M A LI NH A PR O XI M A LI NH A PR O XI M A LI NH A PR O XI M A LI NH A PR O XI M A LI NH A PR O XI M A LI NH A PR O XI M A LI NH A PR O XI M A LI NH A 1 238 | Questionários (1) (8) (8A ) (9) M F SI M NÃ O SI M NÃ O SI M N ÃO NS SI M N ÃO NS SI M NÃ O SI M NÃ O AN O 09 1 2 1 2 1 2 09 09 09 1 2 8 1 2 8 1 2 1 2 Qu al fo i o n ív el e a cl a ss e m ai s el ev ad a qu e (N O M E) fre qu en to u o u a nd a a fre qu en ta r? (15 ) PE RG UN TE : PE RG UN TE : (N O M E) es tá a es tu da r ac tu al m en te ? (14 ) (11 ) O Pa i d o (N O M E) es tá vi vo ? NI VE L ED UC AÇ ÃO PA R A PE SS OA S DE 4 AN OS OU M AI S (16 ) Po r fa vo r, di ga -m e o N O M E de to da s a s pe ss o a s qu e vi ve m ha bi tu a lm en te n o a gr eg ad o fa m ilia r (ca sa ), c o m eç an do p el o n o m e do c he fe , e de se gu id a to da s as v is ita s qu e pa ss ar am a no ite pa ss ad a aq ui . Qu al é a re la çã o de pa re n te sc o d o (N O M E) co m o ch ef e do ag re ga do fa m ilia r? * (N O M E) é do se xo m as cu lin o o u fe m in in o ? (N O M E) on de n as ce u ? (C o n ce lh o) LO CA L DE NA SC IM EN TO (C o n ce lh o) (N O M E) vi ve ha bi tu al m e n te aq ui ? (2) (4A ) (4) (5) EL EG IB IB ID AD E ID AD E PR O XI M A LI NH A SE NÃ O PR O XI M A LI NH A (N O M E) fo i a lg um a v ez à es co la ? SO BR EV IV ÊN CI A E R ES ID ÊN CI A DO S PA IS P AR A AS PE SS O AS M EN OR ES DE 18 AN OS SE V IV O A m ãe do (N O M E) es tá vi va ? (12 ) (10 ) CI RC UL E O NU M ER O DE L IN HA DA S M UL HE R ES DE 15 - 49 A NO S (ve r p7 ) CI RC UL E O NU M ER O DE L IN HA DO S HO M EN S DE 15 -5 9 AN O S (ve r p7 ) CI RC UL E O NÚ ME RO DE L IN HA DA S CR IA NÇ AS M EN O RE S DE 6 AN O S, RE SI DE NT ES O U VI SI TA S SE V IV O A m ãe do (N O M E) vi ve n es te ag re ga do ? SE S IM : qu al é o se u n o m e? ES CR EV A O N UM ER O DE L IN HA DA M AE (13 ) (N O M E) do rm iu a n o ite pa ss ad a aq ui ? Qu a n to s a n o s (N O M E) te m ? Em an os (7) O pa i d o (N O M E) vi ve n es te ag re ga do ? SE S IM : qu al é o se u n o m e? ES CR EV A O N UM ER O DE L IN HA DO PA I (3) (6) R ES ID EN TE S HA BI TU AI S E VI SI TA S PA R EN TE SC O CO M O CH EF E DO AG R EG AD O SE XO SI TU AÇ ÃO DE R ES ID ÊN CI A Nº lin ha SE CÇ AO A :(C o n tin u a çã o) C AR AC TE R ÍST IC AS D O S M EM B R O S DO A G R EG AD O F AM IL IA R 10 1 2 1 2 1 2 10 10 10 1 2 8 1 2 8 1 2 1 2 11 1 2 1 2 1 2 11 11 11 1 2 8 1 2 8 1 2 1 2 12 1 2 1 2 1 2 12 12 12 1 2 8 1 2 8 1 2 1 2 13 1 2 1 2 1 2 13 13 13 1 2 8 1 2 8 1 2 1 2 14 1 2 1 2 1 2 14 14 14 1 2 8 1 2 8 1 2 1 2 15 1 2 1 2 1 2 15 15 15 1 2 8 1 2 8 1 2 1 2 16 1 2 1 2 1 2 16 16 16 1 2 8 1 2 8 1 2 1 2 17 1 2 1 2 1 2 17 17 17 1 2 8 1 2 8 1 2 1 2 18 1 2 1 2 1 2 18 18 18 1 2 8 1 2 8 1 2 1 2 19 1 2 1 2 1 2 19 19 19 1 2 8 1 2 8 1 2 1 2 M AR Q UE U M A CR UZ AQ UI SE F O R AC RE SC EN TA DO Q UE ST IO NA RI O NA Q. 11 SE A M AE B IO LÓ G IC A NÃ O É M EM BR O D O A G RE G AD O , M AR QU E " 00 " NA Q. 13 SE O P AI B IO L Ó G IC O N ÃO É M EM BR O DO AG RE G AD O , M AR QU E " 00 " PR O XI M A LI NH A PR O XI M A LI NH A PR O XI M A LI NH A PR O XI M A LI NH A PR O XI M A LI NH A PR O XI M A LI NH A PR O XI M A LI NH A PR O XI M A LI NH A PR O XI M A LI NH A PR O XI M A LI NH A 2 | 239Questionários Nº. QUESTÕES E FILTROS PASSE A 21 Qual é a principal fonte de abastecimento de água que utiliza no agregado? AGUA CANALIZADA DA REDE PÚBLICA CHAFARIZ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . AUTO-TANQUE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CISTERNA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . POÇO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . NASCENTE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . LEVADA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . OUTRA______________________________ (ESPECIFIQUE) 22 Quanto tempo necessita para apanhar água (ida e volta)? MINUTOS . . . . . . . . . . . . NÃO VAI A NENHUM SITIO.998 22A A água para beber vem da mesma fonte? SIM . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22C NÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22B Qual é a principal fonte de água que utiliza para beber? AGUA CANALIZADA DA REDE PÚBLICA ÁGUA DE GARRAFA . . . . . . . . . . . . . . . . . 23 CHAFARIZ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . AUTOTANQUE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CISTERNA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . POÇO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . NASCENTE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . LEVADA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . OUTRA______________________________ (ESPECIFIQUE) 22C A água para beber é filtrada, desinfectada com lixívia ou fervida? FILTRADA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 . . 2 FERVIDA…………………………………. 3 NÃO TRATA AGUA…………………………. 4 1CASA DE BANHO COM RETRETE 62 96 1 2 12 22A11 21 31 41 51 61 51 11 SECÇÃO B: CARACTERISTICAS E CONDIÇÕES DA HABITAÇÃO 61 62 96 DESINFECTADA COM LIXÍVIA. 21 31 41 1 23 A sua casa tem: 2 3 24 A 4 24 A 24 A sua casa de banho é partilhada com outro agregado familiar? SIM . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . NÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24A A quem pertence esta casa? ARRENDADA/SUB-ARRENDADA …………. PRÓPRIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CEDIDA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . OUTRO 24B Qual é o principal modo de evacuação das águas residuais? FOSSA SÉPTICA.1 REDE ESGOTO.2 REDOR DA CASA.3 NATUREZA.4 OUTRO 25 A sua casa tem: SIM NÃO . . 1 2 Electricidade? . . 1 2 Rádio? . . 1 2 Frigorífico? . . 1 2 Televisão . . 1 2 Vídeo cassete/DVD? . . 1 2 Automóvel particular? TELEFONE . 1 2 Telefone? CASA DE BANHO COM RETRETE. (ESPECIFIQUE) (ESPECIFIQUE) TELEVISÃO. CASA DE BANHO SEM RETRETE. SÓ RETRETE/LATRINA. SEM CASA DE BANHO, SEM RETRETE/LATRINA. ELECTRICIDADE. RÁDIO. FRIGORÍFICO. VÍDEO CASSETE/DVD. AUTOMÓVEL PARTICULAR 2 1 2 1 6 3 6 3 240 | Questionários Nº. QUESTÕES E FILTROS PASSE A SECÇÃO B: CARACTERISTICAS E CONDIÇÕES DA HABITAÇÃO MADEIRA/CARVÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . LENHA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26 Qual é a principal fonte de energia que utiliza para PETRÓLEO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . preparação dos alimentos? GAZ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ELECTRICIDADE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . OUTRA BETÃO ARMADO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 TELHA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 27 Qual é o material predominante no tecto? FIBRO-CIMENTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 PALHA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 LATA/CARTÃO/SACO . . . . . . . . . . . . . . 5 OUTRO 6 27A NÚMERO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27B Destas, quantas são utilizadas para dormir? NÚMERO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . PEDRA SOLTA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 27C Qual é o material predominante nas paredes? PEDRA E ARGAMASSA . . . . . . . . . . . . 2 BLOCOS DE CIMENTO . . . . . . . . . . . . 3 PEDRA E TERRA . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 OUTRO 6 TERRA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 CIMENTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12 27D Qual é o material predominante no pavimento? PEDRA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13 (SEM CONTAR COM A COZINHA E CASA DE BANHO) MADEIRA OU PARQUET . . . . . . . . . . . . 14 MOSAICO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 MARMORE OU GRANITO . . . . . . . . 16 OUTRO_____________________________ 96 (ESPECIFIQUE) (ESPECIFIQUE) (ESPECIFIQUE) (ESPECIFIQUE) Quantas divisões tem a sua casa ( SEM CONTAR COM CASA DE BANHO E COZINHA)? 6 2 3 4 5 1 4 | 241Questionários 1 M ED ID O 2 AU SE NT E 3 R EC US A 6 O UT R O ID AD E 15 - 17 ID AD E 18 - 49 AC O R D AD O R EC US A N ÃO SI M / N S 1 2 1 2 . PA SS E A 46 AS SI N A PR ÓX IM A LI N H A 1 2 1 2 PA SS E A 46 AS SI N A PR ÓX IM A LI N H A . 1 2 1 2 1 2 PA SS E A 46 AS SI N A PR ÓX IM A LI N H A . 1 2 1 2 1 2 PA SS E A 46 AS SI N A PR ÓX IM A LI N H A . 1 2 R ES UL TA D O H EM O G LO BI N A N º D E LI N H A D O S PA IS /A D UL TO R ES PO N SÁ VE L AC TU AL M EN TE G R ÁV ID A (49 ) (48 ) (g/ dl ) CI RC UL E O CO DI G O (E FA ÇA AS SI NA R) VE R IF IQ UE A CO LU NA (7) (47 ) SE CÇ ÃO C : TE ST E D E H EM O G LO BI NA LE IA A D EC LA R AÇ ÃO D E CO N SE N TI M EN TO PA R A A IN QU IR ID A /P AI S O U AD UL TO R ES PO N SÁ VE L SÓ PA RA O S AG RE G AD O S EL EG ÍV EI S PA RA O T ES TE D E HE M O G LO BI NA E V IH /S ID A QU AL É A D AT A D E N AS CI M EN TO D O (N O M E) VE RI FI QU E AS CO LU NA S (2) , (7 ), ( 8), e (9) D O QU AD RO DO AG RE G AD O FA M IL IA R: M AR QU E O NÚ ME RO DA LI NH A, O NO M E E A ID AD E DE TO DA S AS M UL HE RE S DE 1 5- 49 A NO S AS SI M CO M O TO DA S AS C RI AN ÇA S NA CI DA S AP ÓS JA NE IR O D E 20 00 AN O 39 36 37 38 M ED ID A DO NÍ VE L DE HE M O G LO BI NA NA S M UL HE RE S DE 15 -4 9 AN O S N º D E LI N H A D A CO L( 8) N O M E DA P ES SO A QU E CO NS TA N A CO L( 2) ID A D E D A PE SS O A QU E CO NS TA N A CO L( 7) N ÍV EL D E (44 ) (45 ) (46 ) 1 2 1 2 PA SS E A 46 AS SI N A PR ÓX IM A LI N H A . 1 2 1 2 1 2 PA SS E A 46 AS SI N A PR ÓX IM A LI N H A . 1 2 1 M ED ID O 2 AU SE NT E 3 R EC US A 6 O UT R O AC O R D AD O R EC US A 1 2 AS SI N A PR ÓX IM A LI N H A . 1 2 AS SI N A PR ÓX IM A LI N H A . 1 2 AS SI N A PR ÓX IM A LI N H A . 1 2 AS SI N A PR ÓX IM A LI N H A . 1 2 AS SI N A PR ÓX IM A LI N H A . 1 2 AS SI N A PR ÓX IM A LI N H A . CI R CU LE O CO D IG O (E FA ÇA AS SI N AR ) H EM O G LO BI N A N ÍV EL D E (g/ dl ) LE IA A D EC LA R AÇ ÃO D E CO N SE N TI M EN TO PA R A A IN QU IR ID A /P AI S O U AD UL TO R ES PO N SÁ VE L R ES UL TA D O N º D E LI N H A D O S PA IS /A D UL TO R ES PO N SÁ VE L N º D E LI N H A D A CO L( 9) ID A D E D A PE SS O A QU E CO NS TA N A CO L. (7) M ED ID A DO NÍ VE L DE HE M O G LO BI NA NA S CR IA NÇ AS N AS CI DA S EM 20 00 O U DE PO IS QU AL É A D AT A D E N AS CI M EN TO D O (N O M E) N O M E DA P ES SO A QU E CO NS TA N A CO L. (2) AN O AN O D IA M ÊS 6 242 | Questionários VE RI FI QU E AS CO LU NA S( 2), (7) (8A ) D O QU AD RO DO AG RE G AD O FA M IL IA R: M AR QU E O NÚ M ER O DA LI NH A O NO M E E ID AD E DE TO DO S O S HO M EN S DE 15 - 59 AN O S ID AD E 15 -1 7 ID AD E 18 -5 9 AC O RD AD O R EC US A 1 2 1 2 . PA SS E A 46 AS SI N A PR ÓX IM A LI N H A 1 2 1 2 PA SS E A 46 AS SI N A PR ÓX IM A LI N H A . 1 2 1 2 Ó 2 AU SE NT E 3 R EC US A 6 O UT R O LE IA A D EC LA R AÇ ÃO D E CO N SE N TI M EN TO PA R A O IN QU IR ID O E PA R A O S PA IS D O IN QU IR ID O CI R CU LE O CO D IG O (E FA ÇA AS SI N AR ) H EM O G LO BI N A R ES UL TA D O 1 M ED ID O VE R IF IQ UE A CO LU NA (7) (47 ) N ÍV EL D E N º D E LI N H A D O S PA IS /A D UL TO R ES PO N SÁ VE L (g/ dl ) SE CÇ ÃO C (C O NT IN UA ÇÃ O ) : TE ST E D E H EM O G LO BI NA M ED ID A DO NÍ VE L DE HE M O G LO BI NA NO S HO M EN S DE 15 - 59 AN O S (49 ) AN O (44 ) (45 ) (46 ) QU AL É A D AT A D E N AS CI M EN TO D O (N O M E) N º D E LI N H A D A CO L( 8A ) N O M E DA P ES SO A QU E CO NS TA N A CO L( 2) ID A D E D A PE SS O A QU E CO NS TA N A CO L( 7) 36 37 38 39 PA SS E A 46 AS SI N A PR ÓX IM A LI N H A . 1 2 1 2 PA SS E A 46 AS SI N A PR ÓX IM A LI N H A . 1 2 1 2 PA SS E A 46 AS SI N A PR ÓX IM A LI N H A . 1 2 1 2 PA SS E A 46 AS SI N A PR ÓX IM A LI N H A . 7 | 243Questionários 50 VERIFIQUE 47 e 48 NÚMERO DE PESSOAS CUJO NÍVEL DE HEMOGLOBINA É INFERIOR A UM LIMIAR UM OU MAIS NENHUM ATRIBUA A CADA MULHER/HOMEM/PAIS/ ATRIBUA A CADA MULHER/HOMEM/PAIS/ OU ADULTO RESPONSÁVEL OU ADULTO RESPONSÁVEL, O RESULTADO DO TESTE DE HEMOGLOBINA E O RESULTADO DO NÍVEL DE HEMOGLOBINA. PROSSIGA COM 51** 51 Nós detectamos um baixo nível de hemoglobina no (seu sangue/ou sangue do NOME DA CRIANÇA/DAS CRIANÇAS). Isto significa que(você/NOME DE CRIANÇA/DAS CRIANÇAS) pode estar com anemia, e isto pode constituir um sério problema de saúde. Para obter o tratamento apropriado, aconselhamos-lhe a dirigir-se à Delgacia de Saude, a propósito do (vosso estado/o estado do NOME DE CRIANÇA/DAS CRIANÇAS) . Você quer que esta informação sobre o nível de hemoglobina no(seu sangue/ NOME DE CRIANÇA/DAS CRIANÇAS) seja transmitido ao médico da Delegacia de Saude? SIM………………………………………1 NÃO…………………………………….2 SIM………………………………………1 NÃO…………………………………….2 SIM………………………………………1 NÃO…………………………………….2 SIM………………………………………1 NÃO…………………………………….2 SIM………………………………………1 NÃO…………………………………….2 SIM………………………………………1 ACEITA QUE A INFORMAÇÃO SEJA TRANSMITIDA? MULHERES DE 18-49 E HOMENS DE 18-59 ANOS MULHERES E HOMENS DE 15-17 ANOS E CRIANÇAS MENORES DE 6 ANOS NOME DA PESSOA COM HEMOGLOBINA ABAIXO DO LIMIAR NOME DOS PAIS /ADULTO RESPONSÁVEL NÃO…………………………………….2 SIM………………………………………1 NÃO…………………………………….2 SIM………………………………………1 NÃO…………………………………….2 SIM………………………………………1 NÃO…………………………………….2 SIM………………………………………1 NÃO…………………………………….2 SIM………………………………………1 NÃO…………………………………….2 SIM………………………………………1 NÃO…………………………………….2 SIM………………………………………1 NÃO…………………………………….2 * ** Se uma criança tiver o nível de hemoglobina inferior a 11g/dl, uma mulher tiver o nível inferior a 12 g/dl ou um homem um nível inferior a 13g/dl então leia a declaração na Q.51 para cada mulher, homem ou pais/responsável da criança O limiar é de 9 g/dl para as mulheres grávidas e 7 g/dl para as crianças e mulheres que não estão grávidas(ou para quem não sabe se está grávida) 8 244 | Questionários O NOME, E A IDADE DE TODAS AS MULHERES DE 15-49 ANOS E DE TODOS OS HOMENS DE 15-59 ANOS CIRCULE O CODIGO (E FAÇA ASSINAR) IDADE ACORDADO RECUSA 1 2 1 2 PASSE A 58 ASSINA PRÓXIMA LINHA 1 2 1 2 PASSE A 58 ASSINA PRÓXIMA LINHA 1 2 1 2 PASSE A 58 ASSINA PRÓXIMA LINHA 1 2 1 2 PASSE A 58 ASSINA PRÓXIMA LINHA 1 2 1 2 PASSE A 58 ASSINA PRÓXIMA LINHA 1 2 1 2 PASSE A 58 ASSINA PRÓXIMA LINHA RESULTADO LEIA A DECLARAÇÃO DE CONSENTIMENTO PARA O INQUIRIDA/PAIS OU ADULTO RESPONSÁVEL Nº DE LINHA DO PAI OU MÃE /ADULTO RESPONSÁVEL 15-17 18-49 VERIFIQUE A COLUNA (55) SECÇÃO D: TESTE DE VIH CONSENTIMENTO PARA FAZER O TESTE DE VIH VERIFIQUE AS COLUNAS (8), (8A) DO QUADRO DO AGREGADO FAMILIAR: MARQUE O NÚMERO DA LINHA, 2-NÃO TESTADO TESTE DO HIV NAS MULHERES DE 15-49 ANOS 1-TESTADO (59)(56) (57) (58) EM ANOS EM ANOS (52) Nº DE LINHA NA COL(8) EM ANOS EM ANOS (53) NOME DA PESSOA QUE CONSTA DA COL(2) EM ANOS IDADE DA PESSOA QUE CONSTA NA COL(7) EM ANOS (55) PASSE A 58 ASSINA PRÓXIMA LINHA RESULTADO CIRCULE O CODIGO (E FAÇA ASSINAR) IDADE 18-59 ACORDADO RECUSA 1 2 1 2 PASSE A 58 ASSINA PRÓXIMA LINHA 1 2 1 2 PASSE A 58 ASSINA PRÓXIMA LINHA 1 2 1 2 PASSE A 58 ASSINA PRÓXIMA LINHA 1 2 1 2 PASSE A 58 ASSINA PRÓXIMA LINHA 1 2 1 2 PASSE A 58 ASSINA PRÓXIMA LINHA MARQUE UMA CRUZ AQUI SE FOR ACRESCENTADO QUESTIONÁRIO EM ANOS EM ANOS EM ANOS EM ANOS IDADE DA PESSOA QUE CONSTA NA COL.(7) NOME DA PESSOA QUE CONSTA DA COL.(2) Nº DE LINHA NA OU COL(8A) EM ANOS 15-17 VERIFIQUE A COLUNA (55) Nº DE LINHA DO PAI OU MÃE/ADULTO RESPONSÁVEL 2--NÃO TESTADO 1--TESTADO TESTE DO HIV NOS HOMENS 15-59 ANOS LEIA A DECLARAÇÃO DE CONSENTIMENTO PARA O INQUIRIDA/PAIS OU ADULTO RESPONSÁVEL 9 | 245Questionários C A B O V E R D E – ID SR -I I, 20 05 FI C H A D E TR A N SF E R ÊN C IA D A S A M O ST R A S D E SA N G U E (D O B R A R A F IC H A C O N FO R M E O S TR A C EJ A D O S D O V ER SO — G U A R D A R A F IC H A D EN TR O D E U M Z IP LO C G R A N D E, C O N JU N TA M EN TE C O M O S C A R TÕ ES A M A R EL O S D O M ES M O D R , A TÉ A A SS IN A TU R A F IN A L) ┌─ ── ┬─ ── ┐ N Ú M ER O │░ ░ │ ░░ │ D A É Q U IP A │░ ░ │ ░ │ └─ ── ┴─ ── ┘ ┌─ ── ┬─ ── ┬─ ── ┐ N Ú M ER O │░ ░ │ ░ ░ │ ░░ │ D 0 D R │░ │░ ░ │ ░ ░ │ └─ ── ┴─ ── ┴─ ── ┘ PE SS O A EN C A R R EG A D A D E EN V IA R / R EC EB ER A S A M O ST R A S D E SA N G U E Q U A N D O É Q U E A F IC H A D EV E SE R P R EE N C H ID A ? N Ú M ER O D E A M O ST R A S D E SA N G U E C O LE C TA D A S A SS IN A TU R A (C O N FI R M A N D O A PR ES EN Ç A D E C A D A A M O ST R A — V ER O V ER SO D ES TA F IC H A ) A SS IN A TU R A (C O N FI R M A N D O Q U E O N Ú M ER O D E A M O ST R A S D E SA N G U E C O R R ES PO N D E A O N º I N D IC A D O N A C O L. 3 ) D A TA A N O TA Ç Õ ES (A N O TA R T O D A S A S D IF ÉR EN Ç A S O B SE R V A D A S N O N Ú M ER O D E A M O ST R A S A Q U A N D O D E C A D A V ÉR IF IC A Ç Ã O ) (1 ) (2 ) (3 ) (4 ) (5 ) (6 ) (7 ) O E N FE R M EI R O D A EQ U IP A Q U A N D O O D R E ST IV ER C O M PL ÈT A M EN TE TE R M IN A D O ┌─ ── ─┬ ── ── ┐ │░ ░ │ ░ ░ │ │░ ░ │ ░ ░ │ └─ ── ─┴ ── ── ┘ C O O R D EN A D O R D E TE R R EN O N O M O M EN TO E M Q U E A S A M O ST R A S SÃ O R EC O LH ID A S N O T ER R EN O PA R A S ER EM TR A N SP O R TA D A S PA R A O G A B IN ET E D O IN Q U ÉR IT O ┌─ ── ─┬ ── ── ┐ │░ ░ │ ░ ░ │ │░ ░ │ ░ ░ │ └─ ── ─┴ ── ── ┘ D IR EC TO R T ÉC N IC O / C O O R D EN A D O R M ÉD IC O N A R EC EP Ç Ã O N O G A B IN ET E D O IN Q U ÉR IT O ┌─ ── ─┬ ── ── ┐ │░ ░ │ ░ ░ │ │░ ░ │ ░ ░ │ └─ ── ─┴ ── ── ┘ R ES PO N SÁ V EL TÉ C N IC O D O LA B O R A TÓ R IO N A R EC EP Ç Ã O N O LA B O R A TÓ R IO ┌─ ── ─┬ ── ── ┐ │░ ░ │ ░ ░ │ │░ ░ │ ░ ░ │ └─ ── ─┴ ── ── ┘ A s d ua s f ac es d es ta fi ch a de ve m se r f ot oc op ia da s n o la bo ra tó rio . A o rig in al d ev e se r d ev ol vi da a o D ire ct or T éc ni co / C oo rd en ad or m éd ic o ap ós a ss in at ur a do la bo ra tó rio c on fir m an do a re ce pç ão e a v er ifi ca çã o. O la bo ra tó rio d es tru irá e ss a fic ha d ep oi s d e co m pl et ar a a ná lis e da s a m os tra s d e sa ng ue se co . 246 | Questionários FICHA DE TRANSFERÊNCIA DAS AMOSTRAS DE SANGUE – Continuação NO. CÓDIGOS DE BARRAS DAS AMOSTRAS Enferm. Lab. NO. CÓDIGOS DE BARRAS DAS AMOSTRAS Enferm. Lab. 1 : : : 16 2 : : : 17 3 : : : 18 4 : : : 19 5 : : : 20 6 : : : 21 7 : : : 22 ------ ------------------------------------------------------------------ -------- �------ Dobrar aqui --- ─� ------------------------------------------------------------ -------- -------- 8 : : : 23 9 : : : 24 10 : : : 25 11 : : : 26 12 : : : 27 13 : : : 28 14 : : : 29 15 : : : 30 | 247Questionários INFORMAÇÃO PARA OBTENÇÃO DO CONSENTIMENTO ESCLARECIDO Para os testes de VIH e Hemoglobina Neste inquérito, nós estudamos a fecundidade e saúde reprodutiva mas também a prevalência do VIH no seio dos homens dos 15-59 anos e das mulheres dos 15-49 anos. Neste inquérito estudamos ainda a prevalência da anemia no seio dos homens e mulheres atrás referidos e das crianças menores de cinco anos. O VIH é o vírus que causa uma doença grave chamada SIDA, que geralmente é mortal. Este inquérito irá ajudar a desenvolver programas para prevenir e combater o VIH/SIDA e a anemia. Para isso, foram seleccionados aleatóriamente 3000 mulheres e 3000 homens em todo o país, para doarem algumas gotas de sangue da ponta do dedo. Você é uma das pessoas seleccionadas para este estudo. Embora você não seja obrigado a participar, gostaríamos de recolher algumas gotas de sangue através de picada na ponta do dedo com instrumentos novos esterilizados e de utilização única e individual que serão descartados imediatamente após uso, de modo a não causar nenhum risco à sua saúde. O teste de VIH é anónimo e para isso nenhuma informação sobre a sua identificação será associada ao sangue que der para este estudo. O seu sangue será transportado ao laboratório do Hospital Dr. Agostinho Neto para análise. As pessoas que farão a análise do seu sangue não sabem a quem pertencem as amostras de sangue e por isso não poderão identifica-lo. Porém , quer aceite ou não fazer o teste, e se quiser conhecer o seu seroestatuto entregar-lhe-emos um cartão verde com o qual irá à Delegacia de Saúde do seu concelho para receber aconselhamento e despistagem gratuita do VIH. Em relação ao teste de hemoglobina , o exame é feito imediatamente. E, após 3 a 4 minutos ficará a saber se tem anemia (sangue fraco) ou não. Às vezes é grave e se não for tratado a tempo pode ser mortal. Se assim for, será encaminhado aos serviços de saúde para consulta e tratamento. Iremos também dar-lhe um folheto sobre a prevenção da anemia. Participando neste inquérito estará a contribuir para a melhoria da prestação dos cuidados de saúde em Cabo Verde. Se quiser fazer alguma pergunta ou pedir algum esclarecimento pode fazê-lo, porque terei muito gosto em responder. Certifique-se, e não se esqueça de mandar (ou dar) a cada pessoa elegível para o teste de VIH, quer ela tenha aceitado ou não fazer o teste, um cartão “ Aconselhamento e Despistagem Voluntário e Gratuito do VIH”, caso ele assim o desejar. Diga-lhe o seguinte: “Esta carta vai-lhe permitir beneficiar dos conselhos e de fazer o teste de VIH gratuito”. Se você desejar fazer o teste, você pode dirigir-se, munido deste cartão à Delegacia de Saúde. Nesta estrutura, você irá receber as informações sobre o VIH e os meios de o evitar. E fará de novo um teste, que irá lhe permitir conhecer o seu resultado. Você tem alguma questão ou esclarecimento a pedir acerca desta carta ou do sítio para onde deve dirigir-se? 248 | Questionários INQUÉRITO DEMOGRÁFICO E DE SAÚDE REPRODUTIVA QUESTIONÁRIO INDIVIDUAL MULHER Confidencial SEGREDO ESTATÍSTICO (Art.7º da lei n.º 15/v/96) As informações solicitadas neste Questionário são confidenciais e só serão utilizadas para fins estatísticos IDENTIFICAÇÃO ILHA . CONCELHO . FREGUESIA . Nº DR . URBANO/RURAL (1= URBANO, 2=RURAL) . NÚMERO DO AGREGADO FAMILIAR . NOME E NÚMERO DE LINHA DA MULHER . Nº DO QUESTIONÁRIO . VISITAS DA INQUIRIDORA 1 2 3 VISITA FINAL DATA . _____________ _____________ _____________ DIA . HORA . _____________ _____________ _____________ MÊS . ANO . 2 0 0 5 NOME DA INQUIRIDORA _____________ _____________ _____________ CÓDIGO DA INQUIRIDA RESULTADO* . _____________ _____________ _____________ RESULTADO * . PRÓXIMA VISITA DATA . . . NÚMERO TOTAL DE VISITAS HORA . . . * CÓDIGOS DE RESULTADOS 1 COMPLETA 4 ADIADA 2 INCOMPLETA 5 RECUSA 3 AUSENTES 6 INCAPACITADA / DOENTE 7 OUTRO ____________________ CONTROLADORA Código SUPERVISOR Código VERIFICADO POR DIGITADO POR NOME ______________ NOME _____________ NOME __________ NOME ___________ ________________________________ _______________________________ ________________ _________________ DATA: _____-______-______ DATA: _____-______-______ Código Código | 249Questionários 1 SECÇÃO 1. CARACTERÍSTICAS SÓCIO-DEMOGRÁFICAS INTRODUÇÃO E CONSENTIMENTO CONSENTIMENTO APÓS INFORMAÇÕES Bom dia. Meu nome é e eu trabalho para o INSTITUTO NACIONAL DE ESTATÍSTICA (INE) e o MINISTÉRIO DA SAÚDE. Estamos a realizar um inquérito nacional sobre a saúde das mulheres, dos homens e das crianças. Gostaríamos que você participasse neste inquérito. Por isso, pretendo colocar-lhe algumas questões sobre a sua saúde e sobre a saúde dos seus filhos. Estas informações serão úteis aos programas do governo para planear e organizar os serviços de saúde. A entrevista vai demorar cerca de 30 minutos. As informações que você nos fornecerá, serão estritamente confidenciais (em sigilo) e não serão transmitidas a outras pessoas. A sua participação neste inquérito é voluntária, mas de extrema importância. Você estará contribuindo muito para resolvermos alguns problemas que hoje em dia enfrentamos. Esperamos que aceite participar neste inquérito pois, a sua opinião como a de muitos mulheres e homens que vamos entrevistar é extremamente importante para nós. Você tem alguma questão ou quer pedir algum esclarecimento sobre o inquérito? Então, posso começar a entrevista? Assinatura da inquiridora: ______________________________________________ Data : ______ / _____ / ________ A INQUIRIDA ACEITOU RESPONDER . 1 A INQUIRIDA RECUSOU RESPONDER . 2 FIM NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 101 ANOTE A HORA HORA . MINUTOS . 102 Para começar, gostaria de saber até aos 12 anos, se viveu a maior parte de tempo numa cidade, vila ou no meio rural? PRAIA/MINDELO . 1 OUTRA CIDADE/VILA . 2 CIDADE NO ESTRANGEIRO . 3 ZONA RURAL . 4 103 Há quanto tempo vive neste Concelho de maneira continua? SE MENOS DE UM ANO, ANOTE “00” ANOS. SEMPRE VIVEU . 9 5 105 Em que mês e ano nasceu? MÊS. NÃO SABE O MÊS . 9 8 ANO. NÃO SABE O ANO. 9 9 9 8 106 Então, quantos anos fez no seu último aniversário? COMPARE E CORRIJA 105 E/OU 106 SE HOUVER INCOERÊNCIA. IDADE EM ANOS COMPLETOS . 250 | Questionários 2 106 A Onde nasceu ? (SE CABO VERDE : Concelho) RIBEIRA GRANDE . 11 PAÚL . 12 PORTO NOVO . 13 SÃO VICENTE . 21 SÃO NICOLAU . 31 SAL . 41 BOA VISTA . 51 MAIO . 61 TARRAFAL . 71 SANTA CATARINA .72 SANTA CRUZ . 73 PRAIA . 74 SÃO DOMINGOS . 75 SÃO MIGUEL . 76 MOSTEIROS . 81 SÃO FILIPE . 82 BRAVA . 91 PORTUGAL . 01 ESTADOS UNIDOS . 02 OUTRO PAÍS ___________________________ . 98 (ESPECIFIQUE) 106B Qual o seu local de residência há 5 anos atrás? (SE CABO VERDE : Concelho) RIBEIRA GRANDE . 11 PAÚL . 12 PORTO NOVO . 13 SÃO VICENTE . 21 SÃO NICOLAU . 31 SAL . 41 BOA VISTA . 51 MAIO . 61 TARRAFAL . 71 SANTA CATARINA .72 SANTA CRUZ . 73 PRAIA . 74 SÃO DOMINGOS . 75 SÃO MIGUEL . 76 MOSTEIROS . 81 SÃO FILIPE . 82 BRAVA . 91 PORTUGAL . 01 ESTADOS UNIDOS . 02 OUTRO PAÍS ___________________________ . 98 (ESPECIFIQUE) 107 Alguma vez frequentou um estabelecimento de ensino? SIM…. 1 NÃO………. 2 115 107 A Actualmente está a frequentar algum estabelecimento de ensino? SIM…. 1 108 NÃO………. 2 107B Qual foi a principal razão pela qual deixou de estudar? (NÃO LEIA AS ALTERNATIVAS) ENGRAVIDOU . 01 CASOU-SE/ FOI VIVER C/COMPANHEIRO. 02 TINHA QUE CUIDAR DOS FILHOS . 03 PRECISOU AJUDAR A FAMÍLIA . 04 NÃO PODE PAGAR A MENSALIDADE . 05 PRECISAVA TRABALHAR . 06 TERMINOU OS ESTUDOS . 07 MÁS NOTAS . 08 LIMITE DE IDADE . 09 ESCOLA DE DIFÍCIL ACESSO . 10 POR DOENÇA OU RAZÃO MÉDICA . 11 NÃO GOSTAVA DE ESTUDAR/ESCOLA. 12 OUTRO____________________________ . 96 (ESPECIFIQUE) | 251Questionários 3 108/ 109 Qual foi (é) o nível e a classe/fase mais elevada que frequentou ou que anda a frequentar? NÍVEL ANO/CLASSE/FASE PRÉ-ESCOLAR . 0 1 2 ALFABETIZAÇÃO . 1 1 2 3 EBI . 2 1 2 3 4 5 6 SECUNDÁRIO . 3 1 2 3 4 5 6 CURSO MÉDIO. 4 1 2 3 CURSO SUPERIOR . 5 1 2 3 4 5+ 110 VERIFIQUE 108/109 (NÍVEL) CÓDIGOS 0 (PRÉ-ESCOLAR) 1 (ALFABETIZAÇÃO) OU 2 (EBI) CIRCULADO SECUNDÁRIO OU MAIS . 114 111 Agora, gostaria que lesse essas frases em voz alta. MOSTRE A SUA CARTA À INQUIRIDA. SE NÃO CONSEGUE LER UMA FRASE INTEIRA, INSISTA PARA QUE LEIA UMA PARTE. LÊ FACILMENTE . 1 COM DIFICULDADE . 2 NÃO CONSEGUE LER . 3 115 NÃO QUIS LER/RECUSOU . 4 NÃO SE APLICA. 5 114 Tem hábito de ler jornal ou revista praticamente todos os dias, pelo menos uma vez por semana, de vez em quando, ou nunca ? PRATICAMENTE TODOS OS DIAS . 1 PELO MENOS UMA VEZ POR SEMANA . 2 DE VEZ EM QUANDO. 3 NUNCA . 4 115 Tem hábito de ouvir rádio, praticamente todos os dias, pelo menos uma vez por semana, de vez em quando, ou nunca ? PRATICAMENTE TODOS OS DIAS . 1 PELO MENOS UMA VEZ POR SEMANA . 2 DE VEZ EM QUANDO . 3 NUNCA . 4 116 115A Tem hábito de ouvir na rádio programas: SIM NÃO a) culturais/divertimento? CULTURAIS/DIVERTIMENTO . 1 2 b) desportivos? ESPORTIVOS . 1 2 c) noticiários? NOTICIÁRIOS . 1 2 d) religiosos? RELIGIOSOS . 1 2 e) outros programas? OUTROS ______________________ 1 2 (ESPECIFIQUE) 116 Tem hábito de assistir televisão, praticamente todos os dias, pelo menos uma vez por semana, de vez em quando, ou nunca? PRATICAMENTE TODOS OS DIAS . 1 PELO MENOS UMA VEZ POR SEMANA . 2 DE VEZ EM QUANDO. 3 NUNCA . 4 117 116A Tem hábito de assistir na televisão programas: SIM NÃO a) culturais/divertimento? CULTURAIS/DIVERTIMENTO . 1 2 b) desportivos? ESPORTIVOS . 1 2 c) telenovelas? TELENOVELAS . 1 2 d) noticiários? NOTICIÁRIOS . 1 2 e) religioso? RELIGIOSOS . 1 2 f) outros programas? OUTROS ______________________ 1 2 (ESPECIFIQUE) 117 Qual é a sua religião? CATÓLICA . 1 PROTESTANTE . 2 ADVENTISTA . 3 TESTEMUNHA DE JEOVA . 4 SEM RELIGIÃO . 5 OUTRA _______________________________ . 6 (ESPECIFIQUE) 252 | Questionários 4 SECÇÃO 2. REPRODUÇÃO NO. QUESTÕES E FILTROS CÓDIGOS PASSE A 201 Agora, gostaria de lhe fazer algumas perguntas sobre o número de filhos (nascidos vivos) que teve durante a sua vida. Já teve algum filho? SIM…. 1 NÃO………. 2 206 202 Tem algum filho ou filha que vive consigo actualmente? SIM…. 1 NÃO………. 2 204 203 Quantos filhos vivem consigo? FILHOS QUE VIVEM EM CASA . Quantas filhas vivem consigo? FILHAS QUE VIVEM EM CASA . SE NENHUM, MARQUE ‘ 00'. 204 Tem algum filho ou filha vivo, mas que não vive consigo actualmente? SIM…. 1 NÃO………. 2 206 205 Quantos filhos vivos não vivem consigo? FILHOS QUE VIVEM FORA DE CASA . Quantas filhas vivas não vivem consigo? FILHAS QUE VIVEM FORA DE CASA . SE NENHUM, MARQUE ‘ 00'. 206 Teve algum filho ou filha que nasceu vivo, mas que já morreu? SE NÃO, INSISTA: Teve alguma criança que gritou ou que deu um outro sinal de vida no momento de nascimento, mas que não sobreviveu? SIM…. 1 NÃO………. 2 208 207 Quantos rapazes faleceram? RAPAZES FALECIDOS . Quantas raparigas faleceram ? RAPARIGAS FALECIDAS . SE NENHUM, MARQUE ‘ 00'. 208 FAÇA A SOMA DAS RESPOSTAS DAS Q. 203, 205, e 207, E MARQUE O TOTAL. SE NENHUM, MARQUE '00'. TOTAL . 209 VERIFIQUE 208: Gostaria de certificar se entendi bem: Teve no TOTAL ___ crianças que nasceram vivas. É bem esse número? SIM . NÃO . INSISTA E CORRIJA 201 a 208 CORRECTAMENTE 210 VERIFIQUE 208 : UM NASCIMENTO OU MAIS NENHUM . 226 210A Os seus filhos têm todos o mesmo pai? SE NÃO, PERGUNTE SOBRE O NÚMERO DE PAIS SIM . 1 NÃO . 2 NÚMERO DE PAIS . | 253Questionários 5 211 Agora gostaria de ter mais detalhes sobre todos os filhos e filhas (nascidos vivos) que teve. Quer eles(as) estejam ainda vivos ou não, começando pelo primeiro. ANOTE OS NASCIMENTOS NA Q.212, E PARA CADA UM, PROSSIGA ATÉ À Q.221, ANTES DE PASSAR AO PRÓXIMO NASCIMENTO. ANOTE OS GÉMEOS / TRIGÉMEOS (.) EM LINHAS SEPARADAS. 212 213 214 215 216 217 218 219 220 221 SE AINDA VIVO : SE AINDA VIVO : SE AINDA VIVO : SE FALECIDO : Que nome deu ao seu (primeiro/ próximo) filho ? (SE NÃO TEM NOME, ESCREVA BEBÉ) O parto de (NOME) foi simples ou múltiplo? (NOME) é um rapaz ou uma rapariga ? Em que mês e ano (NOME) nasceu? INSISTA : qual é a sua data de nascimento ? (NOME) ainda está vivo ? Quantos anos fez (NOME) no seu último aniversário ? ANOTE IDADE EM ANOS COMPLE- TOS (NOME) vive consigo ? ANOTE O Nº DE LINHA DA CRIANÇA NA LISTA DO AGREGADO (ANOTE ‘00’ SE A CRIANÇA NÃO CONSTA NA LISTA DO AGREGADO) Quantos anos tinha (NOME) quando faleceu? SE ‘1 ANO’, INSISTA: Quantos meses tinha (NOME)? ANOTE EM DIAS SE MENOS DE 1 MÊS ; EM MESES SE MENOS DE 2 ANOS; OU EM ANOS SE > OU = 2 ANOS Houve outros nascimentos entre (NOME DO NASCIME- NTO PRECE- DENTE) e (NOME) ? 01 (NOME) SIMP .1 MULT .2 MAS….1 FEM….2 MÊS ANO SIM.1 NÃO….2 220 IDADE EM ANOS SIM .1 NÃO .2 NO DE LINHA (PROXIMO NASCIMENTO) DIAS .1 MESES .2 ANOS .3 02 (NOME) SIMP .1 MULT .2 MAS….1 FEM….2 MÊS ANO SIM.1 NÃO….2 220 IDADE EM ANOS SIM .1 NÃO .2 NO DE LINHA (IR Á 221) DIAS .1 MESES .2 ANOS .3 SIM….1 NÃO….2 03 (NOME) SIMP .1 MULT .2 MAS….1 FEM….2 MÊS ANO SIM.1 NÃO….2 220 IDADE EM ANOS SIM .1 NÃO .2 NO DE LINHA (IR Á 221) DIAS .1 MESES .2 ANOS .3 SIM….1 NÃO….2 04 (NOME) SIMP .1 MULT .2 MAS….1 FEM….2 MÊS ANO SIM.1 NÃO….2 220 IDADE EM ANOS SIM .1 NÃO .2 NO DE LINHA (IR Á 221) DIAS .1 MESES .2 ANOS .3 SIM….1 NÃO….2 05 (NOME) SIMP .1 MULT .2 MAS….1 FEM….2 MÊS ANO SIM.1 NÃO….2 220 IDADE EM ANOS SIM .1 NÃO .2 NO DE LINHA (IR Á 221) DIAS .1 MESES .2 ANOS .3 SIM….1 NÃO….2 06 (NOME) SIMP .1 MULT .2 MAS….1 FEM….2 MÊS ANO SIM.1 NÃO….2 220 IDADE EM ANOS SIM .1 NÃO .2 NO DE LINHA (IR Á 221) DIAS .1 MESES .2 ANOS .3 SIM….1 NÃO….2 07 (NOME) SIMP .1 MULT .2 MAS….1 FEM….2 MÊS ANO SIM.1 NÃO….2 220 IDADE EM ANOS SIM .1 NÃO .2 NO DE LINHA (IR Á 221) DIAS .1 MESES .2 ANOS .3 SIM….1 NÃO….2 254 | Questionários 6 212 213 214 215 216 217 218 219 220 221 SE AINDA VIVO : SE AINDA VIVO : SE AINDA VIVO : SE FALECIDO : Que nome deu ao seu (primeiro/ próximo) filho ? (SE NÃO TEM NOME, ESCREVA BEBÉ) O parto de (NOME) foi simples ou múltiplo? (NOME) é um rapaz ou uma rapariga ? Em que mês e ano (NOME) nasceu? INSISTA : qual é a sua data de nascimento ? (NOME) ainda está vivo ? Quantos anos fez (NOME) no seu último aniversário ? ANOTE IDADE EM ANOS COMPLE- TOS (NOME) vive consigo ? ANOTE O NO DE LINHA DA CRIANÇA NA LISTA DO AGREGADO (ANOTE ‘00' SE A CRIANÇA NÃO CONSTA NA LISTA DO AGREGADO) Quantos anos tinha (NOME) quando faleceu? SE '1 ANO', INSISTA: Quantos meses tinha (NOME)? ANOTE EM DIAS SE MENOS DE 1 MÊS ; EM MESES SE MENOS DE 2 ANOS; OU EM ANOS SE > OU = 2 ANOS Houve outros nascimentos entre (NOME DO NASCIME- NTO PRECE- DENTE) e (NOME) ? 08 (NOME) SIMP .1 MULT .2 MAS….1 FEM….2 MÊS ANO SIM.1 NÃO….2 220 IDADE EM ANOS SIM .1 NÃO .2 NO DE LINHA (IR A 221) DIAS .1 MESES .2 ANOS .3 SIM….1 NAO….2 09 (NOME) SIMP .1 MULT .2 MAS….1 FEM….2 MÊS ANO SIM.1 NÃO….2 220 IDADE EM ANOS SIM .1 NÃO .2 NO DE LINHA (IR A 221) DIAS .1 MESES .2 ANOS .3 SIM….1 NAO….2 10 (NOME) SIMP .1 MULT .2 MAS….1 FEM….2 MÊS ANO SIM.1 NÃO….2 220 IDADE EM ANOS SIM .1 NÃO .2 NO DE LINHA (IR A 221) DIAS .1 MESES .2 ANOS .3 SIM….1 NAO….2 11 (NOME) SIMP .1 MULT .2 MAS….1 FEM….2 MÊS ANO SIM….1 NAO….2 220 IDADE EM ANOS SIM .1 NÃO .2 NO DE LINHA (IR A 221) DIAS .1 MESES .2 ANOS .3 SIM….1 NAO….2 12 (NOME) SIMP .1 MULT .2 MAS….1 FEM….2 MÊS ANO SIM….1 NAO….2 220 IDADE EM ANOS SIM .1 NÃO .2 NO DE LINHA (IR A 221) DIAS .1 MESES .2 ANOS .3 SIM….1 NAO….2 13 (NOME) SIMP .1 MULT .2 MAS….1 FEM….2 MÊS ANO SIM….1 NAO….2 220 IDADE EM ANOS SIM .1 NÃO .2 NO DE LINHA (IR A 221) DIAS .1 MESES .2 ANOS .3 SIM….1 NAO….2 14 (NOME) SIMP .1 MULT .2 MAS….1 FEM….2 MÊS ANO SIM….1 NAO….2 220 IDADE EM ANOS SIM .1 NÃO .2 NO DE LINHA (IR A 221) DIAS .1 MESES .2 ANOS .3 SIM….1 NAO….2 | 255Questionários 7 NO. QUESTÕES E FILTROS CÓDIGOS PASSE A 222 Teve outros filhos que nasceram vivos depois do nascimento de (NOME DO ULTIMO FILHO NASCIDO VIVO, CITADO)? SIM…. 1 NÃO………. 2 223 COMPARE Q.208 COM O NUMERO DE NASCIMENTOS REGISTADOS NO QUADRO ACIMA E INDIQUE : OS NUMEROS SAO IGUAIS OS NUMEROS SÃO DIFERENTES (INSISTA E CORRIJA) VERIFIQUE: 4 PARA CADA NASCIMENTO: O ANO DE NASCIMENTO ESTÁ REGISTADO . 4PARA CADA FILHO(A) VIVO(A) : A IDADE ACTUAL ESTÀ REGISTADA. 4PARA CADA FILHO(A) FALECIDO(A) : A IDADE AO FALECIMENTO ESTÀ REGISTADA . 4PARA AS CRIANÇAS QUE FALECERAM NOS PRIMEIROS 23 MESES DE VIDA, A IDADE CORRECTA AO FALECIMENTO ESTÁ REGISTADA EM MESES. 224 VERIFIQUE Q.215 E REGISTE O NUMERO DE NASCIMENTOS A PARTIR DE JANEIRO 2000. SE NENHUM, REGISTE '0'. 225 PARA CADA NASCIMENTO A PARTIR DE JANEIRO DE 2000, ESCREVA 'N' NO MES DE NASCIMENTO NO CALENDÁRIO (COL.1). PARA CADA NASCIMENTO, PERGUNTA O NUMERO DE MESES DE DURACAO DA GRAVIDEZ, E ESCREVA 'G' EM CADA UM DOS MESES PRECEDENTES, DE ACORDO COM A DURACAO DA GRAVIDEZ. (OBS: O NUMERO DE 'G' DEVE SER IGUAL AO NUMERO DE MESES QUE A GRAVIDEZ DUROU MENOS UM). ESCREVA O NOME DA CRIANCA A ESQUERDA DO CODIGO 'N'. 256 | Questionários 8 NO. QUESTÕES E FILTROS CÓDIGOS PASSE A 226 Está grávida actualmente? SIM . 1 NÃO ………. 2 229 NÃO SABE ……….8 227 Com quantos meses de gravidez está? ESCREVA “G” NO CALENDÁRIO (COL.1), COMEÇANDO PELO MÊS DO INQUËRITO E PARA O NÜMERO TOTAL DE MESES COMPLETOS DECLARADOS. MESES. 228 No momento em que ficou grávida: Queria ter mesmo um filho, queria esperar para mais tarde, ou não queria ter mais filhos ? NAQUELE MOMENTO . 1 MAIS TARDE . 2 NÃO QUERIA TER MAIS FILHOS . 3 229 Teve alguma gravidez que terminou em aborto ou em nado-morto ? ABORTO ESPONTANEO . 1 ABORTO PROVOCADO . 2 NADO MORTO . 3 ABORTO E NADO MORTO . 4 NENHUM . 5 237 230 Em que mês e ano aconteceu a última gravidez que terminou em aborto ou em nado-morto? MÊS. ANO. 231 VERIFIQUE 230 : ULTIMA GRAVIDEZ TERMINOU EM JAN. 2000 OU MAIS TARDE ULTIMA GRAVIDEZ TERMINOU ANTES JAN. 2000 237 232 Com quantos meses de gravidez estava quando a sua última gravidez terminou em aborto ou em nado-morto? REGISTE O NUMERO EM MESES COMPLETOS. ESCREVA 'F' NO CALENDÁRIO (COL.1), NO MES EM QUE TERMINOU A GRAVIDEZ, E 'G' PARA OS OUTROS MESES PRECEDENTES COMPLETOS. MESES. 233 Teve outras gravidezes que não terminaram em nados-vivos ? SIM…. 1 NÃO………. 2 237 234 DIGA-ME POR FAVOR A DATA DE TERMINO E A DURAÇÃO DE TODAS AS GRAVIDEZES QUE NÃO TERMINARAM EM NADO VIVO, DESDE JANEIRO DE 2000 ATÉ AGORA, COMEÇANDO PELA ÚLTIMA GRAVIDEZ. ESCREVA 'F' NO CALENDÁRIO (COL.1), NO MES EM QUE TERMINOU A GRAVIDEZ, E 'G' PARA OS OUTROS MESES COMPLETOS. 235 Teve alguma gravidez que terminou antes de Janeiro de 2000, e que não resultou em nado-vivo? SIM…. 1 NÃO………. 2 237 236 Indique o mês e o ano em que terminou a última gravidez que não resultou em nado- vivo, antes de janeiro de 2000. MÊS. ANO. | 257Questionários 9 NO. QUESTÕES E FILTROS CÓDIGOS PASSE A Quando é que veio a sua última menstruação? HA DIAS .1 237 HA SEMANAS .2 HA MESES .3 ______________________________________ HA ANOS .4 ESTA EM MENOPAUSA . 993 (ESCREVA A DATA EXACTA, SE HOUVER) TEVE UMA HISTERECTOMIA . 994 ANTES DA ÚLTIMA GRAVIDEZ . 995 NUNCA MENSTRUOU . 996 238 Acha que existem dias, entre uma menstruação e outra, nos quais a mulher tem mais facilidade de ficar grávida? SIM . 1 NÃO ………. 2 239A NÃO SABE ………. 8 239 Entre uma menstruação e outra, qual é o momento em que a mulher tem mais facilidade de ficar grávida: dias antes da menstruação, durante a menstruação, dias após a menstruação ou no meio do ciclo menstrual? DIAS ANTES MENSTRUAÇÃO . 1 DURANTE A MENSTRUAÇÃO . 2 DIAS APÓS A MENSTRUAÇÃO . 3 NO MEIO DO CICLO MENSTRUAL . 4 OUTRO______________________________ . 6 (ESPECIFIQUE) NÃO SABE . 8 239A Alguma vez fez um exame ginecológico/exame genital na marquesa (sem ser o pré-natal)? SIM . 1 NÃO ………. 2 301 239B Em que lugar fez o último exame ginecológico? HOSPITAL . 1 CENTRO DE SAÚDE . 2 POSTO SANITÁRIO . 3 UNIDADE SANITÁRIA DE BASE . 4 PMI/PF – CENTRO DE SR . 5 CLÍNICA PRIVADA . 6 OUTRO______________________________ . 7 (ESPECIFIQUE) NÃO SABE . 8 239C Nos últimos 12 meses fez algum exame ginecológico? SIM . 1 NÃO ………. 2 258 | Questionários 10 SECÇÃO 3. CONTRACEPÇÃO Agora gostaria de lhe fazer algumas perguntas sobre o planeamento familiar – os diferentes meios ou métodos que as pessoas podem utilizar para evitar uma gravidez. CIRCULE O CÓDIGO 1 NA PERGUNTA 301 PARA CADA MÉTODO MENCIONADO ESPONTANEAMENTE. PARA OS MÉTODOS NÃO MENCIONADOS ESPONTANEAMENTE, LEIA O NOME E A DESCRIÇÃO. CIRCULE O CÓDIGO 1 SE O MÉTODO É CONHECIDO E O CÓDIGO 2 SE NÃO É CONHECIDO. PARA CADA MÉTODO COM O CÓDIGO 1 CIRCULADO, FAÇA A PERGUNTA 302. 301 Que métodos contraceptivos conhece ou já ouviu falar ? PARA OS MÉTODOS NÃO CITADOS ESPONTÂNEAMENTE, PERGUNTE : Alguma vez ouviu falar do (MÉTODO)? 302 Alguma vez utilizou (NOME DO MÉTODO)? 01 ESTERILIZAÇÃO FEMININA/ LAQUEAÇÃO (LIGAÇÃO DE TROMPAS) Uma operação que as mulheres submetem com o objectivo de não terem mais filhos. SIM . 1 NÃO ………. 2 Fez uma operação cirúrgica para evitar ter mais filhos ? SIM . 1 NÃO . 2 02 ESTERILIZAÇÃO MASCULINA/ VASECTOMIA Uma operação que os homens submetem com o objectivo de não terem mais filhos. SIM . 1 NÃO ………. 2 Já teve um parceiro que fez uma operação cirúrgica para evitar ter mais filhos ? SIM . 1 NÃO . 2 03 PILULA Um comprimido que contém hormonas femininas (estrogénios e progestagénios) que as mulheres tomam todos os dias para evitar engravidar. SIM . 1 NÃO ………. 2 SIM . 1 NÃO . 2 04 STERILET/DIU Um dispositivo, em forma de espiral ou T, que é colocado no interior do útero da mulher, por um médico ou enfermeira. SIM . 1 NÃO ………. 2 SIM . 1 NÃO . 2 05 INJECÇÕES Injecção que as mulheres podem tomar mensalmente ou de três em três meses para evitar a gravidez. SIM . 1 NÃO ………. 2 SIM . 1 NÃO . 2 06 IMPLANTE Um dispositivo que se insere sob a pele, na parte superior do braço da mulher e pode prevenir a gravidez durante 5 anos. SIM . 1 NÃO ………. 2 SIM . 1 NÃO . 2 07 PRESERVATIVO / (CAMISINHA) É tipo um “saquinho” de borracha fina que os homens colocam no pénis quando erecto antes de iniciar as relações sexuais. SIM . 1 NÃO ………. 2 SIM . 1 NÃO . 2 08 PRESERVATIVO FEMININO É tipo um “saquinho” de borracha fina que as mulheres introduzem na vagina antes de iniciar as relações sexuais. SIM . 1 NÃO ………. 2 SIM . 1 NÃO . 2 09 DIAFRAGRAMA É um anel flexível, coberto por uma membrana de borracha fina, que a mulher deve colocar na vagina 15 a 20 minutos antes da relação sexual, para cobrir o colo do útero. SIM . 1 NÃO ………. 2 SIM . 1 NÃO . 2 10 ESPERMICIDAS Creme ou um comprimido que as mulheres colocam na vagina alguns minutos antes das relações sexuais. SIM . 1 NÃO ………. 2 SIM . 1 NÃO . 2 11 MÉTODO DE ALEITAMENTO MATERNO E AMENOREIA (MAMA) Durante alguns meses após o parto, uma mulher que aleita frequentemente, dia e noite, pode não engravidar. SIM . 1 NÃO ………. 2 SIM . 1 NÃO . 2 12 TABELA / ABSTINÊNCIA PERIÓDICA O casal evita ter relações sexuais durante período fértil da mulher, período com maior risco para a mulher engravidar. SIM . 1 NÃO ………. 2 SIM . 1 NÃO . 2 13 COITO INTERROMPIDO Quando os homens retiram o pénis da vagina antes de ejacular. SIM . 1 NÃO ………. 2 SIM . 1 NÃO . 2 14 PÍLULA DO DIA SEGUINTE/ DE EMERGENCIA Um comprimido que as mulheres tomam até três dias após ter tido relações sexuais. SIM . 1 NÃO ………. 2 SIM . 1 NÃO . 2 15 OUTROS MÉTODOS Além dos métodos já mencionados, conhece ou já ouviu falar de outro método que as mulheres ou os homens podem utilizar para evitar a gravidez ? SIM . 1 ____________________ (ESPECIFIQUE) NÃO ………. 2 SIM . 1 NÃO . 2 | 259Questionários 11 NO. QUESTÕES E FILTROS CÓDIGOS PASSE A 303 VERIFIQUE 302: NENHUM “SIM” PELO MENOS 1“SIM” 307 (NUNCA USOU MÉTODO) (JÁ USOU ALGUM MÉTODO) 304 Alguma vez utilizou ou fez alguma coisa para espaçar ou evitar uma gravidez ? SIM . 1 NÃO . 2 310A 306 O que fez ou utilizou? CORRIJA 302, 303 (E 301 SE NECESSÁRIO) 307 Agora, gostaria de lhe fazer algumas perguntas sobre a primeira vez que fez algo ou utilizou um método contraceptivo para evitar gravidez. Quantos filhos vivos tinha quando utilizou um método contraceptivo pela primeira vez? Entre eles, quantos rapazes e quantas raparigas? SE NENHUM, MARQUE '00'. TOTAL DE FILHOS . NÚMERO DE RAPAZES . NÚMERO DE RAPARIGAS . 308 VERIFIQUE 302 (01): MULHER NÃO ESTERILIZADA./LAQUEADA MULHER ESTERILIZADA/LAQUEADA 311A 309 VERIFIQUE 226: NÃO ESTÁ GRÁVIDA OU NÃO TEM CERTEZA GRÁVIDA 317A 310 Neste momento está a utilizar algum método contraceptivo para evitar ou espaçar a gravidez? SIM . 1 311 NÃO . 2 310A Porque não utiliza actualmente nenhum método contraceptivo? NÃO TEM RELACOES SEXUAIS/ RELAÇÕES SEXUAIS POUCO FREQUENTES. 01 MENOPAUSA/HISTEROCTOMIA . 02 TEM PROBLEMAS PARA ENGRAVIDAR/ ESTERIL. 03 DESEJA TER (MAIS) FILHOS . 04 MARIDO/COMPANHEIRO CONTRA . 05 OUTRAS PESSOAS CONTRA . 06 MOTIVOS RELIGIOSOS . 07 PROBLEMAS DE SAUDE . 08 É CARO . 09 MAU ATENDIMENTO NOS SERVICOS PUBLICOS . 10 PAIS NÃO APROVAM . 11 OUTRO ______________________________ . 96 (ESPECIFIQUE) NÃO SABE . 98 310B Acha que pode engravidar? SIM . 1 317A NÃO ………. 2 NÃO SABE ………. 8 317A 310C Qual é a principal razão para acreditar que não pode engravidar? FOI OPERADA POR RAZÕES MÉDICAS E NÃO PODE TER MAIS FILHOS (HISTERECTOMIA por exemplo).01 MENOPAUSA …….….………….…….02 TENTOU ENGRAVIDAR PELO MENOS DOIS ANOS E NÃO CONSEGUIU .03 SEM VIDA SEXUAL ACTIVA . 04 AMAMENTANDO ….….…………. 05 PÓS-PARTO ……………………….……. 06 OUTRA RAZÃO __________________________ . .96 (ESPECIFIQUE) 317A 260 | Questionários 12 NO. QUESTÕES E FILTROS CÓDIGOS PASSE A 311 311A Que método(s) usa actualmente? CIRCULE O CÓDIGO “A” PARA A ESTERILIZAÇÃO FEMININA SE FOR MENCIONADO MAIS DE UM MÉTODO, SIGA AS INSTRUÇÕES DE SALTO CORRESPONDENTE AO PRIMEIRO MÉTODO CIRCULADO DA LISTA. LAQUEAÇÃO/ESTERILIZ FEMININA. A ESTERILIZAÇÃO MASCULINA . B PILULA . C STERILET/DIU . D INJECÇÕES . E IMPLANTE . F PRESERVATIVO . G DIAFRAGMA . H ESPERMECIDA . I 313 MAMA . J COITO INTERROMPIDO . K ABSTINÊNCIA PERIÓDICA . L OUTRO ____________________________________ . X (ESPECIFIQUE) 316A 312 Antes de utilizar um método contraceptivo pela primeira vez, consultou um médico/ enfermeiro? SIM . 1 NÃO ………. 2 NÃO SABE ………. 8 312A Onde obteve o (MÉTODO ACTUAL) quando começou a utiliza-lo? SE FOR UM ESTABELECIMENTO DE SAÚDE, ESCREVA O NOME COMPLETO. ______________________________________ (NOME DO ESTABELECIMENTO DE SAÚDE ) HOSPITAL . 11 CENTRO DE SAÚDE . 12 POSTO SANITÁRIO . 13 UNIDADE SANITÁRIA DE BASE . 14 PMI/PF, CENTRO de SR . 15 CLINICA . 21 FARMÁCIA . 22 PARCEIRO ARRUMOU/COMPROU . 31 AMIGOS/FAMILIARES . 32 OUTRO LUGAR ______________________________ . 96 (ESPECIFIQUE) NÃO SABE . 98 316A 313 Onde fez a Laqueação ? SE, SE TRATA DE UM HOSPITAL OU DE UMA CLINICA, ESCREVA O NOME DO ESTABELECIMENTO. ______________________________________ (NOME DO ESTABELECIMENTO) HOSPITAL . 11 CLINICA PRIVADA . . 21 OUTRO LUGAR __________________________ . 96 (ESPECIFIQUE) NÃO SABE . 98 314 VERIFIQUE 311: CÓDIGO ‘A’ CIRCUADO CÓDIGO ‘B’ CIRCULADO SIM . 1 Antes de se submeter à Laqueação, alguém lhe informou que esta operação não lhe permitiria ter mais filhos? Antes do seu marido/companheiro se submeter à esterilização, alguém lhe informou que esta operação não lhe permitiria ter mais filhos? NÃO . 2 NÃO SABE .……. 8 316 Em que mês e ano fez a Laqueação/esterilização? MÊS . 316A1 ANO . | 261Questionários 13 NO. QUESTÕES E FILTROS CÓDIGOS PASSE A 316A Desde quando utiliza o (MÉTODO ACTUAL CITADO EM 311) de modo contínuo? MÊS . 316B ANO . 316 A1 A Laqueação foi feita por ocasião do nascimento de seu último filho? SE SIM : Foi realizada durante uma cesariana ou depois de um parto normal? SIM, NA CESARIANA.1 SIM, DEPOIS DO PARTO. 2 NÂO. 3 NÃO SABE . 8 316 A2 Foi a Senhora / seu marido/ companheiro quem decidiu pela Laqueação? SIM . 1 NÃO, OS OUTROS DECIDIRAM . 2 NÃO SABIA QUE TINHA SIDO OPERADA . 3 316 A4 316 A3 Antes de fazer a Laqueação, quem a ajudou a decidir? (ANOTE SOMENTE O PRINCIPAL) NINGUÉM.01 MARIDO/COMPANHEIRO.02 MÃE/PAI.03 IRMÃ/IRMÃO.04 PARENTES.05 AMIGA.06 MÉDICO.07 ORIENTADOR RELIGIOSO.08 OUTRO ________________________________ .96 (ESPECIFIQUE) 316 A4 Qual foi a principal razão que levou você/ seu marido(companheiro) /outras pessoas a decidir pela Laqueação/ vasectomia, em vez de utilizar outro método? RECOMENDAÇÃO MÉDICA. 01 316A5 MENOS EFEITOS COLATERAIS. 02 MAIS FÁCIL DE USAR. 03 MÉTODO DEFINITIVO. 04 NÃO QUER MAIS FILHOS. 05 RECOMENDAÇÃO DE OUTRA PESSOA ESTERILIZADA. 06 MENOS CUSTO. 07 NÃO TEVE ACESSO A MÉTODOS REVERSÍVEIS .08 CONDIÇÕES FINANCEIRAS.09 OUTRO ___________________________________. 96 (ESPECIFIQUE) NÃO SABE……………………………….98 316A6 316 A5 Qual foi o motivo que levou o médico a lhe recomendar a operação? IDADE AVANÇADA.1 JÁ TEM MUITOS FILHOS.2 PROBLEMAS COM ÚLTIMA GRAVIDEZ.3 MUITAS CESARIANAS.4 PROBLEMAS DE SAUDE.5 OUTRO ___________________________________. 6 (ESPECIFIQUE) NÃO SABE.8 316 A6 Você (ou seu marido/companheiro) arrependeu-se por ter feito essa operação? SIM.1 NÂO.2 NÃO SABE……………………….………….8 316A8 316A8 262 | Questionários 14 NO. QUESTÕES E FILTROS CÓDIGOS PASSE A 316 A7 Porquê? QUER OUTRO FILHO.01 MARIDO QUER OUTRO FILHO.02 PROBLEMAS DE SAÚDE ASSOCIADOS À OPERAÇÃO.03 MUDOU DE SITUAÇÃO CONJUGAL.04 A OPERAÇÃO FALHOU.05 O FILHO MORREU.06 OUTRO ___________________________ .96 (ESPECIFIQUE) 316 A8 Que idade tinha você (ou ele) quando fez a operação? IDADE QUANDO FOI OPERADA(O) . NÂO SABE…………………………………………….98 316B VERIFIQUE 316 e 316A, 215 e 230 : VERIFIQUE A DATA DE UTILIZAÇÃO DE MÉTODO CONTRACEPTIVO NA PERGUNTA 316 OU 316 A. NAS PERGUNTAS 215, OU 230, VERIFIQUE SE TEM ALGUM NASCIMENTO OU GRAVIDEZ QUE TERMINOU EM NADO MORTO OU ABORTO APÓS O MÊS E ANO DO INICIO DA UTILIZAÇÃO DA CONTRACEPÇÃO (316/316A) SIM NÃO SE SIM : VOLTAR À PERGUNTA 316/316A PARA CORRIGIR, INSISTA PARA PODER MARCAR O MÊS E O ANO DO INÍCIO DA UTILIZAÇÃO CONTINUA DO MÉTODO CONTRACEPTIVO ACTUAL (DATA DEVE SER DEPOIS DA DATA DO ÚLTIMO NASCIMENTO OU DA ÚLTIMA GRAVIDEZ) 317 VERIFIQUE Q.311, Q.312A e Q.316 / 316 A : SE O ANO FOR 2000 OU MAIS TARDE EM 316/316 A SE O ANO FOR 1999 OU ANTES EM 327 316/316 A NA COLUNA 1 DO CALENDÁRIO ANOTE O CÓDIGO DO MÉTODO UTILIZADO (Q.311) SOBRE A LINHA DO MÊS DA ENTREVISTA E PARA CADA MÊS ATE O MÊS DO INICIO DA UTILIZAÇÃO DO MÉTODO CONTRACEPTIVO. NA COLUNA 2 DO CALENDÁRIO ANOTE O CÓDIGO DO LOCAL ONDE CONSEGUIU O MÉTODO (Q.312A) SOBRE A LINHA CORRESPONDENTE AO MÊS DO INICIO DA UTILIZAÇÃO DO MÉTODO CONTRACEPTIVO. 317A VERIFIQUE 302 e 310 JÁ UTILIZOU/ ESTÁ UTILIZANDO MÉTODO NUNCA UTILIZOU MÉTODO 318A | 263Questionários 15 NO. QUESTÕES E FILTROS CÓDIGOS PASSE A 318 Gostaria de fazer-lhe algumas perguntas sobre a data em que você ou seu marido/companheiro utilizaram métodos contraceptivos para evitar gravidez durante os últimos cinco anos. UTILIZE O CALENDÁRIO PARA DISTINGUIR OS PERÍODOS DE UTILIZAÇÃO E OS DE NÃO UTILIZAÇÃO, COMEÇANDO PELA UTILIZAÇÃO MAIS RECENTE, ATÉ JANEIRO DE 2000. UTILIZE OS NOMES DAS CRIANÇAS, SUAS DATAS DE NASCIMENTOS E OS PERÍODOS DE GRAVIDEZ COMO PONTOS DE REFERÊNCIA. NA COLUNA 1, PARA CADA MÊS, ANOTE O CÓDIGO DO MÉTODO UTILIZADO, OU “0” SE NÃO UTILIZOU NENHUM MÉTODO CONTRACEPTIVO. ILUSTRAÇÃO : COLUNA 1 : • Quando utilizou um método contraceptivo pela última vez? Qual foi o método? • Quando começou a utilizar este método? Quanto tempo depois do nascimento de (NOME DA CRIANÇA), voce começou a utilizar este método? • Durante quanto tempo utilizou este método? NA COLUNA 2, ANOTE O CÓDIGO DA FONTE DE OBTENÇÃO DO MÉTODO UTILIZADO, SOBRE A LINHA DO MÊS NO INÍCIO DE CADA UTILIZAÇÃO. ILUSTRAÇÃO : COLUNA 2 : • Onde consegui obter o método contraceptivo quando iniciou a usa-lo? • Onde aprendeu a utilizar o método ( SE FOR O MÉTODO MAMA, ABSTINENCIA PERIÓDICA OU COITO INTERROMPIDO)? NA COLUNA 3, NA LINHA QUE ANTECEDE O ÚLTIMO MÊS DE UTILIZAÇÃO DO MÉTODO DEVE-SE ANOTAR OS CÓDIGOS DE DESCONTINUAÇÃO O NÚMERO DE CÓDIGOS NA COLUNA 3 DEVE SER IGUAL AO NÚMERO DE INTERRUPÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO MÉTODO NA COLUNA 1. PERGUNTE À INQUIRIDA, PORQUE É QUE ELA DEIXOU DE USAR MÉTODOS CONTRACEPTIVOS. SE FICOU GRÁVIDA, PERGUNTE SE ELA USAVA CONTRACEPTIVOS E TEVE UMA GRAVIDEZ INVOLUNTÁRIA OU SE ELA VOLUNTÁRIAMENTE DEIXOU DE USAR CONTRACEPTIVOS PARA ENGRAVIDAR. ILUSTRAÇÃO : COLUNA 3 : • Porque é que deixou de usar (O MÉTODO)? • Ficou grávida mesmo usando (O MÉTODO), ou deixou de usar o método contraceptivo para poder engravidar, ou devido à outras razões? SE A INQUIRIDA, VOLUNTARIAMENTE, DEIXOU DE USAR O MÉTODO PARA ENGRAVIDAR, PERGUNTE: • Quantos meses levaram para engravidar depois de ter parado de usar (O MÉTODO)? DEPOIS MARQUE ‘‘ 0 ‘’ NA COLUNA 1 PARA CADA MÊS DE INTERRUPÇÃO. 264 | Questionários 16 NO. QUESTÕES E FILTROS CÓDIGOS PASSE A 318A VERIFIQUE 302 e 310: JÁ UTILIZOU/ ESTÁ UTILIZANDO MÉTODO NUNCA UTILIZOU MÉTODO IR AO CALENDÁRIO (COL. 1), E ESCREVA O CÓDIGO “0” EM TODOS OS MESES NÃO PREENCHIDOS. PARA AS MULHERES QUE NUNCA ENGRAVIDARAM À PARTIR DE JANEIRO DE 2000, MARQUE “0” PARA TODOS OS MESES. PARA AQUELAS QUE ENGRAVIDARAM UMA OU MAIS VEZES, MARQUE 0 PARA OS MESES DE NÃO GRAVIDEZ. DE SEGUIDA, PROSSEGUE COM A QUESTÃO 329 321 VERIFIQUE 311/311A : CIRCULE O CÓDIGO DO MÉTODO: SE A PERGUNTA 311 TIVER MAIS QUE UM CÓDIGO CIRCULADO, CIRCULE O PRIMEIRO CÓDIGO ASSINALADO EM 311/311A NÃO PREENCHIDO……………. 00 ESTERILIZAÇÃO FEMININA. 01 ESTERILIZAÇÃO MASCULINA. 02 PILULA……………………. 03 DIU/STERILET……………………. 04 INJECÇÕES…………………. 05 IMPLANTE. .06 PRESERVATIVO……. 07 DIAFRAGMA. 08 ESPERMECIDA. 09 MAMA.10 331 331 328 325 322 Conseguiu o (MÉTODO ACTUAL – Q.311) em (NOME DA FONTE DO MÉTODO – Q.312 A). Naquele momento, falaram-lhe dos efeitos secundários ou dos problemas que poderão surgir com a utilização do método? SIM .1 NÃO .2 324 323 Alguma vez um pessoal da saúde ou um agente do planeamento familiar falou-lhe dos efeitos secundários ou dos problemas que poderão surgir por causa da utilização dos métodos contraceptivos? SIM .1 NÃO .2 325 324 Disseram-lhe o que deve fazer se sentir efeitos secundários ou problemas devido à utilização do método contraceptivo? SIM .1 NÃO .2 325 VERIFIQUE 322 : SIM .1 NÃO .2 327 CÓDIGO ‘1’CIRCULADO CÓDIGO ‘1’NÃO CIRCULADO Naquele momento, falaram-lhe de algum outro método de planeamento familiar que podia utilizar? Quando obteve (MÈTODO ACTUAL – Q.311) na (Fonte do Método- Q.312A) falaram- lhe de outros métodos que podia utilizar? 326 Alguma vez um pessoal da saúde ou um agente do planeamento familiar falou-lhe de outros métodos contraceptivos que podia utilizar? SIM .1 NÃO .2 327 VERIFIQUE 311/311A: CIRCULE O CÓDIGO DO PRIMEIRO METODO CIRCULADO EM Q.311 LAQUEAÇÃO/EST. FEMININA….01 331 ESTERILIZAÇ MASCULINA.02 331 PILULA .03 DIU/STERILET.04 INJECÇÕES.05 IMPLANTE.06 PRESERVATIVO.07 DIAFRAGMA.08 ESPERMICIDAS.09 MAMA.10 331 ABSTINÊNCIA PERIODICA.11 331 COITO INTERROMPIDO.12 331 OUTRO MÉTODO. 96 331 | 265Questionários 17 NO. QUESTÕES E FILTROS CÓDIGOS PASSE A 328 Onde conseguiu o (MÈTODO ACTUAL) pela última vez ? SE FOR UM ESTABELECIMENTO DE SAÚDE, ESCREVA O NOME COMPLETO. _____________________________________________________ (NOME DO ESTABELECIMENTO DE SAÚDE) HOSPITAL.11 CENTRO DE SAÚDE.12 POSTO SANITÁRIO.13 UNIDADE SANITÁRIA DE BASE.14 PMI/PF, CENTRO de SR.15 CLINICA …….21 FARMÁCIA.22 PARCEIRO ARRUMOU/COMPROU…….…….31 AMIGOS/FAMILIARES.32 OUTRO LUGAR_______________ .96 (ESPECIFIQUE) NÃO SABE.98 328A Geralmente, quanto tempo leva para chegar a um local para obter um método contraceptivo? MINUTOS.1 HORAS.2 NÃO SABE.998 328A A As pessoas escolhem um lugar para obter os serviços de planeamento familiar por diferentes razões. No seu caso, qual foi a principal razão que a levou a escolher este lugar? MAIS PERTO DE CASA.11 PERTO DO TRABALHO.12 FACILIDADE DE TRANSPORTE.13 PESSOAL MAIS COMPETENTE/CONFIÁVEL.21 INSTALAÇÕES MAIS LIMPAS.22 MAIS PRIVACIDADE.23 MENOR TEMPO DE ESPERA.24 MELHOR ATENDIMENTO.25 MAIS BARATO.31 GRÁTIS.32 QUERIA SIGILO/CONFIDENCIALIDADE……….41 OUTRO________________________________ .96 (ESPECIFIQUE) NÃO SABE.98 328B Geralmente, costuma pagar para obter um método contraceptivo? SIM.1 NÃO.2 331 329 Sabe onde é que se pode obter métodos contraceptivos? SIM.1 NÃO.2 331 330 Onde se pode obter métodos contraceptivos? Outro lugar? HOSPITAL.A CENTRO DE SAÚDE.B POSTO SANITÁRIO.C UNIDADE SANITÁRIA DE BASE.D PMI/PF, CENTRO de SR.E CLINICA .F FARMÁCIA.G PARCEIRO ARRUMOU/COMPROU.H AMIGOS/FAMILIARES.I OUTRO LUGAR___________________________ .X (ESPECIFIQUE) NÃO SABE.W 331 Nos últimos 12 meses, teve visita de um agente de saúde que lhe falou sobre planeamento familiar ? SIM.1 NÃO.2 266 | Questionários 18 NO. QUESTÕES E FILTROS CÓDIGOS PASSE A 331A Acha que os serviços de planeamento familiar estão organizados para servir: a) os homens ? b) as mulheres ? c) os jovens/ adolescentes ? SIM NÃO NÃO SABE HOMENS …. MULHERES. JOVENS/ADOLES. 1 1 1 2 2 2 8 8 8 332 Nos últimos 12 meses, foi a algum Centro de S.R. (PMI/ PF) ou Centro de Saúde (ou levou seus filhos) para fazer consulta/receber cuidados? SIM.1 NÃO.2 401 332A Na sua opinião qual é a qualidade do serviço que lhe foi prestado da última vez que foi? BOA.1 MÁ.2 ACEITÁVEL.3 SEM OPINIÃO.4 NÃO SABE .8 333 Durante uma dessas visitas, alguém do estabelecimento de saúde lhe falou sobre métodos contraceptivos ? SIM.1 NÃO.2 | 267Questionários INQUÉRITO DEMOGRÁFICO E DE SAÚDE REPRODUTIVA QUESTIONÁRIO INDIVIDUAL HOMEM Confidencial SEGREDO ESTATÍSTICO (Art.7º da lei n.º 15/v/96) As informações solicitadas neste Questionário são confidenciais e só serão utilizadas para fins estatísticos IDENTIFICAÇÃO ILHA . CONCELHO . FREGUESIA . Nº DR . URBANO/RURAL (1= URBANO, 2=RURAL) . NÚMERO DO AGREGADO FAMILIAR . NOME E NÚMERO DE LINHA DO HOMEM . Nº DO QUESTIONÁRIO . VISITAS DO INQUIRIDOR 1 2 3 VISITA FINAL DATA . _____________ _____________ _____________ DIA . HORA . _____________ _____________ _____________ MÊS . ANO . 2 0 0 5 NOME DO INQUIRIDOR _____________ _____________ _____________ CÓDIGO DO INQUIRIDOR RESULTADO* . _____________ _____________ _____________ RESULTADO * . PRÓXIMA VISITA DATA . . . NÚMERO TOTAL DE VISITAS HORA . . . * CÓDIGOS DE RESULTADOS 1 COMPLETA 4 ADIADA 2 INCOMPLETA 5 RECUSA 3 AUSENTES 6 INCAPACITADA / DOENTE 7 OUTRO ____________________ CONTROLADORA Código SUPERVISOR Código VERIFICADO POR DIGITADO POR NOME ______________ NOME _____________ NOME __________ NOME ___________ ________________________________ _______________________________ ________________ _________________ DATA: _____-______-______ DATA: _____-______-______ Código Código | 269Questionários 2 SECÇÃO 1. CARACTERÍSTICAS SÓCIO-DEMOGRÁFICAS INTRODUÇÃO E CONSENTIMENTO CONSENTIMENTO APÓS INFORMAÇÕES Bom dia. Meu nome é e eu trabalho para o INSTITUTO NACIONAL DE ESTATÍSTICA (INE) e o MINISTÉRIO DA SAÚDE. Estamos a realizar um inquérito nacional sobre a saúde das mulheres, dos homens e das crianças. Gostaríamos que você participasse neste inquérito. Por isso, pretendo colocar-lhe algumas questões sobre a sua saúde e sobre a saúde dos seus filhos. Estas informações serão úteis aos programas do governo para planear e organizar os serviços de saúde. A entrevista vai demorar cerca de 20 minutos. As informações que você nos fornecerá, serão estritamente confidenciais (em sigilo) e não serão transmitidas a outras pessoas. A sua participação neste inquérito é voluntária, mas de extrema importância. Você estará contribuindo muito para resolvermos alguns problemas que hoje em dia enfrentamos. Esperamos que aceite participar neste inquérito pois, a sua opinião como a de muitos mulheres e homens que vamos entrevistar é extremamente importante para nós. Você tem alguma questão ou quer pedir algum esclarecimento sobre o inquérito? Então, posso começar a entrevista? Assinatura da inquiridora: ______________________________________________ Data : ______ / _____ / ________ O INQUIRIDO ACEITOU RESPONDER . 1 O INQUIRIDO RECUSOU RESPONDER . 2 FIM NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 101 ANOTE A HORA HORA . MINUTOS . 102 Para começar, gostaria de saber até aos 12 anos, se viveu a maior parte de tempo numa cidade, vila ou no meio rural? PRAIA/MINDELO . 1 OUTRA CIDADE/VILA . 2 CIDADE NO ESTRANGEIRO . 3 ZONA RURAL . 4 103 Há quanto tempo vive de maneira continua nesta (NOME da CIDADE/VILA/ZONA ACTUAL DE RESIDENCIA) ? SE MENOS DE UM ANO, ANOTE “00”. ANOS. SEMPRE VIVEU . 9 5 107 Em que mês e ano nasceu? MÊS. NÃO SABE O MÊS .9 8 ANO. NÃO SABE O ANO. 9 9 9 8 108 Quantos anos fez no seu último aniversário? COMPARE E CORRIJA 107 E/OU 108 SE HOUVER INCOERÊNCIA. IDADE EM ANOS COMPLETOS . | 271Questionários 3 NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 108A Onde nasceu ? (SE CABO VERDE : Concelho) RIBEIRA GRANDE . 11 PAÚL . 12 PORTO NOVO . 13 SÃO VICENTE . 21 SÃO NICOLAU . 31 SAL . 41 BOA VISTA . 51 MAIO . 61 TARRAFAL . 71 SANTA CATARINA .72 SANTA CRUZ . 73 PRAIA . 74 SÃO DOMINGOS . 75 SÃO MIGUEL . 76 MOSTEIROS . 81 SÃO FILIPE . 82 BRAVA . 91 PORTUGAL . 01 ESTADOS UNIDOS . 02 OUTRO PAÍS ___________________________ . 98 (ESPECIFIQUE) 108B Há quanto tempo vive neste concelho ? ANOS. SEMPRE VIVEU . 9 5 109 108C Qual o seu local de residência há 5 anos atrás? (SE CABO VERDE : Concelho) RIBEIRA GRANDE . 11 PAÚL . 12 PORTO NOVO . 13 SÃO VICENTE . 21 SÃO NICOLAU . 31 SAL . 41 BOA VISTA . 51 MAIO . 61 TARRAFAL . 71 SANTA CATARINA .72 SANTA CRUZ . 73 PRAIA . 74 SÃO DOMINGOS . 75 SÃO MIGUEL . 76 MOSTEIROS . 81 SÃO FILIPE . 82 BRAVA . 91 PORTUGAL . 01 ESTADOS UNIDOS . 02 OUTRO PAÍS ___________________________ . 98 (ESPECIFIQUE) 109 Alguma vez frequentou um estabelecimento de ensino? SIM…. 1 NÃO………. 2 117 109A Actualmente está a frequentar algum estabelecimento de ensino? SIM…. 1 110 /111 NÃO………. 2 272 | Questionários 4 NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 111B Qual foi a principal razão pela qual deixou de estudar? (NÃO LEIA AS ALTERNATIVAS) ENGRAVIDOU A NAMORADA . 01 CASOU-SE/ FOI VIVER C/COMPANHEIRA. 02 PRECISOU AJUDAR A FAMÍLIA . 04 NÃO PODE PAGAR A MENSALIDADE . 05 PRECISAVA TRABALHAR . 06 TERMINOU OS ESTUDOS . 07 MÁS NOTAS . 08 LIMITE DE IDADE . 09 ESCOLA DE DIFÍCIL ACESSO . 10 POR DOENÇA OU RAZÃO MÉDICA . 11 NÃO GOSTAVA DE ESTUDAR/ESCOLA. 12 OUTRO____________________________ . 96 (ESPECIFIQUE) 110/ 111 Qual foi o nível de ensino mais elevado que frequentou ou que anda a frequentar? NÍVEL ANO/CLASSE/FASE PRÉ-ESCOLAR . 0 1 2 ALFABETIZAÇÃO . 1 1 2 3 EBI . 2 1 2 3 4 5 6 SECUNDÁRIO . 3 1 2 3 4 5 6 CURSO MÉDIO. 4 1 2 3 CURSO SUPERIOR . 5 1 2 3 4 5+ 112 CONFIRA 110/111: CÓDIGOS 0 (PRÉ-ESCOLAR) 1 (ALFABETIZAÇÃO) OU 2 (EBI) CIRCULADO SECUNDÁRIO OU MAIS 116 113 Agora, gostaria que lesse essas frases em voz alta. MOSTRE A SUA CARTA À INQUIRIDA. SE NÃO CONSEGUE LER UMA FRASE INTEIRA, INSISTA PARA QUE LEIA UMA PARTE. LÊ FACILMENTE . 1 COM DIFICULDADE . 2 NÃO CONSEGUE LER . 3 117 NÃO SE APLICA. 4 116 Tem hábito de ler jornal ou revista praticamente todos os dias, pelo menos uma vez por semana, de vez em quando, ou nunca ? PRATICAMENTE TODOS OS DIAS . 1 PELO MENOS UMA VEZ POR SEMANA . 2 DE VEZ EM QUANDO . 3 NUNCA . 4 117 Tem hábito de ouvir rádio, praticamente todos os dias, pelo menos uma vez por semana, de vez em quando, ou nunca ? PRATICAMENTE TODOS OS DIAS . 1 PELO MENOS UMA VEZ POR SEMANA . 2 DE VEZ EM QUANDO . 3 NUNCA . 4 118 117A Tem hábito de ouvir na rádio programas: SIM NÃO a) culturais/divertimento? CULTURAIS/DIVERTIMENTO . 1 2 b) desportivos? ESPORTIVOS . 1 2 c) noticiários? NOTICIÁRIOS . 1 2 d) religiosos? RELIGIOSOS . 1 2 e) outros programas? OUTROS ___________________________. 1 2 (ESPECIFIQUE) 118 Tem hábito de assistir televisão, praticamente todos os dias, pelo menos uma vez por semana, de vez em quando, ou nunca ? PRATICAMENTE TODOS OS DIAS . 1 PELO MENOS UMA VEZ POR SEMANA . 2 DE VEZ EM QUANDO . 3 NUNCA . 4 119 | 273Questionários 5 NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 118A Tem hábito de assistir na televisão programas: SIM NÃO a) culturais/divertimento? CULTURAIS/DIVERTIMENTO . 1 2 b) desportivos? ESPORTIVOS . 1 2 c) telenovelas? TELENOVELAS . 1 2 d) noticiários? NOTICIÁRIOS . 1 2 e) religiosos? RELIGIOSOS . 1 2 f) outros programas? OUTROS ___________________________. 1 2 (ESPECIFIQUE) 119 Você trabalha actualmente (semana passada)? SIM…. 1 120B NÃO………. 2 119A Alguns homens trabalham em alguma ocupação pela qual recebem pagamento em dinheiro ou em bens. Vendem algum produto, têm um pequeno negócio ou trabalham nos negócios da família. Actualmente faz algum desses trabalhos? SIM…. 1 120B NÃO………. 2 119B Alguma vez trabalhou? SIM…. 1 NÃO………. 2 129 120 Trabalhou alguma vez nos últimos 12 meses? SIM…. 1 NÃO………. 2 129 120A Porque não trabalha actualmente? TRABALHA OCASIONALMENTE.01 TRABALHA EM CERTAS ÉPOCAS DO ANO.02 QUERIA ESTUDAR.03 NÃO PRECISA/NÃO GOSTA.04 PROBLEMAS DE SAÚDE.05 FOI DESPEDIDO.06 NÃO ENCONTRA TRABALHO.07 OUTRA___________________________________.08 (ESPECIFIQUE) NÃO SABE.98 120B Trabalha(va) durante todo o ano, em certas épocas do ano, ou de vez em quando? TODO O ANO.1 CERTAS ÉPOCAS.2 DE VEZ EM QUANDO.3 120C Trabalha (va) como empregado, por conta própria (autónomo) ou como empregador? EMPREGADO/ ASSALARIADO.1 AUTÓNOMO/INDEPENDENTE.2 EMPREGADOR.3 120D Este trabalho é(era) remunerado, pago em género, ou não recebe nenhuma remuneração quer em dinheiro ou em género? SIM…. 1 NÃO………. 2 123 122 Qual é a sua ocupação principal (que tipo de trabalho que faz principalmente)? ________________________________________________ ________________________________________________ 274 | Questionários 6 NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 123 VERIFIQUE 122 : TRABALHA NA AGRICULTURA NÃO TRABALHA NA AGRICULTURA 124A 124 Trabalha principalmente na propriedade própria, da sua família, alugada, ou pertencente a outra pessoa? PROPRIEDADE PRÓPRIA.1 PROPRIEDADE DE FAMÍLIA.2 PROPRIEDADE ALUGADA.3 PROPRIEDADE DE OUTRA PESSOA.4 127 124A Na semana passada (ou da última vez que trabalhou) você era: TRABALHADOR DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.1 TRABALHADOR DO SECTOR EMPRESARIAL PRIVADO.2 TRABALHADOR DO SECTOR EMPRESARIAL DO ESTADO.3 POR CONTA PRÓPRIA.4 PATRÃO/EMPREGADOR.5 TRABALHADOR FAMILIAR SEM REMUNERAÇÃO.6 OUTRA SITUAÇÃO.7 127 Quem decide (decidia) o que fazer com o dinheiro que ganha (va)? INQUIRIDO.1 ESPOSA/COMPANHEIRA.2 INQUIRIDO E ESPOSA/COMPANHEIRA.3 ALGUÉM DECIDE.4 JUNTO COM ALGUÉM.5 MÃE/PAI.6 128 Trabalha(va) geralmente em casa ou fora de casa? EM CASA.1 FORA DE CASA.2 129 Qual é a sua religião? CATÓLICA.1 PROTESTANTE.2 ADVENTISTA.3 TESTEMUNHA DE JEOVA.4 SEM RELIGIÃO.5 OUTRA___________________________________.6 (ESPECIFIQUE) | 275Questionários 7 SECÇÃO 2. REPRODUÇÃO NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 201 Agora, gostaria de lhe fazer algumas perguntas sobre o número de filhos (nascidos vivos) que teve durante a sua vida. O que me interessa são os seus próprios filhos, quer dizer, os que você é o progenitor. Tem ou já teve algum filho nascido vivo? SIM…. 1 NÃO………. 2 206 NÃO SABE. 8 202 Tem algum filho ou filha que vive consigo actualmente? SIM…. 1 NÃO………. 2 204 203 Quantos filhos vivem consigo ? FILHOS QUE VIVEM EM CASA . Quantas filhas vivem consigo ? FILHAS QUE VIVEM EM CASA . SE NENHUM, MARQUE ‘ 00'. 204 Tem algum filho ou filha vivo (a), mas que não vive consigo actualmente? SIM…. 1 NÃO………. 2 206 205 Quantos filhos vivos não vivem consigo ? FILHOS QUE VIVEM FORA DE CASA . Quantas filhas vivas não vivem consigo ? FILHAS QUE VIVEM FORA DE CASA . SE NENHUM, MARQUE ‘ 00'. 206 Teve algum filho ou filha que nasceu vivo(a), mas que já morreu? SE NÃO, INSISTA : Teve alguma criança que gritou ou que deu um outro sinal de vida no momento do nascimento, mas que não sobreviveu? SIM…. 1 NÃO………. 2 208 NÃO SABE. 8 207 Quantos rapazes faleceram ? RAPAZES FALECIDOS . Quantas raparigas faleceram ? RAPARIGAS FALECIDAS . SE NENHUM, MARQUE ‘ 00'. 208 Para além dessas crianças que acabou de citar, tem/teve: a) Outros filhos (rapazes ou raparigas) que nasceram e ainda estão vivos, que são seus filhos biológicos, mas que você não reconheceu/registou como seus filhos? SIM. NÃO. b) Outros filhos (rapazes ou raparigas) que nasceram vivos mas que já faleceram, que eram seus filhos biológicos, mas que você não reconheceu como filhos? SIM. NÃO. NÃO PARA OS DOIS CASOS SIM AO MENOS UM DOS 2 CASOS INSISTA E CORRIJA 201 E 207 CORRECTAMENTE 276 | Questionários 8 NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 209 FAÇA A SOMA DAS RESPOSTAS DAS Q. 203, 205, e 207, E MARQUE O TOTAL. SE NENHUM, MARQUE '00'. TOTAL . 210 VERIFIQUE 209: TEVE MAIS DO QUE UM FILHO TEVE APENAS UM FILHO 213 NENHUM FILHO 213D 211 Os seus filhos (Biológicos) têm todos a mesma mãe? SIM . 1 213 NÃO . 2 212 No total, com quantas mulheres teve filhos? NÚMERO DE MULHERES. 213 Que idade tinha quando nasceu o seu (primeiro) filho? IDADE EM ANOS. 213A Em que mês e ano nasceu o seu último filho? MÊS. NÃO SABE O MÊS . 9 8 ANO. NÃO SABE O ANO. 9 9 9 8 213B VERIFIQUE 213A: ÚLTIMO FILHO: NASCIDO EM JANEIRO 2000 OU DEPOIS NASCIDO ANTES DE JANEIRO 2000 213D 213C Quando a mãe do seu último filho(a) ficou grávida engravidou, desejava ter esse filho(a) naquele momento, mais tarde ou não queria ter filho? NAQUELE MOMENTO.1 MAIS TARDE.2 NÃO QUERIA TER FILHOS.3 213D Alguma mulher/namorada sua, teve uma gravidez que resultou em aborto espontâneo, provocado ou nado-morto? SIM…. 1 NÃO………. 2 301 NÃO SABE. 8 213E Participou alguma vez na tomada de decisão para fazer um aborto? SIM…. 1 NÃO………. 2 NÃO SABE. 8 | 277Questionários 9 SECÇÃO 3. CONTRACEPÇÃO Agora gostaria de lhe fazer algumas perguntas sobre a planeamento familiar – os diferentes meios ou métodos que as pessoas podem utilizar para evitar uma gravidez. CIRCULE O CÓDIGO 1 NA PERGUNTA 301 PARA CADA MÉTODO MENCIONADO ESPONTANEAMENTE. PARA OS MÉTODOS NÃO MENCIONADOS ESPONTANEAMENTE, LEIA O NOME E A DESCRIÇÃO. CIRCULE O CÓDIGO 1 SE O MÉTODO É CONHECIDO E O CÓDIGO 2 SE NÃO É CONHECIDO. PARA CADA MÉTODO COM O CÓDIGO 1 CIRCULADO, FAÇA A PERGUNTA 302. 301 Que métodos contraceptivos conhece ou já ouviu falar ? PARA OS MÉTODOS NÃO CITADOS ESPONTÂNEAMENTE, PERGUNTE : Alguma vez ouviu falar do (MÉTODO)? 302 Alguma vez utilizou (NOME DO MÉTODO)? 01 ESTERILIZAÇÃO FEMININA/ LAQUEAÇÃO (LIGAÇÃO DE TROMPAS) Uma operação que as mulheres submetem com o objectivo de não terem mais filhos. SIM . 1 NÃO ………. 2 02 ESTERILIZAÇÃO MASCULINA/ VASECTOMIA Uma operação que os homens submetem com o objectivo de não terem mais filhos. SIM . 1 NÃO ………. 2 Fez uma operação cirúrgica para evitar ter mais filhos ? SIM . 1 NÃO . 2 03 PILULA Um comprimido que contém hormonas femininas (estrogénios e progestagénios) que as mulheres tomam todos os dias para evitar engravidar. SIM . 1 NÃO ………. 2 04 STERILET/DIU Um dispositivo, em forma de espiral ou T, que é colocado no interior do útero da mulher, por um médico ou enfermeira. SIM . 1 NÃO ………. 2 05 INJECÇÕES Injecção que as mulheres podem tomar mensalmente ou de três em três meses para evitar a gravidez. SIM . 1 NÃO ………. 2 06 IMPLANTE Um dispositivo que se insere sob a pele, na parte superior do braço da mulher e pode prevenir a gravidez durante 5 anos. SIM . 1 NÃO ………. 2 07 PRESERVATIVO / (CAMISINHA) É tipo um “saquinho” de borracha fina que os homens colocam no pénis quando erecto antes de iniciar as relações sexuais. SIM . 1 NÃO ………. 2 SIM . 1 NÃO . 2 08 PRESERVATIVO FEMININO É tipo um “saquinho” de borracha fina que as mulheres introduzem na vagina antes de iniciar as relações sexuais. SIM . 1 NÃO ………. 2 SIM . 1 NÃO . 2 09 DIAFRAGRAMA É um anel flexível, coberto por uma membrana de borracha fina, que a mulher deve colocar na vagina 15 a 20 minutos antes da relação sexual, para cobrir o colo do útero. SIM . 1 NÃO ………. 2 10 ESPERMICIDAS Creme ou um comprimido que as mulheres colocam na vagina alguns minutos antes das relações sexuais. SIM . 1 NÃO ………. 2 11 MÉTODO DE ALEITAMENTO MATERNO E AMENOREIA (MAMA) Durante alguns meses após o parto, uma mulher que aleita frequentemente, dia e noite, pode não engravidar. SIM . 1 NÃO ………. 2 12 TABELA / ABSTINÊNCIA PERIÓDICA O casal evita ter relações sexuais durante período fértil da mulher, período com maior risco para a mulher engravidar; SIM . 1 NÃO ………. 2 SIM . 1 NÃO . 2 NÃO SABE.8 13 COITO INTERROMPIDO Quando os homens retiram o pénis da vagina antes de ejacular. SIM . 1 NÃO ………. 2 SIM . 1 NÃO . 2 14 PÍLULA DO DIA SEGUINTE/ DE EMERGENCIA Um comprimido que as mulheres tomam até três dias após ter tido relações sexuais. SIM . 1 NÃO ………. 2 15 OUTROS MÉTODOS Além dos métodos já mencionados, conhece ou já ouviu falar de outro método que as mulheres ou os homens podem utilizar para evitar a gravidez ? SIM . 1 ____________________ (ESPECIFIQUE) NÃO ………. 2 SIM . 1 NÃO . 2 278 | Questionários 10 NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 302A VERIFIQUE 302: JÁ UTILIZOU MÉTODO NUNCA UTILIZOU MÉTODO 303 302B Você ou sua esposa/companheira está usando algum método contraceptivo para evitar a gravidez? SIM . 1 NÃO . 2 303 NÃO TEM ESPOSA/COMPANHEIRA . 3 NÃO SABE . 8 302C Que método você ou sua esposa/companheira usa actualmente? Outro metodo? CIRCULE OS CÓDIGOS MENCIONADOS. LAQUEAÇÃO/ESTERILIZ FEMININA. A ESTERILIZAÇÃO MASCULINA . B PILULA . C STERILET/DIU . D INJECÇÕES . E IMPLANTE . F PRESERVATIVO . G DIAFRAGMA . H ESPERMECIDA . I MAMA . J COITO INTERROMPIDO . K ABSTINÊNCIA PERIÓDICA . L OUTRO ____________________________________ . X (ESPECIFIQUE) 303 Agora, gostaria de lhe fazer algumas perguntas sobre o risco de gravidez. Acha que existem dias, entre uma menstruação e outra, nos quais a mulher tem mais facilidade de ficar grávida? SIM…. 1 NÃO………. 2 305 NÃO SABE. 8 304 Entre uma menstruação e outra, qual é o momento em que a mulher tem mais facilidade de ficar grávida: dias antes da menstruação, durante a menstruação, dias após a menstruação ou no meio do ciclo menstrual? DIAS ANTES MENSTRUAÇÃO.1 DURANTE A MENSTRUAÇÃO.2 DIAS APÓS A MENSTRUAÇÃO .3 NO MEIO DO CICLO MENSTRUAL.4 OUTRO______________________________________.6 (ESPECIFIQUE) NÃO SABE.8 305 A seu ver, acha que uma mulher que está amamentando pode engravidar? SIM…. 1 NÃO………. 2 DEPENDE . 3 NÃO SABE. 8 306 Agora, vou ler algumas afirmações sobre a contracepção e gostaria que me dissesse se está de acordo ou não com cada uma delas. ESTÁ DE ACORDO NÃO ESTÁ DE ACORDO NÃO SABE/ SEM OPINIÃO a) A contracepção é um assunto de mulheres sobre o qual um homem não deve interferir. 1 2 8 b) Uma mulher que utiliza a contracepção pode ser mal vista. 1 2 8 c) É a mulher que engravida, portanto é ela quem deve utilizar a contracepção. 1 2 8 | 279Questionários 11 NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 307 VERIFIQUE 301 (02) et 302 (02): CONHECIMENTO E UTILIZAÇÃO DA ESTERILIZAÇÃO MASCULINA/ VASECTOMIA JÁ OUVIU FALAR DA ESTERLIZAÇÃO, MAS NÃO É ESTERILIZADO OUTRA RESPOSTA (NÃO OUVIU FALAR) 401 308 Após ter tido todos os filhos que desejar, pensa que um dia poderá submeter-se a uma esterilização (operação para não ter mais filhos)? SIM/POSSIVELVENTE.1 401 NÃO /NUNCA.2 DÚVIDA/ DEPENDE.3 401 ESPOSA/COMP. JÀ É ESTERILIZADA.4 309 Porque é que pensa que nunca vai fazer-se esterilizar (esta operação para não ter mais filhos)? Outra Razão? ANOTE TUDO O QUE FOR MENCIONADO. CONTRA A RELIGIÃO.A MAU PARA A SAÚDE DO HOMEM.B RISCOS DA OPERAÇÃO.C NÃO HÁ DISCREÇÃO.D PODE QUERER MAIS FILHOS/QUER SUBSTITUIR FILHO QUE MORREU.E PODE CASAR DE NOVO.F PROBLEMAS FINANCEIROS.G PERDA DA POTÊNCIA SEXUAL.H OUTRO ________________________________ .X (ESPECIFIQUE) NÃO SABE/ SEM RAZÃO PARTICULAR.W 280 | Questionários 12 SECÇAO 4A. CASAMENTO E ACTIVIDADE SEXUAL NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 401 Actualmente é casado ou vive com uma mulher? CASADO.1 VIVE EM UNIAO.2 NÃO É CASADO, NEM VIVE EM UNIAO.3 406 405 Para além da sua mulher, tem actualmente outra(as) mulher(es) com quem tem relações sexuais de maneira regular ou ocasional? SOMENTE PARCEIRA(S) REGULAR(ES).1 SOMENTE PARCEIRA(S) OCASIONAL(AIS).2 PARCEIRA(S) REGULAR(ES) E OCASIONAL(AIS).3 NÃO TEM OUTRA PARCEIRA SEXUAL.4 410 406 Actualmente, tem uma parceira com quem tem relações sexuais de forma regular, ocasional ou não tem parceira? SOMENTE PARCEIRA(S) REGULAR(ES).1 SOMENTE PARCEIRA(S) OCASIONAL(AIS).2 PARCEIRA(S) REGULAR(ES) E OCASIONAL(AIS).3 NÃO TEM OUTRA PARCEIRA SEXUAL.4 407 Já foi casado ou viveu com uma mulher? FOI SOMENTE CASADO.1 SOMENTE VIVEU COM UMA MULHER.2 OS DOIS.3 NÃO.4 411 416 408 Qual é o seu estado civil actual : viúvo, divorciado ou separado? VIUVO.1 DIVORCIADO.2 SEPARADO.3 411 410 VERIFIQUE : 401, e 405 SÓ SUA MULHER/ PARCEIRA 2 OU MAIS MULHERES/ PARCEIRAS 413 411 Foi casado ou viveu com uma mulher uma vez ou mais de uma vez? UMA VEZ.1 MAIS DE UMA VEZ.2 414 413 Ao todo, quantas vezes você foi casado ou viveu com uma mulher como se fossem casados? NÚMERO DE MULHERES. 414 VERIFIQUE : 411 MÊS. NÃO SABE O MÊS . 9 8 CASADO/ VIVEU COM UMA MULHER UMA SO VEZ CASADO/ VIVEU COM UMA MULHER MAIS DE UMA VEZ ANO. NÃO SABE O ANO. 9 9 9 8 416 Em que mês e ano começou a viver com a sua mulher/parceira? Agora, vamos falar da sua primeira mulher/parceira. Em que mês e ano começou a viver com ela? 415 Que idade tinha quando começou a viver com ela? IDADE . 416 Agora, gostaria de lhe fazer algumas perguntas sobre a sua vida sexual, para melhor entender certos aspectos da vida familiar. Que idade você tinha quando teve a sua primeira relação sexual ? NUNCA .00 448 IDADE EM ANOS . 1.ª RELAÇÃO, QUANDO CASOU-SE PELA 1a VEZ.95 NÃO RESPONDE . 96 NÃO SABE/NÃO SE LEMBRA.98 | 281Questionários 13 NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 416A Utilizou preservativo, na primeira vez que teve relação sexual? SIM.1 NÃO.2 417 Quando foi a última vez que teve relações sexuais? MARQUE EM ''NUMERO DE ANOS'' SOMENTE SE HA MAIS DE UM ANO QUE TEVE RELAÇÕES SEXUAIS. SE 12 MESES OU MAIS, A RESPOSTA DEVE SER MARCADA EM ANOS. SE NO MESMO DIA, ANOTE “00” NA LINHA “ DIAS” NUMERO DE DIAS.1 NUMERO DE SEMANAS.2 NUMERO DE MESES.3 NUMERO DE ANOS.4 445 418 Utilizou preservativo na última vez que teve relações sexuais ? SIM.1 NÃO.2 419A 418A Quem teve a iniciativa de usar preservativo? O INQUIRIDO.1 MULHER/COMPANHEIRA, PARCEIRA.2 OS DOIS.3 NÃO SABE.8 419 Qual foi a principal razão que o levou a usar o preservativo? PREVENIR-SE DE DST/SIDA.1 PREVENIR-SE DA GRAVIDEZ.2 PREVENIR-SE DA GRAVIDEZ E DTS/SIDA.3 NÃO CONFIOU NA PARCEIRA/SENTIU QUE A PARCEIRA TINHA OUTRO(S) PARCEIRO(S).4 A PARCEIRA PEDIU/INSISTIU.5 OUTRO_____________________________________ .6 (ESPECIFIQUE) NÃO SABE.8 420 419A Porque não utilizaram preservativo? Tem mais? CIRCULE TUDO QUE FOR MENCIONADO. NÃO ESPERAVA TER RELACOES SEXUAIS NO MOMENTO.A NÃO CONHECIA(CONHECE) PRESERVATIVO.B DESEJAVA TER UM FILHO.C NÃO SE PREOCUPOU COM ISSO.D ACHAVA RUIM PARA A SAUDE.E CONHECIA MAS NÃO SABIA ONDE ENCONTRAR.F PENSAVA QUE NÃO PODIA ENGRAVIDAR.G E RESPONSABILIDADE DA PARCEIRA.H MOTIVOS RELIGIOSOS.I RETIRE O PRAZER.J TINHA CONFIANCA NA PARCEIRA.K TEVE DIFICULDADES EM PROPOR.L OUTRO___________________________________.X (ESPECIFIQUE) 420 VERIFIQUE : 302 (02) INQUIRIDO NAO ESTERILIZADO INQUIRIDO ESTERILIZADO 424 282 | Questionários 14 NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 421 VERIFIQUE : 419 UTILIZOU PRESERVATIVO PARA EVITAR UMA GRAVIDEZ (2 OU 3 CIRCULADO) OUTRO (‘1’, ‘4’, ‘5’, ‘6’ OU ‘8’ CIRCULADO) OU Q.419 NÃO PREENCHIDO SIM…. 1 NÃO………. 2 423 Na última vez que teve relações sexuais, você ou sua parceira fez algo ou utilizou um método diferente do preservativo para evitar gravidez? Na última vez que teve relações sexuais, você ou sua parceira fez algo ou utilizou um método diferente do preservativo para evitar gravidez ? NÃO SABE. 8 424 422 Que método foi utilizado? SE FOR MENCIONADO MAIS DE UM MÉTODO, CIRCULE O CÓDIGO DO MÉTODO QUE APARECE EM PRIMEIRO LUGAR NA LISTA. ESTERELIZ FEMININA/LAQUEAÇÃO.01 PILULA.02 STERILET/DIU.03 INJECÇÕES.04 IMPLANTE.05 DIAFRAGMA.06 ESPERMICIDA.07 MÉTODO DE ALEITEMENTO MATERNO E DE AMENORREIA (MAMA).08 ABSTINENCIA PERIODICA.09 COITO INTERROMPIDO.10 OUTRO.96 (ESPECIFIQUE) NÃO SABE.98 424 423 VERIFIQUE : 419 OUTRA RAZÃO (‘1’, ‘4’, ‘5’, ‘6’ OU ‘8’ CIRCULADO) ou Q.419 NÃO PRENCHIDO UTILIZOU PRESERVATIVO PARA EVITAR UMA GRAVIDEZ (2 OU 3 CIRCULADO) 424 | 283Questionários 15 NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 423A Qual é a principal razão que o levou a não utilizar um método contraceptivo para evitar uma gravidez? PARCEIRA SEXUAL OCASIONAL /NAO É DA SUA RESPONSABILIDADE.11 CONTRACEPCAO É UM ASSUNTO DE MULHERES.12 É DESNECESSARIO, PORQUE FOI UTILIZADO UM PRESERVATIVO PARA EVITAR AS IST/SIDA.13 RAZOES LIGADAS À FECUNDIDADE MULHER/PARCEIRA EM MENOPAUSA/ HISTERECTOMIA.23 CASAL INFECUNDO /ESTÉRIL.24 MELHER/PARCEIRA GRÁVIDA.25 MULHER/PARCEIRA EM AMENORREIA POS-PARTO.26 MULHER/PARCEIRA ALEITANDO.27 QUERIA (OUTROS) FILHOS.28 CONTRA A UTILIZACAO INQURIDO CONTRA.31 MULHER/PARCEIRA CONTRA.32 OUTRAS PESSOAS CONTRA.33 PRINCIPIOS RELIGIOSOS.34 FALTA DE CONHECIMENTO NAO CONHECE MÉTODO ALGUM.41 NAO CONHECE ONDE OBTER.42 RAZOES LIGADAS AOS MÉTODOS PROBLEMAS DE SAUDE.51 MEDO DOS EFEITOS SECUNDÁRIOS.52 INACESSIBILIDADE/MUITO LONGE.53 MUITO CARO.54 NAO PRÁTICO PARA A UTILIZACAO.55 OUTRO ___________________________________ .96 (ESPECIFIQUE) NÃO SABE .98 424 Que tipo de relacionamento vem mantendo/tinha com a pessoa com quem teve as suas últimas relações sexuais ? MINHA MULHER/PARCEIRA .01 MINHA NAMORADA/NOIVA .02 AMIGA .03 ENCONTRO OCASIONAL .04 PARENTE .05 PROSTITUTA .06 DESCONHECIDA/FUI VIOLADO .07 OUTRO ___________________________________.96 (ESPECIFIQUE) 426 425 424A Sua namorada/noiva vivia consigo quando tiveram as últimas relações sexuais ? SIM.1 NÃO.2 425 Durante quanto tempo vem mantendo /teve relações sexuais com essa ultima mulher ? SE TEVE RELACOES SEXUAIS UMA VEZ SÓ COM ESSA MULHER, MARQUE ‘01’ NA LINHA DE DIAS. DIAS.1 SEMANAS.2 MESES.3 ANOS.4 284 | Questionários 16 NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 426 Nos últimos 12 meses, teve relações sexuais com uma outra mulher? SIM.1 NÃO.2 445 427 Utilizou preservativo na última relação sexual que teve com essa outra mulher? SIM.1 NÃO.2 428A 427A Quem teve a iniciativa de usar o preservativo? O INQUIRIDO.1 MULHER/COMPANHEIRA, PARCEIRA.2 OS DOIS.3 NÃO SABE.8 428 Qual foi a principal razão que o levou a usar o preservativo nessa relação? PREVENIR-SE DE DST/SIDA…………………………….1 PREVENIR-SE DA GRAVIDEZ.2 PREVENIR-SE DA GRAVIDEZ E DTS/SIDA.3 NÃO CONFIOU NA PARCEIRA/SENTIU QUE A PARCEIRA TINHA OUTRO(S) PARCEIRO(S).4 A PARCEIRA PEDIU/INSISTIU.5 OUTRO____________________________________.6 (ESPECIFIQUE) NÃO SABE.8 429 428A Porque não utilizaram preservativo? Tem mais? CIRCULE TUDO QUE FOR MENCIONADO NÃO ESPERAVA TER RELAÇÕES NO MOMENTO.A NÃO CONHECIA(CONHECE) PRESERVATIVO.B DESEJAVA TER UM FILHO.C NÃO SE PREOCUPOU COM ISSO.D ACHAVA RUIM PARA A SAUDE.E CONHECIA MAS NÃO SABIA ONDE ENCONTRAR.F PENSAVA QUE NÃO PODIA ENGRAVIDAR.G É RESPONSABILIDADE DA PARCEIRA.H MOTIVOS RELIGIOSOS.I RETIRE O PRAZER.J TINHA CONFIANCA NA PARCEIRA.K TEVE DIFICULDADES EM PROPOR.L OUTRO__________________________________.X (ESPECIFIQUE) 429 VERIFIQUE : 302 (02) INQUIRIDO NÃO ESTERILZADO INQUIRIDO ESTERILIZADO 433 430 VERIFIQUE : 428 UTILIZOU PRESERVATIVO PARA EVITAR UMA GRAVIDEZ (2 OU 3 CIRCULADO) Na última vez que teve relações sexuais, você ou essa outra parceira fez algo ou utilizou um método diferente do preservativo para evitar gravidez? OUTRO (‘1’, ‘4’, ‘5’, ‘6’ OU ‘8’ CIRCULADO) OU Q.428 NÃO PREENCHIDO Na última vez que teve relações sexuais, você ou essa outra parceira fez algo ou utilizou um método diferente do preservativo para evitar gravidez ? SIM.1 NÃO.2 432 NÃO SABE.8 433 | 285Questionários 17 NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 431 Que método foi utilizado? SE FOI UTILIZADO MAIS DE UM METODO, CIRCULE O CODIGO DO PRIMEIRO METODO DA LISTA, A SER MENCIONADO. ESTERELIZ FEMININA/LAQUEAÇÃO.01 PILULA.02 DIU/STERILET.03 INJECÇÕES.04 IMPLANTE.05 DIAFRAGMA.06 ESPERMICIDA.07 MÉTODO DE ALEITEMENTO MATERNO E DE AMENORREIA (MAMA).08 ABSTINENCIA PERIODICA.09 COITO INTERROMPIDO.10 OUTRO___________________________________.96 (ESPECIFIQUE) NÃO SABE.98 433 432 VERIFIQUE : 428 433 OUTRA RAZÃO (‘1’, ‘4’, ‘5’, ‘6’ OU ‘8’ CIRCULADO) ou Q.428 NÃO PREENCHIDO UTILIZOU PRESERVATIVO PARA EVITAR UMA GRAVIDEZ (2 OU 3 CIRCULADO) 432A Qual é a principal razão que o levou a não utilizar um método contraceptivo para evitar uma gravidez? PARCEIRA SEXUAL OCASIONAL /NÃO É DA SUA RESPONSABILIDADE.11 CONTRACEPCAO É UM ASSUNTO DE MULHERES.12 É DESNECESSARIO, PORQUE FOI UTILIZADO UM PRESERVATIVO PARA EVITAR AS IST/SIDA.13 RAZOES LIGADAS À FECUNDIDADE MULHER/PARCEIRA EM MENOPAUSA/ HISTERECTOMIA.23 CASAL INFECUNDO /ESTÉRIL.24 MULHER/PARCEIRA GRÁVIDA.25 MULHER/PARCEIRA EM AMENORREIA POS-PARTO.26 MULHER/PARCEIRA ALEITANDO.27 QUERIA (OUTROS) FILHOS.28 CONTRA A UTILIZACAO INQURIDO CONTRA.31 MULHER/PARCEIRA CONTRA.32 OUTRAS PESSOAS CONTRA.33 PRINCIPIOS RELIGIOSOS.34 FALTA DE CONHECIMENTO NÃO CONHECE MÉTODO ALGUM.41 NÃO CONHECE ONDE OBTER.42 RAZOES LIGADAS AOS MÉTODOS PROBLEMAS DE SAUDE.51 MEDO DOS EFEITOS SECUNDÁRIOS.52 INACESSIBILIDADE/MUITO LONGE.53 MUITO CARO.54 NÃO PRÁTICO PARA A UTILIZACAO.55 OUTRO ___________________________________ .96 (ESPECIFIQUE) NÃO SABE .98 286 | Questionários 18 NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 433 Que tipo de relacionamento vem mantendo /tinha com essa mulher? É/ERA MINHA MULHER/PARCEIRA.01 435 É/ERA MINHA NAMORADA/NOIVA.02 AMIGA.03 ENCONTRO OCASIONAL.04 PARENTE.05 PROSTITUTA.06 OUTRO_________________________________ .96 (ESPECIFIQUE) 434 433A Sua namorada/noiva vivia consigo quando tiveram as últimas relações sexuais ? SIM.1 NÃO.2 434 Durante quanto tempo vem mantendo /teve relações sexuais com essa mulher? SE TEVE RELACOES SEXUAIS UMA SÓ VEZ COM ESSA MULHER, MARQUE ‘01’ NA LINHA DE DIAS. DIAS.1 SEMANAS.2 MESES.3 ANOS.4 435 Nos últimos 12 meses, teve relações sexuais com uma outra mulher, para alem das duas já citadas? SIM.1 NÃO.2 445 436 Utilizou um preservativo na última relação sexual que teve com essa terceira mulher? SIM.1 NÃO.2 437A 436A Quem teve a iniciativa de usar o preservativo? O INQUIRIDO.1 MULHER/COMPANHEIRA, PARCEIRA.2 OS DOIS.3 NÃO SABE.8 437 Qual é a principal razão que o levou a utilizar o preservativo nessa relação? PREVENIR-SE DE DST/SIDA………….………………1 PREVENIR-SE DA GRAVIDEZ.2 PREVENIR-SE DA GRAVIDEZ E DTS/SIDA.3 NÃO CONFIOU NA PARCEIRA/SENTIU QUE A PARCEIRA TINHA OUTRO(S) PARCEIRO(S).4 A PARCEIRA PEDIU/INSISTIU.5 OUTRO____________________________________.6 (ESPECIFIQUE) NÃO SABE.8 438 437A Porque não utilizaram preservativo? Tem mais? CIRCULE TUDO QUE FOR MENCIONADO NÃO ESPERAVA TER RELACOES NO MOMENTO.A NÃO CONHECIA(CONHECE)PRESERVATIVO.B DESEJAVA TER UM FILHO.C NÃO SE PREOCUPOU COM ISSO.D ACHAVA RUIM PARA A SAUDE.E CONHECIA MAS NÃO SABIA ONDE ENCONTRAR.F PENSAVA QUE NÃO PODIA ENGRAVIDAR.G É RESPONSABILIDADE DA PARCEIRA.H MOTIVOS RELIGIOSOS.I RETIRE O PRAZER.J TINHA CONFIANCA NA PARCEIRA.K TEVE DIFICULDADES EM PROPOR.L OUTRO__________________________________.X (ESPECIFIQUE) | 287Questionários 19 NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 438 VERIFIQUE : 302 (02) INQUIRIDO NAO ESTERILIZADO INQUIRIDO ESTERILIZADO 442 439 VERIFIQUE : 437 UTILIZOU PRESERVATIVO PARA EVITAR UMA GRAVIDEZ (2 OU 3 CIRCULADO) Na última vez que teve relações sexuais, você ou essa outra parceira fez algo ou utilizou um método diferente do preservativo para evitar gravidez? OUTRO (‘1’, ‘4’, ‘5’, ‘6’ OU ‘8’ CIRCULADO) OU Q.437 NÃO PREENCHIDO Na última vez que teve relações sexuais, você ou essa outra parceira fez algo ou utilizou um método diferente do preservativo para evitar gravidez ? SIM.1 NÃO.2 441 NÃO SABE.8 442 440 Que método foi utilizado? SE FOI UTILIZADO MAIS DE UM METODO, CIRCULE O CODIGO DO PRIMEIRO METODO DA LISTA, A SER MENCIONADO. ESTERILIZ FEMININA/LAQUEAÇÃO.01 PILULA.02 DIU/STERILET.03 INJECÇÕES.04 IMPLANTE.05 DIAFRAGMA.06 ESPERMICIDA.07 MÉTODO DE ALEITEMENTO MATERNO E DE AMENORREIA (MAMA).08 ABSTINENCIA PERIODICA.09 COITO INTERROMPIDO.10 OUTRO___________________________________.96 (ESPECIFIQUE) NÃO SABE.98 442 441 VERIFIQUE : 437 442 OUTRA RAZÃO (‘1’, ‘4’, ‘5’, ‘6’ OU ‘8’ CIRCULADO) ou Q.419 NÃO PRENCHIDO UTILIZOU PRESERVATIVO PARA EVITAR UMA GRAVIDEZ (2 OU 3 CIRCULADO) 288 | Questionários 20 NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 441A Qual é a principal razão que o levou a não utilizar um método contraceptivo para evitar uma gravidez? PARCEIRA SEXUAL OCASIONAL /NÃO É DA SUA RESPONSABILIDADE.11 CONTRACEPCAO É UM ASSUNTO DE MULHERES.12 É DESNECESSARIO, PORQUE FOI UTILIZADO UM PRESERVATIVO PARA EVITAR AS IST/SIDA.13 RAZOES LIGADAS À FECUNDIDADE MULHER/PARCEIRA EM MENOPAUSA/ HISTERECTOMIA.23 CASAL INFECUNDO /ESTÉRIL.24 MULHER/PARCEIRA GRÁVIDA.25 MULHER/PARCEIRA EM AMENORREIA POS-PARTO.26 MULHER/PARCEIRA ALEITANDO.27 QUERIA (OUTROS) FILHOS.28 CONTRA A UTILIZACAO INQURIDO CONTRA.31 MULHER/PARCEIRA CONTRA.32 OUTRAS PESSOAS CONTRA.33 PRINCIPIOS RELIGIOSOS.34 FALTA DE CONHECIMENTO NÃO CONHECE MÉTODO ALGUM.41 NÃO CONHECE ONDE OBTER.42 RAZOES LIGADAS AOS MÉTODOS PROBLEMAS DE SAUDE.51 MEDO DOS EFEITOS SECUNDÁRIOS.52 INACESSIBILIDADE/MUITO LONGE.53 MUITO CARO.54 NÃO PRÁTICO PARA A UTILIZACAO.55 OUTRO ___________________________________ .96 (ESPECIFIQUE) NÃO SABE .98 442 Que tipo de relacionamento vem mantendo /tinha com essa mulher? É/ERA MINHA MULHER/PARCEIRA.01 444 É/ERA MINHA NAMORADA/NOIVA.02 AMIGA.03 ENCONTRO OCASIONAL.04 PARENTE.05 PROSTITUTA.06 DESCONHECIDA/VIOLADO.07 OUTRO_________________________________ .96 (ESPECIFIQUE) 443 442A Sua namorada/noiva vivia consigo quando tiveram as últimas relações sexuais ? SIM.1 NÃO.2 | 289Questionários 21 NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 443 Durante quanto tempo teve relações/vem mantendo sexuais com essa mulher? SE TEVE RELACOES SEXUAIS UMA SÓ VEZ COM ESSA MULHER, MARCA ‘01’ À DIAS. DIAS.1 SEMANAS.2 MESES.3 ANOS.4 444 No total, com quantas mulheres teve relações sexuais nos últimos 12 meses? NUMERO DE PARCEIRAS . 445 Já alguma vez pagou para ter relações sexuais? SIM.1 NÃO.2 448 446 Há quanto tempo pagou para ter relações sexuais? NUMERO DE DIAS.1 NUMERO DE SEMANAS.2 NUMERO DE MESES.3 NUMERO DE ANOS.4 447 Utilizou preservativo, na última vez que você pagou para ter relações sexuais? SIM.1 NÃO.2 448 Sabe onde se pode conseguir preservativos/ camisinhas ? SIM.1 NÃO.2 450 449 Onde(ou como) se pode conseguir? Algum outro lugar? NO CASO DE UM HOSPITAL, DE UM CENTRO DE SAUDE OU DE UMA CLINICA, ESCREVA O NOME COMPLETO DO LUGAR. ______________________________________ (NOME DO LUGAR) ANOTE TUDO QUE FOR MENCIONADO HOSPITAL CENTRAL.A CENTRO DE SAUDE.B POSTO SANITARIO.C UNIDADE SANITARIA DE BASE.D CLINICA PRIVADA.E FARMACIA.F AMIGO/FAMILIAR.G PMI/PF – CENTRO SR.H LOJA.I ASSOCIAÇÕES.J OUTRO LUGAR____________________________.X (ESPECIFIQUE) 450 Se você quiser, consegue por você mesmo obter preservativo? SIM.1 NAO.2 NÃO SABE.8 451 VERIFIQUE 302 (07), 416A, 418, 427, 436 e 447 : UTILIZAÇÃO DE PRESERVATIVOS 456 AO MENOS UMA VEZ NENHUMA VEZ 452 Que idade tinha quando utilizou o preservativo pela primeira vez? IDADE EM ANOS NA 1.ª UTILIZACAO DO PRESERVATIVO . NAO SABE/NAO SE LEMBRA.98 290 | Questionários 22 NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 453 Qual é a principal razão que o levou a utilizar o preservativo pela primeira vez? EVITAR GRAVIDEZ.1 EVITAR A SIDA.2 EVITAR OUTRAS IST.3 EVITAR DE INFECTAR PARCEIRA.4 PROVAR UM PRESERVATIVO.5 OUTRO_____________________________________.6 (ESPECIFIQUE) 453A Tem/teve dificuldades maiores na utilização do preservativo ? SIM.1 NÃO.2 456 454 Que tipo de dificuldades tem/teve na utilização do preservativo? INSISTA : Nenhum outro? MARQUE TODAS AS DIFICULDADES MENCIONADAS. É INCOMODO COMPRAR/ OBTER UM PRESERVATIVO.A É DIFICIL DE COLOCAR/ DE TIRAR.B DIMINUI MEU PRAZER .D MINHA MULHER/PARCEIRA NAO GOSTA/NAO ESTA DE ACORDO.E MINHA MULHER/PARCEIRA GRAVIDA.F UTILIZACAO IMPROPRIA.G RASGA-SE FACILMANTE/NAO FICA BEM NO LUGAR.H OUTRO_________________________________.X (ESPECIFIQUE) NÃO HÁ PROBLEMAS.Y 456 Agora, vou ler algumas frases ditas por algumas pessoas sobre a utilização do preservativo, e gostaria que me dissesse se está de acordo ou não com cada uma dessas frases: DE ACORDO DESACORDO NAO SABE/ SEM OPINIAO a) O preservativo diminui o prazer sexual do homem. a) 1 2 8 b) O preservativo não é prático a utilizar. b) 1 2 8 c) O preservativo pode ser utilizado mais que uma vez. c) 1 2 8 d) O preservativo evita de contrair doenças/infecções. d) 1 2 8 e) A compra de preservativos é incómodo. e) 1 2 8 f) Uma mulher não tem o direito de propor a um homem a utilização do preservativo. f) 1 2 8 | 291Questionários 23 SECÇÃO 4B: MÓDULO JOVENS ADULTOS NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 460 VERIFIQUE: Q.108 E 416 INQUIRIDO TEM 15-24 ANOS E JÁ TEVE RELACOES SEXUAIS INQUIRIDO TEM 15-24 ANOS E NUNCA TEVE RELACOES SEXUAIS INQUIRIDO TEM 24 ANOS OU MAIS 501 472 461 Que idade tinha a pessoa com quem teve a sua primeira relação sexual? ANOS. NÃO RESPONDEU.96 NÃO SABE.98 462 Que tipo de relacionamento tinha com a pessoa com quem teve a sua primeira relação sexual? MULHER/COMPANHEIRA.01 NOIVA/NAMORADA.02 AMIGA.03 RECEM-CONHECIDA.04 FAMILIAR.05 DESCONHECIDA/ VIOLADO.06 CLIENTE PROSTITUTA.07 OUTRO________________________________.96 (ESPECIFIQUE) NÃO SABE.98 464 463 Quanto tempo namorou com essa pessoa antes de ter a sua primeira relação sexual ? SE NO MESMO DIA, MARQUE “00”, NA LINHA DO NUMERO DE DIAS. NUMERO DE DIAS.1 NUMERO DE SEMANAS.2 NUMERO DE MESES.3 NUMERO DE ANOS.4 464 Teve alguma informação sobre o sexo antes da sua primeira relação sexual? SIM.1 NÃO.2 466 465 Quem lhe deu essas informações? Tem mais? CIRCULE TUDO QUE FOR MENCIONADO. NINGUEM.A MAE/PAI.B IRMA/IRMAO.C PARENTES.D AMIGO/AMIGA.E PESSOAL DA SAUDE.F PROFESSOR (ESCOLA) .G REUNIAO RELIGIOSA.H OUTRO_________________________________ .X (ESPECIFIQUE) 466 Utilizaram preservativo nessa relação sexual ? SIM.1 NÃO.2 469 467 Qual foi a principal razão que o levou a usar o preservativo? PREVENIR-SE DE IST/SIDA .1 PREVENIR-SE DA GRAVIDEZ .2 PREVENIR-SE DA GRAVIDEZ E ITS/SIDA. .3 NÃO CONFIOU NO PARCEIRO/DUVIDOU QUE O PARCEIRO TINHA OUTRAS PARCEIRAS .4 O PARCEIRO PEDIU/INSISTIU .5 OUTRO _________________________________.6 (ESPECIFIQUE) NÃO SABE …………………………. 8 292 | Questionários 24 NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 468 Quem lhe aconselhou a usar o preservativo? MULHER/COMPANHEIRA.01 NOIVA/NAMORADA.02 MEDICO.03 ENFERMEIRO.04 PARENTE.05 AMIGOS.06 LIVROS /REVISTAS.07 SOZINHO.08 OUTRO___________________________________.96 (ESPECIFIQUE) NÃO SABE.98 470 469 Porque não utilizaram o preservativo? Tem mais? CIRCULE TUDO QUE FOR MENCIONADO NÃO ESPERAVA TER RELACOES NO MOMENTO.A NÃO CONHECIA CAMISINHA.B DESEJAVA TER UM FILHO.C NÃO SE PREOCUPOU COM ISSO.D ACHAVA RUIM PARA A SAUDE.E CONHECIA MAS NÃO SABIA ONDE ENCONTRAR.F PENSAVA QUE NÃO PODIA ENGRAVIDAR.G É RESPONSABILIDADE DA PARCEIRA.H MOTIVOS RELIGIOSOS.I RETIRA O PRAZER.J TINHA CONFIANCA NA PARCEIRA.K TEVE DIFICULDADES EM PROPOR.L OUTRO ______________________________________.X (ESPECIFIQUE) 470 (Para além do preservativo), utilizaram um outro método contraceptivo para evitar gravidez ? SIM.1 NÃO.2 472 471 Que método utilizaram? PILULA.………….01 STERILET/DIU.…….….02 INJECÇOES.….03 ESPERMICIDAS.04 DIAFRAGMA.05 IMPLANTE.06 COITO INTERROMPIDO.07 ABSTINENCIA PERIODICA.08 OUTRO ____________________________________.96 (ESPECIFIQUE) 472 Na sua opinião quais são os métodos contraceptivos mais apropriados para jovens da sua idade? Tem mais? CIRCULE TUDO QUE FOR MENCIONADO PILULA.………….A STERILET/DIU.….…….B INJECÇOES.….C ESPERMICIDAS.D DIAFRAGMA.E IMPLANTE.F COITO INTERROMPIDO.G ABSTINENCIA PERIODICA.H PRESERVATIVO.I OUTRO ________________________________.X (ESPECIIQUE) | 293Questionários 25 NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 473 Quem deve tomar iniciativa de usar um método para evitar gravidez ou infecção/doença? O HOMEM.1 A MULHER .2 OS DOIS JUNTOS.3 QUALQUER UM DOS DOIS.4 DEPENDE DAS CIRCUNSTANCIAS.5 NENHUM DOS DOIS.6 NÃO SABE.8 474 VERIFIQUE Q. 209, Q. 213 D ou Q 416 JÁ ENGRAVIDOU ALGUEM NUNCA ENGRAVIDOU ALGUEM/ NUNCA TEVE RELAÇÃO SEXUAL 483 475 Que idade tinha quando engravidou alguém pela primeira vez? IDADE. NÃO SABE.98 476 Que tipo de relacionamento mantinha com a pessoa que você engravidou? MULHER/COMPANHEIRA.01 NOIVA/NAMORADA.02 AMIGA.03 RECEM-CONHECIDA.04 FAMILIAR.05 DESCONHECIDA.06 CLIENTE PROSTITUTA.07 OUTRO ____________________________________. 96 (ESPECIFIQUE) NÃO SABE.98 477 Como se terminou essa gravidez ? NADO VIVO.1 NADO-MORTO.2 ABORTO ESPONTANEO.3 ABORTO PROVOCADO.4 478 Com quem morava quando engravidou essa pessoa? COMPANHEIRA/MULHER.01 PAIS.02 SÓ PAI.03 SO MAE.04 PARENTE(S).05 AMIGOS(AS).06 SOZINHO.07 OUTRO ___________________________________.96 (ESPECIFIQUE) 483 479 Qual foi a atitude da sua família quando soube da gravidez? EXIGE/ EXIGIU O CASAMENTO.01 OBRIGA/ OBRIGOU A CASAR.02 ACEITOU A GRAVIDEZ SEM CASAMENTO.03 RESPONSABILIZOU-SE PARA CRIAR O FILHO.04 EXPULSARAM DE CASA.05 QUER/ QUIS O ABORTO.06 NÃO INTERFERIU.07 FICOU CONTENTE.08 DESCONTENTE.09 OUTRO ___________________________________.96 (ESPECIFIQUE) NÃO SABE.98 294 | Questionários 26 NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 480 Como reagiu a pessoa quando soube que estava grávida? CONTENTE.01 NATURAL/INDIFERENTE.02 ABORRECIDA/PREOCUPADA.03 SUGERIU O ABORTO.04 NÃO A VIU MAIS.05 OUTRO ____________________________________.96 (ESPECIFIQUE) NÃO SABE.98 483 481 Mora actualmente com ela? SIM.1 NÃO.2 483 482 Você dá-lhe alguma assistência financeira, afectiva ou as duas? FINANCEIRA.1 EFECTIVA.2 FINANCEIRA E AFECTIVA.3 NENHUMA DELAS.4 OUTRO ____________________________________.6 (ESPECIFIQUE) 483 Acha que tem conhecimentos suficientes em matéria de relação sexual/Saúde reprodutiva? SIM.1 NÃO.2 484 Quais os problemas que mais o preocupam em matéria de relação sexual/Saúde reprodutiva? (Tem Mais) (CIRCULE TUDO QUE FOR MENCIONADO) GRAVIDEZ ………….A IST/ SIDA.B OUTRO _________________________________.X (ESPECIFIQUE) 485 Está ou não de acordo com as seguintes afirmações: a) USAR CAMISINHA COM UM PARCEIRO RECENTE É BOA IDEIA. b) NÃO É NECESSARIO USAR CAMISINHA COM UMRECEM-CONHECIDO. c) AS MULHERES DEVEM EXIGIR QUE OS PARCEIROS USEM CAMISINHAS. d) É FACIL DISCUTIR O USO DA CAMISINHA COM UM NOVO PARCEIRO. e) O USO DA CAMISINHA DIMINUI O PRAZER SEXUAL. f) UMA CAMISINHA PODE SER UTILIZADA MAIS QUE UMA VEZ. g) NÃO SE DEVE TER VERGONHA EM ADQUIRIR/PEDIR CAMISINHA. SIM NÃO USAR CAMISINHA COM UM PARCEIRO RECENTE É BOA IDEIA.1 2 NÃO É NECESSARIO USAR CAMISINHA COM UM RECEM-CONHECIDO.1 2 AS MULHERES DEVEM EXIGIR QUE OS PARCEIROS USEM CAMISINHAS.1 2 É FACIL DISCUTIR O USO DA CAMISINHA COM UM NOVO PARCEIRO.1 2 O USO DA CAMISINHA DIMINUI O PRAZER SEXUAL.1 2 UMA CAMISINHA PODE SER UTILIZADA MAIS QUE UMA VEZ.1 2 NÃO SE DEVE TER VERGONHA EM AQUIRIR/PEDIR CAMISINHA.1 2 | 295Questionários 27 SECÇÃO 5. PREFERÊNCIA EM MATÉRIA DE FECUNDIDADE NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 501 VERIFIQUE 401 e 405 503 SÓ UMA MULHER/ PARCEIRA 2 OU MAIS MULHERES/ PARCEIRAS NAO É CASODO/ NEM VIVE EM UNIAO 502 Sua esposa/companheira (ou uma das suas parceiras sexuais) está grávida? SIM.1 NÃO.2 EM DÚVIDA .3 503 502A Esta gravidez foi planeada ? SIM.1 NÃO.2 503 VÉRIFIQUE 401 (código 3) E 502: A - SIM, (UMA) ESPOSA/ COMPANHEIRA ESTÁ GRÁVIDA Agora queria fazer-lhe algumas perguntas sobre o futuro. Após o nascimento do filho, que a sua esposa/companheira espera, gostaria de ter um outro filho ou prefere não ter mais filho? B – NÃO HÁ ESPOSA /COMPANHEIRA GRÁVIDA, EM DÚVIDA OU NÃO É CASADO/NEM VIVE EM UNIAO Agora queria fazer-lhe algumas perguntas sobre o futuro. Gostaria de ter um (outro) filho ou prefere não ter (mais) filho? TER UM (OUTRO) FILHO.1 NÃO QUER OUTRO/NENHUM.2 505 ESPOSA/COMP. NÃO PODE ENGRAVIDAR/ESTÉRILIZAD(O)A.3 EM DÚVIDA/NÃO SABE.4 504 Quanto tempo quer esperar para ter um (outro) filho? MESES.1 ANOS.2 NÃO QUER ESPERAR.993 DEPOIS DO CASAMENTO.995 OUTRO________________________________.996 (ESPECIFIQUE) NÃO SABE.998 505 VÉRIFIQUE 203 e 205: 507 507 TEM FILHOS VIVOS Se pudesse voltar atrás, para o tempo em que não tinha nenhum filho, e escolher o número de filhos, para ter por toda vida, qual seria esse número? NÃO TEM FILHOS VIVOS Se pudesse escolher exactamente o número de filhos que teria em toda a sua vida, quantos filhos gostaria de ter ? NENHUM.00 NÚMERO DE FILHOS. OUTRO_______________________.96 (ESPECIFIQUE) INSISTA PARA OBTER UMA RESPOSTA NUMÉRICA. 296 | Questionários 28 NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 506 Entre esses filhos, quantos você gostaria que fossem rapazes, quantos você gostaria que fosse raparigas, e quantos dentre eles o sexo (masculino, feminino) não teria importância. RAPAZES RAPARIGAS TANTO FAZ NÚMERO. OUTRO ___________________________________.96 (ESPECIFIQUE) 507 Concorda ou não concorda com os casais que usam métodos contraceptivos para evitar a gravidez? CONCORDA.1 NÃO CONCORDA.2 NÃO SABE.8 508 Nos últimos 6 meses, ouviu falar do planeamento familiar: Na rádio? Na televisão? Nos jornais ou revistas? SIM NÃO RÁDIO. 1 2 TELEVISÃO. 1 2 JORNAIS OU REVISTAS. 1 2 510 Nos últimos 6 meses, conversou com alguém sobre métodos para evitar a gravidez? SIM.1 NÃO.2 601 511 Com quem você conversou? Conversou com mais algum? ANOTE TUDO QUE FOR MENCIONADO. ESPOSA/COMPANHEIRA.A MÃE.B PAI.C IRMÃOS.D FILHO(A).E PARENTES.F AMIGOS/VIZINHOS.G PROFISSIONAL DE SAÚDE.H LIDER RELIGIOSO.I PROFESSOR(A).J OUTRO___________________________________.X (ESPECIFIQUE) | 297Questionários 29 SECÇÃO 6. PARTICIPAÇÃO NOS CUIDADOS DE SAÚDE NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 601 VERIFIQUE 209: 617 UM OU MAIS FILHO NÃO TEM FILHO 602 Qual é o nome e o sexo do seu último filho? ________________________________________ (NOME DO ÚLTIMO FILHO) MASCULINO.1 FEMININO.2 603 Em que mês e ano nasceu o seu último filho? MÊS . ANO . 604 (NOME DO SEU ÚLTIMO FILHO) está vivo? SIM.1 NAO.2 NÃO SABE.8 606 606 605 (NOME DO SEU ÚLTIMO FILHO) tinha quantos anos quando faleceu? SE, 1 ANO, INSISTA : Quantos meses ele(a) tinha quando morreu? ANOTE EM DIAS, SE MENOS DE UM MES ; EM MESES, SE MENOS DE 2 ANOS (24 MESES) ; OU EN ANOS, SE IGUAL OU SUPERIOR A 2 ANOS (24 MESES) DIAS.1 SEMANAS.2 MESES.3 ANOS.4 NÃO SABE.998 606 Quem é a mãe do (NOME DO SEU ÚLTIMO FILHO)? ESCREVA O NOME DA MÃE DA CRIANÇA E O SEU NÚMERO DE LINHA A PARTIR DO QUESTIONÁRIO AGREGADO FAMILIAR SE A MÃE NÃO É MEMBRO DO AGREGADO, ANOTE “00” _______________________________________ (NOME DA MÃE DO ÚLTIMO FILHO) NÚMERO DE LINHA . 607 VERIFIQUE 603: ULTIMO FILHO NASCIDO A PARTIR JANEIRO DE 2000 ULTIMO FILHO NASCIDO ANTES DE JANEIRO 2000 617 608 VERIFIQUE 606: MÃE DO ÚLTIMO FILHO NÃO VIVE NO AGREGADO (CÓDIGO 00) MÃE DO ÚLTIMO FILHO VIVE NO AGREGADO 610 609 Qual é a sua relação com (NOME DA MÃE DO ÚLTIMO FILHO)? ESPOSA/COMPANEIRA.01 ÚLTIMA ESPOSA.02 PARCEIRA/COMPANEHIRA.03 ULTIMA PARCEIRA/COMPANEHIRA.04 PARCEIRA/COMPANEHIRA SEXUAL REGULAR.05 NAMORADA/NOIVA.06 PARCEIRA/COMPANHEIRA SEXUAL OCASIONAL.07 ENCONTRO CASUAL.08 OUTRO_____________________________________.96 (ESPECIFIQUE) 298 | Questionários 28 AS Q U ES TÕ ES S ER Ã O C O LO C A D A S SE M PR E N A V ER TI C A L SE N Ã O H O U V E R IN D IC A Ç Õ ES E M C O N TR Á R IO S. E M S E G U ID A C O LO Q U E 6 10 B , 6 11 E 6 12 S O BR E O PA R T O , E P R O SS IG A D A M E SM A F O R M A P A R A A C O LU N A « 6 S E M A N A S A PÓ S O P A R TO », (Q .6 10 C ). T O D A S A S Q U E ST Õ E S SÃ O R E FE R E N T E S A O Ú L T IM O F IL H O . G R A V ID E Z PA R TO 6 SE M A N A S A PÓ S O P A R TO 61 0 A go ra , p or fa vo r, va m os v ol ta r a o m om en to em q ue ( N O M E D A M Ã E D O Ú LT IM O F IL H O Q .6 06 ) es ta va g rá vi da d e (N O M E D O U LT IM O F IL H O Q .6 02 ). 61 0A : Q ua nd o (N O M E D A M Ã E D O Ú LT IM O FI LH O Q .6 06 ) e st av a gr áv id a de (N O M E D O U LT IM O F IL H O Q .6 02 ), el a re ce be u co ns el ho s e/ ou c ui da do s d e um m éd ic o ou d e um p ro fis si on al de sa úd e pa ra o s c ui da do s p ré -n at ai s? 61 0B : Q ua nd o (N O M E D A M Ã E D O Ú LT IM O FI LH O Q .6 06 ) e st av a de P ar to d o (N O M E D O U LT IM O F IL H O Q .6 02 ), el a fo i a ss is tid a p or u m m éd ic o ou p or u m p ro fis si on al d e sa úd e? 61 0C : Q ua nd o (N O M E D A M Ã E D O Ú LT IM O F IL H O Q .6 06 ) d eu a lu z de (N O M E D O U LT IM O F IL H O Q .6 02 ), el a re ce be u co ns el ho s e /o u cu id ad os d e um m éd ic o ou d e um p ro fis si on al d e sa úd e d ur an te a s 6 pr im ei ra s s em an as a pó s o p ar to ? SI M . . . . . .1 SI M . . . . . .1 SI M . . . . . .1 N Ã O . . . . . 2 (P R O SS IG A C O M 6 12 ) N Ã O . . . . . 2 (P R O SS IG A C O M 6 12 ) N Ã O . . . . . 2 (P R O SS IG A C O M 6 12 ) N Ã O S A B E. . 8 (P R O SS IG A C O M 6 10 B D A C O LU N A S EG U IN TE ) N Ã O S A B E. . 8 (P R O SS IG A C O M 6 10 C D A C O LU N A S EG U IN TE ) N Ã O S A B E. . 8 (P R O SS IG A C O M 6 13 ) 61 1 Q ue m p ag ou p ar a os c ui da do s ou o s se rv iç os d o m éd ic o? G R A TU IT O . . . . . . . . . . . . . .0 1 SE G U R O S. . . . . . . . . . . . . . .0 2 IN Q U IR ID O . . . . . . . . . . . . . 03 M Ã E D A C R IA N Ç A . . . . . . . . .0 4 PA I E M Ã E D A C R IA N Ç A . . . . . 05 FA M ÍL IA D O IN Q U IR ID O . . . . . 06 FA M IL IA D A M Ã E D A C R IA N Ç A . . . . . . . . . . . . . . .0 7 O U TR O __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ 9 6 (E SP EC IF IQ U E) (PROSSIGA COM 610B DA COLUNA SEGUINTE) G R A TU IT O . . . . . . . . . . . . . .0 1 SE G U R O S. . . . . . . . . . . . . . .0 2 IN Q U IR ID O . . . . . . . . . . . . . 03 M Ã E D A C R IA N Ç A . . . . . . . . .0 4 PA I E M Ã E D A C R IA N Ç A . . . . . 05 FA M ÍL IA D O IN Q U IR ID O . . . . . 06 FA M IL IA D A M Ã E D A C R IA N Ç A . . . . . . . . . . . . . . .0 7 O U TR O __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ 9 6 (E SP EC IF IQ U E) (PROSSIGA À 610C, DA COLUNA SEGUINTE) G R A TU IT O . . . . . . . . . . . . . .0 1 SE G U R O S. . . . . . . . . . . . . . .0 2 IN Q U IR ID O . . . . . . . . . . . . . 03 M Ã E D A C R IA N Ç A . . . . . . . . .0 4 PA I E M Ã E D A C R IA N Ç A . . . . . 05 FA M ÍL IA D O IN Q U IR ID O . . . . . 06 FA M IL IA D A M Ã E D A C R IA N Ç A . . . . . . . . . . . . . . .0 7 O U TR O __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ 9 6 (E SP EC IF IQ U E) (PROSSIGA COM 613) 61 2 Q ua is sã o as p rin ci pa is ra zõ es pa ra q ue (N O M E D A M Ã E D O Ú LT IM O F IL H O Q .6 06 ): G R A V ID EZ - N ão ti nh a re ce bi do c on se lh os e/ ou c ui da do s d e um m éd ic o ou de u m p ro fis si on al d e sa úd e pa ra os c ui da do s p ré n at ai s? N O P A R TO - N ão ti nh a si do a ss is tid a po r u m m éd ic o ou u m p ro fis si on al d e sa úd e du ra nt e o pa rto ? A PÓ S PA R TO - N ão ti nh a re ce bi do c on se lh os e/ ou c ui da do s d e um m éd ic o ou pr of is si on al d e sa úd e du ra nt e as se is p rim ei ra s s em an as a pó s o pa rto ? N Ã O E R A N EC ES SÁ R IO . . . . . . 01 IN Q U IR ID O N Ã O A C EI TO U . . . . 02 M U IT O C A R O . . . . . . . . . . . . 03 D IF ÍC IL A C ES SO . . . . . . . . . . 04 SE R V IÇ O D EF IC IE N TE . . . . . . .0 5 PE SS O A L N Ã O Q U A LI FI C A D O . . 06 O U TR O __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ 9 6 (E SP EC IF IQ U E) (PROSSIGA COM 610B DA COLUNA SEGUINTE) N Ã O E R A N EC ES SÁ R IO . . . . . .0 1 IN Q U IR ID O N Ã O A C EI TO U . . . .0 2 M U IT O C A R O . . . . . . . . . . . .0 3 D IF ÍC IL A C ES SO . . . . . . . . . . 04 SE R V IÇ O D EF IC IE N TE . . . . . . .0 5 PE SS O A L N Ã O Q U A LI FI C A D O . .0 6 O U TR O __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ 9 6 (E SP EC IF IQ U E) (PROSSIGA À 610C, DA COLUNA SEGUINTE) N Ã O E R A N EC ES SÁ R IO . . . . . .0 1 IN Q U IR ID O N Ã O A C EI TO U . . . .0 2 M U IT O C A R O . . . . . . . . . . . .0 3 D IF ÍC IL A C ES SO . . . . . . . . . . 04 SE R V IÇ O D EF IC IE N TE . . . . . . .0 5 PE SS O A L N Ã O Q U A LI FI C A D O . .0 6 O U TR O __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ 9 6 (E SP EC IF IQ U E) (PROSSIGA COM 613) | 299Questionários 29 NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 613 Durante o tempo em que a (NOME DA MÃE DO ÚLTIMO FILHO Q.606) estava grávida, falou com um profissional de saúde a propósito da saúde da mãe e da criança? SIM.1 NAO.2 614 VERIFIQUE 602 E 604: NOME DO ÚLTIMO FILHO_________________________________________________ 617 ÚLTIMO FILHO VIVO ÚLTIMO FILHO MORTO/ NÃO SABE 615 (NOME DO SEU ÚLTIMO FILHO) vive no seu agregado? SIM.1 NAO.2 617 616 No seu agregado, quem habitualmente decide sobre o que fazer quando o (NOME DO ÚLTIMO FILHO) está doente? Quem mais? ANOTE TUDO QUE FOR MENCIONADO INQUIRIDO.A MÃE DA CRIANÇA.B ESPOSA/COMPANEHIRA QUE NÃO É MÃE DA CRIANÇA.C UMA PARENTE.D UM PARENTE.E NUNCA CRIANÇA ADOENCEU.F OUTRO___________________________________.X (ESPECIFIQUE) 617 Agora, gostaria de falar-lhe da gravidez e da saúde das crianças. As vezes, no decorrer de uma gravidez pode surgir complicações que podem resultar em aborto (espontâneo ou provocado) ou mesmo a morte da mãe e/ou da criança. Quais são os sinais ou sintomas que segundo você mostra que uma gravidez é ameaçada ou está em perigo? INSISTA : tem outros sinais ou sintomas? ANOTE TODOS OS SINAIS OU SINTOMAS MENCIONADAS. HEMORRAGIA VAGINAL.A FEBRE FORTE.B DORES ABDOMINAIS.C INFLAMAÇÃO DAS/DOS MÃOS/PÉS.D TRABALHO DIFICIL, QUE DURA MAIS DE 12 HORAS.E CONVULSÕES.F OUTRO_____________________________________.X (ESPECIFIQUE) NÃO CONHECE SINTOMA.Y 618 Quando uma criança está com diarreia deve-se dar-lhe menor quantidade de líquido, a mesma quantidade ou maior quantidade de que de costume? MENOR QUE DE COSTUME.1 A MESMA QUANTIDADE.2 MAIOR QUANTIDADE.3 NÃO SABE.8 619 Já alguma vez, ouviu falar de um produto especial chamado ORALITE que se utiliza para tratar a diarreia? SIM.1 NAO.2 620 Você fuma actualmente cigarro ou tabaco ? SE SIM : O que fuma ? Outra coisa? ANOTE TUDO O QUE FOR MENCIONADO. SIM, CIGARRO.A SIM, CACHIMBO.B SIM,CHARUTO.C TABACO.D NÃO FUMA.Y OUTRO__________________________________.X (ESPECIFIQUE) 300 | Questionários 30 NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 621 VERIFIQUE 620: CÓDICO ‘A’ CIRCULADO CÓDIGO ‘A’ NÃO CIRCULADO 623 622 Nas últimas 24 horas, quantos cigarros fumou? CIGARROS. NÃO SABE.98 623 Já alguma vez ingeriu bebidas alcoólicas? SIM.1 NAO.2 701 624 Nos últimos três meses, alguma vez ficou embriagado? SIM.1 NAO.2 701 627 Nos últimos três meses, quantas vezes ficou bêbado? SE TODOS OS DIAS, MARQUE ‘90’. NUMERO DE VEZES. NENHUMA/NUNCA.95 NÃO SABE.98 | 301Questionários 31 SECÇÃO 7. SIDA E OUTRAS INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A Agora, gostaria de falar-lhe sobre as doenças/infecções sexualmente transmissíveis 701 Já ouviu falar de uma doença que se chama SIDA? (Síndroma de Imuno-deficiência adquirida) SIM.1 NÃO.2 717 701A Como uma pessoa pode contrair o vírus da SIDA? (Algum outro meio?) ANOTE TUDO QUE FOR MENCIONADO. BEIJANDO NO ROSTO.A BEIJANDO NA BOCA.B PELO APERTO DE MÃO.C NAS RELAÇÕES SEXUAIS.D RECEBENDO TRANSFUSÃO DE SANGUE.E DOANDO SANGUE.F USANDO AGULHAS/SERINGAS NÃO ESTERILIZADAS.G PELA PICADA DE MOSQUITO.H NO ASSENTO DA SANITA.I NA GRAVIDEZ (MÃE PARA FILHO).J PELA AMAMENTAÇÃO (MÃE PARA BEBÉ).K ATRAVÉS DE UTENSÍLIOS DOMÉSTICOS.L NA PRAIA/PISCINA.M ATRAVÉS DE OBJECTOS CORTANTES.N OUTRO _________________________________ .X (ESPECIFIQUE). NÃO SABE.W 702 Existe algo que se possa fazer para evitar contrair o vírus da SIDA? SIM.1 NAO.2 NÃO SABE.8 709 703 O que se pode fazer? (o que mais se pode fazer?) ANOTE TUDO QUE FOR MENCIONADO. NÃO TER RELAÇÕES SEXUAIS.A UTILIZAR CAMISINHA/PRESERVATIVO.B TER UM SÓ COMPANHEIRO(A) / NAMORADO(A).C LIMITAR O NÚMERO DE PARCEIROS SEXUAIS.D NÃO TER RELAÇÕES SEXUAIS COM PROSTITUTAS.E NÃO TER RELAÇÕES SEXUAIS COM PESSOAS QUE TEM MAIS DE UM PARCEIRO(A).F NÃO TER RELAÇÕES SEXUAIS COM HOMOSEXUAIS.G NÃO TER RELAÇÕES SEXUAIS COM PESSOAS QUE SE INJECTAM DROGA.H NÃO FAZER A TRANSFUSÃO SANGUÍNEA.I SÓ USAR SERINGAS/AGULHAS ESTERILIZADAS (DESCARTÁVEIS).J NÃO PARTILHAR DE UTENSÍLIOS DE BARBA.K NÃO TROCAR DE BEIJOS NA BOCA.L NÃO SER PICADO POR MOSQUITOS.M NÃO CONVIVER COM PESSOAS INFECTADAS.N NÃO USAR BANHEIRO PÚBLICO.O OUTRO ___________________________________ .X (ESPECIFIQUE) NÃO SABE.W 302 | Questionários 32 NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 704 Ter um único parceiro não infectado que não tem outro parceiro, é uma forma de se proteger do vírus da SIDA? SIM.1 NAO.2 NÃO SABE.8 705 Pode-se contrair o vírus da SIDA, através de picadas de mosquito? SIM.1 NAO.2 NÃO SABE.8 706 Utilizar preservativo/camisinha sempre que tiver relações sexuais é uma forma de se proteger do vírus da SIDA? SIM.1 NAO.2 NÃO SABE.8 707 Pode-se contrair o vírus da SIDA se comermos no mesmo prato que uma pessoa com SIDA? SIM.1 NAO.2 NÃO SABE.8 708 Deixar de ter relações sexuais é uma forma de se proteger do vírus da SIDA? SIM.1 NAO.2 NÃO SABE.8 708B Onde conseguiu essas informações sobre a SIDA? (Que outras fontes?) ANOTE TUDO QUE FOR MENCIONADO RADIO .A TELEVISÃO.B JORNAIS/REVISTAS.C FOLHETOS/CARTAZES.D AGENTES SANITÁRIOS.E IGREJAS.F ESCOLAS/PROFESSORES.G REUNIÕES COMUNITÁRIAS.H AMIGOS/FAMILIARES.I NO TRABALHO.J UNIDADE SANITÁRIA DE BASE/POSTO SANITÁRIO.K CENTRO DE SAÚDE/HOSPITAL.L PMI/PF/CENTRO SAÚDE REPRODUTIVA/ONG’S.M CIAJ/CENTRO JUVENTUDE/ONG’S.N OUTRO _______________________________ .X (ESPECIFIQUE) 709 É possível que uma pessoa, que aparenta estar de boa saúde esteja infectada pelo vírus da SIDA? SIM.1 NAO.2 NÃO SABE.8 710 Conhece pessoalmente alguém que esteja infectado pelo vírus da SIDA ou que morreu de SIDA? SIM.1 NAO.2 711 Uma mulher infectada pelo vírus da SIDA pode passá-lo para o seu filho? SIM.1 NAO.2 NÃO SABE.8 712C 712 Quando é que o vírus que causa a SIDA pode ser transmitido de mãe para o filho? SIM NÃO NÃO SABE O vírus pode ser transmitido durante: a) a gravidez? 1 2 8 b) o parto? 1 2 8 c) o aleitamento? 1 2 8 712A Pode ser feito alguma coisa para diminuir o risco de transmissão do vírus da SIDA da mãe para o filho? SIM.1 NAO.2 NÃO SABE.8 712C | 303Questionários 33 NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 712B Como? (Há outra maneira?) ANOTE TUDO QUE FOR MENCIONADO. TOMAR MEDICAMENTOS.A TOMAR ANTI-RETROVIRAIS(RAV).B NÃO AMAMENTAR.C FAZER CESARIANA.D OUTRO _______________________________ .W (ESPECIFIQUE) 712C Acha que tem risco de contrair o vírus da SIDA? SIM.1 NAO.2 712 E 712D Porque acha que não tem risco de contrair o vírus da SIDA? (Há outra razão?) ANOTE TUDO QUE FOR MENCIONADO. NÃO INJECTA DROGAS.A NÃO TEM RELAÇÕES SEXUAIS.B UTILIZAR CAMISINHA/PRESERVATIVO.C TEM UMA SÓ PARCEIRA/NAMORADA.D LIMITOU O Nº DE PARCEIRAS.E A SUA COMPANHEIRA NÃO TEM OUTRO PARCEIRO.F NUNCA FEZ TRANSFUSÃO SANGUÍNEA.G USA SERINGAS ESTERILIZADAS.H CONFIA NA COMPANHEIRA/NAMORADA.I OUTRO ______________________________.W (ESPECIFIQUE) 712F 712 E Porque acha que tem risco de contrair o vírus da SIDA? (Há outra razão?) ANOTE TUDO QUE FOR MENCIONADO INJECTA DROGAS.A NÃO USA CAMISINHA.B TEM MAIS QUE UMA COMPANHEIRA/NAMORADA.C A SUA COMPANHEIRA TEM OUTRO PARCEIRO.D RECEBEU TRANSFUSÃO SANGUÍNEA.E NÃO USA SERINGAS ESTERILIZADAS.F PODE PRECISAR FAZER TRANSFUSÃO SANGUÍNEA.G PROFISSIONAL DE RISCO.H OUTRO _________________________________ .X (ESPECIFIQUE) 712 F O seu conhecimento sobre a SIDA, influenciou o seu comportamento sexual? SIM.1 NAO.2 712I 712G De que maneira influenciou o seu comportamento sexual? (Há outra maneira?) ANOTE TUDO QUE FOR MENCIONADO. SE CÓDIGO A e OUTRO CÓDIGO CIRCULADOS, PASSAR A Q. 712 H PASSOU A USAR CAMISINHA.A NÃO COMEÇOU A TER RELAÇÕES SEXUAIS.B DEIXOU DE TER RELAÇÕES SEXUAIS.C LIMITOU-SE A TER RELAÇÕES SEXUAIS COM UMA SÓ COMPANHEIRA/NAMORADA.D REDUZIU O NÚMERO DE PARCEIRAS.E FICOU PREOCUPADA/COM MEDO DE TER RELAÇÕES SEXUAIS.F OUTRO ________________________________ .W (ESPECIFIQUE) 712I 304 | Questionários 34 NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 712H Passou a utilizar o preservativo/camisinha em todas as relações sexuais, às vezes ou consoante a parceira? TODAS AS RELAÇÕES. 1 ÀS VEZES. 2 CONSOANTE A PARCEIRA. 3 712 I Acha que a SIDA tem cura? SIM.1 NAO.2 NÃO SABE.8 712 J Conhece ou já ouviu falar de algum medicamento para tratar as pessoas com vírus de sida? SIM.1 NAO.2 712 L 712K Quais são esses medicamentos ? NOME DO MEDICAMENTO: ____________________________________________ ANTI-RETROVIRAIS(ARV). A NÃO SABE O NOME.B OUTRO_________________________________. X (ESPECIFIQUE) 712 L Conhece algum lugar onde se presta apoio às pessoas com vírus de SIDA? SIM.1 NAO.2 713 712 M Onde se presta esse apoio ? Algum outro lugar? ANOTE TUDO QUE FOR MENCIONADO ASSOCIAÇÃO OU ONG. A CENTRO DE SAÚDE (DELEGACIA) . B HOSPITAL. C IGREJA/ASSOCIAÇÃO RELIGIOSA. D CÂMARA MUNICIPAL. E NO LOCAL DE TRABALHO. F ASSOCIAÇÃO DE PESSOAS INFECTADAS. G FAMILIARES. H OUTRO _______________________________ . X (ESPECIFIQUE) 713 VERIFIQUE: 401 714 A ACTUALMENTE CASADO/VIVE EM UNIÃO NÃO CASADO/ NÃO VIVE EM UNIÃO 714 Alguma vez falou, dos meios que evitam contrair o vírus da SIDA, com a sua namorada, esposa/companheira/parceira com quem você viveu/ vive? SIM.1 NAO.2 714A Na sua opinião, acha que se pode ou não falar da SIDA: a) Na radio? b) Na televisão? c) Nos jornais? d) Nos cartazes/brochuras? e) Nas sessões de animação cultural ou educativa? f) Nas escolas g) Nas igrejas/encontros religiosos? SIM NÃO NA RADIO .1. 2 NA TELEVISÃO .1. 2 NOS JORNAIS .1.2 NOS CARTAZES/BROCHURAS .1. 2 NAS SESSÕES DE ANIMAÇÃO CULTURAL OU EDUCATIVA . 1.2 NAS ESCOLAS . 1. 2 NAS IGREJAS/ENCONTROS RELIGIOSOS .1. 2 | 305Questionários 35 NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 714A1 Durante as últimas 4 semanas, leu, ouviu ou viu alguma informação acerca do VIH ou da SIDA? SIM.1 NAO.2 NÃO SABE.8 714 B 714 A2 Onde viu, ouviu ou leu essas informações? (Mais algum lugar?) ANOTE TUDO QUE FOR MENCIONADO. TELEVISÃO. A RÁDIO. B JORNAIS REVISTAS. C BROCHURAS/FOLHETOS. D CARTAZES/OUTDOORS. E PROMOTOR DE SAÚDE/AGENTE SANITÁRIO. F POSTO SANITÁRIO/USB. G CENTRO DE SAÚDE/HOSPITAL. H PMI/PF. I CIAJ/CENTRO DE JUVENTUDE. J IGREJA/ASSOCIAÇÃO RELIGIOSA. K NO TRABALHO. L ASSOCIAÇÕES/ONG'S. M OUTRO __________________________________X (ESPECIFIQUE) 714 B Você compraria algum produto alimentar num(a) vendedor/vendedeira que esteja infectado(a) com o vírus da SIDA? SIM.1 NAO.2 DEPENDE.3 NÃO SABE.8 715 Se alguém da sua família estivesse infectado pelo vírus da SIDA, gostaria que isso ficasse em segredo ou não? SIM.1 NAO.2 NÃO SABE/NÃO ESTÁ SEGURO/DEPENDE.8 716 Se alguém da sua família contrair o vírus da SIDA, você estaria disposto a cuidar dele(a) no seu agregado familiar? SIM.1 NAO.2 NÃO SABE/NÃO ESTÁ SEGURO/DEPENDE.8 716 A Se uma professora tem o vírus da SIDA mas não parece doente, ela deve continuar a ensinar na escola? PODE CONTINUAR A ENSINAR .1 NÃO PODE CONTINUAR A ENSINAR .2 NÃO SABE/NÃO ESTÁ SEGURO/DEPENDE .8 716 A1 Se um professor tiver o vírus da SIDA e não parece doente, ele deve continuar a ensinar na escola? PODE CONTINUAR A ENSINAR .1 NÃO PODE CONTINUAR A ENSINAR .2 NÃO SABE/NÃO ESTÁ SEGURO/DEPENDE .8 306 | Questionários 36 NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 716 B Deve-se ensinar ou educar as crianças de 12-14 anos sobre a utilização do preservativo/ camisinha para evitar o vírus da SIDA? SIM.1 NAO.2 NÃO SABE/NÃO ESTÁ SEGURO/DEPENDE .8 716 C Não é que eu queira saber o resultado do seu teste, mas, alguma vez fez o teste da SIDA? SIM.1 NAO.2 NÃO SABE.8 716D 716 C1 Quando é que o fez pela última vez? HÁ MENOS DE 12 MESES .1 12-23 MESES .2 2 ANOS OU MAIS .8 716C1A Da última vez que fez o teste da SIDA recebeu aconselhamento, antes do teste, depois do teste antes e depois do teste ou não recebeu aconselhamento? ANTES.1 DEPOIS.2 ANTES E DEPOIS.3 NÃO RECEBEU.4 NÃO SABE.8 716 C2 Da última vez que fez o teste foi por iniciativa própria, propuseram-lhe e aceitou ou foi-lhe exigido? POR INICIATIVA PRÓPRIA.1 PROPUSERAM-LHE E ACEITOU.2 FOI-LHE EXIGIDO.3 716 C3 Recebeu o resultado desse teste? SIM.1 NAO.2 NÃO SABE/NÃO SE LEMBRA.8 716F1 716C3A O resultado desse teste foi lhe dado de forma confidencial, isto é, em privado? SIM.1 NAO.2 NÃO SABE/NÃO SE LEMBRA.8 716F1 716 D Você gostaria de fazer o teste da SIDA? SIM.1 NAO.2 NÃO SABE/NÃO ESTÁ SEGURA/DEPENDE .3 716 E Conhece um lugar onde se pode fazer o teste da SIDA? SIM.1 NAO.2 717 716 F Onde se pode fazer o teste da SIDA? (Onde mais?) ANOTE TUDO QUE FOR MENCIONADO HOSPITAL .A CLÍNICA PRIVADA .B DELEGACIA DE SAÚDE .C CAMPANHAS .D OUTRO _______________________________.X (ESPECIFIQUE) 716F1 Onde foi que fez o teste? 717 Para além da SIDA, conhece ou já ouviu falar de outras doenças/infecções que se transmitem através de relações sexuais? SIM.1 NAO.2 719A | 307Questionários 37 NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 717 A Que doenças/infecções que se transmitem através das relações sexuais, conhece ou já ouviu falar? (Tem mais doenças/infecções?) ANOTE TUDO QUE FOR MENCIONADO. GONORRÉIA/BLENORRAGIA/ ESQUENTAMENTO .A SÍFILIS/DOENÇA DO MUNDO .B CANCRO MOLE/MULA .D CONDILOMA/VERRUGAS GENITAIS .E HERPES GENITAL .F TRICOMONÍASE .G CANDIDÍASE .H CLAMIDÍASE/INFECÇÃO POR CLAMÍDIA .I OUTRO ________________________________.X (ESPECIFIQUE) NÃO SABE .W 718 Quais são os sinais ou sintomas que a levam a pensar que um homem tem uma doença/infecção que pode ser transmitida através das relações sexuais? (Tem mais sintomas ou sinais?) ANOTE TUDO QUE FOR MENCIONADO DORES ABDOMINAIS .A CORRIMENTO .B CORRIMENTO COM MAU CHEIRO .C DOR/ARDOR URINÁRIA .D AVERMELHADO/INFLAMAÇÃODA ZONA GENITAL .E FERIDA/ULCERA NA ZONA GENITAL .F VERRUGAS NA ZONA GENITAL .G COMICHÃO .H URINAR COM SANGUE .I PERDA DE PESO .J IMPOTÊNCIA .K OUTRO ________________________________.X (ESPECIFIQUE) NÃO HÁ SINTOMA .Y NÃO SABE .W 719 Quais são os sinais ou sintomas que a levam a pensar que uma mulher tem uma doença/infecção que pode ser transmitida através de relações sexuais? (Tem mais sintomas ou sinais?) ANOTE TUDO QUE FOR MENCIONADO DORES ABDOMINAIS .A CORRIMENTO VAGINAL .B CORRIMENTO VAGINAL COM MAU CHEIRO .C DOR/ARDOR URINÁRIA .D AVERMELHADO/INFLAMAÇÃO DA ZONA GENITAL .E FERIDA/ULCERA NA ZONA GENITAL .F VERRUGAS NA ZONA GENITAL .G COMICHÃO VAGINAL .H URINAR COM SANGUE .I PERDA DE PESO .J DIFICULDADE EM FICAR GRÁVIDA .K OUTRO _________________________________ .X (ESPECIFIQUE) NÃO HÁ SINTOMA .Y NÃO SABE .W 308 | Questionários 38 NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 719 X No caso de ter alguns destes sinais ou sintomas de uma infecção/doença sexualmente transmissível, sabe onde procurar conselho/tratamento? SIM.1 NAO.2 719A 719 Y Onde se pode procurar conselho/tratamento? (Onde mais?) ANOTE TUDO QUE FOR MENCIONADO HOSPITAL .A CENTRO DE SAÚDE .B POSTO SANITÁRIO .C UNIDADE SANITÁRIA DE BASE .D PMI/PF, CENTRO DE SR .E CLÍNICA PRIVADA .F FARMÁCIA/POSTO DE VENDA DE MEDICAMENTOS .G OUTRO ________________________________ .X (ESPECIFIQUE) 719 A VERIFIQUE 416: JÁ TEVE RELAÇÕES SEXUAIS NUNCA TEVE RELAÇÕES SEXUAIS 801 Agora gostaria de falar-lhe sobre a sua saúde nos últimos 12 meses 719B Durante os últimos 12 meses, teve alguma doença/infeção que pode ser trasmitida através de relação sexual? SIM.1 NAO.2 NÃO SABE.8 719 C Às vezes, os homens podem ter algum corrimento no pénis. Nos últimos 12 meses, teve corrimento no pénis? SIM.1 NAO.2 NÃO SABE.8 719 D Às vezes, os homens podem ter ferida na região do pénis. Nos últimos 12 meses, teve frida/úlcera na região do pénis? SIM.1 NAO.2 NÃO SABE.8 719 D1 Alguma vez teve algum dos seguintes sintomas? SIM NÃO a) Corrimento no pénis? CORRIMENTO NO PÉNIS 1 2 b) Dor/ardência ao urinar sem ser doença/infecção urinária? DOR/ARDÊNCIA AO URINAR SEM SER DOENÇA/INFECÇÃO URINÁRIA 1 2 c) Ferida/úlcera na região do pénis? FERIDA/ÚLCERA NA REGIÃO DO PÉNIS 1 2 d) Comichão na região do pénis? COMICHÃO NA REGIÃO DO PÉNIS 1 2 e) Verrugas na região do pénis ou no ânus? VERRUGAS NA REGIÃO DO PÉNIS OU NO ÂNUS 1 2 | 309Questionários 39 NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A 719 E VERIFIQUE: SE (Código 1 circulado ) em 719B; 719C; 719D ou 719D1 JÁ TEVE DOENÇA/INFECÇÃO NUNCA TEVE DOENÇA/INFECÇÃO 801 719 F Da última vez que teve algum dos sintomas mencionados procurou conselho ou tratamento? SIM.1 NAO.2 719H 719 G1 Onde procurou conselho? (Onde mais?) ANOTE TUDO QUE FOR MENCIONADO. HOSPITAL .A CENTRO DE SAÚDE .B POSTO SANITÁRIO .C UNIDADE SANITÁRIA DE BASE .D PMI/PF, CENTRO DE SR .E CLÍNICA PRIVADA .F FARMÁCIA/POSTO DE VENDA DE MEDICAMENTOS .G CIAJ/CENTRO JUVENTUDE/ONG .H OUTRO ________________________________ .X (ESPECIFIQUE) 719 G2 Onde procurou tratamento ? (Onde mais?) ANOTE TUDO QUE FOR MENCIONADO. HOSPITAL .A CENTRO DE SAÚDE .B POSTO SANITÁRIO .C UNIDADE SANITÁRIA DE BASE .D PMI/PF, CENTRO DE SR .E CLÍNICA PRIVADA .F FARMÁCIA/POSTO DE VENDA DE MEDICAMENTOS .G OUTRO ________________________________ .X (ESPECIFIQUE) 719 H Quando teve um desses sintomas informou a sua esposa/companheira ou namorada? SIM.1 NÃO.2 NÃO TINHA ESPOSA/PARCEIRA/NAMORADA.3 801 719 I Quando teve sintoma fez alguma coisa para não infectá-la? SIM.1 NÃO.2 PARCEIRA(S) JÁ ERA(M) INFECTADA(S).3 801 719 J O que fez para não infectar a sua companheira/parceira ou namorada: Usou preservativo/camisinha durante as relações sexuais, deixou de ter relações sexuais ou fez outra coisa? USOU PRESERVATIVO/CAMISINHA .1 ABDICOU-SE DAS RELAÇÕES SEXUAIS .2 OUTRO _______________________ .3 (ESPECIFIQUE) 719 K A sua parceira fez tratamento? SIM.1 NAO.2 NÃO SABE.8 719 L Você fez tratamento? SIM.1 NAO.2 NÃO SABE.8 310 | Questionários 40 SECÇÃO 8. ATITUDES E COMPORTAMENTOS NO SEIO DO CASAL NO. QUESTÕES E FILTROS CATEGORIAS E CÓDIGOS PASSE A Agora gostaria de fazer-lhe algumas perguntas sobre a relação marido/mulher. As pessoas têm opiniões diferentes sobre esse assunto, e gostaria de saber o que você pensa. 801 No casal, quem deve decidir das seguintes questões: MARIDO MULHER OS DOIS JUNTOS NÃO SABE/DEP a) Fazer compras importantes para o agregado? a) 1 2 3 8 b) Fazer compras para as necessidades quotidianas do agregado? b) 1 2 3 8 c) Quando visitar a família, os amigos ou parentes? c) 1 2 3 8 d) Que fazer com o dinheiro que mulher ganha? d) 1 2 3 8 e) Quantos filhos deve ter o casal, e quando deve tê-las? e) 1 2 3 8 802 Às vezes, o marido fica aborrecido ou com raiva por causa de certas coisas que a sua mulher faz. Na sua opinião, é normal que o marido agrida a mulher: SIM NÃO NÃO SABE/DEPEND a) Se ela sair sem lhe disser nada? a) 1 2 8 b) Se ela não cuidar das crianças (dos filhos)? b) 1 2 8 c) Se ela contrariar as suas opiniões? c) 1 2 8 d) Se ela recusar ter relações sexuais com ele? d) 1 2 8 e) Se ela “deixar queimar” a comida? e) 1 2 8 803 Quando, uma mulher sabe que o marido tem uma doença/infecção sexualmente transmissível, é normal que ela lhe exija a utilização do preservativo ? SIM.1 NAO.2 NÃO SABE.8 804 O marido e a mulher não estão sempre de acordo sobre todos os assuntos. Por favor, diga-me se você acha que é justo que uma mulher recuse ter relações sexuais com o marido: SIM NÃO NÃO SABE/DEPEND a) Se ela está cansada ou não tem vontade de ter relações sexuais? a) 1 2 8 b) Se ela acabou de ter uma criança? b) 1 2 8 c) Se ela sabe que o marido tem relações sexuais com outras mulheres? c) 1 2 8 d) Se ela sabe que o marido tem uma doença/infecção sexualmente transmissível? d) 1 2 8 805 Você pensa que, se a mulher recusa de ter relações sexuais com o marido quando este desejar, ele tem o direito de : SIM NÃO NÃO SABE/DEPEND a) Se zangar com ela e reprimir-lhe? a) 1 2 8 b) Recusar de dar-lhe dinheiro ou outros bens financeiros que ela precisa? b) 1 2 8 c) Obrigá-la a ter relações sexuais com ele, mesmo contra a vontade dela? c) 1 2 8 d) Ir procurar uma outra mulher para ter relações sexuais? d) 1 2 8 806 MARQUE A HORA DO FIM DA ENTREVISTA HORAS . MINUTOS . | 311Questionários 41 OBSERVAÇÕES DO INQUIRIDOR A SER PREENCHIDA APÓS A ENTREVISTA COMENTARIOS SOBRE O INQUIRIDO : COMENTARIOS SOBRE QUESTOES PARTICULARES : OUTROS COMENTARIOS : OBSERVAÇÕES DA CONTROLADORA NOME DA CONTROLADORA:___________________________________ DATA: __________________________ 312 | Questionários INDICADORES SUPLEMENTARES – IDSR-II, 2005 Uso de preservativo nas relações sexuais de alto risco Homens dos 15-59 anos e mulheres dos 15-49 anos que usaram preservativo a última vez que tiveram relações sexuais de alto risco (%) Hom. (15-59 anos) Mul. (15-49 anos) 72 46 Homens e mulheres dos 15-24 anos que usaram preservativo a última vez que tiveram relações sexuais de alto risco (%) Homens Mulheres 79 56 Indicadores suplementares para o seguimento da fecundidade Indice sintética de fecundidade Número médio de filhos por mulher 2.9 Mediana do intervalo intergenésico Duração do intervalo (em meses) em que a metade das mulheres esperou antes de ter um outro filho 43.4 Fecundidade das adolescentes Mulheres dos 15-19 anos jà mãe ou gravida do primeiro filho (%) 18.9 Indicadores suplementares para o seguimento da nupcialidade Casamento Mulheres dos 15-49 anos e homens dos 15-59 anos casados na altura do inquérito (%) Mulheres Homens 12 10 Em união de facto Mulheres dos 15-49 anos e homens dos 15-59 anos em união de facto na altura do inquérito (%) Mulheres Homens 30 27 Mulheres e homens em união Mulheres dos 15-49 anos e homens dos 15-59 anos casados ou em união na altura do inquérito (%) Mulheres Homens 42 37 Mulheres e homens solteiros Mulheres dos 15-49 anos e homens dos 15-59 anos que nunca foram casados ou em união (%) Mulheres Homens 46 56 Mulheres e homens solteiros Mulheres e homens dos 15-24 anos que nunca foram casados ou em união (%) Mulheres Homens 77 90 Idade mediana à primeira união Idade (anos) em que a metade das mulheres de 20-49 anos casaram ou viveram em união pela 1ª vez Mulheres Homens 23.2 28.0 Idade mediana à primeira relação sexual Idade (anos) em que a metade das mulheres e homens de 20-49 anos tiveram as 1ª relações sexuais Mulheres Homens 17.7 17.3 Indicadores suplementares para o seguimento das preferências em materia de fecundidade Número médio ideal de filhos Número médio ideal de filhos desajados pelas mulheres dos 15-49 anos na fim da vida reprodutiva 2.5 Desejo de espaçar os nascimentos Mulheres casadas/em união que desejam espaçar o próximo nascimento de pelo menos dois anos (%) 16 Desejo de limitar os nascimentos Mulheres casadas/em união que não querem ter mais filhos, incluindo as mulheres esterulizadas (%) 70 Prevalência de uso de anticonceptivos Percentagem de mulheres casadas/em união dos 15-49 anos que usam algum metodo contraceptivo (todos os metodos e metodos modernos) Todos metodos: 61 Entre as mulheres casadas ou unidas Met. Modernos: 57 Entre todas as mulheres Percentagem de todas as mulheres dos 15-49 anos que usam algum metodo contraceptivo (todos os metdodos e metodos modernos) Todos metodos: Met. Modernos: 44 42 Necessidades não satisfeitas em planeamento familiar Mulheres casadas/em união que não querem ter mais filhos ou querem esperar pelo menos 2 anos antes do próximo filho e que não usam nenhum metodo contraceptivo (%) 17 Indicadores sobre a anemia Crianças com anemia Percentagem de crianças dos 6-59 meses com anemia 52 Mulheres com anemia Mulheres dos 15-49 anos com anemia 29 Homens com anemia Homens dos 15-59 anos com anemia 8 Indicadores sobre a violência doméstica Violência desde a idade de 15 anos Percentagem de mulheres dos 15-49 anos que declararam ter sido alguma vez vítima de violencia física desde a idade de 15 anos 22 Violência conjugal por tipo: Percentagem de mulheres dos 15-49 anos que declararam ter sido alguma vez vítima de violência perpetrada pelo actual ou antigo marido/companheiro (%) violência emocional v. emocional 14 violência física v. física 16 violencia sexual v. sexual 4 Opinião sobre violência domestica Mulheres de acordo com alguma razão que justifica que o esposo/companheiro bata na sua esposa/ companheira (%) 17 Primeras Páginas Indicadores Para a Cimeira Mundial Da Criança - Cabo Verde, IDSR-II, 2005 República de Cabo Verde Referência recomendada para citação Indice Lista dos Quadros e Gràficos Prefácio Agradecimentos Siglas Resumo República de Cabo Verde Capítulo 01 - Apresentação do País e Metodologia do Inquérito Capítulo 02 - Características dos Agregados Familiares Capítulo 03 - Características das Mulheres e dos Homens Inquiridos Capítulo 04 - Fecundidade Capítulo 05 - Planeamento Familiar Capítulo 06 - Nupcialidade e Exposição ao Risco de Gravidez Capítulo 07 - Intenções Reprodutivas e Planeamento da Fecundidade Capítulo 08 - Saúde da Mulher e da Criança Capítulo 09 - Amamentação e Estado Nutricional Capítulo 10 - Mortalidade das Crianças Menores de 5 Anos Capítulo 11 - VIH/SIDA e Infecções Sexualmente Transmissíveis Capítulo 12 - Prevalência do VIH Capítulo 13 - Violência Doméstica Referências Bibliográficas Anexo A - Plano de Sondagem Anexo B - Erros de Sondagem Anexo C - Quadros de Avaliação da Qualidade dos Dados Anexo D - Pessoal do IDSR-II, 2005 Anexo E - Questionários Questionário Agregado Familiar Questionário Individual Mulher Questionário Individual Homem Indicadores Suplementares - IDSR-II, 2005 << /ASCII85EncodePages false /AllowTransparency false /AutoPositionEPSFiles true /AutoRotatePages /None /Binding /Left /CalGrayProfile (Dot Gain 20%) /CalRGBProfile (sRGB IEC61966-2.1) /CalCMYKProfile (U.S. Web Coated \050SWOP\051 v2) /sRGBProfile (sRGB IEC61966-2.1) /CannotEmbedFontPolicy /Error /CompatibilityLevel 1.4 /CompressObjects /Tags /CompressPages true /ConvertImagesToIndexed true /PassThroughJPEGImages true /CreateJobTicket false /DefaultRenderingIntent /Default /DetectBlends true /DetectCurves 0.0000 /ColorConversionStrategy /CMYK /DoThumbnails false /EmbedAllFonts true /EmbedOpenType false /ParseICCProfilesInComments true /EmbedJobOptions true /DSCReportingLevel 0 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